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Filosofia - questoes01

Lista de exercícios de Filosofia (Extensivo ENEM HARD, Semana 2) sobre a passagem do mito à filosofia grega. Reúne textos (Vernant, Platão) e questões — itens V/F e múltipla escolha — sobre razão, Sócrates, cosmologia e gênese do pensamento.

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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM HARD SEMANA 2
Ex.8 Do mito à �loso�a
(Uece 2019)  “É no plano político que a Razão, na Grécia,
primeiramente se exprimiu, constituiu-se e formou-se. A experiência
social só pôde tornar-se entre os gregos objetos de uma re�exão
positiva, porque se prestava, na cidade, a um debate público de
argumentos. O declínio do mito data do dia em que os primeiros
Sábios puseram em discussão a ordem humana, procuraram de�ni-la
em si mesma, traduzi-la em fórmulas acessíveis à sua inteligência,
aplicar-lhe a norma do número e da medida.”
 
VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro:
Bertrand do Brasil, 1989, p. 94.
 
 
Com base nessa citação, é correto a�rmar que a �loso�a nasce
 
Ex.2 Do mito à �loso�a
(Ufpr 2019)  Quando soube daquele oráculo, pus-me a re�etir assim:
“Que quererá dizer o Deus? Que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá
não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá
ele então signi�car declarando-me o mais sábio? Naturalmente não
está mentindo, porque isso lhe é impossível”. Por longo tempo �quei
nessa incerteza sobre o sentido; por �m, muito contra meu gosto,
decidi-me por uma investigação, que passo a expor.
 
(PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção Os
Pensadores. Vol. II. São Paulo: Victor Civita, 1972, p. 14.)
 
 
O texto acima pode ser tomado como um exemplo para ilustrar o
modo como se estabelece, entre os gregos, a passagem do mito para a
�loso�a. Essa passagem é caracterizada:  
 
Ex.1 Do mito à �loso�a
(Uece 2020)  Antes do surgimento do pensar racional-�losó�co, os
povos antigos possuíam outra forma de explicação do mundo: o
pensamento mítico.
 
Considerando as características do conhecimento mítico, atente para o
que se a�rma a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o
que for falso.
 
(     ) A mitologia foi a segunda forma de explicação sobre o mundo,
sucedendo as explicações fornecidas pelas ciências dos antigos povos,
como a agrimensura e a astrologia.
(     ) Os mitos eram transmitidos por gerações, principalmente através
da forma narrativa e faziam parte da tradição cultural de um povo, não
sendo originários da criação por parte de um indivíduo especí�co.
(     ) A mitologia explicava a origem do mundo e dependia da adesão,
pelas pessoas, de um conjunto de verdades tidas como
inquestionáveis e imunes à crítica.
(     ) Baseado, principalmente, nas forças da natureza – physis –, as
mitologias antigas, ao contrário das religiões que as sucederam,
evitavam o recurso às forças sobrenaturais como fonte de explicação
da existência.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Ex.3 Do mito à �loso�a
(Upe-ssa 1 2017)  Observe o texto a seguir sobre a gênese do
pensamento �losó�co.
 
Com a �loso�a, novo critério de verdade se impunha: o critério da
logicidade. Verdade é aquilo, que concorda com as leis do lógos
(pensamento, razão). É a razão, que nos dá garantia da verdade,
porque o real é racional.
LARA, Tiago Adão. A Filoso�a nas suas origens gregas, 1989, p. 54.
 
Sobre a gênese do pensamento �losó�co, está CORRETO a�rmar que:
 
a) após o declínio das ideias mitológicas, não havendo nenhuma linha
de continuidade entre estas últimas e as novas ciências gregas.   
b) das representações religiosas míticas que se transpõem nas novas
representações cosmológicas jônicas.  
c) da experiência do espanto, a maravilha com um mundo ordenado e,
portanto, belo.   
d) da experiência política grega de debate, argumentação e contra-
argumentação, que põe em crise as representações míticas.    
a) pela transição de um tipo de conhecimento racional para um
conhecimento centrado na fabulação.     
 
b) pela dedicação dos �lósofos em resolver as incertezas por meio da
razão.   
c) pela aceitação passiva do que era a�rmado pela divindade.    
d) por um acento cada vez maior do valor conferido ao discurso de
cunho religioso.    
e) pelo ateísmo radical dos pensadores gregos, sendo Sócrates,
inclusive, condenado por isso.
a) F, V, V, F.   
b) V, F, V, F.   
c) F, V, F, V.   
d) V, F, F, V.   
a) a evidência da verdade com o crivo da racionalidade tem resposta
no mito.   
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Ex.5 Do mito à �loso�a
(Ufsj 2013)  A construção de uma cosmologia que desse uma
explicação racional e sistemática das características do universo, em
substituição à cosmogonia, que tentava explicar a origem do universo
baseada nos mitos, foi uma preocupação da Filoso�a  
 
Ex.6 Do mito à �loso�a
(Ueg 2013)  O surgimento da �loso�a entre os gregos (Séc. VII a.C.) é
marcado por um crescente processo de racionalização da vida na
cidade, em que o ser humano abandona a verdade revelada pela
codi�cação mítica e passa a exigir uma explicação racional para a
compreensão do mundo humano e do mundo natural. Dentre os
legados da �loso�a grega para o Ocidente, destaca-se:
 
Ex.7 Do mito à �loso�a
(Upe 2013)  A �loso�a, no que tem de realidade, concentra-se na vida
humana e deve ser referida sempre a esta para ser plenamente
compreendida, pois somente nela e em função dela adquire seu ser
efetivo.
 
VITA, Luís Washington. Introdução à Filoso�a, 1964, p. 20.
 
Sobre esse aspecto do conhecimento �losó�co, é CORRETO a�rmar
que
 
Ex.4 Do mito à �loso�a
(Upe-ssa 1 2017)  Sobre o Mito no mundo atual, considere o texto a
seguir:
 
 
Os meios de comunicação (televisão, jornais, etc.) utilizam a palavra
Mito com um signi�cado diferente, quando se referem a artistas, que,
num determinado momento, ganham destaque por causa de um �lme
ou música de sucesso. Mas, mesmo nesse caso, os “Mitos” do mundo
artístico são assim chamados, porque atribuímos a eles qualidades
que consideramos dignas de um deus.
 
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filoso�a. 2002, p. 23.
Disponível em: www.4hd.com.br
 
Assim, é CORRETO a�rmar que no mundo atual
 
 
b) o critério da logicidade está presente na adesão à crença e ao mito.
  
c) a gênese do pensar �losó�co e a inspiração criadora de sentidos
consistem na fantasia.   
d) a origem do pensamento �losó�co surge entre os gregos, no século
VI a.C., na busca por explicação do sobrenatural com a força do divino.
  
e) o despertar da �loso�a grega surge na verdade argumentada da
razão com o critério da interpretação.  
a) medieval.   
b) antiga.   
c) iluminista.   
d) contemporânea.  
a) a concepção política expressa em A República, de Platão, segundo a
qual os mais fortes devem governar sob um regime político
oligárquico.   
b) a criação de instituições universitárias como a Academia, de Platão,
e o Liceu, de Aristóteles.   
c) a �loso�a, tal como surgiu na Grécia, deixou-nos como legado a
recusa de uma fé inabalável na razão humana e a crença de que
sempre devemos acreditar nos sentimentos.   
d) a recusa em apresentar explicações preestabelecidas mediante a
exigência de que, para cada fato, ação ou discurso, seja encontrado um
fundamento racional.   
a) a consciência �losó�ca impossibilita o distanciamento para avaliar
os fundamentos dos atos humanos e dos �ns aos quais eles se
destinam.   
b) um dos pontos fundamentais da �loso�a é o desejo de conhecer as
raízes da realidade, investigando-lhe o sentido, o valor e a �nalidade.   
c) a �loso�a é o estudo parcial de tudo aquilo que é objeto do
conhecimento particular.   
d) o conhecimento �losó�co é trabalho intelectual, de caráter
assistemático, pois se contenta com as respostas para as questões
colocadas.   
e) a �loso�a é a consciência intuitiva sensível que busca a
compreensão da realidade por meio de certos princípios estabelecidos
pela razão.   
a) o Mito narra as habilidades divinas, transmitidas aos homens pelos
deuses.   
b) o Mito retrata tanto a signi�cância quanto a primeira atribuição de
sentido ao mundo.   
c) o Mito tem importância pelo fato de ser a primeira forma de dar
signi�cado ao mundo.   
d) o Mito na totalidade do real, não apresenta mais abrangência nem o
distintivo existencial que havia na sua origem,isto é, no Mito primitivo.
  
e) o Mito possibilita ao homem lutar e viver criticamente contra tudo o
que lhe é adverso.   
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GABARITO
Ex.8 Do mito à �loso�a
Ex.2 Do mito à �loso�a
Ex.1 Do mito à �loso�a
Ex.3 Do mito à �loso�a
Ex.5 Do mito à �loso�a
Ex.6 Do mito à �loso�a
Ex.7 Do mito à �loso�a
Ex.4 Do mito à �loso�a
d) da experiência política grega de debate, argumentação e
contra-argumentação, que põe em crise as representações
míticas.    
b) pela dedicação dos �lósofos em resolver as incertezas por
meio da razão.   
a) F, V, V, F.   
e) o despertar da �loso�a grega surge na verdade argumentada
da razão com o critério da interpretação.  
b) antiga.   
d) a recusa em apresentar explicações preestabelecidas
mediante a exigência de que, para cada fato, ação ou discurso,
seja encontrado um fundamento racional.   
b) um dos pontos fundamentais da �loso�a é o desejo de
conhecer as raízes da realidade, investigando-lhe o sentido, o
valor e a �nalidade.   
d) o Mito na totalidade do real, não apresenta mais abrangência
nem o distintivo existencial que havia na sua origem, isto é, no
Mito primitivo.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM HARD SEMANA 2
Ex. 8 Os Pré-Socráticos
(Upe-ssa 1 2018)  Observe o texto a seguir sobre a gênese do
pensamento �losó�co:
 
Entre o �m do VII século e o começo do VI a.C., o problema
cosmológico é o primeiro a destacar-se claramente como objeto de
pesquisa sistemática diferente do impreciso complexo de problemas
que já ocupavam a mente dos gregos ainda antes do surgir de uma
re�exão �losó�ca verdadeira e própria.
(MONDOLFO, Rodolfo. O Pensamento Antigo, São Paulo: Mestre Jou,
1966, p. 31.)
 
O texto retrata, com clareza, o problema cosmológico, objeto de
estudo da �loso�a
 
Ex.1 Os Pré-Socráticos
(Unesp 2020)  Em 4 de julho de 2012, foi detectada uma nova
partícula, que pode ser o bóson de Higgs. Trata-se de uma partícula
elementar proposta pelo físico teórico Peter Higgs, e que validaria a
teoria do modelo padrão, segundo a qual o bóson de Higgs seria a
partícula elementar responsável pela origem da massa de todas as
outras partículas elementares.
 
(Jean Júnio M. Pimenta et al. “O bóson de Higgs”. In: Revista brasileira
de ensino de física, vol. 35, no 2, 2013. Adaptado.)
 
 
O que se descreve no texto possui relação com o conceito de arqué,
desenvolvido pelos primeiros pensadores pré-socráticos da Jônia. A
arqué diz respeito
 
Ex. 7 Os Pré-Socráticos
(Uema 2015)  Leia a letra da canção a seguir.
 
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo in�nito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo [...]
 
Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda. In: Álbum
MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004.
 
 
Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo, que vê a
realidade passando como uma onda, assim também pensaram os
primeiros �lósofos conhecidos como Pré-socráticos que denominavam
a realidade de physis. A característica dessa realidade representada,
também, na música de Lulu Santos é o(a)
 
Ex. 2 Os Pré-Socráticos
(Ufpr 2020)  De acordo com Tales de Mileto, a água é origem e matriz
de todas as coisas. Essa maneira de reduzir a multiplicidade das coisas
a um único elemento foi considerada uma das primeiras expressões da
Filoso�a, porque:
 
Ex.9 Os Pré-Socráticos
(Uel 2015)  Leia o texto a seguir e responda à próxima questão.
 
De onde vem o mundo? De onde vem o universo? Tudo o que existe
tem que ter um começo. Portanto, em algum momento, o universo
também tinha de ter surgido a partir de uma outra coisa. Mas, se o
a) Socrática.   
b) Platônica.      
c) Pré-socrática.   
d) Mítica.   
e) Pós-socrática.
a) à retórica utilizada pelos so�stas para convencimento dos cidadãos
na pólis
b) a uma explicação da origem do cosmos fundamentada em
pressupostos mitológicos.    
c) à investigação sobre a constituição do cosmos por meio de um
princípio fundamental da natureza.    
d) ao desenvolvimento da lógica formal como habilidade de raciocínio.
   
e) à justi�cação ética das ações na busca pelo entendimento sobre o
bem
a) �uxo.   
b) estática.    
c) in�nitude.    
d) desordem.   
e) multiplicidade.
a) é um questionamento sobre o fundamento das coisas.   
b) enuncia a verdade sobre a origem das coisas.   
c) é uma proposição que se pode comprovar.   
d) é uma proposição cientí�ca.   
e) é um mito de origem.   
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universo de repente tivesse surgido de alguma outra coisa, então essa
outra coisa também devia ter surgido de alguma outra coisa algum dia.
So�a entendeu que só tinha transferido o problema de lugar. A�nal de
contas, algum dia, alguma coisa tinha de ter surgido do nada. Existe
uma substância básica a partir da qual tudo é feito? A grande questão
para os primeiros �lósofos não era saber como tudo surgiu do nada. O
que os instigava era saber como a água podia se transformar em
peixes vivos, ou como a terra sem vida podia se transformar em
árvores frondosas ou �ores multicoloridas.
 
Adaptado de: GAARDER, J. O Mundo de So�a. Trad. de João Azenha Jr.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.43-44.
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgimento da
�loso�a, assinale a alternativa correta.
 
Ex. 3 Os Pré-Socráticos
(Uel 2019)  Leia o texto a seguir.
 
Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo me impele,
conduzem-me, depois de me terem dirigido pelo caminho famoso da
divindade [...] E a deusa acolheu-me de bom grado, mão na mão direita
tomando, e com estas palavras se me dirigiu: [...] Vamos, vou dizer-te –
e tu escuta e �xa o relato que ouviste – quais os únicos caminhos de
investigação que há para pensar, um que é, que não é para não ser, é
caminho de con�ança (pois acompanha a realidade): o outro que não é,
que tem de não ser, esse te indico ser caminho em tudo ignoto, pois
não poderás conhecer o não-ser, não é possível, nem indicá-lo [...] pois
o mesmo é pensar e ser.
 
PARMÊNIDES. Da Natureza, frags. 1-3. Trad. José Trindade Santos. 2.
ed. São Paulo: Loyola, 2009. p. 13-15.
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a �loso�a de
Parmênides, assinale a alternativa correta.
 
Ex. 6 Os Pré-Socráticos
(Uepg 2018)  Em relação à teoria parmenidiana e o fragmento abaixo,
assinale o que for correto.
 
Via da Verdade
“[...] Pois bem, dir-te ei – e tu escuta a minha palavra – quais as únicas
vias de pesquisa que se podem pensar: uma que (o ser) é e não é
possível que não seja – é o caminho da persuasão, porque vai direto a
verdade – a outra que (o ser) não é necessário que não seja; [...]."
Adaptado de: “Parmênides”. In: Giovanni Reale. História da Filoso�a
Antiga. Trad. De Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 1993. Vol.1. pp.
107-108 (Série História da Filoso�a). 
 
 
Ex. 5 Os Pré-Socráticos
(Ufu 2018)  Considere o seguinte texto do �lósofo Heráclito (século VI
a.C.).
 
"Para as almas, morrer é transformar-se em água; para a água, morrer
é transformar-se em terra. Da terra, contudo, forma-se a água e da
água, a alma”
Heráclito. Fragmentos, extraído de: MARCONDES, Danilo. Textos
Básicos de Filoso�a. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000.
Tradução do autor.
 
 
Em relação ao excerto acima, podemos a�rmar que ele ilustra
  
a) Os pensadores pré-socráticos explicavam os fenômenos e as
transformações da natureza e porque a vida é como é, tendo como
limitador e princípio de verdade irrefutável as histórias contadas acerca
do mundo dos deuses.   
b) Os primeiros �lósofos da natureza tinham a convicção de que havia
alguma substância básica, uma causa oculta, que estava por trás de
todas as transformações na natureza e, a partir da observação,
buscavam descobrir leis naturais que fossem eternas.   
c) Os teóricos da natureza que desenvolveram seus sistemas de
pensamentopor volta do século VI a.C. partiram da ideia unânime de
que a água era o princípio original do mundo por sua enorme
capacidade de transformação.   
d) A �loso�a da natureza nascente adotou a imagem homérica do
mundo e reforçou o antropomor�smo do mundo dos deuses em
detrimento de uma explicação natural e regular acerca dos primeiros
princípios que originam todas as coisas.   
e) Para os pensadores jônicos da natureza, Tales, Anaxímenes e
Heráclito, há um princípio originário único denominado o ilimitado, que
é a reprodução da aparência sensível que os olhos humanos podem
observar no nascimento e na degeneração das coisas.   
a) Pensar e ser se equivalem, por isso o pensamento só pode tratar e
expressar o que é, e não o que não é – o não ser.      
b) A percepção sensorial nos possibilita conhecer as coisas como elas
verdadeiramente são.   
c) O ser é mutável, eterno, divisível, móvel e, por isso, a razão
consegue conhecê-lo e expressá-lo.   
d) A linguagem pode expressar tanto o que é como o que não é, pois
ela obedece aos princípios de contradição e de identidade.   
e) O ser é e o não ser não é indica que a realidade sensível é passível
de ser conhecida pela razão.
01) Não é possível a�rmar a existência do não ser porque o não ser
não é.    
02) O texto descreve a forma com que Parmênides percebia o
universo.    
04) O ser nunca muda, o ser simplesmente é e o não ser não é.    
08) Parmênides a�rma que existe apenas um caminho para se chegar
à verdade, de�nido como via da opinião, já que cada indivíduo, através
dos sentidos, percebe de forma diferente as mudanças que ocorrem na
physis.    
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GABARITO
Ex.10 Os Pré-Socráticos
(Ufu 2013)  A atividade intelectual que se instalou na Grécia a partir
do séc. VI a.C. está substancialmente ancorada num exercício
especulativo-racional. De fato, “[...] não é mais uma atividade mítica
(porquanto o mito ainda lhe serve), mas �losó�ca; e isso quer dizer
uma atividade regrada a partir de um comportamento epistêmico de
tipo próprio: empírico e racional”.
SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-socráticos. Porto Alegre: EDIPUCRS,
1998, p. 32.
 
Sobre a passagem da atividade mítica para a �losó�ca, na Grécia,
assinale a alternativa correta.  
 
Ex. 4 Os Pré-Socráticos
(Uem 2019)  “Tales de Mileto, o primeiro a indagar estes problemas,
disse que a água é a origem das coisas e que deus é aquela
inteligência que tudo faz da água.”
(Cícero, Da natureza dos deuses).
 
 
“Princípio (arkhé) dos seres [...] ele disse que era o ilimitado [...]. Pois
donde a geração é para os seres, é para onde também a corrupção se
gera segundo o necessário; pois concedem eles mesmos justiça e
deferência uns aos outros pela injustiça, segundo a ordenação do
tempo.” (Anaximandro).
In: CHAUÍ, M. Introdução à história da �loso�a. São Paulo: Brasiliense,
1994, p. 49-51).
 
 
A partir dos dois fragmentos acima, assinale o que for correto.
 
Ex. 8 Os Pré-Socráticos
Ex.1 Os Pré-Socráticos
Ex. 7 Os Pré-Socráticos
Ex. 2 Os Pré-Socráticos
Ex.9 Os Pré-Socráticos
Ex. 3 Os Pré-Socráticos
Ex. 6 Os Pré-Socráticos
Ex. 5 Os Pré-Socráticos
a) a concepção heraclitiana que valoriza a importância do movimento
na descrição da realidade.   
b) a concepção dialética do pensamento heraclitiano, segundo a qual o
movimento é uma ilusão dos sentidos.   
c) a concepção heraclitiana da realidade, segundo a qual a
multiplicidade dos fenômenos subjaz uma realidade única.   
d) o pensamento religioso de Heráclito, segundo o qual a morte é a
libertação da alma.
a) A mentalidade pré-�losó�ca grega é expressão típica de um
intelecto primitivo, próprio de sociedades selvagens.    
b) A �loso�a racionalizou o mito, mantendo-o como base da sua
especulação teórica e adotando a sua metodologia.    
c) A narrativa mítico-religiosa representa um meio importante de
difusão e manutenção de um saber prático fundamental para a vida
cotidiana.    
d) A Ilíada e a Odisseia de Homero são expressões culturais típicas de
uma mentalidade �losó�ca elaborada, crítica e radical, baseada no
logos.   
01) A água é, para Tales, expressão da vida, em que tudo se
transforma e se conserva.   
02) Tales não indagava sobre a qualidade ou coisa originária, mas qual
é a qualidade ou coisa originária.   
04) A physis (natureza), para Anaximandro, não é nenhuma das
qualidades percebidas nas coisas.    
08) A escola jônica protagonizou um grande debate sobre as questões
de ontologia.   
16) A origem dos seres, para Anaximandro, ocorre por um processo de
luta entre os contrários; sua dissolução, por um processo de justiça.  
c) Pré-socrática.   
c) à investigação sobre a constituição do cosmos por meio de um
princípio fundamental da natureza.    
a) �uxo.   
a) é um questionamento sobre o fundamento das coisas.   
b) Os primeiros �lósofos da natureza tinham a convicção de que
havia alguma substância básica, uma causa oculta, que estava
por trás de todas as transformações na natureza e, a partir da
observação, buscavam descobrir leis naturais que fossem
eternas.   
a) Pensar e ser se equivalem, por isso o pensamento só pode
tratar e expressar o que é, e não o que não é – o não ser.      
01) Não é possível a�rmar a existência do não ser porque o não
ser não é.    
02) O texto descreve a forma com que Parmênides percebia o
universo.    
04) O ser nunca muda, o ser simplesmente é e o não ser não é.    
a) a concepção heraclitiana que valoriza a importância do
movimento na descrição da realidade.   
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Ex.10 Os Pré-Socráticos
Ex. 4 Os Pré-Socráticos
c) A narrativa mítico-religiosa representa um meio importante de
difusão e manutenção de um saber prático fundamental para a
vida cotidiana.    
01) A água é, para Tales, expressão da vida, em que tudo se
transforma e se conserva.   
02) Tales não indagava sobre a qualidade ou coisa originária,
mas qual é a qualidade ou coisa originária.   
04) A physis (natureza), para Anaximandro, não é nenhuma das
qualidades percebidas nas coisas.    
16) A origem dos seres, para Anaximandro, ocorre por um
processo de luta entre os contrários; sua dissolução, por um
processo de justiça.  
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM HARD SEMANA 4
Ex.6 Sócrates e os So�stas
(Upe-ssa 2 2017)  Sobre a temática da Filoso�a na História, analise o
texto a seguir:
 
Há, pois, uma inseparável conexão entre �loso�a e história da �loso�a.
A �loso�a é histórica, e sua história lhe pertence essencialmente. E,
por outra parte, a história da �loso�a não é uma mera informação
erudita acerca das opiniões dos �lósofos. Senão que é a exposição
verdadeira do conteúdo real da �loso�a. É, pois, com todo rigor,
�loso�a. A �loso�a não se esgota em nenhum de seus sistemas, senão
que consiste na história efetiva de todos eles.
 
MARIAS, Julián. Historia de la Filoso�a. Madrid, 1956, p. 5.
 
 
Assim, é CORRETO a�rmar que, na tradição histórica da �loso�a,
 
Ex.5 Sócrates e os So�stas
(Ufu 2017)  A respeito do método de Sócrates, assinale a alternativa
que apresenta a de�nição correta de maiêutica.
 
Ex.2 Sócrates e os So�stas
(Ufu 2019)  Sócrates buscou verdades absolutas, enquanto os so�stas,
por sua vez, a�rmaram que a verdade era construída pela linguagem,
logo, para eles, todo conhecimento era relativo.
 
“Embora em sua época tenha sido confundido com os so�stas,
Sócrates travou uma polêmica profunda com estes �lósofos. Ele
procurava um fundamento último para as interrogações humanas (O
que é o bem? O que é a virtude? O que é a justiça?)”.
 
COTRIM, Gilberto e FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filoso�a.
São Paulo: Saraiva, 2017. p. 284
 
 
Com base nas considerações e no excerto acima, diz-se que Sócrates
buscava principalmente
 
Ex.4 Sócrates e os So�stas
(Upe-ssa 2 2017)  Sobre Filoso�a e Re�exão, considere o texto a
seguir:
 
Sobre a Filoso�a e Re�exão
 
Exprimir-se-á bem a ideia de que a �loso�a é procura e não posse,de�nindo o trabalho �losó�co como um trabalho de re�exão. O
modelo de re�exão �losó�ca – e ao mesmo tempo seu exemplo mais
acessível – é a “ironia” socrática.
 
HUISMAN, Denis; VERGEZ, André. Compêndio Moderno de Filoso�a,
1987, p. 25.
 
 
O autor acima enfatiza o exemplo sobre Filoso�a e Re�exão:
 
Ex.3 Sócrates e os So�stas
(Uel 2018)  Sócrates, Giordano Bruno e Galileu foram pensadores que
defenderam a liberdade de pensamento frente às restrições impostas
pela tradição. Na Apologia de Sócrates, a acusação contra o �lósofo é
assim enunciada:
 
a) o racionalismo e o empirismo têm estritas relações com a solução
integral do problema da vida na religião.    
b) os naturalistas pré-socráticos se preocuparam exclusivamente com
a subjetividade e a matéria religiosa.   
c) o famoso lema “conhece-te a ti mesmo – torna-te consciente de tua
ignorância” caracterizou o pensamento �losó�co de Sócrates.   
d) o período da �loso�a moderna é conhecido por se preocupar com as
verdades reveladas.
e) o período medieval teve como preocupação central a singularidade
em relação ao sujeito do conhecimento.   
a) Um método sintético, que ignora a argumentação dos interlocutores
e prontamente de�ne o que é o objeto em discussão.    
b) Uma estratégia sofística, que é empregada para educar a juventude
na prática da retórica, visando apenas ao ornamento do discurso.    
c) Um método analítico, que interroga a respeito daquilo que é tido
como a verdadeira justiça, o verdadeiro belo, o verdadeiro bem.   
d) Uma iluminação divina, que deposita na mente do �lósofo o
conhecimento profundo das coisas da natureza.   
a) valores relativos.   
b) verdades morais.    
c) domínio retórico.   
d) ensinar dogmas.  
a) no ato de interrogar os interlocutores, Sócrates expressava sua
atitude re�exiva.   
b) a re�exão �losó�ca se inicia na consciência e na posse do saber.   
c) a re�exão �losó�ca nos faz re�etir ao ensinar sua opinião com
certeza irrefutável.    
d) na re�exão �losó�ca, Sócrates expressava sua opinião como
verdadeira.    
e) ao perguntar, Sócrates delimitava o modelo e a posse da sabedoria.
  
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GABARITO
Sócrates [...] é culpado de corromper os moços e não acreditar nos
deuses que a cidade admite, além de aceitar divindades novas (24b-c).
 
Ao �nal do escrito de Platão, Sócrates diz aos juízes:
 
Mas, está na hora de nos irmos: eu, para morrer; vós, para viver. A
quem tocou a melhor parte, é o que nenhum de nós pode saber, exceto
a divindade. (42a).
 
(PLATÃO. Apologia de Sócrates. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém:
EDUFPA, 2001. p. 122-23; 147.)
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a disputa entre �loso�a
e tradição presente na condenação de Sócrates, assinale a alternativa
correta.
  
Ex.1 Sócrates e os So�stas
Questão somatória
(Uem 2020)  O período da história da �loso�a grega que cobre os
séculos V e IV a.C. é entendido como o despertar de um ideal
consciente de educação e cultura. Dele fazem parte, além de Sócrates
e de seu discípulo Platão, os chamados so�stas. A propósito dos
so�stas, assinale o que for correto.  
 
Ex.7 Sócrates e os So�stas
 
(Uem 2013)  Protágoras de Abdera (480-410 a.C.) é considerado um
dos mais importantes so�stas. Ensinou por muito tempo em Atenas,
sendo atribuída à sua autoria a seguinte máxima da �loso�a: “O
homem é a medida de todas as coisas”. Sobre Protágoras e os so�stas,
assinale o que for correto.
 
Ex.6 Sócrates e os So�stas
Ex.5 Sócrates e os So�stas
Ex.2 Sócrates e os So�stas
Ex.4 Sócrates e os So�stas
Ex.3 Sócrates e os So�stas
Ex.1 Sócrates e os So�stas
a) O desprezo socrático pela vida, implícito na resignação à sua pena, é
reforçado pelo reconhecimento da soberania do poder dos juízes.   
b) A aceitação do veredito dos juízes que o condenaram à morte
evidencia que Sócrates consentiu com os argumentos dos acusadores.
  
c) A acusação a Sócrates pauta-se na identi�cação da insu�ciência dos
seus argumentos, e a corrupção que provoca resulta das contradições
do seu pensamento.   
d) A crítica de Sócrates à tradição sustenta-se no repúdio às
instituições que devem ser abandonadas em benefício da liberdade de
pensamento.   
e) A sentença de morte foi aceita por Sócrates porque morrer não é um
mal em si e o livre pensar permite apreender essa verdade.
01) Os so�stas foram responsáveis pelo desenvolvimento da re�exão
antropológica e da re�exão ética na �loso�a.   
02) Os so�stas foram os mestres da nova areté (virtude, excelência)
política, e o instrumento desse processo foi a retórica.   
04) Os so�stas eram comumente vistos como especialistas do
pensamento e não propriamente como �lósofos.   
08) Sócrates adotou uma postura bastante complacente com os
so�stas na Atenas do século V a.C.   
16) Ao a�rmar que “o homem é a medida do que é e do que não é”,
Protágoras con�rmou o papel do subjetivismo na sua concepção
�losó�ca.  
01) De forma semelhante a pensadores contemporâneos, os so�stas
problematizam a multiplicidade de perspectivas do conhecimento.   
02) O relativismo de Protágoras pode ser defendido �loso�camente a
partir da percepção do movimento, tese já defendida anteriormente
por Heráclito.   
04) Platão e Aristóteles contrapuseram-se aos so�stas, ao não
defender o homem como medida de todas as coisas.    
08) Em razão de seu humanismo, atribui-se a Protágoras a inversão
coperniciana, isto é, a tese de que não é o sol que gira em torno da
Terra, mas a Terra que gira em torno do sol.    
16) O saber contido na frase de Protágoras é prático, além de teórico,
ou seja, mobiliza o campo da �loso�a para a retórica.
c) o famoso lema “conhece-te a ti mesmo – torna-te consciente
de tua ignorância” caracterizou o pensamento �losó�co de
Sócrates.   
c) Um método analítico, que interroga a respeito daquilo que é
tido como a verdadeira justiça, o verdadeiro belo, o verdadeiro
bem.   
b) verdades morais.    
a) no ato de interrogar os interlocutores, Sócrates expressava
sua atitude re�exiva.   
e) A sentença de morte foi aceita por Sócrates porque morrer
não é um mal em si e o livre pensar permite apreender essa
verdade.
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Ex.7 Sócrates e os So�stas01) Os so�stas foram responsáveis pelo desenvolvimento da
re�exão antropológica e da re�exão ética na �loso�a.   
02) Os so�stas foram os mestres da nova areté (virtude,
excelência) política, e o instrumento desse processo foi a
retórica.   
04) Os so�stas eram comumente vistos como especialistas do
pensamento e não propriamente como �lósofos.   
16) Ao a�rmar que “o homem é a medida do que é e do que não
é”, Protágoras con�rmou o papel do subjetivismo na sua
concepção �losó�ca.  
01) De forma semelhante a pensadores contemporâneos, os
so�stas problematizam a multiplicidade de perspectivas do
conhecimento.   
02) O relativismo de Protágoras pode ser defendido
�loso�camente a partir da percepção do movimento, tese já
defendida anteriormente por Heráclito.   
04) Platão e Aristóteles contrapuseram-se aos so�stas, ao não
defender o homem como medida de todas as coisas.    
16) O saber contido na frase de Protágoras é prático, além de
teórico, ou seja, mobiliza o campo da �loso�a para a retórica.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 4
Ex.9 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Ueg 2019)  Considerando a história contada por Platão no livro VII
da República, mais conhecida como Mito da Caverna, podemos
deduzir que:  
   
Ex.8 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Ufsc 2019)  Em relação ao mito da caverna de Platão, é correto
a�rmar que:    
 
Ex.12 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Upe-ssa 1 2018)  Leia o texto a seguir sobre o pensamento grego:
 
Platão escreveu diálogos �losó�cos, verdadeiros dramas em prosa.
Foi um dos maiores escritores de todos os tempos, e ninguém
conseguiu, como ele, unir as questões �losó�cas à tamanha beleza
literária. As ideias�losó�cas de Platão é a primeira grande síntese
do pensamento antigo. (Adaptado)
(REZENDE, Antonio. Curso de Filoso�a, Rio de Janeiro: Zahar, 1998,
p. 46.)
 
 
No tocante a essa temática, assinale a alternativa CORRETA sobre o
pensamento de Platão.
 
Ex.7 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Ufu 2019)  Leia o excerto abaixo.
 
“A alegoria da caverna representa as etapas da educação de um
�lósofo ao sair do mundo das sombras (das aparências) para
alcançar o conhecimento verdadeiro. Após essa experiência, ele deve
voltar à caverna para orientar os demais e assumir o governo da
cidade. Por isso, a análise da alegoria pode ser feita sob dois pontos
de vista.”
 
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires.
Filosofando: introdução à �loso�a. São Paulo: Moderna, 2016. p.
109.
 
 
Assinale a alternativa que apresenta os dois pontos de vista sobre a
educação que são deduzidos da alegoria da caverna.
 
 
Ex.6 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Uel 2019)  Leia o texto a seguir.
 
Os melhores de entre nós, quando escutam Homero ou qualquer
poeta trágico a imitar um herói que está a�ito e se espraia numa
extensa tirada cheia de gemidos, ou os que cantam e batem no peito,
sabes que gostamos disso, e que nos entregamos a eles, e os
seguimos, sofrendo com eles, e com toda seriedade elogiamos o
poeta, como sendo bom, por nos ter provocado até o máximo, essas
disposições. [...] Mas quando sobrevém a qualquer de nós um luto
a) o homem, apesar de nascer bom, puro e de posse da verdade,
pode desviar-se e passar a acreditar em outro mundo mais perfeito
de puras ideias.    
b) não podemos con�ar apenas na razão, pois somente guiados
pelos sentimentos e testemunhos dos sentidos poderemos alcançar
a verdade.    
c) a caverna, na alegoria platônica, representa tudo aquilo que
impede o surgimento da consciência �losó�ca, que possibilitaria uma
ascensão para o mundo inteligível.    
d) a razão deve submeter-se aos testemunhos dos sentidos, pois a
verdade que está no mundo inteligível só será atingida mediante a
sensibilidade.    
e) os homens devem se libertar da crença na existência em outro
mundo e buscar resolver seus con�itos aprofundando-se em sua
interioridade.
01) as sombras projetadas na parede da caverna representam meras
opiniões, consideradas erroneamente pelos prisioneiros como
conhecimento.    
02) apesar de estarem acorrentados, os prisioneiros conseguem ter
plena clareza quanto à realidade existente fora da caverna.   
04) simboliza o sofrimento e o anseio da libertação dos escravos na
Atenas do século IV a.C.    
08) o interior da caverna representa o mundo da ignorância e o
exterior da caverna representa o mundo do conhecimento.    
16) o prisioneiro que consegue se libertar volta à caverna para
compartilhar o conhecimento adquirido fora dela, embora seja
ridicularizado pelos demais prisioneiros.    
32) os prisioneiros que permanecem na caverna possuem mais
conhecimento do que o prisioneiro libertado.    
64) quando retorna à caverna, aquele que conseguiu se libertar dos
grilhões é bem recebido por seus antigos companheiros, que o veem
como um sábio que irá libertá-los.
a) Enfatiza as ideias no mundo sensível, buscando a verdade na
natureza.   
b) Retrata a doutrina das ideias e salienta a existência do mundo
ideal para fazer possível a verdadeira ciência.   
c) Prioriza a verdade do mundo concreto com a con�ança no
conhecimento dos sentidos.   
d) Sinaliza o valor dos sentidos como condição para o alcance da
verdade.   
e) Atenta para o signi�cado da razão no plano da existência da
realidade sensível.   
a) Individualista e teorizante.   
b) Dogmático e materialista.   
c) Relativista e democrático.      
d) Epistemológico e político.
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pessoal, reparaste que nos gabamos do contrário, se formos capazes
de nos mantermos tranquilos e de sermos fortes, entendendo que
esta atitude é característica de um homem [...]?
 
PLATÃO. A República. 605 d-e. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira.
12. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. p. 470.
 
 
Com base no texto, nos conhecimentos sobre mimesis (imitação) e
sobre o pensamento de Platão, assinale a alternativa correta:
 
Ex.10 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Upe-ssa 2 2018)  Leia o texto a seguir sobre o tema Filoso�a na
História:
 
 
A �loso�a antiga grega e greco-romana tem uma história mais que
milenar. Partindo do século VI a.C., chega até o ano de 529 d.C., ano
em que o imperador Justiniano mandou fechar as escolas pagãs e
dispersar os seus seguidores. Nesse arco de tempo, podemos
distinguir o momento das grandes sínteses de Platão e Aristóteles.
(REALE, Giovanni. História da Filoso�a: Antiguidade e Idade Média.
São Paulo: Paulinas, 1990, p. 25-26).
 
 
O autor na citação acima sinaliza a signi�cância do período
sistemático da �loso�a antiga. No que tange à �loso�a de Platão,
assinale a alternativa CORRETA.
 
Ex.1 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Ufpr 2020)  Em determinado momento do diálogo de Hípias Menor,
de Platão, Sócrates declara que encontrou di�culdade para
responder à pergunta “qual o critério para reconheceres o que é belo
e o que é feio?”. De acordo com Platão, a di�culdade está em que:
 
Ex.2 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Uece 2020)  O seguinte excerto encerra o mito da caverna, de
Platão:
 
“E agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar exatamente essa
alegoria ao que dissemos anteriormente. Devemos assimilar o
mundo que apreendemos pela vista à estada na prisão, a luz do fogo
que ilumina a caverna à ação do Sol. Quanto à subida e à
contemplação do que há no alto, considera que se trata da ascensão
da alma até o lugar inteligível, e não te enganarás sobre minha
esperança, já que desejas conhecê-la. Deus sabe se há alguma
possibilidade de que ela seja fundada sobre a verdade. Em todo o
caso, eis o que me aparece tal como me aparece; nos últimos limites
do mundo inteligível aparece-me a ideia do Bem, que se percebe
com di�culdade, mas que não se pode ver sem concluir que ela é a
causa de tudo o que há de reto e de belo”
 
PLATÃO. A República (514a-517c): Disponível em:
http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/203.pdf
 
 
Considerando o pensamento platônico, assinale com V o que for
verdadeiro e com F o que for falso.
 
(     ) As virtudes humanas podem ser adquiridas facilmente por
todos os indivíduos, cabendo aos �lósofos a missão político-
pedagógica de ensinar-lhes o caminho, através da dialética
socrática.
(     ) Para Platão, a virtude resulta do trabalho re�exivo da razão: o
bem é, portanto, atingido pelo esforço do conhecimento, pela busca
da sabedoria.
(     ) Seguindo a tradição so�sta, Platão propunha que o verdadeiro é
tudo que pode ser provado e defendido pelo esforço da razão,
afastando-se do domínio da mera opinião – doxa.
(     ) No pensamento platônico, o processo de descobrimento da
verdade é representado por um movimento de libertação de um
mundo de realidades parciais e ilusórias.
a) A maneira como Homero constrói seus personagens retratando
reações humanas deve ser imitada pelos demais poetas, pois é
eticamente aprovada na Cidade Ideal platônica.   
b) O fato de mostrar as emoções de maneira exagerada em seus
personagens faz de Homero e de autores de tragédia excelentes
formadores na Cidade Ideal pensada por Platão.   
c) Reagir como os personagens homéricos e trágicos é digno de
elogio, pois Platão considera que a descarga das emoções é bené�ca
para a formação ética dos cidadãos.   
d) Poetas como Homero e autores de tragédia provocam emoções de
modo exagerado em quem os lê ou assiste, não sendo bons para a
formação do cidadão na Cidade Ideal platônica.   
e) A imitação de Homero e dos trágicos das reações humanas difere
da dos pintores, pois, segundo Platão, não estão distantes em graus
da essência, por isso podem fazer parte da cidade justa.   
a) Platão propõe a existência das ‘essências ou formas’, que estão
presentes no mundo das ideias e são modelos eternos das coisas
sensíveis.b) A �loso�a de Platão salienta as essências do mundo sensível que
são modelos para o mundo das ideias.    
c) O pensamento de Platão não teve papel decisivo do
desenvolvimento da mística, da teologia e da �loso�a cristã.   
d) As ideias de Platão têm a con�ança absoluta no poder dos
sentidos e descon�am do conhecimento racional.   
e) O pensamento �losó�co de Platão tem como �nalidade a
descoberta do mundo físico, declinando do campo da metafísica.  
a) os juízos de Beleza são subjetivos, sendo relativos a quem os
enuncia.   
b) o belo e o feio não se distinguem realmente.   
c) é preciso conhecer o que é Beleza para que se possam identi�car
as coisas belas.   
d) o critério de Beleza não é acessível aos homens, mas apenas aos
deuses.   
e) a Beleza é uma mera aparência.   
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A sequência correta, de cima para baixo, é:
 
 
Ex.3 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Uel 2020)  Leia o texto a seguir.
 
Quando o artista [demiurgo] trabalha em sua obra, a vista dirigida
para o que sempre se conserva igual a si mesmo, e lhe transmite a
forma e a virtude desse modelo, é natural que seja belo tudo o que
ele realiza. Porém, se ele se �xa no que devém e toma como modelo
algo sujeito ao nascimento, nada belo poderá criar. [...] Ora, se este
mundo é belo e for bom seu construtor, sem dúvida nenhuma este
�xará a vista no modelo eterno.
 
PLATÃO. Timeu. 28 a7-10; 29 a2-3. Trad. Carlos A. Nunes. Belém:
UFPA, 1977. p. 46-47.
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a �loso�a de Platão,
assinale a alternativa correta.
 
Ex.11 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Uel 2018)  Leia o texto a seguir.
 
Eis com efeito em que consiste o proceder corretamente nos
caminhos do amor ou por outro se deixar conduzir: em começar do
que aqui é belo e, em vista daquele belo, subir sempre, como que
servindo-se de degraus, de um só para dois e de dois para todos os
belos corpos, e dos belos corpos para os belos ofícios, e dos ofícios
para as belas ciências até que das ciências acabe naquela ciência,
que de nada mais é senão daquele próprio belo, e conheça en�m o
que em si é belo.
 
(PLATÃO. Banquete, 211 c-d. José Cavalcante de Souza. São Paulo:
Abril Cultural, 1972. (Os Pensadores) p. 48).
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a �loso�a de Platão,
é correto a�rmar que
 
Ex.5 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Ufsc 2019)  Sobre o mito da caverna no livro A República, de
Platão, é correto a�rmar que ele:
 
 
Ex.4 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Unioeste 2020)  “Então, considera o que segue (...). O que me
parece é que, se existe algo belo além do Belo em si, só poderá ser
belo por participar desse Belo em si. O mesmo admito de tudo mais.
Admites essa espécie de causa?”
PLATÃO, Fédon, 100 c. Belém: Ed. UFPA, 2011.
 
 
Sobre o excerto acima, considere as seguintes a�rmações:
 
I. A hipótese platônica das Ideias (ou hipótese das Formas)
compreende a Ideia como causa do ser das coisas.
II. “Participação” é o modo pelo qual a Ideia dá causa às coisas.
III. O Belo corresponde à Forma; a coisa bela é a Ideia.
IV. A teoria ou hipótese das Ideias distingue entre entidades
supratemporais que são em si mesmas, frente a entidades que não
são por si mesmas e estão submetidas ao devir. As primeiras são
causa do ser das últimas.
 
Sobre as a�rmações acima, assinale a alternativa CORRETA.
 
a) F, F, V, F.   
b) V, F, F, V.   
c) F, V, F, V.   
d) V, V, V, F.   
a) O mundo é belo porque imita os modelos sensíveis, nos quais o
demiurgo se inspira ao gerar o mundo.   
b) O sensível, ou o mundo que devém, é o modelo no qual o artista
se inspira para criar o que permanece.   
c) O artí�ce do mundo, por ser bom, cria uma obra plenamente bela,
que é a realidade percebida pelos sentidos.   
d) O olhar do demiurgo deve se dirigir ao que permanece, pois este é
o modelo a ser inserido na realidade sensível.   
e) O demiurgo deve observar as perfeições no mundo sensível para
poder reproduzi-las em sua obra.   
a) a compreensão da beleza se dá a partir da observação de um
indivíduo belo, no qual percebemos o belo em si.   
b) a percepção do belo no mundo indica seus vários graus que visam
a uma dimensão transcendente da beleza em si.   
c) a compreensão do que é belo se dá subitamente, quando partimos
dele para compreender os belos ofícios e ciências.   
d) a observação de corpos, atividades e conhecimentos permite
distinguir quais deles são belos ou feios em si.     
e) a participação do mundo sensível no mundo inteligível possibilita
a apreensão da beleza em si.
01) explica por que as pessoas em geral não conhecem a verdade.   
02) representa uma concepção elitista da sabedoria, ao sugerir que
não deve ser difundida.   
04) simboliza a capacidade humana de forjar fantasias.   
08) exalta o poder dos sentidos humanos para o conhecimento do
mundo.      
16) indica que os homens não devem conformar-se com meras
opiniões sobre as coisas.   
32) admite que não é difícil superar as noções tradicionais sobre o
mundo.   
 
64) sugere que o sábio é geralmente incompreendido.
a) Somente uma está incorreta.   
b) Somente uma está correta.     
c) Duas estão corretas e duas estão incorretas.   
d) Todas estão corretas.   
e) Todas estão incorretas.
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GABARITO
Ex.9 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.8 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.12 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.7 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.6 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.10 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.1 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.2 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.3 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.11 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.5 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.4 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
c) a caverna, na alegoria platônica, representa tudo aquilo que
impede o surgimento da consciência �losó�ca, que
possibilitaria uma ascensão para o mundo inteligível.    
01) as sombras projetadas na parede da caverna representam
meras opiniões, consideradas erroneamente pelos prisioneiros
como conhecimento.    
08) o interior da caverna representa o mundo da ignorância e o
exterior da caverna representa o mundo do conhecimento.    
16) o prisioneiro que consegue se libertar volta à caverna para
compartilhar o conhecimento adquirido fora dela, embora seja
ridicularizado pelos demais prisioneiros.    
b) Retrata a doutrina das ideias e salienta a existência do
mundo ideal para fazer possível a verdadeira ciência.   
d) Epistemológico e político.
d) Poetas como Homero e autores de tragédia provocam
emoções de modo exagerado em quem os lê ou assiste, não
sendo bons para a formação do cidadão na Cidade Ideal
platônica.   
a) Platão propõe a existência das ‘essências ou formas’, que
estão presentes no mundo das ideias e são modelos eternos
das coisas sensíveis.   
c) é preciso conhecer o que é Beleza para que se possam
identi�car as coisas belas.   
c) F, V, F, V.   
d) O olhar do demiurgo deve se dirigir ao que permanece, pois
este é o modelo a ser inserido na realidade sensível.   
b) a percepção do belo no mundo indica seus vários graus que
visam a uma dimensão transcendente da beleza em si.   
01) explica por que as pessoas em geral não conhecem a
verdade.   
16) indica que os homens não devem conformar-se com meras
opiniões sobre as coisas.   
64) sugere que o sábio é geralmente incompreendido.
a) Somente uma está incorreta.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 4
Ex.8 Ética e Política de Platão
(Uel 2017)  Leia a tirinha e o texto a seguir para responder à
questão.
 
 
Exercita-te primeiro, caro amigo, e aprende o que é preciso conhecer
para te iniciares na política; antes, não. Então, primeiro precisarás
adquirir virtude, tu ou quem quer quese disponha a governar ou a
administrar não só a sua pessoa e seus interesses particulares, como
a cidade e as coisas a ela pertinentes. Assim, o que precisas alcançar
não é o poder absoluto para fazeres o que bem entenderes contigo
ou com a cidade, porém justiça e sabedoria.
 
PLATÃO, O primeiro Alcebíades. Trad. Carlos Alberto Nunes.
Belém: EDUFPA, 2004. p. 281-285.
 
 
Com base na tirinha, no texto e nos conhecimentos sobre a ética e a
política em Platão, assinale a alternativa correta.
 
 
Ex.2 Ética e Política de Platão
(Uece 2020)  Atente para a seguinte passagem, que trata do
alvorecer da �loso�a: “A derrocada do sistema micênico ultrapassa,
largamente, em suas consequências, o domínio da história política e
social. Ela repercute no próprio homem grego; modi�ca seu universo
espiritual, transforma algumas de suas atitudes psicológicas. A
Grécia se reconhece numa certa forma de vida social, num tipo de
re�exão que de�nem a seus próprios olhos sua originalidade, sua
superioridade sobre o mundo bárbaro: no lugar do Rei cuja
onipotência se exerce sem controle, sem limite, no recesso de seu
palácio, a vida política grega pretende ser o objeto de um debate
público, em plena luz do Sol, na Ágora, da parte de cidadãos
de�nidos como iguais e de quem o Estado é a questão comum; no
lugar das antigas cosmogonias associadas a rituais reais e a mitos
de soberania, um pensamento novo procura estabelecer a ordem do
mundo em relações de simetria, de equilíbrio, de igualdade entre os
diversos elementos que compõem o cosmos”.
 
VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1996, p.6/adaptado.
 
 
Com base na passagem acima, é correto a�rmar que
 
Ex.5 Ética e Política de Platão
(Uece 2019)  Atente para as seguintes citações:
 
“Temos assim três virtudes que foram descobertas na nossa cidade:
sabedoria, coragem e moderação para os chefes; coragem e
moderação para os guardas; moderação para o povo. No que diz
respeito à quarta, pela qual esta cidade também participa na virtude,
que poderá ser? É evidente que é a justiça” (Platão, Rep., 432b).
 
“O princípio que de entrada estabelecemos que se devia observar
em todas as circunstâncias quando fundamos a cidade, esse
princípio é, segundo me parece, ou ele ou uma de suas formas, a
justiça. Ora, nós estabelecemos, segundo suponho, e repetimo-lo
muitas vezes, se bem te lembras, que cada um deve ocupar-se de
uma função na cidade, aquela para a qual a sua natureza é mais
adequada” (Platão, Rep., 433a).
 
 
Considerando a teoria platônica das virtudes, escreva V ou F
conforme seja verdadeiro ou falso o que se a�rma a seguir:
 
(     ) Nessa teoria das virtudes, cada grupo desenvolve a(s)
virtude(s) que lhe é (ou são) própria(s).
a) A virtude individual terá fraca in�uência sobre o governo da
cidade, já que a administração da cidade independe da qualidade de
seus cidadãos.   
b) Justiça, sabedoria e virtude resultam da opinião do legislador
sobre o que seria melhor para a cidade e para o indivíduo.   
c) O indivíduo deve possuir a virtude antes de dirigir a cidade, pois
assim saberá bem governar e ser justo, já que se autogoverna.   
d) Para se iniciar em política, primeiro é necessário o poder absoluto
para fazer o bem para a cidade e a si próprio.   
e) Todo con�ito desaparece em uma cidade se a virtude �zer parte
da administração, mesmo que o dirigente não a possua.   
a) a �loso�a decorre fundamentalmente de um longo processo de
evolução dos mitos antigos, não havendo relação direta entre seu
desenvolvimento e o processo social e político dos povos que deram
origem à civilização grega.   
b) o poder despótico, característico dos povos da antiguidade,
consolidou de forma gradual e constante o surgimento de
movimentos sociais de contestação na Grécia antiga, o que foi
fundamental para o surgimento da razão �losó�ca, no período
clássico.   
c) a mudança de pensamento do povo grego e a originalidade de sua
re�exão sobre o cosmo se relacionam às transformações da vida
política grega, na qual o debate público por parte de cidadãos iguais
substituiu a onipotência do poder real ancorada em mitos de
soberania.    
d) não há diferenças signi�cativas entre os sistema de organização
social dos povos que viveram na Grécia micênica e os processos
sociais que vigoraram nos períodos subsequentes, seja no período
homérico, seja nos períodos arcaico e período clássico.  
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(     ) Só pode ser justa a cidade em que os grupos que dela
participam e nela agem o fazem de acordo com sua natureza.
(     ) Quando sabedoria, coragem e moderação se realizam de modo
adequado, temos a justiça.
(     ) Existe uma relação entre a natureza dos indivíduos, o grupo de
que devem fazer parte na cidade, as virtudes que lhes são
adequadas e, em consequência, a função que nela devem
desempenhar.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 
Ex.6 Ética e Política de Platão
(Ufu 2018)  Considere o seguinte trecho
 
"No diálogo Mênon, Platão faz Sócrates sustentar que a virtude não
pode ser ensinada, consistindo-se em algo que trazemos conosco
desde o nascimento, defendendo uma concepção, segundo a qual
temos em nós um conhecimento inato que se encontra obscurecido
desde que a alma encarnou-se no corpo. O papel da �loso�a é fazer-
nos recordar deste conhecimento"
MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filoso�a. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editora, 2000. p. 31.
 
 
Nesse trecho, o autor descreve o que �cou conhecido como
 
Ex.7 Ética e Política de Platão
(Upe-ssa 3 2017)  Leia o texto a seguir sobre a Filoso�a e a Ética.
 
alt
 
Toda a obra de Platão tem um profundo sentido ético. Três poderiam
ser os eixos centrais, que comandam a ética platônica: primeiro, a
justiça na ordem individual e social; segundo, a transcendência do
Bem; terceiro, as virtudes humanas e a ordem política presididas
pela justiça.
PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história.
Petrópolis: Vozes, 2006, p. 25-26. (Adaptado).
 
 
O autor acima demarca alguns pontos singulares dos temas centrais
da ética de Platão. Sobre esse assunto, é CORRETO a�rmar que
 
 
Ex.4 Ética e Política de Platão
(Uece 2019)  “Talvez [...] a verdade nada mais seja do que uma certa
puri�cação das paixões e seja, portanto, a temperança, a justiça, a
coragem; e a própria sabedoria não seja outra coisa do que esse
meio de puri�cação.”
PLATÃO. Fédon, 69b-c, adaptado.
 
 
Nessa fala de Sócrates, a “puri�cação” das paixões ocorre na medida
em que a alma se afasta do corpo pela “força” da sabedoria. Com
base nisso, assinale a a�rmação FALSA.
 
Ex.3 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
(Uel 2020)  Leia o texto a seguir.
 
Quando o artista [demiurgo] trabalha em sua obra, a vista dirigida
para o que sempre se conserva igual a si mesmo, e lhe transmite a
forma e a virtude desse modelo, é natural que seja belo tudo o que
ele realiza. Porém, se ele se �xa no que devém e toma como modelo
algo sujeito ao nascimento, nada belo poderá criar. [...] Ora, se este
mundo é belo e for bom seu construtor, sem dúvida nenhuma este
�xará a vista no modelo eterno.
 
PLATÃO. Timeu. 28 a7-10; 29 a2-3. Trad. Carlos A. Nunes. Belém:
UFPA, 1977. p. 46-47.
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a �loso�a de Platão,
assinale a alternativa correta.
 
Ex.3 Ética e Política de Platão
(Uepg 2019)  Sobre a �loso�a platônica, assinale o que for correto. 
a) V, V, V, V.   
b) V, F, F, V.   
c) F, F, V, F.   
d) F, V, F, F.   
a) a teoria das ideias de Platão.   
b) a doutrina da reminiscência de Platão.   
c) a ironia socrática.   
d) a dialética platônica.   
a) as virtudes humanas estão em conexão com a transcendência do
bem e desvinculadas da ordem política, presidida pela justiça.   
b) o sentido ético-político na �loso�a de Platão prioriza a ordem
individual em detrimento do plano social.   
c) Platão defende um ideal ético, centrado na sabedoria, declinando
da ordem política presidida pela justiça.    
d) a justiça e o bem se realizamna ordem individual, e a virtude, na
ordem política.    
e) na ética de Platão, a virtude é prática da justiça.   
a) As virtudes são a eliminação das paixões através da sabedoria.   
b) Temperança, justiça e coragem resultam da puri�cação das
paixões.    
c) A sabedoria é a potência da alma pela qual as virtudes se
constituem.    
d) A alma atinge a verdade através da virtude da sabedoria.    
a) O mundo é belo porque imita os modelos sensíveis, nos quais o
demiurgo se inspira ao gerar o mundo.   
b) O sensível, ou o mundo que devém, é o modelo no qual o artista
se inspira para criar o que permanece.   
c) O artí�ce do mundo, por ser bom, cria uma obra plenamente bela,
que é a realidade percebida pelos sentidos.   
d) O olhar do demiurgo deve se dirigir ao que permanece, pois este é
o modelo a ser inserido na realidade sensível.   
e) O demiurgo deve observar as perfeições no mundo sensível para
poder reproduzi-las em sua obra.   
01) Para Platão, não se pode fazer do rei um �lósofo, mas se deve
fazer do �lósofo um rei.
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GABARITO
Ex.1 Ética e Política de Platão
(Ufsc 2020)  Em relação aos livros I e II da obra A República, de
Platão, é correto a�rmar que:
 
Ex.8 Ética e Política de Platão
Ex.2 Ética e Política de Platão
Ex.5 Ética e Política de Platão
Ex.6 Ética e Política de Platão
Ex.7 Ética e Política de Platão
Ex.4 Ética e Política de Platão
Ex.3 Mundo Sensível e Inteligível de Platão
Ex.3 Ética e Política de Platão
Ex.1 Ética e Política de Platão
02) A �loso�a platônica está encarregada apenas de estabelecer a
diferença entre aparência e ilusão.    
04) O segundo estágio de conhecimento refere-se às opiniões,
porém apenas o mundo das formas é passível de conhecimento
verdadeiro.    
08) A política de Platão é antidemocrática, pois apenas aquele que
adquire a ciência política poderá levar justiça a todos.    
01) para Polemarco, justiça consiste em bene�ciar os amigos e
prejudicar os inimigos.     
  02) para Sócrates, uma pessoa justa não age injustamente nem
mesmo com seu maior inimigo.  
04) o so�sta Trasímaco entende que os governantes devem
governar pensando sempre no interesse dos mais fracos.    
08) Sócrates e Trasímaco se mostram grandes amigos e não há
discordância entre as teorias de ambos.    
16) para Sócrates, um governante verdadeiramente justo buscará
atender aos interesses dos mais fracos na sociedade.    
32) a história do anel de Giges, contada por Gláucon, fala de um
homem que, mesmo tendo o poder da invisibilidade, se mantém
íntegro e não se corrompe.    
64) quando Sócrates concebe a construção de uma cidade justa, ele
a�rma que a educação a ser dada às crianças é uma das
preocupações fundamentais.
c) O indivíduo deve possuir a virtude antes de dirigir a cidade,
pois assim saberá bem governar e ser justo, já que se
autogoverna.   
c) a mudança de pensamento do povo grego e a originalidade
de sua re�exão sobre o cosmo se relacionam às
transformações da vida política grega, na qual o debate
público por parte de cidadãos iguais substituiu a onipotência
do poder real ancorada em mitos de soberania.    
a) V, V, V, V.   
b) a doutrina da reminiscência de Platão.   
e) na ética de Platão, a virtude é prática da justiça.   
a) As virtudes são a eliminação das paixões através da
sabedoria.   
d) O olhar do demiurgo deve se dirigir ao que permanece, pois
este é o modelo a ser inserido na realidade sensível.   
01) Para Platão, não se pode fazer do rei um �lósofo, mas se
deve fazer do �lósofo um rei.
04) O segundo estágio de conhecimento refere-se às opiniões,
porém apenas o mundo das formas é passível de
conhecimento verdadeiro.    
08) A política de Platão é antidemocrática, pois apenas aquele
que adquire a ciência política poderá levar justiça a todos.    
01) para Polemarco, justiça consiste em bene�ciar os amigos e
prejudicar os inimigos.     
  02) para Sócrates, uma pessoa justa não age injustamente
nem mesmo com seu maior inimigo.  
16) para Sócrates, um governante verdadeiramente justo
buscará atender aos interesses dos mais fracos na sociedade.
   
64) quando Sócrates concebe a construção de uma cidade
justa, ele a�rma que a educação a ser dada às crianças é uma
das preocupações fundamentais.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 3
Ex.5 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Uece 2019)  Leia atentamente a seguinte passagem:
 
“A experiência parece um pouco semelhante à ciência (epistéme) e à
arte (tékhne). Com efeito, os homens adquirem ciência e arte por
meio da experiência. A experiência, como diz Polo, produz a arte,
enquanto a inexperiência produz o puro acaso. A arte se produz
quando, de muitas observações da experiência, forma-se um juízo
geral e único passível de ser referido a todos os casos semelhantes”
(Aristóteles, Metafísica, 981a5).
 
 
Com base no texto acima, considere as seguintes a�rmações:
 
I. Somente a ciência é conhecimento universal, cujos juízos gerais se
aplicam a todos os casos semelhantes.
II. A tékhne é uma forma de conhecimento universal, pois, com base
nas experiências, se forma um juízo geral.
III. Por ser semelhante à experiência, a tékhne não constitui um
conhecimento universal.
IV. A experiência é pressuposto dos conhecimentos universais
(tékhné e epistéme), mas não é ainda um conhecimento universal.
 
É correto somente o que se a�rma em
 
Ex.6 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Uece 2019)  “Chamo de princípio de demonstração às convicções
comuns das quais todos partem para demonstrar: por exemplo, que
todas as coisas devem ser a�rmadas ou negadas e que é impossível
ser e não ser ao mesmo tempo.”
 
ARISTÓTELES. Metafísica, 996b27-30.
 
 
Em sua Metafísica, Aristóteles apresenta um conjunto de princípios
lógico-metafísicos que ordenam a realidade e nosso conhecimento
acerca dela. Dentre eles está o princípio de não contradição, o qual
 
Ex.1 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Uel 2020)  Leia o texto a seguir.
 
[...] a arte imita a natureza [. . . ] Em geral a arte perfaz certas coisas
que a natureza é incapaz de elaborar e a imita. Assim, se as coisas
que são conforme a arte são em vistas de algo, evidentemente
também o são as coisas conforme à natureza.
 
ARISTÓTELES, Física I e II. 194 a20; 199 a13-18. Tradução adaptada
de Lucas Angioni. Campinas: IFCH/UNICAMP, 1999. p.47; 58.
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre mímesis (imitação)
em Aristóteles, assinale a alternativa correta.
 
Ex.9 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Uel 2015)  Leia o texto a seguir.
 
É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras
(pois dizemos que conhecemos cada coisa somente quando
julgamos conhecer a sua primeira causa); ora, causa diz-se em
quatro sentidos: no primeiro, entendemos por causa a substância e a
essência (o “porquê” reconduz-se pois à noção última, e o primeiro
“porquê” é causa e princípio); a segunda causa é a matéria e o
sujeito; a terceira é a de onde vem o início do movimento; a quarta
causa, que se opõe à precedente, é o “�m para que” e o bem (porque
este é, com efeito, o �m de toda a geração e movimento).
 
Adaptado de: ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. De Vincenzo Cocco.
São Paulo: Abril S. A. Cultural, 1984. p.16. (Coleção Os Pensadores.)
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a
alternativa que indica, corretamente, a ordem em que Aristóteles
apresentou as causas primeiras.
 
a) I e IV.   
  
b) II e III.   
c) I e III.   
d) II e IV.   
a) indica que a�rmações contraditórias são lógica e meta�sicamente
aceitáveis, pois a contradição faz parte da realidade.    
b) estabelece que é possível que as coisas que tenham tais e tais
características não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas
circunstâncias.    
c) a�rma que é impossível que as coisas que tenham tais e tais
características não as tenham ao mesmo tempo sob as mesmas
circunstâncias.d) é normativo, ou moral; portanto, deve ser rejeitado como
antimetafísico, ou seja, não caracteriza a realidade.    
a) O artista deve copiar a natureza, retirando suas imperfeições ao
imitá-la com base no modelo que nunca muda.   
b) O procedimento do artista resulta em imitar a natureza de
maneira realista, típica do naturalismo grego.   
c) A arte, distinta da natureza, produz imitações desta, mas são
criações sem �nalidade ou utilidade.   
d) A arte completa a natureza por ser a capacidade humana para
criar e produzir o que a natureza não produz.   
e) A arte produz o prazer em vista de um �m, e a natureza gera em
vista do que é útil.   
a) Causa �nal, causa e�ciente, causa material e causa formal.   
b) Causa formal, causa material, causa �nal e causa e�ciente.   
c) Causa formal, causa material, causa e�ciente e causa �nal.   
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Ex.3 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Unioeste 2020)  Leia os dois trechos a seguir.
 
“(...) a imaginação é algo diverso tanto da percepção sensível quanto
do raciocínio (...) ima ginação será o movimento que ocorre pela
atividade da percepção sensível. (...) E porque [as imagens
produzidas passivamente a partir da percepção sensível] perduram e
são semelhan tes às percepções sensíveis, os animais fazem muitas
coisas com elas: (...) como os homens, por terem o intelecto algumas
vezes obscurecido pela doença ou pelo sono.”
 
ARISTÓTELES, De Anima. Trad.: Maria Cecília Gomes dos Reis. São
Paulo: Editora 34, 2006.
 
 
“(...) em geral, a palavra imagem está cheia de confusão na obra dos
psicólogos: veem-se imagens, reproduzem-se imagens, guardam-se
imagens na memória. A imagem é tudo, ex ceto um produto direto da
imaginação. Na obra de Bergson Matéria e Memória, em que a noção
de imagem tem uma grande extensão, uma única referência (p. 198)
é dedicada à ima ginação produtora. Essa produção �ca sendo então
uma atividade de liberdade menor, que quase não tem relação com
os grandes atos livres, trazidos à luz pela �loso�a bergsoniana. (...)
Propomos, ao contrário, que se considere a imaginação como um
poder maior da natu reza humana. Certamente não adianta nada
dizer que a imaginação é a faculdade de produzir imagens. Mas essa
tautologia tem ao menos o interesse de deter as assimilações das
imagens às lembranças.”
 
BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. Trad.: A.C. Leal; Lídia
Leal. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
 
 
Segundo os trechos de Aristóteles e de Bachelard, acima, é
CORRETO dizer que:
 
Ex.7 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Uem 2018)  “Por natureza, todos os homens desejam o
conhecimento. [...] a ciência que investiga causas é mais instrutiva do
que uma que não o faz, pois é aquela que nos diz as causas de
qualquer coisa particular que nos instrui. Ademais, o conhecimento e
o entendimento desejáveis por si mesmos são mais alcançáveis no
conhecimento daquilo que é mais cognoscível. Pois o homem que
deseja o conhecimento por si mesmo vai desejar sobretudo o
conhecimento mais perfeito, que é o conhecimento do mais
cognoscível, e as coisas mais cognoscíveis são os princípios e causas
primeiros; porque é através e a partir destas que outras coisas vêm a
ser compreendidas.”
 
(ARISTÓTELES, Metafísica - livro I. In: MARCONDES, D. Textos
básicos de Filoso�a. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 46-51).
 
 
A partir do texto citado, assinale o que for correto.
 
Ex.2 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Uece 2020)  Observe a seguinte frase atribuída a Otto Von
Bismarck, estadista e diplomata alemão do século XIX:
 
"Os tolos dizem que aprendem com os seus próprios erros; eu
pre�ro aprender com os erros dos outros".
 
Tendo como base a de�nição estabelecida por Aristóteles, em sua
Metafísica, sobre os graduais níveis de conhecimento (sentidos,
memória, experiência e ciência), é correto dizer que a frase acima,
proferida pelo líder Prussiano, da República de Weimar, representa
 
d) Causa material, causa formal, causa e�ciente e causa �nal.   
e) Causa material, causa formal, causa �nal e causa e�ciente.   
a) Aristóteles e Bachelard coincidem na avaliação da imaginação
passiva e na avaliação da imaginação produtiva.   
b) Aristóteles a�rma que os seres humanos se valem da imaginação
somente quando priva dos da intelecção. Essa mesma tese é
partilhada, mais de dois mil anos depois, por Ba chelard, que critica a
subordinação da imaginação à memória, como era frequente para a
psicologia de sua época e observado mesmo em Bergson.   
c) em Aristóteles, a imaginação é uma mudança provocada pela
percepção sensível de algo, mas essa mudança não é ainda o
raciocínio. Somente aquele que dorme ou está doente recorre à
imaginação para compreender a realidade. Gaston Bachelard,
contrariamente, advoga uma imaginação produtiva, de poder tão
grande quanto a memória ou quanto a razão na natureza humana.   
d) no passado clássico grego, a imaginação era objeto de defesa dos
�lósofos, pois as divin dades eram todas imaginárias; por isso
Aristóteles, para denunciar esse traço, estuda a imaginação ao lado
da percepção (dependendo dela) e do raciocínio (menor que ele). A
razão, assim, supera o mito. Já o pensador francês contemporâneo
Gaston Bachelard põe a imaginação produtiva acima de todas as
faculdades humanas e, com isso, abre as portas a um novo
misticismo religioso.   
e) as teses de Aristóteles e de Bachelard divergem quanto à
imaginação passiva, dependente da percepção e subordinada à
razão, mas convergem quanto à imaginação produtiva, autônoma em
relação à percepção sensível.   
01) As coisas cognoscíveis não podem ser conhecidas pelo ser
humano.   
02) O homem deseja o conhecimento mais perfeito, e isso só é
possível pela ciência que investiga as causas.   
04) A ciência que investiga a causa das coisas e a ciência dos
princípios das coisas são contraditórias.   
08) O conhecimento não é natural nos seres humanos, mas um
desejo que alguns têm, e outros, não.   
16) O conhecimento cientí�co fundamenta-se no conhecimento das
causas e dos princípios das coisas.   
a) a demonstração do conhecimento que é dado pelos sentidos, pois
Bismarck revela ter sensibilidade para perceber como agir a partir
dos erros alheios.      
b) o conhecimento propiciado pela memória quando o líder alemão
demonstra decidir suas ações a partir da lembrança do que �zeram
de errado os seus interlocutores.   
c) o conhecimento da experiência de um político de anos de atuação,
que jamais agiu sem aguardar a ação de seus opositores.   
d) um saber no nível da ciência, mais precisamente, de uma das
ciências práticas, a política: um saber de caráter universal, obtido a
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GABARITO
Ex.8 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Uem 2017)  “Portanto, quem possua a noção sem a experiência, e
conheça o universal ignorando o particular nele contido, enganar-se-
á muitas vezes no tratamento, porque o objeto da cura é, de
preferência, o singular. No entanto, nós julgamos que há mais saber
e conhecimento na arte do que na experiência, e consideramos os
homens de arte mais sábios que os empíricos, visto a sabedoria
acompanhar em todos, de preferência, o saber. Isto porque uns
conhecem a causa, e os outros não. Com efeito, os empíricos sabem
o ‘quê’, mas não o ‘porquê’; ao passo que os outros sabem o ‘porquê’
e a causa.
 
ARISTÓTELES. Metafísica, livro I, cap. 1. Col. Os Pensadores.
São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 12.
 
 
A partir do texto citado, assinale o que for correto.
 
Ex.4 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
(Uem 2019)  A relação entre arte e natureza é discutida pelos
�lósofos desde Platão e Aristóteles. Para Platão, o artista é capaz de
produzir somente cópias das ideias verdadeiras; portanto não
podemos con�ar nos produtos da arte para conhecer o que são as
coisas. Para Aristóteles, a arte é capaz de imitar a realidade de tal
forma que representa as coisas, os sentimentos e os fatostais como
são verdadeiramente, e não como meras cópias de coisas reais.
Sobre a relação entre arte e natureza, assinale o que for correto.
 
Ex.5 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
Ex.6 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
Ex.1 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
Ex.9 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
Ex.3 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
Ex.7 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
Ex.2 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
Ex.8 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
partir das várias experiências singulares.
01) Segundo Aristóteles, o conhecimento do singular, adquirido pela
experiência, não pode ser tomado como um conhecimento universal
sobre algo determinado.   
02) Segundo Aristóteles, o conhecimento do universal independe
dos entes particulares ou singulares.   
04) Segundo Aristóteles, conhecer algo é conhecer as suas causas e
não apenas constatar “que” algo existe.   
08) Segundo Aristóteles, os empíricos, ou pessoas que possuem um
conhecimento calcado na experiência, conhecem o porquê e a causa
das coisas.    
16) Segundo Aristóteles, o conhecimento do sábio é superior ao do
empírico porque engloba este, sem que isso signi�que desprezo do
conhecimento empírico ou das coisas particulares.  
01) Para Platão, a beleza está na relação harmônica entre as partes
e o todo das coisas, e a beleza verdadeira, portanto, não é um
aspecto sensível das coisas, porém é captada pelo intelecto.  
02) Segundo Aristóteles, a arte é uma espécie de ciência, porque
podemos distinguir os diferentes tipos de imitação, seus efeitos e as
regras de construção das obras de arte.   
04) Para ambos os pensadores, a arte somente é imitação da
natureza quando representa seres e coisas que realmente existem;
quando ela representa animais míticos como as sereias ou o
minotauro, ela é imaginativa, e não imitativa.   
08) Para Platão, embora a ideia do belo esteja ligada à ideia do Bem,
que é a ideia suprema, os poetas não são bons educadores, pois em
suas obras eles visam somente as coisas belas contingentes, e não o
Bem em si.   
16) Para Aristóteles, a arte imita as ações, e não somente aspectos
sensíveis; por isso a música, por meio do ritmo e da melodia, e a
tragédia, por meio das ações das personagens, são ambas imitações
da natureza.   
d) II e IV.   
c) a�rma que é impossível que as coisas que tenham tais e tais
características não as tenham ao mesmo tempo sob as
mesmas circunstâncias.  
d) A arte completa a natureza por ser a capacidade humana
para criar e produzir o que a natureza não produz.   
c) Causa formal, causa material, causa e�ciente e causa �nal.   
c) em Aristóteles, a imaginação é uma mudança provocada
pela percepção sensível de algo, mas essa mudança não é
ainda o raciocínio. Somente aquele que dorme ou está doente
recorre à imaginação para compreender a realidade. Gaston
Bachelard, contrariamente, advoga uma imaginação produtiva,
de poder tão grande quanto a memória ou quanto a razão na
natureza humana.   
02) O homem deseja o conhecimento mais perfeito, e isso só é
possível pela ciência que investiga as causas.   
16) O conhecimento cientí�co fundamenta-se no
conhecimento das causas e dos princípios das coisas.   
d) um saber no nível da ciência, mais precisamente, de uma
das ciências práticas, a política: um saber de caráter universal,
obtido a partir das várias experiências singulares.
01) Segundo Aristóteles, o conhecimento do singular,
adquirido pela experiência, não pode ser tomado como um
conhecimento universal sobre algo determinado.   
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Ex.4 Aristóteles - Metafísica e Epistemologia
04) Segundo Aristóteles, conhecer algo é conhecer as suas
causas e não apenas constatar “que” algo existe.   
16) Segundo Aristóteles, o conhecimento do sábio é superior
ao do empírico porque engloba este, sem que isso signi�que
desprezo do conhecimento empírico ou das coisas particulares.
 
01) Para Platão, a beleza está na relação harmônica entre as
partes e o todo das coisas, e a beleza verdadeira, portanto, não
é um aspecto sensível das coisas, porém é captada pelo
intelecto.  
08) Para Platão, embora a ideia do belo esteja ligada à ideia do
Bem, que é a ideia suprema, os poetas não são bons
educadores, pois em suas obras eles visam somente as coisas
belas contingentes, e não o Bem em si.   
16) Para Aristóteles, a arte imita as ações, e não somente
aspectos sensíveis; por isso a música, por meio do ritmo e da
melodia, e a tragédia, por meio das ações das personagens,
são ambas imitações da natureza.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 2
Ex.6 Ética e Política de Aristóteles
(Ufu 2019)  “O homem feliz deverá possuir o atributo em questão
(isto é, constância na prática de atividades conforme a excelência) e
será feliz por toda a sua vida, pois ele estará sempre, ou pelo menos
frequentemente, engajado na prática ou na contemplação do que é
conforme a excelência. Da mesma forma ele suportará as
vicissitudes com maior galhardia e dignidade, sendo como é,
‘verdadeiramente bom e irrepreensivelmente tetragonal (honesto)’.”
 
ARISTÓTELES. Ética a Nicômacos. Coleção Os Pensadores. São
Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 132. (Adaptado)
 
 
Considerando-se o excerto acima, diz-se que, para Aristóteles, a
felicidade é
 
Ex.10 Ética e Política de Aristóteles
(Unisc 2017)  Aristóteles, na obra Etica a Nicômaco, procura o �m
último de todas as atividades humanas, uma vez que tudo o que
fazemos visa alcançar um bem, ou o que nos parece ser um bem.
Pergunta-se, então, pelo “sumo bem”, aquele que em si mesmo é um
�m, e não um meio para o que quer que seja. Para Aristóteles, na
Ética a Nicômaco, o sumo bem está
 
Ex.5 Ética e Política de Aristóteles
(Uece 2019)  Se na Ética a Nicômaco Aristóteles visa encaminhar o
indivíduo à felicidade, na Política ele tem por �nalidade alcançar o
bem comum, o bem viver. Por isso, ele compreende que a origem da
polis está na necessidade natural do homem em buscar a felicidade.
A comunidade natural mais incipiente é a família, na qual seus
membros se unem para facilitar as atividades básicas de
sobrevivência. E várias famílias se ligam para formar a aldeia. E as
aldeias se juntam para instituir a polis.
 
Sobre isso, é correto a�rmar que
 
Ex.11 Ética e Política de Aristóteles
(Uea 2014)  A sabedoria do amo consiste no emprego que ele faz
dos seus escravos; ele é senhor, não tanto porque possui escravos,
mas porque deles se serve. Esta sabedoria do amo nada tem, aliás,
de muito grande ou de muito elevado; ela se reduz a saber mandar o
que o escravo deve saber fazer. Também todos que a ela se podem
furtar deixam os seus cuidados a um mordomo, e vão se entregar à
política ou à �loso�a.
 
(Aristóteles. A política, s/d. Adaptado.)
 
O �lósofo Aristóteles dirigiu, na cidade grega de Atenas, entre 331 e
323 a.C., uma escola de �loso�a chamada de Liceu. No excerto,
Aristóteles considera que a escravidão
 
Ex.9 Ética e Política de Aristóteles
(Upe-ssa 2 2017)  Sobre o problema político e social, atente ao
texto a seguir:
 
O homem verdadeiramente político também goza a reputação de
haver estudado a virtude acima de todas as coisas, pois que ele
deseja fazer com que os seus concidadãos sejam bons e obedientes
às leis. Mas a virtude que devemos estudar é, fora de qualquer
dúvida, a virtude humana; porque humano era o bem e humana a
felicidade que buscávamos.
 
Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, 1973, p. 263.
 
Na citação acima, Aristóteles retrata que
 
a) um presente distribuído aleatoriamente por Deus.   
b) fruto do exercício da razão e das virtudes morais.   
c) o resultado da acumulação de riquezas materiais.   
d) somente uma possibilidade teórica, jamais real.   
a) na honra.   
b) na riqueza.   
c) na fama.    
d) na vida feliz.   
e) na lealdade.  
a) o homem não é naturalmente um animal político, mas é, por
natureza, um membroda família.    
b) a polis não é uma noção arti�cial, mas natural, pois é o lugar do
homem desenvolver as suas potencialidades em vista ao bem-viver.
   
c) a felicidade do homem está nas condições que permitem sua
sobrevivência no âmbito da família.    
d) a polis se constitui independente das famílias e das aldeias, pois é
a única comunidade natural a que o homem pertence.    
a) é um empecilho ao �orescimento da �loso�a e da política
democrática nas cidades da Grécia.     
b) permite ao cidadão afastar-se de obrigações econômicas e
dedicar-se às atividades próprias dos homens livres.   
c) facilita a expansão militar das cidades gregas à medida que
liberta os cidadãos dos trabalhos domésticos.   
d) é responsável pela decadência da cultura grega, pois os senhores
preocupavam-se somente em dominar os escravos.   
e) promove a união dos cidadãos das diversas pólis gregas no
sentido de garantir o controle dos escravos.
a) a virtude humana é a busca da felicidade e não diz respeito à
dimensão política que é da esfera do social.     
b) o verdadeiro homem prudente no âmbito político busca e faz uso
do equilíbrio da vida pessoal e social.   l.
c) os cidadãos são bons e obedientes às leis, isto é, declinam do
valor da virtude humana.   
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Ex.8 Ética e Política de Aristóteles
(Upe-ssa 3 2018) 
 
 
Leia o texto a seguir sobre a Filoso�a e a Consciência Moral.
 
Na ética aristotélica, a sabedoria e a prudência, nossas virtudes
intelectivas, formam a diferença especí�ca do ser humano, tornando-
o uma espécie distinta de todas as outras. Então, no homem, a
physis deu um fantástico salto qualitativo quando produziu o
intelecto, que é teórico (sabedoria) e, ao mesmo tempo, prático
(prudência); através dessas duas energias, o homem busca as razões
profundas da existência e administra a vida quotidiana.
 
(PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história.
Petrópolis: Vozes, 2006, p. 49.).
 
Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir:
 
I. A prudência tem o poder de discernir e ponderar as ações do ser
humano.
II. O intelecto tem a potencialidade de penetrar na essência das
coisas.
III. A prudência dá o norte de toda a prática ética. O papel do homem
prudente é o alcance do seu bem possível diante do excesso ou da
escassez.
IV. A prudência ou sabedoria prática induz à decisão do que seja o
mal e o bem, do injusto e do justo no âmbito da vida cotidiana.
 
Estão CORRETOS
 
 
Ex.12 Ética e Política de Aristóteles
(Unioeste 2013)  “... a função própria do homem é um certo modo de
vida, e este é constituído de uma atividade ou de ações da alma que
pressupõem o uso da razão, e a função própria de um homem bom é
o bom e nobilitante exercício desta atividade ou a prática destas
ações [...] o bem para o homem vem a ser o exercício ativo das
faculdade da alma de conformidade com a excelência, e se há mais
de uma excelência, em conformidade com a melhor e a mais
completa entre elas. Mas devemos acrescentar que tal exercício
ativo deve estender-se por toda a vida, pois uma andorinha só não
faz verão (nem o faz um dia quente); da mesma forma, um dia só, ou
um curto lapso de tempo, não faz um homem bem-aventurado e
feliz”.
 
Aristóteles.
 
Considerando o texto citado e o pensamento ético de Aristóteles,
seguem as a�rmativas abaixo:
 
I. O bem mais elevado que o ser humano pode almejar é a
eudaimonia (felicidade), havendo uma concordância geral de que o
bem supremo para o homem é a felicidade, e que bem viver e bem
agir equivale a ser feliz.
 
II. A eudaimonia (felicidade) é sempre buscada por si mesma e não
em função de outra coisa, pois o ser humano escolhe o viver bem
como a mais elevada �nalidade e por nada além do próprio viver
bem.
 
III. De�nindo a eudaimonia (felicidade) a partir da função própria da
alma racional e do exercício ativo das faculdades da alma em
conformidade com a excelência (virtude) conclui-se que, aos seres
humanos, só é possível levar uma vida constituída por momentos de
felicidade decorrentes da satisfação dos desejos e paixões que não
se subordinam à atividade racional.
 
IV. A eudaimonia (felicidade) é um certo modo de vida constituído de
uma atividade ou de ações por via da razão e conforme a ela, sendo
o bem melhor para o homem o exercício ativo das faculdades da
alma em conformidade com a excelência (virtude), que deve
estender-se por toda a vida.
 
V. A excelência (virtude) humana, como realização excelente da
tarefa humana, reside no exercício ativo da racionalidade, pois a
função própria de um homem bom é o bom e nobilitante exercício
desta atividade ou na prática destas ações em conformidade com a
virtude, sendo este o bem humano supremo e a última �nalidade
desiderativa humana.
 
 
Das a�rmativas feitas acima
 
Ex.2 Ética e Política de Aristóteles
(Uem 2020)  “Dizem que sou louco, por pensar assim / Se eu sou
muito louco por eu ser feliz...”
(LEE, Rita e BAPTISTA, Arnaldo.”Balada do louco”).
 
 
d) o homem verdadeiramente político deve buscar o bem e a
felicidade na esfera individual.   
e) a virtude humana é um projeto individual e indiferente no âmbito
da convivência político-socia
a) apenas I, II e III.   
b) apenas II e III.    
c) apenas III e IV.    
d) apenas I e III.   
e) I, II, III e IV.
a) somente a a�rmação I está incorreta.   
b) somente a a�rmação III está incorreta.   
c) as a�rmações III e V estão corretas.   
d) as a�rmações I e III estão corretas.   
e) as a�rmações II, III e IV estão corretas.   
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Na letra da canção a noção de felicidade está associada à loucura, ou
seja, àquilo que se distancia dos padrões sociais vigentes. A respeito
das noções de ética e de felicidade, assinale o que for correto.
 
Ex.4 Ética e Política de Aristóteles
(Uece 2019)  “Toda pólis é uma forma de comunidade. [...] O homem
é, por natureza, um ser vivo político (zoon politikon). [...] Além disso,
a pólis é anterior à família e a cada um de nós, individualmente
considerado; é que o todo é, necessariamente, anterior à parte. [...] É
evidente que a pólis é, por natureza, anterior ao indivíduo; como um
indivíduo separado não é autossu�ciente, ele permanece em relação
à cidade como uma parte em relação ao todo. Quem for incapaz de
ser em comunidade ou que não sente essa necessidade por causa de
sua autossu�ciência será um bicho ou um deus; e não faz parte de
qualquer pólis”.
 
ARISTÓTELES. Política, 1252a1; 1253a5-30 – Texto adaptado.
 
 
Com base na citação acima, é correto a�rmar que, para Aristóteles,
 
Ex.1 Ética e Política de Aristóteles
(Uece 2020)  Leia atentamente os trechos a seguir, que são
fragmentos das análises de Platão e Aristóteles sobre os sistemas
de governo – suas opiniões sobre a democracia:
 
“A democracia se divide em várias espécies. Nas cidades que se
tornaram maiores ela exibe a igualdade absoluta, a lei coloca os
pobres no mesmo nível que os ricos e pretende que uns não tenham
mais direitos do que os outros. O Estado cai no domínio da multidão
indigente. Tal gentalha desconhece que a lei governa, mas onde as
leis não têm força pululam os demagogos”.
ARISTÓTELES. A política. Trad. Roberto L. F. São Paulo: Martins
Fontes, 1998. Adaptado.
 
 
“A passagem da democracia para a tirania não se fará da mesma
forma que a da oligarquia para a democracia? Do desejo insaciável
de riquezas? De tão-somente ganhar dinheiro, proveio a ruína da
oligarquia. E o que destruiu a democracia, não foi a avidez do bem
que ela a si mesma propusera? Qual foi o bem a que ela se propôs?
– A liberdade. Da extrema liberdade nasce a mais completa e
selvagem servidão”.
PLATÃO: as grandes obras. A república. Livro VIII. Tradução Carlos
A. Nunes, Maria L. Souza, A. M. Santos. Edição do Kindle, 2019.
Adaptado.
 
 
Considerando o trecho acima, e o pensamento político dos dois
�lósofos da antiguidade, atente para o que se diz a seguir e assinale
com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.(     ) Para Platão, a melhor forma de governança era a aristocracia,
na qual os melhores, por serem mais sábios, deveriam governar;
entretanto, esta poderia se corromper e tornar-se uma timocracia.
(     ) Aristóteles considerava a monarquia a pior das formas de
governo. O governo de um só seria errado por corromper a natureza
política dos indivíduos, um desvio para o governante.
(     ) Diferente de Platão, Aristóteles entendia que a democracia era
a melhor forma de governo, desde que não se corrompesse e se
transformasse em uma demagogia.
(     ) Tanto Platão como Aristóteles buscaram estabelecer, cada um a
seu modo, os parâmetros de um bom e justo governo. Nenhum
deles, entretanto, tinha admiração pela democracia, sobretudo em
seu formato puro.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 
Ex.3 Ética e Política de Aristóteles
(Uepg-pss 3 2019)  Em relação à concepção cientí�ca na Grécia
antiga, assinale o que for correto. 
 
01) Em Ética a Nicômaco Aristóteles busca compreender o que é
necessário para o indivíduo ser feliz, pois a felicidade é a �nalidade
da vida humana.   
02) Sêneca, importante representante do estoicismo no mundo
latino, entende o homem na sua relação com a vida pública.    
04) O cristianismo introduz uma nova concepção de ética na qual a
ideia de virtude se de�ne pela relação do indivíduo com Deus.   
08) Na concepção de Aristóteles a ética está separada da política,
pois a comunidade social não é o lugar para a vivência ética.   
16) Um dos princípios do estoicismo antigo é a ataraxia, ou seja, a
supressão das paixões que perturbam o indivíduo para atingir a vida
bela, plena e feliz.  
a) a satisfação dos interesses individuais e familiares constituem o
fundamento e a �nalidade da pólis.   
b) a comunidade política tem como �m último impedir a
autossu�ciência dos indivíduos e das famílias.    
c) a vida comum é o fundamento da vida individual e familiar e só ela
pode ser autossu�ciente.      
d) embora seja um ser vivo político, o homem pode viver sozinho
como os deuses e os bichos.
a) V, F, V, F.   
b) V, F, F, V.   
c) F, V, F, V.   
d) F, V, V, F.   
01) Conforme Platão, para chegar ao conhecimento racional das
essências, era necessário valorizar o método da observação, como
um meio de enaltecer os sentidos.   
02) Conforme Aristóteles, a física estuda os entes da natureza, os
quais são determinados a partir do movimento.   
04) Na Antiguidade grega, predominou a ideia de que o repouso
representa a perfeição e o movimento a ausência.   
08) A ciência grega se racionalizou quando desenvolveu o ideal
grego do saber contemplativo.  
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GABARITO
Ex.6 Ética e Política de Aristóteles
Ex.10 Ética e Política de Aristóteles
Ex.5 Ética e Política de Aristóteles
Ex.11 Ética e Política de Aristóteles
Ex.9 Ética e Política de Aristóteles
Ex.8 Ética e Política de Aristóteles
Ex.12 Ética e Política de Aristóteles
Ex.2 Ética e Política de Aristóteles
Ex.4 Ética e Política de Aristóteles
Ex.1 Ética e Política de Aristóteles
Ex.3 Ética e Política de Aristóteles
b) fruto do exercício da razão e das virtudes morais.   
d) na vida feliz.   
b) a polis não é uma noção arti�cial, mas natural, pois é o
lugar do homem desenvolver as suas potencialidades em vista
ao bem-viver.    
b) permite ao cidadão afastar-se de obrigações econômicas e
dedicar-se às atividades próprias dos homens livres.   
b) o verdadeiro homem prudente no âmbito político busca e
faz uso do equilíbrio da vida pessoal e social.   l.
e) I, II, III e IV.
b) somente a a�rmação III está incorreta.   
01) Em Ética a Nicômaco Aristóteles busca compreender o que
é necessário para o indivíduo ser feliz, pois a felicidade é a
�nalidade da vida humana.   
04) O cristianismo introduz uma nova concepção de ética na
qual a ideia de virtude se de�ne pela relação do indivíduo com
Deus.   
16) Um dos princípios do estoicismo antigo é a ataraxia, ou
seja, a supressão das paixões que perturbam o indivíduo para
atingir a vida bela, plena e feliz.  
c) a vida comum é o fundamento da vida individual e familiar e
só ela pode ser autossu�ciente.      
b) V, F, F, V.   
02) Conforme Aristóteles, a física estuda os entes da natureza,
os quais são determinados a partir do movimento.   
04) Na Antiguidade grega, predominou a ideia de que o
repouso representa a perfeição e o movimento a ausência.   
08) A ciência grega se racionalizou quando desenvolveu o
ideal grego do saber contemplativo.  
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 6
Ex.5 Filoso�as Helenísticas
(Ufsj 2012)  Sobre a ética na Antiguidade, é CORRETO a�rmar que
 
 
Ex.1 Filoso�as Helenísticas
(Uece 2020)  A �loso�a helenística é profundamente marcada por
uma preocupação central com a ética, entendida em um sentido
prático, como o estabelecimento de regras do bem viver, da ‘arte de
viver’. É ilustrativo disso o famoso Manual de Epicteto, �lósofo
estoico do período romano.
 
Considere as seguintes a�rmações sobre a doutrina ética das
principais correntes de pensamento helenísticas:
 
I. Para se ter uma conduta ética que assegure a felicidade, o
estoicismo propõe o agir de acordo com os princípios da natureza,
em equilíbrio com o cosmo e em busca da tranquilidade – ataraxia.
II. Agir eticamente, segundo o epicurismo, signi�ca dar vazão aos
desejos naturais de forma intensa e total. A vida ética requer o
exercício pleno da paixão que não se opõe à razão, mas a
complementa.
III. A ética estoica in�uenciou fortemente a ética cristã em virtude de
seu caráter determinista e por sua valorização do autocontrole e da
submissão.
 
É correto o que se a�rma em
 
Ex.2 Filoso�as Helenísticas
(Ufsm 2013)  A economia verde contém os seguintes princípios para
o consumo ético de produtos: a matéria-prima dos produtos deve ser
proveniente de fontes limpas e não deve haver desperdício dos
produtos. O Estado, entretanto, não impõe, até o presente momento,
sanções àqueles cidadãos que não seguem esses princípios.
 
Considere as seguintes a�rmações:
 
I. Esses princípios são juízos de fato.
II. Esses princípios são, atualmente, uma questão de moralidade,
mas não de legalidade.
III. A ética epicurista, a exemplo da economia verde, propõe uma vida
mais moderada.
 
Está(ão) correta(s)
 
Ex.3 Filoso�as Helenísticas
(Uem 2013)  “Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é
nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a
morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de
que a morte não signi�ca nada para nós proporciona a fruição da
vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo in�nito e
eliminando o desejo de imortalidade. Não existe nada de terrível na
vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada
de terrível em deixar de viver. É tolo, portanto, quem diz ter medo da
morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque
o a�ige a própria espera.”
 
(Epicuro, Carta sobre a felicidade [a Meneceu]. São Paulo: ed. Unesp,
2002, p. 27. In: COTRIM, G. Fundamentos da Filoso�a. SP: Saraiva,
2006, p. 97).
 
 
A partir do trecho citado, é correto a�rmar que
 
Ex.4 Filoso�as Helenísticas
(Unisc 2012)  Nas suas Meditações, o �lósofo estoico Marco Aurélio
escreveu:
 
“Na vida de um homem, sua duração é um ponto, sua essência, um
�uxo, seus sentidos, um turbilhão, todo o seu corpo, algo pronto a
apodrecer, sua alma, inquietude, seu destino, obscuro, e sua fama,
duvidosa. Em resumo, tudo o que é relativo ao corpo é como o �uxo
de um rio, e, quanto á alma, sonhos e �uidos, a vida é uma luta, uma
breve estadia numa terra estranha, e a reputação, esquecimento. O
que pode, portanto, ter o poder de guiar nossos passos? Somente
a) o ideal ético perseguido pelo estoicismo era um estado de plena
serenidade para lidar com os sobressaltos da existência.   
b) os so�stas a�rmavam a normatização e verdades universalmente
válidas.   
c) Platão, nadireção socrática, defendeu a necessidade de
puri�cação da alma para se alcançar a ideia de bem.   
d) Sócrates repercutiu a ideia de uma ética intimista voltada para o
bem individual, que, ao ser exercida, se espargiria por todos os
homens.   
a) I e III apenas.   
b) I, II e III.   
c) II e III apenas.    
d) I e II apenas.  
a) apenas I.   
b) apenas I e II.   
c) apenas III.   
d) apenas II e III.   
e) I, II e III.   
01) a morte, por ser um estado de ausência de sensação, não é nem
boa, nem má.   
02) a vida deve ser considerada em função da morte certa.   
04) o tolo não espera a morte, mas vive apoiado nas suas sensações
e nos seus prazeres.   
08) a certeza da morte torna a vida terrível.   
16) a espera da morte é um sofrimento tolo para aquele que a
espera.   
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GABARITO
uma única coisa: a Filoso�a. Ela consiste em abster-nos de contrariar
e ofender o espírito divino que habita em nós, em transcender o
prazer e a dor, não fazer nada sem propósito, evitar a falsidade e a
dissimulação, não depender das ações dos outros, aceitar o que
acontece, pois tudo provém de uma mesma fonte e, sobretudo,
aguardar a morte com calma e resignação, pois ela nada mais é que
a dissolução dos elementos pelos quais são formados todos os seres
vivos. Se não há nada de terrível para esses elementos em sua
contínua transformação, por que, então, temer as mudanças e a
dissolução do todo?”
 
Considere as seguintes a�rmativas sobre esse texto:
 
I. Marco Aurélio nos diz que a morte é um grande mal.
II. Segundo Marco Aurélio, devemos buscar a fama, a riqueza e o
prazer.
III. Segundo Marco Aurélio, conseguindo fama, podemos transcender
a �nitude da vida humana.
IV. Para Marco Aurélio, a �loso�a é valiosa porque nos permite
compreender que a morte é parte de um processo da natureza e
assim evita que nos angustiemos por ela.
V. Para Marco Aurélio, só a fé em Deus e em Cristo pode libertar o
homem do temor da morte.
VI. Para Marco Aurélio, o homem participa de uma realidade divina.
 
Assinale a alternativa correta.
 
Ex.5 Filoso�as Helenísticas
Ex.1 Filoso�as Helenísticas
Ex.2 Filoso�as Helenísticas
Ex.3 Filoso�as Helenísticas
Ex.4 Filoso�as Helenísticas
a) Somente as a�rmativas I e V estão corretas.   
b) Somente as a�rmativas I, II e III estão corretas.   
c) Somente as a�rmativas IV e VI estão corretas.   
d) Todas as a�rmativas estão corretas.   
e) Somente a a�rmativa IV está correta.   
a) o ideal ético perseguido pelo estoicismo era um estado de
plena serenidade para lidar com os sobressaltos da existência.
  
a) I e III apenas.   
d) apenas II e III.   
01) a morte, por ser um estado de ausência de sensação, não é
nem boa, nem má.   
16) a espera da morte é um sofrimento tolo para aquele que a
espera.   
c) Somente as a�rmativas IV e VI estão corretas.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 7
Ex.13 Filoso�a Medieval
(Espm 2014)  Seu principal objetivo era demonstrar, por um
raciocínio lógico formal, a autenticidade dos dogmas cristãos. A
�loso�a devia desempenhar um papel auxiliar na realização deste
objetivo. Por isso a tese de que a �loso�a está a serviço da teologia.
(Antonio Carlos Wolkmer – Introdução à História do Pensamento
Político)
 
O texto deve ser relacionado com:  
 
Ex.3 Filoso�a Medieval
(Espm 2019)  No século XIII surgiu a Escolástica, cor rente �losó�ca
que, a partir de então, domi nou o pensamento medieval.
(Rubim Santos Leão de Aquino. História das Sociedades: das
Comunidades Primitivas às Sociedades Medievais)
 
 
A Escolástica: 
 
Ex.8 Filoso�a Medieval
(Ufu 2018)  Agostinho, em Con�ssões, diz: "Mas após a leitura
daqueles livros dos platônicos e de ser levado por eles a buscar a
verdade incorpórea, percebi que 'as perfeições invisíveis são visíveis
em suas obras' (Carta de Paulo aos Romanos, 1, 20)".
Agostinho de Hipona. Con�ssões, livro VII, cap. 20, citado por:
MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filoso�a. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução do autor.
 
 
Nesse trecho, podemos perceber como Agostinho
 
Ex.5 Filoso�a Medieval
(Uece 2019)  “Portanto, deve-se dizer que como a lei escrita não dá
força ao direito natural, assim também não pode diminuir-lhe nem
suprimir-lhe a força; pois, a vontade humana não pode mudar a
natureza. Portanto, se a lei escrita contém algo contra o direito
natural, é injusta e não tem força para obrigar. Pois, só há lugar para
o direito positivo, quando, segundo o direito natural, é indiferente
que se proceda de uma maneira ou de outra, como já foi explicado
acima. Por isso, tais textos não hão de chamar leis, mas corrupções
da lei, como já se disse. E portanto, não se deve julgar de acordo
com elas.”
 
Tomás de Aquino, Suma Teológica, II, Questão 60, Art. 5.
 
 
Com base na passagem acima, é correto a�rmar que
 
Ex.12 Filoso�a Medieval
(Unesp 2016)  Não posso dizer o que a alma é com expressões
materiais, e posso a�rmar que não tem qualquer tipo de dimensão,
não é longa ou larga, ou dotada de força física, e não tem coisa
alguma que entre na composição dos corpos, como medida e
tamanho. Se lhe parece que a alma poderia ser um nada, porque não
apresenta dimensões do corpo, entenderá que justamente por isso
ela deve ser tida em maior consideração, pois é superior às coisas
materiais exatamente por isso, porque não é matéria. É certo que
uma árvore é menos signi�cativa que a noção de justiça. Diria que a
justiça não é coisa real, mas um nada? Por conseguinte, se a justiça
não tem dimensões materiais, nem por isso dizemos que é nada. E a
alma ainda parece ser nada por não ter extensão material?
 
(Santo Agostinho. Sobre a potencialidade da alma, 2015. Adaptado.)
 
 
No texto de Santo Agostinho, a prova da existência da alma
 
a) a �loso�a epicurista.   
b) a �loso�a escolástica.   
c) a �loso�a iluminista.   
d) o socialismo.   
e) o positivismo.   
a) teve em Santo Agostinho seu maior expo ente e era teocêntrica;    
b) teve em Alberto Magno seu maior expo ente e refutava o
teocentrismo, pregando o antropocentrismo;
c) teve em Tomás de Aquino seu principal expoente e foi uma
tentativa de harmoni zar a razão com a fé;
d) considerava que a razão podia proporcio nar uma visão completa e
uni�cada da na tureza ou da sociedade;
e) pregava o recurso racional da força, sendo este mais importante
do que o exercício da virtude ou da fé.   
a) se utilizou da Bíblia para conhecer melhor a �loso�a platônica.   
b) utiliza a �loso�a platônica para refutar os textos bíblicos.   
c) separa nitidamente os domínios da �loso�a e da religião.   
d) foi despertado para o conhecimento de Deus a partir da �loso�a
platônica.   
a) a lei escrita só é legítima se for baseada no direito natural.    
b) o direito positivo não é a lei escrita, mas dos costumes.      
c) o direito natural só é legítimo se expresso na lei escrita.    
d) não há diferença entre direito natural e direito positivo.
a) desempenha um papel primordialmente retórico, desprovido de
pretensões objetivas.   
b) antecipa o empirismo moderno ao valorizar a experiência como
origem das ideias.   
c) serviu como argumento antiteológico mobilizado contra o
pensamento escolástico.      
d) é fundamentada no argumento metafísico da primazia da
substância imaterial.   
e) é acompanhada de pressupostos relativistas no campo da ética e
da moralidade.
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Ex.4 Filoso�a Medieval
(Uece 2020)  Atente para a seguinte passagem, em que Santo
Agostinho se questiona sobre a origem do mal:
 
“Quem me criou? Não foi o meu Deus, que é bom, e é também a
mesma bondade? Donde me veio, então, o querer, eu, o mal e não
querer o bem? Qual a sua origem, se Deus, que é bom, fez todas as
coisas? Sendo o supremo e sumo Bem, criou bens menores do que
Ele; mas, en�m, o Criador e as criaturas, todos são bons. Donde,
pois, vem o mal?”AGOSTINHO, Santo. Con�ssões; De magistro. São Paulo: Nova
Cultural, 1987. Coleção “Os Pensadores”. Livro VII. Adaptado.
 
 
Sobre esse aspecto da �loso�a do bispo de Hipona, considere as
seguintes a�rmações:
 
I. Como os maniqueístas, de quem sofreu forte in�uência, Agostinho
a�rmava a existência do Bem e do Mal e que os homens não eram
culpados de ações classi�cadas como más. O mal lhes era inato,
portanto, não havia culpa, mas poderiam obter a salvação da alma
por intermédio da graça divina.
II. Para Agostinho, não se deveria atribuir a Deus a origem do Mal,
visto que, como Sumo Bem, ele não o poderia criar. São os homens
os responsáveis pela presença do Mal e cabe a estes fazerem uso de
sua liberdade e escolherem entre a boa e a má ação.
III. Dispondo do livre arbítrio, o ser humano pode optar por bens
inferiores. Mas o livre arbítrio não pode ser visto como um mal em si,
pois foi Deus quem o criou. Ter recebido de Deus uma vontade livre
é para o ser humano um grande bem. O mal é o mau uso desse
grande bem.
 
É correto o que se a�rma em
 
Ex.14 Filoso�a Medieval
(Ufu 2013)  Com efeito, existem a respeito de Deus verdades que
ultrapassam totalmente as capacidades da razão humana. Uma
delas é, por exemplo, que Deus é trino e uno. Ao contrário, existem
verdades que podem ser atingidas pela razão: por exemplo, que
Deus existe, que há um só Deus etc.
AQUINO, Tomás de. Súmula contra os Gentios. Capítulo Terceiro: A
possibilidade de descobrir a verdade divina. Tradução de Luiz João
Baraúna. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 61.
 
Para São Tomás de Aquino, a existência de Deus se prova  
 
Ex.2 Filoso�a Medieval
(Unioeste 2020)  “(...) Em primeiro lugar, como ninguém pode amar
uma coisa de todo ignorada, deve -se examinar com diligência de que
natureza é o amor dos estudantes, entendendo-se por estudantes os
que ainda não sabem, mas desejam saber. Naqueles casos em que a
palavra estudo não é usual, podem existir amores de ouvido: como
quando o ânimo se acende em desejo de ver e de gozar devido à
fama de alguma beleza, porque possui uma noção genérica das
belezas corpóreas pelo fato de ter visto muitas delas, e existe no
interior dele algo que aprova o que no exterior é cobiçado. Quando
isto acontece, o amor não é paixão de uma coisa ignorada, pois já
conhece seu gênero. Quando amamos um varão bondoso, cujo rosto
nunca vimos, amamo-lo pela notícia das virtudes que conhecemos
na própria verdade”
 
SANTO AGOSTINHO, De Trinitade, livro 10.
 
 
A partir do texto de Santo Agostinho, assinale a alternativa
CORRETA.
 
Ex.10 Filoso�a Medieval
(Uem-pas 2017)  Tomás de Aquino foi um �lósofo e teólogo do
século XIII que se dedicou a escrever sobre questões de teologia
cristã, de exegese bíblica, de metafísica, de ética e também de
política. Tomás de Aquino a�rma:
 
“Duas coisas são necessárias para a vida de um homem. Uma
principal, que é o agir de acordo com a virtude, uma vez que a
virtude é aquilo pelo que se vive bem. A outra é secundária e como
que instrumental, a saber, a existência su�ciente daqueles bens
necessários ao agir virtuoso. A unidade do ser humano é causada
pela natureza, ao passo que a unidade da coletividade, que é
denominada paz, deve ser produzida pela ação do governante.”
 
TOMÁS DE AQUINO. A realeza: dedicado ao rei de Chipre. In:
MARÇAL, J. (org.). Antologia de textos �losó�cos. Curitiba: SEED,
2009, p. 690.
 
 
Sobre a �loso�a política de Tomás de Aquino, assinale o que for
correto.
 
a) I, II e III.   
b) I e III apenas.   
c) II e III apenas.   
d) I e II apenas.   
a) por meios metafísicos, resultantes de investigação intelectual.    
b) por meio do movimento que existe no Universo, na medida em
que todo movimento deve ter causa exterior ao ser que está em
movimento.   
c) apenas pela fé, a razão é mero instrumento acessório e
dispensável.    
d) apenas como exercício retórico.
a) Amamos porque desconhecemos; se conhecemos, não amamos.   
b) Em primeiro lugar, não existe amor entre os estudantes.   
c) O amor desconhece o seu gênero porque somos livres.   
d) Basicamente, os amores de ouvido são superiores.   
e) Aquilo que amamos não é de todo ignorado.   
01) Segundo Tomás de Aquino, o rei deverá ser educado de acordo
com a lei divina, de forma que busque garantir os meios pelos quais
os súditos possam viver bem.   
02) Porque o ser humano é racional, ao contrário dos demais
animais, ele é capaz de viver isoladamente e não depende da
coletividade para o viver bem e alcançar sua felicidade.   
04) A melhor forma de governo é aquela em que a autoridade está
nas mãos de uma única pessoa, que deve agir de modo que o bem
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Ex.7 Filoso�a Medieval
(Uece 2019)  Em diálogo com Evódio, Santo Agostinho a�rma:
“parecia a ti, como dizias, que o livre-arbítrio da vontade não devia
nos ter sido dado, visto que as pessoas servem-se dele para pecar.
Eu opunha à tua opinião que não podemos agir com retidão a não
ser pelo livre-arbítrio da vontade. E a�rmava que Deus no-lo deu,
sobretudo em vista desse bem. Tu me respondeste que a vontade
livre devia nos ter sido dada do mesmo modo como nos foi dada a
justiça, da qual ninguém pode se servir a não ser com retidão”.
 
AGOSTINHO. O livre-arbítrio, Introdução, III, 18, 47.
 
 
Com base nessa passagem acerca do livre-arbítrio da vontade, em
Agostinho, é correto a�rmar que
 
Ex.6 Filoso�a Medieval
(Uece 2019)  “O maniqueísmo é uma �loso�a religiosa sincrética e
dualística fundada e propagada por Manes ou Maniqueu, �lósofo
cristão do século III, que divide o mundo simplesmente entre Bom,
ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A matéria é intrinsecamente má e o
espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo,
maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada
nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.”
 
Wikipédia. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manique%C3%ADsmo.
 
 
Contra o maniqueísmo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho)
a�rmava que
 
Ex.1 Filoso�a Medieval
(Uem 2020)  “Se é verdade que a verdade da fé cristã ultrapassa as
capacidades da razão humana, nem por isso os princípios inatos
naturalmente à razão podem estar em contradição com esta verdade
sobrenatural. É um fato que estes princípios naturalmente inatos à
razão humana são absolutamente verdadeiros; são tão verdadeiros,
que chega a ser impossível pensar que possam ser falsos. Tampouco
é possível considerar falso aquilo que cremos pela fé, e que Deus
con�rmou de maneira tão evidente. Já que só o falso constitui o
contrário do verdadeiro, [...] é impossível que a verdade da fé seja
contrária aos princípios que a razão humana conhece em virtude de
suas forças naturais. [...] Todavia, já que a palavra de Deus
ultrapassa o entendimento, alguns acreditam que ela esteja em
contradição com ele. Isto não pode ocorrer.”
 
(AQUINO, T. de. Suma contra os gentios. Apud ARANHA, M. L de.
Filosofando. São Paulo: Moderna, 2ª ed. p. 103).
 
 
A partir do texto citado e de conhecimentos do pensamento
�losó�co de Tomás de Aquino, assinale o que for correto.
 
Ex.9 Filoso�a Medieval
(Uem 2017)  “Embora o cristianismo não seja uma �loso�a, ele afeta
de forma profunda o pensamento �losó�co da época [Idade Média],
uma vez que o �lósofo cristão se depara com o problema da sua
realidade �nita e imperfeita diante da divindade in�nita e perfeita.”
 
ARANHA, M. L. de A. Temas de �loso�a. 3ª. ed. rev.
São Paulo: Moderna, 2005, p.110.
 
 
Sobre a patrística e a escolástica, assinale o que for correto.
 
comum seja alcançado por todos os cidadãos.     
08) As regras para a cooperação entre os cidadãos são de�nidas por
meio de eleições populares.   
16) Para Tomás de Aquino, a violência é o maior perigo à paz social,
porque afasta as pessoas e produz grupos que não são mais capazes
de cooperar em favor do bem comum.
a) o livre-arbítrio é o que conduz o homem ao pecado e ao
afastamento de Deus.   
b) o poder de decisão ‒ arbítrio ‒ da vontade humana é o que permite
a ação moralmente reta.c) é da vontade de Deus que o homem não tenha capacidade de
decidir pelo pecado, já que o Seu amor pelo homem é maior do que
o pecado.   
d) a ação justa é aquela que foi praticada com o livre-arbítrio; injusta
é aquela que não ocorreu por meio do livre-arbítrio.   
a) Deus é o Bem absoluto, ao qual se contrapõe o Mal absoluto.
b) as criaturas só são más numa consideração parcial, mas são boas
em si mesmas   
c) toda a criação era boa e tornou-se má, pois foi dominada pelo
pecado após a Queda.   
d) a totalidade da criação é boa em si mesma, mas singularmente há
criaturas boas e más.   
01) Fé e razão não se opõem, porque seus princípios são
verdadeiros.    
02) Tomás de Aquino tomou por tarefa compatibilizar, a partir da
relação fé e razão, a �loso�a aristotélica com a verdade cristã.   
04) O âmbito do racionalmente demonstrável é restrito se
comparado com a imensidão dos mistérios divinos.   
08) Para Tomás de Aquino, o conteúdo da fé é revelado por Deus
aos homens, segundo a sua sabedoria.   
16) A existência de Deus para Tomás de Aquino é tão somente
a�rmada pela fé, jamais reconhecida pela razão.  
01) A �loso�a medieval assume a herança dos �lósofos gregos,
sobretudo Platão (na patrística) e Aristóteles (na escolástica), de
forma submissa e dogmática.   
02) Santo Agostinho (354-430) é o maior representante da �loso�a
patrística. A patrística preocupava-se em encontrar justi�cativas
racionais para as verdades reveladas.    
04) Segundo a �loso�a patrística, a revelação divina ensina quem
tem fé a utilizar corretamente o conhecimento sensível.   
08) Tomás de Aquino (1225-1274) considera a �loso�a como
conhecimento racional e tem como um dos seus principais temas
�losó�cos a adequação entre as coisas e o entendimento.   
16) O problema de maior relevância para a �loso�a do século XIII é a
querela dos universais, doutrina �losó�ca segundo a qual os
realistas preponderam sobre os nominalistas.   
https://www.biologiatotal.com.br/medio/cursos/extensivo-enem-e-vestibulares 4/5
GABARITO
Ex.11 Filoso�a Medieval
(Uem 2017)  “Isto agora é límpido e claro: nem as coisas futuras
existem, nem as coisas passadas, nem dizemos apropriadamente
‘existem três tempos: o passado, o presente e o futuro’. Mas talvez
pudéssemos dizer apropriadamente ‘existem três tempos: o presente
das coisas passadas, o presente das coisas presentes, o presente
das coisas futuras’. Pois os três estão de alguma maneira na alma e
eu não os vejo em outro lugar: o presente das coisas passadas é a
memória, o presente das coisas presentes é o olhar, o presente das
coisas futuras é a expectativa”.
 
SANTO AGOSTINHO, Con�ssões, in: MARÇAL, J. Antologia de
textos �losó�cos. Curitiba: Seed, 2009, p. 43.
 
 
A partir do texto citado, assinale o que for correto.
 
Ex.13 Filoso�a Medieval
Ex.3 Filoso�a Medieval
Ex.8 Filoso�a Medieval
Ex.5 Filoso�a Medieval
Ex.12 Filoso�a Medieval
Ex.4 Filoso�a Medieval
Ex.14 Filoso�a Medieval
Ex.2 Filoso�a Medieval
Ex.10 Filoso�a Medieval
Ex.7 Filoso�a Medieval
Ex.6 Filoso�a Medieval
Ex.1 Filoso�a Medieval
Ex.9 Filoso�a Medieval
Ex.11 Filoso�a Medieval
01) O tempo é algo compreendido pela alma, e não algo presente
nas coisas.   
02) Para Santo Agostinho, existem três tempos distintos: passado,
presente e futuro.    
04) O futuro é um tempo de expectativa para a alma.    
08) O presente é algo que se põe diante do olhar da alma.    
16) O passado é visto em outro lugar, e nós o acessamos pela
memória.    
b) a �loso�a escolástica.   
c) teve em Tomás de Aquino seu principal expoente e foi uma
tentativa de harmoni zar a razão com a fé;
d) foi despertado para o conhecimento de Deus a partir da
�loso�a platônica.   
a) a lei escrita só é legítima se for baseada no direito natural.    
d) é fundamentada no argumento metafísico da primazia da
substância imaterial.   
c) II e III apenas.   
b) por meio do movimento que existe no Universo, na medida
em que todo movimento deve ter causa exterior ao ser que
está em movimento.   
e) Aquilo que amamos não é de todo ignorado.   
01) Segundo Tomás de Aquino, o rei deverá ser educado de
acordo com a lei divina, de forma que busque garantir os
meios pelos quais os súditos possam viver bem.   
04) A melhor forma de governo é aquela em que a autoridade
está nas mãos de uma única pessoa, que deve agir de modo
que o bem comum seja alcançado por todos os cidadãos.     
16) Para Tomás de Aquino, a violência é o maior perigo à paz
social, porque afasta as pessoas e produz grupos que não são
mais capazes de cooperar em favor do bem comum.
b) o poder de decisão ‒ arbítrio ‒ da vontade humana é o que
permite a ação moralmente reta.   
b) as criaturas só são más numa consideração parcial, mas são
boas em si mesmas   
01) Fé e razão não se opõem, porque seus princípios são
verdadeiros.    
02) Tomás de Aquino tomou por tarefa compatibilizar, a partir
da relação fé e razão, a �loso�a aristotélica com a verdade
cristã.   
04) O âmbito do racionalmente demonstrável é restrito se
comparado com a imensidão dos mistérios divinos.   
08) Para Tomás de Aquino, o conteúdo da fé é revelado por
Deus aos homens, segundo a sua sabedoria.   
02) Santo Agostinho (354-430) é o maior representante da
�loso�a patrística. A patrística preocupava-se em encontrar
justi�cativas racionais para as verdades reveladas.    
04) Segundo a �loso�a patrística, a revelação divina ensina
quem tem fé a utilizar corretamente o conhecimento sensível.
  
08) Tomás de Aquino (1225-1274) considera a �loso�a como
conhecimento racional e tem como um dos seus principais
temas �losó�cos a adequação entre as coisas e o
entendimento.   
01) O tempo é algo compreendido pela alma, e não algo
presente nas coisas.   
https://www.biologiatotal.com.br/medio/cursos/extensivo-enem-e-vestibulares 5/5
04) O futuro é um tempo de expectativa para a alma.     08) O presente é algo que se põe diante do olhar da alma.    
https://www.biologiatotal.com.br/medio/cursos/extensivo-enem-e-vestibulares 1/4
Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 8
Ex.5 Francis Bacon
(Unesp 2016)  Os ídolos e noções falsas que ora ocupam o intelecto
humano e nele se acham implantados não somente o obstruem a
ponto de ser difícil o acesso da verdade, como, mesmo depois de
superados, poderão ressurgir como obstáculo à própria instauração
das ciências, a não ser que os homens, já precavidos contra eles, se
cuidem o mais que possam. O homem se inclina a ter por verdade o
que prefere. Em vista disso, rejeita as di�culdades, levado pela
impaciência da investigação; rejeita os princípios da natureza, em
favor da superstição; rejeita a luz da experiência, em favor da
arrogância e do orgulho, evitando parecer se ocupar de coisas vis e
efêmeras; rejeita paradoxos, por respeito a opiniões vulgares. En�m,
inúmeras são as fórmulas pelas quais o sentimento, quase sempre
imperceptivelmente, se insinua e afeta o intelecto.
 
(Francis Bacon. Novum Organum [publicado originalmente em
1620],
1999. Adaptado.)
 
 
Na história da �loso�a ocidental, o texto de Bacon preconiza
 
Ex.1 Francis Bacon
(Uece 2020)  “Toda a obra de Francis bacon se destina a substituir
uma cultura do tipo retórico-literário por uma do tipo técnico-
cientí�co. Bacon está perfeitamente consciente de que a realização
deste programa de reforma comporta numa ruptura com a tradição.
De que tal ruptura diz respeito não só ao modo de pensar, mas
também ao modo de viver dos homens. O tipo de discurso �losó�co
elaborado no mundo clássico pressupõe, segundo Bacon, a
superioridade da contemplação sobre as obras, da resignação diante
da natureza sobre a conquista da natureza, da re�exão acerca da
interioridade sobre a pesquisa voltada para os fatos e as coisas.”
 
ROSSI, Paolo. Os �lósofos e as máquinas:1400-700. São Paulo:
Companhia das Letras, 1989, p.75/adaptado.
 
 
A passagem acima expõe a relação entre o pensamento �losó�co
moderno, representado por Francis Bacon, e o pensamento �losó�co
clássico. Sobre essa relação, é correto a�rmar queEx.1 ENEM Francis Bacon
(Enem 2019)  TEXTO I
Os segredos da natureza se revelam mais sob a tortura dos
experimentos do que no seu curso natural.
BACON, F. Novum Organum, 1620. In: HADOT, P. O véu de Ísis:
ensaio sobre a história da ideia de natureza. São Paulo: Loyola,
2006.
 
 
TEXTO II
O ser humano, totalmente desintegrado do todo, não percebe mais
as relações de equilíbrio da natureza. Age de forma totalmente
desarmônica sobre o ambiente, causando grandes desequilíbrios
ambientais.
GUIMARÃES, M. A dimensão ambiental na educação. Campinas:
Papirus, 1995.
 
 
Os textos indicam uma relação da sociedade diante da natureza
caracterizada pela
 
Ex.6 Francis Bacon
(Ufsm 2015)  O conhecimento é uma ferramenta essencial para a
sobrevivência humana. Os principais �lósofos modernos
argumentaram que nosso conhecimento do mundo seria muito
limitado se não pudéssemos ultrapassar as informações que a
percepção sensível oferece. No período moderno, qual processo
cognitivo foi ressaltado como fundamental, pois permitia obter
a) um pensamento cientí�co racional afastado de paixões e
preconceitos.   
b) uma crítica à hegemonia do paradigma cartesiano no âmbito
cientí�co.   
c) a defesa do inatismo das ideias contra os pressupostos da �loso�a
empirista.   
d) a valorização romântica de aspectos sentimentais e intuitivos do
pensamento.   
e) uma crítica de caráter ético voltada contra a frieza do trabalho
cientí�co.   
a) não houve nenhuma mudança substantiva entre a forma como os
modernos pensavam o mundo e a forma como os antigos
interpretavam a realidade, a não ser no aspecto da adoção de um
processo metodológico diferenciado do pensamento.   
b) a �loso�a dos modernos buscava compreender a forma do
pensamento e a partir de um raciocínio dedutivo, ao contrário dos
antigos que baseavam o pensamento na forma indutiva e
experimental de abordagem da realidade.   
c) a mudança da maneira com que os �lósofos da modernidade
passaram a pensar a realidade foi radical em relação aos antigos,
representando uma ruptura com um tipo de saber retórico e a
adoção de um pensamento focado na pesquisa sobre os fatos e as
coisas.   
d) embora ancorada em raciocínio lógico e em um método mais
preciso de análise, a �loso�a dos modernos mostrava-se inferior ao
pensamento antigo, em decorrência tanto de sua dependência
excessiva da experiência, como do abandono do raciocínio.    
a) objeti�cação do espaço físico.    
b) retomada do modelo criacionista.    
c) recuperação do legado ancestral.    
d) infalibilidade do método cientí�co.    
e) formação da cosmovisão holística.    
https://www.biologiatotal.com.br/medio/cursos/extensivo-enem-e-vestibulares 2/4
conhecimento direto, novo e capaz de antecipar acontecimentos do
mundo físico e também do comportamento social?
 
Ex.8 Francis Bacon
(Uel 2011)  Leia o texto a seguir.
 
            O pensamento moderno caracteriza-se pelo crescente
abandono da ciência aristotélica. Um dos pensadores modernos
desconfortáveis com a lógica dedutiva de Aristóteles – considerando
que esta não permitia explicar o progresso do conhecimento
cientí�co – foi Francis Bacon. No livro Novum Organum, Bacon
formulou o método indutivo como alternativa ao método lógico-
dedutivo aristotélico.
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de
Bacon, é correto a�rmar que o método indutivo consiste
 
Ex.2 ENEM Francis Bacon
(Enem 2013)  Os produtos e seu consumo constituem a meta
declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta
pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que
o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa,
convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes
e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer
de poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração de
libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente.
 
CUPANI, A. A tecnologia como problema �losó�co: três enfoques,
Scientiae Studia. São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado).
 
 
Autores da �loso�a moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o
projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que
almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse
contexto, a investigação cientí�ca consiste em
 
Ex.7 Francis Bacon
(Ufsj 2012)  Sobre os ídolos preconizados por Francis Bacon, é
CORRETO a�rmar que:
 
Ex.3 Francis Bacon
(Uel 2018)  Leia o texto a seguir.
 
Resta-nos um único e simples método, para alcançar os nossos
intentos: levar os homens aos próprios fatos particulares e às suas
séries e ordens, a �m de que eles, por si mesmos, se sintam
obrigados a renunciar às suas noções e comecem a habituar-se ao
trato direto das coisas.
(BACON, F. Novum Organum Trad. José Aluysio Reis de Andrade.
São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 26.)
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o problema do
método de investigação da natureza em Bacon, assinale a
alternativa correta.
 
Ex.4 Francis Bacon
(Uem 2017)  “Os que se dedicaram às ciências foram ou empíricos
ou dogmáticos. Os empíricos, à maneira das formigas, acumulam e
usam as provisões; os racionalistas, à maneira das aranhas, de si
mesmos extraem o que lhes serve para a teia. A abelha representa a
posição intermediária: recolhe a matéria-prima das �ores do jardim e
do campo e com seus próprios recursos a transforma e digere”.
a) Dedução.   
b) Indução.   
c) Memorização.   
d) Testemunho.   
e) Oratória e retórica.   
a) na derivação de consequências lógicas com base no corpo de
conhecimento de um dado período histórico.   
b) no estabelecimento de leis universais e necessárias com base nas
formas válidas do silogismo tal como preservado pelos medievais.   
c) na postulação de leis universais com base em casos observados
na experiência, os quais apresentam regularidade.   
d) na inferência de leis naturais baseadas no testemunho de
autoridades cientí�cas aceitas universalmente.   
e) na observação de casos particulares revelados pela experiência,
os quais impedem a necessidade e a universalidade no
estabelecimento das leis naturais.   
a) expor a essência da verdade e resolver de�nitivamente as
disputas teóricas ainda existentes.   
b) oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar
o lugar que outrora foi da �loso�a.   
c) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do
saber que almejam o progresso.   
d) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e
eliminar os discursos éticos e religiosos.   
e) explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor
limites aos debates acadêmicos.   
a) “A consequência imediata da ação dos ídolos é a inscrição do
Homem num universo de massacre e sofrimento racional-indutivo,
onde o conhecimento cientí�co se distancia da �loso�a, se deteriora
e se amesquinha”.   
b) “Toda idolatria é forjada no hábito e na subjetividade humanos”.   
c) “Os ídolos invadem a mente humana e para derrogá-los, é
necessário um esforço racional-dedutivo de análise, como bem
advertiu Aristóteles”.   
d) “Os ídolos da caverna são os homens enquanto indivíduos, pois
cada um [...] tem uma caverna ou uma cova que intercepta e
corrompe a luz da natureza”.   
a) O preceito metodológico do “trato direto das coisas” supõe que
cada um já possui em si as condições para realizar a investigação da
natureza.   
b) A investigação da natureza consiste em aplicar um conjunto de
pressupostos metafísicos, cuja função é orientar a investigação.   
c) As “séries e ordens” referentes aos fatos particulares resultam da
aplicação dos pressupostos do método de investigação.   
d) A renúncia às noções que cada um possui é o princípio do método
de investigação, que levará a ida aos fatos particulares.   
e) O método de interpretação da natureza propõe uma nova atitude
com relação às coisas e uma nova compreensão dos poderes do
intelecto.   
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GABARITO
 
BACON, F. Novum Organum. In: ARANHA, M. Filosofar com textos:
temase história da �loso�a. São Paulo: Moderna, 2012, p. 400.
 
 
A partir desse texto, assinale o que for correto.
 
Ex.2 Francis Bacon
(Uem 2019)  “Os que se dedicaram às ciências foram ou empíricos,
ou dogmáticos. Os empíricos, à maneira das formigas, acumulam e
usam as provisões; os racionalistas, à maneira das aranhas, de si
mesmos extraem o que lhes serve para a teia. A abelha representa a
posição intermediária; recolhe a matéria-prima das �ores do jardim e
do campo e com seus próprios recursos a transforma e digere. Não é
diferente o labor da verdadeira �loso�a, que se não serve
unicamente das forças da mente nem tampouco se limita ao material
fornecido pela história natural ou pelas artes mecânicas, conservado
intato na memória. Mas ele deve ser modi�cado e elaborado pelo
intelecto. Por isso muito se deve esperar da aliança estreita e sólida
(ainda não levada a cabo) entre essas duas faculdades, a
experimental e a racional.”
 
BACON, F. Novo organum. Trad. José Aluysio Reis de Andrade. São
Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 76).
 
 
Com base no fragmento acima, assinale o que for correto.
 
Ex.5 Francis Bacon
Ex.1 Francis Bacon
Ex.1 ENEM Francis Bacon
Ex.6 Francis Bacon
Ex.8 Francis Bacon
Ex.2 ENEM Francis Bacon
Ex.7 Francis Bacon
Ex.3 Francis Bacon
Ex.4 Francis Bacon
Ex.2 Francis Bacon
01) Bacon acusa os racionalistas de serem dogmáticos.   
02) O conhecimento cientí�co elaborado como quem retira de si
mesmo o conhecimento, à semelhança das aranhas, não é su�ciente
para Bacon.   
04) O fazer cientí�co, para Bacon, deve ser uma combinação de
experiências empíricas e a elaboração racional desses dados.    
08) O empirismo é o único modo correto de produzir conhecimento
cientí�co.    
16) O conhecimento empírico anula o conhecimento racional e se
contrapõe a ele.    
01) Os “empíricos” mencionados são aqueles que a�rmam a
prevalência da experiência direta e constituem um saber sem forma.
  
02) Os “dogmáticos” mencionados são aqueles que a�rmam com a
autoridade própria e constituem uma razão sem matéria.      
04) Pode-se a�rmar que, na interpretação de Bacon, o intelecto
interfere na produção do conhecimento.   
08) Há na alma humana, para Bacon, algumas ideias inatas que
permitiriam a compreensão dos dados captados pelos sentidos.   
16) Bacon propõe a aliança da faculdade racional com a faculdade
experimental até então jamais realizada.
a) um pensamento cientí�co racional afastado de paixões e
preconceitos.   
c) a mudança da maneira com que os �lósofos da
modernidade passaram a pensar a realidade foi radical em
relação aos antigos, representando uma ruptura com um tipo
de saber retórico e a adoção de um pensamento focado na
pesquisa sobre os fatos e as coisas.   
a) objeti�cação do espaço físico.    
b) Indução.   
c) na postulação de leis universais com base em casos
observados na experiência, os quais apresentam regularidade.
  
c) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras
áreas do saber que almejam o progresso.   
d) “Os ídolos da caverna são os homens enquanto indivíduos,
pois cada um [...] tem uma caverna ou uma cova que intercepta
e corrompe a luz da natureza”.   
e) O método de interpretação da natureza propõe uma nova
atitude com relação às coisas e uma nova compreensão dos
poderes do intelecto.   
02) O conhecimento cientí�co elaborado como quem retira de
si mesmo o conhecimento, à semelhança das aranhas, não é
su�ciente para Bacon.   
04) O fazer cientí�co, para Bacon, deve ser uma combinação
de experiências empíricas e a elaboração racional desses
dados.    
01) Os “empíricos” mencionados são aqueles que a�rmam a
prevalência da experiência direta e constituem um saber sem
forma.   
02) Os “dogmáticos” mencionados são aqueles que a�rmam
com a autoridade própria e constituem uma razão sem matéria.
     
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04) Pode-se a�rmar que, na interpretação de Bacon, o
intelecto interfere na produção do conhecimento.   
16) Bacon propõe a aliança da faculdade racional com a
faculdade experimental até então jamais realizada.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 9
Ex.11 René Descartes
(Unesp 2018)  De um lado, dizem os materialistas, a mente é um
processo material ou físico, um produto do funcionamento cerebral.
De outro lado, de acordo com as visões não materialistas, a mente é
algo diferente do cérebro, podendo existir além dele. Ambas as
posições estão enraizadas em uma longa tradição �losó�ca, que
remonta pelo menos à Grécia Antiga. Assim, enquanto Demócrito
defendia a ideia de que tudo é composto de átomos e todo
pensamento é causado por seus movimentos físicos, Platão insistia
que o intelecto humano é imaterial e que a alma sobrevive à morte
do corpo.
 
(Alexander Moreira-Almeida e Saulo de F. Araujo. “O cérebro produz
a mente?: um levantamento da opinião de psiquiatras”.
www.archivespsy.com, 2015.)
 
 
A partir das informações e das relações presentes no texto, conclui-
se que
 
Ex.13 René Descartes
(Ufu 2018)  Na obra Discurso do método, o �lósofo francês Renê
Descartes descreve as quatro regras que, segundo ele, podem levar
ao conhecimento de todas as coisas de que o espírito é capaz de
conhecer.
Quanto a uma dessas regras, ele diz que se trata de "dividir cada
di�culdade que examinasse em tantas partes quantas possíveis e
necessárias para melhor resolvê-las".
 
Descartes. Discurso do método,I-II, citado por: MARCONDES, Danilo.
Textos Básicos de Filoso�a. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora,
2000. Tradução de Marcus Penchel.
 
 
Essa regra, transcrita acima, é denominada
 
Ex.1 René Descartes
(Uem 2020)  Na obra Discurso do método, René Descartes, �lósofo
francês do século XVII, propõe quatro regras que esclarecem a forma
como a liberdade do arbítrio deve ser disciplinada segundo a razão, a
�m de se aplicar na tarefa de separar os juízos verdadeiros dos
juízos falsos, e, com isso, realizar o projeto do conhecimento humano
a partir de fundamentos sólidos.
 
De acordo com o pensamento de Descartes, assinale o que for
correto.
 
Ex.10 René Descartes
(Uel 2019)  Leia o texto a seguir.
 
E se escrevo em francês, que é a língua de meu país, e não em latim,
que é a de meus preceptores, é porque espero que aqueles que se
servem apenas de sua razão natural inteiramente pura julgarão
melhor minhas opiniões do que aqueles que não acreditam senão
nos livros dos antigos. E quanto aos que unem o bom senso ao
estudo, os únicos que desejo para meus juízes, não serão de modo
algum, tenho certeza, tão parciais a favor do latim que recusem ouvir
minhas razões, porque as explico em língua vulgar.
DESCARTES, R. Discurso do Método. Trad. J. Guinsburg e Bento
Prado Jr. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Coleção “Os pensadores”.
p. 79.
 
 
Com base nos conhecimentos sobre Descartes e o surgimento da
�loso�a moderna, assinale a alternativa correta.
 
a) a hipótese da independência da mente em relação ao cérebro teve
origem no método cientí�co.   
b) a dualidade entre mente e cérebro foi conceituada por Descartes
como separação entre pensamento e extensão.    
c) o pensamento de Santo Agostinho se baseou em hipóteses
empiristas análogas às do materialismo.   
d) os argumentos materialistas resgatam a metafísica platônica,
favorecendo hipóteses de natureza espiritualista.    
e) o progresso da neurociência estabeleceu provas objetivas para
resolver um debate originalmente �losó�co.   
a) regra da análise.   
b) regra da síntese.   
c) regra da evidência.   
d) regra da veri�cação.   
01) Uma das quatro regras do método cartesiano a�rma que só se
deve aceitar alguma coisa como verdadeira se não houver causa
para dela duvidar.    
02) A �loso�a de Descartes é uma forma de ceticismo, porque
propõe suspender o juízo sobre a existência do mundo exterior.   
04) O método cartesiano pressupõe que todo problema verdadeiro
tem uma solução, porque, sendo o mundo racional, deve sersempre
possível descobrir as razões que nele se encontram.   
08) A quarta e última regra do método cartesiano estipula que se
deve garantir a correta aplicação das regras anteriores a um
problema por meio da revisão exaustiva de todos os passos de sua
solução.   
16) O uso disciplinado da razão exige que a construção do
conhecimento comece com os objetos mais complexos para
decompô-los em seus elementos mais simples.  
a) A língua vulgar, o francês, expressa de modo mais adequado o
espírito da modernidade por estar livre dos preconceitos da língua
dos doutos, o latim.   
b) Redigir o Discurso do Método em francês teve propósito similar à
tradução da bíblia para o alemão feita por Lutero: facilitar o acesso à
sacralidade do texto em língua vulgar.   
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GABARITO
Ex.1 Aprofundados: René Descartes
Ufpr 2020)  “Vejo tão manifestamente que não há indício
concludente algum nem marcas su�cientemente certas por cujo
meio se possa distinguir nitidamente a vigília do sono que me sinto
inteiramente espantado; e meu espanto é tal que ele é quase capaz
de me persuadir de que estou dormindo”.
(DESCARTES, René. Meditações Metafísicas. In: MARÇAL, J.;
CABARRÃO, M.; FANTIN, M. E. (Orgs.) Antologia de Textos
Filosó�cos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 155.)
 
 
Na passagem acima, Descartes apresenta um argumento para que
se duvide das percepções sensíveis. Aponte e explique o argumento
do autor.
Ex.11 René Descartes
Ex.13 René Descartes
Ex.1 René Descartes
Ex.10 René Descartes
Ex.1 Aprofundados: René Descartes
c) O desencantamento do mundo, resultante da radical crítica
cartesiana à tradição, teve como consequência o abandono da
referência à divindade.   
d) As ideias expressas por Descartes em seu Discurso do Método
re�etem a postura tipicamente moderna de ruptura total com o
passado.   
e) A razão natural inteiramente pura é um atributo inerente à
natureza humana, independentemente da tradição ou da cultura à
qual o humano se vincula.   
b) a dualidade entre mente e cérebro foi conceituada por
Descartes como separação entre pensamento e extensão.    
a) regra da análise.   
01) Uma das quatro regras do método cartesiano a�rma que
só se deve aceitar alguma coisa como verdadeira se não
houver causa para dela duvidar.    
04) O método cartesiano pressupõe que todo problema
verdadeiro tem uma solução, porque, sendo o mundo racional,
deve ser sempre possível descobrir as razões que nele se
encontram.   
08) A quarta e última regra do método cartesiano estipula que
se deve garantir a correta aplicação das regras anteriores a um
problema por meio da revisão exaustiva de todos os passos de
sua solução.   
e) A razão natural inteiramente pura é um atributo inerente à
natureza humana, independentemente da tradição ou da
cultura à qual o humano se vincula.   
A �loso�a desenvolvida por Descartes dá as bases do que
hoje chamamos de “racionalismo cartesiano”, que é uma
perspectiva crítica acerca do processo da obtenção do
conhecimento, segundo a qual não se aceita a possibilidade de
alcançar a verdade pura através dos  sentidos humanos, mas
através da racionalidade. Assim, Descartes defende o uso da
dúvida metódica como o “caminho seguro” para a obtenção de
verdades sólidas. Para ele, a dúvida metódica era necessária
frente à ilusão dos sentidos, pois que estes seriam limitados e
enganosos. Tal postura leva, portanto, ao questionamento
generalizado acerca de tudo que se coloca como “verdade” e
que é dado como certo. A dúvida, nesse sentido, é necessária
para se chegar à certeza das coisas, e envolve a rejeição de
todos os sentidos. Junto a esse questionamento, é
fundamental, ainda, um ordenamento, que seria o método.
Dessa forma, pode-se dizer que é preciso uma organização
metódica desse questionamento para se obter certezas.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 9
Ex.2 Empiristas Modernos
(Ueg 2019)  John Locke a�rmou que a mente é como uma folha em
branco na qual a cultura escreve seu texto e Descartes demonstrava
descon�ança em relação aos sentidos como fonte de conhecimento.
A respeito desses dois �lósofos, veri�ca-se o seguinte: 
 
Ex.1 Empiristas Modernos
(Uece 2020)  Observe as seguintes citações, que re�etem posições
divergentes, colocadas por empiristas e racionalistas, sobre o
método que deveria ser usado para o estabelecimento do correto
processo de conhecimento da realidade:
 
“Primeiramente, considero haver em nós certas noções primitivas, as
quais são como originais, sob cujo padrão formamos todos os nossos
outros conhecimentos”.
DESCARTES, R. Carta a Elisabeth. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
Col. Os Pensadores.
 
 
“De onde a mente apreende todos os materiais da razão e do
conhecimento? A isso respondo numa palavra, da experiência. Todo
o conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente
o próprio conhecimento”.
LOCKE, J. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril
Cultural, 1973. Col. Os pensadores.
 
 
Considerando o que propunham o empirismo e o racionalismo,
atente para o que se a�rma a seguir e assinale com V o que for
verdadeiro e com F o que for falso.
 
(     ) O racionalismo é a forma de compreensão do conhecimento
que prioriza a razão e recorre à indução como método de análise.
(     ) O empirismo, ao contrário do racionalismo, parte da experiência
para a construção de a�rmações gerais a respeito da realidade.
(     ) Para o racionalismo, sobretudo o cartesiano, a verdade deveria
ser buscada fora dos sentidos, visto que eles são enganosos e
podem nos equivocar em qualquer experiência de percepção.
(     ) O empirismo, vertente de compreensão da qual Locke fazia
parte, aproxima-se do modelo cientí�co cartesiano, ao negar a
existência de ideias inatas.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 
Ex.5 Empiristas Modernos
(Ufu 2017)  Hume descreveu a con�ança que o entendimento
humano deposita na probabilidade dos resultados dos eventos
observados na natureza. Ele comparou essa convicção ao
lançamento de dados, cujas faces são previamente conhecidas,
porém, nas palavras do �lósofo:
 
[...] veri�cando que maior número de faces aparece mais em um
evento do que no outro, o espírito [o entendimento humano]
converge com mais frequência para ele e o encontra muitas vezes ao
considerar as várias possibilidades das quais depende o resultado
de�nitivo.
HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. Tradução
de Anoar Aiex.
São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 93. Coleção “Os Pensadores”.
 
 
Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, conduz o entendimento
humano a uma situação distinta da certeza racional, uma espécie de
“falha”, representada pelo(a)
 
Ex.1 Aprofundados: Locke e Hume
(Uel 2019)  Leia o texto a seguir.
 
Mesmo supondo que as faculdades racionais de Adão fossem
inteiramente perfeitas desde o primeiro momento, ele não poderia
ter inferido da �uidez e da transparência da água que ela o afogaria,
ou da luz e do calor do fogo, que este o consumiria. Nenhum objeto
jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, tanto as
causas que o produziram como os efeitos que surgirão dele; nem
pode nossa razão, sem o auxílio da experiência, jamais tirar uma
inferência acerca da existência real e de um fato.
 
HUME, D. Investigação acerca do Entendimento Humano. São Paulo:
Nova Cultural, 1996, p. 50.
 
 
Com base na interpretação do texto, explique o conceito de
causalidade na epistemologia de David Hume.
Ex.2 Aprofundados: Locke e Hume
a) Locke é um representante do racionalismo e Descartes é um
representante do empirismo.    
b) Locke é um representante do empirismo e Descartes é um
representante do racionalismo.    
c) Descartes e Locke possuíam a mesma concepção, pois ambos
eram críticos do iluminismo.    
d) Descartes é um representante do teologismo e Locke é um
representante do culturalismo.    
e) Descartes é um representante do materialismo e Lockeé um
representante do idealismo.    
a) V, F, V, F.   
b) V, V, F, V.   
c) F, F, F, V.   
d) F, V, V, F.   
a) verdade da fantasia, que é superior à certeza racional.    
b) crença, que ocupa o lugar da certeza racional.   
c) sentido visual, que é mais verídico que a certeza sensível.    
d) ideia inata, que atua como o a priori da razão humana.    
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GABARITO
(Ufpr 2018)  “Parece evidente que, se todas as cenas da natureza
fossem continuamente alteradas de tal maneira que jamais dois
acontecimentos tivessem qualquer semelhança um com o outro mas
cada objeto fosse sempre inteiramente novo, sem nenhuma
semelhança com qualquer coisa que se tivesse visto antes, jamais
teríamos, nesse caso, alcançado a mais tênue ideia de necessidade,
ou de uma conexão entre esses objetos”.
 
(Hume, D. Uma Investigação sobre o Entendimento Humano, Seção
8, In: Antologia de textos �losó�cos, SEED, 2009, p. 378.)
 
 
Com base na passagem acima e no conjunto do texto, responda:
segundo Hume, como se forma a ideia de necessidade? Por que essa
ideia não teria lugar se “as cenas da natureza se alterassem
continuamente”?
Ex.2 Empiristas Modernos
Ex.1 Empiristas Modernos
Ex.5 Empiristas Modernos
Ex.1 Aprofundados: Locke e Hume
Ex.2 Aprofundados: Locke e Hume
b) Locke é um representante do empirismo e Descartes é um
representante do racionalismo.    
d) F, V, V, F.   
b) crença, que ocupa o lugar da certeza racional.   
A experiência, para Hume, constitui fonte de conhecimento ao
revelar a relação causal existente entre os fenômenos naturais.
Toda causa gera, como consequência, um efeito. A experiência,
e não a razão, é quem captura a relação existente entre uma
causa e seu efeito. Logo, a experiência é fonte reveladora da
relação causal. O que Hume questiona é o fato de a
experiência, assim como a razão, serem insu�cientes na
justi�cação da existência de uma conexão causal entre os
fenômenos naturais. Que o fogo, em razão do calor que lhe é
inerente, produz queimaduras, é um conhecimento empírico.
Ou seja, há uma relação direta entre o fogo (causa) e a
queimadura (efeito) revelada pela experiência. No entanto, a
experiência é incapaz de inferir a existência de uma conexão
necessária entre fogo e calor. Não há nada na experiência que
garanta a manutenção da relação causal entre fogo e calor.
Nem a experiência nem a razão podem inferir sobre a
determinação causal entre os fenômenos naturais. Sabemos
apenas que há uma relação causal, mas não sabemos se há,
de fato, uma conexão causal (de forma necessária) entre o
fogo e o calor. En�m, identi�car a causa de um efeito não
envolve um conhecimento objetivo da causa em si, de suas
qualidades e poderes não perceptíveis, nos quais o efeito
estaria necessariamente implicado. Essa necessidade causal
não se pode conhecer, isto é, não se tem acesso àquilo que na
causa implica necessariamente o efeito. Só notamos uma
relação uniforme e regular ou uma conjunção constante entre
o que consideramos causa de um determinado efeito
produzido, ambos percebidos pela experiência, numa sucessão
temporal.
Hume defende que a ideia de necessidade se forma a partir da
imaginação humana que cria a relação de necessidade a partir
da identi�cação reiterada das mesmas “cenas da natureza”. Por
exemplo: não há relação necessária entre fumaça e fogo, mas,
devido a percepção, em vários momentos, da existência de
fogo quando se tem fumaça nos céus, passou-se a relacionar,
quase que imediatamente, a existência de fogo quando se tem
fumaça nos céus. Essa ideia não teria lugar diante da
inconstância da natureza pois a repetição é fundamental na
criação de relações entre os elementos que compõem as cenas
naturais, os fenômenos.  
 
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 11
Ex.2 Nicolau Maquiavel
(Ufpr 2019)  Quando se conquistam Estados habituados a reger-se
por leis próprias e em liberdade, há três modos de manter a sua
posse: primeiro, arruiná-los; segundo, ir habitá-los; terceiro, deixá-
los viver com suas leis, arrecadando um tributo e criando um
governo de poucos, que se conserve amigos. [...] Quem se torna
senhor de uma cidade tradicionalmente livre e não a destrói será
destruído por ela. Tais cidades têm sempre por bandeira, nas
rebeliões, a liberdade e suas antigas leis, que não esquecem nunca,
nem com o correr do tempo, nem por in�uência dos benefícios
recebidos. Por muito que se faça, quaisquer que sejam as precauções
tomadas, se não se promovem o dissídio e a desagregação dos
habitantes, não deixam eles de se lembrar daqueles princípios e, em
toda oportunidade, em qualquer situação, a eles recorrem [...].
Assim, para conservar uma república conquistada, o caminho mais
seguro é destruí-la ou habitá-la pessoalmente.
 
(MAQUIAVEL, N. O príncipe. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 21-
22.)
 
 
Com base nessa passagem, extraída da obra O Príncipe, de
Maquiavel, assinale a alternativa correta.  
 
Ex.1 Nicolau Maquiavel
(Uece 2020) O �orentino Nicolau Maquiavel é considerado pela
maioria dos historiadores da política como o primeiro grande
pensador moderno a romper com a visão aristotélica sobre o sentido
da vida política. Se para o �lósofo grego o exercício da vida na polis
representava a consumação da natureza racional do homem e a
manifestação maior da sua excelência e do bem, Maquiavel, nas
palavras de Pierre Manent: “foi o primeiro dos mestres da suspeita...
o primeiro a trazer a suspeita para o ponto estratégico da vida dos
homens: seu convívio, sua vida política. Se empenhou, Maquiavel,
em nos convencer do caráter central ou substancial do mal na coisa
pública”.
 
MANENT, Pierre. História intelectual do liberalismo: dez lições. Rio
de Janeiro: Imago Ed., 1990. P. 28-29/ adaptado.
 
 
A partir da leitura do trecho acima e levando em consideração o
surgimento do pensamento político moderno, em Maquiavel, analise
as seguintes proposições:
 
I. O pensamento político de Maquiavel foi inovador em relação ao
pensamento clássico, por considerar que não há um “bem” absoluto
em contraposição a um “mal” a ser combatido. Em certas situações, o
“bem” advém e é mantido pelo “mal”.
II. Maquiavel e praticamente todos os �lósofos da modernidade
negavam a existência do bem comum. Uma característica marcante
na concepção de política moderna era a de que a conquista e o
exercício do poder político era o principal elemento a considerar.
III. Muito in�uenciado pelas disputas políticas de seu tempo,
Maquiavel baseou-se na experiência concreta da coisa pública. Ao
contrário dos antigos que viam a política como a realização do �m
último da cidadania, ele procurou descrever o processo político de
seu tempo.
 
É correto o que se a�rma em
 
Ex.3 Nicolau Maquiavel
(Uece 2019)  “Quando um cidadão, não por suas crueldades ou outra
qualquer intolerável violência, e sim pelo favor dos concidadãos, se
torna príncipe de sua pátria – o que se pode chamar principado civil
(e para chegar a isto não é necessário grandes méritos nem muita
sorte, mas antes uma astúcia feliz) –, digo que se chega a esse
principado ou pelo favor do povo ou pelo favor dos poderosos. É que
em todas as cidades se encontram estas duas tendências diversas e
isto nasce do fato de que o povo não deseja ser governado nem
oprimido pelos grandes, e estes desejam governar e oprimir o povo.”
 
MAQUIAVEL. O Príncipe. Coleção “Os Pensadores” - adaptado.
 
 
a) O poder emanado do príncipe deve ter a capacidade de não
apenas levar a cabo os planos de expansão de seu próprio governo,
mas sobretudo criar condições para que esse poder mantenha-se de
forma plena e garanta a legitimidade da própria dominação.    
b) A passagem refere-se em especial às repúblicas que ainda não
passaram por um processo de amadurecimento de suas instituições
democráticas. Repúblicas que dependem de orientação externa e de
outras nações na formação da sua própria identidade política, a�m
de suplantar o ódio típico dessas repúblicas.    
c) Para Maquiavel, “habitar” a república conquistada é uma
possibilidade mais condizente com a posição do Príncipe.
Considerando que o autor tinha laços com o pensamento humanista,
“destruir” uma república conquistada implicaria lançar mão da força
militar, com a qual Maquiavel não concordava.    
d) No mundo moderno e contemporâneo, o Príncipe, garantidor da
ordem e da segurança pública, pode e deve intervir com o
argumento de preservar as instituições democráticas e republicanas,
mesmo que para isso seja necessário o uso da força.    
e) O Príncipe pode, por meio de pleito eleitoral, plebiscito ou
consulta popular, agir em nome do povo e garantir a soberania de
seu Estado. Pode invadir as nações que coloquem em risco a sua
própria liberdade. Pode combater o ódio das outras repúblicas, e que
essa nação seja destruída ou habitada pelo Príncipe, a �m de
assegurar a ordem democrática.    
a) I e III apenas.   
b) I e II apenas.   
c) II e III apenas.   
d) I, II e III.   
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GABARITO
Considerando a questão da política em Maquiavel, analise as
seguintes a�rmações:
 
I. Maquiavel rompe com a tradição política ao não admitir qualquer
fundamento anterior e exterior à política.
II. Maquiavel considera a cidade uma comunidade homogênea
nascida da ordem natural ou da razão humana.
III. Maquiavel considera que a política nasce das lutas sociais e é
obra da própria sociedade para dar a si mesma unidade e identidade.
 
É correto o que se a�rma em
 
Ex.1 Aprofundados: Nicolau Maquiavel
(Uel 2020)  Leia os textos a seguir.
 
Nos principados completamente novos, onde há um novo príncipe,
existe maior ou menor di�culdade para mantê-lo, conforme seja
maior ou menor a virtú de quem o conquistou. Aquele que depende
menos da fortuna consegue melhores resultados. Consideremos Ciro
e os demais conquistadores ou fundadores de reinos: acharemos
todos admiráveis. Examinando suas ações e suas vidas, veremos que
não receberam da fortuna mais do que a ocasião, que lhes deu a
matéria para introduzirem a forma que lhes aprouvesse. E sem a
ocasião a virtú de seu ânimo se teria perdido, assim como, sem a
virtú, a ocasião teria seguido em vão.
 
Adaptado de: MAQUIAVEL, N. O Príncipe, capítulo VI. 2.ed. Tradução
de Maria Júlia Goldwasser. São Paulo: Martins Fontes, 1996. p.24.
 
 
Como a vida de um príncipe não é duradoura, o Estado
inevitavelmente se arruinará logo que a virtú deste vier a faltar.
Disto decorre que os reinos, cuja sorte depende da virtú de um único
homem, são pouco duráveis, porque aquela virtú se extingue com a
morte deste e, raras vezes, acontece que seja recuperada pelo seu
sucessor.
 
Adaptado de MAQUIAVEL, N. Comentários sobre a Primeira Década
de Tito Lívio. Livro I, capítulo XI. 3. ed. rev. Tradução de Sérgio Bath.
Brasília: Editora UnB, 1994. pp. 58-59.
 
 
Com base na leitura dos textos de Maquiavel, disserte sobre o
signi�cado da virtú na ação política do príncipe diante das
vicissitudes da fortuna.
 
Ex.2 Aprofundados: Nicolau Maquiavel
(Uel 2018)  Leia os textos a seguir.
 
Como é meu intento escrever algo útil para os que se interessarem,
pareceu-me mais conveniente procurar a verdade efetiva das coisas
do que pelo que delas se possa imaginar. Muitos imaginaram
repúblicas e principados que nunca se viram e que jamais existiram
verdadeiramente.
(Adaptado de: MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Nova Cultural,
1991. p.63. Cap. XV.)
 
 
A preocupação de Maquiavel em suas obras é o Estado. Não o
melhor Estado, aquele tantas vezes imaginado, mas que nunca
existiu. Mas o Estado real, capaz de assegurar a ordem. Seu ponto
de partida e de chegada é a realidade concreta. Daí a ênfase na
“verdade efetiva das coisas”. Isso leva Maquiavel a se perguntar:
como fazer reinar a ordem, como instaurar um Estado estável?
(Adaptado de: SADEK, M. T. Nicolau Maquiavel: o cidadão sem
fortuna, o intelectual de virtù. In. WEFFORT, F. (org.). Os Clássicos
da Política. vol.1. 13.ed. São Paulo: Ática, 2001. p.17.)
 
 
Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o pensamento
político de Maquiavel, apresente a relação entre a busca da “verdade
efetiva das coisas” e o modo como o príncipe deve pautar sua ação
política tendo em vista a estabilidade e a ordem do Estado.
 
Ex.2 Nicolau Maquiavel
Ex.1 Nicolau Maquiavel
Ex.3 Nicolau Maquiavel
Ex.1 Aprofundados: Nicolau Maquiavel
a) I e II apenas.    
b) I e III apenas.    
c) II e III apenas.    
d) I, II e III.    
a) O poder emanado do príncipe deve ter a capacidade de não
apenas levar a cabo os planos de expansão de seu próprio
governo, mas sobretudo criar condições para que esse poder
mantenha-se de forma plena e garanta a legitimidade da
própria dominação.    
a) I e III apenas.   
b) I e III apenas.    
Em O Príncipe, ao dedicar sua atenção à análise dos
principados novos, Maquiavel nos remete à importância da
virtú e seu confronto com os caprichos da fortuna na política.
Essa relação virtú-fortuna constitui o lugar por excelência para
interpretar o pensamento maquiaveliano sobre a manutenção
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Ex.2 Aprofundados: Nicolau Maquiavel
do poder do príncipe e a segurança do Estado diante da
instabilidade do mundo e da condição humana. A virtú, cuja
compreensão se apresenta desvinculada de uma hierarquia a
priori de valores e virtudes morais elevados segundo modelos
tradicionais de legitimação, determina a ação política do
governante no enfrentamento das vicissitudes da realidade (a
fortuna) tendo em vista resultados que assegurem seu
propósito de conservar o poder conquistado e evitar as
armadilhas que corroam sua reputação e reconhecimento pelo
povo (honra e glória). Assim, de um lado, por essa orientação
pragmática, a noção de virtú implica compreender a ação
política determinada por uma racionalidade instrumental. O
príncipe deve usar todos os meios necessários para a e�cácia
da ação. Por sua vez, para Maquiavel, a ação política move-se
sempre na mutabilidade e na transitoriedade de uma realidade
marcada por incertezas e con�itos de interesses. Nesse
sentido, de outro lado, a noção de virtú implica conceber que a
política transita no domínio da contingência. O príncipe, pelo
contínuo exercício da virtú, deve estar preparado para alterar
sua conduta quando os ventos da fortuna e a variação das
circunstâncias o forçam a isso. O sucesso do príncipe não
depende da virtuosidade de seu caráter ou da hereditariedade
a que pertença por uma eventual linhagem. Tampouco
submete-se ao determinismo da sorte. Para alcançar o
propósito de manter seu domínio, não basta a força que lhe
permitiu conquistá-lo. É preciso que o príncipe possua a virtú:
a capacidade de controlar e de antecipar os efeitos da fortuna,
isto é, enfrentar e aproveitar as circunstâncias concretas que
se lhe apresentam na arena política, de modo a interferir nelas,
como lhe aprouver, forjando a ocasião e atuando na
necessidade.
O objeto das re�exões de Maquiavel é a realidade política
pensada em termos de prática humana tendo por foco o
fenômeno do poder formalizado na instituição do Estado. A
busca pela “verdade efetiva das coisas” determinou o ponto de
ruptura no pensamento maquiaveliano. Como tal, impõe-se
como critério para pensar e regular as ações do príncipe e a
ordem do Estado frente a uma realidade política marcada pelo
con�ito latente decorrente da correlação de forças (desejos e
interesses antagônicos) que a move e que a submete, por suas
contingências e incertezas, ao inexorável ciclo de estabilidade
e caos. A questão é de como as iniciativas políticas podem se
ajustar às circunstâncias que se apresentam. Não interessa
especular para que serve ou qual o �m elevado da política.
Tudo nela regula-se pela busca estratégica de estabilidade de
modo a garantir a manutenção do poder e a ordem do Estado.
En�m, a “verdade efetiva das coisas” deve determinar o pensar
a política e o agir político.A ação do príncipe deve ser movida
de modo pragmático pela realidade dos fatos e não pelo
“como deveria ser”. É a necessidade diante das circunstâncias
(transitórias e mutáveis) que deve reger a ação política do
príncipe. Deste modo, Maquiavel, em sua obra, reivindica a
autonomia da política, por sua radical imanência, e a�rma sua
racionalidade própria.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 11
Ex.3 Thomas Hobbes
(Ufsj 2013)  “A soberania é a alma do Estado, e uma vez separada
do corpo os membros deixam de receber dela seu movimento”.
 
Esse fragmento representa o pensamento de
 
Ex.2 Thomas Hobbes
(Uema 2015)  Para Thomas Hobbes, os seres humanos são livres
em seu estado natural, competindo e lutando entre si, por terem
relativamente a mesma força. Nesse estado, o con�ito se perpetua
através de gerações, criando um ambiente de tensão e medo
permanente. Para esse �lósofo, a criação de uma sociedade
submetida à Lei, na qual os seres humanos vivam em paz e deixem
de guerrear entre si, pressupõe que todos renunciem à sua liberdade
original. Nessa sociedade, a liberdade individual é delegada a um só
dos homens que detém o poder inquestionável, o soberano.
 
Fonte: MALMESBURY, Thomas Hobbes de. Leviatã ou matéria,
forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Trad. João Paulo
Monteiro; Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Editora NOVA
Cultural, 1997.
 
 
A teoria política de Thomas Hobbes teve papel fundamental na
construção dos sistemas políticos contemporâneos que consolidou a
(o)
 
Ex.1 Thomas Hobbes
(Uem 2018)  Considere os trechos selecionados abaixo.
 
Texto 1: “Todavia, mais do que para qualquer outro animal, é natural
para o ser humano ser um animal social e político, ou seja, viver
junto a muitos, como o demonstra a necessidade natural. Com efeito,
no caso dos demais animais, a natureza preparou-lhes a comida;
como vestimento, proveu-os de pelos; [...]. Mas a natureza não dotou
o ser humano dessas coisas. Ao invés disso, foi-lhe dada a razão que
o habilita a preparar tudo isso com suas mãos. Porém, como um
único ser humano não é su�ciente para fazer todas essas coisas,
então um ser humano sozinho não pode levar, de maneira su�ciente,
sua vida. Logo, é natural ao ser humano que ele viva em sociedade
junto a muitos.”
 
TOMÁS DE AQUINO. A realeza: dedicado ao rei de Chipre. In:
MARÇAL, J. Antologia de textos �losó�cos. Curitiba: Seed, 2009, p.
667).
 
 
Texto 2: “[...] durante o tempo em que os homens vivem sem um
poder comum capaz de os manter a todos em respeito, eles se
encontram naquela condição a que se chama guerra, e uma guerra
que é de todos os homens contra todos os homens. Pois a guerra
não consiste apenas na batalha, ou no ato de lutar, mas naquele
lapso de tempo durante o qual a vontade de travar batalha é
su�cientemente conhecida.”
 
(HOBBES, T. Leviatã, São Paulo: Abril, 1988, p. 54).
 
 
A partir dos textos acima e de teses do pensamento político de
Tomás de Aquino e de Thomas Hobbes, assinale a(s) alternativa(s)
correta(s).
Ex.1 Aprofundados: Thomas Hobbes
(Uel 2017)  Leia os textos a seguir.
 
A natureza fez os homens tão iguais quanto às faculdades do corpo
e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem
manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que
outro, mesmo assim, quando se considera tudo isso em conjunto, a
diferença entre um e outro homem não é su�cientemente
considerável para que qualquer um possa com base nela reclamar
a) Hume em sua memorável defesa dos valores do Estado e da sua
ligação direta com a sua “alma”, tomada aqui por intransferível
soberania.   
b) Hume e a descrição da soberania na perspectiva do sujeito em
termos de impressões e ideias, que a partir daí cria um Estado
humanizado que dá movimento às criações dos que nele estão
inseridos.   
c) Nietzsche, em sua mais sublime interpretação do agón grego. Ao
centro daquilo que ele propôs como sendo a alma do Estado e onde
a indagação sobre o lugar da soberania, no permanente desa�o da
necessária orquestração das paixões, se faz urgente.   
d) Hobbes e o seu conceito clássico de soberania, entendido como o
princípio que dá vida e movimento ao corpo inteiro do Estado, por
sua vez criado pelo artifício humano para a sua proteção e
segurança.   
a) Monarquia Paritária.   
b) Despotismo Soberano.   
c) Monarquia Republicana.   
d) Monarquia Absolutista.   
e) Despotismo Esclarecido.   
01) A cidade, para Tomás de Aquino, é forma superior de
organização natural e visa ao bem viver do homem. 
02) Hobbes não considera que haja uma disposição natural à
socialização dos homens, sendo necessária a intervenção arti�cial
para congregá-los em sociedade.   
04) Para Tomás de Aquino, não é possível pensar a noção de
autoridade como meio de alcançar o bem comum para todos aqueles
que vivem em sociedade.   
08) Para Hobbes, a autoridade coercitiva do Estado é o único meio
de assegurar a boa convivência em sociedade.   
16) O pensamento político de Tomás de Aquino tem origem
comunitária, e o de Hobbes, origem individualista.   
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GABARITO
qualquer benefício a que outro não possa também aspirar, tal como
ele.
 
Desta igualdade quanto à capacidade deriva a igualdade quanto à
esperança de atingirmos nossos �ns. Portanto, se dois homens
desejam a mesma coisa, ao mesmo tempo que é impossível ela ser
gozada por ambos, eles se tornam inimigos. E no caminho para seu
�m (que é principalmente sua própria conservação, e às vezes
apenas seu deleite) esforçam-se por se destruir ou subjugar um ao
outro.
 
HOBBES, T. O Leviatã. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 107-108.
 
 
Tendo como referência a obra O Leviatã, de Thomas Hobbes, e essas
passagens, como Hobbes concebe as relações humanas e as
relaciona com a política?
 
Ex.2 Aprofundados: Thomas Hobbes
(Unesp 2012)  “O homem é o lobo do homem” é uma das frases
mais repetidas por aqueles que se referem a Hobbes. Essa máxima
aparece coroada por uma outra, menos citada, mas igualmente
importante: “guerra de todos contra todos”. Ambas são
fundamentais como síntese do que Hobbes pensa a respeito do
estado natural em que vivem os homens. O estado de natureza é o
modo de ser que caracterizaria o homem antes de seu ingresso no
estado social. O altruísmo não seria, portanto, natural. No estado de
natureza o recurso à violência generaliza-se, cada qual elaborando
novos meios de destruição do próximo, com o que a vida se torna
“solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta, na qual cada um é
lobo para o outro, em guerra de todos contra todos”. Os homens não
vivem em cooperação natural, como fazem as abelhas e as formigas.
O acordo entre elas é natural; entre os homens, só pode ser arti�cial.
Nesse sentido, os homens são levados a estabelecer contratos entre
si. Para o autor do Leviatã, o contrato é estabelecido unicamente
entre os membros do grupo, que, entre si, concordam em renunciar a
seu direito a tudo para entregá-lo a um soberano capaz de promover
a paz. Não submetido a nenhuma lei, o soberano absoluto é a
própria fonte legisladora. A obediência a ele deve ser total.
 
(João Paulo Monteiro. Os Pensadores, 2000.)
 
Caracterize a diferença entre estado de natureza e vida social,
segundo o texto, e explique por que a é atribuída a Hobbes a
concepção política de um “absolutismo sem teologia”.
 
 
Ex.3 Thomas Hobbes
Ex.2 Thomas Hobbes
Ex.1 Thomas Hobbes
Ex.1 Aprofundados: Thomas Hobbes
Ex.2 Aprofundados: Thomas Hobbes
d) Hobbes e o seu conceito clássico de soberania, entendido
como o princípio que dá vida e movimento ao corpo inteiro do
Estado, por sua vez criado pelo artifício humano para a sua
proteção e segurança.   
d) Monarquia Absolutista.   
01) A cidade, para Tomás de Aquino, é forma superior de
organização natural e visa ao bem viver do homem. 
02) Hobbes não considera que haja uma disposição natural à
socialização dos homens, sendo necessáriaa intervenção
arti�cial para congregá-los em sociedade.   
08) Para Hobbes, a autoridade coercitiva do Estado é o único
meio de assegurar a boa convivência em sociedade.   
16) O pensamento político de Tomás de Aquino tem origem
comunitária, e o de Hobbes, origem individualista.   
Como destaca Renato Janine Ribeiro (Hobbes: o medo e a
esperança), Hobbes não a�rma que os homens são iguais, mas
que há uma igualdade su�ciente para que, na disputa entre si,
um não consiga ter vantagem signi�cativa sobre o outro.
Diferenças existem, porém podem ser compensadas pelo
conjunto das faculdades do corpo e do espírito. Essa igualdade
aproximada faz com que cada um, por não poder se diferenciar
pela força ou intelecto em profusão, tenha que presumir a
atitude do outro. Diante do impasse e da descon�ança, por
ainda não existir o meu e o teu, o justo e o injusto, isto é, o
Estado, a postura mais sensata visando à autoconservação
tende a ser o ataque preventivo. Não é prudente adotar a
postura defensiva, a�nal o oponente pode agir antes da reação
e não adianta apelar a posteriori por não existir o Estado para
realizar a justiça. Nada é justo ou injusto. A descon�ança
generalizada acaba por instaurar a guerra de todos contra
todos, fato que não signi�ca necessariamente con�ito em si,
mas o período de tensão enquanto durar a convivência sem
um poder comum. Diante do quadro, a conduta racional é
adotar todos os meios disponíveis para a defesa da vida.
Diferentemente de Aristóteles, Hobbes pensa as relações
humanas como con�ituosas. Nesse sentido, assim como em
Maquiavel, a política será mais bem compreendida se antes
entendermos o homem sem idealizações. Como decorrência,
também tenderemos a pensar o Estado com mais consistência.
 
O estado de natureza pode ser considerado como um estado
de natural insegurança, na medida em que impera a “guerra de
todos contra todos” na luta pela sobrevivência. Em oposição, o
estado de vida social é caracterizado pela segurança. Na
medida em que todos transferem ao soberano, mediante o
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contrato social, o direito do uso legítimo e exclusivo da força, o
soberano se torna a fonte da segurança civil. Dado que os
homens não podem quebrar o contrato social para não caírem
em contradição, Hobbes a�rma que ninguém pode questionar
o poder do soberano. É nesse sentido que Hobbes é
considerado como idealizador de um absolutismo sem
teologia, por considerar que o poder do soberano é advindo do
contrato social, sem fazer qualquer referência a uma fonte
divina.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 12
Ex.2 John Locke
(Uece 2020)  Relacione, corretamente, as de�nições sobre o papel
do poder político ou do Estado, com seus respectivos pensadores,
numerando os parênteses abaixo, de acordo com a seguinte
indicação:
 
1. Karl Marx
2. John Locke
3. Thomas Hobbes
4. Agostinho de Hipona
 
(     ) Poder político do Estado, como resultante de um pacto de
consentimento, constituído para consolidar os direitos naturais e
individuais de cada homem.
(     ) Poder do Estado, como poder de origem espiritual, voltado às
necessidades mundanas e à vigilância da retidão dos indivíduos.
(     ) Poder político do Estado, originário da necessidade de um
grupo manter seu domínio econômico, pelo domínio político, sobre
outros grupos.
(     ) Poder político do Estado, com poder absoluto, fruto da renúncia
de direitos naturais originários e garantidores da paz.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 
Ex.3 John Locke
(Uece 2019)  Leia atentamente o seguinte excerto:
 
“A liberdade do homem em sociedade consiste em não estar
submetido a nenhum outro poder legislativo senão àquele
estabelecido no corpo político mediante consentimento, nem sob o
domínio de qualquer vontade ou sob a restrição de qualquer lei afora
as que promulgar o poder legislativo, segundo o encargo a este
con�ado”.
LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. Martins Fontes, 1998,
p. 401-402. Adaptado.
 
 
Considerando a de�nição de liberdade do homem em sociedade, de
John Locke, atente para as seguintes a�rmações:
 
I. A concepção de liberdade do homem em sociedade de Locke
elimina totalmente o direito de cada um de agir conforme a sua
vontade.
II. A concepção de liberdade do homem em sociedade de Locke
consiste em viver sob a restrição das leis promulgadas pelo poder
legislativo.
III. A concepção de liberdade do homem em sociedade de Locke
consiste em viver segundo uma regra permanente e comum que
todos devem obedecer.
 
É correto o que se a�rma em
Ex.4 John Locke
(Uel 2019)  Leia o texto a seguir.
 
Por conseguinte, todo homem, ao consentir com outros em formar
um único corpo político sob um governo único, assume a obrigação,
perante todos os membros dessa sociedade, de submeter-se à
determinação da maioria e acatar a decisão desta. Do contrário, esse
pacto original, pelo qual ele, juntamente com outros, se incorpora a
uma sociedade, não teria nenhum signi�cado e não seria pacto
algum, caso ele fosse deixado livre e sob nenhum outro vínculo além
dos que tinha antes no estado de natureza.
 
LOCKE, J. Dois tratados sobre o governo. Trad. Julio Fischer. São
Paulo: Martins Fontes, 1998. p. 470.
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de
John Locke, assinale a alternativa correta.
 
Ex.8 John Locke
(Uem 2017)  “O trabalho do seu corpo [do ser humano] e a obra das
suas mãos, pode dizer-se, são prioritariamente dele. Seja o que for
que ele [o ser humano] retire do estado que a natureza lhe forneceu
e no qual o deixou, �ca-lhe misturado ao próprio trabalho, juntando-
se-lhe algo que lhe pertence, e, por isso mesmo, tornando-o
propriedade dele. Retirando-o do estado comum em que a natureza
o colocou, anexou-lhe por esse trabalho algo que o exclui do direito
comum de outros homens. Desde que esse trabalho é propriedade
a) 3, 1, 4, 2.   
b) 2, 3, 4, 1.   
c) 2, 4, 1, 3.   
d) 4, 1, 3, 2.   
a) I e II apenas.   
b) I e III apenas.   
c) II e III apenas.   
d) I, II e III.   
a) O ser humano deve superar o estado de natureza fundando a
sociedade civil e o Estado, cedendo seus direitos em prol da paz
social.   
b) Os indivíduos, no estado de natureza, são juízes de si mesmos,
fundam o Estado para garantir segurança e direitos individuais por
meio das leis.   
c) O poder do Estado deve ser absoluto para a garantia dos direitos
naturais da humanidade, como a vida, a liberdade e a propriedade.   
d) O pacto ou contrato social é o garantidor das liberdades e direitos,
sendo o poder legislativo o menos importante, já que é possível sua
revogação por aqueles que participam do poder executivo.   
e) O ser humano se realiza como um ser possuidor de bens, sendo
sua posse o que garante tolerância religiosa, livre-iniciativa
econômica e liberdade individual.   
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exclusiva do trabalhador, nenhum outro homem pode ter direito ao
que se juntou [...].”
 
LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo. São Paulo: Abril
Cultural, 1983, p. 45 e 46.
 
 
A partir do texto citado, assinale o que for correto.
Ex.1 John Locke
(Uepg-pss 1 2020)  Sobre o empirismo e o racionalismo, assinale o
que for correto.
 
Ex.7 John Locke
(Uem 2012)  O �lósofo inglês John Locke (1632-1704) construiu
uma teoria político-social da propriedade que é, até hoje, uma das
referências principais sobre o tema. A�rma ele:
 
“A natureza �xou bem a medida da propriedade pela extensão do
trabalho do homem e conveniências da vida. Nenhum trabalho do
homem podia tudo dominar ou de tudo apropriar-se. [...] Assim o
trabalho, no começo (das sociedades humanas), proporcionou o
direito à propriedade sempre que qualquer pessoa achou
conveniente empregá-lo sobre o que era comum.”
 
(LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. São Paulo: Abril
Cultural, 1983, p. 48; 45; 52)
 
Em consonância com essa concepçãode propriedade do �lósofo, é
correto a�rmar que
Ex.5 John Locke
(Uem 2013)  “É de grande utilidade para o marinheiro saber a
extensão de sua linha, embora não possa com ela sondar toda a
profundidade do oceano. É conveniente que saiba que era
su�cientemente longa para alcançar o fundo dos lugares necessários
para orientar sua viagem, e preveni-lo de esbarrar contra escolhos
que podem destruí-lo. Não nos diz respeito conhecer todas as coisas,
mas apenas aquelas que se referem à nossa conduta.”
 
(LOCKE, John. Ensaio sobre o entendimento humano. In: CHALITA,
Gabriel. Vivendo a �loso�a: ensino médio. 4.ª ed. São Paulo: Ática,
2011. p. 251).
 
 
Com base nessa citação em que John Locke considera os
conhecimentos do marinheiro, é correto a�rmar que
Ex.6 John Locke
(Unioeste 2013)  “I. Objeção: o conhecimento colocado em ideias
deve ser todo uma pura visão. Não duvido que meu leitor, neste
momento, deve estar apto para pensar que eu tenho estado todo
este tempo construindo apenas um castelo no ar, e estar pronto para
dizer: ‘Qual é o propósito de tudo isto? O conhecimento, você a�rma,
é apenas a percepção de acordo ou desacordo de nossas ideias: mas
quem sabe o que estas ideias podem ser? Se isto for verdadeiro, as
visões de um entusiasta e os raciocínios de um homem sóbrio
deverão ser igualmente evidentes. Não consiste em veri�car o que
são as coisas, de sorte que um homem observa apenas o acordo de
suas próprias imaginações e se expressa em conformidade com isso,
sendo, pois, tudo verdadeiro, tudo certeza. Tais castelos no ar serão
fortalezas da verdade como as demonstrações de Euclides. Uma
harpa não constitui um centauro: revelamos, por este meio, um
conhecimento tão certo e tão verdadeiro como o que a�rma que o
quadrado não é um círculo.
‘Mas para que serve todo este conhecimento re�nado das próprias
imaginações dos homens que pesquisam a realidade das coisas?
Não importa o que são as fantasias dos homens, trata-se apenas do
conhecimento das coisas a ser capturado; unicamente este valoriza
nossos raciocínios e mostra o predomínio do conhecimento de um
homem sobre o outro, dizendo respeito às coisas como realmente
são, e não de sonhos e fantasias’.
 
 
II. Resposta: não exatamente, onde as ideias concordam com as
coisas. A isto respondo: se nosso conhecimento de nossas ideias
termina nelas, e não vai além disso, onde há algo mais para ser
designado, nossos mais sérios pensamentos serão de pouco mais
uso que os devaneios de um cérebro louco; e as verdades
construídas deste modo não pesam mais que os discursos de um
homem que vê coisas claramente num sonho e com grande
segurança as expressa. Mas espero, antes de terminar, tornar
evidente que este meio de certeza, mediante o conhecimento de
01) O direito ao trabalho é uma concessão daqueles que têm a
propriedade para aqueles que não a têm.   
02) A propriedade pode ser herdada independentemente de
trabalharmos nela ou de adquiri-la.    
04) O trabalho confere a propriedade de algo, ou seja, somente
temos propriedade daquilo que adquirimos com o trabalho.    
08) Somente haverá possibilidade de trabalho se houver
propriedades sem donos, independentemente de estarem ociosas ou
não.    
16) O trabalho se mistura à natureza da coisa, tornando essa coisa
própria daquele que trabalhou, tornando-a sua propriedade.    
01) O racionalismo traz a razão humana como fundamento
primordial na busca pelo conhecimento.   
02) O �lósofo empirista John Locke a�rmava que nada vem à mente
humana sem que antes tenha passado pelos sentidos.   
04) O �lósofo racionalista René Descartes expressa em suas ideias
que o homem deve se ancorar na evidência de sua razão.   
08) Conforme o racionalismo, a razão humana se origina do
conhecimento principiado em duas operações: sensação e re�exão.   
01) o direito à propriedade é, prioritariamente, fruto do trabalho.   
02) o direito à propriedade é fundado naquele que primeiro se
apossou do bem (terra, animais etc.).   
04) o fato de os recursos naturais serem comuns a todos os homens
gera um impedimento à propriedade individual. 
08) o trabalho individualiza o que era propriedade comum, pois
agrega algo particular ao bem.   
16) o trabalho antecede a propriedade do bem e não o contrário.   
01) o entendimento humano é ilimitado.   
02) a profundidade do oceano é maior do que o instrumento de
medida do marinheiro.   
04) a medida da linha não precisa ser maior do que o necessário
para orientar a correta navegação do barco.   
08) a linha está orientada apenas em função da pesca.   
16) a experiência empírica não é válida.   
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GABARITO
nossas ideias, vai um pouco além da pura imaginação; e acredito que
será mostrado que toda a certeza das verdades gerais pertencentes
a um homem não se encontra em nada mais.”
 
Locke.
 
 
“Aristóteles e Locke consideram que o conhecimento se realiza por
graus contínuos, partindo da sensação até chegar às ideias. [...] Para
o racionalismo, a fonte do conhecimento verdadeiro é a razão
operando por si mesma, sem o auxílio da experiência sensível e
controlando a própria experiência sensível. Para o empirismo, a fonte
de todo e qualquer conhecimento é a experiência sensível,
responsável pelas ideias da razão e controlando o trabalho da
própria razão.”
 
Marilena Chauí.
 
 
Considerando os textos acima que versam sobre a noção de
conhecimento moderna e, especi�camente, sobre a noção de
conhecimento em Locke, é INCORRETO a�rmar que
 
Ex.2 John Locke
Ex.3 John Locke
Ex.4 John Locke
Ex.8 John Locke
Ex.1 John Locke
Ex.7 John Locke
Ex.5 John Locke
Ex.6 John Locke
a) a teoria do conhecimento de John Locke se caracteriza por criticar
fortemente a ideia de que o conhecimento funda-se em ideias inatas.
  
b) é possível, segundo Locke, construir uma ciência mesmo que as
ideias formadoras de seu corpo de conhecimento não concordem
com as coisas mesmas.   
c) a teoria do conhecimento de Locke pretende demonstrar uma
tese: nosso conhecimento é fundado na experiência sensível e na
experiência interna.   
d) verdades derivadas de ideias que não encontram nenhum
referencial em sensações, pelo menos em sua base, não passam de
devaneios da imaginação.   
e) acordo ou desacordo de nossas ideias, segundo Locke, produz o
conhecimento que temos do mundo e quanto mais precisa for esta
relação, mais próximos estaremos da verdade.   
c) 2, 4, 1, 3.   
c) II e III apenas.   
b) Os indivíduos, no estado de natureza, são juízes de si
mesmos, fundam o Estado para garantir segurança e direitos
individuais por meio das leis.   
04) O trabalho confere a propriedade de algo, ou seja,
somente temos propriedade daquilo que adquirimos com o
trabalho.    
16) O trabalho se mistura à natureza da coisa, tornando essa
coisa própria daquele que trabalhou, tornando-a sua
propriedade.    
01) O racionalismo traz a razão humana como fundamento
primordial na busca pelo conhecimento.   
02) O �lósofo empirista John Locke a�rmava que nada vem à
mente humana sem que antes tenha passado pelos sentidos.   
04) O �lósofo racionalista René Descartes expressa em suas
ideias que o homem deve se ancorar na evidência de sua
razão.   
01) o direito à propriedade é, prioritariamente, fruto do
trabalho.   
08) o trabalho individualiza o que era propriedade comum,
pois agrega algo particular ao bem.   
16) o trabalho antecede a propriedade do bem e não o
contrário.   
02) a profundidade do oceano é maior do que o instrumento
de medida do marinheiro.   
04) a medida da linha não precisa ser maior do que o
necessário para orientar a correta navegação do barco.   
b) é possível, segundo Locke, construir uma ciência mesmo
que as ideias formadoras de seu corpo de conhecimento não
concordem com as coisas mesmas.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 13
Ex.6 Jean-Jacques Rousseau
(Uece 2019)  Atente para o seguinte trecho de um artigo de jornal:“Segundo o coordenador do Setor de Ciências Naturais e Sociais da
Unesco no Brasil, Fabio Eon, os direitos humanos estão sendo alvo
de uma onda conservadora que trata a expressão como algo
politizado. — ‘Existe hoje uma tendência a enxergar direitos
humanos como algo ideológico, o que é um equívoco. Os direitos
humanos não são algo da esquerda ou da direita. São de todos,
independentemente de onde você nasceu ou da sua classe social. É
importante enfatizar isso para frear essa onda conservadora’ —
ressalta Eon, que sugere um remédio para o problema: —
‘Precisamos promover uma cultura de direitos humanos’”.
 
Disponível em: O Globo. https://oglobo.globo.com/sociedade/os-
direitos-humanosnao- sao-da-esquerda-ou-da-direita-sao-de-
todos-23088573.
 
 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi aprovada pela
Assembleia Geral da ONU em 1948. Já a Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão foi aprovada durante a primeira fase da
Revolução Francesa, pela Assembleia Nacional Constituinte.
 
No que diz respeito à Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão, é correto a�rmar que
 
Ex.2 Jean-Jacques Rousseau
(Unesp 2020)  Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o
seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos,
enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. [...] um
corpo moral e coletivo, composto de tantos membros quantos são os
votos da assembleia [...]. Essa pessoa pública, que se forma, desse
modo, pela união de todas as outras, tomava antigamente o nome
de cidade e, hoje, o de república ou de corpo político, o qual é
chamado por seus membros de Estado [...].
 
(Jean-Jacques Rousseau. Os pensadores, 1983.)
 
 
O texto, produzido no âmbito do Iluminismo francês, apresenta a
doutrina política do
 
Ex.1 Jean-Jacques Rousseau
(Unesp 2021)  Aquele que ousa empreender a instituição de um
povo deve sentir-se com capacidade para, por assim dizer, mudar a
natureza humana, transformar cada indivíduo, que por si mesmo é
um todo perfeito e solitário, em parte de um todo maior, do qual de
certo modo esse indivíduo recebe sua vida e seu ser; alterar a
constituição do homem para forti�cá-la; substituir a existência física
e independente, que todos nós recebemos da natureza, por uma
existência parcial e moral. Em uma palavra, é preciso que destitua o
homem de suas próprias forças para lhe dar outras […] das quais não
possa fazer uso sem socorro alheio.
 
(Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1978.)
 
 
De acordo com a teoria contratualista de Rousseau, é necessário
superar a natureza humana para
 
Ex.7 Jean-Jacques Rousseau
(Uel 2019)  Leia o texto a seguir.
 
Por que só o homem é suscetível de tornar-se imbecil? [...] O
verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo
cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou
pessoas su�cientemente simples para acreditá-lo.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os
fundamentos da desigualdade entre os homens. Trad. Lourdes
Santos Machado, 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. pp. 243;
259.
 
 
Com base nos conhecimentos sobre sociedade civil, propriedade e
natureza humana no pensamento de Rousseau, assinale a
alternativa correta.
 
a) apesar de ser um documento revolucionário moderno, tem suas
premissas �losó�cas no pensamento político de Aristóteles.   
b) é de inspiração hobbesiana, tendo seus primórdios nos inícios do
Estado moderno.   
c) é de inspiração iluminista e liberal, sob in�uência de grandes
pensadores do século XVIII, tais como Locke e Rousseau.    
d) é de inspiração marxista, no in�uxo dos grandes movimentos
grevistas e reivindicatórios que aconteceram na França durante o
século XIX.   
a) coletivismo, manifesto na rejeição da propriedade privada e na
defesa dos programas socialistas de estatização.    
b) humanismo, presente no projeto liberal de valorizar o indivíduo e
sua realização no trabalho.    
c) socialismo, presente na crítica ao absolutismo monárquico e na
defesa da completa igualdade socioeconômica.    
d) corporativismo, presente na proposta fascista de unir o povo em
torno da identidade e da vontade nacional.    
e) contratualismo, manifesto na reação ao Antigo Regime e na
defesa dos direitos de cidadania.    
a) assegurar a integridade do soberano.   
b) conservar as desigualdades sociais.   
c) evitar a guerra de todos contra todos.   
d) promover a efetivação da vontade geral.   
e) garantir a preservação da vida.   
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Ex.5 Jean-Jacques Rousseau
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Analise a �gura abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir.
(Uel 2020)  Leia o texto a seguir.
 
A “Querela do luxo” foi um dos mais intensos debates do século
XVIII na França e consistiu em defender o luxo como sinal do
progresso da humanidade, ou em atacá-lo como signo de
decadência. Rousseau, partidário da segunda via, num dos seus
textos, a�rma:
 
A vaidade e a ociosidade, que engendram nossas ciências, também
engendram o luxo. [...] Eis como o luxo, a dissolução e a escravidão
foram [...] o castigo dos esforços orgulhosos que �zemos para sair da
ignorância feliz na qual nos colocara a sabedoria eterna. [...] Creem
embaçar-me terrivelmente perguntando-me até onde se deve limitar
o luxo. Minha opinião é que absolutamente não se precisa dele. Para
além da necessidade física, tudo é fonte de mal.
 
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre as ciências e as artes.
Trad. Lourdes Santos Machado, 3ª ed. São Paulo: Abril Cultural,
1983. p.395; 341; 410.
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria política e
antropológica de Rousseau e a compreensão do autor acerca das
ciências, das artes e do luxo, considere as a�rmativas a seguir.
 
I. A crítica de Rousseau às ciências e às artes e, por extensão, ao
luxo, resulta da sua compreensão da natureza humana, na qual a
necessidade física é o critério decisivo sobre o que é bom para a
humanidade.
II. Em sua teoria política, Rousseau dirige a crítica às ciências, às
artes e ao luxo, por identi�car neles a vigência de um princípio que
sacri�ca a possibilidade da criação de uma sociedade minimamente
justa.
III. A vaidade e a ociosidade, que engendram o luxo, são uma
constante da natureza humana, razão pela qual também as ciências
e as artes são expressões necessárias da natureza humana.
IV. A defesa da feliz ignorância, na qual nasce cada ser humano, leva
Rousseau a legitimar formas de governo caracterizadas pelo
sacrifício da inteligência e da crítica e pela obediência a um poder
soberano.
 
Assinale a alternativa correta.
 
Ex.4 Jean-Jacques Rousseau
(Uece 2020)  Analise as seguintes passagens que se referem ao
princípio fundamental do contratualismo – a existência de um pacto
social como fundamento da sociedade:
 
“As cláusulas desse contrato são de tal modo determinadas pela
natureza do ato, que a menor modi�cação as tornaria vãs e de
nenhum efeito. Violando-se o pacto social, cada um volta aos seus
primeiros direitos e retoma sua liberdade natural, perdendo a
liberdade convencional pela qual renunciara àquela”.
ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. 2ª ed. São Paulo: Abril Cultural,
1978. Coleção “Os Pensadores”.
 
 
“E os pactos sem espada não passam de palavras, sem força para
dar qualquer segurança a ninguém. Portanto, apesar das leis da
natureza (que cada um respeita quando tem vontade de as respeitar
e quando o pode fazer com segurança), se não for instituído um
poder su�cientemente grande para nossa segurança, cada um
con�ará, e poderá legitimamente con�ar, apenas em sua própria
força e capacidade”.
HOBBES, Thomas. LEVIATÃ ou matéria, forma e poder de um estado
eclesiástico e civil. Trad. João P. Monteiro e Maria B. Nizza. 3ª ed. São
Paulo: Abril Cultural, 1983.
 
 
Considere as seguintes proposições sobre o conceito de pacto social:
 
I. Para Rousseau, pelo pacto social, o homem abre mão de sua
liberdade, mas, ao fazê-lo, abre espaço ao surgimento da soberania
a) A instauração da propriedade decorre de um ato legítimo da
sociedadecivil, na medida em que busca atender às necessidades do
homem em estado de natureza.    
b) A instauração da propriedade e da sociedade civil cria uma
ruptura radical do homem consigo mesmo e de distanciamento da
natureza.   
c) A fundação da sociedade civil é legitimada pela racionalidade e
pela universalidade do ato de instauração da propriedade privada.   
d) O sentimento mais primitivo do homem, que o leva a instituir a
propriedade, é o reconhecimento da necessidade da propriedade
para garantir a subsistência.   
e) A sociedade civil e a propriedade são expressões da
perfectibilidade humana, ou seja, da sua capacidade de
aperfeiçoamento.   
a) Somente as a�rmativas I e II são corretas.   
b) Somente as a�rmativas I e IV são corretas.   
c) Somente as a�rmativas III e IV são corretas.   
d) Somente as a�rmativas I, II e III são corretas.   
e) Somente as a�rmativas II, III e IV são corretas.   
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e da lei, e obedecer a lei é obedecer a si mesmo, o que o torna livre
novamente.
II. Diferente de Hobbes, Locke não via o estado de natureza
dominado pelo egoísmo. O contrato social era necessário para
garantir o direito de propriedade que, segundo Locke, era anterior à
própria sociabilidade.
III. Hobbes e Rousseau concordavam ser necessário um pacto ou
contrato social, que decorria da necessidade humana de controlar os
instintos e impedir a guerra de todos contra todos do estado de
natureza.
 
É correto o que se a�rma em
 
Ex.3 Jean-Jacques Rousseau
(Uem 2020)  “[....] uma observação que deverá servir de base a todo
sistema social: o pacto fundamental, em lugar de destruir a
igualdade natural, pelo contrário substitui por uma igualdade moral
e legítima aquilo que a natureza poderia trazer de desigualdade
física entre os homens, os quais, podendo ser desiguais na força ou
no gênio, todos se tornam iguais por convenção e direito. A�rmo,
pois, que a soberania, não sendo senão o exercício da vontade geral,
jamais pode alienar-se, e que o soberano, que nada é senão um ser
coletivo, só pode ser representado por si mesmo. O poder pode
transmitir-se; não, porém, a vontade.”
 
(ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. Apud ARANHA, M. L. de A.
Filosofando. São Paulo: Moderna, 1993, p. 229).
 
 
A partir desse fragmento e do pensamento político de Rousseau,
assinale o que for correto.
 
Ex.1 Aprofundados: Jean-Jacques Rousseau
(Ufu 2019)  Se separar-se, pois, do pacto social aquilo que não
pertence à sua essência, ver-se-á que ele se reduz aos seguintes
termos: ‘Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu
poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos,
enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. [...]
essa pessoa pública, que se forma desse modo, pela união de todas
as outras, tomava antigamente o nome de cidade e, hoje, o de
república ou de corpo político o qual é chamado por seus membros
de Estado quando passivo, soberano, quando ativo, e potência,
quando comparado aos seus semelhantes. Quanto aos associados,
recebem eles, coletivamente, o nome de povo e se chama, em
particular, cidadãos enquanto partícipes da autoridade soberana e
súditos enquanto submetidos à autoridade do Estado. Estes termos,
no entanto, confundem-se frequentemente e são usados,
indistintamente; basta saber distingui-los quando são empregados
com inteira precisão.’
 
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. Coleção Os
Pensadores. Tradução: Lourdes Santos Machado. São Paulo: Abril
Cultural, 1973, p. 39. (Adaptado)
 
a) Explique por que a expressão “Cada um de nós põe em comum
sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade
geral” não conduz a um regime autoritário.
b) Disserte, a partir do excerto acima, sobre a diferença entre
cidadãos e súditos na teoria do Contrato Social de Jean-Jacques
Rousseau.
Ex.2 Aprofundados: Jean-Jacques Rousseau
(Unesp 2017)  Texto 1
 
Entre os que se consideram a parte civilizada da Humanidade, que
�zeram e multiplicaram leis positivas para a determinação da
propriedade, ainda vigora esta lei original da natureza e, em virtude
dessa lei, o peixe que alguém apanha no oceano torna-se
propriedade daquele que teve o trabalho de apanhá-lo, pelo esforço
que o retira daquele estado comum em que natureza o deixou. Deus,
ao dar o mundo em comum a todos os homens, ordenou-lhes
também que trabalhassem. Aquele que, em obediência a esta ordem
de Deus, dominou, lavrou e semeou parte da terra, anexou-lhe por
esse meio algo que lhe pertencia, a que nenhum outro tinha direito.
 
Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.
 
 
Texto 2
 
Ora, nada é mais meigo do que o homem em seu estado primitivo,
quando, colocado pela natureza a igual distância da estupidez dos
brutos e das luzes funestas do homem civil, é impedido pela piedade
natural de fazer mal a alguém. Mas, desde o instante em que se
percebeu ser útil a um só contar com provisões para dois,
desapareceu a igualdade, introduziu-se a propriedade, o trabalho
tornou-se necessário e as vastas �orestas transformaram-se em
campos que se impôs regar com o suor dos homens e nos quais logo
se viu a escravidão e a miséria germinarem e crescerem com as
colheitas.
 
Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da
desigualdade entre os homens, 1991. Adaptado.
 
 
Qual a diferença entre os dois textos no tocante à origem do direito à
propriedade? A partir dos textos, explique como os autores
in�uenciaram o desenvolvimento do pensamento liberal e do
pensamento socialista.
a) I, II e III.   
b) I e III apenas.   
c) I e II apenas.   
d) II e III apenas.   
01) O contrato social para Rousseau se origina do consentimento
unânime, em que cada associado se aliena de todos os seus
direitos.   
02) Ao alienar-se em favor da comunidade, cada associado nada
perde, pois, como povo incorporado, mantém sua soberania.   
04) A soberania do povo para Rousseau é inalienável, ou seja, não
pode ser representada.   
08) Como a vontade geral é a soma da vontade de todos
(considerados individualmente), ela não pode ser a expressão da lei.
  
16) O homem, no pensamento político de Rousseau, é livre na
medida em que oferece o livre consentimento à lei.   
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GABARITO
Ex.3 Aprofundados: Jean-Jacques Rousseau
(Ufpr 2012)  Considere a a�rmação de Rousseau abaixo:
 
"Por serem os laços da servidão formados unicamente pela
dependência mútua dos homens e pelas necessidades recíprocas
que os unem, é impossível subjugar um homem sem antes tê-lo
colocado na situação de não poder viver sem o outro, situação essa
que, por não existir no estado de natureza, nele deixa cada um livre
do jugo e torna inútil a lei do mais forte".
 
(Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre
os Homens, primeira parte)
 
Levando em conta o trecho acima, explique:
 
Por que, segundo Rousseau, seria difícil explicar ao homem
selvagem o que é a servidão e a dominação?
 
Ex.6 Jean-Jacques Rousseau
Ex.2 Jean-Jacques Rousseau
Ex.1 Jean-Jacques Rousseau
Ex.7 Jean-Jacques Rousseau
Ex.5 Jean-Jacques Rousseau
Ex.4 Jean-Jacques Rousseau
Ex.3 Jean-Jacques Rousseau
Ex.1 Aprofundados: Jean-Jacques Rousseau
Ex.2 Aprofundados: Jean-Jacques Rousseau
Ex.3 Aprofundados: Jean-Jacques Rousseau
c) é de inspiração iluminista e liberal, sob in�uência de
grandes pensadores do século XVIII, tais como Locke e
Rousseau.    
e) contratualismo, manifesto na reação ao Antigo Regime e na
defesa dos direitos de cidadania.    
d) promover a efetivação da vontade geral.   
b) A instauração da propriedade e da sociedade civil cria uma
ruptura radical do homem consigo mesmo e de distanciamento
da natureza.   
a) Somente as a�rmativas I e II são corretas.   
c) I e II apenas.   
01) O contrato social para Rousseau se origina do
consentimento unânime, em que cada associado se aliena de
todos os seus direitos.   
02) Ao alienar-se em favor da comunidade, cada associado
nada perde, pois, como povoincorporado, mantém sua
soberania.   
04) A soberania do povo para Rousseau é inalienável, ou seja,
não pode ser representada.   
16) O homem, no pensamento político de Rousseau, é livre na
medida em que oferece o livre consentimento à lei.   
a) A partir do pensamento contratualista de Rousseau, a
submissão à vontade geral não implica um regime baseado no
autoritarismo, pois essa submissão tem origem no Contrato
Social, que os indivíduos, enquanto corpo coletivo, reconhecem
racionalmente como sendo sua própria vontade. Assim, para
Rousseau, “o que o homem perde pelo Contrato Social são a
liberdade natural e um direito ilimitado a tudo o que tenta e
pode alcançar; o que ganha são a liberdade civil e a garantia
da propriedade de tudo o que possui”. Por ter origem no uso
da própria liberdade e racionalidade, esse “pacto de
submissão” não teria caráter autoritário.
 
b) A partir da resposta do item anterior, o aluno deve
compreender que, quando o “pacto de submissão”, que dá
origem ao Contrato Social, não é feito em liberdade e nem por
indivíduos reconhecidos como iguais, constitui-se um Estado
que é autoritário. Nesse caso, a soberania reside no rei e os
indivíduos são súditos. A partir da vontade geral, a soberania
reside nos indivíduos, que existem coletivamente em uma
condição de igualdade, sendo, portanto, cidadãos.
 
Para Locke, o direito à propriedade privada constituiria um
direito de ordem natural, legitimado pelo trabalho, sendo a
instituição da sociedade civil o meio para assegurar a garantia
desse direito. Já para Rousseau, a propriedade privada,
originada a partir do estabelecimento da vida em sociedade, é
entendida como origem da escravização e da desigualdade
social entre os indivíduos. A interpretação de Locke acerca da
propriedade privada fundamenta o pensamento liberal,
segundo o qual o direito à propriedade privada, sendo natural,
seria por consequência inviolável, cabendo ao Estado proteger
e assegurar esse direito aos cidadãos. Por sua vez, o
pensamento socialista se aproxima da concepção roussoniana,
na medida em que atribui à propriedade privada a existência
de males sociais, justi�cando, a partir dessa ideia, a extinção
de toda propriedade privada como meio para assegurar a
igualdade entre os indivíduos.
Segundo Rousseau, os homens são naturalmente livres e
independentes, vivendo segundo as suas necessidades e
segundo aquilo que a natureza lhes oferece. A servidão
pressupõe a dependência mútua entre os homens,
dependência essa que não existe para o homem selvagem,
sendo, por isso, inconcebível para ele.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 15
Ex.1 Immanuel Kant
(Unesp 2019)  A maior violação do dever de um ser humano consigo
mesmo, considerado meramente como um ser moral (a humanidade
em sua própria pessoa), é o contrário da veracidade, a mentira [...]. A
mentira pode ser externa [...] ou, inclusive, interna. Através de uma
mentira externa, um ser humano faz de si mesmo um objeto de
desprezo aos olhos dos outros; através de uma mentira interna, ele
realiza o que é ainda pior: torna a si mesmo desprezível aos seus
próprios olhos e viola a dignidade da humanidade em sua própria
pessoa [...]. Pela mentira um ser humano descarta e, por assim dizer,
aniquila sua dignidade como ser humano. [...] É possível que [a
mentira] seja praticada meramente por frivolidade ou mesmo por
bondade; aquele que fala pode, até mesmo, pretender atingir um �m
realmente bené�co por meio dela. Mas esta maneira de perseguir
este �m é, por sua simples forma, um crime de um ser humano
contra sua própria pessoa e uma indignidade que deve torná-lo
desprezível aos seus próprios olhos.
 
(Immanuel Kant. A metafísica dos costumes, 2010.)
 
 
Em sua sentença dirigida à mentira, Kant
 
Ex.4 Immanuel Kant
(Unioeste 2018)  O �lósofo alemão Immanuel Kant formulou, na
Crítica da Razão Pura, uma divisão do conhecimento e acesso da
razão aos fenômenos. Fenômenos não são coisas; eles nomeiam
aquilo que podemos conhecer das coisas, através das formas da
sensibilidade (Espaço e Tempo) e das categorias do entendimento
(tais como Substância, Relação, Necessidade etc.). Assim, Kant
a�rma que o conhecimento humano é �nito (limitado por suas
formas e categorias). Como poderia haver, então, algum
conhecimento universalmente válido? Ele a�rma que tal
conhecimento se formula num “juízo sintético a priori”. Juízos são
a�rmações; o adjetivo “sintéticos” signi�ca que essas a�rmações
reúnem conceitos diferentes; “a priori”, por sua vez, indica aquilo que
é obtido sem acesso à experiência dos fenômenos, antes deles e
para que os fenômenos possam ser reunidos em um conhecimento
que tenha unidade e sentido.
 
Com base nisso, indique a alternativa CORRETA.
 
Ex.3 Immanuel Kant
(Uem 2018)  “De que todo o nosso conhecimento comece com a
experiência, não há a mínima dúvida; pois de que outro modo a
faculdade de conhecer deveria ser despertada para o exercício, se
não ocorresse mediante objetos que impressionam os nossos
sentidos e em parte produzem espontaneamente representações,
em parte põem em movimento a nossa atividade intelectual de
comparar essas representações, conectá-las ou separá-las, e deste
modo transformar a matéria bruta das impressões sensíveis em
conhecimento de objetos, que se chama experiência? [...] Mas, ainda
que todo o nosso conhecimento comece com a experiência, nem por
isso todo ele origina-se da experiência.”
 
(KANT, I. Crítica da razão pura. In: MARCONDES, D. Textos básicos
de Filoso�a. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 117).
 
 
A partir do texto citado, assinale o que for correto.
Ex.5 Immanuel Kant
(Ufu 2018 - Anulada*)  De acordo com o pensamento do �lósofo
Immanuel Kant (1724-1804), os juízos a priori são todos analíticos e
os juízos a posteriori são todos sintéticos.
 
Assinale as alternativas que de�ne corretamente as noções de juízo
analítico e juízo sintético.
*Questão anulada, há mais de uma resposta correta.
a) considera a condenação relativa e sujeita a justi�cativas, de
acordo com o contexto.    
b) assume que cada ser humano particular representa toda a
humanidade.    
c) apresenta um pensamento desvinculado de pretensões racionais
universalistas.    
d) demonstra um juízo condenatório, com justi�cação em motivações
religiosas.    
e) assume o pressuposto de que a razão sempre é governada pelas
paixões.    
a) Para Kant, o conhecimento humano é diretamente dado pela
experiência das coisas, acessíveis pelos sentidos (visão, audição,
etc.).    
b) Juízos sintéticos a priori são a�rmações de conhecimento cuja
natureza é particular e que se altera caso a caso.    
c) Se a Metafísica é o conhecimento da essência das coisas elas
mesmas, Kant é, na Crítica da Razão Pura, um defensor da
Metafísica, e não um defensor da �nitude do conhecimento.    
d) Para Kant, Espaço e Tempo são categorias do entendimento
mediante as quais conhecemos os fenômenos.    
e) Juízos sintéticos a priori permitem organizar o conhecimento,
dando a ele validade universal e unicidade.    
01) O conhecimento tem seu início na experiência sensível; isso não
signi�ca, todavia, que ele esteja preso à experiência e limitado por
ela.   
02) A faculdade de conhecer está em repouso e é despertada pela
experiência sensível, sendo essa a fonte primeira do conhecimento.   
04) As representações sensíveis das coisas são espontâneas e não
precisam de qualquer interferência dos sentidos.   
08) A faculdade de conhecer pode produzir conhecimentos por si
mesma, visto que as impressões sensíveis não são a origem de todo
o conhecimento.   
16) A faculdade de conhecer opera sobre as representações das
coisas advindas por meio dos sentidos e produz, assim, novos
conhecimentos.   
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Ex.2 Immanuel Kant
(Uem 2019)  “Em todos os juízos em que for pensada a relaçãode
um sujeito com o predicado (se considero apenas os juízos
a�rmativos, pois a aplicação aos negativos torna-se depois fácil),
essa relação é possível de dois modos. Ou o predicado B pertence
ao sujeito A, como algo que está contido (ocultamente) nesse
conceito A; ou B encontra-se totalmente fora do conceito A, ainda
que esteja em conexão com ele. No primeiro caso denomino o juízo
de analítico, no outro de sintético.”
 
(KANT, I. Crítica da razão pura. In: MARCONDES, D. Textos básicos
de �loso�a. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 119).
 
 
Com base nas ideias de Kant sobre juízos analíticos e sintéticos,
assinale o que for correto.
 
Ex.1 Aprofundados: Immanuel Kant
(Ufjf-pism 3 2020)  Qual é a relação entre liberdade e
conhecimento? Redija sua resposta tendo em vista o texto de
Immanuel Kant: "Resposta à pergunta: o que e o esclarecimento?".
 
Ex.2 Aprofundados: Immanuel Kant
(Ufpr 2019)  É tão cômodo ser menor. Possuo um livro que faz as
vezes de meu entendimento; um guru espiritual, que faz as vezes de
minha consciência; um médico, que decide por mim a dieta etc.;
assim não preciso eu mesmo dispender nenhum esforço. Não preciso
necessariamente pensar, se posso apenas pagar; outros se
incumbirão por mim dessa aborrecida ocupação.
 
(KANT, I. Resposta à questão: O que é esclarecimento? Trad. Vinicius
de Figueiredo. In: MARÇAL, J.; CABARRÃO, M.; FANTIN, M. E.
(Orgs.). Antologia de Textos Filosó�cos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p.
407.)
 
 
Na passagem citada acima, Kant apresenta alguns exemplos para
sua tese de que o homem, mesmo já sendo adulto, prefere muitas
vezes permanecer na menoridade. Considerando essa tese, discorra
sobre a diferença entre “menoridade” e “esclarecimento”, em Kant, e
explique em que sentido o homem pode ser considerado culpado
por não atingir o esclarecimento.
 
Ex.3 Aprofundados: Immanuel Kant
(Ufpr 2018)  “Para este esclarecimento, não é exigido nada mais
senão liberdade; e, aliás, a mais inofensiva de todas as espécies, a
saber, aquela de fazer em todas as circunstâncias uso público da sua
razão. Só que ouço clamarem de todos os lados: não raciocineis! O
o�cial diz: não raciocineis, mas exercitai! O conselheiro �scal diz: não
raciocineis, mas pagai! O sacerdote: não raciocineis, mas crede!
(Somente um único senhor no mundo diz: raciocinai tanto quanto
quiserdes, e sobre o que quiserdes; mas obedecei!). Por toda parte, o
que se vê é limitação da liberdade. Porém, qual limitação à liberdade
é contrária ao esclarecimento? Qual não o é, sendo-lhe, antes,
favorável?”.
 
(KANT, Immanuel. Resposta à questão: O que é esclarecimento?
Trad. Vinicius de Figueiredo. In: MARÇAL, J.; CABARRÃO, M.;
FANTIN, M. E. (Orgs.). Antologia de Textos Filosó�cos. Curitiba:
SEED-PR, 2009, p. 408-409.)
 
 
Considerando a passagem acima e o conjunto do texto citado,
responda: O que é esclarecimento? Qual a condição básica para se
atingir o esclarecimento? Qual o ponto em comum na ação do o�cial,
do conselheiro �scal e do sacerdote que obstrui o esclarecimento?
Por que Frederico II destoa dessas vozes? Qual o uso da razão que
pode ser limitada sem que isso “prejudique sensivelmente o
progresso do esclarecimento”?
 
Ex.4 Aprofundados: Immanuel Kant
(Ufpr 2019)  O cidadão não pode recusar-se a arcar com os impostos
que lhe são cobrados; uma censura impertinente de tais taxas, na
ocasião em que deve pagá-las, pode até mesmo ser punida como
um escândalo [...]. Apesar disso, o mesmo indivíduo não age contra o
dever de um cidadão, quando, na condição de instruído, exprime
publicamente seus pensamentos contra a impropriedade ou mesmo
injustiça de tais imposições.
 
(KANT, I. Resposta à questão: O que é esclarecimento? Trad. Vinicius
de Figueiredo. In: MARÇAL, J.; CABARRÃO, M.; FANTIN, M. E.
(Orgs.). Antologia de Textos Filosó�cos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p.
410.)
 
 
Como �ca claro na passagem acima, para Kant os homens não
poderiam agir segundo o próprio entendimento quando se trata de
a) O juízo analítico é uma proposição que não pode ser pensada sem
ser simultaneamente acompanhada de sua necessidade, já o juízo
sintético não é uma proposição necessária.   
b) No juízo analítico, o sujeito está contido no conceito do predicado,
mas, no juízo sintético, o predicado advém da experiência.   
c) No juízo analítico, o predicado pertence ao sujeito como algo que
está contido nele, já no juízo sintético, o predicado está totalmente
fora do conceito do sujeito.   
d) O juízo analítico é uma proposição necessária, já no juízo sintético,
o predicado vai além do conceito do sujeito, acrescentando algo a
esse.   
01) Juízos analíticos, tais como “o triângulo tem três lados”,
expressam a identidade entre sujeito e predicado.   
02) Os princípios de nossas ações morais devem ser fundados em
juízos sintéticos a priori teóricos, isto é, de validade universal e
necessária.   
04) De acordo com a de�nição de Kant, as proposições “todos os
corpos ocupam lugar no espaço” e “todos os corpos são pesados”
são juízos analíticos.   
08) As proposições das ciências da natureza obtidas por meio da
experiência, à medida que expressam conhecimentos verdadeiros
sobre o mundo, podem ser juízos analíticos ou sintéticos.   
16) A função do juízo analítico é elucidar aquilo que já está contido
no conceito de algo, e nada acrescenta a esse conceito.   
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GABARITO
cumprir as leis. Construa uma argumentação mostrando em que
sentido essa a�rmação não constitui uma contradição em relação à
defesa que o �lósofo faz, no conjunto do texto, de um uso autônomo
do entendimento.
Ex.1 Immanuel Kant
Ex.4 Immanuel Kant
Ex.3 Immanuel Kant
Ex.5 Immanuel Kant
Ex.2 Immanuel Kant
Ex.1 Aprofundados: Immanuel Kant
Ex.2 Aprofundados: Immanuel Kant
Ex.3 Aprofundados: Immanuel Kant
Ex.4 Aprofundados: Immanuel Kant
b) assume que cada ser humano particular representa toda a
humanidade.    
e) Juízos sintéticos a priori permitem organizar o conhecimento,
dando a ele validade universal e unicidade.    
01) O conhecimento tem seu início na experiência sensível;
isso não signi�ca, todavia, que ele esteja preso à experiência e
limitado por ela.   
02) A faculdade de conhecer está em repouso e é despertada
pela experiência sensível, sendo essa a fonte primeira do
conhecimento.   
08) A faculdade de conhecer pode produzir conhecimentos por
si mesma, visto que as impressões sensíveis não são a origem
de todo o conhecimento.   
16) A faculdade de conhecer opera sobre as representações
das coisas advindas por meio dos sentidos e produz, assim,
novos conhecimentos.   
c) No juízo analítico, o predicado pertence ao sujeito como algo
que está contido nele, já no juízo sintético, o predicado está
totalmente fora do conceito do sujeito.   
d) O juízo analítico é uma proposição necessária, já no juízo
sintético, o predicado vai além do conceito do sujeito,
acrescentando algo a esse.   
01) Juízos analíticos, tais como “o triângulo tem três lados”,
expressam a identidade entre sujeito e predicado.   
16) A função do juízo analítico é elucidar aquilo que já está
contido no conceito de algo, e nada acrescenta a esse conceito.
  
Ao discutir o que é o esclarecimento, Kant, pensador da
tradição iluminista, de�ne que este seria a saída do indivíduo
do estado de menoridade. A menoridade, por sua vez, é, para
Kant, o estado em que o sujeito, devido ao comodismo e à
covardia, não faz uso autônomo da sua razão, servindo-se da
razão de outros. O processo de saída da menoridade envolve,
portanto, a ação do próprio indivíduo, que deve ter coragem
para exercer a própria liberdade, e, assim, para buscar o saber,
fazendo uso de seu próprio entendimento. Com efeito, o
esclarecimento pressupõe a liberdade. Apenas no exercício de
sua liberdade o indivíduo pode ter autonomia para fazer uso
da razão, e apenas ao fazer esse uso, o indivíduo pode alcançar
a verdadeira emancipação.
De acordo com a �loso�a kantiana, o conceito de “menoridade”
se refere ao estado em que o indivíduo não fazuso autônomo
de sua própria razão, seguindo, por consequência, a razão de
outro e permanecendo em um estado de menoridade do ponto
de vista intelectual. O conceito de “esclarecimento”, por sua
vez, se relaciona ao estado em que o indivíduo possui
liberdade e autonomia para pensar e fazer uso da razão ele
próprio. Segundo Kant, muitos indivíduos, entretanto,
permanecem no estado de menoridade por conformismo e
comodidade ou, ainda, por covardia, diante da possibilidade de
pensar por si mesmo e das responsabilidades inerentes a isso.
Para Kant, esclarecimento é a saída do homem da sua
menoridade, estado em que o indivíduo não faz uso de seu
próprio entendimento, mas segue a razão de outrem. Para se
atingir o esclarecimento, seria necessário ao indivíduo o ato de
buscar o saber através do exercício autônomo da sua própria
razão, a partir da sua liberdade. Em relação à ação do o�cial,
do conselheiro �scal e do sacerdote, observa-se que o ponto
comum consiste na limitação ao uso público da razão, uma vez
que todos proferem o “não raciocineis”, o que seria um
empecilho para o alcance do esclarecimento, haja vista que a
liberdade de raciocínio é entendida por Kant como condição
básica para atingir esse estado. Assim, ao acatar a liberdade
de pensamento e de expressão dos seus súditos, Kant entende
que Frederico II destoaria da ação do o�cial, do conselheiro e
do sacerdote, demonstrando uma postura esclarecida, como se
observa no trecho “Somente um único senhor no mundo diz:
raciocinai tanto quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes;
mas obedecei!”. No entanto, na organização da vida em
sociedade, o indivíduo tem a sua liberdade limitada pela ação
reguladora e pelo aparato jurídico do Estado, exercida através
das suas instituições. Para Kant, é dentro dessas condições
que a liberdade dos indivíduos deve ser exercida de forma
esclarecida, de modo que se possa raciocinar sobre o que se
quiser, ainda que dentro dos limites dos deveres coletivos.
Com efeito, o esclarecimento é limitado pela autoridade
estatal instituída, não se confundindo, entretanto, com a
obediência alienada e inquestionável, mas sim com a
possibilidade de re�exão crítica em conformidade com o poder
normativo.
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Pensando a partir das teorias política e ética de Immanuel
Kant, �lósofo iluminista, percebe-se que, para ele, na
organização da vida em sociedade, o indivíduo tem a sua
liberdade limitada pela ação reguladora e pelo aparato jurídico
do Estado, exercida através das suas instituições, e seria
dentro dessas condições que a liberdade individual deveria ser
exercida. Kant aponta que cada indivíduo só pode exercer a
liberdade que reconhece igualmente a todos os outros, de
modo que essa prática é ela mesma uma solução para as
contradições da vida em sociedade. Consequentemente, a
liberdade é limitada pelas leis civis instituídas a partir do
contrato social, não se confundindo, entretanto, com a
obediência alienada e inquestionável, mas sim com a
possibilidade de re�exão crítica, inclusive da crítica sobre o
próprio Estado, desde que em conformidade com o poder
normativo democrático. Agir segundo esse princípio seria, do
ponto de vista da ética kantiana, uma ação por dever, e este
dever ético estaria, por sua vez, fundamentado na garantia da
dignidade dos seres racionais que, fazendo uso de sua
liberdade, instituem leis a si mesmos. Nesse sentido, a
a�rmação presente no texto, não entra em contradição com o
uso autônomo do entendimento.
 
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 15
Ex.3 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Ufsc 2019)  Sobre a relação do ser humano com o meio ambiente e
a ética kantiana, é correto a�rmar que:
Ex.1 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Uepg-pss 2 2020)  Conforme a moral kantiana, assinale o que for
correto. 
Ex.4 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Uel 2018)  Leia o texto a seguir.
 
Rochedos audazes sobressaindo-se por assim dizer ameaçadores,
nuvens carregadas acumulando-se no céu, avançando com
relâmpagos e estampidos, vulcões em sua inteira força destruidora,
furacões com a devastação deixada para trás, o ilimitado oceano
revolto, uma alta queda d’água de um rio poderoso etc. tornam
nossa capacidade de resistência de uma pequenez insigni�cante em
comparação com o seu poder. Mas o seu espetáculo só se torna
tanto mais atraente quanto mais terrível ele é, contanto que,
somente, nos encontremos em segurança; e de bom grado
denominamos estes objetos sublimes, porque eles elevam a
fortaleza da alma acima de seu nível médio e permitem descobrir em
nós uma faculdade de resistência de espécie totalmente diversa, a
qual encoraja a medir-nos com a aparente onipotência da natureza.
 
(KANT, I. Crítica da Faculdade do Juízo. Trad. Antonio Marques e
Valério Rohden. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. p. 107.)
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o juízo de gosto e o
sublime na estética moderna, particularmente em Kant, assinale a
alternativa correta.
 
Ex.5 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Uem 2018)  “O assunto deste ensaio não é assim a chamada
Liberdade da Vontade, tão desgraçadamente oposta à doutrina
erroneamente intitulada Necessidade Filosó�ca, mas a Liberdade
Civil ou Social: a natureza e os limites do poder que pode ser
legitimamente exercido pela sociedade sobre o indivíduo. Uma
questão raramente colocada, e mesmo di�cilmente discutida, em
termos gerais, mas que in�uencia profundamente as controvérsias
práticas contemporâneas pela sua presença latente e que
provavelmente logo se fará reconhecida como a questão vital do
futuro. Ela está tão longe de ser nova que, num certo sentido, dividiu
a humanidade desde as eras mais remotas; mas no estágio de
progresso no qual as parcelas mais civilizadas da espécie agora
entraram, ela se apresenta sob novas condições e exige um
tratamento diferente e mais fundamental.”
 
(MILL, J. S. Sobre a liberdade. In: WEFFORT, F. Os clássicos da
política. São Paulo: Ática, p. 200).
 
 
01) a economia de mercado vem, nas últimas décadas, afastando a
humanidade de um colapso ambiental global porque propõe o
pensamento político, econômico e, sobretudo, social voltado ao
respeito à natureza.  
02) sendo Kant um defensor da lei moral, ele não concordaria com a
ação de empresas que poluem o meio ambiente visando ao lucro
desordenado.    
04) a ética kantiana é utilitarista, deste modo Kant não apoiaria os
princípios da agricultura sustentável, pois a maximização dos lucros
deve ser o maior bem.   
08) para Kant, devemos pensar e agir de tal modo que todas as
nossas ações se transformem em lei universal; assim, o uso
indiscriminado de agrotóxicos pelas indústrias alimentícias não está
de acordo com o imperativo categórico de Kant.    
16) uma característica marcante do capitalismo é o seu
desenvolvimento por igual no tempo e no espaço, fato que
possibilitou a defesa intransigente do meio ambiente ao longo da
sua história.   
32) na ética kantiana, a mentira só é admitida em situações muito
especí�cas; desse modo, se as empresas mentem quanto aos danos
que causam ao meio ambiente para gerar emprego e movimentar a
economia, essas mentiras devem ser aceitas porque auxiliam as
pessoas a ter emprego e renda.   
64) após a Segunda Guerra Mundial, a questão ambiental emergiu
como importante movimento social que se re�etiu em mudanças na
visão do mundo, pois percebeu-se que os recursos naturais são
�nitos e que seu uso incorreto pode representar o seu �m, surgindo,
dessa forma, a consciência ambiental.   
01) A lei moral tem fundamento exterior (heteronomia).   
02) A lei moral implica apenas o ato heterônomo no que diz respeito
à ação moral em sua subjetividade e particularidade.   
04) A lei moral pode ser entendida com implicação à consciência do
dever, da necessidade de ação moral e da universalidade da moral. 
  
08) O imperativo categórico pode ser designado tambémcomo um
imperativo universal.    
a) O conceito de beleza, resultante da atividade do entendimento,
permite apreender o sentido dos eventos ameaçadores, protegendo
o sujeito da destruição.   
b) Os elementos da natureza compõem o núcleo da teoria kantiana
do juízo de gosto, constituindo, também, parte importante da sua
concepção de gênio.   
c) Os eventos naturais de proporções ameaçadoras provocam nosso
interesse quando nos situam na possibilidade iminente de sermos
por eles destruídos.   
d) O sublime não está contido em nenhuma coisa da natureza, e sim
em nosso ânimo, quando nos tornamos conscientes de nossa
superioridade à natureza.   
e) A faculdade de resistência à dimensão ameaçadora e destruidora
dos eventos naturais de grande magnitude é a faculdade produtora
do belo.   
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A partir do texto acima e de seus conhecimentos acerca do
liberalismo, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
 
Ex.2 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Uepg 2020)  Sobre o pensamento ético moderno, assinale o que for
correto.
 
Ex.6 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Uem 2017)  “O propósito desta crítica da razão especulativa pura
consiste na tentativa de reformular o procedimento habitual da
metafísica, propondo-nos deste modo uma completa revolução em
relação a esta segundo o exemplo dos geômetras e pesquisadores
da natureza. Ela é um tratado do método e não um sistema da
própria ciência; ainda assim desenha o contorno total da metafísica,
tanto no que respeita seus limites quanto à estrutura interna total de
seus membros”.
 
KANT, I. Crítica da razão pura. In: MARCONDES, D. Textos básicos de
�loso�a.
Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 111.
 
 
A partir do texto citado, é correto a�rmar que o projeto da crítica de
Kant
Ex.1 Aprofundados: Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Ufpr 2018)  “Aqui as coisas humanas revelam um curso estranho e
não esperado, como também, quando o consideramos em larga
escala, quase tudo nele é paradoxal. Um grau maior de liberdade
civil parece vantajoso à liberdade de espírito do povo, e lhe coloca,
entretanto, barreiras instransponíveis; um grau menor da mesma, em
contrapartida, proporciona a este o espaço para expandir-se
conforme todas as suas capacidades”.
 
(KANT, Immanuel. Resposta à questão: O que é esclarecimento?
Trad. Vinicius de Figueiredo. In: MARÇAL, J.; CABARRÃO, M.;
FANTIN, M. E. (Orgs). Antologia de Textos Filosó�cos. Curitiba:
SEED-PR, 2009, p. 415.)
 
 
Tendo em vista essa passagem e o conjunto do texto, responda:
Qual o paradoxo identi�cado por Kant? É correto a�rmar que,
segundo Kant, quanto maior o grau de liberdade de um povo, maior
o grau de esclarecimento que ele atinge? Explique. Em que sentido
essa parte �nal do texto volta a se relacionar com Frederico II?
Ex.2 Aprofundados: Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Ufpr 2018)  Apresente três argumentos que permitiriam a�rmar
que Sócrates seria o exemplo de um homem esclarecido no sentido
pensado por Kant?
 
Ex.3 Aprofundados: Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Uel 2017)  Leia o texto a seguir.
 
Seduzido por uma tal prova de força da razão, o impulso de ir mais
além não vê limites. A leve pomba, ao sulcar livremente o ar, cuja
resistência sente, poderia crer que, no vácuo, melhor ainda
conseguiria desferir seu voo. Foi precisamente assim que Platão,
abandonando o mundo dos sentidos que encerra o entendimento em
limites tão estreitos, lançou-se nas asas das ideias pelo espaço vazio
do entendimento puro. Não reparou que os seus esforços não
logravam abrir caminho, porque não tinha um ponto de apoio, como
que um suporte, em que se pudesse �rmar as suas forças para
mover o entendimento. É, porém, o destino corrente da razão
humana, na especulação, concluir o seu edifício tão cedo quanto
possível e só depois examinar se ele possui bons fundamentos.
 
Adaptado de: KANT, I. Crítica da Razão Pura. 3. ed. Trad. Manuela
Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian, 1994. p. 41-42.
 
 
Com base no texto e na epistemologia de Kant, disserte acerca de
sua crítica ao conhecimento humano.
 
Ex.4 Aprofundados: Ética Kantiana x Ética Utilitarista
(Unesp 2013)  Preguiça e covardia são as causas que explicam por
que uma grande parte dos seres humanos, mesmo muito após a
natureza tê-los declarado livres da orientação alheia, ainda
permanecem, com gosto, e por toda a vida, na condição de
menoridade. É tão confortável ser menor! Tenho à disposição um
livro que entende por mim, um pastor que tem consciência por mim,
um médico que prescreve uma dieta etc.: então não preciso me
01) A liberdade civil ou social, para John Stuart Mill, não pode se
opor à liberdade da vontade dos indivíduos.   
02) A liberdade dos indivíduos, para John Stuart Mill, é algo que
possibilitará ao homem alcançar a felicidade em sociedade.   
04) Democracia e liberdades cívicas não ocupam um lugar de
destaque no liberalismo de John Stuart Mill.   
08) Transformações políticas e econômicas da Inglaterra no tempo
de John Stuart Mill são fundamentais para o desenvolvimento de
suas posições políticas e �losó�cas.   
16) O indivíduo existe para o grupo social, de modo que suas ações
devem espelhar o grupo do qual participa.   
01) Para o �lósofo escocês David Hume, os atos morais dizem
respeito a aspectos concernentes a sentimentos de aprovação ou
desaprovação acerca de uma ação.   
02) A ética kantiana se fundamenta em uma pluralidade de
princípios morais.   
04) Para Hume, toda ação de um agente moral é motivado pelos
traços de caráter (virtuosos ou viciosos).   
08) Para Kant, o entendimento da lei moral só é possível por meio
de um sistema consistente, que se utilize apenas da experiência
individual como lei plural, universal e hipotética.   
01) busca ater-se apenas aos métodos das ciências teóricas, como a
metafísica.    
02) reformula o modo como são adquiridos os conhecimentos
metafísicos.   
04) volta-se para a razão especulativa, no tocante aos seus
procedimentos mais recorrentes.   
08) visa ser tão somente uma ciência pura, haja vista sua
preocupação com a de�nição de um método próprio.   
16) busca transformar a razão pura, a razão prática e a estética em
um sistema cientí�co.   
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GABARITO
esforçar. A maioria da humanidade vê como muito perigoso, além de
bastante difícil, o passo a ser dado rumo à maioridade, uma vez que
tutores já tomaram para si de bom grado a sua supervisão. Após
terem previamente embrutecido e cuidadosamente protegido seu
gado, para que estas pacatas criaturas não ousem dar qualquer
passo fora dos trilhos nos quais devem andar, os tutores lhes
mostram o perigo que as ameaça caso queiram andar por conta
própria. Tal perigo, porém, não é assim tão grande, pois, após
algumas quedas, aprenderiam �nalmente a andar; basta, entretanto,
o perigo de um tombo para intimidá-las e aterrorizá-las por
completo para que não façam novas tentativas.
 
(Immanuel Kant, apud Danilo Marcondes. Textos básicos de ética –
de Platão a Foucault, 2009. Adaptado.)
 
O texto refere-se à resposta dada pelo �lósofo Kant à pergunta
sobre “O que é o Iluminismo?”. Explique o signi�cado da oposição
por ele estabelecida entre “menoridade” e “autonomia intelectual”.
Ex.3 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Ex.1 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Ex.4 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Ex.5 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Ex.2 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Ex.6 Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Ex.1 Aprofundados: Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Ex.2 Aprofundados: Ética Kantiana x Ética Utilitarista
02) sendo Kant um defensor da lei moral, ele não concordaria
com a ação de empresas que poluem o meio ambiente visando
ao lucro desordenado.    
08) para Kant, devemos pensar e agir de tal modo que todas
as nossas ações se transformem em lei universal; assim, o uso
indiscriminado de agrotóxicos pelas indústrias alimentícias não
estáde acordo com o imperativo categórico de Kant.    
64) após a Segunda Guerra Mundial, a questão ambiental
emergiu como importante movimento social que se re�etiu em
mudanças na visão do mundo, pois percebeu-se que os
recursos naturais são �nitos e que seu uso incorreto pode
representar o seu �m, surgindo, dessa forma, a consciência
ambiental.   
04) A lei moral pode ser entendida com implicação à
consciência do dever, da necessidade de ação moral e da
universalidade da moral.    
08) O imperativo categórico pode ser designado também
como um imperativo universal.    
d) O sublime não está contido em nenhuma coisa da natureza,
e sim em nosso ânimo, quando nos tornamos conscientes de
nossa superioridade à natureza.   
01) A liberdade civil ou social, para John Stuart Mill, não pode
se opor à liberdade da vontade dos indivíduos.   
02) A liberdade dos indivíduos, para John Stuart Mill, é algo
que possibilitará ao homem alcançar a felicidade em
sociedade.   
08) Transformações políticas e econômicas da Inglaterra no
tempo de John Stuart Mill são fundamentais para o
desenvolvimento de suas posições políticas e �losó�cas.   
01) Para o �lósofo escocês David Hume, os atos morais dizem
respeito a aspectos concernentes a sentimentos de aprovação
ou desaprovação acerca de uma ação.   
04) Para Hume, toda ação de um agente moral é motivado
pelos traços de caráter (virtuosos ou viciosos).   
02) reformula o modo como são adquiridos os conhecimentos
metafísicos.   
04) volta-se para a razão especulativa, no tocante aos seus
procedimentos mais recorrentes.   
Para Kant, é desejável que o Estado reconheça como sadio que
os cidadãos exerçam o uso público da própria razão, haja vista
que o pensamento crítico autônomo é fundamental para o
processo de esclarecimento. No entanto, o Estado também
pode ser limitador em relação a essa liberdade, uma vez que
busca evitar que, no uso dessa liberdade, comprometa-se o
funcionamento do próprio Estado e da ordem pública, o que
leva à uma situação paradoxal. Kant entende, porém, que cada
indivíduo só pode exercer a liberdade que reconhece
igualmente a todos os outros, de modo que o exercício da
razão e da liberdade, quando entendidos adequadamente e
livremente exercidos, é ele mesmo uma solução para os
excessos, favorecendo o pleno funcionamento da unidade da
República. Os cidadãos levariam em sua natureza o germe do
esclarecimento e a liberdade civil levaria à tendência do uso do
pensamento livre, com o qual o povo se torna cada vez mais
capaz de agir livremente, condições necessárias para atingir
um maior grau de esclarecimento. Assim, um governante
verdadeiramente esclarecido reconheceria o uso público da
razão dos cidadãos como não prejudicial às normas legais. 
Nesse sentido, Kant considerava Frederico II um governante
esclarecido, uma vez que sua atitude de conceder a liberdade
de pensamento e expressão seria um exemplo do exercício
desse pensamento.
Segundo o pensamento kantiano, o esclarecimento seria uma
condição na qual o indivíduo faz uso da sua razão de forma
autônoma, ou seja, sem seguir a razão de outrem. Para isso,
Kant reconhece a liberdade como necessária para a efetivação
da autonomia de pensamento que permitiria ao homem atingir
o esclarecimento. A comodidade de evitar o uso da própria
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Ex.3 Aprofundados: Ética Kantiana x Ética Utilitarista
Ex.4 Aprofundados: Ética Kantiana x Ética Utilitarista
razão para seguir a tutela de outro indivíduo levaria, para Kant,
a um estado de menoridade, no qual o indivíduo permaneceria
estagnado e escravizado pelas limitações dessa condição.
Nesse sentido, pode-se considerar que o método da ironia e
da maiêutica proposto por Sócrates está de acordo com a ideia
de esclarecimento de Kant, uma vez que, através dele,
Sócrates levava o indivíduo a re�etir de forma autônoma sobre
suas ideias e sobre a sociedade em que vivia, ou seja, para ele,
o indivíduo chegaria ao conhecimento pensando por si mesmo.
Ademais, esse método pressupunha o uso da liberdade para
que os homens expressassem seus questionamentos e suas
dúvidas, acerca do homem, da sociedade e do próprio ato de
conhecer, em público. Sócrates também converge com o
pensamento kantiano ao entender que os indivíduos que
evitam o esforço de servirem-se de seu próprio entendimento
racional permanecem em um estado intelectual inferior, o que
o impediria de progredir. Partindo-se desses três aspectos,
pode-se considerar que Sócrates seria um exemplo de
indivíduo esclarecido na perspectiva de Kant.
Kant é um �lósofo moderno conhecido pelas obras críticas que
produziu. No caso em tela, destaca-se a obra Crítica da Razão
Pura, cujo objeto é a re�exão acerca das condições de
possibilidade do conhecimento humano. Ao debruçar sobre tal
assunto, tão pertinente à Filoso�a, Kant tece considerações
críticas à metafísica, a saber, àquele conhecimento produzido
pela razão humana sem lastro empírico com a realidade. Para
Kant, há uma tendência natural de a razão humana se
distanciar da realidade, em voos altissonantes, e produzir
conhecimentos que mais se aproximam de quimeras do que de
verdades. É o que ele chama de uso especulativo da razão.
Contrário à metafísica, �rma posição pelo conhecimento
construído a partir da experiência, sem concordar, no entanto,
que a fundamentação do conhecimento esteja circunscrita ao
campo empírico. Entre a metafísica e a experiência, entre o
idealismo e o realismo, a fundamentação do conhecimento é
�xada na dimensão transcendental, a saber, nas condições de
possibilidade de o sujeito conhecer o real. Em outros termos,
dir-se-á que o conhecimento para Kant não se fundamenta no
além, mas no aquém da experiência.
 
A oposição entre menoridade e maioridade (ou autonomia) é o
recurso alegórico utilizado para falar sobre o estado do
homem e o movimento Iluminista que buscava retirar o
homem deste estado. O homem, diz Kant, está acomodado.
Preguiçoso e covarde, o homem continua, mesmo depois de
adquirir plenas capacidades de ser autônomo (de se dar a
própria lei), servo da consciência de outros, das prescrições de
terceiros. Além da sua própria preguiça e covardia, o ato
mesmo de se tornar maior é visto como perigoso, o que faria a
libertação da tutoria uma escolha ainda menos provável.
En�m, passar da menoridade para a maioridade é um ato de
libertação do homem das relações de tutela que direcionam
opressivamente o seu comportamento.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 16
Ex.3 Dialética de Hegel e Marx
(Unesp 2021)   TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o trecho da peça A mais-valia vai acabar, seu Edgar, de
Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. A peça foi encenada em 1960 na
arena da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil e
promoveu um amplo debate. A mobilização resultante desse debate
desencadeou a criação do Centro Popular de Cultura (CPC).
 
CORO DOS DESGRAÇADOS: Trabalhamos noite e dia, dia e noite
sem parar! Então de nada precisamos, se só precisamos trabalhar!
Há mil anos sem parar! Fizemos as correntes que nos botaram nos
pés, �zemos a Bastilha onde fomos morar, �zemos os canhões que
vão nos apontar. Há mil anos sem parar! Não mandamos, não
fugimos, não cheiramos, não matamos, não �ngimos, não coçamos,
não corremos, não deitamos, não sentamos: trabalhamos. Há mil
anos sem parar! Ninguém sabe nosso nome, não conhecemos a
espuma do mar, somos tristes e cansados. Há mil anos sem parar!
Eu nunca ri – eu nunca ri – sempre trabalhei. Eu faço charutos e fumo
bitucas, eu faço tecidos e ando pelado, eu faço vestido pra mulher, e
nunca vi mulher desvestida. Há mil anos sem parar! Maria esqueceu
de mim e foi morar com seu Joaquim. Há mil anos sem parar!
 
(Apito longo. Um cartaz aparece:
“Dois minutos de descanso e lamba as unhas.”
Todos vão tentar sentar.
Menos o Desgraçado 4 que �ca de pé furioso.)
 
DESGRAÇADO 1: Ajuda-me aqui, Dois. Eu quero medá uma
sentadinha.
 
(Desgraçado 2 ri de tudo.)
 
DESGRAÇADO  3: Senta. (Desgraçado 1 vai pôr a cabeça no chão.)
De assim, não. Acho que não é com a cabeça não.
DESGRAÇADO 1: Eu esqueci.
DESGRAÇADO 3: A bunda, põe ela no chão. A perna é que eu não
sei.
DESGRAÇADO 2: A perna tira.
 
(Desgraçado 3 e Desgraçado 2 desistem de descobrir. Se atiram no
chão.)
 
DESGRAÇADO 1: A perna dobra! (Senta. Satisfeito.)
DESGRAÇADO 2: Quero ver levantar.
 
(Todos olham para Desgraçado 4, fazem sinais para que ele se
sente.)
 
DESGRAÇADO 4: Não! Chega pra mim! Eu só trabalho, trabalho,
trabalho… (Perde o fôlego.)
DESGRAÇADO 3: Eu te ajudo: trabalho, trabalho, trabalho...
DESGRAÇADO 4: E tenho dois minutos de descanso? Nunca vi o sol,
não tomei leite condensado, não canto na rua, esqueci do sentar,
quando chega a hora de descansar, �co pensando na hora de
trabalhar! Chega!
 
SLIDE: Quem canta seus males espanta.
 
DESGRAÇADO 1: (cantando) A paga vem depois que a gente morre!
Você vira um anjo todo branco, rindo sempre da brancura, bebe leite
em teta de nuvem, não tem mais fome, não tem saudade, pinta o céu
de cor de felicidade!
 
(Peças do CPC, 2016. Adaptado.)
 
 
O título da peça refere-se a importante conceito da teoria de
 
Ex.8 Dialética de Hegel e Marx
(Uece 2020)  Relacione, corretamente, os pensadores com seus
respectivos pensamentos acerca da forma como o conhecimento da
realidade se veri�ca, numerando os parênteses abaixo, de acordo
com a seguinte indicação:
 
1. Immanuel Kant
2. Karl Marx
3. Renè Descartes
4. G.W.F Hegel
 
(     ) A re�exão �losó�ca deve partir de um exame da formação da
consciência e a experiência da consciência não é só uma experiência
teórica: é necessariamente histórica.
(     ) Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que
determina a consciência. É a ideologia a responsável por produzir
uma alienação da consciência humana de sua situação real.
(     ) É sempre possível duvidar de um princípio, questionar as bases
de uma teoria. É preciso colocar em questão todo o conhecimento
adquirido.
(     ) O conhecer é um ato de autodeterminação do sujeito, é anterior
a toda experiência, e trata não tanto dos objetos, mas dos conceitos
a priori sobre os objetos.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 
a) Jean-Jacques Rousseau.   
b) Friedrich Nietzsche.   
c) Karl Marx.   
d) Max Weber.   
e) Jean-Paul Sartre.   
a) 1, 3, 2, 4.   
b) 3, 1, 4, 2.   
c) 4, 2, 3, 1.   
d) 2, 4, 1, 3.   
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Ex.5 Dialética de Hegel e Marx
(Uece 2020)  A passagem que se apresenta a seguir expressa uma
das mais importantes e conhecidas a�rmações do �lósofo Karl Marx,
pensador alemão do século XIX:
 
“não é a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu
ser social que, inversamente, determina a sua consciência”.
Marx, K. Contribuição à crítica da economia política. São Paulo: M.
Fontes, 1977.
 
 
Considerando o trecho acima, e o pensamento de Karl Marx, atente
para o que se diz a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e
com F o que for falso.
 
(     ) O trecho expressa um dos aspectos centrais da crítica de Marx
ao idealismo: no lugar das ideias, são os fatos, são as condições
materiais que governam o processo social e o pensar.
(     ) Trata-se de uma a�rmação peremptória a respeito da imensa
capacidade da consciência humana em criar, de maneira plena,
novas realidades sociais concretas.
(     ) Re�ete uma visão materialista dialética e histórica sobre o
modo de pensar a realidade que entende o pensamento como um
re�exo desta própria realidade e não como seu produtor.
(     ) Na perspectiva do pensamento de Marx, ser e consciência
formam uma unidade dialética na qual ora a consciência gera a
realidade do ser ora este ser real produz a consciência.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 
Ex.12 Dialética de Hegel e Marx
(Ufu 2018)  Segundo Karl Marx (1818-1883), "não é a consciência
dos homens que determina o seu ser;
é o seu ser social que, inversamente, determina a sua consciência".
Contribuição à crítica da economia política. São Paulo: M. Fontes,
1977. p. 23.
 
 
Essa citação sintetiza o pensamento �losó�co, político, histórico e
econômico desse
pensador, que se convencionou chamar de
 
Ex.7 Dialética de Hegel e Marx
(Uece 2020)  Atente para o seguinte trecho, que apresenta o
pensamento de Karl Marx sobre a realidade:
 
“O concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações,
unidade do diverso. Por isso o concreto aparece no pensamento
como resultado, não como ponto de partida efetivo. Por isso é que
Hegel caiu na ilusão de conceber o real como resultado do
pensamento que se sintetiza a si e se move por si mesmo. Mas este
não é de modo nenhum o processo da gênese do próprio concreto”.
 
MARX, Karl. Manuscritos econômico-�losó�cos e outros textos. Os
Pensadores. São Paulo: Abril cultural, 1978. Adaptado.
 
 
Sobre a forma como Karl Marx entendia o seu método de análise da
realidade, é correto a�rmar que
 
Ex.6 Dialética de Hegel e Marx
(Ufms 2020)  Karl Marx foi um �lósofo alemão que se destacou ao
desenvolver um método de análise que �cou conhecido como
materialismo histórico. Para Marx, a dimensão econômica era a base
da sociedade. Para explicá-la, Marx analisou a sociedade do ponto
de vista produtivo, os chamados “modos de produção”.
 
A respeito do modo de produção escravista, segundo as ideias de
Marx, assinale a alternativa correta.
 
Ex.4 Dialética de Hegel e Marx
(Ueg 2020)  Karl Marx é considerado um dos grandes �lósofos da
época moderna. Em sua trajetória intelectual, ele teve grande
in�uência de outro grande �lósofo, Hegel. Existe uma polêmica
sobre a posição de Marx em relação a Hegel a partir do momento
em que ele fundou sua concepção materialista da história. A esse
respeito, veri�ca-se que Marx:
 
a) F, V, F, V.   
b) V, F, V, F.   
c) F, V, V, F.   
d) V, F, F, V.   
a) Liberalismo de esquerda.   
b) Idealismo dialético.   
c) Atomismo econômico.   
d) Materialismo histórico.   
a) contra o pensamento burguês, Marx propunha uma análise que
chamava de ideal-propositiva, que se opunha ao idealismo puro, cuja
visão de realidade era excessivamente idealizada.   
b) tal método era denominado de materialismo histórico e se
propunha a fazer uma análise da realidade concreta que, em si, era
contraditória; as contradições eram da realidade e não do
pensamento.   
c) seu método estava em concordância com o que defendiam os
jovens hegelianos, sobretudo com o materialismo de Ludwig
Feuerbach, a quem dedicou um livro de análise.   
d) seguia os passos de seu maior in�uenciador, Friedrich Hegel,
aderindo ao pensamento dialético, cuja forma de abordagem da
realidade era processual e se expressava na contradição das ideias. 
  
a) Era caracterizado por religião primitiva; organização comunitária;
propriedade coletiva, sem classes sociais; as forças produtivas
baseadas no cultivo da terra, caça e colheita.   
b) Era caracterizado por uma religião de Estado; impérios
centralizados; senhores x escravos; e cultivo da terra com base na
escravidão.   
c) Era caracterizado por uma religião primitiva; impérios
centralizados; senhores x escravos; e cultivo da terra com base na
escravidão.   
d) Era caracterizado por uma religião de Estado; impérios
centralizados; estados x escravos; propriedade estatal; e escravidão.
  
e) Era caracterizado pela religião católica; poder descentralizado;
senhores x servos; cultivo da terra; e arrendamento.   
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Ex.1 Dialética de Hegel e Marx
(Ufu 2018)  “[....] Nós colocávamos – e éramos obrigados a colocar –
a ênfase principal, antes de mais nada, em derivar de fatos
econômicos fundamentais as ideias políticas, jurídicas e as demais
noções ideológicas e as ações por elas desencadeadas. [...] A base
dessa ideia é uma concepção vulgar da causa e do efeito como polos
opostos de forma rígida”.
ENGELS, F. Carta a Franz Mehring, Londres, 14 de julho de 1893.In:
Cartas �losó�cas e outros escritos. São Paulo: Grijalbo, 1977. p. 42-
44.
 
 
A justi�cativa da posição teórica de Engels na citação acima teve por
objetivo advertir sobre os riscos do materialismo histórico
 
Ex.9 Dialética de Hegel e Marx
(Ueg 2019)  O termo alienação é polêmico e possui diversas
interpretações �losó�cas e cientí�cas. O �lósofo Hegel foi um dos
primeiros a oferecer relevância para esse termo. A concepção mais
conhecida de alienação, no entanto, é a de Karl Marx, que
desenvolveu uma discussão aprofundada sobre o trabalho alienado,
que, segundo ele, é  
 
Ex.11 Dialética de Hegel e Marx
(Uece 2019)  “O homem é no sentido mais literal do termo um zoon
politikon, não só um animal social, mas animal que só pode isolar-se
em sociedade. A produção do indivíduo isolado fora da sociedade [...]
é uma coisa tão absurda como o desenvolvimento da linguagem sem
indivíduos que vivam juntos e falem entre si.”
 
MARX, Karl. Introdução à crítica da economia política. Trad. Edgard
Malagodi et al. São Paulo: Abril Cultural, 1982, p. 3-4. Texto
modi�cado.
 
 
Com base nessa passagem, é correto a�rmar que, para Marx,
 
Ex.2 Dialética de Hegel e Marx
(Uem 2018)  “Até agora, os homens sempre tiveram ideias falsas a
respeito de si mesmos, daquilo que são ou deveriam ser.
Organizaram suas relações em função das representações que
faziam de Deus, do homem normal etc. Esses produtos de seu
cérebro cresceram a ponto de dominá-los completamente. Criadores
inclinaram-se diante de suas próprias criações. Livremo-los, pois,
das quimeras, das ideias, dos dogmas, dos seres imaginários, sob o
jugo dos quais eles se estiolam [enfraquecem]. Revoltemo-nos
contra o domínio dessas ideias.”
 
(MARX, K.; ENGELS, F. A. Ideologia alemã. In: CASTRO, C. Textos
básicos de Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 2014, p. 11).
 
 
Com base nesse fragmento, assinale o que for correto.
 
Ex.10 Dialética de Hegel e Marx
(Unioeste 2019)  “É fato, no entanto, que a arma da crítica não pode
substituir a crítica das armas, o poder material tem de ser derrubado
pelo poder material, no entanto, também a teoria se transforma em
poder material assim que se apodera das massas. A teoria é capaz
a) abandonou toda discussão sobre Hegel e o hegelianismo, pois ao
se tornar materialista não realizou mais discussões �losó�cas, mas
apenas cientí�cas.   
b) retomou o pensamento de Hegel em sua totalidade e apenas
acrescentou, a partir da dialética hegeliana, uma análise do modo de
produção capitalista.    
c) aderiu ao neohegelianismo dos irmãos Bauer e Feuerbach,
tornando-se um materialista dualista, unindo ideia e matéria na
análise da realidade.    
d) rompeu totalmente com seu passado hegeliano e não só criticou
os hegelianos como a�rmou que Hegel havia se tornado um
“cachorro morto”.    
e) resgatou elementos da dialética hegeliana, sendo que uma parte,
o seu invólucro místico, ele descartou, mas manteve seu “núcleo
racional”.    
a) se distanciar do materialismo de Feuerbach.   
b) deixar de ser determinista.   
c) se aproximar do idealismo hegeliano.   
d) deixar de ser dialético.   
a) um processo mental no qual o trabalhador se vê alienado e fora
da realidade, �cando completamente alheio ao mundo, tal como
diziam os alienistas do século XIX.    
b) um termo �losó�co abstrato e ideológico, que deveria ser
substituído pelo conceito de exploração, que revelava a verdadeira
relação entre capitalistas e trabalhadores.    
c) um conceito universal existente em todas as sociedades humanas,
pois o ser humano precisa efetivar o trabalho para sobreviver e,
assim, é constrangido a fazer o que não gosta.    
d) uma relação social na qual o não-trabalhador controla a atividade
do trabalhador e, por conseguinte, o resultado do trabalho,
explicando assim a origem da propriedade.    
e) uma ideia ultrapassada produzida por �lósofos materialistas que
queriam transferir a alienação da consciência, tal como colocava
Hegel, para o trabalho humano.    
a) o isolamento individual do homem se torna impossível, pois
signi�caria ele ser e viver fora de sociedade.  
b) é nas relações sociais dos homens entre si que estes se
individualizam e unicamente nelas podem isolar-se.    
c) a vida social se estabelece a partir de indivíduos isolados; por isso,
eles permanecem, nela, isolados.    
d) só há linguagem porque os homens deixaram de ser indivíduos
isolados em natureza e se pactuaram entre si.   
01) Para Marx e Engels, as ideias falsas decorrem da incompreensão
humana em relação aos desígnios de Deus.   
02) Para Marx e Engels, os seres humanos se enfraquecem quando
abandonam os dogmas e as quimeras que estruturam suas práticas
cotidianas.    
04) Marx e Engels defendem a veracidade das ideias produzidas
pelo homem em virtude de elas se fundarem na materialidade do
cérebro humano.    
08) Marx e Engels defendem uma atitude de rejeição contra o
domínio do idealismo que pauta o agir humano em sociedade.    
16) Para Marx e Engels, a falsa consciência, originada das ideias
falsas, é resultado do afastamento do pensamento de sua realidade
histórica.    
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GABARITO
de apoderar-se das massas assim que se evidencia ad hominem [no
ser humano – latim], e de fato ela se evidencia ad hominem tão logo
se torna radical [...] A teoria só se efetiva num povo na medida em
que representa a concretização das suas necessidades”
 
(MARX, Contribuição à crítica da Filoso�a do direito de Hegel).
 
 
Considere o fragmento acima e avalie as seguintes asserções:
 
I. A teoria tudo vence por ser superior e não depender de nenhum
poder material.
II. Quando a teoria penetra na consciência dos trabalhadores, se
transforma em força material.
III. Em razão do analfabetismo, a teoria não é capaz de apoderar-se
das massas.
IV. A expressão teórica se realiza num povo quando representa seus
interesses.
 
De acordo com as a�rmações acima,
 
Ex.3 Dialética de Hegel e Marx
Ex.8 Dialética de Hegel e Marx
Ex.5 Dialética de Hegel e Marx
Ex.12 Dialética de Hegel e Marx
Ex.7 Dialética de Hegel e Marx
Ex.6 Dialética de Hegel e Marx
Ex.4 Dialética de Hegel e Marx
Ex.1 Dialética de Hegel e Marx
Ex.9 Dialética de Hegel e Marx
Ex.11 Dialética de Hegel e Marx
Ex.2 Dialética de Hegel e Marx
Ex.10 Dialética de Hegel e Marx
a) apenas uma está correta.   
b) somente uma está incorreta.   
c) duas estão corretas e duas incorretas.    
d) todas estão corretas.    
e) todas estão incorretas.    
c) Karl Marx.   
c) 4, 2, 3, 1.   
b) V, F, V, F.   
d) Materialismo histórico.   
b) tal método era denominado de materialismo histórico e se
propunha a fazer uma análise da realidade concreta que, em si,
era contraditória; as contradições eram da realidade e não do
pensamento.   
b) Era caracterizado por uma religião de Estado; impérios
centralizados; senhores x escravos; e cultivo da terra com base
na escravidão.   
e) resgatou elementos da dialética hegeliana, sendo que uma
parte, o seu invólucro místico, ele descartou, mas manteve seu
“núcleo racional”.    
d) deixar de ser dialético.   
d) uma relação social na qual o não-trabalhador controla a
atividade do trabalhador e, por conseguinte, o resultado do
trabalho, explicando assim a origem da propriedade.    
b) é nas relações sociais dos homens entre si que estes se
individualizam e unicamente nelas podem isolar-se.    
08) Marx e Engels defendem uma atitude de rejeição contra o
domínio do idealismo que pauta o agir humano em sociedade.
   
16) Para Marx e Engels, a falsa consciência, originada das
ideias falsas, é resultado do afastamento do pensamento de
sua realidade histórica.    
a) apenas uma está correta.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 18
Ex.3 Friedrich Nietzsche
(Uece 2020) 
A re�lmagem, deste ano, do clássico personagem “Coringa”
provocou discussões sobre seus signi�cados no plano sociopolítico.
Analisando as várias versõesinspiradas no HQ da DC Comics,
Fabrício Moraes descreve o Coringa como o id, o impulso destrutivo
e caótico, mas também criativo e artístico. Batman seria o superego,
o juiz punitivo e ordenador da cidade, o arquétipo do guardião que
afronta e interpõe limites a um território. O Coringa seria a face da
comédia, Batman não se livra da face da tragédia. Neste sentido, o
�lme Coringa nos mostraria que o aspecto lúdico só tem pleno
sentido se coexiste com a vida da sobriedade. Coringa e Batman são
indissociáveis.
 
Ver: MORAES, Fabrício. ‘Coringa’: A raiva de Caliban por se ver no
espelho. In Revista Amálgama. Disponível em:
https://www.revistaamalgama.com.br/10/2019/resenha-coringa/.
2019.
 
 
Considerando a análise acima, é correto dizer que está amparada
teoricamente
 
Ex.9 Friedrich Nietzsche
(Ufu 2017)  Nietzsche escreveu:
 
E vede! Apolo não podia viver sem Dionísio! O “titânico” e o
“bárbaro” eram no �m de contas, precisamente uma necessidade tal
como o apolíneo!
NIETZSCHE, F. O nascimento da tragédia ou helenismo e
pessimismo. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Companhia das
Letras, 2007, p. 38.
 
 
Assinale a alternativa que descreve corretamente o dionisíaco e o
apolíneo. 
 
Ex.8 Friedrich Nietzsche
(Unesp 2018)  Convicção é a crença de estar na posse da verdade
absoluta. Essa crença pressupõe que há verdades absolutas, que
foram encontrados métodos perfeitos para chegar a elas e que todo
aquele que tem convicções se serve desses métodos perfeitos. Esses
três pressupostos demonstram que o homem das convicções está na
idade da inocência, e é uma criança, por adulto que seja quanto ao
mais. Mas milênios viveram nesses pressupostos infantis, e deles
jorraram as mais poderosas fontes de força da humanidade. Se,
entretanto, todos aqueles que faziam uma ideia tão alta de sua
convicção houvessem dedicado apenas metade de sua força para
investigar por que caminho haviam chegado a ela: que aspecto
pací�co teria a história da humanidade!
 
(Nietzsche. Obras incompletas, 1991. Adaptado.)
 
 
Nesse excerto, Nietzsche
 
Ex.7 Friedrich Nietzsche
(Ueg 2018)  Friedrich Nietzsche (1844-1900) é um importante e
polêmico pensador contemporâneo, particularmente por sua famosa
frase “Deus está morto”. Em que sentido podemos interpretar a
proclamação dessa morte?  
 
a) na noção estético-moral de Nietzsche em O nascimento da
tragédia, onde ordem e caos se equilibram e fazem nascer o
humano: Coringa e Batman são indissociáveis como Dionísio
(loucura) e Apolo (razão).   
b) na teoria política marxista, que concebe as relações sociais
mascaradas pela ideologia de classe, o que necessariamente
provoca o con�ito social: Coringa e Batman são representações da
luta de classes.   
c) na de�nição de arte dos �lósofos gregos como Aristóteles, cuja
ideia fundamental era a de mímesis, ou seja, de imitação ou
representação da realidade: Coringa e Batman são representações
do ser e do não ser.   
d) na concepção moral agostiniana, na qual o bem e o mal, o pecado
e a graça, a cidade dos homens e a cidade de Deus coabitam no
interior de cada indivíduo: Coringa e Batman são representações
dessa contradição.    
a) O dionisíaco é a personi�cação da razão grega; o apolínio equivale
ao poder místico do uno primordial.    
b) O dionisíaco é o homem teórico que personi�ca a sabedoria
�losó�ca; o apolíneo é a natureza e suas forças demoníacas.    
c) O dionisíaco é o instinto, a embriaguez e a força vital; o apolíneo é
a racionalidade, o equilíbrio, a força �gurativa.    
d) O dionisíaco representa a força �gurativa atuante na arte; o
apolíneo representa a música primordial não objetivada.    
a) defende o inatismo metafísico contra as teses empiristas sobre o
conhecimento.   
b) valoriza a posse da verdade absoluta como meio para a realização
da paz.   
c) defende a fé religiosa como alicerce para o pensamento crítico.   
d) identi�ca a maturidade intelectual com a capacidade de conhecer
a verdade absoluta.   
e) valoriza uma postura crítica de autorre�exão, em oposição ao
dogmatismo.   
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Ex.10 Friedrich Nietzsche
(Upe-ssa 2 2017)  Sobre a consciência crítica, considere o texto a
seguir:
 
O homem é corda estendida entre o animal e o Super-homem: uma
corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar;
perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que é de grande
valor no homem é ele ser uma ponte e não um �m; o que se pode
amar no homem é ele ser uma passagem e um acabamento. Eu só
amo aqueles que sabem viver como que se extinguindo, porque são
esses os que atravessam de um para outro lado.
 
NIETZSCHE, Friedrich. Assim Falou Zaratustra. São Paulo, 1999, p.
27.
 
 
O �lósofo Nietzsche elucida, sobre a consciência crítica e a �loso�a,
que
 
Ex.2 Friedrich Nietzsche
(Uece 2020)  Leia com atenção a passagem a seguir que expõe parte
da crítica feita por Friedrich Nietzsche ao edifício moral construído no
ocidente:
 
"Mas que quer ainda você com ideais mais nobres! Sujeitemo-nos
aos fatos: o povo venceu – ou 'os escravos', ou 'a plebe', ou 'o
rebanho', ou como quiser chamá-lo se isto aconteceu graças aos
judeus, muito bem! Jamais um povo teve missão maior na história
universal. 'Os senhores' foram abolidos; a moral do homem comum
venceu. A 'redenção' do gênero humano (do jugo dos 'senhores')
está bem encaminhada; tudo se judaíza, cristianiza, plebeíza
visivelmente (que importam as palavras!)”.
 
Nietzsche, Friedrich. Para a genealogia da moral - Prólogo. Primeira
dissertação §9.
 
 
Considerando a compreensão de Nietzsche acerca do fundamento
moral do ocidente, assinale a a�rmação verdadeira.
 
Ex.4 Friedrich Nietzsche
(Uepg 2019)  Conforme o viés �losó�co, assinale o que for correto
em relação ao conceito de moral. 
 
Ex.5 Friedrich Nietzsche
(Uece 2019)  “[N]ão existe contraposição maior à exegese e
justi�cação puramente estética do mundo [...] do que a doutrina
cristã, a qual é e quer ser somente moral, e com seus padrões
absolutos, já com sua veracidade de Deus, por exemplo, desterra a
arte, toda arte, ao reino da mentira – isto é, nega-a, reprova-a,
condena-a.”
 
NIETZSCHE, F. O nascimento da tragédia, ou helenismo e
pessimismo. – “Tentativa de autocrítica”. São Paulo: Companhia das
Letras, 1992, p. 19.
 
 
Nessa passagem, Nietzsche
 
a) O Deus que morre é o Deus cristão, mas ainda vive o deus-
natureza, no qual o homem encontrará uma justi�cativa e um
consolo para sua existência sem sentido.    
b) Não fomos nós que matamos Deus, ele nos abandonou na medida
em que não aceitamos o fato de que essa vida só poderá ser
justi�cada no além, uma vez que o devir não tem �nalidade.   
c) O Deus que morre é o deus-mercado, que tudo nivela à condição
de mercadoria, entretanto o Deus cristão poderá ainda nos salvar,
desde que nos abandonemos à experiência de fé.    
d) A morte de Deus não se refere apenas ao Deus cristão, mas
remete à falta de fundamento no conhecimento, na ética, na política
e na religião, cabendo ao homem inventar novos valores.    
e) A morte de Deus serve de alerta ao homem de que nada é in�nito
e eterno, e que o homem e sua existência são momentos fugazes
que devem ser vividos intensamente.    
a) o valor da natureza íntima do homem está na pura razão e não na
vontade de viver.   
b) a dimensão existencial tem importância e conduz à exaltação da
vida e à superação do homem.   
c) a virtude do homem está na superação do existir para alcançar a
salvação.   
d) o homem deve renunciar à vida e buscar o sentido do super-
homem na transcendência.   
e) a consciência crítica é a supressão da vontade de viver, já que o
homem é o Super-homem.   
a) Segundo Nietzsche, a verdade e a moral propostas pelos gregos e
pelo cristianismo são instrumentos que os fracos inventaram para
submeter e controlar os fortes e instaurar uma moral do rebanho.   
b) Em Nietzsche, encontra-se uma defesa ferrenha dos princípios
morais elaborados pela �loso�a grega clássica platônica e
aristotélica que tem a razão como elemento condutorda ação moral.
  
c) Para Nietzsche, a moralidade instaurada pelo cristianismo foi
fundamental na instituição de uma cultura forte, moralmente
ancorada na �gura poderosa e altiva de Cristo, modelo para o líder.   
d) Na perspectiva Nietzschiana, a moral dos senhores e da
aristocracia que sempre prevaleceu entre os povos da antiguidade,
reforçada pela religião cristã, enfraqueceu o homem tornando-o
submisso.   
01) Conforme Nietzsche, a moral antinatural é aquela que "castra" o
homem e o obriga a negar os valores vitais.    
02) Nietzsche concorda com a universalidade da moral, proposta por
Kant.    
04) Kant acreditava que era possível desenvolver um sistema moral
consistente e particular, utilizando apenas as experiências sensíveis.
   
08) Na teoria moral kantiana, o conceito de "dever" pode também
ser compreendido como a necessidade de uma ação por respeito à
lei moral.    
a) apoia a valorização moral da obra de arte, negando que seja
possível obras de arte divergentes da moral cristã.    
b) defende uma arte verdadeira, contra a arte cristã, que adere à
mentira, pois não passa de uma moral.    
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GABARITO
Ex.1 Friedrich Nietzsche
(Uepg-pss 2 2020)  Sobre a relação entre o “Super-Homem” e a
moral nietzschiana, assinale o que for correto.
Ex.6 Friedrich Nietzsche
(Uem 2019)  O �lósofo alemão Nietzsche realizou em sua obra uma
crítica das posições metafísicas dos �lósofos anteriores. Ele a�rma:
“Contraponhamos a isso, a�nal, de que modo diferente nós (- digo
nós por cortesia...) captamos no olho o problema do erro e da
aparência. Outrora se tomava a alteração, a mudança, o vir-a-ser em
geral como prova de aparência, como signo de que tem de haver
algo que nos induz em erro. Hoje, inversamente, na exata medida em
que o preconceito da razão nos coage a pôr unidade, identidade,
duração, substância, causa, coisidade, ser, vemo-nos, de certo modo,
enredados no erro, necessitados ao erro; tão seguros estamos, com
fundamento em um cômputo rigoroso dentro de nós, de que aqui
está o erro.”
 
(NIETZSCHE, F. O crepúsculo dos ídolos. In: FIGUEIREDO, V. (org.)
Seis �lósofos na sala de aula, v. 2. São Paulo: Berlendis &
Vertecchia, 2007, p. 175).
 
 
Acerca das teses de Nietzsche sobre o ser, a aparência, a verdade e
o erro, assinale o que for correto.
 
Ex.3 Friedrich Nietzsche
Ex.9 Friedrich Nietzsche
Ex.8 Friedrich Nietzsche
Ex.7 Friedrich Nietzsche
Ex.10 Friedrich Nietzsche
Ex.2 Friedrich Nietzsche
Ex.4 Friedrich Nietzsche
Ex.5 Friedrich Nietzsche
Ex.1 Friedrich Nietzsche
Ex.6 Friedrich Nietzsche
c) concebe que os padrões absolutos do cristianismo são
supraestéticos, suprassensíveis, e por isso valorizam a arte.    
d) critica a concepção moral da existência em defesa do caráter
sensível, estético do mundo, tal como se con�gura na arte.    
01) O Super-Homem vive além do bem e do mal.    
02) O Super-Homem ama a moral como um meio de reconhecer os
próprios limites do seu eu interior (livre-arbítrio).    
04) O Super-Homem faz crítica ao próprio conceito do valor moral.    
08) O Super-Homem faz uma autofundamentação dos valores
morais.    
01) Nietzsche propõe que é ilusório conceber a verdade como algo
único e permanente.   
02) A arte é um processo de falsi�cação pelo qual construímos um
mundo verdadeiro.   
04) O homem está “enredado no erro” porque precisa contar com a
previsibilidade e a racionalidade para sobreviver.   
08) A crítica de Nietzsche se dirige à maneira como a �loso�a
moderna se desviou das teses dos pensadores pré-socráticos
Parmênides e Heráclito.   
16) Segundo Nietzsche, a ciência moderna investiga as
transformações dos fenômenos naturais, por isso compreende que o
mundo é fundamentalmente um processo de vir-a-ser.   
a) na noção estético-moral de Nietzsche em O nascimento da
tragédia, onde ordem e caos se equilibram e fazem nascer o
humano: Coringa e Batman são indissociáveis como Dionísio
(loucura) e Apolo (razão).   
c) O dionisíaco é o instinto, a embriaguez e a força vital; o
apolíneo é a racionalidade, o equilíbrio, a força �gurativa.    
e) valoriza uma postura crítica de autorre�exão, em oposição
ao dogmatismo.   
d) A morte de Deus não se refere apenas ao Deus cristão, mas
remete à falta de fundamento no conhecimento, na ética, na
política e na religião, cabendo ao homem inventar novos
valores.    
b) a dimensão existencial tem importância e conduz à
exaltação da vida e à superação do homem.   
a) Segundo Nietzsche, a verdade e a moral propostas pelos
gregos e pelo cristianismo são instrumentos que os fracos
inventaram para submeter e controlar os fortes e instaurar
uma moral do rebanho.   
01) Conforme Nietzsche, a moral antinatural é aquela que
"castra" o homem e o obriga a negar os valores vitais.    
08) Na teoria moral kantiana, o conceito de "dever" pode
também ser compreendido como a necessidade de uma ação
por respeito à lei moral.    
d) critica a concepção moral da existência em defesa do caráter
sensível, estético do mundo, tal como se con�gura na arte.    
01) O Super-Homem vive além do bem e do mal.    
04) O Super-Homem faz crítica ao próprio conceito do valor
moral.    
08) O Super-Homem faz uma autofundamentação dos valores
morais.    
01) Nietzsche propõe que é ilusório conceber a verdade como
algo único e permanente.   
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04) O homem está “enredado no erro” porque precisa contar
com a previsibilidade e a racionalidade para sobreviver.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 21
Ex.5 Ludwig Wittgenstein
(Upe-ssa 1 2017)  Sobre a Condição Humana, analise o texto a
seguir:
A natureza é muda. Embora pareça estar expressando algo através
de suas formas, suas paisagens, suas tempestades tumultuosas,
suas erupções vulcânicas, sua brisa ligeira e seu silêncio – a natureza
não responde. Os animais reagem de maneira que têm sentido, mas
não falam. Só o homem fala. Só entre os homens, existe essa
alternância de discurso e resposta continuamente compreendidos.
Só o homem, pelo pensamento, tem consciência de si.
 
JASPERS, Karl. Introdução ao pensamento �losó�co, 1999, p. 46.
Disponível em: www.permacultura.org.mx
 
 
No contexto da re�exão sobre a Condição Humana, �ca evidente
que
 
Ex.1 Ludwig Wittgenstein
(Unisc 2021 - Adaptada)  Ludwig Wittgenstein é um
dos importantes �lósofos do século XX. Suas ideias in�uenciaram
fortemente os �lósofos pós-modernos, entre eles Jacques Derrida,
Michel Foucault, Jean François Lyotard e Richard Rorty. Assinale a
alternativa que indica o principal tema enfocado por Wittgentsein
em suas obras
Ex.3 Ludwig Wittgenstein
(Unesp 2021)  Texto 1
 
O �lósofo é o amigo do conceito, ele é conceito em potência. Quer
dizer que a �loso�a não é uma simples arte de formar, de inventar
ou de fabricar conceitos, pois os conceitos não são necessariamente
formas, achados ou produtos. A �loso�a, mais rigorosamente, é a
disciplina que consiste em criar conceitos.
(Gilles Deleuze e Félix Guattari. O que é a �loso�a?, 2007.)
 
 
Texto 2
 
A língua é um “como” se pensa, enquanto que a cultura é “o quê” a
sociedade faz e pensa. A língua, como meio, molda o pensamento na
medida em que pode variar livremente. A
língua é o molde dos pensamentos.
(Rodrigo Tadeu Gonçalves. Perpétua prisão ór�ca ou Ênio tinha três
corações, 2008. Adaptado.)
 
 
Os textos levantam questões que permitem identi�car uma
característica importante da re�exão �losó�ca, qual seja, que
Ex.2 Ludwig Wittgenstein
(Ueg 2012)  O �lósofo judeu Ludwig Wittgenstein (1889-1951)
a�rmava que “tudo que podia ser pensado podia ser dito”. Para ele,
“nada pode ser dito sobre algo, como Deus, que não podia ser
pensado direito” e “sobre o que não se pode falar, deve-se �car
calado”. Com base nessas teses fundamentais do pensamento de
Wittgenstein, pode-se interpretar sua �loso�a como
 
Ex.4 LudwigWittgenstein
(Uem-pas 2017)  Toda linguagem é um sistema de signos. Segundo
o �lósofo estadunidense Charles Sanders Peirce (1839-1914), o
signo é uma coisa que está no lugar de outra coisa sob algum
aspecto. Assim, se um signo �gura no lugar de um objeto, ele é uma
representação deste.
a) a dimensão da linguagem simbólica é condição preponderante no
homem.   
b) a singularidade da cultura é secundária à condição humana.   
c) a evolução do homem prescinde da educação para se humanizar. 
  
d) pelo pensamento, a condição humana é essencialmente
dissociável.   
e) no ato de pensar e na consciência de si, a condição do homem é
idêntica à condição animal.   
a) as artes.   
b) a metafísica.   
c) a linguagem.   
d) o ódio.   
e) a ciência.   
a) a mutabilidade da linguagem amplia o conhecimento do mundo.   
b) a cultura é constituída a partir da especulação teórica.    
c) o conhecimento evolui a partir do desenvolvimento tecnológico.   
d) a �loso�a estabelece as balizas e diretrizes do fazer cientí�co.   
e) os conceitos são permanentes e derivados de verdades
preestabelecidas.   
a) a busca pela clareza na �loso�a, evitando-se temas metafísicos.   
b) o fundamento da censura no mundo moderno, uma vez que inibe
o livre pensamento.   
c) uma tentativa de combater o nazismo e suas ideias absurdas,
indizíveis.   
d) uma tentativa de transformar o debate �losó�co num debate
retórico.    
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GABARITO
 
A partir da de�nição e do contexto fornecidos, assinale o que for
correto:
 
Ex.6 Ludwig Wittgenstein
(Uem 2013)  Um dos principais problemas de nosso tempo diz
respeito à linguagem: seus limites, suas vinculações, em suma, sua
capacidade de traduzir em signos as coisas. A esse respeito, o
�lósofo francês Merleau-Ponty a�rma: “A palavra, longe de ser um
simples signo dos objetos e das signi�cações, habita as coisas e
veicula signi�cações. Naquele que fala, a palavra não traduz um
pensamento já feito, mas o realiza. E aquele que escuta recebe, pela
palavra, o próprio pensamento” (In: CHAUI, M. Convite à �loso�a.
São Paulo: Ática, 2011, p. 196). A partir do trecho citado, assinale
a(s) alternativa(s) correta(s).
 
Ex.5 Ludwig Wittgenstein
Ex.1 Ludwig Wittgenstein
Ex.3 Ludwig Wittgenstein
Ex.2 Ludwig Wittgenstein
Ex.4 Ludwig Wittgenstein
Ex.6 Ludwig Wittgenstein
01) A representação de um objeto com base na semelhança é um
ícone, ou seja, um tipo de signo que assim evoca a presença do
objeto, como uma gravura, uma silhueta ou uma estilização de um
original.      
02) Quando a relação de causa e efeito afeta a existência de um
objeto ou é afetada por ela, tem-se um signo de tipo índice, que
indica o objeto representado.   
04) A fotogra�a de um objeto é um índice da existência deste, pois
resulta da exposição do objeto à câmera que capturou a luz emitida
ou re�etida no ato exato do fotografar.    
08) O emprego de signos arbitrários está na base da constituição
dos símbolos, os quais, por sua natureza convencional, são
indispensáveis na constituição da linguagem e da expressão dos
mais variados produtos da cultura.   
16) A linguagem dos animais não está restrita aos ícones e aos
índices, estando aqueles completamente aptos à elaboração de
símbolos, à linguagem e à comunicação.
01) A palavra torna real um pensamento por meio da fala,
conferindo-lhe existência.   
02) A palavra não consegue expressar a totalidade do objeto
enunciado.   
04) A palavra, ouvida ou escrita, é o pensamento manifesto em sua
realidade.   
08) A palavra faz uma mediação entre as coisas e o pensamento.   
16) A palavra vincula-se intimamente aos objetos reais, pois é parte
do ser desse objeto.   
a) a dimensão da linguagem simbólica é condição
preponderante no homem.   
c) a linguagem.   
a) a mutabilidade da linguagem amplia o conhecimento do
mundo.   
a) a busca pela clareza na �loso�a, evitando-se temas
metafísicos.   
01) A representação de um objeto com base na semelhança é
um ícone, ou seja, um tipo de signo que assim evoca a
presença do objeto, como uma gravura, uma silhueta ou uma
estilização de um original.      
02) Quando a relação de causa e efeito afeta a existência de
um objeto ou é afetada por ela, tem-se um signo de tipo
índice, que indica o objeto representado.   
04) A fotogra�a de um objeto é um índice da existência deste,
pois resulta da exposição do objeto à câmera que capturou a
luz emitida ou re�etida no ato exato do fotografar.    
08) O emprego de signos arbitrários está na base da
constituição dos símbolos, os quais, por sua natureza
convencional, são indispensáveis na constituição da linguagem
e da expressão dos mais variados produtos da cultura.   
01) A palavra torna real um pensamento por meio da fala,
conferindo-lhe existência.   
04) A palavra, ouvida ou escrita, é o pensamento manifesto
em sua realidade.   
16) A palavra vincula-se intimamente aos objetos reais, pois é
parte do ser desse objeto.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 22
Ex.1 Sigmund Freud
(Ueg 2013)  Com a emergência da época moderna, a partir do Séc.
XVII, ocorreram diversas mudanças cruciais no plano �losó�co,
cientí�co e religioso que mudaram a forma de o ser humano
compreender a si mesmo, o universo e a sociedade. Nesse sentido,
pode-se inferir que:
 
Ex.2 Sigmund Freud
(Uem 2009)  Na Grécia arcaica, a geração da ordem do mundo é
apresentada por mitos que narram a genealogia e a ação de seres
sobrenaturais. A �loso�a, com a escola jônica, caracteriza-se por
explicar a origem do cosmos, recorrendo a elementos ou a processos
encontrados na natureza. Assinale o que for correto.
 
Ex.3 Sigmund Freud
(Unicentro 2010)  “A modernidade pós-kantiana procura ‘dialetizar’ a
certeza moral. Procurou-se contextualizar a realização moral no
momento dialético do progresso da humanidade. Procurou-se
encontrar uma medida para avaliar os diferentes graus de realização
moral ao alcance do homem. Reconheceu-se que a civilização
melhorou a qualidade moral do homem, cujos instintos animalescos
foram sendo progressivamente domesticados. / Os principais
representantes desse modelo relativista são os alemães Karl Marx e
Sigmund Freud”.
 
(CUNHA, J. A. Filoso�a – Iniciação à investigação �losó�ca. São
Paulo: Atual, 1992).
 
Caracterize, a partir da leitura do texto acima, a concepção �losó�ca
da ética contemporânea, assinalando a resposta correta.
 
Ex.1 Aprofundados: Sigmund Freud
(Unesp 2014)  Texto 1
 
Você quer ter boa saúde e vida longa para você e sua família? Anseia
viver num mundo onde a dor, o sofrimento e a morte serão coisas do
passado? Um mundo assim não é apenas um sonho. Pelo contrário,
um novo mundo de justiça logo será realidade, pois esse é o
propósito de Deus. Jeová levará a humanidade à perfeição por meio
a) a religião foi substituída por uma visão de mundo �losó�co-
cientí�ca inspirada nos pensamentos de Marx, Nietzsche, Freud e
Darwin.   
b) no plano da �loso�a, da ciência e da religião, observa-se uma
maior liberdade e autonomia do homem para interpretar o mundo
natural, social e religioso.   
c) o processo de secularização e racionalização promoveu duas
visões de mundo concorrentes – o racionalismo e o cienti�cismo.   
d) ocorre uma uni�cação do pensamento �losó�co, cientí�co e
religioso, promovendo uma indiferenciação dentro do próprio
conhecimento.   
01) O mito é incapaz de instituir uma realidade social, pois seu
caráter fantasioso não possui credibilidade alguma para seus
ouvintes.   
02) A transformação de uma representação dominantemente mítica
do mundo para uma concepção �losó�ca expressa, entre os séculos
VIII e VI a. C., na antiga Grécia, uma mudança estrutural da
sociedade.   
04) Os �lósofos da escola jônica realizaram uma ruptura de�nitiva
entre a mitologia e a �loso�a; depois deles, não é possível encontrar,
no pensamento �losó�co, presença alguma de mitos.   
08) O mito de Édipo, encontrado na tragédiade Sófocles, será
aproveitado por Sigmund Freud para explicar o complexo de édipo
como causa de determinadas neuroses.   
16) Homero foi o primeiro historiador grego. Na Ilíada e na Odisseia,
descreve o comportamento de homens heroicos cujas ações não
possuem mais componente mitológico algum.   
a) Parece mesmo que a civilização ocidental, ao tentar manter
equidistância entre os dois princípios de transcendência que
inspiraram suas primeiras conquistas culturais – o princípio de
transcendência moral e o princípio de transcendência estética –, viu-
se compelida a sustentar a própria ideia de crise como ideal
civilizatório uni�cador. Por traz dessa ideia, está o homem concreto
da ação moral, os valores da vida e a valorização do corpo e das
paixões.   
b) A consciência, crescente nas décadas que se sucederam a
Segunda Guerra Mundial, de que o “princípio da realidade” ou o
“movimento dialético da história”, libertaram o homem da
necessidade de realização moral, é a base de sustentação da ética
contemporânea. A busca da felicidade não passa pela moral, mas
sim pela realização econômico-social de caráter individualizante.   
c) A moralidade, sob a ótica contemporânea, �gura no campo das
compensações: ela retira o comportamento humano da
determinação da realidade e o coloca sob orientação do princípio de
prazer. A ética constitui, nesses termos, um conjunto preceitos que
orientam os homens na busca pela satisfação responsável e
consciente de seus apetites e desejos.   
d) O principal paradigma da moralidade, hoje, possui critérios de
valoração regidos pelo seguinte princípio determinante: ou tudo ou
nada. Ou o agente moral é obediente, e está moralmente justi�cado,
ou é desobediente e está em falta. Nesses termos, qualquer falta
põe em evidência a condição de que tal agente não é bom, pois não
é absolutamente bom.   
e) Combater as superstições e o arbítrio de poder, defender o
pluralismo e a tolerância das ideias, eis o paradigma da moralidade
contemporânea. Com efeito, a tradição religiosa não lhe basta, os
ideais morais devem ser �liados à moralidade de uma classe social,
buscando o máximo de universalidade e socialização. A validade das
normas deve estar �liada ao ideal universal de bem, sendo que a
virtude resulta do trabalho re�exivo, isto é, do controle racional dos
desejos e paixões.   
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GABARITO
do sacrifício de resgate de Jesus. Os humanos �éis viverão como
Deus queria: para sempre e com saúde perfeita.
 
(A Sentinela, dezembro de 2013. Adaptado.)
 
Texto 2
 
Assim, tenho de contradizê-lo quando prossegue argumentando que
os homens são completamente incapazes de passar sem a
consolação da ilusão religiosa, que, sem ela, não poderiam suportar
as di�culdades da vida e as crueldades da realidade. Sem a religião,
terão de admitir para si mesmos toda a extensão de seu desamparo
e insigni�cância na maquinaria do universo; não podem mais ser o
centro da criação, o objeto de terno cuidado por parte de uma
Providência bene�cente. Mas não há dúvida de que o infantilismo
está destinado a ser superado. Os homens não podem permanecer
crianças para sempre; têm de, por �m, sair para a “vida hostil”.
Podemos chamar isso de “educação para a realidade”.
 
(Sigmund Freud. O futuro de uma ilusão, 1974. Adaptado.)
 
Comente as diferenças entre os dois textos no tocante à religião.
Ex.2 Aprofundados: Sigmund Freud
(Unesp 2012)  Leia os textos.
 
Texto 1
 
Ora, a propriedade privada atual, a propriedade burguesa, é a última
e mais perfeita expressão do modo de produção e de apropriação
baseado nos antagonismos de classes, na exploração de uns pelos
outros. Neste sentido, os comunistas podem resumir sua teoria nesta
fórmula única: a abolição da propriedade privada. (…)
(…)
A ação comum do proletariado, pelo menos nos países civilizados, é
uma das primeiras condições para sua emancipação. Suprimi a
exploração do homem pelo homem e tereis suprimido a exploração
de uma nação por outra. Quando os antagonismos de classes, no
interior das nações, tiverem desaparecido, desaparecerá a
hostilidade entre as próprias nações.
 
(Marx e Engels. Manifesto comunista, 1848.)
 
Texto 2
 
Os comunistas acreditam ter descoberto o caminho para nos livrar
de nossos males. Segundo eles, o homem é inteiramente bom e bem
disposto para com seu próximo, mas a instituição da propriedade
privada corrompeu-lhe a natureza. (…) Se a propriedade privada
fosse abolida, possuída em comum toda a riqueza e permitida a
todos a partilha de sua fruição, a má vontade e a hostilidade
desapareceriam entre os homens. (…) Mas sou capaz de reconhecer
que as premissas psicológicas em que o sistema se baseia são uma
ilusão insustentável. (…) A agressividade não foi criada pela
propriedade. (…) Certamente (…) existirá uma objeção muito óbvia a
ser feita: a de que a natureza, por dotar os indivíduos com atributos
físicos e capacidades mentais extremamente desiguais, introduziu
injustiças contra as quais não há remédio.
 
(Sigmund Freud. Mal-estar na civilização, 1930. Adaptado.)
 
Qual a diferença que os dois textos estabelecem sobre a relação
entre a propriedade privada e as tendências de hostilidade e
agressividade entre os homens e as nações? Explicite, também, a
diferença entre os métodos ou pontos de vista empregados pelos
autores dos textos para analisar a realidade.
Ex.3 Aprofundados: Sigmund Freud
(Unesp 2018)  Texto 1
 
Com o desenvolvimento industrial, o proletariado não apenas se
multiplica; comprime-se em massas cada vez maiores, sua força
cresce e ele adquire maior consciência dela. Os choques individuais
entre o operário singular e o burguês singular tomam cada vez mais
o caráter de confrontos entre duas classes. Os operários começam a
formar associações contra os burgueses. Aqui e ali a luta irrompe em
motim.
 
(Karl Marx e Friedrich Engels. Manifesto Comunista, 2005.
Adaptado.)
 
 
Texto 2
 
A identi�cação das classes oprimidas com a classe que as domina e
explora é parte de um todo maior. Isso porque as classes oprimidas
podem estar emocionalmente ligadas a seus senhores; apesar de
sua hostilidade para com eles, podem ver neles os seus ideais. A
menos que tais relações existam, é impossível compreender como
uma série de civilizações sobreviveu por tão longo tempo, apesar da
justi�cável hostilidade de grandes massas humanas.
 
(Sigmund Freud. O futuro de uma ilusão, 1974. Adaptado.)
 
 
a) Cite as duas áreas do pensamento originadas a partir das obras
dos autores dos textos. Indique um fato histórico de natureza
revolucionária marcadamente in�uenciado pelo texto 1.
b) Quais foram os critérios utilizados por Marx e Engels para analisar
a relação entre as classes sociais? Segundo Freud, qual é o fator que
impede a realização de uma revolução proletária?  
 
Ex.1 Sigmund Freud
https://www.biologiatotal.com.br/medio/cursos/extensivo-enem-e-vestibulares 3/3
Ex.2 Sigmund Freud
Ex.3 Sigmund Freud
Ex.1 Aprofundados: Sigmund Freud
Ex.2 Aprofundados: Sigmund Freud
Ex.3 Aprofundados: Sigmund Freud
b) no plano da �loso�a, da ciência e da religião, observa-se
uma maior liberdade e autonomia do homem para interpretar o
mundo natural, social e religioso.   
02) A transformação de uma representação dominantemente
mítica do mundo para uma concepção �losó�ca expressa,
entre os séculos VIII e VI a. C., na antiga Grécia, uma mudança
estrutural da sociedade.   
08) O mito de Édipo, encontrado na tragédia de Sófocles, será
aproveitado por Sigmund Freud para explicar o complexo de
édipo como causa de determinadas neuroses.   
a) Parece mesmo que a civilização ocidental, ao tentar manter
equidistância entre os dois princípios de transcendência que
inspiraram suas primeiras conquistas culturais – o princípio de
transcendência moral e o princípio de transcendência estética
–, viu-se compelida a sustentar a própria ideia de crise como
ideal civilizatório uni�cador. Por traz dessa ideia, está o homem
concreto da ação moral, os valores da vida e a valorização do
corpo edas paixões.   
O texto 1 aborda a questão da religião transmitindo
tranquilidade ao ser humano ao propor um caminho que os
conduzirá rumo à satisfação de todas suas necessidades. A
condição necessária para isto é a adesão a Deus, ou seja, a
�delidade a Deus garantirá uma vida feliz para aqueles que
resolveram ser submissos a Ele.
No texto 2 o psicanalista Sigmund Freud apresenta uma
argumentação que o discurso religioso é um discurso que se
fundamenta nos sentimentos, desejos e ilusões do ser
humano. Para Freud o discurso religioso apela para a infância,
à falta de maturidade, falta de autonomia intelectual e afetiva.
Neste sentido, as ilusões em relação ao uma melhor condição
de vida repousa sobre uma mística no qual a razão é deixada
de lado. O texto 1 coloca que a satisfação dos desejos será
plenamente atendida caso nos submetamos a uma
“providência” maior, onde poderemos ter saúde, justiça e uma
vida digna sem termos de nos responsabilizar pelas escolhas
que �zermos. Já no texto 2, Freud propõe que o
desenvolvimento da maturidade deve ser fruto de uma
“educação para a realidade”, ou seja, uma educação que
coloque o homem de posse de si, sendo racional para a
compreensão de suas condições e que seja integralmente
responsável pela satisfação dos seus desejos e aspirações,
assumindo as consequências de suas decisões.
A diferença entre a abordagem marxista e a freudiana
exempli�ca a oposição clássica entre sociologia e psicologia
acerca da análise sobre a realidade. Enquanto Marx e Engels
extraem da estrutura social a explicação para a hostilidade,
Freud faz sua análise a partir dos atributos psicológicos dos
homens. Nesse sentido, Marx e Engels consideram como
sendo a propriedade privada a expressão dos antagonismos
de classe e a origem da hostilidade entre as nações. Freud, em
contrapartida, considera que ainda que seja abolida a
propriedade privada, persistirão as injustiças, a má vontade e a
hostilidade entre os homens, dado que o homem é
naturalmente agressivo.
a) O primeiro texto faz referência ao pensamento marxista, e o
segundo à psicanálise. Um evento histórico fortemente
in�uenciado pelo pensamento marxista é a Revolução Russa,
que modi�cou a estrutura da sociedade daquele país,
culminando em um regime político e econômico que vigorou
até o �nal da década de 1980.
 
b) Marx se utiliza de critérios socioeconômicos, que
diferenciam materialmente as classes sociais e,
consequentemente, os indivíduos. Em contrapartida, Freud
analisa aspectos psicológicos e emocionais que fazem com
que os dominados se identi�quem com os dominadores e não
modi�quem a sua situação de exploração.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 23
Ex.7 Escola de Frankfurt
(Unesp 2017)  Concentração e controle, em nossa cultura,
escondem-se em sua própria manifestação. Se não fossem
camu�ados, provocariam resistências. Por isso, precisa ser mantida a
ilusão e, em certa medida, até a realidade de uma realização
individual. Por pseudoindividuação entendemos o envolvimento da
cultura de massas com uma aparência de livre-escolha. A
padronização musical mantém os indivíduos enquadrados, por assim
dizer, escutando por eles. A pseudoindividuação, por sua vez, os
mantém enquadrados, fazendo-os esquecer que o que eles escutam
já é sempre escutado por eles, “pré-digerido”.
 
Theodor Adorno. “Sobre música popular”. In: Gabriel Cohn (org.).
Theodor Adorno, 1986. Adaptado.
 
 
Em termos �losó�cos, a pseudoindividuação é um conceito
 
Ex.10 Escola de Frankfurt
(Uel 2013)  Leia o texto a seguir.
 
O modo de comportamento perceptivo, através do qual se prepara o
esquecer e o rápido recordar da música de massas, é a
desconcentração. Se os produtos normalizados e irremediavelmente
semelhantes entre si, exceto certas particularidades surpreendentes,
não permitem uma audição concentrada, sem se tornarem
insuportáveis para os ouvintes, estes, por sua vez, já não são
absolutamente capazes de uma audição concentrada. Não
conseguem manter a tensão de uma concentração atenta, e por isso
se entregam resignadamente àquilo que acontece e �ui acima deles,
e com o qual fazem amizade somente porque já o ouvem sem
atenção excessiva.
 
(ADORNO, T. W. O fetichismo na música e a regressão da audição.
In: Adorno et all. Textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1978,
p.190. Coleção Os Pensadores.)
 
As redes sociais têm divulgado músicas de fácil memorização e com
forte apelo à cultura de massa.
A respeito do tema da regressão da audição na Indústria Cultural e
da relação entre arte e sociedade em Adorno, assinale a alternativa
correta.
 
Ex.1 Escola de Frankfurt
(Uece 2020)  O trecho abaixo apresentado se refere à in�uência da
indústria cultural e seus produtos, em relação à ordem social e
política contemporânea, sob a ótica dos pensadores da Escola de
Frankfurt:
 
“O desenvolvimento da indústria cultural ocasionou a incorporação
dos indivíduos numa totalidade social racionalizada e rei�cada;
frustrou sua imaginação e tornou-os vulneráveis à manipulação por
ditadores e demagogos. A propaganda fascista necessitou apenas
ativar e reproduzir a mentalidade existente das massas; ela
simplesmente tomou as pessoas pelo que eram – os �lhos da
indústria cultural – e empregou as técnicas dessa indústria para
mobilizá-las por trás dos objetivos agressivos e reacionários do
fascismo”.
 
THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social
crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, RJ:
Vozes. Adaptado.
 
 
Considerando o trecho acima e o conceito de indústria cultural,
atente para o que se diz a seguir e assinale com V o que for
verdadeiro e com F o que for falso.
 
(     ) Os produtos da indústria cultural são, geralmente, construções
simbólicas impregnadas de estereótipos que suprimem a re�exão
crítica sobre a ordem social, podendo abrir espaço para uma visão
autoritária.
(     ) Aqueles indivíduos que foram capturados pela retórica
autoritária do fascismo são os que já haviam sucumbido à in�uência
da indústria cultural e à sua capacidade de manipulação das massas.
(     ) Os produtos da indústria cultural desa�am as normas sociais e
possuem um caráter antirrealista que se torna fonte de fascínio por
parte das massas que aderem ao seu falso caráter revolucionário.
a) identi�cado com a autonomia do sujeito na relação com a indústria
cultural.    
b) que identi�ca o caráter aristocrático da cultura musical na
sociedade de massas.   
c) que expressa o controle disfarçado dos consumidores no campo
da cultura.    
d) aplicável somente a indivíduos governados por regimes políticos
totalitários.   
e) relacionado à autonomia estética dos produtores musicais na
relação com o mercado.    
a) A impossibilidade de uma audição concentrada e de uma
concentração atenta relaciona-se ao fato de que a música tornou-se
um produto de consumo, encobrindo seu poder crítico.   
b) A música representa um domínio particular, quase autônomo, das
produções sociais, pois se baseia no livre jogo da imaginação, o que
impossibilita estabelecer um vínculo entre arte e sociedade.   
c) A música de massa caracteriza-se pela capacidade de manifestar
criticamente conteúdos racionais expressos no modo típico do
comportamento perceptivo inato às massas.   
d) A tensão resultante da concentração requerida para a apreciação
da música é uma exigência extramusical, pois nossa sensibilidade é
naturalmente mais próxima da desconcentração.   
e) Audição concentrada signi�ca a capacidade de apreender e de
repetir os elementos que constituem a música, sendo a facilidade da
repetição o que concede poder crítico à música.   
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(     ) Exempli�cada na indústria de entretenimento, a indústria
cultural padronizou e mercantilizou as formas culturais, o que
resultou em uma arte banal e repetitiva, incapaz de provocar um
olhar crítico.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:Ex.3 Escola de Frankfurt
(Uel 2021)  Leia o texto a seguir.
 
A ideia de que a razão, a mais alta faculdade intelectual do homem,
interessa-se apenas pelos instrumentos, ou melhor, é ela mesma
apenas um instrumento, é formulada de modo mais claro e aceita
mais amplamente hoje do que no passado. [...] O indivíduo outrora
concebeu a razão exclusivamente como um instrumento do eu.
Agora, ele experiencia o inverso dessa autodei�cação. A máquina
ejetou o piloto; ela corre cegamente pelo espaço. No momento da
consumação, a razão tornou-se irracional e estulti�cada.
 
HORKHEIMER, Max. Eclipse da razão. Trad. Carlos Henrique
Pissardo. São Paulo: Editora da UNESP, 2015. p. 118; 143
 
 
A respeito do problema da racionalidade instrumental em
Horkheimer, assinale a alternativa correta.
 
Ex.5 Escola de Frankfurt
(Uepg-pss 3 2019)  Sobre arte e indústria cultural, assinale o que for
correto.
Ex.6 Escola de Frankfurt
(Uece 2019)  Rodrigo Duarte, um destacado intérprete da Escola de
Frankfurt no Brasil, a�rma que, na indústria cultural, “encontram-se
embutidos atos de violência, oriundos do comprometimento tanto
econômico quanto ideológico da indústria cultural com o status quo:
ela precisa, por um lado, lucrar, justi�cando sua posição de próspero
ramo de negócios; por outro, ela tem de ajudar a garantir a adesão
das massas diante da situação precária em que elas se encontram
no capitalismo tardio”.
 
DUARTE, Rodrigo. Indústria Cultural: uma introdução. Rio de Janeiro:
Editora FGV, 2010, p. 49.
 
 
Com base no texto acima, é correto a�rmar que
 
Ex.8 Escola de Frankfurt
(Uem 2017)  “A exigência de que Auschwitz [campo de
concentração nazista na Segunda Guerra] não se repita é a primeira
de todas para a educação. [...] Mesmo assim é preciso tentar,
inclusive porque tanto a estrutura básica da sociedade como os seus
membros, responsáveis por termos chegado onde estamos, não
mudaram nesses vinte anos [1940-1965]. Milhões de pessoas
inocentes – e só o simples fato de citar números já é humanamente
indigno, quanto mais discutir quantidades – foram assassinadas de
uma maneira planejada. Isto não pode ser minimizado por nenhuma
pessoa viva como sendo um fenômeno super�cial, como sendo uma
aberração no curso da história, que não importa, em face da
tendência dominante do progresso, do esclarecimento, do
humanismo supostamente crescente. O simples fato de ter ocorrido
já constitui por si só expressão de uma tendência social imperativa.”
a) F, F, V, F.   
b) V, V, F, V.   
c) V, F, F, V.   
d) F, V, V, F.   
a) A exploração da natureza é um resultado secundário da vigência
da racionalidade instrumental, na medida em que, anteriormente à
modernidade, a razão era compreendida em sintonia com a natureza.
  
b) A razão instrumental é uma forma da razão que se instituiu por
meio do reconhecimento da singularidade da natureza e da
sociedade e do desenvolvimento de uma metodologia que integra
tais especi�cidades à pesquisa.   
c) A substituição da autoridade da �loso�a pela autoridade da
ciência no século XX resultou da incorporação da �loso�a aos
procedimentos experimentais da ciência, o que tornou a atividade
cientí�ca mais rigorosa.   
d) A concepção de ciência que sustenta a racionalidade instrumental
recusa duas ideias fundamentais: a ideia de que a ciência consiste
em enunciados sobre fatos e a ideia de que o mundo seja um mundo
de fatos e coisas.   
e) A vinculação entre razão e instrumento revela a tendência, não
apenas individual, mas estruturada socialmente, de submeter a
natureza à exploração, culminando na sujeição do humano à razão
instrumental.   
01) A teoria estética de Adorno enfatiza críticas às formas de
dominação geradas pelo sistema capitalista.   
02) Segundo o �lósofo alemão Theodor Adorno, os produtos e
entretenimentos padronizados da indústria cultural resultam na
semiformação cultural.   
04) Conforme Adorno, a semiformação cultural em relação à arte
segue uma característica unidimensional, limitada e circunscrita, já
que isso é fato que contribui para a minimização de valores éticos e
universais.   
08) Os �lósofos Adorno e Horkheimer defendem a ideia de que a
indústria cultural auxilia signi�cativamente de forma positiva na
formação cultural e ajuda no desenvolvimento da autonomia dos
indivíduos.   
a) a indústria cultural é descrita como a violência contra os
trabalhadores da cultura, que têm suas obras exploradas pelos
donos das grandes produtoras e distribuidoras dos bens culturais,
sem receber o devido pagamento por isso.    
b) a indústria cultural é a promoção de um discurso ideologicamente
engajado em prol do capitalismo tardio, onde as massas são
induzidas à passividade frente à exploração do seu trabalho.    
c) a violência promovida pela indústria cultural é a da exploração do
trabalhador da cultura e, ao mesmo tempo, a da imposição, às
massas, da ideologia da passividade frente à exploração capitalista.
   
d) o comprometimento econômico e ideológico da indústria cultural
se deve ao caráter espiritual das obras artísticas, sem qualquer
vinculação com a base econômica capitalista em que os autores se
situavam.    
https://www.biologiatotal.com.br/medio/cursos/extensivo-enem-e-vestibulares 3/5
 
ADORNO, T. Educação após Auschwitz. In ARANHA, M. Filosofar
com textos: temas e história da �loso�a. São Paulo: ed. Moderna,
2012, p. 243.
 
 
A partir do texto citado, assinale o que for correto.
 
Ex.2 Escola de Frankfurt
(Uem-pas 2021)  “A atro�a da imaginação e da espontaneidade do
consumidor cultural de hoje não tem necessidade de ser explicada
em termos psicológicos. Os próprios produtos [...] paralisam aquelas
faculdades pela sua própria constituição objetiva. Eles são feitos de
modo que a sua apreensão adequada exige, por um lado, rapidez de
percepção, capacidade de observação e competência especí�ca; por
outro lado, é feita de modo a vetar, de fato, a atividade mental do
espectador, se ele não quiser perder os fatos que se desenrolam
rapidamente à sua frente [...]. A violência da sociedade industrial
opera nos homens de uma vez por todas. Os produtos da indústria
cultural podem estar certos de serem alegremente consumidos em
estado de distração. Mas cada um destes é um modelo do
gigantesco mecanismo econômico que desde o início mantém tudo
sob pressão tanto no trabalho quanto no lazer que lhe é
semelhante.”
 
(ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. apud CHAUÍ, M. Convite à �loso�a.
14ª Ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 364).
 
 
Sobre a indústria cultural, assinale o que for correto.
 
Ex.9 Escola de Frankfurt
(Uem 2013)  “Desde sempre, o Iluminismo, no sentido mais
abrangente de um pensar que faz progressos, perseguiu o objetivo
de livrar os homens do medo e de fazer dele senhores. Mas,
completamente iluminada, a Terra resplandece sob o signo do
infortúnio triunfal. O programa do Iluminismo era o de livrar o
mundo do feitiço. Sua pretensão, a de dissolver os mitos e anular a
ilusão, por meio do saber.”
 
(HORKHEIMER, M.; ADORNO, T. Conceito de iluminismo. In:
COTRIM, G. Fundamentos da Filoso�a. São Paulo: Saraiva, 2006, p.
166).
 
 
Com base nesse excerto e nos seus conhecimentos sobre o
Iluminismo, assinale o que for correto.
 
Ex.4 Escola de Frankfurt
(Uel 2019)  Leia o texto a seguir.
 
O programa do esclarecimento era o desencantamento do mundo.
Sua meta era dissolver os mitos e substituir a imaginação pelo saber.
[..] O mito converte-se em esclarecimento, e a natureza em mera
objetividade. O preço que os homens pagam pelo aumento de poder
é a alienação daquilo sobre o que exercem o poder. [...]
Quanto mais a maquinaria do pensamento subjuga o que existe,
tanto mais cegamente ela se contenta com essa reprodução. Desse
modo, o esclarecimento regride à mitologia da qual jamais soube
escapar.
 
ADORNO & HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento. Fragmentos
�losó�cos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 1985. p.17; 21; 34.
 
01) Os campos de concentração mostraram ao mundo a que ponto
pode chegar a banalização da vida humana, quando execuções em
massa deseres humanos são planejadas.   
02) O fato de tratar as mortes apenas do ponto de vista numérico é
desumano, porque mesmo que fosse uma única morte injusta, isto já
seria trágico.   
04) Para o �lósofo, um dos problemas dos campos de concentração
nazista foi o alto número de execuções de seres humanos, excessivo
para os padrões estatísticos daquele contexto histórico.    
08) O texto chama a atenção para o fato de que muitas pessoas
morreram de modo planejado pela sociedade, ou seja, o massacre de
pessoas revela a falta de humanidade por parte dos executores
dessa ação.   
16) Para o �lósofo, um dos problemas que levaram ao absurdo dos
extermínios nos campos de concentração nazistas foi a falta de
preocupação com a vida humana em nome da valorização da ciência
e do progresso.    
01) A consolidação e o fortalecimento dos Estados nacionais, o
predomínio das sociedades capitalistas e a distinção entre arte
erudita e arte popular são fatores que contribuíram para o
surgimento da cultura de massa e da indústria cultural.   
02) A arte erudita caracteriza-se por seu caráter intelectualizado a
partir da criação de obras com novos signi�cados e símbolos,
destinadas aos “críticos da arte”, capazes de interpretar e de explicar
essas obras ao público.   
04) A grande diversidade e a disponibilidade dos produtos culturais
e o constante estímulo ao consumo intensi�cam a percepção
sensorial e desenvolvem a imaginação criativa e o pensamento,
melhorando signi�cativamente a capacidade cognitiva na apreciação
das obras de arte.   
08) A expressão “indústria cultural” foi criada por Adorno e
Horkheimer para designar uma cultura de massa baseada no
consumo de produtos culturais fabricados em série e em escala
industrial, como mercadorias destinadas ao lazer e ao
entretenimento das grandes massas.   
16) Walter Benjamin acreditava que a produção em série e a
reprodução técnica, sobretudo com a fotogra�a e o cinema, preserva
a “aura” das obras de arte, diminuindo consideravelmente os efeitos
nocivos da indústria cultural.   
01) A palavra medo, no texto, diz respeito ao desconhecido.   
02) A razão esclarecida depende de Deus, entidade transcendente
que banha a Terra de luz resplandecente.   
04) Pertence ao projeto iluminista a célebre a�rmação de Immanuel
Kant: “Ousai saber. Tenha a coragem de servir-se da própria razão”.   
08) Constituem uma ameaça ao Iluminismo o inatismo, o misticismo
e toda forma de pensamento dogmaticamente estabelecido.   
16) O pensamento ilustrado acreditava na autonomia da razão,
segundo a qual o homem atingiria maioridade.   
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GABARITO
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a crítica à
racionalidade instrumental e a relação entre mito e esclarecimento
em Adorno e Horkheimer, assinale a alternativa correta.
 
Ex.7 Escola de Frankfurt
Ex.10 Escola de Frankfurt
Ex.1 Escola de Frankfurt
Ex.3 Escola de Frankfurt
Ex.5 Escola de Frankfurt
Ex.6 Escola de Frankfurt
Ex.8 Escola de Frankfurt
Ex.2 Escola de Frankfurt
Ex.9 Escola de Frankfurt
Ex.4 Escola de Frankfurt
a) O mito revela uma constituição irracional, na medida em que lhe é
impossível apresentar uma explicação convincente sobre o seu
modo próprio de ser.   
b) A regressão do esclarecimento à mitologia revela um processo
estratégico da razão, com o objetivo de ampliar e intensi�car seus
poderes explicativos.   
c) A explicação da natureza, instaurada pela racionalidade
instrumental, pressupõe uma compreensão holística, em que as
partes são incorporadas, na sua especi�cidade, ao todo.   
d) O esclarecimento implica a libertação humana da submissão à
natureza, atestada pelo poder racional de diagnosticar, prever e
corrigir as limitações naturais.   
e) O esclarecimento se caracteriza por uma explicação baseada no
cálculo, do que resulta uma compreensão da natureza como algo a
ser conhecido e dominado.   
c) que expressa o controle disfarçado dos consumidores no
campo da cultura.    
a) A impossibilidade de uma audição concentrada e de uma
concentração atenta relaciona-se ao fato de que a música
tornou-se um produto de consumo, encobrindo seu poder
crítico.   
b) V, V, F, V.   
e) A vinculação entre razão e instrumento revela a tendência,
não apenas individual, mas estruturada socialmente, de
submeter a natureza à exploração, culminando na sujeição do
humano à razão instrumental.   
01) A teoria estética de Adorno enfatiza críticas às formas de
dominação geradas pelo sistema capitalista.   
02) Segundo o �lósofo alemão Theodor Adorno, os produtos e
entretenimentos padronizados da indústria cultural resultam
na semiformação cultural.   
04) Conforme Adorno, a semiformação cultural em relação à
arte segue uma característica unidimensional, limitada e
circunscrita, já que isso é fato que contribui para a minimização
de valores éticos e universais.   
c) a violência promovida pela indústria cultural é a da
exploração do trabalhador da cultura e, ao mesmo tempo, a da
imposição, às massas, da ideologia da passividade frente à
exploração capitalista.    
01) Os campos de concentração mostraram ao mundo a que
ponto pode chegar a banalização da vida humana, quando
execuções em massa de seres humanos são planejadas.   
02) O fato de tratar as mortes apenas do ponto de vista
numérico é desumano, porque mesmo que fosse uma única
morte injusta, isto já seria trágico.   
08) O texto chama a atenção para o fato de que muitas
pessoas morreram de modo planejado pela sociedade, ou seja,
o massacre de pessoas revela a falta de humanidade por parte
dos executores dessa ação.   
16) Para o �lósofo, um dos problemas que levaram ao absurdo
dos extermínios nos campos de concentração nazistas foi a
falta de preocupação com a vida humana em nome da
valorização da ciência e do progresso.    
01) A consolidação e o fortalecimento dos Estados nacionais, o
predomínio das sociedades capitalistas e a distinção entre arte
erudita e arte popular são fatores que contribuíram para o
surgimento da cultura de massa e da indústria cultural.   
02) A arte erudita caracteriza-se por seu caráter
intelectualizado a partir da criação de obras com novos
signi�cados e símbolos, destinadas aos “críticos da arte”,
capazes de interpretar e de explicar essas obras ao público.   
08) A expressão “indústria cultural” foi criada por Adorno e
Horkheimer para designar uma cultura de massa baseada no
consumo de produtos culturais fabricados em série e em
escala industrial, como mercadorias destinadas ao lazer e ao
entretenimento das grandes massas.   
01) A palavra medo, no texto, diz respeito ao desconhecido.   
04) Pertence ao projeto iluminista a célebre a�rmação de
Immanuel Kant: “Ousai saber. Tenha a coragem de servir-se da
própria razão”.   
08) Constituem uma ameaça ao Iluminismo o inatismo, o
misticismo e toda forma de pensamento dogmaticamente
estabelecido.   
16) O pensamento ilustrado acreditava na autonomia da razão,
segundo a qual o homem atingiria maioridade.   
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e) O esclarecimento se caracteriza por uma explicação
baseada no cálculo, do que resulta uma compreensão da
natureza como algo a ser conhecido e dominado.   
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 24
Ex.2 Círculo de Viena
(Unesp 2021)  Texto 1
 
Só reconhecerei um sistema como empírico ou cientí�co se ele for
passível de comprovação pela experiência. Essas considerações
sugerem que deve ser tomada como critério de demarcação […] a
falseabilidade de um sistema. Em outras palavras, não exigirei que
um sistema cientí�co seja suscetível de ser dado como válido, de
uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua
forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo por meio de
recurso a provas empíricas, em sentido negativo: deve ser possível
refutar, pela experiência, um sistema cientí�co empírico.
 
(KarlPopper. A lógica da pesquisa cientí�ca, 2001.)
 
 
Texto 2
 
Imagine um dia em que a humanidade soubesse de tudo. Todos os
detalhes do surgimento e da evolução do Universo, da vida e da
inteligência fossem conhecidos. E aí, o que fariam os cientistas nesse
dia? […] “Essa noção de que existe uma resposta �nal empobrece o
conhecimento em vez de enriquecê-lo”, a�rma o físico Marcelo
Gleiser. “Porque é justamente o não saber, a ideia de estar sempre
buscando, que nutre nossa curiosidade”.
 
(Salvador Nogueira. “Não há respostas �nais na ciência, diz Marcelo
Gleiser”. www.folha.uol.com.br, 11.08.2014.)
 
 
De acordo com os textos, para assegurar a validade do
conhecimento produzido, é necessário que a ciência
 
Ex.8 Círculo de Viena
(Ufsm 2015)  Há muitas razões para valorizar a ciência. A
importância de prever e explicar fenômenos naturais e facilitar nosso
controle de ambientes hostis, facilitando nossa adaptação, é uma
delas. Em função do sucesso que a ciência tem em explicar muitos
fenômenos, a maioria das pessoas não diretamente envolvidas com
atividades cientí�cas tende a pensar que uma teoria cientí�ca é um
conjunto de leis verdadeiras e infalíveis sobre o mundo natural.
Mudanças teóricas radicais na história da ciência (como a
substituição de um modelo geocêntrico por um modelo heliocêntrico
de explicação do movimento planetário) levaram �lósofos a
suspeitar dessa imagem das teorias cientí�cas. A teoria da ciência do
físico e �lósofo austríaco Karl Popper se caracterizou por sustentar
que as leis cientí�cas possuem um caráter
 
I. hipotético e provisório.
II. assistemático e irracional.
III. matemático e formal.
IV. contraditório e tautológico.
 
É/São verdadeira(s) a(s) assertiva(s)
 
Ex.11 Círculo de Viena
(Uel 2011)  Leia o texto a seguir.
 
            [...] não exigirei que um sistema cientí�co seja suscetível de
ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo;
exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível
validá-lo através de recurso a provas empíricas em sentido negativo
[...].
 
(POPPER, K. A lógica da pesquisa cientí�ca. Trad. L. Hegenberg e O.
S. da Mota. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 42.)
 
Assinale a alternativa que corresponde ao critério de avaliação das
teorias cientí�cas empregado por Popper.
 
Ex.6 Círculo de Viena
(Uel 2020)  Leia o texto a seguir.
 
Esta é uma concepção de ciência que considera a abordagem crítica
sua característica mais importante. Para avaliar uma teoria o
cientista deve indagar se pode ser criticada - se se expõe a críticas
de todos os tipos e, em caso a�rmativo, se resiste a essas críticas.
 
POPPER, Karl. Conjecturas e refutações. Trad. Sérgio Bath. Brasília:
UnB, 1982. p. 284.
 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a �loso�a de Popper,
assinale a alternativa correta.
 
a) valorize os aspectos culturais presentes nos experimentos.   
b) divulgue e defenda o conhecimento e a sabedoria absolutos
obtidos com a investigação.   
c) relacione os dados sensíveis e intuitivos identi�cados nos
experimentos.   
d) duvide e veri�que continuamente os resultados obtidos.   
e) recorra ao senso comum no processo metódico de investigação.   
a) I apenas.   
b) I e II apenas.   
c) III apenas.   
d) II e IV apenas.   
e) III e IV apenas.   
a) Falseabilidade   
b) Organicidade   
c) Con�abilidade   
d) Dialeticidade   
e) Diferenciabilidade   
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Ex.1 Círculo de Viena
(Ufsj 2013)  O Círculo de Viena foi um importante marco para a
�loso�a e, exemplarmente, propôs que,,
 
Ex.10 Círculo de Viena
(Unioeste 2011)  “Acredito que a função do cientista e do �lósofo é
solucionar problemas cientí�cos ou �losó�cos e não falar sobre o
que ele e outros �lósofos estão fazendo ou deveriam fazer (...)
Quando disse que a indagação sobre o caráter dos problemas
�losó�cos é mais apropriada do que a pergunta ‘Que é a �loso�a?’
quis insinuar uma das razões da futilidade da atual controvérsia a
respeito da natureza da �loso�a: a crença ingênua de que existe de
fato uma entidade que podemos chamar de ‘�loso�a’ ou de
‘atividade �losó�ca’, com uma ‘natureza’, essência ou caráter
determinado (...) Na verdade não é possível distinguir disciplinas em
função da matéria de que tratam (...) Estudamos problemas, não
matérias: problemas que podem ultrapassar as fronteiras de
qualquer matéria ou disciplina”.
Karl Popper.
 
Assinale a alternativa que não corresponde à concepção de �loso�a
de Karl Popper.
 
Ex.7 Círculo de Viena
(Uem 2017)  Segundo Karl Popper (1902-1994), todas as teorias
cientí�cas falham em apreender completamente o real. No entanto,
se uma teoria cientí�ca não pode assegurar sua verdade de forma
de�nitiva, podemos escolher qual é a teoria que julgamos explicar
melhor os fenômenos da natureza. Nisto reside o progresso
cientí�co.
 
Com base na �loso�a da ciência de Karl Popper, assinale o que for
correto.
 
Ex.5 Círculo de Viena
(Uepg-pss 3 2020)  No que diz respeito ao olhar de Karl Popper
sobre a ciência, assinale o que for correto.
 
Ex.9 Círculo de Viena
(Uem 2013)  Para o �lósofo Karl Popper (1902-1994), “Um cientista,
seja teórico ou experimental, formula enunciados ou sistemas de
enunciados e veri�ca-os um a um. No campo das ciências empíricas,
para particularizar, ele formula hipótese ou sistemas de teorias e
submete-os a teste, confrontando-os com a experiência, através de
recursos de observação e experimentação. A tarefa da lógica da
pesquisa cientí�ca, ou da lógica do conhecimento, é, segundo penso,
proporcionar uma análise lógica desse procedimento, ou seja,
analisar o método das ciências empíricas” (POPPER, K. A lógica da
pesquisa cientí�ca. São Paulo: Ed. Cultrix, 1972, p. 27). A partir do
trecho citado, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
a) A concepção de ciência da qual fala Popper é aquela que possui o
princípio de veri�cabilidade, com proposições rigorosas que
procuram corrigir as teorias cientí�cas.   
b) A ciência busca alcançar o conhecimento de tipo essencial, pois
ele garante a verdade de uma teoria cientí�ca, permitindo o
desenvolvimento em direção à verdade objetiva visada pela ciência.  
c) Uma teoria cientí�ca é verdadeira se suas proposições são
empiricamente falsi�cáveis via testes, permitindo que sejam
autocorrigidas e desenvolvidas na direção de uma verdade objetiva.
  
d) Os testes empíricos nas ciências humanas, tais como psicologia e
sociologia, visam con�rmar seu valor de cienti�cidade, pois suas
teorias são falsi�cáveis.   
e) A concepção de ciência que Popper sustenta é a passivista ou
receptacular, na qual as teorias cientí�cas são elaboradas por meio
dos sentidos e o erro surge ao interferirmos nos dados obtidos da
experiência.   
a) antes de ser classi�cado de percepção extrema ou subjetividade,
todo e qualquer dado deve ser sistematicamente analisado.    
b) em qualquer evento, existe algo de subjetivo e isso é disfarçado
pelas extraordinárias extensões no mundo metafísico.   
c) para ser aceita como verdadeira, uma teoria cientí�ca deveria
passar pelo crivo da veri�cação empírica.   
d) no limite do que o sujeito pode perceber e do que é exatamente o
objeto há um abismo de possibilidades e é nisso que consiste a
importância da metafísica.  
a) Os problemas �losó�cos podem ultrapassar as fronteiras da
�loso�a e implicar soluções interdisciplinares.   
b) A �loso�a e as demais disciplinas têm problemas em comum.   
c) Não existe algo como uma entidade �losó�ca ou atividade com
natureza determinada que possa ser mencionada como resposta a
pergunta “Que é a �loso�a?”.   
d) Ao �losofo não cabe indicar o que deve ser feito, mas ocupar-se
da resolução de problemas.   
e) Antes de solucionar problemas é imprescindível que se determine
a essência da �loso�a, sua natureza.   
01) O progresso da ciência resulta da possibilidade de se
perceberem os limites de uma teoria que se mostra mais falsa do
que outra.   
02) Uma teoria cientí�ca não propõe verdades absolutas, mas
hipóteses.    
04) Toda e qualquerteoria cientí�ca pode ser falseada a partir de
novos experimentos e descobertas.    
08) As teorias cientí�cas são subjetivas, razão pela qual não há uma
teoria mais verdadeira do que outra.   
16) A �loso�a da ciência de Karl Popper é responsável pelo
anarquismo cientí�co.   
01) O critério de demarcação cientí�ca, para Karl Popper, é a
veri�cabilidade de um sistema.   
02) Karl Popper traz como ideia primordial a necessidade de
compreender como as teorias cientí�cas são criadas.   
04) A teoria cientí�ca é válida se for constituída de uma a�rmação
universal, capaz de ser refutada.   
08) O conhecimento cientí�co inicia pelas teorias ou hipóteses.   
01) Observação e experimentação são procedimentos cientí�cos
teóricos.   
02) O cientista experimental deve comprovar suas teorias
confrontando-as com a experiência.   
04) As hipóteses teóricas devem ser submetidas a teste para serem
corroboradas.   
08) A comprovação cientí�ca de uma hipótese não se faz tão
somente pela análise lógica dos procedimentos.   
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GABARITO
Ex.4 Círculo de Viena
(Uem-pas 2021)  “Em ciência, tomamos cuidado para que nossas
a�rmações nunca dependam do signi�cado dos termos. Mesmo
quando os termos são bem de�nidos, nunca tentamos derivar
qualquer informação da de�nição nem basear nela um argumento.
Por isso, os termos criam tão pouca di�culdade. Não os
sobrecarregamos. Procuramos fazer com que carreguem o mínimo
peso possível. Não levamos muito a sério seu ‘signi�cado’.”
 
(POPPER, K. R. “Dois tipos de de�nições” apud FIGUEIREDO, V.
(org.). Filoso�a: temas e percursos. São Paulo: Berlendis &
Vertecchia Editores, 2013, p. 338 e 339).
 
 
A partir do texto e acerca dos critérios de veri�cação das teorias
cientí�cas, assinale o que for correto.
 
Ex.3 Círculo de Viena
(Uepg-pss 3 2021- adaptada)  Sobre a investigação �losó�ca da
Ciência, assinale o que for correto.
 
Ex.2 Círculo de Viena
Ex.8 Círculo de Viena
Ex.11 Círculo de Viena
Ex.6 Círculo de Viena
Ex.1 Círculo de Viena
Ex.10 Círculo de Viena
Ex.7 Círculo de Viena
Ex.5 Círculo de Viena
Ex.9 Círculo de Viena
Ex.4 Círculo de Viena
16) A lógica do conhecimento dedica-se à análise dos sistemas de
enunciados cientí�cos.   
01) A interpretação subjetiva do signi�cado dos termos empregados
nas teorias cientí�cas é decisiva para determinar a validade da
teoria.   
02) A veri�cação de uma teoria cientí�ca baseia-se na evidência
experimental dos enunciados dessa teoria.   
04) A atitude cientí�ca que deriva informação do signi�cado dos
termos dos enunciados (cientí�cos) é escolástica.   
08) Nas teorias cientí�cas o menor peso do signi�cado dos termos
envolvidos aumenta a objetividade da teoria.   
16) A teoria que permite mais inferências válidas a partir do
signi�cado dos termos envolvidos é mais cientí�ca.   
01) Segundo Karl Popper, é a posse da verdade irrefutável que
edi�ca a ciência.   
02) Um grupo de pensadores do Círculo de Viena desenvolveu o
positivismo lógico.   
04) Conforme o pensamento popperiano, nenhuma teoria cientí�ca
pode ser veri�cada empiricamente pelo método indutivo.   
08) O principio da falseabilidade é atrelado à teoria de Rudolf
Carnap.
d) duvide e veri�que continuamente os resultados obtidos.   
a) I apenas.   
a) Falseabilidade   
c) Uma teoria cientí�ca é verdadeira se suas proposições são
empiricamente falsi�cáveis via testes, permitindo que sejam
autocorrigidas e desenvolvidas na direção de uma verdade
objetiva.   
c) para ser aceita como verdadeira, uma teoria cientí�ca
deveria passar pelo crivo da veri�cação empírica.   
e) Antes de solucionar problemas é imprescindível que se
determine a essência da �loso�a, sua natureza.   
01) O progresso da ciência resulta da possibilidade de se
perceberem os limites de uma teoria que se mostra mais falsa
do que outra.   
02) Uma teoria cientí�ca não propõe verdades absolutas, mas
hipóteses.    
04) Toda e qualquer teoria cientí�ca pode ser falseada a partir
de novos experimentos e descobertas.    
04) A teoria cientí�ca é válida se for constituída de uma
a�rmação universal, capaz de ser refutada.   
08) O conhecimento cientí�co inicia pelas teorias ou hipóteses.
  
02) O cientista experimental deve comprovar suas teorias
confrontando-as com a experiência.   
04) As hipóteses teóricas devem ser submetidas a teste para
serem corroboradas.   
08) A comprovação cientí�ca de uma hipótese não se faz tão
somente pela análise lógica dos procedimentos.   
16) A lógica do conhecimento dedica-se à análise dos
sistemas de enunciados cientí�cos.   
02) A veri�cação de uma teoria cientí�ca baseia-se na
evidência experimental dos enunciados dessa teoria.   
04) A atitude cientí�ca que deriva informação do signi�cado
dos termos dos enunciados (cientí�cos) é escolástica.   
08) Nas teorias cientí�cas o menor peso do signi�cado dos
termos envolvidos aumenta a objetividade da teoria.   
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Ex.3 Círculo de Viena
02) Um grupo de pensadores do Círculo de Viena desenvolveu
o positivismo lógico.   
04) Conforme o pensamento popperiano, nenhuma teoria
cientí�ca pode ser veri�cada empiricamente pelo método
indutivo.   
08) O principio da falseabilidade é atrelado à teoria de Rudolf
Carnap.
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Filoso�a Lista de Exercícios Extensivo ENEM e Vestibulares SEMANA 25
Ex.11 Jean-Paul Sartre
(Ufsj 2013)  “Não que acreditemos que Deus exista; pensamos antes
que o problema não está aí, no da sua existência [...] os cristãos
podem apelidar-nos de desesperados”.
 
Essa a�rmação revela o pensador
 
Ex.2 Simone de Beauvoir
(Uerj 2020)  APÓS 70 ANOS, SIMONE DE BEAUVOIR AINDA
MOSTRA CAMINHO DA LIBERDADE FEMININA
 
“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. A célebre frase que abre
o segundo volume de O segundo sexo, de 1949, sintetiza as teses
apresentadas por Simone de Beauvoir nas mais de 900 páginas de
um estudo fascinante sobre a condição feminina. Beauvoir admite
que as diferenças biológicas desempenham algum papel na
construção da inferioridade feminina, mas defende que a importância
social dada a essas diferenças é muito mais determinante para a
opressão. Ser mulher não é nascer com determinado sexo, mas,
principalmente, ser classi�cada de uma forma negativa pela
sociedade. É ser educada, desde o nascimento, a ser frágil, passiva,
dependente, apagada, delicada, discreta, submissa e invisível.
 
MIRIAN GOLDENBERG
Adaptado de www1.folha.uol.com.br, 10/03/2019.
 
 
As re�exões de Simone de Beauvoir na obra O segundo sexo
continuam presentes nos debates atuais referentes ao feminismo e
às condições de vida das mulheres, em diversas sociedades.
 
De acordo com o texto de Mirian Goldenberg, a abordagem realizada
por Simone de Beauvoir valoriza princípios do seguinte tipo: 
 
Ex.5 Jean-Paul Sartre
(Upe-ssa 3 2018)  Sobre a Liberdade Humana, analise os textos a
seguir:
É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre.
Condenado porque não se criou a si próprio; e, no entanto, livre
porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto
�zer.
(SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um Humanismo. São Paulo:
1973, p. 15.)
 
 
Com base no pensamento �losó�co de Sartre sobre a liberdade,
assinale a alternativa CORRETA.
 
Ex.12 Jean-Paul Sartre
(Unioeste 2013)  “Quando dizemos que o homem se escolhe a si
mesmo, queremos dizer que cada um de nós se escolhe a si próprio;
mas com isso queremos também dizer que, ao escolher-se a si
próprio, ele escolhe todos os homens. Com efeito, não há de nossos
atos um sequer que, ao criar o homem que desejamos ser, não crie
ao mesmo tempo uma imagem do homem como julgamos que deve
ser. Escolher isto ou aquilo é a�rmar ao mesmo tempo o valor do
que escolhemos, porque nunca podemos escolher o mal, o que
escolhemos é sempre o bem, e nada pode ser bom para nós sem
que o seja para todos. Se a existência, por outro lado, precedea
essência e se quisermos existir, ao mesmo tempo em que
construímos a nossa imagem, esta imagem é válida para todos e
para a nossa época. Assim, a nossa responsabilidade é muito maior
do que poderíamos supor, porque ela envolve toda a humanidade”.
 
Sartre.
 
Considerando o texto citado e o pensamento sartreano, é
INCORRETO a�rmar que
 
a) Thomas Hobbes, defendendo o seu pensamento objetivo de que
“o homem deve ser tomado como um elemento de construção da
monarquia”.   
b) Nietzsche, perseguindo o direito do homem de tomar posse do
seu reino animal e da sua superação e de reconduzir-se às verdades
implícitas nele próprio.   
c) Jean-Paul Sartre, desenvolvendo um argumento, no qual chega à
conclusão de que o existencialismo é um otimismo.   
d) David Hume, criticando as clássicas provas a favor da existência
de Deus.   
a) étnico-raciais    
b) político-religiosos    
c) histórico-culturais    
d) econômico-cientí�cos   
a) O homem não é, senão o seu projeto, escolha e compromisso.   
b) O homem não está condenado à liberdade; ele tem escolha.   
c) O homem é livre sem escolha e sem compromisso.   
d) O homem é seu projeto responsável sem escolha.   
e) O homem é responsável e livre sem escolha.   
a) o valor máximo da existência humana é a liberdade, porque o
homem é, antes de mais nada, o que tiver projetado ser, estando
“condenado a ser livre”.   
b) totalmente posto sob o domínio do que ele é, ao homem é
atribuída a total responsabilidade pela sua existência e, sendo
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Ex.10 Jean-Paul Sartre
(Uem 2013)  “‘Se Deus não existisse, tudo seria permitido’. Eis o
ponto de partida do existencialismo. De fato, tudo é permitido se
Deus não existe, e, por conseguinte, o homem está desamparado
porque não encontra nele próprio nem fora dele nada a que se
agarrar. (...) Com efeito, se a existência precede a essência, nada
poderá jamais ser explicado por referência a uma natureza humana
dada ou de�nitiva; ou seja, não existe determinismo, o homem é
livre, o homem é liberdade. Por outro lado, se Deus não existe, não
encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a
nossa conduta. Assim, não teremos nem atrás de nós, nem na nossa
frente, no reino luminoso dos valores, nenhuma justi�cativa e
nenhuma desculpa. Estamos sós, sem desculpas. É o que posso
expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre.”
 
(SARTRE, J. P. O existencialismo é um humanismo. Tradução de Rita
Correia Guedes. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 9)
 
Com base no excerto citado, assinale o que for correto.
Ex.3 Simone de Beauvoir
(Uem 2020)  A banda brasiliense Raimundos despontou no cenário
nacional na década de 1990. Entre os seus maiores sucessos �gura
a música “Puteiro em João Pessoa”, da qual fazem parte os seguintes
versos: “Ô, menino abobado, deixe mainha pra painho / venha
comigo e com Augustinho / tu vai ser inaugurado / pois tu sabe, na
família nunca teve afrescalhado / chegar no Roda Viva tu vai ser
homenageado”.
 
Com base em estudos sobre processos de socialização, assinale o
que for correto.
 
Ex.4 Jean-Paul Sartre
(Ufu 2018)  Considere o seguinte trecho, extraído da obra A náusea,
do escritor e �lósofo francês Jean Paul Sartre (1889-1980).
 
"O essencial é a contingência. O que quero dizer é que, por de�nição,
a existência não é a necessidade. Existir é simplesmente estar
presente; os entes aparecem, deixam que os encontremos, mas
nunca podemos deduzi-los. Creio que há pessoas que
compreenderam isso. Só que tentaram superar essa contingência
inventando um ser necessário e causa de si próprio. Ora, nenhum ser
necessário pode explicar a existência: a contingência não é uma
ilusão, uma aparência que se pode dissipar; é o absoluto, por
conseguinte, a gratuidade perfeita."
 
SARTRE, Jean Paul. A Náusea. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986.
Tradução de Rita Braga, citado por: MARCONDES, Danilo
Marcondes. Textos Básicos de Filoso�a. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editora, 2000.
 
 
Nesse trecho, vemos uma exempli�cação ou uma referência ao
existencialismo sartriano que se apresenta como
 
Ex.1 Jean-Paul Sartre
(Uepg-pss 2 2020)  Sob o viés existencialista e fenomenológico,
assinale o que for correto.
Ex.13 Jean-Paul Sartre
(Uem 2013)  “Para Sartre, principal representante do existencialismo
francês, só as coisas e os animais são ‘em si’, isto é, teriam uma
essência. O ser humano, dotado de consciência, é um ‘ser-para-si’,
ou seja, é também consciência de si. Isso signi�ca que é um ser
aberto à possibilidade de construir ele próprio sua existência. Por
isso, é possível referir-se à essência de uma mesa (...) ou à essência
de um animal (...), mas não existe uma natureza humana encontrada
responsável por si, é também responsável por todos os homens.   
c) o existencialismo sartreano é uma moral da ação, pois o homem
se de�ne pelos seus atos e atos, por excelência, livres, ou seja, o
“homem não é nada além do conjunto de seus atos”.   
d) o homem é um “projeto que se vive subjetivamente”, pois há uma
natureza humana previamente dada e prede�nida, e, portanto, no
homem, a essência precede a existência.   
e) por não haver valores preestabelecidos, o homem deve inventá-
los através de escolhas livres, e, como escolher é a�rmar o valor do
que é escolhido, que é sempre o bem, é o homem que, através de
suas escolhas livres, atribui sentido a sua existência.   
01) O existencialismo é uma �loso�a teológica que procura a razão
de ser no mundo a partir da moral estabelecida.   
02) A a�rmação “o homem está condenado a ser livre” é uma
contradição, pois não há liberdade onde há a obrigação de ser livre.   
04) O existencialismo fundamenta a liberdade, independentemente
dos valores e das leis da sociedade.   
08) Ser livre signi�ca, rigorosamente, ser, pois não há nada que
determine o ser humano, a não ser ele mesmo.   
16) A existência de Deus é necessária, pois, sem ele, o homem
deixaria de ser livre.   
01) Os versos da canção permitem entrever algumas das regras da
masculinidade normativa no Brasil.   
02) A “inauguração” versa sobre a iniciação sexual do garoto que
deve se dar em bases heteronormativas.   
04) Segundo os versos, a masculinidade heteronormativa, além de
ser uma questão individual, diz respeito à honra da família.   
08) A letra de “Puteiro em João Pessoa” permite pensar que,
parafraseando Simone de Beauvoir, ninguém nasce homem mas se
torna – sendo moldado socialmente para responder a um papel
social esperado.   
16) Os versos revelam a ausência de preconceitos para as diferentes
orientações sexuais.   
a) recusa da noção de que tudo é contingente.   
b) fundamentado no conceito de angústia, que deriva da consciência
de que tudo é contingente.   
c) denúncia da noção de má fé, que nos leva a admitir a existência de
um ser necessário para aplacar o sentimento de angústia.   
d) crítica à metafísica essencialista.   
01) O método fenomenológico fundamenta-se na observação e na
descrição rigorosa do fenômeno.    
02) Para Husserl, a consciência é um movimento.    
04) Sartre compreende a liberdade como um dos valores primordiais
da condição humana.    
08) Conforme as ideias de Sartre, o que move o indivíduo a buscar
sentido para sua existência diante de situações concretas é o
exercício da liberdade.    
https://www.biologiatotal.com.br/medio/cursos/extensivo-enem-e-vestibulares 3/4
GABARITO
de forma igual em todas as pessoas, pois ‘o ser humano não é mais
que o que ele faz’.”
 
(ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Temas de �loso�a. 3.ª ed.
revista. São Paulo: Moderna, 2005. p. 39).
 
 
Com base na citação e nos seus conhecimentos sobre o
existencialismo, assinale o que for correto.
 
Ex.1 Simone de Beauvoir
(Uem-pas 2020)  Simone de Beauvoir, �lósofa francesa do século
XX, foi uma das principais representantes do movimento
existencialista, e suas obras in�uenciaram também o movimento
feminista no período pós Segunda Guerra Mundial. Segundo Gallo,
“Em sua obra O segundo sexo, publicada em 1949, [Beauvoir]a�rmou que ‘ninguém nasce mulher, mas torna-se mulher’ conforme
vive. Não existe algo como uma ‘natureza feminina’. O ‘ser mulher’
não é uma essência (seja biológica, seja cultural) que se realiza, mas
uma construção que cada mulher faz em sua vida. Para Beauvoir,
assim como falamos em condição humana, de modo geral, podemos
falar em uma condição feminina, de forma particular.”
 
(GALLO, S. Filoso�a: experiência do pensamento. São Paulo:
Scipione, 2013, p. 103).
 
 
Com base no fragmento e em assuntos correlatos, assinale o que for
correto.
 
Ex.11 Jean-Paul Sartre
Ex.2 Simone de Beauvoir
Ex.5 Jean-Paul Sartre
Ex.12 Jean-Paul Sartre
Ex.10 Jean-Paul Sartre
Ex.3 Simone de Beauvoir
Ex.4 Jean-Paul Sartre
Ex.1 Jean-Paul Sartre
01) As coisas e os animais não têm consciência de si.   
02) O ser em si não pode ser senão aquilo que é, ao passo que, ao
ser-para-si, é permitida a liberdade de ser o que �zer de si.   
04) A consciência humana é um fator histórico e contingente.   
08) O homem possui uma natureza preestabelecida.   
16) O existencialismo é uma metafísica de concepção essencialista.   
01) O existencialismo foi in�uenciado pelos avanços das ciências
biológicas nos séculos XIX e XX, os quais explicaram a consciência
como um fenômeno mundano e corpóreo, e não metafísico.   
02) Para os existencialistas, porque o ser humano não tem uma
essência pré-determinada e é livre para escolher-se a si mesmo, o
corpo com o qual nascemos não in�ui na compreensão de nosso ser.
  
04) Para Beauvoir, o indivíduo só se torna quem ele é pela mediação
de um outro e não é capaz de de�nir-se em seu papel isoladamente,
seja este “feminino”, seja “masculino”.   
08) A condição humana é o conjunto de limites que de�ne a situação
do ser humano de ter de estar no mundo e com os outros.   
 
16) A angústia é um sentimento pelo qual se revela que, embora
nenhuma possibilidade de ser seja capaz de realizar plenamente sua
existência, o ser humano não pode deixar de escolher como realizará
suas possibilidades.   
c) Jean-Paul Sartre, desenvolvendo um argumento, no qual
chega à conclusão de que o existencialismo é um otimismo.   
c) histórico-culturais    
a) O homem não é, senão o seu projeto, escolha e
compromisso.   
d) o homem é um “projeto que se vive subjetivamente”, pois há
uma natureza humana previamente dada e prede�nida, e,
portanto, no homem, a essência precede a existência.   
04) O existencialismo fundamenta a liberdade,
independentemente dos valores e das leis da sociedade.   
08) Ser livre signi�ca, rigorosamente, ser, pois não há nada
que determine o ser humano, a não ser ele mesmo.   
01) Os versos da canção permitem entrever algumas das
regras da masculinidade normativa no Brasil.   
02) A “inauguração” versa sobre a iniciação sexual do garoto
que deve se dar em bases heteronormativas.   
04) Segundo os versos, a masculinidade heteronormativa,
além de ser uma questão individual, diz respeito à honra da
família.   
08) A letra de “Puteiro em João Pessoa” permite pensar que,
parafraseando Simone de Beauvoir, ninguém nasce homem
mas se torna – sendo moldado socialmente para responder a
um papel social esperado.   
d) crítica à metafísica essencialista.   
01) O método fenomenológico fundamenta-se na observação
e na descrição rigorosa do fenômeno.    
02) Para Husserl, a consciência é um movimento.    
04) Sartre compreende a liberdade como um dos valores
primordiais da condição humana.    
08) Conforme as ideias de Sartre, o que move o indivíduo a
buscar sentido para sua existência diante de situações
concretas é o exercício da liberdade.    
https://www.biologiatotal.com.br/medio/cursos/extensivo-enem-e-vestibulares 4/4
Ex.13 Jean-Paul Sartre
Ex.1 Simone de Beauvoir
01) As coisas e os animais não têm consciência de si.   
02) O ser em si não pode ser senão aquilo que é, ao passo
que, ao ser-para-si, é permitida a liberdade de ser o que �zer
de si.   
04) Para Beauvoir, o indivíduo só se torna quem ele é pela
mediação de um outro e não é capaz de de�nir-se em seu
papel isoladamente, seja este “feminino”, seja “masculino”.   
08) A condição humana é o conjunto de limites que de�ne a
situação do ser humano de ter de estar no mundo e com os
outros.   
 
16) A angústia é um sentimento pelo qual se revela que,
embora nenhuma possibilidade de ser seja capaz de realizar
plenamente sua existência, o ser humano não pode deixar de
escolher como realizará suas possibilidades.

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