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Fichamento Psicodiagnóstico: O processo psicodiagnóstico e as Técnicas Projetivas Cap I: O Processo Psicodiagnóstico

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Nic���� de M���i��s M���on��� - 6º se���t��
O p�o��s�� �si����ag�ós�i�� � as Téc�i��s P���et����
Capítu�� I: O Pro���s� P�i��d�a��ós�i�� - Mar�� �. S. de O���p� e M�r�a E. Gar�ía Ar����
● Caracterização
● Objetivos
● Momentos do Processo
● Enquadramento
O texto começa fazendo uma crítica a atuação do psicólogo que se resumia a
aplicação de testes e diagnósticos frios. O autor afirma que isso seria uma
falta de identidade sólida que o permita saber qual seu papel dentro da área
da saúde fazendo com que tomem emprestado o modelo médico de
diagnóstico.
Assim, utilizavam-se os testes como se eles constituíssem em si mesmos o
objetivo do psicodiagnóstico e como um escudo entre o profissional e o
paciente, para evitar pensamentos e sentimentos que mobilizassem afetos
(pena, rejeição, compaixão, medo, etc.).
Mom����s �o �r����so ���c��i��nós�i��
1) Primeiro contato e entrevista inicial com o paciente;
Pode ser direto (pessoalmente ou por telefone) ou por intermédio de outra
pessoa. Também incluímos aqui a primeira entrevista ou entrevista inicial, à
qual nos referimos detalhadamente no capítulo II.
2) Aplicação de testes e técnicas projetivas;
O segundo momento consiste na aplicação da bateria previamente
selecionada e ordenada de acordo com o caso. Também incluímos aqui o
tempo que o psicólogo deve dedicar ao estudo do material recolhido
3) Encerramento do processo: devolução oral ao paciente (e/ou seus pais);
4) Informe escrito para o remetente;
O terceiro e o quarto momentos são integrados respectivamente pela
entrevista de devolução de informação ao paciente (e/ou aos pais) e pela
redação do informe pertinente para o profissional que o encaminhou. Estes
passos possibilitam informar o paciente acerca do que pensamos que se
passa com ele e orientá-lo com relação à atitude mais recomendável a ser
tomada em seu caso.
En�u��r��e�t�
Pontos que o compõe:
— Esclarecimento dos papéis respectivos (natureza e limite da função que
cada parte integrante do contrato desempenha).
— Lugares onde se realizarão as entrevistas.
— Horário e duração do processo (em termos aproximados, tendo o cuidado
de não estabelecer uma duração nem muito curta nem muito longa).
— Honorários (caso se trate de uma consulta particular ou de uma instituição
paga).
→Enquadramento então, seria o momento onde o psicólogo deixa claro
ao paciente os termos e condutas de sua prestação de serviços. Quantos
atendimentos previstos, forma de trabalhar, maneiras, dentre outras coisas
que precisam ser esclarecidas.
Capítu�� I�: A en���v���a �n��i�� - Mar�� �. S. de O ca��� � María E. Gar�ía Ar����
Caracterizamos a entrevista inicial como entrevista semidirigida. Uma
entrevista é semidirigida quando o paciente tem liberdade para expor seus
problemas começando por onde preferir e incluindo o que desejar. Isto é,
quando permite que o campo psicológico configurado pelo entrevistador e o
paciente se estruture em função de vetores assinalados pelo último.
O entrevistador intervém a fim de:
a) Assinalar alguns vetores quando o entrevistado não sabe como
começar ou continuar. Estas perguntas são feitas, é claro, da maneira mais
ampla possível;
b) assinalar situações de bloqueio ou paralisação por incremento da
angústia para assegurar o cumprimento dos objetivos da entrevista;
c) indagar acerca de aspectos da conduta do entrevistado, aos quais
este não se referiu espontaneamente, acerca de “lacunas” na informação do
paciente e que são consideradas de especial importância, ou acerca de
contradições, ambiguidades e verbalizações “obscuras”.
Em termos gerais, a ordem recomendada seria:
1º Uma técnica diretiva no primeiro momento da entrevista,
correspondente à apresentação mútua e ao esclarecimento do
enquadramento pelo psicólogo.
2º Trabalhar com a técnica de entrevista livre para que o paciente
tenha oportunidade de expressar livremente o motivo de sua consulta.
3º No último momento desta primeira entrevista, devemos,
forçosamente, adotar uma técnica diretiva para poder “preencher” nossas
“lacunas”.
↑Esta ordem recomendada funciona como um guia, e cada psicólogo
deve aprender qual é, em cada caso, o momento oportuno em que deve
manter a atitude adotada ou mudá-la, para falar ou calar e escutar.
Duas razões para utilizar a entrevista semidirigida:
● Devemos conhecer exaustivamente o paciente.
● Necessidade de extrair da entrevista certos dados que nos permitam
formular hipóteses, planejar a bateria de testes e, posteriormente,
interpretar com maior precisão os dados dos testes e da entrevista
final.
Sobre os testes os autores afirmam que constituem, instrumentos
fundamentais, referindo-se aos testes projetivos, estes apresentam estímulos
ambíguos mais definidos (pranchas, perguntas, etc.). Operam de acordo com
instruções que são verbalizações controladas e definidas que transmitem ao
paciente o tipo de conduta que esperamos dele neste momento frente a este
estímulo.
Para obter informações necessárias para realizar o diagnóstico do paciente
devemos precisar quais são os objetivos da entrevista inicial:
1) Perceber a primeira impressão que nos desperta o paciente e ver se
ela se mantém ao longo de toda a entrevista, ou muda, e em que sentido. São
aspectos importantes: sua linguagem corporal, suas roupas, seus gestos, sua
maneira peculiar de ficar quieto ou de mover-se, seu semblante, etc.
2) Considerar o que verbaliza: o que, como e quando verbaliza e com
que ritmo. Comparar isto com a imagem que transmite através de sua
maneira de falar quando nos solicita a consulta (geralmente por telefone).
Avaliar as características de sua linguagem: a clareza ou confusão com que
se expressa, a preferência por termos equívocos, imprecisos ou ambíguos, a
utilização do tom de voz que pode entorpecer a comunicação ao ponto de
não se entender o que diz, ainda quando fale com uma linguagem precisa e
adequada.
Quanto ao conteúdo das verbalizações é importante levar em conta
quais os aspectos de sua vida que escolhe para começar a falar, quais os
aspectos a que se refere preferencialmente, quais.os que provocam bloqueios,
ansiedades, etc., isto é, tudo que indica um desvio em relação ao clima
reinante anteriormente. Promovido pelo psicólogo (que, por exemplo, recorre
persistentemente a perguntas tais como: O que aconteceu antes?
Aconteceu-lhe algo similar quando era pequeno? De que você gostava de
brincar quando era criança?) ou trazido espontaneamente pelo paciente, a
persistência na evocação do passado pode converter-se em uma fuga
defensiva que evita ter insight com o que está ocorrendo no “aqui e agora
comigo”. Podemos diagnosticar da mesma forma a fuga em direção ao futuro.
A atitude mais produtiva é centrar-se no presente e a partir daí procurar
integrar o passado e o futuro do paciente. Na entrevista inicial devemos
extrair certas hipóteses da sequência temporal: como foi, é e será o paciente.
Uma vez confrontadas com o que foi extraído dos testes e da entrevista de
devolução, serão ratificadas, ou não.
3) Estabelecer o grau de coerência ou discrepância entre tudo o que foi
verbalizado e tudo o que captamos através de sua linguagem não verbal
(roupas, gestos, etc.) O que expressa não verbalmente é algo real mas muito
menos controlado do que as verbalizações. Tal confronto pode informar-nos
sobre a coerência ou discrepância entre o que é apresentado como motivo
manifesto da consulta e o que percebemos como motivo subjacente.
4) Planejar a bateria de testes mais adequada quanto a:
a) elementos a utilizar (quantidade e qualidade dos testes escolhidos);
b) seqüência (ordem de aplicação)
c) ritmo (número de entrevistas que calculamos para a aplicação dos
testes escolhidos).
5) Estabelecer um bom rapport com o paciente para reduzir ao mínimo
a possibilidade de bloqueios ou paralisações e criar um clima preparatório
favorável a aplicação de testes
6) Ao longo de toda a entrevista é importante captar o que o paciente
nos transfere e o que isto nos provoca. Referimo-nos aqui aos aspectos
transversais e contratransferenciais do vínculo.