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ESCOLA ESTADUAL “WILSON DE MELO” 1º E 2º GRAU. TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO ALUNA: ANDRESSA LORENE ARAÚJO. PROFESSORA: RENATA MARTINS. TRABALHO DE TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO. Introdução A origem etimológica do termo comunicação vem do latim comunica tio, do qual distinguimos sua raiz munis, que significa “estar encarregado de”, o prefixo “co” que expressa simultaneidade e o sufixo “tio” que reforça a ideia de atividade. Assim, o primeiro sentido efetivamente relacionado a comunicação estava ligado a “atividade realizada conjuntamente” (WOLF, 2003), e de certa forma, este sentido permeia o processo de comunicação até os dias atuais. Mas quando estamos nos referindo a especificidade da comunicação humana, precisamos nos afastar da definição genérica encontrada nos dicionários e entender que a cultura e o contexto simbólico é que definem o sentido da comunicação, conforme explica (HOHFELDT,2001, p. 41) “a comunicação é um processo social básico de produção e partilhamento do sentido através da materialização de formas simbólicas”. Decorre que apesar da produção simbólica de sentidos ser inerente à espécie humana e, portanto ter permeado a comunicação entre humanos desde os tempos mais primitivos, foi com o desenvolvimento da imprensa na Era Moderna e mais fortemente com a Revolução Industrial do Século XIX que a problematização e complexificação acerca da comunicação enquanto um processo passou a ter espaço. Assim, a comunicação deixou de estar vinculada apenas a uma atividade primitiva inata do Homem, e revestiu-se de caráter científico, por isso passa-se a denominar este campo do conhecimento como o das Ciências da Comunicação e os estudos decorrentes das múltiplas formas e modulações de saberes daí desencadeados vão receber a denominação de Teorias da Comunicação (WOLF, 2003). Os estudos da Escola de Chicago vão classificar cinco elementos do chamado Processo de Comunicação assim definido: 1.Emissor –É quem envia uma mensagem, utilizando-se de um canal e um código. 2.Mensagem –É o conteúdo enviado pelo emissor. 3.Receptor –É quem recebe a mensagem enviada pelo emissor. 4.Canal –É a forma utilizada pelo emissor para enviar a mensagem ao receptor. 5.Código –É o conjunto de sinais estruturados utilizado na elaboração da mensagem, podendo ser verbal ou não verbal. Esse esquema elaborado a partir dos primeiros estudos de Teoria da Comunicação revelam o caráter científico e processual da mesma, bem como a necessidade de uma técnica, um método para que o processo se dê de forma completa. Assim, o emissor precisa definir um código e um canal para que seu conteúdo chegue ao receptor e produza entendimento. Mas todo sistema de comunicação está sujeito a falhas, que são denominados ruídos ou distúrbios, assim: Considera-se ruído todo sinal indesejável que ocorre na transmissão de uma mensagem por meio de um canal. É tudo o que dificulta a comunicação, interfere na transmissão e perturba a recepção ou compreensão da mensagem; tudo o que possibilita a perda de informação durante o transporte da mensagem entre o destinador e o destinatário (MEDEIROS 1998, p.26).O principal código de comunicação utilizado pelo Homem e que o diferencia particularmente dos outros seres vivos, é a sua capacidade de utilizar uma língua estruturada na forma de linguagem, sendo por esta razão nossa atenção especial a este aspecto. Os níveis de linguagem Como a comunicação não é regida por normas imutáveis em decorrência de sua interação com a sociedade, ela pode transformar-se através do tempo. Para perceber isto, basta revisitar escritos antigos, ou mesmo nossas cartas e comparar com mensagens de internet enviadas atualmente por nossos filhos. Percebendo a dinamicidade da linguagem, entendida aqui como um processo social mediado pela troca de sentido simbólico ( HOHFELDT, 2001), podemos reconhecer num primeiro momento dois tipos de língua: a falada e a escrita, conforme definimos a seguir: Quadro1 –Níveis da Língua Falada A Língua Falada pode ser: Culta; Coloquial; Vulgar ou Inculta; Regional Grupal Gíria; ou Técnica. Quadro2 –Níveis da Língua Escrita A Língua Escrita pode ser: *Não-Literária: Língua-Padrão; Coloquial; Vulgar ou Inculta; Regional. *LITERÁRIA: Grupal. São características da Linguagem culta “obediência aos padrões linguísticos, uso de vocabulário variado, eliminação do vulgar, linguagem trabalhada e original”. Já a linguagem coloquial “foge às formalidades e aos requintes gramaticais”, enquanto que o nível vulgar “é espontânea, descontraída e sem preocupação com as formalidades da língua culta” (MEDEIROS 1998, P.40). É importante perceber que cada nível de linguagem, seja na forma falada, seja na escrita, possui um conjunto de códigos próprios, suficientes para que possam produzir sentido simbólico e com isso gerar entendimento entre emissor e receptor. Assim temos para a Língua-Padrão o respeito as normas gramaticais vigentes, o que não acontece na Língua Vulgar, porém em ambas, seus praticantes conseguem entender a mensagem, dada a produção simbólica de seus códigos. Outra característica relevante é a capacidade de mutação que ocorre dentro de cada nível de linguagem, pois se a Língua-Padrão modificou-se diversas vezes pelas reformas gramaticais, o mesmo ocorreu com as gírias que são consideradas Língua Grupal por utilizarem um vocabulário fechado e restrito, mas em constante mutação. Isso explica, portanto porque as gírias utilizadas pela juventude dos anos 1970 passariam sem sentido para os jovens da atualidade. Mais um aspecto essencial para a compreensão do processo de comunicação e que está relacionado ao sentido da linguagem refere-se a denotação e a conotação. O sentido denotativo é predominante no nível da Língua Culta e da Língua-Padrão, nas expressões falada e escrita respectivamente. É o sentido encontrado nos dicionários e que confere valor real aquilo que se deseja comunicar. Já o sentido conotativo reveste-se de uma complexidade maior, pois trata das diversas acepções que uma palavra pode ter no processo de construção da linguagem. Em Língua Portuguesa, particularmente, este aspecto linguístico tem grande relevância, devida grande quantidade de sinônimos e vocábulos que podem adquirir sentido diferenciado de acordo com a região do falante. A principal forma de não incorrer em erros de interpretação e de não provocar ruídos no processo de comunicação é analisar bem o contexto, pressuposto básico para uma boa comunicação. Na comunicação empresarial, objeto central do nosso estudo, o contexto sempre determina a forma de abordagem e o tipo de linguagem a ser utilizado, com clara predominância da Língua-Padrão, Língua Culta e da Denotação. Os três 'c’ essenciais: clareza, concisão e correção Antes de começarmos a discorrer sobre esses três elementos essenciais na comunicação empresarial vale a pena ressaltar o objetivo principal da escolha destes três aspectos linguísticos entre tantos outros: a interação entre eles. Não se pretende aqui traçar um mosaico com dezenas de subitens necessários ao processo de comunicação na empresa. Estes aspectos formais já estão dados em mais de uma dezena de manuais de redação. Por isso o que pretendemos é demonstrar como três dentre tantos elementos podem contribuir para a melhoria do processo de comunicação na empresa. Isto demonstrado, passamos a discorrer sobre eles. Segundo (MEDEIROS 1998, p.156), clareza “consiste na expressão exata de um pensamento”. Já (LIMA 2005, p.3) traz a clareza como “a fiel observância às regras de gramática ditadas pela tradição clássica da língua”. Das definições apresentadas temos que um texto claro é aquele que utilizando as normas gramaticais vigentes no padrão-culto, consiga expressar de maneira exata aquilo que se pensou. Ou seja, é conseguir transpor uma ideia para a forma escrita de maneira que respeite as normas da língua e se mantenha fiel ao significado original, garantindo total entendimento no fluxo da comunicação. No entanto, alguns erros comuns podem afetar a clareza, assim temos os solecismosque constituem erros de concordância, regência e construção nas frases; as cacografias que são relacionadas ao uso incorreto da ortografia, do hífen e da acentuação e ainda os cruzamentos que consistem na utilização trocada de termos que possui escrita ou pronúncia semelhante (LIMA, 2005). Muitas vezes, na empresa o estilo claro é equivocadamente percebido de forma pejorativa. Muitas instituições ainda cultivam a linguagem excessivamente técnica, cheios de jargões em textos sinuosos e rebuscados. Esta prática está em total desacordo com o novo contexto empresarial da transparência das ações, da responsabilidade social e da participação cidadã. Sobre isso temos que: O excesso de linguagem técnica, antes de afirmar competência, revela superficialidade e desrespeito ao receptor. Portanto, estilo claro é o que evita a ambiguidade, a obscuridade, o pedantismo, a afetação, o esnobismo; o estilo claro significa uso de sintaxe correta e de vocabulário ao alcance do receptor (MEDEIROS 1998, p.156). A utilização de linguagem obscura e imprecisa, além de esconder a superficialidade sobre o tema, pois tenta impressionar pela forma e não pelo conteúdo, pode também obstruir o fluxo e inibir a participação na empresa. Isto ocorre porque o funcionário ao se deparar com um modelo comunicacional excludente, pode implicitamente entender que sua participação deve estar limitada apenas aos momentos específicos demandados pelo superior, e não ao cotidiano da empresa. Sobre a participação no processo de comunicação temos que: Entre as principais características desse processo comunicacional estão: opção política de colocar os meios de comunicação a serviço dos interesses populares; transmissão de conteúdos a partir de novas fontes de informações [...] a participação ativa das pessoas como protagonistas do processo (PERUZZO 2004, p.50). Assim, a dimensão da clareza no processo comunicacional está relacionada não só ao aspecto linguístico, mas também a processos sociais de participação, incluindo coprodução e avaliação por parte do corpo social da empresa. Sobre a concisão, (MEDEIROS 1998, p.157) afirma que “consiste em dizer muito com poucas palavras”. Já (LIMA 2005, p.4) traz que concisão “é a fuga da prolixidade”. Tanto estes, como outros autores que definem o termo concisão como (CEGALLA 2005) ou (FERNANDES 2008) o relacionam com a busca da objetividade na empresa. A concisão é uma das ferramentas mais poderosas para que se obtenha a clareza, estão intimamente relacionadas, pois um texto prolixo, com excesso de adjetivações, pormenores irrelevantes e uso de artigos indefinidos, está longe de ser considerado conciso, tampouco se poderá dizer que obteve clareza. A brevidade daquilo que se quer transmitir é uma qualidade a ser cultivada na empresa, pois muitos programas desenvolvidos, quando passam por uma análise de eficácia, pecam pela falta de objetividade, apesar de apresentar em dada circunstância conteúdo relevante. A impessoalidade é uma característica primordial na comunicação empresarial, e longe de ser confundida com frieza de conteúdo, esta deve ser compreendida como foco total na mensagem a ser passada, e não em floreios secundários. Para se atingir um texto conciso é preciso grande capacidade linguística, diversidade de vocabulário e expressividade. Caso contrário, poderá incorrer no laconismo, o texto que conduz ao vago e simplório, carente de sentido e de conteúdo (MEDEIROS 1998). Escrever de forma concisa é conseguir atrair e manter a atenção do receptor sem cansá-lo com elucubrações é passar a mensagem de forma que se entender o final, sem que se esqueça daquilo que foi dito no começo. No que diz respeito à correção tanto (MEDEIROS 1998), quanto (LIMA 2005) e (CEGALLA 2005) convergem na definição de que “consiste no emprego adequado das normas gramaticais”. Não se pode afirmar que um texto que apresente correção na sua elaboração, possa ser instantaneamente classificado como detentor de clareza. No entanto, a observância da utilização correta das normais gramaticais é um dos componentes mais importantes na obtenção da clareza textual, pois evita a formação de códigos fechados e socializa a informação dentro do vocabulário comum aos falantes de um idioma. Os principais obstáculos à correção são a obscuridade que ocorre quando há acúmulo de elementos numa frase gerando sentido duvidoso; a ambiguidade erro gramatical que leva uma frase a ter duplo sentido e o barbarismo que consiste na escrita de palavras de forma errada, gerando uma palavra bárbara, ou seja, inexistente na língua portuguesa (MEDEIROS 1998, p.152). Outro aspecto que tem contribuído decisivamente para observância de incorreção textual nas empresas é a má utilização dos pronomes oblíquos e dos tempos verbais. Diante disto ainda é comum deparar com pérolas do tipo estaremos enviando e você logo estará recebendo ao invés de enviaremos e você logo receberá; ou então já disse que ele sempre segue ele, no lugar de ele sempre o segue. Se os erros gramaticais geram ambiguidade e obscuridade, afetando o entendimento da mensagem, pode afirmar que apesar da correção não garantia incondicional de clareza textual,esta funciona como premissa, visto que sem correção o texto perde em entendimento, portanto não pode ser considerado claro. Ampliando agora a discussão para além do aspecto linguístico, a ausência de correção pode ter outros efeitos nocivos à empresa, tais como: perda de credibilidade junto aos seus clientes tanto internos quanto externos, pois levará a uma interpretação de falta de capricho na elaboração das mensagens institucionais; dependendo do ramo de atividade da empresa, uma incorreção gramatical pode levar a riscos de acidentes, perdas financeiras ou materiais, etc. A incorporação da clareza, concisão e correção no ambiente comunicacional da empresa é essencial para o êxito dos processos comunicativos partilhados, e isto deve fazer parte da cultura organizacional, não se restringindo a rígidos manuais de redação. É preciso entender o contexto dos apontamentos linguísticos dentro de um processo social e estratégico que envolve o endomarketing, o relacionamento com a imprensa e com os fornecedores e clientes externos. Os tipos de discurso Como já discorremos em outro capítulo, a empresa é o lugar onde convivem rotineiramente diversos saberes e esta diversidade leva a discursos que se pensados de forma fragmentada podem conduzir a uma imensa confusão e perda da identidade empresarial. Em uma mesma instituição podem estar lado a lado o discurso publicitário, administrativo, jornalístico, científico, enfim, cada um com suas concepções e dinâmicas próprias, e nem sempre dispostos a se irmanar na construção de uma comunicação única. É de suma importância que consideremos as especificidades de cada um dos diversos discursos no interior da empresa, pois considerá-los como iguais seria desmerecer sua construção própria de sentido, pois a dinamicidade e criação está para o discurso publicitário como a objetividade está para o discurso científico. Desta forma, o que compete fazer é encontrar quais são os pontos de intersecção destes saberes e fazeres empresariais e a partir daí estabelecer uma direção comunique seja convergente com a missão institucional. Embora seja pacífico dizer que os diversos tipos de discurso na empresa, tem como norte a questão da obediência gramatical, isto deve ser feito de forma equilibra conforme nos diz (MEDEIROS 1998, p.26): Embora se apregoe que o texto comercial deva respeitar as regras gramaticais, a utilização de formalismo excessivo pode provocar desinteresse da audiência, enquanto o aproveitamento de expressões coloquiais pode emprestar ao texto certo colorido que estimula a atenção do receptor (MEDEIROS 1998, p.144). No que se refere ao aspecto linguístico há que se discernir entre dois tipos de discurso: o direto caracterizado pela fala visível dos interlocutores e personagens e o indireto no qual a fala dos personagens é informada pelo narrador do texto (CEGALLA, 2005). Em cada campo de atuação empresarialum desses dois discursos vai ter certa prevalência. O discurso direto, por exemplo, é mais utilizado pelo pessoal do marketing, pois confere força ao anúncio. Já a área jurídica da empresa deverá utlizar-se mais o discurso indireto, pois é comum nestes tipos de documentos a narração de determinado fato e menos usual que este fato venha acompanhado da fala de seu autor. Dentro do universo empresarial, porém, é necessário entender que cada ferramenta só terá sua eficácia desejada se for utilizada no contexto correto. Sendo assim passaremos a analisar a título de amostragem alguns documentos que as empresas utilizam na sua comunicação interna e externa e quais as suas funções. À guisa de conclusão: os documentos empresariais e suas funções Antes de efetivamente entrarmos na discussão sobre as funções dos documentos, faz-se necessário uma desambiguação. Pois afinal, qual termo deve ser utilizado para se referir a forma de comunicação das empresas: estaremos tratando de documentos empresariais, comerciais ou oficiais? Apesar de não estar totalmente consensual do entre os diversos autores que abordam a temática, grande parte destes convencionam a utilização do termo comercial ao grupo de documentos que circulam no âmbito das empresas comerciais de cunho privado. Já o termo oficial esteve historicamente vinculado aos poderes públicos e refere-se a comunicação destes, comumente chamados de instituições. Mas se checarmos a origem das palavras veremos que nem todas as empresas são comerciais e também é possível verificar que também existem empresas oficiais, mantidas pelos poderes públicos, como a Petrobrás, por exemplo. E ainda nesta esteira temos que a comunicação institucional não pode estar apenas restrita ao público, pois a comunicação desenvolvida por uma companhia privada também é institucional. Dentro deste conjunto de termos utilizados, um nos parece mais adequado para se referir ao nosso objeto de estudo: o termo empresarial. Uma empresa pode ser pública (oficial) ou privada, pode ser comercial ou industrial, e com certeza pode desenvolver ações institucionais. Assim, adotaremos o termo empresarial (MEDEIROS, 1998) para tratar dos documentos emitidos pelas instituições sejam públicas ou privadas, pois consideramos que todas são, no âmbito de seus objetivos, caracterizadas como empresas. Passando a dissertar sobre nosso tema central neste tópico temos que todo ato emanado de uma instância empresarial (setor, departamento, coordenação, gerência, diretoria, etc.) tem por objetivo alterar a situação inicial anteriormente dada, ou seja, gera-se um documento para que ele desencadeie ações. Um requerimento, por exemplo, enseja o reconhecimento de um direito, seja destinado a pessoa física ou jurídica, sendo assim a sua elaboração espera um deferimento ou indeferimento do pleito. Pois bem, se todo documento empresarial busca estabelecer um roteiro procedimental, é passível que o corpo social da empresa conheça as diversas funções inerentes a cada documento produzido, sob pena da ação que deveria ser desencadeada, não perecer (LIMA 2005, p.61). Em (LIMA 2005, p.60) temos que os atos administrativos podem ser classificados de acordo com sua função. Assim temos Atos: Deliberativo-Normativos, de Correspondência, Enunciativo-Esclarecedores, de Assentamento, Comparativo-Declaratórios e os de Pacto ou Ajuste. Estas seis categorias compreendem dezenas de documentos que devem ser utilizados no contexto empresarial em situações diversas, seja quanto à complexidade, à abrangência, a natureza ou um sem número de variáveis. A empresa deve ter habilidade para utilizar os diferentes tipos de documentos, pois cada um deles produz determinado efeito legal ou administrativo, que deve estar em consonância com os objetivos traçados para uma comunicação empresarial estratégica. Bibliografia BOAVENTURA, Edivaldo. Metodologia da Pesquisa: Monografia, Dissertação e Tese.1. ed. São Paulo: Atlas, 2007. Comunicação não verbal: o que é, tipos e como usar A comunicação não verbal é um aspecto importante no local de trabalho. Como o próprio nome diz, é aquela que acontece sem o uso de palavras faladas ou escritas. Inclui comportamentos aparentes, como: olhares, gestos, toques, posturas, assim como aspectos físicos, como: roupas, acessórios ou distância espacial. Ás vezes, nossas expressões faciais, gestos, contato visual, postura e tom de voz podem transmitir uma mensagem melhor que as próprias palavras. A comunicação não verbal é um aspecto importante no local de trabalho, pois mostra como você escuta, olha e reage enquanto gerencia a equipe. Isso tem muito a ver com a maneira como transmitimos significado e informação a outras pessoas, além de influenciar a interpretação dos sinais de quem está ao nosso redor. Já se perguntou como a linguagem corporal ajuda no relacionamento interpessoal na sua agência de comunicação? Às vezes, nossas expressões faciais, gestos, contato visual, postura e tom de voz podem transmitir uma mensagem melhor que as próprias palavras. A comunicação não verbal é um aspecto importante no local de trabalho, pois mostra como você escuta, olha e reage enquanto gerencia a equipe. Isso tem muito a ver com a maneira como transmitimos significado e informação a outras pessoas, além de influenciar a interpretação dos sinais de quem está ao nosso redor. Já se perguntou como a linguagem corporal ajuda no relacionamento interpessoal na sua agência de comunicação? O que é comunicação não verbal? A comunicação não verbal, como o próprio nome sugere, é aquela que acontece sem o uso de palavras faladas ou escritas. Inclui comportamentos aparentes, como: olhares, gestos, toques, posturas, assim como mensagens menos óbvias, como: roupas, distância espacial entre as pessoas etc. A pesquisa científica sobre o tema começou com a publicação de um artigo de Charles Darwin em 1872, com o título: A expressão das emoções no homem e nos animais. Desde então, outros estudos sobre os tipos, efeitos e expressões do comportamento humano surgiram. O termo comunicação não verbal foi popularizado em 1956 pelo psiquiatra Jurgen Ruesch e o escritor Weldon Kees no livro: “Comunicação não verbal: notas sobre a percepção visual das relações humanas”. Quais os tipos de comunicação não verbal? Características físicas São tipos de comunicação não verbal que são usados no corpo e ambientes, que comunicam significado às outras pessoas. Considere suas preferências por estilo do corte de cabelo, moda, joias e automóveis. Todas essas escolhas expressam significados para quem está ao redor sobre o que você valoriza e a imagem que deseja exibir. Como na maioria das comunicações, aparência pessoal, objetos e acessórios acontecem dentro de espaços culturais e são interpretados à luz desses contextos. Proxêmica É o estudo de como o uso do espaço influencia a maneira como nos relacionamos com os outros. Usamos o espaço para regular nossa comunicação verbal e comunicar significados relacionais e sociais. O espaço pessoal varia de dezoito polegadas a quatro pés e é reservado para a maioria das conversas com pessoas não íntimas (amigos e conhecidos). O espaço social se estende de quatro a doze pés e é usado para interações em pequenos grupos, como sentar ao redor de uma mesa de jantar com outras pessoas ou uma reunião de grupo. O espaço público se estende além de três metros e é mais usado em situações de falar em público. Um exercício divertido é ir a um ambiente público e observar as pessoas. Cronêmica É o estudo de como as pessoas usam o tempo, afinal, isso também comunica uma variedade de significados às pessoas. Pense em alguém que você conhece que está constantemente atrasado, ou o colega mais pontual do grupo. Como você as descreveria? Existe alguma diferença no seu modo de pensar sobre eles? Nesse caso, essa percepção se baseia no tempo. Paralinguagem É o termo utilizado para descrever qualidades vocais, como: tom, volume, inflexão, velocidade da fala e ritmo. A forma como as palavras são ditas geralmente expressam maior significado que as própriaspalavras. Por exemplo, se você diz que está muito feliz com o feedback de alguém mas faz isso com uma voz monótona e expressão facial entediada, a pessoa entende o seu comentário como uma ironia. Como a comunicação não verbal pode ser usada na publicidade? Quando a linguagem corporal está incorreta em uma peça publicitária, dificilmente o cliente vai se interessar pelo produto ou serviço. Movimentos, expressões ou atitudes comportamentais fora de contexto influenciam de forma negativa a escolha do consumidor. Por outro lado, a comunicação não verbal bem-elaborada ajuda a transmitir a mensagem de acordo como foi planejada. Um bom exemplo disso é que os comerciais de creme dental sempre têm alguém sorrindo para mostrar o quanto os dentes ficaram brancos. Sem isso, não seria a mesma coisa. A escolha da paleta de cores ideal e o logotipo são outros meios de criar uma identidade de marca sem a necessidade de verbalizar. Imagens e símbolos também são responsáveis por entregar uma mensagem forte e, assim, gerar reconhecimento e empatia. Quando a comunicação não verbal precisa ser priorizada? Sempre. Afinal, a última coisa que você quer é que as pessoas tenham medo ou se sintam intimidadas, não é mesmo? A maneira mais fácil de parecer amigável é estampar um sorriso no rosto. Olhar para o colaborador enquanto ele está falando demonstra que você está prestando atenção ao que diz. Ao mesmo tempo, isso mantém as linhas de comunicação abertas. Quando se trata de comunicar com gestos, as palmas das mãos podem ser um sinal revelador de suas intenções. Mantê-las para cima significa disposição para ouvir ou negociar, enquanto para baixo revela que você está falando sério. Como investir em soluções de comunicação para minha equipe? Dá para se manter consciente da linguagem não verbal se você começar a observar o comportamento das pessoas, assim como os seus também. Confira estas dicas para treinar essa habilidade, melhorar as áreas em que acha que deve mudar e ensinar a sua equipe a fazer o mesmo. Seja um bom observador Primeiro de tudo, reconheça que as pessoas se comunicam em vários níveis. Observe as expressões faciais, o contato visual, a postura, os movimentos das mãos e pés, o movimento e a colocação do corpo, a aparência e a passagem enquanto caminham em sua direção. Todo gesto está comunicando alguma coisa. Acostume-se a assistir a linguagem não verbal e a capacidade de ler os sinais aumentará com a prática na sua gestão para agências. Faça contato visual A maneira como você se comunica com a equipe, clientes e fornecedores dá maior relevância para os negócios. O contato visual é incrivelmente importante para a sua liderança. Olhar os membros da sua equipe diretamente nos olhos e ouvir (não apenas responder) gera confiança. Sua linguagem corporal pode ter um enorme impacto em como os colaboradores se relacionam com você na empresa. Fique atento à postura Para melhor ou pior, a comunicação não verbal pode minar as palavras reais que você diz. Tentar dizer que estão fazendo um bom trabalho ou compartilhando informações importantes pode ser anulado por uma linguagem corporal ruim que faz você parecer inseguro ou mentiroso. Nesse sentido, uma simples postura faz a diferença. Por exemplo, se você se mantiver inclinado para trás vai parecer que deseja ficar distante mas, se ficar ereto e levemente voltado para a frente, o sentido é oposto. Se quiser parecer amigável e deixar os outros à vontade, considere usar gestos mais sutis e ocupar menos espaço físico. Fale com as mãos A incorporação de gestos na conversa melhora o conteúdo verbal e resulta em uma fala menos hesitante, reduzindo preenchimentos como “um” e “aí”. Aperfeiçoe o aperto de mão Se o seu aperto de mão é muito fraco, você pode ser percebido como tímido. Forte demais, vai parecer que é agressivo. Prefira o meio-termo, pois isso pode gerar uma credibilidade instantânea. Reduza os gestos nervosos É comum fazermos gestos que demonstram inquietação quando estamos estressados, como: balançar a perna, esfregar as mãos, girar o cabelo e outros. Quando se flagrar fazendo coisas do tipo, apoie os pés firmemente ao chão, respire fundo e apoie as mãos no colo ou nas laterais do corpo. Quais os principais erros na comunicação não verbal? Aqui estão alguns erros comuns da linguagem corporal a serem evitados no local de trabalho. Aperto de mão fraco Por mais insignificante que possa parecer, um aperto de mão fraco pode enviar sinais desfavoráveis, enquanto pessoas com um aperto de mão forte são comprovadamente vistas de maneira mais favorável. Não fazer contato visual O contato visual é um dos meios de comunicação mais primitivos e importantes, e é uma maneira de solicitar feedback. Ele também transmite confiança, liderança e força. Não sorrir O sorriso tem um efeito poderoso, pois mostra que você é uma pessoa agradável, com confiança, abertura e energia, ou seja, fatores positivos no mundo profissional. Demonstrar inquietação Ficar olhando o relógio com frequência, balançar as pernas ou brincar com o cabelo são exemplos que denunciam inquietação, ansiedade ou desinteresse. Portanto, evite. Cruzar os braços A menos que esteja com muito frio, entrar em uma reunião de negócios com os braços cruzados sugere que você está na defensiva ou não está aberto ao que a outra pessoa está dizendo. Em alguns casos, o ato de cruzar os braços pode até agir como uma barreira física, em vez de deixar colegas ou parceiros de negócios à vontade. Como você viu, tudo o que fazemos, mesmo quando estamos no mais absoluto silêncio, emite sinais de comunicação não verbal. Gestos, tom de voz, aparência física e outros detalhes são frequentemente interpretados pelas pessoas que nos cercam. Por isso, é preciso estar atento para transmitir a mensagem certa e observar a reação dos outros. Tipos de Linguagem: verbal, não verbal e mista A linguagem verbal é uma forma de comunicação que ocorre por meio de palavras, sejam elas escritas ou faladas. Este texto que você está lendo, por exemplo, faz uso da linguagem verbal. Da mesma forma, um professor que dá uma aula faz uso sobretudo da linguagem verbal (fala) para se comunicar com seus alunos. Na linguagem não verbal, a comunicação ocorre sem a utilização de palavras. É uma forma de comunicação que ocorre por meio de signos visuais ou sonoros. São exemplos de signos visuais as placas, as sinalizações de trânsito, os slogans, os logotipos, as cores, as fotos etc. Dentre os sons, há os apitos, a música, os ruídos etc. Há também a linguagem mista, também chamada de híbrida, em que elementos dos dois tipos de linguagem (verbal e não verbal) aparecem de forma combinada. São exemplos desse tipo de linguagem os panfletos publicitários, as charges e as histórias em quadrinhos. Exemplos de linguagem verbal A linguagem mais usada no nosso dia a dia é a verbal. Ela se faz presente em praticamente todas as situações de interação social (em casa, na escola, no trabalho) ou mesmo quando estamos sozinhos (vendo um filme ou lendo um livro). Vejamos alguns exemplos de utilização da comunicação verbal: Textos literários, como crônicas, romances, poemas e novelas Comunicações orais, como aulas, palestras, colóquios e conferências E-mails e cartas Relatórios, formulários, cadastros etc. Livros didáticos, apostilas, dicionários, enciclopédias etc. Manuais de instrução Qualquer tipo de conversação, como um bate-papo entre amigos Este conteúdo que você está lendo neste exato momento Exemplos de linguagem não verbal A linguagem não verbal está presente em muitos momentos do nosso dia a dia. No trânsito, por exemplo, somos orientados em grande medida por símbolos e sinais luminosos, que possuem, sim, significados. Num jogo de futebol, boa parte da comunicação entre árbitros e atletas ocorre por meio de linguagem não verbal: os juízes usam apitos e cartões, já os assistentes usam bandeirinhas. Exemplos de linguagem mista Há situações em que, para se comunicar, as pessoas utilizam elementos verbais e não verbais numa mesma mensagem. São exemplos de linguagemmista panfletos promocionais, placas de trânsito, cartazes, revistas etc. Polissemia e ambiguidade: qual a diferença entre elas? Apesar de possuírem uma relação estreita, a ambiguidade e a polissemia não são exatamente a mesma coisa. Vamos abordar brevemente cada conceito para que você entenda e, principalmente, saiba usar esses dois recursos de modo a deixar suas redações interessantes e cheias de significado. Ambiguidade Pode ser uma consequência da polissemia, ou seja, de uma palavra com sentidos múltiplos. De um modo geral, costuma ser usada acidentalmente por muita gente, gerando uma imprecisão de significado e causando um efeito bastante ruim aos olhos de quem lê o que foi escrito ou mesmo ouve o que foi dito. Não entendeu muito bem? Pense naquele clássico exemplo: “A cachorra da minha vizinha não sabe se comportar.” Observe que o vocábulo cachorra pode ser interpretado tanto como o animal que pertence à vizinha quanto um xingamento à própria vizinha. Obviamente, nem sempre a ambiguidade é vista como um vício de linguagem (como o pleonasmo por exemplo), como algo ruim, usá-la pode ter o objetivo de criar um efeito mais expressivo, o que é muito comum na publicidade ou em textos de humor. Há uma piada bastante conhecida sobre o paciente que se consulta com o médico e diz já ter quebrado o braço em vários lugares ao que esse último responde que ele não deveria voltar para tais lugares. A palavra lugares, enquanto ambígua, confere humor ao texto: enquanto o paciente se refere às partes do braço que já machucou, o médico interpreta lugares como locais geográficos. A ambiguidade pode ser lexical ou estrutural (sintática). Vejamos cada tipo para compreender melhor como funcionam. Lexical Como consequência da polissemia, fica no nível da palavra. O exemplo, no começo do texto, mostra que um mesmo vocábulo pode ser interpretado de maneiras diversas. Para não transformar a ambiguidade em um vício, é preciso ter cuidado com o modo como se usa o léxico. Poderíamos reescrever algo como “Minha vizinha tem uma cachorra que se comporta mal. ” Outro exemplo de ambiguidade lexical enquanto vício está na palavra braço: “Mal chegou perto do banco, quebrou o braço. ” O que foi quebrado: o braço do banco ou da pessoa? Observe que a própria palavra banco pode gerar falta de entendimento, chegou ao banco da praça e quebrou o braço do banco, chegou ao banco da praça e quebrou o próprio braço ou chegou ao banco (agência bancária) e quebrou o próprio braço? Nem sempre é fácil resolver o problema da ambiguidade lexical enquanto vício, mas é preciso reelaborar o contexto e, ainda que não pareça a melhor solução, repetir uma ou outra palavra quando for extremamente necessário. Não podemos esquecer que a ambiguidade lexical também pode ser usada propositalmente, como forma de criar certos efeitos e chamar a atenção do leitor. Quem nunca ouviu aquele slogan “Energia que dá gosto”, produzido para divulgar uma certa marca de achocolatado? A palavra gosto pode, nesse caso, significar sabor e, ao mesmo tempo, prazer, satisfação. Estrutural (sintática) A ambiguidade também pode apresentar problemas quanto à estrutura de uma frase, ficando, assim, no nível sintático. Ela ocorre quando as palavras ocupam posições inadequadas nos enunciados, gerando uma indefinição de sentidos. Vejamos: “João viu o incêndio da escola. ” Não há como saber se João estava na escola e de lá viu alguma construção sendo incendiada ou se estava longe e viu a escola pegar fogo. Perceba que a forma como a frase foi estruturada não nos permite saber como o fato ocorreu exatamente. Outro caso: “A polícia perseguia o ladrão correndo. ” Quem corria era a polícia, o ladrão, ambos? É claro que podemos levantar hipóteses, mas sem a certeza do que se quis realmente dizer. Em casos assim, a ambiguidade acaba sendo prejudicial e deve ser evitada. Observação: o pronome possessivo SEU pode ser, muitas vezes, um problema. “A mãe pediu para que o filho arrumasse seu quarto. ” O filho deve arrumar o próprio quarto ou quarto da mãe? Trocar “seu” por “dele” ou “dela” pode ajudar, mas cuidado, faça isso em casos extremamente necessários, pois esses últimos não são bem-vindos em texto formais, além disso, a depender da palavra à qual estão ligados, podem provocar um efeito sonoro muito ruim, chamado cacofonia. Polissemia Trata da propriedade que um vocábulo tem de apresentar múltiplos sentidos, ou seja, de apresentar vários significados ao mesmo tempo. Foi por isso que expliquei anteriormente que a ambiguidade lexical pode ser consequência dessa multiplicidade. Por tal motivo, os dois conceitos estão ligados. Na polissemia, ficamos exclusivamente no nível da palavra. É um recurso bastante comum na publicidade, mas também na literatura, aparecendo com certa frequência nos mais variados gêneros literários, dentre eles o poético. Veja um exemplo a seguir. “Na janela, um pássaro Paralisei no canto Assim, encantado Sem saber se fico mudo Ou se, às pressas, me mudo para suas asas.” JNC No pequeno poema em destaque, temos uma espécie de brincadeira com as palavras canto e mudo. Quando diz que paralisou no canto, o eu lírico pode estar se referindo ao canto do pássaro ou ao local onde parou. Com mudo ocorre o mesmo: primeiramente, podemos pensar na ação de emudecer e, logo depois, na ação de mudar. Observação: é preciso ter cuidado para não confundir polissemia com a homonímia. Enquanto a primeira trata de vários sentidos em uma mesma palavra, a segunda diz respeito a duas ou mais palavras que, apesar de apresentarem significados diferentes, possuem o mesmo som. Alguns exemplos de homonímia são: sexta e cesta, cela e sela, conserto e concerto, compra (verbo) e compra (substantivo). A importância dos gestos na sua comunicação SILÊNCIO Você é daquelas pessoas que não sabe o que fazer com as mãos durante uma apresentação? Ou que geralmente se sente mais seguro ao deixá-las guardadinhas no bolso? Ainda existem aqueles que utilizam demais as mãos enquanto falam, não é mesmo? Afinal, qual será o equilíbrio? Essa é uma queixa constante! Diversas pessoas reclamam sobre este aspecto e estão cobertas de razão, pois as mãos são uma importante ferramenta de comunicação. O não uso ou o uso exagerado pode causar ruído comunicativo e afetar no impacto do seu discurso. Gestos influenciam o outro É por meio dos gestos que conseguimos estimular o canal visual do nosso interlocutor e, ao utilizá-los corretamente, aumentamos a chance que ele retenha melhor as informações que estamos transmitindo. Além disso, o uso equilibrado dos gestos favorece na transmissão de segurança e credibilidade. Tendemos a confiar mais em pessoas que utilizam gestos firmes e congruentes com o discurso. Os gestos geralmente devem acompanhar o seu discurso, ocorrendo de maneira sincrônica com o conteúdo de sua fala. Ao discursar em pé, utilize os gestos na altura da cintura, pois abaixo desta linha eles podem ser constrangedores e acima desta linha podem transmitir uma sensação de autoritarismo. Tipos de gestos Basicamente existem 4 tipos de gestos: os emblemáticos, os adaptadores, os reguladores e os ilustradores. Os gestos emblemáticos são aqueles gestos que substituem a fala, como exemplo, o “jóia”, o “parar”, a “banana” e o de “silêncio”. Estes gestos são determinados culturalmente, por isso devemos entender que nas diferentes culturas eles podem ter representações diversas, como é o caso do “jóia”. O apontar com o polegar para cima, com os quatro outros dedos fechados na palma, aqui no Brasil significa que está tudo certo, já no Japão significa o número 5, na Alemanha significa o número 1, na Europa e Estados Unidos é mais utilizado para pedir carona, já na Austrália e Nigéria, pode ser entendido como um gesto obsceno. Em uma exposição oral formal devemos evitar o uso excessivo destes gestos, pois eles tornam a sua fala repetitiva e óbvia, tais gestos são utilizados de maneira caricata ao contar uma história ou em interpretações teatrais. Outro tipo de gestos são os adaptadores e como exemplo temos: oroer as unhas, estalar de dedos, manipular o cabelo, segurar uma caneta e ficar acionando-a sistematicamente ou tampando e destampando, dentre outros. Os gestos adaptadores devem ser evitados a todo custo durante a fala. Eles são conhecidos como as bengalas da comunicação. Por meio deles demonstramos inconscientemente as nossas inseguranças e fraquezas. Então tome muito cuidado! Por serem inconscientes geralmente não percebemos que estamos realizando tais gestos e acabamos por transmitir ansiedade, insegurança e pouca credibilidade. A dica é: filme suas apresentações e perceba se realizou algum destes gestos, assim você tornará consciente a ação e poderá reduzir ou até mesmo retirar este mau hábito. Ainda temos os gestos reguladores e ilustradores que devem ser utilizados ao longo do discurso, pois auxiliam na interação e capacidade de reter as informações. Linguagem Falada: conceitos, tipos, aquisição e desenvolvimento. OBJETIVO Discorrer acerca dos conceitos fonéticos e fonológicos, evidenciando que a descrição fonética é tão importante como a interpretação fonológica, ou seja, o valor linguístico, às funções, atribuições de um som dentro da organização sistemática das línguas. Se a escola tem por objetivo ensinar como a língua funciona, deve incentivar a fala e mostrar como ela funciona. Na verdade, uma língua vive na fala das pessoas e só aí se realiza plenamente. A escrita preserva uma língua como um objetivo inanimado, fossilizado. A vida de uma língua está na fala. (CAGLIARI, 2005, p. 52) Segundo CAGLIARI (2005) muito pouco se conhece da fala portuguesa e têm-se noções erradas a esse respeito. A escola gira em torno da escrita e consequentemente a gramática normativa está voltada para a escrita, mesmo quando tenta abordar questões que só existem na fala. Numa língua existem valores sonoros diferentes para cada símbolo alfabético, e a ortografia por si só não nos dá uma orientação clara sobre a pronuncia da língua e seus dialetos. Dividir as letras do alfabeto em vogais e consoantes só faz sentido se essas letras remetem a sons que na fala podem ser classificados como vogais e consoantes, segundo a descrição fonética. Na fala vogal e consoante são tipos diferentes de modos de articulação CAGLIARI (2005). Para relacionar fatos da fala com fatos da escrita é necessário do lado da fala estabelecer que dialeto será tomado como base, e do lado da escrita é preciso distinguir o sistema da escrita da ortografia. Tradicionalmente as vogais são apresentadas na alfabetização como parte do sistema de escrita do português e não da fala. Observam-se situações que só ocorrem na escrita ortográfica, na fala a realidade é diferente - (palavras que começam com a vogal e – apresenta-se escada – pronuncia-se iscada). O tratamento dado as consoantes não é menos grave que o concedido as vogais. Algumas crianças não distinguem sons surdos de sonoros – p/b, f/v, t/d. A distinção entre consoantes surdas e sonoras depende ainda do dialeto que a criança fala. É preciso saber ouvir as crianças, deixa-las falarem. A escola não deveria preocupar-se somente com a ortografia, mas também com o funcionamento da fala. A estrutura fônica de palavras pode sofrer alterações quanto juntamos uma palavra à outra, ou separamos as silabas de uma única palavra – o fenômeno de juntura tem muitos aspectos interessantes e importantes não só para conhecer como a fala funciona como também para entender muitos erros de escritas que estão começando a escrever. (casa amarela - kazamarela; todo amigo - toduamigu; toda a amizade – todamizadi) ... As diferentes formas lexicais de palavras, dependendo do dialeto do falante, são usadas pelas crianças e fogem da forma ortográfica, revelando na escrita a forma fonética e a constituição lexical de palavras e seus dialetos: (pizza – pitsara ou pitsa); (fósforo – forsu ou fosforu); (você – ose ou vose) ... O português não é uma língua de ritmo silábico, mas acentual – as sílabas apresentam durações variáveis, que se ajustam em suas durações reais - forçar os alunos a aprender como se fosse uma língua de ritmo silábico é induzi-los a modificar sua fala natural. Um outro exemplo da terrível confusão que a escola faz entre a escrita e a fala diz respeito à tonicidade. A escrita não tem silabas tônicas e nem átonas. Isso só acontece na fala e depende crucialmente de como as pessoas dizem o que falam. A variação lingüística e a escola Aprender a falar depende da racionalidade humana que é dada a todo ser humano, pela natureza e através da interação com outras pessoas. O processo de aquisição da linguagem é, na verdade altamente complexo. CAGLIARI (2005) afirma que as pessoas são mais expostas a ouvir do que a falar, por isso, acham que entende o que os outros dizem, o que lêem, mas não sabem falar. Porém, tudo o que ouvem e entendem como usuários da língua podem reverter na forma de produção de fala por parte do falante. Quando chegam à escola as crianças têm uma experiência de anos como ouvintes e falantes de uma língua, a escola tira o ambiente natural de uso da linguagem e a coloca num contexto artificial, em que a linguagem é avaliada a todo instante e não é usada apenas para as pessoas se comunicarem e interagirem lingüisticamente. A variação lingüística não mostra nenhum erro de linguagem, nem para o indivíduo, nem para um grupo dialetal, mostra apenas que pessoas diferentes podem ter modos diferentes de usar uma mesma língua. Na sociedade que temos, as pessoas cultas, ricas, influentes representam os falantes que melhor expressam os ideais da sociedade e quanto mais pobres e ignorantes forem os indivíduos os grupos e suas culturas, mais discriminados serão perante os demais. Na sala de aula esses valores sociais, culturais e lingüísticos são avaliados, um em função do outro. Crianças pobres e menos favorecidas social e economicamente, ao entrarem na escola achavam que já sabiam falar sua língua, não conseguem entender porque, de repente, ficou tudo confuso, errado e difícil em sua mente. Neste sentido, a escola deve compreender a realidade lingüística de seus alunos nos primeiros anos escolares para desenvolver atividades de ensino e aprendizagem que não ferem os alunos nem os mestres, mas, pelo contrário, trazem tranqüilidade, alegria, prazer e sucesso. Em termos práticos o que tais idéias significam para o professor?  entender porque as crianças falam do modo como fazem;  respeitar esse modo de falar das crianças e ajudar os alunos a entender por que falam do modo como fazem;  explicar o que a escola espera deles, agora e depois; É preciso uma longa conversa sobre o assunto, além de:  Ensinar o dialeto padrão;  Usar o dialeto padrão;  Treinar os alunos a usá-lo, sobretudo nas leituras;  Concentrar, inicialmente nas leituras e nas atividades em sala de aula;  Corrigir os erros de grafia;  Incentivar os alunos a procurar a escrita ortográfica; As funções da linguagem A linguagem humana tem uma função comunicativa. Mas essa é apenas uma dentre uma série de outras funções, e nem sempre a comunicação é a função mais importante no uso da linguagem. Quando as pessoas falam, não pretendem sempre e só transmitir informação, conhecimento novo. A fala pode representar uma ordem, uma ameaça, um compromisso, um contrato. Como se vê, além de comunicar, a linguagem estabelece direito e deveres entre os interlocutores. Ela tem funções muito especiais. Às vezes é um exercício de poder de uns sobre os outros. Pode-se, através da linguagem persuadir, coagir, omitir, mentir, ferir, magoar, julgar, condenar, criar-se impasse, ter várias conotações, falar nas entrelinhas, trazer ambigüidades. Esse fenômeno semântico explica alguns fatos que ocorrem na escola. A linguagem possui ainda um caráter convencional, ela não é necessariamente aberta, clara, explícita. Podem-se dizer muitas coisas de modo que, em seu sentido literal e por uma interpretação superficial, apresentem um determinado significado, mas que, interpretados à luz de certosconhecimentos específicos, revelam seu significado diferente, como por exemplos às leis públicas. A convencionalidade da linguagem não rege só as relações entre os signos lingüísticos e o mundo, mas está presa também a valores sociais, econômicos, ideológicos, políticos, religiosos. Dependendo de contextos desse tipo, o próprio sentido das palavras muda. Através do modo de falar de cada um, afirma CAGLIARI (2005), revela-se o status social dos indivíduos e grupos sociais, ficando definido o lugar de cada um na sociedade. Como é estabelecido o dialeto-padrão No Brasil não existe um português da rainha, nem do imperador, presidente da república ou equivalente. Notam-se diferentes dialetos que variam de Estado para Estado, região para região, uns gozam de prestigiosos, outros são estigmatizados. As linhas divisórias destes dialetos não se confundem com as fronteiras dos estados. Os meios de comunicação criaram um novo conceito de fala de prestígio, o padrão global. Essa realidade lingüística precisa ser bem entendida pela escola, para que não cometa injustiças para com os alunos e comprometa o processo de Educação a que se propõe. Segundo CAGLIARI (2005), muitos “problemas de fala”, atribuídos à falta de “discriminação auditiva”, são de fato problemas de variações lingüísticas. Muitos casos de “trocas de letras” na alfabetização podem ser causados ainda pelo fato de o aluno transferir uma análise que faz de sua fala para a forma escrita (bassora, fugão). A fala artificial usada por algumas professoras alfabetizadoras é uma tentativa falsa de facilitar o trabalho escolar na alfabetização. Essa é a causa de muitos erros aprendidos pelos alunos, que resulta na incapacidade que demonstram mais tarde de ler corretamente e de se expressar oralmente com perfeição de falantes nativos que são. A variação lingüística é de fato uma questão mais complexa do que é aqui apresentada. A variação lingüística provém não apenas da evolução histórica das línguas e de suas raízes locais, geograficamente delimitada, nem só aparece na sociedade estratificada à maneira das classes sociais e grupos étnicos. É encontrada também no comportamento lingüístico de uma única pessoa, em diferentes circunstancias de sua vida, independentemente da classe social ou região a que pertence. Uma pessoa fala com diferenças às vezes notáveis quando numa conversa informal ou em público, representando um certo status social. Uma pessoa que lê procura uma pronuncia que nem sempre corresponde à pronuncia de sua fala coloquial. Essa é a variação estilista, segundo a nomenclatura dos lingüistas. Todos nós, na verdade, somos de certa forma falantes de mais de um dialeto, os quais usamos de acordo com as circunstancias. (CAGLIARI, 2005, p. 86). A fonologia na escola Segundo CAGLIARI, (2005), o que se ensina de fonética nas escolas, nos livros didáticos, nas gramáticas é em geral desastroso. Não há nenhum cuidado com as explicações, há erros primários e uma incompreensão quase total da realidade da língua. Se o objetivo da escola é ensinar como a língua funciona, ela deve ensinar a Fonética – preocupação com a descrição dos sons da fala – e Fonologia – interpreta o valor lingüístico que esses sons têm no sistema da língua. Valor lingüístico diz respeito às funções, atribuições de um som dentro da organização sistemática das línguas. Há técnicas fonológicas que são de grande interesse para a professora alfabetizadora. Um som pode apresentar valor não-distintivo em algumas palavras, - kadeira ou kadera -, observa-se que o som trocado não altera o significado, portanto, neste contexto não serve para distinguir palavras. Um som pode não distinguir palavras num contexto, mas ter um valor distintivo em outro, - dei e de, aqui a troca de ei por e - produz uma nova palavra, um novo significado. Notamos que o (ei) e (e) só não mudam os significados de palavras quando ocorrem diante de r e x – peixe – pexe) A troca de um som por outro num determinado contexto é denominado teste de comutação. É uma maneira de descobrir se um som tem um valor distintivo ou não. Os testes de comutação são reveladores de funções lingüísticas, de valores fonológicos, porque a linguagem humana se monta essencialmente com unidades chamadas signos – união de um significado com um significante, de uma idéia com sons da fala etc. A palavra casa tem um significado – edifício de moradia – e um significante – os sons k+a+z+a –. A palavra casas tem dois significados e dois significantes – o primeiro é kaza-edifício de moradia – e o segundo é – s – significando aqui mais de um. A palavra casas é constituída de dois morfenas – kasa + s -. O morfema é o menor signo lingüístico, isto é, a menor unidade composta de significado e significante. Um signo lingüístico pode ter extensão variável, desde a menor, que é o morfema, até outras, como a palavra, a frase, o texto, etc. Nos diferentes padrões entoacionais – afirmativo, exclamativo, interrogativo – o signo lingüístico usado para fazer o teste de comutação dos padrões entoacionais – que funcionam como elementos do significante – podem ser da extensão de uma frase. A linguagem, segundo CAGLIARI (2005), se articula em dois eixos: um da sucessão ou sintagmático, em que o significante é representado por uma cadeia de sons, e o eixo das possibilidades de ocorrência ou paradigmático, em que o significante é representado pelos sons possíveis de ocorrer nos vários pontos de eixo sintagmático – casa – cata – casa – caso -. O teste de comutação joga com eixos sintagmáticos e paradigmáticos para descobrir, através da montagem dos signos lingüísticos, quais sons distinguem palavras ou não e em que contextos sintagmáticos isso pode acontecer. Os sons que distinguem palavras são chamados de fonemas. Quando dois sons comutados não distinguem palavras (signos), os dois estão em variação e representam um único fonema – kadeira – cadera -. Nas palavras dei e dê o (e) e o (ei) representam dois fonemas. Toda forma fonética representa a realização dos fonemas, ou seja, seus alofones. Uma análise exaustiva desses fatos levará ao estabelecimento de um inventário de fonemas e de alofones e a um conjunto de regras que associam a cada fonema os seus alofones, para todos os contextos em que esses fonemas ocorrem. Esse é o sistema fonológico da língua. (CAGLIARI, p. 89, 2005) O autor lembra que um sistema fonológico existe de maneira bem estruturada nos limites de certa homogeneidade lingüística e se desfaz na medida em que se pretende dar conta de variedades dialetais diferentes entre si. Para estabelecer o sistema fonológico, num caso como o do português, não se deve procurar todos os dados de todos os dialetos. É sempre possível comparar sistemas diferentes de dialetos diferentes, mas isso se faz após a definição de cada sistema, independentemente dos demais. A língua portuguesa é a soma desses sistemas todos, por serem eles muito semelhantes entre si. Cada sistema fonológico se apóia em formas lexicais consideradas lógicas; nele, elas vêm expressas por fonemas, que, através das regras de realização fonética, se tornam alofones, e tem-se a pronuncia das palavras. (...). Temos, portanto, nos diversos dialetos do português regras muito específicas no contexto final das palavras envolvendo os fonemas. Sem a compreensão e o uso da fonologia, é impossível entender muitos fatos gramaticais com a devida precisão. De posse de conhecimentos fonológicos uma professora de alfabetização pode planejar atividades interessantíssimas para seus alunos, mostrando como de fato funciona a fala e a escrita. A técnica descritiva da fonologia pode ser usada também para mostrar como funciona o sistema de escrita do português e sua relação com a ortografia. As técnicas de análise fonológica, afirma CAGLIARI (2005), aliadas a uma boa descrição fonética, permitem não só às professoras entenderem de fato o que acontece com os problemas de fala e escrita, como permitem o processo de aprendizagem por parte dos alunos, que passarão a receber uma explicação melhor de como a fala, a escrita, a leiturae a língua portuguesa funcionam. “É uma ilusão pensar que a escrita é um espelho da fala. A única forma de escrita que retrata a fala, de maneira a correlacionar univocamente letra e som, é a transcrição fonética”. (CAGLIARI, 2005). Cenários da linguagem falada Cenários pessoais Conversas caracterizadas pela livre troca de turno entre os participantes, ou seja, há interrupções mútuas e livres, como quando estamos negociando, “ fofocando”, discutindo, brigando, etc. Cenários não pessoais São monólogos, instâncias em que as pessoas falam com pouca ou nenhuma oportunidade de interrupção, como quando um chefe informa novas regras aos funcionários, um coordenador apresenta o calendário escolar na reunião de professores, ou um aluno relata uma experiência para a turma. Cenários institucionais São muito parecidos com as conversas, porém, limitados por regras institucionais. Ou seja, embora possa haver troca de turnos, estas são gerenciadas por um líder ou sofrem outras restrições, como uma entrevista – o entrevistado fala sem muita interrupção do entrevistador, obedecendo ao turno estabelecido de pergunta e resposta, um professor conduzindo uma discussão em sala de aula, um delegado interrogando um sujeito. Cenários institucionais São semelhantes aos cenários institucionais. Pode haver troca, no entanto, as falas são preestabelecidas, como uma congregação recitando preces, um casal trocando votos matrimoniais, um juiz marcando uma falta num jogo de baseball. Estes podem ser considerados um subconjunto dos cenários institucionais. Cenários ficcionais Quando a pessoa que fala nem sempre está expressando sua intenção individual, própria. É o caso de atores interpretando seus papéis, uma personalidade anunciando um produto, ou seja, essas pessoas vocalizam palavras determinadas por outra pessoa, que não necessariamente expressam a sua própria intenção. Cenários mediados Semelhante aos cenários ficcionais, mas há aqui uma figura intermediária. Quando um advogado lê o testamento de um cliente: “ deixo minha fortuna para X” , não é ele, o advogado, que está deixando sua fortuna e sim o cliente. Da mesma forma, quando ouvimos uma gravação telefônica informando o horário de atendimento de determinada empresa, ou quando um interprete faz uma tradução simultânea, estes são apenas os mediadores da comunicação. Cenários privados As pessoas falam em nome próprio, sem estarem se referindo a ninguém,, quando, por exemplo, praguejam, ensaiam uma apresentação, ou pensam em voz alta sobre alguma questão. Neste caso, o que digo não está dirigido a nenhuma outra pessoa, é apenas para mim mesmo. Tipos de Gestos: Emblemas, Ilustradores e Manipuladores Você sabe o que seria um emblema, um gesto ilustrador ou manipulador? Qual a importância de tais gestos na contextualização da nossa comunicação? É sobre isso que trataremos nesse artigo: os gestos. https://i2.wp.com/ibralc.com.br/wp-content/uploads/2012/08/gesticulando-300x197.jpg?resize=300%2C197 Segundo Mônica Portela, “o comportamento não-verbal não apenas ajusta-se à expressão linguística, como também permite e favorece a expressão de intenções e de emoções. Este influencia todas as formas de relação, regulando a interação entre as pessoas. Ao participar de uma interação social, as pessoas o fazem com todo o seu “ser” (gestos, movimentos do corpo, expressão facial, olhar) e não apenas com as palavras. ” Recomendamos a leitura do artigo “Como a comunicação não verbal influencia o que falamos? ”, de autoria do Dr. Sérgio Senna, onde o mesmo demonstra a importância da comunicação não verbal. Segundo Dr. Sérgio Senna, os “movimentos e expressões faciais podem substituir a verbalização quando “nossa cara diz tudo” (…) A regulação do que estamos dizendo se dá pela sinalização dos momentos pelos gestos. Acenar para uma pessoa e esperar para falar é um exemplo, assim como utilizar o silencio como promotor da narrativa de alguém”. Tipos de Gestos: Emblemas, Ilustradores e Manipuladores Existem alguns tipos de gestos que merecem atenção: Emblemas são sinais gestuais que, dentro de uma cultura, possuem um significado preciso, ou seja, são gestos independentes da fala. Como por exemplo ao balançar a cabeça em sinal de “sim” ou “não” ou levantar o polegar para cima, querendo dizer que está tudo bem. gestos-emblemas-manipuladores-adaptadores-ilustradores Emblema, polegar para cima, informando que está tudo “ok”. Ilustradores são gestos diretamente ligados à fala, tais gestos geralmente são utilizados para reforçar a fala do interlocutor. Se ficarmos mais atentos, perceberemos o quanto utilizamos as mãos para reforçar nosso discurso. https://i2.wp.com/ibralc.com.br/wp-content/uploads/2012/08/milena-nana-300x168.jpg?resize=300%2C168 Gesto Ilustrador, dedo apontando para algo, reforçando o discurso verbal Manipuladores ou Adaptadores são gestos feitos em direção ao nosso corpo ou a objetos, como por exemplo, esfregar as mãos, coçar, segurar botões, tocar a orelha etc. gestos-emblemas-manipuladores-adaptadores-ilustradores Gesto manipulador, indicando ansiedade ou desconforto físico. Qual a relação dos gestos e a mentira? Interessante perceber que tais gestos podem vir a ser utilizados como auxiliares na análise da mentira, pois os mesmos funcionam como complementos da linguagem verbal (em alguns momentos a substitui totalmente), os mesmos devem estar sincronizados com o que o interlocutor expressa verbalmente. gestos-emblemas-manipuladores-adaptadores-ilustradores Alguns tipos de gestos muitas vezes são apontados como “indicadores da mentira”, ou seja, se coçamos o nariz durante a fala, provavelmente estaremos mentindo, ou ainda, se começamos a gesticular mais rápido ou mais devagar também estaríamos mentindo, o que nem sempre é verdade. Devemos observar o contexto e qual o comportamento padrão do interlocutor (ele sempre gesticula rápido ou devagar? gesticula muito ou pouco?), só assim poderemos perceber se de fato existe “algo errado” entre o que nos é falado verbalmente e não-verbalmente. No artigo “O que evitar ou incluir na linguagem corporal?” , de autoria do Dr. Sérgio Senna, percebemos outro fator importante: como nossos gestos podem influenciar a percepção que nosso interlocutor tem sobre nós, como por exemplo: apontar para alguém durante a fala ou fazer gestos mais fortes com as mãos (dar cortes no ar ou bater uma mão na outra). Esses, geralmente, estão mais associados à raiva. Portanto, não devemos relevar nossos gestos durante um discurso, procurando sempre ficar atentos aos mesmos, pois a comunicação não-verbal faz parte da mensagem que tentamos transmitir. Aprofundaremos mais sobre a relação entre os gestos e como perceber suas alterações através da: linha de base/baseline. Até a próxima, Edinaldo Oliveira Veja mais no portal Ekman (em inglês) Referências: 22 e 23 de janeiro de 2022 PORTELLA, M.C. Como identificar a mentira: sinais não-verbais da dissimulação. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2006 PIRES, Sérgio Senna. Como a comunicação não verbal influencia o que falamos?. Disponível em: //ibralc.com.br/linguagem-corporal-comunicacao-nao-verbal/como-comunicacao-nao-verbal-influencia-falamos/. Acessado em: 14/08/2012 Nossas Redes Instagram YouTube Twitter Facebook Telegram Como eu acho o IBRALE no Telegram ou no Instagram? canal-telegram-ibralc-celular-500 instagram-ibralc ibrale-testes-linguagem-corporal Como citar este artigo: Formato Documento Eletrônico (ABNT) JUNIOR, Edinaldo Oliveira. Tipos de Gestos: Emblemas, Ilustradores e Manipuladores. Instituto Brasileiro de Linguagem Emocional. Disponível em < https://ibralc.com.br/tipos-gestos/> . Acesso em 12 de dez de 2021. Formato Documento Eletrônico (APA) Junior, Edinaldo Oliveira. (2012). Tipos de Gestos: Emblemas, Ilustradores e Manipuladores. Instituto Brasileiro de Linguagem Emocional. Recuperado em 12 de dez de 2021, de https://ibralc.com.br/tipos-gestos/. https://i0.wp.com/ibralc.com.br/wp-content/uploads/2012/02/foto_portal-150x150.jpg?ssl=1 Edinaldo OliveiraGraduado em ADMINISTRAÇÃO - GESTÃO DE NEGÓCIOS pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru/PE (2005) e Pós-Graduado em Engenharia de Software pela mesma faculdade, em 2010, além de graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, pela ESTÁCIO, em 2014. Diletante do campo da psicologia, com foco no estudo da comunicação não verbal, especialmente no que se refere as expressões faciais, e como esta ferramenta pode ser aplicada em diversas áreas, a saber: segurança, defesa, educação, vendas, nas organizações e na saúde.