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Resumo aula + Tratado de Pediatria
Flavia de Souza
Doenças Exantemáticas
· Introdução: São definidas como doenças infecciosas sistêmicas em que manifestações cutâneas ou rash acompanham o quadro clinico. Podendo ter como causas de rash cutâneos sendo infeciosos ou não, medicamentosos, outras. Uma vez que o exantema viral na infância é bastante frequente. Embora a maioria seja originaria de doenças autolimitadas e benignas, algumas podem ser expressões de moléstias mais graves. Portanto, a presença de exantema em uma criança com doença aguda febril demanda consideração para uma serie de moléstias, muitas delas benignas, em outras, pode-se estar perando uma doença fulminante como a meningococemia. 
· Seis doenças exantemáticas foram denominadas clássicas: sarampo, escarlatina, rubéola, doenla de filator-dukes, eritema infeccioso e exantema súbito. Que com a evolução dos recursos laboratoriais tem permitido o esclarecimento dos agentes etiológicos sendo infecciosos ou não. 
· Mecanismos de agressão à pele: Os microorganismos podem causar erupções cutânea por invasão e multiplicação na própria pele (ex: varicela zoster e herpes simples), por ação de toxinas (ex: escarlatina), ação imunoalergica com expressão da pele e dano vascular (ex: meningococemia). 
· Modalidades de manifestações: Essas erupções se apresentarão como macula, pápula, vesícula, pústula, crostas e sufusões hemorrágicas. Podendo ser lesões eritematosas e desaparecer com a vitopressão como no casos das petéquias ou purpuricas. 
· Classificação conforme o tipo de erupção: Ou seja, é uma descrição dos aspectos clínicos para diagnostico.
· Doenças exantemáticas erupção maculopapular: As lesões evoluem de macula ate a pápula e a erupção papulovesicular, as lesões evoluem ate a crosta.
· Eczantema obrigatório: varicela, herpes-zoster, herpes simples, riquetsiose variceliforme, impetigo e exantema eventual (molusco contagioso).
· Não infeccioso: picada de inseto, urticaria papulosa, erupção por droga. 
· Roteiro para diagnostico:
· Idade, raça, febre (inicio, duração entre seu inicio e o aparecimento da erupção cutânea).
· Sinais e sintomas que acompanham a febre (calafrios, sudorese, mal estar, mialgias, artralgias, alterações de sensório).
· Adenomegalias (relação com inicio do exantema)
· Exantema (tipo, local de inicio, disseminação, comportamento da curva térmica).
· Antecedentes de infecção e imunização previa, dados epidemiológicos e uso de medicamentos. 
· Descrições das principais viroses exantemáticas da infância: 
Exantema Maculopapular
	Febres Eruptivas Clássicas
1- Sarampo:
· Febres eruptivas clássicas: é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa e muito comum na infância. 
· Quadro clinico: Os sintomas iniciais ou fase prodromica (antecede o exantema) apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. 
· A doença começa com prodromo que duram de 3 a 4 dias, com febre, tosse, cefaleia, mal-estar, prostração intensa, incomum em doenças virais. 
· A febre é elevada e surge na época do aparecimento do exantema. A tosse seca, olhos hiperemiados com lacrimejamento e fotofobia, e em casos mais graves tem edema bipalpebral. 
· Pode surgir a mancha de koplic que é fugaz e, se não houver complicações a recuperação se inicia com o surgimento de descamação fufuracea no lugar do rash cutâneo anterior. As manchas aparecem 2 ou 3 dias antes do exantema e desaparecem 2 ou 3 dias depois. O exantema inicia-se atrás do pavilhão auricular, disseminando-se rapidamente para o pescoço, face e o tronco atingindo a extremidades no 3º dia. Ela é macupapular eritematosa, morbiliforme. 
· Na fase aguda, durante o pico, o paciente toxemicos tem febre, com olhos hiperemiados, queixando-se da claridade, com intensa rinorreia e tosse implacável. Com aparência de caso grave. Porém começa a regredir no 3 ou 4 º dia. 
· Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento do rash cutâneo crânio, com duração de 3 – 7 dias.
· Período de incubação: 8 a 12 dias
· Etiologia: paramixovirus
· Mecanismo de transmissão: via aérea, por meio de aerossol. 
· Cuidados com os contactantes: aplicar vacina contra sarampo ate 72 horas após o contagio e em até 6 dias aplicar a imunoglobulina humana normal. 
· Tempo de contagio: desde 2 dias antes do inicio do prodromo ate 4 dias após o aparecimento do exantema. 
· Outras formas de apresentação:
· Sarampo modificado: acontece quando o vírus acomete pessoas que tem imunidade relativa, ou pela aquisição intrauterina de anticorpos. Nesses casos o tempo de incubação é de mais de 3 semanas. Os prodromo são leves e raramente sem koplik.
· Sarampo atípico: ocorre em crianças que previamente tinham tomado vacina do vírus morto, é mais grave, com febre alta, cefaleia, mialgia, pneumonite grave e derrame pleural. O exantema é bastante variável, macular, vesicular ou petequial. 
2- Rubéola:
· Período de incubação: 14 – 21 dias.
· Etiologia: togavirus
· Transmissão: via aérea, por meio de perdigotos. 
· Tempo de contagio: de poucos dias antes ate 5 – 7 dias depois da erupção. 
· Isolamento: respiratório e de contato para os casos adquiridos pós parto, ate 7 dias após o exantema. 
· Quadro clinico: Apresentando erupção a partir do 4 dia, linfadenopatia desde o inicio dos sintomas, mal estar mais intenso nos primeiros dias que melhoram a partir do 7 dia, conjuntivite e coriza a partir 4 dia.
· Principalmente em crianças não se observa prodromo, mas em adolescentes e em adultos podem aparecer sintomas gerais brandos antecedendo 1 a 2 dias o exantema que inicia pela face, espalhando-se rapidamente pelo pescoço e o tronco, atingindo o MMII em ate 24 horas. 
· O exantema é maculopapular róseo, pode, eventualmente coalescer no tronco e tem curta duração, de 3 ou menos dias. Em alguns casos aparece no palato mole, lesões petequiais, conhecidas como SINAL DE FORCHEIMER. 
· Outro achado importante é a adenomegalia, que pode anteceder em ate 7 dias o exantema. São acometidos principalmente os gânglios da cadeia cervical e retroauricular. 
· Sinal de Forcheimer: 
· A grande importância da rubéola é na gestação em consequência da possibilidade de promover dano fetal. 
· Diagnostico: isolamento do vírus do material de nasofaringe ou da urina. Pesquisa de anticorpos da classe IgM e de IgG contra rubéola. 
3- Escarlatina: 
· Período de incubação: 2 – 7 dias. Geralmente após uma infecção por estreptococos pyogenes. 
· Quadro clinico: língua em framboesa, sinal de pastia e filatov (área esbranquiçada onde preserva as áreas peri articulares, descamação em dedos de luvas (pé e mão)).
4- Exantema súbito ou Roséola infantil:
· Etiologia: herpes-virus humano 6 e 7.
· Transmissão: provavelmente por perdigotos.
· Tempo de incubação: 5 – 15 dias.
· Tempo de contagio: durante a fase de viremia, sobretudo no período febril.
· Cuidados com contactantes: observação e isolamento não é necessário. 
· Quadro clinico: Febre alta e persistente ate o 4 dia. E após o exantema, sendo a causa mais frequente de atendimento na pediatria. São crianças em bom estado geral, somente com febre persistente. Sem outras alterações clinicas. 
· Acomete, virtualmente, apenas as crianças entre 6 meses a 6 anos de idade sendo predominante nas menores de 2 anos. 
· O inicio é súbito, com febre alta e continua, sendo considerada a causa mais comum de convulsão febril. Não há toxemia, apesar da febre alta. Apresenta linfonodomegalia cervical e hiperemia de cavum. Após 3 – 4 dias a febre cessa e aparece o exantema, também de modo súbito. Constituido por lesões maculopapulares rosadas que se iniciam no tronco e se disseminam para a cabeça e extremidades. A erupção é de curta duração de algumas horas ate 2 – 3 dias. 
5- Eritema infeccioso: 
· Etiologia: parvovirus humano B19
· Transmissão: via aérea, por perdigotos.
· Tempo de incubação: 4 – 14 dias.
· Cuidados com contactuantes: observação e isolamente é desnecessário. 
· Quadro clinico: Desde o 2 dia tem febre alta, depois de 7 dias a febre diminui.E surge o exantema, com mialgia, mal estar e cefaleia. 
· Inicia com sintomas comuns, tipo coriza, febre baixa, dor de garganta, espirros, dor de cabeça, tosse, mal estar, coceira pelo corpo e dor nas articulações. 
· Esse quadro inicial, chamado de prodromo, dura de 2 a 3 dias e depois desaparece. 
· Dois a sete dias após a fase prodromica, os sintomas voltam, desta vez sob a forma de exantema. 
· O exantema é iniciado na face como maculopapulas que confluem, tornando-se uma placa vermelho-rubra, concentrada, principalmente na região das bochechas. Poupa a região perioral, a testa e o nariz, conferindo um aspecto de “asa de borboleta”, semelhante ao observado no lúpus. 
· O rash do eritema infeccioso comporta-se tipicamente em 3 fases:
· Fase 1: o exantema inicia-se pela face, dando ao paciente uma aparência de “face esbofeteada”.
· Fase 2: 1 – 4 dias após o exantema facial, o rash espalha-se pelo corpo. As lesões de pele adquirem uma aparência muito característica, que é chamada de rash reticular ou rash em forma de renda (rendilhado). Pois ele vai aumentando de tamanho e deixando o centro mais pálido. Ademais, tem a sindrome das luvas e meias que são lesões purpuricas simétricas e eritematosas indolores nas mãos e nos pés. 
· Fase 3: após a fase aguda do exantema, que dura de 1 a 3 semanas, o paciente pode ainda passar semanas, ou ate meses, com recorrências do rash, principalmente após contato com água quente, exposição solar excessiva, dias muito quentes, estresse psicológico ou exercício físico intenso. 
· Tratamento: somente com sintomáticos.
 
	Febres Eruptivas Não Clássicas
6- Síndrome de Kawasaki:
7- Dengue: 
8- Enteroviroses: 
· Etiologia: RNA vírus.
· Transmissão: via fecal-oral 
· Tempo de incubação: 3 – 6 dias
· Tempo de contagio: variável 
· Quadro clinico: são causa frequente de exantemas, já tendo sido identificados mais de 30 deles como responsáveis por erupções cutâneas. Elas podem ser virtualmente de qualquer tipo descrito, desde o clássico maculopapular, ate vesicular, petequial e mesmo urticariforme. 
· A doença mãos-pés-boca pode ser considerada bastante característica de Enterovirus. Nessa doença, após um período prodrómico de febre baixa, irritabilidade e anorexia, aparecem lesões vesiculares na boca que rapidamente rompem, transformando-se em ulceras dolorosas. Acometendo também com lesões vesicupapulares as mãos e pés. 
9- Mononucleose infecciosa: 
· Introdução: é considerada uma síndrome. O vírus Epstein barr é o responsável por cerca de 80% dos casos. A ocorrência de erupção cutânea não ultrapassa os 10 a 15%, exceto quando administra penicilina ou ampicilina ao paciente. 
· Quadro clinico: os sintomas prevalentes nessa doença são febre, linfodenomegalia, hepatoesplenomegalia e faringoamigdalite. O tipo de exantema é variável, sendo, na maioria das vezes, macupapular, mas podem ocorrer erupções petequiais, papulovesiculares, escarlatiniformes e urticariformes. 
Exantema Vesicular
10- Herpesviridae:
· Formas clinicas: são citomegalovírus, varicela-zoster, herpes simples 1 e 2 e o vírus Epstein-Barr. Estabelecem uma infecção latente ou persistente no tecido neural por toda a vida do hospedeiro. 
· HHV-1 e 2: Quando o vírus é reativado (HHV-1 e 2), provoca lesões que podem se localizar no sitio da infecção inicial ou próxima a ele. 
· HHV-3: Agente do vírus varicela-zoster. 
1. Modo de ação do vírus: vírus penetra na mucosa do trato superior, vai aos linfonodos regionais onde se replica. No final do período de incubação acontece nova replicação. Por via hematogenica se dissemina para o fígado, baço e outros órgãos do SER (viremia primaria). 
A viremia secundaria acontece 4 a 5 dias após a primaria no tecido cutâneo epitelial (lesão da pele). 
Viremias continuas são responsáveis pelas lesões de vários estágios; as lesões são centrípetas e as células da epiderme são o maior alvo de replicação. 
2. Os reservatórios do vírus são: monócitos, macrófagos e linfócitos. 
10.1- Varicela (Catapora): 
· É uma infecção primaria acometendo cerca de 90% o publico entre 1 – 14 anos.
· Etiologia: Virus da varicela-zortes, do grupo herpes. 
· Transmissão: Sua transmissão é por contato direto com as lesões ou inalação de secreções respiratórias contaminadas. Inicia-se 2 dias antes do inicio do exantema, ate que todas as lesões estejam em fase de crostas (cerca de 1 semana). Ou seja, do período prodrómico é enquanto persistirem vesículas.
· Período de incubação: 10 – 21 dias. 
· Período prodrómico: criança (geralmente ausente) e adolescentes (1 – 2 dias com febre, mal estar, cefaleia e anorexia).
· Formas clinicas: 
- HHV-3: varicela clássica
- HHV-4: varicela no imunodeprimido (disseminada, hemorrágica).
- HHV-3: congênito ou neonatal.
· Manifestações clinicas:
· Lesão clássica: o exantema é o primeiro sinal da doença, apresente 2 – 3 mm de diâmetro. 
· A erupção inicia-se na face, com maculas eritematosas que rapidamente se tornam pápulas, vesículas, pústulas e finalmente crostas. As lesões são pruriginosas e as vesículas tem aspecto de gota de orvalho. E com polimorfismo regional (lesões de vários). Após queda da crosta, a pele permanece despigmentada, retornando ao normal em semanas. Em caso de infecção secundaria, as cicatrizes serão permanentes.
· Essas lesões aparecem em surtos, geralmente por 3 – 5 dias, antecedidas por febre (viremia), promovendo um aspecto polimórfico do exantema. O envolvimento do couro cabeludo e mucosas orais e genitais são frequentes. 
· Além disso, podemos notar febre baixa e mal-estar sendo mais predominante em adolescentes e adultos. 
· Complicações: A varicela é uma doença benigna, porém tem casos que podem complicar. 
· População de risco: imunodeprimidos, gravidas e RN. 
· Infecções bacterianas por S.aureus, estreptococo beta-hemolitico do grupo A): pele e pulmão.
· SNC: encefalite, ataxia cerebelar, sindrome de reye, meningite linfomonocitária, sindrome de gluillian-barré, cerebelite, pneumonite. 
· Outras: nefrite, miocardite, hepatites transitórias ou fulminante, trombocitopenia. 
· Gestantes com varicela: pode resultar em aborto, prematuridade ou varicela ao feto.
· Varicela congênita: Geralmente acomete até 16 dias após o parto. As formas clinicas vão depender do período da gestação. Podem apresentar lesões de pele com ou sem cicatrizes deformantes; apresentar atrofia de extremidades e lesões do SNC como microcefalia, atrofia cortical e ou retardo mental. 
· Varicela neonatal e gravidade: são de evolução grave quando as lesões materna surgem cinco dias antes do parto e ate dois dias após o parto. 
· Tratamento: Boa higiene, anti-histaminico oral, antitérmico para febre, antivirais (Fanciclovir, valaciclovir e aciclovir). 
10.2- Varicela-zoster: 
· Conceito: é uma infecção cutânea com distribuição pelo Dermatomo, resultado da reativação do VZV, que normalmente se encontra latente nos gânglios sensoriais após um ataque da primo-infecção (varicela).
· Etiologia: vírus VVZ, pode causar a reagudização quando tem-se queda na imunidade. 
· Faixa etária: mais frequente no adulto, pouco frequente na infância. 
· Período prodrómico: 1 – 4 dias antes do aparecimento das lesões pode haver febre, mal-estar, cefaleia e disestesias no Dermatomo. 
· Transmissão: As vesículas do herpes zoster transmitem VVZ a pessoas susceptíveis. Ou seja, é uma transmissão por contato direto do fluido da vesícula com a outra pessoa. Em casos de zoster disseminado, a transmissão pode ocorrer pelo contato e por aerossol. 
· Medidas de prevenção: higienizar as mão, cobrir as lesões e não coça-las. 
· Manifestações clinicas: O herpes zoster apresenta-se com uma característica peculiar, que é a erupção vesicular unilateral. Ou seja, são lesões unilaterais restritas ao Dermatomo. Na criança esta presente com maior intensidade o prurido ao invés da dor. 
· Além disso, apresentam sintomas gerais como febre e náuseas, podem preceder o aparecimento das lesões. Parestesias e dor podem ocorrer 4 – 5 dias antes do aparecimento das lesões cutâneas e podem simular quadros como apendicite,cólica nefretica e pancreatite. Surtos de lesões podem aparecer durante 1 semanas, levando 2 a 4 dias para progressão do estagio de pápula a pústula. 
· Reativação: A reativação da infecção latente do VVZ resulta em manifestações clinicas de herpes-zoster. Na fase prodromica o paciente apresentará fotofobia aguda, cefaleia, mal estar, febre, calafrios (duração de até 2 semanas). Na fase aguda, terá erupção característica no Dermatomo (unilateral), sensibilidade alterada ao toque (alodinia), dor e prurido. E como complicações podem ou não ocorrer NPH (neuralgia pós-herpetica). 
· Características das lesões: Agrupamento de vesículas com base eritematosa, as quais tornam-se pústulas ao redor do 3º dia e crostas ao cabo de 7 – 10 dias. As lesões são agrupadas em diferentes areas ao longo do feixe nervoso demonstrando que o vírus é transportado ate a epiderme através de múltiplos axônios (lesões iguais a da varicela). 
· Repertorio de células T CD4+ e Envelhecimento: estima-se que indivíduos saudáveis tenham de 8 – 12 infecções latentes e a de maior impacto é a VVZ. Com o passar dos anos, a tendência é aumenta a carga de células de memoria. Diferente resposta de memoria a infecção latente por VVZ e CMV após os 50 anos. No compartimento de memoria, existe retração da diversidade de celulas especificas. A frequência e o tamanho dos clones específicos para VVZ diminuem (amarelo), enquanto os clones para CMV dominam. O principal fator de risco para a reativação do VVZ latente é a idade. 
· Complicações do VVZ: 
· VVZ e AVC: O risco de AVC aumenta em 63% nas primeiras 4 semanas após episodio de herpes-zoster de qualquer localização e 82% na área oftálmica. Com taxa de incidência de AVC após episodio primário de herpes zoster. 
· Diagnostico: Distribuição característica por dermatomo; IgM positiva ou aumento da IgG entre 2 amostras. 
· Tratamento: sintomáticos e cuidados higiênicos da pele. Medicamentoso (antivirais como Fanciclovir, Valaciclovir e Aciclovir). 
· Prevenção: Imunoglobulina e vacina (susceptíveis e maiores de 1 ano de vida – sendo indicada na prevenção da HZ, NPH e prevenção da dor aguda e crônica associada ao HZ). 
10.3- Herpes simples: 
· Etiologia: Virus da HSV-1, do grupo herpes. Apresentando dois tipos HHV1 ou HSV1 e HHV2 ou HSV2. 
· Tempo de incubação: 2 dias a 2 semanas.
· Tempo de contagio: na primo-infecção oral herpética, o contagio ocorre de 1 a varias semanas após o surgimento das lesões, ao passo que nas infecções recorrentes, o período de contagio se restringe a cerca de 3 a 4 dias. 
· Características biológicas: 
· Causam diferentes tipos de doença.
· Infecções latentes ou por toda a vida.
· Infecções líticas com ciclo replicativo curto e estabelece infecção latente e/ou persistente em células neuronais sensoriais. 
· Reativação – sitio da infecção primaria ou próxima. 
· Distribuição universal: homem único reservatório
· Transmissão: 
· Contato com secreções infectadas orais ou genitais. 
· Mãos contaminadas com secreções e objetos.
· RN infectado e as lesões orais – são reservatórios.
· Médicos e/ou profissionais de saúde com lesão herpética fonte de infecção. 
· Ciclo do VSH:
· Infecção primária muco cutânea
· Infecção aguda do gânglio
· Estabelecimento da latência
· Reativação
· Infecção recorrente 
· Mecanismo de latência / persistência: 
· Anticorpos formados não interferem na reinfecção, recorrência ou HSV neonatal.
· Recorrência: o genoma viral (núcleo neuronal).
· 60% dos indivíduos apresentam recorrência. 
· Primoinfecção (grande eliminação viral) e recorrência (pequena eliminação viral). 
· Fatores desencadeantes da recorrência:
· Luz solar, trauma local, manipulação do trigêmeo, menstruação, estresse emocional, infecções pneumocócicas e meningocócicas. 
· Manifestações clinicas: 
· Primoinfecção: é causada por esse herpes-virus humano, como regra, é a gengivoestomatite herpética. É uma moléstia que, em geral, acomete crianças e caracteriza-se por quadro febril de 2 – 3 dias, que evolui com aparecimento de lesões orais, vesiculares, muito dolorosas, acometendo lábios. 
· Infecção da orofaringe: gengivoestomatite e faringite (crianças); infecção genital na mulher (vulva, cérvice, períneo e nadega) e no homem (glande e corpo do pênis).
· Infecção neonatal: in útero, durante o parto e pós parto. 
· Reativação: apresentam-se como herpes labial. Entretanto, em pacientes com deficiência imunológica grave, as lesões podem ser disseminadas, lembrando a varicela. 
· Outras formas clinicas de primo-infecção: 
1. Infecções de pele e dedo como o eczema herpético (dermatite atopica), herpes gladiatorum, linfadenite herpética, laringite, esofagite, hepatite, pneumonite, ceratoconjuntivite herpética e encefalite herpética.
2. Pessoas com herpes não genital como os de localização na mão, mamilo do seio, mucosa oral-labial e principalmente a enfermagem, medico ou outro profissional de saúde.
3. Imunodeprimidos: doenças progressivas invadindo o trato superior, esôfago e trato gastrointestinal. Com lesões em genitais são extensas e encefalites. 
4. Gengivo estomatite: mais frequente na criança – inicio súbito com múltiplas lesões vesiculares sobre base eritematosa e inflamatora e dolorosa. Se localizam em lábio e toda cavidade oral, com sinais sistemicos como febre, mal-estar, adenomegalia e irritabilidade. Tem duração de 10 – 14 dias acompanhada de replicação viral. E pode complicar com desidratação da criança devido a dificuldade de ingestão. 
· Diagnostico diferencial: impetigo bolhoso, síndrome da mão, pé e boca, herpangina e moluscos. 
· Diagnostico:
· Suspeita clinica
· Caso confirmado com laboratório. Através do isolamento do agente etiológico e sorologia especifico.
· Tratamento: Aciclovir
· Avaliação de uma criança com doença exantemática: 
· Ao avaliar uma criança com doença exantemática, devemos investigar bem clinicamente:
· Idade e raça: por exemplo, na doença de Kawasaki é mais comum em criança oriental de ate 5 anos de idade; o exantema súbito ocorre ate 6 anos de idade. 
· Febre: devemos obter a historia de forma completa, anotando o inicio da febre (súbito ou insidioso), características (baixa, alta, intermitente, remitente, continua ou errática), duração entre inicio e aparecimento da erupção cutânea.
· Sintomas ou sinais que podem acompanhar a sintomatologia: sudosere, calafrio, mal-estar, mialgias, artralgias, etc. 
· O exantema deve ser minuciosamente investigado: tipo, local de inicio, forma de disseminação, comportamento da curva térmica, presença de outros sinais e sintomas associados (ex: exantema com aumento de temperatura ou exantema com sintomas catarrais). 
· Também é importante explorar os dados epidemiológicos, uso de medicamentos, viagens recentes. 
· Conclusão:
· O diagnostico das doenças exantemáticas na maioria das vezes é clinico
· Importância do conhecimento básico da topografia do rash cutâneo
· Anamnese precisa e correta
· Diagnostico laboratorial define a suspeita clinica. 
Resumo aula + Tratado de Pediatria
 
Flavia de Souza
 
Doenças E
xantemáticas
 
v
 
Introdução
: 
São definidas como doenças infecciosas sistêmicas em que manifestações cutâneas 
ou rash acompanham o quadro clinico. 
Podendo ter como causas de rash cutâneos sendo 
infeciosos ou não, medicamentoso
s, outras. 
Uma vez que o e
xantema viral na infância é 
bastante frequente. Embora a maioria seja originaria de doenças autolimitadas e benignas, 
algumas podem ser expressões de moléstias mais graves. Portanto, a presença de exantema 
em uma criança com doença aguda febril demanda con
sideração para uma serie de moléstias, 
muitas delas benignas, em outras, pode
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se estar perando uma doença fulminante como a 
meningococemia. 
 
o
 
Seis doenças exantemáticas foram denominadas clássicas
:
 
sarampo, escarlatina, 
rubéola, doenla de filator
-
dukes, eri
tema infeccioso e exantema súbito. Que com a 
evolução dos recursos laboratoriais tem permitido o esclarecimento dos agentes 
etiológicos sendo infecciosos ou não. 
 
o
 
Mecanismosde agressão à pele
:
 
Os microorganismos podem causar erupções cutânea 
por invasão 
e multiplicação na própria pele (ex: varicela zoster e herpes simples), por 
ação de toxinas (ex: escarlatina), ação imunoalergica com expressão da pele e dano 
vascular (ex: meningococemia). 
 
o
 
Modalidades de manifestações
:
 
Essas erupções se apresentarão como
 
 
macula, 
pápula
, vesícula, pústula, crostas e sufusões hemorrágicas. 
Podendo ser lesões 
eritematosas e desaparecer com a vitopressão como no casos das petéquias ou 
purpuricas. 
 
v
 
Classificação conforme o tipo de erupção:
 
Ou seja, é uma descrição dos aspecto
s clínicos para 
diagnostico.
 
o
 
Doenças exantemáticas erupção maculopapular:
 
A
s lesões evoluem de macula ate a 
pápula
 
e a erupção papulovesicular, as lesões evoluem ate a crosta.
 
o
 
E
cz
antema obrigatório:
 
varicela, herpes
-
zoster, herpes simples, riquetsiose 
vari
celiforme, impetigo e exantema eventual (molusco contagioso).
 
o
 
Não infeccioso:
 
picada de inseto, urticaria papulosa, erupção por droga. 
 
 
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Roteiro para diagnostico:
 
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Idade, raça, febre (inicio, duração entre seu inicio e o aparecimento da erupção 
cutânea).
 
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Sinais e sintomas que acompanham a febre (calafrios, sudorese, mal estar, mialgias, 
artralgias, alterações de sensório).
 
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Adenomegalias (relação com inicio do exantema)
 
o
 
Exantema (tipo, local de inicio, disseminação, comportamento da curva térmica).
 
Resumo aula + Tratado de Pediatria 
Flavia de Souza 
Doenças Exantemáticas 
 Introdução: São definidas como doenças infecciosas sistêmicas em que manifestações cutâneas 
ou rash acompanham o quadro clinico. Podendo ter como causas de rash cutâneos sendo 
infeciosos ou não, medicamentosos, outras. Uma vez que o exantema viral na infância é 
bastante frequente. Embora a maioria seja originaria de doenças autolimitadas e benignas, 
algumas podem ser expressões de moléstias mais graves. Portanto, a presença de exantema 
em uma criança com doença aguda febril demanda consideração para uma serie de moléstias, 
muitas delas benignas, em outras, pode-se estar perando uma doença fulminante como a 
meningococemia. 
o Seis doenças exantemáticas foram denominadas clássicas: sarampo, escarlatina, 
rubéola, doenla de filator-dukes, eritema infeccioso e exantema súbito. Que com a 
evolução dos recursos laboratoriais tem permitido o esclarecimento dos agentes 
etiológicos sendo infecciosos ou não. 
o Mecanismos de agressão à pele: Os microorganismos podem causar erupções cutânea 
por invasão e multiplicação na própria pele (ex: varicela zoster e herpes simples), por 
ação de toxinas (ex: escarlatina), ação imunoalergica com expressão da pele e dano 
vascular (ex: meningococemia). 
o Modalidades de manifestações: Essas erupções se apresentarão como macula, 
pápula, vesícula, pústula, crostas e sufusões hemorrágicas. Podendo ser lesões 
eritematosas e desaparecer com a vitopressão como no casos das petéquias ou 
purpuricas. 
 Classificação conforme o tipo de erupção: Ou seja, é uma descrição dos aspectos clínicos para 
diagnostico. 
o Doenças exantemáticas erupção maculopapular: As lesões evoluem de macula ate a 
pápula e a erupção papulovesicular, as lesões evoluem ate a crosta. 
o Eczantema obrigatório: varicela, herpes-zoster, herpes simples, riquetsiose 
variceliforme, impetigo e exantema eventual (molusco contagioso). 
o Não infeccioso: picada de inseto, urticaria papulosa, erupção por droga. 
 
 Roteiro para diagnostico: 
o Idade, raça, febre (inicio, duração entre seu inicio e o aparecimento da erupção 
cutânea). 
o Sinais e sintomas que acompanham a febre (calafrios, sudorese, mal estar, mialgias, 
artralgias, alterações de sensório). 
o Adenomegalias (relação com inicio do exantema) 
o Exantema (tipo, local de inicio, disseminação, comportamento da curva térmica).

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