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Atividades de Microbiologia do AVA • Semana 5: Elabore um mapa mental ilustrando e definindo os componentes que formam a estrutura dos fungos. Semana 15: Faça uma pesquisa e descreva 3 grandes famosas epidemias vegetais que diminuíram excessivamente a produtividade em sistemas agrícolas no Brasil e no mundo. 1- Requeima da batateira: No século XXVII, a batata era a base alimentar da Irlanda. Embora houvesse uma resistência inicial à adoção desta cultura o fato de produzir maior quantidade de alimento por área do que o cultivo de grãos, fez com que os produtores, em sua maioria extremamente pobres, cultivassem a batata como principal fonte alimentar, dependendo desta para o seu sustento e sobrevivência. No ano de 1845, no entanto, o clima tornou-se um pouco mais úmido e frio durante várias semanas. As plantas, que até então eram vistosas começaram a apresentar aspecto queimado, apodrecido e finalmente mortas. Assim, os produtores fizeram o possível para colher as batatas e enterrá-las para utilização no próximo inverno. A situação da epidemia se tornou-se caótica, no entanto, quando no inverno, ao desenterrar as batatas para alimentação, eles encontraram apenas massas sem forma e em decomposição. No ano de 1846, a situação se repetiu, de maneira que 80% da produção deste ano foi perdida, levando a 2 milhões de mortos por fome e um milhão de imigrantes. Este pesadelo ficou 16 anos sem uma explicação, até que no ano de 1861 Anton deBary atribui a requeima da batateira a um microrganismo semelhante a fungo, chamado de Phytophthora infestans, ou do latim “Destruidor de plantas infectante”. 2- Cacau x Fungo Moniliophthora: Atualmente já consumimos mais cacau do que conseguimos produzir. O Brasil, que já foi o segundo maior produtor mundial do fruto é atualmente importador, respondendo no ano de 2018 por menos de 4% da produção mundial e 68% do que é consumido no Brasil. Até a década de 1980, a região Sul da Bahia gozava de prosperidade econômica devido ao cultivo do cacau. A região respondia por 95% da produção nacional, com área plantada de mais 650 mil hectares. O Brasil era o segundo produtor mundial do fruto. Essa prosperidade, no entanto, foi por terra em 1989 e anos subsequentes, quando a vassoura-de-bruxa, doença causada pelo fungo Moniliophthora perniciosa dizimou plantios de mais de 600 mil hectares, em 93 municípios da região, resultando em mais de 250 mil trabalhadores desempregados, que passaram a habitar em manguezais ao longo da costa Sul do estado. Grandes coronéis do cacau, que antes ostentavam cargos políticos de alto prestígio e gozavam de prosperidade econômica, suicidaram- se ao ter de lidar com a nova realidade, ao saberem da presença do fungo em suas lavouras. O reflexo desta epidemia é sentido na região do cacau até os dias de hoje, da disparada da violência até a mudança de perfil na exploração das terras antes cultivadas com o fruto, que se orgulhavam em ser ambientalmente corretas pela convivência da cultura com mata nativa. 3- Bananeira x Fungo Fusarium: Nos últimos 20 anos cultivares de banana provenientes do grupo Cavendish, representam 95% de toda banana consumida no mundo. Porém, um patógeno fúngico, Fusarium oxysporum raça 4, descoberto em 1992 no Panamá infecta todas as cultivares deste grupo. O fungo foi detectado mais tarde na Ásia, se tornando a maior ameaça para as plantações da América do Sul e África. Acredita-se que em pouco tempo, o fungo chegará nestes continentes e afetará a produção de bananas em larga escala já que praticamente toda banana plantada atualmente é do grupo Cavendish. Caso isso aconteça, podemos ter uma repetição do que já ocorreu no passado uma epidemia histórica. No início do século XX, a variedade de bananas conhecida como Gros Michel foi exportada do Caribe e América Central e plantada em diversas partes do mundo em áreas recém desmatadas. Por volta de 1890, foram feitos os primeiros relatos da doença Mal-do-Panamá, na Costa Rica, causado pelo fungo Fusarium oxysporum (raça 1). Isso fez com que o cultivo só fosse possível em novas áreas. Com o passar dos anos e indisponibilidade de áreas virgens, os custos com a produção aumentaram de tal maneira que, no final da década de 1950, as indústrias de exportação substituíram os plantios por variedades pertencentes ao grupo Cavendish que eram resistentes à raça 1 do fungo. Semanas 16 e 17: Pesquise na internet e elabore um handout apresentando os principais antimicrobianos químicos e suas ações, utilizados na produção agrícola brasileira. 1.1 Oxitetraciclina Os antibióticos do grupo das tetraciclinas são produzidos por Streptomyces e têm largo espectro contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, sendo especialmente efetivos contra Staphylococcus, Streptococcus, Pneumococcus, Gonococcus, Cholera, Dysentery bacillus, Pertussis, Rickettsia, Chlamydia e Mycoplasma. São também efetivas contra alguns anaeróbios e têm sido largamente usadas no tratamento de doenças infecciosas e como fármaco veterinário. 1.2 Estreptomicina A estreptomicina (Figura 2) pertence à classe de antibióticos conhecidos como aminoglicosídeos, a qual engloba compostos que exibem atividade contra o crescimento de bactérias aeróbias gram positivas e gram negativas, incluindo a maioria das espécies de Pseudomonas. São de baixo custo e potencialmente oto- e nefrotóxicos. Os aminoglicosídeos são antibacterianos cujo efeito primário é a inibição irreversível da síntese protéica bacteriana. O evento inicial da ação de um aminoglicosídeo é a penetração através da parede celular, a qual ocorre por transporte ativo e por difusão passiva. Sua eficácia é dependente da pressão de oxigênio e da existência de um gradiente eletroquímico próprio em cada lado da membrana celular. . Semanas 18 e 19: Pesquise e descreva três exemplos de controle biológico executado em plantações brasileiras. 1- Trichogramma: Explicando melhor, o trichogramma é um inseto diminuto, com menos de 1mm, parasitóide exclusivo de ovos. Prefere ovos de lepidópteros (borboletas) – a praga do algodão -, sendo, entretanto, parasitóide de cerca de 200 espécies de insetos. O controle de lepidópteros implica significativa redução no custo de produção, previne contra danos à cultura algodoeira, ao meio ambiente e ao homem e é inteiramente adequado ao manejo integrado de pragas. Trata-se de tecnologia de grande potencial, já praticada nos Estados Unidos, exigindo recomendações de uso em pacotes tecnológicos que devam incluir outros pesticidas seletivos. 2-Bacillus thuringensis: É uma bactéria que produz cristais protéicos insolúveis em água ou em soluções levemente ácidas. Ao serem ingeridos por larvas de certos insetos, como lagartas de Lepidoptera (borboletas), alcançam o intestino desses animais, dissolvendo-se no conteúdo intestinal, geralmente alcalino. A proteína dissolvida provoca a ruptura da parede do intestino e a morte do inseto, em conseqüência da invasão bacteriana dos tecidos. 3-Apanteles flavipes: Pequena vespa que injeta ovos em lagartas diversas (parasitas da cana-de-açúcar, do milho etc). Dos ovos eclodem larvas que destroem o inseto parasitado. Semana 20: Faça um hundout descrevendo as características dos microrganismos aquáticos. Estudo dos microrganismos aquáticos: A microbiologia aquática estuda a água de diversos ambientes, sobretudo a água destinada ao abastecimento público, que deve ser tratada para eliminar os agentes patogênicos, para que seja considerada potável. As águas de esgoto ou residuais de processos industriais devem ser tratadas antes de estarem disponíveis. Importância: Nesses ambientes os microrganismos degradam matéria orgânica pela decomposição química de outras substâncias. A degradação por microrganismos ainda pode ser usada em tratamento de água para a retiradade substâncias químicas e formação do que chamamos de lodo ativado. Classificação: Na água podemos encontrar microrganismos como bactérias, fungos, vírus, protozoários, algas, bacteriófagos e protozoários. Nesses ambientes, a cadeia ecológica dos microrganismos é constituída por produtores e consumidores primários. No mar, os fitoplânctons (organismos aquáticos microscópicos fotossintetizantes), encontrados principalmente em algas, são responsáveis por grande parte da produção de oxigênio. Os plânctons, que englobam o fitoplâncton e o zooplâncton (organismos aquáticos microscópicos não-fotossintetizantes) formam a base de toda a cadeia alimentar nos sistemas aquáticos.