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Corynebacterium diphtheriae Introdução Família corynebacteriaceae. ● Bacilos Gram-positivos. ● Pouco resistentes. ● Várias espécies são patogênicas para mamíferos. ● Quimioorganotróficas. ● Pleomórficos. ● Fermentam hidratos de carbono em ácido lático. Características morfológicas ● Gram-positivos. ● Não formadores de esporos. ● Catalase positiva. ● Apresentam-se como células curtas e pequenas. ● Anaeróbios facultativos. ● Não possuem cápsula. ● Geralmente imóveis. ● Possuem fímbrias. Identificação ● O diagnóstico definitivo de Corynebacterium diphtheriae é dado pela identificação bioquímica, baseada na fermentação de açúcares, hidrólise da uréia, redução do nitrato, oxidase e catalase. ● Crescem lentamente em meios enriquecidos. ● Retos ou levemente curvos e pequenos. ● Arranjo em cadeias curtas (“V” ou “Y”) ou em ideogramas (letras chinesas) ● Não é capaz de se corar por meio de álcool ácido resistência. . Identificação Meios de cultura para isolamento 1º- Meio de cultura sólido, não seletivo e enriquecido com sangue; 2º- Meio seletivo (p. ex., ágar sangue cistina-telurito [CTBA]), meio de Tinsdale ou ágar colistina-ácido nalidíxico [CNA]. Biotipos C. diphtheriae C. diphtheriae gravis C. diphtheriae mitis Toxina diftérica Características - É um polipeptídeo termolábil que pode ser letal em uma dose de 0,1µ/kg - A mitis e gravis elaboram a mesma exotoxina produtora da doença; - Podem ser fragmentadas em A e B - O fragmento A é o menor e o letal – ela inibe a síntese proteica - O fragmento B é maior , e não tem atividade independente, mas é necessário para o transporte do fragmento de A - Funcionalmente dividido domínio receptor domínio de translocação Mecanismo de ação Corynebacterium diphtheriae (vias respiratórias) Manifestações clínicas - Doença transmissível aguda, toxiinfecciosa, causada por bacilo toxigênico. - Se aloja nas amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. - Presença de placas pseudomembranosas branco-acinzentadas aderentes. - - Dispneia e prostração (debilidade física) Febre - Placa pseudomembranosa ASFIXIA traqueostomia ou intubação - A variedade gravis tende a causar doença mais grave que a mitis Doenças clínicas As manifestações clínicas da difteria são determinadas pelo: (1) sítio da infecção; (2) nível de imunidade do paciente; e (3) virulência do microrganismo 1 Co lon iza çã o a ss int om áti ca Pe sso as co mp let am en te im un iza da s 2 Do en ça re sp ira tór ia bra nd a Pa cie nte s p arc ial me nte im un iza do s 3 Do en ça fa tal / f ulm ina nte Ind iví du os nã o i mu niz ad os Difteria respiratória ● Sintomas desenvolvem-se após um período de 2 a 4 dias de incubação; ● Microrganismos multiplicam-se nas células epiteliais da faringe (danos localizados - exotoxina); ● Mal-estar, dor de garganta, faringite exudativa e febre baixa; ● O exudato evolui para uma espessa pseudomembrana: bactérias, linfócitos, células plasmáticas, fibrin, e células mortas; ● Os sintomas podem se apresentar gradualmente ou de forma aguda, progredindo para um quadro de doença grave; ● Doença primária grave: neuropatia. Difteria cutânea ● Adquirida pelo contato da pele com outra pessoa infectada; ● Colonização da pele e acesso ao tecido subcutâneo; ● Pápula que evolui para úlcera crônica; ● Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes nas feridas. Habitat ● Quando na natureza, podem ser encontradas no solo e água. ● Está presente na mucosa e na flora normal da pele de animais e humanos. ● Relatos de Corynebacterium uropygiale presente na glândula de preen de aves. ● Esse gênero faz parte do microbiota salivar humano. Transmissão ● Contato direto entre o doente ou portador com pessoa suscetível. ● Tosse, espirro ou lesões de pele. ● Raramente ocorre contaminação por objeto. ● Geralmente tem o período de incubação de 1-6 dias. ● O período de transmissibilidade dura cerca de 2 semanas após o início dos sintomas. Diagnóstico Laboratorial CULTURA 1. Coleta da amostra com swab; 2. Semeadura em meio soro de Löeffler ou Pai; 3. 48h - 37ºc; 4. Semeadura em meio ágar-sangue-cistina-telurito (ASCT); Teste de Elek Teste de toxigenicidade ● Meio e Löeffler ou Pai; ● Papel de filtro embebido com antitoxina diftérica; ● 48h a 72h de incubação; ● Linhas esbranquiçadas de precipitação pela união da toxina e antitoxina; ● Gene tox . Resistência e imunidade ● Como é resultada principalmente da ação da toxina formada pelos MOS, a resistência se deve: 1 - Invasão; 2 - Da existência de antitoxina neutralizante específica na corrente sanguínea e nos tecidos. ● Em geral, a difteria só ocorre em indivíduos que não possuem antitoxina, ou cujos níveis sejam <0,01 unid. Lf/ml; ● Melhor maneira de avaliar a imunidade dos pacientes à toxidade diftérico: 1 - Rever as imunizações documentadas com a toxoide diftéricas; 2 - E proceder a uma imunização primária ou de reforço, se necessário. Provas de Imunidade Prova de Schick ● Inoculação intradérmica de toxina diftérica no braço direito; ○ antitoxina circulante ■ suficiente - toxina será neutralizada ■ insuficiente ou nula - reação cutânea local ● Inoculação de antitoxina no braço esquerdo; ○ reação positiva ○ reação negativa ○ pseudo-reação ○ reação combinada Tratamento, prevenção e controle ● O aspecto mais importante do tratamento da difteria é a administração da antitoxina diftérica o mais breve possível para neutralizar a exotoxina. ● Antibióticos como penicilina ou eritromicina também é utilizada para matar o bacilo diftérico e parar com a produção de toxina. ● No tratamento também são importantes o repouso, o isolamento para prevenir a transmissão. ● A imunização com o toxóide diftérico é necessária após a recuperação dos pacientes, uma vez que a maioria dos indivíduos é incapaz de produzir anticorpos protetores após uma infecção natural. Tratamento, prevenção e controle ● As crianças recebem cinco injeções desta preparação, juntamente com antígenos do tétano e de pertussis (vacina DTP), nas idades de 2, 4 e 6 meses, 15 a 18, e a cada 10 anos recomenda-se o reforço da vacina. ● Indivíduos que mantiveram contato direto com pacientes com difteria confirmada apresentam um maior risco de contrair a doença. Para esses casos recomenda-se uma pesquisa de C. diphtheriae em culturas obtidas de espécimes clínicos oriundos da nasofaringe. A profilaxia antimicrobiana com penicilina ou eritromicina. Epidemiologia ● A difteria é uma doença que ocorre em todo o mundo, particularmente em áreas urbanas, pobres, superpovoadas e com níveis inadequados de proteção adquirida pela vacinação. ● O maior surto de difteria ocorrido no final do século XX surgiu nos países que faziam parte da antiga União Soviética. Com aproximadamente 48.000 casos e 1.746 óbitos. ● A transmissão pessoa- pessoa se dá pela inalação de gotículas de secreção respiratória ou do contato com a pele. Epidemiologia Epidemiologia ● O Brasil, desde a década de 1990, apresentou importante redução na incidência dos casos, mediante a ampliação das coberturas vacinais. ● Apesar da redução da incidência dos casos de difteria no país, houve um surto, em 2010, no Estado do Maranhão, com 29 casos e três óbitos. ● No Brasil, a notificação imediata (até 24 horas) de casos suspeitos ou confirmados é obrigatória por todos os estabelecimentos de saúde conforme Portaria Ministerial n°204, de 17 de fevereiro de 2016. ● Segundo registros dos dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), no Brasil, em 2015, foram notificados 101 casos suspeitos de difteria. Sendo 48,5% no Nordeste e Sudeste 25,7% . Referências ● http://www.pggenetica.icb.ufmg.br/defesas/279M.PDF ● http://www.revistas.usp.br/afhsp/article/view/85487● Ministério da Saúde (BR). Difteria. In.: Guia de Vigilância em Saúde. 2014. ● Brasília-DF: Ministério da Saúde; 2014.:http://portalsaude.saude.gov.br ● Perci, Ricardo Delfini. Difteria. Revista da UNIPAR. v. 3, n. 9 (1995) <http://revistas.unipar.br/index.php/akropolis/issue/view/192> http://www.pggenetica.icb.ufmg.br/defesas/279M.PDF http://www.revistas.usp.br/afhsp/article/view/85487 http://revistas.unipar.br/index.php/akropolis/article/view/1626/0 http://revistas.unipar.br/index.php/akropolis/issue/view/192 http://revistas.unipar.br/index.php/akropolis/issue/view/192