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Fichamento - DONATELLI, Marizilda - Psicodiagnóstico Interventivo CAP 2

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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
CURSO DE PSICOLOGIA
Aluno: Letícia França
R.A.: N509JE6
Semestre: 6° semestre
Turno: Noite
Professor: Andréia 
Texto 
DONATELLI, Marizilda Psicodiagnóstico fenomenológico-existencial: focalizando os aspectos saudáveis. In: ANCONA-LOPEZ, Silvia. Psicodiagnóstico Interventivo: Evolução de Uma Prática. São Paulo, Cortez Ed., 2013, p. 45-64.
Síntese
	Neste capitulo a autora fala a respeito do psicodiagnóstico interventivo. Antes o psicodiagnóstico tinha um caráter apenas investigativo, onde o psicólogo não fazia intervenções, onde o principal objetivo era levantar informações sobre o cliente, nesta etapa não havia uma proximidade com o cliente e sim evitar o desenvolvimento de vínculos. As intervenções eram feitas apenas na psicoterapia. A percussora do psicodiagnóstico interventivo aqui no Brasil foi Anncona-Lopez, que rompe com o modelo que citamos anteriormente, tornando o processo mais ativo e cooperativo. 
Principais ideias
	
	O psicodiagnóstico interventivo tem como principal característica a possibilidade de intervenção, fato que não era utilizado na psicoterapia até então, que era tratada apenas como investigativa. Psicodiagnóstico interventivo fenomenologia-existencial, os questionamentos que o cliente leva até o psicólogo são sim investigadas, mas também trabalhadas para que seja possível elaborar modos de compreensão, tudo isso em conjunto, psicólogo e cliente. 
	Neste modelo de psicodiagnóstico são propostas assinalamentos, pontuações, classificações que corroboram para que o cliente busque significados novos para suas experiências. 
	
[…] reconhecem a necessidade de fazer certos apontamentos ao paciente durante o processo Psicodiagnóstico por considerarem que o trabalho alcança uma dimensão mais ampla e compreensiva. Também argumentam a favor de devoluções parciais e de realizar um trabalho em conjunto com o paciente (p.37).
	Este modo de compreensão parte de principio que o ser humano se encontra sempre em relações, da qual sua subjetividade é constituída pelas relações que se estabelecem no decorrer de sua vida. 	
	O psicodiagnóstico é visto como uma prática colaborativa, onde os envolvidos, pais, psicólogo e criança, trabalham em conjuntos para entender os possíveis modos de compreensão que ocorrem com a criança. Ou seja, o psicólogo não é o detentor do conhecimento, os pais e a criança têm participação ativa no processo, pois é dado grande valor nas informações trazidas pelos pais a respeito do que pensam a respeito do problema do filho, suas fantasias, expectativas e explicações previas. O psicólogo dialoga com o cliente, construindo um sentido para aquilo juntos. 
	
	O psicólogo compartilha com o cliente suas observações, pois é entendido que no compartilhar de experiências e percepções pode surgir uma nova compreensão. 
	
	Está forma de entendimento vem da Psicologia Fenomenológica, que entende o sujeito em seu “estar no mundo”, como sendo consciente, tendo então o poder de fazer escolhas e de arcar com elas, diante de quem se abre um leque de possibilidades. 
“Yehia (1995, p. 120) complementa: “A situação do psicodiagnóstico torna-se então uma situação de cooperação, em que a capacidade de ambas as partes observarem, apreenderem, compreenderem constitui a base indispensável para o trabalho” (p.38).
	Para a construção do campo fenomenal, é registrado pelo individuo as experiências que tem ao longo da vida. E o psicólogo busca compreender esse campo e evita que as explicações teóricas se sobressaem ao sentido que o cliente dá para aquele ponto. 
A queixa deixou de ser vista de modo isolado para tornar-se via de acesso ao mundo do sujeito, a seus objetos intencionais, e aos conflitos nele instalados, considerando-se o esclarecimento dos significados ali presentes como processo necessário para uma possível re-significação e consequente modificação do modo de estar consigo e com o outro (ANCONA-LOPEZ, 1995; p. 94).
	A autora explica que para que seja possível fazer a identificação da experiência do outro e seu significado, é um trabalho que exige muito do psicólogo, pois ele precisa se reconhecer no outro (envolvimento existencial), entrar no mundo do cliente, mas ao mesmo tempo é preciso manter uma certa distância para conseguir refletir sobre a situação. 
	Diferente do psicodiagnóstico tradicional, onde é buscado dar uma classificação quanto a patologia do indivíduo. O psicodiagnóstico interventivo evita classificações. 
É um modelo descritivo na medida em que faz um recorte na vida da pessoa, em dado momento e em determinado espaço, focalizando seu modo de estar no mundo, com os significados nele implícitos (p.40).
	O cliente tem um papel ativo neste modelo de psicodiagnóstico, sendo assim, tanto as experiências do cliente quanto as impressões do psicólogo são compartilhados. 
	
	A entrevista inicial feita através do método psicodiagnóstico interventivo fenomenológico-existencial é convocado, inicialmente, apenas os pais da criança, dando abertura para que eles iniciem falando sobre o motivo da vinda. Depois é compartilhado com os pais sobre a forma de trabalho, explica que o objetivo do psicodiagnóstico é compreender o que ocorre com a criança e com eles na relação com o filho, dos motivos que levaram a criança a ter determinado comportamento, e o que é possível fazer para ajudá-la. É explicado que partimos da ideia de que a criança possui uma dificuldade e que a participação dos pais é essencial. Precisamos mostrar aos pais que o diagnóstico não é feito apenas pelo psicólogo, mas que juntos buscaremos compreender o que se passa, e as informações fornecidas por eles e o modo que entendem a criança são fundamentais para a realização do processo. As visitas domiciliares e escolares fazem parte do processo, e vão ocorrer durante o curso. Falamos também dos horários e datas que o processo ocorrerá e sobre o sigilo. Por fim questionamos se entenderam o foi dito e perguntamos se concordam com o que foi falado. É importante também, compreender quais são as expectativas dos pais em relação ao processo. 
	Durante a fala dos pais evitar fazer questionamentos, esperar que terminem de falar para que dai sim coloquemos nossas dúvidas. 
	Caso vá o casal juntos ao atendimento, é importante entender se ambos têm a mesma demanda e se atribuem os mesmos significados. 
	No final da primeira sessão, verifiquemos se cumprimos com o objetivo de contextualização da queixa e sobre o esclarecimento da forma de trabalho, se surgirem dúvidas, são discutidas na próxima sessão. 
	O próximo encontro é destinado a anamnese. Esta pode ser feita de 2 formas, os pais levam o questionário para casa, respondem e na sessão discutimos os pontos, se for feito pelos dois, ou não, se consultaram outros membros da família e revivendo sua história. 
	
	Outra forma seria entrevistar os pais ou responsáveis durante a sessão, desta forma é possível sentir as emoções que os pais tem a cada questionamento ou cada etapa da vida do filho, além de conseguir observar os comportamentos verbais e não verbais enquanto falam da criança. 
	
“Nesse ponto, na tentativa de alinhavar os dados da queixa com os da anamnese, formulo aos pais hipóteses sobre o que pode estar acontecendo, para que eles contribuam com elementos que as ampliem” (p.42).
	Assim que a anamnese é finalizada, é pedido para que os pais tragam a criança na próxima sessão. 
	Quando é vezes da criança, primeiro me apresento e falo que sou psicóloga e questionamos se a criança sabe o que faz um psicólogo, e se ela sabe o motivo de estar ali. Se acriança souber conversamos sobre a queixa que é identificado por ela e verificamos qual é o sentido para ela. Se ela não souber nada, explicamos que o psicólogo conversa com as pessoas para auxilia-las em suas dificuldades.
	
 	Depois questionamos se ela sabe o motivo de estar ali. Se ocorrer da criança negar, e notamos que ela não pode se expressar por algum motivo, mas não está diante e nem na defensiva em relação ao psicólogo, informamos que os pais trouxeram por estarem preocupamoscom determinado comportamento seu. Mas se ela não fala sobre o motivo, pelo fato de causar ansiedade e sofrimento, e notemos que ela está distante e na defensiva, dizemos que podemos voltar naquele assunto em outro momento.
	Depois falamos sobre a data e horário das consultas, além de explicar sobre o sigilo, a autora explica que falaremos que vamos manter o contato com os pais, mas não falaremos sobre o ela falou ou fez, e sim sobre a nossa interpretação e percepções sobre o seu comportamento e que sempre que formos conversar com os pais, falaremos com ela antes. 
	A primeira sessão é mais lúcida, oferecemos a caixa lúdica e observamos como ela toma a iniciativa par abri-la, se ela não fizer nós damos a voz para que possa abrir. Caso a criança nos convide para brincar, podemos atender, porém tomando cuidado para questionar o que quer que façamos e qual o papel que devemos desenvolver, ou até as regras do jogo que ela quer jogar. 
(...)procuro observar e compreender a natureza e o conteúdo do seu brincar: se há criatividade; se há agressividade; se reproduz aspectos de sua vida, ou melhor, tento entender qual é sua lógica, sua realidade. Sempre que possível, faço assinalamentos a ela, com a expectativa de que possa referendar e ampliar minhas percepções (p.44).
	Nas sessões de devolutiva com pais a autora revela que compartilha as suas percepções sobre a criança, seu comportamento e como eles se envolvem com a queixa. Também trabalha os sentimentos dos pais, e discute os procedimentos que vai executar. E explica que dependendo da situação faz orientações que possam melhorar o desenvolvimento da criança, respeito sempre os limites dos pais. 
Desta forma, o Psicodiagnóstico Fenomenológico-Existencial envolve um trabalho de redirecionamento dos pais a partir de uma compreensão da criança e da dinâmica familiar, com o objetivo de facilitar o relacionamento, propiciar novas formas de interação e abrir novas perspectivas experienciais (p.44).
	As visitas domiciliares e escolares podem ocorrer durante o process. A autora explica que nas visitas a escola ela vai com o objetivo de procurar observar as instalações da escola, desempenho da criança na visão do responsável pela sala e seu relacionamento com os amigos e professores. 
	Já as visitas domiciliares só ocorrem se a família permitir, durante a visa ela observa a condição da casa, a parte física. Mas também acompanha as conversas que ocorrem, não deixando de considerar que sua presença no ambiente influencia aquele momento. 
	No processo de devolutiva com a criança, o fechamento pode ocorrer de várias formas, mas a autora da ênfase ao livro, cuja é elaborado especialmente para criança, ele se baseia na vida da criança, seus conflitos e sobre o atendimento psicodiagnóstico. O principal intuito desde livro é fazer com que a criança continue elaborando aquele ainda não pode ser elaborado até aquele momento. 
Desta forma, o Psicodiagnóstico Fenomenológico-Existencial envolve um trabalho de redirecionamento dos pais a partir de uma compreensão da criança e da dinâmica familiar, com o objetivo de facilitar o relacionamento, propiciar novas formas de interação e abrir novas perspectivas experienciais (p.48).

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