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ANTI-HISTAMÍNICOS Histamina é um mediador da inflamação. Mas tem mais relação com respostas de hipersensibilidade. Antialérgicos: são antagonistas de receptores H1. No entanto, há 5 tipos de receptores. HISTAMINA Amina básica Armazenada em grânulos no interior de mastócitos e basófilos. Nessas células, é armazenada em grânulos intracelulares, num complexo com uma proteína ácida e uma heparina de alto peso molecular. Forma amina: ativa. Secreção por exocitose quando de uma reação alérgica ou inflamatória. Sistema complemento IgE Meios físicos Neuropeptídeos Citocina Substâncias de alto peso molecular Mastócitos Vários mediadores inflamatórios pré- formados e mediadores sintetizados, além de citocinas pró-inflamatórias e imunorregulatórias. Efeito local ou sistêmico. A ligação da histamina com seu receptor, causa: Vasodilatação com edema de tecido, perda de proteínas séricas, extravasamento de leucócitos Contração do músculo liso Prurido Receptor Fc£ Um mastócito sensibilizado é revestido por IgE alérgeno-específico que se fixa à superfície da célula por meio da interação com esse receptor. Agregação dos receptores Fce Movimento físico de fosfolipídeos de membrana Elevação de AMPc Influxo intracelular de Ca++ Histamina na inflamação Papel nos efeitos da inflamação e hipersensibilidade: vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, espasmo da musculatura lisa (principalmente brônquica e intestinal). Papel inicial, não é tão importante na manutenção da inflamação. Todavia, medicamentos antagonistas H1 da histamina não exercem muito efeito sobre a resposta inflamatória em si, e outros mediadores são mais importantes. Quando se pensa em tratar infamação, a histamina não está mais presente. Vale mais apenas agir sobre eicosanoides e citocinas. Processo de Hipersensibilização Contato com o antígeno: no primeiro ocorre a produção de anticorpos (IgE), o qual se liga ao receptor de alta afinidade Fce se fixando na superfície celular. Com a reintrodução dos antígenos ocorre a reação cruzada do anticorpo que irá fazer a ativação dos mastócitos e liberação dos grânulos de histamina. Receptores histaminérgicos Rec ept or Local Ação Tipo de GPCR H1 Músculo liso, céls. Endoteliais, SNC Vasodilataçã o, aumento da permeabilida de vascular e contração da maioria dos músculos (exceto os dos vasos sanguíneos) Gq (aumento Ca2+ e cAMP) H2 Céls. Parietais gástricas, músculo cardíaco, mastócitos, SNC Estimulação da secreção gástrica e estimulação cardíaca Gs (aumento cAMP) H3 Neurônios: pré- sinapses e complexos mioentéricos Inibem a liberação de uma variedade de NT (SNC) G (diminuiç ão cAMP) H4 Células de origem hematopoiética Quimiotaxia: recrutamento G diminuiçã de moléculas de adesão. o cAMP e aumento de cálcio. H5 – menos conhecido. H3, H4 e H5 não tem importância farmacológica prática. Histamina: liberada nas células principais e age nas parietais. Todos os receptores histaminérgicos são acoplados a proteína G: são hectaelicoidais, transmembrana, porção N- terminal em que há ligação a proteína G. Quando o ligante se liga a seu receptor, a proteína G trimérica separa suas subunidades e separa suas subunidades em alfa e beta-gama, desencandeando transdução de sinal. Principais ações da histamina Músculo liso Vasos sanguíneos: Capilar – vasodilatação com aumento da permeabilidade (inchaço. Arteríolas: variável com a espécie. Constrição – rato, gato, coelho, camundongo. Dilatação – cão, macaco, homem e grandes animais (hipotensão). Brônquios: contração (asfixia e morte) Intestino – contração Útero – contração, exceto rata. Constitui um dos principais mediadores que causam redução do fluxo de ar na primeira fase da asma brônquica Secreção gástrica: relacionada com úlcera péptica. Utiliza-se receptores H2 para diminuir sintomas. Efeitos cardiovasculares: vasodilatação, aumenta a frequência e débito cardíacos. Prurido: causado pela estimulação das terminações nervosas sensitivas. MEDIADOR DE REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE TIPO I. Gatos – maior intensidade de respostas alérgicas respiratórias. Cães – maior intensidade de repsostas alérgicas de pele e intestinais Indivíduo alérgico pode ter alergias cruzada por conta dos receptores Fce Definição – ANTI-HISTAMÍNICOS Fármacos que diminuem ou abolem as principais ações da histamina no corpo, através da competição com receptores H1- H5 da histamina. Não inibem a produção de histamina. *Os corticoides inibem a ativação dos mastócitos e consequentemente a inibição da produção de histamina. Só se usa corticoide se não foi útil o uso de anti- histamínicos H1 Eficazes no tratamento de respostas alérgicas. H2 Reduzem a secreção ácida gástrica, no tto de pacientes com úlcera péptica e doenças relacionadas. H3 e H4: pouco utilizados e estudados na medicina veterinária. ANTI-HISTAMÍNICOS H1 São estruturas parecidas com a histamina um pouco maiores, que conseguem se ligar ao receptores. 1ª geração: mais antigos, chamados de clássicos ou sedantes. 2ª geração: mais recente, menos colaterais. São moléculas maiores e que não ultrapassam a BHE e, por isso, não adentram o SNC como os de primeira geração. Colaterais: sono As vezes são utilizados para dar sono, pois tem mais segurança para overdose e não tem tantos colaterais “Efeito adverso com cara de efeito clinico” Usos clínicos H1 Reações alérgicas: picadas de insetos, rinites alérgicas e urticárias. Cinetose: efeito em virtude da ação anticolinérgica sobre receptores muscarínicos. Dimenidrinato e prometazina. Alguns casos – sedação e indução do sono. Cinetose: enjoo via movimento Farmacocinética H1 Bem absorvidos por via oral (mais rápida em mono que poligástricos) Alta lipossolubilidade: pode haver penetração na BHE. Evitar via IV: possíveis efeitos centrais. Biotransformação hepática e excreção renal. Efeitos adversos H1 Efeitos depressores do SNC – sonolência, redução do estado de alerta e dos reflexos. Podem potencializar os efeitos de outros depressores do SNC. Fármacos de segunda geração, como a loratadina, não atravessam BHE, não provocando esses efeitos colaterais. Anestesia: perguntar se foi feita a administração de anti-histamínicos. Efeitos adversos H1 Incoordenação motora, prostação e, em doses elevadas, convulsões, hipertermia, excitação e morte. Distúrbios no TGI após usos prolongados. Reações alérgicas (tópico – por conta do veículo). Possíveis efeitos teratogênicos. Efeitos anticolinérgicos: midríase, taquicardia seca. ANTI-HISTAMÍNICOS H2 Também podem ser divididos em primeira (metiamida e cimetidina), segunda (raniditina) ou terceira geração (nizatidina e famotidina). O principal uso terapêutico destes agentes relaciona-se ao controle da hipersecreção gástrica, como gastrites e ulcerações, diminuindo a acidez e acelerando a cicatrização. Não tem ação de SNC. ANTI-HISTAMÍNICOS H3 E H4 Ainda não utilizados em MV. H3 Relacionados com a liberação de histamina no SNC. Alzheimer, obesidade, distúrbios de atenção Tiopramida, Clobenpropite. H4 Ferramenta farmacológica. TERAPÊUTICA – AÇÃO CONTRA FENÔMENTOS HISTAMÍNICOS 1) Prevenção ou diminuição da liberação de histamina: Glicocorticoides: supressão reação Ag-Ac. AÇÃO MAIS INTENSA E RÁPIDA – EFEITOS GENÔMICOS. Cromolinato de sódio: estabilização da membrana dos mastócitos. 2) Antagonismo competitivo: anti- histamínicos. 3) Ação sobre o metabolismo da histamina: histaminase. 4) Antagonismo fisiológico: epinefrina, adrenalina,B2 agonista. Receptores adrenérgicos.