A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E DIGNIDADE HUMANA

Pré-visualização | Página 3 de 4

de segurança hoje 
disponíveis, a internet ainda se tem prestado a permitir que algumas pessoas abusem de todo o 
seu potencial para comunicação e interação. 
SUSTENTABILIDADE NA PROTEÇÃO A DIGNIDADE HUMANA 
A sustentabilidade é um dos assuntos mais comentados na atualidade, sendo 
frequentemente relacionada às questões ambientais, sobretudo no que diz respeito á 
preservação dos recursos naturais. Entretanto seu conceito não representa uma construção 
unidimensional ligada apenas à proteção ao meio ambiente, ela possui vinculação com valores 
e princípios éticos, relacionados com justiça, e determina não ser aceitável viver à custa das 
gerações futuras. 
 987, i ç i j 
conscientização do que se entendia por Desenvolvimento Sustentável. O 
 i : “ i 
necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das gerações 
 i i ” (Pereira; Oliveira; Melo, 
2014.) 
Tendo seu nascedouro em discussões onde se digladiavam ambientalistas e 
desenvolvimentistas, a noção de sustentabilidade promoveu a superação da ideia da economia 
como um fim em si mesmo, substituindo-a pelo reconhecimento de ser o ser humano um fim 
em si mesmo; e, portanto, ser por ele e para ele que existe o desenvolvimento. De tal ligação, 
se propõe que seja a sustentabilidade um princípio jurídico revelador de um direito 
fundamental. 
O reconhecimento da sustentabilidade como um direito tem o condão de promover a 
superação da sua utilização como uma mera prática discursiva, já que se estará num campo 
em que ser sustentável não será mais uma prática facultativa, mas obrigatória, e cujo conteúdo 
não mais será dado por um determinado ator social que esteja na defesa de seus interesses 
pessoais, mas pelo Estado, através de sua Lei Fundamental, com vistas à realização de seu 
valor maior: a dignidade da pessoa humana. 
O Relatório Brundtland i 987 i q “ j iça 
distributiva global entre ricos e pobres, natureza das pessoas que vivem hoje e no futuro e 
 h ”. Isto é, direciona seu foco exclusivamente em evoluir de maneira sustentável, 
o que, frise-se, representou uma inovação, e define o desenvolvimento sustentável como 
 q “q i z i i g çõ 
futuras satisfazerem suas próprias necessidades” (NOSSO FUTURO COMUM, 1991, p. 46.) 
A sustentabilidade vem com a proposta de promover uma melhor garantia do bem 
estar social com o meio ambiente do qual dependemos diretamente, referindo-se, de forma 
imprescindível, à sobrevivência, atendendo a humanidade e se preocupando com as futuras 
gerações. 
No meio ambiente, tutelado como garantia constitucional, pretende-se a consolidação 
da qualidade de vida, contemplando todos os valores e princípios da Constituição. Assim 
contribui Canotilho e Moreira (1993, p.143): 
[...] uma consequência derivada de múltiplos fatores no mecanismo e 
funcionamento das sociedades humanas e que se traduz primordialmente 
numa situação de bem-estar físico, mental, social e cultural no plano 
individual, e em relação de solidariedade e fraternidade no plano coletivo. 
Nossa Constituição Federal de 1988 tem como fundamento a garantia do direito à 
vida, no qual se funda o princípio da qualidade de vida sadia. A interpretação contemporânea 
desta norma constitucional vem no sentido de que não basta conservar a vida e viver bem, é 
preciso mais, a busca da concretização da qualidade de vida. 
C i V ig , i i i i i “( ) i 
dificuldade de preservar e expandir as liberdades substantivas de que as pessoas hoje 
desfrutam sem comprometer a capacidade das futuras gerações de desfrutarem de liberdade 
 h i ” (2005, 46) 
A qualidade de vida que se busca obter com a efetivação da sustentabilidade está 
intrinsecamente interligada com o existir com dignidade, pois ao se elevar a qualidade de vida 
como um direito de todos garante-se a possibilidade de exigência de que o Poder Público 
forneça as condições mínimas para que tal direito seja concretizado. Tal desenvolvimento que 
se busca promover com a real efetivação da sustentabilidade vai além do campo ambiental e 
tem de ser entendido não apenas como uma meta a ser alcançada e sim como um processo que 
deve ser obtido e mantido em virtude de sua importância, pois como afirma Dias, este 
desenvolvimento. 
Exerce consequentemente, grande influencia sobre todos os setores do 
desenvolvimento social, entre os quais: a educação, a saúde, a moradia, a 
convivência urbana, o bem-estar, a dinâmica demográfica, a integridade 
familiar e a prática da democracia, com a plena participação popular. (, 
2015, pág. 21) 
Compreender a sustentabilidade como um princípio constitucional, que vai além da 
proteção ao meio ambiente, como sendo este um princípio interdisciplinar, constitui 
importante tarefa dogmática em busca da efetividade de ideias que gravitam no entorno da 
solidariedade e da dignidade como balizas do Estado Democrático de Direito. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Por todos esses aspectos que foram dispostos, fica plenamente evidenciado, que em 
decorrência dos meios de informações e interações digitais que, apesar de terem reduzido 
consideravelmente as distâncias abissais existentes entre os povos do mundo, interligando 
quase todas as nações, dentro de um sistema complexo e mais globalizado, as falhas que estão 
contidas dentro dos meios informáticos e tecnológicos, são por diversas vezes, utilizadas por 
pessoas que buscam cometer crimes aproveitando-se do anonimato que lhes é propiciado. 
Quando se efetivam essas práticas ilícitas, tem-se afetado diretamente o direito a dignidade da 
pessoa humana, inerente a todos. 
Nesse tocante, uma das grandes dificuldades que se busca dentro da nossa Carta 
Magna diz respeito à sustentabilidade, tendo em vista que os seres humanos constituem o 
centro e a razão de ser deste processo faz-se necessário pleitear um novo estilo de 
desenvolvimento que seja ambientalmente sustentável, mas não apenas no acesso e no uso dos 
recursos naturais e na preservação da biodiversidade; que seja socialmente sustentável 
reduzindo a pobreza e as desigualdades sociais e que busque promover a justiça e a equidade; 
que seja culturalmente sustentável na conservação do sistema de valores, práticas e símbolos 
de identidade; e que seja politicamente sustentável ao aprofundar a democracia e garantir o 
acesso e a participação de todos na tomada de decisões públicas. 
 Esse novo estilo de desenvolvimento tem como norte uma nova ética de 
desenvolvimento, na qual os objetivos econômicos de progresso estejam subordinados às leis 
de funcionamento dos sistemas naturais e aos critérios de respeito à dignidade humana e 
melhoria da qualidade de vida das pessoas. 
 
Maria Gabriela Inácio Leite – Discente Do Curso De Direito Do Centro Universitário Leão 
Sampaio. E-mail: gabyinacio_leite@hotmail.com 
Jorge Batista da Silva - Discente Do Curso De Direito Do Centro Universitário Leão 
Sampaio. E-mail: jorge.b.s@outlook.com 
Flora Tavares Gonçalves - Discente Do Curso De Direito Do Centro Universitário Leão 
Sampaio. E-mail: florras@outlook.com 
mailto:gabyinacio_leite@hotmail.com
mailto:jorge.b.s@outlook.com
mailto:florras@outlook.com
REFERÊNCIAS 
CORRÊA, Gustavo Testa. Aspectos jurídicos da internet. 1º ed. São Paulo: Saraiva, 2000, 
145 p. 
 
DIAS, Reinaldo Sustentabilidade : origem e fundamentos; educação e governança global; 
modelo de desenvolvimento i i -- : Atlas, 2015, 232 p. 
 
FONSECA, João José Saraiva; Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. 
Apostila, 127 p. 
GIL, Antônio Carlos; Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007, 
192 p.