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Prof. Eduardo Lucena Cavalcante de Amorim AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS: CONCEITOS, ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL E RELATÓRIO DE IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTE Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 22 PLANO DE AULA Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Avaliar o aprendizado da última aula. Revisar pontos-chave apresentados na última aula. Expor os fundamentos da avaliação de impacto ambiental e apresentar seus objetivos. Introduzir o conceito de processo de avaliação de impacto ambiental e a terminologia correlata. Discutir a origem, a difusão e a evolução de impacto ambiental. Apresentar os instrumentos legais para avaliação de impactos e licenciamento ambiental. Possibilitar uma compreensão das etapas de planejamento e execução de um estudo ambiental. Fixar conceitos pela aplicação de exercícios. OBJETIVOS2 100 minutos Duração da aula1.8 4 horas semanais, totalizando 60 horas semestraisCarga Horária1.7 Engenharia AmbientalCurso 1.6 Avaliação de impactos ambientais: conceitos, estudo de impacto ambiental e relatório de impacto sobre o meio ambiente.Tema da aula 1.5 Avaliação de Impactos Ambientais e Análise de RiscoÁrea 1.4 ObrigatóriaTipo 1.3 EAMB 052Código 1.2 Avaliação de Impactos Ambientais 1Disciplina 1.1 IDENTIFICAÇÃO1 33 PLANO DE AULA – cont. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 3.1.8. Processo de AIA 3.1.7. Conteúdo do RIMA 3.1.6. Principais atividades que dependem da elaboração do EIA/RIMA 3.1.5. Componentes de um EIA Outros documentos técnicos necessários ao Licenciamento Ambiental Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) Estudo de Impacto Ambiental (EIA) 3.1.4. Instrumentos legais de implementação da AIA Aplicação da AIA no Brasil Origens da AIA e tendências mundiais e sua aplicação Fases da AIA 3.1.3. A Avaliação de Impactos Ambientais (AIA) 3.1.2. Revisão das aulas anteriores: conceitos e definições 3.1.1. Principais impactos ambientais Avaliação de impactos ambientais: conceitos, estudo de impacto ambiental e relatório de impacto sobre o meio ambiente.3.1 CONTEÚDO3 44 PLANO DE AULA – cont. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Aula número 2 do cronograma 2009.2 CRONOGRAMA E PLANO DAS AULAS6 Suetônio Mota (2006). Introdução à engenharia ambiental, 4ª edição. Luiz Roberto Tommasi (1994). Estudo de impacto ambiental, 1ª edição. Luis Enrique Sánchez (2006). Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. Editora Oficina de textos. BIBLIOGRAFIA5 A avaliação faz parte de um processo contínuo, e será realizada durante todo o desenvolvimento do curso através de discussão dirigida, relatórios e exercícios. No final de cada unidade será aplicada, de maneira formal, uma prova com questões teóricas objetivas e subjetivas sobre o tema. AVALIAÇÃO4 Aulas expositivas com apresentação teórica do professor utilizando projetor de slides e quadro. METODOLOGIA DE ENSINO3 55 REVISÃO IMPACTOS AMBIENTAIS O impacto ambiental é um desequilíbrio provocado pelo choque da relação do homem com o meio ambiente (Sánchez, 2006). Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 66 REVISÃO – cont. IMPACTOS AMBIENTAIS A erosão é um processo que faz com que as partículas do solo sejam desprendidas e transportadas pela água, vento ou pelas atividades do homem. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 77 REVISÃO – cont. IMPACTOS AMBIENTAIS Atualmente o desflorestamento ocorre em “passos largos” podendo ser medido, pois anualmente são devastadas cerca de 170.000 km2. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/o-desmatamento.htm 88 REVISÃO – cont. IMPACTOS AMBIENTAIS As queimadas em áreas naturais, bosques e lugares com abundante vegetação são incontroláveis. Podem ser produzidas por relâmpagos, descuidos humanos e em muitas ocasiões são intencionadas. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 99 REVISÃO – cont. IMPACTOS AMBIENTAIS Aquecimento Global é um fenômeno climático que causa o aumento da temperatura média da superfície terrestre. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 1010 REVISÃO – cont. IMPACTOS AMBIENTAIS O desenvolvimento industrial e urbano tem originado em todo o mundo um aumento crescente da emissão de poluentes atmosféricos. O acréscimo das concentrações destas substâncias no planeta Terra é responsável por desequilíbrios no ecossistema, prejudicando a saúde da população. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 1111 IMPACTOS AMBIENTAIS Consequências para os seres humanos • Doenças respiratórias; • Cancro da tiróide; • Câncer por Radiação Ultra Violeta. REVISÃO – cont. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 1212 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC REVISÃO – cont. 13 Numa AIA o termo “impacto” é usado em vez de “efeitos”de atividades. O que é um Impacto? A Avaliação do Impacto Ambiental é Um processo formal para identificar: •Efeitos esperados de atividades ou projetos no AMBIENTE (biofísico e social). •Meios e medidas para mitigar e monitorar estes impactos ���� Ambiente é interpretado pelos componentes: físico, biológico e social. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC INTRODUÇÃO: DEFINIÇÃO DA AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS (AIA) 14 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC O impacto de uma atividade é um desvio (uma mudança) de uma situação base causada por essa atividade. Para medir um impacto é necessário sabermos qual a situação de base ou de partida. ! A situação base é a situação ambiental existente ou condição na ausência de uma atividade. A situação de base é um conceito chave na AIA. Mais… Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC O QUE É UM IMPACTO? 15 Água Quantidade, qualidade acesso, sazonalidade Solos Erosão, produtividade da cultura, salinidade, nutrientes Flora Composição e densidade da vegetação natural produtividade, espécies chave Fauna Populações, habitat Ecossistemas Especiais Saúde Vetores de Doença, Patogenias Os componentes de interesse são aqueles que provavelmente serão afetados pela atividade – ou sobre as quais o sucesso da nossa atividade depende A SITUAÇÃO DE BASE Na caracterização da situação de base, muitos componentes ambientais podem ser de interesse Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 16 Impactos diretos e indiretos Impactos de curta duração e longa duração Impactos adversos e benéficos Impactos Acumulativos O processo AIA preocupa-se com todo tipo de impacto e pode descrevê-los de diversas maneiras �Tipo; �Modo; �Magnitude; �Duração; �Alcance; �Efeito; �Reversibilidade. Nem todos impactos são tratados igualmente. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC TIPOS DE IMPACTOS E SEUS ATRIBUTOS 17 ! Na AIA É ESSENCIAL focar sobre os impactos mais significantes! Especificamente,Especificamente, Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 18 AÇÕES: Levantamento, nivelamento, aterros, compactação, etc... ATIVIDADE: reabilitação de uma estrada de acesso ao mercado Um resultado desejado ou alcançado “output” Ex.: uma estrada, produção de sementes, ou utilização de um rio para irrigação Uma atividade é:���� Para atingir uma atividade é necessário um grupo de ações Nósestamos discutindo os impactos de atividades. O que são atividades? Um projeto ou programa pode consistir de diversas atividades Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC O QUE É UMA ATIVIDADE? 19 • Escopo; • Avaliar a situação de base; • Identificar e escolher alternativas; • Identificar e caracterizar os impactos potenciais das atividades propostas e cada alternativa; • Desenvolver o plano de Mitigação e Monitoramento; • Comunicar e documentar. Fase I: Fase Inicial Fase II: Estudo Completo (EIA) (se necessário) Enfoque! •Compreender as atividades propostas; •Categorizar; •Conduzir a avaliação preliminar (se necessário). Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC O PROCESSO AIA 20 Categorizar a atividade Baseado na natureza da atividade que nível de revisão ambiental é indicada? Conduzir uma avaliação Preliminar Uma AIA rápida, simplificada usando ferramentas simples ATIVIDADE É DE RISCO MODERADO OU DESCONHECIDO PROVÁVEIS IMPACTOS SIGNIFICANTES ADVERSOS POUCO PROVÁVEL IMPACTOS ADVERSOS SIGNIFICANTES ATIVIDADE DE BAIXO RISCO (ou a sua natureza tem poucas probabilidades de trazer impactos adversos significativos) ATIVIDADE É DE ALTO RISCO (ou cuja natureza é muito provável de trazer impactos adversos significantes) Fase IIFase I Compreender a atividade proposta Por que esta atividade está sendo proposta? O quê está sendo proposto? COMEÇAR UM ESTUDO AIA COMPLETO PARAR o processo AIA Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 1 DO PROCESSO AIA 21 Compreenda a Atividade proposta TODOS processos AIA começam com a compreensão “do QUÊ?” e “POR QUE?” está sendo proposto. Devemos compreender o objetivo de desenvolvimento para identificar alternativas ambientalmente saudáveis “Se não compreendo isso, não posso avaliar!” Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 1 DO PROCESSO AIA – cont. 22 Perceba a atividade proposta Uma vez percebido o objetivo de desenvolvimento, devemos compreender por completo O QUÊ está sendo proposto. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 1 DO PROCESSO AIA – cont. 23 Categorize a atividade Categorizar cada atividade Baseada na natureza da atividade, que nível de análise ambiental será indicada? CATEGORIZAÇÃO é o processo de perguntar uma série de questões básicas acerca da natureza da atividade. Estas questões: •NÃO precisam análise. •NÃO precisam conhecimento detalhado acerca dos locais propostos, técnicas ou métodos. Exemplos de questões: A atividade envolve: • Construção de estradas? • Irrigação em larga escala? • Introdução de culturas não nativas ou agroflorestais? Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 1 DO PROCESSO AIA – cont. 24 Categorize a atividade Categorização classifica a atividade em CATEGORIA DE RISCO: RISCO MUITO BAIXO RISCO MUITO ALTO Processo AIA acaba Faz estudo AIA completo O resultado do processo de categorização determina o passo seguinte no processo AIA Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 1 DO PROCESSO AIA – cont. Categorizar cada atividade Baseada na natureza da atividade, que nível de analise ambiental será indicada? RISCO MODERADO OU DESCONHECIDO Faz avaliação preliminar 25 Cada agência regulamentadora e lei nacional da AIA, tem o seu leque de perguntas de categorização. ! Categorize a atividade Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 1 DO PROCESSO AIA – cont. Cada agência reguladora e Lei Nacional da AIA, tem o seu leque de perguntas de categorização. Categorize a atividadeCategorize a atividade 26 A Avaliação Preliminar Conduzir uma avaliação preliminar Um estudo AIA rápido e simplificado usando ferramentas simples O objetivo de uma Avaliação Preliminar serve para fornecer documentação e análise que: Categorização determina se a avaliação preliminar é necessária ! • Permita o preparador determinar se impactos adversos significativos tenham muita probabilidade de acontecer; • Permita ao revisor concordar ou discordar com as determinações feitas pelo preparador; • Estipula a mitigação e monitoramento para os impactos adversos. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 1 DO PROCESSO AIA – cont. 27 Delineamento típico de uma avaliação preliminar 1. Introdução (Objetivo de Desenvolvimento, lista das atividades) 2. Descrição da situação de base 3. Avaliação dos impactos ambientais potenciais 4. Mitigação e monitoramento 5. Conclusões e Recomendações A avaliação preliminar apresenta três possíveis conclusões para cada atividade analisada: •O projeto não é suscetível de trazer impactos adversos significativos (o processo AIA acaba) •Com a mitigação e monitoramento o projeto apresenta poucas probabilidades de trazer um impacto adverso •O projeto apresenta grandes probabilidades de trazer impactos adversos significativos (estudo AIA completo é necessário) Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 1 DO PROCESSO AIA – cont. 28 Mitigação é. . . A implementação de medidas desenhadas para reduzir os efeitos indesejáveis de uma ação proposta sobre o ambiente ���� Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC O QUE É A MITIGAÇÃO? 29 Identificar os impactos potenciais Julgar a significância destes impactos potenciais Predizer os impactos potenciais Numa avaliação preliminar existem 3 passos para chegar a CONCLUSÕES: Muitos estudos se referem a impactos potenciais de atividades típicas de pequena escala. Determinar quais impactos potenciais tem probabilidade de se tornarem reais, e quantificá-los o máximo possível. 1 2 3 Determinar se os impactos previstos são significantes! ISTO VAI DEPENDER DA EFETIVIDADE DAS MEDIDAS DE MITIGAÇÃO PROPOSTAS! Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC CHEGAR A CONCLUSÕES: IDENTIFICAR, PREDIZER E JULGAR 30 Somente avançamos para a Fase II do processo AIA se a Fase I indicar que um estudo completo AIA é necessário ! Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 31 O Estudo de Impacto Ambiental O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) tem objetivos e estrutura semelhantes à avaliação preliminar. Contudo, o EIA completo tem certas diferenças importantes: Análise dos impactos ambientais é muito mais detalhado Alternativas devem ser definidas formalmente. Os impactos de cada alternativa devem ser identificados e avaliados, e os resultados comparados. Participação pública é em geral obrigatória. Uma equipe profissional de AIA é geralmente necessária. ! ! ! ! FASE 2 DO PROCESSO AIA Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 32 EM SUMA, O EIA representa um esforço muito mais completo e significativo comparado com a avaliação preliminar. ���� Este é somente reservado para atividades para as quais uma avaliação preliminar mostra que é provável impactos significativos. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC FASE 2 DO PROCESSO AIA – cont. 33 A consulta pública é somente NECESSÁRIA para EIA. Contudo, é sempre boa prática para as avaliações preliminares pois: • A previsão de impactos é FACILITADA por uma consulta pública. Julgar a significância é muito difícil sem esta consulta. • Transparência e acessibilidade requer uma completa abertura em relação aos envolvidos Promotor da Atividade (geralmente contrata/conduz o EIA)Agências Reguladoras Autoridades da Revisão Público em Geral Comunidades (homens e mulheres) Sociedade Civil Setor Privado Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC QUEM ESTÁ ENVOLVIDO EM UM EIA? 34 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC ESQUEMA DA AIA 3535 ORIGENS DA AIA E TENDÊNCIAS MUNDIAIS DE SUA APLICAÇÃO • A institucionalização da AIA, no Brasil e em diversos países, guiou-se pela experiência americana, face a grande efetividade que os Estudos de Impacto Ambiental demonstraram no sistema legal dos Estados Unidos. • O processo de consolidação institucional da aplicação da AIA, em nível mundial, ocorreu nos anos 80, gerando um avanço na discussão acerca de sua concepção, fases de execução, atores sociais envolvidos e inserção no processo de tomada de decisão. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) 3636 INTRODUÇÃO E APLICAÇÃO DA AIA NO BRASIL: Limites e Possibilidades • Diferentemente dos países desenvolvidos, que implantaram a AIA em resposta a pressões sociais e ao avanço da consciência ambientalista, no Brasil ela foi adotada, principalmente, por exigência dos organismos multilaterais de financiamento (Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID e Banco Mundial-BIRD). Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 3737 INTRODUÇÃO E APLICAÇÃO DA AIA NO BRASIL: Limites e Possibilidades Foram realizados diversos eventos nos quais foram definidos os seguintes requisitos básicos para a operacionalização da AIA no Brasil: • criar procedimentos de licenciamento ambiental específicos, conforme os tipos de atividades; • treinar equipes multidisciplinares na elaboração de EIA/RIMA; • treinar pessoal dos órgãos de meio ambiente para analisar os casos de AIA no país; • gerar instruções e guias específicos para conduzir os diferentes tipos de estudos, de acordo com as características dos projetos propostos. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 3838 A AIA como instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente • A AIA é um instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, de grande importância para a gestão institucional de planos, programas e projetos, em nível federal, estadual e municipal. • A Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei 6.938/81, tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no país, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 3939 A AIA como instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente • Para a consecução desse objetivo, a Lei 6.938/81 prevê a Avaliação de Impacto Ambiental-AIA e uma série de outros instrumentos complementares e inter-relacionados, como por exemplo: � o licenciamento e a revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras, que exige a elaboração de EIA/RIMA e/ou de outros documentos técnicos, os quais constituem instrumentos básicos de implementação da AIA; � o zoneamento ambiental, o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental e a criação de unidades de conservação; � os Cadastros Técnicos, os Relatórios de Qualidade Ambiental, as penalidades disciplinares ou compensatórias, os incentivos à produção, entre outros. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 4040 Outros documentos técnicos necessários ao Licenciamento Ambiental • O Plano de Controle Ambiental (PCA) � O Plano de Controle Ambiental é exigido pela Resolução CONAMA 009/90 para concessão de Licença de Instalação (LI) de atividade de extração mineral de todas as classes previstas no Decreto-Lei 227/67. O PCA é uma exigência adicional ao EIA/RIMA apresentado na fase anterior (Licença Prévia - LP). O PCA tem sido exigido por alguns órgãos estaduais de meio ambiente também para o licenciamento de outros tipos de atividade. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 4141 Outros documentos técnicos necessários ao Licenciamento Ambiental • Relatório de Controle Ambiental (RCA) � O Relatório de Controle Ambiental é exigido pela Resolução CONAMA 010/90, na hipótese de dispensa do EIA/RIMA, para a obtenção de Licença Prévia (LP) de atividade de extração mineral da Classe II, prevista no Decreto-Lei 227/67. Deve ser elaborado de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo órgão ambiental competente. � O RCA tem sido exigido por alguns órgãos de meio ambiente também para o licenciamento de outros tipos de atividade. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 4242 Outros documentos técnicos necessários ao Licenciamento Ambiental • Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) � O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas tem sido utilizado para a recomposição de áreas degradadas pela atividade de mineração. É elaborado de acordo com as diretrizes fixadas pela NBR 13030, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, e outras normas pertinentes. Não há diretrizes para outros tipos de atividades. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 4343 Diretrizes para a Elaboração do EIA/RIMA Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. RIMA 4444 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 4545 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. 4646 Diretrizes para a Elaboração do EIA/RIMA •INFORMAÇÕES GERAIS � Nome, razão social, endereço, etc; � Histórico do empreendimento; � Nacionalidade de origem e das tecnologias; � Porte e tipos de atividades desenvolvidas; � Objetivos e justificativas; �no contexto econômico-social do país, região, estado e município. � Localização geográfica, vias de acesso; � Etapas de implantação; � Empreendimentos associados e/ou similares. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. RIMA 4747 Diretrizes para a Elaboração do EIA/RIMA •CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO � Para cada uma das fases (planejamento, implantação, operação e desativação): �Objetivos e justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais, planos e programas governamentais; �A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais, especificando: área de influência, matéria-prima, mão-de-obra, fontes de energia, processos e técnica operacionais, prováveis efluentes, emissões, resíduos de energia, geração de empregos. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. RIMA 4848 Diretrizes para a Elaboração do EIA/RIMA •ÁREA DE INFLUÊNCIA � Limitação geográfica das áreas: �diretamente afetada e � indiretamente afetada � Sempre considerar a bacia hidrográfica onde se localiza o empreendimento como unidade básica para a AIA; � Apresentar justificativas para a determinação das AI’s; � Ilustrar através de mapeamento. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL(AIA) – cont. RIMA 4949 Diretrizes para a Elaboração do EIA/RIMA •DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI � Caracterização atual do ambiente natural, ou seja, antes da implantação do projeto, considerando: �as variáveis suscetíveis de sofrer direta ou indiretamente efeitos em todas as fases do projeto; �os fatores ambientais físicos, biológicos e antrópicos de acordo com o tipo e porte do empreendimento; � informações cartográficas com as AI’s em escalas compatíveis com o nível de detalhamento dos fatores ambientais considerados. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. RIMA 5050 Diretrizes para a Elaboração do EIA/RIMA •DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI – cont. � Meio físico: subsolo, as águas, o ar e o clima �condições meteorológicas e o clima; �qualidade do ar; �níveis de ruído; �caracterização geológica e geomorfológica; �usos e aptidões dos solos; � recursos hídricos: � hidrologia superficial; � hidrogeologia; � oceanografia física; � qualidade das águas; � usos das águas. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. RIMA 5151 Diretrizes para a Elaboração do EIA/RIMA •DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI – cont. � Meio biológico e os ecossistemas naturais: fauna e flora �Ecossistemas terrestres � descrição da cobertura vegetal � descrição geral das interrelações fauna-fauna e fauna-flora �Ecossistemas aquáticos � mapeamento da populações aquáticas � identificação de espécies indicadoras biológicas �Ecossistemas de transição � banhados, manguezais, brejos, pântanos, etc. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. RIMA 5252 Diretrizes para a Elaboração do EIA/RIMA •DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI – cont. � Meio antrópico ou sócioeconômico � Dinâmica populacional � Uso e ocupação do solo � Nível de vida � Estrutura produtiva e de serviços � Organização social Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. RIMA 5353 Campo de aplicação da AIA Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) – cont. Conjunto das atividades humanas Conjunto das atividades que podem causar impacto ambiental e são sujeitas a controle administrativo ambiental (licenciamento ou outro mecanismo) Conjunto das atividades sujeitas a AIA (Impacto ambiental significativo) RIMA 5454 É um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente e foi instituído pela RESOLUÇÃO CONAMA N.º 001/86, de 23/01/1986. Atividades utilizadoras de Recursos Ambientais consideradas de significativo potencial de degradação ou poluição dependerão do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para seu licenciamento ambiental. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) RIMA 5555 Neste caso o licenciamento ambiental apresenta uma série de procedimentos específicos, inclusive realização de audiência pública, e envolve diversos segmentos da população interessada ou afetada pelo empreendimento. O EIA e RIMA ficam à disposição do público que se interessar, respeitada a matéria versante sobre sigilo industrial. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) – cont. RIMA 5656 Depende de elaboração de EIA/RIMA o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como: Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) – cont. •estradas de rodagem com 2 (duas) ou mais faixas de rolamento; •ferrovias; •portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos; •aeroportos, conforme definidos pelo inciso I, artigo 48, do Decreto-Lei n.º 32, de 18 de novembro de 1966; •oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários; RIMA 5757 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) – cont. •linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230 KW; •obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais como: abertura de canais para navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d’água,abertura de barras e embocaduras, transposição de bacias, diques; •extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão); •extração de minério, inclusive os da classe II, definidos no CÓDIGO DE MINERAÇÃO; •aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos; RIMA 5858 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) – cont. •usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia primária, acima de 10 MW; •complexos e unidades industriais e agroindustriais (petroquímicos, siderúrgicos, destilarias e álcool, hulha, extração e cultivo de recursos hídricos); •distritos industriais e Zonas Estritamente Industriais - ZEI; •exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental; RIMA 5959 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) – cont. •projetos urbanísticos, acima de 100 hectares ou em áreas consideradas de relevante interesse ambiental a critério da SEMA e dos órgãos municipais e estaduais competentes; •qualquer atividade que utilize carvão vegetal, em quantidade superior a 10t (dez toneladas) por dia. RIMA 6060 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) – cont. •Determinar a forma como as ações antrópicas modificam as entidades que rodeiam o ser humano (e em que condições) e a sua própria dinâmica; •Estabelecer critérios para avaliar o interesse de tais mudanças; •Minimizar algumas consequências através da otimização da técnica e dos métodos de gestão. O EIA constitui, assim, um esforço para: RIMA 6161 RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL - RIMA Denominação dada pela regulamentação brasileira (Resolução CONAMA 001/86) ao documento que sintetiza as conclusões do estudo de impacto ambiental (Sánchez, 2006). Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL 6262 O RIMA é o documento que apresenta os resultados dos estudos técnicos e científicos de AIA. O RIMA é o documento que se destina à comunidade, devendo ser elaborado em linguagem acessível, ilustrado por mapas, cartas, quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual, de modo que se possam entender, claramente, as possíveis consequências ambientais do projeto e suas alternativas, comparando as vantagens e desvantagens de cada uma delas. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL - cont 6363 Segundo a Resolução do CONAMA, o RIMA deverá refletir as conclusões do EIA e conter, no mínimo: Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL – cont. – 1 - Objetivos e justificativas do projeto e sua relação com políticas setoriais e planos governamentais. – 2 - Descrição e alternativas tecnológicas do projeto ( matéria prima, fontes de energia, resíduos etc.). – 3 - Síntese dos diagnósticos ambientais da área de influência do projeto. – 4 - Descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação da atividade e dos métodos, técnicas e critérios usados para sua identificação.6464 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC – 5 - Caracterizar a futura qualidade ambiental da área, comparando as diferentes situações da implementação do projeto, bem como a possibilidade da não realização do mesmo. – 6 - Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras em relação aos impactos negativos e o grau de alteração esperado. – 7 - Programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos. – 8 - Conclusão e comentários gerais. RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL – cont. 65 AIA é feita com a respectiva antecipação de forma a afetar o próprio desenho do projeto. A mitigação e monitoramento desenvolvidos no processo AIA é implementada. Para se tornar em uma ferramenta útil de planificação o EIA deve ser: –Uma parte integral do ciclo de desenvolvimento do projeto. –Honesta –Transparente e acessível O EIA deve considerar alternativas reais. Os impactos devem ser avaliados de uma forma honesta. Os produtos do EIA devem ser claros e acessíveis aos atores chave. Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC EM SUMA, PARA UM EIA EFETIVO CONSIDERAÇÕES FINAIS 6666 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC CONSIDERAÇÕES FINAIS – cont. A avaliação de impacto ambiental compatibilizou desenvolvimento econômico e social com proteção e melhoria da qualidade ambiental, tendo como ideal o desenvolvimento sustentável. 6767 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC REFERÊNCIAS •Luis Enrique Sánchez (2006). Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. Editora Oficina de textos. •Luiz Roberto Tommasi (1994). Estudo de impacto ambiental, 1ª edição. •Suetônio Mota (2006). Introdução à engenharia ambiental, 4ª edição.