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URTICÁRIA E ANAFILAXIA

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URTICÁRIA E ANAFILAXIA
INTERNATO DE PEDIATRIA
FLÁVIA E TAMARA
1
URTICÁRIA
DEFINIÇÃO
EPIDEMIOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
QUADRO CLÍNICO
DIAGNÓSTICO
TRATAMENTO
2
DEFINIÇÃO
	MANIFESTAÇÕES ALÉRGICAS OU NÃO, CARACTERIZADAS, EM COMUM, PELA PRESENÇA DA URTICA (PÁPULA ERITEMATOSA E PRURIGINOSA), DE INÍCIO SÚBITO, COM DIFERENTES ETIOLOGIAS E REMISSÃO SEM SEQUELAS. 
PODEM SER DIVIDIDAS:
AGUDAS
CRÔNICAS
ETIOLOGIA
 HIPERSENSIBILIDADE IMEDIATA
 RESPOSTA CELULAR TARDIA
 AÇÃO DIRETA EM MASTÓCITOS
 CAUSAS FÍSICAS 
 VASCULITES
URTICÁRIAS AGUDAS
ALIMENTOS: LEITE, OVOS, TRIGO, SOJA, AMENDOIM, CRUSTÁCEOS;
INFECÇÕES: BACTERIANAS: (FARINGITES E SINUSITES); VIRAIS (MONONUCLEOSE, COXSACKIOSE, HEPATITES); PARASITÁRIAS (ASCARIDÍASE, TOXOCARÍASE) E FÚNGICAS (CANDIDÍASE); 
FÁRMACOS: BETALACTÂMICOS, SULFAS, ANTICONVULSIVANTES; 
PICADAS DE INSETOS: ABELHAS, MOSQUITOS E FORMIGAS;
IDIOPÁTICAS: ALERGIA DE CONTATO (LÁTEX, SALIVA DE ANIMAIS);
IMUNOCOMPLEXOS: DOENÇA DO SORO, TRANSFUSIONAIS; 
REAÇÕES PSEUDO-ALÉRGICAS: MEIOS DE CONTRASTE, FÁRMACOS E ALIMENTOS RICOS EM AMINAS VASOATIVAS (MORANGO, TOMATE, ALGUNS QUEIJOS, VINHOS, CONSERVANTES, ENTRE OUTROS)
ERUPÇÕES CUTÂNEAS QUE REGRIDE EM MENOS DE 6 SEMANAS.
URTICÁRIAS CRÔNICAS
IDIOPÁTICA; 
AUTOIMUNES: ANTICORPOS DE CLASSE IgG;
FÍSICA: DERMOGRAFISMO, INDUZIDA POR EXERCÍCIOS, PRESSÃO TARDIA, SOLAR, FRIO, CALOR, VIBRATÓRIA, AQUAGÊNICA; 
DOENÇAS SISTÊMICAS: TIREOIDITES, VASCULITESURTICARIFORMES, LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO, NEOPLASIAS E INFECÇÕES; 
REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE: ALERGIA À FÁRMACOS E ALIMENTOS; 
SÍNDROMES RARAS: URTICÁRIA PIGMENTOSA E MASTOCITOSE SISTÊMICA, DESORDENS INFLAMATÓRIAS AO FRIO;
ERUPÇÕES CUTÂNEAS QUE REGRIDEM APÓS 6 SEMANAS, PERSISTINDO POR ATÉ 2 ANOS
EPIDEMIOLOGIA
 15 A 20% DA POPULAÇÃO EM ALGUMA ÉPOCA DA VIDA. 
 EM CRIANÇAS, 48,6% DAS URTICÁRIAS SÃO DE ETIOLOGIA INFECCIOSA, SEGUIDA POR MEDICAMENTOS E ALIMENTOS.
 EM ADULTOS E ADOLESCENTES, 52,9% SÃO DE ETIOLOGIA FÍSICA, SENDO AS URTICÁRIAS COLINÉRGICA, SOLAR, AO FRIO E DE PRESSÃO. 
 60 A 70% DAS URTICÁRIAS CRÔNICAS PERMANECEM COMO URTICÁRIAS IDIOPÁTICAS.
FISIOPATOLOGIA
IMUNOLÓGICOS
ATIVAÇÃO DE MASTÓCITOS
ANTIGENO – ANTICORPO IgE
HISTAMINA (PRURIDO)
PROSTAGLANDINA 
+
LEUCOTRIENO
VASODILATAÇÃO, ERITEMA, AUMENTO DA PERMEABILIDADE VASCULAR E EDEMA.
FASE IMEDIATA E TARDIA
FISIOPATOLOGIA
NÃO IMUNOLÓGICOS
ATIVAÇÃO DE MASTÓCITOS
SEM A PRESENÇA DE IGE
DEGRANULAÇÃO DE MASTÓCITOS DIRETA
PROVOCADOS POR CONTRASTE, ALIMENTOS, MEDICAÇÕES...
QUADRO CLÍNICO
 PRURIDO
 PÁPULAS ERITEMATOEDEMATOSAS – PADRÃO MIGRATÓRIO
 ANGIOEDEMA
 MELHORA APÓS 8HORAS SEM VESTÍGIOS CICATRICIAIS. 
DIAGNÓSTICO
CLÍNICO
TEMPO DE INÍCIO;
FREQUÊNCIA E DURAÇÃO DAS LESÕES;
PRESENÇA DE ANGIOEDEMA; 
SINTOMAS ASSOCIADOS (PRURIDO E DOR);
HISTÓRIA FAMILIAR; 
PRESENÇA DE OUTRAS ALERGIAS OU INFECÇÕES;
INGESTÃO DE ALIMENTOS; 
RELAÇÃO COM AGENTES FÍSICOS OU EXERCÍCIOS; 
USO DE MEDICAMENTOS; 
PICADAS DE INSETOS; 
ESTRESSE;
DIAGNÓSTICO
TESTE CUTÂNEO DE LEITURA IMEDIATA (PRICKTEST) UTILIZA-SE O EXTRATO PADRONIZADO CONTENDO O ANTÍGENO SUSPEITO, O QUAL É COLOCADO NA SUPERFÍCIE DA PELE, REALIZADA A PUNTURA E APÓS QUINZE MINUTOS É REALIZADA A MEDIDA DA PÁPULA PARA IDENTIFICAR O ALÉRGENO SUSPEITO. 
O IMMUNOCAP-ISAC, BASEADO NO DIAGNÓSTICO DE ALERGIA POR COMPONENTES COM APENAS 20µL DE SORO DO PACIENTE É POSSÍVEL DETECTAR 103 ALÉRGENOS. (ALTO CUSTO). 
O TESTE DE CONTATO (PATCH TEST) PODE SER REALIZADO EM CASO DE SUSPEITA DE URTICARIA DE CONTATO. 
O TESTE DE PROVOCAÇÃO ORAL É CONSIDERADO PADRÃO-OURO PARA DIAGNÓSTICO DE URTICÁRIA POR ALIMENTOS E MEDICAMENTOS, NO QUAL O SUSPEITO DEVE SER EXCLUÍDO DURANTE 2 A 6 SEMANAS E REINTRODUZIDO APÓS ESTE PERÍODO. 
TRATAMENTO
ORIENTAÇÕES GERAIS
 IDENTIFICAR E REMOVER A CAUSA; 
 ORIENTAR SOBRE A DOENÇA; 
 REDUZIR ESTRESSE E AQUECIMENTO DO CORPO; 
 EVITAR O USO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDES; 
 DIETA DE EXCLUSÃO: RETIRADA COMPLETA DO ALIMENTO CAUSADOR 
 USAR REPELENTES PARA INSETOS; 
 CONTROLAR AGENTES FÍSICOS, MECÂNICOS; 
 COMBATER AGENTES INFECCIOSOS, PARASITÁRIOS E DOENÇAS ASSOCIADAS.
TRATAMENTO
ANTI-HISTAMÍNICO H1 (REDUÇÃO DO PRURIDO E LESÕES)
ANTI-HISTAMÍNICOS 2ª GERAÇÃO
DEXCLORFERINAMINA
HIDROXIZINA
FEXOFENADINA
LORATADINA, DESLORATADINA
UMA DOSE DIÁRIA
CORTICOIDE
PREDNISOLONA 1 A 2 MG/KG/DIA POR 3 A 7 DIAS.
TRATAMENTO
Orientações de conduta terapêutica conforme Diretrizes da Organização Mundial de Alergia, 2009
1ª ESCOLHA: ANTI-HISTAMÍNICO DE 2ª GERAÇÃO
SE SINTOMAS PERSISTIR POR 2 SEMANAS
MANTER ANTI-HISTAMÍNICO 2ª GERAÇÃO EM ALTA DOSE – 4X AO DIA
SE SINTOMAS PERSISTIR POR MAIS DE 4 SEMANAS
ADICIONAR ANTILEUCOTRIENO OU TROCAR O ANTI-HISTAMÍNICO NÃO SEDANTE
ANAFILAXIA
DEFINIÇÃO
EPIDEMIOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
QUADRO CLÍNICO
DIAGNÓSTICO
TRATAMENTO
16
DEFINIÇÃO
	 Estado em que o indivíduo sensibilizado pela introdução de um antígeno em seu organismo, se torna propenso a reagir violentamente a uma nova dose, ainda que mínima, deste mesmo antígeno (reação direta) ou de outros antígenos (reação cruzada).
	Uma reação alérgica grave, generalizada e de início súbito, que pode causar a morte, em que alguns ou todos os seguintes sinais e sintomas podem estar presentes: urticária, angioedema, comprometimento respiratório e gastrintestinal e/ou hipotensão arterial.
ETIOLOGIA
 ALIMENTOS (Leite, amendoim, ovo, frutos do mar e nozes).
 VENENO DE INSETOS.
 MEDICAMENTOS (Antibióticos, anestésicos, AINES).
 LÁTEX (Chupeta, brinquedos, balões, luvas).
EPIDEMIOLOGIA
Os casos de anafilaxia vêm aumentando nas últimas duas décadas, principalmente em crianças pequenas. A frequência exata de anafilaxia na população geral é desconhecida. Tal fato se deve ao baixo reconhecimento dos sintomas pelos pacientes e pelos profissionais da área de saúde. 
Estudos internacionais estimam uma prevalência de 0,05 a 2%, e as mortes por anafilaxia muitas vezes não são diagnosticadas, não só pela falta de testes laboratoriais específicos como também pela ausência de achados específicos na autópsia.
FISIOPATOLOGIA
	 Hipersensibilidade imediata mediada pela IgE, culminando, após o contato com o alérgeno, na rápida e intensa ativação de mastócitos e basófilos, e liberação de uma variedade de substâncias ativas, principalmente a histamina, triptases, carboxipeptidases, quimases e proteoglicanos. Os mediadores causam vasodilatação, edema e prurido, contração da musculatura lisa (broncoespasmo e acentuação da motilidade intestinal), quimiotaxia e ativação de eosinófilos e neutrófilos. 
QUADRO CLÍNICO
DIAGNÓSTICO
CLÍNICO
ANAMNESE DETALHADA
EXAMES COMPLEMENTARES.
DIAGNÓSTICO
TRATAMENTO
 RECONHECIMENTO DO QUADRO CLÍNICO PARA PRESERVAR A PERMEABILIDADE DAS VIAS AÉREAS, MANTER A PRESSÃO SANGUÍNEA E A OXIGENAÇÃO. 
1. ADMINISTRAÇÃO RÁPIDA DE ADRENALINA
2. DECÚBITO DORSAL COM MMII ELEVADOS
3. MANUTENÇÃO ADEQUADA DA VOLEMIA
TRATAMENTO
TRATAMENTO
 Em casos leves, o paciente deve ficar sob observação clínica por, no mínimo, 6-8 horas; em casos graves, 24-48 horas; 
 Indivíduos com asma mal controlada têm maior risco de reações fatais; 
 Quanto mais a hipotensão se agrava na evolução da reação, menor será a resposta ao tratamento com adrenalina; 
 É fundamental a orientação sobre a possibilidade de recorrência de sintomas até 12 horas após o episódio.
ORIENTAÇÕES
Um plano de seguimento deve ser fornecido aos pacientes e cuidadores, na forma de documento do serviço especializado, com claras orientações sobre a prevenção do contato com agentes desencadeantes e as medidas a serem tomadas em casos de emergência.
ORIENTAÇÕES
 VIEIRA HMCS. URTICÁRIA NA INFÂNCIA. DEPARTAMENTO DE ALERGIA E IMUNOLOGIA. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. p. 1-4.
 SARINHO ECS, NETO HC, SOLÉ D. ANAFILAXIA. DEPARTAMENTO DE ALERGIA. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. p. 1-7, 2016.
 AIRES RT. ANAFILAXIA NA SALA DE EMERGÊNCIA. REVISTA DE PEDIATRIA SOPERJ. 17(SUPL 1)(1). 2017.
 
REFERÊNCIAS
OBRIGADA