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Gabarito6ano_Português_Módulo2

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Questões resolvidas

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Nesse conto fantástico sobre Vampi, a vampira chique e cheia de imaginação, Regina Drummond 
contou as aventuras dessa personagem fantasiosa. Para isso, a autora precisou ser criativa e, assim 
como a personagem, usou bastante a imaginação.
A partir do verbo imaginar originou-se o substantivo abstrato imaginação, escrito com a termi-
nação -ção. Assim como esse substantivo se derivou de um verbo, outros tantos também sofrem 
derivações.
Observe o quadro a seguir para conhecer outros casos.
● Com algumas exceções, verbos terminados em -gredir, -ceder, -meter, -mitir e -primir dão origem a subs-
tantivos escritos com o acréscimo do sufixo -ssão.
 Por exemplo: agredir agressão, ceder cessão, intrometer intromissão, 
imprimir impressão, etc.
● Verbos que terminam em -ender, -verter e -pelir geram substantivos formados com o acréscimo do sufixo -são.
Por exemplo: apreender apreensão, inverter inversão, repelir repulsão, etc.
● Com algumas exceções, verbos terminados em -ter e -torcer originam substantivos com o acréscimo do 
sufixo -ção.
Por exemplo: deter detenção, distorcer distorção, etc.
GOTAS DE SABER
 No texto “Vampi & o presente mágico”, dois substantivos foram empregados no grau diminutivo 
para nomear objetos da personagem.
a) Identifique-os e transcreva-os abaixo.
Os substantivos flexionados no diminutivo são casinha e carrinho.
SITUAÇÃO-PROBLEMA
PARA CONCLUIR
● O gênero do substantivo é indicado pela flexão no masculino ou no feminino.
● O número do substantivo é marcado pela flexão que expressa a quantidade de seres nomeados: 
singular → nomeia apenas um ser ou um conjunto de seres;
plural → nomeia mais de um ser ou mais de um conjunto de seres.
● A derivação do substantivo em grau ocorre pelo acréscimo dos sufixos (como -ão, -inho, -aço e
-zinho) e é usada para dimensionar variações de tamanho dos seres (grande/pequeno).
Muitas vezes, o aumentativo e o diminutivo são usados para expressar ironia, desprezo ou des-
consideração e, por isso, são chamados de aumentativos ou diminutivos pejorativos.
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Considere os fragmentos do texto “Vampi & o presente 
mágico” abaixo para responder às questões 1 e 2.
Vampi viu um trem grande e comprido, viu ônibus peque-
nos e curtos.
[...]
Opa! Apertou outro botão, o carrinhoavião virou navio, 
flutuou, começou a afundar e já era um submarino, quase um 
peixe, nadando no meio das algas e dos corais...
1 Há um substantivo que aparece no texto com uma for-
ma que vale tanto para o singular quanto para o plural.
a) Identifique esse substantivo.
Trata-se do substantivo ônibus.
b) No fragmento apresentado, em que número ele está 
flexionado?
No contexto em questão, o substantivo ônibus está no plural.
c) Considerando sua resposta ao item anterior, que 
palavras permitiram identificar o número do subs-
tantivo? Justifique.
Pode-se identificar o número do substantivo pelas palavras
pequenos e curtos, porque elas estão no plural e, como
concordam com o substantivo, ele estaria no plural.
2 Levante uma hipótese para o fato de a autora ter escrito 
o substantivo composto de dois termos carrinhoavi‹o
do modo como aparece no texto.
É p ossível elaborar a hipótese de que essa composição evidencia as
características fantasiosas do carrinho de Vampi, uma vez que ele vai 
pelo chão e também voa.
PRATICANDO O APRENDIZADO
Na fila da liberdade
É interessante notar as diferenças em filas, de um lugar 
para o outro. Em Florianópolis, por exemplo, tanto nas filas de 
banco como de supermercado, as pessoas ficam conversando, 
com calma, esperando. Mesmo no Rio de Janeiro, enfrenta-se 
uma fila com mais humor.
Em São Paulo, a fila é uma tortura. A fila é triste e interminá-
vel. Parece que, se fosse possível, a gente mataria aqueles quatro 
ou cinco que estão na nossa frente. E, se alguém conversa com 
alguém, o assunto é a própria fila. Uns chegam a dizer palavras 
chulas. Xingam, como se a culpa fosse da pobre mocinha que 
está do outro lado da fila, muito mais aflita que os filenses.
Pois foi numa dessas filas que o fato se deu.
Era uma bela fila, de umas dez pessoas. E em supermer-
cado, com aqueles carrinhos lotados, a gente ali olhando a 
mocinha tirar latinha por latinha, rolo por rolo de papel hi-
giênico, aquela coisa que não tem fim mesmo. E naquela fila 
tinha um garotinho de uns dez anos, que existe apenas uma 
palavra para definir a figurinha: um pentelho. Como muito bem 
define o Houaiss: “pessoa que exaspera com sua presença, que 
importuna, que não dá paz aos outros”.
Pois ali estava o pentelhinho no auge de sua pentelhação. 
Quanto mais demorava, mais ele se aprimorava. E a mãe, ao 
lado, impassível. Chegou uma hora que o garoto começou a 
mexer nas compras dos outros. Tirar leite condensado de um 
carrinho e colocar no outro. Gritava, ria, dava piruetas. Era o 
reizinho da fila. E a mãe, não era com ela.
Na fila ao lado (aquela de velhos, deficientes e grávidas), 
tinha um casal de velhinhos. Mas velhinhos mesmo, de mãos 
dadas. Ali, pelos oitenta anos. A velhinha, não aguentando mais 
a situação, resolveu tomar as dores de todos e foi falar com a 
APLICANDO O CONHECIMENTO
b) Com que intenção a autora empregou esses substantivos no diminutivo? Explique o sentido 
de cada um deles.
No substantivo casinha, o diminutivo foi usado para indicar tamanho pequeno, porém, no substantivo carrinho,
o diminutivo foi empregado com valor de afetividade.
Veja, no Manual do Professor, o gabarito comentado das questões 
sinalizadas com asterisco.
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mãe. Que ela desse um jeito no garoto, que ela tomasse uma 
providência. No que a mãe, de alto e bom tom:
— Educo meu filho assim, minha senhora. Com liberdade, 
sem repressão. Meu filho é livre e feliz. É assim que se deve 
educar as crianças hoje em dia.
A velhinha ainda ameaçou dizer alguma coisa, mas se 
sentiu antiga, ultrapassada. Voltou para a sua fila. Só que não 
encontrou o seu marido, que havia sumido.
Não demorou muito e voltou o marido com um galão de 
água de cinco litros e, calmamente se aproximou da mãe do 
pentelho, abriu e entornou tudo na cabeça da mulher.
— O que é isso, meu senhor?
O velhinho colocou o vasilhame (que palavra antiga) no 
seu carrinho e enquanto a mulher esbravejava e o pentelho 
morria de rir, disse bem alto:
— Também fui educado com liberdade!!!
Foi ovacionado. 
PRATA, Mário. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 16 jul. 2004.
1 Em geral, o cronista trabalha em seu texto uma situação 
cotidiana, que provavelmente o leitor conhece. No caso 
da crônica lida, essa situação são as filas, sobretudo em 
São Paulo. No 2º parágrafo, que adjetivos ele usa para 
caracterizar as filas em São Paulo? Copie-os.
O autor utiliza os adjetivos triste e interminável.
2 A derivação de grau é um recurso usado não apenas 
para indicar o tamanho dos seres, mas também para 
expressar sentimentos e impressões.
a) Tendo isso em mente, copie as palavras do 4º pa-
rágrafo em que se verifica a derivação de grau e 
explique: que efeito provoca, no texto, esse uso?
Do 4º- parágrafo, pode-se destacar: carrinhos, mocinha,
latinha, garotinho, figurinha. O diminutivo provoca o efeito de 
detalhar o que está ao redor.
b) No restante do texto, ele continua empregando a 
derivação de grau. Destaca-se a esse respeito so-
bretudo o uso que faz para designar mais dois per-
sonagens que aparecem na continuação do texto. 
Como são denominados esses personagens?
São denominados velhinhos/velhinha e velhinho.
3 Mário Prata, nesse texto, brinca com as palavras para 
fazer graça não apenas ao usar a derivação de grau.
a) Ele emprega uma palavra derivada de fila e outra de 
pentelho. Quais são elas e a que classe gramatical 
pertencem?
São os substantivos filenses e pentelhação.
b)O cronista transcreve um verbete de dicionário para 
descrever o comportamento do garoto. Essa defini-
ção explica que palavra? 
Pentelho. 
c) Na sequência da crônica, que outros substanti-
vos são empregados com a mesma função? Todos 
ajudam a construir a mesma imagem do menino? 
Explique.
São empregados com a mesma função de pentelho os
seguintes substantivos: pentelhinho, garoto, reizinho. A 
escolha desses termos reforça a ideia de que o menino tem um 
comportamento terrível.
4 Como vimos no módulo anterior, as crônicas, além de 
divertir, procuram levar o leitor à reflexão.
a) Qual destes substantivos abstratos empregados no 
texto ajuda o leitor a identificar a reflexão que o 
cronista quer provocar: liberdade ou provid•ncia?
Liberdade.
b) Em sua opinião, que substantivo abstrato designa o 
tema que o cronista discute nessa narrativa?
Possibilidades: educação, comportamento, limites.
5 A mãe tem uma opinião a respeito da educação do filho; 
os velhinhos defendem outra ideia a esse respeito.
a) Explique o posicionamento da mãe e o dos velhinhos.
A mãe considera que o importante é educar o filho com
liberdade. Os velhinhos parecem defender que liberdade tem
limites.
b) No texto, de que modo a mãe defende sua ideia?
Ela defende sua ideia quando permite que o filho coloque em
prática todas as suas vontades, mesmo que perturbe todos.
Além disso, expressa verbalmente sua opinião: “– Educo meu filho
assim, minha senhora. Com liberdade, sem repressão. Meu filho é
livre e feliz. É assim que se deve educar as crianças hoje em dia”.
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c) E o que fazem os velhinhos para provar seu ponto 
de vista?
A velhinha conforma-se com a situação, imagina que ela está
ultrapassada. Seu marido, porém, despeja água na mãe do garoto,
com o pretexto de também ter sido educado com liberdade.
6 A respeito da educação de filhos, você concorda com a 
mãe, com os velhinhos ou tem uma terceira opinião? 
Declare seu posicionamento e escreva dois argumentos 
que o fundamentem.
Resposta pessoal.
7 Releia o último parágrafo: “Foi ovacionado”. Com ele, 
o cronista apresenta a opinião geral das pessoas da fila 
do supermercado. Escreva a definição de ovacionar, 
pesquisando no dicionário caso seja necessário.
O v erbo ovacionar significa aplaudir com entusiasmo.
DESENVOLVENDO HABILIDADES
Leia a seguinte tirinha da Mafalda.
1 Mafalda manifesta aversão a um tipo de alimento pre-
parado pela mãe. O substantivo usado para nomear 
esse alimento no plural é:
a) tortas
b) bolos
c) feijões
d) sopas
2 Para intensificar o mau humor de Mafalda, há um 
ocorrido desagradável com um objeto que é nomea-
do por um substantivo composto e plural. Trata-se do 
substantivo:
a) toca-discos
b) micro-ondas
c) alto-falantes
d) microfones
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