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Teoria do Orbital Molecular (TOM) Aplicada a compostos de coordenação Prof.D. Sc. Jorge Diniz Teoria do Campo Ligante (TCL) Prof.D. Sc. Jorge Diniz Até então... Prof.D. Sc. Jorge Diniz ➢A TCC apresenta um modelo conceitual simples para o fenômeno de formação de compostos de coordenação que pode ser empregada ainda para interpretar propriedades Espectroscópico Magnética Termoquímica ➢ Essas interpretações são feitas através dos valores encontrados para ΔO. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Problemas e Limitações: ✓Trata os ligantes como pontos de carga ou dipolos, não levando em consideração o enlace de seus orbitais com os do centro metálico. ✓Não fornece uma explicação sobre qual a razão da ordem em que os ligantes estão dispostos na série espectroquímica. I- < Br- < S2- < SCN- < Cl- < NO3 -, F- < HO_ < ox2-< OH2 < NCS- < CH3CN < NH 3 < em < pby < phen < NO2 - < PR3 < CN - < CO Prof.D. Sc. Jorge Diniz Teoria do Campo Ligante - TCL ✓A TCL consiste então na aplicação da teoria dos orbitais moleculares (já comum para moléculas mais simples e não metálicas como o O2, por exemplo) à compostos de coordenação. ✓ Alguns dados experimentais não podiam ser interpretados com base apenas na TCC. Então, a partir de 1950, a TCC sofreu modificações: Prof.D. Sc. Jorge Diniz Teoria do Campo Ligante - TCL ✓Foi proposta por J. S. Griffith e L. E. Orgel em 1957 pela combinação das ideias da Teoria do Campo Cristalino e da Teoria dos Orbitais Moleculares aplicados em complexos. Considerou-se também a possibilidade de interações dos orbitais dos ligantes e dos orbitais d do átomo central. Prof.D. Sc. Jorge Diniz As repulsões elétron-elétron caem devido a expansão da nuvem eletrônica, pois orbitais atômicos (menores) dão lugar a formação de orbitais moleculares (maiores). Explicação: O Efeito Nefelauxético = Expansão da Nuvem Eletrônica Principal evidência: O Efeito Nefelauxético ➢ Indica, indiretamente, que existem elétrons sendo compartilhados entre os orbitais metálicos e dos ligantes, pois experimentalmente verifica-se que a repulsão elétron- elétron em um complexo é menor quando comparada ao respectivo íon livre. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Evidência experimental: O espectro de RPE do complexo K2[IrCl6] RPE Ressonância Paramagnética Eletrônica O desdobramento hiperfino observado no espectro ao lado resulta do acoplamento dos momentos magnéticos de spin dos ligantes com os momentos magnéticos dos spins eletrônicos do metal. Para que tal acoplamento ocorra, o espaço ocupado por estes elétrons deve ser comum tanto para o ligante quanto para o complexo, por isso um orbital molecular. Expansão da Nuvem Eletrônica Prof.D. Sc. Jorge Diniz Teoria do Campo Ligante (TCL) ❑ descreve as ligações nos complexos em termos de orbitais moleculares construídos pelos orbitais do átomo central ❑ estabelece-se os orbitais moleculares: complexo octaédrico de um metal d (ferro, cobalto ou cobre): considera-se os orbitais 4s, 4p e 3d do íon metálico central. ❑ considera-se os orbitais de cada ligante: Cl- = orbital 3p; NH3 = orbital sp3 do par de e-s (isolado) CLOA-OM Prof.D. Sc. Jorge Diniz Orbitais dos grupos ligantes [Co(NH3)6] 3+ = ligação -s Orbitais de valência dos metais = 3d, 4s, 4p Orbitais de valência dos ligantes = 6 x híbrido sp3 H N H H orbitais híbridos sp3 seis orbitais híbridos sp3 formam um conjunto de Orbitais de Grupo Ligante (OGL) Aproximação dos CLOA 1s 2s 2p orbitais híbridos sp3 .. NH3 Prof.D. Sc. Jorge Diniz Molécula linear: MH2 combinação: orbitais s e pz do metal com os orbitais s do hidrogênio não combinação: orbitais px e py do metal com orbitais s do hidrogênio y x z M 1s 1s HB HA 2s (A) y x z HB HA2pz M (B) HB HA2px y x z M (C) OM para complexos de metais de transição Prof.D. Sc. Jorge Diniz os orbitais dx2- y2 e dz2 do metal se combinam com os orbitais s do hidrogênio = interação (A) é mais efetiva que em (B) os orbitais dxy, dyz e dzx não se combinam com os orbitais s do hidrogênio x z y dx2-y2 (A) z y x (B) dz2 dxy z y x MH4 : quadrado planar OM para complexos de metais de transição Octaédrico: ML6 s A1g z y x x x x y y y z T1u z y x dx2-y2 z y dz2 Eg os orbitais s, px, py e pz do metal se combinam com os orbitais s dos ligantes os orbitais dx2-y2 e dz2 se combinam com os orbitais s dos ligantes os orbitais dxy, dyz e dxz permanecem não ligantes OM para complexos de metais de transição Prof.D. Sc. Jorge Diniz Prof.D. Sc. Jorge Diniz Tipos de simetrias dos orbitais do metal em compostos octaédricos Orbital do metal Indicação de simetria Degenerescência s a1g 1 px, py, pz t1u 3 dxy, dxz, dyz t2g 3 dx 2 -y 2, dz 2 eg 2 Falando da Teoria do Orbital Molecular Teoria dos orbitais moleculares — as ligações resultam da interações entre os orbitais atômicas para formar orbitais moleculares. Segundo a TOM, a combinação de 2 orbitais atômico gera 2 novos orbitais moleculares da mesma forma que a combinação de n orbitais atômico gera n novos orbitais moleculares. Na TLV, a combinação de dois orbitais atômico produzia apenas um novo orbital molecular. Na TOM o número de orbitais moleculares formados será igual ao número de orbitais atômicos combinados Prof.D. Sc. Jorge Diniz Prof.D. Sc. Jorge Diniz REVISANDO Teoria das orbitais moleculares — as ligações covalentes resultam da CLOA de valência dos átomos envolvidos na ligação para formar orbitais moleculares. A – B + + 1SA 1SB Subtração + - (b) s*- + + 1SA 1SB+ Adição + s Prof.D. Sc. Jorge Diniz Interferência construtiva (a) e interferência destrutiva (b) de duas ondas com o mesmo comprimento de onda e amplitude. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Orbital molecular (OM): função de onda que é solução da equação de Schrodinger para um sistema de um elétron sujeito a um campo criado por dois núcleos OM estendem-se a toda a molécula Nº orbitais atômicos = Nº de orbitais moleculares CL de 2 OA OM ligante + OM antiligante OM ligante mais estável OM antiligante mais energético Prof.D. Sc. Jorge Diniz Distribuição eletrônica nos OM Princípio da construção Regra de Hund Princípio de exclusão de Pauli OM centradas no eixo da ligação ligação s OM descentradas em relação ao eixo da ligação ligação Prof.D. Sc. Jorge Diniz H + H → H2 1s 1s - Nó ss*(Antiligante) ss(Ligante) Combinação de AOs 1s para formar MOs s. E ne rg ia Prof.D. Sc. Jorge Diniz Níveis de energia das OM moléculas do H2 Diagrama de orbitais moleculares Configuração eletrônica da molécula H2 E ne rg ia Átomo de HÁtomo de H Molécula de H2 (s1s)2 s*1s Uma OM ligante tem menor energia e maior estabilidade do que as OA a partir das quais se formou. Uma OM antiligante tem maior energia e menor estabilidade do que as OA a partir das quais se formou. s*1s s1s 2 Prof.D. Sc. Jorge Diniz Análise da estabilidade das moléculas e íons Ordem de ligação = 1 2 Nº eletrons Nº elétrons em OM ligante em OM antiligante H+2 H2 He2 + He2 E ne rg ia s1s 1H2 + s*1s Ordem de ligação s*1s s1s 2H2 1/ 2 s1s 2He2 + s*1s 1 s1s 2He2 1 1/ 2 0 s*1s 1 Prof.D. Sc. Jorge Diniz Ha Hb H1sbH1sa H1sa + H1sb HbHA Ha Hb Simetria cilindrica: ligação s É a combinação linear de orbitais atômicos (CLOA) Prof.D. Sc. Jorge Diniz Prof.D. Sc. Jorge Diniz Assim a função de onda dos orbitais ligantes da molécula H2 será produzida pela soma das funções de onda do hidrogênio: b = (A(1) + B(1))(A(2) + B(2)) b = (A(1) A(2))+(B(1)B(2)) + (A(1) B(2))+(A(2)B(1)) Enquanto para o orbital antiligante tem-se o produto da subtração das funções de onda dos hidrogênios: b = (A(1) - B(1))(A(2) - B(2)) b = (A(1)A(2))+(B(1) + B(2)) - (A(1) B(1))+(A(2)B(1)) Onde A e B especificam os hidrogênios 1 e 2, os dois elétrons. Prof.D.Sc. Jorge Diniz 1sa 1sb Eb Ea OA OA OM Prof.D. Sc. Jorge Diniz O primeiro princípio da teoria dos orbitais moleculares diz que N orbitais atômicos se combinam linearmente, formando N orbitais moleculares. PARA MELHOR ENTENDER Para o hidrogênio molecular (H2) são esperados dois orbitais moleculares, que resultam da combinação linear entre dois orbitais atômicos 1s. Um dos OMs gerados apresenta amplitude não-nula (Figura no próximo slide) na região da ligação (região internuclear). Esse orbital molecular, construído pela interferência construtiva (combinação positiva) entre os orbitais 1s, é chamado orbital molecular ligante, denominado orbital σ1s Prof.D. Sc. Jorge Diniz ........PARA MELHOR ENTENDER...... Orbital molecular (s1s) construído pela superposição entre dois orbitais 1s. Na formação do segundo orbital molecular, os dois orbitais 1s interferem de maneira destrutiva. Assim, a densidade de elétrons aumenta nas regiões distantes do espaço entre os átomos, mas é zero na região internuclear. Existe um plano nodal na região internuclear. Este OM é, então, denominado orbital molecular antiligante (σ*1s). O asterisco (*) é usado para designar um orbital molecular antiligante. Prof.D. Sc. Jorge Diniz O segundo princípio diz que o OM ligante tem energia mais baixa que os orbitais atômicos dos quais ele é originado, e o OM antiligante tem energia mais alta. ........PARA MELHOR ENTENDER...... O terceiro princípio diz que os elétrons da molécula são distribuídos sucessivamente nos orbitais moleculares em ordem crescente de energia, conforme o Princípio de Pauling e a Regra de Hund. O quarto princípio diz que a combinação de orbitais atômicos para formar OMs é mais eficaz quando os orbitais atômicos têm energias e simetrias semelhantes. Prof.D. Sc. Jorge Diniz 2-ORBITAIS MOLECULARES EM COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO COMENTÁRIOS Uma forma bastante conveniente, pela sua simplicidade, para mostrar a aplicação da teoria do orbital molecular à compostos de coordenação, é descrita por J. E. Huheey (Inorganic Chemistry), na forma seguinte. BeH2 Be2+, com os orbitais de valência (2s e 2p) atuando como receptores de elétrons (ácido de Lewis) e o hidrogênio, na forma de hidreto (H- -), com orbital 1s cheio, funcionando como base de Lewis, doando um par de elétrons. Be2+ + 2: HH- → H:Be:H A combinação linear dos orbitais atômicos de valência do ácido e da base tem como resultado os orbitais moleculares formados entre o berílio e o hidrog~enio, mostrados na figura seguir. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Orbitais sp Orbitais 2p Orbitais do Be2+ OM ligantes Orbitais 1s do Hidrogênio (H-) OM não ligantes OM antiligantes Orbitais atômicos e moleculares do BeH2 Prof.D. Sc. Jorge Diniz Da mesma forma que na TLV, a expressão: (A(1) B(2)) e (A(2)B(1)) especifica a parte covalente da ligação, enquanto a expressão: (A(1)A(2)) e (B(1) B(2)) especifica o caráter iônico da ligação química. Diferente da TLV, na TOM tem-se duas funções de ondas que especificam dois orbitais moleculares: b = orbital molecular ligante a = orbital molecular antiligante Prof.D. Sc. Jorge Diniz Comparação entre TLV e a TOM Tomamos o complexo hipotético simples do tipo[ML]+ M+ funciona como ácido Lewis, está hibridado em sp e contém um elétron nesses orbitais; Ligante molecular L que dispõem um par de elétron para doação podendo funcionar como uma base de Lewis M+ + L ML No ácido isolado, os dois orbitais híbridos sp são degenerados Prof.D. Sc. Jorge Diniz Na TCC eles perdem essa características se afastando do centro eletrostático em sentido oposto, de modo a mantê-lo inalterado Pela TOM os orbitais envolvidos na ligação são dois orbitais sp e orbital doador do ligante podem se combina de duas formas, originando OM de ligação e de antiligação. 10Dq Orbitais atômicos do ácido M+ no complexo hipotético [ML]+, segundo a TCC. Orbitais sp Prof.D. Sc. Jorge Diniz Comparação entre a TCC e a TOM, para o complexo [ML]+ Energia Orbitais sp Ácido hipotético M+ Complexo [ML]+ Metal hipotético → 1 elétron Ligante hipotético → 3 elétron M+ + L [ML]+ Comparação entre a TCC e a TOM, para o complexo [ML]+ Energia Orbitais sp Ácido hipotético M+ sp OM no complexo hipotético OM ligante Base L OM antiligante Orbital doador Prof.D. Sc. Jorge Diniz Obs: Pela Teoria do orbital molecular, a formação do complexo pode parecer diferente, mas o resultado é semelhante. Neste caso, os orbitais envolvidos na ligação, que são dois orbitais sp e o orbital do ligante, podem se combinar de duas formas, originando os OM de ligação e de antiligação. O outro orbital sp fica como não ligante, conforme é mostrado na figura abaixo. 10Dq OM não ligante Orbital sp Ácido hipotético OM no composto Hipotético Àcido M+ Base L OM Ligante OM antiligante Prof.D. Sc. Jorge Diniz Teoria dos Orbitais Moleculares (TOM) – As ligações são consideradas como sendo essencialmente covalentes. Os ligantes fornecem elétrons que vão ocupar os orbitais σ e π ligantes, antiligantes e as vezes não-ligantes do complexo. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Orbitais moleculares de alguns complexos octaédricos A TOM aplicada a complexos Utiliza para formar os OM’s a Combinação Linear de Orbitais Atômicos e Moleculares (CLOA-OM). Dispor os ligantes segundo os eixos cartesianos; Formando assim, 15 orbitais: 1s, 3p e 5d do metal e mais 6 orbitais dos ligantes Cada ligante deve ter um orbital disponível para fazer a ligação com o metal -> frontal (ligação sigma) Cada ligante deve ter um orbital disponível para fazer a ligação com o metal -> frontal (ligação sigma) Prof.D. Sc. Jorge Diniz Interações Metal-Ligante do tipo σ (sigma) ➢ Na formação de um complexo octaédrico os quais, cada ligante (L) possui uma ligação simples com o centro metálico. Neste caso os orbitais do átomo central se dividem em 04 (quatro) grupos distintos Orbital do metal Indicação de simetria Degenerescência s a1g 1 px, py, pz t1u 3 dxy, dxz, dyz t2g 3 dx 2 -y 2, dz 2 eg 2 Prof.D. Sc. Jorge Diniz ➢ Na formação de um complexo octaédrico, seis CLOA-OM são observadas Prof.D. Sc. Jorge Diniz ➢ Como os orbitais triplamente degenerados t2g do centro metálico (dxy, dxz, dyz) estão entre os eixos cartesianos, por isso, não interagem construtivamente para a formação de combinações lineares. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Diagrama qual níveis de energia 3-ORBITAIS MOLECULARES DE ALGUNS COMPLEXOS OCTAÉDRICOS Etapas para a criação do diagrama a) Definição da geometria do composto; b) Seleção dos orbitais atômicos e moleculares envolvidos nas ligações metais-ligantes; c) Operação matemática com a combinação linear dos orbitais atômicos e moleculares envolvidos nas ligações metal-ligante; d) Construção do diagrama de energias dos orbitais moleculares do composto de coordenação, resultante da combinações lineares. Exemplo de diagrama de orbital molecular para composto do tipo [ML6] q Prof.D. Sc. Jorge Diniz Para aplicação desse procedimento, suponha-se um complexo octaédrico que tenha como átomo central, um elemento da primeira série de transição, cujos orbitais de valência são 3d, 4s e 4p. Na formação do complexo, esses orbitais podem interagir com os orbitais s e dos ligantes que tenham a mesma simetria. Nessas interações pode-se admitir que as energias coulombianas dos orbitais passíveis de participar das ligações metal-ligante estão na seguinte sequência: s ligante < ligante < 3d < 4s < 4p Prof.D. Sc. Jorge Diniz Em princípio as energias dos orbitais dos ligantes são mais baixas do que as dos metais, uma vez que, em geral, os átomos ligantes são sempre, bastante eletronegativos. Assim como em compostos mais simples, na formação das ligações nos compostos de coordenação, as participações dos orbitais do metal e dos ligantes na composição dos orbitais moleculares são tanto maiores quanto mais próximas sejam as suas respectivas energias.Observa-se, ainda, que os orbitais moleculares de ligação do tipo s são mais estáveis do que os do tipo . Já os orbitais de antiligação s* são menos estáveis do que os *. Prof.D. Sc. Jorge Diniz 3d Orbital não-ligante 4s 4p Orbitais doadores s Orbitais moleculares OM antiligante s* OM ligante sOrbitais do metal Orbitais do ligante 10Dq a1g t1u * eg t2g eg * t1u a1g * s*x, s*y, s*z s*x s*x 2-y 2, s*z 2 xy, xz, yz sx, sy, sz sx 2-y 2, sz 2 sx a1g + eg + t1u Energia Mn+ Diagrama de energia: complexos octaédricos de metais da 1ª série de transição. Prof.D. Sc. Jorge Diniz “Peculiaridades observadas no diagrama”..... Já falei isso antes........... Os OM não-ligantes têm energias iguais às dos orbitais que as originaram; Os OM ligante têm energia inferiores às energias de qualquer um dos orbitais que lhes deram origem, Os OM antiligantes têm energias superiores às energias de qualquer um dos orbitais que lhes deram origem; As energias dos OM ligantes ficam mais próximas das energias dos orbitais dos ligantes, enquanto as energias de OM antiligantes situam-se mais próximas das energias dos orbitais do metal Prof.D. Sc. Jorge Diniz 3d 4s 4p 10Dq a1g t1u * eg t2g eg * t1u a1g * s*x, s*y, s*z s*x s*x 2-y 2, s*z 2 xy, xz, yz sx, sy, sz sx 2-y 2, sz 2 sx t1u a1g eg+ t2g As orbitas fronteiras eg t1u a1g O Δ ou 10 Dq é a diferença de energia entre as orbitais t2g de carácter não ligante e as orbitais de eg de carácter ligeiramente antiligante LUMO HOMO eg * Energia Mn+ Diagrama de energia: complexos octaédricos de metais da 1ª série de transição. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Considerações sobre HOMO e LUMO ➢ HOMO: Orbital molecular ocupado de energia mais alta (do inglês Highest Occupied Molecular Orbital). ➢ LUMO: Orbital molecular desocupado de energia mais baixa (do inglês Lowest Unoccupied Molecular Orbital). ➢ Os dois juntos são, às vezes, chamados Orbitais de Fronteira, por fazerem a fronteira entre os orbitais ocupados e os desocupados. ➢ A diferença em energia entre os dois, chamada lacuna HOMOLUMO (HOMO-LUMO gap), dá uma dica da energia necessária para elevar a molécula para um estado excitado. Prof.D. Sc. Jorge Diniz TCL para compostos octaédricos : diferença de energia entre os OM’s não-ligantes (t2g) e os antiligantes (e*g) OM de menor energia desocupado: LUMO (pode ser estimado conhecendo-se a energia de transição HOMO a LUMO e o valor de HOMO). OM de maior energia ocupado: HOMO (pode ser estimado a partir da energia de ionização). As superposições mais eficientes são as dos orbitais s e p, com os orbitais dos ligantes -> menor energia Prof.D. Sc. Jorge Diniz TCL para compostos octaédricos Supondo um complexo octaédrico que tenha como átomo central, um elemento da primeira série de transição, cujos orbitais de valência são 3d, 4s e 4 Comparando com a TCC, a difereça entre os OM’s T2g e eg * é determinado experimentalmente e definido como 10 Dq= O complexo será de spin baixo ou spin alto, dependendo da eficiência das ligações covalentes entre o metal e osligantes Na formação do complexo, esses orbitais podem interagir com os orbitais s e dos ligantes que tenham a mesma simetria. Prof.D. Sc. Jorge Diniz TCL para compostos octaédricos s dos ligantes < dos ligante < 3d < 4s < 4p. Os orbitais moleculares ligantes do tipo s são mais estáveis do que os do tipo . enquanto os orbitais s* são menos estáveis do que os *. As energias dos orbitais passíveis de participar das ligações metal-ligante formando os OM’s estão na seqüência: [ Prof.D. Sc. Jorge Diniz Ex: Considerando um elemento da primeira série de transição formando um complexo octaédrico, como, por exemplo , [CoF6] 3- e outro [Co(NH3)6] 3+ Co3+ = d6 = 6 e- 3d Orbital não- ligante 4s 4p Orbitais doadores s Orbitais moleculares OM antiligante s* OM ligante sOrbitais do metal Orbitais do ligante 10D q [Co(NH3)6] 3+ a1g t1u eg t2g eg * t1u * a1g* Co3+ = d6 = 6 e- 6 x NH3 = 12 e - Total = 18 e- baixo spin Energia Mn+ Prof.D. Sc. Jorge Diniz Prof.D. Sc. Jorge Diniz 3d Orbital não- ligante 4s 4p Orbitais doadores s Orbitais moleculares OM antiligante s* OM ligante s Orbitais do metal Orbitais do ligante 10Dq [CoF6] 3- a1g t1u eg t2g eg * a1g* t1u * Co3+ = d6 = 6 e- 6 x F = 12 e- Total = 18 e- spin alto Energia Mn+ Prof.D. Sc. Jorge Diniz Orbitais moleculares para o complexo Oh Ti(OH2)6 3+ OH2 Ti OH2 H2O OH2 OH2H2O 3+ Prof.D. Sc. Jorge Diniz 3d 4s 4p sx sx, sy, sz sx 2 -y 2, sz 2 xy, xz, yz s*x 2 -y 2, s*z 2 s*x s*x, s*y, s*z OH2• • 6 moléculas Ti3+ 3d1 Energia Mn+ Prof.D. Sc. Jorge Diniz 3d 4s 4p OH2 sx sx, sy, sz sx 2 -y 2, sz 2 xy, xz, yz s*x 2 -y 2, s*z 2 s*x s*x, s*y, s*z • • 6 moléculas Ti3+ 3d1 Prof.D. Sc. Jorge Diniz O H 2 Ti O H 2 O H 2 O H 2 O H 2 O H 2 O H 2 Representação de Ti(OH2)6 3+ pelo modelo de Ligação de Valência x y Prof.D. Sc. Jorge Diniz 4-APLICAÇÕES DA TEORIA DO ORBITAL MOLECULAR À LIGAÇÀO EM COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO ➢ Admitir-se a existência de ligações metal-ligante em compostos de coordenação é bastante conveniente como suporte à teoria da ligação de valência; ➢ Essas ligações podem ser feitas entre orbitais d do metal com orbitais p ou d do átomo coordenante ou, ainda, com orbitais antiligantes do ligante; ➢ O requisito para isso é que os orbitais envolvidos tenham simetria adequada, possibilitando superposição dos mesmos. ➢Isso pode acontecer, por exemplo, com orbitais de simetria t2g, com a participação de orbitais dxy do metal e um orbital antiligante de uma carbonila. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Vejamos a ilustração ➢ Três tipos de orbitais presentes em ligantes são aptos (simetria e energias compatíveis) para efetuarem ligações π com os orbitais d do centro metálico: Como a ligação π ocorre entre eixos cartesianos, neste caso os orbitais metálicos t2g (dxy, dxz, dyz) terão condições de interagir com orbitais de simetria adequada presentes nos ligantes Ligantes do tipo π-doadores (ou π-básicos)- Generalizando São aqueles que possuem orbitais de simetria π entorno do eixo de ligação M–L já preenchidos por elétrons. Os íons Cl-, Br-, OH-, O2 - e H2O são exemplos típicos. OM ligante eg * t2g eg * 10Dq 10Dq dxy, dxz, dyz Orbitais do metal * (t2g *) t2g Energia OM do ligante OM antiligante Prof.D. Sc. Jorge Diniz ➢ Os elétrons π dos ligantes são depositados nos OM t2g ligantes, enquanto os elétrons d do centro metálico irão ocupar o nível energético dos OM t2g anti-ligantes, fazendo com que o valor de 10Dq seja reduzido Prof.D. Sc. Jorge Diniz Diagrama de energias de OM do [CoF6] 3-. eg t2g 10Dq Orbitais do Co(III) 10D q (t2g) * (t2g) Orbitais do F- OM ligante t2g M σ antiligante eg * * dxy dxz dyz 2p 10 e- originados do orbital t2g (2p do ligante e d do metal) energia mais elevada do que o orbital d do metal Ligação π-básica no complexo [CoF6]3- Prof.D. Sc. Jorge Diniz No caso, do [CoF6] 3-. Cujo o diagrama de orbital moléculas s , os orbitais dxy, dxz, e dyz do metal( mesma simetria t2g ) podem interagir com os orbitais 2p do ligante(também de t2g) Diagrama de energias de OM do [CoF6] 3-. Como o fluoreto é mais eletronegativo que o Cobalto os seus orbitais 2p terão energia bem menor que os 3d do metal Nestas condições, os orbitais de ligação formados terão energia próxima à energia do orbital dois 2p do fluoreto , os antiligantes ficarão próximo ao nível de energia do orbitais 3d do metal Ligantes do tipo π-aceptores (ou π-ácido)- Generalizando eg * t2g 10Dq 10Dq Metal (t2g) Energia eg * (t2g)* t2g Ligante Como o OMs t2g* possui energia elevada (maior caráter de ligante) são os OMs t2g que irão acomodar os elétrons oriundos do metal (maior caráter metálico). Neste caso o valorde 10Dq será então acrescido. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Diagrama de energias de OM do [Mn(CO)6] + Orbitais do COOrbitais do Mn+ dxy, dxz e dyz 10Dq dx2-y2, dz2 t2g eg* t2g 10Dq eg * σ* * * t2g * * Prof.D. Sc. Jorge Diniz M C O σ σ * dxy Ligações σ e π (retrodoativa) numa carbonila metálica No caso da carbonila (CO) os orbitais de ligação metal-ligante apresenta energia bem menores do que as energias dos orbitais do ácido e da base isolado, todos os elétrons d passam a ocupar esses orbitais e, com isso ocorre um grande aumento no valor de 10Dq Prof.D. Sc. Jorge Diniz Complexos com ligação - p M-L ligantes doadores – p: H2O, OH -, haletos Cl-, Br-, I- Doam densidade eletrônica para o centro metálico Orbitais dos ligantes cheios e orbitais vazios no metal ❑ doação de densidade eletrônica dos orbitais p dos ligantes cheios para o metal. p p M Prof.D. Sc. Jorge Diniz Exemplo: Cl- ❑ interação de um orbital t2g do metal com orbital cheio do ligante ( <). orbital dos ligantes < energia que os orbitais t2g do metal Metal = estado de oxidação elevado ligante de campo fraco Prof.D. Sc. Jorge Diniz ligantes doadores – t1u* a1g* eg* eg* o t2g eg t1u a1g L- s-orbitais (ocupados) L- -orbitais (ocupados) orbitais dos ligantes completos e orbitais vázios no metal 6L Mn+ 4s 3d 4p ML6 n+ Retro-doação para orbitais antiligantes vázios dos ligantes Prof.D. Sc. Jorge Diniz ligantes aceptores – p : CO, N2, NO, alcenos aceitam densidade eletrônica do centro metálico orbitais cheios no metal e orbitais vázios nos ligantes ❑ retro-doação da densidade eletrônica aos orbitais antiligantes * vazios M Complexos com ligação - p M-L Prof.D. Sc. Jorge Diniz ❑ interação de um orbital t2g do metal com orbital * vazio do ligante ( >). Exemplo: CO, olefinas, dienos ligante de campo forte orbital * dos ligantes > energia que os orbitais t2g do metal Prof.D. Sc. Jorge Diniz ligantes doadores – p t1u* a1g* eg* eg* t2g eg t1u a1g L- s-orbitais (ocupados) L- -orbitais (vazios) Retro-doação para orbitais antiligantes vázios dos ligantes 6L Mn+ 4s 3d 4p ML6 n+ o A Série Espectro química e a Teoria do Campo Ligante Ligantes de “campo fraco I - < Br- < S2- < SCN- < Cl- < NO3 -, F- < HO- < ox2- < OH2 < NCS - < CH3CN < NH3 < en < bpy < phen < NO2- < PR3 < CN - < CO Ligantes de “campo forte” Aumento do 10Dq Agora é possível notar que ligantes π-básicos são tipicamente fracos, pois reduzem a magnitude de 10Dq, enquanto ligantes π-ácidos são tipicamente de campo forte, pois o valor de 10Dq é acrescido após o enlace entre os orbitais metálicos e os orbitais do ligante. π-básicos < π-básicos fracos < σ-típicos <π-ácida Prof.D. Sc. Jorge Diniz I-, Cl-, Br-, F- OH2 NH3 PR3, CO Prof.D. Sc. Jorge Diniz 5- EFEITOS DAS LIGAÇÕES Tabela 17: Freqüências de estiramento carbono-oxigênio em alguns adutos e complexos. Composto Número de oxidação Freqüência em cm -1 C≡O 2.143 [Mn(CO)6] + +1 2.090 [Cr(CO)6] 0 2.000 [V(CO)6] - -1 1.860 [Ti(CO)6] 2- -2 1.748 [Ni(CO)4] 0 2.060 [Co(CO)4] 0 1.890 [Fe(CO)4] 0 1.790 Prof.D. Sc. Jorge Diniz Tabela2: Freqüência de estiramento carbono-oxigênio em sistemas do tipo [M(CO)3L3] n Estiramento C-O em cm -1 Compostos Simétrico Assimétrico [(PCl3)3Mo(CO)3] 1.989 2.041 [(PCl2)3Mo(CO)3] 1.943 2.016 [(2PCl)3Mo(CO)3] 1.885 1.997 [(3P)3Mo(CO)3] 1.835 1.949 [Py3Mo(CO)3] 1.746 1.888 [dien3Mo(CO)3] 1.723 1.883 = fenil py = piridina dien = dietilenodiamina Prof.D. Sc. Jorge Diniz Em compostos desse tipo, pode-se dizer que em cada conjunto L-M-CO, deve haver uma distribuição de elétrons diferente, uma vez que L é diferente para cada caso. Essas espécies podem, então, assumir estruturas entre os limites: L═M─CO e L─M═CO Nos exemplos apresentados, verifica-se que a habilidade dos ligantes, como aceptores diminui do PCl3 para o dien. Esta sequência é fácil de ser entendida, uma vez que, do primeiro até o quarto composto, a eletronegatividade de L diminui em função da troca de cloro (mais eletronegativo) por fenil (menos eletronegativo) sobre o átomo de fósforo. Com isso os elétrons do metal ficam mais livres para serem transferidos para os orbitais * do CO, enfraquecendo as ligações carbono oxigênio Prof.D. Sc. Jorge Diniz Estudos mais completos, com vários conjuntos de compostos diferentes, mostram que a habilidade dos ligantes para funcionar como aceptores está na sequência: NO > CO RNC PF3 > PCl3 > PCl2OR > PBr2R > PCl(OR)2 >PClR2 > P(OR)3 > PR3 SR2 > RCN > o-fenantrolina > alquilamina, éteres e álcoois. Nos dois últimos compostos, essa transferência é mais facilitada ainda, uma vez que os átomos coordenantes (nitrogênio) não dispõem de orbitais vazios de baixa energia para receber elétrons Orbitais Moleculares de Compostos Tetraédricos ➢ A TOM também pode ser aplicada em complexos tetraédricos, utilizando a CLOA-OM. Prof.D. Sc. Jorge Diniz Interação Metal-Ligante do tipo σ (sigma) Considere a formação de um complexo tetraédrico nos quais cada ligante (L) possui uma ligação simples com o centro metálico. Neste caso os orbitais do átomo central se dividem em 04 (quatro) grupos distintos: Orbital do metal Indicação de simetria Degenerescência s a1g 1 dxy, dxz, dyz t2g 3 dx 2 -y 2, dz 2 eg 2 ➢ Com a formação de um complexo, quatro combinações lineares compatíveis são visualizadas: Prof.D. Sc. Jorge Diniz Diagrama de OM’s para complexos Tetraédricos 4p 4s 3d 10Dq Orbitais moleculares OM ligantes OM ligantes 4 Orbitais doadores (ligante) Orbitais não ligantes O M antiligante s* O M antiligante s* O M antiligante s* Diagrama de orbitais moleculares para compostos tetraédricos O M Antiligantes O M ligantes t2g * a1g * t2g * eg a1g t2g Orbitais d do metal Prof.D. Sc. Jorge Diniz 4p 4s 3d 10Dq Orbitais moleculares OM ligantes OM ligantes 4 Orbitais doadores (ligante) Orbitais não ligantes O M antiligante s* O M antiligante s* O M antiligante s* O M Antiligantes O M ligantes t2g * a1g * t2g * eg a1g t2g Orbitais d do metal O complexo tetraédrico (apenas ligações σ) K2[CoCl4] Prof.D. Sc. Jorge Diniz 4p 4s 3d 10Dq Orbitais não ligantes Orbitais moleculares Orbitais doadores O M Antiligantes O M ligantes Diagrama de OM’s para complexos Quadrado Plano 1a1g 1b1g 1eu b2g 2aug 1b1g a2u 3ª1g 1eu Prof.D. Sc. Jorge Diniz 4p 4s 3d 10Dq Orbitais não ligantes Orbitais moleculares Orbitais doadores O M Antiligantes O M ligantes Complexo quadrado planar de K2[PdCl4]. (apenas ligações σ) Prof.D. Sc. Jorge Diniz BIBLIOGRAFIA ATKINS, P.W. Físco-Química v.6. 6 ed. Tradução de Horacio de Macedo. Rio de Janeiro; LTC, 1997. 114p. ATKINS, P.W.; JONES, L.L. Principios de Química. Tradução por Ignez Caracelli. Porto Alegre: Bookman. 2001, p. 135-172 BARROS, H. L. C. Química Inorgânica: Uma Introdução. Belo Horizonte: SEGRAC, 2001. p. 304 - 373. COSTA, W. Alguns Aspectos Básicos sobre Compostos de Coordenação e Funções Angulares. São Luís: Fundação Sousandre, 1990. 165p. LEE, J.D. Química Inorgânica. Un novo texto conciso. Tradução de Juergen H. Maar. São Paulo: Edgard Blucher, 1980. p.420. RUSSEL, J.B. Química Geral v. 1 e 2. 2.ed. São Paulo: Mac-Graw-hill do Brasil Makros, 1199. SANTOS FILHI, P. F Estrutura Atômica & Ligação Química. 2.ed. Campinas-SP: UNICAMP,2007. p. 89 -189.