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Tratado de Proteção Respiratória - 2007-2

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1 
 
 
 
 
 
TRATADO DE 
PROTEÇÃO 
RESPIRATÓRIA 
Inclui Introdução à Detecção de Gases e a NR 33 
 
 
Contatos com o autor: joao_munhoz@farbene.com.br 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 2
 
 
“Tudo é veneno; nada é veneno. Depende da quantidade”. 
(Paracelso, séc. XVI). 
 
 
 Ampliando o conceito: 
 
“Tudo é veneno; nada é veneno. Depende da dose e do tempo de 
exposição”. 
(Engº André Lopes Netto, 2002) 
 
 
“Ainda que os operários cubram seu rosto, absorvem pelo nariz e pela 
boca revoluteantes átomos de gesso que penetram nas vias respiratórias 
e, misturados à linfa, se aglutinam em nódulos ou se incrustam nos 
sinuosos condutos pulmonares, interceptando a respiração”. 
(Bernardo Ramazzini em As Doenças dos Trabalhadores, 1700)·. 
 
 
 
Realização, na vida, é poder ensinar tudo o que se aprendeu de bom. 
 
João Antonio Munhoz, 2005. 
 
 
 
 
Agradecimentos: 
 
O autor agradece ao Sistema Brasileiro de Proteção Respiratória – SBPR 
(Produtos Air Safety®) a colaboração prestada, a permissão para 
utilização de fotos de seus equipamentos neste trabalho, o acesso às 
muitas informações recolhidas, que resultaram neste material de alto 
nível técnico exclusivamente para auxiliar o profissional da segurança do 
trabalho no desempenho das suas funções. Todas as marcas e modelos de 
equipamentos mencionados neste trabalho pertencem ao SBPR. 
 
Nossos agradecimentos, também, aos muitos alunos dos 
Cursos de Proteção Respiratór ia que ministramos há tantos 
anos e que, de boa vontade, concordaram em colocar os 
respiradores e permit i ram serem fotografados usando os 
mesmos para i lustrar este trabalho, que não é vendido , 
mas distr ibuído gratuitamente aos prof iss ionais da 
Segurança do Trabalho.
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 3
ÍNDICE 
 
 
 
 PÁGINA 
 
 
1ª Parte Introdução à Detecção de Gases 05 
 Capítulo I – Definições 05 
 Capítulo II – Classificação dos Gases Tóxicos 06 
 Capítulo III – Unidades de Medidas 08 
 Capítulo IV – Toxicologia 09 
 Vias de absorção dos venenos 10 
 
 2ª Parte Proteção Respiratória 12 
 Capítulo V – A Respiração humana 12 
 O aparelho respiratório – Mecanismo da Respiração 13 
 Consumo de ar e Trabalho Realizado 14 
 Capítulo VI – Classificação dos Equipamentos de 
 Proteção Respiratória 15 
 Peças Faciais 17 
 A – Peças Faciais de Ajuste Firme 17 
 B – Peças Faciais de Ajuste Solto 21 
 Fator de Proteção Atribuído 21 
 Capítulo VII – Ensaios de Vedação em Respiradores 22 
 Capítulo VIII – Treinamento dos Usuários 25 
 Capítulo IX – Equipamentos Dependentes 26 
 Respiradores Purificadores de Ar 26 
 Filtros Mecânicos 26 
 Mecanismos de filtragem de aerodispersóides 27 
 Peça Semifacial Filtrante (Respirador descartável) 30 
 Peça Semifacial Filtrante para Gases e Vapores 32 
 Filtros Mecânicos para Peças Faciais Não 
 Descartáveis 34 
 Proteção Respiratória para área da saúde 
Considerações sobre Tuberculose 35 
 Filtros Químicos 35 
 Adsorção 37 
 Capítulo X – Carvões Ativos 39 
 Carvões Utilizados pelo SBPR 42 
 Códigos de Identificação de Filtros Químicos 42 
 Máxima Concentração de uso de Filtros Químicos 43 
 Definições de Ambientes I.P.V.S. 47 
 Nomenclatura de Filtros 48 
 Respiradores de Fuga 49 
 Vida de filtros respiratórios 54 
 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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_______________________________________________________________ 4
 
 
Capítulo XI – Equipamentos Independentes 55 
 Espaços Confinados 55 
 Equipamentos com Linha de Ar Comprimido 56 
 Filtros de Linha 57 
 Mangueiras 57 
Arcosemi 58 
Arcopan 59 
Arconova e PAR 4000 59 
PAR 8000 61 
Equipamento com Linha de Ar Comprimido 
dotado de Cilindro Auxiliar – CARLA 62 
 Equipamentos Autônomos de Ar Comprimido 65 
Equipamento Autônomo para Inspeções Rápidas 
Rapid 15 74 
Ensaio da Qualidade do Ar Comprimido 75 
Capítulo XII – Inspeções, Manutenções e 
 Check List para Respiradores 76 
 Testes rápidos a pressões positiva e 
 negativa 77 
Lavagem e Higienização de Respiradores 80 
Considerações Finais 81 
Bibliografia 81 
Anexo 1 – Tabela com concentrações I.P.V.S. e Limites 
 de Tolerância 82 
Anexo 2 – NR 33 88 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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1ª Parte 
 
INTRODUÇÃO À DETECÇÃO DE GASES 
 
 
CAPÍTULO I – DEFINIÇÕES 
 
 
Gases e vapores, sob o ponto de vista dos efeitos no organismo humano e 
na explosividade são a mesma coisa. Conceitualmente, no entanto, podemos 
defini-los assim: 
 
GASES – substâncias cujas moléculas se encontram dispersas pelo ar; têm 
mobilidade, pois se difundem e ocupam todo o espaço disponível. Em 
temperaturas e pressões ambientais usuais, encontram-se sempre no estado gasoso 
– somente poderão ser liquefeitas quando submetidas a altas pressões e baixas 
temperaturas. Os gases se armazenam em cilindros ou reservatórios especiais ou 
podem ser conduzidos através de tubulações apropriadas. São exemplos de gases: 
oxigênio, cloro, amônia, dióxido de enxofre, gás sulfídrico, nitrogênio, etc. Em 
qualquer situação, quando lidamos com gases, é grande a chance de termos 
vazamentos. 
 
VAPORES – São moléculas dispersas pelo ar ambiente no estado gasoso, 
provenientes da evaporação de produtos que se encontram no estado líquido. 
Quanto maior a temperatura ambiente, maior será o índice de evaporação, 
conseqüentemente maior a concentração desses vapores no ar. Podem representar 
efeitos tóxicos ou explosivos semelhantes aos dos gases. São exemplos de 
vapores: solventes, álcoois, éteres, hidrocarbonetos (inclusive clorados). Uma das 
conseqüências principais da exposição prolongada a vapores como estes é que 
eles causam dependência física por terem odores agradáveis. 
 
 
OUTRAS DEFINIÇÕES (AERODISPERSÓIDES) 
 
 Os aerodispersóides são definidos como uma reunião de partículas, sólidas 
ou líquidas, suspensas em um meio gasoso pelo tempo suficiente para permitir a 
observação ou medição. O tamanho das partículas presentes em um 
aerodispersóide varia na faixa de 0,001 a 100 µm. 
 
Poeiras - Partículas sólidas geradas mecanicamente por abrasões 
mecânicas tais como: manuseio, esmagamento, moagem, impactos rápidos, e 
detonação, de materiais orgânicos ou inorgânicos tais como rochas, minérios, 
metais, carvão, madeira, grãos, etc... . As poeiras não tendem a flocular, exceto 
sob força eletrostática; elas não se difundem no ar, mas se deslocam sob a ação da 
gravidade. São encontradas em dimensões que variam de 0,5 a 10 µm e 
geralmente têm formas irregulares. 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Fumos - Partículas sólidas geradas pela condensação a partir do estado 
gasoso, geralmente após volatilização de metais fundidos ou outros materiais e 
sempre acompanhadas por uma reação química como a oxidação. Os fumos 
floculam e algumas vezes coalescem.São encontrados em dimensões entre 0,01 e 
0,3 µm 
 
Névoas - Gotículas de líquidos suspensas geradas pela condensação de 
substâncias do estado gasoso para o líquido, ou pela passagem do líquido para um 
estado disperso, como pela ação de spray, espumação e atomização. São de 
dimensões que variam entre 5 e 100 µm. 
 
Organismos vivos – Bactérias e vírus em suspensão no ar, com dimensões 
entre 0,001 e 15 µm. 
 
As partículas expressas em mícron (µm) são as mais importantes no estudo 
da proteção contra material particulado (aerodispersóides). As menores de 10 µm 
de diâmetro têm mais facilidade para penetrarem no sistema respiratório As 
menores de 5 µm são mais fáceis de alcançar os alvéolos pulmonares. Quando os 
pulmões são sadios, as partículas maiores de 5 µm de diâmetro são expelidas pelo 
sistema respiratório pela constante ação de limpeza do epitélio ciliado do sistema 
respiratório superior. A eficiência desta ação pode, no entanto, ser 
consideravelmente inferior no caso de uma exposição excessiva a poeiras dos 
indivíduos com o sistema respiratório enfermo. 
 
CAPÍTULO II - CLASIFICAÇÃO DOS GASES 
 
1. IRRITANTES 
 
1.1 Irritantes primários 
 
1.1.1 De ação sobre as vias respiratórias superiores 
 Gás Clorídrico HCl 
 Ácido Sulfúrico (H2SO4) 
 Amônia (NH3) 
 Soda Cáustica (NaOH) 
 Formaldeído (CH2O) 
 
1.1.2 De ação sobre os brônquios 
 Anidrido Sulfuroso (SO2) 
 Cloro (Cl2) 
 
1.1.3 De ação sobre os pulmões 
 Ozônio (O3) 
 Gases Nitrosos (NO + NO2), Hidrazina 
 Fosgênio (COCl2) 
 
1.2 Irritantes Atípicos 
 Acroleína (Aldeído Acrílico) (CH2CHCHO) 
 Gases Lacrimogêneos 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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1.3 Irritantes Secundários 
 Gás Sulfídrico (H2S) 
 
2. ANESTÉSICOS 
 
2.1 Anestésicos Primários 
 Hidrocarbonetos alifáticos: 
 Butano (C4H10) 
 Propano (C3H8) 
 Eteno (Etileno) (C2H4) 
 Éteres 
 Aldeídos (Formol, Acetaldeído, etc.). 
 Cetonas (Acetona, Metil Etil Cetona, etc.). 
 
 
2.2 Anestésicos de efeitos sobre as vísceras 
 Hidrocarbonetos clorados: 
 Tetracloreto de Carbono (CCl4) 
 Tricloretileno (CCl2=CHCl) 
 Percloretileno (CCl2=CCl2), etc. 
 
2.3 Anestésicos de ação sobre o sistema formador do sangue 
 Hidrocarbonetos aromáticos: 
 Benzeno (C6H6) 
 Tolueno (C6H5CH3) 
 Xileno ( C6H4(CH3)2 ) 
 
 
2.4 Anestésicos de ação sobre o sistema nervoso 
 Álcoois: 
 Álcool Metílico (CH3OH) 
 Álcool Etílico (C2H5OH) 
 Ésteres de Ácidos Orgânicos (Acetatos de Etila e Metila, etc.). 
 Dissulfeto de Carbono (CS2) 
 
 
2.5 Anestésicos de ação sobre o sangue e sistema circulatório 
 Nitrocompostos orgânicos: 
 Nitrotolueno (CH3C6H4NO2) 
 Nitrito de Etila (C2H5ONO) 
 Nitrobenzeno (C6H5NO2) 
 Anilina (C6H5NH2) 
 Toluidina (CH3C6H4NH2) 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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3. ASFIXIANTES 
 
3.1 Asfixiantes Simples 
 Fisiologicamente inertes: 
 Hidrogênio (H2) 
 Nitrogênio (N2) 
 Hélio (He) 
 Anestésicos fracos: 
Metano (CH4) 
 Etano (C2H6) 
 Acetileno (C2H2) 
 
3.2 Asfixiantes Químicos 
 Monóxido de Carbono (CO) 
 Anilina (C6H5NH2) 
 Gás Cianídrico (HCN) 
 
 
 
 
CAPÍTULO III - UNIDADES DE MEDIDAS DOS GASES E PARTÍCULAS 
 
Os instrumentos empregados na detecção de gases, vapores e material 
particulado fornecem resultados principalmente nas seguintes unidades de 
medida: 
 
 
 
ppm – partes por milhão, ou seja, partes do poluente gasoso contidas em 
um milhão de partes do ar que se respira. É a unidade de medida utilizada quando 
se estuda a toxicidade dos contaminantes e a insalubridade dos locais. Os limites 
de tolerância dos gases são expressos em ppm, bem como o limiar de percepção 
de gases pelo olfato. 
 
 
 
% vol – porcentual em volume, utilizada para exprimir grandes 
concentrações de gases, notadamente componentes de uma mistura, como por 
exemplo, os do ar que respiramos. 1% vol representa 10.000 ppm. 
 
 
 
mg/m3 – miligramas de contaminante por metro cúbico de ar respirado. 
Utiliza-se esta unidade em casos de presença de contaminantes particulados por 
metro cúbico de ar considerado. 
 
Veja o exemplo adiante, que representa os componentes do ar respirável 
em % volume e em ppm, do qual apenas se retirou o teor de umidade: 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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CAPÍTULO IV - TOXICOLOGIA 
 
O QUE É UM TÓXICO? 
 
Este capítulo no Tratado chama a atenção para os perigos à saúde dos 
trabalhadores que entram em contato com produtos químicos tóxicos. Primeiro 
devemos decidir: o que é um tóxico? Os produtos químicos são tóxicos. Isto quer 
dizer que qualquer produto químico seja tóxico? Sob o risco de incentivarmos 
uma “fobia a produtos químicos” diríamos que sim; quase todo mundo concorda 
com essa afirmação. É comum perguntarmos aos participantes de nossos cursos 
nomes de produtos químicos que não sejam tóxicos. Sempre que a água está 
incluída nos exemplos, lembramos à classe que um jornal britânico noticiou o 
caso de uma pessoa na Inglaterra que, acreditando que uma grande quantidade de 
água fosse boa para sua saúde, tomou tanta água que acabou morrendo devido à 
diluição da concentração de sais nos fluidos líquidos do seu organismo. 
 
 
 
Se você parar de tomar água só por ter lido isto, você não entendeu muito 
bem a situação. A principais palavras nas frases acima foram: “tomou tanta água”. 
A água, normalmente, é um produto químico muito seguro porque as quantidades 
que tomamos estão muito abaixo dos níveis que poderiam ser prejudiciais. No 
entanto, alguns prazeres derivados de sentarmo-nos à mesa e degustarmos um 
bom prato num bom restaurante desapareceriam se pensássemos que todo 
alimento não passa de uma mistura de produtos químicos. Qualquer um destes 
produtos isoladamente ingeridos em excesso poderia ser perigoso, mas é pouco 
provável que algum deles pudesse causar algum dano com as quantidades 
ingeridas num simples jantar. Uma das maiores responsabilidades dos 
toxicologistas é determinar qual nível de exposição a um determinado produto 
químico pode causar algum dano e qual nível é seguro. Já compreendemos a 
importância da detecção de gases e partículas nos locais de trabalho. 
 
 
 
 
COMPONENTE FÓRMULA % EM VOLUME (ppm) 
Oxigênio O2 20,93 (209.300) 
Nitrogênio N2 78,10 (781.000) 
Argônio Ar 0,9325 (9.325) 
Dióxido de Carbono CO2 0,03 (300) 
Hidrogênio H2 0,01 (100) 
Neônio Ne 0,0018 (18) 
Hélio He 0,0005 (5) 
Criptônio Kr 0,0001 (1) 
Xenônio Xe 0,000009 (0,09) 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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VIAS DE ABSORÇÃO DE VENENOS 
 
No sentido fisiológico, um material é tido como absorvido somente 
quando ele tenha ganhado entrada na corrente sangüínea e conseqüentemente 
tenha sido carregado para todas as partes do corpo. Algo que foi engolido e que é 
posteriormente excretado, mais ou menos sem mudanças, nas fezes, não foi 
necessariamente absorvido, mesmo que possa ter permanecido no sistema 
gastrintestinal por horas ou mesmo dias. A Toxicologia Industrial refere-se 
primeiramente a três rotas de absorção ou portas de entrada que os materiais 
podem utilizar para atingir a corrente sangüínea: a pele, o trato gastrintestinal e os 
pulmões. 
 
Absorção através da Pele . Antes da introdução de métodos 
modernos de tratamento da sífilis, uma parte do padrão de terapia consistia no 
tratamento com mercúrio. A efetividade dependiado fato que certas formas de 
mercúrio podem ser absorvidas através da pele intacta. Agora é reconhecido que 
absorção pela pele pode ser um fator significante em envenenamento ocupacional 
por mercúrio, bem como, um número de outras doenças industriais. No caso de 
metais além do mercúrio, entretanto, a entrada através da pele é relativamente sem 
importância, exceto para alguns compostos organometálicos, como chumbo 
tetraetila. 
 
A Absorção pela Pele tem como sua maior importância a relação com 
solventes orgânicos. É geralmente fato reconhecido que quantidades significantes 
destes compostos podem entrar no sangue através da pele tanto como resultado de 
contaminação direta acidental ou quando o material tenha sido espirrado sobre as 
roupas. Uma fonte adicional de exposição é encontrada na prática muito comum 
de usar solventes industriais para remoção de graxas e sujeira das mãos e dos 
braços, em outras palavras, para propósitos de limpeza. Este procedimento, 
incidentalmente, é uma grande fonte de dermatites. 
 
Absorção Gastrintestinal . O simples fato de que algo tenha sido 
colocado na boca e engolido, não significa necessariamente que tenha sido 
absorvido. Naturalmente quanto menos solúvel o material for, menor é a 
possibilidade de absorção. Era comum no passado a prática de atribuir certos 
casos de envenenamento ocupacional a hábitos sem higiene por parte da vítima, 
particularmente falta de lavagem das mãos antes de alimentar-se. Não há dúvidas 
de que alguns materiais tóxicos, utilizados na indústria, podem ser absorvidos 
através do trato intestinal, mas é agora genericamente acreditado que com certas 
exceções esta rota de entrada é de menor importância. Um caso ocorrido no Brasil 
há alguns anos, em Franca (SP) teve como rota de penetração de um agente tóxico 
(chumbo) o trato gastrintestinal. Foi constatado que as vítimas, algumas fatais, 
colocavam pregos para sapatos nos lábios, estando desta maneira ingerindo 
quantidades muito elevadas de chumbo que se encontrava presente nos pregos. 
Ingestão acidental de quantidades perigosas de compostos venenosos em uma 
única dose tem também sido registrada nos últimos anos. De maneira geral, pode 
ser dito que a absorção intestinal de venenos industriais é de menor importância e 
que a teoria de envenenamento das “mãos sujas” tem sido desacreditada. 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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_______________________________________________________________ 11
 
 
Absorção através dos pulmões . A inalação de ar contaminado é, 
de longe, o mais importante meio pelo qual os venenos ocupacionais ganham 
entrada no corpo. E com isso fica evidenciada a importância da Proteção 
Respiratória. É seguro estimar que pelo menos 90% de todo envenenamento 
industrial (excluindo dermatites) pode ser atribuído à absorção através dos 
pulmões. Substâncias perigosas podem estar suspensas no ar na forma de pós, 
fumos, névoas ou vapores, e podem estar misturadas com o ar respirável no caso 
de verdadeiros gases. Desde que um indivíduo, sob condições de exercício 
moderado irá respirar cerca de 10 metros cúbicos de ar no curso normal de 8 horas 
de trabalho diário, é prontamente entendido que qualquer material venenoso 
presente no ar respirável oferece uma séria ameaça. 
 
Felizmente, todos os materiais estranhos que são inalados não são 
necessariamente absorvidos pelo sangue. Uma certa quantidade, particularmente a 
que está num estado muito bem dividido, será imediatamente exalada. Outra 
porção do material particulado respirado é captada pela mucosa que se localiza na 
passagem do ar (traquéia) e é subseqüentemente expelida junto com o muco. 
 
Ligado a isso, é necessário ser mencionado que algum muco pode ser, 
consciente ou inconscientemente, engolido, desta maneira aumentando a 
oportunidade para absorção intestinal. 
 
Outras partículas são captadas por algumas células que podem entrar na 
corrente sangüínea ou serem depositadas em vários tecidos ou órgãos. Gases 
verdadeiros irão passar diretamente pelos pulmões até o sangue, da mesma 
maneira como o oxigênio no ar inspirado. Por causa do fato de que a grande 
maioria dos venenos industriais conhecidos pode a um certo tempo estar presente 
como contaminantes atmosféricos e verdadeiramente constituir uma ameaça 
potencial à saúde, programas diretamente relacionados à prevenção de 
envenenamento ocupacional, geralmente dão mais ênfase à ventilação para 
redução do perigo. 
Em primeiro lugar, faça um reconhecimento
perfeito do ambiente de trabalho, que
contaminantes que existem no ar e em que
quantidade. Depois, você poderá planejar e
implementar a melhor proteção respiratória para
seus trabalhadores.
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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2ª Parte 
 
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 
 
 
CAPÍTULO V - A RESPIRAÇÃO HUMANA 
 
O corpo humano é comparável a uma indústria química completa, tantas 
são as transformações que nele se processam. A energia química armazenada nos 
alimentos é transformada, após uma longa cadeia de reações, em energia cinética 
e energia térmica. 
 
Esta cadeia de reações sempre termina com uma reação típica de 
combustão, ou seja, a combinação de algum hidrocarboneto com oxigênio, 
resultando daí dióxido de carbono, vapor de água e energia. 
 
Esta é a reação de combustão da glicose: 
 
 C6H12 O6 +6O2 6CO2 + 6H2O + energia 
 
O meio de transporte que leva oxigênio a todas as células do nosso 
organismo é o sangue. A tarefa de transportá-lo através do corpo é uma das 
funções do aparelho circulatório, bem como recolher o produto da reação, o 
dióxido de carbono, e levá-lo até os pulmões para que seja expelido no ar 
expirado. 
 
O oxigênio é o único componente do ar respirável vital à nossa 
sobrevivência. Nosso organismo adaptou-se ao longo de milhões de anos à 
composição do ar que já vimos. A presença de qualquer gás ou aerodispersóide 
no ar que se respira vai causar uma perturbação no organismo humano que variará 
conforme parâmetros como: características do contaminante, concentração, tempo 
de exposição, esforço físico despendido no trabalho, etc. Respirar uma 
concentração reduzida de oxigênio também poderá causar distúrbios ao 
organismo. 
 
Podemos considerar, portanto, que o “ar respirável”: 
 
1. Deve conter, no mínimo, 19,5 % vol. de oxigênio, 
2. Deve estar livre de substâncias prejudiciais à saúde que, através da 
respiração, possam ser inaladas e causarem distúrbios no organismo ou 
envenenamentos, 
3. Deve se encontrar no estado apropriado para a respiração, isto é, ter 
pressão e temperatura que, em hipótese alguma, possam levar a 
queimaduras ou congelamentos, 
4. Não deve conter qualquer substância que o torne desagradável (cheiros, 
sabores, etc.). 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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O APARELHO RESPIRATÓRIO – MECANISMO DA RESPIRAÇÃO 
 
A respiração humana é um processo complexo, onde muitas variáveis 
apresentam características importantes. O caminho que as partículas de poeira 
percorrem no sistema respiratório é constituído pelo nariz, boca, faringe, laringe, 
árvore traqueobronquial e alvéolos pulmonares. Portanto, os principais elementos 
do aparelho respiratório são: 
 
• Vias aéreas superiores (nariz e boca) 
• Laringe 
• Faringe 
• Traquéia 
• Pulmões, onde se localizam brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares 
 
 
 
 
 
 
Os pulmões se localizam na caixa torácica e a preenchem quase que 
totalmente. Cada pulmão tem a forma de um cone irregular, com cerca de 25cm 
de altura. 
 
A - Cavidade Nasal 
 
B - Faringe 
 
C – Laringe 
 
D – Traquéia 
 
E - Alvéolos 
 
F – Árvore Bronquial 
 
G – Diafragma 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Os brônquios penetram nos pulmões e ali se ramificam. Cada ramo penetra 
num lobo e em seu interior volta a se ramificar de modo a estabelecer ligações 
independentes com os diversos segmentos que compõem cada lobo. 
 
Dentro dos segmentos, os bronquíolos continuam a se ramificar, até 
formarem os diminutos bronquíolos respiratórios, dos quais provêm os condutos 
alveolares. Estes se abrem em dilatações chamadas sáculos alveolares que, por sua 
vez, se abrem em alvéolos pulmonares. Uma pessoa adulta pode ter 
aproximadamente 700 milhões destes alvéolos. 
 
É nos alvéolos pulmonares que se dá a troca gasosa. Nesse setor, o 
oxigênio do ar inalado se une à hemoglobina do sangue e por esta é transportado 
às células. Aqui também o gás carbônico produto da reação começa a ser 
transportado para ser eliminado depois. 
 
Quando uma partícula de aerodispersóide consegue chegar até o alvéolo, 
ela simplesmente lá se aloja para sempre, inutilizando sua capacidade de troca 
gasosa. Quantos mais alvéolos estiverem assim inutilizados, maiores as evidências 
de doenças pulmonares, de acordo com o tipo de contaminante. Durante o 
processo respiratório, os gases presentes no ar que se respira, por sua vez, também 
podem produzir efeitos mais ou menos severos, agudos ou crônicos, conforme sua 
natureza. 
 
 
CONSUMO DE AR E TRABALHO REALIZADO 
 
A demanda de ar respirável pelo homem não é uma constante: ela depende 
do tipo de trabalho realizado (esforço físico), idade, estado físico do indivíduo, 
estado emocional, etc. 
 
A referência-padrão para o consumo de ar pelo corpo é o Volume 
Respirado por Minuto. A tabela a seguir, foi baseada em publicação do “U.S. 
Navy Diving Manual”: 
 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
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ATIVIDADE 
 
TRABALHO 
CONSUMO 
DE 
OXIGÊNIO 
(l/min) 
 
VOLUME 
RESPIRATÓRIO 
(l/min) 
 
RENDIMENTO 
(Watt) 
Descansando Deitado 
Sentado 
Em pé 
0,25 
0,30 
0,40 
6 
7 
9 
- 
- 
- 
Trabalho 
Leve 
Andando a 
3,2 km/h 
Nadando 
devagar a 0,9 
km/h 
 
0,70 
 
 
0,80 
 
16 
 
 
18 
 
30 
 
 
40 
Trabalho 
Médio 
Andando a 
6,5 km/h 
Nadando a 
1,6 km/h 
 
1,20 
 
1,40 
 
27 
 
30 
 
80 
 
95 
Trabalho 
Pesado 
Nadando a 
1,85 km/h 
Pedalando a 
21 km/h 
Correndo a 12 
km/h 
 
1,80 
 
1,85 
 
2,00 
 
40 
 
45 
 
50 
 
130 
 
140 
 
145 
Trabalho 
Pesadíssimo 
Nadando a 
2,2 km/h 
Correndo a 15 
km/h 
Subindo 100 
degraus/min 
Correndo 
Morro acima 
 
2,50 
 
2,60 
 
3,20 
 
4,00 
 
60 
 
65 
 
80 
 
95 
 
185 
 
200 
 
250 
 
290 
 
 
CAPÍTULO VI - CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO 
RESPIRATÓRIA 
 
A Instrução Normativa nº 1 do Ministério do Trabalho em Emprego, de 
11 de abril de 1994 apresentou o “Programa de Proteção Respiratória” com 
recomendações de seleção e uso dos equipamentos de proteção respiratória. Lá se 
encontram as práticas aceitáveis para usuários de respiradores, com informações e 
orientações sobre o modo apropriado de selecionar, usar e cuidar dos 
equipamentos, além de conter os requisitos para o estabelecimento e melhoria de 
um Programa de Proteção Respiratória. 
 
 
 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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CAPA DO PPR – PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA DO 
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO – INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01 
DE 11/04/1994 
 
 Esta publicação, que deve sempre estar ao lado do profissional de 
segurança do trabalho para consulta, esteve à venda na Fundacentro. Na época da 
presente revisão deste Tratado, foi divulgada a forma de obter este Programa sem 
custo. Pode ser baixado no site www.fundacentro.gov.br sob o título 
“tratadodeprotecaorespiratoria.pdf. . 
 
 
Também será útil ao profissional de segurança que queira executar o 
Programa de Proteção Respiratória em sua empresa, consultar e inteirar-se dos 
procedimentos de elaboração adotados em outros países para, então, adotar 
conduta mais completa e adequada. 
 
Os respiradores oferecem proteção de duas formas: ou removendo o 
contaminante do ar antes que ele seja inalado ou suprindo ar respirável de uma 
fonte independente de abastecimento. A classificação principal dos tipos de 
respiradores está baseada nessas categorias. 
 
Um respirador que remove os contaminantes do ar é chamado respirador 
purificador de ar. Um que forneça ar de uma fonte externa é chamado respirador 
supridor de ar ou respirador com linha de ar. Ambos os tipos podem ser 
subclassificados pelo tipo de cobertura das vias aéreas e pelo modo de operação. 
 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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A finalidade básica de qualquer respirador é, simplesmente, proteger o 
sistema respiratório da inalação de contaminantes presentes na atmosfera em 
locais de trabalho. Sempre que as medidas de engenharia não puderem eliminar 
totalmente esses contaminantes, recorre-se à proteção respiratória. Os respiradores 
oferecem proteção tanto removendo os contaminantes do ar antes que este seja 
inalado quanto suprindo ar respirável de uma fonte independente. As principais 
classificações de tipos de respiradores estão baseadas nestas categorias. 
 
Um respirador que remova contaminantes do ar ambiente é chamado de 
respirador purificador de ar. Um respirador que forneça ar de uma fonte 
diferente daquela da atmosfera circundante é um respirador supridor de ar. 
Ambos os tipos de respiradores podem, depois, ser subclassificados pelo tipo de 
cobertura das vias respiratórias (Peças Faciais) e pelo modo de operação. 
 
Para facilidade de estudo, podemos classificar os equipamentos de 
proteção respiratória em: 
 
DEPENDENTES: sua utilização depende das condições do ambiente onde o 
usuário vai desempenhar suas tarefas tais como: 
concentração dos contaminantes e concentração do oxigênio 
no ar. São exemplos clássicos desta família os 
respiradores purificadores de ar (respiradores com filtros). 
 
INDEPENDENTES: a utilização destes respiradores independe das condições 
reinantes no ambiente onde eles serão utilizados, pois os 
usuários respiram um ar já purificado, através de 
mangueiras de ar ou dos equipamentos autônomos de ar 
comprimido. 
 
PEÇAS FACIAIS 
 
Antes do estudo da Proteção Respiratória propriamente dito, vejamos os 
tipos de peças faciais que podemos empregar, pois muitas delas são utilizadas na 
construção de vários tipos de equipamentos de proteção respiratória. Tomaremos 
como exemplos, na maioria dos casos, aqui e em outros capítulos deste Tratado, 
os equipamentos produzidos pela empresa SBPR - Sistema Brasileiro de Proteção 
Respiratória Ltda., que têm como marca registrada Air Safety. 
 
Poderemos dividir o estudo das peças faciais em: 
 
A - Peças Faciais de Ajuste Firme ao rosto do usuário 
 
Peças Bocais – em respiradores de fuga, tendo dispositivo envolvido 
pelos lábios onde se dá a vedação e seguro pelos dentes do usuário, dotados de 
uma pinça nasal para impedir respiração pelo nariz, com filtros, indicados para 
uso em situações de fuga quando houverescape de gases tóxicos. Não permitem 
comunicação entre quem usa e outras pessoas. Após o uso, o filtro é descartado, 
sendo o restante aproveitado após lavagem, higienização e reposição de filtro e 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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lacres. São de uso por tempo limitado, apenas nas situações de auto-salvamento. 
O ajuste firme neste caso não se refere à vedação ao rosto. 
 
 
 
Peça Bocal (usada em respiradores de fuga com filtro) 
 
Peças Quarto Faciais – peças faciais que cobrem a boca, o nariz e se 
apóiam sobre o queixo. 
 
 
Respirador com peça Quarto Facial 
 
 
 
 
Peças Semifaciais – peças faciais que cobrem a boca, o nariz e se apóiam 
sob o queixo. Servem como barreiras contra a atmosfera contaminada e como 
peça principal de construção dos respiradores purificadores de ar ou supridores de 
ar às quais elementos podem ser agregados. Podem e devem sofrer manutenção, 
limpeza e higienização, substituindo-se as peças gastas por outras novas. Também 
os respiradores descartáveis se enquadram nesta definição, sendo peças faciais 
filtrantes, onde o próprio meio filtrante é usado para fabricação do respirador. Por 
serem descartáveis, não são passíveis de manutenção. 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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O SBPR, por exemplo, oferece ao mercado quatro modelos de respiradores 
semifaciais para escolha direta do usuário ou profissional de segurança. São eles: 
o Air Tox I, o Air Tox II, o Verna e o Air San. Lembremos que os descartáveis 
também são considerados respiradores semifaciais. 
 
 
 
 
 Respiradores com Peças Semifaciais 
 
Os respiradores com peça semifacial são confeccionados com borracha 
flexível, silicone, neoprene ou ainda outros materiais. Incorporam tirantes de 
elásticos com ou sem cobertura de fios de tecido, com quatro pontos de fixação. 
 
Os modelos de respiradores semifaciais oferecem excelente vedação ao 
rosto do usuário, adaptando-se facilmente a praticamente todos os tipos de rostos. 
A tecnologia que se adota na fabricação de respiradores purificadores de ar 
(respiradores que utilizam filtros) determina seu visual: européia, com apenas 1 
filtro posicionado frontalmente, o que se constitui numa solução que oferece 
conforto ao usuário, e americana, com respiradores de 2 filtros. O SBPR fabrica 
os seus respiradores semifaciais e faciais inteiros com as duas tecnologias, 
facilitando a escolha do profissional de segurança do trabalho. 
 
A escolha do respirador deve recair naquele modelo que ofereça o maior 
conforto ao usuário e vedação perfeita, reconhecido após execução dos Ensaios de 
Vedação de que tratam os diversos PPR existentes no mundo. 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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A troca dos filtros é fácil e todos os componentes dos respiradores podem 
ser também facilmente substituídos. 
 
Peças faciais inteiras – peças faciais que cobrem boca, nariz e olhos. Por 
protegerem os olhos, essas peças faciais são dotadas de um visor, apresentando 
também outras características que as tornam as peças faciais que melhor vedação 
e conforto oferecem aos usuários, como: dupla vedação labial, cinco pontos de 
fixação, mascarilha interna, alça para transporte e membrana acústica, que permite 
comunicação entre os usuários. Essas peças faciais inteiras podem ser utilizadas 
com filtros, com respiradores com linha de ar e nas máscaras autônomas de ar 
comprimido. Neste caso pode ser necessária uma adaptação para correção da 
visão do usuário. Igualmente neste caso, os respiradores podem facilmente sofrer 
manutenção e substituição de peças de reposição. 
 
Modelos de peças faciais inteiras de 1 via (um filtro): a Full Face e a Star 
Air. 
 
 
 
 
 Modelo Full Face corpo preto Modelo Star Air 
 
 
Modelo de Peça Facial Inteira de 1 via (um filtro) : 
 
 
 
 
Peça Facial Inteira modelo Full Face de 1 via (1 filtro) 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Modelo de Peça Facial Inteira de 2 vias (dois filtros) que o SBPR produz para 
atender às preferências de mercado: 
 
 
 
 
 
 
Respirador com Peça Facial Inteira modelo Absolute 
 
B - Peças Faciais de Ajuste Solto no rosto do usuário 
 
Capuzes e Capacetes, não abordados neste Tratado. São projetados para 
oferecer uma vedação parcial ao rosto do usuário, não cobrem pescoço e ombros e 
podem ou não oferecer proteção à cabeça. Basicamente só oferecem proteção 
contra partículas. Aqui se incluem os respiradores motorizados 
 
FATOR DE PROTEÇÃO ATRIBUÍDO 
 
É a mínima proteção respiratória que se espera de uma certa classe de 
respiradores. Exemplo: Um respirador FPA 10 deve reduzir 10 vezes dentro dele a 
concentração externa do contaminante. Se o ambiente contiver 15 ppm de um gás, 
espera-se dentro do respirador uma concentração máxima de 1,5 ppm. 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Alguns exemplos: 
 
 
Tipo de respirador Peça Semifacial Peça Facial Inteira 
Purificador de ar (uso 
com filtros) 
10 100 
Uso com Linha de Ar 
- sem pressão positiva 
- com pressão positiva 
- de fluxo contínuo 
 
10 
50 
50 
 
100 
1000 
1000 
Máscara Autônoma 
- com pressão positiva 
 
N/A 
 
10.000 
(nem todos os usuários 
alcançam este nível) 
 
 
De onde se tirou o conceito de Fatores de Proteção para os respiradores? 
 
O U. S. Bureau of Mine, dos Estados Unidos, refere-se ao termo “fator de 
descontaminação” nos seus primeiros estudos em 1965 e o definia como sendo “a 
relação entre a concentração de poeiras, fumos ou névoas presentes na atmosfera e 
a concentração deles dentro da peça facial que está sendo usada”. Em 1975, o 
OSHA e o NIOSH desenvolveram conjuntamente uma Decisão Lógica sobre 
Respiradores e que depois foi atualizada em 1987. Os Laboratórios Nacionais de 
Los Alamos desenvolveram um conjunto de fatores de proteção baseados em 
ensaios de laboratório com respiradores dentro de câmaras especiais assim como 
durante os ensaios de vedação. Em época mais recente ainda, os FPA envolveram 
estudos mais abrangentes. 
 
CAPÍTULO VII - ENSAIOS DE VEDAÇÃO DE RESPIRADORES 
 
É o uso de um agente de teste para determinar a habilidade individual de se 
obter no usuário uma vedação adequada quando utilizando um respirador 
especificado. Os Programas de Proteção Respiratória de diversos países exigem 
que cada trabalhador que utilize um respirador de ajuste firme seja submetido a 
ensaio de vedação para determinar se está utilizando um respirador adequado. 
Estes ensaios são também conhecidos como “Fit Testing”. É através da realização 
destes ensaios que podemos garantir a boa vedação dos respiradores no rosto dos 
usuários. 
 
A proteção respiratória eficiente depende, em grande parte, da vedação do 
respirador que o trabalhador está usando que por sua vez, depende das 
características faciais do mesmo. Nas últimas décadas, o sobrepeso e a obesidade 
das pessoas alcançaram proporções epidêmicas e constituem um caso marcante de 
saúde pública nos EstadosUnidos e em muitos outros países. O sobrepeso e a 
obesidade levam a mudanças na morfologia óssea e no tecido facial que podem 
estar associados com as dimensões da face. Ainda faltam mais dados sobre a 
influência do sobrepeso e da obesidade das pessoas no desenvolvimento de todos 
os equipamentos de proteção individual. 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Nem todos os respiradores têm vedação perfeita a todos os rostos dos 
usuários, daí a necessidade de se manter em estoque mais de um tipo de respirador 
para oferecer o melhor deles ao usuário, levando em conta inclusive sua 
preferência pessoal. O Sistema Brasileiro de Proteção Respiratória dispõe de 
respiradores semifaciais de 4 tamanhos diferentes para atender aos casos em que 
um determinado tipo ou tamanho não possa oferecer boa vedação. 
 
Fatores que podem prejudicar a boa vedação de um respirador: 
 
• Pelos faciais tais como barbas, bigodes, costeletas, etc. 
• Osso zigomático muito protuberante 
• Face muito delgada 
• Cicatrizes faciais 
• Óculos 
• Maquiagem 
• Próteses dentárias 
 
Com que freqüência se executa um ensaio de vedação? 
 
• Antes do uso inicial do respirador 
• Após isso, pelo menos uma vez ao ano 
• Sempre que o usuário reportar ou de alguma forma for observado que o 
usuário tenha sofrido mudanças físicas que poderiam afetar a vedação. 
Tais condições incluem, mas não se limitam a: alterações nas arcadas 
dentárias, cirurgias faciais ou alterações visíveis no peso corporal. 
 
 
 
 
Tipos de Ensaios de vedação 
 
Qualitativos: 
Aerossol de Sacarina (sabor doce) 
Aerossol de Bitrex (sabor amargo) 
Acetato de Isoamila (Óleo de Banana) 
Fumos irritantes 
 
 
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Etapa do Ensaio de Vedação Qualitativo com Spray de Sacarina 
 
 
 
 
Ensaio de Vedação Qualitativo em Câmara de Óleo de Banana 
(este ensaio não se aplica a respiradores descartáveis) 
Tratado de Proteção Respiratória 
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Quantitativos: 
 
Requerem instrumentação especial: 
 
• Geração de Aerossol 
• Aerossol Ambiental 
• Pressão Negativa Controlada 
 
Importante: também é indispensável uma avaliação médica do usuário 
para determinar se o mesmo está apto para utilizar qualquer tipo de respirador 
para desempenho de suas tarefas em ambientes contaminados. Há fatores que 
podem restringir a utilização dos respiradores, tais como: doenças pulmonares 
moderadas, hipertensão moderada, histórico de doenças cardíacas isquêmicas, 
portadores insulinodependentes de diabetes, certas doenças de pele como pseudo 
foliculite barbae. As condições que podem contra-indicar o uso de respiradores 
podem ser: doenças pulmonares graves, doenças cardíacas graves, hipertensão 
incontrolável, claustrofobia, anomalias faciais e problemas músculo-esqueléticos 
que interfiram no uso. 
 
 
Lembre-se que a avaliação do médico é importante para determinar se o 
funcionário está em condições de utilizar um respirador, qualquer que seja o 
modelo. 
 
 
CAPÍTULO VIII – TREINAMENTO DOS USUÁRIOS 
 
Sempre é conveniente lembrar que o TREINAMENTO dos usuários de 
qualquer EPI, principalmente os que usarão equipamento de proteção respiratória, 
é procedimento indispensável porque eles necessitam de todas as informações 
disponíveis para que possam utilizar seus equipamentos, reconhecendo e 
reportando ao seu supervisor qualquer anomalia encontrada. 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
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Todo fabricante de respiradores deve oferecer aos seus consumidores e 
usuários finais um completo treinamento para o bom uso dos equipamentos que 
fabrica. 
 
Dos profissionais de segurança do trabalho espera-se uma supervisão 
direta dos usuários dos equipamentos, devendo ter um mínimo de conhecimento 
dos mesmos. 
 
Um treinamento em proteção respiratória para os profissionais de segurança 
inclui: 
 
• Práticas básicas em Proteção Respiratória 
• Conhecimentos de seleção e uso de equipamentos para proteção dos 
empregados contra qualquer risco aos quais eles possam estar expostos. 
• Conhecimento da natureza e abrangência dos riscos aos quais os 
trabalhadores estão expostos. 
• Operação de toda a estrutura completa do Programa de Proteção 
Respiratória da sua empresa 
• Treinamento e reciclagem em técnicas de respiradores. 
 
 
 
Treinamento constante prepara os usuários 
para ação imediata quando necessário 
- 
 
CAPÍTULO IX - EQUIPAMENTOS DEPENDENTES 
 
RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR 
 
FILTROS MECÂNICOS 
 
Os filtros mecânicos são destinados à proteção respiratória de usuários 
desempenhando suas funções em ambientes contendo material particulado no ar 
que respiram. Como material particulado, os aerodispersóides, entendem-se não 
somente as partículas sólidas mas também as partículas líquidas (gotículas). Entre 
estes aerodispersóides temos também névoas, fumos, vapores metálicos, 
radionuclídeos. 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Mecanismos de f i l tragem de aerodispersóides dos f i l tros 
mecânicos 
 
 
 
Os filtros mecânicos são de dois tipos: absolutos e não-absolutos. Os 
filtros absolutos utilizam uma espécie de seleção para remover as partículas do ar, 
isto é, eles excluem as partículas que têm diâmetro maior do que sua malha. No 
entanto, a maioria dos filtros mecânicos é do tipo não-absoluto, o que significa 
que eles podem conter malhas mais largas do que as partículas a serem removidas. 
Eles usam combinações de captura de interceptação, captura de sedimentação, 
captura de impacto inercial, captura por difusão e captura eletrostática para 
removerem as partículas. A exata combinação de mecanismos de filtragem 
adotada depende do fluxo de ar através do filtro e do tamanho das partículas. 
 
Captura de Interceptação 
 
 À medida que as correntes de ar se aproximam de uma camada de fibra da 
manta filtrante perpendicular ao seu caminho, elas se espalham e se comprimem a 
fim de fluir ao redor da fibra e se juntam do outro lado (veja a figura abaixo). Se o 
centro da partícula nessas correntes de ar penetra a distância radial na fibra, ela 
encontra a superfície da fibra e é capturada. Quando o tamanho da partícula é 
maior, a probabilidade de captura de interceptação aumenta. Neste mecanismo, as 
partículas não se desviam do seu caminho original. 
 
 
 
Mecanismo de captura por interceptação 
 
 
Captura de sedimentação 
 
 Somente partículas grandes (2µ ou maiores) são capturadas por 
sedimentação. Uma vez que este tipo de mecanismo de captura conta com a 
gravidade para trazer as partículas da corrente de ar, o fluxo através da manta 
filtrante deve ser baixo (veja a figura abaixo) 
 
Correntes de ar Interceptação
FIBRA
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Mecanismo de captura por sedimentação 
 
 
Captura de impacto inercial 
 
 À medida que as correntes de ar se chocam e mudam de direção de repentepara passar em volta da fibra, as partículas com suficiente inércia não podem 
mudar de direção o suficiente para evitar a fibra. Assim elas se chocam na 
superfície da fibra (veja a figura abaixo). O tamanho, densidade, velocidade e 
forma da partícula determinam sua inércia. 
 
 
Mecanismo de captura por impacto inercial 
 
Captura por difusão 
 
 O movimento de partículas menores é afetado pelas moléculas de ar que 
colidem com elas. As partículas, então, podem cruzar randomicamente a corrente 
de ar e encontrar a fibra enquanto passam. Veja a figura abaixo. Este movimento 
randômico é dependente do tamanho da partícula e da temperatura do ar. À 
medida que o tamanho das partículas diminui e a temperatura do ar aumenta, a 
atividade de difusão das partículas também aumenta. Isto aumenta a probabilidade 
da captura. Fluxos de ar menores através do filtro também aumentam a 
probabilidade da captura porque a partícula gasta mais tempo para passar pela 
área da fibra. 
Correntes de ar Sedimentação
Gravidade
Fibra 
Correntes de ar Impacto 
Fibra
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Mecanismo de captura por difusão 
 
Captura eletrostática 
 
 Na captura eletrostática, as partículas são carregadas e as fibras da manta 
filtrante têm cargas opostas. Portanto, as partículas são atraídas à fibra da manta 
filtrante. Veja a figura abaixo. O mecanismo de captura eletrostática das mantas 
filtrantes desta classe auxilia os outros mecanismos, especialmente os de 
interceptação e de difusão. 
 
 
 
Mecanismo de captura eletrostática 
 
Correntes de ar
Difusão 
Fibra 
Partículas 
carregadas 
Fibra carregada
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Peça Semifacial Filtrante – PFF (o mesmo que máscara ou respirador 
descartável) 
 
A Norma Brasileira NBR 13698 Peça Semifacial Filtrante para Partículas 
classifica os respiradores descartáveis em três classes de proteção, PFF1, PFF2 e 
PFF3, segundo ensaios de penetração de cloreto de sódio e/ou óleo de parafina, 
executados em equipamentos especiais em laboratório. Também mostramos os 
valores máximos segundo a Norma Européia EN 149:200: 
 
Tipo/Classe de 
Proteção 
Penetração de Solução de 
NaCl a 95 l/min 
NBR 13698 EN 149:2000 
Penetração de névoa de 
óleo de parafina a 95 l/min 
NBR 13698 EN 149:2000 
PFF1 Máx. 20% Máx. 20% - Máx. 20% 
PFF2 Máx. 6% Máx. 6% Máx. 2% Máx. 6% 
PFF3 Máx. 3% Máx. 1% Máx. 1% Máx. 1% 
 
Os respiradores descartáveis do SBPR constituem a linha Mask Face e são 
fornecidos nas 3 classes de proteção mencionadas. São embalados 
individualmente para melhor proteção contra poeiras durante o armazenamento e 
facilidade de colocação. 
 
Todas as Mask Faces são de formato flexível, de boa vedação ao rosto dos 
usuários, possuem pinça nasal moldável e duplos tirantes. 
 
 
 
 
Peças Faciais Filtrantes com e sem válvula de exalação – também compatíveis 
com uso simultâneo de óculos, capacetes, toucas etc. 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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De forma geral, tendo sido projetadas como descartáveis e, portanto 
dispensando qualquer tipo de manutenção, as peças faciais filtrantes foram 
previstas para serem utilizadas durante no máximo uma jornada de trabalho, 
sendo descartadas depois e substituídas por outras novas. De qualquer forma, o 
momento em que deveremos substituir uma peça facial filtrante ou um cartucho 
filtrante contra aerodispersóides é determinado por um ou mais dos seguintes 
eventos: 
 
• o respirador apresenta visível sinal de impregnação do aerodispersóide 
ou se apresenta molhado, 
• o respirador apresenta sinais de danos, 
• o respirador oferece uma resistência à respiração maior do que quando 
era novo, 
• o usuário percebe sabor do contaminante. 
 
Os modelos Mask Face são produzidos com ou sem válvula de exalação. Os 
modelos com válvula de exalação são destinados ao uso em ambientes de 
temperaturas muito elevadas, que ocasionam suor abundante no usuário. As 
vantagens dos respiradores Mask Face são: flexibilidade, construídos em camadas 
que não fissuram quando o respirador é dobrado, perfeita vedação ao rosto do 
usuário. 
 
Como todos os respiradores, estes também têm limitações no uso, que são: 
 
• a concentração do oxigênio no local de uso deve ser de, no mínimo 
19,5% em volume. Portanto exclui-se o uso de quaisquer respiradores 
purificadores de ar em espaços confinados; 
• o ambiente não pode conter qualquer concentração de gases tóxicos 
porque estes passariam direto pelo filtro; 
• a concentração dos aerodispersóides não pode ser maior do que 10 
vezes seu limite de tolerância. 
 
Já podemos entender que um levantamento ambiental nos locais de 
trabalho, com manutenção de registros e repetição quando necessário, é 
fundamental para se estabelecer um Programa de Proteção Respiratória. 
 
 
Aplicação: em geral, podemos recomendar uma Peça Facial Filtrante PFF1 
para proteção contra partículas sólidas de diâmetro grande tais como pó de metais, 
madeira, carvão, pedras, etc. Um respirador da classe PFF2 pode ser utilizado 
contra aerodispersóides de produtos químicos, névoas e fumos. Já um PFF3 deve 
ser empregado em ambientes contendo poeiras radiativas e poeiras finíssimas, 
sendo esses ambientes reconhecidos pela baixa velocidade de queda das 
partículas. Quando se adota o uso destes respiradores pela primeira vez, quando o 
usuário retirar o mesmo após sua jornada de trabalho, é importante observar o 
interior da peça, se não houve visível passagem do contaminante ou outro dano. 
Corrige-se o problema, se houver, adotando um respirador de classe superior ou 
mostrando ao usuário a forma correta de colocação. 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
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Aliás, nunca é demais repetir que o treinamento do usuário quanto ao 
uso e cuidados com seus respiradores, sejam eles de que tipos forem, é fator 
fundamental na sua proteção. O SBPR oferece cursos de proteção respiratória, 
manutenção e treinamentos no seu Centro de Treinamento ou na empresa usuária 
para complementar o trabalho do profissional de segurança do trabalho neste 
aspecto. 
 
 
 
 
Peça Semifacial Filtrante para gases e vapores 
 
Se, no ambiente de trabalho, encontrarem-se gases ou vapores, uma peça 
semifacial filtrante que proteja apenas contra aerodispersóides não oferecerá 
proteção. Nestes casos, o SBPR oferece um respirador que contém uma camada 
adicional de um material impregnado com carvão ativo. É essa camada extra a 
responsável pela adsorção dos gases e vapores presentes no ambiente, além da 
camada que retém os aerodispersóides, pois esses respiradores são do tipo 
combinado. 
 
Dessa forma, o programa Air Safety inclui os seguintes respiradores: 
 
Respirador Proteção contra aerodispersóides classe P2, 
mais: 
Mask Face FBC-1 VO 
PFF2 
Vapores Orgânicos, solventes de uma forma 
geral 
Mask Face FBC-1 GA 
PFF2 
Gases Ácidos 
Mask Face FBC-1 AB 
PFF2 
Vapores Orgânicos + Gases Ácidos 
 
Sendo peças faciais filtrantes produzidas com filtros contra gases e vapores 
de baixa capacidade de adsorção, elas se enquadram, segundo a norma NBR 
13696 na classe FBC-1 e a sua limitação de uso,além das já citadas para os 
respiradores contra aerodispersóides, é a concentração máxima de 50 ppm do 
contaminante ou o valor Limite de Tolerância; o que for menor. Atenção: não 
confunda o termo “baixa capacidade de adsorção” com equipamento de “baixa 
qualidade”. 
 
O usuário perceberá a saturação da camada de carvão ativo quando sentir o 
cheiro ou o sabor do contaminante através do respirador, indicando assim a 
necessidade imediata de substituição do respirador. Ou então perceberá um 
acréscimo na resistência respiratória, indicando que o filtro contra 
aerodispersóides já saturou, o que também determinará a substituição do 
respirador. 
 
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Autor: João Antonio Munhoz 
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Os gases e vapores sem ou com fracas propriedades de alerta como o 
cheiro, fazem com que não se recomende o uso de filtros, pois o usuário perde 
uma das suas principais armas para reconhecer o momento da troca. 
 
 
A ilusão da proteção de máscaras do tipo cirúrgico 
 
Estas máscaras apenas protegem os objetos com que o usuário está trabalhando, 
mas não são equipamentos de proteção individual. Nem oferecem vedação 
perfeita, nem seu material retém qualquer contaminante. Veja a figura abaixo e 
identifique o respirador não adequado, além da má colocação de um deles: 
 
 
 
E nesta figura , você pode identificar de que forma poderemos melhorar a vedação 
do respirador? 
 
 
 
 
 
Se você concluiu que o tirante superior deveria estar posicionado mais acima na 
cabeça do usuário, acertou ! 
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Outro exemplo de máscaras (?) que não oferecem proteção ao usuário 
 
 
FILTROS MECÂNICOS PARA PARTICULADOS EM PEÇAS FACIAIS 
NÃO DESCARTÁVEIS 
 
A classificação dos filtros para particulados a serem utilizados em 
respiradores não descartáveis segue a Norma Brasileira NBR 13697 e neste caso 
eles se classificam em P1, P2 e P3, segundo a penetração inicial máxima em 
ensaios com solução de cloreto de sódio e/ou óleo de parafina. Veja a tabela 
adiante: 
 
 
Classe do Filtro Penetração de Solução de 
NaCl a 95 l/min 
Penetração de névoa de 
óleo de parafina a 95 
l/min 
P1 Máx. 20% - 
P2 Máx. 6% Máx. 2% 
P3 Máx. 0,05% Máx. 0,01% 
 
A série de filtros mecânicos do SBPR para os respiradores não 
descartáveis é a seguinte: 
 
 
a) – Filtros mecânicos das classes P2 e P3 para respiradores Air Tox I: 
b) – Filtros mecânicos das classes P2 e P3 para respiradores Air Tox II: 
c) – Filtros mecânicos das classes P2 e P3 para respiradores Verna 
d) – Filtros mecânicos das classes P2 e P3 para respiradores Air San 
 
Todos esses filtros, de fabricação nacional do SBPR, são produzidos com 
mantas que receberam tratamento eletrostático, aumentando assim sua eficiência 
de retenção de aerodispersóides. 
 
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As limitações no uso dos filtros para estes respiradores são as mesmas já 
mencionadas para as peças faciais filtrantes. 
 
Considerações especiais sobre o uso de respiradores por pessoal da área de 
saúde na proteção contra o Bacilo de Koch (Tuberculose) 
 
A fim de prevenir a transmissão de TB, em 1996 o OSHA revisou antigos 
regulamentos do CDC americano (Centro de Controle de Doenças). 
 
Se sua área de atuação abrange tratamento com pessoas com TB, você 
deverá desenvolver na área, para o controle da exposição: 
 
1) Listagem de classificação de cargos com exposição potencial 
2) Listagem de tarefas profissionais e procedimentos adotados pelos 
empregados 
3) Plano escrito de controle de exposição 
 
E para o seu Programa de Proteção Respiratória específico, distribuir 
respiradores com filtros mecânicos da classe P2 a empregados que: 
 
1) Precisam entrar em salas de isolamento 
2) Precisam desempenhar tarefas e procedimentos para indivíduos com 
infecção por TB, suspeita ou confirmada, e que não estejam usando 
máscara. 
3) Precisam transportar indivíduos que não estejam usando máscara 
4) Trabalhem em ambientes com ventilação controlada 
5) Trabalhem em áreas onde estejam presentes indivíduos que não usem 
máscara e que tenham suspeita ou confirmação de infecção por TB 
6) Trabalhem ou residam onde haja indivíduos que não estejam usando 
máscara e que tenham suspeita ou confirmação de infecção por TB 
 
Tanto o NIOSH como o OSHA admitem que “a reutilização de 
respiradores contra partículas é permitida para proteção contra tuberculose desde 
que esses respiradores não estejam danificados, sujos ou a resistência à respiração 
não seja grande o suficiente para causar desconforto ao usuário ou a integridade 
do respirador não esteja comprometida”. Acreditamos, no entanto, que neste caso 
tão especial, não se deva reutilizar um respirador, devendo o mesmo ser 
descartado após um único uso. 
 
FILTROS QUÍMICOS 
 
O filtro químico é aquele destinado a reter gases ou vapores específicos 
contidos no ar que o trabalhador respira durante a execução de suas tarefas. 
 
Geralmente, esses filtros apresentam-se na forma de um cartucho de 
alumínio internamente tratado ou de plástico, que contém o material sorbente que, 
por excelência, é o carvão de casca de coco. Então, um cartucho é um container 
contendo um adsorvente ou catalisador ou a combinação destes dois, que remove 
gases específicos quando estes passarem pelo cartucho. 
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As propriedades adsorventes do carvão são conhecidas desde a 
Antigüidade. Utilizado durante muito tempo unicamente para filtrar água, ele foi 
introduzido no processo de purificação do açúcar a partir do Século XIII. No 
Século XVIII descobriu-se que o carvão possuía a capacidade de eliminar os 
odores dos gases e de descolorir líquidos. Também nessa época, implantou-se o 
processo de ativação do carvão, que multiplica por dez sua capacidade de 
adsorção. 
 
 
Desde então, o desenvolvimento desse produto não fez outra coisa senão 
avançar. Fizeram-se consideráveis progressos no campo dos processos de ativação 
e as aplicações do carvão ativo se ampliaram bastante, sendo que cada uma delas 
passou a exigir um produto específico. Da variedade das aplicações nasceu a 
variedade dos carvões ativos. E uma das aplicações mais importantes está na 
fabricação de filtros contra gases e vapores, que as pessoas vão utilizar com seus 
respiradores, evitando a exposição a esses produtos nocivos. 
 
 
Assim, conhecendo melhor os carvões ativos e suas propriedades, você 
poderá dialogar em melhores condições com seu fornecedor de filtros 
respiratórios e apreciar, como esperamos, as qualidades e aplicações dos filtros do 
SBPR. 
 
 
 
 
 
 
 
 Peças Semi Faciais com Filtros Químicos 
 
 
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Peça Semi Facial modelo Air San 
com Filtro Mecânico 
 
 
 
 
 
Colocação da Peça Facial Inteira e modelo com Filtro Químico 
 
ADSORÇÃO 
 
A adsorção é um fenômeno físico ou químico no qual as moléculaspresentes num líquido ou num gás se fixam na superfície de um corpo sólido. Por 
superfície se entende não somente a superfície exterior, mas também e, acima de 
tudo, a superfície interior do corpo sólido, quando sua natureza é porosa. 
 
O fenômeno da adsorção provém da existência na superfície do sólido de 
forças não compensadas de natureza física. Em algumas ocasiões, pode tratar-se, 
também de forças químicas. 
 
As primeiras forças são eletrostáticas chamadas de Van der Waals. Estas 
são a origem da maior parte dos fenômenos de adsorção graças a uma ação rápida 
e pouco seletiva que não produz nenhuma modificação das moléculas adsorvidas. 
 
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As segundas se produzem devido às interações químicas entre a molécula 
que vai ser adsorvida e a molécula adsorvente. Neste caso, a adsorção é um 
processo seletivo, que produz uma modificação das moléculas adsorvidas e 
geralmente irreversível. Assim, pois, a adsorção é um fenômeno de superfície, que 
não deve ser confundido com a absorção, a qual é produzida quando um líquido 
penetra num corpo poroso, enchendo-o, e sem que o líquido seja retido por outra 
força que não seja a da capilaridade. O exemplo típico de uma absorção é o da 
esponja que se enche de água. 
 
Em resumo, podemos definir o mecanismo da adsorção como sendo o 
fluxo das moléculas dos gases contaminantes difundindo-se dentro da estrutura 
porosa do adsorvente (carvão ativo), onde são removidas por: 
 
Adsorção física: forças de Van der Waals agindo entre o gás e o 
adsorvente. Esta é uma força física muito pequena e fraca. 
 
Adsorção química: acontece uma reação química entre o gás 
contaminante e os impregnantes do adsorvente, com a formação de um produto 
inerte. 
 
Catálise: ação catalítica transformando o gás contaminante em outro não-
contaminante. Caso especial de filtros contra Monóxido de Carbono onde o 
catalisador é a Hopcalita, mistura de óxidos de cobre e manganês. 
 
Importante: apesar de que a adsorção se produz a qualquer concentração 
inicial do contaminante, ela é particularmente eficaz quando este se encontra 
presente em nível de traços. Isto torna a aplicação em filtros respiratórios 
altamente específica, porque aí nossa proteção é contra concentrações de até 5.000 
ppm de gás, ou mesmo menores a espaços de tempos maiores. Concentrações 
acima deste valor vão exigir outros tipos de equipamentos de proteção 
respiratória. Veja mais adiante o Capítulo referente às máximas concentrações 
de uso de respiradores purificadores de ar. 
 
Todas as matérias que contêm carbono podem ser utilizadas na produção 
de carvão ativo, apesar de apenas 4 delas sejam utilizadas de forma industrial, 
devido ao custo, disponibilidade quantitativa e seu comportamento mecânico. São 
elas: casca de coco, madeira, turfa e hulha. 
 
Quanto à porosidade, os carvões ativos têm um diâmetro que pode variar 
segundo as necessidades, desde 5 até centenas de Ångstroms (1 Ångstrom = 10-10 
m). Os poros são tantos que 1 grama de carvão ativo pode representar uma 
superfície interna que vai dos 700 aos 2.500 m2, segundo o grau de ativação, o que 
vale dizer, quase a metade da área de um campo de futebol, cuja área aproximada 
é de 7.700 m2. 
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Por essa razão, os carvões ativos estão perfeitamente adaptados para que 
aconteça o fenômeno da adsorção na maioria dos processos industriais que o 
requeiram. O SBPR, na produção de toda a linha de filtros químicos, somente 
utiliza carvões ativos produzidos por fabricantes idôneos de várias partes do 
mundo, partindo da casca de coco e da madeira. 
 
 
CAPÍTULO X – CARVÕES ATIVOS 
 
Pontos-chave para compreensão dos carvões ativos 
 
Não existe apenas um tipo de carvão ativo, mas vários. Eles se diferenciam 
segundo parâmetros de qualidade que é importante conhecer. Isto porque um 
carvão, devido às suas características, pode ser eficaz e rentável, onde outros 
fracassam parcial ou totalmente. 
 
 
 
A Porosidade 
 
Os carvões apresentam poros de diâmetros diferentes. Falamos de 
microporos quando o diâmetro é inferior a 20Å, mesoporos quando o diâmetro 
oscila entre 20 e 500Å e macroporos quando ultrapassa os 500Å. 
 
A casca de coco permite fabricar carvões essencialmente micro porosos, 
enquanto a madeira destina-se fundamentalmente aos carvões meso e macro 
porosos. Escolhemos um ou outro destes carvões em função do tamanho das 
moléculas que queremos fixar e do grau de retenção desejado. 
 
A dureza e a resistência à abrasão 
 
Os carvões fabricados à base de casca de coco apresentam a peculiaridade 
de serem muito duros quando a tecnologia de fabricação está perfeitamente 
controlada. São matérias-primas que, ao resistirem muito bem ao desgaste por 
fricção, podem ser manipuladas sem que se pulverizem e, portanto não 
contaminam o processo e não perdem nada da matéria que devem captar. É com 
essa matéria-prima que são fabricados os carvões que o SBPR utiliza. 
 
A dureza da casca de coco é natural. Por isso não é necessário, como 
ocorre com os carvões ativos granulados feitos a partir de turfa ou minerais, 
adicionar um aglutinante para criar uma estrutura mecânica sólida. Um aglutinante 
que, negativamente, produz como resultado carvões não homogêneos e mais 
sensíveis aos oxidantes como o cloro e o ozônio. 
 
Deve ser ressaltado que, em contato com fase líquida, os carvões à base de 
madeira podem chegar a ser tão resistentes quanto o que são feitos à base de casca 
de coco. O fator-chave para isso é o meio líquido, o que induz o equilíbrio das 
forças internas no material, daí sua resistência à abrasão. 
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A densidade 
 
Os carvões ativos fabricados à base de madeira têm menos densidade que 
aqueles fabricados à base de casca de coco. Por isso, são prioritariamente 
utilizados em aplicações que requerem uma leveza relativa, como os cartuchos 
que equipam os automóveis, onde a relação “atividade/preço” os tornam mais 
atrativos. 
 
O Grau de Ativação, a Superfície Específica, a Capacidade de Adsorção 
 
Estes três parâmetros estão intimamente ligados, pois quanto mais ativo é 
um carvão, mais desenvolve uma superfície específica e maior capacidade de 
adsorção alcança. 
 
 
A superfície específica varia principalmente em função do tempo 
decorrido no forno de ativação. Quanto maior este tempo, maior grau de ativação 
alcançará o carvão. Em outras palavras, seus poros são mais numerosos e mais 
profundos. 
 
 
A superfície específica se mede de acordo com o método BET (iniciais dos 
nomes dos seus autores: Brunauer, Emmet e Teller). Este método consiste em 
quantificar a superfície acessível às moléculas de um gás (nitrogênio ou argônio) 
nos poros do carvão ativo. Trata-se de um valor expresso em m2 por grama de 
carvão. Este método pode ser utilizado tanto para carvões ativos granulados como 
em pó. 
 
Existem várias formas de se expressar a capacidade de adsorção de um 
carvão. A mais utilizada hoje é o “índice butano”, que mede o número de gramas 
de butano adsorvido por 100g de carvão ativo. Seu valor pode oscilar entre 20 e 
80%. Algumas normas fazem referência ao BWC (Butane Working Charge), um 
índice que mede o número de gramas de butano adsorvido por 100 ml de carvão, 
deduzida a quantidade restituída por desorção natural. 
 
É conveniente mencionar que o “índice butano” somente estima a 
capacidade deadsorção, já que todos os parâmetros estão relacionados. Deve-se 
destacar, porém, que numa dada matéria, quanto mais elevada é a superfície de 
um carvão ativo, menor será sua densidade. Um carvão fortemente ativo 
adsorverá, pois, muitas moléculas mais rapidamente. Este carvão é indicado no 
tratamento de baixas concentrações de um produto (inferiores a 1 ppm) e 
aumentará a vida útil do filtro graças à sua elevada capacidade de adsorção. 
 
Ainda é possível medir a capacidade de adsorção pelo ‘índice de iodo “, 
que indica a quantidade de iodo, expressa em miligramas, adsorvida por grama de 
carvão ativo em pó. Este índice é relativamente representativo no caso de um 
carvão novo, mas não no caso de um carvão usado. Neste caso, deve-se reduzir o 
carvão a pó e proceder a uma acidificação no momento de se tomar a medida. Os 
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poros inacessíveis podem voltar, então, a ser acessíveis já que os elementos 
minerais que os obstruem podem solubilizar-se devido ao ataque ácido, em cujo 
caso a medida da capacidade de adsorção deixará de ser representativa. 
 
 
A impregnação 
 
A impregnação dos carvões ativos, como já vimos, melhora a adsorção 
desses carvões perante determinadas famílias de contaminantes do ar, o que torna 
os cartuchos químicos mais eficientes. Essa seletividade se dá quando há 
impregnação com metais ou com sais minerais. Neste caso, além do fenômeno da 
adsorção, acontecerá uma reação química que modifica a estrutura da molécula do 
gás adsorvido. 
É o caso dos carvões que o SBPR utiliza na produção dos filtros contra 
gases ácidos, dióxido de enxofre, amônia e nos filtros químicos multiuso. 
 
Os carvões a serem utilizados em filtros contra gases ácidos têm uma 
camada de produto químico básico, que reage com o gás ácido, neutralizando-o. 
Já os carvões para retenção de amônia têm uma camada de produto químico ácido, 
neutralizando a amônia quando entra em contacto com ela, e assim por diante. 
 
Os carvões ativos utilizados pelo SBPR na produção de cartuchos 
químicos são extrudados ou granulados, mas ambos os tipos têm granulometria 
bastante reduzida, o que proporciona uma acomodação e compactação perfeitas 
dentro do cartucho, impedindo movimentação e conseqüentemente livre passagem 
de gases que deveriam ser retidos. Isto não ocorre nos cartuchos produzidos com 
carvões mais macios e facilmente fragmentáveis, sendo essa a razão de não 
utilizarmos estes tipos de carvões. 
 
Os carvões ativos podem conter mais ou menos teor de impurezas, cinzas, 
umidade ou matérias voláteis. 
 
A presença de excesso dessas impurezas implica em dois tipos de 
inconvenientes: quem compra um cartucho químico produzido com esses carvões 
paga pelas impurezas a preços de carvão ativo, e estas não são “ativas”, além de 
poderem perturbar a eficiência de uma aplicação. Por exemplo, a umidade no 
carvão diminui, freqüentemente e de forma considerável, a cinética da adsorção. 
Existem procedimentos que permitem eliminar as impurezas na preparação 
desejada. Os melhores produtores de carvão ativo, que são fornecedores do SBPR, 
utilizam tecnologias de produção que permitem obter carvões com uma taxa 
extremamente baixa de impurezas. Além disso, esses fornecedores idôneos podem 
reduzir ainda mais o conteúdo de cinzas de seus produtos através de lavagem com 
água, seguida de uma lavagem apropriada com ácido, água, base, etc. 
 
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CARVÕES UTILIZADOS PELO SBPR NA PRODUÇÃO DA LINHA DE 
FILTROS QUÍMICOS 
 
Os fornecedores, rigorosamente escolhidos, se caracterizam por fornecerem 
carvões que têm: 
 
1) Adequação às exigências e necessidades, de casca de coco, simples ou 
impregnados; 
2) Grande resistência ao desgaste por fricção, devido à sua dureza; 
3) Superfície específica que oscilam entre 700 e 2.500 m2 por grama; 
4) Índices de CCl4 (tetracloreto de carbono) situados entre 40 e 150%, ou 
índices de butano compreendidos entre 20 e 80%. 
5) Granulometria que emprega peneiras que oscilam entre 4 e 100, ou 
tamanhos efetivos que vão de 0,5 a 3 mm, até chegarem a 1/10 de mm; 
6) Grãos rejeitados e não-rejeitados nos extremos reduzidos a menos de 2%; 
7) Conteúdo de cinzas que podem chegar a 2% ou menos; 
8) Umidade inferior a 1%. 
 
CÓDIGOS DE IDENTIFICAÇÃO DOS FILTROS QUÍMICOS DE 
CARVÃO ATIVO 
 
O SBPR utiliza, na identificação da sua linha de cartuchos de filtros 
químicos o mesmo código de cores e letras utilizado na Europa, que já se tornou 
consagrado pelo uso também no mercado brasileiro. Há outra codificação seguida 
por empresas de origem ou tecnologia norte-americana, menos conhecida e, 
portanto menos empregada. 
Se o profissional de segurança, ao decidir que um respirador com filtro 
químico pode ser utilizado no ambiente, ao adquirir esses filtros para os 
respiradores já levou em conta: 
 
• Quais os contaminantes gasosos existentes no ar que o trabalhador respira 
 
• Quais as concentrações desses contaminantes 
 
A umidade relativa do ar, a temperatura e o esforço físico empregado pelo 
trabalhador no uso do filtro também são fatores importantes que o profissional 
deve ter registrado, pois isso o ajudará depois a avaliar o tempo de duração de um 
filtro. 
 
A tabela adiante especifica os principais cartuchos e vai ajudar você a 
escolher seu filtro químico pela cor e letra de identificação: 
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CONTAMINANTE IDENTIFICAÇÃO DO 
FILTRO PELA COR 
IDENTIFICAÇÃO DO 
FILTRO PELA LETRA 
Vapores orgânicos 
(solventes, pesticidas, etc.) 
MARROM A 
Gases ácidos (também 
halogênios) 
CINZA B 
Vapores Orgânicos + 
Gases Ácidos 
MARROM E 
CINZA 
AB 
Amônia e Aminas VERDE K 
Dióxido de Enxofre AMARELO E 
Vapores Orgânicos + 
Gases Ácidos + Amônia + 
Dióxido de Enxofre (*) 
MARROM,CINZA, 
VERDE 
E AMARELO 
ABEK 
Filtros contra partículas 
classes P2 e P3 
TARJA BRANCA 
 
 
(*) Cartuchos para proteção contra CO (Monóxido de Carbono) e NO 
(Monóxido de Nitrogênio) têm ainda tarjas preta e azul, respectivamente. 
 
 
MÁXIMA CONCENTRAÇÃO DE CONTAMINANTES NO AR PARA USO 
DE CARTUCHOS QUÍMICOS 
 
A Norma Brasileira NBR 13696 foi editada no ano de 1996, sofreu uma 
alteração no ano de 2005. Ela trata, entre outros temas, da questão da máxima 
concentração ambiental de contaminantes onde o trabalhador pode utilizar uma 
peça facial filtrante dotada de manta de carvão ativado ou uma peça facial com 
cartucho químico. A tabela da página 45 reproduz dessa norma as considerações 
a respeito desses filtros, entre os tipos de maior aplicação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Linha de filtros químicos para respirador de 2 vias 
 
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_______________________________________________________________ 45
MÁXIMA CONCENTRAÇÃO DE USO (MCU) DOS 
FILTROS QUÍMICOS 1 ) 
ABNT NBR 13696:2005 
Tabela 1 – (Resumo) 
 
FILTRO TIPO Máxima 
Concentração de 
Uso (ppm) 
Tipo de peça 
facial compatível
 
 
FBC-1 
(Classe FBC) 
 
 
 
Vapor Orgânico 2) 
 
Cloro 
 
 
50 3) 
 
10 
 
 
 
Peçasemifacial 
filtrante 
(descartável), 
quarto facial, 
semifacial 
 
 
 
 
 
Cartucho 
Pequeno 
 
Classe 1 
Vapor Orgânico 2) 
 
Amônia 
 
Metilamina 
 
Gases Ácidos 2) 
 
Ácido Clorídrico 
 
Cloro 
 
1000 
 
 
300 
 
100 
 
1000 
 
 
50 
 
10 
 
 
 
Quarto Facial, 
Semi Facial, 
Facial Inteira ou 
Conjunto Bocal 
Cartucho 
Médio 
 
 
Classe 2 
Vapor Orgânico 2) 
 
Amônia 
 
Gases Ácidos 2) 
5000 4) 
 
5000 4) 
 
5000 4) 
 
Facial Inteira 
 
 
OBSERVAÇÕES: 
1) A máxima concentração de uso dos respiradores em situações rotineiras 
que incorporem filtro químico, para um dado gás ou vapor, deve ser: 1 – 
Menor que o valor IPVS. 2 – Menor que o valor indicado na tabela 1 para 
o referido gás ou vapor. 3 – Menor que o produto: fator de proteção 
atribuído do respirador purificador utilizado (FPA) pelo limite de 
exposição. Dos 3 valores obtidos, o que for menor. 
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_______________________________________________________________ 46
2) O uso contra vapores orgânicos ou gases ácidos com fracas propriedades 
de alerta, ou que gerem alto calor de reação com o conteúdo do cartucho, 
deve obedecer ao exigido no item Seleção de Respiradores para Uso 
Rotineiro do PPR, Recomendações, Seleção de Uso de Respiradores, da 
Fundacentro. 
3) 50 ppm ou abaixo do Limite de Exposição Ocupacional, o valor que for 
menor. 
4) Essas MCU referem-se a filtros Classe 2 ou 3 utilizados em respiradores 
de fuga em situações IPVS. A MCU dos filtros classes 2 ou 3 pode ser 
superior aos valores indicados, desde que satisfaça aos requisitos 
estabelecidos em norma adequada norte americana ou da Comunidade 
Européia. 
 
Exercício 1: Qual será a MCU para proteção contra vapores de tolueno em peça 
semifacial ? 
 Veja a Observação 1 da página anterior 
Vapor Orgânico considerado: Tolueno 
 
Dados sobre o Tolueno: 
 
Limite de Exposição Ocupacional Brasil = 78 ppm (TLV Norte Americano = 
50 ppm !) 
 
IPVS NIOSH 1998 = 500 ppm 
 
Na Tabela 1 = 1000 ppm 
 
FPA do respirador = 10 
 
Cálculo: 
 
FPA x L.E.O. 
 
10 x 78 = 780 ppm 
 
Dos 3 valores o que for menor, portanto a MCU será 500 ppm. 
 
 
 
E se o respirador for de peça facial inteira : O FPA é 100 e o filtro é Classe 2? 
 
Pela Tabela 1: 5000 ppm. 
 
100 x 78 = 7800 ppm 
 
A MCU continuará a ser 500 ppm 
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Autor: João Antonio Munhoz 
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Na página 80 e seguintes deste trabalho, você encontrará uma tabela com 
os valores IPVS atualizados de alguns dos gases mais comuns de se encontrar nas 
atividades industriais. Para alguns contaminantes, estão indicados também os 
Limites de Tolerância. Precisando da lista completa IPVS (em inglês), solicite-
nos, mas lembre-se: você precisa saber inglês além do “the book is on the table” e 
vai precisar conhecer os nomes dos contaminantes em inglês. 
 
 
Definições de Ambientes I.P.V.S.: 
 
1 – PPR Brasil 
 
Condição considerada imediatamente perigosa à vida ou à saúde. Refere-se 
à exposição respiratória aguda, que supõe uma ameaça direta de morte ou 
conseqüências adversas irreversíveis à saúde, imediatas ou retardadas, ou 
exposição aguda aos olhos que impeça a fuga da atmosfera perigosa. 
 
2 – NIOSH 
Representa a máxima concentração de exposição de um trabalhador se e 
quando houver uma falha no funcionamento do respirador, que lhe possa permitir 
escapar dentro de 30 minutos sem o respirador e sem que isso também possa lhe 
causar impedimentos ao escape (exemplo: irritação nos olhos) ou efeitos adversos 
irreversíveis à sua saúde. 
 
3 – OSHA 
 
Uma concentração atmosférica de qualquer substância tóxica, corrosiva ou 
asfixiante que represente um risco imediato à vida ou cause um efeito adverso 
irreversível ou retardado à saúde do trabalhador exposto ou que possa interferir 
com a sua habilidade de escapar de uma atmosfera perigosa. 
 
Nota: um respirador NUNCA deve ser utilizado em áreas onde a 
concentração do contaminante está acima da sua MCU. 
 
 
Fatores que podem encurtar a duração em uso de um filtro químico: 
 
 Temperatura: quanto maior a temperatura, mais curta será a vida do filtro. 
 Umidade do ar: uso em ambientes muito úmidos também encurta a vida do 
filtro 
 Freqüência da respiração do usuário: se o usuário tem um ritmo rápido de 
respiração, que pode ocorrer durante um trabalho cansativo, a saturação do 
filtro químico ocorrerá mais cedo. 
 Concentração do contaminante: quanto maior a concentração do 
contaminante, mais rápida se dará a saturação do filtro químico. 
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 Tipo de adsorvente utilizado no cartucho: varia de fabricante para 
fabricante. 
 Armazenamento impróprio do filtro: umidade e alta temperatura durante o 
armazenamento podem alterar as qualidades de adsorção do carvão ativo 
dentro do cartucho. 
 Embalagem não apropriada: com lacres danificados, também encurtam a 
vida do filtro. 
 Quando mais de um contaminante estiver presente no ar. 
 
 
Ainda sobre a duração de um filtro químico, ou seja, seu tempo de 
saturação, podemos comentar o seguinte: 
 
No caso dos filtros de carvão ativo é fundamental definir com precisão o 
que é granulometria, que deve ser adaptada às características desses filtros 
químicos, à perda de carga máxima admissível e ao tempo de contato necessário 
para a perfeita adsorção. 
 
Note-se que o tempo de contato entre o gás contaminante e o carvão do 
filtro é igual à relação “altura do filtro/velocidade de passagem do ar com o gás a 
reter”. A velocidade de passagem varia consideravelmente segundo se trate de um 
produto na fase líquida (alguns m3 por hora) ou na fase gasosa (várias dezenas de 
m3 por hora). No caso dos filtros respiratórios, a quantidade de carvão ativo 
dentro do cartucho, que é dimensionada para o respirador onde vai ser utilizado, 
depende da concentração contra a qual queremos nos proteger. Por essa razão, a 
altura da camada de carvão maior poderá determinar um tempo de uso maior de 
um cartucho. 
 
NOMENCLATURA DE FILTROS 
 
SEGUNDO A NORMA EN-143, A ORDEM NA NOMENCLATURA DE 
FILTROS RESPIRATÓRIOS É A SEGUINTE: 
 
1. Código atribuído pelo fabricante, segundo o tamanho do filtro e o 
respirador onde ele vai ser utilizado. 
2. Letra ou letras de identificação, seguidas da classe de proteção contra 
produtos químicos gasosos, se for um filtro químico. 
3. Classe de proteção contra partículas: letra P seguida da respectiva classe. 
4. A somatória dos dois se for um filtro combinado. 
 
EXEMPLOS DE DENOMINAÇÕES DE ALGUNS FILTROS DO 
SBPR: 
 
 2740 A1 9000 K2 9000 B2 P3 
 2740 K1 9000 A2 620 A2B2E2K2COHg P3 
 2000 E1 9000 A2B2E2K2 9000 A2B2E2K2 P2 
 2000 B1 9000 A2B2 2900 P2 
 2000 A1B1E1K1 9000 A2 P2 2150 P2 
 
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QUANDO DEVEMOS SUBSTITUIR O CARTUCHO FILTRANTE DE UM 
RESPIRADOR? 
 
É um das questões mais importantes no estabelecimento de um Programa 
de Proteção Respiratória. No caso dos filtros produzidos pelo SBPR, com os 
carvões mencionados neste trabalho, recomenda-se o seguinte: 
 
Ao retirar o lacre de um cartucho, anote nele o mês e o ano desse evento. 
Utilize seu filtro cartucho da forma recomendada. Você deverá substituir esse 
cartucho 6 meses após a data da retirada do lacre ou antes,se ele estiver 
começando a se saturar. 
 
A forma mais prática perceber quando o filtro começa a se saturar (perder 
gradualmente a capacidade de reter os gases) é quando o usuário começa a 
perceber o cheiro ou sabor do gás do ambiente. Mas se o gás tem limite de 
percepção pelo olfato acima do seu limite de tolerância, esta prática poderá 
representar riscos ao trabalhador portanto não será permitido o uso de cartuchos 
filtrantes nesses ambientes, determinado pela mesma norma NBR 13696. O 
profissional de segurança do trabalho deve exercer especial fiscalização nestes 
procedimentos, não deixando essa importante tarefa ao critério de julgamento 
exclusivo do trabalhador. 
 
RESPIRADORES DE FUGA 
 
Os respiradores de fuga, como o próprio nome indica, pertencem à classe 
de equipamentos de proteção respiratória utilizados unicamente para fugas, ou 
abandonos rápidos, de áreas industriais subitamente invadidas por gases tóxicos 
provenientes de vazamentos. 
 
Nessas situações, cada funcionário que está sujeito a ter de abandonar a 
área industrial onde ele se encontra, traz consigo um respirador de fuga sempre 
pronto para uso, levado normalmente preso ao cinto. 
 
Pode-se escolher entre Respiradores de Fuga dotados de filtros cartucho ou 
Respiradores de Fuga com capuz e cilindro de ar comprimido. 
 
Ao escolher seus respiradores de fuga, exija deles as seguintes 
características: 
 
• Serem de tamanho pequeno, leves e cômodos no transporte a fim de 
poderem ser sempre levados junto com o usuário. 
• Terem peça bocal de fácil e rápida colocação no caso dos respiradores com 
cartuchos filtrantes ou capuz de rápida colocação quando se tratar de 
respirador dotado de capuz e cilindro de ar comprimido. 
• Estarem sempre em perfeitas condições de uso. 
 
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Assim como os demais respiradores filtrantes, também os de fuga são 
equipamentos dependentes das condições da atmosfera. 
 
Quando o trabalhador estiver numa área onde um alarme indique que ele 
deve abandoná-la por causa de um vazamento, ele imediatamente retira o 
respirador da embalagem hermética, coloca a peça bocal dentro da boca e procura 
a rota de fuga previamente determinada, até conseguir chegar a um local seguro, 
quando então poderá retirar seu respirador. Claro está que, todos os trabalhadores 
devem ser treinados no uso e colocação rápida do respirador de fuga, além de 
terem de conhecer formas de abandono de área, rotas de fuga, etc. 
 
No caso dos respiradores com capuz e cilindro de ar comprimido, o capuz 
é retirado da bolsa de transporte, o fecho do cilindro aberto para iniciar o fluxo de 
ar constante e o capuz colocado por sobre a cabeça, ficando o elástico ajustado no 
pescoço do usuário. 
 
 
O respirador de fuga do SBPR é produzido com corpo em borracha 
siliconada dotado de pinça nasal, filtro multiuso de carvão ativado especial, tudo 
embalado em caixa hermética com lacres e prazo de validade do filtro. Após o 
uso, pela aquisição do conjunto de reposição, é possível montar novamente esse 
conjunto hermético e colocá-lo em uso outra vez. 
 
Ensaios de laboratório indicam os seguintes tempos de proteção dos filtros 
do Respirador de Fuga II do SBPR: 
 
Gás Concentração do gás no 
teste em ppm 
Tempo de proteção até 
começar a passar o valor 
Limite de Tolerância pelo 
filtro em min 
Amônia 10.000 11 
Cloro 9.500 6 
Fosgênio 8.000 5 
Dióxido de Enxofre 10.000 9 
Gás Sulfídrico 9.500 12 
Tetracloreto de Carbono 10.000 23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Respirador de Fuga II Air Safety 
 Pode ser dotado de filtro Multiuso ou Gases Ácidos 
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Modo de portar, preparar para uso e utilizar o respirador de fuga 
 
 
 
 Portando um respirador de fuga na 
 cintura 
 
 
 
 
 
Retirada da fita no momento de utilizar o respirador, colocação na boca 
utilizando a pinça nasal 
 
 
 
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Respirador de Fuga com capuz e cilindro de ar comprimido: 
O fluxo de ar é constante e tem duração aproximada de 5 minutos 
 
 
 
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VIDA DE FILTROS RESPIRATÓRIOS 
 
 
Filtros de retenção mecânica: 
 
Prazo de validade impresso na embalagem. 
Devem ser armazenados em locais secos, abrigados de 
poeiras e gases e a embalagem só deve ser aberta 
momento do uso. 
 
Filtros químicos: 
 
Na embalagem lacrada da fábrica, o período de 
armazenagem dos filtros cartuchos do SBPR é de 5 
anos contados da data de fabricação. Devem ser 
armazenados de forma abrigada, protegidos de altas 
temperaturas e da umidade do ar. Uma vez abertos, 
(primeira retirada do lacre) se não forem saturados 
antes, devem ser substituídos 6 meses após essa 
retirada do lacre. 
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CAPÍTULO XI - EQUIPAMENTOS INDEPENDENTES 
 
Espaços Confinados 
 
Como já vimos, jamais 
deveremos utilizar 
equipamentos 
purificadores de ar nos 
espaços confinados 
porque nesses 
ambientes: 
 
 
1) A concentração do Oxigênio poderá estar abaixo dos 19,5% em volume. 
Isso representaria perigo de asfixia aos trabalhadores, uma vez que o 
respirador purificador de ar não produz oxigênio. 
 
2) A concentração dos contaminantes no ambiente poderá estar acima dos 
valores Limites de Tolerância ou I.P.V.S., o filtro químico se saturaria 
muito rapidamente representando risco de contaminação. 
 
3) A concentração de gases inflamáveis poderá estar acima dos limites 
inferiores de explosividade, o que representará risco de explosão. 
 
A norma brasileira NBR 14787 trata da prevenção de acidentes, 
procedimentos e medidas de proteção para trabalhos em espaços confinados. 
 
Ela define espaço confinado como sendo “qualquer área não projetada 
para ocupação contínua, a qual tem meios limitados de entrada e saída e na qual a 
ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou 
deficiência/enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolver”. 
 
Em dezembro de 2006, o Ministério do Trabalho Emprego adicionou a NR 
33 que trata dos trabalhos em espaços confinados, às outras NR’s já existentes. O 
Anexo 2 deste trabalho reproduz essa importante NR que deve ser do 
conhecimento de todos os profissionais de segurança e medicina do trabalho para 
cumprimento efetivo. 
 
Outros organismos internacionais também definem espaços confinados, 
porém, as definições não variam significativamente. Condutas especiais a serem 
adotadas em trabalhos em espaços confinados também podem ser encontradas em 
literaturas específicas.Tratado de Proteção Respiratória 
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Uma vez que o uso de respiradores purificadores de ar está proibido em 
espaços confinados, vamos utilizar nesses espaços, para proteção respiratória, os 
equipamentos independentes, que são: os de linha de ar comprimido com cilindro 
auxiliar ou então os autônomos de ar comprimido. Antes, estudemos os 
ambientes não-confinados mas onde deveremos utilizar equipamentos com linha 
de ar. 
 
EQUIPAMENTOS COM LINHA DE AR COMPRIMIDO 
 
Este tipo de respiradores é basicamente composto dos seguintes módulos: 
 
1) Equipamento Pessoal propriamente dito, dotado de: peça facial inteira com 
ou sem válvula de demanda, ou semi facial, traquéia, registro de ar com 
engates da traquéia e da mangueira e cinto. 
 
2) Mangueira que conduz o ar comprimido ao usuário, proveniente do filtro 
de linha 
 
3) Filtro de linha, para remoção de impurezas, tornando ar respirável. 
 
Nos respiradores que não utilizam válvula de demanda, o fluxo de ar 
respirável é contínuo, criando dentro do corpo da máscara uma pressão positiva. 
Naqueles que utilizam válvula de demanda, porque o ar já puro provém de 
cilindros de ar respirável, o fluxo de ar dependerá exclusivamente da demanda do 
usuário, mas as válvulas de demanda são de pressão positiva, portanto, garantindo 
dentro do corpo o respirador uma pressão positiva, aumentando a segurança do 
usuário. 
 
Vantagens dos respiradores com linha de ar: 
 
1) Oferecem um Fator de Proteção Atribuído maior do que os respiradores 
purificadores de ar. 
2) Protegem contra gases e aerodispersóides 
3) O tempo de uso não está limitado por saturação de filtros. 
4) Pode ser utilizado em ambientes I.P.V.S. se equipados com cilindro 
reserva de ar comprimido. 
 
 
Fluxo de ar requerido nos conjuntos respiradores e limitações: 
 
PEÇAS FACIAIS MÍNIMO RECOMENDADO 
PEÇAS FACIAIS DE 
AJUSTE FIRME 
 
115 LITROS/MIN 
 
170 LITROS/MIN 
PEÇAS FACIAIS DE 
AJUSTE SOLTO 170 LITROS/MIN 
 
225 LITROS/MIN 
 
 
Máximo comprimento da mangueira: 
 90 metros 
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FILTROS DE LINHA 
 
Antes de estudarmos os respiradores de linha de ar comprimido, vamos 
abordar os filtros de linha de ar uma vez que estes se aplicam em diversos casos. 
 
O compressor que gera ar comprimido de uma empresa, de forma geral, 
manda algumas impurezas para a linha e que devem ser removidas antes que esse 
ar abasteça o respirador. Entre essas impurezas podemos citar: água, óleo, gases 
captados na entrada de ar do compressor, etc. 
 
O SBPR oferece os filtros de linha Arcofil 3, o Arcofil 3U e o Arcofil 3U 
CO. São unidades estacionárias, montadas em cavaletes com estrutura tubular, de 
uso no solo ou em parede, e dotadas de dreno de emulsão água/óleo, filtro de 
carvão ativo para gases contaminantes, e, opcionalmente, umidificador e detector 
de CO. As unidades dispõem de 3 saídas com engate rápido de segurança e podem 
abastecer até 3 usuários simultaneamente. Nessas saídas são conectadas as 
mangueiras. 
 
 
 
Filtro de Linha Arcofil modelo 3U com umidificador 
 
 
 
 
 
MANGUEIRAS 
 
As mangueiras que conectam a saída do Arcofil com o registro do cinto do 
usuário são de PVC atóxico e dotadas de engates rápidos de segurança nas duas 
extremidades. São fornecidas em comprimentos diversos que, quando 
interconectadas, permitem ao usuário boa movimentação. Essas mangueiras são 
resistentes a agentes agressivos que eventualmente estejam no solo. 
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Lance de mangueira de conjuntos de linha de ar 
 
RESPIRADORES AIR SAFETY PARA USO COM LINHA DE AR 
COMPRIMIDO E FLUXO CONTÍNUO DE AR 
 
ARCOSEMI (Uso não permitido em espaços confinados se estes forem 
IPVS) 
 
Este respirador é dotado de peça semifacial, traquéia, cinto de nylon com 
fivela de rápida soltura e registro de ar. 
 
O usuário conecta a mangueira de ar comprimido no engate rápido do 
registro de ar, regula o fluxo de ar através do volante, coloca o respirador e 
trabalha normalmente. 
 
Este respirador foi concebido para utilização em locais onde os agentes 
agressivos não afetam os olhos. 
 
 
 
 
Respirador de Linha de Ar modelo Arcosemi 
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ARCOPAN (Uso não permitido em espaços confinados se estes forem 
IPVS) 
 
Quando o ar ambiente tiver concentrações de gases e material particulado 
que posso afetar os olhos, então se opta pelo Arcopan, que é um conjunto 
semelhante ao Arcosemi, porém, dotado de peça facial inteira, com visor de 
policarbonato. O Fator de Proteção Atribuído da peça facial inteira é maior do que 
da semifacial, obtendo-se aqui uma vedação de qualidade superior. 
 
 
 
 
 Respirador com Linha de Ar modelo Arcopan 
 
 
RESPIRADOR DE PRESSÃO POSITIVA PARA USO COM LINHA DE 
AR COMPRIMIDO E VÁLVULA DE DEMANDA 
 
ARCONOVA E PAR 4000 
 
Nos locais em que se necessita executar tarefas sob a proteção de 
Equipamento de Linha de ar, e não se disponha de fonte de abastecimento de ar 
comprimido, adotamos equipamentos como o conjunto Arco Nova, cujas 
características são as seguintes: 
 
• Peça Facial Inteira, com conexão de pressão positiva 
• Válvula de demanda de pressão positiva automática ou semi-automática 
• Cinto de nylon com conexão por engate rápido entre a válvula de demanda 
e a mangueira de ar 
• Mangueira de ar conforme já descrito acima 
 
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O uso deste tipo de respirador exige interligação com um carrinho 
contendo 2 cilindros de ar comprimido respirável para abastecer até 2 usuários 
simultaneamente. 
Este carrinho é o PAR 4000 e tem as seguintes características: 
• 2 cilindros de aço de volume interno 10 litros, cheios com ar comprimido a 
200 bar de pressão com autonomia para aproximadamente 50 minutos (2 
usuários) ou 100 minutos (1 usuário) 
• Conjunto regulador/redutor de pressão com 2 saídas de engate rápido de 
segurança, manômetros de alta e baixa pressão e alarme sonoro que é 
ativado quando a pressão de saída cai a 50 bar 
• Carrinho de transporte em estrutura tubular, com facilidade de 
movimentação. 
 
 
 Respirador modelo Arco Nova Conjunto de Ar comprimido PAR 4000 
 
 
 
 
Conjunto PAR 4000 com carretel de mangueira
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 Situações especiais requerem mais tempo de suprimento de ar. O SBPR, 
então, desenvolveu o conjunto PAR 8000 que armazena 8000 litros de ar, 
dobrando, assim, o tempo de autonomia de que os usuários dispõem. Este 
conjunto tem 2 cilindros de 20 litros de volume interno cada, carregados cada um 
à pressão de 200 bar. Possui 4 saídas para abastecerem até 4 pessoas 
simultaneamente. 
 
 
 
ConjuntoPAR 8000 
 
O cálculo do volume de ar respirável inicial disponível para os usuários é o 
seguinte: 
 
 Volume de ar Volume interno dos pressão lida no manômetro 
 em litros = cilindros em litros X em bar 
 
 Volume = 2 x 10 x 200 
 Volume = 4.000 litros 
ou: 
 
 Volume = 2 x 20 x 200 
 Volume = 8.000 litros 
 
Nota: A unidade de medida da pressão do ar comprimido indicada no 
manômetro está em bar. Esta é a forma mais empregada no caso dos cilindros de 
ar comprimido respirável. Certos manômetros, no entanto, poderão estar com 
marcação em Mega Pascal (MPa). A conversão é: 
 
10 bar = 1 MPa 
 
 
 
 
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EQUIPAMENTO COM LINHA DE AR COMPRIMIDO, DOTADO DE 
CILINDRO AUXILIAR – USO PERMITIDO EM ESPAÇOS 
CONFINADOS 
 
CARLA 
 
 
 
 
Este tipo de respirador é um modelo que combina linha de ar com cilindro 
de fuga. Em atmosferas I.P.V.S., um equipamento de linha de ar deve ser dotado 
de cilindro de ar comprimido respirável auxiliar para proteger o usuário contra 
falha potencial do suprimento de ar, caso em que ele deverá abandonar a área, 
geralmente um espaço confinado. Sua segurança na operação de abandono é 
garantida pelo ar contido no cilindro auxiliar, que tem autonomia de 7 a 15 
minutos, dependendo do tipo e volume do cilindro. 
 
A peça facial é uma Full Face de pressão positiva, a válvula de demanda 
pode ser de pressão positiva automática ou semi-automática. O suporte pode ser 
usado em diversas posições no cinto do usuário e o cilindro pode ser de aço leve 
ou de composite. As mangueiras que conectam o equipamento à fonte 
abastecedora de ar são as comuns dos equipamentos de linha de ar. 
 
 
 
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Equipamento Carla com cilindro auxiliar de ar comprimido 
 
 
 Trata-se do único equipamento permitido por norma para utilização em 
ambientes IPVS. Consulte a NR 33 no anexo 2 deste trabalho para identificar essa 
necessidade. 
 
 Este conjunto, denominado CARLA (Conjunto Autônomo de Respiração 
Com Linha de Ar) é composto de: 
 
 Peça facial inteira de pressão positiva 
 Válvula de demanda acoplada ao suporte 
 Suporte com conexão para mangueira de linha de ar 
 Mangueira ligando o suporte ao filtro de linha Arcofil 
 
 
 
O usuário respira, no seu trabalho regular, ar da linha devidamente filtrado. 
Em caso de emergência e necessidade de abandono do local, abre a válvula 
do cilindro de reserva, desconecta a mangueira de ar, e tem quase 10 
minutos de autonomia até alcançar o local seguro. Se o cilindro for de 2 
litros, 300 bar de pressão e composite, além de ser mais leve, 
proporcionará cerca de 20 minutos de ar. 
 
 
 
Cilindro de 
ar 
Comprimido 
Ar proveniente 
do compressor Filtro de linha
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Opções de Conjunto CARLA com cilindros de composite 2 litros 300 bar 
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EQUIPAMENTOS AUTÔNOMOS DE AR COMPRIMIDO – TAMBÉM 
PERMITIDOS EM ESPAÇOS CONFINADOS IPVS 
 
 PA 540 PP, MARINER E EVOLUTION 
 
A Norma Brasileira NBR 13716 denomina esses equipamentos “Máscara 
Autônoma de Ar Comprimido com Circuito Aberto”. Manteremos aqui o termo 
Equipamento Autônomo. 
 
A característica que distingue os equipamentos autônomos de ar 
comprimido é que o usuário não precisa estar conectado por mangueiras a uma 
fonte externa de abastecimento de ar comprimido respirável, como um 
compressor. Ao contrário, ar respirável suficiente para ele é fornecido pelo 
cilindro que ele leva nas costas. 
 
 
 
Os integrantes da Brigada de Emergência devem 
ser constante e muito bem treinados 
 
 
São utilizados quando não conhecemos as substâncias presentes no ar ou 
quando sua concentração for muito elevada e onde os equipamentos purificadores 
de ar (filtros) não são permitidos, ou ainda quando o ambiente tiver concentrações 
pobres de oxigênio. 
 
Esses equipamentos foram projetados, basicamente, para proteção 
respiratória em casos de atendimento a emergências tais como: 
 
Incêndios – onde a quantidade de oxigênio pode cair a níveis asfixiantes, e 
a presença de gases tóxicos provenientes da combustão pode atingir valores 
extremamente elevados. 
 
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Vazamentos – gases tóxicos quando vazam também fazem com que as 
concentrações atinjam valores muito elevados. Ocorrendo isto em espaços 
confinados, a situação é ainda mais grave. 
 
Oxigênio – a falta de oxigênio ou sua concentração abaixo de níveis 
aceitáveis pode ocorrer em incêndios ou em espaços confinados. 
Essas emergências representam, em grande número, situações em que 
também não poderemos dar combate a elas utilizando um equipamento com linha 
de ar, porque será necessário percorrer grandes distâncias portando equipamentos 
de combate ou carregando vítimas. Há necessidade de autonomia de movimentos, 
razão pela qual utilizaremos Equipamentos Autônomos de Ar Comprimido. 
 
Esses equipamentos oferecem ar limpo ao seu usuário. Esse ar, que ele 
carrega em suas costas, é fornecido em equipamentos que têm autonomia variada 
até 60 minutos, mas, como já vimos no caso dos cilindros do conjunto PAR 400, a 
autonomia depende de fatores como: 
 
• Consumo de ar do usuário, ligado ao seu esforço físico. Podemos 
considerar um consumo médio de 40 litros por minuto para o cálculo da 
autonomia. 
• Tamanho do cilindro, onde seu volume interno (também chamado de 
volume d’água) quanto maior permite maior armazenamento de ar 
respirável. 
• Características do Equipamento 
 
Sendo a composição destes equipamentos modular, e cada módulo pode 
permitir algumas opções, o resultado final poderá ser um equipamento mais ou 
menos personalizado para cada uso. 
 
 
 
 Respirador Autônomo de Ar Comprimido modelo PA-540 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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 O PA 540 pronto para uso e conferindo a pressão no manômetro 
 
Os módulos que compõem um equipamento autônomo de ar comprimido 
como o PA 540 PP, o Mariner ou o Evolution do SBPR são: 
 
Peça Facial 
 
É sempre uma peça facial inteira, pois necessitamos proteção aos olhos 
nessas situações de emergência. 
 
A peça facial inteira Full Face tem duplos lábios de vedação, alcançando 
com isso o máximo Fator de Proteção Atribuído possível. Há cinco pontos de 
fixação ao rosto do usuário. A peça de conexão tem uma membrana acústica, que 
permite comunicação entre os usuários e o encaixe é para válvula de demanda por 
pressão positiva. O corpo é de borracha siliconada macia e a mascarilha interna, 
dotada de membranas de inalação, permite não somente a redução do espaço-
morto dentro da peça facial como também evita embaçamento do visorna parte 
interna pela umidade do ar exalado. A válvula de exalação tem um sistema de 
mola que impede perdas de ar pela pressão positiva dentro desta peça facial, 
somente permitindo saída do ar para o ambiente quando o usuário exala. A 
pressão positiva é uma segurança extra porque, pela manutenção de uma pressão 
no interior da peça facial ligeiramente superior à pressão atmosférica externa, em 
caso de alguma falha acidental na vedação durante uma operação de emergência, 
o ar fluirá para o ambiente, evitando que, na fase negativa da inspiração, o usuário 
possa inalar fração do contaminante gasoso externo. O visor é de policarbonato 
incolor resistente, mas pode ser oferecido também nas cores âmbar e verde, 
reduzindo assim o excesso de luminosidade nos olhos do usuário em casos de 
incêndio. 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Peça Facial modelo Full Face de um Conjunto Autônomo de Ar 
Comprimido de Pressão Positiva 
 
A peça facial inteira modelo Star Air é semelhante à Full Face mas tem 
visor mais amplo, permitindo maior campo visual ao usuário e lábio de vedação 
com margem maior, garantindo também excelente vedação ao rosto do usuário. 
 
Válvula de Demanda 
 
A válvula de demanda é um componente dos mais importantes no 
equipamento autônomo porque é ela quem vai trazer o ar respirável ao usuário 
sempre que ele estiver na fase negativa da respiração, a inspiração. Na expiração, 
o mecanismo interno da válvula interrompe um fluxo de ar, garantindo assim o 
máximo tempo de autonomia. 
 
 
O SBPR oferece agora a versão automática de válvulas de demanda, uma 
vez que a semi-automática já se tornou de tecnologia anterior, embora continue a 
prestar serviços de assistência técnica nestes modelos. 
 
A válvula de demanda semi-automática, cuja produção já está 
descontinuada, porém, existe grande quantidade ainda em funcionamento, 
tem uma conexão de encaixe no bocal da peça facial e um chicote para engate na 
saída de baixa pressão do regulador de pressão. O corpo é dotado de um volante 
que permite duas posições: pressão positiva e pressão de demanda. Ao colocar o 
equipamento, depois de aberto o fecho do cilindro, o usuário mantém este volante 
na posição pressão de demanda, para evitar perdas de ar comprimido.Após ajustar 
corretamente a peça facial, e constatar o perfeito funcionamento do equipamento, 
o volante é colocado na posição pressão positiva, ocasião em que o sistema 
pressão positiva passa a operar. 
 
A válvula de demanda de pressão positiva automática tem um design 
moderno e, depois de colocada na peça facial e com o cilindro aberto, ao primeiro 
ato inspiratório do usuário, a pressão positiva é automaticamente estabelecida no 
sistema. 
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Em ambos os casos, qualquer falha na vedação da peça facial fará com que 
o ar flua de dentro do corpo da peça facial para o ambiente, impedindo que o 
usuário respire frações dos contaminantes do ar ambiente. 
 
 
Redutor de pressão 
 
O conjunto redutor/regulador de pressão também se constitui numa 
importante peça dos equipamentos autônomos. Ele está localizado no suporte 
costal do equipamento. Suas funções principais são: 
 
• Reduzir a pressão do cilindro de ar comprimido de 200/300 bar até uma 
pressão média de 6 bar que será enviada à válvula de demanda através da 
saída de baixa pressão. 
 
• Através da saída de alta pressão, o usuário lê no manômetro a pressão 
restante em seu cilindro. 
 
• Um alarme sonoro entra em ação assim que a pressão do ar comprimido 
cair a 50 bar alertando o usuário que ele ainda tem alguns minutos de ar 
para se retirar do local. 
 
• Uma válvula de segurança entra em ação eliminando eventual excesso de 
pressão superior a 8 bar, se isto acontecer. 
 
Em resumo: as 4 saídas que o conjunto redutor de pressão tem são: baixa 
pressão para a válvula de demanda, alta pressão para o manômetro, válvula de 
segurança e alarme sonoro. 
 
O suporte costal, de formato anatômico e construído em fibra de carbono 
extremamente leve, é dotado, ainda, do cinto e dos arreios para ajuste perfeito ao 
corpo do usuário. É o suporte o responsável por distribuir ergonômicamente o 
peso do sistema nas costas, tornando-o confortável e de fácil aceitação. 
 
 
 
 
 
Opcionalmente, o SBPR oferece ainda uma saída de baixa pressão 
adicional junto às mangueiras do regulador de pressão, popularmente chamada de 
“carona”, para que o usuário possa, em dispondo de uma segunda peça facial com 
válvula de demanda, conectá-la a essa saída e resgatar uma outra pessoa nas 
situações de emergência. 
 
Atenção: a unidade de medida de pressão poderá ser o MPa (megapascal), 
correspondendo 1 MPa a 10 bar. Como exemplo, as pressões 300 bar dos cilindros 
poderão ser indicadas por manômetros calibrados em MPa como 30 MPa. 
 
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Cilindro 
 
O cilindro é a fonte de abastecimento de ar comprimido do sistema. No 
passado, ele era construído em aço com bordas e calotas espessas, o que resultava 
num peso muito elevado. Hoje, há diversos tipos de cilindros que podem ser 
utilizados, dependendo da preferência de quem vai utilizar o equipamento. 
 
Já destacamos anteriormente os tipos de cilindros utilizados na construção 
de um Equipamento Autônomo de Ar Comprimido 
 
 
 
 
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EQUIPAMENTOS AUTÔNOMOS DE AR COMPRIMIDO - OPÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
As diversas opções que este equipamento oferece incluem: peça facial amarela, 
azul ou preta com visor incolor, verde ou âmbar, e cilindros de aço, composite 
fibra de vidro e composite fibra de carbono. 
 
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Material Volume 
interno 
Pressão de 
trabalho de 
ar 
comprimido
Volume 
total de ar 
Tempo 
aproximado 
de 
autonomia 
(*) 
Intervalo 
entre testes 
de pressão 
hidrostática 
(**) 
Aço leve 7 litros 200 bar 1.400 
litros 
40 minutos 5 anos 
Composite 
fibra de 
vidro 
5,8 litros 300 bar 1.740 
litros 
50 minutos 3 anos 
Composite 
fibra de 
carbono 
6,8 litros 300 bar 2.040 
litros 
60 minutos 3 anos 
Composite 
fibra de 
carbono 
8,0 litros 300 bar 2.400 68 minutos 3 anos 
 
(*) Estamos considerando um consumo médio de 35 litros por minuto do 
usuário, o que representa um esforço físico médio. Outros consumos podem 
reduzir ou aumentar este tempo de autonomia. O cálculo da autonomia, como 
vimos, é feito utilizando-se a fórmula: 
 
 
 Volume Interno do 
 Cilindro em litros x Pressão do ar em bar 
Tempo de = _________________________________________ 
autonomia 
 Consumo do usuário em l/min 
 
(**) O intervalo de tempo de Teste de Pressão Hidrostática dos cilindros 
deve ser obedecido para que se obtenha o máximo de segurança no manuseio 
destes. Este ensaio deve ser executado de preferência pelo próprio fabricante do 
equipamento, como o SBPR ou por empresa credenciada. Quando um cilindro 
passa por este teste, ele é etiquetado ou marcado com a data da execução do teste 
para reconhecimentodo prazo em que um novo teste deva ser executado. 
 
Opcionalmente, o SBPR também oferece este equipamento em mala de 
madeira para guarda ou armazenamento em viaturas, ou ainda fornecendo caixas 
de fibra de vidro de colocação em parede, onde, dentro dela, o respirador 
autônomo estará sempre pronto para uso e colocação rápida. 
 
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Equipamento autônomo de ar comprimido dotado de saída 
“carona” onde está acoplado o segundo conjunto 
peça facial/válvula de demanda, para resgate 
Segunda saída
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Manômetro eletrônico digital opcional nos conjuntos autônomos 
 
 
 
 
Utilizando o Respirador Autônomo 
 com Segunda saída (carona) 
 
 
EQUIPAMENTO AUTÔNOMO PARA INSPEÇÕES RÁPIDAS 
 
RAPID 15 
 
O respirador Rapid 15 do SBPR também é um respirador autônomo de ar 
comprimido, desenvolvido para que o usuário possa penetrar em áreas 
contaminadas e executar trabalhos rápidos de inspeção. Jamais poderá ser 
utilizado em emergências principalmente combate a incêndio e resgate de vítimas 
devido à sua pequena autonomia. 
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Autor: João Antonio Munhoz 
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Sua peça facial também é uma Full Face, dotada de válvula de demanda 
pressão positiva automática ou semi-automática, cilindro de 3 litros de volume, 
pressão de 200 bar e suporte de tamanho reduzido. Também dispõe de regulador 
de pressão com todas as características do equipamento autônomo PA-540-PP e 
sua autonomia é de cerca de 15 minutos. Pode ser utilizado com cilindro 
lateralmente ou nas costas do usuário. 
 
Vem acondicionado em bolsa para armazenamento e transporte. 
 
Rapid 15 usado com cilindro lateralmente 
 
 
ENSAIO DA QUALIDADE DO AR COMPRIMIDO EM CILINDROS 
 
O ar comprimido em cilindros é carregado por compressores especiais, de 
alta pressão, e poderá conter algumas impurezas que não podem ser inaladas pelo 
usuário do respirador. 
 
Algumas impurezas que podem estar presentes no ar de cilindros são: 
 
• Monóxido de Carbono – se o compressor é acionado por motor de 
combustão interna, como os de gasolina, o CO está presente nos gases de 
exaustão e pode ser succionado para dentro do cilindro. 
 
• Dióxido de Carbono – pela mesma razão acima. 
 
• Umidade – o excesso de umidade no ar dentro do cilindro indicar que os 
filtros de remoção de umidade do compressor devem ser substituídos 
 
• Óleo – a presença de vapor de óleo no ar do compressor indica a 
necessidade de substituição dos filtros de óleo do compressor. 
 
• Outros gases contaminantes – se estiverem presentes no local onde o 
compressor opera, também serão levados ao cilindro. 
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O NFPA dos Estados Unidos recomenda que a cada 3 meses se execute 
uma análise da qualidade do ar comprimido liberado pelos compressores enquanto 
que a norma ANSI também americana recomenda análises periódicas sem 
especificar intervalos de tempo. 
 
 
O SBPR coloca à disposição dos seus clientes um serviço técnico de 
análise da qualidade do ar comprimido em cilindros ou direto nos compressores, 
com fornecimento de laudo técnico. 
 
Um registro das análises deve ser mantido para referências e 
reconhecimento de novas datas de elaboração dos ensaios. 
 
 
 
CAPÍTULO XII - INSPEÇÕES, MANUTENÇÔES E CHECK LIST PARA 
RESPIRADORES 
 
 
PONTOS A OBSERVAR (CHECK LIST) NOS RESPIRADORES 
 
• Os respiradores são uma forma importante de se controlar a exposição a 
substâncias perigosas. Eles somente devem ser empregados quando as 
formas de engenharia de controle dos contaminantes não puderem ser 
totalmente eficientes, ou enquanto estiverem sendo implantadas, sob 
reparos ou durante emergências. 
 
• Os respiradores não protegem o usuário contra contaminantes que possam 
ser absorvidos pela pele. 
 
• Um controle médico para determinar se a pessoa pode utilizar respiradores 
deve ser executado conforme recomendações dos diversos tipos de 
Programas de Proteção Respiratória. 
• A maior concentração possível do contaminante no ar deve ser 
considerada como estando presente para calcular o Fator de Proteção para 
cada usuário. 
 
Siga sempre as instruções do fabricante dos seus equipamentos contidas 
nos manuais que acompanham os mesmos para executar as manutenções e reparos 
necessários. Conte com o Serviço de Assistência Técnica do fabricante para 
execução dos trabalhos que você não deve executar por exigirem maior 
conhecimento ou ferramentas e instrumentos especiais. As peças de reposição a 
serem utilizadas nas manutenções dos seus equipamentos deverão sempre 
originais, o que garantirá perfeito funcionamento durante toda a vida útil do 
mesmo. O SBPR, sendo fabricante brasileiro dos equipamentos de proteção 
respiratória que comercializa, oferece a melhor opção em assistência técnica, com 
utilização de mão-de-obra especializada e peças originais de reposição. 
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Um check list que sugerimos pode ser o seguinte: 
 
1. Peça Facial: 
 
• Sujeira excessiva 
• Fissuras, rasgos, furos ou distorções físicas 
• Sinais de distorção 
• Partes pegajosas 
• Montagem incorreta ou presilhas faltantes 
• Conexão de filtros quebradas e tirantes em mau estado 
• Válvulas de Inalação/exalação faltantes ou danificadas 
 
2. Tirantes 
 
• Rasgos 
• Perda de Elasticidade 
• Presilhas ou fivelas quebradas ou com mau funcionamento 
 
3. Válvulas de exalação (os itens mais importantes de um respirador) 
 
• Sujeiras ou corpos estranhos sob a base da válvula 
• Rasgos, fissuras ou distorções das válvulas 
• Quebras ou distorções na base da válvula 
• Cobertura da válvula faltando ou com defeito 
• Instalação incorreta da válvula em sua base 
• Inserção incorreta do corpo da válvula no corpo da peça facial 
 
4. Filtros (elementos purificadores de ar) 
• Filtro incorreto para o tipo de contaminante 
• Instalação incorreta ou anéis de vedação faltantes 
• Rosca danificada ou amassada. 
• Vida útil ou data de validade dos filtros já ultrapassadas. 
• Perfurações na carcaça dos filtros 
• Evidências de outros danos 
 
Testes rápidos de verificação de vedação de respiradores 
 
 Após colocar o respirador da forma correta, observando inclusive as 
instruções do fabricante, o próprio usuário de um respirador deve efetuar um teste 
rápido de verificação da vedação, o que, no entanto, não substitui o ensaio de 
vedação de que já tratamos anteriormente. 
 
 Podem ser efetuados 2 tipos de testes: de pressão positiva e de pressão 
negativa. 
 
 
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O teste de pressão positiva é feito obstruindo-se com as palmas das mãos 
as saídas de exalação do respirador, em seguida exalando o ar levemente.Fugas 
na vedação serão perceptíveis. 
 
 
 
 
 
 Teste de pressão positiva num respirador semifacial 
 
 
 
Já o teste de pressão negativa é feito obstruindo-se a entrada de ar do 
respirador, efetuando em seguida uma aspiração (puxando-se o ar com a 
respiração para dentro do respirador). Neste exercício, também serão perceptíveis 
as eventuais fugas ou má vedação do respirador. 
 
 Siga as instruções mais detalhadas contidas no Programa de Proteção 
Respiratória do Ministério do Trabalho e Emprego. 
 
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Teste de pressão negativa num respirador semifacial 
 
 
 
 
 
Teste de pressão negativa num respirador com peça facial inteira 
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Lavagem e Desinfecção (Higienização) de Respiradores 
 
 
A Norma americana OSHA 1910.134 indica que “os respiradores de uso 
rotineiro devem ser recolhidos, limpos e desinfetados com a freqüência necessária 
para ter-se a certeza de que ofereçam a proteção adequada...” e que os 
respiradores para uso em emergências “devem ser lavados e desinfetados após 
cada uso”. 
 
LAVAGEM 
 
O respirador deve ser desmontado, removendo-se os filtros, utilizando-se 
sempre que possível apenas as mãos (caso dos respiradores semifaciais) ou 
também ferramentas adequadas (caso dos respiradores de peça facial inteira). 
 
Em água corrente limpa (ou em cuba com água limpa a temperaturas 
máximas de 60º C), utilizando uma escova macia e detergente neutro, lavam-se as 
peças - corpo, válvulas de inalação, válvulas de exalação, etc. para remoção 
mecânica de sujeiras. Nunca utilize solventes na limpeza. Filtros nunca devem ser 
lavados pois isso os destruiria. 
 
A seguir, enxáguam-se as peças em água limpa até remoção total do 
sabão/detergente utilizado. 
 
DESINFECÇÃO (HIGIENIZAÇÃO): 
 
Seguem-se 2 sugestões de soluções desinfetantes que podem ser 
utilizadas, conforme mencionadas adiante. 
 
 
1) Dissolva 2 ml (uma colher de sopa) de água sanitária comum por litro de água, 
num recipiente adequado para conter as peças a desinfetar. Esta solução 
conterá aproximadamente 50 ppm de Cloro. 
2) Dissolva 0,8 ml (uma colher de sobremesa) de solução iodo encontrado em 
farmácias, por litro de água, num recipiente adequado para conter as peças. 
Esta solução conterá aproximadamente 50 ppm de Iodo. 
 
Mergulhe as peças a serem desinfetadas numa das 2 soluções, deixe por 
aproximadamente 2 minutos. A seguir enxágüe muito bem para remoção de 
resíduos de cloro ou iodo. As partes desgastadas ou com sinais de dano, não 
devem ser aproveitadas, devendo ser substituídas. 
 
Deixe as peças secando sobre bancada e um pano limpo. Quando secas, monte 
novamente os respiradores. Guarde-os em saco plástico até seu próximo uso. 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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Os equipamentos mais complexos devem sofrer manutenção pelo fabricante 
nos tempos e prazos determinados nos manuais de instrução ou sempre que 
houver suspeita de mau funcionamento. Isso garante utilização de peças originais 
de reposição e ajustes com instrumentação e ferramental apropriados. 
 
O Serviço de Assistência Técnica do SBPR oferece o apoio de que você 
necessita para manutenção preventiva e corretiva em seus equipamentos de 
Proteção Respiratória. 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
 
O autor deste trabalho espera ter levado até você conhecimentos básicos 
importantes no campo da Proteção Respiratória e estará sempre à sua disposição 
para aprimoramento e reciclagem desses conhecimentos, porque está sempre 
buscando novas tecnologias, onde elas estiverem, para que os equipamentos de 
proteção respiratória que você tiver escolhido com base nestas informações 
possam atender às suas expectativas. 
 
Visite o site da Farbene: www.farbene.com.br 
 
 
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 
 
 
 NIOSH Guide to Industrial Respiratory Protection 
 NIOSH Guide to the Selection and Use of Particulate Respirators 
 Respiratory Protection and Fit Testing Workshop, Dr. Roy McKay, USA 
 Normas NBR da Associação Brasileira de Normas Técnicas 
 Journal of the International Society for Respiratory Protection 
 PPR Programa de Proteção Respiratória – Fundacentro 
 O Tamanho das Partículas de Poeira no Ar em Ambientes de Trabalho, 
Alcinéia M.A. Santos - Fundacentro 
 Segurança e Medicina do Trabalho – Manuais de Legislação Atlas 
 Complete Confined Spaces Handbook – John F. Rekus 
 Air Monitoring for Toxic Exposures – Shirley A. Ness 
 Basic Concepts of Industrial Hygiene – Ronald Scott 
 Respiratory Protection Handbook – William Nevoir e Ching-Tsen Bien 
 Safety and Health in Confined Spaces – Neil McManus 
 Normas ABNT 
 NR 33 
 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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ANEXO 1 – TABELA DE VALORES IPVS E LIMITES DE 
TOLERÂNCIA DE ALGUNS CONTAMINANTES 
 
Fonte: 
Industrial Hygiene Services, Inc. 
Software: IDLH Viewer 
NR 15 Portaria 3214 
Atenção: a ausência do dado não significa que o valor seja Zero ! 
 
SUBSTÂNCIA L. T. BRASIL 1978 IPVS NIOSH 1998 
Acetaldeído 78 ppm 2.000 ppm 
Acetato de Etila 310 ppm 2.000 ppm 
Acetato de Isoamila 1.000 ppm 
Acetato de Metila 3.100 ppm 
Acetato de n-Butila 1.700 ppm 
Acetato de Propila 1.700 ppm 
Acetona 780 ppm 2.500 ppm 
Acetonitrila 30 ppm 500 ppm 
Ácido Acético 8 ppm 50 ppm 
Ácido Bromídrico (Veja Gás 
Bromídrico) 
Ácido Cianídrico (Veja Gás 
Cianídrico) 
Ácido Clorídrico (Veja Gás 
Clorídrico) 
Ácido Crômico 15 mg Cr IV/m3 
Ácido Fluorídrico (Veja Gás 
Fluorídrico) 
Ácido Fórmico 4 ppm 30 ppm 
Ácido Fosfórico 1.000 mg/m3 
Ácido Nítrico 25 ppm 
Ácido Oxálico 500 mg/m3 
Ácido Pícrico 75 mg/m3 
Ácido Sulfídrico (Veja Gás 
Sulfídrico) 
Ácido Sulfúrico 15 mg/m3 
Acrilamida 60 mg/m3 
Acrilato de Etila 300 ppm 
Acrilato de Metila 8 ppm 250 ppm 
Acrilonitrila 16 ppm 85 ppm 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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SUBSTÂNCIA L. T. BRASIL 1978 IPVS NIOSH 1998 
Acroleína 5 ppm 
Álcool Etílico (Etanol) 780 ppm 3.300 ppm 
Álcool Isoamílico 78 ppm 500 ppm 
Álcool Isobutílico 40 ppm 1.600 ppm 
Álcool Isopropílico 310 ppm 2.000 ppm 
Álcool Metílico (Metanol) 156 6.000 ppm 
Álcool n-Butílico 40 ppm 1.400 ppm 
Álcool n-Propílico 156 ppm 800 ppm 
Álcool terc-Butílico 78 ppm 1.600 ppm 
Aldrin 25 mg/m3 
Amônia 20 ppm 300 ppm 
Anidrido Acético 200 ppm 
Anidrido Sulfuroso - Veja 
Dióxido de Enxofre 
Anilina 4 ppm 100 ppm 
Arsênico e Compostos Solúveis 10 mg/m3 
Arsina 0,04 ppm 3 ppm 
Benzeno 150 ppm 
Berilo 10 mg/m3 
Betacloroprene 300 ppm 
Brometo de Etila 156 ppm 2.000 ppm 
Brometo de Metila 12 ppm 250 ppm 
Bromo 0,08 ppm 10 ppm 
Bromofórmio 0,4 ppm 850 ppm 
Butadieno 1,3 780 ppm 2.000 ppm 
Butanona 2 3.000 ppm 
Butilamina (n-Butilamina) 4 ppm 300 ppm 
Butoxietanol 2 700 ppm 
Cádmio, poeiras e sais 9 mg Cd/m3 
Canfeno Clorado (Toxafeno) 20 mg/m3 
Carbaryl 100 mg/m3 
Carvão em pó (Negro-de-Fumo) 1.750 mg/m3 
Chlordane 100 mg/m3 
Chumbo em pó como Pb 100 mg Pb/m3 
Chumbo Tetraetila como Pb 40 mg Pb/m3 
Chumbo, fumos como Pb 700 mg/m3 
Cianetos como CN 25 mg/m3 
Ciclohexano 235 ppm 1.300 ppm 
Tratadode Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
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SUBSTÂNCIA L. T. BRASIL 1978 IPVS NIOSH 1998 
Ciclohexanol 40 ppm 400 ppm 
Ciclohexanona 1.300 ppm 
Cimento Portland - Poeiras 
Totais 5.000 mg/m3 
Cloreto de Etila 780 ppm 3.800 ppm 
Cloreto de Metila 78 ppm 2.000 ppm 
Cloreto de Metileno 156 ppm 2.300 ppm 
Cloreto de Zinco, fumos 50 mg/m3 
Cloro 0,8 ppm 10 ppm 
Clorobromometano 156 ppm 2.000 ppm 
Clorodifenila (42% de cloro) 10 mg/m3 
Clorodifenila (54% de cloro) 5 mg/m3 
Clorofórmio 20 ppm 500 ppm 
Cloropicrina 4 ppm 
Cobalto como Co 20 mg/m3 
Cobre, Fumos 100 mg/m3 
Cobre, Poeira e Névoa 100 mg/m3 
Cresol 250 ppm 
Cromo metálico 200 mg Cr/m3 
DDT 500 mg/m3 
Destilados de Petróleo - Nafta 1.100 ppm 
Di Isobutil Cetona (DISK) 500 ppm 
Diacetona Álcool 1.800 ppm 
Dibrometo de Etileno 100 ppm 
Dibutil Ftalato 4.000 mg/m3 
Dichlorvos 100 mg/m3 
Dicloro Difluor Metano 780 ppm 15.000 ppm 
Dicloro Fluor Metano 5.000 ppm 
Dicloroetano 1,1 156 ppm 3.000 ppm 
Dieldrin 50 mg/m3 
Dietanolamina 2.000 ppm 
Dietilamina 20 ppm 200 ppm 
Dimetil Acetamida 8 ppm 300 ppm 
Dimetil Formamida 500 ppm 
Dimetil Ftalato 2.000 mg/m3 
Dimetil Hidrazina 1,1 0,4 ppm 15 ppm 
Dimetilamina 500 ppm 
Dimetilamina N, N 100 ppm 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 85
SUBSTÂNCIA L. T. BRASIL 1978 IPVS NIOSH 1998 
Di-Nitrotolueno 50 mg/m3 
Dioxano 2.000 ppm 
Dióxido de Cloro 0,08 ppm 5 ppm 
Dióxido de Enxofre (Anidrido 
Sulfuroso) 4 ppm 100 ppm 
Dióxido de Nitrogênio 4 ppm 20 ppm 
Dissulfeto de Carbono 16 ppm 500 ppm 
Epicloridrina 75 ppm 
Estireno 78 ppm 700 ppm 
Etanol (Veja Álcool Etílico) 
Etanolamina 10 ppm 
Éter Diglicidílico 10 ppm 
Éter Etílico 310 ppm 1.900 ppm 
Éter n-Butil Glicidílico 250 ppm 
Etil Benzeno 800 ppm 
Etil Butil Cetona 1.000 ppm 
Etoxietanol 2 500 ppm 
Fenol 4 ppm 250 ppm 
Flúor 25 ppm 
Formiato de Metila 4.500 ppm 
Formaldeído (Formol) 1,6 ppm 20 ppm 
Fosfina 0,23 ppm 50 ppm 
Fosgênio 0,08 ppm 2 ppm 
Furfural 100 ppm 
Gás Bromídrico (Ácido 
Bromídrico) 30 ppm 
Gás Cianídrico (Ácido 
Cianídrico) 8 ppm 50 ppm 
Gás Clorídrico (Ácido 
Clorídrico) 4 ppm 50 ppm 
Gás Fluorídrico (Ácido 
Fluorídrico) como F 2,5 ppm 30 ppm 
Gás Sulfídrico (Ácido 
Sulfídrico) 100 ppm 
Gasolina (como n-Octano) 1.000 ppm 
GLP (Propano + Butano) 2.000 ppm 
n-Hexano (normal Hexano) 1.100 ppm 
Hexanona 1.600 ppm 
Hidrazina 0,08 ppm 50 ppm 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 86
SUBSTÂNCIA L. T. BRASIL 1978 IPVS NIOSH 1998 
Hidroquinona 50 mg/m3 
Hidróxido de Sódio (Soda Cáustica) 10 mg/m3 
Iodeto de Metila 100 ppm 
Iodo 2 ppm 
Isocianato de Metila - veja Metil 
Iso Cianato 
Lindano 50 mg/m3 
Malathion (Fração Respirável) 250 mg/m3 
Mercúrio (como Hg compostos 
inorgânicos) 10 mg/m3 
Mercúrio (como Hg e compostos 
orgânicos) 2 mg/m3 
Metacrilato de Metila 78 ppm 1.000 ppm 
Metanol - Veja Álcool Metílico 
Metil Acetileno 1.700 ppm 
Metil Ciclo Hexano 1.200 ppm 
Metil Ciclo Hexanol 39 ppm 500 ppm 
Metil Clorofórmio 275 ppm 700 ppm 
Metil Clorofórmio - Veja 
Tricloretano 
Metil Etil Cetona (MEK) 155 ppm 3.000 ppm 
Metil Hidrazina 20 ppm 
Metil Isobutil Cetona (MIBK) 3.000 ppm 
Metil Isocianato (Isocianato de 
Metila) 3 ppm 
Metil Mercaptana 0,4 ppm 150 ppm 
Metilamina 8 ppm 100 ppm 
Monóxido de Carbono 39 ppm 1.200 ppm 
Nafta 1.000 ppm 
Nitropropano 2 20 ppm 100 ppm 
Nitrotolueno 200 ppm 
Orto Diclorobenzeno 200 ppm 
Orto Toluidina 50 ppm 
Óxido de Cádmio, fumos como 
Cd 9 mg/m3 
Óxido de Cálcio 25 mg/m3 
Óxido de Etileno 39 ppm 800 ppm 
Óxido de Zinco, fumos 500 mg/m3 
Óxido Nítrico 20 ppm 100 ppm 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 87
SUBSTÂNCIA L. T. BRASIL 1978 IPVS NIOSH 1998 
Ozônio 0,08 ppm 5 ppm 
P-Diclorobenzeno 150 ppm 
P-Nitroclorobenzeno 100 mg/m3 
Parathion 10 mg/m3 
Pentacloreto de Fósforo 70 mg/m3 
Pentaclorofenol 2,5 mg/m3 
Pentanona 2 1.500 ppm 
Percloretileno 
(Tetracloroetileno) 78 ppm 150 ppm 
Percloro Metil Mercaptana 10 ppm 
Peróxido de Benzoíla 1.500 mg/m3 
Peróxido de Hidrogênio 1 ppm 
Phosdrin 4 ppm 
Piridina 1.000 ppm 
Pixe volátil 80 mg/m3 
Quinona 100 mg/m3 
Soda Cáustica - Veja Hidróxido 
de Sódio 
Sulfato de Dimetila 0,08 ppm 7 ppm 
Terebentina 800 ppm 
Tetracloreto de Carbono 8 ppm 200 ppm 
Tetracloroetano 1,1,2,2 100 ppm 
Tetracloroetileno (Veja 
Percloretileno) 
Tetrahidrofurano 156 ppm 2.000 ppm 
Tetrametil Succinonitrila 5 ppm 
Tolueno 78 ppm 500 ppm 
Tolueno Di-Isocianato TDI 0,016 ppm 2,5 ppm 
Toxafeno - Veja Canfeno 
Clorado 
Tricloretano 1,1,1 (Metil 
Clorofórmio) 275 ppm 700 ppm 
Tricloretano 1,1,2 8 ppm 100 ppm 
Tricloretileno 78 ppm 1.000 ppm 
Tricloreto de Fósforo 25 ppm 
Tricloro 1,1,2 Trifluormetano 
1,2,2 2.000 ppm 
Trietilamina 20 ppm 20 ppm 
Trimetilamina 100 ppm 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 88
SUBSTÂNCIA L. T. BRASIL 1978 IPVS NIOSH 1998 
Urânio Natural, Compostos 
Insolúveis 10 mg/m3 
Urânio Natural, Compostos 
Solúveis 10 mg/m3 
Vinil Tolueno 400 ppm 
Xilol 78 ppm 1.000 ppm 
 
 
 ANEXO 2 – TEXTO DA NR-33 – ESPAÇOS CONFINADOS 
 
PORTARIA MTE Nº 202, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2006 
 
Aprova a Norma Regulamentadoras nº 33 (NR-33), que trata de Segurança e 
Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados. 
 
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das 
atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, 
 
Inciso II, da Constituição Federal e tendo em vista o disposto no art. 200 da 
Consolidação das Leis do Trabalho, Decreto Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, 
resolve: 
 
Art. 1º - Aprovar a Norma Regulamentadoras nº 33 (NR-33), que trata de 
Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados, na forma do disposto 
no Anexo a esta Portaria. 
 
Art. 2º - O disposto na Norma Regulamentadoras é de cumprimento obrigatório 
pelos empregadores, inclusive os constituídos sob a forma de microempresa ou 
empresa de pequeno porte. 
 
Art. 3º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 
 
LUIZ MARINHO 
 
ANEXO 
 
NORMA REGULAMENTADORA Nº 33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS 
TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS 
 
33.1 - Objetivo e Definição 
 
33.1.1 - Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para 
identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, 
monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir 
permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou 
indiretamente nestes espaços. 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 89
 
33.1.2 - Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para 
ocupação humana contínua, que possua meio limitado de entrada e saída, cuja 
ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa 
existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. 
 
33.2 - Das Responsabilidades 
 
33.2.1 - Cabe ao Empregador: 
 
a) Indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento desta norma; 
 
b)Identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento; 
 
c) Identificar os riscos específicos de cada espaço confinado; 
 
d) Implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho em espaços 
confinados, por medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e de 
emergência e salvamento, de forma a garantir permanentemente ambientes com 
condições adequadas de trabalho; 
 
e) Garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre os riscos, as medidas 
de controle, de emergência e salvamento em espaços confinados; 
 
f) Garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra após a emissão, por 
escrito, da Permissão de Entrada e Trabalho, conforme modelo constante no 
anexo II desta NR; 
 
g) Fornecer às empresas contratadas informações sobre os riscos nas áreas onde 
desenvolverão suas atividades e exigir a capacitação de seus trabalhadores; 
 
h) Acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos 
trabalhadores das empresas contratadas provendo os meios e condições para que 
eles possam atuar em conformidade com esta NR; 
 
i) Interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de suspeição de condição 
de risco grave e iminente, procedendo ao Imediato abandono do local; e; 
 
j) Garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de 
cada acesso aos espaços confinados. 
 
33.2.2 - Cabe aos Trabalhadores: 
 
a) Colaborar com a empresa no cumprimento desta NR; 
 
b) Utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa; 
 
c) Comunicar ao Vigia e ao Supervisor de Entrada as situações de risco para sua 
segurança e saúde ou de terceiros, que sejam do seu conhecimento; e 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 90
 
d) Cumprir os procedimentos e orientações recebidas nos treinamentos com 
relação aos espaços confinados. 
 
33.3 - Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados 
 
33.3.1 - A gestão de segurança e saúde deve ser planejada, programada, 
implementada e avaliada, incluindo medidas técnicas de prevenção, medidas 
administrativas e medidas pessoais e capacitação para trabalho em espaços 
confinados. 
 
33.3.2 - Medidas técnicas de prevenção: 
 
a) Identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para evitar a entrada de 
pessoas não autorizadas; 
 
b) Antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados; 
 
c) Proceder à avaliação e controle dos riscos físicos, químicos, biológicos, 
ergonômicos e mecânicos; 
 
d) Prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem; 
 
e) Implementar medidas necessárias para eliminação ou controle dos riscos 
atmosféricos em espaços confinados; 
 
f) Avaliar a atmosfera nos espaços confinados, antes da entrada de trabalhadores, 
para verificar se o seu interior é seguro; 
 
g) Manter condições atmosféricas aceitáveis na entrada e durante toda a realização 
dos trabalhos, monitorando, ventilando, purgando, lavando ou inertizando o 
espaço confinado; 
 
h) Monitorar continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os 
trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar 
se as condições de acesso e permanência são seguras; 
 
i) Proibir a ventilação com oxigênio puro; 
 
j) Testar os equipamentos de medição antes de cada utilização; e 
 
k) Utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de 
alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências 
de radiofreqüência. 
 
33.3.2.1 - Os equipamentos fixos e portáteis, inclusive os de comunicação e de 
movimentação vertical e horizontal, devem ser adequados aos riscos dos espaços 
confinados; 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 91
33.3.2.2 - Em áreas classificadas os equipamentos devem estar certificados ou 
possuir documento contemplado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da 
Conformidade - INMETRO. 
 
33.3.2.3 - As avaliações atmosféricas iniciais devem ser realizadas fora do espaço 
confinado. 
 
33.3.2.4 - Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou 
explosão em trabalhos a quente, tais como solda, aquecimento, esmerilhamento, 
corte ou outros que liberem chama aberta faíscas ou calor. 
 
33.3.2.5 - Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de inundação, 
soterramento, engolfamento, incêndio, choques elétricos, eletricidade estática, 
queimaduras, quedas, escorregamentos, Impactos, esmagamentos, amputações e 
outros que possam afetar a segurança e saúde dos trabalhadores. 
 
33.3.3 - Medidas administrativas: 
 
a) Manter cadastro atualizado de todos os espaços confinados, inclusive dos 
desativados, e respectivos riscos; 
 
b) Definir medidas para isolar, sinalizar, controlar ou eliminar os riscos do espaço 
confinado; 
 
c) Manter sinalização permanente junto à entrada do espaço confinado, conforme 
o Anexo I da presente norma; 
 
d) Implementar procedimento para trabalho em espaço confinado; 
 
e) Adaptar o modelo de Permissão de Entrada e Trabalho, previsto no Anexo II 
desta NR, às peculiaridades da empresa e dos seus espaços confinados; 
 
f) Preencher, assinar e datar, em três vias, a Permissão de Entrada e Trabalho 
antes do ingresso de trabalhadores em espaços confinados; 
 
g) Possuir um sistema de controle que permita a rastreabilidade da Permissão de 
Entrada e Trabalho; 
 
h) Entregar para um dos trabalhadores autorizados e ao Vigia cópia da Permissão 
de Entrada e Trabalho; 
 
i) Encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho quando as operações forem 
completadas, quando ocorrer uma condição não prevista ou quando houver pausa 
ou interrupção dos trabalhos; 
 
j) Manter arquivados os procedimentos e Permissões de Entrada e Trabalho por 
cinco anos; 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 92
k) Disponibilizar os procedimentos e Permissão de Entrada e Trabalho para o 
conhecimento dos trabalhadores autorizados, seus representantes e fiscalização do 
trabalho; 
 
l) Designar as pessoas que participarão das operações de entrada, identificando os 
deveres de cada trabalhador e providenciando a capacitação requerida; 
 
m) Estabelecer procedimentos de supervisão dos trabalhos no exterior e no 
interior dos espaços confinados; 
 
n) Assegurar que o acesso ao espaço confinado somente seja Iniciado com 
acompanhamento e autorização de supervisão capacitada; 
 
o) Garantir que todos os trabalhadores sejam informados dos riscos e medidas de 
controle existentes no local de trabalho; e 
 
p) Implementar um Programa de Proteção Respiratória de acordo com a análise de 
risco, considerando o local, a complexidade e o tipo de trabalho a ser 
desenvolvido. 
 
33.3.3.1 - A Permissão de Entrada e Trabalho é válida somente para cada entrada. 
 
33.3.3.2 - Nos estabelecimentos onde houver espaços confinados devem ser 
observadas, de forma complementar a presente NR, os seguintes atos normativos: 
NBR 14606 - Postos de Serviço - Entrada em Espaço Confinado; e NBR 14787 - 
Espaço Confinado - Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de 
Proteção, bem como suas alterações posteriores. 
 
33.3.3.3 - O procedimento para trabalho deve contemplar, no mínimo: objetivo, 
campo de aplicação, base técnica, responsabilidades, competências, preparação, 
emissão, uso e cancelamento da Permissão de Entrada e Trabalho, capacitação 
para os trabalhadores, análise de risco e medidas de controle. 
 
33.3.3.4 - Os procedimentos para trabalho em espaços confinados e a Permissão 
de Entrada e Trabalhodevem ser avaliados no mínimo uma vez ao ano e revisados 
sempre que houver alteração dos riscos, com a participação do Serviço 
Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT e da Comissão 
Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA. 
 
33.3.3.5 - Os procedimentos de entrada em espaços confinados devem ser revistos 
quando da ocorrência de qualquer uma das circunstâncias abaixo: 
 
a) Entrada não autorizada num espaço confinado; 
 
b) Identificação de riscos não descritos na Permissão de Entrada e Trabalho; 
 
c) Acidente, incidente ou condição não prevista durante a entrada; 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 93
d) Qualquer mudança na atividade desenvolvida ou na configuração do espaço 
confinado; 
 
e) Solicitação do SESMT ou da CIPA; e 
 
f) Identificação de condição de trabalho mais segura. 
 
33.3.4 - Medidas Pessoais 
 
33.3.4.1 - Todo trabalhador designado para trabalhos em espaços confinados deve 
ser submetido a exames médicos específicos para a função que irá desempenhar, 
conforme estabelecem as NRs 07 e 31, incluindo os fatores de riscos psicossociais 
com a emissão do respectivo Atestado de Saúde Ocupacional - ASO. 
 
33.3.4.2 - Capacitar todos os trabalhadores envolvidos, direta ou indiretamente 
com os espaços confinados, sobre seus direitos, deveres, riscos e medidas de 
controle, conforme previsto no item 33.3.5. 
 
33.3.4.3 - O número de trabalhadores envolvidos na execução dos trabalhos em 
espaços confinados deve ser determinado conforme a análise de risco. 
 
33.3.4.4 - É vedada a realização de qualquer trabalho em espaços confinados de 
forma individual ou isolada. 
 
33.3.4.5 - O Supervisor de Entrada deve desempenhar as seguintes funções: 
 
a) Emitir a Permissão de Entrada e Trabalho antes do início das atividades; 
 
b) Executar os testes, conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na 
Permissão de Entrada e Trabalho; 
 
c) Assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e 
que os meios para acioná-los estejam operantes; 
 
d) Cancelar os procedimentos de entrada e trabalho quando necessário; e 
 
e) Encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho após o término dos serviços. 
 
33.3.4.6 - O Supervisor de Entrada pode desempenhar a função de Vigia. 
 
33.3.4.7 - O Vigia deve desempenhar as seguintes funções: 
 
a) Manter continuamente a contagem precisa do número de trabalhadores 
autorizados no espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término da 
atividade; 
 
b) Permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato permanente 
com os trabalhadores autorizados; 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 94
c) Adotar os procedimentos de emergência, acionando a equipe de salvamento, 
pública ou privada, quando necessário; 
 
d) Operar os movimentadores de pessoas; e 
 
e) Ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer algum sinal 
de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não 
prevista ou quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser 
substituído por outro Vigia. 
 
33.3.4.8 - O Vigia não poderá realizar outras tarefas que possam comprometer o 
dever principal que é o de monitorar e proteger os trabalhadores autorizados. 
 
33.3.4.9 - Cabe ao empregador fornecer e garantir que todos os trabalhadores que 
adentrarem em espaços confinados disponham de todos os equipamentos para 
controle de riscos, previstos na Permissão de Entrada e Trabalho. 
 
33.3.4.10 - Em caso de existência de Atmosfera Imediatamente Perigosa à 
Vida ou à Saúde - Atmosfera IPVS -, o espaço confinado somente pode ser 
adentrado com a utilização de máscara autônoma de demanda com pressão 
positiva ou com respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar 
para escape. 
 
33.3.5 - Capacitação para trabalhos em espaços confinados 
 
33.3.5.1 - É vedada a designação para trabalhos em espaços confinados sem a 
prévia capacitação do trabalhador. 
 
33.3.5.2 - O empregador deve desenvolver e implantar programas de capacitação 
sempre que ocorrer qualquer das seguintes situações: 
 
a) Mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho; 
 
b) Algum evento que indique a necessidade de novo treinamento; e 
 
c) Quando houver uma razão para acreditar que existam desvios na utilização ou 
nos procedimentos de entrada nos espaços confinados ou que os conhecimentos 
não sejam adequados. 
 
33.3.5.3 - Todos os trabalhadores autorizados e Vigias devem receber capacitação 
periodicamente, a cada doze meses. 
 
33.3.5.4 - A capacitação deve ter carga horária mínima de dezesseis horas, ser 
realizada dentro do horário de trabalho, com conteúdo programático de: 
 
a) Definições; 
 
b) Reconhecimento, avaliação e controle de riscos; 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 95
c) Funcionamento de equipamentos utilizados; 
 
d) Procedimentos e utilização da Permissão de Entrada e Trabalho; e 
 
e) Noções de resgate e primeiros socorros. 
 
33.3.5.5 - A capacitação dos Supervisores de Entrada deve ser realizada dentro do 
horário de trabalho, com conteúdo programático estabelecido no subitem 33.3.5.4, 
acrescido de: 
 
a) Identificação dos espaços confinados; 
 
b) Critérios de indicação e uso de equipamentos para controle de riscos; 
 
c) Conhecimentos sobre práticas seguras em espaços confinados; 
 
d) Legislação de segurança e saúde no trabalho; 
 
e) Programa de proteção respiratória; 
 
f) Área classificada; e 
 
g) Operações de salvamento. 
 
33.3.5.6 - Todos os Supervisores de Entrada devem receber capacitação 
específica, com carga horária mínima de quarenta horas. 
 
33.3.5.7 - Os instrutores designados pelo responsável técnico, devem possuir 
comprovada proficiência no assunto. 
 
33.3.5.8 - Ao término do treinamento deve-se emitir um certificado contendo o 
nome do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, a especificação do 
tipo de trabalho e espaço confinado, data e local de realização do treinamento, 
com as assinaturas dos instrutores e do responsável técnico. 
 
33.3.5.8.1 - Uma cópia do certificado deve ser entregue ao trabalhador e a outra 
cópia deve ser arquivada na empresa. 
 
33.4 - Emergência e Salvamento 
 
33.4.1 - O empregador deve elaborar e implementar procedimentos de emergência 
e resgate adequados aos espaços confinados Incluindo, no mínimo: 
 
a) Descrição dos possíveis cenários de acidentes, obtidos a partir da Análise de 
Riscos; 
 
b) Descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas 
em caso de emergência; 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 96
c) Seleção e técnicas de utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação 
de emergência, busca, resgate, primeiros socorros e transporte de vítimas; 
 
d) Acionamento de equipe responsável, pública ou privada, pela execução das 
medidas de resgate e primeiros socorros para cada serviço a ser realizado; e 
 
e) Exercício simulado anual de salvamento nos possíveis cenários de acidentes em 
espaços confinados. 
 
33.4.2 - O pessoal responsável pela execução das medidas de salvamento deve 
possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar. 
 
33.4.3 - A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar todos os 
possíveis cenários de acidentes identificados na análise derisco. 
 
33.5 - Disposições Gerais 
 
33.5.1 - O empregador deve garantir que os trabalhadores possam interromper 
suas atividades e abandonar o local de trabalho, sempre que suspeitarem da 
existência de risco grave e iminente para sua segurança e saúde ou a de terceiros. 
 
33.5.2 - São solidariamente responsáveis pelo cumprimento desta NR os 
contratantes e contratados. 
 
33.5.3 - É vedada a entrada e a realização de qualquer trabalho em espaços 
confinados sem a emissão da Permissão de Entrada e Trabalho. 
 
ANEXO I 
SINALIZAÇÃO 
 
 
Sinalização para identificação de espaço confinado 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 97
 
 
ANEXO II 
 
Permissão de Entrada e Trabalho - PET 
 
Modelo de caráter informativo para elaboração da Permissão de Entrada e 
Trabalho em Espaço Confinado 
 
Nome da empresa: 
__________________________________________________________________ 
 
Local do espaço confinado: 
__________________________________________________________________ 
 
Espaço confinado nº : 
__________________________________________________________________ 
 
Data e horário da emissão: 
__________________________________________________________________ 
 
Data e horário do término: 
__________________________________________________________________ 
 
Trabalho a ser realizado: 
__________________________________________________________________ 
 
Trabalhadores autorizados: 
__________________________________________________________________ 
 
Vigia: 
__________________________________________________________________ 
 
Equipe de resgate: 
__________________________________________________________________ 
 
Supervisor de Entrada: 
__________________________________________________________________ 
 
Procedimentos que devem ser completados antes da entrada 
 
1. Isolamento _____________________________ S ( ) N ( ) 
 
2. Teste inicial da atmosfera horário ____________________________________ 
 
Oxigênio _______________ % O2 
 
Inflamáveis _____________ %LIE 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 98
 
Gás(es)/vapor(es) tóxico(s) ____________________________________ppm 
 
Poeiras / fumos / névoas tóxicas: ____________________________ mg/m3 
 
Nome legível / assinatura do Supervisor dos testes: 
 
 ________________________________ 
 
3. Bloqueios, travamento e etiquetagem _______________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
4. Purga e/ou lavagem ____________ ________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
5. Ventilação/exaustão - tipo, equipamento e tempo _____ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
6. Teste após ventilação e isolamento: horário 
 
Oxigênio _________ % O2 > 19,5% ou < 23,0% 
 
Inflamáveis ____________ %LIE < 10% 
 
Gases/vapores tóxicos ___________________________ ppm 
 
Poeiras/fumos/névoas tóxicas 
___________________________________________ mg/m3 
 
Nome legível / assinatura do Supervisor dos testes: 
 
 ________________________________ 
 
7. Iluminação geral _____________________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
8. Procedimentos de comunicação: ________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
9. Procedimentos de resgate: _____________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
10. Procedimentos e proteção de movimentação vertical: _____ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
11. Treinamento de todos os trabalhadores? É atual? ________ S ( ) N ( ) 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 99
12. Equipamentos: 
 
13. Equipamento de monitoramento contínuo de gases aprovados e certificados 
por um Organismo de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para 
trabalho em áreas potencialmente explosivas de leitura direta com alarmes em 
condições: 
 _____________________________________________________ S ( ) N ( ) 
 
Lanternas _____________________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Roupa de proteção ______________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Extintores de incêndio ___________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Capacetes, botas, luvas __________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Equipamentos de proteção respiratória/autônomo ou sistema de ar mandado com 
cilindro de escape __________________________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Cinturão de segurança e linhas de vida p/ os trabalhadores autorizado _ S ( ) N ( ) 
 
Cinturão de segurança e linhas de vida p/equipe de resgate __ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Escada ___________________________________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Equipamentos de movimentação vertical/suportes externos __N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Equipamentos de comunicação eletrônica aprovados e certificados por um 
Organismo de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para trabalho em 
áreas potencialmente explosivas ______________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Equipamento de proteção respiratória autônomo ou sistema de ar mandado com 
cilindro de escape para a equipe de resgate ____________ S ( ) N ( ) 
 
Equipamentos elétricos e eletrônicos aprovados e certificados por um Organismo 
de Certificação Credenciado (OCC) pelo INMETRO para trabalho em áreas 
potencialmente explosivas 
__________________________________________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
 
Procedimentos que devem ser completados durante o desenvolvimento dos 
trabalhos 
 
14. Permissão de trabalhos a quente ____________________ N/A ( ) S ( ) N ( ) 
Procedimentos de Emergência e Resgate: 
 
Telefones e contatos: Ambulância: _______________ Bombeiros:____________ 
Segurança: ________________________ 
Legenda: N/A - “não se aplica”; N - “não”; S - “sim”. 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 100
 
A entrada não pode ser permitida se algum campo não for preenchido ou contiver 
a marca na coluna “não”. 
 
A falta de monitoramento contínuo da atmosfera no interior do espaço confinado, 
alarme, ordem do Vigia ou qualquer situação de risco à segurança dos 
trabalhadores, implica no abandono imediato da área 
 
Qualquer saída de toda equipe por qualquer motivo implica a emissão de nova 
permissão de entrada. Esta permissão de entrada deverá ficar exposta no local de 
trabalho até o seu término. Após o trabalho, esta permissão deverá ser arquivada. 
 
 
ANEXO III 
 
Glossário 
 
Abertura de linha: abertura intencional de um duto, tubo, linha, tubulação que 
está sendo utilizada ou foi utilizada para transportar materiais tóxicos, 
inflamáveis, corrosivos, gás, ou qualquer fluido em pressões ou temperaturas 
capazes de causar danos materiais ou pessoais visando a eliminar energias 
perigosas para o trabalho seguro em espaços confinados. 
 
Alívio: o mesmo que abertura de linha. 
 
Análise Preliminar de Risco (APR): avaliação inicial dos riscos potenciais, suas 
causas, conseqüências e medidas de controle. 
 
Área Classificada: área potencialmente explosiva ou com risco de explosão. 
 
Atmosfera IPVS - Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde: 
qualquer atmosfera que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito 
debilitante à saúde. 
 
Avaliações iniciais da atmosfera: conjunto de medições preliminares realizadas 
na atmosfera do espaço confinado. 
 
Base técnica: conjunto de normas, artigos, livros, procedimentos de segurança de 
trabalho, e demais documentos técnicos utilizados para implementar o Sistema de 
Permissão de Entrada e Trabalho em espaços confinados. 
 
Bloqueio: dispositivo que impede a liberação de energias perigosas tais como: 
pressão, vapor, fluidos,combustíveis, água e outros visando à contenção de 
energias perigosas para trabalho seguro em espaços confinados. 
 
Chama aberta: mistura de gases incandescentes emitindo energia, que é também 
denominada chama ou fogo. 
 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 101
Condição IPVS: Qualquer condição que coloque um risco imediato de morte ou 
que possa resultar em efeitos à saúde irreversíveis ou imediatamente severos ou 
que possa resultar em dano ocular, irritação ou outras condições que possam 
impedir a saída de um espaço confinado. 
 
Contaminantes: gases, vapores, névoas, fumos e poeiras presentes na atmosfera 
do espaço confinado. 
 
Deficiência de Oxigênio: atmosfera contendo menos de 20,9% de oxigênio em 
volume na pressão atmosférica normal, a não ser que a redução do percentual seja 
devidamente monitorada e controlada. 
 
Engolfamento: é o envolvimento e a captura de uma pessoa por líquidos ou 
sólidos finamente divididos. 
 
Enriquecimento de Oxigênio: atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em 
volume. 
 
Etiquetagem: colocação de rótulo num dispositivo isolador de energia para 
indicar que o dispositivo e o equipamento a ser controlado não podem ser 
utilizados até a sua remoção. 
 
Faísca: partícula candente gerada no processo de esmerilhamento, polimento, 
corte ou solda. 
 
Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados: conjunto 
de medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e coletivas 
necessárias para garantir o trabalho seguro em espaços confinados. 
 
Inertização: deslocamento da atmosfera existente em um espaço confinado por 
um gás inerte, resultando numa atmosfera não combustível e com deficiência de 
oxigênio. 
 
Intrinsecamente Seguro: situação em que o equipamento não pode liberar 
energia elétrica ou térmica suficientes para, em condições normais ou anormais, 
causar a ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso no 
certificado de conformidade do equipamento. 
 
Lacre: braçadeira ou outro dispositivo que precise ser rompido para abrir um 
equipamento. 
 
Leitura direta: dispositivo ou equipamento que permite realizar leituras de 
contaminantes em tempo real. 
 
Medidas especiais de controle: medidas adicionais de controle necessárias para 
permitir a entrada e o trabalho em espaços confinados em situações peculiares, 
tais como trabalhos a quente, atmosferas IPVS ou outras. 
 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 102
Ordem de Bloqueio: ordem de suspensão de operação normal do espaço 
confinado. 
 
Ordem de Liberação: ordem de reativação de operação normal do espaço 
confinado. 
 
Oxigênio puro: atmosfera contendo somente oxigênio (100%). 
 
Permissão de Entrada e Trabalho (PET): documento escrito contendo o 
conjunto de medidas de controle visando à entrada e desenvolvimento de trabalho 
seguro, além de medidas de emergência e resgate em espaços confinados. 
 
Proficiência: competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à 
experiência. 
 
Programa de Proteção Respiratória: conjunto de medidas práticas e 
administrativas necessárias para proteger a saúde do trabalhador pela seleção 
adequada e uso correto dos respiradores. 
 
Purga: método de limpeza que torna a atmosfera interior do espaço confinado 
isenta de gases, vapores e outras impurezas indesejáveis através de ventilação ou 
lavagem com água ou vapor. 
 
Quase-acidente: qualquer evento não programado que possa indicar a 
possibilidade de ocorrência de acidente. 
 
Responsável Técnico: profissional habilitado para identificar os espaços 
confinados existentes na empresa e elaborar as medidas técnicas de prevenção, 
administrativas, pessoais e de emergência e resgate. 
 
Risco Grave e Iminente: Qualquer condição que possa causar acidente de 
trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do 
trabalhador. 
 
Riscos psicossociais: influência na saúde mental dos trabalhadores, provocada 
pelas tensões da vida diária, pressão do trabalho e outros fatores adversos. 
 
Salvamento: procedimento operacional padronizado, realizado por equipe com 
conhecimento técnico especializado, para resgatar e prestar os primeiros socorros 
a trabalhadores em caso de emergência. 
 
Sistema de Permissão de Entrada em Espaços Confinados: procedimento 
escrito para preparar uma Permissão de Entrada e Trabalho (PET). 
 
Supervisor de Entrada: pessoa capacitada para operar a permissão de entrada 
com responsabilidade para preencher e assinar a Permissão de Entrada e Trabalho 
(PET) para o desenvolvimento de entrada e trabalho seguro no interior de espaços 
confinados. 
 
Tratado de Proteção Respiratória 
Autor: João Antonio Munhoz 
Farbene Comércio e Serviços Ltda. 
_________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________ 103
Trabalhador autorizado: trabalhador capacitado para entrar no espaço 
confinado, ciente dos seus direitos e deveres e com conhecimento dos riscos e das 
medidas de controle existentes. 
 
Trava: dispositivo (como chave ou cadeado) utilizado para garantir isolamento de 
dispositivos que possam liberar energia elétrica ou mecânica de forma acidental. 
 
Vigia: trabalhador designado para permanecer fora do espaço confinado e que é 
responsável pelo acompanhamento, comunicação e ordem de abandono para os 
trabalhadores. 
 
(D.O. 27/12/2006) 
 
 
Sobre o Autor: 
 
João Antonio Munhoz, Químico Industrial, atuou como Gerente de 
Produto na Dräger do Brasil por mais de 20 anos, atual Gerente Técnico da 
Farbene Comércio e Serviços Ltda., prestando serviços de consultoria a 
Empresas em Detecção de Gases e Proteção Respiratória. Freqüentou e ministrou 
Cursos, apresentou trabalhos em Eventos ligados às áreas de sua especialidade, 
no Brasil e em diversos outros países. Membro das Comissões de Estudos de 
Proteção Respiratória e de Espaços Confinados da A.B.N.T. e da International 
Society for Respiratory Protection. Ministra diversos cursos de Programa de 
Proteção Respiratória em entidades de destaque. 
 
O primeiro trabalho do autor data de 1976 e começou com a Detecção de 
Gases. Posteriormente foi ampliado incluindo Proteção Respiratória em diversas 
edições até chegar a esta. 
 
Para escrever este Tratado, que é constantemente atualizado com 
inclusões e novidades neste campo, o autor baseou-se em sua experiência pessoal 
de mais de 30 anos nos assuntos de sua especialidade, nos exemplos práticos 
encontrados no dia-a-dia, na literatura disponível no mercado mundial neste 
momento, em trabalhos apresentados em congressos e em cursos freqüentados e 
ministrados no Brasil e no Exterior. 
 
And if you’re at least totaly fluent in English ask for some other literature 
that could be helpful in your studies of Respiratory Protection and Gas 
Detection. We’re here to help. 
 
Críticas e sugestões serão bem vindas. Lembre-se: este Tratado estará 
sempre passando por atualizações. 
 
 
Esta é a atualização de abril de 2007.

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