Logo Passei Direto
Buscar

Anamnese EFG

Roteiro de anamnese e exame clínico: campos de identificação, queixa principal, história da doença, interrogatório sintomatológico e revisão por sistemas (pele, olhos, ouvidos, nariz, orofaringe, digestório, respiratório e cardiovascular) com parâmetros semiológicos.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
1 
ANAMNESE 
 
• Identificação, QPD, HDA, IS, antecedentes pessoais e fisiológicos 
 
IDENTIFICAÇÃO 
 
- Nome: - Idade: - Gênero: 
- Religião: 
- Cor: - Estado civil: - Naturalidade: - Nacionalidade: 
- Procedência: - Residência: 
- Profissão: - Ocupação: 
- Local de trabalho: 
- Escolaridade: 
- Nome da mãe: - Nome responsável/cuidador/acompanhante: 
- Nível de confiabilidade: 
- Plano de saúde: - Data da internação: - Data de alta: 
 
QUEIXA PRINCIPAL E DURAÇÃO (QPD) 
- O que trouxe o paciente para consulta; se possível utilizar as palavras dele 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
2 
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL (HDA) 
 
- Estudante deve escolher como sintoma guia a queixa de mais longa duração, o sintoma mais 
salientado pelo paciente ou simplesmente começar pelo relato da “queixa principal”. 
OBS: sempre descrever todos os parâmetros semiológicos do sintoma 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
3 
 
 
 
INTERROGATÓRIO SINTOMATOLÓGICO (IS) 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
4 
 
 
SINTOMAS GERAIS 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
5 
PELE E FÂNEROS 
 
 
 
CABEÇA 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
6 
OLHOS 
 
 
• Diminuição ou perda da visão: Uni ou bilateral, súbita ou gradual, relação com a intensidade da 
iluminação, visão noturna, correção (parcial ou total) com óculos ou lentes de contato. 
• Xantopsia, iantopsia e cloropsia (Visão amarelada, violeta e verde, respectivamente) 
• Diplopia: constante ou intermitente. 
• Nistagmo: movimentos repetitivos rítmicos dos olhos, tipo de nistagmo. 
 
• Uso de óculos ou lentes de contato, último exame oftálmico. 
 
OUVIDOS 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
7 
• Distúrbios da acuidade auditiva (perda parcial ou total da audição, uni ou bilateral; início súbito ou 
progressivo) 
• Uso de aparelhos auditivos; exposição a ruídos ambientais; uso de equipamentos de proteção 
individual (EPI); limpeza do pavilhão auditivo (cotonetes, outros objetos, pelo médico) 
 
OROFARINGE 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
8 
NARIZ E CAVIDADE NASAL 
 
• Prurido; Dor (localizada no nariz ou na face); Espirros (Isolados ou em crises; indagar em que 
condições ocorrem, procurando detectar locais ou substâncias relacionadas com os espirros) 
• Obstrução nasal: Rinorreia (aspecto do corrimento; aquoso, purulento, sanguinolento); cheiro. 
• Corrimento nasal. Aspecto do corrimento (aquoso, purulento, sanguinolento). 
• Epistaxe; Dispneia; Diminuição do olfato (diminuição - hiposmia ou abolição - anosmia) 
• Aumento do olfato (transitório ou permanente); Alterações do olfato, percepção anormal de 
cheiros: Cacosmia, Consiste em sentir mau cheiro, sem razão para tal. Parosmia, perversão do olfato. 
• Alterações da fonação (voz anasalada - rinolalia) 
SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
9 
• Disfagia (dificuldade à deglutição; disfagia alta (bucofaríngea); disfagia baixa (esofágica). 
• Odinofagia (dor retroesternal durante a deglutição) 
• Dor independente da deglutição 
• Pirose (sensação de queimação retroesternal; relação com a ingestão de alimentos ou 
medicamentos; horário em que aparece. 
• Soluço (horário em que aparece; isolado ou em crise; duração) 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
10 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
11 
CARDIOVASCULAR 
 
• Dor: localização e outras características semiológicas; dor isquêmica (angina do peito e infarto do 
miocárdio) ; dor da pericardite; dor de origem aórtica; dor de origem psicogênica. 
• Palpitações: tipo de sensação, horário de aparecimento, modo de instalação e desaparecimento; 
relação com esforço ou outros fatores desencadeantes. 
• Dispneia (relação com esforço e decúbito; dispneia paroxística noturna; dispneia periódica ou de 
CheyneStokes) 
• Intolerância aos esforços (sensação desagradável ao fazer esforço físico) 
• Tosse e expectoração: tosse seca ou produtiva; relação com esforço e decúbito; tipo de 
expectoração (serosa, serossanguinolenta). 
• Chieira (relação com dispneia e tosse: horário em que predomina) 
• Hemoptise (tosse com sangue): quantidade e características do sangue eliminado. Obter dados para 
diferenciar da epistaxe e da hematêmese. 
• Desmaio e síncope: perda súbita e transitória, parcial ou total, da consciência; situação em que 
ocorreu; duração; manifestações que antecederam o desmaio e que vieram depois. 
• Alterações do sono: insônia; sono inquieto. 
• Cianose: coloração azulada da pele; época do aparecimento (desde o nascimento ou surgiu tempos 
depois) ; intensidade; relação com choro e esforço. 
• Edema: época em que apareceu; como evoluiu, região em que predomina. 
• Astenia: sensação de fraqueza. 
 
• Exposição a fatores estressantes; último checkup cardiológico. 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
12 
URINÁRIO 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
13 
 
• Dor: localização e demais características semiológicas. 
 
• Alterações miccionais: 
 
- Incontinência 
- Hesitação (dificuldade em iniciar a micção) 
- Modificações do jato urinário 
- Retenção urinária 
- Urgência miccional (vontade súbita para urinar, praticamente sem aviso) 
- Estrangúria (micção lenta e dolorosa) 
 
• Alterações do volume e do ritmo urinário: 
 
- Oligúria (diurese inferior a 400 ml/dia) 
- Anúria 
- Poliúria (diurese superior a 2500 ml/dia) 
- Disúria (sensação de dor, ardor, ou desconforto ao urinar) 
- Noctúria (diurese noturna) 
- Polaciúria (urinar pouca quantidade muitas vezes ao dia) 
 
• Alterações da cor da urina: 
 
- Urina turva 
- Hematúria 
- Hemoglobinúria 
- Mioglobinúria 
- Porfirinúria. 
 
• Alterações do cheiro da urina. Mau cheiro. 
 
• Dor lombar e no flanco e demais características semiológicas; dor vesical; dor perineal. 
 
• Edema (localização; intensidade; duração) 
 
• Febre (calafrios associados) 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
14 
S.G MASCULINO 
 
 
 
 
• Fimose 
 
• Dor: Testicular; perineal; lombossacra 
 
• Corrimento uretral (aspecto da secreção) 
 
• Disfunções sexuais: disfunção erétil; ejaculação precoce; ausência de ejaculação, anorgasmia, 
diminuição da libido, síndromes por deficiência de hormônios testiculares (síndrome de Klinefelter, 
puberdade atrasada). 
 
• Autoexame testicular; último exame prostático ou PSA; uso de preservativos. 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
15 
S.G FEMININO 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
16 
 
• Ciclo menstrual: data da primeira menstruação; duração dos ciclos subsequentes,volume 
 
• Distúrbios menstruais: 
- Polimenorreia (ciclo cuja frequência é inferior a 24 dias) 
- Oligomenorreia (ciclos que ocorrem a intervalos acima de 35 dias) 
- Amenorreia (falta de menstruação) 
- Hipermenorreia/menorragia (menstruação excessiva > 8 dias) 
- Hipomenorreia (fluxo < 3 dias) 
- Dismenorreia (cólica) 
- Metrorragia (sangramento uterino que ocorre fora do período menstrual) 
 
• Tensão pré-menstrual: cólicas; cefaleia, dor nas pernas, nervosismo, insônia 
• Hemorragias: relação com o ciclo menstrual. 
• Corrimento: quantidade; aspecto; relação com as diferentes fases do ciclo menstrual. 
• Prurido (localizado na vulva) 
 
• Disfunções sexuais: 
- Dispareunia (dor durante ou após o ato sexual) 
- Frigidez (falta de desejo sexual) 
- Diminuição da libido 
- Anorgasmia (dificuldade em atingir o orgasmo) 
 
• Menopausa e climatério: Idade em que ocorreu a menopausa; fogachos ou ondas de calor; insônia. 
• Alterações endócrinas: amenorreia; síndrome de Turner 
• Último exame ginecológico; último Papanicolau; uso de preservativos; terapia de reposição 
hormonal. 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
17 
APARELHO LOCOMOTOR 
 
 
 
SISTEMA NERVOSO E PSIQUISMO 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
19 
ANTECEDENTES PESSOAIS FISIOLÓGICOS 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
21 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
22 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
23 
ANTECEDENTES PESSOAIS PATOLÓGICOS 
 
 
ANTECEDENTES FAMILIARES 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
24 
CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS E CULTURAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
25 
CONTEXTUALIZAÇÃO EFG 
 
✓ O exame clínico engloba o exame físico e a anamnese 
 
1. Exame Físico: exame físico geral e exame dos órgãos e sistemas 
2. Anamnese: identificação, queixa principal, história da doença atual, interrogatório 
sintomatológico, antecedentes pessoais e familiares, hábitos de vida, condições socioeconômicas e 
culturais 
- Antes de iniciar esse estudo, é necessário atenção para 3 aspectos preliminares: 
1. Posição do paciente e examinador para realizar o exame clínico 
2. Conhecimento das regiões que dividem a superfície corporal 
3. Etapas da anamnese 
 
POSIÇÃO 
 
- Ideal que o paciente se sente em uma cadeira para a anamnese 
- Com pacientes acamados o examinador deve sentar-se ao lado do leito 
 
- Para o exame físico, costuma-se adotar as posições: 
 
1. Decúbito lateral (esquerdo e direito) 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
26 
2. Decúbito dorsal 
 
 
3. Decúbito ventral 
 
 
4. Posição sentada 
5. Posição ortostática (em pé) 
 
REGIÕES/PLANOS ANATÔMICOS 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
27 
 
 
 
TÉCNICAS BÁSICAS DE EXAME FÍSICO 
 
INSPEÇÃO 
 
- Avaliação visual sistemática do paciente 
- Inspeção direcionada pode ser panorâmica ou localizada 
- Deve ser realizada por partes 
- Pode ser usado instrumentos como lupa, lanterna, otoscópio, oftalmoscópio... 
- A inspeção começa durante a anamnese, desde o primeiro encontro com o paciente, e continua 
durante todo o exame clínico 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
28 
PALPAÇÃO 
 
- Confirma pontos observados durante a inspeção por meio do tato e pressão 
- Percepção de modificação de textura, temperatura, umidade, espessura, consistência, 
sensibilidade, volume, dureza 
- Percepção de frêmito, elasticidade, reconhecimento de flutuação, crepitações, vibrações, pulsação 
e verificação de edema entre outros. 
 
• Sistematização: 
 
1. Palpação com a mão espalmada, em que se usa toda a palma de uma mão ou de ambas as mãos 
 
 
 
2. Palpação com uma das mãos superpondo-se uma à outra 
 
 
 
3. Palpação com a mão espalmada, em que se usa apenas as polpas digitais e parte ventral dos dedos 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
29 
4. Palpação com a borda da mão 
 
5. Palpação usando o polegar e o indicador formando uma “pinça” 
 
 
 
6. Palpação com o dorso dos dedos ou das mãos: avaliação de temperatura 
 
 
7. Digitopressão: com a polpa do polegar ou indicador - pesquisa de dor, avalição da circulação 
cutânea, checar se há edema 
 
 
 
8. Puntipressão: usar um objeto pontiagudo para comprimir uma parte do corpo - avaliação da 
sensibilidade dolorosa e analisar telangiectasias (presença de pequenos vasos sanguíneos dilatados 
na pele) tipo aranha vascular 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
30 
9. Vitropressão: compressão da pele com uma lâmina de vidro, analisando a área través da própria 
lâmina - distinção de eritema e púrpura. No caso de eritema a vitropressão apaga a vermelhidão, na 
púrpura permanece a mancha 
 
 
 
10. Fricção com algodão para avaliação de sensibilidade cutânea 
 
 
11. Pesquisa de flutuação: aplica-se o indicador esquerdo em um lado da tumefação, enquanto o da 
outra mão faz sucessivas compressões perpendiculares à superfície cutânea do outro lado, havendo 
líquido a pressão determina um leve rechaço do dedo da mão esquerda, o que é chamado flutuação 
 
12. Exame de glândulas salivares: palpação bimanual combinada - dedo indicador direito é 
introduzido na boca, enquanto as polpas digitais esquerdas (exceto polegar) fazem a palpação 
externa na área de projeção da glândula 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
31 
- Regiões dolorosas devem ser apalpadas por último 
- Na apalpação do abdômen o paciente deve estar em decúbito dorsal com a cabeça em um 
travesseiro, os membros inferiores estendidos ou joelhos fletidos e os membros superiores ao lado 
do corpo ou cruzados à frente do tórax para evitar tensão da musculatura abdominal 
 
PERCUSSÃO 
 
- Ao se golpear um ponto, originam-se vibrações que têm características próprias quanto à 
intensidade, ao timbre e à tonalidade, com a percussão observa-se o som obtido e a resistência 
oferecida pela região golpeada 
 
1. Percussão direta: golpeia-se diretamente com as pontas dos dedos 
 
 
 
 
2. Percussão digitodigital: golpeia-se com a borda ungueal do dedo médio ou indicador da mão 
direita e superfície dorsal da segunda falange do dedo médio ou indicador da mão esquerda. O dedo 
que golpeia é chamado de plexor e o que recebe o golpe é o plexímetro 
 
- Posição da mão que percute pode ser de 2 formas: 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
32 
- Apenas o dedo plexímetro toca a região examinada, se a pousar a mão as vibrações são amortecidas, 
tonando o som abafado. O golpe deve ser dado com a borda ungueal e não com a polpa dos dedos; 
aconselhável 2 golpes seguidos 
 
- Sons: maciço, pulmonar, timpânico 
 
 3. Punho percussão e Percussão com a borda da mão 
 
- Usadas no exame físico dos rins 
- Com o golpe observa-se se há sensação dolorosa 
- O golpe é dado nas regiões lombares e a dor é sugestiva de lesõesinflamatórias das vias urinárias 
altas (pielonefrite) 
- Punho percussão: Com a mão fechada, golpeia-se com a borda cubital a região e verifica se isso 
provoca dor 
 
 
 
4. Percussão por piparote 
 
- Examinador golpeia o abdome com piparote, enquanto a outra, espalmada na região contralateral, 
procura captar ondas líquidas chocando-se contra a parede abdominal 
- Usada na pesquisa de ascite 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
33 
• Sons obtidos: 
 
- Maciço: regiões desprovidas de ar (na coxa, no nível do fígado, do coração e baço) 
- Submaciço: locais com ar em quantidade restrita 
- Timpânico: percutindo sobre os intestinos ou áreas com ar recobertas por uma membrana flexível 
- Claro pulmonar: quando se golpeia o tórax normal, depende da existência de ar dentro dos alvéolos 
e demais estruturas pulmonares 
 
 
 
 
✓ Ausculta 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
34 
- Inspeção geral 
- Avaliação do estado geral 
- Avaliação do nível de consciência 
- Fala e linguagem 
- Avaliação do estado de hidratação 
- Medidas antropométricas 
- Avaliação do estado de nutrição 
- Desenvolvimento físico 
- Atitude e decúbito no leito 
- Biotipo 
- Postura e atitude em pé 
- Marcha 
- Fáceis 
- Mucosas (n tem nesse resumo) 
EXAME FÍSICO GERAL 
 
- O exame físico geral é a primeira etapa do exame clínico e além de complementar a anamnese 
(entrevista clínica), fornece uma visão do paciente como um todo, não segmentada. 
- É dividido em duas partes 
1. EFG / somatoscopia / ectoscopia: dados gerais 
2. exame dos diferentes sistemas e aparelhos 
 
AVALIAÇÃO DO ESTADO GERAL 
 
- Avalia um aspecto mais subjetivo do paciente 
- Qualidades graduadas em graus, de 1 a 4 cruzes (ex: desidratado + / 4+, isso significa que do 
máxim0 que uma pessoa pode ficar desidratada - 4 cruzes - ela se encontra com 1 cruz) 
- Avaliação subjetiva de como o paciente está 
- Pode estar em BOM ESTADO GERAL (BEG), REGULAR ESTADO GERAL (REG) ou MAU ESTADO GERAL 
(MEG) 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
35 
NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 
 
- Implica dois aspectos: avaliação neurológica e psiquiátrica 
 
- Vigília: atividade de diversas áreas cerebrais coordenadas pelo sistema reticular ativador 
ascendente (sistema reticulotalâmico) - consciência do mundo exterior e de si mesmo 
- Obnubilação: distúrbios de ideação e confusão mental - consciência comprometida de forma menos 
intensa, mas o estado de alerta é moderadamente comprometido 
- Coma: não desperta com estímulos fortes e não há movimentos espontâneos; perde 
completamente a capacidade de identificar o mundo interior e exterior 
- Sonolência: paciente facilmente despertado, responde + ou - e volta a dormir 
- Confusão mental: perda de atenção, pensamento não claro, respostas lentas e não percepção 
normal do tempo-espaço, pode ter alucinação, ilusão e agitação 
- Torpor/Estupor: alterações de consciência mais intensas, mas paciente ainda responde a estímulos 
intensos e não abre os olhos 
 
- Utiliza-se a escala de coma de Glasgow (EG) para avaliação de consciência; analisa 3 parâmetros: 
abertura ocular, reação motora e resposta verbal 
- Considerar: 
 
1. Perceptividade: capacidade para responder perguntas simples (“como vai?”) ou informar aspectos 
corriqueiros como o nome de familiares e endereço, e entender ordens do tipo “sente-se na cama”, 
“tire a camisa” 
2. Reatividade: capacidade de reagir à estímulos inespecíficos, como desviar os olhos e a cabeça para 
uma região onde é provocado um barulho, também reagir a dor 
3. Deglutição: capacidade de levar um alimento à boca e deglutir 
4. Reflexos: resposta a manobras de alguns reflexos tendinosos (ex: patelar), plantares, cutâneos, 
abdominais e pupilares 
 
- Com esses dados, caracteriza-se o estado de coma: 
Coma leve, vígil ou grau I 
Coma de grau médio ou grau II 
Coma profundo, carus ou grau III 
Coma depassé ou grau IV 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
36 
 
 
FALA E LINGUAGEM 
 
- Disfonia ou afonia: alterações no timbre da voz devido a problemas no órgão fonador (laringe) - 
rouca, fanhosa, bitonal 
- Dislalia: troca letras, disritmolalia (distúrbios no ritmo) como a gagueira e taquilalia (fala muito 
rápida, atropela as palavras) 
- Disartria: decorre de alterações nos músculos da fonação, incoordenação cerebral (voz arrastada), 
voz baixa, monótona e lenta 
- Disfasia: órgão fonador normal, mas há uma perturbação na elaboração cortical da fala. Pode ser 
de recepção / sensorial em que o paciente não entende o que é dito, ou de expressão / motora onde 
ele entende, mas não consegue se expressar; também pode ser do tipo misto 
- Disgrafia: perda da capacidade de escrever 
- Dislexia: perda da capacidade de ler 
 
AVALIAÇÃO DO GRAU DE HIDRATAÇÃO 
 
- É avaliado levando em consideração os seguintes parâmetros: 
 
1. Alteração abrupta do peso 
2. Alterações da pele quanto a umidade, elasticidade e turgor 
3. Alterações das mucosas quanto à umidade 
4. Fontanelas no caso de crianças (“moleira” - espaço que separa os ossos do crânio dos recém-
nascidos) 
5. Alterações oculares 
6. Estado geral 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
37 
- Observar: 
1. Umidificação da mucosa oral 
2. Umidificação do globo ocular 
3. Turgor da pele 
- Pode estar hidratado (oferta de líquidos e eletrólitos de acordo com a necessidade do organismo 
sem perdas extras) ou desidratado (diminuição de água e eletrólitos totais) 
- Classificar o grau em cruzes se desidratado 
 
- Pessoa hidratada: em uma pessoa de cor branca com hidratação normal, a pela é rósea com boa 
elasticidade e leve grau de umidade, as mucosas são úmidas, não há alterações oculares nem perda 
abrupta de peso. Em crianças as fontanelas são planas e normotensas, apresenta-se alegre, 
comunicativa e sorri facilmente 
 
- Desidratado caracteriza-se pelos elementos: 
1. Sede, diminuição abrupta do peso 
2. Pele seca, com elasticidade e turgor diminuídos 
3. Mucosas secas 
4. Olhos afundados (enoftalmia) e hipotônicos 
5. Fontanelas deprimidas no caso de crianças 
6. Estado geral comprometido 
7. Excitação psíquica ou abatimento 
8. Oligúria 
 
- Alterações esperadas em um paciente desidratado ao exame físico seriam: diminuição da umidade 
das mucosas orais e oculares, diminuição ou perda do filme lacrimal conjuntival, diminuição de saliva 
na boca, perda ou diminuição do turgor da pele, taquicardia, hipotensão 
 
✓ Classificação da desidratação de acordo com a intensidade baseia-se na perda de peso 
 
- Leve / 1° grau: perda de peso de até 5% 
- Moderada / 2° grau: perda de 5 a 10% 
- Grave / 3° grau: perda acima de 10% 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
38 
✓ Classificação quanto à osmolaridade tem como elemento guia o nível sanguíneo de sódio 
 
- Isotônica: sódio nos limites normais 130-150 mEq/L 
- Hipotônica: sódio baixo < 130 mEq/L 
- Hipertônica: sódio alto > 150 mEq/L 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
39 
MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS 
 
- IMC, CA, CC, CP, altura, PC 
- Peso médio do recém-nascido: 3,3 kg 
- Criança geralmente dobra de peso entre o 4° e 5° mês, triplica com 1 ano e quadruplica aos 2. Do 2 
ano até a puberdade apresenta um ganho de peso relativamente estável de 2 - 2,5 kg/ano 
 
IMC 
 
- Avalia o estado nutricional 
 
 
- Idoso: 
 
 
- Adulto: 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
40 
CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL (CA) 
 
- Mensurada no nível damaior extensão abdominal, não sendo utilizada para diagnóstico de 
obesidade abdominal, para isso utilizasse a circunferência de cintura (CC) 
 
- Utilizada para acompanhar a redução das medidas da circunferência abdominal 
 
CIRCUNFERÊNCIA DE CINTURA (CC) 
 
- Utilizada para diagnóstico de obesidade abdominal; reflete o conteúdo de gordura visceral 
- Medição da circunferência da cintura em um ponto médio entre o último arco costal e a espinha 
ilíaca anterossuperior 
 
 
- Relacionado com a obesidade central ou periférica 
- Nos homens a gordura tende a se armazenar na parte superior o corpo ou na região abdominal 
(“pneu”): obesidade androide ou central, gordura se concentra mais no tórax e abdome - morfologia 
corporal em forma de maçã; deposição subcutânea a intra-abdominal; relaciona-se com obesidade 
do tipo 2, H.A e infarto do miocárdio 
- Nas Mulheres há o predomínio nas coxas, penas, nádegas e pelve: obesidade tipo ginecoide ou 
periférica morfologia corporal em forma de pera; deposição de gordura predominantemente na 
camada subcutânea, não se relacionando com as enfermidades encontradas nos homens obesos 
- Obesidade androide/central está diretamente relacionada com distúrbios metabólicos 
(dislipidemia, tolerância reduzia à glicose) e doenças cardiovasculares; seja em homens ou em 
mulheres 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
41 
 
 
✓ Variação de peso: 
 
1) Magreza: 
- Abaixo do peso mínimo, não necessariamente indica subnutrição 
- Equivale numericamente em redução de 10 a 15% dos valores 
- Constitucional: não está relacionada com enfermidades, é um traço genético 
- Patológica: ocorre devido a doenças 
 
2) Caquexia: Extrema magreza com comprometimento do EFG 
 
3) Sobrepeso e obesidade: androide e ginecoide 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
42 
CIRCUNFERÊNCIA DE PANTURRILHA (CP) 
 
- Importante para acompanhar o estado nutricional de pacientes hospitalizados, pela depleção da 
massa muscular 
- Considera-se a média mais larga da panturrilha da perna esquerda 
 
 
 
ALTURA 
 
- Em criança até 4 anos recomenda-se fazer a medição com ela deitada 
- Envergadura: distância entre os extremos dos braços esticados 
- Distância pubovértice: da sínfise púbica até a cabeça 
- Distância puboplantar: da sínfise púbica até a planta dos pés 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
43 
✓ Envergadura e semienvergadura: 
 
- Para envergadura mede-se a distância de uma ponta a outra da falange distal 
- A semienvergadura corresponde a 2x à estatura real, de acordo com a fórmula de Rabito 
 
 
 
 
✓ Altura do joelho: 
 
- É a forma mais utilizada, pois não se altera com o aumento da idade 
- Toma como referência o ponto ósseo externo, logo abaixo da rótula (cabeça da tíbia) até o 
chão/colchão. A medida deve ser feita preferencialmente na parte interna da coxa. Com a medida, 
pode-se estimar a altura do paciente pelas fórmulas 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
44 
✓ Altura recumbente: 
 
- Indicado caso não seja possível a medição pela envergadura ou pelo joelho, devido á trauma ou 
acamados 
 
- Com o paciente em posição supina, realizam-se as medidas pelo lado direito do corpo por meio da 
marcação no lençol na altura do topo da cabeça e da base do pé (pode ser utilizado um triângulo). 
Em seguida, mede-se o comprimento entre as duas marcas com fita métrica inextensível 
 
 
PERÍMETRO CEFÁLICO 
 
- Feito no recém-nascido; acompanhar até os 2 anos e em crianças com algum déficit, acompanhar 
até os 5 
- Medição observando os pontos anatômicos das bordas supraorbitárias (arco das sobrancelhas) e a 
proeminência occipital em seu ponto mais saliente, na parte posterior 
 
 
- Microcefalia < 33 cm 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
45 
AVALIAÇÃO DO ESTADO DE NUTRIÇÃO 
 
- Parâmetros: peso, musculatura, panículo (tecido) adiposo, desenvolvimento físico, estado geral, 
pelos, pele e olhos 
 
- Hiponutrição/desnutrição: peso abaixo dos valores mínios, musculatura hipotrófica e panículo 
adiposo escasso; pele seca e rugosa ao tato, em casos avançados tem aspecto de lixa. Desnutrição 
proteica faz com que os cabelos e pelos fiquem finos, secos, quebradiços e mudem de cor. Nos olhos 
há sequidão da conjuntiva ocular (bulbar), perda de reflexo à luz, falta ou diminuição das lágrimas e 
fotofobia 
 
- Critério de Gomez (se baseia do déficit de peso em relação ao padrão normal para idade e sexo): 
 
 
DESENVOLVIMENTO FÍSICO 
 
- Normal 
- Hiperdesenvolvimento: gigantismo (normal máximo: 1,90 cm homens e 1,80 cm mulheres) 
- Hipodesenvolvimento: nanismo (normal mínimo: 1,50 cm ambos) – mas não é absolutamente igual 
ao nanismo 
- Hábito grácil: constituição corporal frágil, ossatura fina, musculatura pouco desenvolvida e peso e 
altura abaixo dos níveis normais 
- Infantilismo: persistência anormal de características infantis na idade adulta 
 
ATITUDE E DECÚBITO NO LEITO 
 
- Atitude como a posição adotada pelo paciente no leito ou fora dele, por comodidade, hábito ou 
com o objetivo de conseguir alívio para algum padecimento. 
- Algumas posições são conscientemente procuradas pelo paciente (voluntárias), enquanto outras 
independem de sua vontade ou são resultantes de estímulos cerebrais (involuntárias). 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
46 
- Só têm valor diagnóstico as atitudes involuntárias ou as que proporcionam alívio para algum 
sintoma. Se isso não for observado, pode se dizer que o paciente não tem uma atitude específica ou 
que ela é indiferente. 
VOLUNTÁRIAS 
 
1) Ortopneica 
- Para aliviar a falta de ar devido a insuficiência cardíaca, asma brônquica e ascite volumosa 
- Sentado à beira do leito com os pés nos chãos, e mãos apoiadas no colchão 
 
 
- Pode estar em decúbito dorsal apoiando-se em travesseiros para deixar o tórax mais ereto 
 
 
 
2) Atitude genupeitoral (ou de “prece maometana”) 
 
- O paciente posiciona-se de joelhos com o tronco fletido sobre as coxas, enquanto a face anterior do 
tórax (peito) põe-se em contato com o solo ou colchão. O rosto descansa sobre as mãos, que também 
ficam apoiadas no solo ou colchão. Essa posição facilita o enchimento do coração nos casos de 
derrame pericárdico 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
47 
 
3) Atitude de cócoras (squatting) 
 
- Esta posição é observada em crianças com cardiopatia congênita cianótica. Os pacientes descobrem, 
instintivamente, que ela proporciona algum alívio da hipóxia generalizada, que acompanha essas 
cardiopatias, em decorrência da diminuição do retorno venoso para o coração 
 
 
 
4) Atitude parkinsoniana 
 
- O paciente com doença de Parkinson, ao se pôr de pé, apresenta semiflexão da cabeça, tronco e 
membros inferiores e, ao caminhar, parece estar correndo atrás do seu próprio eixo de gravidade. 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
48 
5) Atitude em decúbito 
 
◗ Decúbito lateral (direito e esquerdo): é uma posição que costuma ser adotada quando há dor de 
origem pleurítica. Por meio dela, o paciente reduz a movimentação dos folhetos pleurais do lado 
sobre o qual repousa. Ele se deita sobre o lado da dor 
◗ Decúbito dorsal: com pernas fletidas sobre as coxas e estas sobre a bacia, é observado nos 
processos inflamatórios pelviperitoneais 
◗ Decúbito ventral: é comum nos portadores de cólica intestinal. O paciente deita-se de bruços e, às 
vezes, coloca um travesseiro debaixo do ventre. 
 
INVOLUNTÁRIAS 
 
1) Atitude passiva 
- Quando opaciente fica na posição em que é colocado no leito, sem que haja contratura muscular. 
É observada nos pacientes inconscientes ou comatosos. 
 
2) Ortótono 
- Atitude em que todo o tronco e os membros estão rígidos, sem se curvarem para diante, para trás 
ou para um dos lados. 
 
3) Opistótono 
- Atitude decorrente de contratura da musculatura lombar, sendo observada nos casos de tétano e 
meningite. O corpo passa a se apoiar na cabeça e nos calcanhares, emborcando-se como um arco. 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
49 
4) Emprostótono 
- Observada no tétano, na meningite e na raiva, é o contrário do opistótono, ou seja, o corpo do 
paciente forma uma concavidade voltada para diante. 
 
 
 
5) Pleurostótono 
- É de observação rara no tétano, na meningite e na raiva. O corpo se curva lateralmente 
 
 
 
6) Posição em gatilho 
- Encontrada na irritação meníngea, é mais comum em crianças 
- Hiperextensão da cabeça, flexão das pernas sobre as coxas e encurvamento do tronco com 
concavidade para diante. 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
50 
7) Torcicolo e mão pêndula da paralisia radial 
 - São atitudes involuntárias relacionadas a determinados segmentos do corpo 
 
 
BIOTIPO 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
51 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
52 
POSTURA/ATITUDE EM PÉ 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
53 
MARCHA 
 
- Típica (de alguma doença) ou atípica (paciente não apresenta nenhuma enfermidade). 
 
1) Marcha helicópode, ceifante, hemiplégica, espasmódica 
 
- Ao andar, o paciente mantém o membro superior fletido em 90° no cotovelo e em adução, e a mão 
fechada em leve pronação. O membro inferior do mesmo lado é espástico, e o joelho não flexiona. A 
perna se arrasta pelo chão, descrevendo um semicírculo quando o paciente troca o passo. 
 
 
 
2) Marcha anserina: Para caminhar, o paciente acentua a lordose lombar e inclina o tronco para a 
direita ou para a esquerda, lembrando o andar de um pato; grávidas 
 
3) Marcha parkinsoniana: O paciente anda como um bloco, enrijecido, sem movimento dos braços 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
54 
4) Marcha claudicante: Ao caminhar, o paciente “manca” para um dos lados. 
 
 
 
 
5) Marcha cerebelar / atáxica: Movimentos de “Zigzag”, como se estivesse “bêbado”. Os movimentos 
passam a ser incertos, inseguros e descoordenados 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
55 
FÁCEIS 
 
- Dados provenientes dos traços anatômicos e expressões fisionômicas 
FÁCIES NORMAL OU ATÍPICA 
 
- Mesmo que não haja traços de outros tipos de fáceis, procurar traços de tristeza, ansiedade, medo, 
indiferença, apreensão... 
 
FÁCIES HIPOCRÁTICA 
 
- Olhos fundos, parados e inexpressivos, nariz afila-se e lábios ficam delgados; pode ser observado 
batimento da asa do nariz; quase sempre o rosto está com suor; palidez cutânea e discreta cianose 
labial 
 
 
 
FÁCEIS RENAL 
 
- Edema ao redor dos olhos e palidez cutânea 
- Observada principalmente na síndrome nefrótica e glomerulonefrites 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
56 
FÁCEIS LEONINA 
 
- Lesões do mal de Hansen: pele espessa com grande número de lepromas; madarose, nariz se 
espessa e se alarga 
- Lábios mais grossos e proeminentes; Deformidade do mento e bochechas devido os nódulos; 
Barba fica muito escassa ou desaparece 
 
 
 
FÁCEIS ADENOIDIANA 
 
- Nariz pequeno e afilado e a boca sempre entreaberta. Aparece nos indivíduos portadores de 
hipertrofia das adenoides, as quais dificultam a respiração pelo nariz ao obstruírem os orifícios 
posteriores das fossas nasais 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
57 
 
 
 
FÁCEIS PARKINSONIANA, CÉREA OU EM MÁSCARA 
 
 - Inexpressiva, com rigidez facial. Observada na síndrome ou na doença de Parkinson 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
58 
FÁCIES BASEDOWIANA 
 
- Traço mais característico reside nos olhos, que são salientes (exoftalmia) e brilhantes, destacando-
se sobremaneira no rosto magro. A expressão fisionômica indica vivacidade. Contudo, às vezes, tem 
um aspecto de espanto e ansiedade. Outro elemento que salienta as características da fácies 
basedowiana é a presença de um bócio. Indica hipertireoidismo. 
 
 
FÁCIES MIXEDEMATOSA 
 
- Rosto arredondado, nariz e lábios grossos, pele seca, espessada e com acentuação de seus sulcos. 
As pálpebras tornam- se infiltradas e enrugadas. 
- Os supercílios são escassos e os cabelos secos e sem brilho. Além dessas características 
morfológicas, destaca- se uma expressão fisionômica indicativa de desânimo, apatia e estupidez - 
Esse tipo de fácies aparece no hipotireoidismo ou mixedema 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
59 
FÁCIES ACROMEGÁLICA 
 
- Saliência das arcadas supraorbitárias, proeminência das maçãs do rosto e maior desenvolvimento 
do maxilar inferior; aumento do tamanho do nariz, lábios e orelhas. Nesse conjunto de estruturas 
hipertrofiadas, os olhos parecem pequenos 
 
 
 
FÁCIES CUSHINGOIDE OU DE LUA CHEIA 
 
- Arredondamento do rosto, com atenuação dos traços faciais 
- Secundariamente, deve ser assinalado o aparecimento de acne. Este tipo de fácies é observado nos 
casos de síndrome de Cushing por hiperfunção do córtex suprarrenal. Pode ocorrer também nos 
pacientes que fazem uso prolongado de corticoides 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
60 
FÁCIES MONGOLOIDE 
 
- Fenda palpebral está seu elemento característico: é uma prega cutânea (epicanto) que torna os 
olhos oblíquos, bem distantes um do outro, lembrando o tipo de olhos dos chineses. 
- Rosto redondo, boca quase sempre entreaberta e uma expressão fisionômica de pouca inteligência 
ou mesmo de completa idiotia. 
- Observada no mongolismo ou trissomia do par 21 ou síndrome de Down, que é tradução de um 
defeito genético 
 
 
 
FÁCIES DE DEPRESSÃO 
 
- Inexpressividade do rosto. O paciente apresenta-se cabisbaixo, os olhos com pouco brilho e fixos 
em um ponto distante. Muitas vezes o olhar permanece voltado para o chão. 
- O sulco nasolabial se acentua, e o canto da boca se rebaixa. O conjunto fisionômico denota 
indiferença, tristeza e sofrimento emocional. Esse tipo de fácies é observado na síndrome de 
depressão 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
61 
FÁCIES PSEUDOBULBAR 
 
 - Principal característica súbitas crises de choro ou riso, involuntárias, mas conscientes, que levam o 
paciente a tentar contê-las, dando um aspecto espasmódico à fácies. Aparece geralmente na paralisia 
pseudobulbar 
 
 FÁCIES DA PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA 
 
- Assimetria da face, com impossibilidade de fechar as pálpebras, repuxamento da boca para o lado 
são e apagamento do sulco nasolabial 
 
 
 FÁCIES MIASTÊNICA OU DE HUTCHINSON 
 
- Ptose palpebral bilateral que obriga o paciente a franzir a testa e levantar a cabeça. Ocorre na 
miastenia gravis e em outras miopatias que comprometem os músculos da pálpebra superior 
 
Eduarda OliveiraCochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
62 
FÁCIES DO DEFICIENTE MENTAL 
 
- Traços faciais são apagados e grosseiros; a boca constantemente entreaberta, às vezes com 
salivação. Hipertelorismo e estrabismo, quando presentes, acentuam essas características 
morfológicas. 
- Todavia, o elemento fundamental desse tipo de fácies está na expressão fisionômica. O olhar é 
desprovido de objetividade, e os olhos se movimentam sem se fixarem em nada, traduzindo um 
constante alheamento ao meio ambiente. É comum que tais pacientes tenham sempre nos lábios um 
meio sorriso sem motivação e que se acentua em resposta a qualquer solicitação. 
- Voz grave percebida por um falar de meias palavras, às vezes substituído por um simples ronronar 
 
 
FÁCIES ETÍLICA 
 
- Olhos avermelhados e certa ruborização da face. O hálito etílico, a voz pastosa e um sorriso meio 
indefinido completam a fácies etílica 
 
 FÁCIES ESCLERODÉRMICA / FÁCEIS DE MÚMIA 
 
- Quase completa imobilidade facial. Isso se deve às alterações da pele, que se torna apergaminhada, 
endurecida e aderente aos planos profundos, com repuxamento dos lábios, afinamento do nariz e 
imobilização das pálpebras. A fisionomia é inexpressiva, parada, imutável, justificando a comparação 
com múmia. 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
63 
 
 
 
AVALIAÇÃO DO GRAU DE PALIDEZ 
 
- Observação da: 
1. Mucosa palpebral da conjuntiva 
2. mucosa oral 
3. leito ungueal e palma das mãos 
- Pode estar corado ou descorado 
- Se descorado classificar o grau em cruzes 
 
 
AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE ICTERÍCIA 
 
- Observar coloração da palma da mão, esclera e freio da língua - tom amarelado nessas regiões 
- Excesso de betacaroteno pode assemelhar à icterícia, para diferenciar observar se o tom 
amarelado/alaranjado está apenas na pele (caroteno) ou também na esclera e freio lingual (icterícia) 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
64 
- Pacientes idosos e negros podem ter a esclera com tom amarronzado devido a hiperpigmentação 
normal neles (mais na porção da esclera exposta à luz), para observar icterícia neles observar a porção 
da esclera que não fica exposta à luz normalmente (de baixo da pálpebra) 
- Pode estar ictérico ou anictérico 
- Se anictérico classificar o grau em cruzes 
 
AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE CIANOSE 
 
- Observar coloração mais azulada no lábio, leito ungueal e outras extremidades (cianose) - indicativo 
de redução da oxigenação do sangue ou da perfusão sanguínea 
- Obs: paciente pode estar com coloração mais azulada por uma hipoperfusão sanguínea devido ao 
frio (cianose periférica causada pela vasoconstrição periférica induzida pelo frio), se for o caso, 
aquecer a mão e observar melhora 
- Pode estar cianótico ou acianótico 
 
AVALIAÇÃO DO PADRÃO RESPIRATÓRIO 
 
- Observar dificuldades para respirar ou se está usando força excessiva (uso da musculatura acessória) 
para inspirar 
- Pode estar eupneico ou dispneico (dificuldade para respirar) 
- Observar a FR, pode estar bradpneico ou taquipneico 
- Ex: paciente com esforço para respirar e FR aumentada: taquidispneico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
65 
SINAIS VITAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
66 
TEMPERATURA 
 
 
 
 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
67 
PULSO 
 
 
 
 Normal: 60 – 100 bpm 
 
FR 
 
Eupneico: 16 – 20 irpm 
 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
68 
 
 
Eduarda Oliveira Cochito 
Roteiro exame clínico: anamnese + EFG 
Medicina Uniderp TXXIV 
 
69

Mais conteúdos dessa disciplina