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As feridas são consequências de uma agressão por um agente ao tecido vivo. Qualquer interrupção de qualquer
tecido corpóreo. Podem ser classificadas de várias maneiras: pelo tipo do agente causal, de acordo com o grau
de contaminação, pelo tempo de traumatismo, pela profundidade das lesões, sendo que as duas primeiras são
as mais utilizadas. 
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
FERIDAS E CURATIVOSFERIDAS E CURATIVOS
TIPOS DE TECIDOS
Refere-se ao tecido necrosado de consistência delgada, mucoide,
macia e de coloração amarelada, bronzeada ou cinza. É formado por
bactérias, fibrina, elastina, colágeno, leucócitos, fragmentos celulares,
exsudato e grande quantidade de ácido desoxirribonucleico (DNA).
Esfacelo
TECIDO INVIÁVEL
Tecido morto, que perdeu suas propriedades físicas e atividades biológicas.
É descrito como uma capa/crosta de camadas de tecidos
comprimidos, de consistência dura e seca. Apresenta coloração cinza,
marrom ou preta e firme aderência ao leito da ferida. Na medida que
a escara é hidrata ocorre, gradativamente, o amolecimento. Elas
surgem em pessoas que permanecem muito tempo na mesma
posição, geralmente em pessoas acamadas ou com mobilidade
reduzida. As lesões da escara se desenvolvem à pressão constante
em pontos com proeminências ósseas que ficam em contato com a
superfície. Os locais mais afetados são a região sacral (acima do
cóccix), a parte superior e lateral do fêmur, o osso lateral dos pés e os
calcanhares.
Escara
TECIDO VIÁVEL
Tecido formado no processo de cicatrização que reconstitui a área lesionada.
O tecido de granulação é vivo, viável, tem aparência
rósea/avermelhado, liso e se caracteriza pela formação de pequenos
novos vasos sanguíneos (vascularizado). Sinal de boa evolução do
processo de cicatrização.
Granulação
Indica que o processo de cicatrização está chegando no fim. Tem
como característica a coloração rosada e, geralmente, surge a partir
das bordas da lesão e se desenvolve para o centro.
Epitelização
FERIDAS
AVALIAÇÃO
Toda ferida deve ser avaliada em sua profundidade, altura e largura. Essas medidas devem ser realizas com
uma régua descartável/papel (caso não haja, utilizar uma pinça estéril para medição do local). 
ULCERATIVA
São lesões escavadas, circunscritas na pele, formadas pela morte e expulsão do tecido,
resultantes de traumatismo ou doenças relacionadas com o impedimento do
suprimento sanguíneo, que podem ser decorrentes de pressão, alterações vasculares
ou complicações do Diabetes Mellitus.
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
INCISIVA
As feridas incisas ou cirúrgicas são aquelas produzidas por um instrumento cortante
(faca, bisturi, lâminas). As feridas limpas geralmente são fechadas por suturas.
PERFURANTE
Ferida ocasionada por agentes longos e pontiagudos como prego e alfinete. É grave
pois atravessa tecidos/órgãos. 
Ao verificar a cor azulada ao redor da perfuração, significa que a perfusão não está boa. Por isso, é
necessário sempre verificar a pressão arterial.
CONTUSA
Ferida ocasionada por contusão causando a ruptura de capilares, ficando arroxeado.
Conhecido como hematoma.
TRAUMÁTICAS
Feridas provocadas acidentalmente.
Ferimento por arma de fogo.
Agentes
perfurantes
Superfícies ásperas (abrasão e laceração).Atrito
Aranha, cobra, escorpião. 
Inoculação de
veneno
Queimaduras: térmica, química, elétrica ou radioativa.
Exposição a
agentes
Vidro, navalhas ou facas.
Agentes
cortantes
FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO
FASE INFLAMATÓRIA (1 A 5 DIAS)
Imediata resposta vascular e celular após a lesão.
Vasoconstrição (hemostasia).
Vasodilatação.
Neutrófilos e monócitos penetram na ferida.
Inicio da multiplicação celular para regeneração tecidual. 
A cicatrização é um processo complexo, que envolve mecanismos celulares, moleculares e bioquímicos, visando a
restauração da função e estruturas normais dos tecidos. Envolve três etapas básicas.
FASE PROLIFERATIVA (2 A 20 DIAS)
Repitalização.
Angiogênese.
Nova rede vascular.
Formação do tecido de granulação.
Síntese de colágeno. 
FASE MATURAÇÃO (21 DIAS A MESES/ANOS)
Aumento da resistência da ferida;
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO
Cuidados com a ferida.
Presença de corpos estranhos e/ou de tecido necrótico.
Localização.
Idade avançada.
Dimensão e profundidade da lesão.
Tipo de tecido lesado.
Falta de oxigenação.
Má nutrição.
Estado imunológico.
Tabagismo.
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
PRIMEIRA INTENÇÃO
Incisão limpa em que as bordas estão aproximadas devido a pouca perda de tecido.
Pouco ou nenhum exsudato.
O edema é mínimo, não há infecção ou corpo estranho.
O tecido de granulação não é visível, e a mobilização da lesão é pequena.
SEGUNDA INTENÇÃO
É aquela que permanece aberta.
Onde existe uma perda significante de tecido e onde as fases de cicatrização são bastante marcadas.
Resposta inflamatória bastante evidente, com necessidade maior de tecido de granulação, com epitelização
visível.
A cicatrização acontece tardiamente, muitas vezes com infecção associada, formação de tecido de
granulação e posterior epitelização.
TERCEIRA INTENÇÃO
Ferida que fica aberta por um tempo determinado.
Ela ficará aberta só enquanto estiver com uma infecção real e depois ela irá se fechar.
AVALIAÇÃO DA FERIDA
Verificar se é um local de tração.
Localização
Anatômica
Negra, amarela e vermelha.Coloração
Transudato e Exsudato.Secreção
Medir altura, comprimento e profundidade.Extensão
Verificar as características do tecido ao redor da ferida: maceração, inflamação, cianose
ou palidez.
Pele circundante
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
TRATAMENTO
Para cada tipo de ferida é necessário um tratamento diferente.
Sempre que se tratar de uma ferida aberta é necessário manter o ambiente úmido. Ferida aberta
Oclusão obrigatória nas primeiras 24/48 horas. Necessário mantê-la secas e realizando a
troca do curativo quando necessário. Ferida cirúrgica
A umidade é necessário para "imitar" o meio interno do organismo. Suas vantagens são: 
Formação do tecido de granulação.
Facilita a remoção do tecido necrótico.
Diminuição da dor e evita trauma na troca do curativo.
Mantém a temperatura corpórea.
NORMAS BÁSICAS DE ASSEPSIA
Obedecer ao princípio de realização do procedimento do local menos contaminado para o mais
contaminado.
Não utilizar luvas de procedimentos para tocar dentro ferida (somente ao redor).
Curativos removidos para inspeção da lesão devem ser trocados imediatamente.
Utilizar luvas estéreis em substituição ao pacote de curativo estéril. 
Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manusear o material estéril.
Os curativos devem ser realizados no leito.

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