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O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 1 ORTODONTIA 5º Período VITOR ENRIQUE BINI Prof. Márcio Nunes Segurado AULA 1 INTRODUÇÃO À ORTODONTIA HISTÓRICO ➢ Hipócrates já havia mencionado a respeito de problemas dentários. ➢ Pierre Fauchard – 1728 : considerado o pai da odontologia. Provavelmente fez o primeiro aparelho odontológico; ➢ Final do século XIX: escritos pioneiros no tratamento das más oclusões; ➢ Edward H. Angle 1855-1930: pai da ortodontia moderna. - 40 invenções - 43 patentes - mais de 60 publicações - 1887: “Maloclusion of the teeth” [Comentário do professor]: Não acreditava que poderiam ser realizadas extrações para corrigir a ortodontia, e sim acreditava que TODOS os dentes deveriam ficar em oclusão. ➢ Kalvin S. Case 1847-1923: - Defendia objetivos específicos de tratamento – estética facial. - Extrações em casos selecionados – perfil harmonioso. [Comentário do professor]: Acreditava que extrações poderiam sim serem feitas para correção ortodôntica. ➢ 1918: grande debate sobre extrações em ortodontia; ➢ Até a final da década de 30 não se faziam correções ortodônticas com extrações. ➢ Na Europa, os estudos se voltavam à Ortopedia. ➢ No Brasil, tem seus primeiros passos na década de 50, com José Édmo Soares Martins. ➢ Em Goiás, primeiros passos na década de 60. ALGUNS EVENTOS: ➢ 1927 – primeiro relato de uso de aço inoxidável; ➢ 1951 – introdução da radiografia cefalométrica; ➢ 1955 – colagem direta de bráquetes; ➢ 1970 – bráquetes estéticos; ➢ Anos 90 – mini implante; ➢ Século 21 – tomografia. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 2 CONCEITOS “Orthos”- correto. “Odontos”- dente. OBJETIVOS DA ORTODONTIA ➢ Movimentar e adequar o esqueleto; ➢ Adequar a função e ter uma dentição saudável. O QUE SE ESPERA AO FINAL DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO ➢ Boa estética; ➢ Boa função mastigatória; ➢ Preservação do aparelho mastigatório; ➢ Influência psicológica agradável ao paciente. ORTODONTIA PREVENTIVA Conjunto de métodos e medidas a se tomar para evitar que uma má oclusão se instale. ➢ Amamentação: estimula a musculatura e o crescimento mandibular. Então é uma medida importante; ➢ Fluoretação da água: previne cárie, que é o principal fator de perda precoce em dentes decíduos. E a perda preventiva é a principal causa de má oclusão; ➢ Boa higiene e selantes; ➢ Restauração de dentes decíduos; ➢ Cirurgia de adenoide; ➢ Mantenedor de espaço funcional: é o único aparelho preventivo. Todos os outros são interceptores ou corretivos. ORTODONTIA INTERCEPTORA Consiste de manobras que buscam recuperar condições que foram perdidas devido ao defeito indesejável de uma causa. [Comentário do professor]: Aqui já há a má oclusão e tenta-se evitar agravo do caso. REALIDADE Perguntas relevantes: 1) Qual o seu nível de satisfação com o curso que você faz? 2) Você dá mais importância para sua formação profissional ou para sua nota? 3) Você acha que colar pode ser considerado um tipo de corrupção? 4) Você considera um absurdo que ainda existam funcionários fantasmas? 5) Que tipo de profissional você pretender ser? O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 3 AULA 2 CRESCIMENTO CRANIOFACIAL COMPREENDER ➢ Sítios ou locais de crescimento; ➢ Tipos de crescimento; ➢ Fatores determinantes ou controladores do crescimento. CRESCIMENTO CRANIOFACIAL • ABÓBODA CRANIANA a) Funções: o Proteção do cérebro; o Crescimento intimamente ligado ao crescimento do cérebro. b) Crescimento: o Mecanismos e locais: ▪ Ossificação intramembranosa; ▪ Crescimento sutural; ▪ Reabsorção endocraniana e aposição ectocraniana. o Época: ▪ É uma das primeiras regiões a atingir seu tamanho total; ▪ Até 7 anos: crescimento sutural; ▪ Dos 7 aos 21 anos: aposição na superfície externa e reabsorção interna (da calota craniana). Cessa o crescimento intramembranoso. [Comentário do professor]: Esse crescimento ocorre pelo crescimento sutural e pela remodelação óssea. O maior crescimento da maxila e mandíbula ocorre para cima e para trás. O deslocamento da maxila e mandíbula ocorre para frente e para baixo. Ocorre desse modo porque há a translação primaria e secundária. • BASE DO CRÂNIO o Funções: ▪ Protege e suporta o cérebro e a coluna vertebral; ▪ Articula crânio com coluna, mandíbula e região maxilar; ▪ Zona amortecedora entre cérebro, face, região faríngea. Abóboda craniana. Base do crânio. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 4 o Mecanismos e locais: ▪ O alongamento da base craniana é obtido com crescimento das sincondroses. ▪ O alongamento do complexo esfenooccipital desloca toda a face média anteriormente; ▪ O crescimento ântero-posterior da base craniana desempenha um papel importante no crescimento mandibular. o Sincondrose esfenooccipital: ▪ Principal cartilagem de crescimento da base do crânio; ▪ Cessa atividade entre 12-15 anos de idade; ▪ Segmentos fundem-se antes dos 20 anos de idade. [Comentário do professor]: As sincondroses relacionadas com a base do crânio e que interferem no crescimento são a esfenooccipital (mais importante) e a esfenoetmoidal. • COMPLEXO NASOMAXILAR o Crescimento: ▪ A maxila se desenvolve no período pós-natal, completamente por ossificação intramembranosa de duas maneiras: 1) Aposição de osso nas suturas que articulam a maxila ao crânio e a base craniana, septo nasal e processo alveolar; 2) Remodelação superficial. o Suturas importantes: ▪ A) Sutura fronto-maxilar; ▪ B) Sutura zigomático-temporal; ▪ C) Sutura zigomático-maxilar; ▪ D) Sutura pterigopalatina. [Comentário do professor]: O crânio cresce para cima e para trás; desloca para frente e para baixo. A maxila se desloca para baixo e para frente por um processo de aposição óssea na sua articulação com a base craniana e com o crânio. Já a mandíbula cresce para cima e para trás. o Crescimento: quantidade e direções: ▪ Largura maxilar: - O crescimento na sutura mediana é mais importante que a remodelação aposicional. O crescimento em largura na sutura palatina mediana ocorre durante os cinco primeiros anos de vida, principalmente nas suturas intermaxilar e interpalatina. [Comentário do professor]: Nessa sutura se podem realizar procedimentos para melhorar a respiração. Direção de crescimento maxilar. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 5 o Crescimento: quantidades e direções: ▪ Altura maxilar: - Aumenta devidoao crescimento sutural em direção aos ossos frontais e zigomático; - O aumento do processo alveolar constitui aproximadamente 40% do aumento total em altura; - Aposição no soalho das órbitas e reabsorção nas superfícies inferiores; - O soalho nasal é rebaixado devido a reabsorção; - Aposição do palato duro. o Crescimento: quantidade e direções: ▪ Comprimento maxilar: - Após o segundo ano, por aposição na tuberosidade maxilar e crescimento sutural em direção ao osso palatino. o Época: ▪ O aumento do processo alveolar está relacionado com a irrupção dos dentes; ▪ O aumento em altura coincide com o crescimento vertical da mandíbula (processos alveolares da maxila e mandíbula crescendo); ▪ O ritmo do crescimento da maxila e mandíbula coincide com o corporal. • MANDÍBULA o Crescimento: ▪ Crescimento endocondral nas extremidades e intramembranoso no meio; ▪ Maior parte do crescimento é intramembranoso. Em A, vista oclusal da mandíbula em crescimento, que na realidade se faz em direção posterior, como indicam as flechas, mas com uma resultante de deslizamento anterior R. A aposição (+) óssea na borda posterior do ramo ascendente e a reabsorção na borda anterior (-), promove espaço para a erupção dos molares permanentes, como se vê em B. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 6 o Crescimento: Côndilo ▪ Qual verdadeiro papel do côndilo no crescimento? Serve como articulador, ou seja, para articular. ▪ Centro-mestre? ▪ Não é o côndilo que define como cresce a mandíbula, mas sim o contrário: a mandíbula define como cresce o côndilo. ▪ Teoria da matriz funcional – fatores externos: músculos, crescimento maxilar, etc. [Comentário do professor]: A mandíbula é que determina como cresce o côndilo. A face pode ficar deformada (assimétrica). Pode ser “consertada” quando a pessoa é mais nova, no adulto não. o Crescimento: ramo da mandíbula ▪ É uma das áreas mais ativas do crescimento mandibular (distância deslocada e quantidade de osso depositado). Seu crescimento acarreta: - Recolocação para trás de todo ramo (cresce para trás e para cima, assim o corpo vai ficando maior, criando espaço para os dentes, como o segundo molar, por exemplo). - Alongamento do corpo: . Deslocamento do corpo para anterior. . Aumento vertical a medida que a mandíbula é deslocada. ▪ Reabsorção óssea na borda anterior e aposição posterior. O ramo cresce para trás e para cima e acaba empurrando o corpo para anterior. Direção posterior do crescimento condilar. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 7 o Crescimento: corpo da mandíbula: ▪ Aposição em quase toda a extensão; ▪ O crescimento alveolar para cima excede o crescimento para baixo do bordo inferior do corpo da mandíbula. Ganho em altura. O crescimento para cima é maior do que o crescimento para baixo no corpo da mandíbula. o Crescimento: processo alveolar: ▪ Formação controlada pela irrupção dental; ▪ Importante zona amortecedora (ajuda a manter as relações oclusais durante o crescimento diferencial mandibular e a face média); ▪ Durante e terminado o crescimento vertical da maxila e mandíbula, o crescimento alveolar persiste (compensações aos desgastes oclusais); ▪ A altura oclusal é mantida até mesmo no adulto. ▪ A remodelação adaptativa do processo alveolar torna possíveis os movimentos ortodônticos dos dentes. o Crescimento: processo coronóide (não tem importância): ▪ Face lingual incrementa-se nas três direções: posterior, medial e superior. o Crescimento: tuberosidade lingual: ▪ Importante sítio de crescimento para a mandíbula; ▪ Limite entre o corpo e ramo (auxiliando no crescimento posterior); ▪ Não é visualizada nas radiografias; ▪ Presença de reabsorção abaixo de sua proeminência --> fossa lingual. [Comentário do professor]: A abóboda craniana é intramembranosa (sutura). A base do crânio é endocondral. Mandíbula intramembranosa (complexo naso-maxilar-maxila). A mandíbula também é endocondral, mas em porção O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 8 menor (extremidades e côndilo), já a porção intramembranosa é maior. Lembrando que não é o côndilo que guia o crescimento da mandíbula, mas sim a mandíbula que guia o crescimento do côndilo. AULA 3 DESENVOLVIMENTO DA OCLUSÃO DENTÁRIA O QUE É OCLUSÃO ➢ É a forma pela qual os dentes inferiores e superiores articulam-se. [Comentário do professor]: Está relacionada ao conjunto estomatognático, que inclui ossos da face, músculos e articulações, a ATM funcionando junto. Ela é bastante dinâmica e muda com a idade. MUDANÇAS NA OCLUSÃO COM A IDADE ➢ Com o tempo a oclusão vai mudando. ESTÁGIO DOS ROLETES GENGIVAIS Características: ➢ Do nascimento até a irrupção do 1o dente decíduo; ➢ Apresentam elevações e sulcos; ➢ Geralmente exibem uma relação de mordida aberta anterior; ➢ Rolete maxilar sobrepõe-se ligeiramente ao mandibular. SEQUÊNCIA DE IRRUPÇÃO DE DENTES DECÍDUOS Considerações clínicas: Geralmente ao nascerem determinados dentes decíduos os próximos a nascerem são seus antagonistas. ➢ Incisivos centrais inferiores (geralmente aparecem com 6 meses de idade); ➢ Incisivos centrais superiores; ➢ Incisivos laterais superiores; ➢ Incisivos laterais inferiores; ➢ 1o molar inferior; ➢ 1o molar superior; ➢ Caninos inferiores; ➢ Caninos superiores; ➢ 2o molar inferior; ➢ 2o molar superior. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 9 [Comentário do professor]: A dentadura decídua vai até, em média, os 6 anos. Depois dessa idade aparecerá a dentição mista. Sequência de irrupção dos dentes decíduos. CARACTERÍSTICAS DA DENTADURA DECÍDUA ➢ Vai desde a irrupção do 1o dente decíduo até a irrupção do 1o dente permanente. ➢ Trespasse vertical; ➢ Trespasse horizontal; ➢ Espaçamentos; ➢ Relação dos segundos molares; ➢ Ausência de inclinações. ESTÁGIO DA DENTADURA DECÍDUA TRESPASSE VERTICAL (OVERBITE) ➢ É a sobreposição vertical entre incisivos superiores e inferiores; ➢ Varia entre 10 e 40% de cobertura dos dentes. Pois o trespasse vertical é quanto os dentes sobrepõem os outros. [Comentário do professor]: Fora do normal é mordida profunda ou aberta. Variados graus de cobertura dos dentes (overbite). O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 10 TRESPASSE HORIZONTAL (OVERJET) [Comentário do professor]: Distância entre palatina dos incisivos superiores e a vestibular dos incisivos inferiores. ➢ Distância entre o incisivo centralsuperior mais vestibularizado e o seu antagonista. ➢ Varia entre 0 e 2mm. ESPAÇAMENTO ➢ Classificação de Baume: o TIPO I: Com espaçamento generalizado. ▪ Com diastemas é caracterizado como arco tipo I. Tendem a ter menos problemas de apinhamento. Diastemas entre incisivos centrais e laterais. o TIPO 2: Sem espaçamentos generalizados. ▪ Sem diastemas entre os incisivos é caracterizado como arco tipo II. Tendem a apresentar problemas de apinhamento. [Comentário do professor]: Ter ou não diastemas não significa que haverá problemas para a dentição permanente, mas é desejável que haja um espaço entre os dentes decíduos para melhor adaptação posteriormente dos permanentes. Espaço primata não entra na classificação de Baume, pois pode estar no arco com e sem diastemas. ➢ Espaços primatas: o Presente em 87% dos arcos superiores entre incisivo lateral e canino. o 70% dos arcos inferiores entre canino e primeiro molar decíduo. [Comentário do professor]: É chamado assim pois os primatas também possuem esse espaçamento. Esse espaço primata serve para que quando o incisivo central (maior) nascer, os dentes possam ser empurrados um pouco para trás, e acabando por preencher esse espaço primata. Ou seja, serve para formar espaço para acomodar o nascimento dos incisivos permanentes. É uma das formas compensatórias de correta distribuição dos dentes posteriormente para a dentição permanente. Esse espaço não permanece na dentição permanente pois nessa dentição há pontos de contato. APINHAMENTO ➢ Menos comum: apenas 3% das crianças durante este estágio. O apinhamento ocorre na maioria das vezes pela falta de espaço para irrupção do dente permanente. Classificação de Baume. Espaço primata em dentição decídua. 3 tipos de relação de overjet, sendo C o normal. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 11 RELAÇÃO MOLAR NA DENTADURA DECÍDUA ➢ Planos terminais: o Definem a relação sagital dos molares. ▪ Planos terminais retos – 29% dos casos. Face distal do 2º molar decíduo superior em plano reto com o a face distal do 2º molar inferior. ▪ Degrau mesial – 1 mm: 42%; > 1mm: 19%. Face distal do 2º molar decíduo superior mais posterior à face distal do 2º molar inferior. ▪ Degrau distal – 10% dos casos. Face distal do 2º molar decíduo superior mais anterior à face distal do 2º molar inferior). [Comentário do professor]: Tal relação irá influenciar na oclusão futura e na relação permanente do 1º molar permanente. Relações oclusais possíveis entre os molares na dentição decídua. INCLINAÇÕES AXIAIS ➢ Os dentes decíduos estão implantados mais verticalmente em suas bases apicais, ou seja, estão em uma posição mais reta na boca (em comparação aos permanentes), em mais ou menos 9° de inclinação. ➢ Ausência de curvas de Spee e de Wilson. A curva de Wilson corresponde ao fato de os molares serem mais vestibularizados em relação aos decíduos. ➢ Toda vez que um sucessor vai substituir um dente ele surge mais vestibularizado, pois assim ganha-se espaço, acomodando os dentes de uma maneira melhor. Se os dentes forem lingualizados, se perde espaço. [Comentário do professor]: Os dentes decíduos estão incluídos verticalmente na base óssea. Já os permanentes são inclinados para vestibular. Idade onde se apresenta mais dentes é aos 5 anos de idade, onde a criança apresenta 20 dentes na boca mais os germes dentários. Notar diferença de inclinação que há entre Permanentes e Decíduos. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 12 ESTÁGIO DA DENTADURA MISTA [Comentário do professor]: Começa em torno dos 6 anos. ➢ Começa com a irrupção do primeiro dente permanente e termina com a perda do último dente decíduo; ➢ Mordida aberta temporária; ➢ Avaliação da irrupção dos dentes antímeros (mesmo dente do lado oposto). Ou seja, se um dente cair, o antímero (e não antagonista) deve cair em até 6 meses. SEQUÊNCIA FAVORÁVEL DE IRRUPÇÃO DOS DENTES PERMANENTES Maxila 6 1 2 4 5 3 7 Mandíbula 6 1 2 3 4 5 7 [Comentário do professor]: O primeiro dente permanente a irromper é o 1º molar inferior, sendo o canino superior o último, e ele é quem sofre com a falta de espaço. Por isso às vezes se vê um canino posicionado elevadamente. CLASSIFICAÇÃO DA DENTADURA MISTA – VAN DER LINDEN ➢ PRIMEIRO PERÍODO TRANSITÓRIO o Irrupção dos primeiros molares permanentes; o Esfoliação dos incisivos decíduos; o Irrupção dos incisivos permanentes. [Comentário do professor]: Quando nasce o 1º molar inferior permanente (em torno dos 6 anos de idade) começa a dentadura mista transitória. ➢ PERÍODO INTERTRANSITÓRIO o Primeiros molares permanentes (em contato); o Incisivos permanentes (em oclusão); o Caninos e molares decíduos ainda presentes, não sendo substituídos nesse período. [Comentário do professor]: Se inicia em torno de 8 anos e meio a 9 anos. Nessa fase não se troca dentes. Há uma calmaria na troca de dentes. ➢ SEGUNDO PERÍODO TRANSITÓRIO o Esfoliação dos caninos e molares; o Irrupção de caninos, pré-molares e segundos molares permanentes. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 13 PRIMEIRO PERÍODO TRANSITÓRIO RELAÇÃO MOLAR DOS DENTES PERMANENTES EM DENTIÇÃO MISTA Classe I – cúspide Mésio-Vestibular do 1º Molar Superior no sulco central do 1º Molar Inferior. Classe II – cúspide Mésio-Vestibular do 1º Molar Superior ocluindo mesialmente ao sulco do dente 1º Molar Inferior. Classe III – cúspide Mésio-vestibular do 1º Molar Superior ocluindo distalmente ao sulco do 1º Molar Inferior. Relação topo-a-topo – cúspides dos molares superiores ocluem com as cúspides dos molares inferiores. (Consultar imagem da página 11) ➢ Quem teve planos terminais retos na decídua terá: o 6% dos casos – Classe I; o 44% dos casos – classe II (topo); ➢ Quem teve Degrau mesial na decídua terá: o 1mm – 76% classe I; o > 2mm – 68% classe I; o 19% classe III. ➢ Quem teve Degrau distal na decídua terá: o 100% dos casos classe II. PERÍODO INTERTRANSITÓRIO ➢ Período de “calmaria” na troca de dentes; ➢ Espaçamentos; ➢ Leeway space (espaço de Nancy) – ajuste final da relação molar. Relação molar durante a dentição mista. Leeway space. Notar maior tamanho do 2º molar decíduo em comparação com o 2º pré- molar permanente (que ainda está por irromper. Essa maior diferença de tamanho serve para acomodar melhor a dentição permanente. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 14 Espaçamento Fase do patinho feio: “Fase fisiológica apesar de esteticamente desfavorável” – acontece no período intertransitório. ➢ Convergência das raízes; ➢ Diastema anterior-superior (para ganhar espaço); ➢ Trespasse horizontal; ➢ Protrusão dos incisivos. [Comentário do professor]:Não se trata a fase do patinho feio. Os diastemas nessa fase são causados pelo canino permanente (o último a irromper). À medida que o canino irrompe ele vai exercendo influência sobre os dentes, alinhando as raízes na posição correta. SEGUNDO PERÍODO TRANSITÓRIO ➢ Leeway space de Nance – é a diferença de tamanho entre os 2os molares decíduos. o Soma das larguras mésio-distal do canino e molares decíduos é maior que a dos seus sucessores permanentes. (ver imagem ao lado). No arco superior a diferença é em média de 0,9mm e no arco inferior de 1,8mm, POR QUADRANTE. Ou seja, é maior no arco inferior. Portanto, o arco inferior irá mesializar mais. É importante para permitir que aquele molar que estava em topo no período transitório e Intertransitório entre em classe I. [Comentário do professor]: O 2º molar decíduo é bem maior que o 2º pré-molar permanente. Esse 2º molar inferior decíduo é o dente que mais influência na largura mésio-distal que dará lugar aos permanentes. A largura de Leeway space de 1º molar superior pode interferir na classificação, podendo ser classe I ou terminal reto. Leeway Space: ➢ Define a relação sagital FINAL dos molares. Fase “patinho feio”. Notar a influência dos caninos sobre os incisivos, ajudando a acomodá-los. Leeway space. Notar a maior largura do 2º molar decíduo em comparação com o 2º pré- molar permanente. Essa largura extra serve para acomodar melhor os dentes permanentes que estão por irromper na boca. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 15 AULA 4 ETIOLOGIA DAS MÁS OCLUSÕES INTRODUÇÃO – CLASSIFICAÇÕES Classificação de Graber: ➢ Fatores Extrínsecos ou Gerais; ➢ Fatores Intrínsecos ou Locais; ➢ Anomalias de números dos dentes; ➢ Anomalias no tamanho dos dentes; ➢ Anomalias de forma dos dentes; ➢ Freio labial anormal e barreiras mucosas; ➢ Perdas prematuras de decíduos; ➢ Retenções prolongadas de decíduos; ➢ Via anormal de erupção; ➢ Anquilose; ➢ Cárie Dentária; ➢ Restaurações Dentárias Inadequadas. INTRODUÇÃO - ETIOLOGIA ESTUDO CAUSAS Estudo, investigação e diagnóstico das causas de um fenômeno. EM ORTODONTIA – É o estudo das causas das anomalias da oclusão normal. Conhecimento da Etiologia Eliminação da Causa Correção da Má Oclusão CAUSA x EFEITO Várias Classificações KORKHAUS 1939 Dockrell, 1952 Begg, 1965 Salzmann, 1966 Graber, 1966 Moyers, 1979 • Endógena • Exógena • Equação ortodôntica • Pré-natais • Pós- natais • Pré-natais • Pós-natais • Extrínsecos • Intrínsecos • Equação de Dockrell O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 16 CLASSIFICAÇÕES CLASSIFICAÇÃO DE MOYERS Equação Ortodôntica de Dockrell Causas Agem no Tempo Sobre Tecidos Produzindo Resultados 1. Hereditariedade 2. Causas de desenvolvimento de origem desconhecida 3. traumatismo 4. agentes físicos 5. hábitos 6. enfermidades (rubéola, sarampo) 7. desnutrição 1. contínuo ou intermitente 2. diferentes periodos etários 1. tecido neuro- muscular 2. dentes 3. osso e cartilagem 1. disfunção 2. má- oclusão 3. displasia óssea CLASSIFICAÇÃO DE GRABER 1. Fatores Extrínsecos ou Gerais (agem à distância): ➢ Hereditariedade; ➢ Defeitos congênitos; ➢ Ambiente (pré-natal/pós-natal); ➢ Condições metabólicas predisponentes e moléstias; ➢ Problemas de dieta (desnutrição); ➢ Hábitos de pressão anormais e aberrações funcionais; ➢ Postura; ➢ Trauma e acidente. 2. Fatores Intrínsecos ou Locais (relacionados com a cavidade bucal): ➢ Anomalias de número dos dentes (qualquer alteração no número normal de dentes): o Hereditariedade; o Anomalias congênitas (lábio e palato fissurados); o Displasia ectodérmica; o Disostose cleidocraniana; o Outras: ▪ Supranumerários: - Qualquer dente que exceda o número normal nas dentições decídua e/ou permanente. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 17 - Eumorfo – dente supranumerário com característica similar ao adjacente. - Dismorfo – dente supranumerário sem característica de dente. - Mesiodente: . Impede a erupção de dentes normais; . Altera a estética; . Más posições dentais; - Quarto molar: . Disto-molar ou para-molar; . Mais frequente na maxila; . Dismorfo (microdontia). ▪ Ausências dentárias: agenesias: - Anodontia: Ausência completa de formação de todos os dentes decíduos e/ou permanentes. Etiologia da anodontia predominantemente é HEREDITÁRIA. - Hipodontia ou anodontia parcial: É a ausência de um ou mais dentes em pessoas normais. - Oligodontia: . Casos de múltiplas ausências dentárias. . Associadas às anomalias crânio-faciais. . Agenesias são mais frequentes que os supranumerários; . Ocorre em ambos maxilares (maxila mais frequente): 1) 3º molar superior e inferior 2) Incisivo lateral superior 3) 2º pré-molar inferior 4) Incisivo inferior 5) 2º pré-molar superior (Graber, 1974) ANOMALIA NO TAMANHO DOS DENTES É qualquer alteração no tamanho normal dos dentes. Tipos: Microdontia – dentes que são menores que o normal. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 18 Macrodontia: 1. Macrodontia generalizada verdadeira Todos os dentes maiores que o normal. Gigantismo pituitário. Extremamente rara. 2. Macrodontia generalizada relativa Os dentes são de tamanho normal. Ligeiramente maiores. Maxilares pequenos. Fatores hereditários. 3. Macrodontia envolvendo um único dente Condição incomum. Etiologia desconhecida. Hipotrofia hemifacial. • Anomalias de forma dos dentes (Qualquer alteração na forma normal de dentes) A) Geminação: divisão incompleta de um único germe dentário. ➢ Divisão incompleta de um germe dentário. ➢ Duas coroas separadas completa ou incompletamente. ➢ Geralmente apresenta raiz e canal únicos. ➢ Incisivos e caninos decíduos e incisivos permanentes. B) Maciação: divisão completa de um germe, criando dois dentes. C) Fusão: União da dentina de dois dentes, a partir de dois germes. ➢ União de dois germes dentários durante sua formação. ➢ Fusão de dois dentes normais ou com um supranumerário. ➢ Incisivos e caninos decíduos, incisivos permanentes. ➢ 2º e 3º molares. D) Concrescência: União do cemento celular de dois dentes, a partir de dois germes dentários. ➢ União de dois dentes normais após sua formação completa, através do cemento. ➢ Antes ou após erupção. ➢ Não é comum. ➢ Incisivos permanentes inferiores e o 2º e 3º molares. ➢ Diagnóstico: exame radiográfico de rotina – importante nas intervenções cirúrgicas. OR TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 19 • Freio labial anormal e barreiras mucosas: ➢ Origem: linha mediana da superfície interna do lábio. ➢ Inserção variável: acima da crista, na crista ou na papila palatina. ➢ Teste para diagnóstico. • Perdas prematuras de decíduos: ➢ Fator etiológico importante de má oclusão. ➢ Encurtamento da arcada ➢ Inclinação dos dentes adjacentes. ➢ Sobre-erupção dos dentes antagonistas. ➢ Implicações periodontais. • Retenções prolongadas de decíduos: ➢ Fator etiológico importante da má oclusão. ➢ Interferência mecânica pode fazer com que os dentes permanentes em erupção desviem para uma posição inadequada. • Erupção tardia dos dentes permanentes. • Via anormal de erupção: ➢ Geralmente é uma manifestação secundária de um transtorno primário. • Anquilose: ➢ Interrupção no ritmo de erupção: o Mais frequente nos molares decíduos. o Diagnóstico clínico e radiográfico. • Cárie dentária ➢ Conduz a: o Perda prematura. o Deslocamento dentário. o Extrusão dentária. o Reabsorção óssea. o Etc. • Restaurações dentárias inadequadas ➢ Conduz a: o Alterações no comprimento da arcada. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 20 AULA 4 CLASSIFICAÇÃO DAS MÁS OCLUSÕES Desenvolver da aula: 1) INTRODUÇÃO 2) SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO 3) CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE: - Classe I - Classe II - Classe III 4) TREINAMENTO INTRODUÇÃO ➢ Desvios da normalidade má oclusão. Pode ser causado por: o Problemas dentários; o Problemas esqueléticos; o Problemas dentários e esqueléticos. SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE MÁ OCLUSÃO ➢ Conjunto de casos clínicos, de aparência semelhante, para facilitar a comparação, tratamento e discussão. ➢ Propósito: o Reunir um grande número de casos de mal posições dentárias em um pequeno número de grupos. o Facilitar comunicações interpessoais. CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE ➢ Angle – sugeriu a teoria de que o dente n° 6 (1° molar) está, invariavelmente, na posição correta. ➢ Pesquisas cefalométricas posteriores não confirmaram esta hipótese. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 21 DIVIDIDA EM 3 GRUPOS 1) Classe I; 2) Classe II: o Divisão 1 o Divisão 2 ▪ Subdivisão direita. ▪ Subdivisão esquerda. 3) Classe III: o Subdivisão direita. o Subdivisão esquerda. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 22 CLASSE I Relação molar ➢ A cúspide mesiovestibular do 1º molar superior permanente oclui no sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior. [Comentário do professor]: Como é definida a chave oclusal da relação molar classe I? Cúspide mesiovestibular ocluindo no sulco mesiovestibular do inferior. CLASSE II Relação molar ➢ A cúspide mesiovestibular do 1º molar superior permanente oclui mesialmente ao sulco mesiovestibular do 1º molar inferior. CLASSE III Relação molar ➢ A cúspide mesiovestibular do 1º molar superior permanente oclui distalmente ao sulco mesiovestibular do 1º molar inferior. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 23 CLASSE I Características: ➢ Chave molar, bom perfil e equilíbrio neuromuscular. Problemas oclusais que podem ocorrer: ➢ Apinhamento; ➢ Diastemas; ➢ Mordida cruzada; ➢ Más posições dentárias individuais; ➢ Biprotrusão dentária; ➢ Mordida aberta; ➢ Mordida profunda. Exemplo de classe I com apinhamento. Classe I. Casos reais de classe I. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 24 CLASSE II CLASSE II, DIVISÃO 1 Características: ➢ Relação molar classe II, perfil convexo e o desequilíbrio neuromuscular; Problemas oclusais que podem ocorrer: ➢ Vestibularização dos incisivos superiores; ➢ Overjet aumentado; ➢ Más posições dentárias individuais; ➢ Mordida cruzada; ➢ Problemas de espaço; ➢ Mordida aberta; ➢ Mordida profunda. CLASSE II, DIVISÃO 2 Características: Relação molar classe II, perfil reto ou levemente convexo e equilíbrio neuromuscular. Problemas oclusais que podem ocorrer: ➢ Incisivos laterais superiores vestibularizados; ➢ Incisivos centrais superiores palatinizados; ➢ Overjet diminuído; ➢ Mordida profunda. [Comentário do professor]: Pode existir relação molar classe II de um lado e classe I de outro lado. Está se analisando a má oclusão, então analisa-se o lado com mordida errada. Classifica-se pelo lado errado. Classifica-se a má oclusão, e não o lado bom. Por exemplo, paciente possui classe I de um lado e II de outro. Classifica-se ele como classe II, pois é a classe 2 que é uma má oclusão. Classe II, divisão 1. Caso real de classe II, divisão 1. Classe II, divisão 2. Caso real classe II, divisão 2. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 25 CLASSE III Características: ➢ Relação molar classe III, perfil côncavo e desequilíbrio neuromuscular. Problemas oclusais que podem ocorrer: ➢ Mordida cruzada anterior e/ou posterior; ➢ Overjet negativo; ➢ Más posições dentárias individuais; ➢ Problemas de espaço; ➢ Mordida aberta. [Comentário do professor]: Pode existir classe I de um lado e classe III de outro, mas é mais difícil de acontecer. Classe III. Classe III. Caso real de classe III. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 26 AULA 5 HÁBITOS BUCAIS HÁBITO Entende-se por hábito, um automatismo adquirido, inicialmente consciente, que de tantas vezes praticado torna-se inconsciente e passa a ser incorporado ä personalidade. ▪ HÁBITOS BUCAIS DESEJÁVEIS Estímulos condutores de definição de formas e contornos morfológicos adequados. ▪ HÁBITOSBUCAIS INDESEJÁVEIS Podem não satisfazer as exigências para o crescimento normal e conduzir às deformações ósseas, interferindo no padrão regular do crescimento facial além de levar ao mau posicionamento dentário. HÁBITOS BUCAIS DESEJÁVEIS HÁBITOS BUCAIS INDESEJÁVEIS Sucção (aleitamento materno) Sucção de mamadeira, dedos, chupeta e lábios Mastigação Onicofagia, bruxismo, briquismo e mordedura labial Deglutição Deglutição atípica e adaptada Respiração nasal Respiração bucal TRÍADE DE GRABER Intensidade Frequência Duração Intensidade: quantidade de força aplicada durante a sucção. Frequência: número de ocorrências do hábito durante o dia. Duração: quantidade de tempo que é dedicado ao hábito (fator crítico na movimentação dental) PREDISPOSIÇÃO ➢ Tipo facial; ➢ Grau de tonicidade da musculatura bucofacial; ➢ Surto de crescimento; ➢ Condições nutricionais insatisfatórias com deficiência da saúde; O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 27 ➢ Severidade do hábito; ➢ Idade do término do hábito. Adaptação Deformação BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO MATERNO Cavidade bucal: ➢ Bom desenvolvimento facial; ➢ Estabelecimento da respiração nasal; ➢ Intenso trabalho muscular; ➢ Tonicidade e postura correta da língua; ➢ Deglutição correta; ➢ Favorece o desenvolvimento psicomotor; ➢ Relação adequada entre as estruturas duras e moles do aparelho estomatognático; “Crianças aleitadas de forma natural tendem a não desenvolver hábitos viciosos” [Comentário do professor]: O aleitamento materno deve ser estimulado para diminuir o risco de hábitos indesejáveis por parte da criança. ALEITAMENTO MATERNO MOTIVOS DO USO DE MAMADEIRA ➢ Ausência de produção de leite; ➢ Falta de informação e preparo das mães durante o período pré-natal; ➢ Longas jornadas de trabalho; ➢ Competitividade no mercado de trabalho, mães que trabalham fora; ➢ Estresse; ➢ Comodidade relacionada em não causar lesão nos peitos. MALEFÍCIOS DA MAMADEIRA ➢ Fluxo bem maior de leite; ➢ Sensação de plenitude alimentar em poucos minutos; ➢ Sucção insuficientes para obter êxtase emocional; ➢ Desvios na posição da língua; ➢ Deglutição atípica; ➢ Menor desenvolvimento e maturação dos músculos periorais e língua; ➢ Alteração do padrão do crescimento. ➢ Deformação do palato; ➢ Deformação da arcada dentária; ➢ Mordida aberta anterior ou lateral; ➢ Inclinação vestibular dos incisivos superiores; ➢ Inclinação lingual dos incisivos inferiores; ➢ Cárie de mamadeira. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 28 “Crianças amamentadas com mamadeira têm maior tendência a sucção digital como forma pacificadora da necessidade sensório-motora não conquistada que leva a distúrbios oclusais.” CUIDADOS ATÉ OS 4 ANOS DE IDADE ➢ Evitar mamada no berço; ➢ Posição mais ereta ao mamar; ➢ Diluir o leite em água; ➢ Dar preferência aos bicos ortodônticos; ➢ Incentivar o uso do copo; ➢ Evitar retirada imediata da mamadeira após o aleitamento; ➢ Conscientizar a criança sobre a importância da remoção do hábito; ➢ Abordagem multidisciplinar: o Ortodontia; o Fonoaudiólogo; o Psicólogo. ➢ Dispositivo mecânico para impedir o hábito e/ou corrigir a má oclusão. APÓS 4 ANOS DE IDADE – TRATAMENTO HÁBITOS DE SUCÇÃO NÃO-NUTRITIVAS ➢ Sução da chupeta; ➢ Sucção do dedo; ➢ Sucção labial. ETIOLOGIA DE SUCÇÃO NÃO-NUTRITIVA ➢ Experiência de sucção insatisfatória nos 1os meses; ➢ Carências afetivas e insegurança; ➢ Influência da cultura e dos costumes da sociedade moderna; ➢ Filhos mais novos ou únicos; ➢ Aliviar sensibilidade durante irrupção de dentes; ➢ Ingresso na escola; ➢ Conter o choro. INICIAÇÃO DO HÁBITO DE CHUPETA ➢ 30,5% ao nascimento; ➢ 24 CONSEQUÊNCIAS ➢ Vestíbulo-versão dos incisivos superiores; ➢ Vestíbulo-versão dos incisivos inferiores; ➢ Deformidade no palato duro; ➢ Posicionamento inadequado da língua; ➢ Deglutição atípica; O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 29 DIAGNÓSTICO ➢ Evitar perguntar diretamente aos pais; ➢ À criança fazer perguntas indiretas. [Comentário do professor]: A sucção do dedo é pior que a da chupeta e da mamadeira. AULA 6 Prof. Márcio Nunes Segurado PERDA PRECOCE DE DENTES DECÍDUOS E MANUTENÇÃO DO PERÍMETRO DO ARCO – PARTE 1 CONTROLE DE ESPAÇO ➢ Manutenção de espaço; ➢ Recuperação de espaço; ➢ Supervisão de espaço; ➢ Discrepância exagerada. [Comentário do professor]: A questão é: quando se deve apenas observar e quando se deve intervir na perda precoce de dentes decíduos? Tudo que será dito na aula está se referindo ao que acontece entre a mesial do primeiro molar permanente até a mesial do primeiro molar permanente do outro lado. Isso forma uma figura imaginária de um arco entre essas delimitações chamada de comprimento/perímetro do arco. O tracejado preto é perímetro e o azul o comprimento. [Comentário do professor]: Deve-se prevenir perdas prematuras de dentes decíduos pois vai interferir nesse comprimento/perímetro do arco. Isso acabará por fazer com que os permanentes possam irromper erroneamente. 1º molar permanente O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 30 1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS ➢ A manutenção do espaço começa com uma odontologia restauradora adequada. [Comentário do professor]: A restauração é considerada ortodontia preventiva, pois ajuda a manter o perímetro do arco. 1.1 CONDIÇÕES 1) Sucessor permanente presente ou normal. [Comentário do professor]: Quando se perde um dente precocemente é importante manter esse espaço que fica entre o sucessor e o que se perdeu. 2) Comprimento do arco não diminuiu. [Comentário do professor]: Se for mantido aquele espaço o comprimento do arco não diminuirá. Caso tenha sido perdido esse espaço ele deve ser recuperado e depois mantido. 3) Intercuspidação do molar ou do canino não foi afetada pela perda. [Comentário do professor]: Relação dos molares ou caninos pode ser alterada por perda precoce, o que pode causar problemas na irrupção dos permanentes, podendo até mesmo mudar a linha média. 4) Análise da dentição mista é favorável. [Comentário do professor]: DM= 0 ou positiva. 2 - FATORES ETIOLÓGICOS DA PERDA PRECOCE [Comentário do professor]: Cárie é a principal causa das perdas precoces de dentes decíduos. De incisivos é traumatismo. Para caninos é discrepância (lateral aparece e acaba por tirar o canino). De molares o motivo é cárie. 1) Traumatismo dento-alveolar. 2) Discrepância negativa. 3) Erupção ectópica dos dentes permanentes. 4) Cárie. 5) Anquilose de dentes decíduos (dente que parou de irromper, está crivado no osso). Geralmente esse dente deve ser extraído, mas isso não é regra, sendo que depende do grau de anquilose. Uma alternativa que se pode utilizar é aumentar a coroa com resina para manter o espaço.3 – PLANEJAMENTO PARA MANUTENÇÃO DE ESPAÇO PLANEJAMENTO 1) Tempo decorrido desde a perda: o Intervir rapidamente – maior perda de espaço durante os seis primeiros meses. Nesses primeiros 6 meses depois da perda é o mais importante para manter o espaço, pois é onde há a maior variação do espaço. o Confeccionar o aparelho antes e instalar na consulta da exodontia. o Em espaços antigos – avaliar perda de espaço para agir. 2) Idade dental do paciente: o A idade cronológica do paciente não é tão importante quanto o desenvolvimento dentário. [Comentário do professor]: Estágio 6 de Nolla – coroa formada, início dos movimentos de irrupção. Estágio 8 de Nolla: 2/3 da raiz formada passa pela crista do processo alveolar. Estágio 9 de Nolla: ¾ da raiz formada, perfuração da margem gengival. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 31 Quando há uma perda precose antes do estágio 8 de Nolla: sucessor atrasa a irrupção. Deve-se colocar mantenedor de espaço. Perda/extração depois do estágio 8 de Nolla: sucessor acelera a irrupção. Não se deve utilizar o mantenedor de espaço. 3) Quantidade de osso cobrindo o dente não irrompido: o Se existir osso cobrindo as coroas, pode-se dizer que a irrupção não ocorrerá por vários meses – mantenedor de espaço. o Lesão periapical em dente decíduo: irrupção acelerada do sucessor permanente. [Comentário do professor]: Quando há uma lesão periapical causada por cárie onde há reabsorção de osso, isso fará com que o dente permanente irrompa mais rápido, pois não há osso mais acima dele, pois foi reabsorvido pela lesão. [Comentário do professor]: O que faz um dente irromper? Não é somente a formação da raiz. A coisa mais importante que estimula é a presença do folículo pericoronário. É ele que possui células que vão reabsorver raiz e osso e trazer o dente para cima. Enquanto o dente vai irrompendo a raiz do dente vai crescendo. É importante saber disso, pois quando se fazer extração, no caso de dentes decíduos deve-se cuidar com a curetagem, pois pode-se remover o folículo pericoronário. A curetagem deve ser feita sim, porém deve-se tomar cuidado nessa curetagem para manter o folículo pericoronário. 4) Sequência de irrupção dos dentes permanentes: o Observar a relação dos dentes em irrupsão, adjacentes ao espaço criado pela perda precoce. 5) Ausência congênita do permanente: o Manter o dente decíduo o máximo possível; o Fechar espaço; o Implante/prótese; o Considerar a idade e má oclusão do paciente. 6) Apresentação do problema aos pais: o Reservar tempo necessário; o Discutir possibilidade de futura má oclusão; o Enfatizar que o mantenedor de espaço não corrigirá a má oclusão, apenas evita agravamento. AULA 7 HÁBITOS BUCAIS (PARTE 2) HÁBITOS LABIAIS ➢ Sucção labial; ➢ Manipulação das estruturas peribucais. HÁBITOS LABIAIS - CONSEQUÊNCIAS ➢ Inclinação vestibular dos incisivos superiores; ➢ Lingualização dos incisivos inferiores; ➢ Overjet; O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 32 ➢ Mordida aberta anterior; ➢ Vedamento do lábio inferior entre as arcadas; ➢ Lábios e tecidos peribucais avermelhados, inflamados e ressecados; HÁBITOS LABIAIS - TRATAMENTO ➢ Paliativo – umedecer os lábios. HÁBITOS MASTIGATÓRIOS ➢ Onicofagia; ➢ Bruxismo; ➢ Mordedura labial; ➢ Morder objetos. HÁBITOS MASTIGATÓRIOS – ETIOLOGIA ➢ Ansiedade, nervosismo, tensão e estresse; ➢ Crianças excessivamente controladas, regradas e cobradas; ➢ Mau sentimento reprimido, alguma frustração pessoal; ➢ Desordens alimentares; ➢ Imitação; ➢ Substituição do hábito de sucção; ➢ Erupção dos primeiros dentes; ➢ Necessidade não satisfeita de morder; ➢ Masoquismo. ONICOFAGIA (HÁBITO DE ROER UNHA) CONSEQUÊNCIAS ➢ Destruição das unhas e ao redor; ➢ Ferimentos que servem de porta de entrada para o HPV; ➢ Contaminação da cavidade bucal; ➢ Problemas do intestino, estômago e garganta; ➢ Alterações oclusais; ➢ Deglutição atípica. TRATAMENTO ➢ Aumento da consistência da dieta alimentar; ➢ Mordedor de borracha; ➢ Tratamento psicológico (terapia cognitivo-comportamental); ➢ Evitar punições e repreensões; ➢ Conscientizar a criança que está tentando abandonar o hábito; ➢ Esmaltes com sabor desagradável; ➢ Manter as unhas sempre bem cortadas e sem espículas de perle; ➢ Para meninas, pintar as unhas pode ser uma estimulação adicional; ➢ Ocupar as mãos do indivíduo com atividades; ➢ Chicletes sem açúcar; O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 33 ➢ Recursos ortodônticos. BRUXISMO Distúrbio do sono que tem como característica o ato involuntário de ranger ou apertar os dentes durante o sono. ETIOLOGIA ➢ Fatores locais: o Interferências oclusais. ➢ Fatores sistêmicos: o Deficiências nutricionais e vitamínicas; o Processos alérgicos respiratórios; o Otites, verminose. ➢ Outros fatores: o Autismo e paralisia cerebral; o Drogas (anfetaminas), álcool, distúrbios do SNC e fatores hereditários. CONSEQUÊNCIAS ➢ Dor de cabeça e muscular; ➢ Facetas de desgaste; ➢ Mobilidade dental; ➢ Fraturas de dente e/ou restauração; ➢ Sensibilidade dentária; ➢ Necrose pulpar; ➢ DTM; ➢ Trismo; ➢ Diminuição da dimensão vertical. TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR ➢ Psicológico; ➢ Sistêmico; ➢ Complementar: exercícios fisioterápicos, acupuntura. TRATAMENTO LOCAL ➢ Restaurações; ➢ Ajuste oclusal; ➢ Correção ortodôntica; ➢ Placas de mordida. HÁBITOS DE MORDER OBJETOS Apreensão habitual de objetos duros pode ser tão danosa ao crescimento facial e a oclusão dentária quanto a sucção digital. ➢ Danos nas incisais dos dentes na oclusão; ➢ Afeta a postura de repouso da língua e, consequentemente, a forma da deglutição. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 34 HÁBITO DA POSTURA ETIOLOGIA ➢ Espontaneamente; ➢ Imitação. TIPOS ➢ Apoio do rosto sobre os punhos; ➢ Descansar o rosto sobre o antebraço. CONSEQUÊNCIAS ➢ Deformação do rebordo dentoalveolar; ➢ Mordida cruzada posterior unilateral. TRATAMENTO ➢ Remover a causa. RESPIRAÇÃO BUCAL RESPIRAÇÃO NASAL – IMPORTÂNCIA ➢ Filtragem, aquecimento e umidificação; ➢ Favorece o crescimento e desenvolvimento craniofacial: o Crescimento transversal e vertical da maxila; o Crescimento transversal da face média; o Equilíbrio da AFAI. ➢ Estimula o tecido nasal, os seios maxilares e a circulação paranasal. 1) PATOLÓGICA ➢ Portadores de obstáculo ou obstrução à passagem do ar pelas vias aéreas superiores obrigando o paciente a respirar pela boca; 2) HABITUAL ➢ Portadores da patológica e, mesmo com a remoção do agente causador, continuam com o hábito por comodidade. ETIOLOGIA ➢ Origem patológica: o Hipertrofia das tonsilas nasofaríngeas. o Hipertrofia das tonsilas palatinas; o Hipertrofia dos cornetos; o Asma; o Rinite; o Alergias. O R TO D O N TI AV it o r En ri q u e B in i 35 CONSEQUÊNCIAS ➢ Craniofaciais e dentárias: o Crescimento craniofacial predominante vertical. o Ângulo goníaco aumentado; o Mal posicionamento da língua; o Palato ogival; o Atresia maxilar; o Overjet; o Vestibularização; o Mordida aberta anterior; o Mordida cruzada posterior bilateral óssea; o Lábio superior hipotônico, curto e elevado; o Falta aquii ➢ Alterações das funções orais: o Mastigação ineficiente; o Deglutição atípica; o Fala imprecisa; o Voz rouca ou anasalada. TRATAMENTO ➢ Abordagem multidisciplinar: o Alergista; o Otorrinolaringologista; o Fonoaudiólogo; o Ortodontista. AULA 8 MORDIDA CRUZADA ➢ Relacionamento vestibulolingual anormal entre um ou mais dentes superiores e inferiores. CLASSIFICAÇÕES ➢ Regiões – anterior, posterior ou total ➢ Número de dentes – um dente, um grupo de dentes ou total ➢ Tipo de tecido – dentaria ou “dento-alveolar”, funcional e esquelética ➢ Número de lados – unilateral ou bilateral MORDIDA CRUZADA ANTERIOR DEFINIÇÃO ➢ Relacionamento vestibulolingual anormal entre um ou mais incisivos superiores e inferiores. ➢ Clinicamente, caracteriza-se por um overjet negativo. Overjet negativo. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 36 PREVALÊNCIA ➢ Dentadura decídua :7,6% das crianças. ETIOLOGIA Fatores dentários Inclinação anormal de um ou mais dentes e um bom relacionamento das bases apicais. ➢ Fatores: o Trauma na dentadura decídua; o Perda prematura de incisivos decíduos; o Diminuição do perímetro do arco; o Retenção prolongada dos incisivos decíduos; o Dentes supranumerários. Fatores funcionais Também denominada de mordida cruzada neuromuscular ou ainda de pseudo Classe 3 e caracteriza-se por um deslizamento funcional protrusivo da mandíbula devido a contatos prematuros. ➢ Pseudo classe 3. Pseudo Classe III. O R TO D O N TI A V it o r En ri q u e B in i 37 Fatores esqueléticos Discrepância entre as bases ósseas devido, geralmente, a uma retrusão maxilar, ou um prognatismo mandibular, ou combinação de ambos. ➢ Caráter genético; ➢ Retrusão maxilar é componente principal. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ➢ Observar: o Relação das bases ósseas entre si e com a base do crânio; o Inclinação axiais dos dentes anteriores; o Número de dentes envolvidos; o Perfil facial; o Postura da língua; o Padrão de fechamento (desvio da linha media e contatos prematuros); o Relação molar e caninos; o História familiar- hereditariedade. TRATAMENTO ➢ Aparelho removível com molas digitais e alça bionator invertida.