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CORTICOSTEROIDES
Farmacologia endócrina e reprodutiva
FARMACOLOGIA APLICADA
• CORTICOSTEROIDES = Esteroides 
adrenocorticais e seus análogos sintéticos
• Córtex da supra-renal
• Enzimas (oxidases): CYP11A1; CYP11B1; 
CYP11B2, CYP17; etc
• Mineralocorticóides (retenção de Na+; 
aldosterona)
• Glicocorticóides (efeitos importantes no 
metabolismo; aumentam a gliconeogênese, o 
catabolismo de proteínas e lipídios e a resistência do 
corpo ao estresse; reduzem a inflamação e a função 
imune; algumas funções no SNC; cortisol)
• Androgênios adrenais (precursor androgênico 
dehidroepiandrosterona-DHEA; estimula a produção de 
esteroides sexuais como a testosterona e estrogênio)
Corticosteróides
• Goodman&Gilman
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• A – fisiologicamente 
ativos
• B – profármacos que 
precisam ser ativados 
pela 11β-HSD1 (enzima 
ausente na pele*)
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Glicocorticóides (GCs) na modulação da expressão de genes 
envolvidos nas respostas inflamatórias/imunosupressoras
Aumento da expressão 
gênica
• IκB-α um inibidor de NF-κB
• Anexina A1
• Receptores β2 
adrenérgicos
• Citocinas antiinflamatórias
(ex.: IL-10 e IL-12)
• MAP quinase fosfatase-1, 
um inibidor da via da MAP 
quinase.
Diminuição da expressão 
gênica
• Quimiocinas
• Moléculas de adesão como 
ICAM-1 e VCAM-1
• Peptídeos inflamatórios 
como endotelina 1
• Receptores de bradicinina
• Citocinas pró-inflamatórias, 
incluindo IL-2, IL-3, IL-4, IL-
5, IL-6, IL-13, IL-15, TNF-α
• Enzimas inflamatórias 
como iNOS e COX-2
Estima-se que cerca de 10% dos 
genes são modulados pelos GCs
CLASSIFICAÇÃO (potência e duração de ação)
Em geral, os glicocorticoides usados em doses farmacológicas devem ter atividade 
mineralocorticoide mínima para evitar hipopotassemia, expansão do volume e hipertensão.
• Asma e DPOC
• Rinite alérgica
• Doença inflamatória intestinal (doença de 
Crohn; colite ulcerativa)
• Artrite reumatoide/osteoartrite: reduz a 
dor e inflamação (uso sistêmico e aplicação local)
• Uveíte aguda (inflamação da úvea: íris, corpo ciliar e 
coroide)
• Distúrbios da pele (psoríase; dermatite atópica; 
dermatite seborreica; prurido).
• Lúpus eritematoso sistêmico; púrpura 
trombocitopênica autoimune; esclerose 
múltipla; sarcoidose etc. 
USOS CLÍNICOS
Inflamação; alergias; doenças auto-imunes
USOS CLÍNICOS
Terapia de reposição
• Insuficiência adrenal primária (doença de Addison)
• Condição rara; destruição > 90% da adrenal
• Lesões estruturais ou funcionais do córtex suprarrenal
• de causa auto-imune; 
• infecciosa ou tumoral; 
• em crianças a causa costuma ser genética por hiperplasia adrenal 
congênita
• Déficit de cortisol e aldosterona
• fraqueza, cansaço, mal-estar, depressão, redução da libido, 
hipoglicemia, pressão baixa, amenorreia, etc.
• Potencialmente fatal
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Fludrocortizona
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Hidrocortisona para distúrbios eletrolíticos 
USOS CLÍNICOS
Terapia de reposição
• Insuficiência suprarrenal secundária
• lesões estruturais ou funcionais da adenohipófise ou do 
hipotálamo
• Causas: hipopituitarismo; falha isolada da produção de ACTH; 
• Inclusive pacientes que pararam de tomar corticoides abruptamente.
• Déficit de ACTH
• Mesmos sintomas da doença de Addison
USOS CLÍNICOS
Terapia de reposição
• Hiperplasia adrenal congênita: 
• doença genética por deficiência da 21-
hidroxilase/CYP21; 
• bloqueio enzimático da via 
esteroidogênica: não produz aldosterona 
nem cortisol (distúrbios hidroeletrolítico e 
metabólico); 
• desvio para a via androgênica; genitália 
externa virilizada/masculinizada quando 
mulher (pseudo-hermafroditismo feminino)
• Importância do teste do pezinho
• https://www.youtube.com/watch?v=Aqz0
EgrkJBA
https://www.youtube.com/watch?v=Aqz0EgrkJBA
USOS CLÍNICOS
Prevenção da síndrome de desconforto respiratório no RN
• Atua promovendo a maturação pulmonar fetal da mesma maneira 
que o cortisol endógeno; 
• Betametasona (baixa ligação às proteínas plasmáticas da mãe, 
atravessando prontamente a circulação placentária).
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USOS CLÍNICOS
Outros usos
• Câncer: por seus efeitos linfotóxicos, os GCs são usados no 
tratamento de leucemias linfocíticas, linfomas.
• Antiemético
• Dexametasona: mecanismo não bem compreendido; náusea e vômito em 
pacientes que receberam quimioterapia contra o câncer.
• Prevenção de rejeição à órgãos transplantados: imunosupressão
• Teste de supressão com dexametasona para diagnóstico de síndrome 
de Cushing (hipercortisolismo)
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 1,8 μg/dL – Sind. Cushing
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EFEITOS ADVERSOS
• O uso terapêutico de corticosteroides resulta em duas 
categorias de efeitos adversos: 
• os que decorrem do uso contínuo em doses suprafisiológicas. 
• E os que resultam da interrupção da terapia com esteroides 
• Ambas comportam um risco potencial de vida, exigindo uma 
cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios em cada 
paciente.
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EFEITOS ADVERSOS
Uso continuado em doses suprafisiológicas
• anormalidades hidreletrolíticas; alcalose hipopotassêmica
• hipertensão
• Hiperglicemia; indução de diabetes
• aumento da suscetibilidade à infecção; reativação de TB latente; candidíase
• osteoporose
• miopatia
• transtornos do comportamento 
• cataratas
• parada do crescimento
• risco de úlcera péptica
• redistribuição da gordura, estrias e equimoses.
• Síndrome de Cushing iatrogênica
CONTRA-INDICAÇÕES
• Infecções
• Atrofia muscular
• Diabetes mellitus
• Osteoporose
• Úlcera péptica
EFEITOS ADVERSOS
Interrupção da terapia
• exacerbação da doença subjacente para a qual foram prescritos;
• insuficiência suprarrenal aguda (complicação mais grave; pode ser 
fatal), resulta da interrupção muito rápida dos corticosteroides após 
supressão do eixo HHSR por terapia prolongada.
• sintomas GI (náusea, vômitos e dor abdominal), desidratação, hiponatremia, 
hiperpotassemia, fraqueza, letargia e hipotensão.
• febre, mialgia, artralgia e mal-estar, podendo ser difícil diferenciá-la de 
algumas das doenças subjacentes para as quais a terapia com esteroides foi 
instituída. 
• pseudotumor cerebral (síndrome clínica que se caracteriza por elevação da 
pressão intracraniana com papiledema; é uma condição rara) 
• Recuperação da supressão após semanas ou vários meses
• Protocolo para suspensão da terapia
• INIBIDORES DA 
SÍNTESE DE 
CORTICOSTEROIDES
• Para distúrbios de 
excesso hormonal 
(ex.: síndrome de 
Cushing)

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