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Prévia do material em texto

Indaial – 2021
Desenho De MoDa
Profª. Lais Estefani Hornburg
1a Edição
Copyright © UNIASSELVI 2021
Elaboração:
Profª. Lais Estefani Hornburg
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
H814d
 Hornburg, Lais Estefani
 Desenho de moda. / Lais Estefani Hornburg. – Indaial: UNIASSELVI, 
2021.
 286 p.; il.
 ISBN 978-65-5663-522-4
 ISBN Digital 978-65-5663-523-1
 1. Croqui. – Brasil. 2. Desenho de moda. – Brasil. II. Centro 
Universitário Leonardo da Vinci.
CDD 746.92
apresentação
Caro acadêmico, seja bem-vindo ao Livro Didático da disciplina de 
Desenho de Moda, ao final dos seus estudos espera-se que você domine as 
técnicas de representação de desenhos de ilustrações de moda feminina, 
masculina e infantil.
Na Unidade 1, abordaremos a evolução da representação da figura 
humana ao longo da história, as diferenças nas medidas de um croqui real 
para um croqui de moda, os materiais utilizados para fazê-los e como fazer o 
desenho de rosto e de corpo de uma figura de moda feminina.
Em seguida, na Unidade 2, estudaremos sobre o desenho de ilustração 
de moda masculina, infantil e adolescente, considerando o corpo, as feições e 
as poses indicadas em diferentes idades.
Por fim, na Unidade 3, aprenderemos sobre os desenhos de trajes 
e roupas femininas, masculinas e infantis. Além do caimento de tecidos, 
as representações de estampas, texturas, padrões, técnicas de pintura e 
acabamento.
Bons estudos!
Profª. Lais Estefani Hornburg
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto 
para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há 
novidades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova 
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também 
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela 
um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro 
que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você 
terá contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complemen-
tares, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
LEMBRETE
suMário
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA ..................... 1
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA .................... 3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3
2 A EVOLUÇÃO DA REPRESENTAÇÃO DA FIGURA HUMANA ............................................ 3
2.1 O DESENHO NA PRÉ-HISTÓRIA ............................................................................................... 4
2.2 O DESENHO EGÍPCIO .................................................................................................................. 4
2.3 A REPRESENTAÇÃO NA IDADE ANTIGA E MORDERNA ................................................. 5
2.4 O HOMEM VITRUVIANO............................................................................................................ 7
3 A REPRESENTAÇÃO DA FIGURA HUMANA EM CÂNONES ............................................... 8
3.1 AS PROPORÇÕES DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA ....................................................... 11
3.2 A ESQUEMATIZAÇÃO DA FIGURA DE MODA ................................................................... 14
4 OS MATERIAIS UTILIZADOS NO DESENHO DE MODA ................................................... 17
4.1 TIPOS DE PAPEL .......................................................................................................................... 17
4.2 GRAFITES/LÁPIS ........................................................................................................................ 19
4.2.1 Borrachas .............................................................................................................................. 20
 4.3 LÁPIS DE COR .............................................................................................................................. 20
4.4 TINTA AQUARELA, GUACHE E ACRÍLICA ......................................................................... 22
4.4.1 Pincéis .................................................................................................................................... 23
4.5 NANQUIM .................................................................................................................................... 24
4.6 MARCADORES ............................................................................................................................ 25
4.7 GIZ PASTEL SECO ....................................................................................................................... 26
4.8 GIZ PASTEL OLEOSO ................................................................................................................. 26
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 28
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 29
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA 
 FEMININA .................................................................................................................... 31
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 31
2 DESENHANDO OS ELEMENTOS DO ROSTO FEMININO .................................................. 31
2.1 O DESENHO DOS OLHOS E SOBRANCELHAS ................................................................... 32
2.2 O DESENHO DE BOCAS ............................................................................................................ 35
2.3 O DESENHO DO NARIZ ............................................................................................................ 39
 2.4 O DESENHO DE DIFERENTES TIPOS DE CABELOS ........................................................... 41
3 O DESENHO FRONTAL DA CABEÇA FEMININA .................................................................. 45
3.1 OS DIFERENTES TIPOS/FORMAS DOS ROSTOS .................................................................. 48
4 O DESENHO EM ¾ DA CABEÇA FEMININA ...........................................................................49
5 O DESENHO EM PERFIL DA CABEÇA FEMININA ................................................................ 52
RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 55
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 56
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA .......... 59
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 59
2 DESENHANDO AS FORMAS BÁSICAS DA FIGURA HUMANA ....................................... 59
2.1 DESENHANDO PÉS .................................................................................................................... 59
2.1.1 Desenhando os pés com calçado ....................................................................................... 63
2.2 DESENHANDO PERNAS .......................................................................................................... 64
2.3 DESENHANDO MÃOS .............................................................................................................. 66
2.4 DESENHANDO BRAÇOS ........................................................................................................... 69
2.5 DESENHANDO A DEFINIÇÃO DO TRONCO FEMININO ................................................ 71
3 DESENHANDO O CROQUI DE MODA FEMININA COMPLETO ...................................... 74
3.1 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO FRONTAL ........................................................ 74
3.2 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO EM “S” .............................................................. 77
3.3 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO DE COSTAS ..................................................... 78
3.4 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO ¾ ....................................................................... 80
3.5 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO PERFIL.............................................................. 83
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 86
RESUMO DO TÓPICO 3..................................................................................................................... 92
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 93
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................... 95
UNIDADE 2 —DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL ......... 97
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA ................................................................... 99
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 99
2 AS DIFERENÇAS DO CROQUI DE MODA MASCULINA .................................................... 99
2.1 AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS DO CROQUI FEMININO E MASCULINO ...................... 99
2.2 AS FORMAS BÁSICAS DO CORPO MASCULINO E SUA MUSCULATURA ................ 101
2.2.1 O desenho das mãos e braços masculinos ..................................................................... 103
2.2.2 O desenho de pernas e pés masculinos .......................................................................... 106
3 DESENHANDO O CROQUI MASCULINO .............................................................................. 108
3.1 O CROQUI MASCULINO EM DIFERENTES POSIÇÕES.................................................... 111
4 DESENHANDO A CABEÇA DO CROQUI MASCULINO .................................................. 115
4.1 O MAPA FACIAL E PROPORÇÕES DO ROSTO FRONTAL NO CROQUI 
 MASCULINO .............................................................................................................................. 115
4.2 COMO DESENHAR A VISTA ¾ DO ROSTO MASCULINO .............................................. 117
4.3 COMO DESENHAR A VISTA PERFIL DO ROSTO MASCULINO .................................... 119
4.4 CONFERINDO ATITUDE AO ROSTO MASCULINO ......................................................... 120
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 125
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 126
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL ....................................................................... 129
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 129
2 COMO DESENHAR CRIANÇAS DE DIFERENTES IDADES .............................................. 129
2.1 DESENHANDO OS ELEMENTOS DO CORPO DE CRIANÇAS ....................................... 130
2.2 DESENHANDO BEBÊS ............................................................................................................. 135
2.3 DESENHANDO CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOS DE IDADE .................................................. 137
2.4 DESENHANDO CRIANÇAS DE 4 A 6 ANOS DE IDADE .................................................. 139
2.5 DESENHANDO CRIANÇAS DE 7 A 10 ANOS DE IDADE ................................................ 141
3 DESENHANDO A CABEÇA DO CROQUI INFANTIL ........................................................ 142
3.1 O MAPA DO ROSTO INFANTIL E SUAS PROPORÇÕES .................................................. 143
3.2 DESENHANDO A CABEÇA INFANTIL NA POSIÇÃO FRONTAL, PERFIL E ¾ ......... 146
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 149
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 150
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE ............................................................. 153
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 153
2 DESENHANDO CROQUIS DE MODA PRÉ-ADOLESCENTES .......................................... 153
2.1 DESENHANDO O CROQUI DE MODA PRÉ-ADOLESCENTE FEMININO .................. 154
2.2 DESENHANDO O CROQUI DE MODA PRÉ-ADOLESCENTE MASCULINO .............. 155
2.3 COMPARANDO O PRÉ-ADOLESCENTE MASCULINO E FEMININO .......................... 158
3 DESENHANDO CROQUIS DE MODA ADOLESCENTES ................................................... 159
3.1 DESENHANDO O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE FEMININO ........................... 159
3.2 DESENHANDO O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE MASCULINO ....................... 161
4 POSES E EXEMPLOS DE CROQUIS DE MODA ADOLESCENTES .................................. 163
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 166
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 172
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 173
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 175
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E 
 ESTAMPAS ............................................................................................................. 177
TÓPICO 1 —TRAJES E DETALHES DOS TRAJES ..................................................................... 179
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................179
2 PANEJAMENTO .............................................................................................................................. 179
3 DESENHANDO ROUPAS FEMININAS .................................................................................... 182
3.1 DESENHANDO SAIAS E SEUS CAIMENTOS...................................................................... 182
3.2 DESENHANDO SHORTS E CALÇAS .................................................................................... 188
3.3 DESENHANDO BLUSAS, DECOTES E GOLAS ................................................................... 191
3.4 DESENHANDO JAQUETAS, BLAZERS E SOBRETUDOS ................................................. 196
3.5 DESENHANDO VESTIDOS CURTOS .................................................................................... 200
3.6 DESENHANDO VESTIDOS LONGOS ................................................................................... 203
3.7 DESENHANDO ACESSÓRIOS FEMININOS ........................................................................ 206
3.7.1 Desenhando cintos............................................................................................................. 206
3.7.2 Desenhando bolsas ............................................................................................................ 208
3.7.3 Desenhando joias ............................................................................................................... 210
3.7.4 Desenhando chapéus ........................................................................................................ 212
4 DESENHANDO ROUPAS MASCULINAS ................................................................................ 214
4.1 DESENHANDO CALÇAS MASCULINAS ............................................................................ 214
4.2 DESENHANDO CAMISAS E JAQUETAS MASCULINAS ................................................. 216
4.3 DESENHANDO TERNOS E BLAZERS ................................................................................... 220
4.4 DESENHANDO ACESSÓRIOS MASCULINOS .................................................................... 223
4.4.1 Desenhando lenços e gravatas ......................................................................................... 223
4.4.2 Desenhando óculos de sol ................................................................................................ 224
4.4.3 Desenhando chapéus e bonés .......................................................................................... 226
5 DESENHAHANDO ROUPAS INFANTIS .................................................................................. 228
5.1 DESENHANDO DETALHES DOS TRAJES INFANTIS ....................................................... 229
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 235
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 236
TÓPICO 2 —DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES ........................................................... 239
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 239
2 TIPOS DE DESENHO DE ESTAMPA ......................................................................................... 239
2.1 ESTAMPA LOCALIZADA ....................................................................................................... 239
2.2 ESTAMPA CORRIDA ................................................................................................................ 240
3 DESENHOS DE ESTAMPAS ......................................................................................................... 242
3.1 REPRESENTANDO LISTRAS E XADREZES ......................................................................... 243
3.2 REPRESENTANDO ESTAMPAS FLORAIS ............................................................................ 245
3.3 REPRESENTANDO ESTAMPA ANIMAL PRINT ................................................................. 246
3.4 REPRESENTANDO ESTAMPA CAMUFLADA E GEOMÉTRICA ..................................... 247
4 TÉCNICAS DE PINTURA ............................................................................................................. 249
4.1 PINTURA COM LÁPIS DE COR .............................................................................................. 249
4.2 PINTURA COM MARCADOR ................................................................................................. 254
4.3 PINTURA COM AQUARELA .................................................................................................. 255
4.4 PINTURA COM GUACHE ....................................................................................................... 258
4.5 PINTURA COM GIZ PASTEL .................................................................................................. 260
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 263
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 264
TÓPICO 3 — REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA .......................... 267
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 267
2 DESENHANDO TRICÔS E LÃS .................................................................................................. 267
2.1 DESENHANDO TRICÔS .......................................................................................................... 267
2.2 DESENHANDO LÃS ................................................................................................................. 269
3 REPRESENTANDO TECIDOS TRANSPARENTES .............................................................. 271
3.1 DESENHANDO RENDAS ........................................................................................................ 272
3.2 DESENHANDO TULE .............................................................................................................. 273
4 REPRESENTANDO PELES E OUTROS TECIDOS TEXTURIZADOS .............................. 275
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 278
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 283
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 284
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 286
1
UNIDADE 1 — 
A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE 
MODA FEMININA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
 A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
•	compreender	a	evolução	do	desenho	da	figura	humana	a	partir	da	história;
•		identificar	as	características	dos	materiais	utilizados	para	a	realização	de	
desenhos	de	moda;
•	entender	os	procedimentos	e	proporções	para	desenhar	o	rosto	de	uma	
ilustração	de	moda;
•		aprender	o	passo	a	passo	para	desenhar	o	croqui	de	moda	completo	nas	
posições	frontal,	em	“S”,	de	costas,	¾	e	perfil.
	 Esta	unidade	está	dividida	em	três	tópicos.	No	decorrer	da	unidade,	
você	 encontrará	 autoatividades	 com	 o	 objetivo	 de	 reforçar	 o	 conteúdo	
apresentado.
TÓPICO	1	–		A	 HISTÓRIA	 E	 OS	 MATERIAIS	 PARA	 O	 DESENHO	 DE	
MODA
TÓPICO	2	–	 DESENHANDO	 A	 CABEÇA	 DE	 UMA	 ILUSTRAÇÃO	 DE	
MODA	FEMININA
TÓPICO	3	–		DESENHANDO	 O	 CORPO	 DE	 UM	 CROQUI	 DE	 MODA	
FEMININA
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilitea concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
2
3
TÓPICO 1 — 
UNIDADE 1
A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O 
DESENHO DE MODA
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico,	 no	 Tópico	 1,	 abordaremos	 uma	 breve	 visão	 da	 história	
do	 desenho	 do	 corpo	 humano	 e	 como	 ele	 foi	 evoluindo	 com	 o	 decorrer	 dos	
acontecimentos,	iniciando	na	Pré-História,	em	que	se	desenhava	apenas	esboços	
estilizados.
Você	perceberá	que,	com	a	evolução	da	humanidade,	os	desenhos	também	
foram	evoluindo,	 como	no	Egito,	 cujas	 ilustrações	 representavam	seus	deuses,	
mas	que	ainda	não	traziam	a	proporção	correta	do	corpo.
Depois	de	vermos	as	ilustrações	do	Egito,	estudaremos	a	Idade	Antiga	e	
a	Moderna,	começaremos	vendo	a	preocupação	em	desenhar	o	mais	próximo	de	
realidade.	Para	finalizarmos	esse	tópico,	estudaremos	o	Homem	Vitruviano,	por	
Leonardo	da	Vinci,	em	que	se	começou	a	desenhar	o	corpo	humano	a	partir	de	
medidas	comparativas.
Na	sequência,	apresentaremos	as	diferenças	de	medidas	de	um	corpo	real	
para	uma	ilustração	de	moda,	em	que	geralmente	é	mais	comprido	e	esguio	para	
a	representação	com	mais	detalhes	nas	peças	de	roupas	e	o	caimento	dos	tecidos.
Você	estudará	sobre	as	diferentes	maneiras	de	iniciar	um	croqui	a	partir	
do	desenho	de	 linhas	e	 formas	geométricas,	que	 facilita	o	processo	criativo	de	
criar	poses	a	partir	das	articulações	do	corpo	humano.
Por	 último,	 serão	 mostrados	 materiais	 que	 podem	 ser	 utilizados	 para	
desenhar	 e	 pintar	 as	 ilustrações	 de	 moda,	 bem	 como	 suas	 características	 e	
finalidades.
2 A EVOLUÇÃO DA REPRESENTAÇÃO DA FIGURA HUMANA
Antes	 do	 desenho	 se	 tornar	 como	 ele	 é	 hoje,	 houve	 uma	 série	 de	
aprendizados	 que	 foram	 sendo	 adquiridos	 ao	 longo	 dos	 anos,	 por	 isso,	 neste	
momento,	estudaremos	a	história	da	ilustração	do	corpo	humano.	
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
4
2.1 O DESENHO NA PRÉ-HISTÓRIA
Os	desenhos	da	figura	humana	são	mais	antigos	do	que	imaginamos,	as	
primeiras	 aparições	datam	da	Pré-História,	 o	 que	 significa	que	o	homem	 teve	
uma	longa	trajetória	de	aprendizado	com	os	desenhos.
O	 homem	 primitivo	 desenhava	 o	 corpo	 humano	 como	 uma	 forma	 de	
registrar	 a	 sua	 presença	 no	 tempo	 e	 seus	 traços	 eram	 estilizados.	No	 Período	
Paleolítico,	a	representação	do	corpo	era	parecida	com	o	que	chamamos	hoje	de	
desenho	João	palito	(KONELL;	ODORIZZ;	KREISCH,	2016).	A	Figura	1	mostra	
um	exemplo	de	como	o	ser	humano	era	retratado	na	Pré-História,	observe	que	os	
traços	não	tinham	muita	definição	e	apenas	conseguimos	identificar	que	possui	
braços,	pernas,	cabeça	e	tronco.
FIGURA 1 – O DESENHO NA PRÉ-HISTÓRIA
FONTE: <https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/prehistoric-art-wall-painting-neolithic-
-cave-1017191893>. Acesso em: 23 mar. 2021.
Na	 Pré-História,	 o	 homem	desenhou	 os	 animais	 de	 forma	muito	mais	
realística	do	que	a	figura	humana,	possivelmente,	pelos	animais	 estarem	mais	
associados	à	sobrevivência.	Já	na	Era	Neolítica,	a	representação	da	figura	humana	
estava	associada	a	rituais	e	crenças,	por	isso	possuíam	mais	detalhes,	mas	eram	
distorcidas	da	realidade	(KONELL;	ODORIZZ;	KREISCH,	2016).
2.2 O DESENHO EGÍPCIO
Com	a	evolução	da	existência	humana,	começou-se	a	acreditar	em	religião,	
espiritualidade,	deuses	etc.	Logo	a	figura	humana	começou	a	ser	representada	
pela	 sociedade	 egípcia	 como	 deuses	 imortais	 que	 simbolizavam	 a	 eternidade	
(KONELL;	ODORIZZ;	KREISCH,	2016).
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
5
Essas	representações	da	figura	humana	eram	realizadas	simetricamente,	
com	riqueza	de	detalhes,	como	joias	e	adornos,	as	formas	eram	estáticas,	rígidas	
e	 formais,	 aplicando-se	 a	 lei	 da	 frontalidade,	 basta	 observar	 que	 as	 pernas	 e	
pés	nunca	estão	de	 frente	nos	desenhos	como	na	Figura	2	a	 seguir	 (KONELL;	
ODORIZZ;	KREISCH,	2016).
FIGURA 2 – O DESENHO DA FIGURA HUMANA NO EGITO
FONTE: <https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/temple-kom-ombo-agricultural-town-
-egypt-1650121924>. Acesso em: 23 mar. 2021.
É importante observar que essa forma de representação não é realística, pois 
o corpo humano não consegue ficar nessa posição, veja você mesmo testando fazer essa 
mesma pose da Figura 2 na frente do espelho.
INTERESSA
NTE
2.3 A REPRESENTAÇÃO NA IDADE ANTIGA E MORDERNA
Na	Idade	Antiga,	nos	povos	gregos	e	romanos,	que	são	tidos	como	os	mais	
evoluídos	comparados	a	outras	culturas,	o	homem	e	a	mulher	foram	representados	
como	deuses,	principalmente	 em	esculturas	 e	 cerâmicas,	 as	 formas	 eram	mais	
realísticas,	 de	 acordo	 com	 o	 corpo	 humano	 (KONELL;	 ODORIZZ;	 KREISCH,	
2016).	A	figura	3	mostra	um	jarro	da	Idade	Antiga	que	mostra	a	representação	de	
homens	e	mulheres	interagindo,	com	a	inserção	de	objetos	e	acessórios.
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
6
FIGURA 3 – A REPRESENTAÇÃO DA FIGURA HUMANA POR GREGOS E ROMANOS
FONTE: Konell, Odorizz e Kreisch (2016, p. 8)
Perceba	que	a	forma	humana	passa	a	ser	representada	tridimensionalmente,	
ganha	 movimentos	 onde	 são	 inseridos	 músculos	 e	 detalhes	 minuciosos	 da	
realidade	(KONELL;	ODORIZZ;	KREISCH,	2016).
Já	na	Idade	Moderna,	as	ilustrações	começaram	a	apresentar	personalidade,	
com	expressiva	percepção	do	claro	e	escuro	que	é	o	oposto	do	que	vimos	na	arte	
primitiva	 (KONELL;	ODORIZZ;	KREISCH,	2016).	A	Figura	4	mostra	uma	das	
obras	de	Michelangelo	para	exemplificar	essa	técnica.
FIGURA 4 – O DESENHO DA FIGURA HUMANA NA IDADE MODERNA
FONTE: <https://bit.ly/3vTiZAp>. Acesso em: 24 mar. 2021.
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
7
Nota-se	que	a	figura	humana	é	um	fator	importante	da	história,	ora	ela	é	
uma	representação	estilizada	ou	representa	deuses,	ora	é	o	retrato	da	realidade	
humana,	bem	como	os	seus	comportamentos,	a	partir	das	poses	e	gestos	utilizados	
nas	obras	(KONELL;	ODORIZZ;	KREISCH,	2016).
2.4 O HOMEM VITRUVIANO
Com	o	passar	do	tempo,	o	homem	começou	a	observar	mais	as	diferenças	
dos	corpos	humanos	e,	a	partir	do	ano	de	1480,	começaram-se	pesquisas	sobre	suas	
proporções,	para	compreender	a	forma,	o	volume,	a	estrutura	e	os	movimentos	
que	o	corpo	exerce.
Leonardo	 da	 Vinci	 (1452-1519)	 foi	 um	 artista	 renascentista	 que	 iniciou	
um	destes	estudos	sobre	a	anatomia	e	fisiologia	do	corpo	humano,	porém	seu	
livro	 intitulado	Da figura humana	 nunca	 foi	 concluído.	 Em	 suas	 pesquisas,	 o	
artista	comparou	seus	dados	sobre	as	medidas	do	corpo	humano	com	a	 teoria	
da	antiguidade	chamada	o	Homem de Vitrúvio,	que	dizia	que	um	homem	com	as	
pernas	e	os	braços	abertos	caberia	dentro	de	um	quadrado	e	um	círculo	perfeito	
e	o	umbigo	corresponderia	ao	centro	do	corpo	humano,	que	você	pode	observar	
na	Figura	5	a	seguir.
FIGURA 5 – O HOMEM VITRÚVIO DE LEONARDO DA VINCI
FONTE: <https://santhatela.com.br/wp-content/uploads/2018/02/da-vinci-homem-vitruviano-d.
jpg>. Acesso em: 24 mar. 2021.
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
8
Da	Vinci	é	considerado	até	hoje	o	renascentista	que	mais	se	dedicou	ao	
estudo	das	proporções	do	corpo	humano	e	por	isso	é	um	clássico	da	literatura	na	
área.	A	partir	dos	estudos	de	Da	Vinci,	os	desenhos	começaram	a	seguir	cânones	
com	medições	e	proporções	mais	assertivas	do	que	anteriormente.
3 A REPRESENTAÇÃO DA FIGURA HUMANA EM CÂNONES
De	 acordo	 com	 Bryant	 (2012),	 os	 gregos	 antigos	 tinham	 por	 beleza	
o	 desenho	 nas	 proporções	 corretas,	 devido	 a	 isso,	 a	 figura	 clássica	 usava	 a	
cabeça	 como	unidade	de	medida	para	determinar	os	pontos	de	 referências	de	
determinadas	partes	do	corpo,	a	figura	clássica	ideal	apresenta	oito	cabeças,	como	
no	exemplo	da	Figura	6	a	seguir.
FIGURA 6 – EXEMPLO DE UNIDADE DE MEDIDA EM CABEÇAS
FONTE: Machado e Flores (2013, p. 269)
O	cânone	clássico	vem	do	greco-romano,	que	se	constrói	a	partir	de	oito	
módulos	(cabeças)	de	altura	por	dois	de	largura.	Esse	sistema	de	módulos	ajuda	
a	 entender	 a	 anatomia	 do	 corpo	 e	 facilita	 a	 representaçãoda	 figura	 humana	
(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).	A	Figura	7	apresenta	o	cânone	masculino	e	feminino	
para	exemplificar.
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
9
Cânone é o nome utilizado para descrever o desenho do corpo humano a 
partir de fórmulas matemáticas estabelecidas em módulos para desenhar corretamente as 
proporções do corpo (FERNÁNDEZ; ROIG, 2010).
NOTA
FIGURA 7 – O CÂNONE DIVIDIDO EM MÓDULOS
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 34) 
A	figura	construída	com	oito	módulos	é	a	estrutura	real	do	corpo	humano,	
ou	seja,	é	considerado	seu	esqueleto	e	sua	estrutura	muscular,	mas	a	figura	de	
moda	não	segue	a	estrutura	normal,	é,	na	verdade,	uma	versão	mais	alongada,	
a	Figura	8	apresenta	as	diferenças	da	proporção	de	uma	figura	 real	para	uma	
figura	de	moda,	observe	que	nesse	exemplo	a	figura	de	moda	possui	9,5	cabeças	
de	comprimento	(ABLING,	2011).
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
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FIGURA 8 – AS DIFERENÇAS ENTRE A FIGURA REAL E A DE MODA
FONTE: Abling (2011, p. 9) 
O	fato	da	figura	de	moda	ser	mais	alongada	que	a	figura	real,	segundo	
Abling	 (2011),	 não	 significa	 uma	 alteração	 positiva	 ou	 negativa	 do	 corpo	
humano,	 essa	 alteração	 é	 justificada	 pela	 quantidade	 de	 detalhamentos	 que	
exigem	os	desenhos	de	roupas	e	acessórios	de	moda	e	a	figura	alongada	facilita	a	
representação	dos	elementos	necessários.
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
11
Comparada	ao	desenho	clássico,	a	figura	de	moda	ou	croqui,	não	exige	
uma	 aproximação	 com	 a	 realidade,	 a	 proporção	 estilizada	 pode	 ser	 decidida	
pelo	designer,	desde	que	seja	utilizada	as	técnicas	de	desenho	em	módulos	para	
desenhar	o	corpo	de	uma	forma	equilibrada	(BRYANT,	2012).
3.1 AS PROPORÇÕES DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA
Segundo	Fernández	e	Roig	(2010),	utilizar	o	cânone	de	oito	cabeças	(oito	
módulos)	é	interessante	para	estudos	em	geral,	mas	para	o	desenho	de	moda	não	
é	adequado,	nas	escolas	de	design	de	moda,	trabalha-se	com	uma	média	de	nove	
a	dez	cabeças,	distribuídas	principalmente	nas	pernas,	isso	faz	com	que	lembrem	
o	corpo	das	modelos	nas	passarelas.
A	 Figura	 9	mostra	 o	 sistema	de	 divisão	 em	módulos	 aplicado	 a	 uma	
figura	feminina	de	8,5	cabeças,	podemos	observar	as	coincidências	anatômicas	
que	nos	podem	 ser	úteis	para	desenhar.	O	primeiro	módulo	 corresponde	 ao	
tamanho	da	cabeça,	o	segundo	indica	a	posição	dos	seios	e	das	axilas,	o	terceiro	
coincide	 com	 o	 umbigo	 e	 os	 cotovelos	 e	 o	 quarto	 indica	 a	 altura	 da	 pelve	
(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
O termo pelve trata da posição da virilha no croqui, é a cavidade no extremo 
inferior do tronco.
NOTA
FIGURA 9 – AS MEDIDAS DO CORPO FEMININO A PARTIR DE MÓDULOS
FONTE: Fernández e Roing (2010, p. 35)
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
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Para	quem	está	começando	do	zero,	uma	boa	maneira	de	começar	uma	
figura	 de	 moda	 é	 usar	 um	 guia	 da	 nove	 cabeças,	 observando	 as	 referências	
verticais	e	as	larguras	em	cada	parte	do	corpo,	com	o	tempo	e	habilidade,	você	
poderá	criar	seu	próprio	tamanho	e	estilo	de	desenho,	medindo	e	replicando	em	
nove	espaços	iguais	(BRYANT,	2012).	Observe	a	Figura	10	com	um	exemplo	de	
croqui	de	9,5	cabeças	e	as	posições	de	cada	parte	do	corpo	feminino.
FIGURA 10 – A FIGURA DE MODA FEMININA COM 9,5 CABEÇAS
Ombros	11/2 cabeça	de
largura	@	11/2 cabeça
Parte	de	baixo	do	tórax
Cintura	3/4 de	cabeça	de	
largura	@	3	cabeças	
Parte	de	cima	do	quadril
Parte	de	baixo	do	quadril
11/2 cabeça	de	largura
@	4	cabeças	
Joelho	@	61/2 cabeças
Calcanhar	@	9 cabeças
Linha de Equilíbrio
O	desenho	de	moda	não	precisa	ser	um	bicho	de	sete	cabeças,	uma	maneira	
simples	de	entender	a	construção	do	corpo	feminino	é	transformando-o	em	formas	
geométricas,	o	tronco	pode	ser	dividido	em	dois	e	o	tórax	e	o	quadril	podem	ser	
representados	por	dois	trapézios,	como	na	Figura	11	a	seguir	(BRYANT,	2012).
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
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FIGURA 11 – DESENHANDO O TRONCO COM FORMAS GEOMÉTRICAS
FONTE: Bryant (2012, p. 37)
Segundo	Abling	(2011),	além	das	formas	geométricas,	a	anatomia	humana	
também	pode	ser	representada	em	forma	de	esqueleto,	espirais,	gestos,	cilindros,	
cones	 e	 músculos,	 a	 Figura	 12	 apresenta	 um	 exemplo	 destas	 seis	 técnicas	 de	
desenho	para	interpretação	de	poses.
FIGURA 12 – FORMAS DE DESENHAR A ANOTOMIA DO CORPO
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
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FONTE: Abling (2011, p. 10)
Muitas	 pessoas,	 ao	 desenhar	 o	 corpo	 humano,	 desistem	 na	 primeira	
forma	desenhada	no	papel,	isso	se	deve	a	termos	um	pré-julgamento	do	resultado	
antes	mesmo	de	ele	 estar	 completo,	 é	 importante	 sempre	 considerar	que	bons	
desenhistas	também	começaram	fazendo	esboços	até	melhorar	suas	técnicas	e	se	
tornarem	grandes	nomes	da	arte.
Assista ao vídeo Desenhando croqui de moda frente e costas: nove cabeças, 
disponível no canal do YouTube Universo da Vitoria para entender ainda melhor sobre 
como desenhar os croquis femininos.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=ciI6CsrdoDw>. Acesso em: 23 mar. 2021.
DICAS
3.2 A ESQUEMATIZAÇÃO DA FIGURA DE MODA
A	esquematização	de	uma	figura	de	moda	nada	mais	é	do	que	um	esboço	
de	linhas	e	formas	que	podem	te	ajudar	a	iniciar	um	desenho	de	poses	de	forma	
simples	 e	 resumida,	 fazer	 a	 esquematização	 ajuda	 a	 descomplicar	 a	 tarefa	 de	
desenhar	um	corpo	humano	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
15
Montar	essa	esquematização	faz	com	que	você,	como	ilustrador,	pare	de	
se	fixar	em	detalhes	e	ver	a	figura	humana	com	um	conjunto	articulado,	pensando	
no	movimento	dos	membros	e	as	relações	de	proporções	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	
2010).	 “A	 figura	 pode	 ser	 constituída	 como	 se	 fosse	 de	 arame.	 O	 tronco	 e	 os	
membros	aparecem	definidos	com	linhas	curvas,	que	se	modificam	à	medida	que	
a	postura	do	 corpo	 se	 altera”	 (FERNÁNDEZ;	ROIG,	 2010,	 p.	 37).	A	Figura	 13	
exemplifica	como	são	feitos	os	desenhos	esquematizados.
FIGURA 13 – ESQUEMATIZAÇÃO DA FIGURA HUMANA
FONTE: Fernández e Roing (2010, p. 37)
Segundo	Abling	(2011),	o	importante	na	esquematização	é	sempre	começar	
pela	cabeça,	depois	desenhar	o	tronco	e,	na	sequência,	o	ilustrador	pode	decidir	
se	prefere	desenhar	primeiro	os	braços	ou	as	pernas.	Vale	lembrar	de	tirar	o	medo	
do	papel	e	fazer	vários	desenhos	até	começar	a	atingir	um	resultado	satisfatório.
Os	esboços	também	já	podem	trazer	um	certo	volume,	colocando	algumas	
formas	com	traços	rápidos.	A	Figura	14	apresenta	um	exemplo	do	desenvolvimento	
de	um	croqui	com	essa	técnica.
FIGURA 14 – O PASSO A PASSO PARA DESENHAR UMA ESQUEMATIZAÇÃO
FONTE: Abling (2011, p. 72)
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
16
Outra	estratégia	é	montar	a	esquematização	da	figura	utilizando	formas	
geométricas	simples,	como	cilindros,	esferas,	trapézios,	ovais	e	triângulos.	Assim,	
você	começará	a	ver	formas	e,	se	quiser,	pode	inserir	luz	e	sombra	e,	então,	também	
terás	volume,	como	nos	exemplos	da	Figura	15	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
FIGURA 15 – A FIGURA HUMANA COM FORMAS GEOMÉTRICAS SIMPLES
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 37)
Sabemos	que	desenhar	a	figura	humana	pela	primeira	vez	pode	ser	difícil	
quando	 não	 se	 sabe	 por	 onde	 começar,	 pode	 parecer	 clichê,	mas	 essa	 é	 uma	
habilidade	que	se	conquista	com	a	prática,	seguindo	o	processo	de	desenho	em	
módulos,	com	o	tempo,	você	adquirirá	experiência	e	poderá	criar	suas	próprias	
poses	de	forma	independente.
Como	citado	anteriormente,	a	figura	de	moda	pode	ser	desenhada	com	
nove	a	dez	cabeças.	Para	escolher	o	tamanho	ideal	para	o	seu	projeto,	segundo	
Bryant	(2012),	é	preciso	considerar	como	o	ilustrador	quer	montar	o	seu	portfólio,	
o	interessante	é	sempre	manter	um	formato	de	papel	padrão,	por	exemplo,	o	A3	
ou	o	A4,	para	que	todas	as	ilustrações	fiquem	com	o	mesmo	tamanho.
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
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4 OS MATERIAIS UTILIZADOSNO DESENHO DE MODA
De	 acordo	 com	 Fernández	 e	 Roig	 (2010),	 ter	 conhecimento	 sobre	 os	
materiais	de	desenho	 facilita	a	 interpretação	de	uma	criação,	pois	o	 ilustrador	
poderá	reproduzir	ainda	melhor	as	texturas,	tecidos	etc.,	conferindo	à	ilustração	
uma	energia	complementar,	além	de	transmitir	melhor	a	ideia	para	os	clientes.
Acadêmico,	neste	tópico,	você	aprenderá	sobre	os	tipos	de	material	que	
podem	ser	utilizados	para	ilustrar	uma	figura	de	moda,	pois,	conforme	Morris	
(2007),	existe	uma	enorme	gama	de	opções	de	materiais	no	mercado	e	entrar	em	
uma	papelaria	é	praticamente	como	entrar	em	uma	loja	de	doces,	 tudo	parece	
tentador	e	é	difícil	escolher,	o	mais	sensato	a	fazer	é,	primeiramente,	definir	quais	
os	materiais	que	se	encaixam	com	o	seu	método	de	trabalho	pessoal.
De	acordo	com	Stipelman	(2015),	uma	folha	e	um	lápis	são	 tudo	o	que	
você	precisa	para	começar	um	desenho	e	nenhum	material	justifica	um	trabalho	
ruim.	Nem	todos	os	artistas	conseguem	manusear	 todos	os	 tipos	de	materiais,	
alguns	têm	um	toque	mais	pesado	e	gostam	de	trabalhar	com	algo	que	possam	
pressionar,	 outros	 que	 possuem	 um	 toque	mais	 leve,	 funcionam	melhor	 com	
materiais	 delicados	 e	 lápis	 finos,	 você	 precisará	 descobrir	 quais	 são	 os	 seus	
materiais	favoritos.
Existem	artistas	que	se	dão	melhor	manipulando	aquarelas	e	outros	que	
preferem	marcadores.	 	A	 coisa	mais	 importante	 é	 você	 estar	 se	 sentindo	 bem	
com	o	material	que	escolheu	trabalhar.	No	entanto,	às	vezes,	algum	material	já	
experimentado	no	passado,	sem	sucesso,	pode	funcionar	bem	em	outro	momento	
da	vida,	por	isso,	nunca	descarte	as	possibilidades	(STIPELMAN,	2015).
4.1 TIPOS DE PAPEL
O	papel	é	o	primeiro	material	a	ser	levado	em	conta	na	hora	fazer	uma	
ilustração,	 conforme	 Calderón	 (2019),	 existem	 muitas	 variáveis	 dos	 tipos	 de	
papel,	como	peso,	gramatura,	textura,	granulação,	volume,	cores,	papel	avulso,	
cartões	ou	em	blocos.	A	escolha	do	tipo	de	papel	ideal	depende	de	qual	técnica	
você	vai	utilizar	na	pintura,	o	orçamento	disponível	e	a	sua	preferência	pessoal.
A	quantidade	de	papéis	é	maravilhosa	e	ao	mesmo	tempo	assustadora,	
por	 isso	 é	 importante	 ler	 as	 embalagens	 cuidadosamente	 antes	 de	 escolher	 o	
papel	mais	adequado	ao	seu	projeto	(ABLING,	2011).
Segundo	 Stipelman	 (2015),	 o	 papel	 pode	 servir	 a	muitas	 necessidades,	
desde	as	variedades	mais	baratas	para	esboçar	ideias	até	as	mais	caras	para	fazer	
um	trabalho	mais	elaborado,	o	papel	para	desenho	vem	em	diversos	tamanhos	
como	A0,	A1,	A2,	A,3	e	A4,	embora	os	mais	utilizados	na	área	de	moda	sejam	o	
A3	e	o	A4.	Os	vários	tipos	de	papel	incluem:	
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
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• O papel sulfite	é	uma	opção	maravilhosa	para	desenhar	esboços	e	gerar	ideias,	
pois	 normalmente	 ele	 é	mais	 barato	 que	 o	papel	manteiga.	 Em	geral,	 é	 um	
papel	branco	e	de	qualidade	aceitável,	é	possível	comprar	resmas	com	muitas	
folhas	e	aceita	bem	lápis	e	marcadores	(STIPELMAN,	2015).
• O papel manteiga	é	fino,	semiopaco	e	translúcido,	permitindo	que	seja	utilizado	
para	 fazer	 cópias	de	desenhos	para	outras	 folhas	 (MORRIS,	 2007).	 Segundo	
Stipelman	(2015),	também	é	continuamente	utilizada	para	proteger	uma	arte	
finalizada.
• O papel vegetal e o acetato	 são	 transparentes	 e	 mais	 grossos	 que	 o	 papel	
manteiga,	 é	 interessante	 utilizar	 esses	 materiais	 para	 imprimir	 e	 sobrepor,	
criando	resultados	interessantes	(MORRIS,	2007).
• O papel couchê	 é	brilhante	 e	mais	pesado,	 com	uma	superfície	bem	macia,	
pode	ser	usado	para	montagens	com	papel	vegetal	e	outros	tipos	de	trabalhos	
artísticos	(STIPELMAN,	2015).
• O papel para aquarela,	 é	 oferecido	 em	 diferentes	 gramaturas	 e	 texturas,	
esse	tipo	de	papel	precisa	absorver	bem	líquidos	e	materiais	úmidos,	caso	o	
contrário	a	 folha	 irá	 rasgar	em	quanto	você	estiver	 fazendo	a	pintura.	Pode	
ser	vendido	tanto	em	folhas	quanto	em	blocos	e	os	preços	variam	bastante,	os	
mais	baratos	funcionam	bem	para	iniciantes	e	os	mais	caros	podem	ser	usados	
dos	dois	lados	por	terem	mais	gramatura,	inclusive	alguns	possuem	texturas	
diferentes	em	cada	um	dos	lados,	para	você	escolher	o	que	mais	lhe	agradar	
(STIPELMAN,	2015).
• O papel jornal	possui	uma	qualidade	bem	inferior,	pois	é	bem	fino	e	possui	
uma	cor	amarelada,	mas	pode	ser	utilizado	para	fazer	esboços	e	colagens,	por	
exemplo	(STIPELMAN,	2015).
Existem	ainda	mais	opções	de	papel,	como	o	papel	de	seda,	cartão,	papéis	
coloridos,	papel	de	embrulho	ou	presente,	papel	canson,	papel	color	plus,	entre	
tantos	outros,	mas	o	mais	importante	é	você	sempre	comprar	algumas	folhas	e	
testar	como	se	comportam	com	os	materiais	que	pretende	utilizar	e	ver	se	gosta	
do	resultado	que	apresentam	(MORRIS,	2007).	
Assista ao vídeo Papel para desenho profissional: primeiro rabisco, se ainda 
tiver dúvidas sobre os tipos de papéis que podem ser utilizados em ilustrações. Disponível 
no canal do YouTube Marina Viabone.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=0IYRZ7gcOOA>. Acesso em: 23 mar. 2021.
DICAS
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
19
4.2 GRAFITES/LÁPIS 
Agora,	vamos	aos	lápis	grafites,	que	são	o	instrumento	mais	imediato	e	
acessível	para	começar	um	desenho,	são	minas	de	grafite	cobertos	de	madeira,	
é	fácil	de	apagar,	possui	um	traço	nítido	e	não	exige	muita	manutenção,	apenas	
afiar	a	ponta	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
Crescemos	 escrevendo	 com	 esse	 tipo	 de	material	 e,	 muitas	 vezes,	 não	
aprendemos	 que	 existe	 uma	 gradação	 que	 varia	 do	 H	 até	 o	 9H,	 que	 são	 os	
mais	duros,	normalmente	utilizados	para	esboçar	a	figura	de	moda,	e	do	B	ao	
6B,	que	são	mais	macios,	utilizados	principalmente	para	 fazer	 sombreamentos	
(STIPELMAN,	2015).
Os	 lápis	macios	 são	 ideais	 para	 fazer	 esboços	 rápidos	 e	 sombreados,	
funcionam	muito	bem	em	papéis	texturizados,	mas	manipule-os	com	cuidado,	
pois	eles	borram	facilmente.	Os	lápis	mais	duros	combinam	com	artistas	que	têm	
segurança	no	traço	e	gostam	de	um	resultado	mais	limpo	e	preciso	(MORRIS,	
2007).
Muitos	artistas	gostam	de	esfumar	suas	obras	com	o	próprio	dedo,	mas	
como	é	comum	a	nossa	mão	soltar	um	óleo/gordura	sobre	o	papel,	hoje	também	
já	existe	a	opção	de	utilizar	o	esfuminho	para	isso,	que	é	um	papel	enrolado	em	
forma	de	bastão,	podendo	ser	comprado	em	diferentes	espessuras	e	tamanhos.
Um	cuidado	que	precisa	ser	tomado	com	os	lápis	grafite	é	não	os	deixar	
cair,	pois	a	mina	de	grafite	dentro	deles	se	parte	facilmente	e	você	terá	problemas	
ao	apontá-lo,	tendo	um	desperdício	de	material	(ABLING,	2011).
Conforme	Abling	(2011),	além	dos	lápis,	também	existe	a	opção	de	usar	
lapiseiras,	elas	funcionam	bem	para	quem	gosta	de	desenhar	com	traços	finos	e	
também	possui	as	minas	de	grafite	que	podem	ser	compradas	pela	classificação	
que	vai	do	6H	(mais	claro)	ao	6B	(mais	escuro).
Assista ao vídeo Lápis HB, 4B, 6B, 2H e suas variações: Sketch Crás, disponível 
no canal do YouTube Cras Conversa Oficial, para entender as diferenças das graduações 
dos lápis para desenhar.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=R_gsv0GBnHg>. Acesso em: 23 mar. 2021.
DICAS
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
20
Também	existe	a	opção	de	comprar	o	bastão	de	grafite,	que	é	feito	com	
grafite	 prensado,	 ele	 é	 utilizado	 para	 fazer	 desenhos	 fortes	 e	 expressivos,	 é	
possível	mudar	o	traço	alterando	a	posição	ao	riscar	a	folha,	com	a	ponta,	a	lateral	
e	a	parte	de	baixo	do	bastão,	por	exemplo	(MORRIS,	2007).
4.2.1 Borrachas 
Além	de	você	saber	qual	o	grafite	que	utilizará	para	desenhar,	é	importante	
saber	qual	o	material	 adequado	para	apagá-lo,	pois	nem	sempre	 seus	 traços	e	
esboços	vão	ficar	corretos	no	primeiro	desenho.	Para	isso,	as	borrachas	são	muito	
úteis,	elas	podem	refinar	os	traços	e	tirar	a	apreensão	de	que	o	desenho	precisa	
ficar	perfeito	logo	de	primeira	(STIPELMAN,	2015).
Existem	 muitas	 borrachas	 rosas	 e	 brancas	 que	 são	 ótimas	 para	 usos	
em	geral	 e	 existem,também,	 lapiseiras	 de	 borracha	 recarregáveis.	A	 borracha	
maleável,	conhecida	como	limpa-tipo,	é	ainda	mais	útil,	pois	remove	as	linhas	de	
um	desenho	sem	ferir	o	papel	(STIPELMAN,	2015).
A	 borracha	 limpa-tipo	 remove	 apenas	 a	 camada	 superior	 do	 grafite,	
deixando	 as	 linhas	 guias	 para	 orientá-lo	 na	 hora	de	 fazer	 a	 pintura,	 esse	 tipo	
de	borracha	também	pode	ser	utilizado	para	dar	destaque	e	limpar	o	papel	ao	
finalizar	uma	ilustração	(STIPELMAN,	2015).
Assista ao vídeo Borrachas para desenhos realistas, para saber para que cada 
borracha é utilizada. Disponível no canal do YouTube Carlos Santana arts.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=0cMXjJiJfXo>. Acesso em: 23 mar. 2021.
DICAS
4.3 LÁPIS DE COR
O	lápis	de	cor	é	um	dos	materiais	artísticos	mais	úteis	para	pintura,	ele	
funciona	bem	sozinho	e	pode	ser	utilizado	apenas	para	detalhes	de	ilustrações	já	
pintadas	com	marcadores	e	aquarelas,	como	para	fazer	pespontos,	sombras	no	
rosto	e	pintar	os	cabelos	(STIPELMAN,	2015).
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
21
Pesponto é um tipo de costura tracejada utilizada para dar acabamento a 
peças de roupas, é desenhada com traços finos e delicados.
NOTA
O	lápis	de	cor	é	 ideal	para	 fazer	 ilustrações	com	detalhes	minuciosos	e	
representar	o	caimento	dos	tecidos	com	todas	as	suas	dobras	e	sombreamentos,	ele	
permite	que	você	pinte	enquanto	desenha	e	é	muito	útil	para	desenhar	estampas	
com	detalhes	pequenos	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
Assim	como	o	lápis	grafite,	sua	única	manutenção	é	afiar	a	ponta	de	vez	
em	quando	e	cuidar	para	que	o	lápis	não	caia	no	chão,	para	não	quebrar	a	mina	de	
cor	interna	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).	O	lápis	de	cor	também	possui	variações	
de	minas	duras	e	macias,	que	podem	ser	compradas	em	caixas	de	12	cores	a	100	
cores	ou	até	por	unidade	(STIPELMAN,	2015).
Existem	 dois	 tipos	 de	 lápis	 de	 cor,	 os	 convencionais	 e	 os	 gordos.	 Os	
convencionais	são	mais	duros	e,	por	isso,	proporcionam	um	traço	mais	fraco,	já	
os	gordos	soltam	mais	pigmento	e	isso	resulta	em	um	traço	intenso,	porém	isso	
o	 torna	mais	 quebradiço	 e	 ele	 acaba	mais	 rapidamente	 (FERNÁNDEZ;	ROIG,	
2010).
Pode ser bem difícil escolher qual lápis de cor comprar, devido a tantas 
opções que encontramos nas papelarias, por isso, você pode assistir ao vídeo Qual vale 
a pena? Ecolápis X Supersoft X Goldfaber X Polychromos (Faber-Castell) no canal do 
YouTube Mayara Rodrigues para te ajudar, disponível no link: https://www.youtube.com/
watch?v=mzE_vXuQYzU.
DICAS
Também	 existe	 a	 opção	 de	 comprar	 lápis	 de	 cor	 aquareláveis,	 que	 são	
ótimos	 para	 os	 designers	 de	moda,	 pois	 possuem	uma	 substância	 aglutinante	
solúvel	que	permite	sua	dissolução	em	água,	bastando	passar	um	pincel	úmido	por	
cima,	o	que	permite	incorporar	técnicas	de	aquarela	ao	desenho	(FERNÁNDEZ;	
ROIG,	2010).
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
22
4.4 TINTA AQUARELA, GUACHE E ACRÍLICA
A	aquarela	é	um	material	incrivelmente	versátil	e	a	característica	principal	
é	 que	 todas	 podem	 ser	 ativadas	 com	 água,	mesmo	que	 já	 tenham	 secado	por	
completo	 e	 por	 terem	 pouquíssimos	 ingredientes	 secam	 precisamente	 no	
pigmento	de	cada	cor	(CALDERÓN,	2019).
Existem	 tipos	 de	 aquarelas	 diferentes,	 em	 pastilha,	 em	 tubo	 e	 líquida,	
você	pode	utilizar	apenas	um	tipo	ou	pode	brincar	com	a	mistura	entre	elas	e	
criar	cores	e	efeitos	únicos	(CALDERÓN,	2019).
As	aquarelas	em	pastilha	 são	pequenas	e	quadradas,	 é	uma	espécie	de	
tinta	seca	e,	em	geral,	são	vendidas	em	estojos	de	plástico	ou	metal,	mas	também	
podem	ser	compradas	separadamente	por	cor.	Esse	tipo	de	aquarela	é	acessível,	
pois	tem	muitas	opções	no	mercado	e	é	fácil	de	carregar,	elas	podem	durar	por	
anos	se	forem	bem	cuidadas	(CALDERÓN,	2019).
Tintas	de	aquarela	em	tubos	também	podem	ser	compradas	em	estojos	ou	
individualmente,	são	ótimas	para	trabalhar	como	base	e	a	maior	diferença	entre	
as	pastilhas	é	que	a	tinta	é	mais	cremosa	e	lisa,	para	usá-la,	basta	espremer	um	
pouco,	colocando	sobre	alguma	superfície,	e	não	se	preocupe	se	derramá-la,	pois	
mesmo	depois	de	seca,	você	pode	reativá-la	com	água	(CALDERÓN,	2019).
Já	 as	 aquarelas	 líquidas	 são	 intensas	 e	 vibrantes,	 elas	 possuem	 a	 base	
de	 corante	 ao	 invés	de	pigmento	 como	as	 outras,	 por	 isso	 são	 concentradas	 e	
têm	uma	gama	de	cores	nítidas,	vibrantes	e	até	fluorescentes.	Normalmente	são	
vendidas	em	formato	de	frascos	com	conta-gotas	e	mesmo	sendo	líquidas,	elas	
sempre	devem	ser	diluídas	em	água	antes	de	usar	para	diminuir	sua	intensidade	
(CALDERÓN,	2019).
Conforme	Stipelman	(2015),	as	paletas	e	os	godês	utilizados	para	misturar	
as	tintas	em	aquarela	podem	ser	muito	caros,	se	você	quiser	economizar,	pode	
optar	por	utilizar	um	prato	de	vidro	ou	até	mesmo	forminhas	de	gelo	para	colocar	
água	e	misturar	as	cores.	
Godê é um estilo de prato com divisórias utilizado por artistas para colocar as 
tintas e fazer as misturas de cores.
NOTA
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
23
Além	 da	 aquarela,	 outras	 tintas	 solúveis	 em	 água	 são	 a	 guache	 e	 a	
acrílica.	A	guache	é	vendida	em	potes	ou	tubos	e	tem	uma	grande	variedade	
de	cores	no	mercado,	seu	aspecto	é	mais	opaco,	principalmente	depois	que	seca	
(ABLING,	2011).
Por	sua	vez,	a	tinta	acrílica	possui	um	brilho	acetinado,	já	a	guache	tem	
uma	cobertura	muito	maior	e	depois	de	seca	não	apresenta	brilho,	podendo	ser	
dissolvido	com	uma	simples	passagem	de	um	pincel	molhado	(FERNÁNDEZ;	
ROIG,	2010).
Para fazer aquarelas, são utilizados alguns materiais como: tinta, pincel, papel, 
água, godê etc. Para entender sobre quais materiais escolher para fazer aquarelas, assista ao 
vídeo Materiais aquarela: quais escolher? do canal do YouTube Luiza Normey disponível 
em: https://www.youtube.com/watch?v=A2XxkzhdvXU.
DICAS
4.4.1 Pincéis
Existem	pincéis	de	vários	tamanhos	e	formas,	suas	numerações	costumam	
ir	de	0	a	12,	além	das	pontas	que	podem	ser	chatas	ou	redondas,	estão	disponíveis	
em	 diferentes	 tipos	 de	 pelos,	 em	 fibras	 naturais	 ou	 sintéticas.	 Geralmente,	 os	
pincéis	feitos	com	fibras	de	animais	são	melhores,	pois	não	estragam	com	o	tempo	
e,	dificilmente,	mancham	ou	perdem	a	forma	(ABLING,	2011).
O	melhor	pincel	existente	no	mercado	é	o	de	pelo	de	marta,	mas	é	muito	
caro	e,	no	 início,	não	é	necessário,	há	muitos	pincéis	 sintéticos	que	 funcionam	
muito	 bem	por	 um	preço	mais	 acessível.	Um	pincel	 de	 tamanho	 número	 6,	 7	
ou	 8	 com	 ponta	 aguda	 é	 suficiente	 para	 suprir	 a	 necessidade	 de	 iniciantes,	
para	 trabalhos	mais	 delicados	utilize	 um	pincel	 00,	 0	 ou	 1,	 esses	 pincéis	mais	
finos	não	são	tão	caros,	então,	nesse	caso,	vale	a	pena	comprar	de	fibra	animal	
(STIPELMAN,	2015).
Escolher	pincéis	é	algo	muito	pessoal,	pois	o	tipo	de	pincel	que	você	usará	
interfere	 diretamente	 na	 aparência	 dos	 traços.	 Segundo	 Calderón	 (2019),	 um	
pincel	grande,	 tamanho	10,	 é	ótimo	para	pintar	 áreas	maiores	 e	 ter	um	pincel	
a	mão	do	 tamanho	3,	 0	ou	000	é	bom	para	acrescentar	detalhes	e	pintar	áreas	
menores.
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
24
Os	pincéis	para	aquarela	 têm	a	 característica	de	 serem	arredondados	e	
chanfrados,	fazendo	uma	ponta	que	pode	alcançar	traços	de	tamanhos	diferentes	
de	acordo	com	a	pressão	e	o	ângulo	sobre	o	pincel,	essa	versatilidade	pode	ser	
muito	útil	para	desenhar	letras,	por	exemplo.	É	sempre	interessante	ter	alguns	
pincéis	chatos	também,	eles	são	úteis	para	preencher	áreas	maiores	e	fazer	afeitos	
de	respingo	(CALDERÓN,	2019).
Com	 o	 tempo,	 você	 pode	 ir	 aumentando	 a	 sua	 coleção	 de	 pincéis,	
experimentando	 outras	 formas	 e	 fibras.	Não	 esqueça	 de	 sempre	 lavá-los	 com	
sabão	neutro,	guardá-los	com	os	pelos	voltados	para	cima	ou	enfileirados	lado	a	
lado,	para	não	estragar	suas	pontas	(STIPELMAN,	2015).
4.5 NANQUIM
A	tinta	nanquim	é	perfeita	para	complementar	as	artes	em	aquarela	e	fica	
ótimo	utilizá-lapara	 fazer	os	detalhes	finais	ou	quando	você	quer	deixar	uma	
área	específica	com	uma	cor	mais	opaca.	A	tinta	nanquim	pode	ser	encontrada	
em	várias	cores,	mas	as	principais	utilizadas	são	o	preto	e	o	branco	(CALDERÓN,	
2019).
Tinta	 nanquim	 da	 cor	 preta	 à	 prova	 d’água	 é	 o	 preferido	 de	 muitos	
ilustradores,	pode	 ser	utilizada	 com	um	bico	de	pena,	pincel	ou	até	 com	uma	
vareta	de	bambu.	O	nanquim	solúvel	é	absorvido	pelo	papel	e	causa	um	efeito	
fosco,	 você	 pode	 fazer	 algumas	 experiências	 pingando	 gotas	 em	 um	 papel	
umedecido,	o	nanquim	se	espalha	na	água	criando	lindos	padrões	e	texturas,	que	
pode	ser	utilizada	para	fazer	estampas,	por	exemplo	(MORRIS,	2007).
As	canetas	em	nanquim	são	uma	evolução	das	canetas	tinteiro	em	que	se	
utilizava	uma	pena,	hoje,	elas	podem	ser	encontradas	em	vários	tamanhos	e	você	
pode	optar	pelas	descartáveis	que	são	mais	baratas	ou,	se	quiser	investir	mais,	
pode	comprar	uma	recarregável.	Recentemente,	os	marcadores	têm	substituído	
as	canetas	nanquins,	porém	elas	são	ótimas	para	fazer	uma	representação	onde	
deseja-se	detalhes	finos,	precisos	e	consistentes	(STIPELMAN,	2015).
Para entender sobre o universo da tinta nanquim, vale muito a pena conferir o 
vídeo [GUIA DE MATERIAIS] #6 – Nanquim aguada do canal do YouTube Mia GB, disponível 
em: https://www.youtube.com/watch?v=je3H5mJavoQ.
DICAS
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
25
4.6 MARCADORES
Os	marcadores,	ou	caneta	marcador,	é	outro	material	 interessante	para	
colorir	 ilustrações	de	moda,	uma	 invenção	de	1960	que	possui	uma	variedade	
infinita	de	tamanhos	de	pontas,	hoje	é	difícil	imaginar	fazer	trabalhos	artísticos	
sem	eles	(STIPELMAN,	2015).
O	 processo	 de	 pintar	 com	marcadores	 é	 semelhante	 ao	 lápis	 de	 cor,	 é	
uma	técnica	moderna	e	muito	indicada	para	ilustração	e	publicidade,	usar	essa	
técnica	de	pintura	combinando	com	outras	pode	trazer	resultados	esplêndidos	
(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
Os	marcadores	possuem	grande	variedade	de	pontas,	podendo	ser	cónica,	
cilíndrica,	plana	ou	até	ter	a	 forma	de	um	pincel.	Os	pinceis	de	ponta	fina	são	
perfeitos	para	desenhar	o	contorno	de	roupas	e	suas	texturas,	os	de	pontas	largas	
ajudam	a	cobrir	uma	superfície	ampla	com	rapidez.	Os	marcadores	em	pincel	
permitem	desenhar	de	várias	grossuras	dependendo	da	inclinação	sobre	o	papel	
(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
Existem	dois	tipos	de	marcadores,	os	a	base	de	álcool	e	os	a	base	de	água,	
sua	principal	diferença	é	que	os	marcadores	a	base	de	água	podem	ser	esfumados	
utilizando	um	pincel	úmido	para	fazer	sombras	e	misturar	cores	e	os	a	base	de	
álcool	são	excelentes	para	fazer	reprodução	fotomecânica,	normalmente	utilizado	
pelos	designers	gráficos	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
Também	existem	os	marcadores	blenders	que	são	incolores	e	servem	para	
misturar	as	cores	dos	marcadores	com	diferentes	materiais	como	o	lápis	de	cor,	
por	exemplo,	e	garantem	resultados	bem	diferentes.	Hoje	 também	já	podemos	
comprar	marcadores	de	cor	cinza	com	a	variedade	de	9	tons	diferentes,	sendo	o	
de	número	1	o	mais	claro	e	o	número	9	o	mais	escuro	(STIPELMAN,	2015).
Uma	consideração	importante	é	sempre	testar	o	marcador	no	tipo	de	folha	
que	irá	realizar	seu	projeto,	pois	dependendo	da	cor	da	folha	o	marcador	pode	
alterar	um	pouco	do	seu	tom	original	(STIPELMAN,	2015).
Para entender mais sobre os tipos de marcadores, assista ao vídeo Canetas 
marcadores (Markers): Sketch Crás” no canal do YouTube Cras Conversa Oficial.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=TIqXjDURDIE>. Acesso em: 23 mar. 2021.
DICAS
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
26
4.7 GIZ PASTEL SECO
O	giz	pastel	é	um	material	em	forma	de	barras	ou	minas	compostas	por	
um	pimento	 seco	pulverizado,	misturado	 com	um	meio	aglutinante	que	o	 faz	
endurecer,	os	traços	utilizando	o	giz	pastel	ficam	grossos	e	intensos	(FERNÁNDEZ;	
ROIG,	2010).
O	giz	pastel	é	considerado	tanto	um	material	para	desenhar	quanto	para	
pintar,	e	são	feitos	de	um	material	finamente	moído	misturados	com	giz	e	cola,	
são	vendidos	em	muitas	cores	diferentes,	pois	não	podem	ser	misturados	para	
criar	novas	cores,	são	apenas	esfumados	sobre	o	papel	(MORRIS,	2007).
Normalmente,	 os	 artistas	 que	 usam	 giz	 pastel	 criam	 uma	 superfície	
aveludada,	 esfumando	 os	 traços	 criados	 com	 o	 material,	 é	 uma	 questão	 de	
manipular	o	material	com	os	dedos	e/ou	com	uma	bola	de	algodão	(FERNÁNDEZ;	
ROIG,	2010).
Famosos	por	suas	cores	vibrantes,	o	giz	pastel	seco	ou	também	conhecido	
como	macio	é	fácil	de	manejar,	principalmente	no	seu	formato	em	lápis	que	é	ótimo	
para	fazer	detalhes	menores	e	minuciosos.	Uma	desvantagem	desse	material	é	
que	ele	borra	fácil,	por	isso	use	sempre	um	pano	para	corrigir	as	imperfeições	que	
podem	ocorrer	(MORRIS,	2007).
O giz pastel é muito quebradiço, então é importante sempre guardá-los em um 
local seguro onde não vão cair e quebrar ou pegar umidade. Indica-se também passar um 
spray fixador de cabelo ou verniz em spray sobre o papel quando a arte estiver finalizada, 
isso ajuda o desenho a permanecer por mais tempo na folha, pois o giz pode ir sumindo 
com o passar do tempo.
IMPORTANT
E
4.8 GIZ PASTEL OLEOSO
O	giz	pastel	a	óleo	é	gorduroso	e	cria	uma	superfície	a	prova	d’água	no	
papel,	 suas	 cores	 são	vibrantes	 e	podem	 ser	usados	para	 criar	 ilustrações	que	
chamam	muito	a	atenção	por	sua	característica	única	(MORRIS,	2007).
TÓPICO 1 — A HISTÓRIA E OS MATERIAIS PARA O DESENHO DE MODA
27
Quando	usado	 com	 força	 contra	o	papel,	 o	giz	pastel	 oleoso	deixa	um	
resíduo	pastoso	e	cria	texturas	exclusivas	na	ilustração	e	é	uma	maneira	eficaz	de	
representar	tecidos	e	estampas	texturizadas	(MORRIS,	2007).
É	importante	considerar	que	antes	de	comprar	um	material	para	desenhar	
ou	pintar	uma	ilustração	de	moda,	sempre	peça	ao	vendedor	se	pode	fazer	alguns	
testes,	para	“degustar”	o	material,	pois	você	precisa	gostar	do	resultado	sobre	
a	 folha	 e	 assim	 saberá	 que	 terá	 um	bom	 aproveitamento	 em	 seus	 projetos	 de	
desenho.	
Para entender sobre as diferenças dos tipos de giz, assista ao vídeo As diferenças 
entre os tipos de giz do canal do YouTube Marina Viabone, disponível no link: https://www.
youtube.com/watch?v=X3jSMsX5bog.
DICAS
28
Neste tópico, você aprendeu que:
•		Os	primeiros	desenhos	da	representação	da	figura	humana	vêm	da	Pré-História,	
cujos	homens	primatas	faziam	esboços	em	forma	de	palito.	Com	a	evolução	
da	humanidade,	os	desenhos	foram	ficando	mais	realísticos	e	a	representação	
ganhou	mais	detalhes,	vimos	exemplos	do	Egito,	Idade	Antiga	e	Moderna	até	
chegarmos	no	Homem Vitruviano	de	Leonardo	da	Vinci,	quando	começaram	a	
utilizar	medidas	padrão	para	desenhar	o	corpo	humano.
•	 Na	figura	humana	em	cânone,	vimos	o	desenho	a	partir	da	medida	em	cabeças	
e	as	diferenças	entre	o	croqui	realístico	e	o	de	moda,	em	que	são	utilizadas	mais	
cabeças	para	representar	a	figura	esbelta	e	alongada	para	a	representação	dos	
detalhes	de	roupas.
•	 Relacionado	aos	croquis	de	moda,	aprendemos	como	esboçar	uma	ilustração	
de	moda	do	zero,	utilizando	linhas	e	formas	geométricas,	como	se	fossem	um	
croqui	de	arame,	cujo	ilustrador	pode	criar	poses	e	desenhar	o	movimento	das	
articulações.
•	 Os	diferentes	 tipos	 de	materiais	 e	 suas	 características	 peculiares	 podem	 ser	
usados	 para	 desenhar	 e	 pintar	 a	 figura	 de	moda,	 entre	 eles	 estão:	 tipos	 de	
papel,	grafites	e	lápis,	borrachas,	lápis	de	cor,	tinta	aquarela,	guache	e	acrílica,	
pincéis,	nanquim,	marcadores,	giz	pastel	seco	e	oleoso.
RESUMO DO TÓPICO 1
29
1 O Homem Vitruviano,	 criado	 por	 Leonardo	 da	 Vinci	 (1452-1519),	 ainda	
influencia	 na	 forma	 como	 desenhamos	 hoje,	 isso	 porque	 ele	 segue	 uma	
metodologia	 de	 desenhar	 com	medidas	 comparativas	 do	 próprio	 corpo.	
Quanto	à	teoria	de	Leonardo	da	Vinci,	assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)		(			)		 Um	homem	com	as	pernas	e	os	braços	abertos	caberia	dentro	de	um	
quadrado	e	um	círculo	perfeito	e	o	umbigo	corresponderia	ao	centrodo	corpo	humano.
b)		(			)		 Um	 homem	 deve	 ser	 desenhando	 a	 partir	 da	 medida	 da	 cabeça,	
estendendo-se	por	nove	módulos	 iguais	e	o	umbigo	corresponderia	
ao	quarto	módulo.
c)		(			)		 Um	 homem	 com	 as	 pernas	 e	 braços	 abertos	 caberia	 dentro	 de	 um	
triângulo	 invertido	 e	 o	 umbigo	 corresponderia	 ao	 centro	 do	 corpo	
humano.
d)	(			)	 Um	 homem	 deve	 ser	 desenhado	 a	 partir	 da	 medida	 da	 cabeça,	
estendendo-se	por	oito	módulos	iguais	e	o	umbigo	corresponderia	ao	
quinto	módulo.
2	 Considera-se	 que	 os	 primeiros	 desenhos	 realizados	 da	 figura	 humana	
tenham	ocorrido	durante	a	Pré-História,	cujo	registro	do	homem	primitivo	
era	uma	forma	de	mostrar	a	sua	presença	no	tempo.	Com	base	na	história	
do	desenho	da	figura	humana	no	período	paleolítico,	analise	as	sentenças	
a	seguir:
I-		 O	homem	primitivo	representava	o	corpo	humano	com	traços	estilizados,	
lembrando	muito	aos	desenhos	de	João	palito	de	hoje.	
II-		 O	 desenho	 no	 Período	 Paleolítico	 era	 realizado	 para	 agraciar	 deuses,	
representar	fé	e,	por	isso,	eram	feitos	com	muitos	detalhes.
III-	No	 Período	 Paleolítico,	 os	 desenhos	 dos	 animais	 eram	 mais	
realísticos	 que	 os	 desenhos	 do	 homem	 e	 acredita-se	 que	 o	 motivo	
esteja	 associado	 aos	 animais	 estarem	 ligados	 à	 sobrevivência. 
Assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)	(			)	Somente	a	sentença	I	e	II	está	correta.
b)	(			)	Somente	a	sentença	II	está	correta.
c)	(			)	Somente	a	sentença	III	está	correta.
d)	(			)	As	sentenças	I	e	III	estão	corretas.
3		Muitos	materiais	podem	ser	utilizados	e	adquiridos	para	fazer	ilustrações	de	
moda,	cada	um	tem	sua	característica	e	podem	ser	utilizados	em	diferentes	
contextos,	 levando	 isso	 em	 consideração,	 cada	material	 é	 indicado	 para	
aplicações	artísticas	diferentes.	Com	base	no	exposto,	classifique	V	para	as	
sentenças	verdadeiras	e	F	para	as	falsas:
AUTOATIVIDADE
30
(			)		 A	aquarela	é	um	material	que	pode	ser	comprado	em	pastilha,	em	tubo	e	
líquida.
(			)		 Os	lápis	de	grafite	H	ao	9H	são	mais	duros	e	do	B	ao	6B	são	mais	macios.
(			)		 A	 tinta	nanquim	é	encontrada	somente	na	cor	preta	e	é	utilizada	para	
fazer	contornos.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a)		(			)	V	–	F	–	F.
b)		(			)	V	–	V	–	F.
c)			(			)	F	–	V	–	F.
d)	(			)	F	–	F	–	V.
4		O	 desenho	 da	 representação	 da	 figura	 humana	 foi	 evoluindo	 com	 o	
decorrer	dos	tempos,	iniciando	na	Pré-História	com	os	desenhos	estilizados	
até	chegar	ao	sistema	de	medidas	por	cabeças,	que	se	iniciou	com	estudo	
do Homem Vitruviano	e	se	estabeleceu	com	os	gregos	antigos.	Disserte	sobre	
como	o	desenho	da	figura	humana	evoluiu	ao	longo	da	história	até	chegar	
à	representação	de	oito	cabeças.
5	As	 ilustrações	 de	moda	 costumam	 ser	 esbeltas	 e	 alongadas,	 lembrando-
nos	as	modelos	com	suas	pernas	enormes,	essas	ilustrações	costumam	ser	
desenhada	em	cânones	de	nove	a	dez	cabeças	e	essas	medidas	decorrem	
devido	 às	 formas	 de	 representação	 dos	 gregos	 antigos.	 Neste	 contexto,	
disserte	 sobre	 o	 porquê	 de	 as	 ilustrações	 de	 moda	 serem	 desenhadas	
maiores	que	o	tamanho	realístico	do	corpo	humano.
31
TÓPICO 2 — 
UNIDADE 1
DESENHANDO A CABEÇA DE UMA 
ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico,	 no	 Tópico	 2,	 abordaremos	 o	 desenho	 do	 rosto	 feminino,	
iniciando	por	seus	elementos:	olhos,	sobrancelhas,	boca,	nariz	e	cabelo.	A	forma	
como	desenhamos	os	elementos	pode	mudar	de	acordo	com	o	sentimento	que	
queremos	que	o	croqui	passe,	e	treiná-los	antes	de	fazer	o	desenho	completo	do	
rosto	é	essencial	para	atingir	um	bom	resultado.	
Depois	de	desenhar	todos	os	elementos,	iremos	juntá-los	no	rosto	frontal,	
que	nada	mais	é	que	o	rosto	na	posição	de	frente	e,	neste	momento,	você	verá	
os	 diferentes	 tipos	 de	 formato	 de	 rosto	 que	 existem,	 como	 o	 oval,	 retangular,	
coração,	quadrado	etc.
Em	seguida,	abordaremos	a	grade	facial,	também	conhecido	como	mapa	de	
elementos	do	rosto,	que	mostra	onde	cada	elemento	do	rosto	deve	ser	desenhado	
para	não	ficar	 estranho	ou	parecer	um	rosto	desfigurado,	 é	por	 isso	que	é	 tão	
importante	entender	as	proporções	corretas	antes	de	começar	um	desenho.
Além	de	 aprender	 a	 como	desenhar	 um	 rosto	 na	 posição	 frontal,	 você	
também	acompanhará	como	fazê-lo	na	posição	perfil	e	¾	que	são	muito	utilizados	
nas	ilustrações	de	moda	para	mostrar	melhor	os	penteados	no	cabelo,	acessórios	
de	cabeça	etc.
Em	cada	uma	das	posições	de	rosto	apresentadas,	frontal,	perfil	e	3/4	serão	
apresentados	 os	 passo	 a	 passos	 para	 você	 conseguir	 realizar	 os	 seus	 próprios	
esboços,	assim	já	irá	adquirindo	a	prática	para,	no	futuro	deste	livro,	abordarmos	
o	croqui	de	moda	completo.
2 DESENHANDO OS ELEMENTOS DO ROSTO FEMININO
Caro	 acadêmico,	 para	 conseguir	 desenhar	 uma	 ilustração	 de	 moda	
completa,	primeiro	é	preciso	praticar	as	suas	partes	e	depois	juntá-las	para	chegar	
a	um	resultado	satisfatório,	pensando	nisso	o	primeiro	conteúdo	desse	tópico	é	o	
desenho	dos	olhos	e	sobrancelhas,	já	que	este	é	um	elemento	do	rosto	que	possui	
mais	detalhes.
32
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
2.1 O DESENHO DOS OLHOS E SOBRANCELHAS
Conforme	Fernández	e	Roing	(2010),	o	olhos	são	a	parte	mais	expressiva	
do	 rosto	 e	 transmitem	uma	 infinidade	de	 emoções	 e	 sentimentos,	 por	 isso,	 os	
olhos	e	os	lábios	são	os	mais	importantes	no	desenho	da	face.	
Para	iniciar	o	desenho	das	feições,	procure	sempre	começar	por	exercícios	
simples,	assim	evita	a	frustação	de	um	mau	resultado	logo	de	primeira,	a	autora	
Bryant	(2012)	mostra	um	exercício	bem	fácil	para	desenhar	os	olhos	iniciando	por	
um	pequeno	círculo,	disponível	na	Figura	16.
FIGURA 16 – EXERCÍCIO BÁSICO PARA COMEÇAR A DESENHAR OLHOS FEMININOS
FONTE: Bryant (2012, p. 141)
O	ideal	é	aprender	a	desenhar	a	partir	da	realidade,	para	depois	estilizar	e	
começar	a	fazer	os	olhos	maiores	e	com	cílios	mais	volumosos	como	as	ilustrações	
de	moda	costumam	ter,	logo,	praticar	o	desenho	do	rosto	a	partir	da	observação	
pode	ser	um	bom	início	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).	
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
33
Aprenda a desenhar olhos realistas assistindo ao vídeo Como desenhar um 
olho passo a passo: nível iniciante do canal do YouTube Charles Laveso, disponível no em: 
https://www.youtube.com/watch?v=WqXqxGpTuGI.
DICAS
A	Figura	17	apresenta	alguns	eixos	e	linhas	que	podem	servir	de	base	para	
desenhar	os	olhos	e,	na	sequência,	a	aplicação	dos	detalhes	e	da	luz	e	sombra	para	
o	deixar	mais	parecido	com	a	realidade.
FIGURA 17 – DESENHO DE OLHOS REALÍSTICOS COM PASSO A PASSO
FONTE: Drudi (2008, p. 28)
A	distância	entre	um	olho	e	outro	é	a	mesma	medida	de	um	olho,	a	Figura	
18	mostra	um	esboço	que	explica	essa	situação,	que	é	bem	 importante	para	os	
olhos	não	ficarem	muito	afastados	ou	muito	pertos	(DRUDI,	2008).
FIGURA 18 – A DISTÂNCIA ENTRE UM OLHO E O OUTRO
FONTE: Drudi (2008, p. 27)
34
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
A	Figura	19	nos	mostra	as	diferentes	posições	em	que	um	olho	pode	ser	
desenhado,	 são	 elas:	 frontal,	¾	 e	 perfil.	 Perceba	 que	 o	 tamanho	 e	 a	 forma	do	
desenho	mudam	em	cada	uma	das	situações.
FIGURA 19 – O DESENHO DO OLHO EM DIFERENTES POSIÇÕES
FONTE: Abling (2011, p. 108)
Conforme	Fernández	e	Roig	(2010),	o	olho	encaixa-se	dentro	de	uma	forma	
esférica,	que	corresponde	à	órbita	ocular.	Dentro	dessa	forma	desenvolvem-se	as	
palpebras,	das	quais	a	superior	é	ligeiramente	mais	amendoada	do	que	a	inferior,	
e	o	globo	ocular	fica	levemente	oculto	por	ambas.	O	saco	lacrimal	situa-se	no	lado	
interno	do	olho,	junto	à	parede	nasal.	Para	terminar,	desenha-se	as	pestanas,	na	
mulher	mariores	curvas	e	mais	densas	do	que	nos	homens.
De	 forma	 resumida,	 é	 importante	 desenhar	 todas	 as	 partes	 do	 olho,	
pupila,	íris,	pálpebra,	cílios,	glândula	lacrimal	e	sobrancelhas,	idependentemente	
da	posição	em	que	estiver	esse	olho,	a	Figura	20	mostra	um	exemplo	de	como	os	
olhos	podemser	desenhados	em	diferentes	poses.
FIGURA 20 – PASSO A PASSO DO DESENHO DO OLHO EM DIFERENES POSIÇÕES
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 60)
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
35
Um detalhe importante na hora de desenhar os olhos é que o círculo da íris 
nunca pode aparecer inteira no olho, pois caso contrário, temos a impressão de que o 
croqui está assustado, então sempre parte da pupila escondida embaixo da pálpebra.
ATENCAO
2.2 O DESENHO DE BOCAS
Diferente	do	que	você	possa	 imaginar,	o	desenho	de	bocas	é	mais	 fácil	
do	que	o	dos	olhos,	pois	basta	 traçar	algumas	formas	geométricas,	acrescentar	
curvas	e	assim	formar	o	contorno.	O	exemplo	da	Figura	21,	a	seguir,	mostra	como	
desenhar	uma	boca	a	partir	de	um	eixo	em	cruz,	depois	esquematiza-se	o	desenho	
dos	lábios,	na	sequência,	apaga-se	os	traços	anteriores	e	esboça-se	as	curvas	do	
contorno	e	finaliza-se	adicionando	volume	com	o	sombreamento	(FERNÁNDEZ;	
ROIG,	2010).
FIGURA 21 – PASSO A PASSO DO DESENHO DE UMA BOCA FEMININA
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 62)
Algo	a	considerar	é	a	simetria	de	todos	os	elementos	do	rosto,	por	isso,	para	
quase	todas	as	formas	é	interessante	sempre	traçar	uma	linha	reta	na	horizontal	e	
na	vertical	para	estabelecer	o	comprimento	e	a	largura	dos	lábios	(FERNÁNDEZ;	
ROIG,	2010).
36
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
No	desenho	de	moda,	 o	 ideal	 é	 desenhar	 a	 boca	 sempre	 fechada,	 pois	
assim	não	se	corre	o	risco	de	desenhar	as	feições	em	proporções	erradas	(BRYANT,	
2012).	A	Figura	22	apresenta	um	outro	passo	a	passo	que	pode	ser	utilizado	por	
iniciantes	em	desenhos	de	bocas.
FIGURA 22 – EXERCÍCIO BÁSICO PARA DESENHAR BOCAS
FONTE: Bryant (2012, p.141)
A	boca	humana	é	formada	por	duas	partes	móveis,	o	lábio	superior,	mais	
delgado	 e	 curvo,	 e	 o	 inferior,	 normalmente	 mais	 carnudo.	 Nas	 ilustrações,	 é	
possível	fazer	diferentes	interpretações	e	diversificar	a	aparência	dos	lábios	por	
meio	na	mudança	das	formas	e/ou	nas	texturas,	a	Figura	23	mostra	um	exemplo	
dessa	diversificação	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
37
FIGURA 23 – FORMAS DIFERENTES DE REPRESENTAR OS LÁBIOS
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 63)
Assim	como	os	olhos,	a	boca	também	muda	sua	forma	dependendo	da	
posição	 em	 que	 a	 cabeça	 se	 encontra,	 observe	 os	 desenhos	 na	 Figura	 24	 para	
entender	essas	variações.
FIGURA 24 – O DESENHO DA BOCA EM DIFERENTES POSIÇÕES
FONTE: Abling (2011, p. 108)
Para	iniciar	o	desenho	do	lábio	em	perfil,	pode-se	utilizar	um	triângulo	
dividido	por	uma	linha	horizontal,	adiciona-se	linhas	retas	que	formam	o	desenho	
da	boca,	para	depois	apagá-las	e	transformá-las	em	curvas	suaves,	e	como	sempre,	
conclui-se	com	um	sombreamento,	nunca	preenchido	totalmente,	para	que	tenha	
também	luz	e	assim	proporcione	uma	sensação	de	volume	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	
2010).
38
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FIGURA 25 – DESENHANDO A BOCA NA VISTA PERFIL
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 62)
Cada	pessoa	 tem	uma	forma	diferente	de	 lábios,	a	variedade	é	 imensa,	
a	 Figura	 26	mostra	 vários	modelos	 em	 que	 você	 pode	 se	 inspirar	 na	 hora	 de	
desenhar	o	rosto	do	seu	croqui.
FIGURA 26 – O DESENHO DE LÁBIOS EM DIFERENTES FORMATOS
FONTE: Drudi (2008, p. 37)
Observe	que	Drudi	(2008)	mostra,	na	Figura	26,	a	representação	da	mesma	
boca	em	uma	versão	de	luz	e	sombra	à	esquerda	e	na	direita	uma	versão	apenas	
com	texturas	de	linhas,	ambos	os	resultados	são	interessantes	e	compõem	volume	
aos	lábios.
Desenhar	os	 lábios	com	bastante	volume	pode	ser	uma	sacada	quando	
se	 quer	 dar	 destaque	 à	maquiagem	 do	 croqui	 ou	 a	 algum	 acessório	 que	 está	
na	 cabeça,	 aproveite	 e	 brinque	 com	 a	 cor	 do	 batom	 pensando	 nas	 harmonias	
cromáticas.
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
39
Aprenda a desenhar uma boca sombreada e mais realista assistindo ao vídeo 
Como desenhar uma boca realista no canal do YouTube Charles Laveso, disponível no link: 
https://www.youtube.com/watch?v=Yo6t8FV2YJI.
DICAS
2.3 O DESENHO DO NARIZ
Agora	que	já	estudamos	sobre	os	olhos	e	as	bocas,	vamos	ao	desenho	do	
nariz	em	todas	as	suas	posições,	para	ter	um	bom	resultado	no	desenho	do	nariz,	
na	posição	frontal,	é	indicado	fazer	um	jogo	de	luzes	e	sombras,	a	seguir,	pode-se	
observar,	na	Figura	27,	um	passo	a	passo	como	exemplo	(BRYANT,	2012).
FIGURA 27 – EXERCÍCIO BÁSICO PARA DESENHAR UM NARIZ FRONTAL
FONTE: Bryant (2012, p.141)
40
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
De	acordo	com	Fernández	e	Roig	(2010),	quanto	mais	simplificado	for	a	
estilização	do	desenho	de	moda,	mais	pequeno	ou	até	 inexistente	será	o	nariz,	
porém,	um	ilustrador	sempre	deve	aprender	a	desenhá-lo	para	depois	decidir	se	
irá	diminuí-lo	em	seus	desenhos.
A	forma	clássica	de	desenhar	o	nariz	é	iniciar	uma	linha	que	liga	do	início	
da	 sobrancelha	até	 chegar	à	parte	 inferior,	 em	que	a	 linha	 se	 interrompe	para	
desenhar	as	“asas”	do	nariz,	que	podem	ser	representadas	com	duas	curvas,	quase	
como	dois	parênteses.	A	curva	termina	num	apêndice	de	ambos	os	lados.	Para	
representar	o	orifício	nasal	(os	“buracos”	por	onde	entra	o	ar	ao	respirarmos),	um	
exemplo	pode	ser	verificado	na	Figura	28	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
FIGURA 28 – O DESENHO DO NARIZ FRONTAL E PERFIL
FONTE: Drudi (2008, p.31)
Já	o	desenho	do	nariz	em	perfil	é	mais	simples,	sua	forma	é	parecida	com	
um	triângulo	incompleto	com	a	ponta	em	curva,	um	exemplo	da	diferença	entre	
o	nariz	frontal	e	de	perfil	pode	ser	visualizado	na	Figura	29.
FIGURA 29 – DIFERENÇAS DO DESENHO DE NARIZ FRONTAL E PERFIL
FONTE: Fernández e Roig (2010, p.61)
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
41
Embora	 o	 desenho	 do	 nariz	 de	 um	 croqui	 de	 moda	 seja	 estilizado	 e	
sem	 tantos	detalhes	quanto	de	 fato	 temos	em	pessoas	 reais,	 em	cada	uma	das	
posições,	frontal,	perfil	e	¾,	também	temos	variações	em	suas	formas,	como	pode	
ser	observado	na	Figura	30.
FIGURA 30 – O DESENHO DO NARIZ EM DIFERENTES POSIÇÕES
FONTE: Abling (2011, p. 108)
Como	sugestão,	desenhe	apenas	um	dos	lados	do	nariz	levando	a	linha	
até	a	sobrancelha,	pois	normalmente	a	luz	vem	apenas	de	um	lado	do	croqui	e	se	
você	colocar	a	sombra	dos	dois	lados,	pode	dar	a	impressão	de	que	a	modelo	tem	
um	nariz	maior	que	o	comum,	não	dando	ênfase	no	que	importa,	que	são	suas	
roupas	e	acessórios.
Para aprender a desenhar narizes, pratique os exercícios do vídeo Aula #12: 
Como desenhar Nariz (Lesson # 12: How to Draw Nose)” do canal do YouTube VCdesenhos, 
disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=6RUWVg_oDE4.
DICAS
2.4 O DESENHO DE DIFERENTES TIPOS DE CABELOS
Desenhar	cabelos	envolve	uma	combinação	de	linhas,	formas	e	ângulos.	A	
Figura	31	apresenta	como	o	ângulo	do	cabelo	deve	acompanhar	o	ângulo	em	que	a	
cabeça	se	encontra,	independente	do	seu	comprimento,	levando	em	consideração	
a	 lei	 da	 gravidade.	 Essa	 posição	 levemente	 em	 diagonal	 é	 interessante	 para	
mostrar	o	cabelo	de	lado	e	atrás	ao	mesmo	tempo	(ABLING,	2011).
42
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FIGURA 31 – O DESENHO DE CABELOS DO CURTO AO LONGO
FONTE: Abling (2011, p. 116)
A	seguir,	vemos	a	Figura	32	com	três	variações	de	cabelos,	o	primeiro	é	
o	 cabelo	 crespo	 que	 tem	 linhas	 onduladas,	 delicadas	 e	 com	pequenos	pontos,	
o	 segundo	é	o	 cabelo	encaracolado	ou	cacheado,	 têm	 linhas	onduladas	que	 se	
enrolam	umas	sobre	as	outras	e	o	último	é	o	cabelo	liso	com	um	corte	angular,	
cujas	linhas	são	mais	retas	e	definidas	(ABLING,	2011).
FIGURA 32 – VARIAÇÕES DE ESTILOS DE CABELOS 
FONTE: Abling (2011, p. 116)
As	linhas	do	cabelo	devem	sempre	partir	do	couro	cabeludo	e	cuidado	
para	não	 se	 tentar	 a	desenhar	 todos	os	fios,	 ao	 invés	disso,	desenhe	mechas	e	
apenas	faça	algumas	marcações	seguindo	a	forma	do	cabelo	escolhido.	Ao	pintar	
os	 cabelos,	não	utilize	 apenas	umacor,	procure	 trabalhar	bem	a	 luz	 e	 sombra	
(MORRIS,	2007).
Alguns	 exemplos	 de	 como	 podem	 ser	 desenhados	 cabelos	 lisos	 se	
encontram	 na	 Figura	 33,	 observe	 que	 é	 sempre	 interessante	 que	 eles	 tenham	
leveza	e,	às	vezes,	flutuem	sobre	o	rosto.
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
43
FIGURA 33 – EXEMPLO DE DESENHOS DE CABELOS LISOS 
FONTE: Drudi (2008, p. 44)
Desenhar	cabelos	curtos	com	penteados	de	amarrações	ou	tranças	também	
é	uma	opção	interessante	para	os	croquis	de	moda,	são	mais	rápidos	de	desenhar	
e	de	colorir.	A	Figura	34	apresenta	alguns	exemplos	para	desenhar	cabelos	curtos.
FIGURA 34 – DESENHANDO CABELOS CURTOS
FONTE: Drudi (2008, p. 55)
44
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
Para aprofundar seus conhecimentos em desenho de cabelos, assista ao vídeo 
Tutorial de cabelo: [O Básico] do canal do YouTube Mia GB, disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=4P5AVBhx4yg&t=234s.
DICAS
Tenha	 em	 mente	 que	 os	 desenhos	 dos	 cabelos	 mudam	 quando	 são	
desenhados	em	outras	posições	da	 cabeça,	por	 isso,	observe	bem	os	exemplos	
antes	de	começar	a	desenhar	as	mechas,	para	que	fique	de	acordo	com	o	entorno	
da	cabeça,	fazendo	volume	nos	lugares	certos.	A	Figura	35	mostra	exemplos	de	
cabelos	desenhados	na	posição	perfil.
FIGURA 35 – O DESENHO DOS CABELOS NA POSIÇÃO PERFIL
FONTE: Drudi (2008, p. 50)
Agora	que	 já	vimos	 sobre	o	desenho	de	 cabelos,	passaremos	a	 estudar	
como	desenhar	a	cabeça	frontal	feminina,	para	depois	abordarmos	os	diferentes	
tipos	de	rosto	e	as	outras	posições	da	cabeça.
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
45
Aproveite todo o conteúdo estudado para treinar cada um dos elementos 
do rosto em todas as suas posições: frontal, perfil e ¾, pois se tornar um bom desenhista 
requer prática e isso acontece na tentativa e erro.
UNI
3 O DESENHO FRONTAL DA CABEÇA FEMININA
Cada	 ilustrador	pode	 criar	 sua	própria	maneira	de	 representar	 o	 rosto	
no	 croqui	 de	 moda,	 porém	 a	 certos	 parâmetros	 que	 precisam	 ser	 seguidos,	
por	exemplo:	a	posição	dos	elementos.	Não	importa	se	o	desenho	é	realista	ou	
estilizado,	a	posição	dos	olhos,	boca	e	nariz	nunca	mudam	(ABLING,	2011).
A	 Figura	 36	 traz	 um	 exemplo	da	 posição	 dos	 elementos	 na	 cabeça,	 ao	
fazer	a	representação	do	rosto,	siga	os	passos	e,	posteriormente,	crie	sua	própria	
interpretação,	pois	a	estrutura	precede	o	estilo,	e	por	isso,	é	muito	importante	fazê-
la	corretamente.	Observe	que	a	 largura	do	olho	pode	ser	descoberta	dividindo	
a	cabeça	em	cinco	parte	 iguais	e	a	altura	fica	exatamente	na	metade	da	cabeça	
(ABLING,	2011).
FIGURA 36 – O DESENHO DOS ELEMENTO DO ROSTO NA POSIÇÃO FRONTAL
FONTE: Abling (2011, p. 100)
46
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
Comece	o	desenho	do	rosto	dividindo	a	cabeça	ao	meio,	a	parte	de	cima	é	
a	testa	e	a	marcação	do	cabelo,	a	parte	de	baixo	deve	ser	dividida	novamente	para	
achar	a	posição	do	nariz	e,	na	metade	do	último	módulo	restante,	fica	a	posição	
da	boca,	 que	deverá	 ser	desenhada	mais	próxima	do	nariz	do	que	do	queixo,	
como	na	Figura	37	(ABLING,	2011).
FIGURA 37 – MAPA DOS ELEMENTOS DO ROSTO NA POSIÇÃO FRONTAL
FONTE: Abling (2011, p. 101)
Para	iniciar	o	desenho	de	uma	cabeça	frontal,	podemos	partir	de	um	formato	
oval,	sobre	ele,	traça-se	um	eixo	de	simetria	vertical	que	servirá	para	desenhar	os	
dois	 lados	 iguais,	 sobre	 ela,	marca-se	 os	 traços	 faciais	 com	quatro	 linhas,	 que	
correspondem	à	linha	do	cabelo,	dos	olhos,	do	nariz	e	da	boca,	conforme	o	passo	
a	passo	da	Figura	38.	As	orelhas	ficam	na	mesma	altura	que	os	olhos	e	o	nariz	e	
podem	ser	desenhadas	de	forma	mais	simplificada	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
FIGURA 38 – ESBOÇO RÁPIDO DA POSIÇÃO DOS ELEMENTOS DO ROSTO FRONTAL
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 57)
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
47
Ao	 dividir	 o	 rosto	 em	 partes	 iguais,	 percebemos	 quantas	 medidas	
coincidem	e	podem	ser	usadas	para	desenhar	dentro	da	proporção	adequada	ao	
ilustrarmos	um	rosto.	Apesar	disso,	o	rosto	humano	é	complexo	e	é	extremamente	
normal	sentir	dificuldade	ao	desenhá-lo,	por	isso,	tenha	sempre	um	bloco	à	mão	
para	praticar	todas	as	formas	apresentadas	(FERNÁNDEZ;	ROIG,	2010).
A	seguir,	veja	a	Figura	39	com	um	exemplo	prático	de	como	posicionar	
cada	parte	do	rosto	na	posição	frontal,	observe	que,	no	primeiro	quadro,	o	rosto	
é	representado	por	um	círculo	mais	a	mandíbula.
FIGURA 39 – PASSO A PASSO DO DESENHO DE ROSTO FRONTAL
FONTE: Drudi (2008, p. 41)
Para compreender como fazer o rosto de uma forma mais prática, assista ao 
vídeo Como desenhar rostos? no canal no YouTube Mariana Cagnin, disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=P2g0LheCcpQ 
DICAS
No	caso	apresentado	por	Drudi	(Figura	39),	o	rosto	possui	a	forma	oval,	
mas	existem	diferentes	tipos	de	formatos	de	rosto	que	você	estudará	no	subtópico	
a	seguir.
48
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
3.1 OS DIFERENTES TIPOS/FORMAS DOS ROSTOS
Segundo	Fernández	e	Roig	(2010),	existem	diferentes	formas	de	rostos	e	
é	possível	 estilizar	 o	 croqui	 escolhendo	uma	delas	para	 trabalhar,	 a	 Figura	 40	
mostra	 uma	maneira	 de	 fazer	 essa	 representação,	 que	 inicia	 com	 uma	 forma	
geométrica	para	depois	desenhar	o	rosto	dentro	dela.
FIGURA 40 – AS DIFERENTES FORMAS DOS ROSTOS
FONTE: Fernández e Roing (2010, p.59)
Os	exemplos	da	figura	correspondem	às	formas	redonda	(A),	trapezoidal	
(B),	quadrada	(C),	triangular	(D),	retangular	(E)	e	amendoada	(F)	(FERNÁNDEZ;	
ROIG,	2010).
Outro	 exemplo	 pode	 ser	 observado	 na	 Figura	 41,	 porém	 outras	
nomenclaturas	 são	utilizadas:	 redondo,	 trapezoidal,	 retângulo,	 oval,	 triângulo,	
quadrado	e	coração.
FIGURA 41 – EXEMPLO DAS DIFERENTES FORMAS DE ROSTO
FONTE: <http://www.beauty-review.nl/bepaal-je-gezichtsvorm-en-waarom-het-nuttig-om-dit-te-
-doen>. Acesso em: 25 mar. 2021.
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
49
Perceba	que	a	principal	diferença	no	desenho	do	rosto	em	cada	uma	das	
formas	 está	 na	mandíbula	 e	 na	 testa,	 escolha	 o	 formato	 que	 você	 achar	mais	
interessante	para	a	proposta	da	sua	ilustração	ou	coleção	na	hora	de	desenhar.
4 O DESENHO EM ¾ DA CABEÇA FEMININA
Além	de	desenhar	o	rosto	na	posição	frontal,	você	pode	desenhá-lo	em	
¾.	Segundo	Bryant	(2012),	na	posição	¾,	o	desenho	dos	olhos	é	semelhante	ao	da	
posição	frontal,	porém	mais	arredondado,	o	nariz	ganha	uma	curva	que	esconde	
parcialmente	o	olho	do	lado	virado	da	cabeça	e	a	boca	também	é	parecida	com	a	
da	posição	frontal,	porém	é	menor	no	lado	em	perspectiva,	observe	esses	detalhes	
na	Figura	42.
FIGURA 42 – O DESENHO DOS ELEMENTOS DO ROTO EM ¾
FONTE: Bryant (2012, p.149)
A	posição	dos	elementos	no	rosto	em	¾	é	semelhante	ao	rosto	frontal,	sua	
principal	diferença	está	associada	à	mudança	do	eixo	de	simetria	que	é	curvado	e	
não	fica	mais	no	meio	da	cabeça,	passando	a	ser	localizada	próximo	ao	lado	direto	
ou	esquerdo,	conforme	apresenta	a	Figura	43	(BRYANT,	2012).	
50
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FUGURA 43 – A POSIÇÃO DOS ELEMENTOS NO ROSTO EM ¾
FONTE: Bryant (2012, p. 148)
Segundo	Abling	 (2011),	 para	 desenhar	 a	 cabeça	 em	¾,	 basta	 dividir	 a	
cabeça	frontal	em	quatro	partes	e	virar	a	cabeça	um	pouco	para	a	direita	ou	para	
a	esquerda,	subtraindo	cerca	de	¼	do	total,	esse	é	o	motivo	dessa	posição	levar	
o	nome	de	¾.	Observe,	 na	Figura	 44,	 como	o	 contorno	da	bochecha	fica	mais	
saliente	no	lado	oculto.	
FIGURA 44 – DESENHANDO A CABEÇA NA POSIÇÃO 3/4
FONTE: Abling (2011, p. 102)
Assim	como	na	posição	frontal,	a	largura	da	boca	é	aproximadamente	a	
metade	do	tamanho	dos	olhos,	o	nariz	fica	mais	protuberante	em	sua	ponta	e	o	
olho	do	lado	direito	está	menor	que	do	lado	esquerdo,	assim	como	na	boca.	Veja,	
na	Figura	45,	um	exemplo	dessa	situação	(DRUDI,	2008).
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODAFEMININA
51
FIGURA 45 – O ROSTO NA POSIÇÃO 3/4
FONTE: Drudi (2008, p. 40)
A	Figura	46	mostra	um	passo	a	passo	para	a	realização	da	cabeça	em	¾,	
nele	podemos	ver	a	sequência	mais	simples	de	desenhar	os	elementos	do	rosto	
nesta	posição.
FIGURA 46 – PASSO A PASSO DO DESENHO DO ROSTO NA POSIÇÃO ¾
FONTE: Abling (2011, p. 203)
A	 cabeça	 na	 posição	¾	 é	 a	mais	 difícil	 de	 desenhar	 e	 demanda	muita	
concentração	e	atenção	para	desenvolvê-la.	Com	a	prática,	o	resultado	ficará	cada	
vez	melhor,	por	isso,	não	desista	se	o	desenho	não	ficar	bom	na	primeira	vez,	isso	
é	perfeitamente	normal.
52
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
Para te ajudar a desenhar o rosto em ¾, sugerimos que assista ao vídeo Como 
desenhar rosto ¾ (#dicarrapidaft) no canal do YouTube Fayci Tage, disponível no link: 
https://www.youtube.com/watch?v=meuFctkjokI.
DICAS
5 O DESENHO EM PERFIL DA CABEÇA FEMININA
No	desenho	da	cabeça	feminina	na	posição	perfil,	de	acordo	com	Bryant	
(2012),	o	olho	corresponde	à	metade	de	um	olho	de	frente,	a	íris	se	transforma	em	
uma	elipse,	o	nariz	resume-se	a	uma	linha	refinada	e	a	boca	parece	um	coração	
virado	de	lado,	como	pode	ser	observado	na	Figura	47.
FIGURA 47 – O DESENHO DOS ELEMENTOS DO ROSTO EM PERFIL
FONTE: Bryant (2012, p. 151)
Para	 posicionar	 corretamente	 os	 elementos	 do	 rosto	 em	 perfil,	 é	
interessante	dividir	o	desenho	com	uma	cruz	centralizada,	a	inserção	das	duas	
linhas	determinará	a	posição	da	orelha.	O	início	da	linha	horizontal	é	a	referência	
para	 posicionar	 o	 olho	 e	 os	 demais	 elementos	 podem	 ser	 inseridos	 abaixo.	
É	 importante	 observar	 que	 somente	 o	 nariz	 ultrapassa	 a	 forma	 oval	 do	 rosto,	
verifique	na	Figura	48	(BRYANT,	2012).
TÓPICO 2 — DESENHANDO A CABEÇA DE UMA ILUSTRAÇÃO DE MODA FEMININA
53
FUGURA 48 – A POSIÇÃO DOS ELEMENTOS NO ROSTO DE PERFIL
FONTE: Bryant (2012, p. 150)
Na	posição	em	perfil,	a	cabeça	está	completamente	de	lado,	observe,	na	
Figura	 49,	 que	 o	 principal	 efeito	 é	 que	 todos	 os	 desenhos	 do	 rosto	 se	 tornam	
mais	pronunciados,	principalmente	o	contorno	do	nariz,	que	fica	mais	definido	
(ABLING,	2011).	O	rosto	em	perfil	costuma	ser	mais	fácil	de	desenhar	dos	que	os	
ensinados	anteriormente.
FIGURA 49 – DESENHO DA CABEÇA EM PERFIL
FONTE: Abling (2011, p. 203)
Existem várias maneiras diferentes de desenhar o rosto em perfil, uma delas 
é usando círculos. Para aprender, assista ao vídeo Como desenhar rosto (perfil) no canal 
do YouTube Sonzin Arts, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BnToLS9aH6Q
DICAS
54
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
Para	iniciantes,	indica-se	desenhar	seguindo	um	passo	a	passo.	A	Figura	
50	apresenta	como	começar	e	o	que	considerar	para	fazer	o	desenho	dos	elementos	
do	rosto	em	perfil.	Perceba	que,	para	encontrar	o	tamanho	e	localização	do	olho,	
é	utilizada	a	distribuição	da	largura	dele,	a	fim	de	compreendermos	a	medida.
FIGURA 50 – O DESENHO DO ROSTO EM PERFIL COM PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 105)
Vale	 a	 reflexão	 de	 que	 todas	 as	 posições	 do	 rosto	 possuem	 suas	
características,	 mas	 os	 elementos	 são	 distribuídos	 sempre	 na	mesma	 altura	 e	
respeitando	a	regra	das	proporções	da	figura	humana,	já	explicadas	no	primeiro	
tópico.
Agora pratique o desenho de cada uma das posições da cabeça estudadas, 
inserindo todos os elementos: olhos, nariz, boca, orelhas e cabelo.
UNI
55
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Para	 iniciar	 o	 desenho	 dos	 elementos	 de	 um	 rosto	 (olhos,	 boca	 e	 nariz),	 é	
possível	utilizar	linhas	guias	e	formas	geométricas.
•	 Existe	diferentes	tipos	de	cabelos	e	todos	devem	ser	representados	com	mechas	
e	de	acordo	com	a	pose	da	cabeça.
•	 A	cabeça	feminina	pode	ser	representada	em	três	posições	diferentes:	frontal,	
perfil	e	¾	e	em	cada	uma	delas	a	forma	do	desenho	dos	elementos	se	altera.
•	 Existe	a	possibilidade	de	desenhar	a	cabeça	seguindo	um	passo	a	passo	para	
encontrar	a	posição	exata	de	cada	elemento,	seguindo	medidas	comparativas,	
independentemente	da	posição	escolhida.
56
1		Os	olhos	são	uma	parte	importantíssima	no	desenho	de	rostos	femininos,	
eles	 expressam	 sentimentos	 e	 ajudam	 a	 trazer	 personalidade	 ao	 croqui,	
segundo	Fernández	e	Roig	(2010),	o	ideal	é	começar	a	aprender	a	desenhar	
os	 olhos	 a	 partir	 do	 desenho	de	 observação,	 procurando	 a	 aproximação	
com	a	 realidade.	Levando	 em	 conta	 a	proporção	 ideal	para	desenhar	 os	
olhos,	assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)		(			)	A	distância	entre	um	olho	e	o	outro	é	a	mesma	medida	do	olho.
b)	(			)	A	distância	entre	um	olho	e	outro	é	a	medida	de	1	olho	e	meio.
c)		(			)	A	distância	entre	um	olho	e	outro	é	a	medida	de	meio	olho.
d)	(			)	A	distância	entre	um	olho	e	outro	é	a	medida	de	2	olhos.
2	 Em	 uma	 ilustração	 de	 moda,	 a	 cabeça	 pode	 ser	 desenhada	 em	 vários	
ângulos	e	vistas	diferentes,	isso	acontece	para	mostrar	diferentes	detalhes	
de	 acessórios	 como	 brincos,	 chapéus,	 arcos,	 entre	 outros.	 Com	 base	 nas	
diferentes	posições	que	a	cabeça	pode	ser	desenhada,	analise	as	sentenças	
a	seguir:
I-		 A	pose	da	cabeça	frontal	é	quando	a	cabeça	está	exatamente	de	frente	e	
é	possível	desenhar	o	 rosto	 simetricamente	a	partir	de	um	eixo	central	
localizado	no	meio	da	cabeça.
II-		 A	vista	em	perfil	é	quando	o	croqui	está	parcialmente	virado,	o	eixo	de	
simetria	torna-se	curvado	e	os	desenhos	de	olhos,	nariz	e	boca	não	podem	
ser	desenhados	simétricos,	pois	ficam	com	formas	diferentes	no	lado	em	
perspectiva.
III-	A	vista	em	¾	é	quando	o	rosto	é	desenhado	totalmente	de	lado,	na	qual	
visualizamos	somente	uma	orelha,	um	olho,	metade	da	boca	e	metade	do	
nariz.
Assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)		(			)	Somente	a	sentença	I	está	correta.
b)	(			)	Somente	a	sentença	III	está	correta.
c)		(			)	As	sentenças	II	e	III	estão	corretas.
d)	(			)	As	sentenças	I	e	II	estão	corretas.
3		Existem	algumas	regras	no	desenho	de	rostos	quanto	à	posição	dos	seus	
elementos,	esse	sistema	de	medidas	é	adotado	para	o	ilustrador	conseguir	
desenhar	o	rosto	mais	de	acordo	com	a	realidade	e	não	cometer	erros,	como	
colocar	os	olhos	na	posição	da	 testa,	 esquecer	de	deixar	um	espaço	para	
o	queixo	e	assim	sucessivamente.	Considerando	a	posição	adequada	dos	
elementos	no	rosto	feminino,	classifique	V	para	as	sentenças	verdadeiras	e	
F	para	as	falsas:
AUTOATIVIDADE
57
(			)	A	linha	do	olho	está	no	meio	da	cabeça.
(			)	A	linha	do	nariz	está	a	meio	do	caminho	entre	os	olhos	e	o	queixo.
(			)	A	boca	fica	um	pouco	mais	perto	do	queixo	do	que	do	nariz.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a)		(			)	V	–	F	–	F.
b)	(			)	V	–	V	–	F.
c)		(			)	F	–	V	–	F.
d)	(			)	F	–	F	–	V.
4		Entre	as	principais	vistas	utilizadas	para	representar	o	rosto	feminino	estão:	
a	vista	frontal,	perfil	e	¾.	Segundo	Abling	(2011),	na	posição	perfil,	a	cabeça	
está	completamente	de	lado	e	todos	os	desenhos	do	rosto	se	tornam	mais	
pronunciados.	Neste	contexto,	disserte	sobre	as	características	do	desenho	
dos	elementos	na	posição	perfil	da	cabeça	feminina.
5		Entre	os	principais	elementos	de	um	rosto,	temos	os	olhos,	o	nariz	e	a	boca,	
e	representá-los	corretamente	no	desenho	de	um	rosto	é	essencial	para	dar	
um	bom	resultado	à	ilustração	de	moda	e	representar	os	sentimentos	certos	
ao	 cliente,	 representando	 bem	 a	 coleção	 em	 questão.	 Dito	 isso,	 disserte	
sobre	qual	é	a	forma	de	descobrir	a	posição	de	cada	um	desses	elementos.
58
59
TÓPICO 3 — 
UNIDADE 1
DESENHANDO O CORPO DE UM 
CROQUI DE MODA FEMININA
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico,	no	Tópico	3,	abordaremos	como	desenhar	um	croqui	de	moda	
completo,	iniciando	pelos	pés,	neles,	serão	estudadas	suas	diferentes	posições	e	
também	serão	apresentados	alguns	desenhos	de	calçados	como	exemplo.
Na	sequência,	você	aprenderá	sobre	o	desenho	de	pernas,	mãos,	braços	
e	 tronco	 sucessivamente,	 em	 todas	 as	 vistas:	 frontal,	 perfil,	¾	 e,	 por	 vezes,	 as	
posteriores.
Além	disso,	abordaremos	como	juntartodas	essas	partes	do	corpo	para	
criar	uma	ilustração	de	moda	completa,	seguindo	o	passo	a	passo	já	apresentado	
no	 Tópico	 1,	 e	 assim	 você	 perceberá	 como	 a	 ilustração	 é	 menos	 complicada	
quando	desenhada	dentro	das	proporções	corretas.
Os	croquis	serão	estudados	em	todas	as	vistas:	frontal,	perfil,	¾,	de	costas	
e	com	o	movimento	em	“S”,	que	possui	movimento	de	quadril	e	ombros.
Ao	 concluir	 esse	 tópico,	 seguindo	 os	 exercícios	 propostos,	 você	 estará	
pronto	 para	 começar	 a	 fazer	 as	 suas	 próprias	 ilustrações	 do	 croqui	 de	moda	
feminina	adulto.
2 DESENHANDO AS FORMAS BÁSICAS DA FIGURA HUMANA
Antes	 de	 desenhar	 uma	 ilustração	 de	 moda	 completa,	 é	 importante	
entender	como	se	desenham	as	partes	dela,	iniciando	pelos	pés.	
2.1 DESENHANDO PÉS
Os	desenhos	dos	pés	frontais	mostram	todos	os	dedos.	O	tornozelo	não	é	
pronunciado	e	não	existe	o	calcanhar	nessa	pose,	a	Figura	51	mostra	a	diferença	
do	pé	realista	para	o	pé	de	uma	ilustração	de	moda,	o	realista	apoia	todo	o	pé	
sobre	o	chão,	já	o	de	uma	ilustração	de	moda	se	apoia	nos	dedos	e,	por	isso,	é	mais	
alongado	(ABLING,	2011).
60
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FIGURA 51 – AS DIFERENÇAS DE UM PÉ REALISTA PARA O PÉ DO CROQUI DE MODA
FONTE: Abling (2011, p. 54)
O	pé	frontal	pode	ser	desenhado	a	partir	de	formas	geométricas	ou	a	partir	
de	esboços	 com	curvas	e	 é	 importante	observar	que,	para	 ilustração	de	moda,	
não	é	necessário	inserir	unhas	ou	muitos	detalhes	aos	dedos,	pois	normalmente	
insere-se	um	calçado	para	finalizá-lo.
FIGURA 52 – DESENHANDO O PÉ NA POSIÇÃO FRONTAL COM PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 54)
O	pé	na	visão	perfil,	ou	seja,	desenhado	na	posição	lateral	é	iniciado	pelas	
pontas	dos	dedos	e	vai	até	o	calcanhar,	os	dedos	ficam	pouco	visíveis	e	o	calcanhar	
e	os	tornozelos	são	evidenciados	como	na	Figura	53	(ABLING,	2011).
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
61
FIGURA 53 – EXEMPLO DO PÉ DE PERFIL E AS VISTAS POSTERIORES
FONTE: Abling (2011, p. 52)
Para	 desenhar	 o	 calcanhar,	 é	 útil	 desenhar	 um	 círculo	 primeiro	 e	 usá-
lo	 como	 base,	 já	 as	 demais	 partes	 podem	 ser	 realizadas	 com	 outras	 figuras	
geométricas,	como	no	exemplo	da	Figura	54.
FIGURA 54 – PASSO A PASSO DE COMO DESENHAR UM PÉ DE PERFIL
FONTE: Abling (2011, p. 52)
O	pé	em	perfil	também	pode	ser	ilustrado	com	o	calcanhar	erguido,	ou	
seja,	como	se	o	croqui	estivesse	usando	salto	alto	e,	assim,	apoiando-se	nos	dedos.	
A	Figura	55	mostra	um	exemplo	de	como	desenhar	essa	posição.
FIGURA 55 – ESBOÇANDO O PÉ DE PERFIL COM O CALCANHAR ERGUIDO
FONTE: Abling (2011, p. 52)
62
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
O	pé	em	¾	é	a	posição	entre	o	pé	frontal	e	o	de	perfil,	observe,	na	Figura	
56,	que	nesta	vista	há	mais	dedos	visíveis	que	no	de	perfil	e	menos	do	que	na	
frontal,	o	calcanhar	também	é	menor	do	que	na	posição	em	perfil	(ABLING,	2011).
FIGURA 56 – DESENHANDO DO PÉ EM ¾ COM PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 53)
Ao	desenhar	o	pé	em	¾	de	salto	alto,	é	importante	verificar	o	ângulo	do	
chão	traçando	algumas	linhas	guias	em	perspectiva,	como	na	Figura	57	(ABLING,	
2011).
FIGURA 57 – DESENHANDO UM PÉ COM SALTO ALTO EM ¾
FONTE: Abling (2011, p. 53)
Para ver o desenho de pés em todas as posições de forma prática, assista ao 
vídeo Como desenhar: pés – esboço do canal do YouTube William Soares, disponível no 
link: https://www.youtube.com/watch?v=hYtcqXisDJ4.
DICAS
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
63
Depois	de	praticar	os	pés	descalços	em	todas	as	poses,	pode-se	começar	a	
desenhá-los	com	calçados	e	experimentar	suas	infinitas	possibilidades.
2.1.1 Desenhando os pés com calçado
Segundo	 Abling	 (2011),	 os	 principais	 detalhes	 dos	 calçados	 estão	 em	
cima	ou	na	frente,	por	isso,	essa	parte	merece	a	atenção	na	hora	de	desenhar,	é	
impressindível	também	verificar	o	local	correto	para	inserir	as	costuras	e	a	altura	
do	salto.	Veja	alguns	exemplos	de	desenho	de	calçados	na	Figura	58.
FIGURA 58 – EXEMPLOS DE DESENHOS DE PÉS COM CALÇADO
FONTE: Abling (2011, p. 55)
Observe	 que,	 ao	 desenhar	 calçados,	 é	 interessante	 inserir	 texturas	 e	 as	
dobras	que	o	tecido	pode	causar,	isso	deixa	o	desenho	ainda	mais	realístico.
64
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
Assista ao vídeo Como desenhar três tipos de salto diferentes do canal do 
YouTube Fayci Tage, para aumentar seu conhecimento sobre desenho de calçados 
femininos.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=Itsagw225dw>. Acesso em: 24 mar. 2021.
DICAS
Agora	que	já	estudamos	sobre	pés	e	calçados,	vamos	à	próxima	etapa	que	
é	desenhar	a	perna	completa,	com	o	pé.	Lembrando	que,	para	você	aprender	a	
desenhar,	não	adianta	apenas	ler	esse	material,	mas	ter	em	mãos	papel	e	lápis	
para	praticar	todos	os	exercícios	disponíveis.
2.2 DESENHANDO PERNAS 
O	desenho	de	uma	perna	de	ilustração	de	moda	é	a	abreviação	da	forma	
realística	da	perna	humana,	a	largura	da	coxa	deve	ser	maior	que	a	largura	da	
panturrilha	e	a	curva	do	joelho	deve	ficar	no	meio	da	perna.	A	Figura	59	mostra	
o	desenho	dos	ossos	e	dos	músculos	de	uma	perna	para	mostrar	como	chagou-se	
ao	desenho	adequado	de	sua	forma	(ABLING,	2011).
FIGURA 59 – DESENHO DE PERNAS A PARTIR DA MUSCULATURA E ESQUELETO
FONTE: Abling (2011, p. 46)
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
65
A	Figura	60	mostra	um	exemplo	de	como	desenhar	uma	perna	a	partir	
do	desenho	esboçado	em	curvas,	que	pode	ser	um	bom	exercício	para	realizar	o	
desenho	da	perna	na	posição	frontal.
FIGURA 60 – ESBOÇANDO UMA PERNA COM PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 47)
A	Figura	61	mostra	a	diferença	da	perna	de	apoio	para	a	perna	estendida,	
a	perna	de	apoio	sempre	fica	levemente	inclinada	para	dentro	e	termina	antes	do	
que	a	perna	estendida.	Nas	últimas	pernas	da	figura,	podemos	perceber	que	a	
linha	do	joelho	e	do	tornozelo	acompanham	a	inclunação	do	quadril	(ABLING,	
2011).
FIGURA 61 – PERNA DE APOIO E INCLINAÇÃO DO QUADRIL
FONTE: Abling (2011, p.48)
66
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
Assim	como	os	pés,	as	pernas	também	devem	ser	praticadas	em	todas	as	
suas	posiçãoes.	A	Figura	62	mostra	a	perna	na	vista	posterior	(de	costas),	frontal,	
¾	e	perfil.
FIGURA 62 – AS DIFERENTES FORMAS DAS PERNAS EM CADA UMA DAS POSIÇÕES
Para complementar seus estudos sobre pernas, assista ao vídeo Como 
desenhar as pernas do croqui de moda no canal do YouTube Universo da Vitoria, disponível 
no link: https://www.youtube.com/watch?v=XseRjPlFu68.
DICAS
Agora	que	já	aprendemos	a	desenhar	os	pés	e	pernas	de	uma	ilustração	
de	moda,	passaremos	aos	desenhos	de	mãos	e,	na	sequência,	veremos	o	desenho	
dos	braços.
2.3 DESENHANDO MÃOS 
Para	desenhar	mãos,	é	possível	 traçar	algumas	 linhas	guias,	o	primeiro	
passo	é	dividir	ao	meio,	 separando	os	dedos	e	a	palma	da	mão,	para	 terem	o	
mesmo	comprimento,	depois	dividir	o	comprimento	dos	dedos	para	 inserir	as	
articulações,	como	na	Figura	63	(ABLING,	2011).
FONTE: Abling (2011, p. 48)
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
67
FIGURA 63 – DESENHO DE MÃO COM PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 66)
As	mãos	de	uma	 ilustração	de	moda	devem	ser	 realizadas	com	formas	
simplificadas,	a	fim	de	proporcionar	elegância,	por	isso,	nem	sempre	o	desenho	
das	unhas	é	necessário	(ABLING,	2011).
A	Figura	64	mostra	outra	forma	de	representar	mãos	femininas	a	partir	de	
algumas	formas	geométricas,	como	retângulos	e	quadrados.	Para	concluir,	basta	
inserir	algumas	curvas,	tornando	os	dedos	e	as	mãos	cilíntricas.
FIGURA 64 – DESENHANDO MÃOS A PARTIR DE FORMAS GEOMÉTRICAS
FONTE: Abling (2011, p. 66)
Dependendo	da	posição	das	mãos,	elas	podem	ser	incrívelmente	difícies	
de	desenhar,	por	isso,	lembre-se	de	sempre	praticar	o	desenho	da	mão	esquerda	
e	direita	em	todas	as	suas	posições	(ABLING,	2011).
A	Figura	65	mostra	várias	poses	de	mãos	que	podem	ser	utilizadas	em	
seus	croquis	de	moda,não	é	necessário	 ter	o	domínio	de	 todas	as	poses	e	sim	
daquelas	que	mais	lhe	agradam	e	que	lhe	ajudarão	a	mostrar	características	da	
sua	coleção. 
68
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FIGURA 65 – POSES DE MÃOS FECHADA E ABERTA
FONTE: Abling (2011, p. 67)
De	 acordo	 com	Abling	 (2011),	 as	 articulações	 têm	 um	 papel-chave	 no	
desenho	de	mãos,	 já	que	a	palma	é	praticamente	estática	e	a	forma	da	mão	na	
ilustração	de	moda	é	mais	fina	e	delicada,	como	nos	desenhos	dos	pés.
A	Figura	66	mostra	como	desenhar	a	pose	das	mãos	apoiadas	na	cintura,	
que	é	muito	utilizada	nos	croquis	de	moda	para	evidenciar	acessórios	e	detalhes	
de	um	produto	de	moda.
FIGURA 66 – AS POSES DE MÃOS PARA APOIAR NA CINTURA 
FONTE: Abling (2011, p. 68)
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
69
As	mãos	podem	posar	de	várias	maneiras.	A	Figura	67	mostra	o	desenho	
de	mãos	em	suas	diferentes	vistas	(frontal,	perfil,	¾,	de	costas,	com	o	polegar	pra	
frente	etc.).
FIGURA 67 – O DESENHO DE MÃOS NAS DIFERENTES POSIÇÕES
FONTE: Abling (2011, p. 68)
As	mãos	são	parte	significativa	no	desenho	de	uma	ilustração	de	moda,	
pois	ajudam	a	mostrar	detalhes	e	expressar	sentimentos,	um	exemplo	são	como	
as	modelos	utilizam	muito	as	mãos	em	fotografias	de	moda,	segurando	o	cabelo,	
com	a	mãos	no	bolso	ou	na	cintura,	segurando	uma	gola,	entre	outras	poses.
Um vídeo que pode te ajudar muito com o desenho de mãos é: Como eu 
desenho mãos do canal do YouTube Mateandro, disponível no link: https://www.youtube.
com/watch?v=ehXmkrrOHMg.
DICAS
2.4 DESENHANDO BRAÇOS
Assim	 como	 o	 desenho	 dos	 pés,	 pernas	 e	 mãos,	 o	 braço	 feminino	 na	
ilustração	de	moda	é	feito	mais	alongado	e	com	formas	delicadas.	A	proporção	é	a	
metade	das	pernas,	o	braço	é	do	mesmo	comprimento	que	o	antebraço	(ABLING,	
2011).
A	Figura	68	mostra	os	ossos	e	musculatura	de	um	braço	para	chegar	a	
forma	 adequada,	 perceba	 que	 o	 último	desenho	 indica	 que	 o	 cotovelo	 fica	 na	
mesma	altura	da	cintura	e	o	pulso	na	mesma	altura	que	o	quadril.
70
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FIGURA 68 – DESENHANDO O BRAÇO A PARTIR DA MUSCULATURA E O ESQUELETO
FONTE: Abling (2011, p. 58)
Já	a	Figura	69	apresenta	o	desenho	das	formas	do	braço	em	todas	as	vistas,	
frontal,	 ¾,	 perfil,	 posterior	 e	 com	 movimento,	 observe	 que	 as	 mãos	 também	
mudam	em	cada	uma	das	posições.
FIGURA 69 – O DESENHO DO BRAÇO EM DIFERENTE POSIÇÕES
FONTE: Abling (2011, p. 59)
Os	braços	são	simples	de	desenhar,	mas	o	principal	erro	ao	desenhá-los	é	
o	comprimento	e	a	posição	exata	de	cada	articulação,	por	isso,	sempre	observe	o	
tronco,	pois	os	braços	devem	acompanhar	as	suas	medidas.
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
71
Se ainda estiver com dificuldade para desenhar os braçose a inserção da mão, 
assista ao vídeo Desenho: braços e mãos – Aula 6 – do canal do YouTube Márcia Böger, 
disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=RlC3bEOdouY.
DICAS
2.5 DESENHANDO A DEFINIÇÃO DO TRONCO FEMININO
Para	 desenhar	 o	 tronco	 superior	 de	 uma	 figura	 de	 moda	 feminina,	 é	
imporante	observar	que	os	ombros	são	mais	largos	e	se	afunilam	para	chegar	à	
cintura,	a	linha	do	ombro	nunca	é	reta	ela	é	uma	linha	diagonal,	como	pode	ser	
observado	na	Figura	70	(ABLING,	2011).
FIGURA 70 – DESENHANDO O TRONCO SUPERIOR FEMININO
FONTE: Abling (2011, p. 16)
O	recorte	princisa	é	o	pontilhado	que	vem	da	metade	do	combro	e	passa	
por	cima	do	busto,	você	pode	ver,	na	Figura	71,	ao	virar	ou	 torcer	o	 tronco,	o	
recorte	princesa	muda	de	forma	ficando	em	linhas	curvas	e	a	cava	pode	começar	
a	aparecer	mais	em	um	dos	lados	(ABLING,	2011).
FIGURA 71 – O DESENHO DO TRONCO SUPERIOR COM TORÇÃO
FONTE: Abling (2011, p. 16)
72
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
As	 curvas	 da	 lateral	 do	 tronco	 inferior	 devem	 acompanhar	 a	 largura	
das	coxas,	aumentando	conforme	chegam	ao	quadril	e	afunilando	na	parte	da	
cintura,	os	recortes	princesa	refletem	a	curvatura	da	lateral,	conforme	a	Figura	72	
(ABLING,	2011).
FIGURA 72 – O DESENHO DO TRONCO INFERIOR FEMININO
FONTE: Abling (2011, p. 17)
Ao	juntar	o	tronco	superior	com	o	inferir	na	posição	¾,	observe,	na	Figura	
73,	 que	 o	 desenho	 inicia-se	 nos	 ombros	 para	 depois	 chegar	 aos	 quadris,	 que	
apenas	acompanham	a	curvatura	em	direção	as	coxas.
FIGURA 73 – O DESENHO PASSO A PASSO DO TRONCO NA POSIÇÃO ¾
FONTE: Abling (2011, p. 18)
No	desenho	do	tronco,	todas	as	linhas	devem	seguir	a	pose,	se	o	ombro	
está	na	diagonal,os	seios	também	devem	seguir	esse	sentido	e	o	mesmo	vale	para	
a	linha	da	cintura	com	a	linha	do	quadril,	esse	fato	fica	evidente	ao	observar	a	
Figura	74.
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
73
FIGURA 74 – O TRONCO COM MOVIMENTO DE QUADRIL E OMBROS
FONTE: Abling (2011, p. 18)
Na	 figura	 anterior,	 observamos	 o	 tronco	 na	 posição	 em	¾	 e	 frontal,	 a	
seguir,	na	Figura	75,	apresenta-se	o	tronco	na	posição	perfil,	desde	o	seu	esqueleto	
até	o	forma	ideal	da	representação	de	moda.
FIGURA 75 – O TRONCO NA POSIÇÃO PERFIL A PARTIR DO ESQUELETO
FONTE: Abling (2011, p. 28)
Até	o	momento	estudamos	todas	as	partes	do	corpo	feminino	adulto.	É	
imprescindível	treinar	cada	uma	das	partes	do	corpo	feminino	em	suas	diversas	
posições	e	movimentos	para,	depois,	conseguir	desenhar	o	croqui	completo,	por	
isso,	 indica-se	 primeiro	 treinar	 esses	 desenhos	 para,	 depois,	 começar	 a	 juntar	
todas	essas	partes	e	gerar	o	croqui	completo.
74
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
3 DESENHANDO O CROQUI DE MODA FEMININA COMPLETO
No	Tópico	1,	aprendemos	sobre	a	história	do	desenho	da	figura	humana.	
No	Tópico	2,	estudamos	sobre	o	desenho	da	cabeça	 feminina.	Finalizaremos	o	
Tópico	3	vendo	como	montar	todas	essas	partes	para	gerar	um	croqui	feminino	
completo	em	várias	posições.	Verifique	algumas	delas	na	Figura	76	e	relembre	
o	que	 já	 aprendemos	 sobre	os	 elementos	do	 corpo	em	suas	diferentes	vistas	 e	
posições.
FIGURA 76 – O CROQUI DE MODA FEMININA COMPLETO
QUADRIL	ALTO POSE	CAMINHANDO VISTA	DE	TRÊS	QUARTOS
FONTE: Bryant (2012, p. 219)
Ao	desenhar	o	croqui	completo,	é	importante	aplicar	todas	as	técnicas	já	
estudadas	até	o	momento	para	ter	um	resultado	ainda	mais	realístico	e	de	acordo	
com	as	suas	expectativas	como	ilustrador	de	moda.
3.1 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO FRONTAL
Iniciaremos	 pela	 pose	mais	 fácil	 de	 desenhar	 que	 é	 a	 frontal,	 é	muito	
importante	 lembrar	das	medidas	 a	partir	da	 cabeça,	 o	 exemplo	 a	 seguir	 é	um	
croqui	de	9,5	cabeças,	pois	o	pé	fica	depois	da	linha	de	número	9	e	a	largura	dos	
ombros	é	de	aproximadamente	1,5	cabeça.
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
75
A	Figura	77	está	em	uma	pose	em	que	temos	uma	perna	de	apoio	e	uma	
perna	alongada,	o	pé	da	perna	de	apoio	fica	em	cima	do	eixo	de	simetria	para	dar	
equilíbrio	à	figura,	essa	perna	sempre	deve	estar	estendida/reta,	pois	é	estranho	
sobrepor	o	peso	do	corpo	em	uma	perna	dobrada	(BRYANT,	2012).
FIGURA 77 – PASSO A PASSO CROQUI DE MODA NA POSIÇÃO FRONTAL
Linha	de	Equilíbrio
FONTE: Bryant (2012, p. 46)
Conforme	Bryant	(2012),	o	passo	a	passo	adequado	para	desenhar	o	croqui	
frontal	é	começar	traçando	uma	linha	de	equilíbrio	que	inicia	do	pescoço	e	vai	até	
o	 chão,	na	 sequência,	 é	necessário	determinar-se	a	 inclinação	da	 cintura	e	dos	
quadris,	em	seguida,	a	dos	ombro	e	a	linha	do	busto,	a	conclusão	do	esboço	está	
em	inserir	a	marcação	dos	joelhos	na	linha	6.
A	 partir	 dos	 esboços,	 inicia-se	 o	 contorno	 com	 formas	 geométricas	 e	
linhas,	procurando	sempre	desenhar	com	simetria	(os	dois	lados	com	as	mesmas	
larguras),	 adicione	ao	desenho	as	clavículas,	a	marcação	do	busto,	os	braços	e	
realize	o	desenho	das	pernas,	como	no	exemplo	da	Figura	78	(BRYANT,	2012).
76
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FIGURA 78 – CONTINUAÇÃO DESENHO DO CROQUI DE MODA FRONTAL
FONTE: Bryant (2012, p. 47)Seguindo	 os	 passo	 a	 passos	 das	 figuras	 apresentadas,	 pode-se	 criar	
diferentes	 poses,	 basta	 sempre	 lembrar	 das	 medidas	 a	 partir	 das	 cabeças	 e	
experimentar,	sem	bloquear	a	criatividade,	ao	colocar	a	ponta	do	lápis	no	papel.
Para desenhar seu primeiro croqui completo, vale a pena assistir ao vídeo Aula 
1 – seu primeiro croqui de moda no canal do YouTube Maximus Tecidos, disponível no link: 
https://www.youtube.com/watch?v=njh85eCfY64.
DICAS
Depois	de	desenhar	seu	primeiro	croqui	frontal,	vamos	começar	a	ser	mais	
ousados	e	fazer	diferentes	poses	para	sua	figura	de	moda	ganhar	mais	atitude,	
por	isso,	a	seguir,	veremos	a	pose	com	movimento	em	“S”,	muito	utilizada	pelos	
ilustradores.
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
77
3.2 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO EM “S”
Os	braços	e	as	pernas	de	um	croqui	podem	ser	colocados	em	diferentes	
poses,	 mas	 tente	 não	 ser	 ambicioso	 demais	 para	 não	 errar	 na	 proporção	 ou	
equilíbrio	da	figura	(BRYANT,	2012).	Um	bom	teste	é	se	olhar	no	espelho	e	ver	
se	a	pose	que	quer	desenhar	é	possível	de	ser	 realizada	sem	que	você	perca	o	
equilíbrio	e	caia	no	chão.
A	Figura	79	mostra	uma	posição	chamada	em	“S”,	trata-se	de	uma	pose	
em	que	o	quadril	é	jogado	para	o	lado	e	a	cabeça	e	os	ombros	se	inclinam,	é	uma	
pose	 excelente	para	mostrar	 o	 caimento	de	vestidos	 e,	 segundo	Bryant	 (2012),	
os	cotovelos	e	punhos	sempre	devem	acompanhar	a	inclinação	dos	ombros	e	os	
joelhos	devem	acompanhar	a	ação	do	quadril.
FIGURA 79 – O DESENHO DO CROQUI NA POSIÇÃO EM “S”
FONTE: Bryant (2012, p. 48)
De	acordo	com	Bryant	(2012),	a	pose	em	“S”	dá	rítmo	ao	desenho	e	pode	
ser	realizada	em	uma	grande	variedade	de	poses	relaxadas,	como	no	exemplo	da	
Figura	80.
78
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FIGURA 80 – O CROQUI DE MODA NA POSIÇÃO EM “S”
FONTE: Bryant (2012, p. 49)
Pratique o desenho da pose em “S” assistindo ao vídeo Aprenda a movimentar 
o croqui de moda: pose quadril alto do canal do YouTube Universo da Vitoria, disponível 
no link: https://www.youtube.com/watch?v=YlhGq8bL7Aw.
DICAS
A	pose	em	“S”	pode	ser	aplicada	em	várias	vistas	diferentes	do	croqui,	
uma	 delas	 é	 a	 posterior	 em	 que	 desenhamos	 o	 croqui	 de	 costas,	 verifique	 o	
processo	no	subtópico	a	seguir.
3.3 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO DE COSTAS
Já	 que	 o	 desenho	 do	 croqui	 de	 costas	 não	 possui	 tantos	 detalhes,	 é	
interessante	se	apropriar	da	posição	em	“S”	para	promover	um	resultado	mais	
atrativo	ao	desenho.	De	acordo	 com	Bryant	 (2012),	para	desenhar	o	 croqui	de	
costas,	basta	seguir	os	mesmos	passos	do	croqui	frontal.	Primeiro	trace	uma	linha	
de	equilíbrio	vermelha,	então	faça	o	desenho	de	um	círculo	que	é	a	parte	de	trás	
da	cabeça,	depois	marque	o	centro	das	costas,	os	ombros,	o	busto,	a	cintura,	os	
quadris,	os	joelhos	e	os	pés,	como	realizado	na	Figura	81.
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
79
FIGURA 81 – INICIANDO O DESENHO DO CROQUI NA POSIÇÃO DE COSTAS
FONTE: Bryant (2011, p. 50)
Após	o	esboço	com	as	marcações,	realize	o	contorno	da	figura	iniciando	
de	cima	para	baixo	e	adicione	os	braços	de	acordo	com	a	posição	dos	ombros,	
no	final,	refine	seus	traços	para	um	melhor	resultado,	verifique	esse	processo	na	
Figura	82.
FIGURA 82 – CONTINUAÇÃO DO PASSO A PASSO CROQUI NA POSIÇÃO DE COSTAS
FONTE: Bryant (2011, p. 51)
80
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
Perceba	que,	no	movimento	em	“S”,	a	perna	de	apoio	é	sempre	do	mesmo	
lado	que	o	quadril	foi	movimentado,	essa	é	uma	característica	importante	para	a	
figura	ter	o	equilíbrio	necessário.
Se estiver com dificuldade para desenhar o croqui de costas, assista ao vídeo 
Tutoria de desenho de moda: pose de costas do canal do YouTube Tathiane Vargas, 
disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EM3ef9oV9BE.
DICAS
Agora,	vamos	a	uma	das	poses	mais	difíceis	do	croqui	feminino,	a	pose	
em	¾,	mesmo	sendo	difícil,	vale	a	pena	aprendê-la,	pois	é	uma	das	poses	mais	
interessantes	para	mostrar	os	vários	ângulos	de	uma	roupa.
3.4 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO ¾
De	 acordo	 com	 Bryant	 (2012),	 utilizar	 uma	 foto	 de	 revista	 pode	 ser	
extremamente	útil	para	saber	como	iniciar	o	esboço	de	uma	pose,	principalmente	
quando	escolhemos	a	vista	em	¾,	cujo	corpo	não	está	nem	de	frente	e	nem	de	
lado,	veja	um	exemplo	na	Figura	83.
FIGURA 83 – EXEMPLO DE MODELO NA POSIÇÃO ¾
FONTE: Bryant (2012, p. 56)
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
81
Inicie	o	desenho	do	croqui	em	¾	trançando	a	linha	de	equilíbrio	(como	de	
costume),	depois	realize	uma	linha	pontilhada	que	liga	o	pescoço,	a	cintura	e	a	
virilha,	termine	adicionando	a	inclinação	da	cintura,	dos	quadris,	dos	ombros	e	a	
linha	do	busto.	Na	sequência,	marque	o	joelho	e	desenhe	a	posição	dos	pés	e	não	
se	esqueça	de	tomar	o	cuidado	com	a	perna	de	apoio	(BRYANT,	2012).
Depois	de	ter	todas	as	linhas	guias	desenhadas,	inicia-se	o	esboço	da	forma	
do	corpo,	 sempre	usando	os	pontos	de	 referência	estabelecidos	anteriormente.	
Para	parecer	que	o	croqui	está	em	¾,	reduza	a	 largura	dos	ombros,	da	cintura	
e	dos	quadris,	apenas	do	 lado	que	está	se	afastando	da	vista	 (BRYANT,	2012).	
Observe	que	no	passo	a	passo,	na	Figura	84,	essa	parte	está	representada	com	
algumas	tesouras.
FIGURA 84 – PASSO A PASSO DO DESENHO NA POSIÇÃO ¾
FONTE: Bryant (2012, p. 57)
Só	depois	que	o	tronco	está	finalizado	que	podemos	desenhar	as	pernas	e	
os	braços	e,	assim,	finalizamos	o	croqui	em	¾	(BRYANT,	2012).
Agora,	sabemos	que	ao	desenhar	o	croqui	em	¾	é	possível	inserir	também	
o	cabelo	e	as	feições	da	ilustração	enquanto	se	realiza	o	desenho	da	pose,	para	
isso,	 inicie	criando	a	linha	de	equilíbrio	que	começa	na	cabeça	e	vai	até	o	chão	
(ABLING,	2011).	
Acrescente	os	 ângulos	dos	ombros,	 cintura	 e	quadris	 e	vá	 inserindo	as	
formas	 necessárias	 para	 a	 realização	 da	 musculatura.	Ao	 desenhar	 as	 pernas	
comece	sempre	pela	perna	de	apoio	para,	depois,	desenhar	a	perna	estendida,	
como	na	Figura	85	(ABLING,	2011).
82
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
FIGURA 85 – PASSO A PASSO DE UM CROQUI NA POSE ¾
FONTE: Abling (2011, p. 22)
Coloque	o	pé	da	perna	estendida	mais	abaixo	do	que	a	perna	de	apoio,	no	
lado	do	corpo	mais	próximo	a	você,	desenhe	o	braço	descançando	sobre	o	tórax	e	
o	outro	braço	insira	atrás	do	tórax,	no	lado	mais	distante	de	você	(ABLING,	2011).	
Observe,	na	Figura	86,	que	o	lado	direito	do	tronco	mostra	a	curva	do	seio	em	sua	
lateral	e	o	quadril	também	aparece	evidenciado.
FIGURA 86 – CONTINUAÇÃO PASSO A PASSO DO CROQUI NA POSE ¾
FONTE: Abling (2011, p. 23)
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
83
Sugerimos que você assistia ao vídeo Como desenhar diferentes poses de 
croqui – Desenho de moda no canal do YouTube Tathiane Vargas, para ver um passo a 
passo de como desenhar a pose em ¾ do croqui feminino adulto. 
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=x87jkwXMAIs>. Acesso em: 24 mar. 2021.
DICAS
Desenhar	 a	 figura	 de	moda	 virada	 é	 de	 fato	 a	 visão	mais	 dificil	 de	 se	
desenhar,	então,	acredita-se	que	a	última	posição	apresentada,	que	é	a	de	perfil,	
será	mais	fácil	de	contruir.
3.5 DESENHANDO O CROQUI NA POSIÇÃO PERFIL
Um	método	para	 desenhar	 um	 croqui	 de	 perfil,	 ou	 seja,	 totalmente	 de	
lado,	é	desenhar	a	pose	frontal	e	dividi-la	ao	meio,	o	eixo	frontal	da	figura	vira	a	
linha	em	que	fica	a	coluna	do	croqui	em	perfil,	como	apresenta-se	na	Figura	87	
(ABLING,	2011).
FIGURA 87 – AS DIFERENÇAS DO CROQUI NA POSIÇÃO FRONTAL PARA O DE PERFIL
FONTE: Abling (2011, p. 30)
84
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
Agora	 que	 você	 já	 sabe	 desenhar	 o	 croqui	 nas	 demais	 posições,	 basta	
completar	 a	 rotação	 da	 figura	 para	 chegar	 no	 perfil,	 use	 o	 mesmo	 guia	 das	
proporções	 e	 comece	 o	 desenho	 a	 partir	 de	 um	 esboço,	 como	 no	 exemplo	 da	
Figura	88	(BRYANT,	2012).
FIGURA 88 – O PASSO A PASSO DO CROQUINA POSIÇÃO PERFIL
FONTE: Bryant (2012, p. 61)
Desenhar	a	pose	em	perfil	é	interessante	para	quando	se	deseja	mostrar	
detalhes	 laterais	 dos	 produtos	 de	 moda,	 não	 é	 porque	 o	 croqui	 está	 de	 lado	
que	precisa	estar	em	uma	pose	estática,	ele	pode	ter	várias	poses	interessantes,	
conforme	mostra	a	Figura	89.
FIGURA 89 – POSES NA POSIÇÃO PERFIL
FONTE: Abling (2011, p.31)
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
85
Para aprender novas poses do croqui em perfil, assista ao vídeo Pose de 
perfil três do canal do YouTube Fayci Tage, disponível no link: https://www.youtube.com/
watch?v=FcGFyntnPnQ.
DICAS
Assim,	concluímos	os	estudos	da	ilustração	de	moda	feminina,	em	todas	
as	 suas	 posições	 e	 ângulos.	 Para	 atingir	 bons	 resultados,	 é	 importante	 nunca	
parar	de	treinar	o	seu	desenho,	pois	é	como	andar	de	bicicleta,	se	ficamos	muito	
tempo	sem	andar,	acabamos	nos	desequilibrando	um	pouco	até	voltar	a	pegar	o	
jeito,	com	o	desenho	também	é	assim,	mas	agora	você	já	possui	os	conhecimentos	
necessários,	basta	aplicá-los	e	divertir-se	montando	diferentes	poses	e	rostos	para	
seus	croquis.
Para aprender de fato a desenhar um croqui de moda feminina, você precisa 
praticar cada um dos conhecimentos explicados nesse livro, por isso indica-se que realize 
todas as poses apresentadas do croqui, inserindo as feições e cabelos, assim, cada vez o seu 
desenho ficará melhor e mais realístico possível.
UNI
86
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
LEITURA COMPLEMENTAR
A TRAJETÓRIA DO DESENHO NO MUNDO DA MODA
Fabiana	Castoldi	Rech
Leticia	Fátima	Pastorio	Sawaris
Fabio	Redin	do	Nascimento
Resumo:	O	presente	artigo	pretende,	de	forma	resumida,	demonstrar	as	formas	
de	desenho	e	suas	aplicações	voltadas	para	o	ramo	da	confecção	têxtil,	visando	
mostrar	aos	profissionais	do	design	e	da	engenharia	de	produção	as	inúmeras	
possibilidades	de	 atuação	na	 área	 têxtil	 e	 quão	 rica	 esta	 experiência	pode	 se	
tornar.
1 Um pouco de história
"A	 história	 da	 ilustração	 de	 moda	 começa	 no	 século	 XVI,	 quando	 as	
explorações	 e	 os	 descobrimentos	 provocaram	 fascinações	 por	 vestidos	 e	 pelos	
trajes	de	todas	as	nações	do	mundo"	(BLACKMAN,	2007,	p.	6).	A	necessidade	de	
ilustração	surgiu	devido	ao	detalhamento	necessário	ao	qual	a	descrição	falada	
era	insuficiente.
O	desenho	servia	e	ainda	serve	para	passar	informações	e	se	ter	a	noção	
de	 como	 será	 a	 peça	 para	 quem	 irá	 desenvolvê-la,	 produzi-la	 ou	 até	mesmo	
comprá-la.
"O	desenho	exerce,	na	ilustração,	a	função	de	comunicação,	expressão	e	
conhecimento"	 (DERDYK,	 2003,	p.	 29).	 É	 através	do	desenho	de	moda	que	os	
modelos,	antes	somente	pensados	e	imaginados,	tomam	forma,	complementando	
o	trabalho	do	estilista,	transformando	sua	criação	em	realidade	e	facilitando	a	sua	
confecção.
Atualmente,	desenho	e	moda	se	complementam.	"Eu	não	desenho	roupas,	
eu	desenho	 sonhos!"	 (Ralph	Lauren).	 Em	 suas	várias	 formas,	 o	desenho	 torna	
realizável	 grandes	 projetos:	 cada	 peça	 que	 brilha	 nos	 desfiles	 mundo	 afora,	
tiveram	 origem	 de	 um	 simples	 rabisco,	 um	 esboço	 que	 se	 tornou	 croqui;	 o	
croqui	que	passou	a	desenho	técnico	que,	interpretado,	virou	molde,	modelado	
transformou-se	 em	 sonho	 de	 consumo.	 O	 desenho	 de	moda	 é	 uma	 forma	 de	
expressar	uma	cultura,	criar	conceitos	e	formar	opiniões.
A	modelagem	é	a	transformação	do	desenho	em	produto.	Na	modelagem,	
são	 transformadas	 as	 aspirações	 dos	 estilistas	 em	 realidade.	 Consiste	 em	
interpretar	 os	 desenhos	 de	 moda,	 transformando-os	 em	 moldes	 para	 tornar	
possível	a	confecção	das	peãs	idealizadas	pelos	estilistas.
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
87
2 Desenhos
2.1	Esboço
O	 esboço	 é	 a	 transferência	 das	 ideias	 para	 o	 papel,	 de	 forma	 rápida,	
simples,	 sem	 preocupação	 estética.	 No	 esboço,	 a	 principal	 preocupação	 é	
garantir	o	entendimento	da	ideia.	Segundo	Doris	Treptow,	o	esboço	não	possui	
compromisso	comercial,	isso	dá	liberdade	ao	designer	de	dar	vazão	à	criatividade	
sem	preocupar-se	com	a	viabilidade	das	peças.	No	desenvolvimento	de	coleção,	o	
esboço	tem	papel	fundamental,	pois	é	através	dele	que	são	definidos	os	modelos	
que	serão	desenvolvidos	e	poderão	vir	a	fazer	parte	da	coleção	de	moda.
O	 esboço	 é	 a	 principal	 ferramenta	 utilizada	 para	 aprimorar	 as	 ideias	
(SEIVEWRIGHT,	 2009),	 a	 partir	 dos	 esboços,	 as	 ideias	 são	 selecionadas	 e	 são	
desenvolvidos	desenhos	mais	detalhados	visando	à	produção	do	protótipo.
2.2	Desenho	de	moda
Desenho	de	moda	ou	croqui	é	uma	forma	de	representar	as	peças	a	serem	
lançadas,	facilitando	a	visualização	das	combinações	entre	as	peças	da	coleção.
É	 através	 do	 croqui	 que	 o	 designer	 transmite	 a	 relação	 entre	 as	 peças	
isoladas	 e	 o	 tema	 da	 coleção,	 principalmente	 para	 os	 responsáveis	 pelos	
departamentos	de	criação,	vendas	e	marketing.	Isso	permite	que	seja	apresentada	
a	coleção	como	um	todo,	levando	em	conta	desde	a	postura	dos	manequins,	os	
acessórios	sugeridos,	as	combinações	entre	as	peças,	as	 formar	de	uso	de	cada	
modelo,	 enfim	 a	 tendência	 que	 se	 quer	 lançar.	 No	 setor	 produtivo	 de	 uma	
confecção,	o	croqui	nem	sempre	é	utilizado,	visto	que	este	desenho	não	traz	todas	
as	informações	necessárias	para	a	produção	da	peça.
Croqui	é	uma	 forma	figurativa	utilizada	para	obter	 ideias	 rapidamente	
e	 comunicar	 as	 ideias	 de	 modelos,	 embora	 também	 possa	 estar	 relacionado	
à	captação	do	estilo	da	roupa,	o	croqui	não	serve	apenas	para	interpretar	uma	
roupa,	mas	também	servem	para	diferenciar	o	designer,	pois	cada	um	tem	um	
estilo	próprio	e	o	croqui	acaba	tornando-se	a	assinatura	do	estilista.	“O	croqui	
precisa	ser	um	desenho	rápido,	pois	as	 ideias	surgem	rapidamente	e	precisam	
ser	 colocadas	no	papel	 imediatamente	antes	que	 sejam	esquecidas”	 (SORGER;	
UDALE,	2009,	p.	49).
Um	 croqui	 envolve	 comunicar	 as	 ideias	 dos	 modelos,	 não	 precisa	
ser	 sofisticado,	 precisa	 realmente	 ser	 bastante	 proporcional,	 tem	 que	 revelar	
uma	 semelhança	 convincente	 com	 uma	 forma	 humana	 real.	 Existem	 croquis	
básicos,	 somente	 do	 corpo	 do	manequim,	 que	 são	 utilizados	 como	 base	 para	
o	 desenvolvimento	 de	 uma	 coleção,	 pois	 o	 corpo	 já	 está	 desenhado	 e	 basta	
ao	 profissional	 apenas	 "vesti-lo".	 Podem	 ser	 adquiridos	 livros,	 CDs	 e	 DVDs	
específicos	com	esses	croquis	que	visam	facilitar	o	desenho	de	uma	coleção.
88
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
2.3	Ilustração	de	moda
Frequentemente,	confunde-se	desenho	de	moda	com	ilustração	de	moda,	
cabe	ressaltar	então	suas	diferenças	básicas.	Esboços	e	croquis	abordam	roupas,	
mostram	a	 silhueta,	os	detalhes.	A	 ilustração	de	moda	é	vista	 como	uma	arte,	
permite	que	o	ilustrador	seja	ainda	mais	criativo.	Na	ilustração,	não	há	regras,	
restrições	 ou	maneiras	 de	 se	 trabalhar,	 pode-se	 utilizar	 diversos	materiais	 de	
forma	não	estruturada.
A	ilustração	de	moda	é	tão	estimulante	e	expressiva	quanto	a	interpretação	
artística	 individual	 da	 ideia	 de	 um	 designer	 ilustrador.	 Seja	 o	 enfoque	 do	
ilustrador,	 o	 detalhe,	 a	 silhueta,	 uma	 narrativa	 ou	 o	 desdobramento	 de	 um	
esboço	rápido	do	design	que	é	desenhado,	a	ilustração	pode	captar	o	espírito	de	
uma	coleção	com	a	assinatura	do	olhar	e	mão	de	outro	artista.	À	medida	que	a	
tecnologia	se	desenvolve,	o	ilustrador	de	moda	tem	a	escolha	de	trabalhar	com	
a	 pureza	 da	 arte?	 lápis,	 caneta,	 pincel,	 crayon,	 caneta	 esferográfica,	 colagem,	
aerógrafo,	 tinta?	 ou	 ainda	 com	o	 computador	 ou	 combinar	 os	dois.	A	 escolha	
do	enfoque	e	da	técnica	é	tão	ilimitada	quanto	a	imaginação	de	um	ilustrador.	
O	uso	da	ilustração	de	moda	pode	variar	de	uma	livre	ilustração	pessoal	em	um	
trabalho	 editorial	 até	 orientações	 específicas	 sugeridas	 por	 um	 brief	 criativo.	
“Se	 a	 ilustração	 será	utilizada	 comercialmente,	 por	 exemplo,	 no	marketing	de	
um	designer	demoda,	na	publicidade	ou	embalagem	de	produto,	ela	pode	ser	
uma	forma	de	desenvolver	uma	identidade	corporativa	com	o	dom	da	expressão	
artística”	(GRAY,	2009,	p.	50).
A	ilustração	de	moda	é	usada	pelo	departamento	comercial	e	de	marketing	
para	 a	 divulgação	 da	 coleção,	 nas	 campanhas	 publicitárias	 a	 fim	 de	 passar	 o	
conceito	da	marca	e	a	temática	da	coleção.	Para	David	Downton,	"A	ilustração	
de	moda	é	uma	forma	de	arte	interpretada	por	outra".	Ela	pode	ser	realizada	por	
qualquer	pessoa,	desde	estilistas	até	publicitários,	desde	que	o	desenho	passe	a	
mensagem	a	que	se	destina.
2.4.	Desenho	Técnico
Desenho	 técnico	 é	 o	 desenho	 que	 apresenta	 todos	 os	 detalhes	 e	 as	
proporções	das	roupas,	é	usado	para	dar	suporte	ao	esboço	do	produto	ou	croqui	
de	moda.	Serve	para	orientar	a	modelista	e	a	pilotista	de	moda	para	a	confecção	
da	peça	a	partir	de	suas	informações.	Modelista	é	o	profissional	que	transforma	
os	desenhos	em	moldes,	possibilitando	seu	corte	e	sua	confecção,	 já	pilotista	é	
o	nome	dado	à	costureira	ou	ao	costureiro	que	prepara	o	protótipo,	isto	é,	que	
costura	a	peça	extraída	do	desenho.
"O	desenho	 técnico	de	moda	 é	um	 ramo	especializado	do	desenho,	
caracterizado	pela	sua	normatização	e	apropriação	que	faz	das	regras	
da	geometria	descritiva	e	espacial	para	construção	da	representação	
gráfica	 da	 vista	 frontal,	 posterior	 e	 lateral.	 Além	 do	 conhecimento	
sobre	a	anatomia	humana	e	tecnologia"	(NEIVA,	2010,	s.p.).
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
89
A	grande	preocupação	do	desenho	técnico	é	na	transmissão	de	todos	os	
detalhes	que	compõem	a	peça.	Segundo	Doris	Treptow,	no	desenho	técnico	devem	
estar	especificados	os	tipos	e	quantidades	de	pespontos,	tamanho	de	aberturas	
(como	bolsos),	a	posição	e	a	quantidade	de	botões,	o	traçado	dos	recortes,	enfim,	
todo	o	tipo	de	informação	que	possa	ser	útil	para	modelistas	e	pilotistas.
2.5.	Desenhos	de	estampas
As	estampas	são	imagens	ou	gravuras	usadas	para	diferenciar	modelos,	
expressar	ideias,	sinalizar	tendências.	O	profissional	que	realiza	este	tipo	de	função	
é	o	designer	gráfico.	Tradicionalmente,	os	princípios	do	design	gráfico	estavam	
ligados	a	um	formalismo	e	funcionalismo,	no	mundo	da	moda	existe	a	liberdade	
de	criação	e	contextualização	que	torna	o	designer	gráfico	peça	fundamental	no	
desenvolvimento	de	uma	coleção	de	moda.
As	estampas	podem	ser	localizadas,	efetuadas	peça	por	peça	ou	estamparia	
corrida,	que	é	quando	a	estampa	é	feita	ainda	no	tecido	antes	de	ser	cortado	o	
modelo.
Estampa	localizada	é	a	estampa	feita	com	telas	e	 tintas	 já	com	as	peças	
previamente	cortadas,	consiste	em	vários	desenhos,	que	resultam	em	várias	telas	
dependendo	da	quantidade	de	cores	na	estampa.	Já	a	estampa	corrida	divide-se	
em	estampa	cilíndrica	e	por	termofixação	(papel	transfer).
2.6.	Desenho	de	bordados
Os	desenhos	de	bordados	são	criados	de	forma	parecida	com	as	estampas,	
mas	posteriormente	passados	para	a	linguagem	da	máquina	de	bordado,	levando	
em	consideração	seu	tamanho,	número	de	pontos	e	cores	de	linhas.	A	máquina	
reconhece	o	desenho,	o	número	de	cores	nele	contidos	e	a	área	a	ser	bordada,	para	
isto,	basta	apenas	indicar	no	próprio	desenvolvimento	do	programa	de	bordado	
computadorizado.
O	bordado	pode	ser	manual	ou	automático,	com	aplicação,	aviamentos	
ou	 simplesmente	 a	 linha	 específica	 de	 bordado.	 O	 detalhamento	 do	 desenho	
é	 fundamental	para	que	se	obtenha	um	programa	de	bordado	com	qualidade.	
Deve	ser	levado	em	conta	também	as	especificações	dos	tecidos	que	irão	receber	
o	 bordado,	 pois	 cada	 tecido	 requer	 uma	 densidade	 e/ou	 tamanho	 de	 pontos	
específicos	para	evitar	que	o	bordado	fique	repuxado,	franzido	ou	imperceptível.
2.7	Formas	de	desenho
Desenho	 manual	 como	 próprio	 nome	 diz	 é	 o	 desenho	 efetuado	
manualmente,	 sem	auxílio	de	programas	automatizados,	 seja	 com	a	utilização	
de	esquadros,	régua	e	compasso	ou	simplesmente	desenho	a	mão	livre,	como	os	
esboços	e	as	ilustrações	mais	simples.
90
UNIDADE 1 — A FIGURA HUMANA NO DESENHO DE MODA FEMININA
"O	desenho	à	mão	livre	é	a	mais	antiga	forma	de	representação	artística.	
Mesmo	 os	 desenhos	 pré-históricos	 encontrados	 nas	 cavernas	 podem	 ser	
classificados	nesta	categoria"	(TREPTOW,	2003,	p.	142).
Feito	de	forma	artesanal	requer	habilidade	e	o	conhecimento	da	anatomia	
humana,	pois	 a	postura	 e	proporção	do	desenho	ajudam	na	demonstração	do	
modelo	a	ser	desenvolvido.
Para	 agilizar	 o	 trabalho,	 existem	 vários	 programas	 de	 computador	
(softwares)	que	facilitam	a	execução	dos	desenhos	pelos	profissionais	de	design,	
serão	descritos	apenas	alguns	e	seus	recursos	voltados	para	o	desenho	de	moda.
Para	 a	 ilustração	 de	 moda,	 duas	 são	 as	 técnicas	 de	 desenho	 por	
computador	utilizadas:	o	desenho	vetorial	e	os	desenhos	por	bitmap.	A	
maior	vantagem	que	os	desenhos	assistidos	por	computador	oferecem,	
é	a	rapidez	com	que	são	obtidas	alterações.	O	designer	pode	verificar	
várias	opções	de	cor,	tecido	e	estampa	para	um	mesmo	modelo	antes	
de	escolher	em	quais	ele	será	produzido	(TREPTOW,	2003,	p.	146-147).
Os	programas	mais	utilizados	em	empresas	de	moda	são	o	Corel	Draw,	
Adobe	Illustrator,	Adobe	Photoshop,	CAD/CAM	(Audaces).
O	 que	 diferencia	 esses	 programas	 são	 as	 técnicas	 utilizadas,	 enquanto	
o	 desenho	 vetorial	 produz	 formas	 geométricas	 que	 podem	 ser	 ampliadas	 ou	
reduzidas	sem	perda	de	foco	ou	alteração	de	formato,	os	desenhos	por	bitmaps	
exigem	que	seja	definida	a	dimensão	logo	no	começo	da	manipulação	de	imagens,	
pois	 qualquer	 alteração	 posterior	 acarreta	 em	perda	 de	 qualidade	 de	 imagem	
(resolução).
O	Corel	Draw,	baseado	em	desenhos	vetoriais	é	bastante	utilizado	para	
o	 desenvolvimento	 de	 estampas	 e	 bordados,	 visto	 que	 podem	 ser	 criados	 e,	
posteriormente,	 seu	 tamanho	 adequado	 com	 o	 molde	 das	 peças,	 permitindo	
também	alterações	rápidas.
O	 Photoshop	 é	 ideal	 para	 o	 tratamento	 de	 imagens,	 na	 elaboração	 de	
catálogos	de	moda,	para	corrigir	pequenos	"defeitos"	e	visualizar	o	briefing	da	
coleção.
O	Adobe	 Illustrator	 pode	 ser	 considerado	 uma	 mistura	 de	 corel	 com	
photoshop,	 visto	 que	 apresenta	 ferramentas	 similares	 dos	 dois	 programas.	 É	
bastante	utilizado	no	desenvolvimento	de	estamparia	corrida.
O	Audades	 é	 um	 programa	 de	 CAD/CAM	 (computer	 aided	 design	 e	
computer	 aided	 manufacturing),	 que	 permite	 desde	 a	 criação	 de	 estampas,	
croquis,	 desenhos	 técnicos,	 moldes	 e	 modelagem	 até	 o	 encaixe	 automático	
prevendo	aproveitamento	melhor	do	tecido.
TÓPICO 3 — DESENHANDO O CORPO DE UM CROQUI DE MODA FEMININA
91
A	maior	vantagem	que	os	desenhos	assistidos	por	computador	oferecem	
é	a	rapidez	com	que	podem	ser	obtidas	as	alterações	e	a	facilidade	de	fazer	várias	
simulações	com	opções	de	cores,	aviamentos	e	estampas	antes	mesmo	de	fazer	a	
peça	teste.
3 Conclusão
Durante	 a	 pesquisa	 e	 elaboração	 deste	 artigo,	 percebeu-se	 que	 o	
desenho	é	de	 fundamental	 importância	no	mundo	da	moda.	Além	de	 facilitar	
o	 desenvolvimento	 de	 uma	 coleção,	 o	 desenho	 também	 é	 empregado	 na	 sua	
divulgação,	 trazendo	 resultados	 imediatos,	 pois	 permite	 uma	 infinidade	 de	
opções	e	praticidade	na	sua	aplicabilidade.
Fica	 a	 certeza	 de	 que,	 no	 fascinante	 mundo	 da	 moda,	 o	 desenho	 é	
imprescindível,	pois	é	um	mundo	cujas	ideias	faladas	não	bastam,	a	criatividade	
está	 à	 flor	 da	 pele	 e	 a	 sensibilidade	 desses	 profissionais	 somente	 pode	 ser	
traduzida	em	forma	de	desenho.
FONTE: Adaptado de <https://www.webartigos.com/artigos/a-trajetoria-do-desenho-no-mundo-
-da-moda/56044/>. Acesso em: 25 mar. 2021.
92
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
•	 Para	 aprender	 a	 desenhar	 uma	 ilustração	 de	moda	 completa,	 é	 importante	
entender	como	desenhar	as	suas	partes,	observando	a	musculatura,	estrutura	
óssea	e	as	suas	formas.	
•	 Para	 desenhar	 pés,	 pernas,	mãos,	 braços	 e	 o	 tronco	 feminino,é	 importante	
entender	as	proporções	e	utilizar	o	passo	a	passo	com	medidas	comparativas.
•	 Desenhar	 o	 corpo	 feminino	 é	mais	 fácil	 quando	 utilizamos	 as	medidas	 por	
cabeças	e	nos	orientamos	nas	formas	geométricas	e/ou	linhas	guias.
•	 Para	desenhar	o	 croqui	na	pose	 em	“S”,	de	 costas,	¾	e	perfil,	 basta	 sempre	
seguir	o	passo	a	passo	do	croqui	na	pose	 frontal,	 respeitando	a	medida	em	
cabeças	e	adaptando	as	formas	do	corpo.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
93
1		Desenhar	mãos	pode	ser	muito	difícil	quando	não	se	treina	essa	habilidade	
ou	não	se	utiliza	as	medidas	padrões	para	chegar	a	um	resultado	satisfatório	
e	de	acordo	 com	a	 realidade.	Levando	em	consideração	o	processo	para	
desenhar	mãos	femininas,	assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)		(			)		O	 comprimento	 dos	 dedos	 é	 praticamente	 a	mesma	medida	 que	 o	
comprimento	da	palma,	por	isso,	ao	desenhar	mãos,	deve-se	sempre	
fazer	uma	marcação	no	meio	para	indicar	o	início	dos	dedos.
b)		(			)		A	largura	da	mãos	sempre	deve	ser	o	equivalente	à	largura	da	cabeça.
c)		(			)		O	comprimento	da	palma	sempre	deve	ser	menor	que	o	comprimento	
dos	dedos,	por	isso,	ao	desenhar	mãos,	é	sempre	importante	dividir	o	
comprimento	em	três	partes	para	inserir	as	articulação.
d)		(			)		Para	descobrir	a	largura	das	mãos,	basta	usar	a	mesma	medida	que	a	
metade	do	antebraço.
2		As	ilustrações	de	moda	podem	ser	desenhadas	seguindo	as	medidas	de	
cabeças,	 em	que	 cada	parte	do	 corpo	possui	uma	medida	 exata	dentro	
das	proporções,	esse	estudo	é	importante	para	criar	um	desenho	parecido	
com	o	corpo	humano,	porém,	na	moda,	o	corpo	é	sempre	representado	
de	 forma	mais	alongada,	é	por	 isso	que	utilizamos	o	cânone	de	nove	a	
dez	cabeças.	Com	base	na	técnica	de	representação	em	cabeça,	analise	as	
sentenças	a	seguir:
I-	Em	um	croqui	de	nove	cabeças	a	posição	da	cintura	é	na	linha	três.
II-	Em	um	croqui	de	nove	cabeças	a	posição	da	virilha	é	na	linha	cinco.
III-	Em	um	croqui	de	nove	cabeças	a	posição	dos	seios	é	na	linha	dois.
Assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)	(			)	As	sentenças	I	e	II	estão	corretas.
b)	(			)	As	sentenças	I	e	III	estão	corretas.
c)	(			)	Somente	a	sentença	II	está	correta.
d)	(			)	Somente	a	sentença	III	está	correta.
3		Desenhar	um	croqui	estático	e	sem	movimento	normalmente	não	gera	tanto	
impacto	quanto	um	croqui	caminhando	ou	com	uma	pose	com	as	pernas	
em	movimentos	diferentes,	isso	porque	a	perna	do	croqui	é	alongada	e	tem	
grande	destaque	no	desenho.	Com	base	no	processo	de	desenhar	pernas,	
classifique	V	para	as	sentenças	verdadeiras	e	F	para	as	falsas:
(			)		As	 pernas	 sempre	 são	 menores	 que	 o	 tronco	 no	 desenho	 do	 croqui	
feminino.
(			)		A	 perna	 de	 apoio	 sempre	 fica	 voltada	 para	 o	 eixo	 central,	 ficando	
levemente	inclinada.
(			)		A	coxa	é	sempre	mais	grossa	e	larga	que	a	panturrilha.
AUTOATIVIDADE
94
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	a	sequência	CORRETA:
a)		(			)	V	–	F	–	F.
b)	(			)	F	–	V	–	V.
c)		(			)	F	–	V	–	F.
d)	(			)	F	–	F	–	V.
4		Ao	começar	a	desenhar	um	croqui	de	moda,	a	primeira	 coisa	necessária	
a	 se	 fazer	 é	 decidir	 qual	 pose	 irá	 engrandecer	 o	 caimento	 das	 roupas,	
mostrar	todos	os	detalhes	necessários	ao	cliente,	além	disso,	fazer	o	cliente	
se	encantar	pelo	produto,	por	isso,	é	bem	importante	que	o	croqui	esteja	em	
uma	pose	relaxada	e	equilibrada.	Disserte	sobre	qual	é	a	função	da	linha	
de	equilíbrio	ou	também	conhecida	como	eixo	central	no	desenho	de	uma	
ilustração	de	moda.
5	 Existem	 as	 mais	 diversas	 maneiras	 de	 desenhar	 poses	 femininas,	 com	
movimento	 das	 pernas,	 dos	 braços	 e	 até	 do	 tronco,	 uma	 posição	muito	
utilizada	pelos	ilustradores	é	a	em	“S”,	que	deixa	o	croqui	ainda	mais	belo,	
ressaltando	suas	curvas.	Nesse	contexto,	disserte	sobre	as	características	da	
pose	em	“S”.
95
REFERÊNCIAS
ABLING,	B.	Desenho de moda.	5.	ed.	São	Paulo:	Blucher,	2011.	238	p.	
BRYANT,	M.	W.	Desenho de moda:	 técnicas	 de	 ilustração	 para	 estilistas.	 São	
Paulo:	Editora	Senac,	2012.	415	p.	
CALDERÓN,	A.	 V.	Aquarela criativa:	 um	 passo	 a	 passo	 para	 iniciantes.	 São	
Paulo:	Gustavo	Gili,	2019.	136	p.	
GRANDES	MESTRES.	Michelangelo.	São	Paulo:	Abril,	2011.	(v.	4).
DRUDI,	E.	La figure nella moda:	corso	di	grafica	professionale	per	stilisti	fashion	
designer.	7.	ed.	Milano:	Ikon	Editrice	srl,	2008.	301	p.
FERNÁNDEZ,	Á.;	ROIG,	G.	M.	Desenho para designers de moda.	2.	ed.	Lisboa:	
Editorial	Estampa,	2010.	191	p.	
KONELL,	V.;	ODORIZZ,	T.	J.;	KREISCH,	C.	(Org.).	Desenho da figura humana.	
Indaial:	Uniasselvi,	2016.	204	p.	Disponível	em:	https://www.uniasselvi.com.br/
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MACHADO,	R.	B.;	FLORES,	C.	R.	O	corpo	despido	pelas	práticas	de	desenhar:	
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MORRIS,	B.	Fashion illustrator:	manual	do	ilustrador	de	moda.	São	Paulo:	Cosac	
Naify,	2007.	208	p.	
STIPELMAN,	S.	Ilustração de moda:	do	conceito	a	criação.	3.	ed.	Porto	Alegre:	
Bookman,	2015.	470	p.	
ZOLLNER,	F.	Leonardo da Vinci:	artista	e	cientista.	Koln:	Taschen,	2006.
96
97
UNIDADE 2 — 
DESENHANDO O CROQUI DE MODA 
MASCULINA E INFANTIL
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
 A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender as diferenças de um croqui feminino para um croqui 
masculino;
• perceber como é desenhado uma ilustração de moda masculina;
• identificar o passo a passo para desenhar croquis infantis de diversas 
idades;
• reconhecer o procedimento para desenhar adolescentes e pré-adolescentes.
 Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – O CROQUI DE MODA MASCULINA
TÓPICO 2 – O CROQUI DE MODA INFANTIL
TÓPICO 3 – O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
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UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 1, abordaremos as diferenças no desenho de uma 
ilustração de moda feminina para uma masculina, com o objetivo de perceber 
como são desenhados os croquis masculinos, suas formas e musculatura.
Para isso, estudaremos o desenho de cada parte do corpo separadamente: 
mãos, braços, pernas e pés, pois os homens possuem as formas bem diferentes 
das mulheres, esse passo a passo ajudará a chegar a um resultado satisfatório ao 
desenhar o croqui completo, assim como fizemos com o feminino na Unidade 1.
Veremos, neste tópico, também, como representar o rosto de um homem, 
as diferenças das formas masculinas e a posição correta de cada elemento do 
rosto, além de estudarmos as diferentes poses da cabeça masculina, na visão 
frontal, ¾ e perfil, que são as principais utilizadas no desenho de moda.
Para concluir, veremos como garantir atitude ao croqui masculino a partir 
das expressões faciais e estilos de cabelos, que devem sempre combinar com a 
roupa e nacionalidade do croqui.
TÓPICO 1 — 
O CROQUI DE MODA MASCULINA
2 AS DIFERENÇAS DO CROQUI DE MODA MASCULINA
O croqui de moda masculina tem muitas semelhanças com o de moda 
feminina, principalmente com relação à posição de cada elemento do corpo, a 
principal mudança que percebemos é na largura do corpo e nas formas, visto que 
o homem tem os músculos e a estrutura óssea mais desenvolvida.
2.1 AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS DO CROQUI FEMININO E 
MASCULINO
É importante ressaltar que desenhamos o homem na moda com um corpo 
idealizado, assim como fizemos com o feminino na unidade anterior. De acordo 
com Abling (2011), na ilustração de moda, o croqui masculinoé representado 
alongado, mas com detalhes realísticos e com o tempo o ilustrador pode criar seu 
próprio método e a forma que melhor preencha suas necessidades.
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
100
O tórax da figura masculina lembra o formato de um “V”, seu pescoço 
é mais grosso e os ombros são mais largos do que o croqui feminino que é mais 
delicado, os quadris também são mais estreitos, sem a curva desenhada na figura 
feminina (ABLING, 2011).
Segundo Abling (2011), o que difere um croqui masculino do feminino 
são os contornos do corpo, ou seja, as formas e o volume do corpo. Observe o 
exemplo na Figura 1, que mostra que o sistema de medidas por cabeça possui 
pequenas diferenças para encontrar a posição de cada parte do corpo, as principais 
mudanças estão na altura e na largura dos ombros e da cintura.
FIGURA 1 – DIFERENÇAS DO CROQUI FEMININO E MASCULINO
FONTE: Abling (2011, p. 123)
 No croqui masculino o maxilar é evidenciado, os braços são praticamente 
duas vezes mais grossos que os femininos. A cintura do croqui feminino é 
minúscula, enquanto no masculino é mais realístico e ela é desenhada um pouco 
mais abaixo no corpo, as pernas são mais grossas e curtas e o joelho pode ser mais 
pronunciado (ABLING, 2011).
Outro bom exemplo comparativo entre o croqui feminino e masculino, 
podemos observar na Figura 2. Segundo Bryant (2012), a musculatura do homem 
é mais proeminente, os traços faciais são mais marcados e o maxilar é quadrado. 
Homens têm troncos largos, cinturas mais baixas e quadris mais estreitos, 
entretanto a masculinidade nos croquis de moda não é representada por um 
corpo “grandalhão”. 
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
101
FIGURA 2 – COMPARAÇÕES DO CROQUI MASCULINO E FEMININO
FONTE: Bryant (2012, p. 78)
Conforme Stipelman (2015), a figura de moda feminina e masculina são 
desenhadas sem grandes diferenças, as mulheres são representadas com desenhos 
mais fluidos e os homens com formas mais angulares.
Outro ponto importante entre as diferenças do croqui masculino e 
feminino está no tamanho das mãos e das pernas, que no homem são maiores 
(STIPELMAN, 2015).
2.2 AS FORMAS BÁSICAS DO CORPO MASCULINO E SUA 
MUSCULATURA
Os ombros do croqui masculino são desenhados com duas cabeças de 
largura, e a linha da cintura pode ter de 1 a 1 ¼ de largura (ABLING, 2011). De 
acordo com Stipelman (2015), o tronco afunila ligeiramente para o quadril e não 
se vê curvas como no croqui feminino.
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
102
FIGURA 3 – O TRONCO DO CROQUI MASCULINO
FONTE: Abling (2011, p. 122)
Como já citado, os homens possuem mais musculatura que as mulheres 
e um bom exercício para você começar a desenhar croquis masculinos é praticar 
primeiro a musculatura, coloque um papel vegetal sobre uma imagem da 
musculatura do corpo masculino (Figura 4) e pratique o desenho, inclusive do 
esqueleto (BRYANT, 2012).
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
103
FIGURA 4 – A MUSCULATURA DO CORPO MASCULINO
FONTE: Bryant (2012, p. 89)
A musculatura e os ossos podem ser desenhados tanto com o corpo 
estático ou com movimento e o desenho pode ser esquematizado/estilizado, 
servindo apenas para aprender os locais de volume em cada membro do corpo 
masculino.
2.2.1 O desenho das mãos e braços masculinos
Os braços masculinos são um pouco mais pesados e ligeiramente mais 
curtos que os femininos, deve-se sempre enfatizar o contorno da musculatura 
(ABLING, 2011).
Comece o desenho dos braços sempre pelo ombro, depois desenhe o 
braço, pare no cotovelo e então continue até o pulso, por último, desenhe a mão, 
conforme a Figura 5 (ABLING, 2011).
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
104
FIGURA 5 – DESENHANDO BRAÇOS MASCULINOS
FONTE: Abling (2011, p. 134)
Na Figura 6, podemos comparar a forma dos braços masculinos quando 
estão retos e curvados, onde enfatiza-se as curvas do antebraço. Observe também 
que a posição do cotovelo fica exatamente na metade do braço.
FIGURA 6 – BRAÇOS MASCULINOS COM MOVIMENTO
FONTE: Abling (2011, p. 135)
Segundo Stipelman (2015), os pulsos dos braços do croqui masculino são 
mais grossos e a mão é mais quadrada, com dedos mais retos do que cônicos, 
como os femininos.
A mão masculina tem dedos mais angulares, a palma mais curta e mais 
funda, o punho mais largo e o dorso da mão cúbico (ABLING, 2011), veja alguns 
exemplos na Figura 7.
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
105
FIGURA 7 – DESENHO DA MÃO MASCULINA
FONTE: Abling (2011, p. 134)
Tome o cuidado para não deixar a mão masculina graciosa demais, 
mantendo sempre os dedos mais grossos (ABLING, 2011). Pratique vários gestos 
de mãos masculinas para pegar o jeito e, se quiser, pode utilizar os passo a passos 
já estudados sobre mãos femininas.
Veja outros exemplos de poses de mãos masculinas na figura a seguir e 
escolha algumas para desenhar em seu caderno de esboços, leve o tempo que precisar e 
procure sempre desenhar a mão direita e a esquerda.
UNI
FIGURA 8 – DESENHO DE POSES DE MÃOS MASCULINAS
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/584834701602706210/>. Acesso em: 26 mar. 2021.
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
106
Além dos exemplos apresentados, você também pode pesquisar na internet 
desenhos de mãos e praticá-las e até utilizar um modelo vivo e fazer o desenho de 
observação das mãos masculinas.
DICAS
2.2.2 O desenho de pernas e pés masculinos
A figura de moda masculina segue a fórmula metade/metade, podemos 
observar isso nos braços, mãos e agora nas pernas. A parte superior da perna, onde 
fica a coxa, têm o mesmo tamanho que a parte inferior, onde fica a panturrilha, ou 
seja, o joelho fica exatamente no meio do comprimento da perna (ABLING, 2011).
A perna deve acompanhar a largura do quadril, o joelho e os tornozelos 
devem ser desenhados enfatizados para ressaltar a aparência masculina, como na 
Figura 9 (ABLING, 2011).
FIGURA 9 – DESENHO DE PERNAS MASCULINAS
FONTE: Abling (2011, p.132)
Na sequência, segue a Figura 10 que apresenta as pernas masculinas 
desenhadas nas três posições principais (frontal, ¾ e perfil), perceba que o 
desenho da virilha em cada uma das posições também se altera.
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
107
FIGURA 10 – DESENHO DAS PERNAS EM DIFERENTES POSIÇÕES
FONTE: Abling (2011, p. 133)
Segundo Stipelman (2015), as pernas e pés da figura de moda masculina 
são bem diferentes da feminina, as panturrilhas e os tornozelos são mais definidos 
e os pés são maiores e mais angulares.
FIGURA 11 – DESENHO DE PÉS MASCULINOS
FONTE: <https://i.pinimg.com/564x/3e/6f/51/3e6f512ab4586c59f2677644b2fc7dd6.jpg>. 
Acesso em: 26 mar. 2021.
De acordo com Bryant (2012), o pé masculino é menos delicado e mais 
quadrado que o feminino. A Figura 12 mostra o desenho dos pés masculinos em 
suas diferentes posições (frontal, ¾ e perfil).
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
108
FIGURA 12 – O DESENHO DOS PÉS NAS DIFERENTES POSIÇÕES
FONTE: Abling (2011, p. 133)
Assim como nos desenhos de mãos, vale a pena praticar o desenho de pés 
nas mais variadas posições e com os mais diversos calçados, isso irá ajudá-lo a 
criar a figura masculina completa.
Para ver as principais diferenças no desenho da musculatura masculina nos 
croquis de moda, assista ao vídeo Como desenhar o corpo masculino no canal do YouTube 
Mariana Cagnin, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=zKyTpTrpwoA.
DICAS
3 DESENHANDO O CROQUI MASCULINO
Primeiramente, precisamos lembrar do passo a passo para a construção 
de um croqui, porém, agora, observando as formas características dos homens. 
Assim como no croqui feminino, o primeiro passo é traçar o eixo de 
simetria e esboçar a cabeça, para então dividir o corpo em nove cabeças iguais, 
como no exemplo da Figura 13 (BRYANT, 2012).
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
109
FIGURA 13 – INCIANDO O DESENHO DO CROQUI MASCULINO
FONTE: Bryant (2012, p. 81)
Segundo Bryant(2012), para continuar o desenho do croqui masculino 
pode-se utilizar formas geométricas simplificadas e depois delinear a musculatura, 
conforme a Figura 14.
FIGURA 14 – UTILIZANDO FORMAS GEOMÉTRICAS PARA DESENHAR O CROQUI
Linha de Equilíbrio
FONTE: Bryant (2012, p. 82)
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
110
Quando as linhas geométricas estiverem esboçadas, delineia-se os ombros, 
o toráx e o abdômen, como na Figura 15, lembrando que o físico masculino 
do croqui de moda não é grandalhão (BRYANT, 2012). Pense nos modelos de 
passarela e não nos homens que praticam musculação.
FIGURA 15 – DELINEANDO O DESENHO DO CROQUI MASCULINO
FONTE: Bryant (2012, p. 83)
Os croquis aprentados até o momento estão todos de frente, mas podemos 
pensar em poses diferentes também para o homem, apenas tomar o cuidado para 
transmitir uma atitude masculina para ele.
Para aprender a desenhar o croqui masculino de frente com passo a 
passo, assista ao vídeo Como desenhar croqui Masculino – Desenho de Moda do 
canal do YouTube Tathiane Vargas, disponível no link: https://www.youtube.com/
watch?v=GWoQBBGu7Rk&t=174s
DICAS
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
111
3.1 O CROQUI MASCULINO EM DIFERENTES POSIÇÕES
A primeira pose que vamos observar é a em ¾, que é semivirada, observe 
que o passo a passo do desenho continua a mesmo, sempre iniciando de cima 
para baixo e finalizando com o delineamento dos braços e músculos, como na 
Figura 16.
FIGURA 16 – PASSO A PASSO DO CROQUI MASCULINO NA POSIÃO ¾
FONTE: Abling (2011, p. 140)
Observe, na figura 17, que o lado direito é maior que o esquerdo no desenho, 
pois é a parte que está mais próxima de nós e, por isso, está em perspectiva. A 
posição das pernas também ajuda mostrar que a pose é em ¾ (ABLING, 2011).
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
112
FIGURA 17 – CONTINUAÇÃO PASSO A PASSO CROQUI EM ¾ 
FONTE: Abling (2011, p. 141)
Importante sempre lembrar que o ombro mais próximo de nós é desenhado 
maior, enquanto o lado mais longe é desenhado escondido atrás do corpo, detalhe 
característico desse tipo de pose, veja isso na Figura 18 (ABLING, 2011).
FIGURA 18 – EXEMPLO DE POSES MASCULINAS EM ¾ 
FONTE: Abling (2011, p. 128)
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
113
O croqui em ¾ ou totalmente virado, em perfil, é utilizado quando 
queremos mostrar detalhes nas laterais das roupas, como se tivesse alguma listra 
na lateral da calça, entre outras coisas, observe a diferença da pose ¾ e perfil na 
Figura 19 (BRYANT, 2012).
FIGURA 19 – COMPARAÇÕES DO CROQUI EM ¾ E PERFIL
FONTE: Bryant (2012, p. 94)
Como já estudado anteriormente, quando o croqui muda de pose, as 
formas dos membros também mudam ligeiramente, observe, na Figura 20, um 
exemplo de como a panturrilha e demais partes do corpo mudam com o giro da 
figura de moda masculina.
FIGURA 20 – DIFERENÇAS DAS FORMAS DO CORPO NA POSE PERFIL
FONTE: Abling (2011, p. 131)
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
114
Até o momento vimos a figura masculina na posição frontal, ¾ e perfil. 
Para finalizar as poses masculinas, verificaremos, na Figura 21, como ela pode ser 
desenhada na vista posterior, ou seja, de costas.
FIGURA 21 – O CROQUI MASCULINO NA POSE DE COSTA
VISTA DORSAL DA FIGURA DE QUADRIL ALTO
FONTE: Bryant (2012, p. 88)
A pose de curva em “S” também pode ser utilizada em croquis masculinos, 
porém fica melhor se não for tão insinuada quanto no croqui feminino, para não 
marcar tanto os quadris (BRYANT, 2012).
Antes de desenhar diferentes poses para o croqui masculino certifique-se 
que entendeu a explicação da perna de apoio apresentado na Unidade 1, pois a 
regra para o croqui masculino permanece a mesma, porque ele também precisa 
ter equilíbrio.
Para aprender a desenhar o croqui masculino na pose andando, assista ao 
vídeo Pose masculina 1 (andando) do canal do YouTube Fayci Tage, disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=Y016HN-2QCA
DICAS
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
115
4 DESENHANDO A CABEÇA DO CROQUI MASCULINO 
Assim como no croqui feminino, no masculino, também estudaremos o 
desenho do rosto, iniciando em como desenhar os elementos na posição frontal, 
¾ e, por último, de perfil, também veremos como representar os cabelos e conferir 
atitude ao croqui por meio do rosto.
4.1 O MAPA FACIAL E PROPORÇÕES DO ROSTO FRONTAL 
NO CROQUI MASCULINO
De acordo com Bryant (2012), é muito mais simples desenhar o rosto de 
homens que de mulheres, pois não possui tantos detalhes de adição, a principal 
diferença é que a estrutura óssea é mais evidente e isso pode ser traduzido com 
algumas linhas e sombreamentos. O formato do rosto é mais angular e linhas 
retas serão utilizadas para representar as feições, diferente do rosto feminino em 
que são utilizadas mais linhas curvas.
Para entender as diferenças do rosto masculino e feminino, assista ao vídeo 
Desenhando rosto feminino vs. masculino: diferenças do canal do YouTube Mariana 
Cagnin, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=ZivPDRERvKM.
DICAS
Comece o desenho da cabeça frontal em uma razão de 2:3, então, desenhe 
a forma oval marcando bem o maxilar do rosto. Faça uma linha vertical para 
ser usada como eixo de simetria, isso ajuda a desenhar tudo espelhado nos dois 
lados. Para finalizar, trace as linhas como é feito no feminino, adicionando a linha 
dos olhos, cabelos, nariz e boca, depois as desenhe mais retas e proeminentes, 
como no passo a passo a seguir (BRYANT, 2012).
FIGURA 22 – O ROSTO MASCULINO NA POSIÇÃO FRONTAL
FONTE: Bryant (2012, p. 153)
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
116
Segundo Abling (2011), o rosto masculino pode ser desenhado abreviado 
e estilizado, como no croqui feminino. Os rostos masculinos normalmente são 
desenhados com os maxilares mais largos e com mais ênfase na definição do 
queixo, as sobrancelhas são desenhadas mais próximas dos olhos, o nariz é mais 
proeminente e a boca pode ser mais cheia e sutil, conforme a Figura 23. 
FIGURA 23 – A POSIÇÃO DOS ELEMENTOS DO ROSTO MASCULINO
FONTE: Abling (2011, p. 136)
Observe, na Figura 24, que para saber onde ficam a posição de cada 
elemento do rosto masculino, inicia-se dividindo a cabeça ao meio para achar a 
linha dos olhos, depois divide-se o módulo inferior para encontrar a posição do 
nariz e, por último, define-se a altura da boca, lembrando que o homem precisa 
de mais espaço no queixo para deixá-lo mais proeminente.
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
117
FIGURA 24 – VISTA FRONTAL DA CABEÇA MASCULINA
FONTE: Abling (2011, p. 137)
As posições dos elementos no rosto masculino são iguais ao feminino, com 
exceção de que a forma da cabeça é mais angular, os olhos são mais estreitos, não 
possuindo muita pálpebra para colocar maquiagem como nos olhos femininos e 
as sobrancelhas são mais baixas, próxima aos olhos (STIPELMAN, 2015).
Para aprender a desenhar o rosto masculino com passo a passo, assista ao 
vídeo Desenhando rosto masculino do canal do YouTube Prodígio, disponível no link: 
https://www.youtube.com/watch?v=v8YfYhdWs4E.
DICAS
4.2 COMO DESENHAR A VISTA ¾ DO ROSTO MASCULINO
Nas posições em ¾ e perfil, o rosto masculino tem um ligeiro recuo na 
testa, as sobrancelhas ficam mais estendidas, o nariz é mais reto e não há tanta 
curva entre a boca e o nariz, comparado ao rosto feminino desenhado nestas 
posições (STIPELMAN, 2015).
Para desenhar o rosto em ¾, a linha do centro da frente vai virar junto 
à cabeça e tornar-se curva, as duas metades do rosto não vão ter mais a mesma 
aparência e essa linha ajuda a posicionar corretamente as distâncias dos elementos 
do rosto, observe isso na Figura 25 (BRYANT, 2012).
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
118
FIGURA 25 – DESENHO DA CABEÇA MASCULINA EM ¾
FONTE: Bryant (2012, p. 154)
Depois de desenhar o formato da cabeça, é preciso inserir a linha de centro 
curvada, marcando os pontos de referência verticais dos olhos,nariz, boca e, por 
último, a orelha apenas de um lado da cabeça (BRYANT, 2012).
Na sequência, refine as formas do rosto, acrescente os elementos, tentando 
diminuir o lado dos elementos que estão se afastando da vista, no caso das figuras 
25 e 26 o lado direito. Lembre-se de que o nariz está escondendo parte do olho 
direito (BRYANT, 2012).
FIGURA 26 – PASSO A PASSO DESENHO DA CABEÇA EM ¾ MASCULINA
FONTE: Abling (2011, p. 137)
Para fazer um rosto em ¾ não necessariamente o corpo precisa estar nessa 
mesma posição, o croqui facilmente pode estar na posição frontal na pose do 
corpo e a cabeça em posição ¾.
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
119
Para aprender a desenhar o rosto masculino em ¾ de forma prática, assista ao 
vídeo Como desenhar cabeça de meio perfil: 1 de 2 (construção) – Aprenda a desenhar 
#10 do canal do YouTube Academia Brasileira de Arte (ABRA), disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=Wppm79gXuBI.
DICAS
4.3 COMO DESENHAR A VISTA PERFIL DO ROSTO 
MASCULINO
Assim como nas outras poses da cabeça, inicie seu desenho com um 
retângulo para desenhar a cabeça em perfil, depois adicione um oval dentro do 
retângulo com a ponta mais estreita posicionada no canto inferior esquerdo ou 
direito do retângulo, dependendo de qual lado você deseja que a figura esteja 
olhando (BRYANT, 2012).
Divida a forma oval com duas linhas em cruz (uma vertical e outra 
horizontal), essa linha determina a posição da orelha e dos olhos, conforme o 
exemplo da figura 27, as outras medidas podem ser adicionadas, como na posição 
frontal da cabeça, para determinar a posição do nariz, lábios e queixo (BRYANT, 
2012).
FIGURA 27 – O DESENHO DO ROSTO MASCULINO NA POSIÇÃO PERFIL
FONTE: Bryant (2012, p. 155)
Para concluir, desenhe os elementos faciais, posicionando-os sobre os 
pontos de referência adicionados, indique a linha do cabelo e observe, na Figura 
28, como a cabeça fica mais à frente que o pescoço e como ele é marcado com 
linhas expressivas (BRYANT, 2012).
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
120
FIGURA 28 – PASSO A PASSO DO DESENHO DA CABEÇA EM PERFIL MASCULINA
FONTE: Bryant (2012, p. 137)
Para complementar seus estudos sobre o desenho do rosto masculino em 
perfil, assista ao vídeo Como desenhar rosto masculino de perfil do canal do YouTube 
Sonzin Arts, que contém um passo a passo dele.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=GVUEA2hP2oE>. Acesso em: 24 mar. 2021.
DICAS
Algo importante para dar atitude ao desenho masculino é trazer 
sombreamento e cabelos com caimentos e texturas interessantes, leia o próximo 
subtópico para compreender como desenhá-los em seu croqui.
4.4 CONFERINDO ATITUDE AO ROSTO MASCULINO
O rosto masculino não leva maquiagem, por isso, para conferir atitude aos 
desenhos, pode-se utilizar os diferentes tipos faciais, como na Figura 29, observe 
o tipo de barba, cabelo e acessórios utilizados em cada rosto (STIPELMAN, 2015).
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
121
FIGURA 29 – TIPOS FACIAIS DOS ROSTOS MASCULINOS
FONTE: Adaptador de Stipelman (2015, p. 420)
É importante tomar cuidado para desenhar a barba corretamente sobre o 
rosto masculino, por isso, assista ao vídeo Como desenhar barba do canal do YouTube 
VCdesenhos, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=qZ7UGPzU7Eo.
DICAS
Os cabelos das figuras de moda mudam ao longo da história, por isso é 
interessante observar a tendência e objetivo da coleção para escolher o tipo de 
cabeça ideal para sua ilustração, as costeletas sobem e descem abaixo das orelhas, 
a figura pode ser calva ou barbeada, há muitas possibilidades, veja algumas delas 
na Figura 30 (ABLING, 2011).
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
122
FIGURA 30 – DESENHO DE CABELOS MASCULINOS
FONTE: Abling (2011, p. 138)
Nas ilustrações de moda, o cabelo não é ponto focal, o que mais importa é 
a roupa e os acessórios do desenho, por isso, ele pode ser feito estilizado de modo 
mais conciso, como na Figura 31. O cabelo pode ser desenhado com formas mais 
minimalistas, usando poucas linhas, esboçadas, ou também pode ser desenhado 
de modo mais realista e o interessante é o cabelo corresponder ao estilo do 
desenho (ABLING, 2011). 
FIGURA 31 – TIPOS DE CABELO MASCULINO
FONTE: Abling (2011, p. 139)
TÓPICO 1 — O CROQUI DE MODA MASCULINA
123
O cabelo não é um desenho apenas de forma, é importante considerar 
também a direção, que é o movimento ou maneira de pentear o cabelo. Lembre-
se de criar a atitude certa com o rosto, que irá complementar a atitude da roupa, 
teste uma gama de idades e nacionalidades em seus desenhos, com todos os tipos 
de cabelos (ABLING, 2011).
Para aprender a desenhar cabelos masculinos com luz e sombra em grafite, 
assista ao vídeo Como desenhar cabelos masculinos do canal do YouTube Ranima Comp, 
disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=rIdJHJldsW4.
DICAS
Para finalizar os rostos masculinos, indica-se sempre aplicar luz e sombra, 
independente do material de pintura que estiver utilizando. A Figura 32 mostra 
onde inserir as sombras em cada posição da cabeça.
FIGURA 32 – AS SOMBRAS EM CADA POSIÇÃO DA CABEÇA MASCULINA
Vista frontal
Vista girada ¾
Vista de perfil
FONTE: Stipelman (2015, p. 419)
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
124
Para praticar os conhecimentos passados nesse tópico, sugerimos que 
desenhe o croqui masculino completo em todas as posições: frontal, ¾, perfil e de costas. 
Lembre-se de aplicar as técnicas de simetria e experimente inserir a cabeça também 
nas posições apreendidas, com a feição e cabelos que demostrem seu estilo pessoal de 
desenho.
UNI
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Neste tópico, você aprendeu que:
• O croqui masculino é desenhando de forma semelhante ao feminino, mudando 
apenas algumas formas e volumes.
• Os músculos e estrutura óssea dos homens são mais desenvolvidos e, por isso, 
o croqui masculino é mais largo que o feminino.
• O rosto masculino é mais angular que o feminino e seus elementos são 
desenhados com linhas mais geométricas e concisas.
• Para garantir atitude ao rosto masculino, é importante inserir cabelos e traços 
da feição que representem o estilo da roupa.
RESUMO DO TÓPICO 1
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1 Sabemos que o corpo masculino e feminino possui diversas diferenças, e 
no croqui de moda não é diferente. É importante um ilustrador conseguir 
diferenciar adequadamente suas ilustrações femininas e masculinas para 
o cliente interpretar adequadamente sua coleção ou criação. Sobre essas 
diferenças dos croquis femininos e masculinos, assinale a alternativa 
CORRETA:
a) ( ) A musculatura dos homens é mais proeminente que da mulheres, os 
traços faciais são mais marcados e o maxilar é quadrado. Homens têm 
troncos largos, cinturas mais baixas e quadris mais estreitos.
b) ( ) As mulheres são mais delicadas e mais baixas que os homens, por isso 
o croqui masculino é sempre representado com uma cabeça a mais que 
o croqui feminino.
c) ( ) As posições dos elementos do corpo dos homens são iguais as das 
mulheres, a única diferença está na largura das pernas e dos braços, 
que possuem mais musculatura.
d) ( ) A principal diferença entre os homens e mulheres está no maxilar, os 
homens possuem um maxilar mais quadrado e delineado, enquanto as 
mulheres possuem um rosto mais fino e gracioso, as demais parte do 
corpo não possuem grande diferença.
2 Além das diferenças de corpo e musculatura do croqui masculino e feminino, 
também existem diferenças significativas nos rostos, os elementos são 
desenhados diferentes e cada ilustrador pode criar suas próprias formas 
de desenhar o rosto ao longo do tempo, mas antes disso, é necessário 
entender as regras padrões de como desenhar rostos masculinos. Com base 
nas diferenças do desenho de rostos femininos e masculinos, analise as 
sentenças a seguir:
I- As feições do rosto masculino são desenhadas mais curvilíneas e maiores, 
enquanto, no rosto feminino, os elementos são menores e mais delicados.
II-Para representar as feições do rosto masculino são utilizadas formas mais 
angulares e retas, já no feminino, utilizam-se mais curvas.
III- Os olhos masculinos são mais estreitos, não possuem muita pálpebra 
como os olhos femininos e as sobrancelhas são mais baixas, próximas aos 
olhos.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças II e III estão corretas. 
c) ( ) Somente a sentença II está correta.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
AUTOATIVIDADE
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3 Segundo Abling (2011), o que difere um croqui masculino do feminino são os 
contornos do corpo, ou seja, as formas e o volume do corpo. Considerando 
as diferenças que encontramos entre o corpo masculino e o feminino, 
classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) Uma das diferenças entre o corpo do croqui feminino e masculino é a 
altura e a largura dos ombros e da cintura.
( ) Os pulsos do croqui masculino são mais grossos e as mãos mais quadradas 
do que as mãos femininas.
( ) Os braços masculinos são mais musculosos e mais compridos que os 
femininos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – V – F.
c) ( ) F – V – F.
d) ( ) V – V – V.
4 Uma das grandes dificuldades dos desenhistas amadores é desenhar o rosto 
de um croqui, isso porque, muitas vezes, não houve um estudo preliminar 
da posição correta de cada elemento no rosto, esse estudo é essencial para 
o rosto ficar de acordo com as proporções corretas da cabeça humana. 
Considerando isso, disserte sobre como encontrar as posições exatas de 
cada elemento do rosto masculino.
5 Muitos ilustradores costumam esconder as mãos dos croquis em suas 
ilustrações, isso porque existe uma extrema dificuldade em desenhá-las em 
certas posições, porém, é muito importante aprender a desenhar as mãos, 
pois elas ajudam a mostrar o caimento das peças nos croquis e também 
a transmitir atitude. Nesse contexto, disserte sobre as características do 
desenho de mãos masculinas.
128
129
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, iniciaremos o Tópico 2 analisando como desenhar as partes 
separadas de um croqui infantil, primeiramente, desenhando as mãos, depois 
braços, pés, calçados, pernas, poses e analisaremos as vistas do corpo infantil 
frontal, ¾, perfil e de costas.
Na sequência, veremos como desenhar bebês e crianças de 2 a 4 anos, de 4 
a 6 anos e de 7 a 10 anos, que são as idades mais comuns utilizadas na moda para 
desenhar as roupas infantis.
Para o desenho de crianças, o corpo feminino e masculino não possui 
grandes diferenças, então estudaremos os gêneros juntos, o que os distingue 
serão as características dos rostos, cabelos, poses, roupas e acessórios.
Ao concluir e estudo dos corpos, vamos estudar sobre a cabeça infantil, a 
posição dos elementos no rosto, os tipos de cabelo e a vista da cabeça frontal, ¾ e 
perfil, tanto masculina quanto feminina.
TÓPICO 2 — 
O CROQUI DE MODA INFANTIL
2 COMO DESENHAR CRIANÇAS DE DIFERENTES IDADES
Desenhar crianças pode ser difícil para os ilustradores acostumados a 
desenhar adultos, pois é preciso dar um ar de suavidade e inocência aos croquis. 
Para desenhar crianças, não basta apenas pensar na pose, mas qual idade e altura 
ela terá para transmitir o marketing necessário da coleção (ABLING, 2011).
Os tamanhos das crianças variam muito dentro de uma mesma idade, 
porém, nos exemplos que estudaremos, o croqui irá ficando cada vez maior, 
iniciando pelo bebê, depois crianças de 2 a 4 anos, crianças de 4 a 7 anos e crianças 
de 7 a 10 anos, para diferenciar um grupo de idade do outro (ABLING, 2011).
Na Figura 33 podemos perceber a diferença entre uma idade e outra, os 
croquis A, B e C foram alinhados no ombro, para observarmos como tudo muda 
de uma altura para a outra, desde a cabeça, braços, pernas e cintura do croqui 
(ABLING, 2011).
130
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
FIGURA 33 – AS DIFERENÇAS DE TAMANHO DOS CROQUIS INFANTIS
FONTE: Abling (2011, p. 167)
Quando os croquis são alinhados pelo chão, vemos a drástica diferença de 
altura, isso ocorre porque em cada idade a quantidade de cabeças na altura muda 
(ABLIGN, 2011).
2.1 DESENHANDO OS ELEMENTOS DO CORPO DE 
CRIANÇAS
As formas dos elementos do corpo de crianças são fáceis de aprender, 
pois estudamos apenas um tamanho e apenas aumentamos ou diminuímos de 
acordo com a idade da criança a ser ilustrada, isso facilita muito no processo de 
aprendizagem do desenho infantil (ABLING, 2011).
As mãos infantis são mais pequenas e gordinhas do que a mão adulta e 
lembram as características de desenho animado, os dedos são curtos, pequenos 
e arredondados, é o oposto dos dedos afunilados do croqui feminino, todos os 
detalhes como os nós dos dedos se perdem no desenho da mão de uma criança de 
qualquer idade e elas podem ser colocada em poses que lembrem a brincadeiras, 
como na Figura 34 a seguir (ABLING, 2011).
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
131
FIGURA 34 – DESENHANDO MÃOS DE CRIANÇAS
FONTE: Abling (2011, p. 181)
Ao contrário dos adultos as crianças possuem mais dinamismo nas poses, 
com um ar de brincadeira, uma aparência desajeitada. Elas quase nunca têm 
pescoço, os braços e pernas são gorduchos e possuem uma barriguinha redonda 
(ABLING, 2011).
Em croquis infantis os braços seguem a mesma fórmula que os braços de 
adultos, o braço tem o mesmo tamanho que o antebraço, ou seja, o cotovelo fica 
no meio, como na Figura 35, cuidado para não inserir muita musculatura, já que 
as crianças não têm o corpo muito desenvolvido ainda (ABLING, 2011).
FIGURA 35 – DESENHANDO BRAÇOS DE CRIANÇAS
FONTE: Abling (2011, p. 180)
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UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Segundo Bryant (2012), os pés de bebês normalmente são desenhados 
grandes e rechonchudos, como os bebês ainda não caminham, frequentemente 
as solas dos pés dos bebês aparece, pois eles são desenhados sentados ou 
engatinhando.
FIGURA 36 – DESENHANDO PÉS DE BEBÊS E CRIANÇAS
FONTE: Bryant (2012, p. 172)
Conforme a criança vai crescendo os pés começam a afinar e a sustentar 
o peso do corpo, logo o desenho muda, ficando menor com relação ao tamanho 
do corpo. Os estilos dos sapatos também mudam conforme a criança cresce, 
ficando mais sofisticados, observe alguns modelos de calçados infantis na Figura 
37 (BRYANT, 2011).
FIGURA 37 – DESENHO DE CALÇADOS INFANTIS
FONTE: Bryant (2012, p. 175)
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
133
Para desenhar as pernas de crianças pode-se utilizar da mesma fórmula 
da figura adulta, em que metade da perna (coxa) é igual em comprimento que 
a parte de baixo (panturrilha), ou seja, o joelho fica no meio da perna, como no 
exemplo da Figura 38 (ABLING, 2011).
FIGURA 38 – DESENHANDO PERNAS DE CRIANÇAS
FONTE: Abling (2011, p. 182)
Agora que você já aprendeu a desenhar a estrutura das pernas infantis, 
pode começar a desenhar pernas com poses mais elaboradas, mas lembre-se de 
que a atitude das pernas deve corresponder à idade que você está desenhando, 
os bebês, por exemplo, devem ser desenhados sentados, pois raramente ficam 
em pé sozinhos, veja exemplos de poses em pé e sentadas na Figura 39, observe 
atentamente as formas das penas em cada posição (ABLING, 2011).
134
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
FIGURA 39 – POSANDO PERNAR DE CRIANÇAS
FONTE: Abling (2011, p. 183)
Segundo Stipeman (2015), é importante considerar que desenhar crianças 
não é desenhar um adulto em escala, suas poses não são elegantes e graciosas, são 
mais animadas e, por vezes, estranhas e desajeitadas, seus rostos não transmitem 
atitude, eles são inocentes, desinibidos e expressivos, veja algumas poses com 
essas características na Figura 40.
FIGURA 40 – GESTOS E PERNA DE APOIO PARA CRIANÇAS
FONTE: Abling (2011, p. 184)
Assim como nas figuras de moda adulta no croqui infantil, também 
podemos desenhar o corpo em diferentes vistas, a Figura 41 mostra um exemplode como desenhar o corpo de crianças na pose de costas, perfil, frontal e ¾.
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
135
FIGURA 41 – DESENHANDO O CORPO INFANTIL NAS DIFERENTES VISTAS
FONTE: Abling (2011, p. 166)
De acordo com Stipelman (2015), quanto mais jovem é uma criança, mais 
formas “redondas” devem aparecer no desenho. Primeiro, vamos estudar o 
desenho de bebês, a diferença de um bebê para as crianças é que o bebê é aquele 
que depende de colo, ou seja, ainda não começou a andar.
2.2 DESENHANDO BEBÊS
A cabeça do bebê é ¼ do corpo e tudo nele deve ser redondo, desde a 
cabeça, o tronco, os braços e as pernas. Como os bebês não andam, é melhor 
representá-los sempre sentados e, por isso, os joelhos ganham uma ondulação 
exagerada, observe esse efeito na Figura 42 (STIPELMAN, 2015).
FIGURA 42 – DESENHANDO BEBÊS COM PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 185)
136
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Não estranhe se começar a desenhar um bebê e achar que a cabeça 
está muito grande, apesar de serem medidas contraditórias é assim que os 
representamos, a cintura aparece só como uma sugestão, pois eles devem parecer 
gordinhos (ABLING, 2011).
A Figura 43 mostra como podemos usar a medida por cabeças para 
entender o tamanho do tronco, que é equivalente a de duas cabeças (ABLINF, 
2011).
FIGURA 43 – AS PROPORÇÕES DO BEBÊ NA ILUSTRAÇÃO DE MODA
FONTE: Abling (2011, p. 168)
Para aprender a desenhar o croqui de bebê sentado com passo a passo, assista 
ao vídeo Como desenhar bebê – Desenho de Moda no canal do YouTube Tathiane Vargas, 
disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=hatFYbCfEE0.
DICAS
O fato de uma criança parecer com a cabeça muito grande está associada 
ao crescimento da criança estar mais associado ao tronco e aos membros do que 
na cabeça em si (BRYANT, 2012).
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
137
Como as crianças raramente ficam paradas por muito tempo, utilizar 
imagens é essencial para observar poses e desenhar, já que é muito dificil utilizar 
o modelo vivo, pois as crianças costumam ser inquiétas (BRYANT, 2012).
Conforme Bryant (2012), os grupos de bebês são dividos entre bebês de 
colo, ou rescém-nascidos, e os que já andam, por isso, vale aprender também a 
desenhá-los em pé, em que pode ser inserido detalhes nas roupas que no croqui 
sentado não seria possível visualizar.
A Figura 44 mostra o bebê de colo desenhado em pé em todas as vistas 
necessárias para desenhar suas ilustrações infantis, frontal, perfil e ¾.
FIGURA 44 – BEBÊ DE COLO EM PÉ EM TODAS AS VISTAS
FONTE: Bryant (2012, p. 103)
A principal diferença entre os bebês e as crianças de 2 a 4 anos de idade 
é que as crianças ficam de pé sozinhas e os bebês não, outro detalhe é que as 
crianças já não utilizam mais fralda, logo, os locais de fechamento das roupas 
começam a mudar (ABLING, 2011).
2.3 DESENHANDO CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOS DE IDADE
Para desenhar crianças, você pode utilizar muita criatividade, desde as 
poses criadas, as expressões do rosto e aos materiais utilizados para colorir ou até 
fazer colagens (BRYANT, 2012).
As crianças de 2 a 4 anos já conseguem ficar em pé e andar e assim como 
os bebês, ainda possuem a cabeça grande, o pescoço é ainda escondido e o tronco 
gorducho, com barrigas arredondadas, principalmente se observamos na vista 
perfil na Figura 45 (ABLING, 2011).
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UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
FIGURA 45 – O DESENHO DE CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOS EM TODAS AS VISTAS
FONTE: Abling (2011, p. 170)
Desenhar o croqui de 2 a 4 anos pode ser particularmente complicado, eles 
não são mais bebês, mas não podem parecer muito crescidos, eles estão dando 
seus primeiros passos e ainda não têm muito equilíbrio, por isso não os coloque 
em poses muito elaboradas. Nessa idade representamos o croqui com 4,5 cabeças, 
acompanhe um passo a passo do desenho do croqui de 2 a 4 anos na Figura 46 
(ABLIGN, 2011).
FIGURA 46 – PASSO A PASSO DESENHO DE CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOS
FONTE: Abling (2011, p. 185)
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
139
Conforme você for pegando o jeito para desenhar as poses frontais do 
croqui infantil, vale a pena sempre tentar desenhá-lo nas outras vistas, assim você 
pega a prática de representação das formas de acordo com a idade.
Para aprender de maneira prática a desenhar o croqui infantil com passo a passo, 
assista ao vídeo Como desenhar croqui infantil – Desenho de moda no canal do YouTube 
Tathiane Vargas, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vxjWx5WUIeo.
DICAS
2.4 DESENHANDO CRIANÇAS DE 4 A 6 ANOS DE IDADE
As crianças de 4 a 6 anos não possuem mais cara de bebê, o rosto já 
apresenta traços de criança, mesmo assim a figura ainda tem um ar desajeitado 
e brincalhão, agora o comprimento do corpo tem uma cabeça mais alta que do 
croqui de 2 a 4 anos (ABLING, 2011).
Os braços e pernas são um pouco mais longos que do faixa etária anterior, 
a barriga se mantém arredondada. Para esses croquis se destacarem entre os seus 
desenhos, coloque-os em poses desajeitadas e com a linha de equilíbrio deslocada, 
como no passo a passo da Figura 47 (ABLING, 2011).
FIGURA 47 – PASSO A PASSO DO CROQUI DE 4 A 6 ANOS
FONTE: Abling (2011, p. 171)
140
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Segundo Abling (2011), são utilizadas 5,5 cabeças de comprimento para 
o croqui de 4 a 6 anos e, aproximadamente, uma cabeça de largura no tronco 
superior e inferior.
Siga o guia de proporções da Figura 48 para entender a posição de cada 
parte do corpo, e lembre-se de que, nessa idade, as crianças já têm uma pisada 
mais firme e por isso as poses podem refletir um pouco mais de atividade 
(BRYANT, 2012).
FIGURA 48 – PROPORÇÕES DO CROQUI DE 4 A 6 ANOS 
FONTE: Bryant (2012, p. 111)
De acordo com Bryant (2012), para desenhar meninas e meninos pode-se 
utilizar o mesmo guia de medidas, para diferenciar um gênero do outro pode 
ser utilizado expressões faciais e os cabelos. Depois que se sentir mais seguro em 
desenhar essa faixa etária, já pode começar a desenhá-la em outras poses, como 
no exemplo da Figura 49 a seguir.
FIGURA 49 – AS VISTAS DO CROQUI DE 4 A 6 ANOS
FONTE: Bryant (2012, p. 113)
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
141
Conforme Stipelman (2015), nessa idade, as crianças já perderam um 
pouco da gordura de bebê, mas ainda não existe cintura e o estômago se projeta 
menos para frente, assim como na próxima idade a se estudar, que é a de 7 a 
10 anos, cujo tecido muscular começa a surgir, porém a cintura ainda não está 
definida. 
2.5 DESENHANDO CRIANÇAS DE 7 A 10 ANOS DE IDADE
Na idade de 7 a 10 anos, a criança já começou a ser alfabetizada e frequenta 
a escola, a figura tem aproximadamente 6,5 cabeças de altura, os braços, pernas 
e tronco se tornam mais longos e magros e os joelhos e cotovelos ficam mais 
aparentes (STIPELMAN, 2015).
As meninas ou meninos dessa idade são mais altos que os grupos etários 
anteriores e, finalmente, o pescoço começa a aparecer. Nessa faixa de idade, as 
poses começam a ser menos desajeitadas, mas ainda muito ativas (ABLING, 2011).
Nessa idade, os meninos possuem um corpo cilíndrico e pouca ou 
nenhuma cintura, o tronco é um pouco mais largo que o da menina e a largura 
do ombro ainda é curta, mas começa a aumentar à medida que os músculos e a 
estrutura óssea for se desenvolvendo (BRYANT, 2012). A Figura 50 apresenta um 
passo a passo de representação do croqui infantil masculino de 7 a 10 anos.
FIGURA 50 – PASSO A PASSO DESENHO DE CRIANÇAS DE 7 A 10 ANOS
FONTE: Abling (2011, p. 172)
142
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
A menina pode ser desenhada com a cintura levemente mais fina e o 
quadril um pouco mais largo. Para começar o desenho, é importante, primeiro, 
encontrar a posição correta de cada parte do corpo, seguindo os guias apresentados 
neste livro, e para determinar a forma do corpo, podem ser utilizadas formas 
geométricas, como aprendemos no croqui adulto. Nessa idade,pode-se brincar 
com as poses e começar a mover o quadril para transmitir feminilidade, como no 
exemplo da Figura 51 (BRYANT, 2012).
FIGURA 51 – O CROQUI DE 7 A 10 ANOS FEMININO COM MOVIMENTO DE QUADRIL
FONTE: Bryant (2012, p. 116)
Apesar das diferenças do croqui masculino e feminino de 7 a 10 anos, 
as proporções gerais são bastante semelhantes e pode ser utilizado o mesmo 
guia de medidas para desenhá-los, porém, as mudanças no comportamento são 
bastante significativas, por isso, escolha poses que transmitam feminilidade e 
masculinidade, além, é claro, de pensar nas expressões do rosto (BRYANT, 2012).
3 DESENHANDO A CABEÇA DO CROQUI INFANTIL 
Embora já tenhamos estudado sobre a cabeça feminina e masculina, 
agora é importante verificar as diferenças e características da cabeça infantil, um 
exemplo é que as crianças sempre possuem mais testa que os adultos (ABLIGN, 
2011).
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
143
3.1 O MAPA DO ROSTO INFANTIL E SUAS PROPORÇÕES
Além das crianças terem um maior espaço na testa, os elementos do rosto 
ficam mais próximos, esses elementos não são totalmente desenvolvidos, então 
não precisa desenhá-los com tantos detalhes (ABLIGN, 2011).
Os elementos do rosto infantil são menores que de adultos, os olhos são 
mais redondos e o nariz quase nada definido. À medida que o bebê começa a 
virar criança, o maxilar se desenvolve e os elementos do rosto parecem se elevar 
(BRYANT, 2012).
As faces das crianças devem ser gorduchas e não trazem aqueles traços 
glamorosos do croqui adulto. A escolha de como desenhar a face e seus elementos 
resultará no tipo de cabelo que a figura infantil receberá, tudo deve ornar e 
transmitir a inocência e a diversão da criança (ABLING, 2011). Observe, na Figura 
52, três formas diferentes de representação do rosto infantil.
FIGURA 52 – MAPA DO ROSTO INFANTIL 
FONTE: Abling (2011, p. 178)
144
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Assim como os corpos vão mudando de uma faixa etária para outra, a 
cabeça também deve sofrer aliterações, embora bem sutis. Os bebês são desenhados 
com a cabeça bem redonda e com os elementos do rosto pequenos, por exemplo, 
o nariz é quase imperceptível e, conforme a criança cresce, o rosto começa a ficar 
mais comprido e os elementos começam a ter mais detalhes (BRYANT, 2012).
Os bebês parecem quase não possuir pescoço e também não devem ter 
muito cabelo, por isso, desenhe apenas uma indicação da linha do cabelo e das 
sobrancelhas. Tudo no bebê precisa parecer redondo e pequeno (BRYANT, 2012).
As diferenças de gênero começam a ser mais perceptíveis a partir 
do desenvolvimento da criança, os meninos ganham linhas mais angulares, 
principalmente no maxilar, enquanto as meninas ganham uma forma mais oval. 
Veja, na Figura 53, as diferenças na representação do rosto em cada grupo de 
idade infantil (BRYANT, 2012).
FIGURA 53 – AS DIFERENÇAS NOS ROSTOS INFANTIS
Cabeça do Bebê Com pouco cabelo, bebês costumam usar 
chapéu para mantér a cabeça aquecida
Cabeça da criança pequena
Cabeça da criança grande
FONTE: Bryant (2012, p. 158)
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
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Para aprender a desenhar o rosto de um bebê feminino e masculino, assista 
ao vídeo Como desenhar e ilustrar rosto de bebê: 2 maneiras do canal do YouTube Fayci 
Tage, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=WFUfB1G60Go.
DICAS
Além de entendermos sobre a posição dos elementos da cabeça, também 
podemos trabalhar com diferentes formas do rosto infantil. Na Figura 54, o exemplo 
mostra o rosto redondo, quadrado e em forma de coração, respectivamente.
Os penteados para crianças podem facilmente ser adaptados para meninas 
e meninos, assim como a feição. As meninas podem usar mais acessórios no cabelo 
para diferenciá-las, como tiaras e fitas. Os cabelos dos meninos podem ser um 
pouco mais bagunçados e rústicos (ABLING, 2011).
FIGURA 54 – AS FORMAS DO ROSTO INFANTIL E SEUS CABELOS
FONTE: Abling (2011, p. 179)
146
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Segundo Bryant (2012), as roupas infantis tendem a ser mais criativas e 
bem-humoradas, não pode ser diferente com a pose e a cabeça do croqui. Cuidado 
para não desenhar os rostos muito realístico, prefira desenhar rostos de crianças 
mais estilizados e com traços apenas sugestivos dos elementos, além disso, suas 
ilustrações devem transmitir personalidade.
Aprenda mais sobre o desenho do rosto infantil assistindo ao vídeo Como 
desenhar o rosto e cabelo infantil no croqui de moda – Estilista Valmir Pazeto – do 
canal do YouTube Maximus Tecidos, disponível no link: https://www.youtube.com/
watch?v=YvylbOMsv1o.
DICAS
3.2 DESENHANDO A CABEÇA INFANTIL NA POSIÇÃO 
FRONTAL, PERFIL E ¾
Agora que você já estudou a posição dos elementos do rosto na cabeça 
infantil, você verá como desenhar a cabeça nas diferentes vistas: frontal, perfil e 
¾, para que possa ir melhorando cada vez mais o seu traço e a atitude de seus 
croquis infantis. Como exemplo, a Figura 55 apresenta o rosto infantil nestas três 
diferentes posições.
FIGURA 55 – DESENHANDO A CABEÇA INFANTIL NAS POSES EM PERFIL, ¾ E FRONTAL
FONTE: Abling (2011, p. 176)
TÓPICO 2 — O CROQUI DE MODA INFANTIL
147
Para desenhar a cabeça em perfil, desenhe uma área generosa entre a 
orelha e a parte de trás do crânio. Para desenhar a cabeça em ¾, observe que a 
distância entre a orelha e a parte posterior da cabeça é menor, mas ainda aparece. 
Na vista frontal, a parte posterior do crânio não é vista, logo, a orelha é desenhada 
fora do contorno da cabeça, como no exemplo da Figura 56 (ABLING, 2011).
FIGURA 56 – DESENHANDO A CABEÇA INFANTIL EM TODAS AS VISTAS
FONTE: Abling (2011, p. 177)
Verifique, na Figura 57, que assim como os adultos, os bebês também 
possuem um crânio saliente na parte de trás e isso precisa ser considerado ao 
desenhar a cabeça na posição perfil.
148
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
FIGURA 57 – A CABEÇA INFANTIL NA POSIÇÃO PERFIL
FONTE: Bryant (2012, p. 156)
Segundo Stipelman (2015), os rostos de crianças não transmitem 
personalidade à atitude, eles são inocentes, desinibidos e expressivos.
Agora que você já viu sobre como desenhar os croquis infantis, desafie-se 
a desenhar um croqui completo de cada idade apresentada, inserindo rosto e cabelos e 
colocando cada um em diferentes posições, frontal, perfil, ¾ e até mesmo de costas.
UNI
149
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Desenhar crianças não é como desenhar um adulto em escala reduzida e sim 
uma questão de proporções.
• Os bebês são desenhados mais gordinhos e sempre com formas arredondadas, 
isso só muda quando a criança começa a andar e vai substituindo a gordura 
por massa muscular.
• As poses das crianças precisam ser desengonçadas, divertidas e para aquelas 
que já possuem equilíbrio devem ter muita ação nos movimentos.
• Entre uma idade e outra o que muda, principalmente, é a altura, o tronco e os 
membros, a cabeça permanece praticamente com a mesma medida, é por isso 
que os bebês aparentam ter uma cabeça grande.
• Os rostos das crianças precisam ser simplificados e com traços infantis, sem 
muita sobrancelha e cabelo em bebês, por exemplo.
150
1 Para desenhar croquis de moda, utilizamos a medida comparativa de 
cabeças, isso significa que é utilizado um padrão de medidas de cabeça 
de altura e largura, a quantidade de cabeças muda de acordo a idade de 
gênero que se está ilustrando. Considerando as ilustrações infantis, com 
relação ao número de cabeças utilizado para representar crianças de 2 a 4 
anos de idade, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As crianças de 2 a 4 anos são representadas com 4,5 cabeças de altura e 
uma de largura no tronco.
b) ( ) As crianças de 2 a 4 anos são representadas com cinco cabeças de altura 
e uma de largura no tronco. 
c) ( ) As crianças de 2 a 4 anos são representadas com quatro cabeças de 
altura e uma de largura no tronco.
d) ( ) As criançasde 1 a 4 anos são representadas com 4,5 cabeças de altura e 
1,5 de largura no tronco.
2 Desenhar croquis infantis pode ser relativamente difícil para os ilustradores 
que estão acostumados a desenhar o corpo feminino e masculino adulto, 
pois a crianças possuem características muito singulares e específicas. Com 
base no desenho de crianças, analise as sentenças a seguir:
I- Para diferenciar os meninos das meninas no desenho infantil, são 
utilizados as expressões faciais e os cabelos, pois, o corpo não possui 
muitas diferenças entre os sexos.
II- Os bebês precisam ser desenhados com formas mais curvilíneas e 
arredondadas, pois eles são mais gordinhos.
III- Os meninos são desenhados sempre mais altos que as meninas no desenho 
de crianças, pois possuem a musculatura mais definida que as meninas.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças I e III estão corretas.
c) ( ) Somente a sentença II está correta.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
3 As crianças são representadas em grupos de idades, cada um desses 
grupos possui diferentes medidas de altura de cabeças para diferenciá-las. 
Considerando isso, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as 
falsas:
( ) As crianças de 7 a 10 anos são representadas com 6,5 cabeças de altura. 
( ) As crianças de 4 a 6 anos são representadas com seis cabeças de altura.
( ) As crianças de 2 a 4 anos são representadas com 4,5 cabeças de altura.
AUTOATIVIDADE
151
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) F – V – F.
d) ( ) F – F – V.
4 O design de moda, através da realização de seus diferentes desenhos, tem o 
objetivo de inspirar a busca de novas formas de ver a moda ao possibilitar 
a comunicação de ideias com as possíveis soluções que ainda existem 
somente na mente do designer. Entende-se, portanto, a grande importância 
da representação por meio do desenho dentro do processo industrial e de 
criação num contexto geral. O desenho de moda infantil possui algumas 
diferenciações em relação à anatomia e características de um desenho de 
moda adulto, assim sendo, apresente três delas:
5 O desenho de moda serve como um meio de comunicação entre os 
envolvidos no processo de criação e desenvolvimento de um produto. 
Para essa comunicação acontecer de maneira mais assertiva, espera-se que 
o croqui contenha características do público, seja ele feminino, masculino 
e/ou infantil. No desenho do croqui infantil, a cabeça apresenta uma 
distribuição dos elementos (olhos, nariz, boca, orelhas etc.) diferenciada 
dos adultos, isso quando não estamos falando de estilização e sim de uma 
maneira mais realista do desenho. Neste contexto, disserte a posição dos 
elementos no rosto infantil.
152
153
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 3, abordaremos como desenhar o croqui pré-
adolescente e adolescente, que são os últimos croquis que serão estudados nesse 
livro, considerando que já estudamos o croqui feminino adulto, masculino adulto, 
infantil (bebês e crianças de diversas idades).
Os croquis adolescentes são muito parecidos com os croquis adultos e, 
devido a isso, nesse tópico, não estudaremos o rosto dos croquis adolescente, pois 
as proporções são iguais dos adultos que podem ser encontrados na Unidade 1.
Diferente dos croquis infantis, cujo croqui feminino possui as mesmas 
proporções que o masculino, no croqui adolescente o corpo já está se desenvolvendo 
e possui algumas diferenças, logo, estudaremos os croquis feminino e masculino 
separados. 
Para concluir esse tópico, veremos algumas poses que podem ser utilizadas 
para croquis adolescentes de ambos os gêneros.
TÓPICO 3 — 
O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
2 DESENHANDO CROQUIS DE MODA PRÉ-ADOLESCENTES
Existe um conflito entre qual é a idade que realmente começa a pré-
adolescência, alguns experts de marketing dizem que já começa aos 8 anos, 
podendo chegar até os 14 anos, mas idenpedentemente de qual é a idade correta, 
os pré-adolescentes são um segmento de moda importante no mercado de moda 
infantil (BRYANT, 2012).
Para desenhar o croqui, você pode considerar o pré-adolescente na faixa 
dos 14 anos de idade que irá funcionar bem. Os pré-adolescentes não pensam 
em si como crianças, a rebeldia e o interesse por moda se intensifica nessa idade, 
surge o interesse e curiosidade pelo sexo oposto e, normalmente, uma obsessão 
por alguma celebridade (BRYANT, 2013).
No tópico anterior, estudamos muitos sobre o croqui de moda infantil 
e agora a figura está começando a amadurecer, por isso, torna-se mais esguia, 
pois utilizam-se mais cabeças de comprimento, o tronco se torna alongado, assim 
como os braços e pernas (STIPELMAN, 2015).
154
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Tudo começa a se desenvolver no corpo de um pré-adolescente, a estrutura 
óssea e os músculos, apropriando-se de características de adultos e isso se reflete 
não apenas no corpo, mas também no rosto e nos cabelos (STIPELMAN, 2015).
Segundo Abling (2011), são consideradas pré-adolescentes as crianças 
que atingem de 11 a 14 anos de idade, elas possuem a aparência mais madura 
que as crianças, mas não cresceram tanto como um adolescente, ou seja, para um 
adolescente, o pré-adolescente é baixinho.
2.1 DESENHANDO O CROQUI DE MODA PRÉ-ADOLESCENTE 
FEMININO
A medida do pré-adolescente está entre o último croqui infantil, estudado 
no tópico anterior, de 7 a 10 anos e o adolescente. A maioria das diferenças do 
croqui pré-adolescente e adolescente está no tronco, nas meninas são as curvas do 
busto, cintura e quadril, por exemplo (ABLING, 2011).
A Figura 58 apresenta um passo a passo simples do desenho de um croqui 
pré-adolescente feminino, na posição frontal, para que você possa compreender o 
sistema de medidas para essa idade.
FIGURA 58 – PASSO A PASSO DO CROQUI PRÉ-ADOLESCENTE FEMININO
FONTE: Bryant (2012, p. 120)
Cintura 1 cabeça 
de largura 
@ 23/4 cabeças
Ombros 11/2 
cabeça de 
largura @11/2 
cabeça
Parte de baixo do quadril 
11/8 cabeça de largura 
@ 31/2 cabeças
Joelhos @ 51/4 cabeças 
Calcanhar @ 7 cabeças
Linha de equilíbrio 
Guia de proporção para 
pré-adolescente: sete cabeças Desenho preliminar
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
155
Nas meninas, os primeiros traços do corpo que mudam são o quadril e os 
seios, a linha da cintura fica mais definida, o croqui, agora, possui de sete a oito 
cabeças de comprimento, como no exemplo da Figura 59 (STIPELMAN, 2015).
FIGURA 59 – EXEMPLO DE CROQUI PRÉ-ADOLESCENTE FEMININO
Vista frontal da menina Vista dorsal da menina
FONTE: Bryant (2012, p. 122)
Nas meninas pré-adolescentes, um pequeno busto começa a se formar, já 
os meninos têm mais massa corporal e o tronco um pouco mais longo (BRYANT, 
2012).
2.2 DESENHANDO O CROQUI DE MODA PRÉ-
ADOLESCENTE MASCULINO
Nos meninos, as principais diferenças que o corpo recebe são os músculos 
nos ombros, nos braços e pernas. O quadril dos meninos é mais estreito que das 
meninas e a linha da cintura também não é tão definida, veja isso no passo a passo 
da Figura 60 que mostra o sistema de medidas para um croqui pré-adolescente 
masculino na posição frontal (STIPELMAN, 2015).
156
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
FIGURA 60 – PASSO A PASSO CROQUI PRÉ-ADOLESCENTE MASCULINO
FONTE: Bryant (2012, p. 121)
Segundo Bryant (2012), o corpo dos pré-adolescentes continua a se alongar, 
e a cabeça quase atingiu o seu tamanho final, a altura total é de sete cabeças, 
o rosto começa o mostrar sinais de maturidade, ficando mais fino e alongado, 
observe essas características na Figura 61.
FIGURA 61 – EXEMPLO DE CROQUI PRÉ-ADOLESCENTE MASCULINO
Vista frontal do menino Vista dorsal do menino
FONTE: Bryant (2012, p. 123)
Ombros 11/2 
cabeça de 
largura @11/2 
cabeça
Cintura 1 cabeça 
de largura 
@ 23/4 cabeças
Parte de baixo do quadril 
11/8 cabeça de largura 
@ 32/3 cabeças
Joelhos@ 51/4 cabeças 
Calcanhar @ 7 cabeças
Linha de equilíbrio 
Guia de proporção para 
pré-adolescente: sete cabeças 
Desenho preliminar
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
157
Conforme Bryant (2012), a primeira etapa para desenhar pré-adolescentes 
é determinar as medidas de proporção, com pontos de referência diferentes que 
das meninas nessa idade, depois de determinar as medidas, você deve desenhar 
as formas do corpo. 
Observe, na Figura 62, que o croqui está na pose ¾ e a autora Abling (2011) 
define o pré-adolescente com oito cabeças de altura.
FIGURA 62 – POSES PARA O CROQUI PRÉ-ADOLESCENTE MASCULINO
FONTE: Abling (2011, p. 173)
Uma coisa que precisa ser considerada ao desenhar o croqui pré-
adolescente, é que ele precisa parecer mais jovem que o croqui adolescente e o 
croqui adolescente precisa parecer mais jovem que o croqui adulto, sendo assim, 
cuidado para não exagerar nos músculos e não inserir barba, por exemplo.
158
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
2.3 COMPARANDO O PRÉ-ADOLESCENTE MASCULINO E 
FEMININO
Como já explicado anteriormente, o croqui pré-adolescente masculino e 
feminino possuem diversas diferenças e elas não se encontram apenas nas formas 
do corpo, mas até na forma de se vestir e de se comportar. 
A forma como desenhamos os dois sexos é muito semelhante, as diferenças 
ainda não são tão evidentes quando no croqui adolescente, um exemplo das 
diferenças pode ser observado na Figura 63.
FIGURA 63 – COMPARANDO O PRÉ-ADOLESCENTE MASCULINO E FEMININO
FONTE: Stipelman (2015, p. 433)
A opinião dos pré-adolescentes sobre as roupas se tornam mais fortes e 
seu estilo normalmente é guiado pela opinião dos amigos e isso deve refletir em 
uma ilustração de moda mais ousada que nas idades anteriores (BRYANT, 2012).
A Figura 64 apresenta um exemplo do resultado do desenho de croquis 
adolescentes de ambos os sexos já coloridos e finalizados.
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
159
FIGURA 64 – EXEMPLO DE RESULTADO DO CROQUI PRÉ-ADOLESCENTE
FONTE: Stipelman (2015, p. 433)
Além de se preocupar com as proporções adequadas, é interessante 
estudar poses de pré-adolescentes em revistas para o público teen e verificar quais 
são os gestos e estilos que estão em tendência no momento da sua ilustração, pois 
esse público muda muito de uma geração para outra.
3 DESENHANDO CROQUIS DE MODA ADOLESCENTES
Os adolescentes realmente já parecem adultos, podemos perceber 
isso na própria forma como se vestem, mas também nos traços do rosto e do 
corpo, no croqui feminino, já pode ser inserido mais maquiagem, por exemplo 
(STIPELMAN, 2015).
A faixa etária dos adolescentes se encaixam em 16 a 18 anos, os croquis já 
devem ser desenhados alongados, ou seja, não seguem a proporção real do corpo 
humano. Os adolescentes tendem ainda a ter um vestuário rebelde, normalmente 
prescrito por seus colegas (BRYANT, 2012).
3.1 DESENHANDO O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE 
FEMININO
Comparado a mulher adulta, a adolescente possui um busto mais alto 
e menor, o tronco mais curto e mais estreito no quadril. Na vida real, podemos 
confundir adolescentes com mulheres adultas, por suas semelhanças, mas no 
croqui, é importante diferenciá-las para que as pessoas entendam suas ilustrações 
adequadamente. A Figura 65 apresenta um comparativo entre a menina pré-
adolescente e a menina adolescente (BRYANT, 2012). 
160
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
FIGURA 65 – COMPARANDO O CROQUI ADOLESCENTE COM O PRÉ-ADOLESCENTE
FONTE: Abling (2011, p. 174)
Como de costume, desenhe primeiro o croqui na posição frontal, marque 
as medidas, delineie o corpo como na Figura 66 e, depois, aventure-se desenhando 
diferentes poses e vistas possíveis.
FIGURA 66 – PASSO A PASSO DO CROQUI ADOLESCENTE FEMININO
Desenho preliminar Vista frontal Vista dorsal
FONTE: Bryant (2012, p. 127)
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
161
Os adolescentes têm o pescoço alongado e o corpo mais desenvolvido 
que os pré-adolescentes, mas ainda não são totalmente desenvolvidos como os 
adultos (ABLING, 2011).
Aprenda mais sobre como desenhar o croqui adolescente feminino assistindo 
ao vídeo Como ilustrar figura humana adolescente do canal do YouTube Tathiane Vargas, 
disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=-tzyTbbDB2g.
DICAS
3.2 DESENHANDO O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE 
MASCULINO
Mesmo que os adolescentes possam usar as mesmas roupas que os 
adultos, na indústria da moda é comum encontrar coleções e lojas exclusivas para 
esse público. Para manter os adolescentes jovens, procure desenhar o rosto mais 
redondo (ABLING, 2011). 
A Figura 67 é um comparativo do desenho da adolescente feminina para 
o masculino, para analisar as proporções adequadas para cada sexo.
FIGURA 67 – COMPARANDO O CROQUI ADOLESCENTE MASCULINO E FEMININO
FONTE: Abling (2011, p. 175)
162
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Os meninos adolescentes não são adultos e ainda ganharão muita massa 
muscular, no entanto, nessa idade, eles já possuem bastante diferença no corpo 
comparado às idades anteriores, o maxilar está maior e mais angular, o tronco é 
mais largo e o quadril é estreito (BRYANT, 2012).
Os meninos adolescentes podem ser desenhados com a cabeça um pouco 
maior que as meninas, assim eles ficam levemente mais altos quando usar o 
sistema de medidas do corpo a partir da cabeça (BRYANT, 2012).
A Figura 68 mostra um passo a passo de como desenhar o croqui 
adolescente masculino na posição frontal, seguindo um guia de proporções.
FIGURA 68 – PASSO A PASSO CROQUI ADOLESCENTE MASCULINO
FONTE: Bryant (2012, p. 131)
Desenho preliminar Vista frontal Vista dorsal
Sempre vale lembrar de começar seu desenho utilizando a medida da 
cabeça como sistema de medidas e usar os guias apresentados nesse subtópico 
para saber a posição exata de cada parte do corpo como ombros, cintura, quadril 
e joelhos, por exemplo.
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
163
4 POSES E EXEMPLOS DE CROQUIS DE MODA 
ADOLESCENTES 
Para finalizar esse tópico, veremos algumas imagens que mostram poses 
que podem ser utilizadas para desenhar o croqui adolescente, use essas imagens 
como inspiração e aumente seu repertório pesquisando novas poses em bancos 
de imagens, como no Pinterest. A Figura 69 mostra algumas inspirações de poses 
e vistas para desenhar croquis adolescentes. 
FIGURA 69 – POSES E VISTAS DO CROQUI ADOLESCENTE
FONTE: Bryant (2012, p.133)
Ao criar uma coleção, você pode representar homens e mulheres juntos e 
interagindo, nessa idade, é comum os adolescentes estarem namorando e levarem 
seus amigos como parte da família, logo, ilustrá-los juntos faz sentido, como no 
exemplo da Figura 70.
164
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Segue, na Figura 71, um comparativo de meninas e meninos adolescentes 
dentro da grade, podemos ver como eles já possuem várias diferenças físicas e 
também de atitude na pose.
FIGURA 71 – COMPARANDO O ADOLESCENTE MASCULINO COM O FEMININO
FONTE: Stipelman (2015, p. 434)
Por fim, confira, na Figura 72, o croqui adolescente em ambos os sexos, 
finalizados e com acabamento, mostrando o quanto já parecem adultos, mas que 
ainda possuem alguns aspectos joviais.
FIGURA 70 – O CROQUI ADOLESCENTE COM POSE EM MOVIMENTO
FONTE: Bryant (2012, p. 132)
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
165
FIGURA 72 – EXEMPLO DE RESULTADO DO CROQUI ADOLESCENTE
FONTE: Stipelman (2015, p. 434)
Pratique o desenho do croqui pré-adolescente feminino e masculino em 
poses diferentes, interagindo entre eles, para que melhore suas técnicas de desenho.
UNI
166
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
LEITURA COMPLEMENTAR
OS DIVERSOS DESENHOS NO DESIGN DE MODA: 
A COMUNICAÇÃO NO PROCESSO CRIATIVO
Fabíola Mastelini, Ricardo Brito Almeida
1. Introdução
Os diversos processos e práticas do desenho na moda apresentam extrema 
importância para a indústria de confecção do vestuário. O desenhoage como 
instrumento de trabalho do designer, pois contribui com a linguagem da criação 
e definição de identidade de moda, acelera o tempo despendido ao processo 
criativo e produtivo de cada etapa do desenvolvimento de produto e norteia o 
caminho percorrido até sua materialização. 
Desde os primeiros períodos da história, o homem utilizou-se de desenhos 
para comunicar-se. É importante ressaltar que, a linguagem de expressão 
proporcionada pelos desenhos adequa-se ao seu tempo, acompanha a evolução 
do homem e chega atualmente à tecnologia, que está intrinsicamente incorporada 
à contemporaneidade humana. Henriques (2012, p. 16) afirma que “Desde o que 
chamamos de Pré-História, o homem utiliza-se das imagens. Através de desenhos, 
pinturas e esculturas, a raça humana registrou crenças, ritos, costumes, fatos ou 
simplesmente expressou pensamentos e sentimentos”. 
Desta forma, o desenho assume uma linguagem que permite a expressão 
e a comunicação de ideias. No desenho de moda, tais ideias a serem expressas 
são possíveis soluções que ainda existem somente na mente do designer. Assim, 
é através do desenho como ferramenta de comunicação entre as várias etapas de 
criação e produção, que o produto de moda nasce e é transmitido para diferentes 
mãos na indústria da confecção do vestuário e toma forma e tridimensionalidade 
(GRAGNATO, 2008). 
Neste contexto, ao demonstrar os diferentes tipos e processos do desenho 
dentro do design de moda empregados na indústria de confecção do vestuário, 
pode-se esclarecer como este desenho pode trazer benefícios ao desenvolvimento 
do produto, proporcionado pela sua utilização e aplicabilidades, como ferramenta 
que aprimora o processo criativo, porque pode simular em sua pré-visualização, 
combinações de cores, estampas e peças prontas, assim, contribui para diminuir 
o tempo de criação e proporcionar a rápida finalização do produto de moda a ser 
comercializado. 
A tecnologia digital é a grande responsável pela agilidade deste processo, 
pois é possível transformar rapidamente em desenho, com formas e cores, algum 
elemento encontrado ao nosso redor ou até mesmo escondido em nossa natureza 
humana. 
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
167
Segundo Hopkins (2011, p. 11), “o desenho começa na imaginação, antes 
de se expressar como um meio prático para gerar ou comunicar uma ideia”. No 
cotidiano profissional, esta busca pela agilidade do processo de desenvolvimento 
do produto de moda permite que o desenho seja um recurso adequado a cada etapa 
do trabalho do designer, tanto no processo criativo que envolve primeiramente a 
idealização do produto, quanto nas especificações técnicas transmitidas para ser 
produzido e finalizar-se com o compromisso de sua venda. 
É a partir de registros em scketchbooks, desenhos de moda e/ou desenhos 
técnicos de moda que acontece a integração de todos esses recursos gráficos e, na 
cadeia de desenvolvimento, eles se completam. Desta forma, o desenho é etapa 
fundamental na comunicação do design de moda, pois esse desenho pode ser 
imaginado e analisado antecipadamente, para se transformar em produto final. 
Este processo promove um provável sucesso e aceitação comercial deste produto, 
antes de sua confecção. 
O desenho é, portanto, uma atividade voltada à resolução de problemas, 
criação, atividades coordenadas e sistêmicas, por isso, está tão próximo à gestão, 
que é orientada na mesma direção, estando presente desde o início do processo 
de concepção do produto. Ele passa por todas as etapas necessárias, desde a 
determinação de seu mercado, necessidades e expectativas de seus futuros 
consumidores até atingir a reciclagem. 
Hoje, muitas empresas de pequena dimensão, ainda não aproveitam as 
vantagens da gestão de design, pois o veem, como uma despesa adicional que não 
querem despender, ao contratar um profissional habilitado para esta atividade. 
Para isso, através da pesquisa bibliográfica, pretende-se comprovar que o design 
de moda é uma forma de investimento que possibilita a indústria de confecção 
do vestuário a adotar estratégias de inovação e qualidade, para manterem-se 
atuantes no mercado. 
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 68% das empresas 
de pequeno porte ampliaram suas vendas após introduzir técnicas de desenho 
no rol das ferramentas de gestão utilizadas (SOUZA, 2002). Morris (2010, p. 128) 
ainda reforça o conceito abordado por Souza (2002): “O processo de gerar ideias 
de produtos e desenvolver conceitos pode ser relativamente barato se comparado 
ao processo de desenvolver produtos finais manufaturados”.
2 Design e a comunicação na moda
A palavra design deriva do latim designo, que significa idear, designar e 
que está associada ao conceito de produto, ao projeto e planejamento. Segundo 
Pires (2008, p. 69), “o design refere-se à concepção e desenvolvimento de um 
projeto que tem como finalidade a realização de produto”. Desenhar é parte do 
processo de criação e o design de moda assume os mesmos atributos e princípios 
do design. Mozota (2011, p. 15) ressalta ainda que o design: 
168
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
Deriva do termo latino designare, traduzido como “designar” e 
“desenhar”. Em inglês, o substantivo “design” manteve os dois 
significados. Dependendo do contexto, a palavra significa: “plano, 
projeto, intenção, processo” ou “esboço, modelo, decoração, composição 
visual, estilo”. No sentido de intenção, “design” implica a realização de 
um plano por meio de um esboço, padrão ou composição visual. 
O uso da palavra design abrange várias qualidades, que vão desde a 
elaboração de projetos à busca de soluções bem-sucedidas para a idealização do 
produto desejado. Dessa forma, o desenho está incluído no processo do design, 
desde a criação e está extremamente ligado ao desenvolvimento do pensamento 
inicial e proporciona a possibilidade de afirmá-lo ou corrigi-lo, antecipadamente. 
A finalização da ideia por meio do desenho é o que interessa ao processo, e a 
expressão desse desenho será transformada em um produto que agrade ao 
consumidor. Para Moura (2008 apud PIRES, 2008, p. 69):
O design é um campo de conhecimento constituído por um 
pensamento, pela concepção e por uma produção, sendo estes 
orientados ao cenário futuro a partir de uma intenção destinada a 
ser real. Fazer design significa trabalhar com o futuro, executando a 
concepção e o planejamento daquilo que virá a existir, anunciando 
novos caminhos e possibilidades.
Na moda, as evoluções do desenho e da ilustração tem seu principal 
aspecto desenvolvido pela necessidade de comunicar ideias até chegar ao seu 
público-alvo, através da beleza proporcionada pela representação do desenho do 
produto idealizado. Portanto, o design incide nos traços estéticos ou físicos do 
produto, ao criar inovações, que são oferecidas ao cliente. Fernandes (2012, p. 
103) afirma que, “Estilo e design são em si, diferenciais no desenvolvimento do 
produto. O design transforma o banal em desejável”. 
A ilustração (Figura 1) é uma das linguagens do design com maior poder 
de comunicação. O ilustrador dispõe de total controle de elementos visuais, como 
linha, forma, textura e volume. Cada um desses elementos contribui para criar a 
imagem mais apropriada ao público-alvo. (HENRIQUES, 2012).
FIGURA 1 – ILUSTRAÇÃO DE MODA
FONTE: <https://i.pinimg.com/originals/ea/0f/36/ea0f3648aa35b456cd577ac1de298aa5.jpg>. 
Acesso em: 26 mar. 2021.
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
169
Conhecer o público-alvo e o mercado de moda é compreender 
possibilidades de planejar novos cenários orientados pelo design. O mercado 
de moda é dividido em setores que visam facilitar não somente a confecção, 
mas também a criação. O segmento de moda feminina é o que mais exige do 
profissional criador, uma vez que, neste segmento específico, a moda se apresenta 
mais cíclica e competitiva. Para Jones (2005, p. 59), neste setor, o ciclo da moda 
pressiona mais, por processos de respostas rápidas. Morris(2010) complementa 
o pensamento de Jones (2005):
 
O desafio para o designer de hoje, no entanto, é a absoluta 
complexidade de nosso mundo; o ritmo das mudanças que atingem 
nossas experiências em sociedade e o alcance e a profundidade 
das informações disponíveis e exigidas. Os designers precisam 
reunir, processar e incorporar essas informações de modo eficaz, 
mesmo quando a tarefa parecer confusa e complexa. Nosso mundo 
competitivo coloca ainda mais pressões sobre o designer com 
exigência de velocidade e precisão: os produtos precisam ser criados 
rapidamente com a expectativa de que estejam “certos de primeira” 
(MORRIS, 2010, p. 6). 
Definitivamente, o designer de moda não é simplesmente um profissional 
que faz desenhos bonitos e coloridos. O desenho é parte do resultado de uma 
série de pesquisas, de mercado, de público-alvo, de tendências tecnológicas e de 
materiais, como cores, tecidos e silhuetas. O criador de moda vê além do seu 
tempo. Enquanto, a visão geral está concentrada na estação vigente, o estilista já 
está imerso nas estações que virão e o desenho faz parte de seu processo criativo.
3 O processo criativo
O desenho de moda assume papel indispensável no processo criativo 
e é uma das ferramentas mais importantes na criação de uma coleção por ser 
a linguagem que concretiza a ideia, o meio de comunicação, entre quem cria e 
quem fabrica. Vale lembrar que, muitas vezes, a confecção do produto passa 
por diferentes mãos e empresas e, por isso, há a necessidade de que o desenho 
seja preciso e acompanhado de informações que garantam sua produção 
(CAMARENA, 2011). 
O processo criativo na moda tende a ser rápido e competitivo, uma vez 
que ela está sempre em constante mudança. Para atender aos objetivos de seu 
público-alvo, é necessário que o criador de moda esteja extremamente informado 
a respeito dos aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos que configuram 
o momento presente. 
Tais processos que levam um designer à criação são bem particulares 
e individualizados. Não há padrões a serem seguidos, contudo, os passos que 
levam ao desenvolvimento de uma coleção de moda como resultado, costumam 
ser seguidos, ainda que instintiva ou aleatoriamente, e a pesquisa e o desenho 
de moda fazem parte deste processo. Segundo Sorger e Udale (2009, p. 16-20), 
170
UNIDADE 2 — DESENHANDO O CROQUI DE MODA MASCULINA E INFANTIL
“este é o resumo exato de todo o processo criativo de moda: a primeira tarefa na 
criação de uma coleção é a pesquisa. Tendo assimilado a pesquisa, os modelos são 
esboçados para desenvolvimento da coleção”. 
A pesquisa na área de moda fornece dados para a compreensão e execução 
da diversidade de cenários no projeto, ao englobar aspectos políticos, econômicos, 
sociais, culturais e ambientais. A maioria das empresas de moda trabalha com 
pesquisas e os profissionais de desenvolvimento de produto são pressionados 
a apresentarem, constantemente, novidades para tornar o seu público motivado 
para o consumo. Como as empresas de moda possuem diferentes perfis, cada um 
destes profissionais analisa e filtra as tendências e as adéqua ao seu segmento de 
mercado e produto. Matharu (2011, p. 80) afirma que:
Até os anos de 1960, quem ditava as tendências de barras, cores, tecidos e 
silhuetas eram os designers da alta costura de Paris. Este processo dava 
às Maisons e à Chambre Syndicale controle total, confidencialidade 
e exclusividade, conferindo-lhes grande poder e influência sobre a 
comunidade da moda em geral. No entanto, nos anos de 1960 e 1970, 
a alta-costura perdeu sua supremacia e, consequentemente, o sistema 
de “cópias” ou “modelos” desapareceu. 
Desta forma, como alternativa, deu-se o início do sistema de análise de 
tendências, que fornece informações para as empresas através dos chamados 
“bureaux de estilo” que se trata de escritórios, que oferecem um serviço de 
informação sobre as últimas tendências em cores, tecidos e silhuetas.
Os bureaux de estilo são empresas especializadas em pesquisar, nas mais 
diversas áreas e que observam os novos comportamentos das pessoas e analisam 
os prováveis rumos de seus hábitos de consumo. Essa pesquisa inicial está muito 
mais focada nos comportamentos do que nos produtos. Só depois é que as 
aspirações das pessoas serão traduzidas em tecidos, cores, texturas e elementos, 
em formatos de “tendências de moda”. 
Se, conforme Feghali e Dwyer (2010, p. 17), “as tendências de moda são 
apontadas pelos bureaux de estilo e as revistas de tendências confirmam através 
das fotos de desfiles de lançamento das coleções”; para Matharu (2011, p. 81), 
“a análise de tendências de moda é um grande negócio, pois são compostas por 
agências on-line e consultorias altamente competitivas”. O papel deste sistema 
é prever o futuro da moda em todos os seus aspectos, do varejo e aos fatores 
socioeconômicos, até as tendências de cores, tecidos, estampas, silhuetas, detalhes 
e acabamentos.
Portanto, o sistema de moda procura por uma criação assertiva de 
produtos e as tendências têm a finalidade de apontar determinadas propostas 
estéticas a cada temporada. Não há nada realmente novo, mas sim novas 
possibilidades sobre estéticas já existentes. Essas propostas são baseadas nos 
desejos e necessidades dos consumidores e nas necessidades da indústria têxtil.
 
TÓPICO 3 — O CROQUI DE MODA ADOLESCENTE
171
Toda a indústria de confecção visa sucesso de vendas para suas coleções de 
moda e a geração de lucros para sobreviver e, portanto, trabalham com pesquisas 
de tendências mundiais, para que não haja insucesso na sua comercialização. 
Com o intuito de fornecer parâmetros para as pesquisas, os designers 
buscam as chamadas macrotendências que são muito impactantes e que 
determinam o que realmente vai influenciar o desejo das pessoas. Tais 
macrotendências originam as microtendências de comportamento, que são 
trabalhadas de acordo com o público-alvo da empresa a ser atingido e estruturas 
das tendências de moda sazonais e, portanto, de curta duração. 
A pesquisa de tendências é uma atividade que tem que lidar com as 
capacidades de percepção e de leitura de sinais da sociedade, quase 
sempre incipientes, tendo como limites os interesses e as possibilidades 
dos parceiros da indústria. O resultado será ou não a aprovação do 
cliente (PIRES, 2008, p. 231). 
Desta forma, cada tendência se materializará através de cartelas, 
silhuetas e elementos de estilo, detalhes e padrões repetitivos que identificarão a 
unidade da coleção. Designers renomados têm autonomia suficiente para ousar 
na escolha do que poderá vir a ser tendência, de acordo com a personalidade 
de sua marca. “Meu processo criativo começa com uma cena, uma história, um 
estilo, um conceito que crio a partir de algo que eu desejei ou vivi” (TREPTOW, 
2013, p. 107).
Por outro lado, a grande indústria de confecção é formada por marcas 
pequenas, que não possuem o “status” de formadores de opinião e que, na 
maioria das vezes, não possuem capital de giro suficiente para arcar com 
prejuízos de coleções mal-recebidas pelo público. Essas pequenas empresas 
dependem da aceitação comercial de seus produtos e são conhecidas como 
seguidoras de tendências. Para essas, a escolha do tema de coleção deve 
aproveitar a informação coletada na pesquisa de tendências e criar uma receita 
própria (TREPTOW, 2013). 
Somam-se a estas informações a experiência e o conhecimento do designer, 
que enriquece sua coleção com informações advindas de livros, viagens, fotos, 
além de anotações pessoais de seu caderno de esboços. 
Consequentemente, em uma visão ideal, a pesquisa de moda busca a 
criação de um produto inovador na abordagem feita a partir da investigação, 
para definir a utilização da matéria-prima, da forma/modelagem e da aplicação 
das cores corretas e é neste trabalho diário do profissional de moda que o desenho 
se torna indispensável, pois proporciona rapidez de resultados e visão a frente do 
produto a ser comercializado.
FONTE: Adaptado de <http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistaiara/wp-content/uplo-ads/2016/03/89_Iara_artigo_revisado.pdf>.Acesso em: 26 mar. 2021.
172
RESUMO DO TÓPICO 3
 Neste tópico, você aprendeu que:
• Os croquis pré-adolescentes precisam parecer mais velhos que as crianças de 
10 anos, mas ainda precisam ter características infantis.
• Os adolescentes masculinos e femininos não são desenhados com as mesmas 
proporções, pois o corpo Se desenvolve de maneiras diferentes, por isso 
utilizamos outras medidas.
• Os rostos dos croquis adolescentes são muito semelhantes ao dos adultos e o 
que muda é apenas o formato da cabeça.
• As poses para desenhar o croqui adolescente precisam ter atitude, pois eles 
são cheios de personalidade, mas não devem ser representados muito formais 
como os adultos.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
173
1 Segundo Bryant (2012), os adolescentes poderiam se vestir com os mesmos 
tamanhos de adultos, mas existem muitas lojas próprias para esse público, 
é uma estratégia de marketing, pois eles possuem muita personalidade e 
preferem se vestir nos seus próprios termos. Considerando as proporções 
do corpo adolescente, assinale a alternativa CORRETA quanto à altura do 
croqui a partir da medida por cabeças:
a) ( ) O croqui adolescente possui de 7,5 a 8,5 cabeças de altura.
b) ( ) O croqui adolescente possui de oito a nove cabeças de altura.
c) ( ) O croqui adolescente possui de 9,5 a 10,5 cabeças de altura.
d) ( ) O croqui adolescente possui de dez a 11 cabeças de altura.
2 Existem muitos estudos para definir a idade exata em que começa a pré-
adolescência e a adolescência em si, os autores concordam e discordam 
quanto a essa idade. No desenho de ilustração de moda, é importante ter 
isso definido para conseguir representar adequadamente cada uma das 
idades sem gerar confusão no cliente que está vendo sua ilustração. Com 
base nas idades utilizadas para representar os croquis pré-adolescentes e 
adolescentes, analise as sentenças a seguir:
I- Para desenhar um croqui pré-adolescente, o ideal é se inspirar nas medidas 
de uma criança de 14 anos de idade. 
II- No desenho de moda consideramos as medidas de crianças de 10 a 15 
anos de idade para desenhar adolescentes.
III- Crianças de 16 a 18 anos são consideradas adolescentes no desenho de 
moda.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças I e III estão corretas.
c) ( ) Somente a sentença II está correta.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
3 Conseguir desenhar croquis adolescentes sem que pareçam adultos pode 
ser complicado para um ilustrador de moda, até mesmo para os experientes, 
por isso, vale sempre lembrar das diferenças entre uma ilustração de moda 
adolescente e adulta. De acordo com o desenho de moda adolescente 
feminino, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) A principal característica do corpo feminino adolescente para o adulto 
está na mudança da musculatura, os braços e as pernas são mais largas 
no croqui adulto.
AUTOATIVIDADE
174
( ) A menina adolescente possui o quadril estreito e a cintura ainda não está 
definida.
( ) Comparado a mulher adulta, a adolescente possui um busto mais alto e 
menor, o tronco mais curto e mais estreito no quadril.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) F – V – F.
d) ( ) F – F – V.
4 Na fase adolescente, o corpo masculino e feminino já começa a se desenvolver 
e trazer algumas diferenças entre o corpo da mulher e o corpo do homem, 
embora eles ainda não sejam adultos, o seu corpo já possui características 
que distinguem um sexo do outro. Disserte sobre as principais diferenças 
que encontramos no corpo feminino e masculino durante a adolescência.
5 Os meninos adolescentes ainda não se transformaram em homens com 
o corpo totalmente desenvolvidos, é por isso que várias características 
precisam ser consideradas ao desenhar esse público como uma ilustração 
de moda. Nesse contexto, disserte sobre as principais características do 
desenho de adolescentes masculinos.
175
REFERÊNCIAS
ABLING, B. Desenho de moda. 5. ed. São Paulo: Blucher, 2011. 238 p. 
BRYANT, M. W. Desenho de moda: técnicas de ilustração para estilistas. São 
Paulo: Editora Senac, 2012. 415 p. 
STIPELMAN, S. Ilustração de moda: do conceito a criação. 3. ed. Porto Alegre: 
Bookman, 2015. 470 p. 
176
177
UNIDADE 3 — 
TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE 
TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
 A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• desenhar o vestuário feminino, masculino e infantil;
• aplicar o caimento de diferentes tecidos em croquis de moda;
• inserir texturas e padrões como estampas nas roupas criadas nas ilustrações 
moda;
• utilizar materiais de desenho e pintura para desenvolver seus desenhos.
 Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
TÓPICO 2 – DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES 
TÓPICO 3 – REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
178
179
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 1, abordaremos o caimento dos tecidos sobre o 
corpo, para isso, estudaremos brevemente o planejamento, ou seja, como o tecido 
se comporta em diferentes situações, para então desenhar a vestidura, que são as 
roupas e suas características. 
Primeiramente, estudaremos sobre as roupas femininas, iniciando pelos 
diversos tipos de saias, com pregas, sem pregas, com franzidos, rodadas, justas, 
curtas, longas etc. Depois, veremos o desenho de shorts, calças, blusas, casacos, 
jaquetas, sobretudos, vestidos curtos e longos.
Além disso, também veremos como desenhar os acessórios femininos 
como cintos, bolsas, brincos, colares, braceletes e chapéus.
Na sequência, estudaremos sobre o vestuário masculino, veremos o 
desenho de calças, shorts, regatas, jaquetas, camisas de botão, blazers e paletós, 
observando as várias opções de golas e colarinhos, além dos acessórios masculinos, 
como gravatas, lenços, cachecóis, óculos de sol, bonés e chapéus.
Por fim, veremos algumas peças do vestuário infantil, já que pode ser 
utilizada a inspiração das peças de adultos, com uma atualização das proporções 
do corpo infantil, veremos apenas algumas peças como saias, jardineiras e 
algumas opções diferenciadas de fechamento das peças.
TÓPICO 1 — 
TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
2 PANEJAMENTO
Antes de desenhar uma roupa, a primeira coisa é entender como os tecidos 
se comportam em diferentes situações, por isso analisaremos a seguir algumas 
figuras que apresentam isso.
Segundo Bryant (2012), um dos princípios básicos do drapeado é partir de 
um ponto central, um ponto de sustentação, o número de pontos de sustentação é 
o que vai definir o formato do drapeado e depois é uma questão de luz e sombra.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
180
A Figura 1 apresenta quatro tecidos suspensos de diferentes maneiras, 
todos eles estão presos à parede por um ou mais pregos, você pode fazer esse 
exercício com qualquer pedaço de tecido em casa, pendurando-o de diferentes 
formas e desenhando seu caimento e luz e sombra.
FIGURA 1 – CAIMENTO DE TECIDOS
FONTE: Bryant (2012, p. 245)
Segundo Bryant (2012), quando os tecidos são dispostos, criam diversas 
rugas, é interessante experimentar dispor o tecido de diferentes maneiras para 
criar um banco de experiências de desenho.
Para Fernández e Roig (2010), é importante estudarmos o caimento dos 
tecidos, pois eles se modificam com a articulação do corpo, gerando torções e 
dobrasnas roupas. A Figura 2 apresenta dois tecidos. Para o desenho do primeiro 
tecido foram utilizadas linhas curvas e para o segundo tecido aplicou-se um 
ziguezague para representar as rugas na diagonal do franzido do tecido.
FIGURA 2 – DESENHANDO DOBRAS E RUGAS DE TECIDOS
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 70)
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
181
Conforme Fernández e Roig (2010), um ilustrador precisa dominar a 
arte de desenhar tecidos para transmitir em seu croqui qual é a qualidade do 
tecido representado. Para desenhar tecidos duros e engomados, por exemplo, são 
utilizados vincos geométricos, rígidos e com arestas marcadas, entretanto para 
desenhar o veludo, são utilizadas dobras em curva mais densas.
A Figura 3 mostra o desenho de dois caimentos de tecidos, o primeiro é um 
esquema em forma de arabesco e o segundo é um esquema tubular, que lembra 
muito a forma de uma saia godê, em ambos os casos, a luz e sombra têm uma 
extrema importância para dar volume ao resultado (FERNÁNDEZ; ROIG, 2010).
FIGURA 3 – DESENHANDO O CAIMENTO DE TECIDOS
FONTE: Fernández e Roig (2010, p. 71)
De acordo com Fernández e Roig (2010), outra forma de dispor o tecido 
é criar drapeados e pregas, muitos estilistas utilizam essa técnica para gerar 
volume nos tecidos e enfatizar silhuetas. A figura 4 mostra um exemplo dessa 
técnica sobre o manequim e como fica sua representação no desenho.
FIGURA 4 – DESENHANDO CAIMENTOS E PREGAS DE TECIDOS 
FONTE: Adaptada de Fernández e Roig (2010, p. 72)
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
182
Cada tecido se comporta de um jeito diferente, é preciso desenhar vários 
deles para dominar a técnica, pois dependendo do fio utilizado para fabricá-
los, todo o caimento muda, ou seja, os traços dos desenhos mudam de direção, 
são muitas as variantes, pois até o ângulo em que o tecido é disposto sobre o 
manequim altera a forma do caimento (FERNÁNDEZ; ROIG, 2010).
Após praticar o desenho de caimentos de tecidos, passamos a começar 
a desenhar roupas, mas não deixe de utilizar as técnicas de representações das 
dobras dos tecidos agora que vamos aplicá-las nas roupas. 
Para entender como o tecido se comporta nas roupas, assista ao vídeo o Como 
desenhar dobras nas roupas do canal do YouTube VCdesenhos, e pratique os desenhos das 
imagens apresentadas nesse subtópico. 
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=bfYMI0gF26Q>. Acesso em: 25 mar. 2021.
DICAS
3 DESENHANDO ROUPAS FEMININAS
Já vimos como representar o caimento de tecidos, agora aplicaremos esses 
conhecimentos no desenho de roupas, começando pelas saias, que por vezes 
possuem caimentos semelhantes ao já vistos nesse tópico.
3.1 DESENHANDO SAIAS E SEUS CAIMENTOS
Diferente das pregas, que vimos no subtópico anterior, as saias godês e 
evasês são criadas a partir da modelagem e da forma como o tecido é cortado 
(BRYANT, 2012).
A Figura 5 mostra primeiramente a modelagem e o caimento evasê, que 
em geral é cortado em 45º para aumentar a elasticidade do tecido, assim é mais 
fácil de modelar no corpo, sem necessitar de muitas costuras (BRYANT, 2012).
Na sequência da Figura 5, pode-se observar um círculo grande com um 
círculo menor dentro, esse é o caimento godê, é como se tivesse sido cortado 
um quadrado com as pontas arredondadas e, por último, tem a nesga que é a 
sessão de um círculo que é inserida em uma saia para garanti-lhe mais volume 
(BRYANT, 2012).
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
183
FIGURA 5 – O CAIMENTO DAS SAIAS CONFORME A MODELAGEM
FONTE: Adaptada de Bryant (2012, p. 261)
Segundo Abling (2011), existem várias formas de saias, justas, franzidas, 
rodadas etc. O que as define é a linha da bainha que mostra o drapejamento e 
o comprimento da saia, por isso é importante observar o caimento do tecido e 
representá-lo no croqui para transmitir adequadamente o tecido e a modelagem 
da criação. 
A Figura 6 apresenta os desenhos de uma saia justa e sua graduação até a 
saia godê, passando pela saia evasê, ou também chamada de forma em “A”, e pela 
saia rodada. Perceba que todas possuem o mesmo volume na cintura e apenas a 
barra compõe mais volume, conforme as modelagens (ABLING, 2011).
Você pode utilizar as bases de croquis realizados na Unidade 1 para desenhar as 
roupas e acessórios nessa unidade, assim não perde muito tempo desenhando novamente, 
para isso, contorne seus croquis com uma caneta e para utilizá-los coloque uma folha 
sulfite por cima, desenhe a roupa e depois adicione as partes do corpo que precisam ser 
inseridas ao desenho.
ATENCAO
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
184
FIGURA 6 – DESENHOS DA SAIA JUSTA A SAIA GODÊ
FONTE: Abling (2011, p. 199)
As saias godês com aplicações decorativas são um dos maiores símbolos 
da indumentária dos anos 1950. Comece o desenho dessas saias fazendo duas 
linhas paralelas até o cós (cintura), faça duas guias para o desenho da barra, como 
na Figura 7, depois, acrescente linhas onduladas e de comprimento variado para 
o caimento godê e, por último, desenhe o movimento da barra, observe que onde 
o tecido está mais longe de você ele fica mais curto em relação ao que está mais 
próximo de você (BRYANT, 2012).
FIGURA 7 – PASSO A PASSO DE UMA SAIA GODÊ
FONTE: Bryant (2012, p. 265)
A Figura 8 foi inserida para lhe mostrar que uma saia franzida possui 
ainda mais volume que uma saia rodada, a principal diferença está no cós, onde 
são inseridas várias linhas irregulares do caimento franzido do tecido.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
185
FIGURA 8 – DIFERENÇAS DA SAIA JUSTA, RODADA E FRANZIDA
FONTE: Abling (2011, p. 198)
Assim como no passo a passo da saia godê, a saia longa também se 
inicia fazendo primeiro a indicação da cintura, depois, desenha-se as laterais e 
acresenta-se os vincos do caimento, considerando a pose do croqui, que no caso 
da Figura 9 está com o quadril em movimento, a última coisa a se desenhar é a 
barra (BRYANT, 2012).
FIGURA 9 – DESENHO DE SAIA LONGA JUSTA SEM FENDA
FONTE: Bryant (2012, p. 266)
As saias com pregas específicas como pregas macho ou plissado, sempre 
parecem mais precisas e medidas (ABLING, 2011). Existem muitas variações de 
pregas e pences que podem ser realizadas, a Figura 10 mostra algumas delas para 
você se inspirar. Diferente das pregas, as pences normalmente são utilizadas para 
ajustar a modelagem ao corpo da modelo.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
186
FIGURA 10 – TIPOS DE SAIAS COM PREGAS E PENCES
FONTE: Abling (2011, p. 466)
De acordo com Abling (2011), cada linha das saias com pregas precisa ser 
coordenada com as demais, os painéis se estabelecem como um sistema. O mais 
fácil é começar pelo centro e, cuidadosamente, ir marcando as demais pregas. 
Observe no passo a passo da Figura 11 que as linhas sempre ficarão mais juntas 
na cintura e vão se abrindo até a bainha, onde ficam com a largura maior. Outro 
detalhe é que a barra nunca deve ter um corte reto e sim acompanhar o caimento 
das pregas.
FIGURA 11 – DESENHO DE SAIA PLISSADA DE PREGAS E SANFONADA
FONTE: Abling (2011, p. 203)
Existem diversas opções de saias para desenhar, a Figura 12 mostra 
algumas que você pode se inpirar, pratique-as para melhorar o seu desenho de 
caimento de tecidos.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
187
FIGURA 12 – OPÇÕES DE SAIAS PARA DESENHAR
FONTE: Abling (2011, p. 467)
Para ver como desenhar as saias de uma maneira mais prática, assista ao vídeo 
Como desenhar saias: passo a passo” do canal do YouTube Tathiane Vargas. Além disso, 
pratique os desenhos dos modelos de saias apresentados nesse subtópico.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=Arv-ommJAkQ>. Acesso em: 25 mar. 2021.
DICAS
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
188
3.2 DESENHANDO SHORTS E CALÇAS
Agora que já aprendemos a desenhar saias justas e fluídas, passemos ao 
desenho de calças e shorts femininos, as calças tradicionais vestem as pernas 
como formaslongas cilíndricas, para não deixar a perna extremamente reta é 
preciso suavizar indicando algumas dobras e vincos do tecido, principalmente 
na pelve e nos joelhos. A Figura 13 mostra um passo a passo do desenho de uma 
calça tradicional, iniciando-se pela perna de apoio até chegar ao sombreamento 
(ABLING, 2011).
FIGURA 13 – DESENHANDO CALÇA PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 204)
Assim como as saias, as calças e os shorts também possuem diversas 
variedades de modelagens e caimentos, a Figura 14 mostra o desenho de uma 
bermuda, uma calça capri (hoje em dia a chamamos de midi) e uma calça boca de 
sino, todas elas são largas e a única parte ajustada ao corpo é a cintura.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
189
FIGURA 14 – O DESENHO DA BERMUDA ATÉ A CALÇA
FONTE: Abling (2011, p. 205)
A Figura 15 indica o quanto é impactante a pose do croqui no desenho das 
roupas, nesse caso, de uma calça, além do ângulo do quadril, as pernas também 
estão com movimento, observe que a barra da calça não fica reta e os joelhos 
ganham informação de dobras e vincos (ABLING, 2011).
FIGURA 15 – DESENHO DE CALÇAS CONFORME A POSE
FONTE: Abling (2011, p. 206)
Assim como as dobras e vincos, o sombreamento é importantíssimo no 
desenho de roupas, para isso você deve escolher onde está o seu ponto de luz e a 
partir disso inserir as sombras no desenho, a Figura 16 mostra alguns exemplos 
dessa técnica no desenho de uma calça midi (ABLING, 2011).
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
190
FIGURA 16 – ONDE COLOCAR LUZ E SOMBRA NA CALÇA
FONTE: Abling (2011, p. 291)
A Figura 17 mostra alguns modelos de shorts e calças que você pode se 
inspirar para fazer seus desenhos, também possui um guia das nomenclaturas 
dos shorts conforme o comprimento.
FIGURA 17 – ALGUNS MODELOS DE SHORTS E CALÇAS
FONTE: Abling (2011, p. 462)
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
191
Se você quiser, pode aprender a desenhar uma calça jeans rasgada assistindo 
ao vídeo “Como desenhar calça rasgada do canal do YouTube Mateandro, disponível no 
link: https://www.youtube.com/watch?v=tTSE3lrkvlY.
DICAS
3.3 DESENHANDO BLUSAS, DECOTES E GOLAS
Já desenhamos saias e calças, agora vamos às blusas. A Figura 18 mostra 
a diferença de desenhar uma roupa fora do corpo e vestida, além de como uma 
mesma peça é diferente em cada uma de suas vistas, isso precisa ser considerado 
para escolher qual pose você quer utilizar para mostrar os detalhes principais do 
produto.
FIGURA 18 – DESENHO DE BLUSAS CONFORME A VISTA
FONTE: Abling (2011, p. 394)
Existe uma infinidade de modelagens de blusas e camisetas e a cada ano 
vemos novos modelos sendo introduzidos no mercado, a Figura 19 apresenta 
alguns modelos que podem ser representados para praticar o desenho de blusas.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
192
FIGURA 19 – TIPOS DE BLUSAS E CAMISAS FEMININAS
FONTE: Abling (2011, p. 457)
Com as opções de decotes não é diferente, suas modelagens tendem a 
mudar de uma estação para outra dentro de um ano, no inverno, por exemplo, 
cobrem mais o corpo e, no verão, são mais abertos, mas isso não é via de regra, 
podendo haver muitas formas inusitadas, algumas delas se encontram na 
Figura 20.
Segundo Abling (2011, p. 208) “os decotes se movem abaixo ou acima da 
base do pescoço. Geralmente seguem linhas de costura básica do tronco”.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
193
FIGURA 20 – OPÇÕES DE DESENHO DE DECOTES
FONTE: Abling (2011, p. 450)
Além dos decotes, é importante aprender a desenhar as golas, elas estão 
principalmente nos casacos, mas também podem estar em camisas, coletes, 
jaquetas etc. Algumas pessoas acham extremamente difícil de desenhá-las, 
principalmente quando a pose não é totalmente de frente e porque um lado é 
sempre mais difícil que o outro ao desenhar. 
De acordo com Abling (2011, p. 108) “As golas são conectadas ao decote, 
drapejadas sobre ou abaixo do pescoço, caem sobre os ombros ou sobre o peito. 
Para vestir o pescoço, desenhar as linhas do pescoço e golas, utilize as linhas de 
costura do tronco como guia”.
As golas altas devem ser desenhadas de forma cilíndrica, acompanhando 
a forma do pescoço, já as golas baixas, normalmente, seguem a linha dos ombros 
(ABLING, 2011). Existem diversas larguras e abotoamento de golas, que pode ser 
simples ou duplo e ainda pode haver diferentes recortes e tipos de fechamento 
(ABLING, 2011). 
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
194
A Figura 21 mostra várias golas para você começar a desenhar, praticá-las 
vai te ajudar a desenhar a peça completa, conforme a Figura 22.
FIGURA 21 – OPÇÕES DE DESENHO DE GOLAS
FONTE: Abling (2011, p. 451)
As Figuras 22 e 23 apresentam o passo a passo de uma camisa feminina 
de botões em uma pose ¾, em que se inicia o desenho pela gola, depois, realiza-
se o decote em direção ao eixo central e desenha-se as laterais da camiseta, a qual 
encontra-se vestida dentro de uma saia justa (ABLING, 2011).
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
195
FIGURA 22 – DESENHO DE CAMISA FEMININA PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 212)
A Figura 23 é a continuação do desenho da camisa feminina, que 
consiste em inserir as mangas, sem esquecer dos detalhes de amassados e 
vincos, principalmente próximos a região do cotovelo, o desenho se conclui 
com o desenho do punho e dos detalhes da vista que é onde se localizam os 
botões da camisa.
FIGURA 23 – CONTINUAÇÃO DESENHO DE CAMISA FEMININA 
FONTE: Abling (2011, p. 213)
Para praticar o desenho das mangas de blusas, que deve ser um ponto de 
atenção, já que é onde temos a articulação do braço, assista ao vídeo Como desenhar 
manga de blusa: desenho de moda no canal do YouTube Tathiane Vargas, aproveite e 
pratique os exercícios do vídeo e os indicados nas imagens desse subtópico. 
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=R0ZLOQzs-rE&t=22s>. Acesso em: 25 mar. 2021.
DICAS
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
196
Agora que você já praticou o desenho de camisas, vamos aos desenhos 
de jaquetas, blazers e sobretudos, acreditamos que se você estiver realizando 
as atividades propostas, essa parte não seja muito difícil, visto que você já sabe 
desenhar blusas e camisetas.
3.4 DESENHANDO JAQUETAS, BLAZERS E SOBRETUDOS
Iniciaremos o desenho de casacos a partir dos blazers, que, no geral, são 
mais ajustados que jaquetas, devido esse ajuste ao corpo, é sempre importante 
considerar a pose que vai ser utilizada e respeitar os ângulos do tronco para 
inserir os detalhes de alfaiataria (ABLING, 2011).
A Figura 24 apresenta um passo a passo do desenho de um blazer 
tradicional, observe que, na terceira etapa, é inserida a costura princesa, que é a 
linha em curva que vem do meio da cava, passa pelo bolso e finaliza só na barra 
do blazer, essa costura é muito utilizada para ajustar casacos, vestidos, blusas etc. 
sobre o corpo de uma pessoa.
FIGURA 24 – PASSO A PASSO DESENHAR UM BLAZER
FONTE: Abling (2011, p. 215)
A principal diferença entre a jaqueta e o blazer é que o blazer é ajustado 
ao corpo, já a jaqueta pode ser mais solta, mesmo assim, deve acompanhar os 
ângulos do corpo. A Figura 25 mostra o início de um passo a passo, em que, 
novamente, inicia-se pela gola, depois, desenha-se apenas um lado da jaqueta, o 
lado maior na vista de ¾, tome o cuidado para desenhar o ângulo da barra igual 
ao ângulo dos ombros, finalize desenhando o outro lado e, por último, insira as 
mangas (ABLING, 2011).
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
197
FIGURA 25 – PASSO A PASSO DESENHO DE UMA JAQUETA
FONTE: Abling (2011, p. 216)
A Figura 26 mostra diferentes formas de vestir uma jaqueta no croqui de 
moda, aqui, você pode observar como a manga se comporta em diferentes poses 
do braço e também como o desenho da jaqueta pode mudar a atitude do croqui 
em si.
FIGURA 26 – FORMAS DE REPRESENTAR A JAQUETA NO CROQUI
FONTE: Abling (2011, p. 217)
Existem variadostipos de jaquetas que você pode escolher para inserir no 
seu croqui, algumas se encontram a seguir, na Figura 27, escolha algumas para 
praticar seu desenho.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
198
FIGURA 27 – OPÇÕES DE JAQUETAS PARA DESENHAR
FONTE: Abling (2011, p. 47)
Para desenhar sobretudos, comece considerando a pose do croqui, uma 
dica é sempre olhar uma foto de revista para desenhá-los, a Figura 28 apresenta 
um passo a passo para lhe auxiliar. Para Bryant (2012), a primeira coisa é desenhar 
a gola e a borda do fechamento frontal que fica um pouco além do eixo central, 
depois estabeleça as linhas dos ombros, inicie o desenho do cinto para marcar a 
cintura e, na sequência, já pode inserir as mangas e bolsos, finalizando com os 
detalhes de botões e demais detalhes da peça.
Observe também que os croquis da Figura 28 estão com linhas de 
mapeamento sobre o corpo, essas linhas ajudam a indentificar onde inserir cada 
traço do sobretudo e também facilitam a deixar os dois lados simétricos, quando 
necessário.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
199
FIGURA 28 – DESENHANDO SOBRETUDOS FEMININOS
FONTE: Bryant (2012, p. 278)
A Figura 29 mostra uma série de opções de sobretudo que você pode 
utilizar para desenhar em seus próprios croquis, observe que as modelagens são 
relativamente parecidas, mas os detalhes e aviamentos mudam bastante de um 
para o outro.
FIGURA 29 – OPÇÕES DE SOBRETUDO PARA DESENHAR
FONTE: Adaptada de Abling (2011, p. 473)
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
200
Nesse subtópico, vemos apenas alguns modelos de casaco, existem muitos 
outros e você, como ilustrador, precisa ter repertório, ou seja, precisa sempre estar 
pesquisando sobre as novas modelagens, texturas etc. Para se tornar um bom 
desenhista, é importante praticar muito o desenho e, por isso, indica-se praticar 
todos os desenhos apresentados nos subtópicos.
Se quiser aprender a desenhar um casaco com textura de pelos, assista ao 
vídeo Desenha e fala (casaco de pelo) no canal do YouTube Mateandro, disponível no link: 
https://www.youtube.com/watch?v=VpQkbmLs6Es.
DICAS
3.5 DESENHANDO VESTIDOS CURTOS
Para concluir o estudo de roupas femininas, veremos o desenho de 
vestidos curtos e longos nos próximos subtópicos, desenhar vestidos nada mais é 
do que juntar as saias com as blusas de forma harmônica.
A Figura 30 mostra o desenho de um vestido curto, nele, mostra-se que 
a bainha do vestido deve seguir a inclinação da cintura do vestido, isso está 
representado com uma seta azul na figura, no segundo passo, mostra-se que o 
volume do tecido na saia é jogado para o lado em que o quadril está inclinado, para 
finalizar, insira as pences no busco e os vincos do tecido na cintura (BRYANT, 2012).
FIGURA 30 – DESENHANDO UM VESITIDO CURTO
FONTE: Bryant (2012, p. 222)
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
201
A Figura 31 mostra um vestido curto completamente diferente do anterior, 
ele se chama vestido de cintura império, que é bem acima da cintura natural. 
Segundo Bryant (2012), comece o desenho desse vestido pelo decote redondo, a 
cava e a cintura, ou seja, pela parte de cima, depois trace a silhueta do vestido, 
é como uma forma de sino suave, indique as pregas e, então, insira as linhas do 
drapeado, aplicando a técnica de caimento godê, já estudado no subtópico das 
saias.
Nesse passo a passo, foi desenhado primeiro um lado para depois 
desenhar o outro simetricamente, esse é um método do desenho de vestidos, mas 
você pode desenhar como se sentir mais à vontade. Depois de desenhar os dois 
lados do vestido, é hora de inserir os detalhes, ou seja, o peitilho onde vai os 
botões, a gola e as amarrações (BRYANT, 2012).
FIGURA 31– PASSO A PASSO DESENHO VESTIDO CINTURA IMPÉRIO
FONTE: Bryant (2012, p. 254)
Existem muitas pences que podem ser utilizadas para fazer a parte superior 
dos vestidos, elas são utilizadas para ajustar mais a peça ao corpo, mesmo sendo 
um tecido que não estica. A Figura 32 apresenta algumas pences que podem ser 
utilizadas nos seus croquis. 
FIGURA 32 – PENCES PARTE SUPERIOR DE VESTIDOS
FONTE: Abling (2011, p. 468)
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
202
Além das pences, também existe o recote princesa utilizado para ajustar 
a peça ao corpo, esse recorte já foi abordado no desenho de blazer (Figura 24). A 
Figura 33 mostra as três variações de recorte princesa que podem ser utilizados 
em vestidos, o primeiro é curvado e vem desde a cava, o segundo é mais reto e 
vem do meio do ombro até a barra e o último é como uma pence que vai do busto 
até o quadril.
FIGURA 33 – RECORTE PRINCESA
FONTE: Abling (2011, p. 468)
Se existe uma infinidade de tipos de blusas e saias, imagina de vestidos, 
as composições podem ser inúmeras. A Figura 34 apresenta alguns modelos que 
você pode se inspirar para seus primeiros desenhos de vestidos.
FIGURA 34 – OPÇÕES DE DESENHOS DE VESTIDOS
FONTE: Adaptada de Abling (2011, p. 469)
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
203
Um dos vestidos que não estão na figura anterior é o vestido ciganinha, para 
aprender a desenhá-lo, assista ao vídeo Como desenhar movimento em tecido: desenho 
de moda do canal do YouTube Tathiane Vargas, disponível no link: https://www.youtube.
com/watch?v=Dx9SFH148nc.
DICAS
Agora que você já sabe desenhar vestidos curtos, pois, espera-se que 
os tenha praticado durante a leitura, passemos ao estudo dos vestidos longos, 
focando principalmente nos vestidos de festas e de noivas, que são os mais 
elaborados.
3.6 DESENHANDO VESTIDOS LONGOS
O primeiro vestido longo que iremos desenhar é um vestido com tecido 
plissado, esse tipo de tecido é utilizado para fazer vestidos que delineiam o corpo, 
comece o desenho traçando a silhueta da saia e alguns sombreados que surgem 
devido à posição das pernas e do quadril, depois comece a traçar a textura com 
pregas irregulares, desenhe a barra com forma irregular e finalize desenhando 
a parte superior do vestido, os braços, a feição e o cabelo, como na Figura 35 
(BRYANT, 2012).
FIGURA 35 – VESTIDO LONGO JUSTO PLISSADO PASSO A PASSO
FONTE: Abling (2011, p. 290)
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
204
Seja qual for o modelo de vestido que estiver desenhando, é importante 
relembrar da importância de desenhar corretamente o caimento dos tecidos, pois 
é um aspecto-chave dos vestidos longos. A Figura 36 apresenta alguns modelos 
de vestidos, observe o caimento do segundo em cascata e a parte superior do 
último vestido, todas as dobras e vincos que o tecido faz.
FIGURA 36 – DESENHOS DE VESTIDOS LONGOS
FONTE: Abling (2011, p. 399)
Conforme Abling (2011), quanto mais formal e especial for a ocasição, 
mais informação haverá nos trajes, logo, a figura de moda precisa ser mais 
alongada para a representação. A Figura 37 mostra como a extenção das pernas 
aumenta para desenhar vestidos de noiva, que muitas vezes possuem calda e 
podem formar um “lago” no chão.
FIGURA 37 – PROPORÇÃO DO CORPO PARA O DESENHO DE NOIVAS
FONTE: Abling (2011, p. 228)
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
205
É comum os vestidos de noiva terem babados, camadas, drapejados 
etc., eles podem ser delicados ou acentuados. A Figura 38 mostra um drapejado 
aumentado e exagerado, verifique no passo a passo como o caimento do tecido 
pode ser desenhado e observe a importância de colocar um certo exagero no 
sombreamento (ABLING, 2011).
FIGURA 38 – DETALHES E DRAPEJADOS PARA VESTIDOS DE FESTA
FONTE: Abling (2011, p. 233)
Os desenhos das caldas dos vestidos de noivas podem ser projetados para 
frente ou para trás, mas é importante considerar o nível do chão e cuidar para 
são parecer que o vestido está amarrotado. Ao colocar as sombras em vestidos 
brancos, é preciso tomar cuidado para que não pareça descolorido ou cinza 
(ABLING, 2011).
FIGURA 39 – DESENHO DE CALDAS DE VESTIDO DE NOIVAS
FONTE: Abling (2011, p. 234)
UNIDADE 3 — TÉCNICASDE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
206
Existem vestidos de noivas com tecidos maravilhosos e complexos de 
desenhar, um deles é a renda, se quiser aprender a desenhar um vestido com esse 
tecido, assista ao vídeo Vestido de noiva: croqui em renda, tule ilusione e musseline de 
seda no canal do YouTube Claudia Maria, disponível no link: https://www.youtube.com/
watch?v=BeytWYkP-Z8.
DICAS
E assim terminamos o estudo do vestuário feminino. Embora existam 
muitos outros modelos e peças a se estudar, vimos o básico para começar as suas 
ilustrações. Agora, estudaremos os acessórios femininos, cintos, bolsas, brincos, 
colares, chapéus etc.
3.7 DESENHANDO ACESSÓRIOS FEMININOS
Caro acadêmico, nesse subtópico, estudaremos o desenho de acessórios 
femininos, começando pelos cintos que são muito utilizados para marcar a cintura 
nas composições.
3.7.1 Desenhando cintos
A primeira coisa que você precisa aprender a desenhar são os elementos 
que compõem um cinto, ou seja, as fivelas, ganchos, fechos, ilhós etc. A Figura 40 
mostra uma série deles para você começar a praticar. 
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
207
FIGURA 40 – DESENHO DE FIVELAS E GANCHOS DOS CINTOS
FONTE: Abling (2011, p. 253)
Os cintos costumam ser simétricos, então, ao desenhá-los, tome o cuidado 
com as proporções, se precisar utilize uma régua para ser mais assertivo em seu 
desenho (ABLING, 2011).
O cinto pode ser usado de vários jeitos, não necessariamente precisa estar 
na cintura e de forma reta, ele pode estar mais solto, na altura do quadril e pode 
ser vestido de forma assimétrica também (ABLING, 2011).
A Figura 41 mostra algumas formas distintas de posar o cinto e também 
diferentes modelos de cinto para você se inspirar, escolha, pelo menos, cinco 
deles e pratique em uma folha de papel para que depois possa utilizar em suas 
ilustrações.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
208
FIGURA 41 – TIPOS DE CINTOS FEMININOS PARA DESENHAR
FONTE: Abling (2011, p. 464)
Agora que já praticou os cintos, passaremos para as bolsas, que possuem 
muitos aviamentos semelhantes com esses já desenhados.
3.7.2 Desenhando bolsas
O primeiro passo para começar os desenhos de bolsas é desenhar os 
aviamentos que a compõem, existem os reguladores, colchetes, alças, prendedores 
etc. Muitos deles semelhantes ao já vistos no desenho de cintos, mas nem todos 
são iguais. A Figura 42 apresenta o desenho desses aviamentos para você praticar.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
209
FIGURA 42 – DESENHANDO AVIAMENTOS E DETALHES DE BOLSAS
FONTE: Adaptada de Abling (2011, p. 254)
Abling (2011, p. 254) relata que:
 
As bolsas precisam ter tamanho, forma e detalhes para comunicar sua 
mensagem de moda. O tamanho de uma bolsa determina quanto de sua 
forma e detalhes serão visíveis em seu desenho. Por vezes, é necessária 
uma pose específica ou posição na página para ilustrar características 
da bolsa. Os detalhes podem ser funcionais ou decorativos. Para 
capturar a definição e as variações de uma bolsa, é necessário ter mão 
firme e usar uma caneta de ponta fina.
A Figura 43 apresenta uma série de modelos de bolsas femininas, algumas 
para looks de dia outras para looks de festa, os quais você pode observar os 
detalhes e acabamentos utilizados. Na figura, as bolsas estão desenhadas de 
frente, mas nas suas ilustrações elas podem ser representadas também em ¾ e de 
perfil, dependo da pose escolhida.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
210
FIGURA 43 – TIPOS DE BOLSAS E CARTEIRAS PARA DESENHAR
FONTE: Abling (2011, p. 476)
Vale a pena inserir acessórios nos croquis, isso ajuda a mostrar as 
composições para o look desenvolvido e as bolsas são um dos aviamentos 
principais femininos, assim como as joias que veremos no subtópico a seguir.
3.7.3 Desenhando joias
A joalheria possui um papel muito importante no vestuário feminino, 
não é por menos que passamos joias de família de geração para geração e nos 
casamentos temos a aliança como símbolo de relacionamento.
A Figura 44 apresenta algumas proporções ao desenhar brincos, as linhas 
tracejadas indicam eixos que podem ser seguidos para representar corretamente 
a posição dos brincos no rosto feminino. 
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
211
FIGURA 44 – DESENHANDO BRINCOS
FONTE: Abling (2011, p. 240)
Observe, na Figura 45, como fica bom o desenho de brincos quando o 
rosto está na vista em perfil, pois é possível ver todos os detalhes da joia em 
questão. Outros acessórios indicados na figura são os que se localizam no braço, 
ou seja, os braceletes e pulseiras.
FIGURA 45 – DESENHO DE BRINCOS E BRACELETES
FONTE: Abling (2011, p. 241)
Nas ilustrações de moda, normalmente não se insere o desenho de anéis 
ou acessórios muito pequenos, pois é difícil de percebê-los quando a arte está 
finalizada, porém, se você quiser inseri-los, fica a seu critério.
A Figura 46 mostra alguns colares que podem ser representados em 
croquis de moda, segundo Abling (2011), alguns colares, correntes e gargantilhas 
são desenhados para começarem na base do pescoço, na altura da área do decote 
e podem ser ajustados para que fiquem mais curtos ou mais longos sobre o peito.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
212
FIGURA 46 – TIPOS DE COLARES PARA DESENHAR
FONTE: Abling (2011, p. 241)
Muitos consultores de estilo indicam inserir acessórios para complementar 
um look, isso porque eles ajudam a passar a identidade do seu estilo, trazendo 
personalidade para a composição, por isso, recomenda-se fortemente sempre 
utilizá-los em seus croquis.
Existem vários acessórios diferentes para desenhar, assista ao vídeo Como 
desenhar acessórios no canal do YouTube Tathiane Vargas, para aprender alguns deles de 
maneira prática, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=JXEQrrhli5U.
DICAS
3.7.4 Desenhando chapéus
Para finalizar os estudos de acessórios femininos, estudaremos o desenho 
de chapéus, que ficam lindíssimos, principalmente em looks de praia.
Existem chapéus maleáveis e rígidos, coloridos e opacos, com aba larga 
e sem aba etc., são muitas variações e você pode verificar como desenhar alguns 
deles no passo a passo da Figura 47, perceba que na figura o rosto está em várias 
posições diferentes para você ver como o chapéu se comporta em cada uma das 
situações.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
213
FIGURA 47 – DESENHANDO CHAPÉUS FEMININOS
FONTE: Abling (2011, p. 251)
Segundo Abling (2011), os chapéus podem estar vestidos no croqui 
ou também podem estar sendo carregados na mão, dependendo de como são 
segurados, eles podem estar em vistas diferentes, como de frente, perfil, ¾ e até 
aparecendo o lado avesso, use sua criatividade.
Outro exemplo é a boina que pode ser dobrada de muitas formas, pois seu 
tecido é maleável, o contorno das linhas deve ser suave e dependendo do ângulo 
da cabeça, sua forma pode alterar, use os olhos como base para representar a 
boina paralelamente, como no exemplo da Figura 48.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
214
FIGURA 48 – DESENHANDO BOINAS FEMININAS
FONTE: Abling (2011, p. 250)
Para ver como desenhar outros modelos de chapéus já vestidos no croqui, 
assista ao vídeo Desenho de moda, como desenhar chapéu – veda #21 – do canal do 
YouTube Mateandro, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=BVhugZGNg6E. 
• Importante também praticar os acessórios indicados nesse subtópico.
DICAS
Umas das coisas interessantes sobre a boina é que ela pode ser usada 
por todos os gêneros e não tem distinção de idade, embora, na figura anterior, o 
rosto representado tenha sido feminino, homens e crianças também as utilizam 
(ABLING, 2011).
4 DESENHANDO ROUPAS MASCULINAS
Agora que aprendemos todo o desenho do vestuário feminino passaremos 
ao masculino, muitas coisas já estudadas podem ser adaptadas ao vestuário 
masculino, então veremos a seguir apenas algumas situações. 
4.1 DESENHANDOCALÇAS MASCULINAS
Desenhar roupas masculinas significa conhecer o novo conjunto de 
proporções, pois muitas roupas masculinas e femininas são parecidas, o que 
precisa ser feito é redirecionar as roupas para a largura e peso do corpo masculino 
(BRYANT, 2012).
Os quadris dos homens são estreitos e os ombros são largos, a silhueta 
não é tão curva como a feminina e isso precisa ser considerado ao desenhar as 
roupas desse gênero, essas diferenças são muito importantes, principalmente no 
desenho de calças. Há diferença nos ajustes, modelagem e corte (BRYANT, 2012).
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
215
A Figura 49 mostra como é o desenho da calça masculina, a cintura é 
quadrada e não afunilada como a feminina, os bolsos e o zíper são maiores, há 
também uma mudança na largura das pernas, nas costuras e nas barras.
FIGURA 49 – DESENHO DE CALÇA MASCULINA
FONTE: Abling (2011, p. 409)
A Figura 50 apresenta o desenho de uma calça masculina com bolsos 
aparentes, o primeiro desenho é a vista frontal e o segundo é a vista em perfil, é 
importante sempre treinar os desenhos das peças em várias vistas para aprender 
as proporções e diferenças.
FIGURA 50 – DESENHO DE CALÇAS MASCULINAS COM BOLSOS 
FONTE: Abling (2011, p. 409)
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
216
Existem muitos modelos de calças e bermudas que podem ser ilustrados 
em seus croquis masculinos. A Figura 51 apresenta um modelo com função 
removível, quando for representar uma peça como essa, é importante que seu 
desenho mostre a funcionidade da roupa.
FIGURA 51 – DESENHO DE BERMUDAS MASCULINAS
FONTE: Abling (2011, p. 407)
Assim como no croqui feminino, é importante que as roupas façam dobras 
e vincos para parecer mais realístico e mostrar as características do tecido e de 
como a roupa se comporta vestida no corpo, tridimencionalmente.
Para ver como desenhar dobras e vincos em roupas masculinas, assista ao 
vídeo Como desenhar roupas fácil! dica de desenho do canal do YouTube Jayson Santos 
ArtWork, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=Tjy8-LISJcU.
DICAS
4.2 DESENHANDO CAMISAS E JAQUETAS MASCULINAS
Assim como no desenho de calças, no desenho de camisetas masculinas as 
modelagens se alteram devido à largura dos ombros. A Figura 52 mostra várias 
maneiras de representar camisas masculinas, elas podem ser ajustadas, soltas ou 
até largas no corpo, tudo depende do olhar do ilustrador.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
217
FIGURA 52 – DESENHO DE CAMISETAS MASCULINAS
FONTE: Abling (2011, p. 407)
Para desenhar blusas masculinas de gola alta em tricô é possível usar 
algumas estratégias para representar a textura, a Figura 53 apresenta alguns 
exemplos onde são utilizadas algumas linhas sutis que lembram o canelado do 
tricô.
FIGURA 53 – DESENHANDO BLUSA DE TRICÔ MASCULINA
FONTE: Abling (2011, p. 411)
Apesar do vestuário feminino possuir mais opções de modelagens e 
texturas, as roupas masculinas também possuem suas próprias características, a 
Figura 54 apresenta o desenho de uma jaqueta masculina tradicional, no lado 
esquerdo da imagem tem alguns exemplos de canetas que podem ser usadas para 
representar cada parte. Segundo Abling (2011), as canetas de pontas extrafinas 
são utilizadas para pequenos detalhes como costuras, as de pontas finas para 
desenhar as formas e as linhas principais e as de ponta média podem ser usadas 
no contorno do desenho.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
218
FIGURA 54 – DESENHO DE JAQUETA TRADICIONAL
FONTE: Abling (2011, p. 410)
Agora vamos às camisas de botões, as masculinas normalmente possuem 
bolsos frontais e um corte reto. Aa Figura 55 apresenta os detalhes desse tipo de 
camisa tanto frontal quanto posterior, além de alguns detalhes ampliados para 
melhor visualização das costuras.
FIGURA 55 – DESENHANDO CAMISA DE BOTÕES MASCULINA
FONTE: Abling (2011, p.411)
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
219
As camisas de botões podem ser desenhadas de vários jeitos nos croquis, 
abertas, fechadas, dentro da calça, fora da calça etc. Para ver todas essas variantes com 
passo a passo de desenho, assista ao vídeo Como desenvolver como coleção masculina: 
croqui de moda do canal do YouTube Tathiane Vargas, disponível no link: https://www.
youtube.com/watch?v=a5EhCGAIfzo
DICAS
Existem muitos colarinhos diferentes que podem ser desenhados em uma 
camisa de botões, como na Figura 56 que apresenta alguns deles, observe que 
algumas são com as pontas retas, outras arredondadas, com botão, sem botão, 
com alça, sem alça etc.
FIGURA 56 – DESENHO DE COLARINHOS
FONTE: Abling (2011, p. 452)
Agora que já estudamos as calças, camisetas, camisas, blusas e jaquetas 
masculinas, passaremos a entender o desenho de ternos e blazers para finalizar o 
estudo do vestuário masculino.
Escolha um look completo masculino das imagens apresentadas nos últimos 
subtópicos e pratique o desenho para que crie a habilidade de desenhar roupas masculinas.
DICAS
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
220
4.3 DESENHANDO TERNOS E BLAZERS
Assim como existem diversos colarinhos para as camisas, nos blazers 
existem vários modelos de golas, a figura 57 apresenta uma série delas, algumas 
mais tradicionais e outras com formas diferentes, para você conhecer as opções 
existentes.
FIGURA 57 – GOLAS DE BLAZERS MASCULINOS
FONTE: Abling (2011, p. 452)
Os brazers masculinos normalmente são mais ajustados e mais curtos 
que os paletós, possuem alguns elementos diferenciados como no caso das 
golas, aviamentos e bolsos. A Figura 58 mostra o desenho de um brazer frontal e 
posterior para você ver algumas características que podem ser utilizadas, como o 
recorte nas costas e nas mangas, as pences na frente, duas colunas de botões etc.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
221
FIGURA 58 – DESENHANDO UM BLAZER MASCULINO
FONTE: Abling (2011, p. 410)
Antes de começar o desenho do paletó preciamos entender algumas 
nomeclaturas das partes dele, a Figura 59 mostra onde fica a lapela, a gola, a cava, 
o bolso embutido etc.
FIGURA 59 – NOMECLATURAS DAS PARTES DE UM PALETÓ
FONTE: Adaptada de Bryant (2011, p. 273)
Agora, vamos ao desenho completo de um paletó com abotoamento 
simples, para começar, desenhe o eixo central no meio do corpo, depois, desenhe 
a linha da abertura da frente e o decote levemente curvado, adicione os botões 
e comece o desenho da lapela e gola respectivamente, adicione o desenho das 
cavas, lembrando de deixar o ombro mais reto pois essa peça possui ombreiras e 
finalize com os desenhos das mangas, não esqueça de fazer uma leve marcação 
de dobra na região dos cotovelos, como no passo a passo da Figura 60 (BRYANT, 
2012).
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
222
FIGURA 60 – DESENHANDO UM PALETÓ COM ABOTOAMENTO SIMPLES
FONTE: Bryant (2011, p. 273)
A Figura 61 apresenta um passo a passo de como desenhar o paletó com 
o croqui caminhando, nesse caso, o eixo de simetria está em curva, logo, o blazer 
deve acompanhar essa curvatura no transpasse e nas laterais, desenhe todas as 
linhas acompanhando o movimento do corpo, faça o decote, o desenho da lapela 
e da gola, insira as mangas marcando os vincos do tecido e finalize inserindo 
bolsos com abas, adicione também as outras peças que compõe o croqui.
FIGURA 61 – DESENHO DE PALETÓ COM O CROQUI CAMINHANDO
FONTE: Bryant (2011, p. 276)
E assim concluímos o desenho do vestuário masculino e passamos ao seus 
acessórios, lembrando que, para se tornar um bom ilustador, você precisa buscar 
inspiração em bancos de imagem como o Pinterest para praticar outras peças e 
silhuetas.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
223
4.4 DESENHANDO ACESSÓRIOS MASCULINOS
Assim como no croqui feminino, após estudar a indumentária, vamos 
aprender sobre o desenho de alguns acessórios, sempre lembrando que os 
acessórios femininos podem ser atualizados para o masculino e vice-versa.
4.4.1Desenhando lenços e gravatas
Você já sabe desenhar paletós e camisaria masculina, agora pode começar 
a adicionar mais elementos aos seus croquis, como gravatas e lenços, que ficam 
muito elegantes e demostram personalidade. A Figura 62 apresenta algumas 
gravatas que podem ser utilizadas na sua ilustração, como o lenço de pescoço, 
gravata borboleta, amarração ascot etc.
FIGURA 62 – DESENHO DE GRAVATAS
FONTE: Abling (2011, p. 453)
Já a Figura 63 apresenta outros modelos de lenços e cachecóis que também 
podem ser utilizados nas suas ilustrações, como o xale, bandana, echarpe, jabô etc.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
224
FIGURA 63 – DESENHO DE LENÇOS 
FONTE: Abling (2011, p. 453)
Esses lenços podem ser utilizados tanto nos croquis masculinos como 
nos femininos, visto a versatilidade transitar entre os estilos da moda atual. Para 
seguir, estudaremos os óculos de sol.
4.4.2 Desenhando óculos de sol
Desenhar óculos de sol pode ser difícil dependo a vista em que se está 
desenhando, por isso, a Figura 64 apresenta um passo a passo que consiste em 
mostrar a diferença do desenho dos óculos na vista frontal, perfil e ¾. Observe, 
na figura a seguir, que o passo a passo inicia em encontrar a posição dos olhos, 
posicionar as lentes e definir as formas e estilo dos óculos em questão.
FIGURA 64 – DESENHANDO ÓCULOS E TODAS AS VISTAS
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
225
FONTE: Abling (2011, p. 247)
Além das vistas, ao desenhar óculos é preciso considerar a posição da 
cabeça, se está olhando para baixo ou para cima e assim seguir esse movimento, 
como na figura 65. Segundo Abling (2011) existem três áreas mais importantes 
no desenho de óculos, que é a ponte, os braços e a moldura das lentes, sendo 
desenhado no rosto ou não, essas áreas precisam de atenção.
FIGURA 65 – DESENHANDO O ÓCULOS CONFORME O MOVIMENTO DA CABEÇA
FONTE: Abling (2011, p. 246)
Existe uma variedade enorme de armações e lentes no mercado dos óculos, 
antes de escolher os óculos adequado para sua ilustração, faça uma pesquisa em 
sites de marcas de óculos como a Ray Ban®, Dior®, Chilli Beans® etc. para verificar 
qual é a tendência do momento.
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
226
Para aprender a como colorir óculos de sol, assista ao vídeo Como desenhar 
óculos do canal do YouTube Mateandro, aproveite e pratique o desenho de acessórios 
masculinos.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=arnLyC5rHuE>. Acesso em: 25 mar. 2021.
DICAS
4.4.3 Desenhando chapéus e bonés
Segundo Abling (2011), desenhar chapéus requer o equilíbrio entre o tipo 
de chapéu e o estilo em que é usado, ou seja, a pose do chapéu na cabeça, que 
podem ser de inúmeras formas. A copa do chapéu deve estar sobre a metade 
da cabeça e a aba normalmente corta o rosto na linha dos olhos. A Figura 66 
apresenta como deve ser desenhada a copa e a aba do chapéu sobre a cabeça.
FIGURA 66 – O DESENHO DA COPA E DA ABA DO CHAPÉU
FONTE: Abling (2011, p. 249)
A Figura 67 mostra como desenhar chapéus e bonés em diferentes vistas 
da cabeça, em perfil, ¾ e frontal, observe como os traços mudam de direção em 
cada uma das situações.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
227
FIGURA 67 – DESENHANDO CHAPÉUS E BONÉS NAS DIFERENTES VISTAS
FONTE: Abling (2011, p. 248)
A Figura 68 apresenta uma série de tipos de chapéus masculinos que 
podem ser utilizados em suas ilustrações, entre eles o panamá, coco, cowboy, 
palha etc.
FIGURA 68 – OPÇÕES DE DESENHOS DE CHAPÉUS MASCULINOS
FONTE: Abling (2011, p. 475)
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
228
É muito comum na indumentária masculina existirem algumas roupas, 
aviamentos e acessórios referentes às profissões, principalmente as militares, 
para identificar a posição de determinado homem. A Figura 69 apresenta alguns 
chapéus de acordo com profissões, entre elas a de marinheiro, capitão, observador 
de animais etc.
FIGURA 69 – OPÇÕES DE DESENHO DE CHAPÉUS CONFORME PROFISSIÕES
FONTE: Abling (2011, p. 474)
Existem muitos outros acessórios masculinos, como pastas, relógios, 
pulseiras, colares etc. Nesse subtópico, foram apresentados somente alguns deles, 
por isso, indica-se sempre fazer pesquisas para decidir quais acessórios inserir 
na sua ilustração, querendo ou não, eles sempre complementam a composição 
visual de um look.
5 DESENHAHANDO ROUPAS INFANTIS
As roupas infantis podem ser iguais aos dos adultos, porém em uma 
proporção diferente, por isso, esse subtópico será menor do que o feminino e 
o masculino adulto, pois veremos apenas algumas variações das roupas para 
crianças.
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
229
5.1 DESENHANDO DETALHES DOS TRAJES INFANTIS
É comum as roupas infantis femininas terem laços, franzidos, pregas e 
muitos detalhes fofos. A Figura 70 apresenta um passo a passo de uma saia com 
pregas e laço, observe que o quadril está com movimento para o lado direito e, 
por isso, a primeira coisa a fazer é o eixo central da saia que está na figura em 
vermelho, depois, desenha-se o cós, a lateral, a marcação da barra, então, desenha-
se o caimento do tecido, como já visto no desenho adulto, faz-se o laço e finaliza 
colocando as linhas do franzido, em curvas, abaixo do cós (BRYANT, 2011).
FIGURA 70 – DESENHO DE SAIA COM PREGAS E LAÇO
FONTE: Bryant (2012, p. 256)
Para desenhar uma saia balonê com pregas duplas, acompanhe o passo a 
passo da Figura 71, aqui também existe o movimento do quadril e como você já 
sabe, primeiramente se desenha o eixo de simetria para depois inserir o cós, as 
laterais, caimento, pregas e, nesse caso, também o desenho da estampa de poá 
(bolinhas) (BRYANT, 2012).
FIGURA 71 – DESENHO DE SAIA BALONÊ
FONTE: Bryant (2012, p. 257)
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
230
A Figura 72 mostra um passo a passo do desenho de uma jaqueta infantil 
com zíper, no qual o croqui está na posição ¾, observe que a primeira coisa a ser 
desenhada é a linha do zíper, a gola, depois as laterais, cava, bolsos, recortes, 
mangas e, nesse caso, também é inserido rosto, cabelo, saia e calçado. Perceba 
como é importante o caimento do tecido com dobras e vincos para ter o aspecto 
de desenho tridimensional.
FIGURA 72 – DESENHANDO UMA JAQUETA INFANTIL
FONTE: Bryant (2012, p. 280)
De acordo com Abling (2011), é comum vermos em crianças peças únicas 
como vestidos, macacões, jardineiras, salopetes etc. A Figura 73 mostra um passo 
a passo de como representar as alças de uma jardineira considerando que o 
fechamento fica na frente e as alças possuem o caseado. 
Caseado é um furo no tecido utilizado para passar o botão e fechar uma peça, 
normalmente existem costuras ao redor para o tecido não desfiar e no desenho ele é 
representado apenas com um pequeno risco diagonal ou horizontal.
NOTA
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
231
FIGURA 73 – DESENHANDO ALÇAS DE UMA JARDINEIRA INFATIL
FONTE: Abling (2011, p. 412)
De acordo com Abling (2011), nas roupas infantis é comum existirem 
vários pontos para fechar a peça, isso ocorre devido ao fato de que a criança 
não se vestem sozinhas e os botões, velcros e zíperes ajudam no processo de um 
adulto vesti-las. A Figura 74 apresenta os locais de fechamento de uma jardinheira, 
observe que possuem botões nas alças e também no entre pernas.
FIGURA 74 – ROUPAS INFANTIS E OS FECHAMENTOS
FONTE: Abling (2011, p. 413)
As roupas infantis costumam ser mais enfeitadas que outros tispos de 
trajes, também é comum haver costuras mais resistentes devido às crianças 
rasgarem muito facilmente suas roupas enquanto brincam. A Figura 75 mostra 
algumas linhas de costuras que podem ser utilizadas nos acabamentos de roupas 
e você pode escolher o tipo que mais te agradar para inserir na suas ilustrações, 
entre elas temos: linha sólida, linha quebrada, traços e dupla fileira de pontos 
(ABLING, 2011).
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
232FIGURA 75 – DESENHOS DE COSTURAS PARA ROUPAS INFANTIS 
FONTE: Abling (2011, p. 413)
Ainda falando sobre costuras e tipos de fechamentos, a Figura 76 mostra 
uma série de punhos e tipos de costuras, acabamentos e fechamentos para você 
se inspirar na hora de criar roupas infantis para as suas ilustrações, lembrando 
também que, para bebês, não se deve inserir aviamentos muitos pequenos que 
podem ser arrancados e engolidos.
FIGURA 76 – DESENHOS DE ACABAMENTOS, COSTURAS E FECHAMENTOS 
FONTE: Abling (2011, p. 417)
TÓPICO 1 — TRAJES E DETALHES DOS TRAJES
233
Para lhe inspirar ainda mais, segue, na Figura 77, algumas peças de 
roupas infantis para praticar seus desenhos de roupas, lembrando que as peças 
são pequenas e devem trazer um ar lúdico.
FIGURA 77 – EXEMPLOS DE ROUPAS INFANTIS
FONTE: Abling (2011, p.425)
A figura 78 apresenta as ilustrações insfantis de Jodie Lau, observe que 
as crianças possuem um ar mais relaxado, as poses lembram as artes marciais, 
existe a mistura de referências culturais e aspectos comtemporâneos. A figura foi 
inserida para que você perceba que as crianças, assim como os adultos, também 
podem ser estilizadas e trazer características pessoais do ilustrador.
FIGURA 78 – ILUSTRAÇÕES INFANTIS DE JODIE LAU
FONTE: Abling (2011, p. 424)
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
234
Segundo Abling (2011), a ilustradora Jodie Lau pinta suas artes com tinta 
guache, pincel ponta redonda nº 4 e nº 8, marcadores e lápis prismacolor. Não se 
preocupe, nos próximos tópicos veremos mais sobre texturas, estampas e pintura.
Lembre-se de praticar o desenho de, pelo menos, três looks infantis para refinar 
o seu traço também para a indumentária infantil.
DICAS
Percebeu que nesse tópico não estudamos sobre a indumentária 
adolescente? Isso ocorre devido ao fato que, para desenhar roupas de 
adolescentes, basta observar as roupas dos adultos e adaptá-las ao tamanho do 
croqui adolescente.
Também não vimos a diferença das roupas infantis femininas e masculinas, 
para isso, basta observar as roupas dos adultos de cada gênero e representá-las de forma 
menor e mais delicada (fofa). Com os acessórios é a mesma situação, porém, recomenda-
se sempre fazer pesquisas em sites de marcas de roupas e acessórios infantis antes de 
começar sua ilustração. Uma ideia interessante é colocar com seu croqui objetos como: 
brinquedos, mordedores, chupetas, mantas etc.
IMPORTANT
E
235
Neste tópico, você aprendeu que:
• É preciso estudar o caimento dos tecidos para conseguir desenhar roupas no 
croqui de moda.
• Deve-se sempre desenhar vincos e dobras no desenho de roupas para trazer 
mais aspectos realísticos.
• As roupas e acessórios de adultos podem ser reproduzidos nos croquis infantis 
e vice-versa, basta fazer o ajuste das proporções.
• Desenhar acessórios ajuda a mostrar a ocasião de uso da roupa desenvolvida e 
a personalidade do público-alvo.
RESUMO DO TÓPICO 1
236
1 O que não falta no vestuário feminino são diferentes opções de saias, 
cada uma possui suas características individuais, seja na modelagem, 
textura, caimento etc. Com base no que corresponde à saia godê, assinale a 
alternativa CORRETA:
a) ( ) As saias godês são um dos maiores símbolos da indumentária dos anos 
1950.
b) ( ) As saias godês possuem a barra em formato ziguezague.
c) ( ) As saias godês são um dos maiores símbolos da década de 1980.
d) ( ) As saias godês possuem um franzido na cintura, logo abaixo do cós.
2 Para conseguir desenhar uma roupa com aspecto realístico em um croqui, 
a primeira coisa a fazer é aprender como desenhar o caimento dos tecidos, 
observando as dobras, vincos, amassados etc. Com base nos estudos sobre 
planejamento (desenho de tecidos), analise as sentenças a seguir:
I- Um dos princípios básicos do drapeado é partir de um ponto de sustentação.
II- Depois de definir o contorno de um drapeado, aplica-se luz e sombra para 
trazer tridimensionalidade ao desenho.
III- Uma das estratégias para aprender sobre o caimento de um tecido é deixá-
lo liso sobre uma mesa e fazer o desenho de observação.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças I e III estão corretas.
c) ( ) Somente a sentença II está correta.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
3 O desenho de roupas e acessórios infantis são sempre pequenos e delicados, 
com detalhes fofos e cheios de informação, muita coisa do vestuário adulto 
pode ser aproveitada para desenhar as roupas de crianças. De acordo com o 
estudo sobre as roupas infantis, classifique V para as sentenças verdadeiras 
e F para as falsas:
( ) As roupas adultas podem ser desenhadas em crianças, bastando diminuir 
as proporções para que fiquem corretas.
( ) É mais comum as crianças usarem peças separadas como: calça e blusa, 
saia e regata, short e camiseta.
( ) As roupas infantis possuem mais tipos de fechamento pois não se vestem 
sozinhas e isso ajuda ao processo de um adulto vesti-las.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
AUTOATIVIDADE
237
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) F – V – F.
d) ( ) F – F – V.
4 No desenho de roupas, muitos materiais podem ser utilizados para 
representar cada parte, saber como representar e qual material utilizar 
ajuda muito o ilustrador a transmitir corretamente a sua criação ao cliente, 
sendo assim, disserte sobre qual as canetas que podem ser utilizadas para 
fazer o desenho de uma jaqueta e em qual parte do desenho são aplicadas.
5 As saias femininas são fáceis de desenhar se entendermos primeiramente 
o caimento dos tecidos e como eles se comportam em diferentes situações, 
bem como o processo correto para representá-las na ilustração, uma das 
saias consideradas mais difícil de desenhar é a plissada, pois todas as 
pregas precisam ser coordenadas. Considerando isso, disserte sobre o 
passo a passo para desenhar uma saia plissada de pregas sanfonada.
238
239
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 3, abordaremos alguns tipos de estampas que 
podem ser inseridas nas suas ilustrações, iniciando pela diferença entre estampa 
corrida e estampa localizada.
Na sequência, veremos como desenhar listras e xadrez considerando 
o caimento dos tecidos e as modelagens das roupas, também veremos sobre a 
estampa floral, animal print, camuflada e geométrica, com passo a passo para 
você aprender a representá-las nos croquis.
Para concluir esse tópico, estudaremos como colorir seus croquis com 
diferentes materiais de pintura como: lápis de cor, marcador, aquarela, tinta 
guache e giz pastel, com passo a passo e exemplos de como utilizar cada um dos 
materiais.
TÓPICO 2 — 
DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
2 TIPOS DE DESENHO DE ESTAMPA
Existem várias técnicas para estampar tecido, mas, no desenho, podemos 
distingui-las de duas formas, a estampa localizada, que normalmente se localiza 
no centro da frente das camisetas, e a corrida, que é aquela estampa que aparece 
na peça inteira, também conhecida como rapport. 
2.1 ESTAMPA LOCALIZADA 
Para começar, vejamos as características da estampa localizada. A 
Figura 79 apresenta um exemplo de estampa localizada, que é um animal 
sobre um galho, nesse caso, partiu-se de uma fotografia, em que, digitalmente, 
foi realizado o desenho frontal da camiseta em escala, impresso e colado na 
ilustração (BRYANT, 2012).
240
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
FIGURA 79 – ESTAMPA LOCALIZADA
FONTE: Bryant (2012, p. 371)
A estampa localizada, colada sobre a ilustração, é uma das técnicas que 
pode ser utilizada, apenas um desenho já é suficiente para representar a sua 
estampa localizada. Normalmente, essas estampas ficam no centro da frente da 
camiseta, mas isso não é regra, ela também pode ser inserida em outros locais 
como nas mangas, costas, bolsos etc.
2.2 ESTAMPA CORRIDA 
A estampa corrida é diferente da local, nesse caso, o rolo de tecido todo é 
estampado ea peça é cortada já com a estampa, isso significa que normalmente 
a peça toda possui a estampa, ou pelo menos nas partes que for usado o tecido 
estampado.
A estampa corrida também é conhecida como rapport que é a repetição de 
elementos. De acordo com Bryant (2012), esse elemento vai ser replicado várias 
e várias vezes no tecido, para obter uma repetição contínua, os designers de 
superfície criam uma direção de repetição, alguns exemplos estão na Figura 80.
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
241
A primeira repetição da Figura 80 é de uma direção, também chamamos 
isso de estampa com pé, é bom para decorações, mas para a indústria da moda 
uma estampa com esse padrão gera muita perda do tecido na hora do encaixe, já 
que a estampa não pode ficar de ponta cabeça ao ser vestida no cliente (BRYANT, 
2012).
Os outros padrões da figura são exemplos das possibilidades que existem 
para criar estampas, aqui tem apenas um elemento que é o rosto de um gato, 
mas vários elementos poderiam ser compostos na estampa, criando ainda mais 
possibilidades de padrões.
FIGURA 80 – TIPOS DE REPETIÇÕES DE ESTAMPAS CORRIDAS
Uma direção Duas direções
IrregularDeslocamento horizontal intercaladoDeslocamento vertical intercalado
FONTE: Bryant (2011, p. 367)
Agora que você sabe que pode utilizar tanto estampas corridas quanto 
estampas localizadas em seu croqui, vamos estudar alguns padrões de estampa 
muito repercutidos na moda para você começar a entender a como desenhá-los.
242
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
3 DESENHOS DE ESTAMPAS
Independentemente de qual croqui estiver ilustrando (adulto, infantil, 
adolescente, masculino ou feminino), você pode aplicar diversas estampas e 
texturas na sua criação. A Figura 81 apresenta algumas possibilidades de tipos de 
estampas que podem ser abordadas.
FIGURA 81 – GLOSSÁRIO DE ESTAMPAS
FONTE: Adaptada de Bryant (2012, p. 383)
Apesar de ter vários modelos de estampas na Figura 81, vale lembrar 
que sempre surgem novas estampas no mercado, por isso, é interessante sempre 
fazer buscas em lojas de tecido ou pesquisar na internet alguns padrões antes de 
desenhar na sua ilustração.
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
243
3.1 REPRESENTANDO LISTRAS E XADREZES
Desenhar estampa de listras não é tão simples quanto parece, pois as 
linhas nunca vão ficar totalmente retas sobre a roupa, já que a roupa tem caimento 
e dobras. Segundo Abling (2011), o corte da peça e a forma como foi construída 
altera a direção das listras, as listras verticais em uma saia godê, por exemplo, 
podem cair para os lados gradualmente, como na terceira saia da Figura 82, se as 
listras forem verticais, isso também ocorre.
FIGURA 82 – REPRESENTANDO LISTRAS EM SAIAS
FONTE: Abling (2011, p. 273)
A Figura 83 apresenta como as pences de uma blusa alteram a posição das 
listras, elas se intersectam onde existe a costura, mudando a inclinação e direção 
das listas (ABLING, 2011).
FIGURA 83 – REPRESENTANDO LISTRAS EM BLUSAS COM PENCES
FONTE: Abling (2011, p. 272)
244
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
Listras e xadrezes possuem características semelhantes no desenho, em 
ambos os casos, os padrões são baseados em linhas retas que se curvam quando 
estão vestidos no corpo. Uma técnica muito boa para representar um xadrez é 
traçar um eixo vertical e horizontal na peça, como no primeiro desenho da Figura 
84, essas linhas servirão de base para planejar o espaçamento igual entre as linhas.
A estampa vichy, que está no passo a passo da Figura 84, é um padrão de 
linhas verticais e horizontais que fica com um quadrado escuro onde as linhas 
se cruzam, essa estampa foi muito utilizada na década de 1950 e seu nome está 
associado a uma cidade francesa onde o tecido foi muito produzido.
FIGURA 84 – DESENHANDO XADREZ VICHY
FONTE: Abling (2011, p. 275)
O xadrez possui muitas variações, a Figura 85 mostra o exemplo do 
desenho de um xadrez gralha que é apenas algumas listras horizontais e verticais 
e depois o xadrez quadrado que é o prenchimento positivo e negativo.
FIGURA 85 – DESENHANDO XADREZ GRELHA E QUADRADO
FONTE: Abling (2011, p. 275)
A figura 86 apresenta o passo a passo do desenho de um xadrez tartan, 
que é um padrão escocês que fica um pouco mais escuro nas áreas onde as linhas 
se cruzam.
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
245
FIGURA 86 – DESENHANDO XADREZ TARTAN
FONTE: Abling (2011, p. 275)
O xadrez também pode ser criado direto na pintura, como na Figura 87, 
o passo a passo consiste em primeiro pintar toda peça com um marcador verde, 
esperar secar e fazer as linhas verticais com marcador preto e por último traçar as 
linhas horizontais, considerando, é claro, o movimento do corpo e o caimento da 
peça em questão (BRYANT, 2012).
FIGURA 87 – PASSO A PASSO DESENHO DE XADREZ EM ROUPAS
FONTE: Bryant (2012, p. 350)
Vale lembrar que, nesse subtópico, foram apresentadas apenas algumas 
opções de xadrezes e listrados, existem muitos outros, então vale a pena fazer 
uma pesquisa antes de escolher a estampa ideal para sua ilustração e praticar 
várias delas para adquirir a prática.
3.2 REPRESENTANDO ESTAMPAS FLORAIS
Uma das estampas mais vendidas no Brasil é a floral, existem vários tipos 
de florais, as opções são inúmeras, as flores podem ser pequenas e delicadas ou 
grandes e robustas, pode haver outros elementos na estampa ou apenas flores e 
assim sucessivamente.
246
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
A Figura 88 apresenta um passo a passo para fazer uma estampa floral 
no croqui, a primeira coisa é começar a estampa de dentro para fora, por isso, 
a primeira flor foi colocada bem no centro da roupa, nessa etapa, você já pode 
usar o marcador cinza para inserir as sombras, depois termina-se o desenho da 
estampa, lembrando sempre que algumas partes do desenho não vão aparecer 
inteiras devido ao movimento do corpo, por último, pinta-se o desenho com os 
marcadores, começando do claro para o escuro (BRYANT, 2012).
FIGURA 88 – PASSO A PASSO ESTAMPA FLORAL
FONTE: Bryant (2012, p. 374)
Lembre-se de que você sempre pode brincar com mix de estampas, 
não precisa se limitar a apenas um tipo de estampa em um look, procure fazer 
composições diferentes, apenas se preocupe com as harmonias das cores.
Para aprender a desenhar mais tipos de estampas florais, assista ao vídeo 
Tutorial: estampas de verão do canal do YouTube Fayci Tage, disponível no link: https://
www.youtube.com/watch?v=fMvK2pBKkmI.
DICAS
3.3 REPRESENTANDO ESTAMPA ANIMAL PRINT
Animal print é um tipo de estampa-chave nas coleçães, elas sempre 
saem e entram na tendência novamente, com algumas atualizações. A Figura 89 
apresenta o passo a passo para representar a estampa de tigre, começando pela 
barra alaranjada e as sombras em cinza, depois se insere com um pincel, de ponta 
fina, e aquarela as listras de tigre e, para finalizar, acrescenta-se a pintura da pele, 
cabelo e, se necessário, o reforço dos contornos (BRYANT, 2012).
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
247
FIGURA 89 – DESENHANDO ESTAMPA DE TIGRE
FONTE: Bryant (2011, p. 378)
Existem muitas opções de estampas animal print, como zebra, onça, 
tigre, girrafa, jacaré, vaquinha etc. Sempre é interessante observar a tendência 
do momento e aplicar a estampa que estiver aparecendo nas passarelas e/ou nas 
ruas.
Para aprender a desenhar estampa de oncinha, assista ao vídeo Como 
desenhar estampa de onça em croqui de moda: sapatos do canal do YouTube Guigo na 
Sapateira, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=F2qi5Tiimtg.
DICAS
3.4 REPRESENTANDO ESTAMPA CAMUFLADA E 
GEOMÉTRICA
As estampas de camuflagem foram originalmente criadas para o uso 
militar e os esportes de caça. Esses padrões passaram das roupas funcionais para 
o estilo urbano casual e até para a alta moda (BRYANT, 2011).
A Figura 90 explica o passo a passo para fazer o desenho da estampa 
camuflada, primeiro é pintada toda a bermuda coma cor do fundo, indicando as 
sombras com um cinza claro, depois, represente algumas manchas do camuflado 
com a cor mais clara e, em seguida, com a cor escura pinte as outras manchas, 
deixando que cada camada de tinta seque antes de começar a próxima (BRYANT, 
2012).
248
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
FIGURA 90 – DESENHANDO ESTAMPA CAMUFLADA EM UMA BERMUDA
FONTE: Bryant (2011, p. 376)
A Figura 91 apresenta o passo a passo do desenho de uma estampa 
geométrica, nesse caso, de triângulos, como você deve lembrar, sempre partimos 
do centro para depois desenhar as laterais da estampa, aqui, também foi 
considerado o ângulo da modelagem das mangas, que faz uma leve curva em 
todo padrão.
FIGURA 91 – DESENHANDO ESTAMPA GEOMÉTRICA
FONTE: Abling (2011, p. 278)
Existem muitas estampas e muitas modelagens, por isso, para não 
desenhar errado, procure primeiro desenhar observando peças prontas já 
estampadas em revistas e imagens, depois que tiver a técnica dominada, crie suas 
próprias estampas e aplique nas peças de acordo com o caimento do produto 
desenvolvido.
Cada estampa tem seu tamanho único, seu dever como ilustrador é 
conseguir transmitir a estampa em proporções bem menores, uma das técnicas 
para fazer isso é observar uma estampa no tecido, se afastar certa de 1,5 metros 
e desenhar somente os detalhes que você conseguir enxergar a distância, caso 
contrário, haverá muita informação na sua estampa em escala (BRYANT, 2012).
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
249
Desafie-se no desenho de estampas e crie uma estampa floral, uma de animal 
print e duas geométricas.
DICAS
4 TÉCNICAS DE PINTURA
Para concluir, estudaremos algumas técnicas de pintura para que você 
possa finalizar as ilustrações desenvolvidas até aqui, começaremos pela pintura 
com lápis de cor, depois, marcador, aquarela, guache e giz pastel.
4.1 PINTURA COM LÁPIS DE COR
A primeira coisa a se considerar antes de pintar é a incidência à luz, a 
melhor iluminação para trabalhar é aquela que se incide lateralmente, um lado 
será mais iluminado e o outro terá mais sombras, isso ajudará a mostrar as dobras 
do tecido, a textura e o caimento da peça (FERNÁNDEZ; ROIG, 2007).
Para pintar com lápis de cor, podemos sempre utilizar, pelo menos, três 
tons diferentes em uma mesma peça. A Figura 92 mostra um passo a passo para 
a pintura com lápis, primeiro, marca-se o contorno com um lápis vermelho, 
importante ter apagado bem as linhas do lápis de escrever para ele não aparecer 
na pintura, depois, com um lápis cor de rosa, pinta-se toda a superfície, sem 
apertar o lápis, com a cor magenta, pinta-se sobre cada dobra do caimento do 
tecido, sempre esfumando e misturando com a pintura de fundo e, para finalizar, 
se o lápis de a cor utilizado para a pintura for aquarelável, pode-se utilizar um 
pincel úmido, passando por todo o desenho, para unificar os traços e suavizar as 
sombras (FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
250
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
FIGURA 92 – PINTANDO COM LÁPIS DE COR
FONTE: Fenández e Roig (2007, p. 85)
Se você não tem um estojo enorme de lápis de cor, assista ao vídeo Pintando 
com a caixa de 12 cores do canal do YouTube Mateandro, para aprender a pintar usando 
poucas opções de cores. 
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=PyDIZe0BoPg>. Acesso em: 26 mar. 2021.
DICAS
A Figura 93 apresenta outra técnica de pintura com o lápis de cor, cujo 
resultado é uma pintura bem suave, clara e delicada, porém com textura. A 
primeira etapa é contornar todo o desenho com a cor de sua preferência para 
cada parte, nesse caso, utilizou-se um marrom para a roupa e o rosa claro para a 
pele, também já pintou-se a primeira camada do cabelo com um amarelo claro, e 
algumas partes das sombras da pele (FERNÁNDEZ ; ROIG, 2015).
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
251
Em seguida, colore-se a blusa com um lápis verde amarelado de uma 
maneira bem suave, sem pressionar, para ficar transparente, já o cabelo é 
intensificado com traços laranjas e castanhos, deixando as áreas iluminadas na 
cor do papel. A estampa da saia é realizada esboçando uma série de aspirais 
sobrepostas desordenadas com um lápis marrom claro e utiliza-se o marrom 
escuro para inserir as sombras dando a sensação de volume, para finalizar, é 
colocado os últimos detalhes da blusa, calçado etc. (FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
FIGURA 93 – CRIANDO TEXTURAS COM O LÁPIS DE COR
FONTE: Fenández e Roig (2007, p. 171)
As Figuras 94 e 95 apresentam um passo a passo para representar o tecido 
chiffon com lápis de cor, nesse caso, a pele foi pintada com marcador e o vestido 
com lápis, a primeira etapa trata-se de pintar bem suavemente todo o vestido com 
um lápis de cor roxo claro, depois, indica-se as dobras do tecido com um lápis de 
cor de um tom mais escuro (STIPELMAN, 2015).
252
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
Quando for utilizado o termo “cor de pele” não significa que é apenas um 
único tom e sim a cor que você escolheu para pintar a pele do seu croqui.
NOTA
FIGURA 94 – REPRESENTANDO VESTIDO DE CHIFFON COM LÁPIS DE COR
FONTE: Adaptada de Stipelman (2015, p. 386)
Depois, pinta-se a pele do colo e braços com um lápis de cor de pele, já que 
em cima o vestido é transparente e com o lápis de cor roxo mais escuro é inserido 
os detalhes da roupa, por último, com um lápis de cor cinza escuro, indica-se as 
sombras mais escuras e enfatiza-se os detalhes mais importante do design, como 
na Figura 95 (STIPELMAN, 2015).
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
253
FIGURA 95 – CONTINUAÇÃO REPRESENTAÇÃO VESTIDO DE CHIFFON ROXO
FONTE: Adaptada de Stipelman (2015, p. 387)
Cada tecido tem um tipo de brilho, uma textura e uma forma de ilustrar 
diferente, por isso, sempre procure imagens de inspiração e vídeos com passo 
a passo de como pintar determinado tecido, assim sua ilustração também 
apresentará características específicas dos tecidos e essa é uma habilidade 
construída ao longo do tempo e que requer prática.
Para aprender a pintar a pele utilizando a mistura de vários lápis de cor, assista 
ao vídeo Colorindo as pernas do croqui com lápis de cor do canal do YouTube Universo da 
Vitoria, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=aQ9ii_jzoNs.
DICAS
254
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
4.2 PINTURA COM MARCADOR
A pintura em marcador é bem diferente do lápis de cor, isso porque 
o material é parecido com as canetinhas que usávamos na escola, porém os 
marcadores possuem linhas profissionais que podem ser utilizadas.
A Figura 96 apresenta um passo a passo de como colorir um look com 
marcador, lápis e canetas. Primeiro é preenchida toda a roupa com uma cor sólida, 
nesse caso, vermelho na regada e amarelo na bermuda, depois, é utilizado um 
lápis cinza e uma caneta preta para fazer o amarrotado horizontal da bermuda 
e, com um marcador vermelho de ponta fina, são feitas as linhas diagonais, por 
último, é utilizado um marcador cinza para fazer o sombreamento da regata 
(ABLING, 2011).
FIGURA 96 – MISTURA DE MARCADOR COM LÁPIS E CANETAS
FONTE: Abling (2011, p. 305)
O marcador pode ser utilizado de várias formas e a Figura 97 mostra 
como usar o marcador para fazer uma estampa xadrez, nesse caso, primeiro foi 
colocado o sombreamento com linhas de contorno pretas, depois, foi riscado 
as linhas horizontais do xadrez e, na sequência, as verticais, com um marcador 
rosa de ponta fina, foram inseridas linhas horizontais e verticais entre os espaços 
do xadrez e, para finalizar, foi utilizado um marcador marrom para inserir as 
sombras e gerar volume (FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
255
FIGURA 97 – PINTANDO COM MARCADOR
FONTE: Fenández e Roig (2007, p.173)
Existem várias técnicas de como usar o marcador para pintar suas 
ilustrações, a primeira coisa a fazer é experimentar, ter o material em mão, 
rabiscar em um rascunho e ver o que funciona melhorpara você.
Para aprender técnica de pintura realista utilizando marcador, assista ao vídeo 
Efeito realista com marcadores no Croqui de Moda (+ dica de algumas marcas) do canal 
do YouTube Desenhando e Cantando, disponível no link: https://www.youtube.com/
watch?v=q1VA6nDssBU
DICAS
4.3 PINTURA COM AQUARELA
A aquarela é uma técnica muito apreciada pelos ilustradores, mas nem 
todos gostam de trabalhar com ela, depende muito do estilo pessoal de cada um. 
A aquarela é encontrada em vários formatos, como pastilhas, tubos, líquidas e 
em lápis, que você sempre utilizará água para ativá-las, por isso que é importante 
usar um papel específico para aquarela, já que ele precisa ter mais gramatura 
para não rasgar ou ondular. 
256
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
Você pode utilizar pincéis largos para preencher áreas grandes e para as 
áreas menores utilize um pincel de ponta nº 3, pois, por ser pequeno, ele não 
absorverá muita tinta e não encharcará a área com muita cor (ABLING, 2011).
Use o tempo que precisar para misturar cores no papel e experimentar 
a aquarela, ganhe segurança obtendo diferentes cores e tonalidades para usar 
na sua ilustração, utilize o preto e o branco para escurecer ou clarear as cores e 
adicione mais água quando quiser deixar o tom mais translúcido (ABLING, 2011).
Uma das coisas que você precisa saber antes de começar a pintar com 
aquarela, é sobre a mistura das cores para chegar aos tons desejados, para isso, assista ao 
vídeo Como fazer um círculo cromático: mistura de cores – Ep.13 #aquarela – do canal 
do YouTube Arquitêta – Arquitetura & Arte, disponível no link: https://www.youtube.com/
watch?v=i9zletV6zTI
DICAS
Na aquarela, você pode trabalhar com camadas e ir mudando o resultado 
de acordo com a quantidade de tinta e de água que insere no papel. A Figura 98 
mostra um passo a passo começando com o azul bem translúcido, ou seja, com 
bastante água, para depois acionar os detalhes dos botões, as franjas e o cós, por 
último, após a pintura já estar um pouco seca, é utilizado o mesmo azul, mas 
agora com menos água para sugerir o sombreamento.
FIGURA 98 – PASSO A PASSO PINTURA EM AQUARELA
FONTE: Abling (2011, p. 314)
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
257
Uma dica para pintar com aquarela nos croquis de moda é começar pela 
pele, esperar ela secar e depois pintar as roupas, sempre começando do meio e de 
cima para baixo, para utilizar a lei da gravidade a seu favor, você irá empurrar 
o pincel com água para as demais áreas do desenho, como no primeiro desenho 
do passo a passo da Figura 99, depois de pintar, aguarde três minutos para secar 
e utilize um lápis de aquarela para desenhar as costuras e, por último, faça a 
camada de sombreamento (ABLING, 2011).
FIGURA 99 – PINTANDO COM AQUARELA
FONTE: Abling (2011, p. 314)
Existem várias técnicas para pintar com aquarela, como respingado, 
manchado, com mistura de cores, em camadas, sólida etc. Você precisar praticar 
para se familiarizar com todas as opções.
Para aprender a fazer uma aquarela realística com direito a desenho de pele e cabelo, 
assista ao vídeo Aula 3 – Aquarela realista no croqui de Moda – Técnica 1 do canal do YouTube 
Desenhando e Cantando, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=TJCS-
T1LVBs.
DICAS
258
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
4.4 PINTURA COM GUACHE
A tinta guache é completamente diferente da aquarela, pois ela é seca e 
opaca. Para começar a pintura com essa tinta, utilize um pincel redondo para 
preencher todas as áreas do desenho, com uma camada de cor uniforme, sem 
pensar no sombreamento e nas texturas, como no primeiro desenho da Figura 100 
(FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
Depois de fazer a primeira camada, utilize um castanho sobre a saia 
vermelha para sugerir um pouco de sombreamento na barra e um pouco de ocre no 
braço direito da blusa, cuidado para não exagerar na quantidade de tinta, ela deve 
ser mínima, apenas para sugerir um leve sombreado (FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
Com a cor bege misturada com a ocre, escurecemos algumas partes da 
blusa, com alguns traços do pincel de ponta fina, desenhamos o cachecol em 
vermelho e, com a cor ocre, realiza-se a textura da saia com um pontilhado 
regular, produzindo uma estampa de poá (FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
Com o pincel fino carregado de cor castanha, realiza-se um contorno 
sombreado no desenho, os elementos da feição, os detalhes das mãos e o sombreado 
da boina sob a cabeça, observe no passo a passo da Figura 100 (FERNÁNDEZ; 
ROIG, 2015).
FIGURA 100 – PASSO A PASSO PINTURA COM TINTA GUACHE
FONTE: Fernández e Roig (2007, p. 176)
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
259
De acordo com Fernández e Roig (2015), para desenhar a textura de tricô 
da blusa, utilize um lápis de cor ocre, não precisa desenhar o entrelaçado em toda 
blusa, apenas em algumas partes para sugerir a textura. O resultado pode ser 
visualizado na Figura 101. 
FIGURA 101 – CONCLUSÃO PINTURA COM TINTA GUACHE
FONTE: Fernández e Roig (2007, p. 177)
Nas ilustrações de moda, a guache é muito utilizada para desenhar peças 
de inverno mais pesadas, pois a pintura nunca será fluida e com estampas muito 
elaboradas.
Para ver a técnica de pintura com tinta guache no croqui, de forma prática, 
assista ao vídeo “Tutorial como usar guache TGA do canal do YouTube Ana Blue Artwork, 
disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=FNlBF-oM5F4.
DICAS
260
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
4.5 PINTURA COM GIZ PASTEL
Para concluir o escudo sobre pintura, veremos a técnica com o giz pastel, 
começando pelo seco, que é um material que se esfarela bastante e possui 
características muito específicas. As Figuras 102, 103 e 104 apresentarão um passo 
a passo utilizando como base uma cartolina colorida.
O desenho do croqui é realizado com o lápis pastel branco, em que é 
ressaltado o contorno, o caimento do cabelo, o desenho das plumas que estão no 
pescoço, a intenção de luz com toques de branco em algumas partes do vestido 
e a pintura da pele com um lápis pastel rosa e marrom, como na Figura 102 
(FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
FIGURA 102 – PASSO A PASSO PINTURA COM GIZ PASTEL
FONTE: Fenández e Roig (2007, p. 178)
Com o giz pastel amarelo em barra, pintamos o cabelo e, por cima, 
adiciona-se algumas áreas com a cor siena, para aplicar algumas sombras, sempre 
esfumando com o dedo. Com uma barra de cor magenta, pinta-se o vestido 
(FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
Diferente de outros materiais, no giz pastel, você sempre consegue aplicar 
cores claras sobre as escuras, sem ter prejuízo na tonalidade, por isso, o próximo 
passo é aplicar o giz branco sobre o magenta do vestido e depois esfumar com o 
dedo para criar as áreas de luz, como na Figura 103 (FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
TÓPICO 2 — DESENHANDO ESTAMPAS E PADRÕES
261
FIGURA 103 – CONTINUAÇÃO PASSO A PASSO PINTURA COM GIZ PASTEL
FONTE: Fernández e Roig (2007, p. 179)
Agora, realiza-se os detalhes do rosto com um lápis pastel na cor preta 
e adiciona-se tinta guache branca para acrescentar destaques como nos cabelos, 
na fivela, em algumas partes do tecido e no fundo de um dos lados do croqui 
(FERNÁNDEZ; ROIG, 2015).
A Figura 104 mostra o resultado dessa mistura de técnicas, perceba que 
as cores do giz pastel são vívidas e é importante lembrar que, para o desenho 
não sumir do papel, é necessário passar um produto fixador (FERNÁNDEZ; 
ROIG, 2015).
FIGURA 104 – CONCLUSÃO PASSO A PASSO PINTURA COM GIZ PASTEL
FONTE: Fernández e Roig (2007, p. 181)
262
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
Para complementar seus estudos sobre giz pastel seco, assista ao vídeo Croqui 
de moda com giz pastel seco e nanquim do canal do YouTube Desenhando e Cantando, 
disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=IQr7RXDn1xs
DICAS
Além do giz pastel seco, existe o giz pastel oleoso, os dois não possuem 
muita semelhança, pois o giz oleoso deixa uma camadapegajosa sobre o papel, 
quase como a prova d’água, em ambos materiais pode ser utilizado algodão, 
cotonete ou até o dedo para fazer os esfumados, sempre tomando cuidado para 
não sujar a folha.
Para aprender a manipular o giz pastel oleoso, assista ao vídeo Como pintar 
croqui de moda com giz pastel oleoso do canal do YouTube Desenhando e Cantando, 
aproveite e pratique todas as técnicas de pintura ilustradas nesse subtópico.
FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=YnnRsXb2b0E>. Acesso em: 26 mar. 2021.
DICAS
263
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• As estampas localizadas ficam normalmente no centro da frente de camisetas e 
podem ser representadas de diferentes maneiras.
• As estampas corridas devem sempre ser representadas de acordo com a pose 
do croqui e a modelagem da peça.
• As estampas devem ser desenhadas de dentro para fora e não de forma linear, 
pois elas precisam acompanhar as dobras e caimentos das roupas.
• Para pintar, existem diversas técnicas e é preciso explorá-las e experimentá-las 
em seus croquis, para aprender o que funciona para você.
264
1 A aquarela é uma das técnicas mais difundidas no design de estampas, é 
comum vermos estampas florais aquareladas nas roupas e nas ilustrações 
de moda. As tintas de aquarela possuem algumas características específicas 
do material. Sobre os formatos em que podemos encontrar as aquarelas, 
assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) A aquarela pode ser encontrada em pastilhas, tubos, líquidas e em lápis.
b) ( ) A aquarela pode ser encontrada em lápis, minas e tubos.
c) ( ) A aquarela pode ser encontrada em giz, líquidas e em pastilhas.
d) ( ) A aquarela pode ser encontrada em pastilhas, lápis e em spray.
2 As estampas corridas são muito utilizadas em produtos de moda, 
principalmente nos femininos, entre as estampas temos: as florais, animal 
print, xadrez, listrado, geométricas, camufladas etc. Para um ilustrador é 
essencial entender como elas devem ser desenhadas em produtos de moda. 
Com base nas características das estampas corridas, analise as sentenças a 
seguir:
I- A estampa corrida normalmente é estampada em todo o tecido e a peça é 
cortada já com a estampa.
II- A estampa corrida fica localizada normalmente no centro da frente de 
camisetas.
III- A estampa corrida é também conhecida como rapport, que é a repetição 
de elementos para formar um padrão. 
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças I e III estão corretas.
c) ( ) Somente a sentença II está correta.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
3 O listrado é umas das estampas que nunca saem de moda, elas apenas 
sofrem algumas alterações de cores, larguras, espaçamentos e direções em 
cada coleção e é por isso que um ilustrador precisa entender como ilustrá-
las adequadamente. De acordo com as técnicas para desenhar uma estampa 
listrada, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) Em uma saia godê a estampa de listra pode cair para os lados gradualmente, 
independentemente das linhas serem verticais ou horizontais.
( ) A listras nunca devem ser desenhadas retas sobre uma roupa, pois elas 
precisam acompanhar o caimento e as dobras do tecido.
( ) Se uma blusa listrada tiver pences, as linhas irão se intersectar onde existe 
a costura, mudando a inclinação e a direção das listras.
AUTOATIVIDADE
265
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F.
b) ( ) V – V – V.
c) ( ) F – V – V.
d) ( ) V – F – F.
4 É comum estudantes de moda em algum momento da sua graduação 
aprenderem sobre a técnica de pintura em aquarela, pois ela é excelente 
para pintar texturas translúcidas devido à incidência da água, sendo assim, 
disserte sobre o passo a passo de como pintar uma saia com aquarela, 
seguindo o princípio de camadas.
5 Existem vários tipos de tecidos diferentes para representar as ilustrações de 
moda e, ainda, mais técnicas e tipos de materiais para pintar as ilustrações 
realizadas. Para representar o tecido chiffon, por exemplo, é comum 
utilizarmos o lápis de cor. Nesse contexto, disserte sobre o passo a passo 
para pintar um vestido de chiffon com lápis de cor.
266
267
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 3, abordaremos o desenho de vários tipos de tecidos, 
para que você possa representar ainda melhor as ideias de suas criações em seus 
croquis, assim, o público-alvo entenderá mais facilmente o produto ilustrado. 
Primeiro, estudaremos o desenho de tricôs e lãs, que são característicos 
por terem diferentes tipos de tramas e fios, em que serão abordadas algumas 
formas de representação para que você consiga praticar os exercícios indicados e 
aprender a desenhar o tricô canelado, trançado, lãs lisas e texturizadas.
Depois, veremos o desenho de tecidos transparentes, focando no tecido 
de renda e tule. Na renda, veremos algumas técnicas para conseguir indicar a 
transparência e ainda utilizar diferentes cores. No desenho do tule, veremos a 
variação do liso e do texturizado.
Para concluir esse tópico, estudaremos sobre os tecidos de peles e outros 
tecidos texturizados, começando pelo tecido de pelo que possui variações 
interessantes de representação, depois, veremos o couro liso, couro texturizado e, 
por fim, o tecido de paetê, que é com brilho.
TÓPICO 3 — 
REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS 
DE MODA
2 DESENHANDO TRICÔS E LÃS
Para começar os desenhos de tecidos, iniciaremos pelos tricôs e lãs, que 
possuem um padrão bem característico do desenho, que nada tem a ver com 
estampa, mas com a padrão das linhas e fios que se entrelaçam para criar o tecido. 
2.1 DESENHANDO TRICÔS
Existem muitas variáveis do tricô, ele pode ser feito à mão ou à máquina, 
e o tipo de fibra e fio pode mudar bastante, alguns fios podem ser mais grossos 
e texturizados e outros podem ser bem lisos e finos, além disso existe também 
variações de tecelagem, em que você pode ter um tricô canelado, trançado etc. 
(ABLING, 2011).
268
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
A Figura 105 apresenta o desenho de tricôs de vários modos diferentes, 
observe que não é um passo a passo e sim vários tipos de tricôs diferentes, que 
conforme se adiciona informação, vai transmitindo um tipo de fibra e tecelagem 
diferente.
FIGURA 105 – DESENHANDO TRICÔS
FONTE: Abling (2011, p. 329)
A Figura 106 apresenta uma forma diferente da anterior para representar 
tricôs, esse é um tricô trançado e isso mostra as diversas possibilidades de 
tecelagens, o interessante é sempre observar o tecido bem de perto para entender 
sua trama e começar alguns eixos de simetria, como no passo a passo da figura, 
em que, primeiro se faz as linhas, depois se insere as torções (ABLIGN, 2011).
TÓPICO 3 — REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA
269
FIGURA 106 – DESENHANDO O TRICÔ TRANÇADO
FONTE: Abling (2011, p. 337)
Os tricôs podem ser utilizados no vestuário adulto, adolescente, infantil, 
feminino e masculino, além de também ser utilizado em acessórios, é uma técnica 
que leva bastante tempo para representar, mas têm um resultado fantástico.
2.2 DESENHANDO LÃS
No desenho de lãs, podem ser usadas várias técnicas. Dependendo do 
tipo de lã que se está ilustrando, ela pode ser lisa ou texturizada, se for lisa, é mais 
uma questão de pintura, já a texturizada necessita de cuidado no desenho.
A Figura 107 apresenta um passo a passo do desenho de um blazer infantil 
de lã tweed, observe que a primeira coisa importante é a questão da luz e sombra, 
em que se escolhe de onde vem a luz e, então, insere-se as sombras, inicia-se 
a pintura com caneta marcador de maneira uniforme e finaliza-se com alguns 
pontos com caneta gel branca (BRYANT, 2012).
FIGURA 107 – DESENHANDO LÃ LISA TWEED
FONTE: Bryant (2011, p. 340)
270
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
A Figura 108 mostra o desenho de dois blazers de lãs texturizadas, a 
buclê e a angorá, no blazerde buclê (o primeiro na figura) o desenho precisa 
indicar fios retorcidos, já no blazer de lã angorá, as fibras são peludas com traços 
para baixo. Em ambos os casos os fios ultrapassam a linha do contorno da peça 
(BRYANT, 2012).
FIGURA 108 – REPRESENTANDO LÃ TEXTURIZADA
FONTE: Adaptada de Bryant (2012, p. 339)
Como você já deve ter notado, existe várias lãs diferentes, se você pesquisar, 
encontrará muitas opções disponíveis no mercado. A Figura 109 apresenta alguns 
deles como Princípe de gales, pied de poule, espinha de peixe, xadrez etc.
FIGURA 109 – GLOSSÁRIO TECIDOS DE LÃ
FONTE: Adaptada de Bryant (2012, p. 361)
TÓPICO 3 — REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA
271
Ao decidir qual lã quer desenhar na sua ilustração, vale a pena primeiro 
praticar o desenho da trama em uma folha de rascunho, em uma escala maior, 
para pegar o jeito, assim, quando desenhar em escala reduzida dentro de uma 
peça, será mais fácil.
3 REPRESENTANDO TECIDOS TRANSPARENTES 
Agora, vamos ao desenho de tecidos transparentes. A Figura 110 apresenta 
uma série dos tecidos transparentes disponíveis no mercado, como: tela arrastão, 
gaze bordada, galão, guipura e diversas rendas.
FIGURA 110 – GLOSSÁRIO DE TECIDOS COM TRANSPARÊNCIA
FONTE: Adaptada de Bryant (2012, p. 403)
Um dos tecidos mais complexos de desenhar é a renda, pois existem 
muitos padrões diferentes de desenho de flores, folhas, galhos etc., por isso, a 
seguir, veremos como desenhar roupas com esse tecido.
272
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
3.1 DESENHANDO RENDAS
A renda é um tecido de malha aberta que provavelmente evoluiu do 
bordado. Muitas variedades, como chantili, valenciana e battenberg 
são batizadas de acordo com sua origem geográfica. A renda é um 
padrão decorativo sobre um estofo de malha aberta, como o filó 
(BRYANT, 2012, p. 394).
A renda se encontra em rolo, ou seja, você pode cortar toda a peça nesse 
tecido ou também pode ser aplicada, cuja renda é recortada ou comprada em rolo 
para que seja inserida em uma parte específica da peça (BRYANT, 2012).
Roupas feitas de renda costumam ter bordas onduladas na barra, mangas, 
saias e barrados, assim como na Figura 111, que apresenta um passo a passo de 
um vestido de renda, nele, primeiro é desenhado e pintado a pele com caneta 
marcador, depois, pinta-se o forro também com caneta marcador e, por último, 
com uma caneta nanquim, é feito o desenho da renda, o resultado é um tecido 
transparente com um forro mais curto em baixo (BRYANT, 2012).
FIGURA 111 – DESENHANDO TECIDO DE RENDA
FONTE: Bryant (2012, p. 395)
Existem muitas técnicas para representar rendas, as rendas são em relevo 
e, por isso, sugere-se usar múltiplas espessuras de traço. Antes de começar seu 
desenho, leve o tempo que precisar para analisar o padrão escolhido e definir um 
plano de aplicação das linhas e desenhos da renda (BRYANT, 2011).
Ilustrar uma renda colorida em cima de um forro colorido pode ser um 
desafio. A Figura 112 apresenta um passo a passo em que, primeiro é desenhado 
o vestido e adicionado o sombreamento com um marcador cinza, depois, com 
um marcador vermelho de ponta fina, é feito o desenho da renda e as franjas da 
barra, na sequência, é inserida a textura de fundo com um lápis vermelho, que 
é a marcação do tule, uma maneira de fazer isso, é colocar sua folha sobre uma 
superfície texturizada e pintar, por último, utiliza-se uma caneta marcador azul 
turquesa para pintar o forro e o cinto do vestido.
TÓPICO 3 — REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA
273
FIGURA 112 – DESENHANDO RENDA COM SOBREPOSIÇÃO
FONTE: Bryant (2012, p. 397)
Para aprender a desenhar rendas de maneira simples, assista ao vídeo Como 
desenhar renda branca e preta no croqui de moda do canal do YouTube Universo da 
Vitoria, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=hot1ZlZ-Km0.
DICAS
3.2 DESENHANDO TULE 
Agora, veremos como desenhar o tecido totalmente transparente, que 
é o tule, é como se fosse uma renda sem seu bordado. De acordo com Bryant 
(2012), o desenho de tecidos transparentes é determinado pela ordem e número 
de camadas na pintura. 
As roupas de tecido transparente necessitam de um cuidado especial com 
as costuras, elas normalmente não contam com acabamento na barra e é inserido 
o mínimo de costuras possível, pois elas aparecem mesmo quando são internas 
(BRYANT, 2012).
Ao desenhar uma peça transparente, as áreas do tecido que possuem 
dobras, pregas e vincos sofrerão uma diferença na cor, pois essas áreas precisarão 
ser mais escuras do que as partes que o tecido está liso sobre o corpo, como no 
exemplo da Figura 113 (BRYANT, 2012).
274
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
FIGURA 113 – REPRESENTANDO TECIDO TRANSPARENTE
FONTE: Bryant (2012, p. 387)
A Figura 114 mostra outro tecido transparente, esse com uma textura de 
bolinhas que foi inserido no final da ilustração, observe também a questão do 
sombreamento e como os bolsos são mais escuros devido haver uma sobreposição 
de duas camadas de tecido transparente (BRYANT, 2012).
FIGURA 114 – DESENHANDO TULE COM TEXTURA
FONTE: Bryant (2012, p. 391)
TÓPICO 3 — REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA
275
Independente de qual tecido transparente estiver ilustrando, lembre-se 
que existem várias técnicas e matérias para atingir o resultado esperado, uma 
delas é colocar a textura do tecido no final do desenho, por exemplo, o tule que 
pode ser feito colocando um pedaço do tecido em si embaixo do papel para 
conseguir representar a textura com a pintura do lápis.
Para ver como desenhar um vestido transparente com a pele já pintada, assista 
ao vídeo Como desenhar roupa transparente no croqui de moda no canal do YouTube 
Universo da Vitoria, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=Qis_ZMevOKA.
DICAS
4 REPRESENTANDO PELES E OUTROS TECIDOS 
TEXTURIZADOS 
Já estudamos o desenho de tecidos de tricô, lãs, rendas, tecidos 
transparentes e, agora, vamos aprender sobre mais alguns tecidos alternativos 
para desenvolver suas coleções, iniciando com o desenho de tecido de pelos.
O tecido de pelo pode ser representado de várias formas, a Figura 115 
mostra algumas delas para você praticar, o primeiro possui as linhas do pelo 
apenas nas bordas, perceba que essas linhas não são alinhadas e do mesmo 
tamanho, são curvadas e vão para várias direções. O segundo desenho da 
figura possui um sombreamento interessante para essa textura, feita com caneta 
marcador, o terceiro é um emaranhado de pelos feitos com lápis e caneta em gel, 
o quarto é realizado apenas com lápis mais esfumado e o último é o tecido buclê
onde o pelo é desenhado em aspirais.
FIGURA 115 – DESENHANDO TECIDO DE PELOS
FONTE: Abling (2011, p. 284)
276
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
Agora, passamos a outro tipo de pele, o couro envernizado, que é uma das 
superfícies mais brilhantes e refletoras, as áreas claras e escuras são bem definidas 
e contrastantes, aqui não é utilizado sombreamento em degradê, as sombras são 
totalmente pretas, o brilho é totalmente branco e o tom médio é a cor da superfície 
(BRYANT, 2012).
A Figura 116 mostra um passo a passo para desenhar uma bota de couro 
envernizado, primeiro é desenhado a bota com lápis HB, depois, é utilizado 
uma caneta marcador cinza para inserir o tom médio e, em seguida, é utilizado 
o marcador preto para inserir as sombras, as áreas brancas não precisam ser 
pintadas, elas ficam na cor do papel (BRYANT, 2012).
FIGURA 116 – DESENHANDO COURO ENVERNIZADO
FONTE: Bryant (2012, p. 324)
O tecido de couro pode vir com texturas que lembram a um animal, 
independentemente de ser falso ou verdadeiro, a mesma abordagem anterior de 
pintura com marcador pode ser aplicada no couro com textura, porém, depois 
dessa etapa é utilizado um lápis de cor cinza para indicar o padrão nas áreas 
claras, depois, um lápis de cor branca para indicar o padrão nas áreas escuras 
e, por último, é utilizado umacaneta em gel branca para fazer pontos claros 
aleatórios que sugerem relevo, como no passo a passo da Figura 117.
FIGURA 117 – DESENHANDO COURO E VINIL TEXTURIZADO
FONTE: Bryant (2012, p. 328)
TÓPICO 3 — REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA
277
Para concluir o desenho de tecidos, vejamos o passo a passo do desenho 
de um vestido de paetê na Figura 118. Primeiro é utilizado a caneta marcador 
para pintar as áreas claras e as sombras, depois, é utilizado um marcador de 
ponta fina para indicar algumas lantejoulas, na sequência, use uma caneta 
semiopaca para indicar lantejoulas adicionais em áreas sombreadas, para 
conclui,r use a caneta de gel branca para colocar um pontinho branco no meio 
de cada lantejoula e, em algumas, acrescente um “X” para criar os brilhos 
aleatórios do paetê (BRYANT, 2012).
FIGURA 118 – DESENHANDO VESTIDO DE PAETÊ
FONTE: Bryant (2011, p. 325)
Para lhe auxiliar no desenho de tecidos de paetê, assista ao vídeo Tutorial – 
como desenhar roupa com brilho no canal do YouTube Mateandro, disponível no link: 
https://www.youtube.com/watch?v=emP7eAOkQEU.
DICAS
Agora, pratique o desenho de, pelo menos, cinco tecidos indicados nesse 
subtópico para que melhore cada vez mais o resultado das suas ilustrações, 
trazendo novas técnicas de texturas e detalhes para suas criações.
Por fim, lembre-se de que você só aprenderá as técnicas desse livro se 
praticar muito, explorar materiais e técnicas, ser curioso e pesquisar bastante, 
observar mais as roupas que as pessoas usam a sua volta e como cada tecido e 
textura se comporta, pois, muitas vezes, um bom ilustrador também é um bom 
observador.
278
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
LEITURA COMPLEMENTAR
PERCEPÇÃO E EXPRESSÃO NO UNIVERSO DAS 
ILUSTRAÇÕES DE MODA
Gabriela Kuhnen
Célio Teodorico dos Santos
1 INTRODUÇÃO
Ao olhar para uma imagem ou ilustração, logo o observador percebe se 
lhe agrada ou não. Toda a análise gráfico-visual e estético-formal passa por um 
processo cognitivo subjetivo, cuja compreensão e valoração do que é visto está 
intimamente ligada à capacidade de expressão e à mensagem que o criador busca 
passar para o observador. Essa linguagem possui a mesma base da comunicação 
verbal, com um emissor e um receptor, em um contexto que possui um código 
comum, em que a imagem vem carregada de significados, os quais, em geral, 
valorizam o ser, mostrando-o elegante, sofisticado, descontraído, dependendo 
de como a ilustração é representada. 
Neste artigo, vamos fazer uma breve análise a partir da leitura de uma 
ilustração de moda, criada por Laura Laine, comparando-a com a obra original 
de Botticelli, considerando os aspectos mais importantes que se encontram 
em nível pré-figurativo, expressivos e simbólicos. Tais elementos, que são 
pontos, linhas, manchas e planos, dão origem a elementos adjetivos, como cores, 
tonalidades e texturas. Através da percepção deles, é possível fazer associações 
a situações vivenciadas e, dessa forma, gerar outros sentidos próprios para a 
imagem, através de seus elementos compositivos, buscando criar um contato 
com o observador, para encantar, seduzir e divulgar ideias e conceitos.
2 NOVAS CONCEPÇÕES DE DESIGN
No universo da moda, a representação gráfica é um dos pontos mais 
relevantes. Seja pelo desenho de moda, cujos croquis são elaborados com o intuito 
da execução, tornando-se primordial uma representação bastante precisa com o 
mundo material, pois todos os detalhes e proporções serão usados na construção 
da peça, seja na forma de estampas gráficas que serão colocadas no vestuário 
ou mesmo nas ilustrações de moda, onde pouco se representam as peças como 
realmente são, mas se estabelece uma mensagem através de seus elementos 
compositivos cuja função é estabelecer contato com o observador, para divulgar, 
encantar e seduzir. 
As ilustrações de moda podem ser usadas para vários propósitos: fazer 
parte da apresentação da coleção de moda para os compradores; dar aos jornalistas 
uma prévia da coleção que está por vir; ilustrar desfiles ou tendências de moda 
TÓPICO 3 — REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA
279
ou, mesmo, divulgar uma coleção através de impressos (ARMSTRONG, 2007). 
Em sua maioria, tem o intuito de ser o alvo da atenção dos consumidores, criar 
desejo pela peça e fazer com que o consumidor reconheça o produto e o compre. 
O desafio é fazer com que a ilustração se sobressaia diante dos numerosos 
editoriais fotográficos, justamente por ser diferente e trabalhar com outras formas 
de expressão. 
Algumas vezes, a ilustração de moda traduz o humor da época em que 
foi ilustrada, pois, além do estilo do artista, forças sociais e econômicas também 
determinam a forma e o conteúdo da ilustração. Inicialmente, a ilustração de moda 
surgiu a partir da técnica de xilogravura que consiste no entalhe do desenho em 
um pedaço de madeira, seguida da colocação de tinta sobre ela que é pressionada 
sobre um papel, e o resultado é a impressão da ilustração. Esse método foi muito 
utilizado durante as grandes navegações e descobertas de novos continentes nos 
séculos XVI e XVII, como forma de retratar uma nova realidade e documentar as 
vestimentas de diferentes povos.
Com o advento dos tipos móveis de impressão, na metade do século 
XVI, as impressões ficaram muito mais facilitadas e barateadas, possibilitando a 
comercialização. Foi quando surgiram os primeiros livros chamados de Costumes, 
em que eram retratadas as vestimentas em sua localização, descrição das peças e 
como deveriam ser usadas. Já no século XVII, surge o jornalismo e os almanaques 
de moda: as impressões ainda eram em preto e branco e, inicialmente, tinham 
foco no público masculino. Foi no século XVIII que apareceram as revistas com 
ilustrações de moda coloridas. Eram revistas bastante informativas e tinham o 
interesse de esclarecer, divulgar trajes masculinos, femininos e infantis, assim 
como acessórios e até mesmo decoração (DUARTE, 2009). 
Com o advento da fotografia, no século XIX, nos editoriais e propagandas 
de revistas, a ilustração de moda seguiu carreira solo por várias décadas, tirando-a 
de cena da área da divulgação e publicações de estilo, porém nunca desapareceu 
e retorna no século XX. 
Com o avanço das técnicas de desenho, as ilustrações e pinturas sofreram 
resultados direto da tecnologia disponível de cada época. A pintura foi submetida 
a um significativo avanço, quando pigmentos a óleo foram colocados em tubos 
de alumínios, permitindo que os artistas pintassem em áreas externas, foi quando 
nasceu o impressionismo. O hiper-realismo foi um movimento artístico em 
resposta ao advento da fotografia, enquanto técnicas como o aerógrafo vieram 
através da cultura dos acrílicos e corantes usados nas finas artes (ARMSTRONG, 
2007).
Ilustrações de moda não estão imunes à cultura do seu tempo, seja no 
passado, presente ou percepções para o futuro. Experimentações em diferentes 
superfícies abrem muitas possibilidades visuais. Cada movimento artístico, 
experiências pessoais influenciam não somente a forma de execução das 
ilustrações, como a sua forma de leitura.
280
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
3 ELEMENTOS DA EXPRESSÃO E REPRESENTAÇÃO VISUAL
3.1 Analfabetismo visual 
Conhecer alguns princípios sobre a compreensão e leitura de ilustrações 
de moda pode proporcionar uma nova relação do observador como objeto 
observado. O conhecimento de códigos específicos, juntamente às relações sociais, 
culturais e da estética, permitem atribuir um sentido à leitura deste universo. 
Os sistemas estruturais não seguem regras absolutas, esses dependem da 
sua composição e ordenação. Os elementos básicos do alfabetismo visual são: 
o ponto, a linha, o plano e a mancha. Ainda fazem parte da sintaxe visual: o 
equilíbrio, a cor, textura, direção, tom, escala, forma, dimensão, estrutura e ritmo. 
O ponto é a menor unidade da comunicaçãovisual, está em abundância 
na natureza e pode ter grande poder de atração visual sobre o olho. A linha se 
constitui de pontos muito próximos, onde já não se distingue mais sua forma 
individual. Pode-se dizer também que a linha define a trajetória de um ponto. 
[...] é o elemento visual inquieto e inquiridor do esboço. Onde quer 
que seja utilizada é o instrumento fundamental da pré-visualização, o 
meio de apresentar de forma palpável, aquilo que ainda não existe, a 
não ser na imaginação (DONDIS, 1991, p. 56). 
Na linha, toda informação extra é eliminada, permanece apenas o que é 
essencial, traduz a intenção do artista ou desenhista, reflete sentimentos e emoções. 
A mancha é o que possibilita a variação entre o claro e o escuro. Através dessa 
nuance é que percebemos de maneira mais completa a forma e suas variações. A 
representação bidimensional é o que nos possibilita traduzir o tridimensional ou 
dar a ilusão de profundidade. A representação bidimensional gráfica pode, então, 
ser feita através do fechamento de linha (forma) ou contraste de área (mancha). 
Quando analisados esses conceitos da estrutura visual de uma imagem 
ou ilustração, podemos traçar semelhanças com o conceito constituído por 
Aristóteles do belo formal. De acordo com Bayer (1995), em tudo que é belo 
existe uma ordem racionalista e racional. Destaca-se a simetria que é símbolo do 
perfeito, a determinação que é uma modalidade de ordem em que tudo que é belo 
é essencialmente acabado, é saúde, força, grandeza. Ou seja, existe uma atração 
visual e preferência estética dessas características. Dessa forma, o ilustrador pode 
usar desses artefatos para conseguir gerar certas respostas do observador. 
Lobach (2001) determina alguns elementos configurativos, enfatizando 
que, separadamente, têm pouca importância e que o arranjo deles é que trará 
aspectos singulares a cada obra ou imagem:
• Forma espacial, caracterizada pela tridimensionalidade e volume. Forma 
plana: obtida por um plano bidimensional.
TÓPICO 3 — REPRESENTANDO TECIDOS EM DESENHOS DE MODA
281
• Superfície: pode ser imbuída de características como brilhante, rugoso, fosco, 
polido, reluzente, e podem remeter a diferentes associações, como perfeição, 
limpeza ou ordem.
• Cores: podem se destacar no contexto ao qual se referem através de intensidade 
ou contrastes, sendo usadas para destacar certas áreas ou compor áreas 
análogas através de neutralidade. Pode-se utilizar a estrutura visual usando 
as cores para evitar a monotonia ou criar tensão ou peso ou, ao contrário, criar 
leveza ou flutuação.
• Ordem: elementos organizados com certa regularidade, pode ser associada à 
monotonia ou à segurança. Alguns exemplos são a simetria e a uniformidade.
• Complexidade: já elementos complexos são caracterizados por muitos 
elementos de configuração e com grande conteúdo de informação. Podem 
servir para manter certo interesse, mas são irregulares e causam tensão 
psíquica. 
Para Dondis (1991), ainda existem três níveis de representação 
visual: o representacional, o abstrato e o simbólico. No nível representacional, 
prevalecem os detalhes visuais do ambiente, sejam eles naturais ou artificiais, 
exibindo uma representação detalhada do objeto, assim como se conhece e se 
expressa no mundo. É uma comunicação forte e direta. No nível abstrato pode 
ocorrer a redução, ao máximo, dos elementos visuais. Tal redução pode também 
estar desvinculada de qualquer relação com os dados visuais conhecidos. “Em 
termos visuais, a abstração é uma simplificação que busca um significado mais 
intenso e condensado” (DONDIS, 1991, p. 95). O nível do simbólico também 
requer uma simplificação, mas ao contrário da abstração, esta forma deve ser 
vista e reconhecida, também lembrada e reproduzida. É carregada de significado 
e sua simplicidade na forma faz com que seja facilmente identificável e altamente 
penetrável na mente do observador. 
Uma imagem, assim como a ilustração, sempre constitui uma mensagem 
para o outro. Pode ser definida como representação de algo no pensamento, uma 
ideia e permite possibilidades de interpretação. É, então, uma ferramenta para 
expressão e comunicação. Como linguagem, Joly (2007) esclarece que a imagem 
se estabelece nos mesmos pilares da comunicação verbal: possui um emissor e 
um receptor. Através de um canal que podemos chamar de mídia, expressa a 
mensagem que está inserida em um contexto e exige um código que seja comum 
ao emissor e ao receptor.
Na ilustração de moda, a imagem vem sempre carregada de significados 
pertinentes a esse universo. Em geral, conceitos que valorizam o ser, qualidades 
como fortes, descontraído, sofisticado, elegante, alternativo estão presentes na 
forma como a ilustração está representada. 
No entanto, uma comunicação visual pode também ser interpretada 
livremente, na qual cada indivíduo poderá associar e estabelecer suas próprias 
conexões, de acordo com seu repertório, ou poderá ser uma comunicação 
direcionada e intencional, em que o receptor deve captar a mensagem estabelecida 
pelo emissor (SILVA, 1985).
282
UNIDADE 3 — TÉCNICAS DE REPRESENTAÇÃO DE TRAJES, TECIDOS E ESTAMPAS
Dentro da análise das imagens e ilustrações, devemos considerar também 
sua função. De acordo com Joly (2007), podemos classificá-la em: 
• Função denotativa ou cognitiva ou referencial: possui uma mensagem clara do 
que se está falando.
• Função expressiva ou emotiva: concentra-se mais na forma ou como se está 
falando. Então será mais subjetiva e poderá ter diferentes interpretações.
• Função conativa: manifesta diretamente a implicação do destinatário na 
mensagem. Pode ser uma ordem, uma pergunta.
• Função fática: serve apenas para testar o canal, verificar se ele está funcionando. 
Como um “alô” ao telefone, “e aí”, “tudo bem”.
• Função metalinguística: fala sobre si mesma. 
Ressaltamos que nenhuma mensagem contempla somente uma função. 
Elas coexistem com o predomínio mais de uma ou de outra, sem eliminar o papel 
da função secundária. No entanto, algumas vezes, pode ser difícil distinguir a 
função explícita da função implícita e “a observação do uso da mensagem visual 
analisada, assim como seu papel sociocultural, pode mostrar-se muito preciosa a 
esse respeito” (JOLY, 2007 p. 59). E é determinante para sua significação.
FONTE: Adaptado de <https://www.periodicos.udesc.br/index.php/modapalavra/article/
view/13217/9333>. Acesso em: 30 mar. 2021.
283
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• Para desenhar tricôs, é necessário entender sobre o tipo de fio e a trama do 
tecido, para então criar uma sequência de representação da textura.
• Existem vários tipos de lãs e que cada um possui uma forma de representação 
diferente, podendo ser com linhas mais onduladas, tracejadas etc.
• Os tecidos com transparência devem ter áreas mais escuras em que há 
sobreposição ou dobra de tecidos e deve haver o mínimo de costura e 
acabamentos na peça.
• Para representar brilhos e sombras, pode ser utilizado caneta marcador e caneta 
a gel branca, para vários tipos de texturas e padrões.
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AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
284
1 Para desenhar tecidos de lã, primeiro precisamos perceber algumas 
diferenças nas suas variações, temos, no mercado, tanto lãs lisas como 
texturizadas. Considerando as diferenças na representação da lã buclê e 
angorá, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) A lã buclê é representada com fios retorcidos e a lã angorá é 
representada com traços para baixo.
b) ( ) A lã buclê é representada com fios lisos e a lã angorá é representada 
com linhas onduladas.
c) ( ) A lã buclê é representada com fios retorcidos e a lã angorá é 
representada com linhas onduladas.
d) ( ) A lã buclê é representada com fios lisos e a lã angorá é representada 
com traços para baixo.2 Existem muitas variedades de rendas no mercado, muitas são batizadas de 
acordo com sua origem geográfica, a renda é um padrão decorativo sobre 
uma malha aberta, como o tule. Com base nas características do tecido de 
renda, analise as sentenças a seguir:
I- A renda é um tecido de malha aberta que provavelmente evoluiu do 
bordado.
II- Roupas feitas de renda costumam ter bordas onduladas na barra, mangas, 
saias e barrados.
III- A renda é sempre comprada recortada para que seja inserida em uma 
parte específica da peça. 
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças I e III estão corretas.
c) ( ) Somente a sentença II está correta.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
3 Na representação de tecidos, é essencial que o ilustrador verifique 
pessoalmente como se comportam os materiais que irá representar nos 
seus croquis, entender as características dos materiais é imprescindível 
para que se obtenha um melhor resultado na ilustração. De acordo com as 
características do tecido couro envernizado, classifique V para as sentenças 
verdadeiras e F para as falsas:
( ) O couro envernizado é uma das superfícies mais brilhantes e refletoras.
( ) No desenho de couro envernizado, as áreas claras e escuras são bem 
definidas e contrastantes.
( ) As roupas feitas de couro envernizado costumam ter bordas onduladas 
na barra, mangas, saias e barrados.
AUTOATIVIDADE
285
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – V – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) F – V – F.
d) ( ) F – F – V.
4 O tecido de couro envernizado é uma das superfícies mais brilhantes 
nos tecidos, por isso, para representá-lo nos croquis de moda, é comum 
utilizarmos a caneta marcador, pois é mais fácil de inserir os tons de 
sombra, brilho e meio tom, considerando isso, disserte sobre como deve ser 
realizado a representação de uma bota de couro envernizado.
5 Existem muitas estratégias para desenhar o paetê, que é um tecido com 
lantejoulas brilhantes, utilizado principalmente para vestidos de festas 
como o carnaval, uma das estratégias é utilizar a caneta marcador, nesse 
contexto, disserte sobre como desenhar um vestido de paetê utilizado 
caneta marcador.
286
REFERÊNCIAS
ABLING, B. Desenho de moda. 5. ed. São Paulo: Blucher, 2011. 238 p. 
BRYANT, M. W. Desenho de moda: técnicas de ilustração para estilistas. São 
Paulo: Editora Senac, 2012. 415 p. 
FERNÁNDEZ, Á.; ROIG, G. M. Desenho para designers de moda. 2. ed. Lisboa: 
Editorial Estampa, 2010. 191 p. 
STIPELMAN, S. Ilustração de moda: do conceito à criação. 3. ed. Porto Alegre: 
Bookman, 2015. 470 p.

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