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HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 1 🦎 HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA CAPÍTULO I – EMERGÊNCIA DO SERVIÇO SOCIAL: CONDIÇÕES HISTÓRICAS E ESTÍMULOS Ao analisar os documentos sobre a história do serviço social no continente latino – americano, percebe-se que a maioria ou se não todos partem de uma mesma ideia/definição: se remetem à ideia de um simples prolongamento dos desenvolvimentos que a profissão alcançara na Europa. Esses desenvolvimentos seriam meros desdobramentos de ações, documentos, ideias, textos e experiências acumuladas por viajantes latino-americanos na Europa. “... 1925 pode ser considerado como o “ano de nascimento” do Serviço Social profissional na América Latina, já que marca a criação da primeira escola da especialidade num país latino- americano. Desde o seu nascimento, o Serviço Social latino-americano recebeu forte e decisiva influência externa. Não é surpreendente que a sua concepção tenha sido, basicamente, a de um mero reflexo. Entre 1925 e 1940, aproximadamente, foi tributário da Europa, em especial sob o influxo belga, francês e alemão; a partir de 1940, passou a ter o exclusivo selo norte-americano”. (Ander Egg – página 29) De acordo com Ander Egg, o Serviço Social foi criado através de uma forte influência externa, sendo apenas um reflexo do Serviço Social Europeu. “ Em 1925 começa a funcionar em Santiago do Chile a primeira escola de Serviço Social... fundada pelo Dr. Alejandro Del Río. O fato de que a primeira escola de Serviço Social da América Latina tenha sido criada por um médico é de fundamental importância. Nesta época, os médicos já sabiam muito bem que poderiam rentabilizar sua tarefa na medida em que se cercassem de uma série de subtécnicos que, sob sua absoluta dependência e direção dando-lhes estrita conta dos seus afazeres, complementariam a função propriamente médica... Médicos com esta mentalidade... puderam perceber... que contariam com outro componente nesta equipe de subprofissionais...” (Barreix – página 30) De acordo com Barreix, o Serviço Social na América Latina “nasce” como uma subprofissão, sendo está subordinada as práticas médicas. Porém, não seriam para sempre subordinados a médicos e advogados (também), pois, perceberiam que poderiam trabalhar nas instituições religiosas, com ações de beneficência, caridade e de filantropia. Enquanto, na primeira citação o autor diz que em 1925 nasceu o Serviço Social profissional, e na segunda citação o autor diz que nasceu como uma subprofissão. Então, em 1925, nasceu a profissão na América Latina ou nasceu o serviço social latino- HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 2 americano? Ambos autores, oferecem uma visão eurocêntrica sobre o assunto, principalmente sobre a ação social. Escreve Ander Egg: “... Ao lado da indiscutível prosperidade que se registra no século XIX e da acumulação crescente de riqueza pela classe possuidora, começam a preocupar algumas consequências que se afetam aos despossuídos. A atenção aos pobres e desvalidos, durante a época da expansão capitalista, surge principalmente nos ambientes cristãos (protestantes e católicos), implicando que a assistência social que se organiza então se assemelhe àquela desenvolvida na Idade Média. ” (página 32) Escreve Barreix: “.... Nos fins do século XVIII, um fato novo sacode o mundo: surge na Inglaterra a máquina a vapor, marcando o início do que se denominou “Revolução Industrial”. A máquina irrompe no cenário social e começa a inundar o planeta com os seus produtos. E o primeiro deles é uma nova classe social: a classe operária; entre seus produtos secundários, contam-se a formação dos grandes e superpovoados conglomerados em torno dos centros industriais, a miséria, a exploração.... Esta avalanche de problemas sociais fez com que se tornassem irrisórios os meios que, para equacioná-los, apoiava-se no “fazer o bem para o bem”. Em face da superação destas formas de ação social surge (a necessidade) do método, requer-se a técnica”. (página 33) De acordo o autor: “O suposto de que o conhecimento de que se passou na Europa – mais ou menos aproximadamente – basta para compreender o processo latino-americano foi transposto também para o caso das chamadas formas de ação social. Ainda aqui, acreditou-se que a extrapolação legítima. ” (Página 34) “Diretamente relacionada ao risco metodológico assinalado é a equalização, realizada pelos autores citados, entre a fundação a primeira escola de Serviço Social e a emergência da profissão no continente. Trata-se de uma limitação do entendimento do processo, que é muito mais complexo que a iniciativa, de uma ou várias personalidades, de criar um centro de formação”. (Página 34) Relacionar toda construção e história do serviço social latino-americano com a história da Europa é um erro. A fundação, no Chile, em 1925, de uma escola de serviço social inaugura uma nova etapa dentro da profissão. Considerar isso como um ponto de partida pode ser interessante do ponto de vista de ser um marco referencial da profissão. Nesse sentindo, devemos valorizar essa “certidão de nascimento”. A criação de escolas não equivale à abertura de um processo, mas sim há um momento específico de maturação da profissão. 1. Dinâmica de classes e profissionalização do Serviço Social “Os anos vinte, no Chile, se apresentam como uma etapa histórica decisiva, marcada pela emergência de novas classes sociais sob o estímulo de relações de produção embasadas na exploração de força de trabalho assalariada, no dinamismo do precoce processo de industrialização e na penetração dos capitais norte-americanos como parte de uma estratégia HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 3 geral de substituição da hegemonia inglesa e de integração das economias latino-americanas ao mercado capitalista”. (Autor – página 35) Assim, os protestos, as manifestações e os progressos na organização da classe do proletariado exigiram que o Estado articulasse ações para responder as demandas da nova realidade social; (Foram influenciados pelas ideias socialistas da experiência russa de 1917); E é claro que esse confronto não se resolveu pacificamente e nem em benefício do proletariado – a repressão foi utilizada; O estado foi se adaptando a nova situação e a classe dominante que estava no poder destinaram gastos a fim de melhorar as condições de reprodução da força de trabalho e a aprovaram uma legislação trabalhista; A economia do Chile cresceu muito graças a grande exportação de cobre que faziam para os outros países, principalmente para os Estados Unidos: Relação: ESTADO – COMPANHIAS NORTE AMERICANAS – PROLETARIADO MINEIRO DO CHILE As empresas agrícolas cresceram muito; “Em seus momentos iniciais, o desenvolvimento capitalista alcançou tal vigor que foi capaz de servir de cenário para o aparecimento da perspectiva nacionalista representada por Balmaceda, com seu projeto de desenvolvimento nacional autônomo”. (Autor – página 37) Balmaceda propôs a nacionalização, ideia contrária dos ingleses; A experiência nacionalista foi abortada em 1891, quando as forças oligárquicas e pró-imperialistas promoveram uma sangrenta guerra civil; Não é necessário descrever toda história chilena para entender como os problemas sociais foram ficando mais evidente; É óbvio que esse processo começou a ocorrer com mais força juntamente com a expansão as relações capitalistas de produção: “Miséria, crescimento urbano caótico, migrações de camponeses expulsos de suas terras etc., instauraram o solo fértil e propício para emergência e a proliferação de agentes encarregados de trabalhar fenômenos – agentes entre os quais, naturalmente, contam-se os assistentes sociais”. (Autor – página 37) Naquele tempo as profissões de médicos e advogados eram consideradas as mais importantes. As questões sociais batiam de frente com essas profissões, pois, os médicos foram percebendo que não adiantava eles tratarem da saúde das pessoas se elas viviam em condições precárias e, também,por que o estado não destinava tanta verba para as enfermarias, não havia infraestrutura boa e nem um amplo corpo de profissionais. Já a profissão de advogado trabalha com conflitos trabalhistas, como protestos operários, por exemplo. 2- Periodização e história profissional “Barreix constrói uma complexa sucessão de etapas. Começa indicando as formas de ação social, passa a assistência social, depois aos pioneiros, ao período de Mary Richmond e conclui assinalando as escolas sociológica, psicológica e eclética e os métodos de grupo e comunidade. Ele procura dar uma chancela científica à classificação que oferece, batizando a sucessão de etapas com os termos TESE, ANTÍTESE e SÍNTESE. (Página 41) Tese: “fazer o bem em nome do próprio bem” Antítese: “fazer bem o bem” Síntese: pioneira HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 4 Os pioneiros diziam que precisava fazer o bem, prover assistência aos carentes através de conhecimentos técnicos; “Do confronto da tese pioneira com a antítese de Mary Richmond surge, como síntese, a chamada Escola Sociológica [...] A síntese anterior (escola sociológica), convertida em tese, enfrentar-se-á à antítese que, precisamente, nomeamos Escola Psicológica que, com suas ramificações conhecidas (diagnósticas e funcional), tanto repercutirá no Serviço Social. (Barreix, Página 41) Esse raciocínio é bem complexo e pode causar confusões, pois, de um lado Barreix assemelha a dialética ao seu modo de aplicação e de outro pode obscurecer a história do serviço social através de uma proposta na qual Mary Richmond comparece como essência de um período; “Em troca, para Ander Egg, a evolução do Serviço Social na América Latina se dá em cinco momentos, articulados em três frases. Na primeira, a da Assistência Social, predominariam as concepções beneficente-assistenciais. A segunda fase comportaria, sucessivamente, três momentos, delimitados pelo predomínio das concepções para-médicas (e/ou para-jurídica), asséptico-tecnocrática e desenvolvimentista. A terceira fase, denominada Trabalho Social, teria como suporte uma concepção conscientizadora –revolucionária”. (Autor – Página 42) De acordo com o autor, apenas eventos históricos não são suficientes para garantir a compreensão do serviço social na América Latina; No caso de Ander Egg predomina a explicação endógena – e mantém escassa a relação com as indicações globais no interior das quais poderia se desdobrar; Explicações Endógenas: Corresponderiam àquelas que buscam esclarecer certo desenvolvimento histórico relacionado à economia exclusivamente no âmbito dos próprios fatores econômicos envolvidos no sistema examinado. Boris Lima – outro autor – também descreve sobre a história do Serviço Social: Ele diz que o serviço social conheceu 4 etapas: pré-técnica, técnica, pré-científica e a científica. “O Serviço Social começa a fazer-se científico quando se arroga o questionamento das relações causais das necessidades com que se defronta, quando se preocupa em conhecer as questões essenciais dos problemas ou fenômenos que aparecem como seu objeto de estudo e intervenção. Vale dizer: quando caminha para o interior dos fenômenos, para encontrar aí a natureza contraditória e substancial que os explica”. (páginas 42 e 43) Os autores que foram abordados não debateram sobre a importância das classes sociais nesse processo, ou seja, muitas vezes esses períodos são caracterizados em função da influência que alcançaram pelas correntes de pensamento que nem sempre são coincidentes com a ação; CAPÍTULO II – IGREJA, RELAÇÕES DE PRODUÇÃO CAPITALISTAS E PERÍODO DE GÊNESE DA PROFISSÃO “Em primeiro lugar, é preciso estabelecer como entendemos a função concreta que o Serviço Social desempenha no interior das relações sociais entre as classes; e, secundariamente, qual o papel que a religião católica (como tal) e sua Igreja (como instância e organização de um determinado poder político) tiveram durante o período da gênese, da formação do Serviço Social – com uma atenção particular às implicações de caráter extra-religioso que o catolicismo trouxe à configuração do Serviço Social”. (Autor, página 44) HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 5 A profissão pode ser entendida no interior do desenvolvimento das relações de produção capitalistas, porém, cada país tem suas particularidades Os surgimentos das primeiras escolas de serviço social na América Latina representam mudanças significativas na história da profissão; Muito antes de se incorporar nas universidades o serviço social já tinha “práticas configuradas” – um conjunto de objetivos; A história pode ser caracterizada com as palavras “resistência e luta”; Grande parte dos operários estava ciente da situação em que viviam, por isso, as organizações populares foram crescendo cada vez mais e foram apresentando novas exigências sociais. O estado e os burgueses tentaram “converter” essa situação de maneiras distintas; “Com eles, as classes dominantes procuraram direcionar as lutas populares, enquadrando-as no âmbito da legislação burguesa, cuja tramitação e controle cabem ao Estado”. (Autor – página 45) Os operários estavam lutando por melhores condições de vida, melhores condições no trabalho, eles lutavam contra o aumento da jornada de trabalho; e aos poucos as legislações foram aparecendo sobre as concessões burguesas; Em palavras mais simples o estado não queria melhorar as condições dos trabalhadores, mais sim acabar com as manifestações. Eram mecanismos de intervenção que propiciavam a defesa e ampliação do capital; “Não é a tarefa em si o que define seu conteúdo assistencialista ou não. Uma determinada tarefa, ou atividade, pode ter, num momento histórico, um cunho profundamente assistencialista, de raiz religiosa e caritativa – e pode mudar de sentido e de perspectiva sob outras condições sociais, sob domínio do capital”. (Autor – página 47) “É nesta ótica que se deve visualizar a relação Igreja-Serviço Social, pois os vínculos daquela com o assistencialismo profissional foram mudando de caráter conforme as transformações sociais reclamaram uma redefinição não só do assistencialismo católico, mas também da doutrina social da Igreja, das suas políticas e relações de poder no bojo do novo quadro emergente de forças”. (Autor – página 47) Assim, pode se perceber que a emersão do Serviço Social na Igreja Católica se dá por meio do assistencialismo e da caridade. A igreja tinha como objetivo maior a recristianização da sociedade através de um projeto social - visão messiânica -; “ (...) A ação Católica (e, por extensão o Serviço Social) prende-se a um projeto de recuperação da hegemonia ideológica da Igreja – incentivado oficialmente pela hierarquia e tendo como suporte as encíclicas papais -, lutando contra o materialismo liberal e contra a agitação social de cariz anarco-comunista”. É importante destacar dois aspectos importantes: político e ideológico, estes representam a conexão da Igreja com os intelectuais do poder; Por longos séculos a Igreja fundou seu poder de diversas formas, tornando-se um aparelho político e ocupando uma hierarquia grandiosa. Espelhavam os dogmas cristãs a fim de que todas as pessoas se convertessem ao catolicismo, pois de acordo com os fiéis, essa seria a única forma de salvação. Contudo, esses dogmas viraram “leis”, e quem não cumprisse teria que pagar. Ademais, a Igreja controlava com “férrea disciplina” (palavras do autor) o desenvolvimento do conhecimento, para eles sempre ficarem no poder; A Igreja tinha um enorme poder e conseguia controlar a sociedade da época; como já dito anteriormente, a Igreja tinha o objetivo de recristianizar a sociedade, por isso, praticamente obrigavam os laicos a aderirem a vida católica. Eles dispunham de um material ideológico improvisado. “.... Não poderíamos explicar a posição conservada pela Igreja na Sociedade moderna se não levarmos em conta a importância do seu material ideológico, dos seus duradouros e pacientes esforços paraoperar a sua própria seção da estrutura material da ideologia. Este material HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 6 ideológico é essencialmente constituído pela literatura de imprensa..., bem como pela organização escolar e universitária que a Igreja preservou”. (Portinelli – página 48 e 49) A Igreja movia-se por uma reforma social / tratou-se dos problemas da época anterior à eclosão do fenômeno industrial /, já por outra parte movia-se para recristianizar a sociedade, cujo principal objetivo era recuperar a hegemonia cristã, pois, começou as teorias marxistas começaram a se propagar; Essa influência marxista gerou medo na Igreja. Então, elaboraram estratégias para “derrotar” esse medo – estas se baseavam na ação social e a participação ativa dos crentes na vida social; “(...) cabe destacar o ensino confessional, os centros de estudo, a Ação Católica, as universidades, os sindicatos católicos, as novas formas de ação paroquiais etc. Estas respostas sincronizavam-se às mudanças operadas no interior das sociedades latino-americanos, nas quais a ação da Igreja (e o trabalho dos seus agentes) perdia significativos espaços”. (Autor- página 51) 1. A ação social da Igreja e as encíclicas papal “A Igreja conta com um discurso doutrinário centralizado (romano ou vaticano) que elabora as diretrizes gerais de compreensão dos problemas, estabelecendo normas genéricas para o exercício da fé católica. Entre seus instrumentos mais importantes destacam-se as encíclicas papais, que, em mais de uma ocasião, representaram modificações substantivas na orientação doutrinária e na ação política da Igreja Católica. Todavia, é significativo assinalar que as encíclicas encontram condições diferenciadas conforme o meio em que se implementam”. (Autor – página 51) “ E condições especiais são aquelas dadas por realidades onde estão em curso dinâmicos processos de industrialização, seguidos pela intensificação de luta de classes – condições, como se pode compreender, muito distintas daquelas existentes em países nos quais a dominação de camadas oligárquicas conserva a sua vigência”. (Autor – página 51) No período em que o Serviço Social transita para a profissionalização, duas encíclicas papais tiveram muita importância no seu desenvolvimento. Divulgada por Leão XIII a 15 de maio de 1891; Rerum Novarum: Divulgada por Pio XI a 15 de maio de 1931; Quadragésimo Anno: (Dois anos depois do grande crack capitalista de 1929) 1.1 A questão social e a “Rerum Novarum” A encíclica Rerum Novarum divide-se em duas partes: “A solução proposta pelo socialismo” e a “A solução proposta pela Igreja”. A encíclica menciona a necessidade de discutir o “cerne” da questão social, demonstrando que essa é uma tarefa da Igreja em razão da relação que existe entre sua causa e o bem comum; HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 7 “A encíclica salienta as formas de exploração da força de trabalho assalariada, que permitiram a acumulação capitalista. E se é certo que critica a insensibilidade dos “homens riquíssimos e opulentos” ela, tem, igualmente, o objetivo de enfrentar as propostas socialistas (que, à época, ganhavam numerosos adeptos nas fileiras o movimento operário), defendendo a propriedade privada, pilar fundamental das relações de produção capitalistas: “ AUTOR, PÁGINA 53) Assim, o direito à propriedade é relativamente atrelado a religião, dizendo que quando Deus concedeu a terra aos homens não quis dizer que era para todos os homens serem donos delas, deixando isso aos esforços (méritos) das pessoas e das leis. Isso quer dizer que: as pessoas têm direito à propriedade privada, à renda da respectiva terra, isso em um momento onde essa renda já se apresentava dominantemente como capitalista. (Página 54) A Igreja Católica por um longo período era a maior fonte de poder. Voltando ao exemplo da propriedade privada, é possível dizer que a defendiam tanto pelo fato de que acreditavam e defendiam que era um direito natural e outorgado reconhecido pela divindade, e assim, toda sociedade estava sujeita à vontade de Deus. Por esse motivo que perseguiam e eram contra os socialistas, pois, estes se rebelavam contra o estado – para os católicos: contra a justiça natural – Daí que defendem a luta diária contra os socialistas. A Rerum Novarum, sustentava que tudo o que teria que ser resolvido na sociedade teria que ter a cooperação da Igreja Católica, Estado e patrões ricos. "Seja portanto, primeiro princípio e base de tudo: não há outra alternativa senão a de acomodar- se à condição humana; na sociedade civil não pode haver igualdade - há os altos e baixos. Nem todos são iguais em talento, inteligência, saúde e forças; e à necessária desigualdade destes dons segue-se espontaneamente a desigualdade na fortuna, que é claramente conveniente à utilidade, quer dos particulares, quer dar continuidade". (Página 55) "A existência do salário cria a ficção de que o proletário recebe um pagamento pelo que produz, o que oculta o fato de ele só auferir a soma de meios necessários para a sua reprodução como proletário, ao passo que uma porção do produto do seu trabalho - a mais valia - cai nas mãos do capitalista sob uma ou outra das formas que o lucro toma. Tudo cria a ilusão da igualdade: paga- se ao operário a sua jornada de trabalho, ou a força de trabalho que nela emprega, mediante o salário - já que a força de trabalho é tudo o que possui, apenas lhe é devido o salário". (Página 56) Acreditavam que a desigualdade era algo natural e que mesmo com isso ambas as classes deveriam viver em harmonia. Defendiam que esse conflito entre capital x trabalho seria resolvido através da força da Igreja, pois, só ela pode trazer “acordo e união entre ricos e proletários”. "Cumprir íntegra e fielmente o trabalho que livre e equivalente se lhe contratou; jamais prejudicar o capital, nem exercer violência pessoal contra seus patrões; quando defender seus próprios direitos, abster-se do uso da força; nunca preparar sediações, nem participar daquelas dos homens malvados que, enganosamente, prometem muito e despertam esperanças exageradas e a que quase sempre se seguem um arrependimento inútil e a desgraça". (Página 57) Em breves palavras o proletário devia aceitar ser explorado sem se rebelar, militando contra os movimentos que lutavam contra o capital (resultantes dos pensamentos anarco-socialista); A encílica também recomendava algumas ordens pra os empresários e patrões. Isso, não porque se importavam com os operários, mas sim pra estar ciente dos desejos e vontades deles e imepedir qualquer ação que desafiasse o capitalismo. "Não considerar os operários como escravos, respeitar neles a dignidade da pessoa e a nobreza que esta agrega ao chamado caráter de cristão". (Página 58) HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 8 "(...) defraudar a uma pessoa do salário que lhe corresponde é um enorme crime, que clama vingança ao céu. (Página 58) Para a Igreja, essas recomendações eram humanizadoras e decentes, pois eles não estariam escravizando e nem subexplorando; Ou seja, os pobres deveriam obedecer e aceitar a condição que estavam vivendo, e os ricos tinham que agir com justiça e caridade para com os menos desfavorecidos. Dessa forma, sem briga de nenhum lado, ambos encontrariam o "verdadeiro amor fraterno"; O objetivo principal que a Igreja tinha era de reformar a sociedade, ou seja, recristianizar. Queriam moralizar os indivíduos, criar obras de caridade para o bem estar dos proletários e fomentar toda causa para acabar com a pobreza e prostituição; Dessa forma, a Igreja tinha ciêcia que iria precisar de ajuda para transformar a sociedade. Portanto, declararam que o Estado deveria promover e defender o bem-estar dos proletários; De acordo com a encíclica o Estado deveria criar associações para atender as necessidades do operário e da sua família, viúva e órfãos. Socorrer acidentados, enfermos e etc. (Página 59) A Igreja propaga o exercício do assistencialismosob a ótica da conciliação de classes. Para a Igreja era muito mais do que amor, era uma políica; Essa encíclica (1891) visava intaurar-se como um novo guia de orientação intelectual na sociedade. 1.2 A "Quadragesimo Anno" e o novo apelo aos cristões No ano de 1931, a encíclica Quadragesimo Anno formulava o seguinte apelo aos católicos: "Aos nossos muitos amados Filhos eleitos para tão grande obra recomendamos... que se entreguem totalmente à educação dos homens que lhes confiamos e que nesta tarefa verdadeiramente sacerdotal e apostólica usem oportunamente todos os meios mais eficazes da educação cristã: ensinar aos jovens, instituir associações cristãs e fundar círculos de estudo". HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 9 "O caminho que se deve trilhar está traçado pelas atuais circunstâncias. Como em outras épocas da história da Igreja, temos de enfrentar um mundo que, em grande parte, retrocedeu quase ao paganismo. Os primeiros e mais diretos apóstolos dos operários serão os primeiros mesmos... Buscar com afâ estes apóstolos seculares, tanto operários como patrões, escolhê-los com prudência concerne a vós e ao vosso clero". (Página 61) Como dito acima, essa encíclica reafirma o desafio de "acabar" com o paganismo e com a secularização; Em 1925, em Milão (Itália), fundou-se, por ocasião da I Conferência Internacional, a União Católica Internacional de Serviço Social (UCISS). Sendo dividida em suas seções: - Grupo de Escolas de Serviço Social, - Associações de Auxilares Sociais. Resumindo, esse encontro pregou a importância do Serviço Social atrelado com o catolicismo; O que é óbvio, pois, quatro anos depois a UCISS apoiou a fundação da primeira escola católica de serviço social criada na América Latina - Elvira Matte de Cruchaga, na capital chilena; Essa escola foi criada dois anos antes que o Pio XI criasse a nova encíclica (Quadrigesimo Anno - maio de 1931, na comemoração dos quarenta anos da Rerum Novarum); É importante lembrar que essa encíclica foi criada em meio à crise de 1929, pouco antes da Revolução Russa e da Primeira Guerra Mundial, por isso, desenvolve-se em tons mais radicais; A apartir de 1925, a UCISS realizou um trabalho completamente alinhado com a Igreja Católica, aplicando e compartilhando as doutrinas da Igreja. Pode-se destacar os eventos que eram realizados a fim de debater a importância do profissional assistente social católico; Um exemplo foi a V Conferência Internacional, celebrada em julho de 1935, em Bruxelas (Bélgica), com a participação de 550 congressistas e representantes de 20 países dos 5 continentes. O tema do encontro foi "O Serviço Social como realizador da nova ordem cristã" - mas hoje podemos dizer que o debate praticamente foi sobre "a ordem cristã como realizadora do Serviço Social"; O Pio XI fez vários comentários falando da importância da Igreja na questão social - profissionais de serviço social interligados com a igrega católica. Assim, estes seriam responsáveis pelas "duras batalhas" e os "mais pesados trabalhos" - como caridade, messianismo, espírito de sacrifício, disciplina e renúncia; Importante lembrar que através dessa encíclica foi enfatizado que era necessário ter um conhecimento técnico acerca do assistencialismo - o que foi chamado de estudo e renovou a América Latina - assim a Igreja teve que "criar" e "estimular" escolas e centros de formação superior a fim de difundir os conhecimentos para conseguir trabalhar na área; Apartir disso, o assistencialismo era uma profissão. Agora seria necessário passar por um ciclo de treinamentos e os estudantes eram da classe burguesa ou oligárquicas; "Evidentemente, não se deve entender que a Igreja dedicou-se ao objetivo da reforma social, desencadeando processos unicamente parametrados por inspirações divinas. As consequências das reorientações na sua estratégia de ação, das quais as duas encíclias referidas são apenas uma amostra, tiveram obviamente efeitos bem palpáveis na reprodução das relações de produção ou, nalguns casos, serviram para fortalecer e cosnolidar a sua legitimação. A ideologia da conciliação de classes, da moralidade e da educação familiar, do repúdio aos conflitos e da busca de harmonia, enquanto inculcada no povo por meio da ação evangelizadora ou como parte de programas específicos de ação social patrocinados pelo Estado, repercutia diretamente no curso das lutas de classes e na configuração do proletariado como classe". (Página 65) "Travar organização operária para propiciar a harmonia era vantajoso para os capitalistas e prejudicial aos operários, numa época em que a jornada de trabalho era de 12 ou 14 horas, em que o campesinato era proletarizado a ferro e fogo, em que os trabalhadores das minas e das grandes plantações estavam submetidos a condições bárbaras. Realizada com profunda fé religiosa e dedicada caridade ao próximo, a distribuição de alimentos, de roupas, remédios, leite HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 10 para crianças e etc. dava lugar - objetivamente - ao barateamento da força de trabalho operária ou, no mínimo, ao bloqueio da luta reivindicatória por uma melhoria do seu preço, com o consequente proveito essencial para os donos do capital e do poder". (Página 66) CAPÍTULO III - A IGREJA CATÓLICA E A FORMAÇÃO DAS PRIMEIRAS ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL 1. Formação profissional e Igreja no Chile: o caso das primeiras escolas Começaremos falando do Chile. Nos anos 20, apareceram novos grupos sociais nesse país, resultado das mudanças sociais e econômicas do Chile; "O movimento operário, que já se manifestara firmememente desde finais do século passado, conquistou um espaço proeminente da sociedade chilena. E sob o estímulo dos movimentos operários e populares, notavelmente influenciados pelas ideias socialistas e anarco-sindicalistas, tem lugar uma mudança no sistema político, orientada à democratização do país e à elevação das condições de vida dos setores que lutaam por um campo de ação para o seu desenvolvimento autônomo e pela insitucionalização das suas demandas". (Página 68) Em 1920, Arturo Alessandrini, representando as camadas médias e enfrentando a oligarquia, encabeçou um movimento reformista. Contudo, ele não cumpriu o que prometeu e acabou se conciliando com a oligarquia. Assim, as demandas operárias foram incorporadas como responsabilidade do estado; Enquanto estava no poder ficou dividido entre os interesses oligárquicos e operários. Contudo, mesmo assim, a classe operária foi ficando mais forte e organizada. Ele conseguiu a aprovação do Código do Trabalho (apresentada no congresso em 1921) - o estado se comprometia a regular as relações de trabalho e a "liberar" as manifestações operárias; Ele começou a desagradar os oligárquicos e foi derrubado em 1924 por uma junta militar. Contudo, mais tarde ele voltou ao poder por apoio dos "alessandristas" e de juntas militares - ele queria aprovar uma nova carta constitucional, que foi sancioanda em setembro de 1925, porém, como o Chile vivia em um momento conturbado, essa carta não entrou em vigência imediatamente; (a década de 20 foi bem conturbada no mundo todo e no Chile não foi diferente - teve a questão do salitre também); Como o Chile estava passando por momentos difíceis, consequentemente gerou mudanças na sociedade. Teve mudanças nas bases produtivas e alteração entre as classes sociais. Um fator fundamental nesse processo é em relação a uma classe operária de clara definição socialista e anarquista. "A sua ativa presença política é que explica tanto a emergência de um governo como o de Alessandrini (1921) como a sui generis tenativa socialista erguida contra a "canalha dourada", em 1932, que durou doze dias e que caiu graças aos militares que surgiram Marmaduque Grove. Esta etapa de turbulência prosseguiu até o mês de outubro, quando, depois de a Corte Suprema evocar eleições, Arturo Alessandrini foi novamente escolhido presidente". (Página 70) O estado foi obrigado a "acolher"as demandas da classe operária e fazer algo a respeito; "Esta institucionalização gerou uma legislação que obrigava, a partir - mas não exclusivamente - do Estado, à busca de respostas aos angustiantes problemas da previdência social, habitação, condições de trabalho, saúde pública, salariais, etc., todos objetos de reinvidicação da classe operária. Existia, pois, na base das respostas organizadas pelos aparelhos estatais, um movimento real que impunha condições muito precisas à reação da burguesia a partir do Estado. O componente de um HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 11 vigoroso movimento de massas, intransigente na defesa dos seus direitos, influindo nas configurações políticas que visavam o poder, foi - como sugerimos - um elemento de significação decisiva". (Página 70) Em 1925 surgiu a primeira escola de serviço social, chamada Del Río e depois surgiu a Escola Elvira Matte de Cruchaga. A Junta Central de Beneficiência de Santiago enviou Del Río à Bélgica, para conhecer os centros de formação acadêmica daquele país. Importante lembrar que René Sand ao visitar o Chile, teve grande influência na materialização das ideias do médico Del Río; "A legislação aprovada em 1924 trouxera à tona diversas exigências de adequação das entidades estatais e para-estatais às múltiplas demandas que a própria legislação consagrava. Recordemos que, então, foram aprovadas leis referentes à previdência social, ao seguro operáro obrigatório, à habitação popular, ao direito de greve, a sindicalização legal, à proteção do trabalho intanfil e feminino. O seguro operário, entre outros direitos, garantia subsídios para os períodos de doença e pensões por invalidez e velhice. Naquela legislação, em suma, colocavam-se nitidamente - a partir do conteúdo dos dispositivos legais - várias necessidades de adequação dos aparelhos estatais, bem como de profissionais de formação diferenciada, para que pudessem atender ao crescimento da intervenção estatal no campo da assistência social. Del Río teve o mérito de encontrar uma resposta - mesmo que parcial - , ao criar uma escola para formar profissionais destinados a complementar o trabalho do médico". (Página 71) Frisando que às primeiras escolas de serviço social - tanto as chilenas quanto as de outros países - tiveram em sua criação uma dupla face: de um lado os intereses o estado e de outro os interesses da igreja católica; Em relação a criação da escola criada por Del Río ela esta mais ligada com os interesses do estado. Ela foi criada durante um momento muito conturbado no Chile, numa etapa de aguda luta de classes, manifestações operárias, dificuldades por todos os lados. Sendo assim, a classe operária exigia que suas demandas sejam atendidas. 1.1 A primeira escola católica chilena de Serviço Social Como já dito anteriormente, a partir de 1929, a criação e a organização da Escola Elvira Matte de Cruchaga respondeu interesses do Estado e da Igreja. Obedeceu ao interesse da Igreja em criar um centro católico ortodoxo para a formação de agentes sociais adequados às mudanças sofridas pela sociedade chilena; É importante analisar, de um lado, os efeitos que a criação dessa escola teve em relação ao serviço social, e de outro lado, destacar a importância dessa escola para com todo continente; "A Escola Elvira Matte de Cruchaga foi fundada por Miguel Cruchaga Tecornal, homem público que exerceu, entre outros cargos, o de Ministro de Relações Exteriores e o de Presidente de Senado. Graças à sua gestão, a escola recebeu um subsídio estatal que custeou parte dos gastos derivados dos trabalhos acadêmicos a das obras sociais. O simples fato de um homem público como Cruchaga Tocornal promover a criação da escola já é eloquente acerca dos respaldos de que esta dispunha desde os seus primórios". (Autor - página 73) A organização da escola, em 1929, esteve nas mãos das Senhoritas Rebeca e Adriana Izquierdo, além do apoio da Senhora Louise Joerissen - que mais tarde influenciou na criação da escola peruana; A Igreja estava com medo de perder sua influência na sociedade, então a criação da escola se deu nesse contexto: interesses globais da Igreja Católica, pois, essa instituição queria se colocar na frente da sociedade, para conseguir recuperar sua hegemonia e continuar pregando seus ideais moralistas. Além de que os pensamentos socialistas e o ateísmo que o socialismo pregava assombrava a Igreja; HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 12 "A Igreja se via impelida - e aqui radica o novo caráter da assistência social - a situar-se no interior da questão social emergente com a modernização capitalista. Tratava-se de não atender mais às vítimas das pestes ou semi-libertos de uma ordem social ainda não depurada, mas de voltar os olhos para os que suportavam as consequências de uma ordem que mercantiliza a força de trabalho, redefine a família, promove concentrações urbanas, incorpora ao salariato a mulher, origina novas doençãs etc". (Página 73) "A iniciativa de Del Río parte de motivações sumamamente específicas, inseridas no campo de interesses da profissão médica. Como se sabe, e o próprio Dr. Del Río se encarregou de explicitá- lo, o "assistente social deveria ser um subtécnino incubido de colaborar diretamente com o médico". Por mais que o perfil original da profissão, esboçado pela primeira escola chilena, se colocasse sobre uma base doutrinária católica, o seu trabalho prático tinha um marco de ação bastante delimitado, pois, quase por definição, situava-se nos contornos da profissão médica". (Página 74) De acordo com uma explicação que eu vi em um vídeo o Del Río era um médico e ao visitar as periferias ele percebeu que não adiantava cuidar da saúde das pessoas se elas viviam em condições horríveis que, mais tarde, lhes causariam as doenças que ele teria que cuidar. Então, ele precisava de alguma profissão para cuidar dessa "questão social", no caso, uma subprofissão da medicina: serviço social - assistente social; A Escola Elvira Matte de Cruchaga, ao contrário, desde o primeiro momento cobriu o amplo espaço da questão social. Não se autodefiniu limitando-se a nenhum campo específico da intervenção profissional. Segundo as suas organizadoras, a escola visava (Página 74) Percebe-se que a profissão de serviço social era considerada uma vocação. Nem todas pessoas podiam fazer, apenas: mulheres brancas cristãs da alta classe; A primeira escola foi fundada em 1925, no Chile ( Santiago), chamada de Del Rio. Deu origem ao Serviço Social Latino- Americano devido a forte influência Belga, Francesa, Alemã e, consequentemente, Norte-Americana. Foi iniciativa do Estado e com o influente médico Alejandro Del Rio. Na América Latina, o profissional era subordinado à ter formação médica e, com isso, além de possuírem rentabilidade através da atuação na saúde, muitos trabalhavam na área de serviço social, que era de grande importância o seu conhecimento as necessidades da profissão. Depois em 1929, surgiu a organização Escola Elvira Matte de Cruchaga com motivações religiosas pela Igreja Católica. O objetivo era formar profissionais de serviço social capacitados para o enfrentamentos dos conflitos e a miséria da sociedade chilena, seguindo os princípios básico da Igreja no desenvolvimento de conhecimento técnicos, como no trabalho com o indivíduo, dando orientações com conteúdo religioso, entendido como vocação por seus orientadores. HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 13 (informações de um site) Del Río: profissão nas mãos dos médicos; Escola Elvira Matte de Cruchaga: profissão estava nas mãos da Igreja Católica; Assim, da pra perceber a diferença entre a primeira e a segunda escola, mas as duas tinham algo em comum: ambas as escolas se punham como instrumentos funcionais à defesa, ao resguardo e à reforma do regime da classe vigente. Cabe aqui destacar a dupla racionalidade da criação da primeira escola de serviço social: de um lado responder as demandas da sociedade; e poroutro exercer o papel de promotora internacional do serviço social 1.2 A FORMAÇÃO DA VISITADORA SOCIAL NA ESCOLA ELVIRA MATTE DE CRUCHAGA Nas escolas de Serviço Social e, especialmente, quase sem exceção, nas escolas católicas, estabeleceram-se rigorosos requisitos para a admissão das alunas. Na Elvira Matte de Cruchaga, eles eram os seguintes: >> Ter 21 anos completos e menos de 35; >> Atestado médico de boa saúde; >> Antecedentes probatórios de honorabilidade e recomendação paroquial; >> Bom aproveitamento nos estudos fundamentais ciências humanas; >> Apresentação de um texto manuscrtio, contendo resumo de sua história pessoal. Percebe-se que a seleção era extremamente rigorosa e bem restrita. Tinha a duração de três anos, alternando entre cursos técnicos e atividades práticas. Após, essas mulheres precisavam preparar a tese para opção pelo título de Visitadora Social, outorgado pela Universidade Católica do Chile. O programa, entre outros cursos fundamentais, compreendia os seguintes: religião, psicologia, pedagogia, sociologia, economia social, assistência social, legislação social; direito, instrução cívida, anatomia, fisiologia, higiene privada e pública e ética profissional. Destacamva-se, nos chamados ramos práticos: tratamento de caso social individual, encaminhamentos jurídicos, técnicas de escritório e estatística, contabilidade, primeiros socorros, cuidados domiciliares a doentes, puericultura, nutricionismo, trabalhos manuais, exercícios de oratória. Os cursos práticos incluíam nutricionismo, corte e costura e puericultura. Agora alguns dados: HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 14 Esses dados são muito importantes, mas não podemos considerar que refletem completamente a realidade; Quando acontecia as crises o governo recorria as damas de caridade (assistentes sociais). Certa vez elas foram responsáveis por cuidar da sopa dos desempregados e ajudar a procurar casa para eles também. A escola foi chamada em Santiago para cuidar da "Vadiagem infantil"; Em primeiro plano as teses e pesquisas se baseavam só na área da saúde, mas ao longo do tempo isso foi mudando. Em 1932, observa-se uma frequência de temas relativos aos cuidados com os menores, ao trabalho da igreja na assistência social e ao estudo do significado da criação da escola, bem como a necessidade de criar novas técnicas de intervenção. Ademais, outros temas, tambem, ganharam relevância: problemáticas operária e rural, familiar, temas relacionados ao menor, área da saúde, assuntos trabalhistas - como condições, direitos, legislação, acidentes de trabalho - ; As semanas de estudo aumentaram ao longo o tempo, fazendo com que as visitadoras ficassem cada vez mais interessadas em se aperfeiçoar e conhecer novas áreas. 1.3 A INFLUÊNCIA INTERNACIONAL DA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL ELVIRA MATTE DE CRUCHAGA HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 15 O maior objetivo da UCISS era difundir o serviço social católico. Enviaram cartas para outros países para mostrarem e inspirarem eles a construirem escolas de serviço social. Uruguai, com a ajuda da diretora da Escola Elvira Matte de Cruchaga, construiu uma escola de serviço social. Mais tarde, em 1940, a diretora Izquierdo visitou a Argentina para construir lá também. Colombia, Peru, Venezuela, Cuba também aderiram. pg 99 2. A FUNDAÇÃO DAS ESCOLAS PIONEIRAS DE SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL No Brasil, como ocorreu no Chile, é ao longo dos anos vinte que a Igreja Católica revigorou a sua ação para responder aos efeitos de uma crescente perda de hegemonia na sociedade civil e no Estado, promovendo um vasto movimento cariz espiritual que procurava lanças profundas raízes na política e na economia. A estruturação de uma complexa política de ação para encaminhar este propósito se deu num cenário histórico concreto em que a religião católica, através de sua hierarquia, seus intelectuais orgânicos e seus fiéis, operava no jogo fluído das condições de classe No início dos anos vinte, surgiu o Centro Dom Vital e em 1922 a Confederação Católica. Ambos surgiram para chamar a atenção da Igreja no Brasil que estava agindo inequadamente, pois, não estava cumprindo seus deveres sociais; Essa atitude das organizações católicas foi estimulada pela magnitude alcançada pelas lutas operárias entre 1917 e 1920, dirigidas pelos anarquistas em busca de uma solução, afinal, estavam protestanto a situação da queda da expansão industrial em relação aos anos de guerra; Em 1917 mais greves ocorreram em São Paulo e em outras cidades; Os proletários manifestavam contra os direitos trabalhistas da época, queriam trabalhar apenas oito horas e o aumento de salário; Em 1922, foi fundado o Partido Comunista Brasileiro; Todas essas manifestações geraram as primeiras leis trabalhistas: — Legislação sobre habitação popular (1921); — Criação da Caixa de Aposentadoria e Pensão dos Ferroviários (1923); — Regulamentação dos feriados (1925); Num primeiro momento, a Igreja teve como suporte a Rerum Novarum, depois substituída pela Quadragesimo Anno; Em 1930 no Brasil estava ocorrendo a Revolução de 30", a partir da qual o movimento católico, iniciado um pouco antes, encontrou um novo espaço para a sua intervenção. Em 1930 Getúlio Vargas assume o poder. A Igreja e o Estado ficaram mais próximos. Catolicismo foi imposto como religião oficial do Brasil, e assim, o ensino religioso nas escolas era obrigatório; A constituição aprovada em 1934 deixava claro isso; Foram criadas muitas instituições católicas; Criação do CEAS (Centro de Estudos e Ação Social), destinados a forjar uma superior militância católica - foi considerado como um vestíbulo da profissionalização do serviço social no brasil; HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 16 2.1 A INLUÊNCIA E A ESCOLA PAULISTA DE SERVIÇO SOCIAL Em 1936, criava-se a Escola de Serviço Social de São Paulo. De acordo com a encíclica era necessário fazer uma restauração social de ordem; 2.2 SURGIMENTO DAS ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL NO RIO DE JANEIRO Inscrevia-se na luta travada pela Igreja para defender o povo de influências consideradas nocivas e para constituir-se como força normativa da sociedade; Surge em 1937 o Instituto de Educação Familiar e Social; Em 1938 a Escola Técnica de Serviço Social (atenuando sobretudo para a questão de menores); E em 1940 o curso de preparação ao Serviço Social incorpora-se à Escola de Enfermagem Ana Nery; As bases doutrinárias continuavam sendo a moral e os princípios religiosos católicos; É obvio que no Brasil a origem da profissão está indissoluvemente ligada a ação da Igreja e à sua estratégia de adequação às mudanças econômicas e políticas que alteravam a face do país naquele período; No Chile, a 1 escola surge impulsionada a partir da beneficiência pública - por um médico; enquando aqui no Brasil a 1 escola surge no seio do movimento católico; Mas no Rio de Janeiro, a profissão se liga com a medicina e o direito; HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 17 "Nos dois países, porém, apesar destas diferenças, o Serviço Social surge como resposta à questão social e, em particular, à presença do movimento operário e popular, estimulado por contingentes que desenvolviam uma atividade prática de apostolado católico, provenientes das classes dominantes". (Página 109 - autor) 3. SURGIMENTO DA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL NO PERU Os anos vinte foram conturbados, O peru passava por uma ditadura de Augusto B. Leguía, presidente entre 1919 e 1930, que procurou no início da sua gestão ter atitudes "populistas". Naqueles anos o Peru experimentou mudanças. Leguía optou por subordinar-se ao imperialismo norte-americano - assim, obeteve recursos que lhe sustentaram, mas em troca teve que "dar" importantes riquezas do país e se distanciou do bloco oligárquico - latifundiário; Peru ficou afetado pela crise internacional; Depois de muitos acontecimentos, ocorreu um golpe de estado para acabar com a ditadura - quem assumiu o governo foi Sánchez Cerro - Contudo,as pessoas estavam pedindo por uma constituição e uma eleição a presidência; Sánchez Cerro se elegeu mesmo assim, contava com o apoio da União Revolucionária. Derrotou o outro canditado que era apoiado pelo APRA, alegando que ele era comunista e anticatólico; A repressão ao aprismo estava aumentando, mas o partido também estava juntando mais forças; Em julho de 1932, o APRA patrocinou uma insurreição na cidade de Trujillo. Os APRAS foram fuzilados em massa; Os apristas conseguiram matar o Cerro, vingando sua morte; Oscar R. Benavides assumiu o poder; Benavides foi acusado de se juntar ao aprismo, mas a única coisa que não cumpriu foi ter soltado o Haya de la Torre; O APRA foi fundado em 1924 por Víctor Raúl Haya de la Torre, cujo ideal era trazer o comunismo ao Peru e, em seguida, à América Latina. (Para entender melhor a história do Peru - ler páginas 110 à HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 18 3.1 ESTADO, CLASSES E A FORMAÇÃO DA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DO PERU Para esse estudo vamos utilizar dos estudos do Alejandrino Maguinã, que é o estudo mais sério realizado até hoje no Peru sobre a história do serviço social; Como já estudado anteriormente, no Chile e no Brasil (em outros países também) a criação das escolas de Serviço Social estão atreladas ao avanço do capitalismo. Contudo, no Peru, quase nos finais da década de 30, a escola aparece sobre uma base burguesa; Fundando-se a primeira escola - a que nós referimos com a sigla ESSP - , ela surge diretamente vinculada ao Ministério ds Saúde Pública, Trabalho e Previsão Social, criando quase justamente com ela. A ESSP não foi propriamente a primeira escola de serviço social no Peru... não marcou o início da profissão, mas conseguiu constituir um momento decisivo: ocorre então um "salto" no seu desenvolvimento, operando-se uma transformação qualitativa. Em 1931, o Instituto da Criança criou a Escola e Visitadoras Sociais de Higiene Infantil e Enfermeiras de Puericultura, com o que o Estado ampliava sua intervenção no campo dos cuidados à infância. A escola correspondia aos interesses de alguns médicos; A escola foi criada no governo de Leguía, onde já estava desistabilizado; Anos depois, as visitadoras deste primeiro centro de estudos desenvolveram uma certa rivalidade com as estudantes da ESSP. A legislação da ESSP praticamente "esqueceu" da tentativa de criação da primeira escola de serviço social. Juntamente, o mercado ficou mais restrito, pois isso se intensificou com as vantagens conquistadas pelas egressas do ESSP. Ademais, teve a mudança da titulação profissional, de visitadora social para assistente social . HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 19 O projeto de Molina defendia a formação de assistentes sociais no interior de uma concepção que pretendia promover a saúde por via da educação. Molina sustentava a importância da profissão como mediadora de conflitos entre operários e patrões. Nos seus primeiros anos de vida, a profissão esteve fortemente influenciada pela medicina, com a qual colaborava no enfrentamento das deploráveis condições de salubridade pública. CAPÍTULO IV - PAN AMERICANISMO "MONROÍSTA", DESENVOLVIMENTISMO E SERVIÇO SOCIAL (Página 131) "Chamaremos bolivarismo ao ideal hispano-americano de criar confederação que envolva todos os povos da cultura espanhola. Chamaremos monroísmo ao ideal anglo-saxônico de incorporar as vinte nações hispânicas ao império o Norte, mediante a política do pan-americanismo" . HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 20 (Páginas 132 e 133) 1. O PAN — AMERICANISMO POSTERIOR À GUERRA E A OEA Durante a segunda guerra mundial se engrenda e, com o TIAR e a OEA se consolida uma segunda fase do pan-americanismo monroísta, fazendo com que os EUA "tivessem" a permissão de intervir no continente americano. 2. O DESENVOLVIMENTO DE COMUNIDADE COMO PROPOSTA: ANTECEDENTES NA INGLATERRA E NOS ESTADOS UNIDOS HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 21 (Página 136) Paralelamente no perodo de descolonização da África e da Ásia, nos EUA se ampliaram métodos com ênfase em uma alta vinculação profissional do Serviço Social, enquanto método responsável pela "organização da comunidade"; Nas primieras décadas do século, era possível ver as contradições do modo de produção capitalista. Respondendo a essas demandas, surgem nos EUA os Conselhos de Planejamento de Comunidade, destinados a promover a coordenação dos serviços assistenciais, evitar a sua dispersão e planejar e dinamizar a integração de serviços prestados por insituições distintas. Com a crise de 1929 a situação se agravou. Os assistentes sociais passaram a ter maior ingerência nos Conselhos Locais. 3. A CONCEPÇÃO FUNCIONALISTA DO DESENVOLVIMENTO DE COMUNIDADE Anos 20: Juntamente com toda a mudanção social da industrialização e urbanização, surge, também, os probremas da questão social. Assim, autores já formulavam suas ideias (Página 140) Desatacaram a importância de profissionais especializados na área social. Contudo, teriam que diferenciar as teorias e práticas dos EUA com as da América Latina, afinal, a diferença é muito visível. Os profissionais precisavam criar métodos para entender e trabalhar com a comunidade. Em torno desse tema gravitavam três questões principais: maneira de introduzir inovações e melhorias; estudo das necessidades, motivações ou estímulos para impulsionar a população a agir; evolução do processo; HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 22 (Página 146) 4. DOUTRINA E IDEOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO DE COMUNIDADE (Página 140) Não se conseguiu obter muitos resultados. Contudo, acabou atraindo vários setores médios da população, e assim, através da execução dos programas de desenvolvimento comunitário surgiu novas oportunidades de emprego e motivações pessoais para superar o desenvolvimento. (Página 148) HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 23 A comunidade precisa entender que tanto a evolução como o atraso dependem da sociedade para acontecer. O governo trabalharia junto com a comunidade, onde disponibilizaria recursos financeiros para o progresso econômico. (Página 149) 5. DESENVOLVIMENTISMO E EXPANSÃO PROFISSIONAL Os assistentes sociais foram integrados aos planos de desenvolvimento comunitário, pois estavam mais capacitados do que outros profissioanais. O Serviço Social sofreu por mudanças e as administrações públicas também, todas passando por um processo de revalorização. Revitalizaram-se, também, "diversas colocações de reforma social" (está escrito assim no livro), emprenhados em humanizar o capitalismo. A emergência do desenvolvimentismo foi muito importante, pois, serviu como um "remédio" para o atraso. Lembrando que os Estados Unidos estava sempre querendo interferir. O Serviço Social estava conquistando, aos poucos, seu lugar de fala; sendo assim, os centros acadêmicos precisaram se adaptar a esse novo mundo. HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 24 (Página 153) Assim, fixaram-se algumas normas de funcionamento: o profissioanal tinha a missão de operar como agente catalisador nas comunidades, mas depois perceberam que não seria capaz de cortar o problema pela raiz, então, ficou conhecido como generalizador. (Página 154) Os profissionais acabavam criando vínculos com as pessoas que eram atendidas. 6. A DIFUSÃO E O INTERCÂMBIO INTERNACIONAIS DO SERVIÇO SOCIAL HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 25 (Página 157) Os CIESS (Congressos Internacionais de Escolas de Serviço Social) merecem destaque. Juntamente, a Conferência Internacional de Centros Sociais e a Federação Internacional de Assistentes Sociais e a União Católica Internacional de Serviço Social. Na América Latina: Congressos Pan-Americanos, depois mudou para Congresso Inter-Americano de Serviço Social; Coonferência Pan-Americana de Serviço Social mudou de nome para Conferência Internacional do Bem-Estar Social; Juntamente, a Associação Latina-Americana de Escolas de Serviço Social, passoua ser chamada de Associação Latino- Americana de Escolas de Trabalho Social (ALAETS); 7. A PROJEÇÃO DO NEO-PAN-AMERICANISMO E A REORIENTAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL 7.1 Os seminários regionais da OEA (p.159) Mas isso não significa que, antes destes eventos, a profissão desconhecesse formas similares de interação. A UPA assumiu a liderança na orientação da profissão HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 26 (Página 160) Nos seminários foi colocado como um "problema multidisciplinar", envolvendo várias áreas de atuação. (Página 161) Nos seminários, concluíram que o Serviço Social deveria cumprir seu papel nas respectivas áreas: cooperativismo, educação operária, habitação e planejamento. Habitação: estudando as condições econômicas e sociais que posteriormente iriam orientar o critério de seleção das casas populares /// educação dos usuários para a "utilização adequada" da habitação /// contribuindo para "interpretar" as necessidades da família, grupos e de toda a comunidade; Cooperativismo: o documento afirma que os assistentes sociais poderá das as ideias cooperativas grande poder de penetração e expansão na comunidade, através de sua atuação nos diversos setores", em que intervém, tais como HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 27 famílias, escolas, clubes juvenis e etc, bem como em empresas, sindicatos e progemas de educação popular em geral. Educação operária: o seminários salientaram as singulares possibilidades que esse campo oerecia ao serviço social, especialmente nas empresas, sindicatos e centros sociais. 7.2 Os Congressos Pan-Americanos de Serviço Social Foram promovidos como parte de uma política orientada para estabelecer o predomínio dos EUA; I Congresso Necessidade de criar organizações voltadas ao bem estar social; Que as escoltas de seso ofereçam o seu mais amplo apoio ao Conselho Econômico Social da ONU; Que os delegados trabalhem por um maior apoio à União Pan-Americana; II Congresso tema: O Serviço Social e a Família Rio de janeiro 1949 Falaram de impulsionar a reforma social; VI Congresso Planejamento para o Bem-Estar Social, O Planejamento do Serviço Social Aos poucos a aparência do Serviço Social como uma subprofissão foi desaparecendo. (p.166) 8. O assistente social: um agente de transformação? O questionamento da proposta desenvolvimentista >> As expressões da questão social foram ficando cada vez mais evidentes; >> Os protestos aumentaram; >> Os assistentes sociais perceberam que tinham que mudar. LINK: file:///C:/Users/User/Downloads/CASTRO%20Manuel_Historia%20do%20Servico%20Social%20na%20America%20Latina%20 BIBIOGRAFIA HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA 28 CASTRO, Manuel Manrique. História do Serviço Social na América Latina. São Paulo: Cortez‐Celats, 1993.