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Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 1 ANAMNESE • Identificação, QPD, HDA, IS, antecedentes pessoais e fisiológicos IDENTIFICAÇÃO - Nome: - Idade: - Gênero: - Religião: - Cor: - Estado civil: - Naturalidade: - Nacionalidade: - Procedência: - Residência: - Profissão: - Ocupação: - Local de trabalho: - Escolaridade: - Nome da mãe: - Nome responsável/cuidador/acompanhante: - Nível de confiabilidade: - Plano de saúde: - Data da internação: - Data de alta: QUEIXA PRINCIPAL E DURAÇÃO (QPD) - O que trouxe o paciente para consulta; se possível utilizar as palavras dele Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 2 HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL (HDA) - Estudante deve escolher como sintoma guia a queixa de mais longa duração, o sintoma mais salientado pelo paciente ou simplesmente começar pelo relato da “queixa principal”. OBS: sempre descrever todos os parâmetros semiológicos do sintoma Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 3 INTERROGATÓRIO SINTOMATOLÓGICO (IS) Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 4 SINTOMAS GERAIS Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 5 PELE E FÂNEROS CABEÇA Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 6 OLHOS • Diminuição ou perda da visão: Uni ou bilateral, súbita ou gradual, relação com a intensidade da iluminação, visão noturna, correção (parcial ou total) com óculos ou lentes de contato. • Xantopsia, iantopsia e cloropsia (Visão amarelada, violeta e verde, respectivamente) • Diplopia: constante ou intermitente. • Nistagmo: movimentos repetitivos rítmicos dos olhos, tipo de nistagmo. • Uso de óculos ou lentes de contato, último exame oftálmico. OUVIDOS Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 7 • Distúrbios da acuidade auditiva (perda parcial ou total da audição, uni ou bilateral; início súbito ou progressivo) • Uso de aparelhos auditivos; exposição a ruídos ambientais; uso de equipamentos de proteção individual (EPI); limpeza do pavilhão auditivo (cotonetes, outros objetos, pelo médico) OROFARINGE Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 8 NARIZ E CAVIDADE NASAL • Prurido; Dor (localizada no nariz ou na face); Espirros (Isolados ou em crises; indagar em que condições ocorrem, procurando detectar locais ou substâncias relacionadas com os espirros) • Obstrução nasal: Rinorreia (aspecto do corrimento; aquoso, purulento, sanguinolento); cheiro. • Corrimento nasal. Aspecto do corrimento (aquoso, purulento, sanguinolento). • Epistaxe; Dispneia; Diminuição do olfato (diminuição - hiposmia ou abolição - anosmia) • Aumento do olfato (transitório ou permanente); Alterações do olfato, percepção anormal de cheiros: Cacosmia, Consiste em sentir mau cheiro, sem razão para tal. Parosmia, perversão do olfato. • Alterações da fonação (voz anasalada - rinolalia) SISTEMA DIGESTÓRIO Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 9 • Disfagia (dificuldade à deglutição; disfagia alta (bucofaríngea); disfagia baixa (esofágica). • Odinofagia (dor retroesternal durante a deglutição) • Dor independente da deglutição • Pirose (sensação de queimação retroesternal; relação com a ingestão de alimentos ou medicamentos; horário em que aparece. • Soluço (horário em que aparece; isolado ou em crise; duração) Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 10 SISTEMA RESPIRATÓRIO Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 11 CARDIOVASCULAR • Dor: localização e outras características semiológicas; dor isquêmica (angina do peito e infarto do miocárdio) ; dor da pericardite; dor de origem aórtica; dor de origem psicogênica. • Palpitações: tipo de sensação, horário de aparecimento, modo de instalação e desaparecimento; relação com esforço ou outros fatores desencadeantes. • Dispneia (relação com esforço e decúbito; dispneia paroxística noturna; dispneia periódica ou de CheyneStokes) • Intolerância aos esforços (sensação desagradável ao fazer esforço físico) • Tosse e expectoração: tosse seca ou produtiva; relação com esforço e decúbito; tipo de expectoração (serosa, serossanguinolenta). • Chieira (relação com dispneia e tosse: horário em que predomina) • Hemoptise (tosse com sangue): quantidade e características do sangue eliminado. Obter dados para diferenciar da epistaxe e da hematêmese. • Desmaio e síncope: perda súbita e transitória, parcial ou total, da consciência; situação em que ocorreu; duração; manifestações que antecederam o desmaio e que vieram depois. • Alterações do sono: insônia; sono inquieto. • Cianose: coloração azulada da pele; época do aparecimento (desde o nascimento ou surgiu tempos depois) ; intensidade; relação com choro e esforço. • Edema: época em que apareceu; como evoluiu, região em que predomina. • Astenia: sensação de fraqueza. • Exposição a fatores estressantes; último checkup cardiológico. Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 12 URINÁRIO Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 13 • Dor: localização e demais características semiológicas. • Alterações miccionais: - Incontinência - Hesitação (dificuldade em iniciar a micção) - Modificações do jato urinário - Retenção urinária - Urgência miccional (vontade súbita para urinar, praticamente sem aviso) - Estrangúria (micção lenta e dolorosa) • Alterações do volume e do ritmo urinário: - Oligúria (diurese inferior a 400 ml/dia) - Anúria - Poliúria (diurese superior a 2500 ml/dia) - Disúria (sensação de dor, ardor, ou desconforto ao urinar) - Noctúria (diurese noturna) - Polaciúria (urinar pouca quantidade muitas vezes ao dia) • Alterações da cor da urina: - Urina turva - Hematúria - Hemoglobinúria - Mioglobinúria - Porfirinúria. • Alterações do cheiro da urina. Mau cheiro. • Dor lombar e no flanco e demais características semiológicas; dor vesical; dor perineal. • Edema (localização; intensidade; duração) • Febre (calafrios associados) Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 14 S.G MASCULINO • Fimose • Dor: Testicular; perineal; lombossacra • Corrimento uretral (aspecto da secreção) • Disfunções sexuais: disfunção erétil; ejaculação precoce; ausência de ejaculação, anorgasmia, diminuição da libido, síndromes por deficiência de hormônios testiculares (síndrome de Klinefelter, puberdade atrasada). • Autoexame testicular; último exame prostático ou PSA; uso de preservativos. Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 15 S.G FEMININO Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 16 • Ciclo menstrual: data da primeira menstruação; duração dos ciclos subsequentes,volume • Distúrbios menstruais: - Polimenorreia (ciclo cuja frequência é inferior a 24 dias) - Oligomenorreia (ciclos que ocorrem a intervalos acima de 35 dias) - Amenorreia (falta de menstruação) - Hipermenorreia/menorragia (menstruação excessiva > 8 dias) - Hipomenorreia (fluxo < 3 dias) - Dismenorreia (cólica) - Metrorragia (sangramento uterino que ocorre fora do período menstrual) • Tensão pré-menstrual: cólicas; cefaleia, dor nas pernas, nervosismo, insônia • Hemorragias: relação com o ciclo menstrual. • Corrimento: quantidade; aspecto; relação com as diferentes fases do ciclo menstrual. • Prurido (localizado na vulva) • Disfunções sexuais: - Dispareunia (dor durante ou após o ato sexual) - Frigidez (falta de desejo sexual) - Diminuição da libido - Anorgasmia (dificuldade em atingir o orgasmo) • Menopausa e climatério: Idade em que ocorreu a menopausa; fogachos ou ondas de calor; insônia. • Alterações endócrinas: amenorreia; síndrome de Turner • Último exame ginecológico; último Papanicolau; uso de preservativos; terapia de reposição hormonal. Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 17 APARELHO LOCOMOTOR SISTEMA NERVOSO E PSIQUISMO Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 18 Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 19 ANTECEDENTES PESSOAIS FISIOLÓGICOS Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 20 Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 21 Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 22 Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 23 ANTECEDENTES PESSOAIS PATOLÓGICOS ANTECEDENTES FAMILIARES Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 24 CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS E CULTURAIS Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 25 CONTEXTUALIZAÇÃO EFG ✓ O exame clínico engloba o exame físico e a anamnese 1. Exame Físico: exame físico geral e exame dos órgãos e sistemas 2. Anamnese: identificação, queixa principal, história da doença atual, interrogatório sintomatológico, antecedentes pessoais e familiares, hábitos de vida, condições socioeconômicas e culturais - Antes de iniciar esse estudo, é necessário atenção para 3 aspectos preliminares: 1. Posição do paciente e examinador para realizar o exame clínico 2. Conhecimento das regiões que dividem a superfície corporal 3. Etapas da anamnese POSIÇÃO - Ideal que o paciente se sente em uma cadeira para a anamnese - Com pacientes acamados o examinador deve sentar-se ao lado do leito - Para o exame físico, costuma-se adotar as posições: 1. Decúbito lateral (esquerdo e direito) Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 26 2. Decúbito dorsal 3. Decúbito ventral 4. Posição sentada 5. Posição ortostática (em pé) REGIÕES/PLANOS ANATÔMICOS Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 27 TÉCNICAS BÁSICAS DE EXAME FÍSICO INSPEÇÃO - Avaliação visual sistemática do paciente - Inspeção direcionada pode ser panorâmica ou localizada - Deve ser realizada por partes - Pode ser usado instrumentos como lupa, lanterna, otoscópio, oftalmoscópio... - A inspeção começa durante a anamnese, desde o primeiro encontro com o paciente, e continua durante todo o exame clínico Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 28 PALPAÇÃO - Confirma pontos observados durante a inspeção por meio do tato e pressão - Percepção de modificação de textura, temperatura, umidade, espessura, consistência, sensibilidade, volume, dureza - Percepção de frêmito, elasticidade, reconhecimento de flutuação, crepitações, vibrações, pulsação e verificação de edema entre outros. • Sistematização: 1. Palpação com a mão espalmada, em que se usa toda a palma de uma mão ou de ambas as mãos 2. Palpação com uma das mãos superpondo-se uma à outra 3. Palpação com a mão espalmada, em que se usa apenas as polpas digitais e parte ventral dos dedos Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 29 4. Palpação com a borda da mão 5. Palpação usando o polegar e o indicador formando uma “pinça” 6. Palpação com o dorso dos dedos ou das mãos: avaliação de temperatura 7. Digitopressão: com a polpa do polegar ou indicador - pesquisa de dor, avalição da circulação cutânea, checar se há edema 8. Puntipressão: usar um objeto pontiagudo para comprimir uma parte do corpo - avaliação da sensibilidade dolorosa e analisar telangiectasias (presença de pequenos vasos sanguíneos dilatados na pele) tipo aranha vascular Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 30 9. Vitropressão: compressão da pele com uma lâmina de vidro, analisando a área través da própria lâmina - distinção de eritema e púrpura. No caso de eritema a vitropressão apaga a vermelhidão, na púrpura permanece a mancha 10. Fricção com algodão para avaliação de sensibilidade cutânea 11. Pesquisa de flutuação: aplica-se o indicador esquerdo em um lado da tumefação, enquanto o da outra mão faz sucessivas compressões perpendiculares à superfície cutânea do outro lado, havendo líquido a pressão determina um leve rechaço do dedo da mão esquerda, o que é chamado flutuação 12. Exame de glândulas salivares: palpação bimanual combinada - dedo indicador direito é introduzido na boca, enquanto as polpas digitais esquerdas (exceto polegar) fazem a palpação externa na área de projeção da glândula Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 31 - Regiões dolorosas devem ser apalpadas por último - Na apalpação do abdômen o paciente deve estar em decúbito dorsal com a cabeça em um travesseiro, os membros inferiores estendidos ou joelhos fletidos e os membros superiores ao lado do corpo ou cruzados à frente do tórax para evitar tensão da musculatura abdominal PERCUSSÃO - Ao se golpear um ponto, originam-se vibrações que têm características próprias quanto à intensidade, ao timbre e à tonalidade, com a percussão observa-se o som obtido e a resistência oferecida pela região golpeada 1. Percussão direta: golpeia-se diretamente com as pontas dos dedos 2. Percussão digitodigital: golpeia-se com a borda ungueal do dedo médio ou indicador da mão direita e superfície dorsal da segunda falange do dedo médio ou indicador da mão esquerda. O dedo que golpeia é chamado de plexor e o que recebe o golpe é o plexímetro - Posição da mão que percute pode ser de 2 formas: Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 32 - Apenas o dedo plexímetro toca a região examinada, se a pousar a mão as vibrações são amortecidas, tonando o som abafado. O golpe deve ser dado com a borda ungueal e não com a polpa dos dedos; aconselhável 2 golpes seguidos - Sons: maciço, pulmonar, timpânico 3. Punho percussão e Percussão com a borda da mão - Usadas no exame físico dos rins - Com o golpe observa-se se há sensação dolorosa - O golpe é dado nas regiões lombares e a dor é sugestiva de lesõesinflamatórias das vias urinárias altas (pielonefrite) - Punho percussão: Com a mão fechada, golpeia-se com a borda cubital a região e verifica se isso provoca dor 4. Percussão por piparote - Examinador golpeia o abdome com piparote, enquanto a outra, espalmada na região contralateral, procura captar ondas líquidas chocando-se contra a parede abdominal - Usada na pesquisa de ascite Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 33 • Sons obtidos: - Maciço: regiões desprovidas de ar (na coxa, no nível do fígado, do coração e baço) - Submaciço: locais com ar em quantidade restrita - Timpânico: percutindo sobre os intestinos ou áreas com ar recobertas por uma membrana flexível - Claro pulmonar: quando se golpeia o tórax normal, depende da existência de ar dentro dos alvéolos e demais estruturas pulmonares ✓ Ausculta Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 34 - Inspeção geral - Avaliação do estado geral - Avaliação do nível de consciência - Fala e linguagem - Avaliação do estado de hidratação - Medidas antropométricas - Avaliação do estado de nutrição - Desenvolvimento físico - Atitude e decúbito no leito - Biotipo - Postura e atitude em pé - Marcha - Fáceis - Mucosas (n tem nesse resumo) EXAME FÍSICO GERAL - O exame físico geral é a primeira etapa do exame clínico e além de complementar a anamnese (entrevista clínica), fornece uma visão do paciente como um todo, não segmentada. - É dividido em duas partes 1. EFG / somatoscopia / ectoscopia: dados gerais 2. exame dos diferentes sistemas e aparelhos AVALIAÇÃO DO ESTADO GERAL - Avalia um aspecto mais subjetivo do paciente - Qualidades graduadas em graus, de 1 a 4 cruzes (ex: desidratado + / 4+, isso significa que do máxim0 que uma pessoa pode ficar desidratada - 4 cruzes - ela se encontra com 1 cruz) - Avaliação subjetiva de como o paciente está - Pode estar em BOM ESTADO GERAL (BEG), REGULAR ESTADO GERAL (REG) ou MAU ESTADO GERAL (MEG) Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 35 NÍVEL DE CONSCIÊNCIA - Implica dois aspectos: avaliação neurológica e psiquiátrica - Vigília: atividade de diversas áreas cerebrais coordenadas pelo sistema reticular ativador ascendente (sistema reticulotalâmico) - consciência do mundo exterior e de si mesmo - Obnubilação: distúrbios de ideação e confusão mental - consciência comprometida de forma menos intensa, mas o estado de alerta é moderadamente comprometido - Coma: não desperta com estímulos fortes e não há movimentos espontâneos; perde completamente a capacidade de identificar o mundo interior e exterior - Sonolência: paciente facilmente despertado, responde + ou - e volta a dormir - Confusão mental: perda de atenção, pensamento não claro, respostas lentas e não percepção normal do tempo-espaço, pode ter alucinação, ilusão e agitação - Torpor/Estupor: alterações de consciência mais intensas, mas paciente ainda responde a estímulos intensos e não abre os olhos - Utiliza-se a escala de coma de Glasgow (EG) para avaliação de consciência; analisa 3 parâmetros: abertura ocular, reação motora e resposta verbal - Considerar: 1. Perceptividade: capacidade para responder perguntas simples (“como vai?”) ou informar aspectos corriqueiros como o nome de familiares e endereço, e entender ordens do tipo “sente-se na cama”, “tire a camisa” 2. Reatividade: capacidade de reagir à estímulos inespecíficos, como desviar os olhos e a cabeça para uma região onde é provocado um barulho, também reagir a dor 3. Deglutição: capacidade de levar um alimento à boca e deglutir 4. Reflexos: resposta a manobras de alguns reflexos tendinosos (ex: patelar), plantares, cutâneos, abdominais e pupilares - Com esses dados, caracteriza-se o estado de coma: Coma leve, vígil ou grau I Coma de grau médio ou grau II Coma profundo, carus ou grau III Coma depassé ou grau IV Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 36 FALA E LINGUAGEM - Disfonia ou afonia: alterações no timbre da voz devido a problemas no órgão fonador (laringe) - rouca, fanhosa, bitonal - Dislalia: troca letras, disritmolalia (distúrbios no ritmo) como a gagueira e taquilalia (fala muito rápida, atropela as palavras) - Disartria: decorre de alterações nos músculos da fonação, incoordenação cerebral (voz arrastada), voz baixa, monótona e lenta - Disfasia: órgão fonador normal, mas há uma perturbação na elaboração cortical da fala. Pode ser de recepção / sensorial em que o paciente não entende o que é dito, ou de expressão / motora onde ele entende, mas não consegue se expressar; também pode ser do tipo misto - Disgrafia: perda da capacidade de escrever - Dislexia: perda da capacidade de ler AVALIAÇÃO DO GRAU DE HIDRATAÇÃO - É avaliado levando em consideração os seguintes parâmetros: 1. Alteração abrupta do peso 2. Alterações da pele quanto a umidade, elasticidade e turgor 3. Alterações das mucosas quanto à umidade 4. Fontanelas no caso de crianças (“moleira” - espaço que separa os ossos do crânio dos recém- nascidos) 5. Alterações oculares 6. Estado geral Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 37 - Observar: 1. Umidificação da mucosa oral 2. Umidificação do globo ocular 3. Turgor da pele - Pode estar hidratado (oferta de líquidos e eletrólitos de acordo com a necessidade do organismo sem perdas extras) ou desidratado (diminuição de água e eletrólitos totais) - Classificar o grau em cruzes se desidratado - Pessoa hidratada: em uma pessoa de cor branca com hidratação normal, a pela é rósea com boa elasticidade e leve grau de umidade, as mucosas são úmidas, não há alterações oculares nem perda abrupta de peso. Em crianças as fontanelas são planas e normotensas, apresenta-se alegre, comunicativa e sorri facilmente - Desidratado caracteriza-se pelos elementos: 1. Sede, diminuição abrupta do peso 2. Pele seca, com elasticidade e turgor diminuídos 3. Mucosas secas 4. Olhos afundados (enoftalmia) e hipotônicos 5. Fontanelas deprimidas no caso de crianças 6. Estado geral comprometido 7. Excitação psíquica ou abatimento 8. Oligúria - Alterações esperadas em um paciente desidratado ao exame físico seriam: diminuição da umidade das mucosas orais e oculares, diminuição ou perda do filme lacrimal conjuntival, diminuição de saliva na boca, perda ou diminuição do turgor da pele, taquicardia, hipotensão ✓ Classificação da desidratação de acordo com a intensidade baseia-se na perda de peso - Leve / 1° grau: perda de peso de até 5% - Moderada / 2° grau: perda de 5 a 10% - Grave / 3° grau: perda acima de 10% Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 38 ✓ Classificação quanto à osmolaridade tem como elemento guia o nível sanguíneo de sódio - Isotônica: sódio nos limites normais 130-150 mEq/L - Hipotônica: sódio baixo < 130 mEq/L - Hipertônica: sódio alto > 150 mEq/L Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 39 MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS - IMC, CA, CC, CP, altura, PC - Peso médio do recém-nascido: 3,3 kg - Criança geralmente dobra de peso entre o 4° e 5° mês, triplica com 1 ano e quadruplica aos 2. Do 2 ano até a puberdade apresenta um ganho de peso relativamente estável de 2 - 2,5 kg/ano IMC - Avalia o estado nutricional - Idoso: - Adulto: Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 40 CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL (CA) - Mensurada no nível damaior extensão abdominal, não sendo utilizada para diagnóstico de obesidade abdominal, para isso utilizasse a circunferência de cintura (CC) - Utilizada para acompanhar a redução das medidas da circunferência abdominal CIRCUNFERÊNCIA DE CINTURA (CC) - Utilizada para diagnóstico de obesidade abdominal; reflete o conteúdo de gordura visceral - Medição da circunferência da cintura em um ponto médio entre o último arco costal e a espinha ilíaca anterossuperior - Relacionado com a obesidade central ou periférica - Nos homens a gordura tende a se armazenar na parte superior o corpo ou na região abdominal (“pneu”): obesidade androide ou central, gordura se concentra mais no tórax e abdome - morfologia corporal em forma de maçã; deposição subcutânea a intra-abdominal; relaciona-se com obesidade do tipo 2, H.A e infarto do miocárdio - Nas Mulheres há o predomínio nas coxas, penas, nádegas e pelve: obesidade tipo ginecoide ou periférica morfologia corporal em forma de pera; deposição de gordura predominantemente na camada subcutânea, não se relacionando com as enfermidades encontradas nos homens obesos - Obesidade androide/central está diretamente relacionada com distúrbios metabólicos (dislipidemia, tolerância reduzia à glicose) e doenças cardiovasculares; seja em homens ou em mulheres Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 41 ✓ Variação de peso: 1) Magreza: - Abaixo do peso mínimo, não necessariamente indica subnutrição - Equivale numericamente em redução de 10 a 15% dos valores - Constitucional: não está relacionada com enfermidades, é um traço genético - Patológica: ocorre devido a doenças 2) Caquexia: Extrema magreza com comprometimento do EFG 3) Sobrepeso e obesidade: androide e ginecoide Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 42 CIRCUNFERÊNCIA DE PANTURRILHA (CP) - Importante para acompanhar o estado nutricional de pacientes hospitalizados, pela depleção da massa muscular - Considera-se a média mais larga da panturrilha da perna esquerda ALTURA - Em criança até 4 anos recomenda-se fazer a medição com ela deitada - Envergadura: distância entre os extremos dos braços esticados - Distância pubovértice: da sínfise púbica até a cabeça - Distância puboplantar: da sínfise púbica até a planta dos pés Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 43 ✓ Envergadura e semienvergadura: - Para envergadura mede-se a distância de uma ponta a outra da falange distal - A semienvergadura corresponde a 2x à estatura real, de acordo com a fórmula de Rabito ✓ Altura do joelho: - É a forma mais utilizada, pois não se altera com o aumento da idade - Toma como referência o ponto ósseo externo, logo abaixo da rótula (cabeça da tíbia) até o chão/colchão. A medida deve ser feita preferencialmente na parte interna da coxa. Com a medida, pode-se estimar a altura do paciente pelas fórmulas Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 44 ✓ Altura recumbente: - Indicado caso não seja possível a medição pela envergadura ou pelo joelho, devido á trauma ou acamados - Com o paciente em posição supina, realizam-se as medidas pelo lado direito do corpo por meio da marcação no lençol na altura do topo da cabeça e da base do pé (pode ser utilizado um triângulo). Em seguida, mede-se o comprimento entre as duas marcas com fita métrica inextensível PERÍMETRO CEFÁLICO - Feito no recém-nascido; acompanhar até os 2 anos e em crianças com algum déficit, acompanhar até os 5 - Medição observando os pontos anatômicos das bordas supraorbitárias (arco das sobrancelhas) e a proeminência occipital em seu ponto mais saliente, na parte posterior - Microcefalia < 33 cm Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 45 AVALIAÇÃO DO ESTADO DE NUTRIÇÃO - Parâmetros: peso, musculatura, panículo (tecido) adiposo, desenvolvimento físico, estado geral, pelos, pele e olhos - Hiponutrição/desnutrição: peso abaixo dos valores mínios, musculatura hipotrófica e panículo adiposo escasso; pele seca e rugosa ao tato, em casos avançados tem aspecto de lixa. Desnutrição proteica faz com que os cabelos e pelos fiquem finos, secos, quebradiços e mudem de cor. Nos olhos há sequidão da conjuntiva ocular (bulbar), perda de reflexo à luz, falta ou diminuição das lágrimas e fotofobia - Critério de Gomez (se baseia do déficit de peso em relação ao padrão normal para idade e sexo): DESENVOLVIMENTO FÍSICO - Normal - Hiperdesenvolvimento: gigantismo (normal máximo: 1,90 cm homens e 1,80 cm mulheres) - Hipodesenvolvimento: nanismo (normal mínimo: 1,50 cm ambos) – mas não é absolutamente igual ao nanismo - Hábito grácil: constituição corporal frágil, ossatura fina, musculatura pouco desenvolvida e peso e altura abaixo dos níveis normais - Infantilismo: persistência anormal de características infantis na idade adulta ATITUDE E DECÚBITO NO LEITO - Atitude como a posição adotada pelo paciente no leito ou fora dele, por comodidade, hábito ou com o objetivo de conseguir alívio para algum padecimento. - Algumas posições são conscientemente procuradas pelo paciente (voluntárias), enquanto outras independem de sua vontade ou são resultantes de estímulos cerebrais (involuntárias). Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 46 - Só têm valor diagnóstico as atitudes involuntárias ou as que proporcionam alívio para algum sintoma. Se isso não for observado, pode se dizer que o paciente não tem uma atitude específica ou que ela é indiferente. VOLUNTÁRIAS 1) Ortopneica - Para aliviar a falta de ar devido a insuficiência cardíaca, asma brônquica e ascite volumosa - Sentado à beira do leito com os pés nos chãos, e mãos apoiadas no colchão - Pode estar em decúbito dorsal apoiando-se em travesseiros para deixar o tórax mais ereto 2) Atitude genupeitoral (ou de “prece maometana”) - O paciente posiciona-se de joelhos com o tronco fletido sobre as coxas, enquanto a face anterior do tórax (peito) põe-se em contato com o solo ou colchão. O rosto descansa sobre as mãos, que também ficam apoiadas no solo ou colchão. Essa posição facilita o enchimento do coração nos casos de derrame pericárdico Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 47 3) Atitude de cócoras (squatting) - Esta posição é observada em crianças com cardiopatia congênita cianótica. Os pacientes descobrem, instintivamente, que ela proporciona algum alívio da hipóxia generalizada, que acompanha essas cardiopatias, em decorrência da diminuição do retorno venoso para o coração 4) Atitude parkinsoniana - O paciente com doença de Parkinson, ao se pôr de pé, apresenta semiflexão da cabeça, tronco e membros inferiores e, ao caminhar, parece estar correndo atrás do seu próprio eixo de gravidade. Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 48 5) Atitude em decúbito ◗ Decúbito lateral (direito e esquerdo): é uma posição que costuma ser adotada quando há dor de origem pleurítica. Por meio dela, o paciente reduz a movimentação dos folhetos pleurais do lado sobre o qual repousa. Ele se deita sobre o lado da dor ◗ Decúbito dorsal: com pernas fletidas sobre as coxas e estas sobre a bacia, é observado nos processos inflamatórios pelviperitoneais ◗ Decúbito ventral: é comum nos portadores de cólica intestinal. O paciente deita-se de bruços e, às vezes, coloca um travesseiro debaixo do ventre. INVOLUNTÁRIAS 1) Atitude passiva - Quando opaciente fica na posição em que é colocado no leito, sem que haja contratura muscular. É observada nos pacientes inconscientes ou comatosos. 2) Ortótono - Atitude em que todo o tronco e os membros estão rígidos, sem se curvarem para diante, para trás ou para um dos lados. 3) Opistótono - Atitude decorrente de contratura da musculatura lombar, sendo observada nos casos de tétano e meningite. O corpo passa a se apoiar na cabeça e nos calcanhares, emborcando-se como um arco. Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 49 4) Emprostótono - Observada no tétano, na meningite e na raiva, é o contrário do opistótono, ou seja, o corpo do paciente forma uma concavidade voltada para diante. 5) Pleurostótono - É de observação rara no tétano, na meningite e na raiva. O corpo se curva lateralmente 6) Posição em gatilho - Encontrada na irritação meníngea, é mais comum em crianças - Hiperextensão da cabeça, flexão das pernas sobre as coxas e encurvamento do tronco com concavidade para diante. Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 50 7) Torcicolo e mão pêndula da paralisia radial - São atitudes involuntárias relacionadas a determinados segmentos do corpo BIOTIPO Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 51 Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 52 POSTURA/ATITUDE EM PÉ Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 53 MARCHA - Típica (de alguma doença) ou atípica (paciente não apresenta nenhuma enfermidade). 1) Marcha helicópode, ceifante, hemiplégica, espasmódica - Ao andar, o paciente mantém o membro superior fletido em 90° no cotovelo e em adução, e a mão fechada em leve pronação. O membro inferior do mesmo lado é espástico, e o joelho não flexiona. A perna se arrasta pelo chão, descrevendo um semicírculo quando o paciente troca o passo. 2) Marcha anserina: Para caminhar, o paciente acentua a lordose lombar e inclina o tronco para a direita ou para a esquerda, lembrando o andar de um pato; grávidas 3) Marcha parkinsoniana: O paciente anda como um bloco, enrijecido, sem movimento dos braços Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 54 4) Marcha claudicante: Ao caminhar, o paciente “manca” para um dos lados. 5) Marcha cerebelar / atáxica: Movimentos de “Zigzag”, como se estivesse “bêbado”. Os movimentos passam a ser incertos, inseguros e descoordenados Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 55 FÁCEIS - Dados provenientes dos traços anatômicos e expressões fisionômicas FÁCIES NORMAL OU ATÍPICA - Mesmo que não haja traços de outros tipos de fáceis, procurar traços de tristeza, ansiedade, medo, indiferença, apreensão... FÁCIES HIPOCRÁTICA - Olhos fundos, parados e inexpressivos, nariz afila-se e lábios ficam delgados; pode ser observado batimento da asa do nariz; quase sempre o rosto está com suor; palidez cutânea e discreta cianose labial FÁCEIS RENAL - Edema ao redor dos olhos e palidez cutânea - Observada principalmente na síndrome nefrótica e glomerulonefrites Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 56 FÁCEIS LEONINA - Lesões do mal de Hansen: pele espessa com grande número de lepromas; madarose, nariz se espessa e se alarga - Lábios mais grossos e proeminentes; Deformidade do mento e bochechas devido os nódulos; Barba fica muito escassa ou desaparece FÁCEIS ADENOIDIANA - Nariz pequeno e afilado e a boca sempre entreaberta. Aparece nos indivíduos portadores de hipertrofia das adenoides, as quais dificultam a respiração pelo nariz ao obstruírem os orifícios posteriores das fossas nasais Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 57 FÁCEIS PARKINSONIANA, CÉREA OU EM MÁSCARA - Inexpressiva, com rigidez facial. Observada na síndrome ou na doença de Parkinson Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 58 FÁCIES BASEDOWIANA - Traço mais característico reside nos olhos, que são salientes (exoftalmia) e brilhantes, destacando- se sobremaneira no rosto magro. A expressão fisionômica indica vivacidade. Contudo, às vezes, tem um aspecto de espanto e ansiedade. Outro elemento que salienta as características da fácies basedowiana é a presença de um bócio. Indica hipertireoidismo. FÁCIES MIXEDEMATOSA - Rosto arredondado, nariz e lábios grossos, pele seca, espessada e com acentuação de seus sulcos. As pálpebras tornam- se infiltradas e enrugadas. - Os supercílios são escassos e os cabelos secos e sem brilho. Além dessas características morfológicas, destaca- se uma expressão fisionômica indicativa de desânimo, apatia e estupidez - Esse tipo de fácies aparece no hipotireoidismo ou mixedema Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 59 FÁCIES ACROMEGÁLICA - Saliência das arcadas supraorbitárias, proeminência das maçãs do rosto e maior desenvolvimento do maxilar inferior; aumento do tamanho do nariz, lábios e orelhas. Nesse conjunto de estruturas hipertrofiadas, os olhos parecem pequenos FÁCIES CUSHINGOIDE OU DE LUA CHEIA - Arredondamento do rosto, com atenuação dos traços faciais - Secundariamente, deve ser assinalado o aparecimento de acne. Este tipo de fácies é observado nos casos de síndrome de Cushing por hiperfunção do córtex suprarrenal. Pode ocorrer também nos pacientes que fazem uso prolongado de corticoides Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 60 FÁCIES MONGOLOIDE - Fenda palpebral está seu elemento característico: é uma prega cutânea (epicanto) que torna os olhos oblíquos, bem distantes um do outro, lembrando o tipo de olhos dos chineses. - Rosto redondo, boca quase sempre entreaberta e uma expressão fisionômica de pouca inteligência ou mesmo de completa idiotia. - Observada no mongolismo ou trissomia do par 21 ou síndrome de Down, que é tradução de um defeito genético FÁCIES DE DEPRESSÃO - Inexpressividade do rosto. O paciente apresenta-se cabisbaixo, os olhos com pouco brilho e fixos em um ponto distante. Muitas vezes o olhar permanece voltado para o chão. - O sulco nasolabial se acentua, e o canto da boca se rebaixa. O conjunto fisionômico denota indiferença, tristeza e sofrimento emocional. Esse tipo de fácies é observado na síndrome de depressão Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 61 FÁCIES PSEUDOBULBAR - Principal característica súbitas crises de choro ou riso, involuntárias, mas conscientes, que levam o paciente a tentar contê-las, dando um aspecto espasmódico à fácies. Aparece geralmente na paralisia pseudobulbar FÁCIES DA PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA - Assimetria da face, com impossibilidade de fechar as pálpebras, repuxamento da boca para o lado são e apagamento do sulco nasolabial FÁCIES MIASTÊNICA OU DE HUTCHINSON - Ptose palpebral bilateral que obriga o paciente a franzir a testa e levantar a cabeça. Ocorre na miastenia gravis e em outras miopatias que comprometem os músculos da pálpebra superior Eduarda OliveiraCochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 62 FÁCIES DO DEFICIENTE MENTAL - Traços faciais são apagados e grosseiros; a boca constantemente entreaberta, às vezes com salivação. Hipertelorismo e estrabismo, quando presentes, acentuam essas características morfológicas. - Todavia, o elemento fundamental desse tipo de fácies está na expressão fisionômica. O olhar é desprovido de objetividade, e os olhos se movimentam sem se fixarem em nada, traduzindo um constante alheamento ao meio ambiente. É comum que tais pacientes tenham sempre nos lábios um meio sorriso sem motivação e que se acentua em resposta a qualquer solicitação. - Voz grave percebida por um falar de meias palavras, às vezes substituído por um simples ronronar FÁCIES ETÍLICA - Olhos avermelhados e certa ruborização da face. O hálito etílico, a voz pastosa e um sorriso meio indefinido completam a fácies etílica FÁCIES ESCLERODÉRMICA / FÁCEIS DE MÚMIA - Quase completa imobilidade facial. Isso se deve às alterações da pele, que se torna apergaminhada, endurecida e aderente aos planos profundos, com repuxamento dos lábios, afinamento do nariz e imobilização das pálpebras. A fisionomia é inexpressiva, parada, imutável, justificando a comparação com múmia. Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 63 AVALIAÇÃO DO GRAU DE PALIDEZ - Observação da: 1. Mucosa palpebral da conjuntiva 2. mucosa oral 3. leito ungueal e palma das mãos - Pode estar corado ou descorado - Se descorado classificar o grau em cruzes AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE ICTERÍCIA - Observar coloração da palma da mão, esclera e freio da língua - tom amarelado nessas regiões - Excesso de betacaroteno pode assemelhar à icterícia, para diferenciar observar se o tom amarelado/alaranjado está apenas na pele (caroteno) ou também na esclera e freio lingual (icterícia) Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 64 - Pacientes idosos e negros podem ter a esclera com tom amarronzado devido a hiperpigmentação normal neles (mais na porção da esclera exposta à luz), para observar icterícia neles observar a porção da esclera que não fica exposta à luz normalmente (de baixo da pálpebra) - Pode estar ictérico ou anictérico - Se anictérico classificar o grau em cruzes AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE CIANOSE - Observar coloração mais azulada no lábio, leito ungueal e outras extremidades (cianose) - indicativo de redução da oxigenação do sangue ou da perfusão sanguínea - Obs: paciente pode estar com coloração mais azulada por uma hipoperfusão sanguínea devido ao frio (cianose periférica causada pela vasoconstrição periférica induzida pelo frio), se for o caso, aquecer a mão e observar melhora - Pode estar cianótico ou acianótico AVALIAÇÃO DO PADRÃO RESPIRATÓRIO - Observar dificuldades para respirar ou se está usando força excessiva (uso da musculatura acessória) para inspirar - Pode estar eupneico ou dispneico (dificuldade para respirar) - Observar a FR, pode estar bradpneico ou taquipneico - Ex: paciente com esforço para respirar e FR aumentada: taquidispneico Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 65 SINAIS VITAIS Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 66 TEMPERATURA Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 67 PULSO Normal: 60 – 100 bpm FR Eupneico: 16 – 20 irpm Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 68 Eduarda Oliveira Cochito Roteiro exame clínico: anamnese + EFG Medicina Uniderp TXXIV 69