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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTIE ÉTIE ÉTIE ÉTICCCCA PA PA PA PRRRROFISSIOFISSIOFISSIOFISSIOOOONNNNALALALAL w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 1 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 2 COLÉGIO LAPA 1. Introdução ......................................................................................................... 5 1.1. A Teoria das Relações Humanas ................................................................... 6 1.2. A Civilização Industrializada e o Homem ........................................................ 6 1.3. As Necessidades Humanas Básicas .............................................................. 7 1.4. O Indivíduo ..................................................................................................... 9 1.5. A Simpatia ...................................................................................................... 9 1.6. O Preparo do Indivíduo ................................................................................... 9 1.7. O Interesse pela Atividade de Grupo .............................................................. 9 1.8. Competência Interpessoal ............................................................................ 10 1.9. Relações Interpessoais ................................................................................ 10 2. MOTIVAÇÃO ................................................................................................... 10 2.1. Conceito ....................................................................................................... 10 2.2. Necessidades e Objetivos ............................................................................ 10 2.3. Um Sistema de Desenvolvimentode Necessidades ..................................... 10 2.4. Novas Perspectivas de Motivação ................................................................ 11 2.4.1. A Motivação de Deficiência. ................................................................ 11 2.4.2. A Motivação de Crescimento. ............................................................. 11 2.4.3. A Motivação na empresa .................................................................... 12 2.4.4. Motivos básicos do comportamento.................................................... 13 2.4.5. Algumas formas de motivações usadas pelas empresas ................... 14 3. O COMPORTAMENTO EM PSICOLOGIA DAS RELAÇÕESHUMANAS ...... 14 3.1. Comportamento Humano ............................................................................. 14 3.2. A Antecipação Social e a Posição do Indivíduo no Grupo ............................ 14 3.3. As Expectativas de Comportamento e o “Self” ............................................. 15 4. A PERSONALIDADE E SEUS COMPONENTES ............................................ 15 4.1. Conceitos de Personalidade ......................................................................... 15 4.2. Temperamento ............................................................................................. 15 4.3. Caráter .......................................................................................................... 16 4.4. Cultura .......................................................................................................... 16 4.5. Ajustamento da Personalidade ..................................................................... 17 4.5.1. Personalidade Ajustada ...................................................................... 17 4.5.2. Personalidades Desajustadas ............................................................ 17 4.5.3. Mecanismo de Defesa ........................................................................ 17 w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 3 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 5. TRABALHO E MEDO ...................................................................................... 18 5.1. A Ansiedade e as "Relações de Trabalho" ................................................... 18 5.2. As Diferentes Formas de Ansiedade ............................................................ 18 6. ENERGIA NO GRUPO: TENSÃO E CONFLITO INTERPESSOAL ................ 19 6.1. O Conflito ...................................................................................................... 19 6.2. Tensões e Evolução ..................................................................................... 19 7. OS PROBLEMAS DE RELAÇÕES HUMANAS .............................................. 20 8. A DISTÂNCIA E O CLIMA SOCIAL ................................................................ 20 8.1. A Saída e a Chegada de um Membro em um Grupo .................................... 20 8.2. A Rivalidade.................................................................................................. 20 8.3. As Limitações da Liberdade ......................................................................... 21 8.4. As Frustrações .............................................................................................. 21 8.5. A Pressão do Grupo ..................................................................................... 21 9. AS COMUNICAÇÕES...................................................................................... 21 9.1. Comunicações Verbais e Não Verbais ......................................................... 21 9.2. Componentes da Comunicação.................................................................... 22 9.3. Barreiras nas Comunicações ........................................................................ 23 9.4. A Natureza da Comunicação ........................................................................ 23 10. OS GESTOS E A LINGUAGEM ...................................................................... 23 10.1. Comportamentos Simbólicos e Não-Simbólicos ........................................ 23 10.2. O Gesto e a Vida Social ............................................................................ 23 11. ATITUDES E ESTEREÓTIPOS ....................................................................... 24 11.1. O Comportamento Interno ......................................................................... 24 11.2. As Atitudes ................................................................................................ 24 11.3. Estereótipos .............................................................................................. 24 12. PARTICIPAÇÃO NO GRUPO .......................................................................... 24 12.1. Liderança e Estilos .................................................................................... 24 12.2. 10 (dez) Itens que são Característicos da Liderança. ............................... 25 12.3. Liderança e Poder ..................................................................................... 25 12.4. A Liderança e o Comportamento do Liderado ........................................... 26 13. COMO DIRIGIR UM GRUPO DE PESSOAS ................................................... 26 13.1. Necessidade da Direção ........................................................................... 26 13.2. O que é um Líder?..................................................................................... 26 13.3. Equilíbrio do Dirigente face ao Ambiente de Trabalho .............................. 26 w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 4 COLÉGIO LAPA 14. VERIFIQUE SEUS CONHECIMENTOS........................................................... 26 15. ÉTICA............................................................................................................... 29 15.1. Conceitos de Ética Moral e Ética Profissional ........................................... 29 15.2. Objeto da ética ..........................................................................................29 15.3. Problemas Morais e Problemas Éticos ...................................................... 29 15.4. A Ética e outras Ciências .......................................................................... 29 15.5. A Essência da Moral .................................................................................. 30 15.6. Moral e Moralidade .................................................................................... 30 15.7. O Individual e o Coletivo na Moral ............................................................. 30 15.8. A Obrigação Moral e a Liberdade .............................................................. 31 15.9. Caráter Social da Obrigação Moral ........................................................... 32 15.10. A Formação da Consciência Moral ........................................................... 32 15.11. Condições da Responsabilidade Moral ..................................................... 33 15.12. Responsabilidade Moral, Determinação e Liberdade ................................ 33 16. VALORES ........................................................................................................ 34 16.1. Subjetivismo e Objetivismo Axiológico ...................................................... 34 16.2. Valores Morais e Não-Morais .................................................................... 35 17. ÉTICA E COMUNICAÇÃO ............................................................................... 35 17.1. Princípios Éticos ........................................................................................ 35 17.2. Liberdade e Comportamento ..................................................................... 35 17.3. A Coação Interna e Externa ...................................................................... 35 17.4. Conclusão ................................................................................................. 36 17.5. Conquista Individual e Coletiva ................................................................. 37 18. ÉTICA PROFISSIONAL ................................................................................... 37 18.1. Ética Profissional e Deontologia ................................................................ 37 18.2. Capacitação Técnico-Científica ................................................................. 38 19. Formação Ética dos Profissionais ................................................................ 39 19.1. O Posicionamento Ético ............................................................................ 39 19.2. Código de Ética Profissional dos Corretores de Imóveis ........................... 39 19.3. Resolução COFECI n° 326/92 ................................................................... 39 20. Síntese do Conteúdo ..................................................................................... 42 21. VERIFIQUE SEUS CONHECIMENTOS .......................................................... 42 w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 5 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 1. INTRODUÇÃO Essa apostila tem como objetivo retratar A Teoria das Relações Hunanas a ética moral e a ética profissional. A Teoria das Relações Humanas é um conjunto de teorias administrativasque ganharam força com a Grande Depressãocriada na quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929. Com a "Grande Crise" todas as verdades até então aceitas são contestadas na busca da causa da crise. As novas ideias trazidas pela Escola de Relações Humanas trazem uma nova perspetiva para a recuperação das empresas de acordo com as preocupações de seus dirigentes e começa a tratar de forma mais complexa os seres humanos. A Teoria das Relações Humanas foi desenvolvida a partir de um movimento de reação e de oposição à teoria clássica de administração. "Esta teoria, também chamada de Escola Clássica de Administração, propôs fazer uma correção às tendências de desumanização do trabalho com a adoção de métodos rigorosos, científicos e precisos, aos quais os trabalhadores deveriam forçosamente se submeter. Neste sentido, a Teoria das Relações Humanas, criada nos EUA, se revelou em movimento tipicamente americano e voltado para a democratização dos conceitos administrativos (Chiavenato, 1981). A partir de então começa-se a pensar na participação dos funcionários na tomada de decisão e na disponibilização das informações acerca da empresa na qual eles trabalhavam. Foram sendo compreendidos aspectos ligados à afetividade humana e percebeu-se os limites no controle burocrático por parte das organizações como forma de regulamentação social. Neste contesto está a Ética, ela vem trazer o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos. Ao final desta unidade você será capaz de: Analisar sobre o conceito da Teoria das Relações humanas; Identificar a civilização industrializada e o homem; Descrever motivação; Compreender o comportamento em psicologia das relações humanas; Entender os problemas de relações humanas; Explicar Ética; Definir Ética profissional. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 6 COLÉGIO LAPA RELAÇÕES HUMANAS 1.1. A Teoria das Relações Humanas 1.2 A Civilização Industrializada e o Homem Vejamos os resultados das observações feitas por Idalberto Chiavenato, quanto a esta questão: "A Teoria das Relações Humanas preocupou-se intensamente com o esmagamento do homem pelo impetuoso desenvolvimento da civilização industrializada. Elton Mayo, o fundador do movimento, dedicou três livros aos problemas humanos sociais e políticos decorrentes de uma civilização baseada quase que exclusivamente na industrialização e tecnologia". Mayo salienta que, enquanto a eficiência material aumentou poderosamente nos últimos anos, a capacidade humana para o trabalho coletivo não manteve o mesmo ritmo de desenvolvimento. Lembra os sociólogos Le Play e Durkhein, cujas observações nas comunidades mais simples demonstram que o progresso industrial foi acompanhado por um profundo desgaste do surgimento espontâneo da cooperação. Mayo afirma, ainda, que a solução para o problema da cooperação não pode ser resolvido apenas através do retorno às formas tradicionais de organização. O que deve haver é uma nova concepção nas relações humanas de trabalho. Os métodos de trabalho tendem todos para a eficiência, nenhum para a cooperação. A cooperação humana é o resultado das determinações legais ou da lógica da organização, mas tem causas mais profundas. A partir disto, Mayo passa a defender o seguinte ponto de vista: A Teoria das Relações Humanas foi desenvolvida a partir de um movimento de reação e de oposição à teoria clássica de administração. Esta teoria, também chamada de Escola Clássica de Administração, propôs fazer uma correção às tendências de desumanizarão do trabalho com a adoção de métodos rigorosos, científicos e precisos, aos quais os trabalhadores deveriam forçosamente se submeter. Neste sentido, a Teoria das Relações Humanas, criada nos EUA, se revelou em movimento tipicamente americano e voltado para a democratização dos conceitos administrativos" (Chiavenato, 1981). w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 7 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL o trabalho é uma atividade tipicamente grupal; o operário não reage como indivíduo isolado, mas como membro de um grupo social. As mudanças tecnológicas, contudo, tendem constantemente a romper os laços informais de camaradagem e de amizade dentro do trabalho; a pessoa humana é motivada essencialmente pela necessidade de "estar junto", de "ser reconhecida”, de receberadequada comunicação. Para Mayo, “a organização eficiente, por si só, não leva à melhor produção: a organização eficiente é incapaz de elevar a produtividade, se as necessidades psicológicas do indivíduo não forem satisfeitas”. Esclarece, ainda, "que os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. Para poder explicar e justificar o comportamento humano nas organizações, a teoria das Relações Humanas passou a estudar intensamente esta interação social. Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos". "Cada indivíduo, continua Mayo, é uma personalidade altamente diferenciada, que influi no comportamento e atitude dos outros. Cada indivíduo procura ajustar-se a outros indivíduos, e a outros grupos definidos, pretendendo ser compreendido, ser bem aceito e participar, no sentido de atender aos seus interesses e aspirações mais imediatas. Seu comportamento é fortemente influenciado pelo meio ambiente e pelas varias atitudes e normas informais existentes nos vários grupos com os quais mantém contato. Para os autores da teoria das Relações Humanas, uma compreensão das relações humanas perante uma atmosfera onde cada indivíduo é encorajado a exprimir-se livre e sadiamente". 1.3 As Necessidades Humanas Básicas Chiavenato fundamenta bem esta questão, com a seguinte abordagem, a teoria das Relações Humanas constatou a existência de certas necessidades humanas fundamentais. � Verificou-se que o comportamento humano é determinado por causas que, às vezes, escapam ao próprio entendimento e controle do homem. Estas causas se chamam necessidades ou motivos (forças conscientes ou inconscientes que levam o indivíduo a um determinado comportamento). A motivação se refere a um comportamento causado por necessidade dentro do indivíduo e que é dirigido para objetivos que podem satisfazer estas necessidades. � Assim, o homem passou a ser considerado um animal dotado de necessidades que se alteram ou se sucedem conjunta ou isoladamente. Satisfeita uma necessidade, surge outra em seu lugar, e assim sucessivamente. As necessidades motivam o comportamento humano, dando-lhe direção e conteúdo. � Ao longo de sua vida, o homem evolui por três níveis ou estágios de motivação. � À medida que vai crescendo e amadurecendo, vai ultrapassando os estágios mais baixos e desenvolvendo necessidades de níveis gradativamente mais elevados. As diferenças individuais influem poderosamente quanto à duração, intensidade e possível fixação em cada um destes estágios. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 8 COLÉGIO LAPA � Os três níveis ou estágios de motivação correspondem às necessidades fisiológicas, psicológicas e de auto-realização. As necessidades fisiológicas ou vegetativas são as chamadas necessidades vitais, relacionadas com a sobrevivência do indivíduo. São inatas e instintivas. Situadas num nível mais baixo, as necessidades vegetativas são também comuns nos animais. Existem satisfações periódicas e cíclicas. As principais necessidades vegetativas são: alimentação, sono, exercício físico, satisfação sexual, abrigo e proteção contra os elementos e segurança física contra os perigos. Se um indivíduo tem fome procura um alimento; porém, quando come regularmente, a fome deixa de ser uma motivação importante. As necessidades vegetativas podem ser satisfeitas por antecipação, sem mesmo atuarem sobre o comportamento humano. Assim, a vida moderna com os horários de refeição, de sono, bem como a adequação do vestuário, etc., permite que estas necessidades passem a ser controladas pelo cotidiano, sem que cheguem a influenciar no comportamento. Contudo, à medida que, por qualquer eventualidade, o indivíduo deixa de satisfazê-las, elas passam a atuar com intensidade extremamente forte. � Necessidade de segurança íntima, que leva o indivíduo à sua autodefesa, à procura de proteção contra o perigo, a ameaça, etc. A necessidade de segurança íntima e psicológica conduz a uma busca incessante de ajustamento e tranquilidade pessoal em direção a uma situação segura para o indivíduo; � Necessidade de participação, a necessidade de fazer parte, de ter contato humano, de participar conjuntamente. A necessidade de participação foi bastante enfatizada por Elton Mayo na explicação do comportamento em grupo. A aprovação social, o reconhecimento do grupo e a necessidade de calor humano, de fazer parte, de dar e receber amizade são agrupados, neste grupo de necessidade, que levam o homem a viver em grupo e a socializar-se. Dentro do As necessidades psicológicas são exclusivas do homem, aprendidas e adquiridas no decorrer da vida. Elas representam um padrão, mais elevado e complexo de necessidade; as psicológicas raramente são satisfeitas em sua plenitude. O homem procura indefinidamente maiores satisfações destas necessidades, que vão se desenvolvendo e se sofisticando gradativamente. Dentre as necessidades psicológicas estão: w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 9 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL grupo social existem simpatia (coesão) e antipatia (dispersão), dependendo da maneira como esta necessidade é satisfeita ou não, nos diversos indivíduos; � Necessidade de autoconfiança, decorrente da auto-avaliação de cada indivíduo. Refere-se ao auto-respeito e à consideração que o indivíduo tem para consigo mesmo; � Necessidade de afeição, a necessidade de amor e carinho. As necessidades de auto-realização e de expressão criativa. São produtos da educação e da cultura. Também elas, como as necessidades psicológicas, são raramente satisfeitas em sua plenitude, pois o homem vai procurando gradativamente maiores satisfações e estabelecendo metas crescentemente sofisticadas. A necessidade de expressão criativa é basicamente um impulso de comunicação humana. É uma necessidade de efetivar, de apreciar e ver apreciadas as aptidões e o talento criador. É uma forma de auto-consideração, na qual o indivíduo produz algo à sua imagem, projetando-se naquilo que realiza e se orgulhando naquilo que faz. A necessidade de auto-realização é a síntese de todas as outras necessidades. É o impulso que cada um tem de realizar o seu próprio potencial, de estar em contínuo auto- desenvolvimento no sentido mais elevado do termo. 1.4 O Indivíduo É a pessoa humana, considerada quanto às suas características particulares, físicas e psíquicas. É a unidade de que se compõem os grupos humanos ou as sociedades. 1.5 A Simpatia É a tendência ou inclinação que reúne duas ou mais pessoas. As relações que existem entre pessoas que instintivamente se sentem atraídas entre si. É importante saber o efeito que causa a simpatia dentro de uma sociedade. As relações entre as pessoas, o próprio trabalho, tudo se torna mais fácil, mais prazeroso quando as pessoas envolvidas sentem simpatia umas pelas outras. 1.6 O Preparo do Indivíduo Não basta o indivíduo ser somente simpático. Ele tem que estar preparado para atuar junto a outras pessoas. Quando falamos de preparo, queremos dizer num sentido amplo. Tanto na parte técnica no conhecimento que ele tem como também no que se refere à questão das relações humanas. O indivíduo não vai viver sozinho, e precisa se adequar às limitações e exigências que aparecerão. 1.7 O Interesse pela Atividade de Grupo Os grupos que compõem a sociedade não são iguais. Diferem quanto à riqueza, ao poder político, ao status, à dignidade humana e a educação entre outrosaspectos. Do ponto de vista biológico todos os seres humanos pertencem a uma única subespécie, o homo sapiens. É a sociedade que introduz as diferenças, fazendo com que o indivíduo conviva mais com um grupo onde ele se identifica mais. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 10 COLÉGIO LAPA 1.8 Competência Interpessoal Eu e os outros. Sempre vai existir a comparação,a identificação: "eu e os outros". Resta poder e saber como se entrosar com os outros indivíduos. No trabalho terá adaptações a serem feitas e normas a serem seguidas. 1.9 Relações Interpessoais As relações interpessoais envolvem fenômenos de inter estimulação entre duas ou mais pessoas, sustentam-se e efetivam-se pela comunicação preestabelecida. O contato social constitui a fase inicial da integração social. As vinculações momentâneas entre as pessoas através da comunicação geralmente dão lugar à interação social, ou seja, produzem-se modificações mútuas no comportamento, como decorrência do contato social. Das relações interpessoais resultam as mudanças socioculturais, libertando o espírito das restrições criadas pelos costumes rígidos, possibilitando o florescimento da inteligência e da invenção. 2 MOTIVAÇÃO 2.1 Conceito 2.2 Necessidades e Objetivos O indivíduo tem muitas possibilidades de ação motivada, ou seja, ele tem disposições de motivação. Essas são tendências contínuas para exprimir motivos específicos desde que as condições sejam adequadas. Por exemplo: quando a privação cria um estado de necessidade, ou quando um incentivo instiga o organismo à ação. Existem necessidades que variam de uma pessoa para a outra. Essas vão motivar o indivíduo a supri-los até alcançar o objetivo desejado. De acordo com diversos autores, existem motivos como: necessidades de segurança, necessidades fisiológicas, de participação e amor, de apreço, de auto-realização, necessidades relativas à ambição, desejo de poder, etc. Exemplificando: os motivos de sobrevivência, tais como a fome e a sede, são evidentes. Se estamos com fome, entramos em estado de alerta, e consequentemente seremos levados a buscar comida. Depois de nos alimentarmos, ou seja, de atingirmos a meta, o nível de alerta decai e a motivação pela busca de alimento desaparece. Esse é o motivo biológico que os seres humanos e os animais possuem desde o nascimento. 2.3 Um Sistema de Desenvolvimentode Necessidades Motivação é uma espécie de energia que nos impulsiona numa determinada direção, rumo ao alcance de uma meta específica. Conjunto de fatores psicológicos, de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 11 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL O ser humano desde a sua infância tem muitas necessidades. Nesta fase ele é dependente de um adulto para satisfazê-las. Mas muitas vezes, vai depender dos outros ainda para isto, como por exemplo, dentro de uma empresa, onde haverá um superior que controla os canais que levam à satisfação destas necessidades, sendo muitas vezes um obstáculo para atingir o seu objetivo. Isto pode tornar-se uma motivação para o subordinado melhorar seu desempenho. 2.4 Novas Perspectivas de Motivação 2.4.1 A Motivação de Deficiência. 2.4.2 A Motivação de Crescimento. � Por outro lado, temos o indivíduo que cada vez mais é motivado e está num crescimento acelerado. Está constantemente, se aperfeiçoando e isso o motiva cada vez mais, pois os resultados são cada vez melhores. � Coloque as ideias em ação. Uma ideia razoável colocada em ação é melhor que uma grande ideia arquivada. � Visualize com detalhes, como se tudo já estivesse realizado. Imagine com detalhes o estado desejado. Essa imagem cristalina é algo que irá naturalmente orientá-lo quanto ao que deve ser feito (como começar, etc.). � Dê rapidamente o primeiro passo. Confie nos "lampejos" que você tem. Se você sente confiança interior (não pense em explicar) aja sem hesitação e dê o primeiro passo. A natureza fará a sequência acontecer (outros passos seus e de outras pessoas que você toca no primeiro movimento). � Faça tudo de "corpo e alma". Não seja "morno" fazendo por fazer. Até o "impossível" se torna possível quando nos envolvemos integralmente. � Faça tudo com muita boa vontade e prazer. As probabilidades de dar certo aumentam tremendamente quando fazemos tudo com a mente alegre. � Seja otimista. Não se deixe influenciar pelos cínicos e pessimistas. Ajude a construir o ideal, a cada dia dando o passo do dia. � Concentre-se nos teus pontos fortes. Ao invés de se deixar bloquear por eventuais pontos fracos, ancore-se no que você tem de melhor. � Concentre energia. Evite desperdiçar energia fazendo as coisas "de forma picada" ou começando muitos projetos, sem nada concluir. � Decole e vá aperfeiçoando em pleno voo. Planeje o suficiente. Evite "afogar-se" em "planejamentos que nunca terminam" ou planos que nunca saem do papel. � Esteja sempre focado na busca de soluções. Use sua energia na busca de soluções ao invés de desperdiçá-la meditando somente sobre problemas. Num ambiente de trabalho pode existir motivação em realizar uma tarefa, baseando-se na deficiência que existe e que terá que ser suprida para um bom funcionamento. Exemplificando: a empresa tem um setor totalmente deficiente, e o indivíduo terá que trabalhar muito para poder fazê-lo funcionar e ainda tendo que manter um ótimo padrão. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 12 COLÉGIO LAPA � Crie condições favoráveis. Procure trabalhar as barreiras positivamente até que elas se enfraqueçam ou desapareçam ao invés de tentar atravessá-las à força. � Seja natural. Não seja derrotado pelo "excesso de esforço". Faça o que tem que ser feito e mantenha a tranquilidade interior. Dê espaço para a natureza também fazer a sua parte. � Pense sempre nos riscos e nas recompensas. Não se deixe imobilizar pelos riscos. Equilibre sempre tentando visualizar as recompensas possíveis. Uma vez que o balanço lhe pareça equilibrado, aja conforme sua intuição. � Neutralize os "palpiteiros inconsequentes". Não se deixe influenciar por "opiniões" irresponsavelmente colocadas pelos outros. Aprenda distinguir conselhos sábios bem intencionados de documentários "rotineiramente" jogados pelas pessoas. � Evite meditar. Não desperdice energia meditando demais, principalmente se forem especulações negativas. Ao invés disso, comece a caminhar, mesmo através de um pequeno passo. � Seja transparente. Nem sequer PENSE desonestamente, pois isso drena sua energia (já imaginou quanto de energia gastamos para "proteger" a mentira contada ontem?). Ser transparente multiplica energia. Energia que faz acontecer. � Seja generoso. "A generosidade move montanhas". As coisas fluem melhor à sua volta porque a generosidade faz agir. "Picuinhas", ao contrário, imobilizam as pessoas. � Aja sempre numa postura “ganha-ganha”. Evite a postura do tirar vantagem de tudo. Aja pensando em benefícios para todos. As coisas passam a acontecer com mais fluidez. � Confie cem por cento em sua força interior. Fazer acontecer exige fé, principalmente em si mesmo. É essa convicção que o deixa solto para fazer o que é necessário. � Busque excelência, sempre. Um fazer acontecer efetivo deve sempre estar ancorado na busca do melhor, do perfeito, do ideal. Quão próximos chegaremos à perfeição é outra coisa. O alvo, porém, deve ser sempre a perfeição. � Chute acomodação e "imobilismo" para longe de você. A capacidade de fazer acontecer é algo para ser aperfeiçoado para a vida toda. Não se acomode. Procure sempre melhorar seu próprio recorde. 2.4.3 A Motivação na empresa � Os tipos básicos de padrão motivacional no trabalho são os seguintes: � Conformidade às normas do sistema ou obediência às regras da organização. A conformidade constitui base significativa para certos tipos de comportamento Motivações que levam à satisfação no trabalho w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 13 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL organizacional. Uma vez que o indivíduo ingressa no sistema, ele aceita o fato de que isso significa obediência às suas regras legítimas. � Sistema instrumental de recompensas gerais. Trata-se aqui dos benefícios devidos ao indivíduo em virtude de sua associaçãoao sistema. Exemplos: vantagens adicionais, como facilidades de recreação, alimentação, moradia, transporte, etc., gratuitos aos funcionários. � Recompensas instrumentais referentes ao esforço ou desempenho individual. Estas recompensas referem-se a desempenhos diferentes das pessoas integrantes da organização. Por exemplo, pagamento adicional por maior produtividade ou reconhecimento por várias formas ou maneiras, em consequência de contribuições específicas para a eficácia da organização. � Satisfações intrínsecas derivadas do desempenho do papel atribuído ao indivíduo. Aqui, a recompensa provém não porque a atividade conduz ou é instrumental a satisfações outras como, por exemplo, pagamentos mais elevados, mas porque a atividade é recompensatória em si mesma. O indivíduo pode julgar seu trabalho tão interessante e tão ajustado à sua personalidade, que somente em razão de estímulo financeiro muito alto é que mudaria de emprego para realizar outros tipos de tarefa de menor satisfação intrínseca. � Internacionalização dos valores e objetivos da organização. Aqui o indivíduo encontra recompensa no seu comportamento organizacional, não apenas porque seu trabalho lhe proporcione oportunidade para expressar seu talento e capacidade, mas porque ele assumiu, como seus próprios, os valores e objetivos da organização. � Satisfações sociais derivadas de relacionamentos com grupos primários de trabalho. Esta é uma fonte importante de recompensa para os membros da organização. Uma das satisfações que mais fazem falta a um indivíduo, quando deixa a organização, é a participação em experiência com colegas pelos quais sente afinidade e o sentimento de pertencer a um grupo com o qual se tornou identificado. 2.4.4 Motivos básicos do comportamento A motivação é um dos principais fatores determinantes do modo como uma pessoa se comporta. A motivação está envolvida em todas as espécies de comportamento: aprendizagem, pensamento, criatividade, sentimento. A relação entre a motivação e o comportamento é um pouco complexa. Um nível moderado de motivação pode ter um efeito e um nível extremo outro. Alguns motivos podem ser inconscientes. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 14 COLÉGIO LAPA 2.4.5 Algumas formas de motivações usadas pelas empresas As empresas estão adotando diversas formas de motivar seus funcionários a desempenhar seu papel de melhor forma possível. Para evitar as faltas do trabalhador ao seu serviço, podem receber um turno de folga no mês seguinte, até ranchos (alimentos) no final do mês ou semestre. A promoção para um cargo superior ou de chefia de setor. Muitas empresas adotaram um sistema de continuar os estudos interrompidos do trabalhador, adquirindo material de ao Supletivo, outras dão ajuda de custo em cursos superiores que sejam do interesse da empresa e mais tarde resultarão numa promoção do funcionário. 3 O COMPORTAMENTO EM PSICOLOGIA DAS RELAÇÕESHUMANAS 3.1 Comportamento Humano A expressão emocional, como outros comportamentos complexos, desenvolve-se através de maturação e da aprendizagem. O bebê chora quando nasce; quando fica maior, seu sorriso é tão espontâneo quanto seu choro. Nasce com a capacidade para chorar; a capacidade para sorrir vem com a maturação. Quando a criança fica maior aprende a chorar com uma intenção, para conseguir as coisas, a compreensão ou a atenção dos pais. A criança vai crescendo e aprendendo a controlar a expressão emocional, de acordo com os padrões considerados adequados em sua cultura. Já o comportamento social é a adequação de comportamento do homem para ser aceito na sociedade, ou seja, o homem se adapta aos padrões de comportamento social, exigidos por determinada sociedade. 3.2 A Antecipação Social e a Posição do Indivíduo no Grupo Desde que o indivíduo nasce, já está rodeado por outros indivíduos, portanto, o ambiente social contribui para modelar seu comportamento. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 15 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL Muitos problemas de ajustamento da pessoa provêm de suas relações com a sociedade. Vale saber que no funcionamento social da pessoa, um fator importante é a sua "percepção social", isto é, a maneira de perceber outros grupos, perceber instituições, o Estado e a estrutura econômica, os acontecimentos sociais, a ação da multidão, etc. Existe uma relação de causa e efeito, quando uma pessoa percebe a outra. Isto é notado através de preconceito com relação aos outros. Abrange também, fatores de motivação, emoção, comportamento adaptativo e a configuração de personalidade. 3.3 As Expectativas de Comportamento e o “Self” Existe muita expectativa em relação ao ambiente onde cresceu o indivíduo, que tipo de convivência familiar e social teve e quais as consequências vão resultar na sua vida adulta. O que ele aprendeu e guardou desta aprendizagem e o que coloca em prática ao se relacionar no ambiente de trabalho. 4 A PERSONALIDADE E SEUS COMPONENTES 4.1 Conceitos de Personalidade 4.2 Temperamento Temperamento vem da palavra latina "temperare" que significa regular, restringir o "self" de alguém como suavizar. Temperar o seu argumento é criticar suavemente. O seu temperamento é a forma com que você se auto- regula, isto é, o seu padrão de comportamento ou atitude característica. Se você é amável para quase todos com que você encontra, diz-se que você tem um temperamento amável. Caso contrário, diz-se que você tem um temperamento agressivo. Organização constituída por todas as características cognitivas, afetivas, volitivas e físicas de um indivíduo. É o elemento estável da conduta de uma pessoa; sua maneira habitual ser o que determina a individualidade duma pessoa moral. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 16 COLÉGIO LAPA 4.3 Caráter Referência http://dukechargista.com.br/charges/ Caráter é o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo que lhe determinam a conduta e a concepção moral. Não basta a uma pessoa possuir certas qualidades; é necessário que o caráter seja firme. No caráter de um indivíduo se manifesta a sua atitude pessoal com respeito à realidade e, ao mesmo tempo, um medo habitual e constante de reagir diante dela em situações análogas. Dele fazem parte os traços que derivam da sua constituição orgânica (estrutura emocional, sistema nervoso, etc.); contudo, o caráter se forma, sobretudo, sob a influência do meio social e no decorrer da participação do indivíduo na vida social (na escola, no meio da família, nos lugares de trabalho, como membro de várias organizações ou instituições sociais, etc.). 4.4 Cultura Fazem parte da cultura de uma pessoa todos os conhecimentos que ela adquiriu, seja na vivência familiar, com outras pessoas ou em escolas. A cultura, também, são as tradições e os costumes de um povo, ou de um grupo social. Adquire-se cultura através da leitura, convívio com outras pessoas na escola, e todos os meios de comunicação. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 17 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 4.5 Ajustamento da Personalidade 4.5.1 Personalidade Ajustada Temperamento, caráter, personalidade e liderança são estruturadas numa linha dinâmica. O "eu" de cada um sempre muda, se aperfeiçoa ou deforma. O esplendor do caráter e da cultura e o enriquecimento da inteligência radicada no temperamento deixam evidenciado que a personalidade é uma aquisição do próprio esforço. A personalidade de um indivíduo é influenciada e criada de acordo com o ambiente. 4.5.2 Personalidades Desajustadas As palavras "normal" e "anormal" só tem sentido quando são definidas dentro de um dado contexto, ou seja, o que é normal em uma situação social pode ser anormal em outra. Os psicólogos utilizam várias denominações diagnósticas diferentes para interpretar pensamentose atos supostamente anormais. Observa-se que várias anormalidades que se supõe serem devidas basicamente a fatores fisiológicos são denominadas de "psicoses orgânicas". Entre as psicoses orgânicas estão os problemas oriundos de lesão cerebral durante o nascimento, os traumatismos e sensibilidades por doenças como sífilis, pela menopausa, pelo álcool e outras substâncias. Os problemas psíquicos relativamente leves são algumas vezes denominados de "neuroses". Já os problemas psíquicos relativamente graves são quase sempre denominados de "psicoses funcionais". E incluem várias formas de esquizofrenia, mania e depressão grave. Os problemas que se originam principalmente da integração/ambientes são denominadas "sociopatas". Incluem a personalidade anti-social, o desvio sexual, o indivíduo altamente agressivo e criminoso. Todas as formas de comportamento anormal são influenciadas por fatores biológicos, psíquicos e ambientais. 4.5.3 Mecanismo de Defesa w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 18 COLÉGIO LAPA As reações imediatas à frustração (inquietação, destrutividade, apatia, fantasia, regressão) são exemplos de técnicas gerais, adotadas pelas crianças pequenas a fim de resolver os seus problemas. Nos adultos são extremamente individuais e complexas estas modalidades habituais de enfrentar repetidos e contínuos conflitos e frustrações, mas algumas modalidades de ajustamento ocorrem com tanta frequência que foram destacadas e receberam um nome. São denominados mecanismos de defesa, porque protegem o amor próprio e defendem o indivíduo contra a angústia excessiva diante de frustrações contínuas. É possível descrever as finalidades dos mecanismos de defesa de maneira positiva e de maneira negativa. De maneira positiva, procuram manter e aumentar o amor próprio; de maneira negativa, procuram fugir da angústia. Usamos como mecanismos de defesa e racionalização a projeção, a dissociação, a repressão, a substituição, o comportamento compulsivo e a formação de reação. 5 TRABALHO E MEDO 5.1 A Ansiedade e as "Relações de Trabalho" O medo é normalmente definido como uma reação a um perigo presente, real, enquanto a ansiedade surge em antecipação a um perigo ou ameaça real ou irreal. Com relação ao trabalho podemos sentir diferentes formas de ansiedade. Tudo vai depender do indivíduo, do grupo, do trabalho e como são as relações nesse ambiente. Geralmente as pessoas, por um motivo ou outro, ficam ansiosas e até deprimidas. 5.2 As Diferentes Formas de Ansiedade Existe ansiedade em relação ao funcionário que não sabe se vai passar pelo contrato de experiência. Muitas pessoas sentem ansiedade ao saber que vão se submeter às ordens de um chefe do qual não gostam muito. Tem o indivíduo que fica ansioso para saber se o resultado de seu trabalho vai ser satisfatório. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 19 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL Enfim existem "n" tipos e formas de ansiedade, que variam de pessoa para pessoa e de ambiente para ambiente. 5.2.1 Insatisfação e “Conteúdo Significativo da Tarefa” À medida que o indivíduo se sente insatisfeito, ele começa a diminuir a sua produção. A insatisfação varia de pessoa para pessoa. Teria que ser analisado o motivo da insatisfação para resolvê-lo e automaticamente o indivíduo voltar à normalidade nas suas funções. A pessoa insatisfeita está travada, não consegue superar normalmente os desafios que se apresentam. Consequentemente, a tarefa a ser executada, terá um resultado final inferior, ou seja, a qualidade diminuirá. 6 ENERGIA NO GRUPO: TENSÃO E CONFLITO INTERPESSOAL Referência http://ternoechinelo.com.br/category/charges-do-tc/page/11/ 6.1 O Conflito É comum acontecer o conflito entre as pessoas. No momento em que existem mais de uma alternativa para a solução ou a busca de um objetivo, já acontece o conflito. As pessoas são diferentes entre si, pensam de maneira diferente e isso leva a uma divergência de opiniões e atitudes. Para não ficar evidenciada uma frustração, as pessoas devem trabalhar este problema de conflito, ou melhor, saber e poder se relacionar dentro de um grupo que pode pensar e agir de maneira diferente das suas. 6.2 Tensões e Evolução A preocupação com o problema da tensão é um dos fenômenos mais característicos de nossa sociedade. Que é Tensão? Quais as Tensões Nocivas? A tensão ocorre com o acúmulo de preocupações do dia-a-dia. São conflitos emocionais que provocam uma reação de defesa do organismo. As tensões nocivas são aquelas que prejudicam a pessoa fisicamente (problemas cardíacos, hipertensão, úlceras gástricas, etc.) e a diminuição do rendimento e eficiência no trabalho. Podem ser provocadas por: medo de fracasso, desemprego, aposentadoria, etc. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 20 COLÉGIO LAPA 7 OS PROBLEMAS DE RELAÇÕES HUMANAS A nossa vida emocional, em grande parte, se refere às relações do eu com outras pessoas, quando estas são objetos em seu ambiente. Os sentimentos se dirigem para os outros. Esses sentimentos com relação a pessoas, muitas vezes se tornam com o tempo, em predisposições emocionais ou atitudes duradouras. Nas relações humanas notamos as atitudes que estão intrinsecamente evidenciadas em virtude do contato do indivíduo com o resto do grupo. Algumas dificuldades existem e são normais dentro do contexto das relações humanas. 8 A DISTÂNCIA E O CLIMA SOCIAL 8.1 A Saída e a Chegada de um Membro em um Grupo A saída ou a chegada de um membro em um determinado grupo sempre irá provocar uma certa expectativa. A saída geralmente é provocada por desentendimentos no grupo, busca de melhoria pessoal e profissional, aposentadoria, etc. A chegada de um novo membro é que causa a maior expectativa. A sua entrada no grupo pode ser por admissão de novos empregados, por concursos ou simplesmente por contratos de trabalho. Devido a fatores de educação, cultura, tipo de trabalho, existe uma grande distância de um indivíduo para outro. Os grupos são diferentes e nunca se consegue um convívio mais estreito, por causa das diferenças. Exemplificando: um grupo de jovens estudantes de um curso superior, dificilmente (ou nunca) procurará um grupo também de jovens que trabalham como operários em construção. A diferença é tão nítida, que não há o interesse de nenhuma das partes em se aproximar. 8.2 A Rivalidade Existe outro problema que é a rivalidade, principalmente em ambientes de trabalho. Os indivíduos estão sempre competindo, sempre numa disputa para ser o melhor, ou para se tornar chefe ou até para ter uma empresa mais rentável, mais sólida que a do concorrente. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 21 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 8.3 As Limitações da Liberdade A liberdade é um fator muito importante dentro desse contexto de grupo. Aquela velha frase "a nossa liberdade termina onde começa a do outro" é a legítima expressão da verdade. Temos que ter muita responsabilidade para usar a liberdade. 8.4 As Frustrações Outro problema nas relações humanas são as chamadas frustrações. Normalmente existe a frustração que todos nós sentimos e vimos acontecer. Essa frustração muitas vezes acontece por causa de outra pessoa, expectativa com relação à outra pessoa, coisas que dependem dos outros, etc. 8.5 A Pressão do Grupo Muitas vezes uma pessoa tentará pôr um projeto ou uma ideia em prática, mas poderá sofrer a pressão do grupo para desistir da mesma se esta não agradar aos demais membros. Vai depender da persistência e da autoconfiança do mesmo para a continuação ou não de implantar a nova ideia. 9 AS COMUNICAÇÕES 9.1 Comunicações Verbais e Não Verbais A linguagem no processo de socialização é de suma importância. Observa-se que a integração social por meio da linguagemé a mais comum. Pode-se dizer que a comunicação por palavras orais ou escritas é a forma mais complexa de integração social, já que os significados podem ser expressos e interpretados com maior facilidade. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 22 COLÉGIO LAPA A interação social adquire um comportamento verbal através do "enunciado" que pode consistir numa sentença ou seu equivalente na fala informal, em vista de que a estrutura gramatical oral de qualquer língua tende a ser altamente irregular. As linhas de comunicação no trabalho devem estar sempre desimpedidas e deve-se buscar métodos de aperfeiçoá-las, a fim de eliminar ou reduzir a brecha entre os grupos que compõem a empresa. As vantagens de canais de informação, múltiplos e em todas as direções nas empresas, é indiscutível. No entanto, há objeções quanto à conclusão de que todas as pessoas devem estar permanentemente em inteira comunicação umas com as outras. Sequer é certo que um pouco de conflito de vez em quando, seja inconveniente. A formação de "uma grande e feliz família" pode parecer ideal, mas uma análise mais profunda talvez prove ser esta família de fato feliz e, concomitantemente, pareça estagnada de homens que só sabem dizer sim. A função fundamental da comunicação social é aumentar as possibilidades individuais de sobrevivência. Tal função da comunicação manifesta-se inclusive a nível humano. Os seres humanos através da comunicação na sua forma verbal têm alcançado elevado nível de desenvolvimento intelectual. 9.2 Componentes da Comunicação Os componentes essenciais de qualquer canal de comunicação social são: o emissor; a mensagem; a forma; o meio; o destino; o contexto; a finalidade; os efeitos da comunicação. Os estilos de comunicação indicam a maneira como são empregados os elementos da comunicação social. Alguns empregam palavras e gráficos como modelos, outros referem-se às etapas pelas quais passa a mensagem, outros ainda postulam os elementos matemáticos. De modo geral os modelos de comunicação podem ser agrupados em descritivos e explicativos, sendo que os descritivos são os mais utilizados na comunicação face a face. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 23 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 9.3 Barreiras nas Comunicações Nossas percepções são seletivas, não reagimos da mesma forma a todos os estímulos que nos atingem, ao contrário, focalizamos apenas alguns. Como vivemos numa sociedade em que as pessoas estão constantemente tentando mudar nossas atitudes, muitas vezes não percebemos, ou seja, falta a percepção social do que realmente determinada comunicação social quer nos transmitir. Quando temos que votar num candidato político, ou comprar uma nova marca de pasta de dentes, as comunicações que nos são dirigidas têm como objetivo levar-nos a agir de determinada maneira. 9.4 A Natureza da Comunicação A comunicação pode ser de maneira formal ou informal. A formal é aquela que tem a existência reconhecida pela organização. Tem forma padronizada, conteúdo referente ao trabalho ou organização, circulação restrita e pessoa predeterminada e é revestida de desvinculação de intimidade, caracterizando-se pelo tom de respeito e deferência em todos os níveis. Pode ser oral, escrita ou audiovisual. A comunicação informal é aquela que não é prevista pela administração. Não tem formas padronizadas e seu conteúdo nem sempre se relaciona com o seu trabalho. Nesse tipo de comunicação as pessoas não precisam levar em conta formas e tradições; seu conteúdo pode ser escolhido livremente e as informações são transmitidas de umas pessoas para outras por seleção espontânea, com liberdade de expressar sentimentos, emoções e ideias pessoais. 10 OS GESTOS E A LINGUAGEM 10.1 Comportamentos Simbólicos e Não-Simbólicos O comportamento simbólico é aquele em que há necessidade concreta, ativa, visível da reação do organismo. São os mecanismos de luta e fuga, atividade muscular motora, atividade glandular, empalidecimento ou rubor, desmaio, pranto ou riso. São todas respostas concretas, externas e até certo ponto de fácil compreensão e interpretação. No comportamento não simbólico a pessoa procura controlar ou inibir as manifestações simbólicas e passa a usar a linguagem falada. 10.2 O Gesto e a Vida Social As atitudes do indivíduo na vida da sociedade podem marcar um tipo de comunicação. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 24 COLÉGIO LAPA Um gesto simples de cortesia, um sorriso, em muito pode diferenciar a comunicação entre os indivíduos. A maneira de como as pessoas vão expressar-se influirá diretamente na reação do grupo social. 11 ATITUDES E ESTEREÓTIPOS 11.1 O Comportamento Interno 11.2 As Atitudes 11.3 Estereótipos 12 PARTICIPAÇÃO NO GRUPO 12.1 Liderança e Estilos Em qualquer organização, empresarial ou não, sempre haverá a necessidade do líder, para organizar e dar motivação às demais pessoas. Compreende-se como comportamento interno as características hereditárias do indivíduo como simpatia, inteligência, e outros. As atitudes estão muito ligadas com experiências afetivas e muito motivadas, tornaram-se características duradouras da personalidade. Representam uma orientação de aproximação ou afastamento em relação a algum objeto, conceito ou situação. Desde a mais tenra idade, estamos constantemente sujeitos aos mais variados estímulos, que agem simultaneamente sobre o nosso organismo e nossa consciência. Todos esses fatores conjugam-se para formar condicionamentos complexos, que mais tarde influirão nas reações habituais do indivíduo em seus próprios pensamentos e atitudes. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 25 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL A liderança, em parte, é inata e em parte é conquistada. Existem qualidades do líder que são congênitas: a intuição, a simpatia, a sensibilidade, o otimismo, a autoconfiança, e a força misteriosa e secreta de fazer com que os outros possam confiar nele e aderir aos seus ideais ou objetivos. O líder terá também de adquirir qualidades que não nasceram com ele. A experiência; a estratégia a ser usada; a flexibilidade, etc. O líder autêntico possui um objetivo, um ideal. Ele realiza este ideal com a colaboração livre e espontânea dos liderados. Ele não esmaga a personalidade dos outros, mas se apoia sobre a mesma. Muitos lideram como sendo só chefes e não líderes. Existe uma diferença entre líder e chefe. O chefe apenas manda, ordena, faz executar as ordens. Ele cuida e observa se todos cumpriram a tarefa. O chefe é temido. Ele não se preocupa em desenvolver as qualidades daqueles a quem dirige, e o líder a aproveita para o bom desempenho das tarefas. 12.2 10 (dez) Itens que são Característicos da Liderança. De uma maneira geral, independente do estilo a ser usado, poderíamos apresentar: Planejar e definir a política e a maneira de trabalhar; Organizar as atividades dos outros; Delegar autoridade e responsabilidade; Controlar a autoridade e a responsabilidade delegada em termos de resultados; Fiscalizar o andamento geral do trabalho; Expedir ordens e instruções gerais; Interpretar e transmitir diretrizes; Treinar os subordinados principais para o desempenho dos encargos de execução; Coordenar os vários esforços e elementos; Estimular e vitalizar todos os indivíduos que estejam contribuindo com os seus esforços. 12.3 Liderança e Poder O impulso de poder pode exprimir-se na busca pessoal de autonomia; no desejo de tornar-se livre da influência de outras pessoas. O poder é a possibilidade de uma pessoa, dentro de uma relação social, estar em posição de executar sua própria vontade, não obstante haja resistência a ela. Na organização formal, aparece e se define o "poder" como a "extensãopor meio da qual pessoas e grupos podem limitar ou regular os cursos alternativos de ação". A liderança como legitimação da autoridade é ligada ao poder, podendo a mesma liderança declinar ou regular ações. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 26 COLÉGIO LAPA 12.4 A Liderança e o Comportamento do Liderado Cada grupo deve ter um líder e os seus liderados devem ter a sua função certa, a fim de que o grupo tenha condições normais de funcionamento. Caso contrário haverá anarquia. 13 COMO DIRIGIR UM GRUPO DE PESSOAS 13.1 Necessidade da Direção Em qualquer organização empresarial ou não, sempre haverá necessidade de alguém que consigam alcançar os seus objetivos. 13.2 O que é um Líder? Um líder é aquela pessoa que tem a capacidade de conduzir os seus subordinados a atingir um objetivo comum. 13.3 Equilíbrio do Dirigente face ao Ambiente de Trabalho Um bom ambiente de trabalho é essencial para que haja uma boa produtividade e,cabe aodirigente do grupo zelar para que haja entre os componentes do grupo. Ele deve saber ouvir seus subordinados, saber colocá-los no lugar certo, na hora certa, sempre visando o bem estar dos seus subordinados, deve ter o respeito dos seus subordinados, mas nunca o medo deles, ser acessível e deve manter todos unidos para alcançar os objetivos previamente traçados. Nunca deve demonstrar descontrole perante uma situação complicada, deve mostrar equilíbrio emocional para poder exigir que seus subordinados também se mantenham assim. 14 VERIFIQUE SEUS CONHECIMENTOS 1. Dentre as necessidades psicológicas não estão: a) Necessidade de afeição, a necessidade de amor e carinho. b) Necessidade de autoconfiança, decorrente da auto-avaliação de cada indivíduo. c) Necessidade de não competir com irmãos d) Necessidade de participação, a necessidade de fazer parte, de ter contato humano, de participar conjuntamente e) Necessidade de segurança íntima, que leva o indivíduo à sua autodefesa. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 27 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 2. Complete as frases abaixo: a) _____________________é uma espécie de energia que nos impulsiona numa determinada direção, rumo ao alcance de uma meta específica. b) Os grupos que compõem a sociedade não são iguais. Diferem quanto à riqueza, ao poder político, ao status, à _____________________humana e a ________________entre outros aspectos. c) _________________ é a tendência ou inclinação que reúne duas ou mais pessoas d) ____________________ é a pessoa humana, considerada quanto às suas características particulares, físicas e psíquicas. 3. Assinale a alternativa incorreta quanto ao item “motivação de crescimento”: a) Concentre energia. Evite desperdiçar energia fazendo as coisas "de forma picada" ou começando muitos projetos, sem nada concluir. b) Concentre-se nos teus pontos fortes. Ao invés de se deixar bloquear por eventuais pontos fracos, ancore-se no que você tem de melhor. c) Esteja sempre focado na busca de soluções. Use sua energia na busca de soluções ao invés de desperdiçá-la meditando somente sobre problemas. d) Faça tudo com muita boa vontade e prazer. As probabilidades de dar certo aumentam tremendamente quando fazemos tudo com a mente alegre. e) Seja natural. Não seja derrotado pelo "excesso de esforço". Faça o que tem que ser feito e mantenha a tranquilidadeexterior. 4. Os tipos básicos de padrão motivacional no trabalho são os seguintes: a) Sistema instrumental de recompensas gerais. b) Satisfações sociais derivadas de relacionamentos com grupos primários de trabalho. c) Satisfações intrínsecas derivadas do desempenho do papel atribuído ao indivíduo. d) Recompensas instrumentais referentes ao esforço ou desempenho familiar. e) Conformidade às normas do sistema ou obediência às regras da organização. 5. Marque “V” para Verdadeiro e “F” para Falso ( ) A cultura, também, são as tradições e os costumes de um povo, ou de um grupo social. ( ) A personalidade de um indivíduo não é influenciada e criada de acordo com o ambiente ( ) Caráter é o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo que lhe determinam a conduta e a concepção moral ( ) O seu temperamento é a forma com que você se auto-regula, isto é, o seu padrão de comportamento ou atitude característica ( ) Os problemas que se originam principalmente da integração/ambientes são denominadas "sociopartas". w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 28 COLÉGIO LAPA 6. Assinale a incorreta quanto ao item: Os componentes essenciais de qualquer canal de comunicação social são: a) a forma;o contexto; b) a mensagem;o meio; c) o emissor;a finalidade; d) o meio;o destino; e) os defeitos da comunicação. 7. Coloque na ordem numerando de 1 a 10 os itens que são característicos da liderança. ( ) Controlar a autoridade e a responsabilidade delegada em termos de resultados; ( ) Coordenar os vários esforços e elementos; ( ) Delegar autoridade e responsabilidade; ( ) Estimular e vitalizar todos os indivíduos que estejam contribuindo com os seus esforços; ( ) Expedir ordens e instruções gerais; ( ) Fiscalizar o andamento geral do trabalho; ( ) Interpretar e transmitir diretrizes; ( ) Organizar as atividades dos outros; ( ) Planejar e definir a política e a maneira de trabalhar; ( ) Treinar os subordinados principais para o desempenho dos encargos de execução; Respostas: 1) C 2) (a)Motivação, (b) dignidade, educação,(c) simpatia, (d) indivíduo, 3) E 4) D 5) V, F, V, V, F 6) E 7) 4, 9, 3, 10, 6, 5, 7, 2, 1, 8 w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 29 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 15 ÉTICA 15.1 Conceitos de Ética Moral e Ética Profissional 15.2 Objeto da ética O objeto da ética é fazer com que cada um cumpra os princípios que regem conduta de uma determinada profissão, fazer com que cada um proceda com moralidade. 15.3 Problemas Morais e Problemas Éticos Os problemas éticos caracterizam-se pela sua generalidade, e isto, os distingue dos problemas morais da vida cotidiana, que são os que se apresentam nas situações concretas. 15.4 A Ética e outras Ciências Através de seu objeto a ética se relaciona com outras ciências, que sob ângulos diversos, estudam as relações e o comportamento dos homens em sociedade e proporcionam dados e conclusões que contribuem para esclarecer o tipo peculiar de comportamento humano que é a moral. Destacam-se o psicologismo ético, o sociologismo ético, a economia, o direito, etc. Assim, cada homem deve proceder de acordo com princípios éticos. Cada profissão, porém, exige de quem a exerce, além dos princípios éticos comuns a todos os homens, procedimento ético de acordo com a profissão. A ética moral trata da moralidade dos atos humanos, pode-se dizer que é a moral teórica. A ética profissional é o conjunto de princípios que regem a conduta funcional de uma determinada profissão, seria a moral na prática. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 30 COLÉGIO LAPA 15.5 A Essência da Moral A moral se caracteriza pelo conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. 15.6 Moral e Moralidade A moral efetiva compreende, portanto, não somente normas ou regras de ação, mas também, como comportamento, que deve ser, os atos com ela conformes. Ou seja, tanto o conjunto dos princípios, valores e prescrições que os homens, numa dada comunidade, consideram válidos como os atos reais em que aqueles se concretizam ou encarnam. A necessidade de ter sempre presente esta distinção entre o plano puramente normativo, ou ideal, e o fatual, real ou prático, levou autores a propor dois termos para designar respectivamente cada plano:moral e moralidade. A “moral” designaria o conjunto dos princípios, normas, imperativos ou ideias morais de uma época ou de uma sociedade determinada, ao passo que a “moralidade” se referiria ao conjunto de relações efetivas ou atos concretos que adquirem um significado moral com respeito à “moral” vigente. A moral estaria em plano ideal; a moralidade, no plano real. A “moralidade” seria um componente efetivo das relações humanas concretas (entre os indivíduos e a comunidade). Constituiria um tipo específico de comportamento dos homens e, como tal, faria parte da sua existência individual e coletiva. A distinção entre “moral” e “moralidade” corresponde assim àquela que indicamos antes entre o normativo e o fatual e, como esta, não pode ser negligenciada. 15.7 O Individual e o Coletivo na Moral O caráter social da moral implica numa particular relação entre o indivíduo e a comunidade ou entre o individual e o coletivo; ou seja, o indivíduo pode agir moralmente somente em sociedade. A consciência individual é a esfera em que se operam as decisões de caráter moral, mas por estar condicionada socialmente, não pode deixar de refletir uma situação social concreta e, por conseguinte, diferentes indivíduos que, numa mesma época, pertencem ao mesmo grupo social, reagem de maneira análoga. A moral implica sempre, inclusive nas suas formas mais primitivas, numa consciência individual que faz suas ou interioriza as regras de ação que se lhe apresentam com um caráter normativo, ainda que se trate de regras estabelecidas pelo costume. Tanto na maneira como a consciência individual reage, quanto no modo como o pessoal e o coletivo, relacionam-se no comportamento moral, evidenciam-se as influências das relações sociais dominantes. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 31 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 15.8 A Obrigação Moral e a Liberdade Ficou claro que a obrigação moral supõe necessariamente uma livre escolha. Quando esta não pode verificar-se, como acontece nos casos de rígida determinação causal externa ou interna, não é admissível exigir do agente uma obrigação moral, já que não pode cumpri-la. Mas basta a possibilidade de escolher livremente para que se dê tal obrigação. Nem toda liberdade de escolha possui uma significação moral e traz consigo, por si só, uma obrigatoriedade moral. Num dia de descanso, minha escolha entre ir ao cinema ou ficar em casa lendo um romance evidencia minha liberdade de escolha e de atuação num sentido ou no outro, mas esta escolha não se relaciona com uma obrigação moral. A obrigação moral apresenta-se assim como a determinação do meu comportamento, isto é, orientando-o numa certa direção. Mas sou obrigado moralmente só na medida em que sou livre de seguir ou não este caminho, ou seja, na medida em que posso recusar o outro caminho. Neste sentido, a obrigação moral pressupõe necessariamente minha liberdade de escolha, mas supõe, ao mesmo tempo, uma limitação de minha liberdade. Comportando-me moralmente, eu era obrigado por minha promessa, pelo dever de cumpri-la, e, neste sentido, deveria decidir ou de uma maneira ou de outra. Só aparentemente, porque, limitando minha livre escolha, sou eu quem escolhe limitá-la e com isso afirmo a liberdade indispensável para que se possa imputar-se uma obrigação moral. Se esta limitação fosse imposta de fora (como quando se está sob uma coação externa) não existiria tal obrigação moral. Mas sou eu quem livremente escolho, ainda que por dever, isto é, como sujeito moral num sentido e não no outro. Posso escolher não cumprir a promessa, mas neste caso se evidencia que não cumpri com a obrigação moral que livremente tinha assumido e que, usando de minha liberdade, podia também ter cumprido. A obrigação moral, portanto, deve ser assumida livre e internamente pelo sujeito e não imposta de fora. Se acontecer o último caso, estaremos diante de uma obrigação jurídica ou diante de outra pertencente ao trato social. Desta maneira, por conseguinte, somente quando um sujeito conhece uma norma, a interioriza e dispõe da possibilidade de cumpri- la, optando livremente entre várias alternativas, pode-se afirmar que está moralmente obrigado. Portanto, o fator pessoal aqui não pode ser ignorado. Sem ele não é possível falar com propriedade de obrigação moral. Dissemos antes que a obrigação moral supõe uma livre escolha (entre duas ou mais possibilidades: a, b e c...). Agora acrescentamos que, pelo fato de ser obrigado moralmente, não posso escolher qualquer possibilidade. Mas somente a (por exemplo) e não b nem c. Não é paradoxal? w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 32 COLÉGIO LAPA 15.9 Caráter Social da Obrigação Moral O fator pessoal é essencial, como acabamos de mostrar, na obrigação moral. Mas este fator não pode ser separado das relações sociais que se agrupam em cada indivíduo e, portanto, esta obrigação não se pode explicar como algo estritamente individual, pois também possui um caráter social. Por conseguinte, não se pode deixar de sublinhar toda a importância e especificidade do fator pessoal, a interiorização das normas e do dever neles baseado, assim como papel que desempenha a convicção íntima da obrigatoriedade, contanto que nunca se perca de vista, por sua vez, o seu caráter social. 15.10 A Formação da Consciência Moral O problema da obrigatoriedade moral se relaciona estreitamente com o da natureza, da função e do fundamento da consciência moral e, por sua vez, com o da autonomia ou da heteronomia da própria moral. O termo “consciência” pode ser usado em dois sentidos: um geral, o de consciência propriamente dita, e outro específico, o de consciência moral. O primeiro é o que encontramos em expressões como estas: “Pedro perdeu a consciência”, “João não tinha consciência dos graves perigos que o ameaçavam”. O mesmo sentido tem também a expressão “tomar consciência de nossos atos” que equivale a dizer “ser conscientes daquilo que estamos fazendo”. Em todos estes casos, o conhecimento ou o reconhecimento de algo e o ter consciência ou o ser consciente significam compreender algo que está acontecendo, ou também registrar sua existência e situar-se a certa distância do real. Mas a consciência não somente registra ou compreende o que está diante dela de uma maneira efetiva, mas também pode antecipar idealmente na forma de projetos, fins ou planos o que irá acontecer. E, neste sentido, dizemos que “João não tinha consciência dos graves perigos que o ameaçavam”, isto é, não antecipava ou não previa idealmente o que podia acontecer-lhe real e efetivamente. O indivíduo não possui a consciência moral desde o seu nascimento, e nem tampouco se manifesta ela no homem independente de seu desenvolvimento histórico e de sua atividade prática social. Só uma consciência pura, de um ser ideal, não de homens concretos, poderia gozar de uma autonomia absoluta. Mas a consciência, como a moral em geral, pertence a homens reais que se desenvolvem historicamente. Também a consciência moral é um produto histórico-social, está sujeita a um processo de desenvolvimento e de mudança. Por sua vez, como consciência de indivíduos reais que são tais somente em sociedade, é faculdade de julgar e avaliar o comportamento que tem consequência não só para si mesmo, mas para os demais. Somente em sociedade o indivíduo toma consciência daquilo que é permitido ou proibido, do obrigatório e do não obrigatório num sentido moral. O tipo de relações morais vigentes determina, em certa medida, o horizonte em que se move a consciência moral do indivíduo. Existe uma íntima relação entre a consciência e a obrigatoriedade moral. A consciência é sempre compreensão de nossa obrigação moral e avaliação de nosso comportamento de acordo com as normas livres e intimamente aceitas. Ainda que variem os tipos de w w w .c ol eg io la pa.c om .b r 33 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL consciência moral, bem como os seus juízos e apreciações, a consciência traz sempre consigo o recolhimento do caráter normativo e obrigatório do comportamento que chamamos de amoral. Mas é, como já assinalamos, reconhecimento de uma obrigatoriedade que não é imposta de fora, mas que se impõe a si mesma, ainda que esta interioridade não seja absoluta por causa do seu caráter social. 15.11 Condições da Responsabilidade Moral Dado que a realização da moral não é assunto exclusivo dos indivíduos, é necessário examinar as instâncias sociais que influem no seu comportamento moral e contribuem para a realização da moral como empreendimento coletivo. Esta análise, por sua vez, se torna necessária por duas razões: a primeira a que o indivíduo, inserido numa rede de relações sociais (econômicas, políticas e ideológicas), integrado em determinadas estruturas, organizações ou instituições sociais, ou determinado por condições objetivas diversas (econômico-sociais, políticas e espirituais) não pode deixar comportar-se moralmente sem sentir o peso, o limite ou a influência desses fatores sociais. A segunda é que não somente o indivíduo enquanto tal, que age de uma maneira livre, consciente e responsável, se comporta moralmente, mas também os organismos e instituições sociais (família, classes, grupos profissionais, Estado, tribunais, partidos políticos, etc.) mostram no seu comportamento um conteúdo moral, ou fomentando e criando obstáculos a certo comportamento moral dos indivíduos, ou contribuindo objetivamente para que prevaleçam certos princípios, valores das normas morais da comunidade. Temos, pois, três tipos de instâncias ou fatores sociais que contribuem de maneira diversa para a realização da moral: relações econômicas, ou vida econômica da sociedade; estrutura ou organização social e política da sociedade; e estrutura ideológica, ou vida espiritual da sociedade. 15.12 Responsabilidade Moral, Determinação e Liberdade O ato moral implica consciência e liberdade. Mas só pode ser livre e consciente a atividade dos indivíduos concretos. Por isto, em sentido próprio, têm caráter moral somente os atos dos indivíduos enquanto seres conscientes, livres e responsáveis, ou também os atos coletivos, enquanto forem planejados em conjunto e realizados conscientemente em comum por diferentes indivíduos. Assim, portanto o verdadeiro agente moral é o indivíduo como ser social. Disto decorre que a realização da moral a uma tarefa individual, mas, por sua vez, dada a natureza social do indivíduo, não a um assunto meramente individual. Entre outras razões porque os princípios – junto com as normas – que determinam o seu comportamento moral correspondem às necessidades e interesses sociais. Por outro lado, a atividade moral do indivíduo se realiza no quadro de várias condições objetivas, das quais fazem parte os próprios princípios, valores e normas, assim com a superestrutura ideológica, constituída pelas instituições culturais e educativas e pelos meios de comunicação de massa. Mas, na realização da moral, é necessário considerar outras condições objetivas muito importantes, que definem o âmbito das decisões pessoais e que o indivíduo não pode iludir: relações sociais e instituições correlativas. Deixemos de lado, por enquanto, o modo como as diversas formas de vida social (com as suas respectivas instituições) influem na realização da moral e fixemos a nossa atenção no modo como o indivíduo, enquanto tal, participa na realização da moral. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 34 COLÉGIO LAPA 15.13 A Ignorância e a Responsabilidade Moral O modo como o indivíduo age moralmente, ou o seu comportamento moral numa dada situação, não é algo totalmente espontâneo e imprevisto, mas está inscrito como uma possibilidade no seu caráter. Isto é, seu modo de decidir e de agir não é casual, mas corresponde a uma maneira de reagir, até certo ponto constante e estável, diante das coisas e dos outros homens. Isso significa também que, embora não possamos dissociar o comportamento do indivíduo da sua condição de membro da sociedade e tampouco de certas formas genéricas ou sociais de comportamento individual, devemos atribuir-lhe formas particulares e originais e, ao mesmo tempo, relativamente estáveis, de comportar- se, às quais corresponde o seu comportamento moral. Estas formas características mutuamente ligadas entre si, que formam uma totalidade indissolúvel, constituem o caráter de uma pessoa. O caráter não é, pois, algo constitucional ou invariável, mas algo adquirido, modificável e dinâmico. Em seus traços, destaca-se algo que é muito importante do ponto de vista moral: a relação do indivíduo com os outros. Como a moral tende a regular o comportamento dos homens e, do outro lado, realiza-se sempre nos atos individuais que se referem, pelas suas consequências, aos outros, o caráter reveste uma grande importância tanto para a moralização dos indivíduos quanto para a moralização da comunidade. O indivíduo pode adquirir uma série de qualidades morais sob o influxo da educação e da própria vida social. Essas qualidades morais, adquiridas pelo indivíduo, nele presentes como uma disposição caracterológica que se atualiza ou realiza numa situação concreta, tradicionalmente foram designadas com o nome de virtudes. 16 VALORES 16.1 Subjetivismo e Objetivismo Axiológico Ter de escolher supõe, portanto, que preferimos o mais valioso ao menos valioso moralmente ou ao que constitui uma negação de valor de gênero (valor moral negativo ou desvalor). O comportamento moral não só faz parte da nossa vida cotidiana, é um fato Todo ato moral inclui a necessidade de escolher entre vários atos possíveis. Esta escolha deve basear-se, por sua vez, numa preferência. Poderíamos dizer que a é preferível porque se nos apresenta como um comportamento mais digno, mais elevado moralmente ou, em poucas palavras, mais valioso. E, por seguinte, deixamos de lado b e c, porque nos apresentam como atos menos valiosos ou com um valor moral negativo. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 35 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL humano entre outros, mas é valioso, ou seja, tem para nós um valor. Ter um conteúdo axiológico não significa somente que consideramos a conduta boa ou positiva, digna de apreço ou de louvor, do ponto de vista moral, significa também que pode ser má, digna de condenação ou censura, ou negativa do ponto de vista moral. Em ambos os casos, nós a avaliamos ou julgamos como tal em termos axiológicos. 16.2 Valores Morais e Não-Morais Mas antes de examinar em que sentido atribuímos valor moral a um ato humano, é preciso determinar qual o significado que damos às palavras valor e valioso. Podemos falar de coisas valiosas e de atos humanos valiosos. Para nós é valioso um ato moral, mas também o são, num ou outro sentido, os atos políticos, jurídicos e econômicos etc. Também o são os objetos da natureza (uma porção de terra, uma árvore, um mineral, etc.); os objetos produzidos ou fabricados pelo homem (uma cadeira, uma máquina) e, em geral os diversos produtos humanos (uma obra de arte, um código de justiça, um tratado de zoologia, etc.). Assim, pois, tanto as coisas que o homem não criou, como os atos humanos ou os produtos da atividade humana têm um valor para nós. Mas o que significa ter um valor ou ser valioso para nós? Antes, porém, de esclarecer estas questões, é necessário determinar em primeiro lugar, a natureza do valor. Quando falamos em valores, temos presente a utilidade, a bondade, a beleza, a justiça, etc., assim como os respectivos polos negativos: inutilidade, maldade, fealdade, injustiça, etc Aqui nos interessa o valor com respeito à conduta humana e, particularmente, à conduta moral. 17 ÉTICA E COMUNICAÇÃO 17.1 Princípios Éticos � São princípios que terão que ser respeitadosdentro das condutas humanas, levando-se em conta o comportamento moral dos indivíduos. � Se fôssemos citar valores, teríamos uma lista enorme. E em cada situação que se apresenta existe um procedimento ético de acordo. � De uma maneira geral, o indivíduo terá de agir de acordo com a sua consciência. Sempre com muito respeito pelos outros, mas com muita responsabilidade também. A liberdade é muito importante. O indivíduo tem que tomar as decisões sem estar preso a alguém, por algum motivo. Sua escolha, ou decisão tem que ser a mais correta possível, dentro de um principio moral. 17.2 Liberdade e Comportamento Quando começamos a pensar em diretriz de conduta, ética, recebemos a poderosa escolta da liberdade. 17.3 A Coação Interna e Externa � A responsabilidade moral exige a ausência de coação externa e interna ou, então a possibilidade de resistir-lhe em maior ou menor grau. Pressupõe, por conseguinte, w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 36 COLÉGIO LAPA que o agente aja não como resultado de uma coação irresistível, que não deixa ao sujeito opção alguma para agir de outra maneira, mas como consequências da decisão de agir como queria agir quando poderia ter agido de outra maneira. A responsabilidade moral pressupõe, portanto a possibilidade de decidir e agir vencendo a coação externa ou interna. Mas, se o homem pode resistir, dentro de certos limites, a coação e, neste sentido, é livre, isso não quer dizer que o problema da responsabilidade moral nas suas relações com a liberdade tenha ficado inteiramente esclarecido, pois, embora o homem possa agir livremente na falta de uma coação externa ou interna, encontra-se sempre sujeito, ainda quando não está submetido à coação, causas que determinam a sua ação. E se o nosso comportamento está de tal maneira determinado, em que sentido podemos então afirmar que somos moralmente responsáveis pelos nossos atos? De um lado, a responsabilidade moral exige a possibilidade de decidir e agir livremente e, de outro, formamos parte de um mundo casualmente determinado. Como podem ser compatíveis, por sermos habitantes deste mundo, a determinação de nosso comportamento e a liberdade de nossa vontade? Somente há responsabilidade moral se existe liberdade. Até que ponto, então, pode-se afirmar que o homem é moralmente responsável de seus atos, se estes não podem ser determinados? � Vemos assim que o problema da responsabilidade moral depende, para sua solução, do problema das relações entre necessidade e liberdade, ou, mais concretamente, das relações entre determinação casual do comportamento humano e liberdade da vontade. � É, pois, inevitável que tenhamos de abordar este velho problema ético, no qual encontramos duas posições diametralmente opostas e uma tentativa de superação dialética das duas. 17.4 Conclusão � A liberdade da vontade dos indivíduos, considerados sempre como seres sociais, se nos apresenta com os traços fundamentais da liberdade em geral, que indicamos anteriormente com relação à necessidade. � Como liberdade de escolha, decisão e ação, a livre vontade acarreta, em primeiro lugar, uma consciência das possibilidades de agir numa ou noutra direção. Contém também uma consciência dos fins ou das consequências do ato de que se pretende realizar. Em ambos os casos, é necessário um conhecimento da necessidade que escapa à vontade: a situação em que o ato moral se efetua, as condições e os meios de sua realização, etc. Acarreta também certa consciência dos motivos que impelem agir, pois de outro modo se agiria, de uma maneira imediata e irrefletida. � É certo que, no terreno moral, a liberdade traz consigo uma determinação do sujeito quando enfrenta as várias formas de comportamento possível, e que precisamente ao auto-determinar-se é que se decide pela forma que considera justa ou mais adequada moralmente. Mas esta autodeterminação não se pode entender como uma ruptura da conexão causal à margem das determinações que provêm de fora. � Liberdade da vontade não significa, de modo algum, algo inacusado ou um tipo de causa que influiria na conexão causal sem ser, por sua vez, causada. Livre não é compatível, como já sublinhamos, com “coação”, quando esta se apresenta como uma força externa ou interna que anula a vontade. O homem é livre de decidir e agir, sem que a sua decisão e a sua ação deixem de ser causada. Mas o grau de w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 37 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL liberdade está, por sua vez, determinado histórica e socialmente, pois se decide e se age numa determinada sociedade, que oferece aos indivíduos determinadas faltas de comportamento e de possibilidades de ação. � Em conclusão, vemos que a responsabilidade moral pressupõe necessariamente certo grau de liberdade, mas esta, por sua vez implica também inevitavelmente a necessidade causal. Responsabilidade moral, liberdade e necessidade estão, portanto, entrelaçadas indissoluvelmente no ato moral. 17.5 Conquista Individual e Coletiva A liberdade que desfrutamos como cidadãos têm sido a nossa mais valiosa conquista. Ela nos permite sermos e tornarmos quem somos, abrangendo o mais amplo leque de personificação possível. A liberdade que usufruímos induz a conduzirmos o chamado nos mesmos. Cada indivíduo, a seu modo, com seu jeito e no seu tempo é seu único adepto e seu próprio mentor. A responsabilidade pessoal pelos atos que pratica está condito num sistema de valores. Valor é ética. O indivíduo, dentro de um contexto geral, terá que saber usar sua liberdade, dentro de um parâmetro de conduta (ética), afim de que possa ter condições de produzir, de se relacionar com as demais pessoas. Terá que se adaptar à sociedade, sem perder o seu “eu”. 18 ÉTICA PROFISSIONAL 18.1 Ética Profissional e Deontologia Sabemos que deontologia é o estudo dos princípios, fundamentos e sistemas de moral. 18.1.1 Importância da Ética em Face das Profissões Abaixo veremos conceitos e explicações sobre a moral,a moralidade, e implicitamente a sua aplicação na parte profissional. Partindo do fato da moral, isto é, da existência de uma série de morais concreta, que se sucederam historicamente, podemos tentar dar uma definição da moral válida para todas. Esta definição não pode abranger absolutamente todos os elementos específicos de cada uma, dessas morais históricas, nem refletir toda riqueza da vida moral, deve procurar os elementos essenciais que permitam distingui-la de outras formas de comportamento humano. A definição que propomos como ponto de partida é a seguinte: a moral é o conjunto de normas, aceitas livre e conscientemente, que regulam o comportamento individual e social dos homens. Já nesta definição vemos que, de um lado, se w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 38 COLÉGIO LAPA fala de normas, e, de outro, de comportamento. Ou, mais explicitamente, encontramos na moral dois planos: o normativo, constituído pelas normas ou regras de ação pelos imperativos que enunciam algo que deve ser e o fatual, ou plano dos fatos morais, constituídos por certos atos humanos que se realizam efetivamente, isto é, que são independentemente de como pensemos que deveriam ser. O normativo e o fatual não coincidem; todavia, como já assinalamos, encontram-se numa relação mútua; o normativo exige ser realizado e, por isso, orienta-se no sentido do fatual; o realizado (o fatual) só ganha significado moral na medida em que pode ser referido (positiva ou negativamente) a uma norma. Não há normas que sejam indiferentes à sua realização; nem há, tampouco, fatos na esfera moral (ou da realização moral) que não se vinculem com normas. Assim, portanto, o normativo e o fatual no terreno moral (a norma e o fato) são dois planos que podem ser distinguidos, mas não completamente separados. A moral efetiva compreende, portanto, não somente normas ou regras de ação, mas também, como comportamento quedeve ser, os atos com ela conformes. Ou seja, tanto o conjunto dos princípios, valores e prescrições que os homens, numa dada comunidade, consideram válidos como os ato reais em que aqueles se concretizam ou encarnam. A necessidade de ter sempre presente esta distinção entre o plano puramente normativo, ou ideal, e o fatual, real ou prático, levou autores a propor dois termos para designar respectivamente cada plano: moral e moralidade. A “moral” designaria o conjunto dos princípios, normas, imperativos ou ideais morais de uma época ou de uma sociedade determinadas, ao passo que a “moralidade” se referiria ao conjunto de relações efetivas ou atos concretos que adquirem um significado moral com respeito à “moral” vigente. A moral estaria em plano ideal: a moralidade, no plano real. A “moralidade” seria um componente efetivo das relações humanas concretas (entre os indivíduos e a comunidade). Constituiria um tipo específico de comportamento dos homens e, como tal, faria parte da sua existência individual e coletiva. A distinção entre “moral” e “moralidade” corresponde assim àquela que indicamos entre o normativo e o fatual e, como esta, não pode ser negligenciada. 18.2 Capacitação Técnico-Científica Dentro da atividade de transações imobiliárias, espera-se mais que um indivíduo apenas tentando vender um imóvel. Há a necessidade de uma preparação do técnico em diferentes áreas. Isto se deve a diferenciação que será notada de profissional para profissional. Quanto mais capacitado, quanto mais conhecimento o profissional tiver sobre diferentes áreas, maior será o seu desempenho na sua atividade. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 39 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL 19 FORMAÇÃO ÉTICA DOS PROFISSIONAIS 19.1 O Posicionamento Ético A ética é normalmente empregada como sendo: moral. Trata da moralidade dos atos humanos. A ética profissional é a moral prática e se aplica a uma atividade particular da pessoa: a profissão. O corretor não só deve cumprir os ditames legais que regem a profissão, como também devem prestar obediência aos princípios que regem a conduta humana e profissional. 19.2 Código de Ética Profissional dos Corretores de Imóveis O Conselho Federal de Corretores de Imóveis através da Resolução COFECI n° 326/92 aprovou o código de Ética Profissional dos Corretores de Imóveis. 19.3 Resolução COFECI n° 326/92 Art. 1º - Este Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pela qual deve-se conduzir o Corretor de Imóveis, quando no exercício profissional. Art. 2º - Os deveres do Corretor de Imóveis compreendem, além da defesa do interesse que lhe é confiado, o zelo do prestigio de sua classe e o aperfeiçoamento das transações imobiliárias. Art. 3º - Cumpre ao Corretor de Imóveis, em relação ao exercício da profissão, à classe e aos colegas: I. considerar a profissão como alto título de honra e não praticar nem permitir prática de atos que comprometam a sua dignidade; II. prestigiar entidades de classe, contribuindo sempre que solicitado, para o sucesso de suas iniciativas em proveito da profissão, dos profissionais da coletividade; III. manter constante contato com o Conselho Regional respectivo, procurando aprimorar o trabalho desse órgão; IV. zelar pela existência, fins e prestígio dos Conselhos Federal e Regionais, aceitando mandatos e encargos que lhes forem confiados e cooperar com os que forem investidos em tais mandatos e encargos; V. observar os postulados impostos por este Código, exercendo seu mister com dignidade; VI. exercer a profissão com zelo, discrição, lealdade e probidade, observando as prescrições legais e regulamentares; VII. defender os direitos e prerrogativas profissionais e a reputação da classe; VIII. zelar pela própria reputação mesmo fora do exercício profissional; IX. auxiliar a fiscalização do exercício profissional, cuidando do cumprimento deste Código, comunicando, com descrição e fundamentadamente, aos órgãos competentes, as infrações de que tiver ciência; X. não se referir desairosamente sobre seus colegas; XI. relacionar-se com os colegas, dentro dos princípios de consideração, respeito e solidariedade, em consonância com os preceitos da harmonia da classe; w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 40 COLÉGIO LAPA XII. colocar-se a par da legislação vigente e procurar difundi-la a fim de que seja prestigiado e definido o legítimo exercício da profissão. Art. 4º - Cumpre ao Corretor de Imóveis, em relação aos clientes: I. inteirar-se de todas as circunstâncias do negócio, antes de oferecê-lo; II. apresentar, ao oferecer um negócio, dados rigorosamente certos, nunca omitindo detalhes que depreciem, informando o cliente dos riscos e demais circunstâncias que possam comprometer o negócio; III. recusar a transação que saiba ilegal, injusta ou imoral; IV. comunicar, imediatamente, ao cliente o recebimento de valores ou documentos a ele destinados; V. prestar ao cliente, quando este as solicite ou logo que concluído o negócio, contas pormenorizadas; VI. zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica do negócio, reservando ao cliente a decisão do que lhe interessar pessoalmente; VII. restituir ao cliente os papéis de que não mais necessite; VIII. dar recibo das quantias que o cliente lhe pague ou entregue a qualquer título; IX. contratar, por escrito e previamente, a prestação dos serviços profissionais; X. receber, somente de uma única parte, comissões ou compensações pelo mesmo serviço prestado, salvo se, para proceder de modo diverso, tiver havido consentimento de todos os interessados, ou for praxe usual na jurisdição. Art. 5º - O Corretor de Imóveis responde civil e penalmente por atos profissionais danosos ao cliente, a que tenha dado causa por imperícia, imprudência, negligência ou infrações éticas. Art.6º - É vedado ao Corretor de Imóveis; I. aceitar tarefas para as quais não esteja preparado ou que não se ajustem às disposições vigentes, ou ainda, que possam prestar-se a fraude; II. manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos em lei e em Resoluções; III. promover a intermediação com cobrança de “over-price”; IV. locupletar-se, por qualquer forma, a custa do cliente; V. receber comissões em desacordo com a Tabela aprovada ou vantagens que não correspondam a serviços efetiva ou licitamente prestados; VI. angariar, direta ou indiretamente, serviços de qualquer natureza, com prejuízo moral ou material, ou desprestígio para outro profissional ou para a classe; VII. desviar, por qualquer modo, cliente de outro Corretor de Imóveis; VIII. deixar de atender às notificações para esclarecimento à fiscalização ou intimações para instrução de processos; IX. acumpliciar-se, por qualquer forma, com os que exercem ilegalmente atividades de transações imobiliárias; X. praticar quaisquer atos de concorrência desleal aos colegas; XI. promover transações imobiliárias contra disposição literal da lei; w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 41 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL XII. abandonar os negócios confiados, sem motivo justo e prévia ciência do cliente; XIII. solicitar ou receber do cliente qualquer favor em troca de concessões ilícitas; XIV. deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou autoridade dos Conselhos, em matéria de competência destes; XV. aceitar incumbência de transação que esteja entregue a outro Corretor de Imóveis, sem dar-lhe prévio conhecimento, por escrito; XVI. aceitar incumbência de transação sem contratar com o Corretor de Imóveis, com quem tenha de colaborar ou substituir; XVII. anunciar capciosamente; XVIII. reter em suas mãos negócio, quando não tiver probabilidade de realizá-lo; XIX. utilizar sua posição para obtenção de vantagens pessoais, quando no exercício de cargoou função em órgãos ou entidades de classe; XX. receber sinal dos negócios que lhe forem confiados, caso não esteja expressamente autorizado para tanto. Art. 7º - Compete ao CRECI, em cuja jurisdição se encontrar inscrito o Corretor de Imóveis, a apuração das faltas que cometer contra este Código, e a aplicação das penalidades previstas na legislação em vigor. Art.8º - Comete grave transgressão ética o Corretor de Imóveis que desatender os preceitos dos artigos 3º, I, V, VI e IX; 4º , II, III, IV, V, VII, VIII, IX e X; 6º, I, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIX e XX, e transgressão de natureza leve o que desatender os demais preceitos deste Código. Art. 9º - As regras deste Código obrigam aos profissionais inscritos nos Conselhos Regionais. Art. 10º- As Diretorias dos Conselhos Federal e Regionais promoverão a ampla divulgação deste Código de Ética. Brasília-DF, 25 de junho de 1992 WALDYR FRANCISCO LUCIANO Presidente w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 42 COLÉGIO LAPA 20 SÍNTESE DO CONTEÚDO Chegamos ao final dessa unidade, considere se preparado para utilizar o estudo sobre a Teoria das Relações Humanas em sua atividade profissional. Sua origem foi na segunda década do século XX (1927), em um período marcado pela recessão econômica, inflação, elevada taxa de desemprego e de grande atividade dos sindicatos. O princípio base da Teoria das Relações Humanas é de que o homem tem necessidades sociais, deseja relacionamentos recompensátorios no local de trabalho e responde mais às pressões de grupo do que à autoridade dos superiores e ao controlo administrativo, constitui assim, uma das principais contribuições para a gestão. Essa teoria criou novas perspectivas para a administração, visto que buscavam conhecer as atividades e sentimentos dos trabalhadores e estudar a formação dos grupos. O ser humano não podia ser reduzido a um ser cujo comportamento era simples e mecânico. O homem é ao mesmo tempo, guiado pelo sistema social e pelas demandas de ordem biológica.Todos os homens possuem necessidades de segurança, afeto, aprovação social, prestígio, e auto-realização. A ética moral trata da moralidade dos atos humanos, pode-se dizer que é a moral teórica. A ética profissional é o conjunto de princípios que regem a conduta funcional de uma determinada profissão, seria a moral na prática. Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado. 21 VERIFIQUE SEUS CONHECIMENTOS 1 . Complete as frases abaixo: a) A ___________________________é o conjunto de princípios que regem a conduta funcional de uma determinada profissão, seria a moral na prática. b) O _____________________da ética é fazer com que cada um cumpra os princípios que regem conduta de uma determinada profissão, fazer com que cada um proceda com _____________________. c) Os problemas éticos caracterizam-se pela sua _________________________. d) A _____________________se caracteriza pelo conjunto de regras de conduta consideradas como válidas. e) A necessidade de ter sempre presente esta distinção entre o plano puramente normativo, ou ideal, e o fatual, real ou prático, levou autores a propor dois termos para designar respectivamente cada plano:_________________________. 2.Marque “V” para Verdadeiro e “F” para Falso (Cumpre ao Corretor de Imóveis) ( ) auxiliar a fiscalização do exercício profissional. ( ) colocar-se à parte da legislação vigente, mas não deve difundi-la. ( ) considerar a profissão como alto título de honra. ( ) defender os direitos e prerrogativas profissionais e a reputação da classe. ( ) exercer a profissão com zelo, discrição, lealdade e improbidade. ( ) manter constante contato com o Conselho Regional respectivo, procurando aprimorar o trabalho desse órgão. w w w .c ol eg io la pa .c om .b r 43 RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA PROFISSIONAL ( ) não se referir desairosamente sobre seus colegas. ( ) observar os postulados impostos por este Código, exercendo seu mister com dignidade. ( ) prestigiar entidades de classe. ( ) relacionar-se com os colegas, dentro dos princípios de consideração, respeito e solidariedade, em dissonância com os preceitos da harmonia da classe. ( ) zelar pela própria reputação mesmo fora do exercício profissional. 3. Assinale as alternativas incorretas quanto ao item “é vedado ao corretor...”: a) abandonar os negócios confiados, com motivo justo e prévia ciência do cliente. b) aceitar incumbência de transação que esteja entregue a outro Corretor de Imóveis, sem dar-lhe prévio conhecimento, por escrito. c) aceitar incumbência de transação sem contratar com o Corretor de Imóveis, com quem tenha de colaborar ou substituir. d) aceitar tarefas para as quais não esteja preparado. e) acumpliciar-se, por qualquer forma, com os que exercem ilegalmente atividades de transações imobiliárias. f) angariar, direta ou indiretamente, serviços de qualquer natureza, com prejuízo moral para outro profissional ou para a classe. g) anunciar capciosamente. h) deixar de atender intimações para instrução de processos. i) cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou autoridade dos Conselhos, em matéria de competência destes. j) desviar, por qualquer modo, cliente de outro Corretor de Imóveis. k) locupletar-se, por qualquer forma, a custa do cliente. l) manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos em lei e em Resoluções. m) praticar quaisquer atos de concorrência desleal aos colegas. n) promover a intermediação com cobrança de “over-price”. o) promover transações imobiliárias com disposição literal da lei. p) receber comissões de acordo com a Tabela aprovada ou vantagens que correspondam a serviços efetiva ou licitamente prestados. q) receber sinal dos negócios que lhe forem confiados, caso não esteja expressamente autorizado para tanto. r) reter em suas mãos negócio, quando tiver probabilidade de realizá-lo. s) solicitar ou receber do cliente qualquer favor em troca de concessões ilícitas. t) utilizar sua posição para obtenção de vantagens pessoais, quando no exercício de cargo ou função em órgãos ou entidades de classe. Respostas: 1) (a) ética profissional, (b) objeto, moralidade, (c) generalidade, (d) moral, (e) moral e moralidade, 2) V, F, V, V, F, V, V, V, V , F, V 3) A, I, O, P, R