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DP ED TOPICOS DE ATUACAO PROFISS.

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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
Psicologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
DP ED - TOPICOS DE ATUACAO PROFISS.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sorocaba – SP 
 
 					 Abril/2021
 
1 - Fábio, de 6 anos, é muito nervoso. Os pais relatam que o filho não tem amigos na escola, não interage com as demais crianças, não obedece os pais e os professores, não sabe o significado das palavras, é obeso, lento em seus movimentos. O pai diz que mimou excessivamente o filho, dando-lhe mamadeira na boca até recentemente. A mãe diz que não sabe lidar com os comportamentos de birra do filho e tenta seguir as orientações dos profissionais (neuropediatra, psiquiatra e psicólogo).
Suponha que este caso tenha sido apresentado a duas psicólogas diferentes. A primeira, winnicottiana, diante deste relato, afirmou que faria mais algumas entrevistas com os pais e iniciaria uma psicoterapia com a criança.
A segunda afirmou que realizaria um psicodiagnóstico: entrevistas iniciais com os pais, anamnese, hora lúdica com a criança, e aplicaria CAT, HTP, WISC e Bender, faria uma visita domiciliar e na escola. Só após o término do psicodiagnóstico que ela poderia encaminhar a criança para uma psicoterapia e os pais para uma orientação.
Considere as afirmações abaixo:
· A primeira psicóloga tomou a sua decisão, equivocadamente, porque é inadequado encaminhar uma criança para psicoterapia sem que antes ela tenha se submetido a um processo psicodiagnóstico.
· A segunda psicóloga parte do pressuposto de que os testes e procedimentos diagnósticos são imprescindíveis na indicação de um melhor encaminhamento.
· A segunda psicóloga pressupõe que os instrumentos específicos captarão aspectos da criança (nível de inteligência, estrutura e dinâmica da personalidade) e confirmarão hipóteses diagnósticas que não são possíveis de serem obtidos apenas com as observações clínicas. 
· A primeira psicóloga, provavelmente, levantou hipóteses sobre a relação existente entre as dificuldades de relacionamento da criança na escola e a estrutura e dinâmica institucional.
· A primeira psicóloga pode ter levantado como hipótese das dificuldades de relacionamento da criança, a presença excessiva dos pais que não permitiram ao bebê se experimentar como diferenciado do mundo. 
Assinale a alternativa que contém as afirmações corretas:
R: I e IV. 
JUSTIFICATIVA: Para conhecer melhor a criança e seu contexto social e familiar, a psicóloga deveria ter feito um psicodiagnóstico, que iria lhe permitir conhecer a escola da criança e como ele age dentro da sala de aula, ela conheceria sua casa e assim as ações da criança dentro de um ambiente familiar, assim levantaria confirmando ou não algumas hipóteses e criando intervenções e fazendo encaminhamentos adequados. 
2 - Numa escola pública localizada num bairro de classe socioeconômica desfavorecida, a diretora não sabe mais para onde encaminhar os alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem. Os recursos de região (postos de saúde) não apresentam mais vagas e os professores continuam identificando crianças que não respondem adequadamente ao ensino. A diretora se pergunta se as crianças desse bairro são menos inteligentes ou se a capacidade intelectual delas tem sido afetada pela pobreza em que vivem. Um psicólogo que abordasse esse problema a partir de uma perspectiva sócio-histórica:
 
· Implicaria em sua investigação todas as pessoas que estão em interação e constituem a instituição escolar.
· Realizaria psicodiagnósticos interventivos das crianças, que possibilitariam investigar e, ao mesmo tempo, realizar intervenções que já propiciassem alterações nas queixas.
· Realizaria uma análise da situação educacional na sua complexidade, considerando os aspectos sociais, econômicos, políticos e históricos.
· Realizaria uma pesquisa para saber se o nível de inteligência das crianças tem correlação com o nível sócio-econômico da família, antes de proceder aos encaminhamentos.
· Realizaria um diagnóstico psicopedagógico para conhecer as dificuldades específicas de cada criança.
Estão corretas as afirmações:
R: VI e VIII. 
JUSTIFICATIVA: A diretora deve considerar todos os contextos sociais, conhecendo toda a história do lugar em que a instituição está inserida, conhecer a economia do lugar e considerar todos os contextos sociais em que as crianças estão inseridas, para que assim consiga realizar maneiras para diminuir as dificuldades, fazendo intervenções que as crianças possam cumprir de acordo com sua realidade. 
3 - Uma pequena comunidade remanescente de índios Kalunga, na região nordeste do Estado de Goiás, despertou o interesse de um grupo de estudantes de psicologia, liderados por um professor de Psicologia Social, com interesse em estudar o modo de vida desta comunidade, que resistia à influência da cultura goiana. O objetivo desta pesquisa está em levar esta comunidade a desenvolver mecanismos de autossubsistência, sem, contudo, perder as características de sua cultura. O Estado de Goiás, através da Secretaria de Cultura, resolve contratar esta equipe de psicólogos para realizar esta pesquisa.
 
A partir do enunciado acima, aponte a resposta mais apropriada à situação:
R: Uma possibilidade de atender essa demanda seria realizar uma pesquisa-ação, que é um tipo de pesquisa social concebida e realizada em estreita associação com a resolução de um problema coletivo, na qual pesquisadores e os participantes representativos estão envolvidos de modo cooperativo e participativo.
JUSTIFICATIVA: Para que está pesquisa-ação seja completada com sucesso, todas as partes envolvidas devem colaborar com as informações, ajudando a todos na compreensão deste importante trabalho e fazendo as devidas intervenções adequadas, respeitando a todos da comunidade. 
4 - Temos visto crianças que, por não serem tão ágeis ou rápidas como seus pais pretendiam, em uma idade em que a agilidade e a rapidez não são habituais, são qualificadas de "desajeitadas". Esse julgamento gera ansiedade, insegurança, vão aparecendo comportamentos que, em vez de "ansiosos", são chamados de "desajeitados", confirmando-se a predição dos pais e configurando-se a história da criança desajeitada. O que no começo era um julgamento, uma predição, determina a conduta que acaba confirmando o julgamento.” (Hornstein L., Introdução à Psicanálise,1989).
 
A partir do texto acima, assinale a alternativa correta:
R: A criança desajeitada aparece, no texto, como efeito de uma configuração familiar, mais especificamente como resultado das relações estabelecidas entre pais e a criança.
JUSTIFICATIVA: As crianças são afetadas de maneira negativa quando as expectativas dos pais sobre elas não são atingidas da maneira em que os pais queriam, assim não aceitando como as crianças realmente são, começam a colocar defeitos e assim criando vários problemas na criança. 
5 - Suponha que um determinado psicólogo consultado a respeito das queixas de encoprese e enurese apresentadas por uma mãe, a respeito de seu filho, com seis anos de idade, tenha, a respeito do caso, tecido o seguinte comentário: 
 
“Embora a mãe tenha se mostrado ansiosa para resolver os ‘problemas’ de seu filho, acreditamos que, na realidade, a nossa atenção não deve se voltar para os episódios de enurese e encoprese, propriamente ditas, uma vez que estas podem estar apenas indicando processos inconscientes que fazem parte da dinâmica da personalidade da criança. A tarefa será interpretar a falta de controle dos esfíncteres, olhar além dela e compreender o significado daquela dinâmica inconsciente que se expressa através da enurese e da encoprese.”
 
Este comentário reflete uma perspectiva: 
R: Psicanálitica.
JUSTIFICATIVA: Para a psicanálise entender os processos do inconsciente é importante pois nele, estariam explicados os nossos atos falhos, nossos esquecimentos, nossos sonhos e até mesmo paixões. Uma explicação, no entanto, inacessível para nós mesmos. Desejos ou memória reprimidos, emoções banidas do nosso consciente – por serem dolorosas, ou de difícil controle – se encontram no inconsciente, praticamente inacessíveispara a razão, o que explicaria muito das coisas que não conseguimos entender de imediato. 
6 - A personalidade humana pode ser definida e entendida de formas variadas de acordo com as diferentes teorias psicológicas.
Analise as afirmativas abaixo e relacione-as às diferentes teorias psicológicas apresentadas subsequentemente para escolher a alternativa correta:
 
I. Um modelo que enfatiza a tendência do indivíduo ao equilíbrio e auto-regulação.
II. Um modelo de personalidade estrutural, dinâmico e determinista.
III. Um modelo de personalidade que enfatiza os determinantes ambientais ou situacionais nos quais o sujeito está inserido.
IV. Um modelo que afirma que a personalidade provém da representação mental das informações.
 
Teorias:
A. Psicanálise
B. Comportamentalismo
C. Humanismo
D. Cognitivismo
R: A – ll, B – lll, C – I, D – IV. 
JUSTIFICATIVA: Psicanalise: Um modelo de personalidade estrutural, dinâmico e determinista.
Comportamentalismo: Um modelo de personalidade que enfatiza os determinantes ambientais ou situacionais nos quais o sujeito está inserido 
	
Humanismo: Um modelo que enfatiza a tendência do indivíduo ao equilíbrio e auto-regulação
Cognitivismo: Um modelo que afirma que a personalidade provém da representação mental das informações 
7 - Carolina tem 11 anos e mora com a avó paterna, desde que seus pais se separaram, há 6 anos. O pai e a mãe, depois da separação tumultuada, mudaram-se para outros estados e pouco contato tiveram com a menina. O pai telefona 4/5 vezes no ano e sempre aparece no Natal com muitos presentes para Carolina. Quando está com ela mantém um relacionamento amigável, como se fosse um parente muito distante. A mãe nunca mais viu a menina; apenas conversa por telefone. Passa muito tempo sem ligar, mas às vezes telefona várias semanas seguidas. Manda, pelo correio, presentes para Carolina na data de seus aniversários e no Natal. D. Vanda, a avó, cuida de toda a educação da criança. Recentemente, a mãe voltou e quer ficar com a criança. O pai quando soube se contrapôs e quer levar Carolina para morar com ele. A avó não admite que retirem Carolina de sua casa, afinal foi ela quem praticamente a criou. Neste cenário de brigas, discussões e ameaças, Carolina não quer mais ir à escola, pois tem medo de ser raptada pelos pais e está apresentando enurese noturna. A disputa pela guarda da criança vai ser resolvida na justiça. D. Vanda procura uma psicóloga, sem o conhecimento dos pais da menina, requisitando um laudo psicológico que a favoreça na disputa, uma vez que Carolina não quer morar nem com a mãe nem com o pai. Pretende apresentar o laudo ao juiz, quando for aberto o processo.
 
Baseados no relato podemos afirmar que:
R: A psicóloga deveria realizar um psicodiagnóstico da criança, garantindo a presença dos pais. 
JUSTIFICATIVA: O psicodiagnóstico auxiliará a psicóloga a entender melhor as atitudes da criança e entender seus sentimentos. A presença dos pais também ajudará a psicóloga a entender como é a relação dos pais com a criança e como a criança se sente em relação aos seus pais, dando assim a chance da profissional conseguir um melhor resultado. 
8 - O exame combina as técnicas da hierarquia que vigia e as da sanção que normaliza. É um controle normalizante, uma vigilância que permite qualificar, classificar e punir. Estabelece sobre os indivíduos uma visibilidade através da qual eles são diferenciados e sancionados. É por isso que, em todos os dispositivos de disciplina, o exame é altamente ritualizado. (...)A forma-prisão preexiste à sua utilização sistemática nas leis penais. Ela se constituiu fora do aparelho judiciário, quando se elaboraram, por todo o corpo social os processos para repartir os indivíduos, fixá-los e distribuí-los espacialmente, classificá-los, tirar deles o máximo de tempo, e o máximo de forças, treinar seus corpos, codificar se comportamento contínuo, mantê-los numa visibilidade sem lacuna, formar em torno deles um aparelho completo de observação , registro e notações, constituir sobre eles um saber que se acumula e se centraliza.”(trechos retirados do livro “Vigiar e Punir” de Michel Foucault).
 
 A partir do texto acima, considere as afirmações abaixo:
 
· Bons exemplos da prática do exame podemos encontrar na organização de um hospital, que tem em todas as suas rotinas os exames e controles sobre os corpos dos pacientes; na organização administrativa e pedagógica da escola, que mantém sob controle não só o que os indivíduos devem aprender, mas como e quando.
· Práticas de exame não são usadas no âmbito da psicologia clínica, pois seu foco de luz se incide sobre a singularidade do indivíduo.
· A prática de exame capta os indivíduos num “mecanismo de objetivação” e assim pode organizá-los no espaço e no tempo.
· Em decorrência da prática do exame, criam-se registros, arquivos e escritos que captam as individualidades (aptidões, dificuldades, capacidades) e as fixam. Esses documentos permitem caracterizações, criação de sistemas comparativos; descrição de grupos, etc.
 
Assinale a alternativa correta:
R: Apenas as alternativas XI, Xlll, XlV.
JUSTIFICATIVA: A unica alternativaé a Xlll pois, no campo da psicologia os profissionais também usam os exames como um requisito para auxilia-lo em seus atendimentos. 
9 - As teorias psicológicas, pela compreensão que têm de seu objeto e, consequentemente, pelo estabelecimento de usos possíveis para o conhecimento que reúnem, propõem e solucionam diferentes problemas teóricos e práticos. Assim, a cada teoria corresponde não apenas uma gama de questões passíveis de solução, mas, principalmente, um conjunto de problemas que podem se constituir enquanto tais.
 
O enunciado acima é correto se:
I - Os fenômenos psicológicos são fatos positivos, como tais dotados de concretude. Assim, são objetos passíveis de estudo científico. O conhecimento assim produzido é fidedigno, na medida em que produz uma representação fiel da realidade desses fenômenos.
 
II - Os fenômenos psicológicos não podem ser tomados em sua positividade, já que cada teoria psicológica estabelece para si um objeto de estudo que não é necessariamente é partilhado por outras teorias.
 
III - As técnicas que intrumentalizam a prática psicológica têm uso limitado, não sendo efetivas na resolução de todos os problemas com os quais se defronta o psicólogo.
 
IV - O conhecimento psicológico deve ser analisado a partir de seu valor heurístico, isto é, de sua eficácia em propor e resolver problemas teóricos e práticos.
 
Assinale a alternativa correta:
 	R: ll, lll, lV apenas. 
JUSTIFICATIVA: Cada teoria enxerga os fenômenos de uma maneira, por isso normalmente as explicações e intervenções de cada fenômeno são diferentes em cada teoria. O psicólogo não tem a resposta e a solução de todos os problemas, mas sempre serão baseados em uma abordagem teórica. 
9 - Marta, uma mulher de 32 anos, começou seu processo terapêutico há 1 mês. Apresentou como queixa a dificuldade de manter seus relacionamentos amorosos por longos períodos. Perdia o interesse pelo companheiro, principalmente, se este a agradava excessivamente. Vivia sozinha e trabalhava como secretária de um diretor de uma multinacional. Em uma sessão de sua terapia, gasta os vinte minutos iniciais da sessão reproduzindo uma história de uma colega de trabalho. A história se referia a uma viagem que sua amiga havia realizado para participar de uma festa de casamento na família. Após vinte minutos, interrompe-se abruptamente e fala: “Chega! Agora vou falar de mim”.
O terapeuta diz: “E não era de você que falava?”
 
Leia atentamente as alternativas abaixo:
 
· Um psicoterapeuta psicanalista entenderia que, apesar da paciente não ser a protagonista da história que conta, tratam-se de aspectos latentes seus, de um dizer inconsciente.
· Um psicoterapeuta cognitivista poderia solicitar à paciente que comentasse ou expressasse seus sentimentos em relação à história relatada.
· A intervenção do terapeuta indica que ele adota a abordagem fenomenológica-existencial como seu referencial teórico,porque os relatos da paciente não são tomados em si, em suas manifestações.
· Um psicoterapeuta da abordagem cognitiva entenderia o relato da paciente tal como foi relatada, ou seja, como uma história de uma amiga.
· Se o psicoterapeuta acima fosse um psicanalista, a sua escuta seria uma escuta dos impasses do desejo. 
 
Assinale a alternativa correta:
R: Apenas XVll, 
JUSTIFICATIVA: Acredita que a pessoa atendida não deve ser tratada de forma passiva, mas sim ajudando-a a se perceber como responsável por suas escolhas e protagonista de sua vida.
10 - De acordo com a abordagem que embasa o trabalho de um dado psicoterapeuta, este entenderá a queixa do paciente de uma determinada maneira. Sua escuta, a avaliação clínica que faz do caso, bem como a indicação terapêutica que elaborará dependerá da teoria psicológica que adota. Esta, por sua vez estará baseada em determinados pressupostos sobre o que é o Homem, o que é saúde mental, como é possível provocar mudanças no paciente etc. Considere o seguinte caso:
 
J.C. é um professor de inglês de 25 anos, com ruminações freqüentes girando em torno da idéia: “Meu cérebro está danificado”. Passa horas pensando no assunto, procurando em seu passado evidências a favor ou contrárias à ideia, sem poder chegar a uma conclusão definitiva. Nesses momentos, sente-se ansioso e deprimido e não consegue desempenhar-se normalmente no trabalho. 
 
A respeito do caso apresentado, é possível dizer que:
 
I) Em uma terapia behaviorista radical, os pensamentos obsessivos do cliente seriam considerados o foco do trabalho, uma vez que, nesta abordagem, entende-se que o comportamento é influenciado pelo significado que o sujeito dá às variáveis ambientais.
 
II) Em um trabalho psicanalítico, o pensamento obsessivo seria considerado como um sintoma, uma resultante do conflito interno vivenciado pelo paciente.
 
III) Em uma abordagem humanista, o terapeuta procuraria entender o sentido que os pensamentos obsessivos têm para o cliente.
 
Responda considerando as afirmações verdadeiras:
R: ll e lll. 
JUSTIFICATIVA: Em um trabalho psicanalítico, o pensamento obsessivo seria considerado como um sintoma, uma resultante do conflito interno vivenciado pelo paciente. Nos atendimentos o psicólogo deverá tentar descobrir quais são estes conflitos internos para entender o motivo deste sintoma e assim conseguir intervir. 
Em uma abordagem humanista, o terapeuta procuraria entender o sentido que os pensamentos obsessivos têm para o cliente e quando entender intervir de uma maneira que faça que esses pensamentos diminuam ou sessem.
11 - Vamos supor que estamos acompanhando o paciente num passeio. O dia é claro, o sol está brilhante, o povo está todo nas ruas, que de modo algum parecem assustadoras. Tudo isto pode ser observado da já nela do paciente. Confirma este as nossas observações, embora esteja farejando algum perigo. Vamos para fora. Começa então a mudança. Logo depois de atravessar a porta, o paciente agarra nosso braço, seu rosto assume expressão vidrada, olha ansiosamente em volta de si. Quando lhe perguntamos o que o está perturbando, responde que a rua lhe causa pavor. Parece tão estranha, tão larga, e assim mesmo tão estreita. As casas debruçam-se sobre as calçadas; pensa que vão desmoronar de um momento para o outro. Falamos com ele calmamente e dizemos-lhe que nada há de errado com a rua; pelo contrário, apresenta aspecto muito agradável, mas ele meneia a cabeça e não se convence. Ao contrário, na medida em que vamos caminhando – apesar das nossas palavras tranqüilizadoras, tão bem escoradas na realidade – mais ansioso vai ficando. Agarra com mais força o braço que está segurando, como se sentisse que o apoio não é suficiente. O suor transpira em sua testa. Seu rosto denota a impressão de que alguma coisa séria vai acontecer. Quer retroceder; para casa, pelo amor de Deus!
 
I.Diria um terapeuta cognitivista: nada aconteceu na rua que pudesse refletir-se no paciente, mas ele não vê as coisas do nosso modo. Aquilo que lhe parece real, para nós não existe, portanto, o paciente deve estar errado; ele tem uma distorção da realidade.
 
II.Um terapeuta cognitivista não tentaria confrontar as opiniões do paciente com os fatos da realidade, porque sabe que não poderia lhe convencer, como mostra o relato acima.
 
III.A frase acima “apesar das nossas palavras tranqüilizadoras, tão bem escoradas na realidade” denota que o narrador tem uma concepção dicotômica de sujeito/realidade.
 
IV.Tanto a fenomenologia quanto a abordagem cognitiva compreenderiam os sintomas acima relatados como um problema da relação do sujeito com o mundo, mais especificamente, um problema no modo como o sujeito interpreta o mundo.
 
V.Os fenômenos acima podem ser lidos, à luz da psicanálise, como uma projeção, ou seja, o sujeito projeta sobre as coisas em volta dele, o que existe dentro de si.
 
Assinale a alternativa correta:
R: Apenas as afirmações l, ll, lV e V estão corretas. 
JUSTIFICATIVA: O psicólogo deve entender que quando o paciente traz algo, mesmo que fora da sua realidade, o paciente entende como real, por isso não adianta confronta-lo e sim tentar ajudá-lo a entender o que está acontecendo e o motivo daquilo estar ali. Para a psicanalise, seria a projeção e o profissional entenderia como se tudo que ele falasse estivesse dentro dele e com a projeção fosse a única maneira que ele consegue por para fora. 
12 - “O pesquisador é como co-participante do mostrar-se do fenômeno e não como alguém que, numa postura neutra, observe o que ocorre fora dele, mesmo porque só é possível interrogar aquilo do qual fazemos parte. É importante ainda considerar que o olhar daquele que interroga jamais é um olhar dele mesmo isoladamente, mas é um olhar do qual tomam parte aqueles com quem ele é no mundo. Entretanto é um olhar, ao mesmo tempo, exclusivo, que expressa toda a sua singularidade.” (Critelli, 1996). Afirma ainda Critelli (1996) que os dados apanhados por instrumentos de registros, sejam visitas, entrevistas, até desenhos, são válidos, em uma investigação. Entretanto, o que não vale é crer que, por si só, sejam capazes de revelar a totalidade do buscado, ou se transformarem no próprio buscado.
 
A partir da interpretação deste texto, podemos afirmar que:
R: O texto se refere a pesquisa quantitativa de abordagem fenomenológica.
JUSTIFICATIVA: “É importante ainda considerar que o olhar daquele que interroga jamais é um olhar dele mesmo isoladamente, mas é um olhar do qual tomam parte aqueles com quem ele é no mundo. Entretanto é um olhar, ao mesmo tempo, exclusivo, que expressa toda a sua singularidade” no trecho do texto podemos ver que a abordagem é fenomenológica, pois está abordagem aborda a existência da pessoa atendida ao relacionar os acontecimentos de sua vida com o modo como ela vivencia e se relaciona com esses fatos, dentro de sua visão, ou seja, que significados esses fatos tem para a própria pessoa e como ela pode entender a si mesma.
13 - Dona Maria procura ajuda psicológica para seu filho, que vem apresentando enurese. Ansiosa e insatisfeita com o que ouve do profissional consultado, procura outro e mais outro, sucessivamente, recebendo de cada um deles orientações diferentes. A este respeito, de acordo com a proposta da disciplina, pode-se dizer que:
R: Eles indicam uma característica importante, bastante peculiar à psicologia, como área de conhecimento e profissão: no espaço que ela ocupa coexistem várias formas diferentes de conceituar e investigar os fenômenos psicológicos. 
JUSTIFICATIVA: Dona maria recebe várias orientações diferentes pois cada abordagem enxerga o fenômeno de uma tal forma e com isso os fenômenos tem explicações diferentes para cada abordagem, fazendo assim as orientações serem diferentes. 
14 - A queixa escolar é um fenômeno típico de um grande número de escolas brasileiras, especialmente das escolas públicas, que acabam encaminhando seus alunos para profissionais da saúde que supostamente têm um saber sobre os motivos que impedem determinadas crianças de “aprender”.O psicólogo é um dos profissionais acionado nestes casos. Com a sua prática, o psicólogo crítico pode estar colaborando para a alteração deste fenômeno.
 
· Diante desta demanda, o procedimento de investigação deve estar centrado na criança, pois é ela que não está aprendendo.
· Deve ser realizado um psicodiagnóstico para que depois, via psicoterapia e orientação de pais, possa se tratar dos aspectos psicogênicos que estariam atravancando o desenvolvimento escolar da criança.
· A exagerada quantidade de crianças que “não aprendem” na escola pública deve alertar o psicólogo para possíveis mecanismos institucionais subjacentes à produção em larga escala do fenômeno do fracasso escolar.
· A realização de um psicodiagnóstico interventivo, com a participação efetiva dos pais, a aplicação de testes de personalidade e de inteligência e com a visita à escola para obter informações detalhadas sobre as dificuldades específicas da criança, ainda é o melhor procedimento a ser adotado frente a esta demanda.
· Crianças de classes econômicas desfavorecidas, que vivem em um meio cultural pobre, como as que frequentam escolas públicas, não conseguem fazer uso pleno de seu potencial cognitivo, pois apresentam carências emocionais e culturais e déficit no desenvolvimento. 
 
Estão corretas apenas as afirmações:
R: Apenas a XXll
JUSTIFICATIVA: Quando há uma queixa exagerada na escola, o psicólogo tem que se atentar para a instituição, entender a história desta instituição e onde está localizada, para poder entender também se o problema está apenas ligada a seus alunos ou com a instituição, fazendo os professores não terem condições suficientes para ensinar, se a escola tem algum tipo de estrutura, etc. 
15 - Em relação à atuação do psicólogo institucional:
 
· Ele privilegia o discurso e o lugar dos sujeitos nas relações institucionais. Os conflitos existentes entre sujeitos institucionais serão considerados como expressão da articulação dessas posições.
· Em uma instituição hospitalar, os acompanhantes dos pacientes estão fora de seu âmbito de ação, porque eles não contribuem para a estruturação do instituído, em razão de sua alta rotatividade.
· Em uma instituição hospitalar, ele dirigirá suas intervenções para as instâncias decisórias, porque são desses lugares que emanam o poder.
· Em um hospital geral, o foco da sua intervenção será a relação médico-paciente, no sentido de promover a humanização da instituição hospitalar.
· O objeto de sua intervenção são os conflitos emergentes das relações institucionais que são considerados efeitos do cruzamento de histórias pré-existentes, individuais e singulares.
 
Assinale a alternativa correta:
R: Apenas a XXV. 
JUSTIFICATIVA: Podemos entender que para o psicólogo, atuar em uma instituição esta lhe interessará como organismo concreto, mas sem deixar de lado que seu principal objetivo é o de estudar os fenômenos humanos que se dão em relação com a estrutura, a dinâmica e os objetivos da instituição.

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