Logo Passei Direto
Buscar

CENTRO UNIVERSITÁRIO FACUNICAMPS

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CENTRO UNIVERSITÁRIO FACUNICAMPS
AMANDA
ANA LETÍCIA
ANDRIANE RIBEIRO DA SILVA
CLÉSIO
DENIZE PEREIRA CARDOSO
FELÍCIA MARTINS SANTOS
GIULIA
JOELMA
KAREM
LEIDIARA
LORENA BRITO NAVAS
SANDYLA
 
 
 
 OBESIDADE 
 GOIÂNIA- GO 
 2022
AMANDA
ANA LETÍCIA
ANDRIANE RIBEIRO DA SILVA
CLÉSIO
DENIZE PEREIRA CARDOSO
FELÍCIA MARTINS SANTOS
GIULIA
JOELMA
KAREM
LEIDIARA
LORENA BRITO NAVAS
SANDYLA
OBESIDADE 
 Trabalho apresentado a professora Jaqueline Rodrigues Stefanini, para composição de nota de N1,na matéria de SAE do adulto e idoso. 
GOIÂNIA 
2022
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO----------------------------------------------------------------------------------------------------------
CONCEITO-----------------------------------------------------------------------------------------------------------02
CAUSAS---------------------------------------------------------------------------------------------------------------03
SINAIS E SINTOMAS-----------------------------------------------------------------------------------------------04
TIPOS/CLASSIFICAÇÃO--------------------------------------------------------------------------------------------05
DIAGNÓSTICOS-----------------------------------------------------------------------------------------------------06
PREVALÊNCIA-------------------------------------------------------------------------------------------------------07
TRATAMENTO-------------------------------------------------------------------------------------------------------08
ENFERMEIRO DA PREVENÇÃO-----------------------------------------------------------------------------------09
ENFERMEIRO DO CUIDADO --------------------------------------------------------------------------------------10
TRATAMENTO --------------------------------------------------------------------------------------------------------11
CASO CLINICO --------------------------------------------------------------------------------------------------------12
REFERÊNCIAS---------------------------------------------------------------------------------------------------------13
Introdução
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é o excesso de gordura corporal, em quantidade que determine prejuízos à saúde. Classicamente, uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m² e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m².
Segundo dados do Ministério da Saúde (2020), houve um aumento de 72% na incidência da obesidade no período entre 2006 e 2019, que passou de 11,8% para 20,3%. Isso significa que dois a cada dez brasileiros estão obesos. O maior percentual está entre as mulheres (21%) e aumenta conforme a idade: para os jovens de 18 a 24 anos é de 87% e entre adultos com 65 anos e mais, alcança o patamar de 20,9% .
Tendo em vista o aumento da obesidade no brasil e no mundo, cabe aos profissionais da saúde, principalmente os enfermeiros , estimular a participação comunitária para ações que visem à melhoria da qualidade de vida da comunidade, realizar ações de promoção de saúde, orientação de alimentação saudável e prevenção do excesso de peso, realizar ações de vigilância nutricional, acompanhar as ações dos auxiliares de enfermagem e dos agentes comunitários, realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares, aferir os dados antropométricos e peso e altura, avaliar os casos de riscos e quando for necessário buscar o apoio especializado, utilizar o serviço de nutrição, o clínico ou outros profissionais. Os usuários com sobrepeso (IMC entre 25,0 e 29,9 Kg/m 2) associado à co-morbidade (diabetes mellitus) ou que apresentem obesidade IMC maior que 30 Kg/m2, devem ter consulta com nutricionista para acompanhamento nutricional. Acompanhar o controle dos agravos à saúde associados, apartir da contra-referência, participar e coordenar atividades de educação permanente no âmbito da saúde e nutrição, sob a forma da co-participação, acompanhamento supervisionado, discussão de caso e demais metodologias da aprendizagem em serviço, e participar das reuniões de equipe de planejamento e de avaliação.
Palavras chaves: excesso de peso, promoção de saúde, prevenção, enfermagem.
02.Conceito
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é o excesso de gordura corporal, em quantidade que determine prejuízos à saúde. Classicamente, uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m² e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m² (BRASIL, 2020). Segundo dados do Ministério da Saúde (2020), houve um aumento de 72% na incidência da obesidade no período entre 2006 e 2019, que passou de 11,8% para 20,3%. Isso significa que dois a cada dez brasileiros estão obesos. O maior percentual está entre as mulheres (21%) e aumenta conforme a idade: para os jovens de 18 a 24 anos é de 87% e entre adultos com 65 anos e mais, alcança o patamar de 20,9% (BRASIL, 2020).
03.Causas
São vários fatores que resultam da interação de fatores genéticos, ambientais e emocionais e também de estilo de vida;
Ingestão excessiva de alimentos -Os hábitos de vida contemporânea favorecem o consumo exagerado de alimentos de alto valor calórico, mas com pobre qualidade nutricional. Essa ingestão excessiva também pode ser desencadeada por transtornos de compulsão alimentar.
Falta de atividade física - O sedentarismo é outra causa indutora da obesidade. É necessário tentar incluir atividades físicas regulares na rotina diária. O gasto energético vem diminuindo com os confortos da vida moderna, como controles remotos de TV, elevadores, automóveis, escadas rolantes etc.
Tendência genética - Pesquisas mostram a relação entre herança genética e obesidade. Normalmente, os pais com peso normal têm, em média, 10% dos filhos obesos. Quando apenas um é obeso, 50% dos filhos certamente também serão. E, quando ambos são obesos, esse número pode subir para 80%.
Problemas hormonais - Alterações nas funções das glândulas tireoide, suprarrenais e da região do hipotálamo também podem provocar a obesidade.
04. Sinais e Sintomas
O excesso de gordura tem efeitos negativos sobre todo o corpo, causando sinais e sintomas desconfortáveis, como:
Falta de ar e dificuldades respiratórias, devido à pressão do peso abdominal sobre os pulmões;
Dores no corpo, principalmente nas costas, pernas, joelhos e ombros, devido ao excesso de esforço que o corpo faz para suportar o peso;
Dificuldade para fazer esforços ou caminhadas, devido ao excesso de peso e descondicionamento do corpo;
Dermatites e infecções fúngicas, devido ao acúmulo de suor e sujeira nas dobras do corpo;
Manchas escuras na pele, principalmente pescoço, axilas e virilhas, uma reação causada pela resistência insulínica, ou pré-diabetes, chamada de acantose nigricans;
Impotência e infertilidade, devido a alterações hormonais e dificuldades para o fluxo sanguíneo nos vasos;
Roncos noturnos e apnéia do sono, pelo acúmulo gordura no pescoço e vias respiratórias;
Maior tendência a varizes e úlceras venosas, devido a alterações nos vasos e circulação sanguínea;
Ansiedade e depressão, devido a insatisfações com a imagem corporal e compulsão alimentar.
05.Tipos de obesidade
Além de ser classificada de acordo com o peso, a obesidade também varia de acordo com a localização e distribuição da gordura pelo corpo:
Abdominal: é quando a gordura se deposita principalmente no abdômen e na região da cintura. Esse tipo de obesidade está associada a um grande risco de adquirir doenças cardiovasculares como colesterol alto, doenças do coração, infarto, diabetes,inflamações e trombose.
Periférica: mais comum em mulheres, a gordura fica localizada na região das coxas, quadris e nádegas. Esse tipo de obesidade está associada a insuficiência venosa e varizes, e osteoartrite nos joelhos, além de aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes.
Obesidade homogênea: Neste caso, não há uma predominância da gordura em uma área localizada, pois o excesso de peso está distribuído pelo corpo. Isto pode ser perigoso, pois a pessoa pode se descuidar por não haver um grande impacto na aparência física, como nos outros tipos.
06. DIAGNÓSTICO
O excesso de peso pode ser verificado por meio do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele consiste na divisão do peso (em Kg) da pessoa pela sua altura (em metros). Depois eleva-se esse valor obtido ao quadrado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando esse resultado está entre 18,5 e 24,9 kg/m2, a pessoa está no seu peso normal. Se o valor for entre 25,0 e 29,9 kg/m2, existe o sobrepeso. Quando for acima desse valor, detecta-se que a pessoa está obesa. 
Além do IMC, outros fatores podem ser analisados para certificar o diagnóstico de obesidade. Por exemplo, o histórico familiar, a evolução do peso, hábitos alimentares, o índice de gordura no corpo (medidos pelos exames de densitometria de corpo total e bioimpedânciometria) e alguns outros exames clínicos e de sangue. Um check-up tradicional e um exame de sangue podem auferir se há um desequilíbrio da tensão arterial e dos níveis sanguíneos de lípidos. E se esses índices estão elevados, pode ser sinal de obesidade. Outros exames também podem ser solicitados, uma vez que a obesidade aumenta o risco de desenvolver outras doenças, como a diabetes tipo 2 e problemas no fígado. Por meio do monitoramento constante da saúde do corpo é possível buscar o tratamento mais adequado para a obesidade, quando detectada.
07. Consequências 
A obesidade é uma doença que tem se alastrado em todo o planeta. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), pelo menos 2,3 bilhões de pessoas ao redor do mundo estão obesas ou com sobrepeso.
Entre outros motivos para essa epidemia estão os hábitos alimentares ruins e o sedentarismo. As consequências da obesidade levam ao aparecimento de inúmeras doenças, por isso é importante realizar atividades físicas e ter uma alimentação saudável como forma de prevenção.
as principais consequências da obesidade estão o aparecimento de doenças. Isso acontece, pois o excesso de peso causa processos inflamatórios em diferentes regiões do corpo, sobrecarga ou acúmulo de gordura nas artérias (infarto) e colesterol nos vasos sanguíneos (AVC), sem contar os efeitos psicológicos. As doenças relacionadas à obesidade são:
Cardiopatias (arritmia, infarto);
Doenças cardiovasculares (Hipertensão, AVC) 
Diabetes tipo 2;
Aparecimento de câncer (intestino, mama, endométrio);
Doenças nos músculos e ossos por sobrecarga de peso;
Doenças respiratórias como apnéia e asma;
Depressão e ansiedade.
08. Prevalência
A prevalência de excesso de peso aumentou de 42,6% em 2006 para 55,4% em 2019 (2,05%/ano). Em homens acima de 25 anos, as prevalências foram maiores que 40,0%; a partir dos 35 anos de idade, observaram-se maiores prevalências entre os de maior escolaridade. Os maiores incrementos médios ocorreram entre os mais jovens (18-24 anos), com até 8 anos de estudo (de 21,0% em 2006 para 35,8% em 2019; 3,17%/ano) e com 12 anos ou mais de estudo (de 32,6% em 2006 para 41,5% em 2019; 2,24%/ano). Entre aqueles de maior escolaridade (≥12 anos), menores incrementos ocorreram a partir dos 45 anos de idade, comparados com os mais jovens (18-24 anos).
Entre as mulheres, aquelas com idade acima de 45 anos apresentaram, na maioria dos anos, prevalências de excesso de peso maiores que 50,0%. Maiores prevalências, em todas as faixas de idade, foram verificadas naquelas com menor escolaridade. Mulheres com 18-24 anos de idade, com 12 anos ou mais de estudo, apresentaram maior incremento no período (de 9,0% em 2006 para 27,5% em 2019; 6,81%/ano), comparadas àquelas de mesma escolaridade, acima de 35 anos de idade.
A prevalência de obesidade cresceu de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019: um incremento de 3,8%/ano. Menores prevalências de obesidade entre homens foram verificadas nos mais jovens, de 18 a 24 anos. Comparando-se todos os estratos, não se observaram diferenças nos incrementos médios.
09. TRATAMENTO DA OBESIDADE
O tratamento da obesidade pode ser feito com dieta para emagrecer e com a prática regular de exercícios físicos, ou até mesmo com uso de remédios indicados pelo médico para ajudar a reduzir o apetite e a compulsão alimentar, ou, em alguns casos, a cirurgia bariátrica, pois diminui a área de absorção dos alimentos pelo trato gastrointestinal, o que leva à perda de peso.
O principal objetivo desses tratamentos é atingir e manter o peso saudável, evitando o desenvolvimento de complicações relacionadas à obesidade como diabetes, pressão alta, colesterol alto, refluxo gastroesofágico ou osteoartrite, e até impotência ou infertilidade, por exemplo.
O tratamento da obesidade deve ser realizado por um endocrinologista ou nutrólogo e por uma equipe multidisciplinar contendo nutricionista, bariatra e educador físico, pois geralmente é necessário mais de um tipo de tratamento. Além disso, é importante fazer acompanhamento com um psicólogo para identificar comportamentos que possam estar causando compulsão alimentar ou para ajudar a não desistir do tratamento.
Os principais tratamentos para obesidade indicados são:
1. Mudanças na dieta
O primeiro passo, tanto para tratar, como para prevenir a obesidade, é fazer mudanças na dieta incluindo uma alimentação balanceada e rica em frutas, legumes, verduras, fibras e água, conforme orientação do médico e do nutricionista.
Essas mudanças na dieta permitem controlar o consumo de calorias ingeridas durante o dia, que deve ser menor do que o que se gasta para manter o metabolismo do corpo, sendo calculada de acordo com a alimentação habitual, a quantidade de peso que é necessária perder, além da idade, sexo, altura e peso atual.
A perda de peso constante a longo prazo é considerada a maneira mais segura de perder peso e a melhor forma de mantê-lo permanentemente, pois mudanças drásticas como dietas radicais ou querer emagrecer muito rápido, podem ter resultado rápido, mas provavelmente, recupera-se o peso mais rápido também.
2. Praticar atividades físicas
A prática de atividades físicas, como caminhada ou natação, por exemplo, é outra parte essencial do tratamento da obesidade, pois ajuda a aumentar o metabolismo do corpo, favorecendo o gasto de energia e a queima de calorias, facilitando a perda de peso.
O ideal é que, para perder peso, sejam feitos de 150 a 300 minutos de atividades físicas por semana, sendo fundamental ter uma avaliação médica antes de iniciar os exercícios para avaliar o estado de saúde, além de ter a orientação de um educador físico para evitar lesões como tendinites ou distensões musculares, por exemplo.
Além disso, pequenas mudanças nos hábitos de vida como reduzir o uso do carro ou substituir o elevador pelas escadas, por exemplo, ajudam a movimentar mais o corpo, gastar mais calorias e a perder peso.
3. Remédios para obesidade
O uso de remédios para tratar a obesidade é indicados pelo médico quando a pessoa tem IMC superior a 30kg/m2, IMC maior que 27kg/m2 e que tenham outras doenças relacionadas, como diabetes, colesterol elevado e pressão alta, e também nos casos de pessoas com qualquer tipo de obesidade que não conseguem emagrecer com dieta e exercícios.
Os principais remédios indicados para o tratamento da obesidade são:
· Inibidores do apetite, como sibutramina, anfepramona ou femproporex, pois agem diretamente no centro da saciedade no cérebro, diminuindo o apetite, o que reduz o consumo de calorias ao longo do dia e ajuda no emagrecimento;
· Redutores da absorção de gorduras, como o orlistate, que agem inibindo algumas enzimas no intestino, o que bloqueia a absorção de parte da gordura dos alimentos, diminuindo a quantidadede calorias ingeridas por dia;
· Antagonista do receptor CB-1, como rimonabant, que age diretamente no cérebro inibindo o apetite, aumentando a saciedade e diminuindo a compulsão alimentar;
· Termogênicos, como efedrina, que agem acelerando o metabolismo fazendo com que o corpo gaste a gordura acumulada como principal fonte de energia.
Além disso, também existem medicamentos usados no tratamento de outras doenças que podem ajudar a combater a obesidade, como os antidepressivos, e alguns exemplos são a fluoxetina, sertralina ou bupropiona.
4. Cirurgia bariátrica
A cirurgia bariátrica é indicada pelo médico nos casos de obesidade mórbida, com IMC superior a 40kg/m2, ou obesidade moderada, com IMC superior a 35mg/m2, em pessoas que tenham doenças causadas pela obesidade como diabetes, apneia do sono, pressão alta, colesterol alto, doenças cardiovasculares, AVC, arritmias ou osteoartrites.
Os principais tipos de cirurgia bariátrica são:
· Banda gástrica: é colocada uma faixa ajustável em volta do estômago, diminuindo seu tamanho e contribuindo para que a pessoa coma menos. 
· Bypass gástrico: é feita uma redução do tamanho do estômago e alteração do intestino, que é ligado diretamente ao pequeno estômago, o que diminui a capacidade da pessoa se alimentar de grandes refeições, levando ao emagrecimento.
· Derivação biliopancreática: é feita através da remoção de uma grande parte do estômago e uma ligação do estômago com a parte final do intestino delgado;
· Gastrectomia vertical ou sleeve gástrico: é feita a remoção da parte esquerda do estômago, o que faz com que exista uma diminuição da capacidade do estômago para armazenar comida. 
O tipo de cirurgia indicada para cada pessoa é decidido pelo paciente em conjunto com o cirurgião gástrico, que avalia as necessidades de cada pessoa e o procedimento que pode melhor se adequar.
Outra opção de tratamento é a colocação de um balão intragástrico temporário através da endoscopia, sendo indicado como incentivo para algumas pessoas a diminuírem o consumo de alimentos por um período.
10-Prevenção e Cuidados de Enfermagem
Como enfermeiro devemos estimular a participação comunitária para ações que visem à melhoria da qualidade de vida da comunidade, realizar ações de promoção de saúde, orientação de alimentação saudável e prevenção do excesso de peso, realizar ações de vigilância nutricional, acompanhar as ações dos auxiliares de enfermagem e dos agentes comunitários, realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares, aferir os dados antropométricos de peso e altura, avaliar os casos de riscos e quando for necessário buscar o apoio especializado, utilizar o serviço de nutrição, o clínico ou outros profissionais. Os usuários com sobrepeso (IMC entre 25,0 e 29,9 Kg/m2) associado à comorbidade (diabetes mellitus) ou que apresentem obesidade IMC maior que 30 Kg/m2, devem ter consulta com nutricionista para acompanhamento nutricional. Acompanhar o controle dos agravos à saúde associados, a partir da contra-referência, participar e coordenar atividades de educação permanente no âmbito da saúde e nutrição, sob a forma da coparticipação, acompanhamento supervisionado, discussão de caso e demais metodologias da aprendizagem em serviço, e participar das reuniões de equipe de planejamento e de avaliação. Estabelecer objetivos semanais que sejam possíveis de atingir; pedir ao nutricionista para ajustar a dieta se estiver muito difícil de cumprir; escolher um exercício físico que goste, e praticar de forma regular; Registrar os resultados, anotando medidas em um papel ou com fotografias semanais.
É importante lembrar que existem programas para emagrecimento gratuitos, que são realizados por hospitais universitários com serviço de endocrinologia em todos os estados, sendo possível se informar sobre encaminhamentos e consultas no posto de saúde.
11. Caso Clinico 
Caso: Paciente V.
Idade: 40 anos Filhos: 2 Sexo: feminino
Altura: 1,64m; Peso: 85kg IMC: 31,7
Estado civil: casada
Profissão: do lar
História de Vida
A paciente relatou que começou a engordar após a primeira gravidez, que ocorreu aos 23 anos; nessa época pesava 57kg e após a gestação engordou 11kg. Com a segunda gravidez emagreceu, chegando a pesar 60kg. Atribui a perda de peso aos cuidados despendidos aos filhos. Após completar 30 anos, voltou a engordar 20kg e atualmente está com 85kg. Sente-se angustiada devido ao seu peso atual e verbaliza que come sempre com culpa. V. já tentou fazer regime várias vezes e não acredita no emagrecimento através de tratamento medicamentoso. Portanto, V. não está tomando remédio para emagrecer. Chegou ao serviço de psicologia do Ambulatório Regional de Especialidades NGA-11 por indicação da cunhada, que é paciente da unidade. A paciente foi encaminhada por endocrinologista, como é rotina do serviço.
A paciente entende o seu excesso de peso como resultado de um descontrole de sua ansiedade. Relata que possui grande dificuldade para emagrecer e engorda com muita facilidade. Tem preferência por doces e frituras; justifica alegando que sua predileção se deve ao fato de ter deixado de fumar há dois anos e substituído o cigarro por balas, atingindo, assim, os 85 kg. V. fumava, em média, dois maços de cigarro por dia. Não sente falta do cigarro, mas sente falta de alguma coisa para extravasar a raiva, a angústia e, quando percebe, já está comendo. Fica angustiada com o ganho de peso e imagina que irá atingir os 100 kg com facilidade. Come com culpa, acompanhada do pensamento de que não deveria estar comendo. Quando consegue perder um quilo recupera-o logo.
12. Referências 
Ministério da Saúde; Estratégia para o cuidado da pessoa com doença crônica . Obesidade, caderno de atenção 38, Brasília-DF 2014. 
Organização Mundial da Saúde
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – regional São Paulo
World Obesity Day
BVS Atenção Primária em Saúde, Promoção da Saúde-Quais orientações devem ser dadas ao paciente obeso. Disponível: https://aps.bvs.br/aps/quais-orientacoes-devem-ser-dadas-ao-paciente-obeso/ acesso: 14 de março de 2020
Hospital São Matheus- Obesidade: causas, sintomas, tipos, tratamento e como se prevenir. Disponível: http://hospitalsaomatheus.com.br/blog/obesidade-causas-sintomas-tipos-tratamento-e-como-se-prevenir/ acesso: 14 de março de 2020
São Cristovam Saúde- Quais as consequências da obesidade para a sua saúde. Disponível: https://www.saocristovao.com.br/quais-as-consequencias-da-obesidade-para-a-sua-saude/ acesso: 15 de março de 2020
Tendência temporal da prevalência do excesso de peso e obesidade na população adulta brasileira, segundo características sociodemográficas, 2006-2019.Disponivel: https://www.scielosp.org/article/ress/2021.v30n1/e2020294/ Acesso: 15 de março de 2022.
 Tua Saúde - Tratamento da obesidade: dieta, remédios e cirurgias. Disponível: https://www.tuasaude.com/tratamento-para-obesidade/ Acesso: 15 de março de 2022.

Mais conteúdos dessa disciplina