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1 Seguridade Social Conceito Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário – aula 1 1 2 3 SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SAÚDE PREVIDÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL 4 SEGURIDADE SOCIAL CONCEITO 1 2 3 4 2 5 SEGURIDADE SOCIAL • Conceituação: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. (art. 194 CF) 6 QUESTÃO • (CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 2016) A CF define seguridade social como um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade destinadas a assegurar direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. 7 QUESTÃO • (CESPE – 2018 – EMAP – Analista Portuário Área Jurídica) O sistema de seguridade social compreende um conjunto de ações de iniciativa exclusiva dos poderes públicos, que se destinam à garantia de saúde, previdência e assistência à sociedade. 8 QUESTÃO • (Juiz Federal – 2018 – TRF-2ª – IBFC) Marque a opção certa: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à: • a) Saúde, educação e previdência social. • b) Previdência social, assistência social e saúde. • c) Saúde, assistência social e educação. • d) Educação, assistência social e previdência social. • e) Educação, direitos humanos e saúde. 5 6 7 8 3 9 SEGURIDADE SOCIAL ORGANIZAÇÃO 10 SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SAÚDE PREVIDÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL 11 PREVIDÊNCIA SOCIAL • A Previdência Social será organizada sob a forma de: • regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. • Pode ser dividida em 2 partes: Benefício e Custeio. 12 SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SAÚDE PREVIDÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL 9 10 11 12 4 Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social BPC - LOAS 13 14 A Assistência Social • Será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social. • Provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas. 15 SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SAÚDE PREVIDÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL 16 13 14 15 16 5 17 SAÚDE • A Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 18 SAÚDE • Independentemente de contribuição, qualquer pessoa tem o direito de obter atendimento na rede pública de saúde. • É de responsabilidade direta do Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde – SUS. 19 SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SAÚDE PREVIDÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL 20 QUESTÃO • (ESAF – INSS - AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - 2002) – À luz da Seguridade Social definida na Constituição Federal, julgue os itens abaixo: • I – Previdência Social, Saúde e Assistência Social são partes da Seguridade Social. • II – A saúde exige contribuição prévia. • III – A Previdência Social exige contribuição prévia. • IV – A assistência social possui abrangência universal, sendo qualquer pessoa por ela amparada. • a) Todos estão corretos. • b) Somente I está incorreto. • c) II e IV estão incorretos. • d) I e II estão incorretos. • e) III e IV estão incorretos. 17 18 19 20 6 21 QUESTÃO • (ESAF – INSS - AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - 2002) – À luz da Seguridade Social definida na Constituição Federal, julgue os itens abaixo: • I – Previdência Social, Saúde e Assistência Social são partes da Seguridade Social. • II – A saúde exige contribuição prévia. • III – A Previdência Social exige contribuição prévia. • IV – A assistência social possui abrangência universal, sendo qualquer pessoa por ela amparada. 22 QUESTÃO • a) Todos estão corretos. • b) Somente I está incorreto. • c) II e IV estão incorretos. • d) I e II estão incorretos. • e) III e IV estão incorretos. 23 QUESTÃO • (INSS - ESAF – Auditor Fiscal da Previdência Social - 2002) – Pedro, menor carente, de 12 anos, e Paulo, empresário bem sucedido, de 21 anos, desejam participar de programas assistenciais (Assistência Social) e de saúde pública (Saúde). • De acordo com a situação-problema apresentada acima, é correto afirmar que: a) Pedro e Paulo podem participar da Assistência Social. b) Só Pedro pode participar da Saúde c) Pedro só pode participar da Assistência Social. d) Paulo pode participar da Assistência Social. e) Pedro e Paulo podem participar da Saúde. 24 QUESTÃO • (INSS - ESAF – Auditor Fiscal da Previdência Social - 2002) – Pedro, menor carente, de 12 anos, e Paulo, empresário bem sucedido, de 21 anos, desejam participar de programas assistenciais (Assistência Social) e de saúde pública (Saúde). • De acordo com a situação-problema apresentada acima, é correto afirmar que: 21 22 23 24 7 25 QUESTÃO a) Pedro e Paulo podem participar da Assistência Social. b) Só Pedro pode participar da Saúde c) Pedro só pode participar da Assistência Social. d) Paulo pode participar da Assistência Social. e) Pedro e Paulo podem participar da Saúde. 26 Seguridade Social - Serão tratado os temas: - Origem e Evolução Legislativa no Brasil? - Legislação Previdenciária? - Sim, acesse em minha playlist do meu canal no Youtube! MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 27 Seguridade Social Princípios Constitucionais Gerais Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário – aula 2 28 25 26 27 28 8 29 Princípios • Princípios, segundo José Cretela Júnior: • "Princípios de uma ciência são as proposições básicas, fundamentais, típicas, que condicionam todas as estruturações subseqüentes. São, portanto, os alicerces de uma ciência." 30 Seguridade Social - Princípios Constitucionais • Os princípios poderiam ser divididos em: • Gerais, que se aplicam não só à Seguridade Social, como a outras matérias; • Específicos, aplicados à Seguridade Social. 31 Seguridade Social - Princípios Constitucionais • Princípios Gerais: • PRINCÍPIO DA IGUALDADE • “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...” artigo 5º, caput, da Constituição Federal. 32 Seguridade Social - Princípios Constitucionais • Princípios Gerais: • PRINCÍPIO LEGALIDADE • “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, assim diz o inciso II do artigo 5º da C.F. 29 30 31 32 9 33 Seguridade Social - Princípios Constitucionais • Princípios Gerais: • PRINCÍPIO DO DIREITO ADQUIRIDO • O inciso XXXVI do artigo 5º da Constituição Federal diz que “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. • Direito adquirido é aquele em que foram cumpridas todas as condições para seu implemento, mesmo que não haja seu exercício. 34 Seguridade Social - Princípios Constitucionais • Princípios Gerais: • PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE • CF art. 3º - “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária.” • Nosso sistema é contributivo de repartição simples (e não de capitalização). 35 QUESTÃO • (CESPE - DPE-CE - Defensor Público) Embora não conste expressamente no título que trata da ordem social na Constituição Federal, o princípio da solidariedade é postulado fundamental para a compreensão do regime financeiro da previdência social brasileira, representadode maneira evidente pelo pacto das gerações, característica dos sistemas de repartição. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka Direito Previdenciário 36 33 34 35 36 10 Seguridade Social Princípios Constitucionais Específicos Art. 194, inc I a V – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 03 37 38 Princípios Constitucionais - Específicos • CF, art 194, parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: 39 Princípios Constitucionais - Específicos • (art 194, parágrafo único CF) Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: • I –universalidade da cobertura e do atendimento. 40 QUESTÃO • (FCC – Técnico do Seguro Social – INSS – 2012) A Seguridade Social encontra-se inserida no título da Ordem Social da Constituição Federal e tem entre seus objetivos: • a) promover políticas sociais que visem à redução da doença. • b) uniformizar o atendimento nacional. • c) universalizar o atendimento da população. • d) melhorar o atendimento da população. • e) promover o desenvolvimento regional. 37 38 39 40 11 41 QUESTÃO • (CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 2016) De acordo com o princípio da universalidade da seguridade social, os estrangeiros no Brasil poderão receber atendimento da seguridade social. 42 QUESTÃO • (CESPE – Auditor Fiscal do Trabalho – MTE – 2013) A meta da universalidade da cobertura e do atendimento a que se refere a CF é a de que as ações destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social alcancem todas as pessoas residentes no país, sem nenhuma distinção. 43 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do INSS – 2008) Um dos objetivos da seguridade social é a universalidade da cobertura e do atendimento, meta cumprida em relação à assistência social e à saúde, mas não à previdência. 44 Princípios Constitucionais - Específicos • (art 194, parágrafo único CF) Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: • II – Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. 41 42 43 44 12 45 Princípios Constitucionais - Específicos • (art 194, parágrafo único CF) Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: • III – Seletividade e distributividade na prestação de benefícios e serviços. 46 QUESTÃO • (2018 - CESPE – STJ – Analista Judiciário) O princípio da seletividade e distributividade na prestação de benefícios e serviços está relacionado à seleção dos riscos sociais e à extensão da proteção patrocinada pelo Estado a todas as pessoas. 47 Princípios Constitucionais - Específicos • (art 194, parágrafo único CF) Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: • IV – Irredutibilidade do valor dos benefícios. • Valor Nominal 48 QUESTÃO • (CESPE – AGU – Advogado da União) Conforme a jurisprudência do STF, a irredutibilidade do valor dos benefícios é garantida constitucionalmente, seja para assegurar o valor nominal, seja para assegurar o valor real dos benefícios, independentemente dos critérios de reajuste fixados pelo legislador ordinário. 45 46 47 48 13 49 QUESTÃO • (CESPE – TCE-SC – Auditor Fiscal de Controle Externo – 2016) Situação hipotética: Maria recebe proventos de aposentadoria de professora de determinada universidade federal. A administração verificou irregularidades na concessão da aposentadoria a Maria, que, sanadas, resultariam em redução do valor nominal por ela recebido. Assertiva: Nessa hipótese, conforme o entendimento do STF, não é possível a redução do valor nominal da aposentadoria de Maria, dado o princípio constitucional da irredutibilidade do valor do benefício. Princípios Constitucionais - Específicos • V – Eqüidade na forma de participação no custeio. 50 51 QUESTÃO • (CESPE – Serviço Social – DEPEN – 2015) Com referência à política social e legislação social, julgue o item subsequente: Os objetivos da seguridade social, embasados em ações de discriminação positiva, visam alcançar a universalidade da cobertura e do atendimento e a equidade na forma de participação dos segurados. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 52 49 50 51 52 14 Seguridade Social Princípios Constitucionais Específicos Art. 194, inc VI – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 04 53 Princípios Constitucionais - Específicos • VI – diversidade da base de financiamento, identificando-se, em rubricas contábeis específicas para cada área, as receitas e as despesas vinculadas a ações de saúde, previdência e assistência social, preservado o caráter contributivo da previdência social; 54 55 QUESTÃO • (2019 – INAZ – CORE-SP – Assistente Jurídico) A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativas dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social. Com relação aos princípios e diretrizes que a Seguridade Social deverá obedecer, assinale a alternativa INCORRETA, ou seja, a que NÃO condiz com os princípios elencados na Lei 8.212/1991 (Lei que dispõe sobre a organização da Seguridade Social): • a) Universalidade da cobertura e do atendimento. • b) Irredutibilidade do valor dos benefícios. • c) Equidade na forma de participação no custeio. • d) Base única de financiamento. • e) Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. 56 QUESTÃO • (2019 – INAZ – CORE-SP – Assistente Jurídico) A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativas dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social. Com relação aos princípios e diretrizes que a Seguridade Social deverá obedecer, assinale a alternativa INCORRETA, ou seja, a que NÃO condiz com os princípios elencados na Lei 8.212/1991 (Lei que dispõe sobre a organização da Seguridade Social): 53 54 55 56 15 57 QUESTÃO • a) Universalidade da cobertura e do atendimento. • b) Irredutibilidade do valor dos benefícios. • c) Equidade na forma de participação no custeio. • d) Base única de financiamento. • e) Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. 58 MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 59 Seguridade Social Princípios Constitucionais Específicos Art. 194, inc VII – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 5 60 57 58 59 60 16 61 Princípios Constitucionais - Específicos • (art 194, parágrafo único CF) Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: • VII – Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados Princípios Constitucionais - Específicos • Como exemplo, no âmbito da Previdência Social, a Lei no 8.213/1991, em seu art. 3º, instituiu o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS). Sendo que a gestão quadripartite é assim distribuída: • seis representantes do Governo Federal; • três representantes dos aposentados e pensionistas; • três representantes dos trabalhadores em atividade; • três representantes dos empregadores. 62 63 QUESTÃO • (ESAF - Técnico da Receita Federal) Nos termos da CF/88, no seu art. 194, parágrafo único, inciso VII, a gestão da Seguridade Social ocorre de forma • a) descentralizada, monocrática e quadripartite. • b) centralizada, monocrática e quadripartite. • c) centralizada, colegiada e quadripartite. • d) descentralizada,colegiada e tripartite. • e) descentralizada, democrática e quadripartite. 64 QUESTÃO • (FCC – Procurador – TCM-GO – 2015) A seguridade social organizada pelo poder público NÃO tem como objetivo a • a) democratização por meio de gestão tripartite, com a participação de trabalhadores, empregadores e governo. • b) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. • c) universalidade da cobertura e do atendimento. • d) irredutibilidade do valor dos benefícios. • e) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. 61 62 63 64 17 MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 65 Seguridade Social Princípios Constitucionais Específicos Art. 195, § 5º – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 06 66 Princípios Constitucionais Específicos • Art. 195, §5º - CF • Princípio da preexistência do custeio em relação ao benefício ou serviço. (da contrapartida) 67 Princípios Constitucionais Específicos • Art. 195, §5º - CF - “Nenhum benefício ou serviço da Seguridade Social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total”. 68 65 66 67 68 18 69 QUESTÃO • (2018 – Auditor - UERR – IPERON-RO) Segundo o princípio constitucional da contrapartida, nenhum benefício ou serviço da seguridade social pode ser: • a) criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. • b) estendido aos imigrantes sem aprovação de lei idêntica no país de origem. • c) majorado sem que exista a desaposentação para inclusão de novas origens. • d) concedido sem a atribuição, pelo órgão concedente, do respectivo empenho. • e) concedido sem aprovação prévia pelos orgãos administrativos do INSS. 70 QUESTÃO • (2018 – Auditor - UERR – IPERON-RO) Segundo o princípio constitucional da contrapartida, nenhum benefício ou serviço da seguridade social pode ser: • a) criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. • b) estendido aos imigrantes sem aprovação de lei idêntica no país de origem. 71 QUESTÃO • c) majorado sem que exista a desaposentação para inclusão de novas origens. • d) concedido sem a atribuição, pelo órgão concedente, do respectivo empenho. • e) concedido sem aprovação prévia pelos órgãos administrativos do INSS. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 72 69 70 71 72 19 Seguridade Social Princípios Constitucionais Específicos Art. 195, § 6º e 3º – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 07 73 Princípios Constitucionais Específicos • Art. 195, §6º - CF • Princípio da anterioridade nonagesimal ou noventena (ou anterioridade mitigada). 74 Princípios Constitucionais Específicos • Art. 195, §6º - CF - “As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b". ” 75 Princípios Constitucionais Específicos • O art. 150, III, b, assim diz: é vedado cobrar tributos “no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou”. 76 73 74 75 76 20 77 QUESTÃO • (CESPE - DPU - Analista) No que se refere ao financiamento da seguridade social, julgue o item a seguir. • Lei que aprovar a majoração de contribuição previdenciária para efeito de custeio de benefício ou serviço da seguridade social só poderá ser aplicada após decorridos noventa dias da data da sua publicação. Princípios Constitucionais Específicos • Princípio da Vedação de Contratar ou Receber Benefícios • Art. 195, § 3º - A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. 78 MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 79 Seguridade Social Princípios Art. 195, caput – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 08 80 77 78 79 80 21 Art. 195, caput – CF • De onde vêm as Receitas da Seguridade Social? A resposta está no artigo 195 da CF: • Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 81 Art. 195, caput – CF • Imposto – tributo não vinculado • Contribuição Social para Seguridade Social – vinculado. 82 83 QUESTÃO • (ESAF - TRT-CE - Juiz do Trabalho) No contexto da Seguridade Social, com base na Constituição Federal, é correto afirmar que • a) a Seguridade Social é um conjunto integrado de ações de iniciativa exclusiva dos poderes públicos destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social. • b) o direito à moradia está compreendido entre os bens jurídicos tutelados pela Seguridade Social. • c) é princípio constitucional expresso relativamente à Seguridade Social o atendimento integral à população, com prioridade para as atividades preventivas. • d) a previsão constitucional de participação dos aposentados, dos trabalhadores e dos empresários na gestão administrativa da Seguridade Social evidencia o seu caráter democrático e descentralizado. • e) o financiamento da Seguridade Social é feito somente de forma indireta pela sociedade, mediante recursos provenientes unicamente dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 84 QUESTÃO • (ESAF - TRT-CE - Juiz do Trabalho) No contexto da Seguridade Social, com base na Constituição Federal, é correto afirmar que • a) a Seguridade Social é um conjunto integrado de ações de iniciativa exclusiva dos poderes públicos destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social. • b) o direito à moradia está compreendido entre os bens jurídicos tutelados pela Seguridade Social. 81 82 83 84 22 85 QUESTÃO • c) é princípio constitucional expresso relativamente à Seguridade Social o atendimento integral à população, com prioridade para as atividades preventivas. • d) a previsão constitucional de participação dos aposentados, dos trabalhadores e dos empresários na gestão administrativa da Seguridade Social evidencia o seu caráter democrático e descentralizado. • e) o financiamento da Seguridade Social é feito somente de forma indireta pela sociedade, mediante recursos provenientes unicamente dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 86 Seguridade Social Princípios Art. 195, I a IV – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 09 87 Art. 195, I – CF • De onde vêm as Receitas da Seguridade Social? A resposta está no artigo 195 da CF: • I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: • a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; 88 85 86 87 88 23 Art. 195, I – CF • De onde vêm as Receitas da Seguridade Social? A resposta está no artigo 195 da CF: • I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: • b) a receita ou o faturamento; Ex.: Contribuição social sobre o faturamento das empresas – COFINS. • c) o lucro; Ex.: Contribuição social sobre o lucro líquido. – CSLL. 89 Art. 195, II – CF • De onde vêm as Receitas da Seguridade Social? A resposta está no artigo 195 da CF: • II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre aposentadoriae pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social ; 90 Art. 195, III e IV – CF • De onde vêm as Receitas da Seguridade Social? A resposta está no artigo 195 da CF: • III - sobre a receita de concursos de prognósticos. • IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 91 92 QUESTÃO • (CESPE – 2018 – EMAP – Analista Portuário Área Jurídica) Com referência à organização e ao custeio da seguridade social, julgue o item subsequente. As contribuições sociais constituem receitas da seguridade social, a exemplo daquelas incidentes sobre o faturamento e o lucro das empresas. 89 90 91 92 24 MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 93 Seguridade Social Princípios Art. 195, §§ 1º, 2º, 4º e 7º – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 10 94 95 Seguridade Social (CF) – Art. 195 • A seguir, citaremos demais parágrafos do art. 195 da C.F 96 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 1º - As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União. 93 94 95 96 25 97 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 2º - A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos. 98 Seguridade Social (CF) Art. 195 • CF, Art. 195, § 4º - A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I. • “Art. 154. A União poderá instituir: • I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição”. 99 Seguridade Social (CF) Art. 195 • Criação de novas contribuições sociais: • Através de Lei Complementar. • Uma nova contribuição pode adotar fato gerador ou base de cálculo de imposto já existente . (Orientação do STF). • Não poderá utilizar-se de fato gerador ou base de cálculo de contribuição social já existente, como, por exemplo, a COFINS 100 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 7º - São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. 97 98 99 100 26 101 QUESTÃO • (CESPE – Analista Legislativo – Câmara dos Deputados – 2014) Julgue o próximo item, referente ao custeio da seguridade social. Todas as entidades beneficentes ou filantrópicas são constitucionalmente isentas do pagamento de contribuição para a seguridade social. 102 QUESTÃO • (ESAF – Auditor Fiscal da Receita Federal – 2005 - adaptada) Com relação às contribuições sociais, no âmbito da seguridade social, é correto afirmar: São isentas de contribuição para a seguridade social todas as entidades de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei complementar. 103 QUESTÃO • (CESPE – Juiz Federal – TRF 1a Região) Com base na CF e na legislação sobre seguridade social – saúde, previdência e assistência social –, assinale a opção correta. • a) Apesar de ser constitucionalmente previsto o caráter democrático da administração da seguridade social, de sua gestão não participam os trabalhadores e empregados. • b) A previdência está organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação facultativa, ainda que o trabalhador não esteja amparado por regime próprio de previdência. • c) Enquanto o acesso à saúde é universal e independe de qualquer retribuição financeira por parte do usuário, o acesso à previdência e à assistência social exige a contribuição direta do beneficiário ou do assistido. • d) A irredutibilidade do valor dos benefícios está elencada entre os princípios constitucionais da seguridade social. • e) Todas as entidades beneficentes são isentas de contribuição para a seguridade social. 104 QUESTÃO • (CESPE – Juiz Federal – TRF 1a Região) Com base na CF e na legislação sobre seguridade social – saúde, previdência e assistência social –, assinale a opção correta. • a) Apesar de ser constitucionalmente previsto o caráter democrático da administração da seguridade social, de sua gestão não participam os trabalhadores e empregados. • b) A previdência está organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação facultativa, ainda que o trabalhador não esteja amparado por regime próprio de previdência. 101 102 103 104 27 105 QUESTÃO • c) Enquanto o acesso à saúde é universal e independe de qualquer retribuição financeira por parte do usuário, o acesso à previdência e à assistência social exige a contribuição direta do beneficiário ou do assistido. • d) A irredutibilidade do valor dos benefícios está elencada entre os princípios constitucionais da seguridade social. • e) Todas as entidades beneficentes são isentas de contribuição para a seguridade social. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 106 Seguridade Social Princípios Art. 195, §§ 8º – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 11 107 108 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 8º (SEGURADO ESPECIAL) O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. 105 106 107 108 28 109 QUESTÃO • (VUNESP - IPRESB-SP - Analista de Processos Previdenciários) A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das contribuições sociais especificadas pela Constituição Federal. A esse respeito, é correto afirmar que • a) as receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos e integrarão o orçamento da União. • b) a proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma regionalizada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei do plano plurianual, assegurada a cada área a gestão de seus recursos. • c) nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. • d) além das fontes expressamente estabelecidas na Constituição Federal, é vedada a instituição de outras, ainda que se destinem à expansão da seguridade social. • e) o produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, são isentos de contribuir para a seguridade social. 110 QUESTÃO • (VUNESP - IPRESB-SP - Analista de Processos Previdenciários) A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das contribuições sociais especificadas pela Constituição Federal. A esse respeito, é correto afirmar que • a) as receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos e integrarão o orçamento da União. • b) a proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma regionalizada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdênciasocial e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei do plano plurianual, assegurada a cada área a gestão de seus recursos. 111 QUESTÃO • c) nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. • d) além das fontes expressamente estabelecidas na Constituição Federal, é vedada a instituição de outras, ainda que se destinem à expansão da seguridade social. • e) o produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, são isentos de contribuir para a seguridade social. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 112 109 110 111 112 29 Seguridade Social Princípios Art. 195, §§ 9º e 10 – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 12 113 114 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas diferenciadas em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho, sendo também autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas apenas no caso das alíneas “b” e “c” do inciso I do caput. 115 QUESTÃO • (CESPE – Analista Legislativo – Câmara dos Deputados – 2014) Julgue o próximo item, referente ao custeio da seguridade social. • A contribuição social destinada ao financiamento da seguridade social a cargo da empresa poderá ter alíquota diferenciada unicamente em razão do porte da empresa e da atividade econômica por ela exercida. 116 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 10. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para os Municípios, observada a respectiva contrapartida de recursos. 113 114 115 116 30 MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 117 Seguridade Social Princípios Art. 195, §§ 11 – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 13 118 119 Seguridade Social (CF) – Art. 195 • § 11. São vedados a moratória e o parcelamento em prazo superior a 60 (sessenta) meses e, na forma de lei complementar, a remissão e a anistia das contribuições sociais de que tratam a alínea “a” do inciso I e o inciso II do caput. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Prof Eduardo Tanaka -Concursos 117 118 119 120 31 Seguridade Social Princípios Art. 195, §§ 12 e 14 – CF Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 14 121 122 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b (contribuição da empresa sobre o faturamento) ; e IV (contribuição do importador) do caput, serão não-cumulativas. 123 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 13. (Revogado) 124 Seguridade Social (CF) Art. 195 • § 14. O segurado somente terá reconhecida como tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social a competência cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima mensal exigida para sua categoria, assegurado o agrupamento de contribuições. 121 122 123 124 32 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Prof Eduardo Tanaka -Concursos Regime Geral de Previdência Social Tipos de Regimes Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 15 126 127 Regimes Previdenciários Regimes Previdenciários Regime Geral De Previdência Social Regimes Próprios De Previdência Regime Complementar De Previdência 128 Regimes Previdenciários: • 1- Regime Geral da Previdência Social –INSS (benefício) e SRFB (custeio). • 2- Regimes Próprios de Previdência – são mantidos pela União, Estados e alguns municípios em favor de militares e seus servidores titulares de cargo efetivo. • 3- Regime Complementar – caráter facultativo e natureza privada. 125 126 127 128 33 129 Regimes Previdenciários: • Regimes Próprios de Previdência • Os regimes próprios abrangem os militares e os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, de Distrito Federal e dos municípios. Cada ente é dado a possibilidade de se criar um regime próprio para seus servidores de cargo efetivo. 130 Regimes Previdenciários: • Regimes Próprios de Previdência • O artigo 40 da Constituição Federal diz: • “Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.” 131 Regimes Previdenciários: • Regimes Próprios de Previdência • O servidor sujeito ao regime próprio não poderá contribuir como facultativo do regime geral de previdência social. 132 Regimes Previdenciários: • Regimes Complementar (ou Previdência Privada) • A Constituição Federal prevê o regime complementar no artigo 202: • “Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar.” 129 130 131 132 34 133 Regime Geral da Previdência Social (RGPS) • É o regime básico de previdência social, sendo de aplicação compulsória a todos aqueles que exerçam algum tipo de atividade remunerada, exceto se esta atividade já gera a filiação a algum regime próprio de previdência. • É organizado e administrado pelo INSS (benefícios) e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (custeio). 134 QUESTÃO • (FCC – Procurador de Contas – TCE-CE – 2015) Em relação à Previdência Social no Brasil, conforme legislação vigente, é INCORRETO afirmar: • a) Há previsão legal de dois regimes previdenciários de caráter obrigatório e um de caráter facultativo. • b) O Regime Próprio da Previdência Social – RPPS é aquele aplicável aos servidores públicos titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações. • c) O Regime Próprio da Previdência Social – RPPS tem caráter obrigatório, contributivo e solidário. • d) O Regime de Previdência Complementar tem natureza facultativa e caráter duplo, ou seja, pode ser instituído tanto por um ente privado como por uma entidade de natureza pública. • e) O Regime Geral da Previdência Social – RGPS possui caráter facultativo, contributivo e, no que couber, socorrer-se-á dos requisitos e critérios que estão fixados no regime próprio, conforme expressa previsão constitucional. 135 QUESTÃO • (FCC – Procurador de Contas – TCE-CE – 2015) Em relação à Previdência Social no Brasil, conforme legislação vigente, é INCORRETO afirmar: • a) Há previsão legal de dois regimes previdenciários de caráter obrigatório e um de caráter facultativo. • b) O Regime Próprio da Previdência Social – RPPS é aquele aplicável aos servidores públicos titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações. 136 QUESTÃO • c) O Regime Próprio da Previdência Social – RPPS tem caráter obrigatório, contributivo e solidário. • d) O Regime de Previdência Complementar tem natureza facultativa e caráter duplo, ou seja, pode ser instituído tanto por um ente privado como por uma entidade de natureza pública. • e) O Regime Geral da Previdência Social – RGPS possui caráter facultativo, contributivo e, no que couber, socorrer-se-ádos requisitos e critérios que estão fixados no regime próprio, conforme expressa previsão constitucional. 133 134 135 136 35 137 QUESTÃO • (CESPE – Analista da Previdência Social) Considere a seguinte situação hipotética. O Banco Austral S.A. oferece previdência complementar privada aberta para todos os empregados e dirigentes da empresa por intermédio da Superprev S.A. Nesta situação, os valores das contribuições para a previdência privada efetivamente pagas pelo banco, embora não sejam considerados base de cálculo das contribuições previdenciárias, podem ser deduzidos do recolhimento à previdência social das contribuições a cargo da empresa. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 138 Tipos de Segurados da Previdência Social Aula 16 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 139 140 Segurados Obrigatórios • São aqueles filiados ao sistema de modo compulsório, a partir do momento em que exerçam atividade remunerada. 137 138 139 140 36 141 Segurados Facultativos • São os que, apesar de não exercerem atividade remunerada, desejam integrar o sistema previdenciário. 142 SEGURADOS OBRIGATÓRIOS • São divididos em 5 espécies: • Empregado • Empregado doméstico • Trabalhador avulso • Contribuinte individual • Segurado especial. SEGURADOS EMPREGADOS (parte 1) Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 143 144 Segurado Obrigatório: Empregado: • a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado 141 142 143 144 37 QUESTÃO • (CESGRANRIO – Técnico INSS) Antônio Walas, devido a sua notória experiência no mercado financeiro, recebeu proposta para ser diretor-empregado de um grande banco de investimentos, com direito a participação direta nos resultados da empresa. Caso Antônio aceite a proposta, sua inscrição no Regime Geral da Previdência Social será: • a) obrigatória, como empregado. • b) obrigatória, como contribuinte individual. • c) obrigatória, como segurado especial. • d) facultativa, por ter deixado de ser segurado obrigatório. • e) facultativa, como associado eleito para cargo de direção remunerada. 145 QUESTÃO • (CESGRANRIO – Técnico INSS) Antônio Walas, devido a sua notória experiência no mercado financeiro, recebeu proposta para ser diretor-empregado de um grande banco de investimentos, com direito a participação direta nos resultados da empresa. Caso Antônio aceite a proposta, sua inscrição no Regime Geral da Previdência Social será: 146 QUESTÃO • a) obrigatória, como empregado. • b) obrigatória, como contribuinte individual. • c) obrigatória, como segurado especial. • d) facultativa, por ter deixado de ser segurado obrigatório. • e) facultativa, como associado eleito para cargo de direção remunerada. 147 148 Segurado Obrigatório: Empregado: • b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas ; 145 146 147 148 38 149 Segurado Obrigatório: Empregado: • O contrato temporário: • é prestado por uma empresa de locação de mão de obra temporária, urbana, cujo tomador é uma outra empresa que necessita de determinado tipo de serviço profissional, por prazo não superior a 180 dias, consecutivos ou não, podendo ser prorrogado por até 90 dias, consecutivos ou não. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 150 SEGURADOS EMPREGADOS (parte 2) Aula 17 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 151 152 Segurado Obrigatório: Empregado: • c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior 149 150 151 152 39 153 Segurado Obrigatório: Empregado: • d) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional 154 QUESTÃO • (CESPE - 2.015 - AGU - Advogado da União) Situação hipotética: Howard, cidadão norte- americano, domiciliado no Brasil, foi aqui contratado pela empresa brasileira X, para trabalhar, por tempo indeterminado, em sua filial situada no Canadá. A maior parte do capital votante dessa filial canadense é da empresa X, constituída sob as leis brasileiras e com sede e administração no Brasil. Assertiva: Nessa situação, Howard deverá estar, necessariamente, vinculado ao RGPS como segurado empregado. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka Direito Previdenciário 155 SEGURADOS EMPREGADOS (parte 3) Aula 18 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 156 153 154 155 156 40 157 Segurado Obrigatório: Empregado: • e) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular 158 QUESTÃO • (CESPE – Auditor Governamental – CGE-PI – 2015) A pessoa física que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados é segurada obrigatória da previdência social, na qualidade de empregado. 159 Segurado Obrigatório: Empregado: • f) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do domicílio 160 Segurado Obrigatório: Empregado: • g) o brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que tratam os arts. 56 e 57 da Lei no 11.440, de 29 de dezembro de 2006, este desde que, em razão de proibição legal, não possa filiar-se ao sistema previdenciário local; 157 158 159 160 41 161 Segurado Obrigatório: Empregado: • h) o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei no 11.788/2008 MUITO OBRIGADO! 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Prof. Eduardo Tanaka 162 SEGURADOS EMPREGADOS (parte 4) Aula 19 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 163 164 Segurado Obrigatório: Empregado: • i) o servidor da União, estado, Distrito Federal ou município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; 161 162 163 164 42 165 Segurado Obrigatório: Empregado: • j) o servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por regime próprio de Previdência Social; 166 Segurado Obrigatório: Empregado: • l) o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como pelas respectivas autarquias e fundações, por tempo determinado, para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal; 167 Segurado Obrigatório: Empregado: • m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante de emprego público; 168 Segurado Obrigatório: Empregado: • n) A alínea n do art. 9o do RPS foi revogada pelo Decreto no 3.265, de 29.11.1999. • o) o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994, bem comoaquele que optou pelo Regime Geral de Previdência Social, em conformidade com a Lei no 8.935, de 18 de novembro de 1994; 165 166 167 168 43 169 Segurado Obrigatório: Empregado: • p) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de Previdência Social; 170 QUESTÃO • (CESPE - Defensoria Pública da União - Analista Técnico) O deputado estadual que não tem vínculo com regime próprio de previdência social é considerado segurado obrigatório do regime geral de previdência social, e, nessa condição, está obrigado a contribuir para esse regime de previdência. 171 Segurado Obrigatório: Empregado: • q) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de Previdência Social; 172 Segurado Obrigatório: Empregado: • r) o trabalhador rural contratado por produtor rural pessoa física, na forma do art. 14-A da Lei no 5.889, de 8 de junho de 1973, para o exercício de atividades de natureza temporária por prazo não superior a dois meses dentro do período de um ano. 169 170 171 172 44 MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 173 SEGURADOS EMPREGADOS (parte 5) Aula 20 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 174 175 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009. Art. 6o • II - o aprendiz, maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a pessoa com deficiência, à qual não se aplica o limite máximo de idade, conforme disposto no art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, com a redação dada pela Lei nº 11.180, de 23 de setembro de 2005. 176 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009. Art. 6o • III - o empregado de conselho, de ordem ou de autarquia de fiscalização do exercício de atividade profissional; 173 174 175 176 45 177 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009. Art. 6o • V - o trabalhador contratado no exterior para trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território nacional segundo as leis brasileiras, ainda que com salário estipulado em moeda estrangeira, salvo se amparado pela previdência social de seu país de origem, observado o disposto nos acordos internacionais porventura existentes. 178 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009. Art. 6o • XXIII - o contratado por titular de serventia da justiça, sob o regime da legislação trabalhista. 179 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009 • XXIV - o atleta não-profissional em formação contratado em desacordo com a Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, com as alterações da Lei nº 10.672, de 15 de maio de 2003 . 180 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009 • XXV - o médico-residente ou o residente em área profissional da saúde que presta serviços em desacordo, respectivamente, com a Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981. 177 178 179 180 46 181 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009. Art. 6o • XXVI - o médico ou o profissional da saúde, plantonista, independentemente da área de atuação, do local de permanência ou da forma de remuneração. 182 QUESTÃO • (CESPE - Auditor Fiscal da Previdência Socia) Célio é médico, clínico geral, e trabalha como plantonista nos prontos-socorros do Hospitais São Carlos e São Tomé, empresas distintas, no período de 0 h às 6 h, duas vezes por semana em cada estabelecimento. O acerto financeiro e a freqüência são controlados por meio de uma planilha que apresenta, inclusive, um resumo sucinto quanto às ocorrências do plantão e os procedimentos adotados. Nessa situação, Célio, profissional liberal, é segurado da previdência social na qualidade de empregado. 183 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009. Art. 6o • XXVIII - o treinador profissional de futebol, independentemente de acordos firmados, nos termos da Lei nº 8.650, de 1993. 184 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009. Art. 6o • XXIX - o agente comunitário de saúde com vínculo direto com o poder público local. (desde que não seja titular de cargo efetivo amparado por RPPS). 181 182 183 184 47 185 Segurado Obrigatório: Empregado: • IN RFB 971/2009. Art. 6o • XXXII - o trabalhador contratado mediante contrato de trabalho intermitente, na forma prevista no art. 452-A da CLT. • (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1867, de 25 de janeiro de 2019) MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka Direito Previdenciário 186 EMPREGADO DOMÉSTICO Aula 21 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 187 188 SEGURADOS OBRIGATÓRIOS • São divididos em 5 espécies: • Empregado • Empregado doméstico • Trabalhador avulso • Contribuinte individual • Segurado especial. 185 186 187 188 48 189 Segurado Obrigatório: • EMPREGADO DOMÉSTICO: • aquele que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos 190 QUESTÕES • (CESPE - INSS - Técnico do Seguro Social - 2016) Situação hipotética: João exerce atividade econômica com finalidade lucrativa na sua própria residência. Recentemente, ele contratou Maria para fazer a limpeza de sua residência, de forma habitual e remunerada, e, inclusive, atender clientes. Assertiva: Nessa situação, João será considerado empregador doméstico com relação aos serviços prestados por Maria. 191 QUESTÕES • (ESAF – Técnico da Receita Federal – 2006) Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Previdenciária – SRP, deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de “segurado empregado”: • ( ) o diretor empregado que seja promovido para cargo de direção de sociedade anônima, mantendo as características inerentes à relação de trabalho? • ( ) o trabalhador contratado em tempo certo, por empresa de trabalho temporário? • ( ) aquele que presta serviços de natureza contínua, mediante remuneração, à pessoa, • à família ou à entidade familiar, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos? • a) Sim, sim, sim. • b) Sim, não, não. • c) Sim, não, sim. • d) Sim, sim, não. • e) Não, não, não. 192 QUESTÕES • (ESAF – Técnico da Receita Federal – 2006) Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Previdenciária – SRP, deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de “segurado empregado”: • ( ) o diretor empregado que seja promovido para cargo de direção de sociedade anônima, mantendo as características inerentes à relação de trabalho? • ( ) o trabalhador contratado em tempo certo, por empresa de trabalho temporário? • ( ) aquele que presta serviços de natureza contínua, mediante remuneração, à pessoa, à família ou à entidade familiar, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos? 189 190 191 192 49 193 QUESTÕES • a) Sim, sim, sim. • b) Sim, não, não. • c) Sim, não, sim. • d) Sim, sim, não. • e) Não, não, não. 194 QUESTÕES • (Técnico INSS) Carlos Afonso foi contratado pela esposa de um fazendeiro para ser seu motorista. Sua função é transportá-la da propriedade rural onde mora para os locais que ela desejar, cumprindo jornada diária de 6 horas de trabalho, com uma folga semanal. A inscrição de Carlos no Regime Geral de Previdência Social será obrigatória, na qualidade de: • a) empregado. • b) trabalhador avulso. • c) segurado especial. • d) contribuinte individual. • e) empregado doméstico. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 195 TRABALHADOR AVULSO Aula 22 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 196 193 194 195 196 50 197 SEGURADOSOBRIGATÓRIOS • São divididos em 5 espécies: • Empregado • Empregado doméstico • Trabalhador avulso • Contribuinte individual • Segurado especial. 198 Segurados Obrigatórios • TRABALHADOR AVULSO • quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviço de natureza urbana ou rural definidos no Regulamento (definição da Lei 8213/91, art. 11, inc VI) 199 Segurados Obrigatórios • TRABALHADOR AVULSO • aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do órgão gestor de mão-de-obra (OGMO), ou do sindicato da categoria. (definição Decreto 3.048/99) • Ex.: Trabalhador Portuário. 200 Segurados Obrigatórios: Trabalhador Avulso: • a) o trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de embarcação e bloco; b) o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério; c) o trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios); d) o amarrador de embarcação; e) o ensacador de café, cacau, sal e similares; f ) o trabalhador na indústria de extração de sal; g) o carregador de bagagem em porto; h) o prático de barra em porto; i ) o guindasteiro; e j) o classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos 197 198 199 200 51 201 QUESTÃO • (ESAF – AFRFB – adaptada) Não é filiado obrigatório ao RGPS, na qualidade de segurado empregado, • a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, com subordinação e mediante remuneração. • b) o contratado em caráter permanente em Conselho, Ordem ou autarquia de fiscalização • do exercício de atividade profissional. • c) o aprendiz, maior de quatorze e menor de vinte e quatro anos, ressalvado o portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de idade, sujeito à formação técnica profissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada. • d) o trabalhador temporário contratado por empresa de trabalho temporário para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços. • e) o carregador de bagagem em porto, que presta serviços sem subordinação nem horário fixo, mas sob remuneração, a diversos, com a intermediação obrigatória do sindicato da categoria ou OGMO. 202 QUESTÃO • (ESAF – Auditor Fiscal da RFB - adaptado) Não é filiado obrigatório ao RGPS, na qualidade de segurado empregado, • a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não-eventual, com subordinação e mediante remuneração. • b) o contratado em caráter permanente em Conselho, Ordem ou autarquia de fiscalização do exercício de atividade profissional. 203 QUESTÃO • c) o aprendiz, maior de quatorze e menor de vinte e quatro anos, ressalvado o portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de idade, sujeito à formação técnica-profissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada. • d) o trabalhador temporário contratado por empresa de trabalho temporário para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços. 204 QUESTÃO • e) o carregador de bagagem em porto, que presta serviços sem subordinação nem horário fixo, mas sob remuneração, a diversos, com a intermediação obrigatória do sindicato da categoria ou OGMO. 201 202 203 204 52 MUITO OBRIGADO! 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Prof. Eduardo Tanaka Direito Previdenciário Editora Atualizar 205 SEGURADO ESPECIAL Aula 23 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 206 207 SEGURADOS OBRIGATÓRIOS • São divididos em 5 espécies: • Empregado • Empregado doméstico • Trabalhador avulso • Segurado Especial • Contribuinte Individual. 208 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • A pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração, na condição de: 205 206 207 208 53 209 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: • 1. agropecuária em área de até 4 (quatro) módulos fiscais; ou • 2. de seringueiro ou extrativista vegetal que exerça atividades de extrativismo e faça dessas atividades o principal meio de vida. 210 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida. 211 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • RPS, Art. 9º, § 14. Considera-se pescador artesanal aquele que, individualmente ou em regime de economia familiar, faz da pesca sua profissão habitual ou meio principal de vida, desde que: • I - não utilize embarcação; • II - utilize embarcação de pequeno porte, nos termos da Lei nº 11.959/09. (quando possui arqueação bruta igual ou menor que 20) • (Obs.: Redação dada pelo Decreto nº 8.424/15). 212 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • RPS, Art. 9º, § 14-A. Considera-se assemelhado ao pescador artesanal aquele que realiza atividade de apoio à pesca artesanal, exercendo trabalhos de confecção e de reparos de artes e petrechos de pesca e de reparos em embarcações de pequeno porte ou atuando no processamento do produto da pesca artesanal. 209 210 211 212 54 213 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • A legislação entende como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes. 214 QUESTÃO • (CESPE - 2016 - INSS - Técnico do Seguro Social) O pescador que exerça essa atividade como principal meio de vida é considerado segurado especial mesmo que tenha empregados permanentes. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 215 SEGURADO ESPECIAL (parte 2) Aula 24 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 216 213 214 215 216 55 217 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • O grupo familiar poderá utilizar-se de empregados contratados por prazo determinado ou trabalhador contribuinte individual, em épocas de safra, à razão de no máximo 120 (cento e vinte) pessoas/dia no ano civil, em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho. • A interpretação que se dá a este dispositivo legal é que pode ser contratado trabalhador, mas no máximo por 120 dias por ano proprcionalmente. 218 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • Segundo o art. 9º, parágrafo 8º do RPS: • “não se considera segurado especial o membro do grupo familiar que possui outra fonte de rendimento”. 219 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • Entretanto, há algumas exceções a esta regra, em que, este tipo de segurado continuará sendo especial, conforme veremos a seguir. 220 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • A - Não descaracteriza a condição de segurado especial: • I – a outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato, de até 50% (cinqüenta por cento) de imóvel rural cuja área total não seja superior a 4 (quatro) módulos fiscais, desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia familiar; 217 218 219 220 56 221 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • A - Não descaracteriza a condição de segurado especial: • II – a exploração da atividade turística da propriedade rural, inclusive com hospedagem, por não mais de 120 (cento e vinte) diasao ano; • III – a participação em plano de previdência complementar instituído por entidade classista a que seja associado, em razão da condição de trabalhador rural ou de produtor rural em regime de economia familiar; 222 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • A - Não descaracteriza a condição de segurado especial: • IV – ser beneficiário ou fazer parte de grupo familiar que tem algum componente que seja beneficiário de programa assistencial oficial de governo; • V – a utilização pelo próprio grupo familiar, na exploração da atividade, de processo de beneficiamento ou industrialização artesanal; e 223 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • A - Não descaracteriza a condição de segurado especial: • VI – a associação em cooperativa agropecuária ou de crédito rural; e • VII - a incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI sobre o produto das atividades desenvolvidas nos termos do § 12. 224 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • § 12. A participação do segurado especial em sociedade empresária, em sociedade simples, como empresário individual ou como titular de empresa individual de responsabilidade limitada de objeto ou âmbito agrícola, agroindustrial ou agroturístico, considerada microempresa nos termos da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, não o exclui de tal categoria previdenciária, desde que, mantido o exercício da sua atividade rural na forma do inciso VII do caput e do § 1o, a pessoa jurídica componha-se apenas de segurados de igual natureza e sedie-se no mesmo Município ou em Município limítrofe àquele em que eles desenvolvam suas atividades. 221 222 223 224 57 225 QUESTÃO • (CESPE – TRT-CE – Analista Judiciário – 2017) Assinale a opção correspondente a ocorrência que implica a perda, pelo contribuinte, da condição de segurado especial da previdência social. • a) participar de plano de previdência complementar • b) explorar atividade turística na propriedade rural em caráter permanente • c) ser beneficiário de programa assistencial oficial de governo • d) outorgar a outrem até um terço da área do imóvel rural de sua propriedade MUITO OBRIGADO! 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Prof. Eduardo Tanaka 226 SEGURADO ESPECIAL (parte 3) Aula 25 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 227 228 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • B - Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de: • I – benefício de pensão por morte, auxílio- acidente ou auxílio-reclusão, cujo valor não supere o do menor benefício de prestação continuada da Previdência Social; • II – benefício previdenciário pela participação em plano de previdência complementar; 225 226 227 228 58 229 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • B - Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de: • III – exercício de atividade remunerada em período de entressafra ou do defeso, não superior a 120 (cento e vinte) dias, corridos ou intercalados, no ano civil; • IV – exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais; 230 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • B - Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de: • V – exercício de mandato de vereador do município onde desenvolve a atividade rural, ou de dirigente de cooperativa rural constituída exclusivamente por segurados especiais; • VI – parceria ou meação outorgada na forma e condições estabelecidas no inciso I do item “A” acima; 231 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • B - Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de: • VII – atividade artesanal desenvolvida com matéria- prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social; e • VIII – atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. 232 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • O segurado especial fica excluído dessa categoria: • I – a contar do primeiro dia do mês em que: • a) deixar de satisfazer as condições estabelecidas pela legislação previdenciária, sem prejuízo da manutenção da qualidade do segurado, como disposto no art. 15 da Lei no 8.213/1991, ou exceder os 50% da outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato de imóvel rural cuja área total não seja superior a 4 (quatro) módulos fiscais, como tratado no item I da letra “A” acima. 229 230 231 232 59 233 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • O segurado especial fica excluído dessa categoria: • I – a contar do primeiro dia do mês em que: • b) enquadrar-se em qualquer outra categoria de segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social, ressalvado os casos permitidos pela legislação previdenciária, dispostos no nos itens III, V, VII e VIII da letra “B” acima; e • c) tornar-se segurado obrigatório de outro regime previdenciário; 234 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • O segurado especial fica excluído dessa categoria: • I – a contar do primeiro dia do mês em que: • participar de sociedade empresária, de sociedade simples, como empresário individual ou como titular de empresa individual de responsabilidade limitada em desacordo com as limitações impostas pelo § 14 deste artigo 235 Segurados Obrigatórios: • Segurado ESPECIAL: • O segurado especial fica excluído dessa categoria: • II – a contar do primeiro dia do mês subseqüente ao da ocorrência, quando o grupo familiar a que pertence exceder o limite de: • a) utilização de trabalhadores, à razão de no máximo 120 (cento e vinte) pessoas/dia no ano civil; • b) 120 dias em atividade remunerada em período de entressafra ou do defeso conforme estabelecido acima no item III da letra “B”, acima ; e • c) 120 dias de hospedagem a que se refere o item II da letra “A”, acima. 236 QUESTÃO • (CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social) Claudionor tem uma pequena lavoura de feijão em seu sítio e exerce sua atividade rural apenas com o auxílio da família. Dos seus filhos, somente Aparecida trabalha fora do sítio. Embora ajude diariamente na manutenção da plantação, Aparecida também exerce atividade remunerada no grupo escolar próximo à propriedade da família. Nessa situação, Claudionor e toda a sua família são segurados especiais da previdência social. 233 234 235 236 60 MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 237 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (parte 1) Aula 26 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 238 239 SEGURADOS OBRIGATÓRIOS • São divididos em 5 espécies: • Empregado • Empregado doméstico • Trabalhador avulso • Segurado Especial • Contribuinte individual. 240 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • É espécie genérica,ampla, comportando trabalhadores muito distintos entre si, mas com algo em comum: nenhum deles enquadra-se nas situações anteriores. 237 238 239 240 61 241 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • Criada pela lei 9876/99, a qual reuniu 3 categorias: • 1- empresário • 2- autônomo • 3- equiparado a autônomo. 242 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (Lei 8212;91): • A- a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4 (quatro) módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade pesqueira, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos. 243 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • Obs.: Quando o segurado especial é excluído desta categoria,em regra, tornar-se-á contribuinte individual. 244 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • b- a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - garimpo -, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua 241 242 243 244 62 245 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • c- o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa 246 QUESTÃO • (CESPE - 2016 - INSS - Técnico do Seguro Social) Pastor evangélico que atue exclusivamente em sua atividade religiosa é considerado segurado facultativo do RGPS. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 247 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (parte 2) Aula 27 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 248 245 246 247 248 63 249 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • d) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social 250 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • e) o titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural, e o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração 251 QUESTÃO • (CESPE - 2016 - INSS - Técnico do Seguro Social) Síndica do condomínio predial em que resida e que receba como pró-labore a quantia equivalente a um salário mínimo será considerada segurada obrigatória do RGPS na qualidade de empregada. 252 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • f) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego 249 250 251 252 64 253 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: • g) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 254 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (parte 3) Aula 28 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 255 256 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (Decreto 3.048/99): • O aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado classista temporário da Justiça do Trabalho, na forma dos incisos II do § 1º do art. 111 ou III do art. 115 ou do parágrafo único do art. 116 da Constituição Federal, ou nomeado magistrado da Justiça Eleitoral, na forma dos incisos II do art. 119 ou III do § 1º do art. 120 da Constituição Federal. 253 254 255 256 65 257 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (Decreto 3.048/99): • Obs.: O magistrado da Justiça Eleitoral, nomeado na forma do inciso II do art. 119 ou III do § 1º do art. 120 da Constituição Federal, mantém o mesmo enquadramento no Regime Geral de Previdência Social de antes da investidura no cargo. (§11, art. 9º, RPS). 258 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (Decreto 3.048/99): • o cooperado de cooperativa de produção que, nesta condição, presta serviço à sociedade cooperativa mediante remuneração ajustada ao trabalho executado. 259 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (Decreto 3.048/99): • o Micro Empreendedor Individual - MEI de que tratam os arts. 18-A e 18-C da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais. 260 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (LC 123/2006): • Obs.: considera-se MEI o empresário individual que se enquadre na definição do art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, ou o empreendedor que exerça as atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural, 257 258 259 260 66 261 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (LC 123/2006): • (... Continuação) que tenha auferido receita bruta, no ano- calendário anterior, de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), que seja optante pelo Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista na legislação. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 262 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (parte 4) Aula 29 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 263 264 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (trabalhadores autônomos, relação exemplificativa do Decreto 3048/99): I - o condutor autônomo de veículo rodoviário, assim considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregatício II - aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, 261 262 263 264 67 265 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (trabalhadores autônomos, relação exemplificativa do Decreto 3048/99): III - aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante; IV - o trabalhador associado a cooperativa que, nessa qualidade, presta serviços a terceiros; 266 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (trabalhadores autônomos, relação exemplificativa): V - o membro de conselho fiscal de sociedade por ações; VI - aquele que presta serviço de natureza não contínua, por conta própria, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, sem fins lucrativos; VII - o notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular de cartório, que detêm a delegação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, admitidos a partir de 21 de novembro de 1994; 267 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (trabalhadores autônomos): • VIII - aquele que, na condição de pequeno feirante, compra para revenda produtos hortifrutigranjeiros ou assemelhados; IX - a pessoa física que edifica obra de construção civil; X - o médico-residente ou o residente em área profissional da saúde, contratados, respectivamente, na forma da Lei nº 6.932, de 1981, na redação dada pela Lei nº 10.405, de 2002, e da Lei nº 11.129, de 2005. 268 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (trabalhadores autônomos): • XI - o pescador que trabalha em regime de parceria, meação ou arrendamento, em embarcação com mais de seis toneladas de arqueação bruta, XII - o incorporador de que trata o art. 29 da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964; XIII - o bolsista da Fundação Habitacional do Exército contratado em conformidade com a Lei nº 6.855, de 18 de novembro de 1980; XIV - o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998; 265 266 267 268 68 269 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (trabalhadores autônomos): XV - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando remunerado; e XVI - o interventor, o liquidante, o administrador especial e o diretor fiscal de instituição financeira . 270 Segurado Obrigatório: • CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (IN RFB 971/09): • a pessoa física contratada por partido político ou por candidato a cargo eletivo, para, mediante remuneração, prestar serviços em campanhas eleitorais, em razão do disposto no art. 100 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997 MUITO OBRIGADO! 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Prof. Eduardo Tanaka 271 SEGURADO FACULTATIVO Aula 30 Prof. EduardoTanaka Direto Previdenciário 272 269 270 271 272 69 273 Segurado Facultativo • É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social 274 Segurado Facultativo • Art. 11, § 1º (RPS) Podem filiar-se facultativamente, entre outros: I - a dona-de-casa; II - o síndico de condomínio, quando não remunerado; III - o estudante; IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior; V - aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social; VI - o membro de conselho tutelar, quando não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; 275 Segurado Facultativo • Podem filiar-se facultativamente, entre outros: • VII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa de acordo com a Lei nº 6.494, de 1977; VIII - o bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; IX - o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior, salvo se filiado a regime previdenciário de país com o qual o Brasil mantenha acordo internacional; e 276 Segurado Facultativo • Podem filiar-se facultativamente, entre outros: • XI. o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria 273 274 275 276 70 277 Segurado Facultativo • É vedada a filiação ao Regime Geral de Previdência Social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência social. 278 Segurado Facultativo • A filiação na qualidade de segurado facultativo representa ato volitivo, gerando efeito somente a partir da inscrição e do primeiro recolhimento, não podendo retroagir e não permitindo o pagamento de contribuições relativas a competências anteriores à data da inscrição, salvo quando há pagamento trimestral. 279 Segurado Facultativo • Após a inscrição, o segurado facultativo somente poderá recolher contribuições em atraso quando não tiver ocorrido perda da qualidade de segurado. 280 QUESTÃO • (ESAF – Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil - 2005) O art. 11, § 1º, do Regulamento da Previdência Social, dispõe sobre os segurados facultativos. Não está entre os segurados facultativos expressamente previstos no citado dispositivo: 277 278 279 280 71 281 QUESTÃO • a) Aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social. • b) A dona de casa. • c) O síndico de condomínio, quando não remunerado. • d) O brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior. • e) O estudante universitário. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 282 Filiação e Inscrição Aula 31 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 283 284 FILIAÇÃO • É o vínculo jurídico que se estabelece entre o segurado e o RGPS. • Decorre automaticamente da atividade remunerada, ou seja, no momento em que uma pessoa iniciar o exercício de alguma atividade remunerada estará filiada à previdência social. 281 282 283 284 72 285 FILIAÇÃO • É automática quando do exercício de atividade remunerada pelos segurados obrigatórios. • Para o facultativo decorre do pagamento da primeira contribuição, como segurado nessa condição. 286 QUESTÃO • (CESPE - INSS - Técnico do Seguro Social - 2016) A filiação do segurado obrigatório ao RGPS decorre automaticamente do exercício da atividade remunerada. 287 INSCRIÇÃO • É ato meramente formal, pelo qual o segurado fornece dados necessários para sua identificação pelo INSS. 288 INSCRIÇÃO • Os segurados serão identificados pelo NIT – Número de Identificação do Trabalhador, que é único, pessoal e intransferível. Para os segurados já cadastrados no PIS/PASEP não cabe novo número de identificação (NIT), sendo identificados pelo número do PIS ou pelo do PASEP. 285 286 287 288 73 289 INSCRIÇÃO • Existem dois tipos de inscrição: a inscrição do segurado e a inscrição do dependente, esta, somente promovida quando do requerimento do benefício a que tiver direito. 290 INSCRIÇÃO • Art. 17. O Regulamento disciplinará a forma de inscrição do segurado e dos dependentes. • § 1o Incumbe ao dependente promover a sua inscrição quando do requerimento do benefício a que estiver habilitado. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 291 Inscrição (parte 2) Aula 32 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 292 289 290 291 292 74 293 Formalização das Inscrições: • Empregado: a inscrição é formalizada pelo contrato de trabalho, efetuada diretamente na empresa. • Não precisa ir se inscrever no INSS. 294 Formalização das Inscrições: • Trabalhador Avulso: • Cadastro e registro no Órgão Gestor de Mão- de-Obra (OGMO) ou no sindicato 295 Formalização das Inscrições: • Empregado doméstico: • Inscrição é efetuada por documento que comprove o contrato de trabalho, a CTPS – Carteira de Trabalho de Previdência Social. É realizada diretamente no INSS. 296 Formalização das Inscrições: • Contribuinte individual: • Feita por documento que caracterize sua condição. • Realizada no INSS. 293 294 295 296 75 297 Formalização das Inscrições: • Segurado especial: • Necessita de documento que comprove exercício de atividade rural (agropecuária ou pesqueira), sendo a inscrição realizada no INSS. 298 Formalização das Inscrições: • Facultativo: documento de identidade e declaração de que não exerce outra atividade que não o enquadre como segurado obrigatório, realizada no INSS. 299 Formalização das Inscrições: • Idade mínima: • 16 anos • Porém, há uma exceção: na condição de aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos. Enquadrado como segurado empregado. 300 Inscrição • O segurado que exercer, ao mesmo tempo, mais de uma atividade remunerada sujeita ao RGPS será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas. 297 298 299 300 76 301 Inscrição • Presentes os pressupostos da filiação, admite- se a inscrição post mortem do segurado especial. • Não será admitida a inscrição post mortem de segurado contribuinte individual e de segurado facultativo. 302 Inscrição • Lei 8213/91, Art. 17, § 4o A inscrição do segurado especial será feita de forma a vinculá-lo ao respectivo grupo familiar e conterá, além das informações pessoais, a identificação da propriedade em que desenvolve a atividade e a que título, se nela reside ou o Município onde reside e, quando for o caso, a identificação e inscrição da pessoa responsável pelo grupo familiar. 303 Inscrição • Lei 8213/91, Art. 17, § 5o O segurado especial integrante de grupo familiar que não seja proprietário ou dono do imóvel rural em que desenvolve sua atividade deverá informar, no ato da inscrição, conforme o caso, o nome do parceiro ou meeiro outorgante, arrendador, comodante ou assemelhado. 304 QUESTÃO • (CESPE – INSS - Técnico do Seguro Social) A inscrição é o ato pelo qual o segurado é cadastrado no RGPS, por meio de comprovação de dados pessoais e outros elementos. 301 302 303 304 77 305 QUESTÃO • (CESPE - 2013 - TCE-RO - Auditor) A inscrição do segurado trabalhador avulso no RGPS ocorre pelo cadastramento e registro no sindicato ou órgão gestor de mão de obra. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 306 Empresa e Empregador Doméstico Aula 33 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 307 308 EMPRESA• Considera-se empresa: a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e fundacional. 305 306 307 308 78 309 EMPRESA • Equiparam-se a empresa: • I - o contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço II - a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras; III - o operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra de que trata a Lei nº 8.630, de 1993; e IV - o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço. 310 EMPREGADOR DOMÉSTICO • Considera-se empregador doméstico - aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. 311 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS) A Associação para Ajuda Juvenil (AAJ) – sociedade civil que presta serviços a seus sócios, sem finalidade lucrativa – remunera, pelos serviços prestados como empregados, uma atendente, um digitador, um zelador e uma cozinheira e, eventualmente, utiliza-se dos serviços de uma faxineira. Em face dessa situação hipotética, julgue os itens a seguir, relativos à AAJ do ponto de vista da previdência social. 312 QUESTÃO • 1. Não é empresa, pois não possui fins lucrativos. 309 310 311 312 79 313 QUESTÃO • 2. Deverá descontar contribuições da remuneração da atendente e do digitador como segurados empregados. 314 QUESTÃO • 3. Está obrigada a calcular e recolher as contribuições do zelador e da cozinheira na categoria de empregados domésticos, em razão da ausência da finalidade lucrativa. 315 QUESTÃO • 4. Não possui obrigações previdenciárias em relação à faxineira, pois não está configurada a existência, entre esta e a AAJ, de vínculo empregatício. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 316 313 314 315 316 80 Matrícula da Empresa Aula 34 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 317 318 Matrícula da Empresa • Toda empresa e equiparado a empresa devem estar cadastrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS. • Desta forma, as empresas efetuarão os recolhimentos previdenciários identificados pelo número da matrícula e estes recolhimentos poderão ser monitorados pela fiscalização. 319 Matrícula da Empresa • Artigo 256 do RPS, a matrícula da empresa será feita: • I - Simultaneamente com a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). 320 Matrícula da Empresa • Artigo 256 do RPS, a matrícula da empresa será feita: • II - Perante o Instituto Nacional do Seguro Social, no prazo de trinta dias contados do início de suas atividades, quando não sujeita à inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. 317 318 319 320 81 321 Matrícula da Empresa • As pessoas físicas equiparadas à empresa que não estão sujeitas a inscrição no CNPJ deverão se cadastrar diretamente na Secretaria da Receita Federal do Brasil. • Essas pessoas físicas receberão um número chamado Cadastro da Atividade Econômica da Pessoa Física - CAEPF. 322 Matrícula da Empresa • No caso de obras de construção civil, mesmo que estas sejam realizadas nas instalações de empresas com CNPJ, deverá ser aberto uma matrícula denominada Cadastro Nacional de Obras - CNO. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 323 Regimes de Financiamento Previdenciário Aula 35 Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 324 321 322 323 324 82 325 Regimes de Financiamento Previdenciário • Repartição Simples (benefício definido): Segurados contribuem para um fundo único, responsável pelo pagamento de todos os benefícios. Trabalhadores de hoje custeiam os benefícios atuais (pacto intergeracional). As regras para o cálculo do valor dos benefícios são previamente estabelecidas (benefício definido). 326 Regimes de Financiamento Previdenciário • Regime de Capitalização (contribuição definida): Os recursos arrecadados são investidos. Nele, as contribuições são definidas e os valores pagos no futuro variarão de acordo com as taxas de juros obtidas e a partir das opções de investimentos dos administradores. 327 Regimes de Financiamento Previdenciário • Regime de Repartição de Capitais de Cobertura: É um regime intermediário entre a repartição simples e capitalização. • As contribuições arrecadadas servem para pagar os atuais benefícios e para a formação de reservas que garantam o equilíbrio atuarial projetado em prazos futuros. 328 QUESTÃO • (CESPE – Analista do Seguro Social – INSS) As técnicas de financiamento dos gastos previdenciários podem ser classificadas em regime de repartição simples (benefício definido), regime de capitalização (contribuição definida) e regime de repartição de capitais. 325 326 327 328 83 329 QUESTÃO • (CESPE – PGE-PE – Analista Judiciário – 2019) O regime de previdência complementar, desvinculado do regime geral de previdência social e do regime próprio de previdência social, adota o sistema de capitalização e a adesão facultativa. MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 330 Receitas da União Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 331 332 Financiamento da Seguridade Social • Decreto 3.048/99 • Art. 194. A seguridade social é financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais. 329 330 331 332 84 333 Financiamento da Seguridade Social • Decreto 3.048/99 • Art. 195. No âmbito federal, o orçamento da seguridade social é composto de receitas provenientes: • I - da União; • II - das contribuições sociais; e • III - de outras fontes. 334 RECEITAS DA UNIÃO (Decreto 3.048/99) • Art. 196. A contribuição da União é constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal, fixados obrigatoriamente na Lei Orçamentária anual. • Parágrafo único. A União é responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras da seguridade social, quando decorrentes do pagamento de benefícios de prestação continuada da previdência social, na forma da Lei Orçamentária anual. 335 QUESTÃO • (ESAF - Técnico da Receita Federal) Leia cada um dos assertos abaixo e assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou falso. Depois, marque a opção que contenha a exata seqüência. • ( ) A contribuição da União para a Seguridade Social é constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal. • ( ) Os recursos adicionais do Orçamento Fiscal para a Seguridade Social serão fixados obrigatoriamente na lei orçamentária anual. • ( ) A União é responsável pela cobertura de insuficiências financeiras da Seguridade Social, quando decorrentes do pagamento de benefícios de prestação continuada da Previdência Social. • a) V V V • b) F F F • c) F V V • d) V V F • e) F F V 336 QUESTÃO • (ESAF - Técnico da Receita Federal – 2006) Leia cada um dos assertos abaixo e assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou falso. Depois, marque a opção que contenha a exata seqüência. • ( ) A contribuição da União para a Seguridade Social é constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal. 333 334 335 336 85 337 QUESTÃO • ( ) Os recursos adicionais do Orçamento Fiscal para a Seguridade Social serão fixados obrigatoriamente na lei orçamentária anual. • ( ) A União é responsável pela cobertura de insuficiências financeiras da Seguridade Social, quando decorrentes do pagamento de benefícios de prestação continuada da Previdência Social. 338 QUESTÃO • a) V V V • b) F F F • c) F V V • d) V V F • e) F F V MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 339 Receitasdas Contribuições Sociais Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 340 337 338 339 340 86 341 Receitas das Contribuições Sociais • Decreto 3.048/99 – Art. 195 • Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: • I - as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício ; • II - as dos empregadores domésticos, (...); • III - as dos trabalhadores, (...); • IV - as das associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional, (...); • V - as incidentes sobre (...) produção rural; 342 Receitas das Contribuições Sociais • Decreto 3.048/99 – Art. 195 • Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: • VI - as das empresas, incidentes sobre a receita ou o faturamento (COFINS) e o lucro (CSLL); e • VII - as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos. 343 Receitas das Contribuições Sociais (CF) • Art. 195. (CF) A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 344 Receitas das Contribuições Sociais (CF) • I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: • a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; • b) a receita ou o faturamento; • Ex.: Contribuição social sobre o faturamento das empresas – COFINS. • c) o lucro; Ex.: Contribuição social sobre o lucro líquido. – CSLL. 341 342 343 344 87 345 Receitas das Contribuições Sociais (CF) • II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; 346 Receitas das Contribuições Sociais (CF) • III - sobre a receita de concursos de prognósticos. • IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) MUITO OBRIGADO! Inscreva-se em meu canal! Compartilhe! Prof. Eduardo Tanaka 347 RECEITAS DOS SEGURADOS Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 348 345 346 347 348 88 349 Receitas dos Segurados • Em regra, há três formas de se calcular a contribuição dos segurados, sendo divididos em: • I – Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico; • II – Contribuinte Individual e Segurado Facultativo; • III – Segurado Especial. 350 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico 351 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • Estes segurados possuem como característica comum, que os distinguem dos outros, o fato de existir um “certo” vínculo. • O empregado com o empregador • O Trabalhador avulso com o OGMO e sindicato • O empregado doméstico com o empregador doméstico. 352 Tabela de contribuição dos Segurados Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico (Portaria SEPRT nº 3659, de 15/02/2020) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) Alíquota (%) até R$ 1.045,00 7,5% de R$ 1.045,01 até R$ 2.089,60 9% de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40 12% de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06 14% 349 350 351 352 89 353 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • Entende-se por salário-de-contribuição (Art. 214 (decreto 3.048/99)): • I - para o empregado e o trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, (continua...) 354 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • (... continuação) inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; 355 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • Entende-se por salário-de-contribuição (Art. 214 (decreto 3.048/99)): • II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira Profissional e/ou na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observados os limites mínimo e máximo (...) 356 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde: • Para os segurados empregado, inclusive o doméstico, e trabalhador avulso, ao piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 353 354 355 356 90 357 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • O valor do limite máximo do salário-de- contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da Economia, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. • Corresponde ao valor máximo da “tabela de contribuição”, que hoje vale R$6.101,06. 358 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • O desconto da contribuição sempre se presumirá feito, oportuna e regularmente, pela empresa, pelo empregador doméstico, pelo sindicato e pelo OGMO a isso obrigados, não lhes sendo lícito alegar qualquer omissão para se eximirem do recolhimento, ficando os mesmos diretamente responsáveis pelas importâncias que deixarem de descontar. 359 QUESTÃO • (CESPE – Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Considere a seguinte situação hipotética. • Entre os meses de abril e junho de 2003, a Fábrica de Papelão Soares passou por sérias dificuldades financeiras que impediram o pagamento dos salários a seus empregados. Pelo fato de isto ter jamais acontecido, os obreiros compreenderam a situação e continuaram a trabalhar. A partir da competência julho de 2003, os salários recomeçaram a ser pagos em dia, tendo sido ajustado com o empregador que os 3 meses sem salários seriam quitados a partir da competência janeiro de 2004, em 6 parcelas. 360 QUESTÃO • Nessa situação, nas competências abril e junho de 2003, não houve fato gerador das contribuições previdenciárias e a empresa não terá de recolher qualquer importância à seguridade social. Em relação aos valores que deixaram de ser recebidos, incidirá contribuição previdenciária na oportunidade em que a empresa pagar as parcelas ajustadas a partir de janeiro de 2004 357 358 359 360 91 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Prof Eduardo Tanaka -Concursos RECEITAS DOS SEGURADOS (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 362 363 Tabela de contribuição dos Segurados Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico (Portaria SEPRT nº 3659, de 15/02/2020) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) Alíquota (%) até R$ 1.045,00 7,5% de R$ 1.045,01 até R$ 2.089,60 9% de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40 12% de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06 14% 364 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • Alíquota de contribuição é o percentual a ser adotado, que se presta para o cálculo da contribuição previdenciária. • Essas alíquotas serão aplicadas de forma progressiva sobre o salário de contribuição do segurado, incidindo cada alíquota sobre a faixa de valores compreendida nos respectivos limite. 361 362 363 364 92 365 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e EmpregadoDoméstico • EXEMPLO 1: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: • R$ 1.000,00? 366 Tabela de contribuição dos Segurados Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico (Portaria SEPRT nº 3659, de 15/02/2020) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) Alíquota (%) até R$ 1.045,00 7,5% de R$ 1.045,01 até R$ 2.089,60 9% de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40 12% de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06 14% 367 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 1: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: • R$ 1.000,00? • Resposta: • R$ 1.000,00 x 7,5% = R$ 75,00 368 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 2: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe R$ 2.000,00? 365 366 367 368 93 369 Tabela de contribuição dos Segurados Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico (Portaria SEPRT nº 3659, de 15/02/2020) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) Alíquota (%) até R$ 1.045,00 7,5% de R$ 1.045,01 até R$ 2.089,60 9% de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40 12% de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06 14% 370 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 2: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe R$ 2.000,00? • Resposta: • R$ 2.000,00 está na 2ª faixa salarial, cuja alíquota é de 9%. • Porém, como o cálculo é progressivo, sobre o valor referente à 1ª faixa salarial aplica-se a alíquota de 7,5% (e não de 9%). 371 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 2: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe R$ 2.000,00? • Resposta: • 1ª faixa = R$ 1.045,00 x 7,5% = R$ 78,37 • 2ª faixa = R$ 955,00 x 9% = R$ 85,95 • Valor total descontado = R$164,32 372 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 3: Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe R$ 3.000,00? 369 370 371 372 94 373 Tabela de contribuição dos Segurados Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico (Portaria SEPRT nº 3659, de 15/02/2020) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) Alíquota (%) até R$ 1.045,00 7,5% de R$ 1.045,01 até R$ 2.089,60 9% de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40 12% de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06 14% 374 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 3: Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe R$ 3.000,00? • Resposta: • 1ª faixa = R$ 1.045,00 x 7,5% = R$ 78,37 • 2ª faixa = R$ 1.044,60 x 9% = R$ 94,01 • 3ª faixa = R$ 910,40 x 12% = R$109,25 • Valor total descontado = R$281,63 375 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 4: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe • R$ 6.000,00? 376 Tabela de contribuição dos Segurados Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico (Portaria SEPRT nº 3659, de 15/02/2020) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) Alíquota (%) até R$ 1.045,00 7,5% de R$ 1.045,01 até R$ 2.089,60 9% de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40 12% de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06 14% 373 374 375 376 95 377 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 4: Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe R$ 6.000,00? • Resposta: • 1ª faixa = R$ 1.045,00 x 7,5% = R$ 78,37 • 2ª faixa = R$ 1.044,60 x 9% = R$ 94,01 • 3ª faixa = R$ 1.044,80 x 12% = R$125,38 • 4ª faixa = R$ 2.865,60 x 14% = R$401,18 • Valor total descontado = R$698,94 378 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 6: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe • R$ 10.000,00? 379 Tabela de contribuição dos Segurados Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico (Portaria SEPRT nº 3659, de 15/02/2020) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) Alíquota (%) até R$ 1.045,00 7,5% de R$ 1.045,01 até R$ 2.089,60 9% de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40 12% de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06 14% 380 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO 6: Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe R$ 10.000,00? • Resposta: • 1ª faixa = R$ 1.045,00 x 7,5% = R$ 78,37 • 2ª faixa = R$ 1.044,60 x 9% = R$ 94,01 • 3ª faixa = R$ 1.044,80 x 12% = R$125,38 • 4ª faixa = R$ 2.966,66 x 14% = R$415,33 • Valor total descontado = R$713,09 377 378 379 380 96 381 QUESTÃO • (CESPE – Defensor Público – atualizada) Rita foi contratada para trabalhar na residência de Zuleica, em atividade sem fins lucrativos, mediante o recebimento de 1 salário mínimo por mês. Nessa situação hipotética, a contribuição destinada à seguridade social a cargo de Rita será de 7,5% sobre o valor de um salário mínimo. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Prof Eduardo Tanaka -Concursos RECEITAS DOS SEGURADOS Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 383 384 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • Segundo o Decreto 3048/99, o salário-de- contribuição é “a remuneração auferida em uma ou mais empresas (...)”. 381 382 383 384 97 385 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: • R$1.000 da empresa A e R$2.000,00 da empresa B ? 386 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: • R$1.000 da empresa A e R$2.000,00 da empresa B ? • Resposta: • R$ 1.000,00 + R$ 2.000,00 = R$ 3.000,00 387 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: • R$1.000 da empresa A e R$2.000,00 da empresa B ? • Resposta: • R$ 1.000,00 + R$ 2.000,00 = R$ 3.000,00 • R$ 3.000,00 é o valor de seu salário de contribuição. 388 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe R$1.000 da empresa A e R$2.000,00 da empresa B ? • Resposta: • EMPRESA “A”: – Se ele escolheu a empresa A para iniciar os descontos progressivos, esta deverá fazer o desconto de 7,5% sobre os R$ 1.000,00. Assim: R$ 1.000,00 x 7,5% = R$ 75,00 na empresa A. 385 386 387 388 98 389 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EMPRESA “B”: – Já na empresa B, como já foi aproveitada a alíquota progressiva de 7,5% dos R$ 1.000,00, na empresa “B” deve ser feito o restante dos descontos, conforme a seguir: • 1ª faixa - R$ 1045,00 (valor máximo da 1ª faixa) - R$ 1.000,00 (já utilizado no desconto na empresa “A”) = R$ 45,00. Assim: R$ 45,00 x 7,5% = R$3,37. • 2ª faixa - A diferença entre os tetos da 1ª e da 2ª faixa salarial é de R$1.044,60 (R$2.089,60 – R$1045,00 = R$1.044,60). Essa diferença é descontada em 9%. Assim: R$ 1.044,60 x 9% = R$ 94,01. 390 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EMPRESA “B”: – Já na empresa B, como já foi aproveitada a alíquota progressiva de 7,5% dos R$ 1.000,00, na empresa “B” deve ser feito o restante dos descontos, conforme a seguir: • 3ª faixa – A diferença entre o valor de seu salário de contribuição e o teto da 2ª faixa salarial é de R$910,40 (R$ 3.000,00 – R$ 2.089,60 = R$ 910,40) – é descontado em 12%. Assim: R$ 910,40 x 12% = R$ 109,25. • Dessa forma, a empresa B descontará o valor de R$ 181,53 (R$ 3,37 + R$ 94,01 + R$ 109,25 = R$206,63) 391 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • Somando todos os valores descontados na empresa A e empresa B, o resultado será: R$249,03 (R$75,00 + R$206,63 = R$ 281,63). Perceba que este valor somado é o mesmo do exemplo número “3”, da aula anterior, no qual o trabalhadorrecebia o valor de R$ 3.000,00. 392 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • O segurado empregado, inclusive o doméstico, que possuir mais de um vínculo, deverá comunicar a todos os seus empregadores, mensalmente, a remuneração recebida até o limite máximo do salário de contribuição, envolvendo todos os vínculos, a fim de que o empregador possa apurar corretamente o salário de contribuição sobre o qual deverá incidir a contribuição social previdenciária do segurado, bem como a alíquota a ser aplicada • Aplicam-se, no que couber, estas disposições ao trabalhador avulso que , concomitantemente, exercer atividade de segurado empregado. 389 390 391 392 99 393 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • EXEMPLO: • Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: • R$ 6.000 da empresa A e R$ 4.000,00 da empresa B ? • Resposta: • R$6.000,00 + R$4.000,00 = R$ 10.000,00 • Mas, o salário de contribuição é o valor do teto: R$ 6.101,06 394 Receitas dos Segurados: Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico • A tabela a seguir demonstra a relação segurado / responsável / prazo pelo recolhimento: • Deve-se observar o limite máximo! 395 Receitas dos Segurados: responsáveis e prazos SEGURADO Responsável Prazo – até dia ---- do mês seguinte ao da competência. Empregado Empresa 20 Trabalhador Avulso OGMO 20 Empregado Doméstico Empregador Doméstico 07 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Direito Previdenciário para Concursos – Prof Eduardo Tanaka 393 394 395 396 100 RECEITAS DOS FACULTATIVOS (parte 1) Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 397 398 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual e Facultativo • Em regra, a alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo é de 20% aplicada sobre o respectivo salário-de- contribuição, observado os limites mínimo (salário mínimo) e máximo. • Em determinados casos, como veremos mais adiante, a alíquota poderá ser de 11% ou 5%. 399 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual e Facultativo • Entende-se por salário-de-contribuição: • Para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observados os limites mínimo e máximo 400 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual e Facultativo • O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde: • para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário mínimo. 397 398 399 400 101 401 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual e Facultativo • O valor do limite máximo do salário-de- contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da Economia, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. (o teto do INSS) 402 Receitas dos Segurados: Facultativo • Quem é responsável pelo recolhimento? • O segurado facultativo é responsável pelo recolhimento de sua própria contribuição. (até dia 15 do mês seguinte) 403 Receitas dos Segurados: Facultativo • EXEMPLO: • Quanto deverá contribuir um segurado facultativo que declara: • R$ 5.000 ? • Resposta: • R$ 5.000,00 x 20% = R$ 1.000,00 MUITO OBRIGADO! 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(Lei 8212/91, art. 21, §4º) 410 Receitas dos Segurados: Facultativo • Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária. • Caso o contribuinte que aderiu a este plano queira, no futuro, se aposentar com valor superior ao mínimo ou realizar a contagem recíproca do tempo de contribuição (contar seu tempo de contribuição no regime próprio), este deverá complementar a contribuição mensal mediante o recolhimento da diferença entre o percentual pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos juros moratórios. (sobre valor mínimo) 411 Plano Simplificado de Previdência Social • Lei 8.212/91, Art. 21. § 2º No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, a alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de: 412 Plano Simplificado de Previdência Social • Lei 8.212/91, Art. 21, § 2º: • I - 11% (onze por cento), no caso do segurado contribuinte individual, ressalvado o disposto no inciso II, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e do segurado facultativo, observado o disposto na alínea b do inciso II deste parágrafo; 409 410 411 412 104 413 Plano Simplificado de Previdência Social • Lei 8.212/91, Art. 21, § 2º: • II - 5% (cinco por cento): • a) no caso do microempreendedor individual, (...); e • b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda. 414 Plano Simplificado de Previdência Social • Lei 8.212/91, Art. 21, § 3º O segurado que tenha contribuído na forma do § 2º deste artigo e pretenda contar o tempo de contribuição correspondente para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou da contagem recíproca do tempo de contribuição (...), 415 Plano Simplificado de Previdência Social • Lei 8.212/91, Art. 21, § 3º (continuação) • deverá complementar a contribuição mensal mediante recolhimento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário-de-contribuição em vigor na competência a ser complementada, da diferença entre o percentual pago e o de 20%, acrescido dos juros moratórios de que trata o § 3º do art. 5º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MUITO OBRIGADO! 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Ex.: é o caso do empresário (sócio de empresa) que ocupa o cargo de diretor-sócio e recebe o Pró-Labore. • 2o – Aquele que presta serviços para uma ou várias empresas. Ex.: é o caso de um eletricista autônomo que presta serviços de reparo elétrico para uma ou mais empresas, sem relação de emprego. 424 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • Decreto 3.048/99, art.216, parágrafo 26: • A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa da remuneração paga, devida ou creditada ao contribuinte individual a seu serviço, observado o limite máximo do salário-de-contribuição, é de 11% no caso das empresas em geral e de 20% quando se tratar de entidade beneficente de assistência social isenta das contribuições sociais patronais. 421 422 423 424 107 425 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • Imagine um eletricista autônomo que prestou serviços de reparo elétrico, sem relação de emprego e que seu pagamento foi de R$1.000,00 pela mão-de-obra dos serviços prestados. • A empresa deverá recolher a parte patronal, referente a 20% sobre o valor pago(e sobre isso, veremos posteriormente) = R$1.000,00 x 20% = R$ 200,00. 426 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • A empresa, também, deve descontar 11% do eletricista. 427 QUESTÃO • (Auditor Fiscal da Previdência Social – CESPE) Considere a seguinte situação hipotética. • No mês de fevereiro de 2003, Lauro, autônomo, exercendo por conta própria atividade econômica, realizou diversos reparos nas instalações elétricas da Santa Casa de Misericórdia, entidade beneficente de assistência social e isenta das contribuições sociais patronais, prestando serviços, nessa competência, apenas à Santa Casa e recebendo R$ 1.000,00 pelo trabalho. Nessa situação, a entidade beneficente estará obrigada a descontar, do total pago a Lauro, o equivalente a 11 % de sua remuneração, bem como a efetuar o repasse em favor da previdência social. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 425 426 427 428 108 Receitas dos Contribuintes Individuais (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 429 430 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • A- Relação do Contribuinte Individual com empresa(s). 431 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • Cabe ao próprio contribuinte individual que prestar serviços, no mesmo mês, a mais de uma empresa, cuja soma das remunerações superar o limite mensal do salário-de- contribuição, comprovar às que sucederem à primeira o valor ou valores sobre os quais já tenha incidido o desconto da contribuição, de forma a se observar o limite máximo do salário-de-contribuição. 432 Contribuinte Individual MEI • o Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária incluiu o Microempreendedor Individual – MEI. 429 430 431 432 109 433 Contribuinte Individual MEI • É Micro Empreendedor Individual - MEI aquele que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais. 434 Contribuinte Individual MEI • O MEI recolherá as contribuições previdenciárias como ocorre no Plano Simplificado de Previdência Social, com valor fixo. • A alíquota do MEI será de 5% sobre o valor mínimo. • Neste caso, todas as regras do Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária serão aplicadas. 435 Contribuinte Individual MEI • As empresas que tomam serviços de Microempreendedor Individual não têm a obrigatoriedade de fazer a retenção e o recolhimento da contribuição previdenciária deste segurado. Isto porque, independentemente do valor do seu salário de contribuição, o MEI irá contribuir com o valor fixo de 5% sobre o valor mínimo. 436 Contribuinte Individual MEI • Já, quanto à contribuição patronal de 20% sobre o valor pago, em regra, as empresas não têm a obrigação de fazê-la. Haverá esta obrigatoriedade exclusivamente em relação ao MEI que for contratado para prestar serviços de: • hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e de manutenção ou reparo de veículos. • Portanto, em relação a outros serviços, não haverá tal obrigatoriedade para empresa contratante de serviços de MEI. 433 434 435 436 110 437 Contribuinte Individual MEI • O MEI pode possuir um único empregado que receba exclusivamente 1 (um) salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. • Neste caso, o MEI deverá reter e recolher a contribuição previdenciária relativa ao segurado a seu serviço e fica obrigado a prestar informações relativas ao segurado a seu serviço, na forma estabelecida pelo Comitê Gestor. O MEI, na condição de patrão, também , estará sujeito ao recolhimento da contribuição previdenciária por conta da empresa (patronal) calculada à alíquota de 3% sobre o salário de contribuição de seu empregado. MUITO OBRIGADO! 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Relação do Contribuinte Individual com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. • Desta forma, cabe ao contribuinte individual recolher a própria contribuição, sendo a alíquota, em regra, de: • 11% - Houve a certeza do recolhimento da contribuição da empresa; • 20% - Não houve a certeza do recolhimento da contribuição da empresa. 442 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • B. Relação do Contribuinte Individual com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. • Quanto deverá ser recolhido por um contribuinte individual que recebe R$ 1.000,00, prestando serviço ao consulado da Alemanha, não tendo sido comprovado o recolhimento da quota patronal? • Resposta: R$ 1.000 x 20% = R$ 200,00 443 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • B. Relação do Contribuinte Individual com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. • Quanto deverá ser recolhido por um contribuinte individual que recebe R$ 1.000,00, prestando serviço ao consulado da Alemanha, tendo sido comprovado o recolhimento da quota patronal? •Resposta: R$ 1.000 x 11% = R$ 110,00. 444 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • C - Relação do Contribuinte Individual com Cooperativa de Trabalho. • Cooperado é um contribuinte individual. A Cooperativa de Trabalho é equiparada a empresa, de modo que ela é obrigada a descontar 20% do valor da quota distribuída ao cooperado por serviços por ele prestados, por seu intermédio. 441 442 443 444 112 445 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • D – Relação do Contribuinte Individual com Pessoa Física. • Neste caso, o próprio contribuinte individual tem a responsabilidade pela contribuição de 20% sobre os valores recebidos em suas prestações de serviços a pessoas físicas. 446 Receitas dos Segurados: Contribuinte Individual • D – Relação do Contribuinte Individual com Pessoa Física. • Este contribuinte individual, que trabalha por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado, poderá, também, optar pela inclusão ao Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária. Como já vimos, ele pode recolher 11%, porém, somente sobre o valor mínimo. E, também, seus benefícios serão somente sobre o valor mínimo. Sendo que, além do mais, não poderá se aposentar, nestas condições, por tempo de contribuição. 447 Contribuinte Individual Tomador de serviço Alíquota p desconto do CI Responsável Empresa 11% Empresa Entidade isenta 20% Entidade PRPF, RC, MD, CI. 20% -regra 11% - patronal O próprio CI prestador Cooperativa de trabalho 20% Cooperativa de Trabalho Pessoa Física 20% - regra 11% PSP O próprio CI prestador MEI = 5% x SM O próprio 448 QUESTÃO • (CESPE – Analista – INSS) Uma professora do ensino fundamental de âmbito municipal, • que esteja amparada por regime próprio de previdência e ministre aulas particulares em sua residência, estará dispensada de recolher contribuições ao INSS quanto à remuneração que receba proveniente da atividade de professora particular. 445 446 447 448 113 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Receitas dos Segurados Especiais (parte 1) Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 450 451 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Como vimos, o segurado especial traduz-se, resumidamente, no pequeno produtor rural e no pescador artesanal. 452 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Para o segurado especial não há salário de contribuição. Aqui a base de cálculo é simplesmente o valor de venda da produção rural (incluindo a pesqueira, para o pescador artesanal). 449 450 451 452 114 453 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • A alíquota de contribuição do segurado especial é de 1,2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. Acresce-se a este o percentual de 0,1%, referente ao GILRAT (grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho) (esta é uma nova denominação para o antigo SAT = seguro de acidente do trabalho). • TOTAL = 1,3% sobre o valor bruto da comercialização rural.(+ 0,2% SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) 454 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Ao contrário dos demais segurados, a contribuição do segurado especial não é, necessariamente, mensal. • Entretanto, nos meses em que não há contribuição, ele continua sendo segurado obrigatório do RGPS, com plena cobertura previdenciária. 455 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • EXEMPLO: • Quanto deverá contribuir um segurado especial que comercializou diretamente no varejo com pessoa física • R$ 1.000,00 de sua produção rural? • Resposta: • R$ 1.000 x 1,3% = R$ 13,00 456 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • EXEMPLO: • O segurado especial, vendeu para o supermercado da cidade, R$ 1.000,00 de sua produção. Neste caso, o supermercado (empresa) é responsável por seu recolhimento no mesmo valor de • R$ 1.000 x 1,3% = R$ 13,00. 453 454 455 456 115 457 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • O segurado especial, além da contribuição obrigatória, poderá contribuir, facultativamente, na condição de contribuinte individual. • Isto visa possibilitá-lo a postular benefícios superiores ao salário mínimo, pois, em regra, seus benefícios são fixados neste valor. • Nesta condição, ele continua sendo segurado especial. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Receitas dos Segurados Especiais (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 459 460 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Integram a produção, os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, socagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem e torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos através desses processos. 457 458 459 460 116 461 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Art. 25, § 11 , Lei 8.212/91 - Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI. 462 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Art. 25, § 10, Lei 8.212/91 - Integra a receita bruta de que trata este artigo, além dos valores decorrentes da comercialização da produção relativa aos produtos a que se refere o § 3o deste artigo, a receita proveniente: • I – da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do imóvel rural; 463 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Art. 25, § 10, Lei 8.212/91 - • II – da comercialização de artigos de artesanato de que trata o inciso VII do § 10 do art. 12 desta Lei; • Obs.: Atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. 464 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Art. 25, § 10, Lei 8.212/91 - • III – de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais; 461 462 463 464 117 465 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Art. 25, § 10, Lei 8.212/91 - • IV – do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade; e 466 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Art. 25, § 10, Lei 8.212/91 - • V – de atividade artística de que trata o inciso VIII do § 10 do art. 12 desta Lei. • Obs.: Inciso VIII do § 10 do art. 12 da Lei 8.212/91: “atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social.” MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Receitas dos Segurados Especiais (parte 3) Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário 468 465 466 467 468 118 469 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • A contribuição previdenciária do Segurado Especial será recolhida: • I - pela empresa adquirente, consumidora ou consignatáriaou a cooperativa, que ficam sub- rogadas no cumprimento das obrigações do segurado especial, exceto nos casos do inciso III; • II - pela pessoa física não produtor rural, que fica sub-rogada no cumprimento das obrigações do segurado especial, quando adquire produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física; ou 470 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • A contribuição do Segurado Especial será recolhida: • III - pelo próprio segurado especial, caso comercializem sua produção com adquirente domiciliado no exterior, diretamente, no varejo, a consumidor pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial. 471 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Quanto à contribuição para o SENAR, será recolhida (Lei 9528/97 – art. 6º, parágrafo único): • I - pelo adquirente, consignatário ou cooperativa, que ficam sub-rogados, para esse fim, nas obrigações do produtor rural pessoa física e do segurado especial, independentemente das operações de venda e consignação terem sido realizadas diretamente com produtor ou com intermediário pessoa física; 472 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • Quanto à contribuição para o SENAR, será recolhida: • II - pelo próprio produtor pessoa física e pelo segurado especial, quando comercializarem sua produção com adquirente no exterior, com outro produtor pessoa física, ou diretamente no varejo, com o consumidor pessoa física. 469 470 471 472 119 473 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • O próprio segurado especial será obrigado a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente: • a) da comercialização de artigos de artesanato elaborados com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar; • b) de comercialização de artesanato ou do exercício de atividade artística, conforme explicado anteriormente; e 474 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • O próprio segurado especial será obrigado a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente: • c) de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais. 475 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • O segurado especial é obrigado a arrecadar a contribuição de trabalhadores a seu serviço e a recolhê-la até o dia 20 do mês seguinte ao da competência. 476 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • O art. 30, parágrafos 7o, 8o e 9o , da Lei 8.212/91, traz regras quanto à comercialização da produção rural do segurado especial: • § 7o A empresa ou cooperativa adquirente, consumidora ou consignatária da produção fica obrigada a fornecer ao segurado especial cópia do documento fiscal de entrada da mercadoria, para fins de comprovação da operação e da respectiva contribuição previdenciária. 473 474 475 476 120 477 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • O art. 30, parágrafos 7o, 8o e 9o , da Lei 8.212/91, incluído pela Lei 11.718/08, traz regras quanto à comercialização da produção rural do segurado especial: • § 8o Quando o grupo familiar a que o segurado especial estiver vinculado não tiver obtido, no ano, por qualquer motivo, receita proveniente de comercialização de produção deverá comunicar a ocorrência à Previdência Social, na forma do regulamento. 478 Receitas dos Segurados: Segurado Especial • O art. 30, parágrafos 7o, 8o e 9o , da Lei 8.212/91, incluído pela Lei 11.718/08, traz regras quanto à comercialização da produção rural do segurado especial: • § 9o Quando o segurado especial tiver comercializado sua produção do ano anterior exclusivamente com empresa adquirente, consignatária ou cooperativa, tal fato deverá ser comunicado à Previdência Social pelo respectivo grupo familiar. 479 QUESTÃO • (CESPE – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo - atualizada) Com relação ao enquadramento sindical do trabalhador rural e à previdência rural, julgue os itens seguintes. A pessoa jurídica que adquirir a produção rural de segurado especial, beneficiário da previdência rural, ficará sub-rogada na obrigação de descontar do produtor o valor relativo à previdência social e efetuar o recolhimento da respectiva contribuição, cuja base de cálculo deve ser a receita bruta da comercialização da produção rural, sobre a qual incidirá a alíquota de 1,3%. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 477 478 479 480 121 Complementação e Agrupamento de Contribuições Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 50 481 482 EMC 103/ 2019 • Art. 195. § 14. O segurado somente terá reconhecida como tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social a competência cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima mensal exigida para sua categoria, assegurado o agrupamento de contribuições. • (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 483 EMC 103/ 2019 • Art. 29. Até que entre em vigor lei que disponha sobre o § 14 do art. 195 da Constituição Federal, o segurado que, no somatório de remunerações auferidas no período de 1 (um) mês, receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição poderá: 484 EMC 103/ 2019 • Art. 29. • I - complementar a sua contribuição, de forma a alcançar o limite mínimo exigido; 481 482 483 484 122 485 EMC 103/ 2019 • Art. 29. • II - utilizar o valor da contribuição que exceder o limite mínimo de contribuição de uma competência em outra; ou 486 EMC 103/ 2019 • Art. 29. • III - agrupar contribuições inferiores ao limite mínimo de diferentes competências, para aproveitamento em contribuições mínimas mensais. 487 EMC 103/ 2019 • Art. 29. • Parágrafo único. Os ajustes de complementação ou agrupamento de contribuições previstos nos incisos I, II e III do caput somente poderão ser feitos ao longo do mesmo ano civil. 488 QUESTÃO • (Questão elaborada por Prof Eduardo Tanaka) Caio, encanador autônomo, contribuinte individual, durante um mesmo ano civil, realizou recolhimentos para a Previdência Social, conforme a tabela abaixo: Mês Salário de Contribuição (R$) Janeiro Meio salário mínimo Fevereiro 1,5 salário mínmo Março Meio salário mínimo Abril 2 salários mínimo Maio Não houve recolhimento Junho Meio salário mínimo 485 486 487 488 123 489 QUESTÃO • Assinale a resposta errada: • a) Nessas condições, os meses de janeiro, março, maio e junho não atingiram o valor mínimo do salário de contribuição. • b) Caio poderá utilizar parte do valor da contribuição de fevereiro, em março. • c) Caio poderá utilizar o valor da contribuição de janeiro, em junho. • d) Caio poderá agrupar os valores recolhidos em janeiro e março, e utilizar no mês de maio. • e) O mês de junho não poderá ser considerado para a contagem de tempo de contribuição, mesmo se houver complementação. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 491 Receitas das contribuições sociais dos Empregadores Domésticos Prof. Eduardo Tanaka Aula 51 492 Receitas do Empregador Doméstico • (Lei 8212/91) Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de: • I - 8% (oito por cento); e • II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. 489 490 491 492 124 493 Receitas do Empregador Doméstico • (Lei 8212/91) Art. 24. • Parágrafo único. Presentes os elementos da relação de emprego doméstico, o empregador domésticonão poderá contratar microempreendedor individual de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, sob pena de ficar sujeito a todas as obrigações dela decorrentes, inclusive trabalhistas, tributárias e previdenciárias. 494 Receitas do Empregador Doméstico • O recolhimento deve ser feito até dia 07 do mês seguinte ao da prestação, pelo empregador doméstico. 495 Receitas do Empregador Doméstico • Uma empregada doméstica foi contratada, com salário de R$ 1000,00. • A parte patronal será: • 1000 x 8% = R$ 80,00 • 1000 x 0,8% = R$ 8,00 • A parte do segurado descontada será: 1000 x 7,5% = R$75,00. • Total recolhido de contribuição previdenciária: • R$ 88,00 + R$ 75,00 = R$ 163,00 496 QUESTÃO • (TRT-SP – Juiz do Trabalho – adaptada) A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de oito por cento e oito décimos por cento para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho 493 494 495 496 125 497 QUESTÃO • (FCC – Procurador Autárquico – adaptada) Considere as seguintes hipóteses: I.Segurado especial. II. Microempreendedor individual – MEI, de que trata a LC 123/2006, que optou plano simplificado de inclusão previdenciária. III. Segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente à família de baixa renda. IV. Empregador doméstico. As alíquotas de contribuição e a base de cálculo para o custeio e financiamento da seguridade social em relação as hipóteses citadas acima são correta e respectivamente: • a) I – 1,2% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. II – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 8,8% sobre o salário de contribuição do empregado. b) I – 2% sobre a receita líquida proveniente da comercialização da sua produção. II – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 2% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 20% sobre o salário de contribuição do empregado. • c) I – 1,2% (sendo 0,1% a título de SAT) sobre a receita líquida proveniente da comercialização da sua produção. II – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 2% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 12% sobre o salário de contribuição do empregado. • d) I – 2,1% (sendo 0,1% a título de SAT) sobre o salário de contribuição. II – 11% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 12% sobre o salário de contribuição do empregado. • e) I – 2% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. II – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 20% sobre o salário de contribuição do empregado. 498 QUESTÃO • (FCC – Procurador Autárquico – adaptada) Considere as seguintes hipóteses: I.Segurado especial. II. Microempreendedor individual – MEI, de que trata a LC 123/2006, que optou pelo plano simplificado de inclusão previdenciária. III. Segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente à família de baixa renda. IV. Empregador doméstico. As alíquotas de contribuição e a base de cálculo para o custeio e financiamento da seguridade social em relação as hipóteses citadas acima são correta e respectivamente: 499 QUESTÃO • a) I – 1,2% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. II – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 8,8% sobre o salário de contribuição do empregado. • b) I – 2% sobre a receita líquida proveniente da comercialização da sua produção. II – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 2% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 20% sobre o salário de contribuição do empregado. 500 QUESTÃO • c) I – 1,2% (sendo 0,1% a título de SAT) sobre a receita líquida proveniente da comercialização da sua produção. II – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 2% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 12% sobre o salário de contribuição do empregado. • d) I – 2,1% (sendo 0,1% a título de SAT) sobre o salário de contribuição. II – 11% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 12% sobre o salário de contribuição do empregado. 497 498 499 500 126 501 QUESTÃO • e) I – 2% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. II – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. III – 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição. IV – 20% sobre o salário de contribuição do empregado. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 503 Receitas das contribuições sociais da EMPRESAS (parte 1) Prof. Eduardo Tanaka Aula 52 504 Receitas das Empresas • (Decreto 3.048/99) Art. 201. A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de: • I - 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregado e trabalhador avulso, além das contribuições previstas nos arts. 202 (GILRAT - grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho) e 204 (contribuições provenientes do faturamento e do lucro – COFINS e CSLL) ; 501 502 503 504 127 505 Receitas das Empresas • Por exemplo: Um empregado que recebe R$10.000,00, lhe será descontado sobre o teto da Previdência, como estudamos na aula passada. • Já, a parte da empresa não se limita a este valor. Portanto esta recolherá: R$ 10.000,00 x 20% = R$ 2.000,00. 506 Receitas das Empresas • Podemos, didaticamente, dividir as contribuições das empresas em: • A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. • B- Incidentes sobre remunerações de empregados e segurados avulsos. • C- Substitutivas, em relação à parte patronal da regra geral de custeio. 507 Receitas das Empresas • A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. • A cota patronal da empresa que toma serviço de contribuinte individual, da mesma forma que dos empregados, é de 20%. • Lembrando que, neste caso, a empresa é responsável pelo desconto e recolhimento de 11% do contribuinte individual. 508 Transportadores Autônomos • A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. • Na contratação de serviços de transporte rodoviário de carga ou de passageiro, de serviços prestados com a utilização de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, a base de cálculo da contribuição da empresa corresponde a 20% (vinte por cento) do valor da nota fiscal, fatura ou recibo, quando esses serviços forem prestados por condutor autônomo de veículo rodoviário, auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, bem como por operador de máquinas. (Lei 8.212/91, art. 22, §15, incluído pela Lei 13.137/15). 505 506 507 508 128 509 Transportadores Autônomos • A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. • Por exemplo, o caminhoneiro recebeu R$ 1.000,00 pelo frete, a base de cálculo para efeitos de contribuição previdenciária será de: R$ 1.000,00 x 20% = R$ 200,00. E, a contribuição da empresa será de: R$ 200,00 x 20% = R$ 40,00. • Da mesma forma, no nosso exemplo, esta base de cálculo (R$ 200,00) será utilizada para empresa fazer o desconto e recolhimento da parte deste segurado contribuinte individual: R$ 200,00x 11% = R$ 22,00. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 511 Receitas das contribuições sociais da EMPRESAS (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Aula 53 512 Cooperativas de Produção • Cooperativas de Produção • Considera-se cooperativa de produção aquela em que seus associados contribuem com serviços laborativos ou profissionais para a produção em comum de bens, quando a cooperativa detenha por qualquer forma os meios de produção. 509 510 511 512 129 513 Cooperativas de Produção • Cooperativas de Produção • Sendo assim, a cooperativa de produção equipara- se a empresa, devendo recolher os 20%, (cota patronal), sobre a remuneração paga ou creditada aos cooperados (que são contribuintes individuais), como toda empresa o faz. 514 Cooperativas de Produção • Adicional das Cooperativas de Produção • Entretanto, será devida contribuição adicional de doze, nove ou seis pontos percentuais, a cargo da cooperativa de produção, incidente sobre a remuneração paga, devida ou creditada ao cooperado filiado, na hipótese de exercício de atividade que autorize a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. 515 Adicional – Cooperativa de Produção Aposentadoria Especial Alíquota normal Adicional TOTAL adicionado 15 anos de contribuição. 20% 12% 32% 20 anos de contribuição. 20% 9% 29% 25 anos de contribuição. 20% 6% 26% 516 QUESTÃO • (Elaborada pelo Prof. Eduardo Tanaka) O adicional de cooperativa de produção sobre atividade que enseja aposentadoria especial aos 20 anos de contribuição é de 8% sobre o salário de contribuição de todos os cooperados, que nessa qualidade lhe prestam serviços. 513 514 515 516 130 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka Contribuição das Empresas Cooperativa de Trabalho Prof. Eduardo Tanaka Direto Previdenciário Aula 54 518 Cooperativa de Trabalho • Exemplo: COORPS – Cooperativa de Trabalho Riograndense de Prestadores de Serviços. 519 Cooperativa de Trabalho • Exemplo: COORPS – Cooperativa de Trabalho Riograndense de Prestadores de Serviços • Esta semana o jornal A Folha entrevistou o presidente da COORPS – Cooperativa de Trabalho Riograndense de Prestadores de Serviços LTDA, Fábio da Rosa Monteiro. Segundo ele, os trabalhos tiveram início em novembro de 2004, um grupo de pessoas reuniram-se para o melhor desenvolvimento de renda e sustentabilidade. Na época o foco era apenas reciclagem e construção civil, com o passar dos anos, foi-se aprimorando e dando o novo perfil que atuam hoje. • Hoje em dia a empresa atua desde serviços de jardinagem, passando por copa e cozinha, limpeza em escolas e condomínios e residências. 520 517 518 519 520 131 Cooperativa de Trabalho • RESOLUÇÃO Nº 10, DE 2016 • O Senado Federal resolve: • Art. 1º É suspensa, nos termos do art. 52, inciso X, da Constituição Federal, a execução do inciso IV do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, declarado inconstitucional por decisão definitiva proferida pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do Recurso Extraordinário nº 595.838. 521 Cooperativa de Trabalho • ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO RFB Nº 5, DE 25 DE MAIO DE 2015 • Art. 1º A alíquota da contribuição previdenciária devida pelo contribuinte individual que presta serviço a empresa ou a pessoa física por intermédio de cooperativa de trabalho é de 20% sobre o salário de contribuição definido pelo inciso III ou sobre a remuneração apurada na forma prevista no § 11, ambos do art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. (Redação dada pelo(a) Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 1, de 23 de janeiro de 2017) 522 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 524 Receitas das contribuições sociais da EMPRESAS (parte 3) Prof. Eduardo Tanaka Aula 55 521 522 523 524 132 525 Receitas das Empresas – sobre remunerações de empregados e avulsos • A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregado e trabalhador avulso, além das contribuições previstas nos arts. 202 (Gilrat)e 204 (Cofins e CSLL). 526 Adicional das Instituições Financeiras • Adicional das Instituições Financeiras • A Lei 8.212/91, art. 22, parágrafo 1o, determina que, no caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, além das contribuições sociais básicas, é devida a contribuição adicional de 2,5% (dois vírgula cinco por cento) sobre a base de cálculo dos segurados empregados, avulsos e contribuintes individuais que prestarem serviços a estas instituições financeiras. 527 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • A Contribuição decorrente do: Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho – GILRAT. 528 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • GILRAT. • É chamado por alguns autores como Seguro de Acidentes no Trabalho – SAT. • Porém, o termo técnico atual que está presente na Lei 8.212/91 é o Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho – GILRAT. 525 526 527 528 133 529 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • GILRAT. • Termo utilizado nas GFIPs é: • RAT – Risco ambiental do trabalho. 530 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • (Decreto 3.048/99) A contribuição da empresa, destinada ao financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT) corresponde à aplicação dos seguintes percentuais, incidentes sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, no decorrer do mês, ao segurado empregado e trabalhador avulso: 531 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • I - 1% - para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado leve; • II - 2% - para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado médio; ou • III - 3% - para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado grave. • Considera-se preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. 532 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • O enquadramento no correspondente grau de risco é de responsabilidade da empresa, observada a sua atividade econômica preponderante e será feito mensalmente, cabendo à RFB rever o auto-enquadramento em qualquer tempo. 529 530 531 532 134 533 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • RESUMINDO; • A parte patronal sobre a folha de pagamentos será de: • 20% + GILRAT (1%, 2% ou 3%) • Não há limites (teto) para o pagamento da cota patronal. 534 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos RiscosAmbientais do Trabalho • Por exemplo: Uma empresa metalúrgica possui 1000 empregados. Destes, 900 trabalham na linha de produção, cuja atividade enquadra-se como grave (3%). Outros 100 empregados trabalham no escritório da empresa, em local seguro, sem contato com a linha de produção, e cuja atividade ensejaria risco “leve” (1%). 535 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • Por exemplo: • Como a atividade preponderante desta empresa, levando em conta o maior número de empregados, considera-se como “risco de acidentes de trabalho grave”, esta empresa deverá recolher 3% (risco grave) sobre TODOS seus empregados, inclusive sobre aqueles que trabalham no escritório. 536 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • EXEMPLO • Uma empresa, cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado médio , possui 3 empregados. • João e José, trabalham operando máquina, recebem remuneração de R$1.000,00 cada, e Antônio, que trabalha no escritório, recebe R$ 10.000,00. Qual será o valor da cota patronal da contribuição social devida à previdência? E qual será o valor descontado de cada empregado à previdência? 533 534 535 536 135 537 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • RESPOSTA: • João e José: • cota patronal: 20% + 2% (GILRAT)=22% • 1.000,00 x 22% = R$ 220,00 • Desconto do segurado: 7,5% (conforme tabela) • 1.000,00 x 7,5% = R$ 75,00 • Antônio: • cota patronal: 20% + 2% (GILRAT)=22% • 10.000 x 22% = R$ 2.200,00 • Desconto do segurado: (conforme tabela) • R$ 6.101,06 = R$ 713,09 538 QUESTÃO • (FCC – TRT-BA – Analista Judiciário) Considerando que as empresas Todos-os-Santos Indústria e Comércio, Soteropolitano Hotel de Turismo e o Banco MMC, que atuam como indústria de transformação, hotelaria e banco comercial, com graus de risco grave, médio e leve, respectivamente, é certo dizer que sua contribuição para Seguridade Social e para financiamento do benefício da aposentadoria especial, previstas no artigo 22, I e II, da Lei no 8.212/91 (somente em relação aos segurados empregados), será, respectivamente, de • a) 20% + 3%; 20% + 2%; e 20% + 2,5% + 1%. • b) 20%; 20%; 22,5%. • c) 15% + 3%; 15% + 2,5% + 1%; e 15% + 1%. • d) 20%; 21%; 22,5%. • e) 20% + 1%; 20% + 2%; 20% + 2,5%. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 540 Receitas das contribuições sociais da EMPRESAS Adicional de GILRAT Prof. Eduardo Tanaka Aula 56 537 538 539 540 136 541 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • A fim de estimular investimentos destinados a diminuir os riscos ambientais no trabalho, a RFB poderá alterar o enquadramento de empresa que demonstre a melhoria das condições do trabalho, com redução dos agravos à saúde do trabalhador, obtida através de investimentos em prevenção e em sistemas gerenciais de risco. • A alteração do enquadramento estará condicionada à inexistência de débitos em relação às contribuições sociais. 542 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • (Lei 10.666/03) Art. 10. A alíquota de contribuição de um, dois ou três por cento, destinada ao financiamento do benefício de aposentadoria especial ou daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, poderá ser reduzida, em até cinqüenta por cento, ou aumentada, em até cem por cento, conforme dispuser o regulamento, em razão do desempenho da empresa em relação à respectiva atividade econômica, apurado em conformidade com os resultados obtidos a partir dos índices de freqüência, gravidade e custo, calculados segundo metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social. 543 Alíquotas GILRAT – Fator Acidentário de Prevenção - FAP Máxima redução alíquota GILRAT (50%) Alíquota normal GILRAT Máximo acréscimo alíquota GILRAT (100%) 0,5% 1% 2% 1% 2% 4% 1,5% 3% 6% 544 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • As alíquotas referentes ao GILRAT serão acrescidas de 12, 9 ou 6 pontos percentuais, respectivamente, se a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa ensejar a concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição. • Este acréscimo incide exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 541 542 543 544 137 545 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho APOSENTADORIA ESPECIAL APÓS ACRÉSCIMOS PERCENTUAIS GILRAT 15 a 12% 20 a 9% 25 a 6% 546 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • Este acréscimo (12, 9, 6%) incide exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 547 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • Por exemplo: numa empresa com 100 empregados, 5 trabalham em contato habitual e contínuo com substâncias tóxicas que ensejam aposentadoria especial aos 20 anos de contribuição. A maioria dos trabalhadores desta empresa exercem atividades que se enquadram como risco grave (3%). • Nesta situação, a empresa recolherá 3% sobre as remunerações de todos os empregados. • SOMENTE, sobre as remunerações daqueles 5 empregados é que serão recolhidos os adicionais de 9%. Num total de 9 + 3 = 12%. 548 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • EXEMPLO • José, trabalha com atividade que prejudica a saúde e enseja aposentadoria especial, após 20 anos de trabalho (contribuição), em uma empresa, cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado grave. • Ele recebe remuneração mensal de R$1.000,00. Qual será o valor da cota patronal da contribuição social devida à previdência? E qual será o valor descontado de José à previdência? 545 546 547 548 138 549 Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho • Resposta: • Cota patronal: 20% + 3% (GILRAT) + 9% (adicional do GILRAT) = 32% • 1.000 x 32% = R$ 320,00 • Desconto do José: 7,5% (conforme tabela) • 1.000 x 7,5% = R$ 75,00 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 551 Contribuições Substitutivas Prof. Eduardo Tanaka Aula 57 552 Contribuições Substitutivas das Empresas • Acabamos de ver as contribuições das empresas em geral: os 20% sobre a folha de pagamento e o GILRAT (1%, 2% ou 3%). • Estas contribuições sociais, referentes à parte patronal da regra geral de custeio, são obrigatoriamente substituídas em situações especiais previstas em lei. 549 550 551 552 139 553 Contribuições Substitutivas das Empresas • As contribuições substitutivas são: • A- do Clube de Futebol Profissional; • B- do Produtor Rural. 554 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • Dec. 3.048/99 - Art. 205. A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional, destinada à seguridade social, em substituição às previstas no inciso I do caput do art. 201 e no art. 202 (contribuição patronal sobre empregados e avulsos e o GILRAT), corresponde a 5% da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participe em todo território nacional, em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propagandae transmissão de espetáculos desportivos. 555 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • Dec. 3.048/99 - Art. 205. • § 2º Cabe à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional informar à entidade promotora do espetáculo desportivo todas as receitas auferidas no evento, discriminando-as detalhadamente. 556 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • Dec. 3.048/99 - Art. 205. • § 1º Cabe à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o desconto de cinco por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos e o respectivo recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro Social, no prazo de até dois dias úteis após a realização do evento. 553 554 555 556 140 557 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • Dec. 3.048/99 - Art. 205. • § 3º Cabe à empresa ou entidade que repassar recursos a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, a responsabilidade de reter e recolher, no prazo estabelecido na alínea "b" do inciso I do art. 216 (dia 20 do mês seguinte) , o percentual de 5% da receita bruta, inadmitida qualquer dedução. 558 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • Vamos supor que o “melhor time do mundo”, o glorioso Palmeiras, jogue pelo campeonato paulista, cuja entidade promotora seja a Federação Paulista de Futebol. • Neste caso, ela deve descontar e recolher os 5% sobre a receita bruta do “espetáculo”. Assim como, o Palmeiras deverá informar à Federação Paulista de Futebol, todas as receitas auferidas no evento, discriminando-as detalhadamente, visando a habilitar a entidade promotora a efetuar a retenção corretamente. 559 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • E se o Palmeiras receber da Rede Globo pela transmissão do espetáculo, caberá à Rede Globo a responsabilidade pela retenção e recolhimento dos 5% da receita bruta decorrente desta transmissão. 560 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • Suponha que o Palmeiras tenha os seguintes empregados: • Jogador de futebol - salário R$ 100.000,00 • Jogador de voleibol – salário R$ 1.500,00 • Secretária – salário R$ 600,00 557 558 559 560 141 561 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • Neste caso, apenas descontará a parcela referente ao segurado, pois a cota patronal será paga substitutivamente, conforme estudamos (5% sobre renda do espetáculo, etc). 562 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional • Como vimos neste exemplo, a cota patronal de TODA folha de pagamento, referente a empregados (e trabalhadores avulsos, se fosse o caso), do clube de futebol profissional é substituída (não somente dos jogadores de futebol) 563 QUESTÃO • (CESPE – TCE-ES – AUDITOR) A contribuição social das associações desportivas que não possuem equipe profissional de futebol, equiparadas a empresas no que se refere à contribuição para a seguridade social, incide sobre o montante de sua folha de salário. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 561 562 563 564 142 565 Contribuições Substitutivas Produtor Rural Pessoa Física Prof. Eduardo Tanaka Aula 58 566 Contribuição Substitutiva do PRODUTOR RURAL • Além do segurado especial (que não será aqui tratado) tem-se três outras espécies de produtores rurais: • Produtor Rural Pessoa Física (PRPF) • Produtor Rural Pessoa Jurídica (PRPJ) • Agroindústria. 567 Contribuição Substitutiva do PRODUTOR RURAL • Os Produtores Rurais, por possuírem empregados, contribuem com sua cota patronal, na condição de empresa, de modo diferenciado. • A base de cálculo da cota patronal será a comercialização da produção rural. 568 Contribuição Substitutiva do PRODUTOR RURAL • A composição da base de cálculo da contribuição e a responsabilidade pelo recolhimento da contribuição sobre a produção, seguem a mesma regra para o segurado especial. 565 566 567 568 143 569 Produtor Rural Pessoa Física • A contribuição do produtor rural pessoa física, na condição de equiparado à empresa (cota patronal) é de: • 1,2% + 0,1% (GILRAT) = 1,3% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. 570 Produtor Rural Pessoa Física • A contribuição substitutiva do produtor rural pessoa física será recolhida: • I - pela empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa, que ficam sub- rogadas no cumprimento das obrigações do produtor rural pessoa física, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com estes ou com intermediário pessoa física, exceto nos casos do inciso III (abaixo); 571 Produtor Rural Pessoa Física • A contribuição substitutiva do produtor rural pessoa física será recolhida: • II - pela pessoa física não produtor rural, que fica sub-rogada no cumprimento das obrigações do produtor rural pessoa física, quando adquire produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física; ou • III – pelo próprio produtor rural pessoa física caso comercialize sua produção com adquirente domiciliado no exterior, diretamente, no varejo, a consumidor pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial. 572 Produtor Rural Pessoa Física • Exemplo: Suponha que um produtor rural pessoa física tenha um empregado cujo salário é de R$ 1.000,00. • O empregador deverá descontar do empregado e recolher o valor de R$ 1.000,00 x 7,5% = R$ 75,00. 569 570 571 572 144 573 Produtor Rural Pessoa Física • Exemplo: Suponha que um produtor rural pessoa física tenha um empregado cujo salário é de R$ 1.000,00. • Já a parte patronal não será de 20% sobre o salário de seu empregado, como nas empresas em geral. Será de 1,3% sobre a comercialização de sua produção rural. Se o produtor rural vendeu, naquele mês, R$ 2.000,00 de sua produção ao mercado da cidade, então este mercado deverá reter do produtor rural e recolher o valor de R$ 2.000,00 x 1,3% = R$ 26,00. 574 Produtor Rural Pessoa Física • Vamos supor que naquele mês não houve comercialização da produção rural, então, consequentemente, não haverá o recolhimento dos 1,3%. Neste caso, somente a parte descontada do empregado deverá ser recolhida normalmente (pois esta não é contribuição patronal). 575 Produtor Rural Pessoa Física • Lei 8212/91, art. 25, § 12. Não integra a base de cálculo da contribuição de que trata o caput deste artigo a produção rural destinada ao plantio ou reflorestamento, nem o produto animal destinado à reprodução ou criação pecuária ou granjeira e à utilização como cobaia para fins de pesquisas científicas, quando vendido pelo próprio produtor e por quem a utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de produto vegetal, por pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que se dedique ao comércio de sementes e mudas no País. 576 Produtor Rural Pessoa Física • Lei 8212/91, art. 25, § 13. O produtor rural pessoa física poderá optar por contribuir na forma prevista no caput deste artigo (substitutiva) ou na forma dos incisos I e II do caput do art. 22 desta Lei (sobre folha de pagamento), manifestando sua opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente ao início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano-calendário. (Incluído pela Lei nº 13.606, de 2018) 573 574 575 576 145 577 Produtor Rural Pessoa Física • (CESPE – CNJ – Analista Judiciário - atualizada) A contribuição previdenciária do empregador ruralé sempre de 20% sobre o salário de contribuição, mais a contribuição de terceiros e o fator acidentário de prevenção. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 579 Contribuições Substitutivas Produtor Rural Pessoa Jurídica e Agroindústria Prof. Eduardo Tanaka Aula 59 580 Produtor Rural Pessoa Jurídica • É a empresa legalmente constituída que se dedica à atividade agropecuária, pesqueira ou silvicultural, em área urbana ou rural, bem como a extração de produtos primários, vegetais ou animais. 577 578 579 580 146 581 Produtor Rural Pessoa Jurídica • A contribuição do produtor rural pessoa jurídica, em substituição à contribuição patronal sobre a remuneração dos trabalhadores empregados e avulsos, é de: • 1,7% + 0,1% (GILRAT) = 1,8% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. 582 Produtor Rural Pessoa Jurídica • Para o PRPJ, a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é sempre do próprio, não cabendo qualquer ônus ao adquirente (como ocorre no PRPF). 583 Produtor Rural Pessoa Jurídica • Assim como no PRPF, esta contribuição substitui somente a parte patronal incidente sobre a remuneração dos segurados empregados e avulsos e o GILRAT (ou SAT), inclusive seu adicional. Estão excluídas desta, as contribuições sobre a remuneração de contribuintes individuais. 584 Agroindústria • A agroindústria é o produtor rural pessoa jurídica, cuja atividade econômica é a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros. 581 582 583 584 147 585 Agroindústria • A contribuição da Agroindústria é semelhante ao do produtor rural pessoa jurídica: • 2,5% + 0,1% (GILRAT) = 2,6% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. 586 Agroindústria • Também, na Agroindústria, esta contribuição substitui somente a parte patronal incidente sobre a remuneração dos segurados empregados e avulsos e o GILRAT (ou SAT), inclusive seu adicional. Estão excluídas desta, as contribuições sobre a remuneração de contribuintes individuais. 587 Agroindústria • Esta forma de contribuição não se aplica às operações relativas à prestação de serviços a terceiros, cujas contribuições previdenciárias continuam sendo devidas na forma comum. • Caso isto ocorra, a receita bruta correspondente aos serviços prestados a terceiros será excluída da base de cálculo deste tipo de contribuição substitutiva. 588 Agroindústria • São excluídas desta forma de contribuição as agroindústrias de piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura. • Também, não se aplica na agroindústria que dedique-se apenas ao florestamento e ao reflorestamento como fonte de matéria-prima para industrialização própria mediante a utilização de processo industrial que modifique a natureza química da madeira ou a transforme em pasta celulósica. 585 586 587 588 148 589 QUESTÃO • (ESAF – Ministério da Fazenda - Assistente Técnico Administrativo – 2009) A respeito da base de cálculo e contribuintes das contribuições sociais, analise as assertivas abaixo, assinalando a incorreta. • a) Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício - EMPRESA. • b) Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional - PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA. 590 QUESTÃO • c) Incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural - SEGURADO ESPECIAL. • d) Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço - EMPREGADORES DOMÉSTICOS. • e) Incidentes sobre seu salário de contribuição - TRABALHADORES MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 592 Lei 12.546/11 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA (CPRB) DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTOS Aula 59-A 589 590 591 592 149 593 Lei 12.546/11 • As Alíquotas Patronais dos: • empregados, • trabalhadores avulsos e • contribuintes individuais • São substituídas por tributo incidente sobre o faturamento. 594 Lei 12.546/11 • Assim, será cobrada uma contribuição previdenciária sobre a receita bruta (descontando as receitas de exportação). • Art. 7o-A. A alíquota da contribuição sobre a receita bruta prevista no art. 7o será de 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento), exceto para as empresas de call center referidas no inciso I, que contribuirão à alíquota de 3% (três por cento), e para as empresas identificadas nos incisos III, V e VI, todos do caput do art. 7o, que contribuirão à alíquota de 2% (dois por cento). (Redação dada pela Lei nº 13.202, de 2015) 595 Lei 12.546/11 • Somente são dispensadas as contribuições patronais sobre a remuneração de empregados, avulsos e contribuintes individuais. A contribuição do GILRAT (1, 2, ou 3%) ainda permanece. • Os valores devidos aos terceiros (SESC, SEBRAE, SENAI) são devidos da forma convencional. 596 Lei 12.546/11 • A contribuição dos empregados em tais atividades não é alterada. Somente a cota patronal que é dispensada. • A retenção e recolhimento as contribuições previdenciárias de seus empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais continuam a ser feitas da forma convencional. • As obrigações acessórias previdenciárias também permanecem na totalidade 593 594 595 596 150 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 598 Concurso de Prognóstico Prof. Eduardo Tanaka Aula 60 599 Concursos de Prognósticos • Decreto 3.048/99 - Art. 212. Constitui receita da seguridade social a renda líquida dos concursos de prognósticos, excetuando-se os valores destinados ao Programa de Crédito Educativo. 600 Concursos de Prognósticos • Decreto 3.048/99 - Art. 212. • § 1º Consideram-se concurso de prognósticos todo e qualquer concurso de sorteio de números ou quaisquer outros símbolos, loterias e apostas de qualquer natureza no âmbito federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, promovidos por órgãos do Poder Público ou por sociedades comerciais ou civis. 597 598 599 600 151 601 Concursos de Prognósticos • Entende-se por renda líquida o total da arrecadação, deduzidos os valores destinados ao pagamento de prêmios, de impostos e de despesas com a administração, conforme fixado em lei, que inclusive estipulará o valor dos direitos a serem pagos às entidades desportivas pelo uso de suas denominações e símbolos. 602 Concursos de Prognósticos • Decreto 3.048/99 - Art. 212. • § 2º A contribuição de que trata este artigo constitui-se de: • I - renda líquida dos concursos de prognósticos realizados pelos órgãos do Poder Público destinada à seguridade social de sua esfera de governo; 603 Concursos de Prognósticos • Decreto 3.048/99 - Art. 212. • § 2º A contribuição de que trata este artigo constitui-se de: • II - cinco por cento sobre o movimento global de apostas em prado de corridas; 604 Concursos de Prognósticos • Decreto 3.048/99 - Art. 212. • § 2º A contribuição de que trata este artigo constitui-se de: • III - cinco por cento sobre o movimento global de sorteio de números ou de quaisquer modalidades de símbolos. 601 602 603 604 152 605 QUESTÃO • (FCC – TCE-CE – Auditor) Sobre o sistema de custeio e financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina e da legislação pertinente, é INCORRETO afirmar: • a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. • b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a Seguridade Social. • c) Nenhum benefício ou serviçoserá criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. • d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas apenas para o exportador. • e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da produção. 606 QUESTÃO • (FCC – TCE-CE – Auditor) Sobre o sistema de custeio e financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina e da legislação pertinente, é INCORRETO afirmar: • a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. • b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a Seguridade Social. 607 QUESTÃO • c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. • d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas apenas para o exportador. • e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da produção. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 605 606 607 608 153 609 Receitas de Outras Fontes Prof. Eduardo Tanaka Aula 61 610 Receitas de Outras Fontes • Lei 8.212/91 • Art. 27. Constituem outras receitas da seguridade social: • I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; 611 Receitas de Outras Fontes • II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros. • Hoje, a Receita Federal do Brasil é quem arrecada e fiscaliza as contribuições ditas de “terceiros”, são estes, aqueles participantes do sistema “S”, quais sejam: Sesi, Senac, Sesc, Senai, Senar, etc. • Este inciso está tacitamente revogado pela Lei 11.457/07, art. 3o, parágrafo 4o. Por este serviço prestado, é a Receita Federal do Brasil quem recebe 3,5% do montante arrecadado, que será creditado ao “Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização”. 612 Receitas de Outras Fontes • III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; • IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; • V- as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; 609 610 611 612 154 613 Receitas de Outras Fontes • VI - 50% da receita obtida na forma do parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal (apreensão de todo e qualquer bem de valor econômico proveniente do tráfico de entorpecentes), repassados pelo Instituto Nacional do Seguro Social aos órgãos responsáveis pelas ações de proteção à saúde e a ser aplicada no tratamento e recuperação de viciados em entorpecentes e drogas afins; 614 Receitas de Outras Fontes • VII - 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal; e • VIII - outras receitas previstas em legislação específica. 615 Receitas de Outras Fontes • As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de dezembro de 1974, deverão repassar à Seguridade Social 50% (cinqüenta por cento) do valor total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 613 614 615 616 155 617 Salário de Contribuição Prof. Eduardo Tanaka Aula 62 618 Salário-de-Contribuição • Conceito: • Salário-de-contribuição é a denominação da base de cálculo da contribuição a ser recolhida pelos segurados empregados, avulsos, empregados domésticos, contribuintes individuais e facultativos. • Além de ser utilizado para a obtenção da contribuição devida, é parâmetro para cálculo do salário-de-benefício. 619 Salário-de-Contribuição • Decreto 3.048/99 - Art. 214. Entende-se por salário-de-contribuição: • II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social (...) 620 Salário-de-Contribuição • FACULTATIVO • Entende-se por salário-de-contribuição para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite mínimo de um salário mínimo e o máximo. 617 618 619 620 156 621 Salário-de-Contribuição • SEGURADO ESPECIAL • Este segurado recolhe sobre sua comercialização de produtos rurais. Por isso, nesse caso, não há que se falar em salário-de-contribuição. • Porém, quando ele recolhe facultativamente como contribuinte individual, seu salário de contribuição será o valor por ele declarado. 622 Salário-de-Contribuição • Decreto 3.048/99 - Art. 214. Entende-se por salário-de-contribuição: • III - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo e mínimo(...) 623 Salário-de-Contribuição • Para o ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, não se considera remuneração direta ou indireta os valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa em face do seu mister religioso ou para sua subsistência, desde que fornecidos em condições que independam da natureza e da quantidade do trabalho executado. (art. 22, § 13, Lei 8212/91) 624 Salário-de-Contribuição • Por exemplo, se um padre, segurado contribuinte individual, receber um valor fixo por casamento celebrado ou um percentual sobre os donativos arrecadados na missa, serão estes considerados salário-de-contribuição. 621 622 623 624 157 625 Salário-de-Contribuição • Lei 8212/91, art. 22, § 14. Para efeito de interpretação do § 13 deste artigo: (Incluído pela Lei nº 13.137, de 2015) • II - os valores despendidos, ainda que pagos de forma e montante diferenciados, em pecúnia ou a título de ajuda de custo de moradia, transporte, formação educacional, vinculados exclusivamente à atividade religiosa não configuram remuneração direta ou indireta. 626 Salário-de-Contribuição • Lei 8212/91, art. 22, § 14. Para efeito de interpretação do § 13 deste artigo: (Incluído pela Lei nº 13.137, de 2015) • I - os critérios informadores dos valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional aos ministros de confissão religiosa, membros de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa não são taxativos e sim exemplificativos; 627 Salário-de-Contribuição – Empregado e Avulso • Entende-se por salário-de-contribuição para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, (continua...) 628 Salário-de-Contribuição – Empregado e Avulso • (... continua) qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. 625 626 627 628 158 629 Salário-de-Contribuição • Limite Mínimo •§ 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde • I - para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário mínimo; e • II - para os segurados empregado, inclusive o doméstico, e trabalhador avulso, ao piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. 630 Salário-de-Contribuição • Limite Máximo • O valor do limite máximo do salário-de- contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da Previdência Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. 631 QUESTÃO • (FUNRIO – Analista do Seguro Social – INSS) Com relação ao salário de contribuição, nos termos da Lei nº 8.212/91, apresentam-se quatro situações: • I.para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; • II. para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; • III. para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5º; • IV. para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo fixado em Lei. Quantas dessas situações são procedentes? • a) Somente I e III estão corretas. • b) Somente II e IV estão corretas. • c) Somente I e II estão corretas. • d) Todas estão corretas. • e) Somente III e IV estão corretas. 632 QUESTÃO • (FUNRIO – Analista do Seguro Social – INSS) Com relação ao salário de contribuição, nos termos da Lei nº 8.212/91, apresentam-se quatro situações: • I.para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; 629 630 631 632 159 633 QUESTÃO • II. para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; • III. para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5º; • IV. para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo fixado em Lei. 634 QUESTÃO • Quantas dessas situações são procedentes? • a) Somente I e III estão corretas. • b) Somente II e IV estão corretas. • c) Somente I e II estão corretas. • d) Todas estão corretas. • e) Somente III e IV estão corretas. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 636 Salário de Contribuição Parcelas Integrantes Prof. Eduardo Tanaka Aula 63 633 634 635 636 160 637 Salário-de-Contribuição Parcelas Integrantes • CF, Art. 201, • § 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei. 638 Salário-de-Contribuição Parcelas Integrantes • Genericamente, a lei determina que o salário-de-contribuição seja composto pela remuneração do segurado (exceto o segurado especial). • As parcelas meramente ressarcitórias e indenizatórias são excluídas desta base 639 Salário-de-Contribuição Parcelas Integrantes • Não há listagem de parcelas integrantes do salário-de-contribuição, pois quaisquer valores dotados de natureza remuneratória, em regra, integrarão o salário-de-contribuição. • Algumas parcelas, contudo, devido às constantes dúvidas que provocam, são expressamente previstas na legislação. 640 Salário-de-Contribuição Parcelas Integrantes • Art. 214 (Decreto 3.048/99) • O salário-maternidade é considerado salário-de-contribuição. 637 638 639 640 161 641 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2008) Maria, segurada empregada da previdência social, encontra-se afastada de suas atividades profissionais devido ao nascimento de seu filho, mas recebe salário-maternidade. Nessa situação, apesar de ser um benefício previdenciário, o salário- maternidade que Maria recebe é considerado salário de contribuição para efeito de incidência. 642 Salário-de-Contribuição Parcelas Integrantes • Art. 214 (Decreto 3.048/99) • A gratificação natalina - décimo terceiro salário - integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo do salário-de-benefício, sendo devida a contribuição quando do pagamento ou crédito da última parcela ou na rescisão do contrato de trabalho. • "É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário." (SÚM. 688 - STF) 643 Salário-de-Contribuição Parcelas Integrantes • Estas parcelas, que acabamos de ver, constam do texto legal de modo meramente exemplificativo. Qualquer outro valor pago com habitualidade, ou destinado a retribuir o trabalho, deve integrar-se ao salário-de- contribuição. • Como por exemplo: comissões e porcentagens, adicionais (hora extra, noturno, insalubridade, periculosidade) 644 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2008) Claudionor recebe da empresa onde trabalha alguns valores a título de décimo terceiro salário. Nessa situação, os valores recebidos por Claudionor não são considerados para efeito do cálculo do salário de benefício, integrando-se apenas o cálculo do salário de contribuição. 641 642 643 644 162 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 646 Salário de Contribuição Parcelas Não Integrantes parte 1 Prof. Eduardo Tanaka Aula 64 647 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • Da mesma forma que o item anterior, o legislador achou por bem explicitar algumas rubricas que não se incluem no salário-de-contribuição, em geral devido à ausência de natureza remuneratória. • Evidentemente, seria impossível a previsão da legislação de todas as parcelas excluídas do salário-de- contribuição. Sendo, este rol, apenas exemplificativo. 648 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • Decreto 3.048/99 - Art 214 • § 9º Não integram o salário-de- contribuição, exclusivamente: • I - os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, ressalvado o disposto no § 2º (salário maternidade); 645 646 647 648 163 649 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • II - a ajuda de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta, nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973; • Transferência provisória (deslocamento = ou < 28 dias): adicional nunca inferior a 25% do salário base • Transferênciapermanente: mínimo 4 meses de salário. 650 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • III - a parcela in natura recebida de acordo com programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (PAT), nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; • IN RFB 971/09 - Art. 58, III – a parcela in natura do auxílio alimentação. 651 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • Jurisprudência: O STJ entende que o pagamento “in natura” do auxílio-alimentação, esteja o empregador inscrito ou não no PAT, não sofre incidência de contribuição previdenciária. • “Por outro lado, quando for pago em espécie ou creditado em conta corrente, em caráter habitual, assume feição salarial e, desse modo, integra a base de cálculo de contribuição previdenciária.” (Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011) 652 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • IV - as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho; 649 650 651 652 164 653 QUESTÃO • (FCC – Técnico do Seguro Social – INSS) José exerce a atividade de garçom, na qualidade de empregado do Restaurante X, e recebeu no mês de dezembro, além do salário mensal, o décimo terceiro salário, gorjetas, vale-refeição, de acordo com o programa do Ministério do Trabalho, horas extras, vale-transporte, na forma da legislação própria, férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. Nessa situação, integram o salário de contribuição de José 654 QUESTÃO • a) o salário mensal, o décimo terceiro salário, as gorjetas e as horas extras. • b) o salário mensal, o vale-transporte, o décimo terceiro salário e o vale-refeição. • c) o salário mensal, as férias indenizadas e respectivo adicional e o vale-refeição. • d) o salário mensal, o décimo terceiro salário, as gorjetas e o vale-refeição. • e) o décimo terceiro salário, as gorjetas, o vale- refeição, as férias indenizadas e o respectivo adicional. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 656 Salário de Contribuição Parcelas Não Integrantes parte 2 Prof. Eduardo Tanaka Aula 65 653 654 655 656 165 657 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • V - as importâncias recebidas a título de: • a) indenização compensatória de quarenta por cento do montante depositado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, como proteção à relação de emprego contra despedida arbitrária ou sem justa causa, conforme disposto no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; • b) indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; 658 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • V - as importâncias recebidas a título de: • c) indenização por despedida sem justa causa do empregado nos contratos por prazo determinado, conforme estabelecido no art. 479 da Consolidação das Leis do Trabalho; • d) indenização do tempo de serviço do safrista, quando da expiração normal do contrato, conforme disposto no art. 14 da Lei n° 5.889, de 8 de junho de 1973; • e) incentivo à demissão; 659 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • V - as importâncias recebidas a título de: • f) indenização por dispensa sem justa causa no período de trinta dias que antecede a correção salarial a que se refere o art. 9º da Lei nº 7.238, de 29 de outubro de 1984; • g) indenizações previstas nos arts. 496 e 497 da Consolidação das Leis do Trabalho (indenização do empregado “estável”) ; 660 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • V - as importâncias recebidas a título de: • h) abono de férias na forma dos arts. 143 (conversão de 1/3 do período de férias) e 144 (não excedente a 20 dias do salário) da Consolidação das Leis do Trabalho; • i) ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário por força de lei; • j) licença-prêmio indenizada; e • l) outras indenizações, desde que expressamente previstas em lei; 657 658 659 660 166 661 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • VI - a parcela recebida a título de vale- transporte, na forma da legislação própria; • O STF (RE 478410) decidiu que é inconstitucional a incidência de contribuição previdenciária sobre vale- transporte pago em dinheiro (pecúnia). 662 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • Solução de Consulta COSIT (RFB) nº 143, de 27/09/2016: • Não incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos em dinheiro a título de vale- transporte. • A não incidência da contribuição está limitada ao valor pago em dinheiro estritamente necessário para o custeio do deslocamento residência-trabalho e vice-versa, em transporte coletivo, conforme prevê o art. 1º da Lei 7418, de 1985. 663 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • VII - a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da Consolidação das Leis do Trabalho; 664 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • VIII - as diárias para viagens; 661 662 663 664 167 665 QUESTÕES • (FCC – Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região – adaptada) A respeito do salário de contribuição, conforme estabelecido pela Lei nº 8.212/1991, é correto afirmar: • a) Não integram o salário de contribuição os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário- maternidade. • b) Integram o salário de contribuição, pelo seu valor total, as diárias pagas, quando o montante exceder a 50% da remuneração mensal. • c) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de incentivo à demissão. • d) O décimo terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário de contribuição, inclusive para o cálculo de benefício. • e) Integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 667 Salário de Contribuição Parcelas Não Integrantes parte 3 Prof. Eduardo Tanaka Aula 66 668 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • IX - a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei nº 6.494, de 1977; 665 666 667 668 168 669 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • X - a participação do empregado nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; • Lei 10.101/00 - § 2o É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em periodicidade inferior a um semestre civil, ou mais de duas vezes no mesmo ano civil. 670 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2008) A empresa em que Maurício trabalha paga a ele, a cada mês, um valor referente à participação nos lucros, que é apurado mensalmente. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre o valor recebido mensalmente por Maurício a título de participação nos lucros. 671 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XI - o abono do Programa de Integração Social/Programa de Assistência ao Servidor Público; 672 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XII - os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego;669 670 671 672 169 673 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XIII - a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária) desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; 674 QUESTÃO • (ESAF – Receita Federal – Auditor Fiscal da Receita Federal) Sobre as verbas que não integram o salário-de-contribuição, analise os itens a seguir, classificando-os como corretos ou incorretos, para, a seguir, assinalar a assertiva que corresponda à sua opção. I. A ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. II. A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77. III. A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo e nos limites de lei específica. IV. O abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP. V. A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-doença, desde que este direito seja extensivo aos demais empregados da empresa. Estão corretos apenas os itens: • a) I, II e IV. • b) II, IV e V. • c) II e V. • d) I e V. • e) Todos os itens estão corretos. 675 QUESTÃO • (ESAF – Receita Federal – Auditor Fiscal da Receita Federal) Sobre as verbas que não integram o salário- de-contribuição, analise os itens a seguir, classificando-os como corretos ou incorretos, para, a seguir, assinalar a assertiva que corresponda à sua opção. • I. A ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado. II. A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário quando paga nos termos da Lei n. 6.494/77. 676 QUESTÃO • III. A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo e nos limites de lei específica. • IV. O abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público- PASEP. • V. A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-doença, desde que este direito seja extensivo aos demais empregados da empresa. 673 674 675 676 170 677 QUESTÃO • Estão corretos apenas os itens: • a) I, II e IV. • b) II, IV e V. • c) II e V. • d) I e V. • e) Todos os itens estão corretos. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 679 Salário de Contribuição Parcelas Não Integrantes parte 4 Prof. Eduardo Tanaka Aula 67 680 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XIV - as parcelas destinadas à assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira de que trata o art. 36 da Lei nº 4.870, de 1º de dezembro de 1965; 677 678 679 680 171 681 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XV - o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar privada, aberta ou fechada, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho; 682 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2008) Luís é vendedor em uma grande empresa que comercializa eletrodomésticos. A título de incentivo, essa empresa oferece aos empregados do setor de vendas um plano de previdência privada. Nessa situação, incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos, pela empresa, a título de contribuição para a previdência privada, a Luís. 683 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XVI - o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou com ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico- hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; 684 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XVII - o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; 681 682 683 684 172 685 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XVIII - o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado, quando devidamente comprovadas; 686 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XIX - o valor relativo a plano educacional, ou bolsa de estudo, que vise à educação básica de empregados e seus dependentes e, desde que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa, à educação profissional e tecnológica de empregados, nos termos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e: 687 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • 1. não seja utilizado em substituição de parcela salarial; e • 2. o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado individualmente, não ultrapasse 5% (cinco por cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor correspondente a uma vez e meia o valor do limite mínimo mensal do salário-de- contribuição, o que for maior. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 685 686 687 688 173 689 Salário de Contribuição Parcelas Não Integrantes parte 5 Prof. Eduardo Tanaka Aula 68 690 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XXI - os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; e 691 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XXII - o valor da multa paga ao empregado em decorrência da mora no pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão do contrato de trabalho, conforme previsto no § 8º do art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho. 692 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XXIII - o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança, quando devidamente comprovadas as despesas; 689 690 691 692 174 693 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XXIV - o reembolso babá, limitado ao menor salário-de-contribuição mensal e condicionado à comprovação do registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social da empregada, do pagamento da remuneração e do recolhimento da contribuição previdenciária, pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança; e 694 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XXV - o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida em grupo, desde que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho e disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9o e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho. 695 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XXVI - valor correspondente ao vale cultura. 696 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XXVI - os prêmios e os abonos. 693 694 695 696 175 697 Salário-de-Contribuição Parcelas NÃO Integrantes • XXVII - os valores recebidos a título de bolsa-atleta, em conformidade com a Lei nº 10.891, de 9 de julho de 2004. • (Incluído pela Lei nº 13.756, de 2018) 698 QUESTÃO • (FCC – TRT-RJ – Juiz do Trabalho) Integra o salário-de- contribuição, devendo incidir as contribuições previdenciárias: • a) As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional. • b) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. • c) O valor das contribuições vertidas pelo empregador a plano de previdência complementar, aberto ou fechado, quandotal direito não seja disponível à totalidade dos empregados. • d) O valor correspondente ao vale-cultura. • e) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 700 Proporcionalidade Prof. Eduardo Tanaka Aula 69 697 698 699 700 176 701 PROPORCIONALIDADE • Decreto 3.048/99 - Art. 214. • § 1º Quando a admissão, a dispensa, o afastamento ou a falta do empregado, inclusive o doméstico, ocorrer no curso do mês, o salário-de-contribuição será proporcional ao número de dias efetivamente trabalhados, observadas as normas estabelecidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social. • Neste caso, o salário-de-contribuição será a remuneração efetivamente paga, devida ou creditada. 702 QUESTÃO • (CESPE/CEBRASPE – MPS – Agente Administrativo – Adaptada) Se um empregado contribuiu com R$ 75,00 no mês de julho de 2020, então a alíquota incidente sobre seu salário de contribuição foi de 14%. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 704 Reajustamento Prof. Eduardo Tanaka Aula 70 701 702 703 704 177 705 REAJUSTAMENTO • Segundo o art. 20, § 1o, da Lei no 8.212/1991: “Os valores do salário de contribuição serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social.” 706 REAJUSTAMENTO • art. 40 do RPS: • É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real da data de sua concessão. • § 1o Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados, anualmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. 707 QUESTÃO • (FUNRIO – Analista do Seguro Social – INSS – 2013) Com relação ao reajuste do valor dos benefícios, na forma como determinado pela Lei nº 8.213/91, está correta a seguinte afirmação: • a) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. • b) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, semestralmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. • c) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, em data diversa do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. • d) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, semestralmente, em data diversa do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Geral de Preços – IGP, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. • e) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Geral de Preços – IGP, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. 708 QUESTÃO • (FUNRIO – Analista do Seguro Social – INSS – 2013) Com relação ao reajuste do valor dos benefícios, na forma como determinado pela Lei nº 8.213/91, está correta a seguinte afirmação: • a) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. 705 706 707 708 178 709 QUESTÃO • b) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, semestralmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. • c) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, em data diversa do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. 710 QUESTÃO • d) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, semestralmente, em data diversa do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Geral de Preços – IGP, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. • e) O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Geral de Preços – IGP, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 712 Arrecadação e Recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social Prof. Eduardo Tanaka Aula 71 709 710 711 712 179 713 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • A Secretaria da Receita Federal do Brasil, subordinada ao Ministério da Fazenda, é o sujeito ativo das contribuições previdenciárias. • O INSS é o gestor dos recursos provenientes das contribuições previdenciárias, tendo em vista o pagamento dos benefícios. 714 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Portanto, a arrecadação, fiscalização e normatização das contribuições sociais ficam por conta da Secretaria da Receita Federal do Brasil. 715 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Lei 8212/91; Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: 716 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • RPS; Art. 216. • I - a empresa é obrigada a: • a) arrecadar a contribuição do segurado empregado, do trabalhador avulso e do contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração. • Presume-se que tais contribuições foram retidas e recolhidas 713 714 715 716 180 717 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Regra do Prazo p/ empresa: até dia 20 do mês seguinte ao da competência a que se referir, antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior quando não houver expediente bancário no dia 20. 718 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Lei 10.666/2003. • Art. 4o Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individuala seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 do mês seguinte ao da competência. • a partir de abril/2003 719 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • RPS, art. 216, inc XII • A empresa que remunera contribuinte individual é obrigada a fornecer a este comprovante do pagamento do serviço prestado consignando, além dos valores da remuneração e do desconto feito, o número da inscrição do segurado no Instituto Nacional do Seguro Social. 720 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Lei 8212/91; Art. 30. • I - a empresa é obrigada a: • b) recolher o produto arrecadado na forma da alínea anterior, a contribuição a que se refere o inciso IV do art. 22 (15% - cooperativa de trabalho), assim como as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço (cota patronal), até o dia 20 do mês seguinte ao da competência. 717 718 719 720 181 721 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Lei 8212/91; Art. 30. • II - os segurados contribuinte individual (quando exercer atividade econômica por conta própria ou prestar serviço a pessoa física ou a outro contribuinte individual, produtor rural pessoa física, missão diplomática ou repartição consular de carreira estrangeiras, ou quando tratar-se de brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo) e facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição por iniciativa própria, até o dia 15 do mês seguinte ao da competência. 722 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Regra Prazo de recolhimento do Contribuinte Individual, Facultativo: até dia 15 do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário no dia quinze. • Já o empregador doméstico: até dia 7 do mês seguinte ao da competência a que se referir, antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior quando não houver expediente bancário no dia 7. QUESTÃO • (ESAF – Analista Tributário da RFB) Avalie as afirmações abaixo e marque a opção correspondente: • I. a empresa é desobrigada a arrecadar a contribuição do contribuinte individual; • II. a empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado empregado e do trabalhador avulso; • III. contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta própria é obrigado a recolher sua contribuição, por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem. • a) As duas primeiras afirmações são corretas, e errada a outra. • b) A primeira afirmação é correta, sendo erradas as demais. • c) As três afirmações são corretas. • d) A primeira afirmação é errada, sendo corretas as demais. • e) As três afirmações são erradas. 723 QUESTÃO • (ESAF – Analista Tributário da RFB) Avalie as afirmações abaixo e marque a opção correspondente: • I. a empresa é desobrigada a arrecadar a contribuição do contribuinte individual; • II. a empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado empregado e do trabalhador avulso; • III. contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta própria é obrigado a recolher sua contribuição, por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem. 724 721 722 723 724 182 QUESTÃO • a) As duas primeiras afirmações são corretas, e errada a outra. • b) A primeira afirmação é correta, sendo erradas as demais. • c) As três afirmações são corretas. • d) A primeira afirmação é errada, sendo corretas as demais. • e) As três afirmações são erradas. 725 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 727 Arrecadação e Recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social parte 2 Prof. Eduardo Tanaka Aula 72 728 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Lei 8212/91; Art. 30. • III - a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25 (produtor rural pessoa física e segurado especial) , até o dia 20 do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de estas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento 725 726 727 728 183 729 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Lei 8212/91; Art. 30. • O empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela a seu cargo, até dia 07 do mês seguinte ao da competência. 730 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Lei 8212/91; Art. 30. • O produtor rural pessoa física e o segurado especial são obrigados a recolher a contribuição sobre sua produção rural até dia 20 do mês subseqüente ao da operação de venda, caso comercializem a sua produção: • a) no exterior; • b) diretamente, no varejo, ao consumidor pessoa física; • c) ao produtor rural pessoa física; • d) ao segurado especial; 731 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Lei 8212/91; Art. 30. • É facultado aos segurados contribuinte individual e facultativo, cujos salários-de-contribuição sejam iguais ao valor de um salário mínimo, optarem pelo recolhimento trimestral das contribuições previdenciárias, com vencimento no dia quinze do mês seguinte ao de cada trimestre civil, prorrogando- se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário no dia quinze. 732 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Gratificação natalina (13o salário) • Deverá ser calculada e recolhida até dia 20 de dezembro (se não houver expediente bancário neste dia, antecipa- se para o dia útil imediatamente anterior) 729 730 731 732 184 733 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • RPS; Art. 216, parágrafo 25. • Relativamente aos que recebem salário variável, o recolhimento da contribuição decorrente de eventual diferença da gratificação natalina (13º salário) deverá ser efetuado juntamente com a competência dezembro do mesmo ano 734 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Licença Maternidade • O empregador deverá recolher a parcela da contribuição a seu cargo, observando os prazos das empresas em geral e o prazo para o empregador doméstico. 735 Obrigações da Empresa e Demais Contribuintes e Prazo de Recolhimento • Dec 3048/99; art 216, § 5º O desconto da contribuição e da consignação legalmente determinado sempre se presumirá feito, oportuna e regularmente, pela empresa, pelo empregador doméstico, pelo adquirente, consignatário e cooperativa a isso obrigados, não lhes sendo lícito alegarem qualquer omissão para se eximirem do recolhimento, ficando os mesmos diretamente responsáveis pelas importâncias que deixarem de descontar ou tiverem descontado em desacordo com este Regulamento. 736 Prazo do Recolhimento Resumindo: Recolhimentos da: Prazo, até dia: Empresas em geral (inclusive cooperativa de produção) (a coop.de trabalho refere-se a não cooperados) 20 Produtor rural PJ 20 Prod rural PF e Seg Especial 20 Cooperativas de Trabalho e Produção 20 Contrib individual e facultativo 15 Empregador doméstico 07 733 734 735 736 185 737 QUESTÃO • (Auditor Fiscal da RFB – ESAF – 2012)Nos termos da legislação previdenciária em vigor, constituem obrigações da empresa, exceto, • a) a arrecadação, mediante desconto, e o recolhimento da contribuição do produtor rural pessoa física e do segurado especial incidente sobre a comercialização da produção, quando adquirir ou comercializar o produto rural recebido em consignação, somente nos casos em que essas operações tiverem sido realizadas diretamente com o produtor. 738 QUESTÃO • b) a arrecadação, mediante desconto no respectivo salário de contribuição, e o recolhimento da contribuição ao SEST e ao SENAT, devida pelo segurado contribuinte individual transportador autônomo de veículo rodoviário (inclusive o taxista) que lhe presta serviços. • c) o recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais. 739 QUESTÃO • d) a arrecadação, mediante desconto, e o recolhimento da contribuição incidente sobre a receita bruta decorrente de qualquer forma de patrocínio, de licenciamento de uso de marcas e símbolos, de publicidade, de propaganda e transmissão de espetáculos desportivos, devida pela associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional. • e) a arrecadação, mediante desconto, e o recolhimento da contribuição incidente sobre a receita bruta da realização de evento desportivo, devida pela associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional, quando se tratar de entidade promotora de espetáculo desportivo. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 737 738 739 740 186 741 Recolhimento Fora do Prazo Prof. Eduardo Tanaka Aula 73 742 Recolhimento fora do prazo • Dec. 3.048/99; Art. 239. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela SRFB incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas a: • I - atualização monetária, quando exigida pela legislação de regência • II - juros de mora, • III - multa 743 Recolhimento fora do prazo • I - atualização monetária, quando exigida pela legislação de regência. • Tem como função a atualização da expressão monetária, ou seja, manter o poder de compra. 744 Recolhimento fora do prazo • I - atualização monetária, quando exigida pela legislação de regência. • Foi extinta a partir de janeiro de 1995 (Lei 8.981/95), porém ainda aplicável para contribuições em atraso, referentes a competências anteriores a esta data. 741 742 743 744 187 745 Recolhimento fora do prazo • II - juros de mora • Os juros constituem verdadeira indenização a ser paga pelo sujeito passivo, em virtude da disponibilidade financeira indevida, obtida pela empresa, ao não recolher o devido em época própria. • O juros não possuem caráter punitivo; nada mais são do que a remuneração do capital. 746 Recolhimento fora do prazo • II - juros de mora • Incidem para fatos geradores ocorridos a partir de janeiro de 1995, não pagos nos prazos previstos na legislação. 747 Recolhimento fora do prazo • II - Incidirão juros de mora, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. 748 Recolhimento fora do prazo • II - JUROS. Resumindo: • - Mês de vencimento – não há juros. • - Meses intermediários (a partir do 1º dia do mês subseqüente ao prazo) – taxa SELIC • - Mês do pagamento – 1%. 745 746 747 748 188 749 Recolhimento fora do prazo • III - multa • Multa possui caráter punitivo. 750 Recolhimento fora do prazo • III - A multa, no caso de pagamento voluntário, a ser aplicada, será de 0,33% por dia de atraso. Esta multa será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. O percentual máximo a ser aplicado neste caso é de 20% 751 Recolhimento fora do prazo • Lei 8212/91, Art. 37. Constatado o não-recolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento. 752 QUESTÃO • (ESAF – Técnico da Receita Federal – 2006 – adaptada) Leia cada um dos assertos abaixo e assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou falso. Depois, marque a opção que contenha a exata sequência. • ( ) Para fatos geradores a partir de janeiro de 1995 não há atualização monetária. • ( ) A multa, no caso de pagamento voluntário, a ser aplicada, será de 0,33% por dia de atraso, limitada ao percentual máximo de 20%. • ( ) A taxa de juros aplicada às contribuições sociais não recolhidas em época própria não poderá ser inferior a um por cento ao mês ou fração. 749 750 751 752 189 753 QUESTÃO • a) V V V. • b) F F F. • c) F V V. • d) V V F. • e) F F V. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 755 Recolhimento Fora do Prazo (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Aula 74 756 Recolhimento fora do prazo • Dec. 3.048/99; Art. 348. • § 1º Para comprovar o exercício de atividade remunerada, com vistas à concessão de benefícios, será exigido do contribuinte individual, a qualquer tempo, o recolhimento das correspondentes contribuições, observado o disposto nos §§ 7º a 14 do art. 216. 753 754 755 756 190 757 Recolhimento fora do prazo • Dec. 3.048/99; Art. 216. • § 7º Para apuração e constituição dos créditos a que se refere o § 1º do art. 348, a seguridade social utilizará como base de incidência o valor da média aritmética simples dos maiores salários de contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo decorrido desde a competência julho de 1994, corrigidos mês a mês pelos mesmos índices utilizados para a obtenção do salário de benefício, observado o limite máximo a que se refere o § 5º do art. 214. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020). 758 Recolhimento fora do prazo • Dec. 3.048/99; Art. 127. O tempo de contribuição de que trata este Capítulo será contado de acordo com a legislação pertinente, observadas as seguintes normas: • IV - o tempo de contribuição anterior ou posterior à obrigatoriedade de filiação à previdência social só será contado por meio de indenização da contribuição correspondente ao período respectivo, com acréscimo de juros moratórios de cinco décimos por cento ao mês, capitalizados anualmente, e multa de dez por cento, observado o disposto nos § 8º e § 8º-A do art. 239; (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 759 Recolhimento fora do prazo • Dec. 3.048/99; Art. 239. • § 8º Sobre as contribuições devidas e apuradas com fundamento no inciso IV do caput do art. 127 e no § 1º do art. 348 incidirão juros moratórios de cinco décimos por cento ao mês, capitalizados anualmente, limitados ao percentual máximo de cinquenta por cento, e multa de dez por cento. 760 Recolhimento fora do prazo • Dec. 3.048/99; Art. 239. • § 8º-A A incidência de juros moratórios e multa de que trata o § 8º será estabelecida para fatos geradores ocorridos a partir de 14 de outubro de 1996. 757 758 759 760 191 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 762 Obrigações Acessórias Folha de Pagamento Prof. Eduardo Tanaka Aula 75 763 Obrigações Acessórias • Obrigações acessórias são as prestações positivas ou negativas no interesse da fiscalização e arrecadação, que não envolvam pagamento. 764 Obrigações Acessórias • As obrigações acessórias,na maioria, são ligadas à área contábil, ou seja, lançamentos de pagamentos na contabilidade, elaboração de folhas de pagamento, escrituração dos livros contábeis, etc. 761 762 763 764 192 765 Obrigações Acessórias • O art. 225 do Decreto nr. 3.048/99 define as obrigações acessórias das empresas, conforme veremos a seguir: 766 Obrigações Acessórias Folha de Pagamento • A empresa é obrigada a: • I - preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos 767 Obrigações Acessórias Folha de Pagamento • A folha de pagamento, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá: • I - discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado; • II - agrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual; 768 Obrigações Acessórias Folha de Pagamento • A folha de pagamento, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá: • III - destacar o nome das seguradas em gozo de salário-maternidade; • IV - destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e • V - indicar o número de quotas de salário-família atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso. 765 766 767 768 193 769 Obrigações Acessórias Folha de Pagamento • No que se refere ao trabalhador portuário avulso, o órgão gestor de mão-de-obra elaborará a folha de pagamento por navio, mantendo-a disponível para uso da fiscalização da RFB, indicando o operador portuário e os trabalhadores que participaram da operação, detalhando, com relação aos últimos: • I - os correspondentes números de registro ou cadastro no órgão gestor de mão-de-obra; • II - o cargo, função ou serviço prestado; • III - os turnos em que trabalharam; e • IV - as remunerações pagas, devidas ou creditadas a cada um dos trabalhadores e a correspondente totalização. 770 Obrigações Acessórias Folha de Pagamento • O órgão gestor de mão-de-obra consolidará as folhas de pagamento relativas às operações concluídas no mês anterior por operador portuário e por trabalhador portuário avulso, indicando, com relação a estes, os respectivos números de registro ou cadastro, as datas dos turnos trabalhados, as importâncias pagas e os valores das contribuições previdenciárias retidas. 771 QUESTÃO • (ESAF – Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009) Além do pagamento das contribuições sociais, as empresas tem outras obrigações para com o fisco. Antônio José, empresário contribuinte individual, desejando cumprir com todas as suas obrigações fiscais, pede ao contador que seja elaborada a folha de pagamento das remunerações pagas ou creditadas por sua empresa. De acordo com a situação-problema apresentada acima e das obrigações acessórias da empresa, é correto afirmar que: 772 QUESTÃO • a) a referida folha de pagamento deve incluir todas as remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a serviço da empresa. • b) a referida folha de pagamento deve incluir só os empregados da empresa. • c) a referida folha de pagamento pode ser feita com qualquer padrão. • d) a referida folha de pagamento deve incluir só os sócios da empresa. • e) não há necessidade de elaboração de folha de pagamento, sendo necessário somente os depósitos bancários realizados no Livro de Caixa da empresa. 769 770 771 772 194 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 774 Obrigações Acessórias GFIP e GPS Prof. Eduardo Tanaka Aula 76 775 Obrigações Acessórias Elaborar GFIP • GFIP = Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. • A GFIP foi criada com o objetivo principal de abastecer o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) com informações relativas aos segurados e empregadores. 776 Obrigações Acessórias Elaborar GFIP • A empresa é obrigada a declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS. 773 774 775 776 195 777 Obrigações Acessórias Elaborar GFIP • As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pela RFB, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários, bem como constituir-se-ão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não-recolhimento. 778 Obrigações Acessórias Elaborar GFIP • A entrega da GFIP deverá ser efetuada na rede bancária, conforme estabelecido pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, até o dia 7 do mês seguinte àquele a que se referirem as informações. • Caso não haja expediente bancário no dia 7, a entrega deverá ser antecipada para o dia de expediente bancário imediatamente anterior. 779 Obrigações Acessórias Elaborar GFIP • A GFIP é exigida relativamente a fatos geradores ocorridos a partir de janeiro de 1999. 780 Obrigações Acessórias Elaborar GFIP • O preenchimento, as informações prestadas e a entrega da GFIP são de inteira responsabilidade da empresa. 777 778 779 780 196 781 Obrigações Acessórias Quanto à GPS • GPS = Guia da Previdência Social • É através desta guia que se efetua o recolhimento das contribuições previdenciárias. 782 Obrigações Acessórias Quanto à GPS • A empresa é obrigada a afixar cópia da Guia da Previdência Social, relativamente à competência anterior, durante o período de um mês, no quadro de horário da empresa. 783 QUESTÕES • (CETRO – ANVISA – Analista Administrativo) De acordo com a legislação, a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) deverá ser entregue/recolhida até o dia _______________ em que a remuneração foi paga, creditada ou se tornou devida ao trabalhador e/ou tenha ocorrido outro fato gerador de contribuição à Previdência Social. Caso não haja expediente bancário nesse dia, a entrega deverá ser feita no dia de expediente bancário imediatamente _______________. • a) 7 do mês seguinte àquele/ posterior • b) 5 do mês seguinte àquele/ anterior • c) 30 do mesmo mês/ anterior • d) 7 do mês seguinte àquele/ anterior • e) 5 do mês seguinte àquele/ posterior MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 781 782 783 784 197 785 Obrigações Acessórias eSocial, EFD-Reinf e DCTFWeb Prof. Eduardo Tanaka Aula 77 786 eSocial • eSocial - Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas. • É projeto do Governo Federal. 787 eSocial – Decreto 8373/14 • Decreto 8373/14, Art. 2º O eSocial é o instrumento de unificação da prestação das informações referentes à escrituração das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas e tem por finalidade padronizar sua transmissão, validação, armazenamento e distribuição, constituindo ambiente nacional composto por: ... 788 eSocial – Decreto 8373/14 • ... • I - escrituração digital, contendo informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas; • II - aplicação para preenchimento, geração, transmissão, recepção, validação e distribuição da escrituração;e • III - repositório nacional, contendo o armazenamento da escrituração. 785 786 787 788 198 789 eSocial – Decreto 8373/14 • Art. 2º, § 1º A prestação das informações ao eSocial substituirá, na forma disciplinada pelos órgãos ou entidades partícipes, a obrigação de entrega das mesmas informações em outros formulários e declarações a que estão sujeitos: • I - o empregador, inclusive o doméstico, a empresa e os que forem a eles equiparados em lei; • II - o segurado especial, inclusive em relação a trabalhadores que lhe prestem serviço;... 790 eSocial – Decreto 8373/14 • ... • III - as pessoas jurídicas de direito público da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; e • IV - as demais pessoas jurídicas e físicas que pagarem ou creditarem por si rendimentos sobre os quais tenha incidido retenção do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF, ainda que em um único mês do ano- calendário. 791 eSocial – Decreto 8373/14 • Art. 2º, § 3º As informações prestadas por meio do eSocial substituirão as constantes na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP, na forma disciplinada no Manual de Orientação do eSocial. Formas de transmissão GFIP x eSocial SITUAÇÃO ATUAL Software da empresa Empresa GFIP PGD – Programa Gerador de Declaração Transmissão da declaração - GFIP 789 790 791 792 199 Arquivo XML de retorno Arquivo XML transmitido Eventos XML via Internet Software da empresa adaptado ao eSocial eSocial via WebService ou Empresa via Certificado Digital Empregador via código de acesso Empregador conectado a Internet no portal www.esocial.gov.br eSocial via portal web www.esocial.gov.br DCTF EFD – REINF Retenções e Informações Relações de trabalho eSocial DARF Sistemas RFB (PER/DCOMP, Parcelamentos, etc) Antes do eSocial GFIP DIRF RFB-Tributos Implantação do eSocial 796 EFD-REINF – IN RFB 1701/17 • Art. 1º Fica instituída a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf). • Parágrafo único. A EFD-Reinf deverá ser transmitida ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e será considerada válida após a confirmação de recebimento e validação do conteúdo dos arquivos que a contém. 793 794 795 796 200 797 EFD-REINF – IN RFB 1701/17 • Art. 3º A EFD-Reinf será transmitida ao Sped mensalmente até o dia 15 do mês subsequente ao que se refira a escrituração (...). DCTF EFD – REINF Retenções e Informações Relações de trabalho eSocial DARF Sistemas RFB (PER/DCOMP, Parcelamentos, etc) Antes do eSocial GFIP DIRF RFB-Tributos Implantação do eSocial DCTFWeb Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos DCTFWeb • Declaração cuja transmissão substituirá a entrega da GFIP e que será gerada a partir do eSocial e EFD- Reinf, com apuração automática dos débitos e, quando for o caso, dos créditos. • Constitui confissão de dívida. • Emissão eletrônica de DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). 797 798 799 800 201 Modelo de DAE Este modelo também será adotado, com alguns ajustes, para substituir o leiaute do DARF numerado. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 803 Demais Obrigações Acessórias Prof. Eduardo Tanaka Aula 78 804 Obrigações Acessórias Órgão Gestor de Mão-de- Obra • O órgão gestor de mão-de-obra deverá, quando exigido pela fiscalização da SRFB, exibir as listas de escalação diária dos trabalhadores portuários avulsos, por operador portuário e por navio. • Caberá exclusivamente ao órgão gestor de mão-de-obra a responsabilidade pela exatidão dos dados lançados nas listas diárias referidas no parágrafo anterior. 801 802 803 804 202 805 Obrigações Acessórias Inscrição • A cooperativa de trabalho e a pessoa jurídica são obrigadas a efetuar a inscrição no Instituto Nacional do Seguro Social dos seus cooperados e contratados, respectivamente, como contribuintes individuais, se ainda não inscritos. 806 Obrigações Acessórias Sucursal no Exterior • A empresa, agência ou sucursal estabelecida no exterior deverá apresentar os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações acessórias à sua congênere no Brasil, observada a solidariedade. • As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações tributárias. 807 Obrigações Acessórias Município • O Município, por intermédio do órgão competente, fornecerá à RFB, para fins de fiscalização, mensalmente, relação de todos os alvarás para construção civil e documentos de "habite-se" concedidos. 808 Obrigações Acessórias • Informar, anualmente, à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma por ela estabelecida, o nome, o número de inscrição na previdência social e o endereço completo dos segurados contribuintes individuais na qualidade de comerciante ambulante, por ela utilizados no período, a qualquer título, para distribuição ou comercialização de seus produtos, sejam eles de fabricação própria ou de terceiros, sempre que se tratar de empresa que realize vendas diretas. (Incluído pelo Decreto 6.722/08). 805 806 807 808 203 809 Obrigações Acessórias • A empresa ou cooperativa adquirente, consumidora ou consignatária da produção fica obrigada a fornecer ao segurado especial cópia do documento fiscal de entrada da mercadoria, onde conste, além do registro da operação realizada, o valor da respectiva contribuição previdenciária. (Incluído pela Lei 11.718/08). 810 Obrigações Acessórias perfil profissiográfico previdenciário • A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico previdenciário, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho ou do desligamento do cooperado, cópia autêntica deste documento, sob pena da multa. 811 Obrigações Acessórias • A empresa é obrigada a comunicar, mensalmente, aos empregados, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, os valores recolhidos sobre o total de sua remuneração ao INSS. 812 QUESTÕES • (ESAF – Assistente Técnico Administrativo do Ministério da Fazenda – 2009) Assinale a assertiva que não contém uma obrigação acessória das contribuições destinadas à Seguridade Social. • a) Elaboração da folha de pagamento. • b) Dever de prestar informações. • c) Lançamento dos fatos geradores das contribuições. • d) Pagamento da contribuição social. • e) Dever do Cartório de comunicar óbitos. 809 810 811 812 204 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 814 Demais Obrigações Acessórias parte 2 Prof. Eduardo Tanaka Aula 79 815 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 225. A empresa é também obrigada a: • VIII - comunicar, mensalmente, os empregados a respeito dos valores descontados de sua contribuição previdenciária e, quando for o caso, dos valores da contribuição do empregador incidentes sobre a remuneração do mês de competência por meio de contracheque, recibo de pagamento ou documento equivalente. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 816 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 225. A empresa é também obrigada a: • § 5º A empresa manterá arquivados os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações de que trata este artigo e os documentos comprobatórios do pagamento de benefícios previdenciários reembolsados até que ocorra a prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que os documentos se refiram, observados o disposto no § 22 e nas normas estabelecidas pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia e pelo Conselho Curador do Fundo de Garantiado Tempo de Serviço. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 813 814 815 816 205 817 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 225. A empresa é também obrigada a: • § 22. A empresa que utiliza sistema de processamento eletrônico de dados para o registro de negócios e atividades econômicas, escrituração de livros ou produção de documentos de natureza contábil, fiscal, trabalhista e previdenciária fica obrigada a arquivar e conservar, devidamente certificados, os sistemas e os arquivos, em meio eletrônico ou assemelhado, durante o prazo decadencial de que trata o art. 348, os quais ficarão à disposição da fiscalização. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 818 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 228. • O titular do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais remeterá ao INSS, no prazo de um dia útil, pelo Sistema Nacional de Informações de Registro Civil, ou pelo sistema que venha a substituí-lo, a relação dos nascimentos, dos natimortos, dos casamentos, dos óbitos, das averbações, das anotações e das retificações registradas na serventia. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 819 Obrigações Acessórias • Averbação – quando há qualquer ato ou fato que modifique o conteúdo de um registro. Exemplo: reconhecimento de filiação, alteração de nome, divórcio. 820 Obrigações Acessórias • Anotação – diferentemente da averbação, a anotação dispensa a necessidade de solicitação da parte e é feita sempre que há um registro subsequente ao registro anterior, como forma de atualização da vida civil do cidadão. • Exemplo: anotação do casamento no registro de nascimento. 817 818 819 820 206 821 Obrigações Acessórias • Retificação: ato de corrigir algum erro presente no registro, como erros de grafia. 822 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 228. • O titular do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais remeterá ao INSS, no prazo de um dia útil, pelo Sistema Nacional de Informações de Registro Civil, ou pelo sistema que venha a substituí-lo, a relação dos nascimentos, dos natimortos, dos casamentos, dos óbitos, das averbações, das anotações e das retificações registradas na serventia. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 823 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 228. • §1º Para os Municípios que não dispõem de provedor de conexão à internet ou de qualquer meio de acesso à internet, fica autorizada a remessa da relação no prazo de cinco dias úteis, conforme critérios definidos pelo INSS. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 824 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 228. • § 2º Os registros de nascimento e de natimorto conterão, obrigatoriamente, as seguintes informações do registrado e da filiação: • I - nome completo; • II - número de inscrição no CPF; • III - sexo; e • IV - data e local de nascimento. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 821 822 823 824 207 825 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 228. • § 3º Os registros de casamento e de óbito conterão, obrigatoriamente, as seguintes informações do registrado: • I - nome completo; • II - número de inscrição no CPF; • III - sexo; e • IV - data e local de nascimento do registrado. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 826 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 228. • § 4º Além das informações a que se refere o § 3º, constarão dos registros de casamento e de óbito, caso estejam disponíveis, os seguintes dados: • I - número de inscrição no PIS ou no Pasep; • II - NIT; • III - número de benefício previdenciário ou assistencial, se o falecido for titular de qualquer benefício pago pelo INSS; • IV - número de registro da carteira de identidade e órgão emissor; • V - número do título de eleitor; e • VI - número de registro e série da Carteira de Trabalho e Previdência Social. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 827 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 228. • § 5º Na hipótese de não haver sido registrado nascimento, natimorto, casamento, óbito ou averbação, anotação e retificação no mês, o titular do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais comunicará este fato ao INSS até o quinto dia útil do mês subsequente, na forma estabelecida pelo INSS (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 828 Obrigações Acessórias • Decreto 3.048/99; Art. 228. • § 6º O descumprimento de obrigação imposta por este artigo e o fornecimento de informação inexata sujeitarão o titular do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais, além de outras penalidades, à penalidade prevista na alínea “e” do inciso I do caput do art. 283 e a ação regressiva, na forma estabelecida pelo INSS.(Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 825 826 827 828 208 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 830 EXAME DA CONTABILIDADE parte 1 Prof. Eduardo Tanaka Aula 80 831 EXAME DA CONTABILIDADE • É prerrogativa da Secretaria da Receita Federal de Brasil o exame da contabilidade da empresa, não prevalecendo para esse efeito o disposto nos arts. 17 e 18 do Código Comercial (inviolabilidade da escrita empresarial) , ficando obrigados a empresa e o segurado a prestarem todos os esclarecimentos e informações solicitados. 832 EXAME DA CONTABILIDADE • A empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante legal, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições sociais. 829 830 831 832 209 833 QUESTÃO • (Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Nos termos da legislação de custeio, quem não é obrigado a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas na Lei n. 8.212/91: • a) o síndico. • b) o liquidante de empresa em liquidação extrajudicial. • c) o segurado da Previdência Social. • d) o liquidante de empresa em liquidação judicial. • e) o dependente da Previdência Social. 834 EXAME DA CONTABILIDADE • Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas de sua competência, lançar de ofício importância que reputarem devida. 835 EXAME DA CONTABILIDADE • Considera-se deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira. 836 EXAME DA CONTABILIDADE • Decreto 3048/99, Art. 235. Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, da receita ou do faturamento e do lucro, esta será desconsiderada, sendo apuradas e lançadas de ofício as contribuições devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. 833 834 835 836 210 837 EXAME DA CONTABILIDADE • Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão-de-obra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, de acordo com critérios estabelecidos pela SRFB, cabendo ao proprietário, dono da obra, incorporador, condômino da unidade imobiliária ou empresa co-responsável o ônus da prova em contrário. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 839 EXAME DA CONTABILIDADE parte 2 Prof. Eduardo Tanaka Aula 81 840 EXAME DA CONTABILIDADE • A empresa é obrigada a prestar à Secretaria da Receita Federal doBrasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de seu interesse, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. 837 838 839 840 211 841 EXAME DA CONTABILIDADE • A empresa é obrigada a: • lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos 842 EXAME DA CONTABILIDADE • Lei 8212/91, Art. 32-B. Os órgãos da administração direta, as autarquias, as fundações e as empresas públicas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, cujas Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos estão definidas pela Lei no 4.320, de 17 de março de 1964, e pela Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, ficam obrigados, na forma estabelecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda, a apresentar: (Incluído pela Lei nº 12.810, de 2013) 843 EXAME DA CONTABILIDADE • Lei 8212/91, Art. 32-B. • I - a contabilidade entregue ao Tribunal de Controle Externo; e • II - a folha de pagamento. • Parágrafo único. As informações de que trata o caput deverão ser apresentadas até o dia 30 de abril do ano seguinte ao encerramento do exercício. 844 EXAME DA CONTABILIDADE • Decreto 3048/99, Art. 236. Deverá ser dado tratamento especial ao exame da documentação que envolva operações ou assuntos de caráter sigiloso, ficando o fiscal responsável obrigado à guarda da informação e à sua utilização exclusivamente nos documentos elaborados em decorrência do exercício de suas atividades. 841 842 843 844 212 845 EXAME DA CONTABILIDADE • Decreto 3048/99, Art. 237. A autoridade policial prestará à fiscalização, mediante solicitação, o auxílio necessário ao regular desempenho dessa atividade. 846 EXAME DA CONTABILIDADE • Em relação aos créditos tributários, os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações acessórias devem ficar arquivados na empresa até que ocorra a prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que se refiram. 847 QUESTÃO • (ESAF – Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – 2012) Constituem obrigações acessórias das empresas, de acordo com o Regulamento da Previdência Social, exceto, • a) preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamento. 848 QUESTÃO • b) lançar, mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas dos empregados, dos contribuintes individuais e das empresas prestadoras de serviços, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. 845 846 847 848 213 849 QUESTÃO • c) fornecer ao contribuinte individual que lhe presta serviços comprovante do pagamento de remuneração, com a identificação completa da empresa, o valor da remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado, o número de inscrição do segurado no INSS e o compromisso de que a remuneração paga será informada na GFIP, bem como de que a contribuição correspondente será recolhida. 850 QUESTÃO • d) prestar à Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse desta, na forma por esta estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. • e) exibir à fiscalização da RFB, quando intimada para tal, todos os documentos e livros com as formalidades legais intrínsecas e extrínsecas, relacionados com as contribuições sociais, salvo na hipótese em que, justificadamente, tais documentos e livros estejam fora da sede da empresa. MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 852 Retenção de Contribuição Previdenciária Prof. Eduardo Tanaka Aula 82 849 850 851 852 214 853 RETENÇÃO • A empresa contratante (tomador) de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada (prestadora). 854 RETENÇÃO • A retenção é mera antecipação compensável, visando somente a garantir a arrecadação previdenciária, obrigando o tomador de serviços a reter 11% sobre o documento fiscal e recolhê-lo em nome da prestadora de serviço. 855 RETENÇÃO • Entende-se como cessão de mão-de-obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário. • Não pode ser realizada nas dependências da contratada. 856 RETENÇÃO • A empreitada é a contratação na qual as partes visam a uma tarefa ou obra em sentido amplo. • Ex.: serviço de digitação. 853 854 855 856 215 857 RETENÇÃO • O Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/99) apresenta um rol exaustivo dos serviços sujeitos à retenção. • Todos sofrem retenção quando contratados mediante cessão de mão-de- obra. • Somente os 5 primeiros sofrem retenção quando contratados sob empreitada. • São eles: 858 RETENÇÃO • Serviços sujeitos à retenção dos 11% contratados sob empreitada e cessão de mão-de-obra: • I - limpeza, conservação e zeladoria; • II - vigilância e segurança; • III - construção civil; • IV - serviços rurais; • V - digitação e preparação de dados para processamento; 859 RETENÇÃO • Serviços sujeitos à retenção dos 11% contratados somente sob regime de cessão de mão-de-obra: • VI - acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos; • VII - cobrança; • VIII - coleta e reciclagem de lixo e resíduos; • IX - copa e hotelaria; • X - corte e ligação de serviços públicos; 860 RETENÇÃO • Serviços sujeitos à retenção dos 11% contratados somente sob regime de cessão de mão-de-obra: • XI - distribuição; • XII - treinamento e ensino; • XIII - entrega de contas e documentos; • XIV - ligação e leitura de medidores; 857 858 859 860 216 861 RETENÇÃO • Serviços sujeitos à retenção dos 11% contratados somente sob regime de cessão de mão-de-obra: • XV - manutenção de instalações, de máquinas e de equipamentos; • XVI - montagem; • XVII - operação de máquinas, equipamentos e veículos; 862 RETENÇÃO • Serviços sujeitos à retenção dos 11% contratados somente sob regime de cessão de mão-de-obra: • XVIII - operação de pedágio e de terminais de transporte; • XIX - operação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou sub-concessão; • XX - portaria, recepção e ascensorista; 863 RETENÇÃO • Serviços sujeitos à retenção dos 11% contratados somente sob regime de cessão de mão-de-obra: • XXI - recepção, triagem e movimentação de materiais; • XXII - promoção de vendas e eventos; • XXIII - secretaria e expediente; • XXIV - saúde; e • XXV - telefonia, inclusive telemarketing. 864 QUESTÃO • (Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil – ESAF) A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mão- de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter determinado valor e recolher a importância retida. Assinale a assertiva correta com relação a qual o valor a ser retido e em nome de quem será recolhido. • a) Onze por cento do valor líquido da nota fiscal ou fatura de prestação de serviço; em nome da empresa cedente da mão-de-obra. 861 862 863 864 217 865 QUESTÃO • b) Onze por cento do valor bruto dos salários pagos aos autônomos ou fatura de prestação de serviço; em nome do INSS. • c) Onze porcento do valor líquido da nota fiscal ou fatura de prestação de serviço; em nome da empresa contratada. • d) Onze por cento do valor bruto dos salários pagos aos autônomos ou fatura de prestação de serviço; em nome da empresa contratante. • e) Onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviço; em nome da empresa cedente da mão-de-obra. 866 Retenção de Contribuição Previdenciária parte 2 Prof. Eduardo Tanaka Aula 83 867 RETENÇÃO • Nos serviços prestados, cuja atividade permita concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos, a alíquota de retenção (11%) será acrescida de 4, 3, ou 2 pontos percentuais, respectivamente. 868 RETENÇÃO APOSENTADORIA ESPECIAL ADICIONAL sobre retenção de 11% 15 anos 4% 20 anos 3% 25 anos 2% 865 866 867 868 218 869 RETENÇÃO • Empresas prestadoras que sofreram desoneração na folha de pagamento. • No caso de contratação de empresas que sofreram desoneração na folha de pagamento para execução de serviços mediante cessão de mão de obra, na forma definida pelo art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991, a empresa contratante deverá reter 3,5% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços. (ao invés dos 11%) 870 RETENÇÃO • Na contratação de serviços em que a contratada se obriga a fornecer material ou dispor de equipamentos, fica facultada ao contratado a discriminação, na nota fiscal, fatura ou recibo, do valor correspondente ao material ou equipamentos, que será excluído da retenção, desde que contratualmente previsto e devidamente comprovado. 871 QUESTÃO • (ESAF – Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – 2014) No tocante à responsabilidade pelo recolhimento das Contribuições Sociais Previdenciárias, pode-se afirmar que as empresas são responsáveis, exceto: • a) pela arrecadação, mediante desconto na remuneração paga, devida ou creditada, e pelo recolhimento da contribuição dos segurados, empregado e trabalhador avulso a seu serviço, observado o limite máximo do salário de contribuição. 872 QUESTÃO • b) pela arrecadação, mediante desconto, e pelo recolhimento da contribuição do produtor rural pessoa física e do segurado especial incidente sobre a comercialização da produção, quando adquirir ou comercializar o produto rural recebido em consignação, independentemente dessas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com o intermediário pessoa física. • c) pela retenção de 11% (onze por cento) sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços executados mediante cessão de mão de obra ou empreitada, excetuada a hipótese de empregados em regime de trabalho temporário. 869 870 871 872 219 873 QUESTÃO • d) pela arrecadação, mediante desconto, e pelo recolhimento da contribuição incidente sobre a receita bruta da realização de evento desportivo, devida pela associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional, quando se tratar de entidade promotora de espetáculo desportivo. • e) pela arrecadação, mediante desconto, e pelo recolhimento da contribuição incidente sobre a receita bruta decorrente de qualquer forma de patrocínio, de licenciamento de uso de marcas e símbolos, de publicidade, de propaganda e transmissão de espetáculos desportivos, devida pela associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional. 874 Responsabilidade Solidária parte 1 Prof. Eduardo Tanaka Aula 84 875 Responsabilidade Solidária • A responsabilidade solidária tem como objetivo garantir a arrecadação, transferindo o ônus do pagamento a terceiro vinculado ao sujeito passivo direto, aquele que realizou, com sua conduta, fato gerador de tributo. 876 Responsabilidade Solidária • A responsabilidade solidária não comporta benefício de ordem. 873 874 875 876 220 877 Responsabilidade Solidária • A responsabilidade solidária é amplamente utilizada, sendo atualmente aplicável na: • Construção Civil • Entre OGMO e operador portuário • Administradores e dirigentes públicos • Grupos econômicos, etc. 878 SOLIDARIEDADE CONSTRUÇÃO CIVIL • No caso de empreitada total, a construção civil será excluída da retenção, na qual a empresa construtora assume responsabilidade solidária. 879 SOLIDARIEDADE CONSTRUÇÃO CIVIL • O proprietário, o incorporador, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária cuja contratação da construção, reforma ou acréscimo não envolva cessão de mão-de-obra, são solidários com o construtor, e este e aqueles com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a seguridade social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem. (Empreitada Total) 880 SOLIDARIEDADE CONSTRUÇÃO CIVIL • O executor da obra deverá elaborar, distintamente para cada estabelecimento ou obra de construção civil da empresa contratante, folha de pagamento, Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) e Guia da Previdência Social (GPS), cujas cópias deverão ser exigidas pela empresa contratante quando da quitação da nota fiscal ou fatura, juntamente com o comprovante de entrega daquela Guia. 877 878 879 880 221 881 SOLIDARIEDADE CONSTRUÇÃO CIVIL • Nenhuma contribuição à seguridade social é devida se a construção residencial unifamiliar, destinada ao uso próprio, de tipo econômico, for executada sem mão- de-obra assalariada, observadas as exigências do regulamento e não superior a 70 m2. 882 SOLIDARIEDADE CONSTRUÇÃO CIVIL • Exclui-se da responsabilidade solidária perante a seguridade social o adquirente de prédio ou unidade imobiliária que realize a operação com empresa de comercialização ou com incorporador de imóveis, ficando estes solidariamente responsáveis com o construtor. 883 SOLIDARIEDADE CONSTRUÇÃO CIVIL • Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão de obra empregada, proporcional à área construída, de acordo com critérios estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa corresponsável o ônus da prova em contrário. 884 QUESTÃO • (ESAF – Analista Tributário da Receita Federal do Brasil) Na busca da efetiva arrecadação da contribuição social, a legislação previdenciária de custeio dispõe sobre a responsabilidade solidária. Sabendo que a solidariedade nunca é presumida, resultando da lei ou da vontade das partes, assinale a assertiva incorreta com relação às pessoas solidárias pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social decorrentes de obra. • a) O proprietário. • b) O incorporador. • c) O fiscal de obras da prefeitura. • d) A empresa de comercialização de imóveis. • e) O construtor. 881 882 883 884 222 885 Responsabilidade Solidária parte 2 Prof. Eduardo Tanaka Aula 85 886 SOLIDARIEDADE GRUPO ECONÔMICO • Grupo econômico é um agrupamento de empresas, juridicamente independentes e economicamente sujeitas à direção única. 887 SOLIDARIEDADE GRUPO ECONÔMICO • As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações previdenciárias. • Assim, caso uma empresa não cumpra suas obrigações previdenciárias, a previdência social poderá exigir o pagamento de qualquer outra do grupo. 888 Consórcio Simplificado de Produtores Rurais • O consórcio simplificado de produtores rurais é formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores rurais, na condição de empregados, para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, mediante documento registradoem cartório de títulos e documentos. • Neste caso, os produtores rurais pessoas físicas, também, respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações previdenciárias. 885 886 887 888 223 889 SOLIDARIEDADE ADMINISTRADORES PÚBLICOS • Os administradores de autarquias e fundações públicas, criadas ou mantidas pelo Poder Público, de empresas públicas e de sociedades de economia mista sujeitas ao controle da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que se encontrarem em mora por mais de 30 dias, no recolhimento das contribuições previstas, tornam-se solidariamente responsáveis pelo respectivo pagamento. 890 SOLIDARIEDADE Operador Portuário e OGMO • O operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra são solidariamente responsáveis pelo pagamento das contribuições previdenciárias e demais obrigações, inclusive acessórias, devidas à seguridade social, arrecadadas pela SRFB, relativamente à requisição de mão- de-obra de trabalhador avulso, vedada a invocação do benefício de ordem. 891 SOLIDARIEDADE Dos contratantes e do oficial que lavrar ou registrar o instrumento • A prática de ato sem a exigência de prova de inexistência de débito, quando esta estiver prevista em lei, acarretará a responsabilidade solidária dos contratantes e do oficial que lavrar ou registrar o instrumento, sendo nulo o ato para todos os efeitos. 892 QUESTÃO • (FCC – Procurador Autárquico ) Considere: • I. A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado empregado, descontando-a da respectiva remuneração, não tendo a mesma obrigação em relação ao trabalhador avulso e ao contribuinte individual a seu serviço. • II. O empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela a seu cargo, até o dia sete do mês seguinte ao da competência. • III. Nenhuma contribuição à seguridade social é devida se a construção residencial uni-familiar, destinada ao uso próprio, de tipo econômico, for executada sem mão de obra assalariada, observadas as exigências do regulamento. • IV. Os administradores de autarquias e fundações públicas, criadas e mantidas pelo Poder Público, de empresas públicas e de sociedades de economia mista sujeitas ao controle da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que se encontrarem em mora, por mais de 90 dias, no recolhimento das contribuições previstas nesta Lei, tornam-se subsidiariamente responsáveis pelo respectivo pagamento. • V. As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações previdenciárias decorrentes da Lei nº 8.212/91. • Está correto o que se afirma APENAS em • III, IV e V. • I, II e V. • I, II e IV. • I, III e IV. • II, III e V. 889 890 891 892 224 893 QUESTÃO • (FCC – Procurador Autárquico ) Considere: • I. A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado empregado, descontando-a da respectiva remuneração, não tendo a mesma obrigação em relação ao trabalhador avulso e ao contribuinte individual a seu serviço. • II. O empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do segurado empregado a seu serviço e a recolhê-la, assim como a parcela a seu cargo, até o dia sete do mês seguinte ao da competência. • III. Nenhuma contribuição à seguridade social é devida se a construção residencial uni-familiar, destinada ao uso próprio, de tipo econômico, for executada sem mão de obra assalariada, observadas as exigências do regulamento. 894 QUESTÃO • IV. Os administradores de autarquias e fundações públicas, criadas e mantidas pelo Poder Público, de empresas públicas e de sociedades de economia mista sujeitas ao controle da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que se encontrarem em mora, por mais de 90 dias, no recolhimento das contribuições previstas nesta Lei, tornam-se subsidiariamente responsáveis pelo respectivo pagamento. • V. As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações previdenciárias decorrentes da Lei nº 8.212/91. 895 QUESTÃO • Está correto o que se afirma APENAS em • a) III, IV e V. • b) I, II e V. • c) I, II e IV. • d) I, III e IV. • e) II, III e V. 896 Responsabilidade Solidária parte 3 Prof. Eduardo Tanaka Aula 86 893 894 895 896 225 897 Não Solidariedade da Administração Pública • Decreto 3048; Art. 221-A. • O instituto da responsabilidade solidária não se aplica à administração pública direta, autárquica e fundacional, quando contratante de serviços, inclusive de obra de construção civil, reforma ou acréscimo, independentemente da forma de contratação. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) . 898 Não Solidariedade da Administração Pública • Decreto 3048; Art. 221-A. • Parágrafo único. A administração pública contratante de serviços, inclusive de construção civil executados por meio de cessão de mão de obra ou empreitada parcial, efetuará a retenção prevista no art. 219. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 899 Solidariedade Consórcio • Consórcio empresarial – une diversas empresas com a finalidade de realizar um empreendimento ou participar de negociações. 900 Solidariedade Consórcio • Decreto 3048; Art. 222-A. • As empresas integrantes de consórcio constituído nos termos do disposto nos art. 278 e art. 279 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, respondem pelas contribuições devidas, em relação às operações praticadas pelo consórcio, na proporção de sua participação no empreendimento. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) . 897 898 899 900 226 901 Solidariedade Consórcio • Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 • Art. 278. As companhias e quaisquer outras sociedades, sob o mesmo controle ou não, podem constituir consórcio para executar determinado empreendimento, observado o disposto neste Capítulo. • § 1º O consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas somente se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato, respondendo cada uma por suas obrigações, sem presunção de solidariedade. • § 2º A falência de uma consorciada não se estende às demais, subsistindo o consórcio com as outras contratantes; os créditos que porventura tiver a falida serão apurados e pagos na forma prevista no contrato de consórcio. 902 Solidariedade Consórcio • Decreto 3048; Art. 222-A. • § 1º O consórcio que realizar a contratação, em nome próprio, de pessoas jurídicas e físicas, com ou sem vínculo empregatício, poderá efetuar a retenção das contribuições e cumprir as respectivas obrigações acessórias, hipótese em que as empresas consorciadas serão solidariamente responsáveis. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) . 903 Solidariedade Consórcio • Decreto 3048; Art. 222-A. • § 2º Na hipótese de a retenção das contribuições ou o cumprimento das obrigações acessórias relativas ao consórcio ser realizado por sua empresa líder, as empresas consorciadas também serão solidariamente responsáveis. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) . 904 Solidariedade Consórcio • Decreto 3048; Art. 222-A. • § 3º O disposto neste artigo abrange as contribuições destinadas a outras entidades e fundos, além da multa por atraso no cumprimento das obrigações acessórias. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 901 902 903 904 227 MUITO OBRIGADO! Prof. Eduardo Tanaka Inscreva-se e compartilhe! youtube.com/profeduardotanaka Eduardo Tanaka Concurso Public @edudutanaka 906 DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO Prof. Eduardo Tanaka Aula 87 907 DECADÊNCIA - Custeio • A decadência é a extinção do direito pela RFB de apurar e constituir o crédito previdenciário, em decorrência do transcurso de um intervalo de tempo previsto em lei. • O prazo decadencial, ao contrário do prescricional, não pode ser interrompido, nem suspenso; é contínuo até se esgotar, sem ter sido efetuada a constituiçãodo crédito previdenciário. 908 DECADÊNCIA - Custeio • O prazo decadencial das contribuições sociais é de 5 anos e está previsto no artigo 173 do Código Tributário Nacional: • O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: • I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; • II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. 905 906 907 908 228 909 DECADÊNCIA - Custeio • Decreto 3.048/99: • Art. 348. O direito da seguridade social de apurar e constituir seus créditos extingue-se no prazo de cinco anos, contado: (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) • I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; ou • II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuado. 910 DECADÊNCIA - Custeio • Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. • § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de 5 anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 911 PRESCRIÇÃO - CUSTEIO • Prescrição é a perda do direito, pela Fazenda Nacional, de executar judicialmente o crédito previdenciário já constituído, em virtude de não tê-lo exercido dentro do prazo definido em lei. 912 PRESCRIÇÃO - Custeio • O prazo prescricional das contribuições sociais é de 5 anos e está previsto no artigo 174 do Código Tributário Nacional: • • “A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 anos, contados da data da sua constituição definitiva.” 909 910 911 912 229 913 PRESCRIÇÃO - Custeio • Decreto 3.048/99 • Art. 349. O direito da seguridade social de cobrar seus créditos, constituídos na forma prevista no art. 348, prescreverá no prazo de cinco anos, contado da data de sua constituição definitiva, observado o disposto nos art. 151 e art. 174 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 914 DECADÊNCIA - Restituição • Restituição ou compensação: • O direito de pleitear restituição ou de realizar compensação de contribuições ou de outras importâncias extingue-se em 5 anos, contados da data: • I - do pagamento ou recolhimento indevido; ou • II - em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a sentença judicial que tenha reformado, anulado ou revogado a decisão condenatória. 915 QUESTÃO • (ESAF – Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil) A arrecadação e o recolhimento das contribuições destinadas à seguridade social constituem uma das principais tarefas de gestão tributária. Sobre elas o tempo decorrido mostra-se importante, considerando a jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre a legislação previdenciária de custeio. • Entre as assertivas a seguir indicadas, assinale a correta. • a) Prazos de prescrição e decadência podem ser definidos em lei ordinária. • b) O prazo decadencial das contribuições da seguridade social é de 5 anos. • c) A arrecadação e o recolhimento das contribuições podem ser feitos em qualquer momento. • d) Valores recolhidos pelo fisco antes do julgamento de recursos extraordinários que discutiam o prazo de prescrição deverão ser devolvidos se forem superiores ao prazo de 5 anos do lançamento. • e) A ação de cobrança do crédito tributário oriundo de contribuição social pode ser impetrada em qualquer momento. 916 QUESTÃO • (ESAF – Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil) A arrecadação e o recolhimento das contribuições destinadas à seguridade social constituem uma das principais tarefas de gestão tributária. Sobre elas o tempo decorrido mostra-se importante, considerando a jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre a legislação previdenciária de custeio. • Entre as assertivas a seguir indicadas, assinale a correta. • a) Prazos de prescrição e decadência podem ser definidos em lei ordinária. • b) O prazo decadencial das contribuições da seguridade social é de 5 anos. 913 914 915 916 230 917 QUESTÃO • c) A arrecadação e o recolhimento das contribuições podem ser feitos em qualquer momento. • d) Valores recolhidos pelo fisco antes do julgamento de recursos extraordinários que discutiam o prazo de prescrição deverão ser devolvidos se forem superiores ao prazo de 5 anos do lançamento. • e) A ação de cobrança do crédito tributário oriundo de contribuição social pode ser impetrada em qualquer momento. 918 DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO Benefícios Prof. Eduardo Tanaka Aula 88 919 DECADÊNCIA - Benefício • Revisão do ato de concessão de benefício • Lei 8213/91, com redação dada pela Lei 13846/2019: • Art. 103. O prazo de decadência do direito ou da ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão, indeferimento, cancelamento ou cessação de benefício e do ato de deferimento, indeferimento ou não concessão de revisão de benefício é de 10 (dez) anos, contado: 920 DECADÊNCIA - Benefício • Revisão do ato de concessão de benefício • Lei 8213/91, com redação dada pela Lei 13846/2019, art. 103, • I - do dia primeiro do mês subsequente ao do recebimento da primeira prestação ou da data em que a prestação deveria ter sido paga com o valor revisto; ou 917 918 919 920 231 921 DECADÊNCIA - Benefício • Revisão do ato de concessão de benefício • Lei 8213/91, com redação dada pela Lei 13846/2019, art. 103, • II - do dia em que o segurado tomar conhecimento da decisão de indeferimento, cancelamento ou cessação do seu pedido de benefício ou da decisão de deferimento ou indeferimento de revisão de benefício, no âmbito administrativo. 922 PRESCRIÇÃO - Benefício • Prestações ou restituições • Lei 8213/91, art. 103, parágrafo único: • Prescreve em 5 anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer ação para haver prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela previdência social, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na forma do Código Civil. 923 PRESCRIÇÃO - Benefício • Obs.: Código Civil • Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos. 924 PRESCRIÇÃO - Benefício • Ações relativas a acidente de trabalho: • As ações referentes às prestações decorrentes do acidente de trabalho prescrevem em 5 anos, contados da data: • I - do acidente, quando dele resultar a morte ou a incapacidade temporária, verificada esta em perícia médica a cargo da previdência social; ou • II - em que for reconhecida pela previdência social a incapacidade permanente ou o agravamento das seqüelas do acidente. 921 922 923 924 232 925 DECADÊNCIA - Benefício • Anular atos administrativos: • O direito da previdência social de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os seus beneficiários decai em 10 anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo decadencial contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. 926 QUESTÃO • (FCC – Técnico do Seguro Social – INSS - 2012) José pleiteou aposentadoria por tempo de contribuição perante o INSS, que foi deferida pela autarquia e pretende a revisão do ato de concessão do benefício para alterar o valor da renda mensal inicial. O prazo decadencial para o pedido de José é de • a)dez anos contados a partir do primeiro dia do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação. • b) cinco anos contados a partir do primeiro dia do mês seguinte ao do recebimento daprimeira prestação. • c) três anos contados a partir do primeiro dia do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação. • d) cinco anos contados da ciência da decisão que deferiu o benefício. • e) dez anos contados da ciência da decisão que deferiu o benefício. 927 CRIMES CONTRA A SEGURIDADE SOCIAL Prof. Eduardo Tanaka Aula 89 928 Crimes contra a Previdência Social • Com o objetivo claro de coagir as empresas a efetuarem suas contribuições corretamente, o legislador ordinário instituiu tipos penais, visando àqueles que não cumprem as obrigações previdenciárias. 925 926 927 928 233 929 Crimes contra a Previdência Social • Naturalmente, a tipificação penal visa às pessoas físicas encarregadas pelo adimplemento das obrigações previdenciárias, e não a empresa. 930 Crimes contra a Previdência Social Apropriação indébita previdenciária • C.P. art. 168-A - Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional: • Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 931 Crime de Apropriação indébita previdenciária • C.P. art. 168-A - § 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: • I – recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do público; 932 Crime de Apropriação indébita previdenciária • C.P. art. 168-A - § 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: • II - recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços; 929 930 931 932 234 933 Crime de Apropriação indébita previdenciária • C.P. art. 168-A - § 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: • III - pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social. 934 Crime de Apropriação indébita previdenciária • C.P. art. 168-A • § 2o É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o pagamento das contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. 935 Crime de Apropriação indébita previdenciária • C.P. art. 168-A • § 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que: • I - tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento da contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou 936 Crime de Apropriação indébita previdenciária • C.P. art. 168-A • § 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que: • II - o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. 933 934 935 936 235 937 QUESTÃO • (CESPE – Analista – INSS) Uma das condutas típicas do crime de apropriação indébita previdenciária é deixar de recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do público, sendo passível de aplicação de pena de reclusão e multa. Todavia, a punibilidade poderá ser extinta se o agente, espontaneamente, declarar, confessar e efetuar o pagamento de contribuições, importâncias ou valores e prestar as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, até o recebimento da denúncia pelo juiz. 938 CRIMES CONTRA A SEGURIDADE SOCIAL Sonegação de Contribuição Previdenciária Prof. Eduardo Tanaka Aula 90 939 Crime – Sonegação de Contribuição Previdenciária • C.P. art. Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: • I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; 940 Crime – Sonegação de Contribuição Previdenciária • C.P. art. Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: • II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; 937 938 939 940 236 941 Crime – Sonegação de Contribuição Previdenciária • C.P. art. Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: • III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: • Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 942 Crime – Sonegação de Contribuição Previdenciária • C.P. art. Art. 337-A. • § 1o É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara e confessa as contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. 943 Crime – Sonegação de Contribuição Previdenciária • C.P. art. Art. 337-A. • § 2o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que: • II - o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. 944 Crime – Sonegação de Contribuição Previdenciária • C.P. art. Art. 337-A. • § 3o Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa R$ 1.510,00 (hoje: R$ 5.679,82), o juiz poderá reduzir a pena de um terço até a metade ou aplicar apenas a de multa. • § 4o O valor a que se refere o parágrafo anterior será reajustado nas mesmas datas e nos mesmos índices do reajuste dos benefícios da previdência social. 941 942 943 944 237 945 QUESTÃO • (CESPE – Delegado da Polícia Federal) João mantinha uma pequena granja em chácara de sua propriedade e contava com o auxílio de dois empregados, que percebiam remuneração mensal equivalente a um salário mínimo. Por exercer o negócio por conta própria e informalmente, João nunca efetuou os registros devidos nas carteiras de trabalho de seus empregados, tampouco recolheu as contribuições previdenciárias correspondentes. Nessa situação, se for flagrado pela fiscalização, João responderá pelo crime de sonegação de contribuição previdenciária, podendo o juiz restringir a pena de reclusão prevista (de um terço até a metade) ou apenas aplicar a pena de multa. 946 Para saber mais: • Art. 95, § 2º, da Lei 8212/90 • Código Penal: • Art. 297 – falsificação de documento público • Art. 313-A – inserção de dados falsos em sistema de informações • Art. 313-B – modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações • Art. 153 – divulgação de segredo • Art. 325 – violação de sigilo funcional. 947 Princípios da Previdência Social Lei 8.213/91 Prof. Eduardo Tanaka Aula 91 948 Previdência Social – Princípios – Lei 8213/91 • Art. 2º A Previdência Social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos: • I - universalidade de participação nos planos previdenciários;• II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; • III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios; • IV - cálculo dos benefícios considerando-se os salários-de-contribuição corrigidos monetariamente; • V - irredutibilidade do valor dos benefícios de forma a preservar-lhes o poder aquisitivo; 945 946 947 948 238 949 Previdência Social – Princípios – Lei 8213/91 • Art. 2º A Previdência Social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos: • VI - valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário-de-contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo; • VII - previdência complementar facultativa, custeada por contribuição adicional; 950 Previdência Social – Princípios – Lei 8213/91 • Art. 2º A Previdência Social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos: • VIII - caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação do governo e da comunidade, em especial de trabalhadores em atividade, empregadores e aposentados. • Parágrafo único. A participação referida no inciso VIII deste artigo será efetivada a nível federal, estadual e municipal. 951 QUESTÃO • (FCC – Prefeitura de Recife- Procurador) A Previdência Social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos: I. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. II. Caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação do governo e da comunidade, em especial de trabalhadores em atividade, empregadores e aposentados. III. Cálculo dos benefícios considerando-se os salários-de-contribuição corrigidos monetariamente. IV. Irredutibilidade do valor dos benefícios de forma a preservar-lhes o poder real. Está correto o que consta APENAS em • a) III. • b) II e III. • c) I, II e III. • d) II e IV. • e) I e IV. 952 QUESTÃO • (FCC – Prefeitura de Recife- Procurador) A Previdência Social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos: I. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. II. Caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação do governo e da comunidade, em especial de trabalhadores em atividade, empregadores e aposentados. III. Cálculo dos benefícios considerando-se os salários- de-contribuição corrigidos monetariamente. IV. Irredutibilidade do valor dos benefícios de forma a preservar-lhes o poder real. 949 950 951 952 239 953 QUESTÃO • Está correto o que consta APENAS em • a) III. • b) II e III. • c) I, II e III. • d) II e IV. • e) I e IV. 954 Previdência Social e a Constituição Federal Art. 201 parte 1 Prof. Eduardo Tanaka 955 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a: • (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 956 Previdência Social – Constituição Federal • I - cobertura dos eventos de incapacidade temporária ou permanente para o trabalho e idade avançada; • II - proteção à maternidade, especialmente à gestante; • III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; • IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; • V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes, observado o disposto no § 2º. 953 954 955 956 240 957 Previdência Social – Constituição Federal • § 1º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios, ressalvada, nos termos de lei complementar, a possibilidade de previsão de idade e tempo de contribuição distintos da regra geral para concessão de aposentadoria exclusivamente em favor dos segurados: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 958 Previdência Social – Constituição Federal • § 1º, I - com deficiência, previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) • II - cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 959 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201. § 2º Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo. 960 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 3º Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente atualizados, na forma da lei. 957 958 959 960 241 961 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 4º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei. 962 QUESTÃO • (CESPE – SERPRO – ANALISTA) A norma constitucional estabelece que os benefícios do RGPS devem ser reajustados para preservar- lhes, em caráter permanente, o valor real. Em consonância com essa norma, o legislador ordinário estabeleceu que esses benefícios devem ser reajustados anualmente utilizando- se o mesmo índice de reajuste do salário mínimo. 963 Previdência Social e a Constituição Federal Art. 201 parte 2 Prof. Eduardo Tanaka Aula 93 964 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 5º É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência. 961 962 963 964 242 965 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 6º A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano. 966 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 7º É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições: • I - 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, observado tempo mínimo de contribuição; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 967 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 7º É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições: • II - 60 (sessenta) anos de idade, se homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, para os trabalhadores rurais e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 968 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 8º O requisito de idade a que se refere o inciso I do § 7º será reduzido em 5 (cinco) anos, para o professor que comprove tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio fixado em lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 965 966 967 968 243 969 QUESTÃO • (VUNESP – Advogado – Câmara Municipal de Itatiba) Conforme as normas contidas na Constituição Federal a respeito da previdência social, é correto afirmar que • a) será organizada sob a forma de regime geral de previdência social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória. • b) deve prover, nos termos da lei, salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes de todos os segurados. • c) prevê filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regimepróprio de previdência. • d) prevê o regime de previdência privada, de caráter complementar, e organizado de forma vinculada em relação ao regime geral de previdência social. • e) assegura aposentadoria no regime geral de previdência social aos trinta anos de contribuição, se homem, e vinte e cinco anos de contribuição, se mulher. 970 Previdência Social e a Constituição Federal Art. 201 parte 3 Prof. Eduardo Tanaka Aula 94 971 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 9º Para fins de aposentadoria, será assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes próprios de previdência social, e destes entre si, observada a compensação financeira, de acordo com os critérios estabelecidos em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 972 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 9º-A. O tempo de serviço militar exercido nas atividades de que tratam os arts. 42, 142 e 143 e o tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social ou a regime próprio de previdência social terão contagem recíproca para fins de inativação militar ou aposentadoria, e a compensação financeira será devida entre as receitas de contribuição referentes aos militares e as receitas de contribuição aos demais regimes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 969 970 971 972 244 973 Previdência Social – Constituição Federal • § Art. 201, 10. Lei complementar poderá disciplinar a cobertura de benefícios não programados, inclusive os decorrentes de acidente do trabalho, a ser atendida concorrentemente pelo Regime Geral de Previdência Social e pelo setor privado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 974 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei. 975 Previdência Social e a Constituição Federal Art. 201 parte 4 Prof. Eduardo Tanaka Aula 95 976 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 12. Lei instituirá sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas diferenciadas, para atender aos trabalhadores de baixa renda, inclusive os que se encontram em situação de informalidade, e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 973 974 975 976 245 977 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 13. A aposentadoria concedida ao segurado de que trata o § 12 terá valor de 1 (um) salário-mínimo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 978 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 14. É vedada a contagem de tempo de contribuição fictício para efeito de concessão dos benefícios previdenciários e de contagem recíproca. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 979 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 15. Lei complementar estabelecerá vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 980 Previdência Social – Constituição Federal • Art. 201, § 16. Os empregados dos consórcios públicos, das empresas públicas, das sociedades de economia mista e das suas subsidiárias serão aposentados compulsoriamente, observado o cumprimento do tempo mínimo de contribuição, ao atingir a idade máxima de que trata o inciso II do § 1º do art. 40, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 977 978 979 980 246 981 Previdência Social – Constituição Federal • Inciso II do § 1º do art. 40 • § 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado: • II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar; 982 QUESTÃO • (Elaborada pelo Prof. Tanaka) João, empregado público do Banco do Brasil (sociedade de economia mista), caso queira poderá trabalhar nesta empresa até atingir 80 anos. 983 Plano de Benefícios da Previdência Social: Espécies de Prestações (parte 1) Prof. Eduardo Tanaka Aula 96 984 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 981 982 983 984 247 985 Espécies de Prestações • II - quanto ao dependente: • a) pensão por morte; • b) auxílio-reclusão 986 Espécies de Prestações • III - quanto ao segurado e dependente: • a) serviço social; • b) reabilitação profissional. 987 QUESTÕES • (ESAF – Auditor Fiscal da Previdência Social - atualizada) Com relação às espécies de prestações e aos beneficiários correspondentes, assinale a opção incorreta. • a) Aposentadoria por incapacidade permanente – segurado. • b) Pensão por morte – dependente. • c) Salário-família – segurado. • d) Auxílio-acidente – dependente. • e) Auxílio por incapacidade temporária – segurado. 988 QUESTÕES • (ESAF – Técnico da Receita Federal - atualizada) A seguinte prestação (benefício) somente é concedida aos dependentes, não ao segurado: • a) salário-família; • b) auxílio-reclusão; • c) salário-maternidade; • d) auxílio-acidente; • e) aposentadoria por incapacidade temporária. 985 986 987 988 248 989 QUESTÕES • (ESAF – Auditor Fiscal do Trabalho - atualizada) Assinale a opção correta, entre as assertivas abaixo, relacionada aos benefícios que os dependentes da Previdência Social têm direito à luz da legislação. • a) Aposentadoria programada. • b) Auxílio por incapacidade temporária. • c) Auxílio-acidente. • d) Aposentadoria por incapacidade permanente. • e) Pensão por morte. 990 Plano de Benefícios da Previdência Social: Espécies de Prestações (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Aula 97 991 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 992 Aposentadoria por Incapacidade Permanente • A aposentadoria por incapacidade permanente, uma vez cumprido o período de carência exigido, quando for o caso, será devida ao segurado que, em gozo ou não de auxílio por incapacidade temporária, for considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, que lhe será paga enquanto permanecer nessa condição. 989 990 991 992 249 993 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 994 Aposentadoria Programada • (Aposentadoria Por Idade e Tempo de Contribuição) Decreto 3048, Art. 51. A aposentadoria programada, uma vez cumprido o período de carênciaexigido, será devida ao segurado que cumprir, cumulativamente, os seguintes requisitos: • I – 62 anos de idade, se mulher, e 65 anos de idade, se homem; e • II - 15 anos de tempo de contribuição, se mulher, e 20 anos de tempo de contribuição, se homem. 995 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 996 Aposentadoria por Idade do Trabalhador Rural • RPS, Art. 56. A aposentadoria por idade do trabalhador rural, uma vez cumprido o período de carência exigido, será devida aos segurados a que se referem a alínea “a” do inciso I, a alínea “j” do inciso V e os incisos VI e VII do caput do art. 9º e aos segurados garimpeiros que trabalhem, comprovadamente, em regime de economia familiar, conforme definido no § 5º do art. 9º, quando completarem 55 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020). 993 994 995 996 250 997 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 998 Aposentadoria Especial • Decreto 3048, Art. 64. A aposentadoria especial, uma vez cumprido o período de carência exigido, será devida ao segurado empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual, este último somente quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção, que comprove o exercício de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou a associação desses agentes, de forma permanente, não ocasional nem intermitente, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação, durante, no mínimo, 15, 20 ou 25 anos, e que cumprir os seguintes requisitos: (...) 999 Aposentadoria Especial • Decreto 3048, Art. 64. • I – 55 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 15 anos de contribuição; • II – 58 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 20 anos de contribuição; ou • III - 60 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 25 anos de contribuição. 1000 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 997 998 999 1000 251 1001 Auxílio por Incapacidade Temporária • (auxílio-doença) será devido ao segurado que, uma vez cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos, conforme definido em avaliação médico- pericial. 1002 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 1003 Salário-Família • Decreto 3.048; Art. 81. O salário-família é devido, mensalmente, ao segurado empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso considerado de baixa renda, na proporção do respectivo número de filhos ou de enteados e de menores tutelados, desde que comprovada a dependência econômica dos dois últimos nos termos do disposto no art. 16, observado o disposto no art. 83. 1004 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 1001 1002 1003 1004 252 1005 Salário-Maternidade • O salário-maternidade é devido à segurada da Previdência Social, durante 120 (cento e vinte) dias, com início no período entre 28 (vinte e oito) dias antes do parto e a data de ocorrência deste, observadas as situações e condições previstas na legislação no que concerne à proteção à maternidade. 1006 Espécies de Prestações • I - quanto ao segurado: • a) aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez); • b) aposentadoria programada (antigas aposentadorias por idade e por tempo de contribuição); • c) aposentadoria por idade do trabalhador rural; • d) aposentadoria especial; • e) auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio- doença); • f) salário-família; • g) salário-maternidade; e • h) auxílio-acidente; 1007 Auxílio-Acidente • O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem seqüelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. 1008 Espécies de Prestações • II - quanto ao dependente: • a) pensão por morte; • b) auxílio-reclusão 1005 1006 1007 1008 253 1009 Pensão por Morte • A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não. 1010 Espécies de Prestações • II - quanto ao dependente: • a) pensão por morte; • b) auxílio-reclusão 1011 Auxílio-Reclusão • É o benefício devido aos dependentes do segurado de baixa renda, recolhido à prisão. 1012 Espécies de Prestações • III - quanto ao segurado e dependente: • a) serviço social; • b) reabilitação profissional. 1009 1010 1011 1012 254 1013 Serviço Social • Compete ao Serviço Social esclarecer junto aos beneficiários seus direitos sociais e os meios de exercê-los e estabelecer conjuntamente com eles o processo de solução dos problemas que emergirem da sua relação com a Previdência Social, tanto no âmbito interno da instituição como na dinâmica da sociedade. 1014 Espécies de Prestações • III - quanto ao segurado e dependente: • a) serviço social; • b) reabilitação profissional. 1015 Habilitação e Reabilitação Profissional • A habilitação e a reabilitação profissional e social deverão proporcionar ao beneficiário incapacitado parcial ou totalmente para o trabalho, e às pessoas portadoras de deficiência, os meios para a (re)educação e de (re)adaptação profissional e social indicados para participar do mercado de trabalho e do contexto em que vive. 1016 Beneficiários - Dependentes Prof. Eduardo Tanaka Aula 98 1013 1014 1015 1016 255 1017 Beneficiários • Os beneficiários são todos aqueles que recebem ou possam vir a receber os benefícios ou serviços do RGPS. • Podemos classificá-los em: segurados (obrigatórios ou facultativos) e seus dependentes. Beneficiários 1018 1019 QUESTÃO • (ESAF – Auditor Fiscal do Trabalho) Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei nº8.213/91, julgue os itens abaixo relativos aos beneficiários da Previdência Social: • I. só são beneficiários da Previdência Social os segurados que contribuem para o caixa previdenciário. • II. dona de casa não pode ser beneficiária da Previdência Social. • III. pessoa jurídica pode ser beneficiária do sistema de Previdência Social. • IV. só os dependentes que contribuem podem ser beneficiários da Previdência Social. 1020 QUESTÃO • a) I e II estão corretos. • b) Somente I está incorreto. • c) II e IV estão corretos. • d) Todos estão incorretos. • e) III e IV estão corretos. 1017 1018 1019 1020 256 1021 Beneficiários - Dependentes • Os dependentes fazem jus aos seguintes benefícios: • Pensão por Morte • Auxílio-Reclusão • E aos serviços: reabilitação profissional e serviço social. 1022 Beneficiários - Dependentes • A inscrição dos dependentes dar-se-á somente quando da solicitação do benefício ou serviço. 1023 Beneficiários – Dependentes Classificação Prof. Eduardo Tanaka Aula 99 DEPENDENTES 1 • Classe I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave; 2 • Classe II - os pais; 3 • Classe III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave. 1024 1021 1022 1023 1024 257 1025 Exemplo 1: • Carlos é casado com Patricia e tem dois filhos, João, com vinte e três anos, e José, com oito anos de idade. Carlos sofre um acidente fatal. Quem terá direito à pensão por morte? 1026 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS) Célio, segurado empregado da previdência social, tem um filho, com 28 anos de idade, que sofre de doença degenerativa em estágio avançado, sendo, portanto, inválido. Nessa condição, o filho de Célio é considerado seu dependente, mesmo tendo idade superior a dezoito anos. A existência de dependente(s) de hierarquia superior exclui o direito dos dependentes das classes seguintes 1 • I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave; 2 • II - os pais; 3 • III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave. 1027 1028 Exemplo 2: • Pablo, solteiro e sem filhos, falece, deixando pensão por morte. Quem terá direito: seu irmão Fabrício ou seus pais, Ricardo e Ângela? 1025 1026 1027 1028 258 1029 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS) Paulo é, de forma comprovada, dependente economicamente de seu filho, Juliano, que, em viagem a trabalho, sofreu um acidente e veio a falecer. Juliano à época do acidente era casado com Raquel. Nessa situação, Paulo e Raquel poderão requerer o benefício de pensão por morte, que deverá ser rateado entre ambos. 1030 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS) César, segurado da previdência social, vive com seus pais e com seu irmão, Getúlio, de 15 anos de idade. Nessa situação, o falecimento de César somente determina o pagamento de benefícios previdenciários a seus pais e a seu irmão se estes comprovarem dependência econômica com relação a César. Os dependentes de uma mesma classe concorrem em igualdade de condições. 1 • I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave; 2 • II - os pais; 3 • III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave. 1031 Após o falecimento de dependente superior, o benefício não se transfere para os dependentes inferiores, só para os de mesma hierarquia. 1 • I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave; 2 • II - os pais; 3 • III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave. 1032 1029 1030 1031 1032 259 Tendo sido concedido um benefício aos dependentes de uma determinada classe, no caso de perda da qualidade de dependente, este benefício não é transferido para as classes subseqüentes. 1 • I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave; 2 • II - os pais; 3 • III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave. 1033 1034 QUESTÃO • (FCC – Técnico do Seguro Social – INSS) João fora casado com Maria, com quem teve dois filhos, Artur e Lia de 6 e 8 anos respectivamente, na data do óbito de João, ocorrido em 2011. Maria já fora casada com Márcio, de quem teve uma filha, Rosa, de 10 anos, que era mantida por João, porque Márcio não tivera condições de prover seu sustento. O falecido ajudava financeiramente, também, sua mãe, Sebastiana e seu irmão, Antônio que era inválido. Nessa situação, a pensão por morte de João será concedida a: 1035 QUESTÃO • a) Artur, Lia, Maria e Rosa. • b) Artur, Lia, Maria, Rosa e Sebastiana. • c) Artur, Lia, Rosa e Sebastiana. • d) Artur, Lia e Sebastiana. • e) Artur, Lia, Sebastiana e Antônio. 1036 Beneficiários – Dependentes Regras Prof. Eduardo Tanaka Aula 100 1033 1034 1035 1036 260 Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segurado ou segurada. 1 • I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave; 2 • II - os pais; 3 • III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave. 1037 1038 QUESTÃO • (CESPE – Auditor Fiscal do Trabalho) O companheiro e a companheira, desde que comprovem a existência de união estável, integram o rol de dependentes da primeira classe, o que lhes permite receber pensão por morte ou auxílio-reclusão, conforme o caso. 1039 Dependentes • O INSS reconhece a união homossexual. • O companheiro ou a companheira do mesmo sexo de segurado inscrito no RGPS integra o rol dos dependentes e, desde que comprovada a união estável, concorre, para fins de pensão por morte e de auxílio-reclusão, com os dependentes preferenciais da Classe 1, para óbito ou reclusão ocorrido a partir de 5 de abril de 1991. (art. 130, IN INSS/PRES nº 77/2015) O menor enteado e o menor tutelado. 1 • I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave; 2 • II - os pais; 3 • III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave. 1040 1037 1038 1039 1040 261 1041 Dependentes • O menor enteado e o menor tutelado. • Equiparam-se a filho, para fins de recebimento da pensão por morte, exclusivamente o enteado e o menor tutelado, desde que comprovada a dependência econômica. • No caso de equiparado a filho, a inscrição será feita mediante a comprovação da equiparação por documento escrito do segurado falecido manifestando essa intenção, dadependência econômica e da declaração de que não tenha sido emancipado. 1042 Dependentes • O menor enteado e o menor tutelado. • Os dependentes da classe “1” têm dependência econômica presumida, exceto o menor tutelado e o enteado, que assim como os das demais classes, devem comprovar dependência econômica para receberem o benefício previdenciário. 1043 QUESTÃO • (CESPE – Defensor Público Federal – DPU) A lei de benefícios previdenciários prevê expressamente que o menor sob guarda do segurado filiado ao RGPS é seu dependente, havendo discussão jurisprudencial a respeito do tema, dada a existência de normas contrárias no ordenamento jurídico nacional. 1044 QUESTÃO • (CESPE – Defensor Público Federal – DPU) A lei de benefícios previdenciários prevê expressamente que o menor sob guarda do segurado filiado ao RGPS é seu dependente, havendo discussão jurisprudencial a respeito do tema, dada a existência de normas contrárias no ordenamento jurídico nacional. • Resposta: Errado. Não está previsto expressamente que o menor sob guarda seja considerado dependente no RGPS, apesar de existir discussão jurisprudencial. 1041 1042 1043 1044 262 1045 Dependentes • STJ – Recurso Especial – Resp – 1141788/RS: • Ao menor sob guarda deve ser assegurado o direito ao benefício da pensão por morte mesmo se o falecimento se deu após a modificação legislativa promovida pela Lei n. 9.528/97 na Lei n. 8.213/90. (REsp 1141788/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, julgado em 07/12/2016, DJe 16/12/2016) 1046 Beneficiários – Dependentes Comprovação da Dependência Prof. Eduardo Tanaka Aula 101 1047 Dependentes • Para comprovação do vínculo e da dependência econômica, conforme o caso, deverão ser apresentados, no mínimo, 2 documentos e poderão ser aceitos, dentre outros: 1048 Para comprovação do vínculo e da dependência econômica, conforme o caso, deverão ser apresentados, no mínimo 2 documentos e poderão ser aceitos dentre outros: • I - certidão de nascimento de filho havido em comum; • II- certidão de casamento religioso; • III - declaração do imposto de renda do segurado, em que conste o interessado como seu dependente; • IV - disposições testamentárias; • V - (Revogado); • VI - declaração especial feita perante tabelião; 1045 1046 1047 1048 263 1049 Para comprovação do vínculo e da dependência econômica, conforme o caso, deverão ser apresentados, no mínimo 2 documentos e poderão ser aceitos dentre outros: • VII - prova de mesmo domicílio; • VIII - prova de encargos domésticos evidentes e existência de sociedade ou comunhão nos atos da vida civil; • IX - procuração ou fiança reciprocamente outorgada; • X - conta bancária conjunta; • XI - registro em associação de qualquer natureza, onde conste o interessado como dependente do segurado; • XII - anotação constante de ficha ou livro de registro de empregados; 1050 Para comprovação do vínculo e da dependência econômica, conforme o caso, deverão ser apresentados, no mínimo 2 documentos e poderão ser aceitos dentre outros: • XIII - apólice de seguro da qual conste o segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como sua beneficiária; • XIV - ficha de tratamento em instituição de assistência médica, da qual conste o segurado como responsável; • XV - escritura de compra e venda de imóvel pelo segurado em nome de dependente; • XVI - declaração de não emancipação do dependente menor de vinte e um anos; ou • XVII - quaisquer outros que possam levar à convicção do fato a comprovar. 1051 Dependentes • RPS, Art. 22, § 14. Caso o dependente só possua um dos documentos a que se refere o § 3º produzido em período não superior a vinte e quatro meses anteriores à data do óbito ou do recolhimento à prisão, a comprovação de vínculo ou de dependência econômica para esse período poderá ser suprida por justificação administrativa, processada na forma prevista nos art. 142 ao art. 151. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 1052 Dependentes • RPS, art. 142. A justificação administrativa constitui meio para suprir a falta ou a insuficiência de documento ou para produzir prova de fato ou circunstância de interesse dos beneficiários perante a previdência social. • RPS, art. 145. Para o processamento de justificação administrativa, o interessado deverá apresentar requerimento no qual exponha, clara e minuciosamente, os pontos que pretende justificar, além de indicar testemunhas idôneas, em número não inferior a dois nem superior a seis, cujos depoimentos possam levar à convicção da veracidade do que se pretende comprovar. 1049 1050 1051 1052 264 1053 Dependentes • As provas de união estável e de dependência econômica exigem início de prova material contemporânea dos fatos, produzido em período não superior a 24 meses anteriores à data do óbito ou do recolhimento à prisão do segurado, não admitida a prova exclusivamente testemunhal, exceto na ocorrência de motivo de força maior ou caso fortuito, conforme disposto no regulamento. 1054 Dependentes • Não há na legislação o conceito preciso de “início de prova material”. Porém, segundo jurisprudência da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais “o início de prova material não é senão ponto de partida indispensável à comprovação dos fatos, objetivos a ser atingido sobretudo mediante a produção de prova testemunhal em ações com idênticos elementos objetivos à ação presente” (Processo 200384130006662, Rel. Juiz Federal Osni Cardoso Filho). • Dessa forma, é possível citar como exemplo de início de prova material, qualquer prova não testemunhal (que não está previsto expressamente no rol dos documentos aceitos), podendo ser escrito, como um extrato bancário, ou não escrito, como uma foto, uma gravação ou uma filmagem. 1055 Dependentes • No caso de dependente inválido, para fins de inscrição e concessão de benefício, a invalidez será comprovada mediante exame médico-pericial a cargo do Instituto Nacional do Seguro Social. • Para o dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, a condição de deficiente pode ser reconhecida previamente ao óbito do segurado, por meio de avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, observada revisão periódica na forma da legislação. 1056 QUESTÃO • (INSS – Técnico Previdenciário - CESGRANRIO – 2005 - atualizada) A inscrição do(a) companheiro(a) do segurado no Regime Geral da Previdência Social será promovida, na qualidade de dependente, quando do requerimento do benefício a que tiver direito. Para a comprovação do vínculo e da dependência econômica do(a) companheiro(a), é suficiente a apresentação de: • a) certidão de nascimento de filho havido em comum. • b) prova testemunhal de que o segurado e o dependente mantêm ou mantiveram união estável. • c) prova de mesmo domicílio e conta bancária conjunta. • d) declaração do(a) companheiro(a) de que viveu uma relação de companheirismo com o segurado, mesmo que esta tenha terminado anos antes do ato de inscrição. • e) sentença homologatória em procedimento judicial de justificação que se presta a colher prova testemunhal, em juízo, da existência da união estável. 1053 1054 1055 1056 265 1057 QUESTÃO • (INSS – Técnico Previdenciário - CESGRANRIO – 2005 - atualizada) A inscrição do(a) companheiro(a) do segurado no Regime Geral da Previdência Social será promovida, na qualidade de dependente, quando do requerimento do benefício a que tiver direito. Para a comprovação do vínculo e da dependência econômica do(a) companheiro(a), é suficiente a apresentação de: • a) certidão de nascimento de filho havido em comum. • b) prova testemunhal de que o segurado e o dependente mantêm ou mantiveram união estável. 1058 QUESTÃO • c) prova de mesmo domicílio e conta bancária conjunta. • d) declaração do(a) companheiro(a) de que viveu uma relação de companheirismo com o segurado, mesmoque esta tenha terminado anos antes do ato de inscrição. • e) sentença homologatória em procedimento judicial de justificação que se presta a colher prova testemunhal, em juízo, da existência da união estável. 1059 Beneficiários – Dependentes Cônjuge Separado Prof. Eduardo Tanaka Aula 102 DEPENDENTES 1 • Classe I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave; 2 • Classe II - os pais; 3 • Classe III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave. 1060 1057 1058 1059 1060 266 1061 Dependentes • O cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato que recebia pensão de alimentos concorrerá em igualdade de condições com os dependentes da classe 1. 1062 Exemplo: • Rodrigo separou-se de Daisy, com quem teve um filho, Fernando, que possui dez anos de idade, e passou a viver com Camila, numa união estável. Todo mês, entretanto, Rodrigo pagava a pensão alimentícia a Daisy, por determinação judicial. Rodrigo faleceu. Quem terá direito à pensão por morte deixada por Rodrigo? 1063 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS) Fernanda foi casada com Lucas, ambos segurados da previdência social. Há muito tempo separados, resolveram formalizar o divórcio e, pelo fato de ambos trabalharem, não foi necessária a prestação de alimentos entre eles. Nessa situação, Fernanda e Lucas, após o divórcio, deixarão de ser dependentes um do outro junto à previdência social. 1064 QUESTÃO • (FCC – Técnico do Seguro Social – INSS – 2012) João fora casado com Maria, com quem teve três filhos, João Junior, de 22 anos e universitário; Marília, com 18 anos e Renato com 16 anos, na data do óbito de João, ocorrido em dezembro de 2011. João se divorciara de Maria que renunciou ao direito a alimentos para si. Posteriormente, João veio a contrair novas núpcias com Norma, com quem manteve união estável até a data de seu óbito. • Norma possui uma filha, Miriam, que mora com a mãe e foi por João sustentada. Nessa situação, são dependentes de João, segundo a legislação previdenciária: 1061 1062 1063 1064 267 1065 QUESTÃO • a) João Junior, Marília e Renato. • b) João Junior, Maria, Marília, Renato e Norma. • c) Marília, Renato, Miriam e Norma. • d) Maria, João Junior, Marília, Renato e Norma. • e) João Junior, Marília, Renato, Maria, Norma e Miriam. 1066 QUESTÃO • (Cesgranrio – Técnico – INSS – 2005) Caio, em maio de 2000, separou-se, judicialmente, de Maria. Na referida separação, acordou-se, judicialmente, que Caio não iria pagar pensão alimentícia à ex-esposa e que só iria pagar tal encargo para Ana, filha do casal, de 19 anos. Em agosto de 2002, Caio conhece Teresa, com a qual vem a morar e manter união estável. Em agosto de 2004, Caio falece. Quem tem direito à pensão por morte, na qualidade de dependente de Caio? 1067 QUESTÃO • a) Maria, Ana e Teresa. • b) Maria e Ana. • c) Ana e Teresa. • d) Ana. • e) Teresa. 1068 Dependentes • O cônjuge ausente não exclui do direito à pensão por morte o companheiro ou a companheira, que somente fará jus ao benefício a partir da data de sua habilitação e mediante prova de dependência econômica. 1065 1066 1067 1068 268 1069 Dependentes • O fato superveniente que importe em exclusão ou inclusão de dependente deve ser comunicado ao Instituto Nacional do Seguro Social, com as provas cabíveis. • Os dependentes excluídos de tal condição em razão de lei têm suas inscrições tornadas nulas de pleno direito 1070 Beneficiários Perda da Qualidade de Dependente Prof. Eduardo Tanaka Aula 103 1071 Perda da Qualidade de Dependente • O direito à percepção de cada cota individual cessará: • I – pela morte do pensionista; • II - para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão, de ambos os sexos, ao completar 21 anos de idade, salvo se for inválido ou com deficiência; • III – para filho ou irmão inválido, pela cessação da invalidez; • IV – pelo decurso do prazo de recebimento de pensão pelo cônjuge, companheiro ou companheira. 1072 Perda da Qualidade de Dependente • A perda da qualidade de dependente ocorre ao completar 21 anos de idade, para o filho, o irmão, o enteado ou o menor tutelado, ou nas seguintes hipóteses, se ocorridas anteriormente a essa idade: • a) casamento; • b) início do exercício de emprego público efetivo; 1069 1070 1071 1072 269 1073 Perda da Qualidade de Dependente • A perda da qualidade de dependente ocorre ao completar 21 anos de idade, para o filho, o irmão, o enteado ou o menor tutelado, ou nas seguintes hipóteses, se ocorridas anteriormente a essa idade: • c) constituição de estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria; ou 1074 Perda da Qualidade de Dependente • A perda da qualidade de dependente ocorre ao completar 21 anos de idade, para o filho, o irmão, o enteado ou o menor tutelado, ou nas seguintes hipóteses, se ocorridas anteriormente a essa idade: • d) concessão de emancipação, pelos pais, ou por um deles na falta do outro, por meio de instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença judicial, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos. 1075 Perda da Qualidade de Dependente • O menor de 21 anos no período de serviço militar não perde a qualidade de dependente. • O filho, o irmão, o enteado e o menor tutelado, desde que comprovada a dependência econômica dos três últimos, se inválidos ou se tiverem deficiência intelectual, mental ou grave, não perderão a qualidade de dependentes desde que a invalidez ou a deficiência intelectual, mental ou grave tenha ocorrido antes de completar 21 anos ou das hipóteses nas letras “a” a “d” acima (ex.: casamento). 1076 Beneficiários Perda da Qualidade de Dependente Cônjuge ou Companheiro Prof. Eduardo Tanaka Aula 104 1073 1074 1075 1076 270 1077 Perda da Qualidade de Dependente • O direito à percepção de cada cota individual cessará para cônjuge ou companheiro: • a) se inválido ou com deficiência, pela cessação da invalidez ou pelo afastamento da deficiência, respeitados os períodos mínimos decorrentes da aplicação das letras “b” e “c” a seguir. 1078 Perda da Qualidade de Dependente • O direito à percepção de cada cota individual cessará para cônjuge ou companheiro: • b) em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais ou se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 (dois) anos antes do óbito do segurado; 1079 Perda da Qualidade de Dependente • O direito à percepção de cada cota individual cessará para cônjuge ou companheiro: • c) transcorridos os seguintes períodos, estabelecidos de acordo com a idade do beneficiário na data de óbito do segurado, se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo menos 2 (dois) anos após o início do casamento ou da união estável: 1080 Perda da Qualidade de Dependente • O direito à percepção de cada cota individual cessará para cônjuge ou companheiro: • 1) 3 anos, com menos de 22 anos de idade; • 2) 6 anos, entre 22 e 27 anos de idade; • 3) 10 anos, entre 28 e 30 anos de idade; • 4) 15 anos, entre 31 e 41 anos de idade; • 5) 20 anos, entre 42 e 44 anos de idade; • 6) vitalícia, com 45 ou mais anos de idade. 1077 1078 1079 1080 271 1081 Perda da Qualidade de Dependente Tempo de duração Idade 3 anos Menor que 22 anos 6 anos 22 a 27 anos 10 anos 28 a 30 anos 15 anos 31 a 41 anos 20 anos 42 a 44 anos Vitalícia (por toda vida) 45 anos ou mais 1082 Perda da Qualidade de Dependente - Cônjuge e Companheiro(a)Prof. Eduardo Tanaka Aula 105 1083 Perda da Qualidade de Dependente • Acidente / Doença profissional ou do trabalho • Serão aplicados, conforme o caso, a regra contida na alínea “a” ou os prazos previstos na alínea “c”, ambas do inciso V do § 2o, se o óbito do segurado decorrer de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho, independentemente do recolhimento de 18 (dezoito) contribuições mensais ou da comprovação de 2 (dois) anos de casamento ou de união estável. • (art. 77, § 2o-A, da Lei no 8.213/1991) 1084 Perda da Qualidade de Dependente • Na hipótese de o segurado falecido estar, na data de seu falecimento, obrigado por determinação judicial a pagar alimentos temporários a ex-cônjuge, ex- companheiro ou ex-companheira, a pensão por morte será devida pelo prazo remanescente na data do óbito, caso não incida outra hipótese de cancelamento anterior do benefício. • (Conforme o § 3º, do art. 76, da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 13.846/19) 1081 1082 1083 1084 272 1085 Perda da Qualidade de Dependente • Simulação ou fraude • Perde o direito à pensão por morte o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou a formalização destes com o fim exclusivo de constituir benefício previdenciário, apuradas em processo judicial no qual será assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa. 1086 Perda da Qualidade de Dependente • Homicídio contra a pessoa do segurado • Perde o direito à pensão por morte o condenado criminalmente por sentença com trânsito em julgado, como autor, coautor ou partícipe de homicídio doloso, ou de tentativa desse crime, cometido contra a pessoa do segurado, ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis. 1087 Beneficiários Ação de Reconhecimento de Dependente Prof. Eduardo Tanaka Aula 106 1088 Ação de Reconhecimento de Dependente • Ajuizada a ação judicial para reconhecimento da condição de dependente, este poderá requerer a sua habilitação provisória ao benefício de pensão por morte, exclusivamente para fins de rateio dos valores com outros dependentes, vedado o pagamento da respectiva cota até o trânsito em julgado da respectiva ação, ressalvada a existência de decisão judicial em contrário. 1085 1086 1087 1088 273 1089 Ação de Reconhecimento de Dependente • Nas ações em que o INSS for parte, este poderá proceder de ofício à habilitação excepcional da referida pensão, apenas para efeitos de rateio, descontando-se os valores referentes a esta habilitação das demais cotas, vedado o pagamento da respectiva cota até o trânsito em julgado da respectiva ação, ressalvada a existência de decisão judicial em contrário. 1090 Ação de Reconhecimento de Dependente • Julgada improcedente a ação prevista nesses parágrafos anteriores, o valor retido será corrigido pelos índices legais de reajustamento e será pago de forma proporcional aos demais dependentes, de acordo com as suas cotas e o tempo de duração de seus benefícios. 1091 Ação de Reconhecimento de Dependente • Em qualquer caso, fica assegurada ao INSS a cobrança dos valores indevidamente pagos em função de nova habilitação. (Conforme §§ 3º ao 5º, do art. 74, da Lei 8.213/91, incluidos pela recente Lei 13.846/19) 1092 Súmula 336 do STJ • Deixemos registrado que a Súmula 336 do STJ, de 07.05.2007, diz: “A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido, comprovada a necessidade econômica superveniente”. 1089 1090 1091 1092 274 1093 QUESTÃO • (2019 - FCC – SPPrev – Analista) Além dos segurados, a lei prevê os dependentes como beneficiários da Previdência Social. Os dependentes do segurado são os enumerados nos incisos I a III do art. 16 da Lei n° 8.213/1991, definindo 3 classes (I a III). Nesse tema, • a) os dependentes da classe I são preferenciais, afastando em caso de concurso os da classe II e III. • b) a mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido, presumindo-se a necessidade econômica superveniente. • c) o parceiro homoafetivo é considerado dependente de segurado(a), pois se trata de relação capaz de criar a instituição familiar. Deverá, todavia, demonstrar a dependência econômica. • d) o benefício recebido por dependente preferencial (classe I), uma vez cessado, será transferido aos eventuais dependentes das classes inferiores (II e III). • e) para fins de pensão previdenciária, a dependência econômica dos genitores em relação aos filhos necessita ser exclusiva. 1094 Manutenção da Qualidade de Segurado (parte 1) Prof. Eduardo Tanaka Aula 107 1095 Manutenção da Qualidade de Segurado • Estudaremos neste tópico as situações em que uma pessoa filiada à previdência social mantém a sua qualidade de segurado, mesmo não efetuando o recolhimento de contribuições, bem como em quais circunstâncias dar-se-á a perda desta qualidade. 1096 Manutenção da Qualidade de Segurado • A lei prevê determinado lapso temporal em que o segurado mantém esta condição com cobertura plena, mesmo após a interrupção da atividade remunerada – é o conhecido período de graça. 1093 1094 1095 1096 275 1097 Manutenção da Qualidade de Segurado • O período de graça não conta para carência, nem como tempo de contribuição. • É mera extensão da rede protetiva por tempo maior, a fim de dar oportunidade ao trabalhador de obter nova atividade em certo tempo. 1098 Manutenção da Qualidade de Segurado • Durante o período de graça, o segurado conserva os seus direitos frente à previdência social, podendo solicitar benefícios, à exceção do salário-família. 1099 Manutenção da Qualidade de Segurado • 1ª situação: GOZO DE BENEFÍCIO • Sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício, exceto do auxílio-acidente. 1100 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS - atualizada) Ronaldo, afastado de suas atividades laborais, tem recebido auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença). Nessa situação, a condição de segurado de Ronaldo será mantida sem limite de prazo, enquanto estiver no gozo do benefício, independentemente de contribuição para a previdência social. 1097 1098 1099 1100 276 1101 Manutenção da Qualidade de Segurado • 2ª situação: DESEMPREGO, CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE, SUSPENSÃO OU LICENCIAMENTO SEM REMUNERAÇÃO. • II - até 12 meses após a cessação de benefício por incapacidade ou das contribuições, observado o disposto nos § 7º (ajuste de complementação) e § 8º e no art. 19- E; (art. 13, II, Decreto 3048/99) 1102 Manutenção da Qualidade de Segurado • O segurado que receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição somente manterá a qualidade de segurado se efetuar os ajustes de complementação, utilização e agrupamento. 1103 Manutenção da Qualidade de Segurado • 2ª situação: DESEMPREGO, CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE, SUSPENSÃO OU LICENCIAMENTO SEM REMUNERAÇÃO. • até 12 (doze) meses após a cessação das contribuições, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração (art. 15, II, Lei 8213/91) 1104 Manutenção da Qualidade de Segurado • 2ª situação: DESEMPREGO, CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE, SUSPENSÃO OU LICENCIAMENTO SEM REMUNERAÇÃO. • Tendo pago mais de cento e vinte contribuições mensais sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado, este prazo será dilatado para 24 meses. 1101 1102 1103 1104 277 1105 Manutenção da Qualidade de Segurado • 2ª situação: DESEMPREGO, CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE, SUSPENSÃO OU LICENCIAMENTO SEM REMUNERAÇÃO. • Estando o segurado em situação de desemprego, desde que comprovada essa situação pelo registro no órgão próprio do Ministériodo Trabalho e Emprego, se tiver mais de cento e vinte contribuições, o prazo de vinte e quatro meses será aumentado em mais doze meses, totalizando 36 meses. 1106 Manutenção da Qualidade de Segurado • 2ª situação: DESEMPREGO, CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE, SUSPENSÃO OU LICENCIAMENTO SEM REMUNERAÇÃO. • Entretanto, caso tenha menos de cento e vinte contribuições, o prazo inicial de doze meses será adicionado em mais doze meses, totalizando 24 meses. 1107 2ª situação: DESEMPREGO, CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE, SUSPENSÃO OU LICENCIAMENTO SEM REMUNERAÇÃO. Regra: 12 meses Menos 120 contribuições: 12 meses Mais 120 contribuições: 24 meses Desempregado: 36 mesesDesempregado: 24 meses 1108 Manutenção da Qualidade de Segurado • 2ª situação: DESEMPREGO, CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE, SUSPENSÃO OU LICENCIAMENTO SEM REMUNERAÇÃO. • Essa situação aplica-se, em sua totalidade, a um segurado que se desvincular de regime próprio de previdência social. • Por exemplo, um servidor ocupante de cargo efetivo que perde o seu emprego, seja por exoneração, seja por demissão. 1105 1106 1107 1108 278 1109 QUESTÃO • (FCC – Técnico do Seguro Social – INSS – 2012) Maria trabalhou de 02 de janeiro de 1990 até 02 de fevereiro de 2005 como empregada de uma empresa, desligando-se do emprego para montar um salão de beleza. • Apesar de ter passado à categoria de contribuinte individual, deixou de recolher contribuições para a Previdência Social durante dois anos, até fevereiro de 2007. Nessa situação, o período de graça de Maria é de 1110 QUESTÃO • a) 12 (doze) meses. • b) 24 (vinte e quatro) meses. • c) 36 (trinta e seis) meses. • d) 48 (quarenta e oito) meses. • e) 60 (sessenta) meses. 1111 Manutenção da Qualidade de Segurado (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Aula 108 1112 Manutenção da Qualidade de Segurado • 3ª situação: SEGREGAÇÃO COMPULSÓRIA • até 12 meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória. • Nota: Doença de segregação compulsória é o tipo de doença epidemiológica para qual a vigilância sanitária obriga o isolamento, a fim de evitar o contágio. 1109 1110 1111 1112 279 1113 Manutenção da Qualidade de Segurado • 4ª situação: DETENÇÃO • até 12 meses após o livramento, o segurado retido (detido) ou recluso. 1114 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS) Osvaldo cumpriu pena de reclusão devido à prática de crime de fraude contra a empresa em que trabalhava. No período em que esteve na empresa, Osvaldo era segurado da previdência social. Nessa situação, Osvaldo tem direito de continuar como segurado da previdência social por até dezoito meses após o seu livramento. 1115 Manutenção da Qualidade de Segurado • 5ª situação: FORÇAS ARMADAS • até 3 meses após o licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar. 1116 Manutenção da Qualidade de Segurado • 6ª situação: SEGURADO FACULTATIVO • até 6 meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. 1113 1114 1115 1116 280 1117 Manutenção da Qualidade de Segurado • 6ª situação: SEGURADO FACULTATIVO • Após a inscrição, o segurado facultativo somente poderá recolher contribuições em atraso, quando não tiver ocorrido perda da qualidade de segurado. 1118 QUESTÃO • (CESPE – Defensor Público Federal – DPU – 2015) Em regra, mantêm a qualidade de segurado por até doze meses, independentemente de contribuições, o segurado empregado, o avulso, o doméstico e o facultativo. 1119 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2008) Alzira, estudante, filiou-se facultativamente ao regime geral de previdência social, passando a contribuir regularmente. Em razão de dificuldades financeiras, Alzira deixou de efetuar esse recolhimento por oito meses. Nessa situação, Alzira não deixou de ser segurada, uma vez que a condição de segurado permanece por até doze meses após a cessação das contribuições. 1120 Perda da Qualidade de Segurado Prof. Eduardo Tanaka Aula 109 1117 1118 1119 1120 281 1121 PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO • A perda da qualidade de segurado importa em caducidade dos direitos inerentes a essa qualidade. • Entretanto, essa perda não prejudica o direito à aposentadoria, para cuja concessão tenham sido preenchidos todos os requisitos, segundo a legislação em vigor à época em que estes requisitos foram atendidos. 1122 PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO • Aposentadoria programada e especial: nesses casos, cumpridos os requisitos para a concessão dos benefícios, em nenhuma hipótese será considerada a perda da qualidade de segurado 1123 PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO • Não será concedida pensão por morte aos dependentes do segurado que falecer após a perda desta qualidade, salvo se preenchidos os requisitos para obtenção de aposentadoria. 1124 PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO • O reconhecimento da perda da qualidade de segurado ocorrerá no dia seguinte ao do vencimento da contribuição do contribuinte individual relativa ao mês imediatamente posterior ao término daqueles prazos. 1121 1122 1123 1124 282 1125 PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO • Assim, na prática, ocorre um acréscimo de 1 mês e 15 dias, conforme veremos no exemplo a seguir: • Pergunta-se: quando ocorre a perda da qualidade de segurado facultativo que parou de contribuir a partir do mês de janeiro? 1126 PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO • Primeiramente, vimos que esse segurado tem um período de graça de 6 meses. Assim, o mês do término do prazo é junho e, consequentemente, o mês posterior é julho. O vencimento da contribuição do contribuinte individual relativa a esse mês ocorre em 15 de agosto, podendo ser prorrogado para o dia útil imediatamente posterior, caso não haja expediente bancário no dia 15. Portanto, se até o dia 15 de agosto não houver pagamento de contribuição, no dia 16 de agosto ocorrerá a perda da qualidade de segurado. 1127 RESTABELECIMENTO DA QUALIDADE DE SEGURADO • Nem o RPS, nem a Lei 8.213/91 trazem qualquer referência direta a este tópico (Restabelecimento da Qualidade de Segurado). Entretanto, pode estar presente em alguns editais, dentre eles, do INSS. • Assim, a pessoa que perdeu a qualidade de segurado, tem restabelecida quando volta a obter sua filiação à previdência social. • Dessa forma, sugiro revisar o tópico “Filiação”. 1128 Períodos de Carência Prof. Eduardo Tanaka Aula 110 1125 1126 1127 1128 283 1129 PERÍODO DE CARÊNCIA • Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas as competências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu limite mínimo mensal. • (Art. 26 do RPS, alterado pelo Decreto 10.410/2020) 1130 PERÍODO DE CARÊNCIA • Para o segurado especial, considera-se período de carência o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, igual ao número de meses necessário à concessão do benefício requerido. 1131 PERÍODO DE CARÊNCIA • O período de carência varia, a depender do beneficio a ser requerido e, no caso do salário- maternidade, depende ainda do tipo de segurado, conforme veremos a seguir. 1132 PERÍODO DE CARÊNCIA • 12 contribuições mensais: • Auxílio por incapacidade temporária(comum) • Aposentadoria por incapacidade permanente (Comum) 1129 1130 1131 1132 284 1133 PERÍODO DE CARÊNCIA • 180 contribuições mensais: • Aposentadoria programada: • Aposentadoria por idade do trabalhador rural: • Aposentadoria especial: 1134 PERÍODO DE CARÊNCIA • 10 contribuições mensais: • Salário-maternidade para: • • contribuinte individual; • • segurada especial; • • facultativa. • Em caso de parto antecipado, o período de carência será reduzido em número de contribuições equivalente ao número de meses em que o parto foi antecipado.1135 PERÍODO DE CARÊNCIA • 24 contribuições mensais: • Auxílio-reclusão 1136 Benefícios que independem de carência: • pensão por morte; • auxilio-acidente; • salário-família; • salário-maternidade da segurada empregada, doméstica e trabalhadora avulsa; 1133 1134 1135 1136 285 1137 Benefícios que independem de carência: • auxílio por incapacidade temporária (acidentário); aposentadoria por incapacidade permanente (acidentária) • nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho e nos casos de segurado que, após filiar-se ao RGPS, seja acometido de alguma das doenças ou afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Economia, atualizada a cada três anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado. 1138 Os serviços independem de carência: • O art. 151 da Lei nº 8.213/91 traz as doenças que isentam os segurados de carência: • tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, esclerose múltipla, hepatopatia grave, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), síndrome da deficiência imunológica adquirida (aids) ou contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada. 1139 Benefícios que independem de carência: • aposentadoria por idade ou por incapacidade permanente, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-reclusão ou pensão por morte aos segurados especiais, desde que comprovem o exercício de atividade rural no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, ainda que de forma descontínua, igual ao número de meses correspondente à carência do benefício requerido. (Art. 30, IV, do RPS) 1140 Os serviços independem de carência: • reabilitação profissional; • serviço social. 1137 1138 1139 1140 286 1141 QUESTÃO • (CESPE – Defensor Público Federal – DPU - adaptado) Acerca da carência, dos períodos de graça e da condição de segurado, julgue o item a seguir. • O salário-maternidade pago à segurada empregada, à segurada doméstica e à segurada avulsa e o salário- família prescindem de carência. • 1142 QUESTÃO • (CESPE – Auditor Fiscal do Trabalho - atualizada) Para a concessão dos benefícios de aposentadoria por invalidez e auxílio por incapacidade temporária em decorrência de acidente do trabalho, a legislação de regência do RGPS dispensa o cumprimento do período de carência, dado que se trata de evento não programável. • 1143 QUESTÃO • (FCC – Auditor – TCM-RJ – atualizada) O período de carência visa a garantir o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema. Para os segurados que ingressaram no sistema após a vigência da Lei nº 8.213/1991, em relação aos benefícios de aposentadoria especial, aposentadoria por incapacidade permanente acidentária e salário-família, a carência, em número de contribuições mensais, será respectivamente de • a) 180, nenhuma, nenhuma. • b) 180, 12, nenhuma. • c) 120, 12, 10. • d) 120, nenhuma, 10. • e) 180, 120, 12. • 1144 Período de Carência Contagem Prof. Eduardo Tanaka Aula 111 1141 1142 1143 1144 287 1145 CARÊNCIA • A data inicial para a contagem do período de carência depende do tipo de segurado, conforme veremos a seguir: 1146 CARÊNCIA • Empregado, Empregado Doméstico e Trabalhador avulso: • Data de filiação ao Regime Geral de Previdência Social. 1147 CARÊNCIA • Contribuinte individual; facultativo e segurado especial (este, contribuindo como contribuinte individual ): • Da data do efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso, não sendo consideradas, para esse fim, as contribuições recolhidas com atraso, referentes a competências anteriores. 1148 CARÊNCIA • Segurado especial: • O período de carência é contado a partir do efetivo exercício da atividade rural, mediante comprovação. 1145 1146 1147 1148 288 1149 CARÊNCIA • O art. 24 da Lei no 8.213/1991 conceitua: “Período de carência é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências”. • Assim, a carência começa a contar sempre do primeiro dia do mês, independentemente do dia em que o segurado iniciou sua atividade. • Por exemplo, se um segurado começou a trabalhar no dia 1º ou no dia 30, o mês inteiro será contado para efeito de carência. 1150 QUESTÃO • (Técnico – INSS – 2005 – adaptada) Período de carência é o número de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício. O dia de início da contagem do período de carência é o(a): • a) primeiro dia do mês do efetivo pagamento ao Regime Geral de Previdência Social, para o trabalhador avulso; • b) primeiro dia do mês de filiação ao Regime Geral da Previdência Social, para todos os segurados, obrigatórios ou facultativos; • c) primeiro dia do mês em que se iniciou a execução de atividade remunerada, como segurado empregado, sendo presumida a contribuição; • d) data do efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso, para o trabalhador avulso; • e) data do efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso, para todos os segurados, obrigatórios ou facultativos. 1151 Carência: Presunção de Recolhimento e Regra da Metade Prof. Eduardo Tanaka Aula 112 1152 CARÊNCIA • Presunção de Recolhimento • Para efeito de carência, considera-se presumido o recolhimento das contribuições do segurado empregado, do trabalhador avulso e, relativamente ao contribuinte individual, a partir da competência abril de 2003, as contribuições dele descontadas pela empresa. 1149 1150 1151 1152 289 1153 CARÊNCIA • Presunção de Recolhimento • Para fins de carência, no caso de segurado empregado doméstico, considera-se presumido o recolhimento das contribuições dele descontadas pelo empregador doméstico, a partir da competência junho de 2015. • Assim, consequentemente, para o segurado empregado doméstico filiado ao RGPS nessa condição até 31 de maio de 2015, o período de carência será contado a partir da data do efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso. 1154 CARÊNCIA • PRESUNÇÃO DE RECOLHIMENTO • Isto significa dizer que, por exemplo, se a empresa que possui segurados empregados a seu serviço deixar de recolher as contribuições previdenciárias descontadas desses segurados, ainda assim eles terão seus direitos salvaguardados perante a previdência social e, dessa forma, gozarão dos benefícios previdenciários, bastando apenas comprovar o tempo de serviço. 1155 Perda da Qualidade de Segurado • Regra da metade ou 50% • Na hipótese de perda da qualidade de segurado, para fins da concessão dos benefícios de auxílio por incapacidade temporária, de aposentadoria por incapacidade permanente, de salário-maternidade e de auxílio-reclusão, as contribuições anteriores à perda somente serão computadas para fins de carência depois que o segurado contar, a partir da nova filiação ao RGPS, com metade do número de contribuições exigidas para o cumprimento do período de carência. 1156 Perda da Qualidade de Segurado • Regra da metade ou 50% • Por exemplo, o auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) não acidentário tem o período de carência de 12 contribuições mensais. • Se aquele que perdeu a qualidade de segurado, e que já tinha anteriormente 12 contribuições mensais, voltar à atividade como empregado, este deverá cumprir, no mínimo, mais 6 contribuições (1/2 de 12 contribuições) para que aquelas contribuições anteriores sejam computadas para efeito de carência do auxílio-doença. 1153 1154 1155 1156 290 1157 CARÊNCIA • O segurado oriundo de regime próprio de previdência social poderátrazer seu tempo de contribuição para o RGPS. Tal tempo será considerado para todos os efeitos, inclusive de carência. 1158 QUESTÃO • (UERR - 2018 - IPERON - RO – Auditor) Augusto contribuiu para a previdência por alguns anos e, posteriormente, perdeu a qualidade de segurado. Para que essa contribuição anterior seja contada para efeito de carência é necessário que, a partir da nova filiação, Augusto conte com, no mínimo: • a) 10 meses de contribuições consecutivas. • b) metade do número de contribuições exigidas para a carência do benefício requerido. • c) 14 meses de contribuições consecutivas ou intercaladas. • d) um terço do número de contribuições exigidas para a carência do benefício requerido. • e) três quartos do número de contribuições exigidas para a carência do benefício requerido. 1159 Salário-de-Benefício Regras Gerais Prof. Eduardo Tanaka Aula 113 1160 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • O valor básico utilizado para cálculo da renda mensal dos benefícios de prestação continuada, inclusive os regidos por normas especiais, exceto: • o salário-família; • a pensão por morte; • o salário-maternidade; • o auxílio reclusão; e • os demais benefícios da legislação especial. 1157 1158 1159 1160 291 1161 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • O valor do salário-de-benefício está sujeito a limites mínimo e máximo que são, respectivamente, o valor do salário-mínimo e o limite máximo do salário-de-contribuição. • Os benefícios salário-família e auxílio-acidente poderão ter valores inferiores ao salário- mínimo. 1162 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • Serão considerados para o cálculo do salário de benefício os ganhos habituais do segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais tenha incidido contribuição previdenciária, exceto o décimo terceiro salário. 1163 Fonte de Informações • O INSS utilizará, para fins de cálculo do salário de benefício, as informações constantes no Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS sobre as remunerações dos segurados. • O segurado tem o direito de obter informações, a respeito de sua pessoa, que constem nesse cadastro. 1164 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • A partir de 13 de novembro de 2019, para fins de aquisição e manutenção da qualidade de segurado, de carência, de tempo de contribuição e de cálculo do salário de benefício exigidos para o reconhecimento do direito aos benefícios do RGPS e para fins de contagem recíproca, somente serão consideradas as competências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição (art. 19-E do RPS). 1161 1162 1163 1164 292 1165 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • O salário de benefício consiste na média aritmética simples dos salários de contribuição, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela competência. 1166 Contribuições Valor do salário de contribuição (atualizado) 1 2.500 2 2.000 3 2.000 4 4.000 5 3.500 6 4.500 7 2.500 8 2.500 9 5.000 10 1.500 SOMA = 30.000 1167 Exemplo: • Para fazer esta média aritmética, basta pegar o resultado da soma, neste exemplo R$30.000,00 e dividir pelo número de contribuições, neste exemplo 10. • Dessa forma, a média aritmética será de R$3.000,00. Esse valor é considerado o salário de benefício, que servirá de base de cálculo para a renda mensal de benefício. 1168 QUESTÃO • (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – adaptada) Mário, segurado inscrito na previdência social desde 1972, requereu sua aposentadoria por tempo de contribuição. Nessa situação, a renda inicial da aposentadoria de Mário corresponderá à média aritmética simples dos salários de contribuição desde 1972. 1165 1166 1167 1168 293 1169 Salário de Benefício do Segurado Especial Prof. Eduardo Tanaka Aula 114 1170 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • O salário de benefício do segurado especial consiste no valor equivalente ao salário mínimo. 1171 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • O art. 39 da Lei no 8.213/1991, a seguir, regra os benefícios a que os segurados especiais fazem jus: • Para os segurados especiais, referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, fica garantida a concessão: 1172 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • O art. 39 da Lei no 8.213/1991 (para os segurados especiais): • I – de aposentadoria por idade ou por invalidez, de auxílio-doença, de auxílio-reclusão ou de pensão, no valor de 1 (um) salário mínimo, e de auxílio-acidente, conforme disposto no art. 86, desde que comprove o exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, no período, imediatamente anterior ao requerimento do benefício, igual ao número de meses correspondentes à carência do benefício requerido; ou 1169 1170 1171 1172 294 1173 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • O art. 39 da Lei no 8.213/1991 (para os segurados especiais): • Parágrafo único. Para a segurada especial fica garantida a concessão do salário-maternidade no valor de 1 (um) salário mínimo, desde que comprove o exercício atividade rural, ainda que de forma descontínua, nos 12 (doze) meses imediatamente anteriores ao do início do benefício. 1174 Comprovação atividade rural • Primeiramente, para comprovar o exercício da atividade rural, o segurado especial deverá estar inscrito na Previdência Social. • Consequentemente, sua atividade rural deve ser informada no Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS - mantido pelo Ministério da Economia. Sendo que, este Ministério poderá firmar acordo de cooperação com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e com outros órgãos da administração pública federal, estadual, distrital e municipal para a manutenção e a gestão do sistema de cadastro. 1175 Comprovação atividade rural • Esse sistema preverá a manutenção e a atualização anual do cadastro e conterá as informações necessárias à caracterização da condição de segurado especial. Sendo que, essa atualização anual deve ser feita até 30 de junho do ano subsequente e deve ser feita em no máximo 5 anos contado dessa data. • Porém, passado esse prazo, de até 30 de junho do ano subsequente, o segurado especial só poderá computar o período de trabalho rural se efetuado em época própria o recolhimento sobre a comercialização de sua produção. 1176 Comprovação atividade rural • Para fins de comprovação do exercício da atividade e da condição do segurado especial e do respectivo grupo familiar, o INSS utilizará as informações constantes do Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS. Sendo que, a comprovação da condição e do exercício da atividade rural do segurado especial ocorrerá exclusivamente pelas informações constantes nesse cadastro, a partir da data em que o Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS atingir a cobertura mínima de cinquenta por cento dos segurados especiais, apurada conforme quantitativo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD. 1173 1174 1175 1176 295 1177 Comprovação atividade rural • E para o período anterior, o segurado especial comprovará o tempo de exercício da atividade rural por meio de autodeclaração ratificada por entidades públicas credenciadas e por outros órgãos públicos, na forma prevista no Regulamento. • Além do mais, na hipótese de haver divergência de informações, para fins de reconhecimento de direito com vistas à concessão de benefício, o INSS poderá exigir a apresentação dos documentos referidos no art. 106, da Lei 8.213/91. 1178 Comprovação atividade rural • Lei 8213/91, Art. 106. A comprovação do exercício de atividade rural será feita, complementarmente à autodeclaração de que trata o § 2º e ao cadastro de que trata o § 1º, ambos do art. 38-B desta Lei, por meio de, entre outros: • I – contrato individual de trabalho ou Carteira de Trabalho e Previdência Social; • II – contrato de arrendamento, parceria ou comodatorural; • III – (Revogado pela Lei 13.846/2019); 1179 Comprovação atividade rural • IV – Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, de que trata o inciso II do caput do art. 2º da Lei nº 12.188, de 11 de janeiro de 2010, ou por documento que a substitua; (Redação dada pela Lei 13.846/2019) • V – bloco de notas do produtor rural; • VI – notas fiscais de entrada de mercadorias, de que trata o § 7o do art. 30 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, emitidas pela empresa adquirente da produção, com indicação do nome do segurado como vendedor; 1180 Comprovação atividade rural • VII – documentos fiscais relativos a entrega de produção rural à cooperativa agrícola, entreposto de pescado ou outros, com indicação do segurado como vendedor ou consignante; • VIII – comprovantes de recolhimento de contribuição à Previdência Social decorrentes da comercialização da produção; • IX – cópia da declaração de imposto de renda, com indicação de renda proveniente da comercialização de produção rural; ou • X – licença de ocupação ou permissão outorgada pelo Incra. 1177 1178 1179 1180 296 1181 Salário-de-Benefício Regras Específicas (parte 1) Prof. Eduardo Tanaka 1182 SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO • O art. 39 da Lei no 8.213/1991 (para os segurados especiais): • Parágrafo único. Para a segurada especial fica garantida a concessão do salário-maternidade no valor de 1 (um) salário mínimo, desde que comprove o exercício atividade rural, ainda que de forma descontínua, nos 12 (doze) meses imediatamente anteriores ao do início do benefício. 1183 PERÍODO DE CARÊNCIA Segurado Especial • Para o segurado especial, considera-se período de carência o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, igual ao número de meses necessário à concessão do benefício requerido. 1184 Salário-de-Benefício • Se, no período básico de cálculo, o segurado tiver recebido benefício por incapacidade, considerar-se-á como salário de contribuição, no período, o salário de benefício que serviu de base para o cálculo da renda mensal, reajustado nas mesmas épocas e nas mesmas bases dos benefícios em geral, não podendo ser inferior ao salário mínimo nem superior ao limite máximo do salário de contribuição. 1181 1182 1183 1184 297 1185 Salário-de-Benefício • Exceto para o salário-família e o auxílio- acidente, será pago o valor mínimo de benefício para as prestações que não precisam de carência, quando não houver salário de contribuição no período básico de cálculo. 1186 Salário-de-Benefício • Correção no cálculo. • Todos os salários de contribuição utilizados no cálculo do salário de benefício serão corrigidos, mês a mês, de acordo com a variação integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, referente ao período decorrido a partir da primeira competência do salário de contribuição que compõe o período básico de cálculo até o mês anterior ao do início do benefício, de modo a preservar o seu valor real. • (Art. 33 do Decreto 3.048/1999.) 1187 Salário-de-Benefício • Aposentadoria precedida de auxílio-acidente. • Para fins de apuração do salário de benefício de qualquer aposentadoria precedida de auxílio-acidente, o valor mensal deste será somado ao salário de contribuição antes da aplicação da correção referida no parágrafo anterior, não podendo o total apurado ser superior ao limite máximo do salário de contribuição. 1188 Salário-de-Benefício • Aposentadoria para aqueles que optarem por permanecer em atividade • Se mais vantajoso, fica assegurado o direito à aposentadoria, nas condições legalmente previstas na data do cumprimento de todos os requisitos ao segurado que tiver optado por permanecer em atividade. • Nesse caso, o valor inicial da aposentadoria, apurado conforme as regras vigentes na data em que todos os requisitos tiverem sido cumpridos, será comparado com o valor da aposentadoria calculada na data de entrada do requerimento, hipótese em que será mantido o benefício mais vantajoso e será considerada como data de início do benefício a data de entrada do requerimento. 1185 1186 1187 1188 298 1189 Salário-de-Benefício • Aposentadoria para aqueles que optarem por permanecer em atividade • Caso seja mais vantajoso considerar como período básico de cálculo os meses de contribuição imediatamente anteriores ao mês em que o segurado completou o tempo de contribuição, a renda mensal inicial será reajustada pelos índices de reajustamento aplicados aos benefícios, até a data da entrada do requerimento, não sendo devido qualquer pagamento relativamente ao período anterior a essa data. 1190 Salário-de-Benefício Regras Específicas (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Aula 116 1191 Salário-de-Benefício • Contribuinte individual e facultativo optantes pelo recolhimento trimestral • Para os segurados contribuinte individual e facultativo optantes pelo recolhimento trimestral, que tenham solicitado qualquer benefício previdenciário, o salário de benefício consistirá na média aritmética simples de todos os salários de contribuição integrantes da contribuição trimestral, desde que efetivamente recolhidos. 1192 Salário-de-Benefício • Comprovação de regularidade das deduções do contribuinte individual • Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviço a outro contribuinte individual equiparado à empresa ou a produtor rural pessoa física ou a missão diplomática e repartição consular de carreira estrangeiras, poderá deduzir, da sua contribuição mensal, 45% da contribuição patronal do contratante, efetivamente recolhida ou declarada, incidente sobre a remuneração que este lhe tenha pagado ou creditado, no respectivo mês, limitada a 9% do respectivo salário de contribuição. Assim, como estudamos em custeio, na prática, esse contribuinte individual recolherá 11% sobre seu salário de contribuição. 1189 1190 1191 1192 299 1193 Salário-de-Benefício • Comprovação de regularidade das deduções do contribuinte individual • Dessa forma, o contribuinte individual deverá comprovar a regularidade das deduções; caso contrário, terá glosado o valor indevidamente deduzido, devendo complementar as contribuições com os acréscimos legais devidos. • Sendo assim, enquanto as contribuições não forem completadas, o salário de contribuição será computado, para efeito de benefício, proporcionalmente à contribuição efetivamente recolhida. E caso resulte dessa aplicação da proporcionalidade um valor de salário de contribuição abaixo do salário mínimo, este não será considerado como tempo de contribuição, para fim de concessão do benefício previdenciário. 1194 Salário-de-Benefício • Comprovação de regularidade das deduções do contribuinte individual • Por exemplo, o contribuinte individual tem salário de contribuição de R$ 1.800,00 e sua contribuição devida é de (20%) R$ 360,00. Como prestou serviços exclusivamente a contribuinte individual equiparado à empresa ou a produtor rural pessoa física ou a missão diplomática e repartição consular de carreira estrangeiras, utilizou-se da dedução prevista em lei e recolheu somente (11%) R$ 198,00. (continua...) 1195 Salário-de-Benefício • Comprovação de regularidade das deduções do contribuinte individual • (...continuação) Se por algum motivo a dedução foi indevida, o INSS considerará, nesta competência, que o valor da base de cálculo utilizada foi de R$ 990,00. Isso porque, R$ 198,00 é 20% de R$ 990,00. E, ainda, como esse valor é um recolhimento inferior ao limite mínimo, essa competência não seria considerada como tempo de contribuição, até que ele complete, com o valor devido, para que seja considerado como salário de contribuição, referente ao valor mínimo. 1196 Salário-de-Benefício • Segurado oriundo de regime próprio de Previdência Social • No cálculo do salário de benefício serão considerados os salários de contribuição vertidospara regime próprio de Previdência Social de segurado oriundo desse regime, após a sua filiação ao Regime Geral de Previdência Social. 1193 1194 1195 1196 300 1197 Salário-de-Benefício • Atividades concomitantes • O salário de benefício do segurado que contribuir em razão de atividades concomitantes será calculado com base na soma dos salários de contribuição das atividades exercidas na data do requerimento ou do óbito ou no período básico de cálculo. • É o caso, por exemplo, de um analista de sistemas que trabalhe de dia em um banco e à noite dá aulas como professor de informática em uma escola. Sendo assim, a regra é simples, basta somar os salários de contribuição de cada competência, para se calcular o salário de benefício. • 1198 RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO Introdução Prof. Eduardo Tanaka Aula 117 1199 Renda Mensal de Benefício • Renda Mensal de Benefício refere-se ao valor real recebido pelos segurados em virtude dos benefícios. 1200 Renda Mensal de Benefício • A renda mensal do benefício de prestação continuada que substituir o salário-de- contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado está sujeita aos seguintes limites: • Limite mínimo = Salário Mínimo • Limite máximo = Limite máximo do salário-de- contribuição. 1197 1198 1199 1200 301 1201 Renda Mensal de Benefício • O auxílio-acidente e o salário-família não são substitutos de rendimento do trabalho do segurado, podendo, portanto, ser inferiores ao salário mínimo. 1202 Renda Mensal de Benefício • O valor da aposentadoria por incapacidade permanente que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25%, podendo superar o limite máximo do salário-de-contribuição. 1203 Renda Mensal de Benefício • O valor do salário-maternidade da segurada empregada/avulsa não obedece ao limite máximo do salário-de-contribuição. Entretanto, o art. 248 da nossa Carta Magna impõe que os benefícios pagos, a qualquer título, pelo órgão responsável pelo Regime Geral de Previdência Social, ainda que à conta do Tesouro Nacional, e os não-sujeitos ao limite máximo de valor fixado para os benefícios concedidos por esse regime observarão os limites fixados no art. 37, XI (subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do STF). 1204 Renda Mensal de Benefício • Os benefícios por totalização, concedidos com base em acordos internacionais da previdência social, podem ter valor inferior ao do salário mínimo. 1201 1202 1203 1204 302 1205 Renda Mensal de Benefício • Lei 8213/91, Art. 34. No cálculo do valor da Renda Mensal de Benefício serão computados: • I – para o segurado empregado, o empregado doméstico e o trabalhador avulso, os salários de contribuição referentes aos meses de contribuições devidas, ainda que não recolhidas pela empresa ou pelo empregador doméstico, sem prejuízo da respectiva cobrança e da aplicação das penalidades cabíveis; (presunção de desconto). 1206 Renda Mensal de Benefício • Ao segurado empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso que tenham cumprido todas as condições para a concessão do benefício pleiteado, mas não possam comprovar o valor de seus salários de contribuição no período básico de cálculo, será concedido o benefício de valor mínimo, devendo essa renda ser recalculada quando da apresentação de prova dos salários de contribuição. 1207 Renda Mensal de Benefício • Nesse caso, a renda mensal inicial recalculada deve ser reajustada como a dos benefícios correspondentes com igual data de início e substituirá, a partir da data do requerimento de revisão do valor do benefício, a renda mensal que prevalecia até então. 1208 Renda Mensal de Benefício • Lei 8213/91, Art. 34. No cálculo do valor da Renda Mensal de Benefício serão computados: • II – para o segurado empregado, inclusive o doméstico, o trabalhador avulso e o segurado especial, o valor mensal do auxílio-acidente, considerado como salário de contribuição para fins de concessão de qualquer aposentadoria; 1205 1206 1207 1208 303 1209 Renda Mensal de Benefício • Para o segurado especial que não contribui facultativamente, soma-se ao valor da aposentadoria a renda mensal do auxílio-acidente vigente na data de início da referida aposentadoria, não sendo, neste caso, aplicada a limitação de um salário mínimo. 1210 Renda Mensal de Benefício • Lei 8213/91, Art. 34. No cálculo do valor da Renda Mensal de Benefício serão computados: • • III – para os demais segurados, os salários de contribuição referentes aos meses de contribuições efetivamente recolhidas. 1211 Renda Mensal de Benefício • A renda mensal inicial da aposentadoria por incapacidade permanente concedida por transformação de auxílio-doença será de 100% do salário de benefício que serviu de base para o cálculo da renda mensal inicial do auxílio-doença, reajustado pelos mesmos índices de correção dos benefícios em geral. 1212 Renda Mensal do Benefício Percentuais (parte 1) Prof. Eduardo Tanaka Aula 118 1209 1210 1211 1212 304 1213 CÁLCULO DA RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO • Auxílio por incapacidade temporária: • 91% do salário-de-benefício • O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários de contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de 12, a média aritmética simples dos salários de contribuição existentes. 1214 CÁLCULO DA RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO • Auxílio por incapacidade temporária: • 91% do salário-de-benefício • Após a cessação do auxílio por incapacidade temporária decorrente de acidente de qualquer natureza ou causa, independentemente de o segurado ter retornado ou não ao trabalho, se houver agravamento ou sequela que resulte na reabertura do benefício, a renda mensal será igual a 91% do valor do salário de benefício do auxílio por incapacidade temporária cessado, corrigido até o mês anterior ao da reabertura do benefício pelos mesmos índices de correção empregados no cálculo dos benefícios em geral. 1215 CÁLCULO DA RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO • Aposentadoria por incapacidade permanente (acidentária): • 100% do salário-de-benefício 1216 CÁLCULO DA RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO • Aposentadoria programada e • Aposentadoria por incapacidade permanente (não acidentária): • 60% do salário de benefício, mais 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição, se homem, e 15 anos de contribuição, se mulher. 1213 1214 1215 1216 305 1217 CÁLCULO DA RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO • Aposentadoria especial: • 60% do salário de benefício, mais 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição, se homem, e 15 anos de contribuição, se mulher ou segurado com direito a aposentadoria especial aos 15 anos de contribuição. 1218 QUESTÃO • (FCC – Analista Judiciário – TRT 2ª Região – adaptado) A renda mensal inicial do auxílio por incapacidade temporária, no regime geral, consistirá num percentual, aplicado sobre o salário de benefício do segurado, correspondente a • a) 80%. • b) 50%. • c) 100%, menos o valor da alíquota cabível de contribuição previdenciária. • d) 91%. • e) 60% do salário de benefício, mais 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição. 1219 Renda Mensal de Benefício Percentuais (parte 2) Prof. Eduardo Tanaka Aula 119 1220 CÁLCULO DA RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO • Aposentadoria por idade do trabalhador rural: • 70% do salário de benefício, com acréscimo de 1% para cada ano de contribuição 1217 1218 1219 1220 306 1221 CÁLCULO DA RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO • Auxílio-acidente: • 50% do salário-de-benefício que deu origem ao auxílio por incapacidade temporária do segurado, corrigido até o mês anterior ao do início do auxílio- acidente e será devido até a véspera de início de qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do segurado. 1222 CÁLCULO DA RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO • Pensão