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Contracepção hormonal e não hormonal

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aumento da temperatura basal 
entre 0,3 e 0,8°C; 
 Abstinência – 1° dia da menstruação até 3 dias após 
aumento da temperatura basal; 
 Elevação da temperatura por: < 11 dias sugere 
insuficiência do corpo lúteo; > 16 dias sugere gravidez. 
 
- Método de Billings: 
 O muco é produzido pelas células glandulares do colo 
uterino, sob influência do estrogênio e da progesterona 
ele sofre modificações; 
 Primeira fase do muco não é perceptível; 
 Muco vai se tornando elástico, filante, comparável à 
clara de ovo, após ovulação volta a ficar espesso, turvo 
e perde distensibilidade; 
 Abstinência: da percepção do muco até o quarto dia 
após a percepção máxima de umidade. 
 
- Método sintotérmico (Billings + temperatura basal): 
 Associação dos métodos anteriores; 
 Abstinência do primeiro dia da menstruação até o quarto 
dia do pico da alteração do muco cervical ou da elevação 
da temperatura basal, o que ocorrer mais tarde. 
Métodos de barreira: 
 Barreira química – espermicida; 
 Preservativo masculino; 
 Preservativo feminino; 
 Diafragma; 
 Capuz cervical (indisponível no Brasil); 
 Esponja (indisponível no Brasil). 
1. Espermicidas: 
 Substâncias químicas introduzidas na vagina que atuam 
como barreira ao acesso dos espermatozoides ao trato 
genital superior; 
 Baixa eficácia isolados, mas aumentam bastante quando 
associados a outros métodos de barreira; 
 Nonoxinol-9 a 2% pode provocar lesões 
(fissuras/microfissuras) na mucosa vaginal e retal. 
 
 
2. Preservativo masculino: 
 Primeiro preservativo masculino foi criado em 1720; 
 Formam uma barreira mecânica que impede a passagem 
dos espermatozoides; 
 Previne contra DSTs (doenças sexualmente 
transmissíveis); 
 Devem ser colocadas antes do início da relação sexual e 
mantidas até o final; 
 Alta taxa de falha; 
 Restrição: alergia ao látex. 
 
3. Preservativo feminino: 
 Condom feminino; 
 Poliuretano; 
 Anel com extremidade fechada posicionado no fundo da 
vaginal e anel com extremidade aberta posicionado na 
fenda vulvar; 
 Formam uma barreira mecânica que impede a passagem 
dos espermatozoides; 
 Previne contra DSTs; 
 Pode ser inserido até 8 horas antes do ato sexual, não é 
necessário retirar imediatamente após relação; 
 Alta taxa de falha. 
 
4. Diafragma: 
 Dispositivo de látex, silicone ou plástico; 
 Colocar até 2h antes da relação; 
 Age impedindo a ascensão dos espermatozoides (oclui o 
colo uterino); 
 Deve ser associado ao uso de espermicida. 
 
5. Dispositivo intrauterino (DIU) de cobre: 
 Pequena estrutura de plástico recoberta com cobre; 
 Não contém nenhum hormônio; 
 Pode aumentar o sangramento menstrual; 
 Falha de 8 em 1.000 mulheres; 
 Fertilidade retorna logo após a retirada. 
 
 
 O cobre interfere na motilidade dos espermatozoides 
(mecanismo pré-fertilização) e é tóxico para o óvulo; 
 Ele promove alteração da composição do muco; atrofia 
das glândulas endometriais; alterações da peristalse e 
secreção das tubas; inibe ovulação em < 50% dos casos; 
 O DIU de cobre causa uma reação de “corpo estranho” 
no útero que provoca uma reação inflamatória local; 
 O ambiente uterino se torna hostil ao espermatozoide; 
 O cobre liberado também é tóxico para os 
espermatozoides. 
Método da lactação amenorreia: 
 Taxa de falha <2%; 
 Amamentação exclusiva (dia e noite); 
 Amenorreia; 
 Primeiros 6 meses após o parto. 
 
 
Método cirúrgico feminino: 
 Laqueadura tubária ou ligadura tubária; 
 Obstrução do lúmen tubário. 
 
Regulamentação da esterilização cirúrgica: 
 Maiores de 25 anos; 
 Ou 2 ou mais filhos vivos; 
 * na prática clínica, em geral, faz-se maiores de 25 
anos E pelo menos 2 filhos vivos; 
 Período de 60 dias entre manifestação da vontade e ato 
cirúrgico (termo de consentimento); 
 Acompanhamento por equipe multidisciplinar – 
desencorajar a esterilização precoce. 
 
 É vedada: durante o período do parto; durante período 
de aborto; até 42° dia pós-parto ou pós-aborto; 
 Exceções: iteratividade (> ou igual 2 PC prévios); 
 Risco de vida materno em uma futura gestação; 
 Risco de vida para o futuro neonato (isoumunização, 
doenças genéticas, etc.). 
 
Contracepção de emergência: 
 
 Não são abortivas; 
 Inibem ou retardam a ovulação; 
 Pode ser usada até 5 dias após; 
 Não deve ser usada como método anticoncepcional; 
 Só funcionam se não tiver ocorrido a ovulação. 
1. Contracepção de emergência hormonal: 
 Até 5 dias do ato (melhor se nas primeiras 24 horas); 
 DIU é o mais eficaz; 
 Redução de até 75 a 85% do risco (com métodos 
hormonais); 
 YUZPE: 4 cp de 30 mcg EE + 150 mcg LNG de 12/12h 
ou 5 cp de 20 mcg EE + 100 mcg LGN de 12/12h; 
 Progestagênios isolados: 0,75 mg de LNG 12/12h por 24 
horas ou dose única de 1,5 mg. 
 
 
 O uso agudo de progestagênio inibe ou retarda a 
ovulação e não tem efeito no endométrio, no muco e nas 
tubas (não é abortivo); 
 
O que pedir antes de prescrever anticoncepcional: 
 História clínica detalhada (doenças, hábitos, antecedentes 
pessoais); 
 Medir a PA; 
 Exame pélvico (descartar DIP); 
 Ultrassonografia transvaginal (descartar alterações que 
distorçam a cavidade uterina) – no caso do DIU.