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Socorros de Urgência Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Profa. Esp. Erika Gambeti Viana de Santana Revisão Textual: Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais • Introdução • O que são Sinais Vitais, qual a sua Função e qual é o Apoio Ideal? • Temperatura Corporal • Pulso • Respiração · Conhecer os principais aspectos do comportamento e da conduta de um profissional de saúde que presta um atendimento de primeiros socorros; conhecer os aspectos legais do socorro; conhecer as 4 fases do socorro; saber realizar um exame primário e um secundário. OBJETIVO DE APRENDIZADO Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Não se esqueça de se alimentar e se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como o seu “momento do estudo”. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo. No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados. Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem. UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais Contextualização Se pararmos para pensar que a grande parte dos acidentes poderia ser evitada, percebemos que iniciativas simples diminuem a inquietação e evitam complicações futuras, podendo, assim, preveni-los e salvar as vítimas, que é o objetivo principal. O importante é lembrar que, em situações de urgência e emergência, devemos nos manter calmos e ter em mente que prestar os primeiros socorros é apenas um suporte à vítima, até que o especialista chegue ao local. E, também, que somente realizemos tal ato se nossa própria vida não correr risco. Entenda que, ao realizar um atendimento de emergência, você pode salvar, ou prejudicar mais ainda a vida do acidentado. O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime. Entendemos que não auxiliar uma vítima acaba sendo a mesma coisa que omitir socorro. Então, se quiser ajudar a salvar a vida das vítimas, chame por socorro especializado. Além disso, seja qual for a pessoa a se negar a realizar o auxílio, podendo executar, estará praticando o crime de omissão de socorro, ainda que não seja o causador do acidente. A falta de auxílio dos primeiros socorros é um dos principais motivos de danos irrecuperáveis às vítimas de acidentes e até mesmo a morte. As primeiras horas, a princípio, as duas primeiras, podem garantir a sobrevivência de vítimas de acidentes. Por saber o quanto é difícil, passar por esses momentos, nós prestamos auxílio sem nem pensar. Após a ocorrência, as vítimas são totalmente dependentes de pessoas que possam ajudá-las. 8 9 Introdução Antes de realizar qualquer procedimento para salvar a vítimas de acidente, verifique se há segurança para si próprio. Não tente ajudar outras pessoas realizando atitudes imprudentes, que acabe tornando-o a próxima vítima. A seriedade e o respeito são o plano básico para uma boa assistência de primeiros socorros. Portanto, evite expor a vítima desnecessariamente e nunca revele o que a vítima confidenciou a você. Primeiros socorros, basicamente, são o auxílio prestado a uma pessoa que está com sua saúde ou até mesmo sua vida em risco, com a finalidade de manter estáveis seus sinais vitais, até que o médico chegue para finalizar a assistência. Entenda como funcionam as etapas dos primeiros socorros: Para melhor organizar o atendimento de primeiros socorros, podemos dividir em algumas etapas, pois assim podemos ter resultados mais eficazes. Observar o Local onde Ocorreu o Acidente É necessário que esta etapa seja a primeira. Quando estiver no local do acidente, ou onde está a vítima, devemos assumir a frente da situação e concluir uma avaliação rigorosa do local. Devemos obter o máximo de informações sobre o acidente e sobre a vítima. Dependendo da proporção do acidente, devemos nos lembrar de: a) Evite realizar ações desesperadas e peça a colaboração de outras pessoas, passando as devidas orientações, que sejam claras, objetivas e concisas. b) Orientar que os curiosos sejam afastados, para evitar desordem e para que possamos ter um espeço livre para trabalhar e prestar o auxílio. Proteção da vítima e a avaliação do local devem ser feitas com o mesmo rigor e destreza. Devemos manter as pessoas em volta e as que estejam fora do seu estado de normalidade a uma distância segura para que não atrapalhem essa hora tão importante. Precisamos ser ágeis, observar rapidamente se há algum perigo que possa causar mais danos à vítima ou às pessoas em volta. Por exemplo: fiação elétrica mal instalada; trânsito de veículos; obras; cheio forte de gás; máquinas funcionando. Devemos procurar sempre localizar pessoas que possam ajudar. Se possível, solicitar o desligamento da rede elétrica; buscar abrigo longe das chamas, faíscas e fagulhas; afastar curiosos quando perceber algum vazamento; remover a vítima de afogamento da água, desde que a pessoa que for socorrer esteja preparada, desocupar área em risco iminente de desmoronamento ou explosão. 9 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais Procedimentos Primeiro, observe o acidentado, não altere a posição em que ele está, só o mobilize se estiver preparado e com os paramentos necessários (para não aumentar o dano); somente se for possível, mantenha o acidentado em posição natural até que seja examinado por um especialista. O ideal é não mexer na vítima, sem antes observar cuidadosamente o acidente e qual é a conduta mais apropriada naquele momento e situação. Se o acidentado estiver desacordado, cuidadosamente lateralize sua cabeça antes de continuar a observação. É importante tranquilizar a vítima e passar segurança e tranquilidade. A calma da vítima é essencial para um trabalho bem feito. O estado de saúde da vítima pode se intensificar se ela estiver ansiosa e não confiar em quem está prestando o auxílio. Quais Proteções podemos proporcionar ao Acidentado? Examinar como a vítima se encontra A segunda etapa básica que podemos citar é o exame do estado da vítima de emergência (trauma ou clínica). Ela deve ser realizada ao mesmo tempo em que há a observação e proteção da vítima de acidente. A averiguação deve ser rápida e metódica, verificando os seguintes fatores: consciência do paciente – aplicando e obtendo retorno de perguntas como endereço, nome, telefone; respiração – expansão torácica com entradas e saídas de ventilação pela boca e nariz; hemorragia – avaliar com qual intensidade, qualidade e até mesmo a coloração do sangueque se perde. Sabendo, assim, se é um vaso calibroso ou não; pupilas – observar se há dilação e que tamanho possuem (conformidade entre as pupilas). Temperatura corpórea Observar qual é a temperatura do corpo da vítima. Deve sempre agir com clareza sabendo qual a melhor decisão, para não evidenciar desnecessariamente a vítima, observando se há algum ferimento exposto sem usar movimentos bruscos. Observe também, cuidadosamente se há outro local que apresente sangue. Se a vítima estiver consciente, perguntar por dores espalhadas pelo corpo ou ausência de movimentos. Orientar o apontamento da dor, e solicitar que movimente, se possível, os membros. Cabeça e Pescoço Observar sempre a respiração da vítima e, cuidadosamente, mexer na caixa craniana à procura de fratura, hemorragia ou rompimentos. Observar com o mesmo cuidado o pescoço, averiguar pulsação na artéria, observando normalidade e compasso, passar os dedos levemente pela coluna cervical, desde as primeiras vertebras até os ombros, procurando alguma anomalia. Solicite que a vítima mexa o pescoço, se houver dor, de atenção ao local. Movimentos tranquilos, se movendo de um lado para o outro. Se a vítima estiver sentindo dor, verifique se realmente é 10 11 preciso imobilizar aquele local, pois não queremos causar mais sofrimento. Sondar como o acidente aconteceu, sobre a sensibilidade de movimentar os membros para excluir ou apresentar lesões na coluna cervical. Coluna Dorsal Preocupar-se se a vítima está sofrendo alguma dor excessiva. Correr a mão pela coluna inteira da nuca até o cóccix. A presença de dor pode estar indicando algum rompimento na coluna dorsal, sempre observe. Tórax e Membros Observar alguma lesão no tórax. Verificar se ocorre dor no ato da respiração ou se o local for apalpado. Solicitar ao acidentado que movimente lentamente os membros superiores e verificar se ele sente dor ou se não consegue realizar o ato. Observar o local da dor, inchaço ou marcas. Observar, se a vítima sente dor na região da barriga ou se há qualquer ferimento evidente, mesmo pequeno. Muitas vezes, um ferimento de tiro não é perceptível, e pode causar lesões internas gravíssimas. Apalpar com cautela os dois lados do quadril para verificar se há lesões. Peça à vítima que tente mexer os membros inferiores e observe se há dor ou não na movimentação. Não permitir que a vítima que se acidentou por fiação elétrica ou trauma violento se levante com muita pressa, por achar que nada aconteceu. A vítima deve ser mantida imobilizada, pelo menos para uma ligeira avaliação nos locais que sofreu alguma lesão. A vítima deve ficar em decúbito ou na posição que for mais confortável, mesmo após a queda. Como examinar uma vítima inconsciente A vítima desacordada é um problema, pois além de não saber quase nada a seu respeito e seu estado, podem surgir complicações devido ao desmaio. O cuidado primordial é manter a vítima respirando sem que nada impeça, fazendo a prolongação da cabeça, ou manter lateralizada para evitar que o refluxo. Limpar toda boca em caso de algum bloqueio. O mesmo que de uma vítima consciente, porém, com cuidados rigorosos, pois, em confronto com a rigidez, a capacidade funcional não poderá ser averiguada. O mesmo acontece com respostas a toques que causem dor. É necessário lembrar que a primeira avaliação deve ser menor, pois a vítima está desacordada. O importante é perceber algumas práticas simples com alta prioridade, pois elas podem salvar uma vida: · Ausência de entrada e saída de ar (respiração); · Perda de sinais vitais, como os batimentos. · Hemorragia abundante; · Inconsciência da vítima; · Envenenamento. 11 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais O que são Sinais Vitais, qual a sua Função e qual é o Apoio Ideal? Ao praticar os primeiros socorros, entende-se que a percepção dos sinais que o corpo transmite serve como referência para entender o estado físico da vítima. Algumas coisas são essenciais sobre a vida, por isso seus sinais devem ser devidamente observados e compreendidos. Funções Vitais Para o fôlego de vida, nós seres humanos devemos verificar e avaliar algumas funções do corpo. Nossas funções vitais quem comanda é o nosso cérebro e o coração. Porém, para que eles possam fazer o seu papel, estes órgãos fazem algumas funções químicas e físicas, transformando vida em uma grande representação das funções da menor parte funcional do corpo humano: a célula. Toda nossa pele e tecidos são construídos pelas células, e é da sua boa funcionalidade que depende a nossa vida. A célula retira fonte para sua vida diretamente do centro, devolvendo para este mesmo ambiente os produtos para a conclusão de seu exercício. A célula retira do núcleo tudo o que é necessário para sua sobrevivência e, para concluir seu procedimento, ela devolve tudo o que foi absorvido ao ambiente. A distribuição dessas substâncias não realizadas pela membrana plasmática, pois tem absorção seletiva e consegue realizar o transporte, disponibilizando à célula uma troca do que realmente é necessário, sem qualquer desperdício. O consentimento da coerência na união dos constituintes do fluído fica dentro de cada célula. Os tecidos do corpo são percorridos por vasos sanguíneos de pequeno calibre, são os capilares. Nos capilares, o sangue quando chega já está com a devida oxigenação e nutrição, para ser transmitido aos tecidos. O sangue que corre em artérias é limpo e bem oxigenado. Já nas veias o sangue é mais “poluído” por ser rico em Co2. O sangue não se degenera graças à atividade de órgãos importantes como que continuamente o reconstrói. Os rins regulam toda parte de eletrólitos, água etc. O sistema digestório aprimora a taxa sanguínea de sobras orgânicas, átomos e outros agentes do metabolismo, como as proteínas, por exemplo. O órgão que altera e reduz a constituição do sangue é o fígado, que faz a parte de dispensar todas as substâncias que são contra a vida. O pulmão filtra juntamente com seus componentes todo ar que entra ou sai, o que entra vai para as artérias, O2, e o que é eliminado é o Co2. Engana-se quem pensa que o pulmão é apenas o órgão da respiração. Sua função é controlar a temperatura corpórea e de alguns ácidos. Os movimentos da respiração são involuntários, mas, dependendo da situação, podemos controlá- los; quem faz todo esse processo é o SNC, que possui um elevado grau e eficácia e presteza. São partículas sensíveis à falta de oxigenação e por isso não são tão 12 13 resistentes, e podem causar sérias lesões. Se a parada se estender por mais de 3 minutos, isso vai causar a morte de seus neurônios, causando a falência de todos os órgãos. Para poder concretizar em nível de primeiros socorros, como inexperiente, é preciso entender como funciona o comando da vida: os sinais vitais. 5º Sinal vital - DOR Experiência sensorial e emocional desagradável, associada a um dano real ou potencial dos tecidos, ou descrita em termos de danos, pode ser aguda ou crônica. Dor Aguda Relacionada a afecções traumáticas, infecciosas ou inflamatórias, há expectativa de desaparecimento após a cura da lesão. Há respostas neurovegetativas associadas que afetam os valores dos SSVV. Dor Crônica É aquela que persiste após um tempo razoável para a cura de uma lesão ou que está associada a processos patológicos crônicos, que causam dor contínua ou recorrente. Avaliação da experiência dolorosa Deve ser realizado por meio do exame físico, avaliando-se as características da dor, aspectos psicossocioculturais do individuo e os prejuízos advindos da dor. Estratégias para avaliação da dor • Autorrelato: É a descrição das características da dor (é indicado para o indivíduo com capacidade de compreensão e verbalização). • Observação do comportamento: Vocalização-choro, gemidos. Expressão facial-contração muscular. Movimento corporal e postural de proteção. • Biológico: Alteração dos valores dos SSVV. Tabela 1 - Modelo de uma das Escalasutilizada para avaliar a DOR Escala Visual-Numérica Classifi cação da Dor O doente localizará espacialmente a intensidade de sua dor com uma marca. Ex: 0__1__2__3__4__5__6__7_ _8__9__10 · Zero (0) = Ausência de Dor; · Um a Três (1 a 3) = Dor de fraca intensidade; · Quatro a Seis (4 a 6) = Dor de intensidade moderada; · Sete a Nove (7 a 9) = Dor de forte intensidade; · Dez (10) = Dor de intensidade insuportável. Para indicar a vida, é necessário possuir os sinais vitais. São indícios ou respostas que permitem saber sobre o funcionamento correto do corpo. Você deverá entender todos os sinais que o corpo nos dá, em se tratando da normalidade ou não, como temperatura corpórea, batimentos cardíacos, respiração, pressão arterial. Os sinais vitais podem ser percebidos sem muito esforço. Entendemos, assim, que a falta de algum deles pode causar inúmeras falhas em nosso corpo. 13 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais O fato de aferir a pressão arterial é um excelente caminho para indicar de normali- dade do organismo humano. Porém, esse assunto não será abordado neste material, pois é necessário um treinamento adequado para tal procedimento. Nesse âmbito, é necessário ter certeza dos procedimentos corretos, caso contrário, podem ocorrer problemas na prestação de primeiros socorros. Quando devemos aferir e acompanhar os sinais vitais? · No ato da emergência; · Sempre que a vítima tiver qualquer mudança de sintomas; · Antes e depois de qualquer movimentação da vítima; · Sempre que o paciente manifestar quaisquer sintomas inespecíficos de desconforto físico. Temperatura Corporal A temperatura resulta da estabilidade térmica mantida entre a hipertermia e a hipotermia (aumento ou perda de calor) pelo organismo. A temperatura é um fator principal que o nosso organismo tem de nos mostrar que há algo de errado. Portanto, é um fator importante e que deve ser observado. Variações do organismo e algumas patologias podem influenciar na temperatura corporal; elas são: prática de atividades físicas, digestão, clima do ambiente e estado emocional. Se a pessoa estiver com sua saúde normal, com tudo em ordem, não há qualquer necessidade de verificar a temperatura, mesmo porque, por conta da variação do tempo, ela pode abaixar pela manhã e aumentar um pouco no final da tarde. Existe pequena elevação de temperatura nas mulheres em período pré- menstrual, quando inicia a menstruação e em época gestacional. Em média, nossa temperatura corporal no seu estado de normalidade pode variar entre 36 a 37,2ºC. Em uma ação de emergência, podemos usar a temperatura como agente a nosso favor, pois ela poderá indicar algum erro. Para controlar a nossa temperatura, nosso organismo trabalha para que, em altas temperaturas, nosso corpo gere menos calor, e isso também acontece quando estamos em temperaturas baixas. Graças a isso, o homem consegue manter a sua temperatura corporal independente de outros fatores. 14 15 Queda de Calor Excessiva O nosso corpo tem algumas formas particulares de perder o calor que podem ser classificados da seguinte forma: eliminação – excremento, urina, fluídos, respiração; vaporização – a evaporação pelo tecido epitelial associado à excreção permitirá a perda de calor em altas temperaturas; administração – é a troca que é feita do organismo com meio externo. Se o volume de sangue for maior do que o que circula pela nossa pele, como consequência, essa troca também será maior. Por causa do aumento da circulação, a pele fica com um tom avermelhado quando estamos com febre. Vamos compreender como verifi car a temperatura corporal. Cavidade bucal Nossa temperatura normal varia de 36,2 a 37ºC. Para termos o resultado concreto, devemos esperar cerca de 3 minutos, e o paciente deve estar sentado, reclinado, ou em decúbito dorsal. Não devemos verificar a temperatura de vítimas desacordadas, crianças depois de tomarem líquido independente da temperatura, após a retirada de dentes, ou infecção na cavidade bucal. Axilas Nas axilas, essa temperatura pode variar de 36°C a 36,7°C. A via axilar é a que mais tem contato com o meio externo. Devemos manter o termômetro sob a axila totalmente seca, com a vítima sentada, reclinada ou em decúbito dorsal. Não é recomendado verificar a temperatura de vítimas de queimaduras, na área do tórax, lesões na axila e membros superiores fraturados. Retal Neste local, a temperatura variar entre 36,5°C a 37°C. Antes de qualquer procedimento, ainda que seja somente a verificação de temperatura, faça a assepsia, e após. Faça a lubrificação com vaselina. Neste procedimento, a vítima deve estar lateralizada. Este local não deve ser cogitado caso a vítima possua alguma cirurgia no reto. A verificação da temperatura no reto a é mais indicada, pois não sofre alterações do ambiente. O termômetro para verificar esta temperatura é individual e não pode ser utilizado em outra pessoa. 15 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais Figura 1 Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images A vítima com febre muito alta e por longos períodos pode sofrer uma lesão cerebral irreparável. A temperatura corporal menor do que o normal pode acontecer após baixa de função circulatória ou choque. Febre: podemos caracterizar como febre, o aumento incomum da temperatura corpórea. Ela ocorre quando agentes infecciosos, acidentes vasculares, ou traumas que afetam diretamente o campo que fica responsável por regular a nossa temperatura, o hipotálamo. Portanto, a hipertermia pode funcionar como um sinal de alerta para redobrarmos a atenção. Devemos observar os pacientes com imunidade baixa, pois eles podem ter infecções perigosas e não apresentar febre. Em vítimas de patologias ou acidentes, a febre pode apresentar os seguintes sinais e sintomas: • Inapetência frequente; • Indisposição; • Pulso rápido; • Sudorese; • Temperatura corporal elevada acima de 40°C; • Respiração rápida; • Aumento da temperatura corpórea; • Calafrios; • Dor forte na cabeça (enxaqueca). Primeiros Socorros para Febre Aplicar panos úmidos na testa, cabeça, pescoço, axilas e virilhas (pois é a área onde circulam nossos vasos mais calibrosos). Se a vítima for uma pessoa mais madura, coloque-a em um banho frio, ou compressas frias em algumas partes do corpo que são mais irrigadas por vasos sanguíneos, quando há hipertermia. 16 17 Importante! As compressas a serem realizadas nas vitimas são apenas com água em temperatura ambiente, sem adição de produtos químicos (ex.: álcool - crendice popular) e que a água deve estar em temperatura ambiente e não gelada. Importante! Basicamente, o tratamento para hirpertemia deve ser feito devido à sua patologia, mas, no caso de uma emergência, isso não será possível, pois o socorrista deverá atentar para a febre e suas consequências. Alguns medicamentos podem auxiliar no controle da temperatura, como tylenol, dipirona, paracetamol, mas eles só devem ser usados se você já souber a causa da febre. Enfatizamos que os primeiros socorros, em caso de hipertermia, devem ser realizados por dois motivos bem conhecidos: · A febre quer defender o organismo. · Para tratar a febre, devemos tratar a sua causa. Pulso A contração e dilatação que se faz em artérias, que fazem o ritmo cardíaco, são chamadas de pulso. Você consegue perceber pelo tato de uma artéria, e se repete com regularidade, segundo o ritmo cardíaco. O ritmo do pulso tem uma ligação direta com a nossa temperatura corporal. Exceto em alguns casos, para cada grau de aumento termal, são 10 batimentos que aumentam como consequência. Podemos dizer que o pulso pode ser explicado por continuidade, ritmo, tensão e porção. a) Simetria, qualquer alteração efetiva aos batimentos · Pulso rítmico: normal; · Pulso arrítmico: anormal. b) Tensão c) Periodicidade · De acordo com a faixa etária, podemos dividir e explicar conforme a tabela: Tabela 2 – Aferição de sinais vitais: frequência cardíaca Idade FrequênciaCardíaca Média Aproximada Neonato 120 a 160 bpm 140 bpm 1 a 12 meses 80 a 140 bpm 120 bpm 17 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais Idade Frequência Cardíaca Média Aproximada 1 a 2 anos 80 a 130 bpm 110 bpm 3 a 6 anos 75 a 120 bpm 100 bpm 7 a 12 anos 75 a 110 bpm 95 bpm Adolescentes e adultos 60 a 100 bpm 80 bpm Fonte: Ministério da Saúde, 2016 a) Capacidade – pulso cheio: · Uma pulsação imperceptível: filiforme · Anormal A quantidade de fluxo sanguíneo nos mostra a normalidade ou não dos nossos batimentos. Práticas de exercícios físicos, banho temperaturas baixas, fator emocional e qualquer atividade do organismo são causas que podem aumentar seu ritmo cardíaco. Na perda rápida dos sentidos (desmaios), os batimentos se enfraquecem. Para verificarmos o bom funcionamento do nosso coração, podemos verificar os batimentos cardíacos e o ritmo com que as batidas não emitidas, para, assim, verificarmos a normalidade. É bem simples sentir seus batimentos: para se tornar uma prática mais confortável, devemos acomodar o braço da vítima. Usaremos o dedo indicador, médio e anelar, pressionando sobre a artéria escolhida, para sentir o pulso, apertando suavemente, e, assim, verificando com muito mais facilidade. Nunca use o polegar, pois você pode confundir suas pulsações com as da vítima. Acompanhe os batimentos no relógio, contando 60 segundos. Para saber se há normalidade, deveremos observar a frequência, a quantidade e o ritmo desses batimentos. Podemos aferir a pressão arterial em diversos lugares do nosso corpo. A artéria braquial pode ser sentida na parte anterior do pulso. Levemente, pressione com 2 ou 3 dedos o pulso da vítima, sempre na lateral do polegar. Veja o exemplo abaixo. Figura 2 Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images Observação: Nessa verificação, não podemos utilizar o dedo polegar, pois sentiríamos o nosso pulso e não o da vitima. 18 19 Em cada lado do pescoço, existe uma artéria chamada carótida, que facilmente pode ser sentida. Posicione os dedos sem apertar muito para não impedir que você perceba os batimentos cardíacos. Figura 3 Fonte: iStock/Getty Images Se quiser algo mais rápido e prático, a artéria carótida e radial são mais simples para a verificação do pulso, mas temos vários pontos que não podemos esquecer. Artéria Temporal Artéria Facial Artéria Braquial Artéria Carotida Artéria Femural Artéria Poplitea Artéria Radial e Ulnar Artéria Tibial anterior e posterior Figura 4 Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images 19 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais O pulso braquial para palpar a artéria braquial (face interna do cotovelo), sendo que o braço do paciente deve repousar com o cotovelo esticado e as palmas da mão para cima. Quais cuidados devem ser tomados para verificar o pulso • Primeiramente, sempre lave as mãos. • Sempre descrever ao paciente o que está sendo feito. • Colocar o paciente em posição confortável, sentado ou deitado, porém, sempre com o braço apoiado. • Realizar o procedimento de acordo com a técnica descrita acima. • Fazer a contagem de 60 segundos. • Novamente lave as mãos. • Anotar no prontuário. • Material necessário: Relógio com ponteiro de segundos; • Execução: · Explicar a conduta ao paciente; · Colocar a mão no pulso do paciente como se a intenção fosse de verificar sua pulsação; · Observar os movimentos de abaixamento e elevação do tórax (inspiração e expiração) e contar como um movimento respiratório; · Contar durante 1 minuto. Respiração Só temos vida se conseguirmos respirar. É através dela que o corpo fornece oxigênio necessário ao corpo, forma esta, essencial para que tudo funcione. Quem comanda nossa respiração é o SNC (Sistema Nervoso Central). Esse é um processo involuntário e que não necessita de comando. Para que haja oxigênio circulando pelo corpo e a ventilação necessária para nossa sobrevivência, é necessário que todas as nossas formas de respiração estejam desobstruídas. Um atendimento de excelência deve ser completo e buscando a identificação rápida de obstrução. Acidentes e patologias podem mudar parcial, ou completamente nossa respiração. Devemos ficar atentos aos objetos, edemas, refluxo, tudo isso coopera para uma via respiratória ser obstruída, levando a asfixia e se agravado uma PCR. O processo respiratório se apresenta através dos movimentos rítmicos de inspira- ção e expiração, e também existe uma troca gasosa entre a parte interna e externa 20 21 do corpo. Na inspiração, existe o estreitamento dos músculos que auxiliam no ato de respirar, e na expiração estes músculos têm um relaxamento. Com isso, o corpo puxa oxigênio e solta gás carbônico. Saber identificar se a pessoa está respirando e se essa respiração está dentro do padrão é ponto primordial em um socorrista. Vamos classificar a respiração por frequência. No quadro III, veremos suas classifica- ções e seus tipos. Sua frequência pode ser contada, simplificada, quando realizamos as oscilações de inspiração em 60 segundos. Podemos verificar a normalidade da respiração contando o número de vezes que uma pessoa realiza os movimentos da respiração, inspirou uma vez e expirou uma vez, isso é igual a uma respiração. Podemos contar esses movimentos da seguinte forma: o aumento e o relaxamento do peitoral se for mulher, ou do abdome se estivermos falando sobre homem, ou criança. Podemos contar também através do ar mais quente que é liberado. No seu estado normal de saúde, podemos considerar que a variação no processo respiratório pode alterar por minuto. Por exemplo, um adulto na sua normalidade, 15 a 20 vezes por minuto, se tratando de um homem, na mulher já altera para 14 a 22 vezes, em cada 60 segundos, no caso de RN, ele tem uma respiração mais acelerada chegando de 40 a 50 atos. • Material necessário: Relógio. • Procedimento: · Explicar o procedimento para a pessoa ou acompanhante; · Colocar o paciente em posição confortável, se possível; · Observar os movimentos torácicos de expansão e retração (incursões respiratórias); · Realizar a contagem dos movimentos torácicos de expansão por 1 minuto (incursões respiratórias por minuto – irm). Tabela 2 Variações nas Respirações (Deve ser considerado sexo, faixa etária, se em repouso ou atividade fi sica) Eupneia Respiração que chamamos de normal, seguindo os padrões. Apneia É quando não há movimentos que indicam a respiração, podemos dizer uma parada respiratória. Dispneia Sente dificuldade em praticar os movimentos. Bradipneia Quando a frequência é diminuída. No adulto inferior a 16. Taquipneia Quando os movimentos da respiração estão acelerados. No adulto acima de 20 movimentos por minuto. Ortopneia A vítima só consegue respirar se estiver sentado. Hiperpneia ou Hiperventilação Um ritmo de ventilação pulmonar mais rápido do que é metabolicamente necessário para a troca de gases. Razões patológicas ou físicas acabam variando a necessidade de oxigênio ou volume de gás carbônico na corrente sanguínea. Isso pode diminuir ou aumentar o ritmo dos movimentos respiratórios. Fisiologicamente falando, alterações emocio- nais, banhos em temperaturas altas, podem aumentar seu ritmo, e dormir, ou tomar banho quente, fazem relaxar. 21 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais O uso de medicamentos antidepressivos pode aumentar o ritmo respiratório, em casos patológicos. Doenças cardíacas e nervosas elevam a frequência respiratória. Oximetria de Pulso A oximetria de pulso é a maneira de medir quanto oxigênio seu sangue está transportando. O nível de oxigênio mensurado com um oxímetro é chamado de nível de satu- ração de oxigênio (abreviado como O2sat ou SaO2). A SaO2 é a porcentagem de oxigênio que seu sangue está transportando, comparada com o máximo da sua ca- pacidade de transporte. Idealmente, mais de 89% das suas células vermelhas devem estar transportando oxigênio. Local de Verificação A região em que será colocado o sensor(em adultos, preferir MMSS, dedo indica- dor), em caso de impedimento nos MMSS pode-se utilizar o lóbulo da orelha. Pressão Arterial A pressão que o sangue faz sobre os vasos, e que dependem exclusivamente da força que o coração faz, é chamada de pressão arterial. Não é indicado a inexperientes aferir a pressão arterial com os aparelhos, pois você pode indicar diagnóstico não tão preciso por conta da leitura. Mas podemos descrever simplificadamente as características da pressão arterial e como você deve verificar. Em um adulto saudável, podemos indicar o seguinte: · Pressão arterial sistólica ou máxima (número alto): de 100 a 140 mm Hg (Milímetros de mercúrio). · Pressão arterial diastólica e mínima (número mínimo): de 60 a 90 mm Hg. Fatores comuns podem variar a pressão, faixa etária, por exemplo: um jovem/ adulto entre 20 a 39 anos apresenta uma pressão de 140x90 mm de Hg, já os mais maduros mostram uma pressão de, 150x90 mm de Hg. Hipertensos, por exemplo, podem apresentar no ato uma pressão diastólica acima de 95 mm Hg, que é considerado bem fora da normalidade e pressão arterial sistólica acima de 160 mm Hg. Na hipotensão, a pressão sistólica pode chegar a níveis muito baixos como 80 mm Hg. Uma pessoa com hipertensão deverá ser mantida com a cabeça erguida, deve ser mantida calma, não consumir muito líquido e sal, e ficar sob observação permanente até a chegada do médico. No caso do hipotenso, devemos orientar a ingestão de líquidos, com um pouco de sódio, e deixá-lo em decúbito, até a chegada do especialista. 22 23 Como Aferir a Pressão Arterial Como devemos posicionar a pessoa: sentada, reclinada ou em decúbito dorsal horizontal (deitada). Material: esfigmomanômetro e estetoscópio. Veja abaixo a técnica usada por profissionais da saúde: a) Manter a pessoa calma, explicando cada processo. b) Braço apoiado e esticado na altura do coração, para que a artéria seja facil- mente localizada com a palma da mão para cima. Retirar vestes apertadas que possam estar comprimindo o braço. c) Envolver o braço com o manguito, 3 a 4 dedos acima da articulação do cotovelo. d) Para determinar o nível máximo de insuflação (estimativa da pressão sistólica): · Método palpatório: · Palpar o pulso radial; · Insuflar o manguito até o desaparecimento do pulso radial; · Registrar mentalmente o valor; · Desinflar rapidamente o manguito, aguardando 10 a 15 segundos para iniciar nova insuflação. · Método auscultatório: · Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial (sem compressão excessiva); · Insuflar o manguito até o momento em que há o desaparecimento do pulso; · Registrar mentalmente o valor; · Desinflar rapidamente o manguito, aguardando 10 a 15 segundos para iniciar nova insufl ação. e) Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula ou o diafragma do estetoscópio sem compressão excessiva. f) Inflar rapidamente até ultrapassar em 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistólica. g) Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 mmHg por segundo). h) O som do primeiro batimento deve ser anotado como pressão sistólica. i) Conforme vai saindo a pressão, o som dos batimentos vai diminuindo. Quando chegar esse momento, anotaremos a pressão diastólica. Você pode anotar a pressão diastólica, conforme não for mais perceptível o som. j) Determinar a pressão sistólica pela ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff), que é em geral fraco, seguido de batidas regulares, e em seguida aumentar ligeiramente a velocidade de deflação. 23 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais k) Determinar a pressão diastólica no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff). l) Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. m) Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da sistólica/ diastólica/zero. n) Registrar na ficha /boletim de atendimento os valores exatos sem “arredon- damentos” e o braço no qual a pressão arterial foi medida. o) Limpar o estetoscópio e as olivas com algodão embebido em álcool a 70%. 24 25 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Livros Anatomia humana básica DANGELO JG, FATINNI CA. Anatomia humana básica. São Paulo: Editora Atheneu, 2011. E-book. Anatomia humana básica para estudantes na área da saúde RUIZ CR. (org.) 3a ed. Anatomia humana básica para estudantes na área da saúde. São caetano do Sul - SP: Difusão Editôra, 2014. E-book. Leitura Manual de procedimentos de enfermagem SILVA, SRLPT, SILVA MT. Manual de procedimentos de enfermagem. São Paulo: Editora Martinari: 4ª, 2013. Sociedade Brasileira de Cardiologia ARQUIVOS BRASILEIROS DE CARDIOLOGIA. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 7a. Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial. São Paulo (SP), 2016. https://bit.ly/3iyUUYt 25 UNIDADE Introdução a Primeiros Socorros e Sinais Vitais Referências ARQUIVOS BRASILEIROS DE CARDIOLOGIA. Sociedade Brasileira de Car- diologia. 7a. Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial. São Paulo (SP), 2016. Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPER- TENSAO_ARTERIAL.pdf. Acesso em: 9. Set. 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos de Intervenção para o SAMU 192 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/ images/pdf/2016/outubro/26/livro-basico-2016.pdf>. Acesso em: 7 Set. 2020. FIGUEIREDO, Nébia Maria Almeida de; VIEIRA, Álvaro Alberto de Bittencourt. Emergência: atendimento e cuidados de enfermagem. 3. ed. rev. e atual. São Caetano do Sul: Yendis, 2009. MARINO, Paul L. Compêndio de UTI. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. MARTINS, Herlon Saraiva. Pronto Socorro: Diagnóstico e Tratamento em Emergências. São Paulo: 2008. SCHETTINO, Guilherme; MATTAR JUNIOR, Jorge; CARDOSO, Luiz Francis- co; MATTAR JUNIOR, Jorge; TORGGER FILHO, Francisco. Paciente crítico: diagnóstico e tratamento. Barueri: Manole, 2006. SILVA, SRLPT, SILVA MT. Manual de procedimentos de enfermagem. São Paulo: Editora Martinari: 4ª, 2013. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMONOLOGIA E TISIOLOGIA. Disponível em: <https://sbpt.org.br/portal/publico-geral/doencas/oximetria-de-pulso/>. Acesso em: 7 Set. 2020 TIMBY, B. K. Conceitos e habilidades fundamentais no atendimento de enfer- magem. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. 26