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Exame Fisico→ sinais + procurados são: →Sensibilidade →Edema: pode ser causado por coleção líquida intra- articular ou por inflamação de tecidos periarticulares (por exemplo, bursites). →Crepitação: Significa que a cartilagem articular antes lisa e deslizante tornou-se áspera pelo desgaste. A sensação produzida pelo atrito de superfícies ásperas e percebido pela palpação. →Limitação de movimento: A limitação pode ser devido a dor, astenia, alterações articulares e periarticulares. →Deformidade: ocorre devido a aumento de volume ósseo, subluxação articular, contraturas e/ou ancilose em posições anômalas. →Instabilidade articular: ocorre quando o movimento da articulação é maior que o normal. OBSERVAR MARCHA E POSTURA DO PACIENTE, DA MANEIRA COMO ELE SE LEVANTA DA cadeira ou da mesa de exames; - TESTE DE TRENDELENBURG: Paciente fica de pé em uma perna por 30 segundos, sem inclinar para um lado. →Positivo quando a pelve cai em direção ao lado sem suporte. →Fraqueza nos músculos abdutores do quadril, glúteo médio e mínimo. o do quadril - TESTE DE SCHOBER: Marca-se um ponto a 10 cm acima de uma linha que liga as espinhas posterosuperiores. Pede-se ao paciente que realize flexão da coluna. Normalmente, a distância aumenta em mais 5 cm, totalizando 15cm. →Na espondilite não se observa o aumento de 5 cm entre a linha e o ponto. INSPEÇÃO A SIMETRIA ENTRE AS ARTICULAÇÕES CORRESPONDENTES. - TESTE DE PHALEN: Punhos fletidos com o dorso das mãos encostando um no outro. Positivo quando há parestesia na topografia inervada pelo nervo mediano PALPAÇÃO AVALIAR A PRESENÇA DE ESTALOS, CREPITAÇÕES E TEMPERATURA. - SINAL DA GAVETA: Paciente deitado de barriga para cima, com os joelhos dobrados a cerca de 90º. O examinador senta-se em ambos os pés do paciente e coloca suas mãos em torno da tíbia superior da perna a examinar. Os polegares de ambas as mãos devem ficar na tuberosidade anterior da tíbia. A partir desta posição o examinador puxa a tíbia para si (anterior), ou empurra a tíbia (posterior). →Este teste é considerado positivo se houver translação anterior excessiva e uma sensação de fim de movimento mole, que é indicativo de que o movimento é parado não pelo LCA (na gaveta anterior) e LCP (na gaveta posterior), mas sim por estruturas secundárias. - SINAL DA BOCHECHA: Produzida ao se ordenhar com a palma da mão a face medial do joelho para deslocar qualquer líquido. Comprime-se o joelho logo atrás da borda lateral da patela e verifica-se presença de abaulamentos produzidos pelo retorno do líquido = DERRAME ARTICULAR. - SINAL DA TECLA: Joelho em extensão, o examinador encaixa a curvatura da articulação entre o 1º e 2º dedo da mão na margem superior da rótula e faz pressão para baixo. →Se existir líquido, este vai se acumular atrás da rótula. →Quando se faz pressão na face anterior da rótula, esta afunda e quando se alivia a pressão, esta volta a subir. CAPACIDADE DE MOVIMENTAÇÃO DE CADA ARTICULAÇÃO, NORMALMENTE E CONTRA A RESISTÊNCIA. - TESTE DE JOBE: Paciente mantém o braço flexionado em 90 graus e então faz uma rotação interna completa do ombro, com os polegares voltados para baixo. É realizada uma força contrária para baixo enquanto o paciente resiste. Positivo se dor na face anterolateral do ombro ou fraqueza - TESTE DE FINKELSTEIN: Paciente faz um punho em torno de um polegar →Positivo se for no 1º compartimento extensor do pulso →Prova útil para diagnosticar a Tendinite de De Quervain -SINAL DE LASEGUE; Com a pessoa em decúbito dorsal e os braços e pernas esticadas, o profissional de saúde realiza a flexão da coxa sobre a bacia, O sinal é positivo se a pessoa sentir uma dor na face posterior do membro que está a ser examinado (atrás da perna) - pesquisa lombociatalgia - Heberden: mais comum na osteoartrite (OA) - Bouchard: mais comum na artrite reumatoide (AR) LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO (LES) → Acomete principalmente mulheres entre 15 e 45 anos, mais em mulheres negras ▪ Ambiental ▪ Luz solar ▪ Estrogênio ▪ Tabagismo Qual é o alvo do LES? Tudo é alvo!! → Sintomas ▪ Pele (dermatite) ▪ SNC (cerebrite) ▪ Serosas (serosite) ▪ Rins (nefrite) ▪ Articulações (artrite) ▪ Hematológico (penias). o FAN- Fator anti nuclear. ▪ É exame de RASTREAMENTO DO LES ▪ Se vier negativo, não é LES Sinal da Asa de Borboleta: LES Articulares/Musculares Poliartralgia e mialgias (95%) - Artrite lúpica geralmente segue um padrão simétrico, distal e migratório com os sintomas durante 1 a 3 dias em cada articulação. Apresenta-se associada a rigidez matinal inferior a 1 hora e, geralmente, possui pouco ou nenhum errame articular. A artrite é critério diagnóstico, diferentemente da artralgia. As articulações mais envolvidas são das mãos, punhos e joelhos. - A LES geralmente não gera erosões articulares, mas pode haver deformidade semelhantes à da artrite reumatoide TTO→MEV - Hidroxicloroquina - AINEs - CORTICOIDES: Pode ser utilizado em formulações tópicas, intralesionais, orais e parenterais, sendo sua ação dose dependente. - Baixas doses → anti-inflamatório - Altas doses → imunossupressão FIBROMIALGIA/DERMATOMIALGIA Acomete mais o sexo feminino, na faixa etária de 25 a 65 anos. O quadro clínico é caracterizado por uma dor musculoesquelética crônica e generalizada. →Outas condições são: Síndrome do intestino irritável e cefaléia. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS →Dor generalizada por mais de 3 meses; → Pode haver artralgias, com sensação subjetiva de aumento de volume articular; → Sensação de “queimação cutânea”, parestesias não dermatômicas. → Fadiga; → Sono não reparador; → Transtorno do humor (ansiedade e depressão). → Manifestações satélites da FM: Síndrome da fadiga crônica (50%); Distúrbios funcionais intestinais (40%); Dor pélvica crônica (5%);Cefaléia (53%); o Disfunção de ATM (75%); o Síndrome das pernas inquietas (15%) ACHADOS LABORATORIAIS Não existe achados laboratoriais característicos da fibromialgia. Alguns autores sugerem: hemograma, função renal e hepática, VHS, PCR e TSH (para descartar hipotireoidismo). OBS: a fibromialgia não deve ser considerada como diagnóstico de exclusão, mas sugerimos sempre considerar os diagnósticos diferenciais com outras síndromes ou doenças com sintomas semelhantes, como recomendado pelos critérios da ACR 2010. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS • Outras doenças reumatológicas: LES, AR, polimialgia reumática, polimiosite, miopatias, síndrome da hipermobilidade. • Transtornos neurológicos: síndrome do túnel do carpo, radiculopatias, esclerose múltipla. • Infecção crônica: hepatite C e HIV; • Distúrbio endócrino: hipotireoidismo e hiperparatireoidismo; • Doença neoplásica: mieloma múltiplo e cânceres metastáticos. TRATAMENTO • Não farmacológico: o Atividade física aeróbica; o Terapia cognitivo comportamental; o Educação sobre a doença; • Farmacológico:→ Antidepressivos (amitriptilina e nortriptilina (12,5 – 50mg ao dia ). Esses fármacos possuem efeitos adversos como o ganho de peso, sonolência excessiva, constipação intestinal e perda da libido) → Analgésicos (analgésicos sim ples, opiáceos fracos e tramadol); → Neuromoduladores , pregabalina (75 a 300mg ao dia) Artrose/Osteoartrite Osteoartrite: “Osteo” significa osso; “Artri” significa articulação; “Ites” inflamação; portanto “osteoartrite” significa a inflamação do osso e da cartilagem articular. → + frequente do mundo Quadro clínico→ Perda de amplitude de movimento Dor articular, piora com uso da articulação Rigidez articular após repouso (< 30 min) Exame físico: dor à movimentação, edema, crepitações, deformidade, limitação de movimento Membros superiores: interfalangianas proximais (IFPs) – “Nódulos de Bouchard” e interfalangianas distais (IFDs) – “Nódulos de Heberden” – e rizartrose (é o acometimentoda primeira carpometacárpica que gera dor na face lateral do punho); classicamente são poupadas as articulações metacarpofalangianas, punhos, cotovelos, ombros Membros Inferiores: quadris (coxartrose), joelho (gonartrose), primeiras metatarsofalangianas e interfalangianas dos pés →DX é clínico, associado a uma radiografia da articulação acometida, que apresenta: Redução do espaço articular (assimétrica) + Esclerose do osso subcondral + Osteófitos (proeminências ósseas em bordas de articulação). Exames laboratoriais: Marcadores inflamatórios: PCR e VHS; Fator Reumatoide (FR): negativo; ANTI-CCP: negativo; TTO→ Perda ponderal Exercícios físicos s/ impacto: hidroginástica, pilates Fisioterapia Palmilhas ortopédicas: do tipo “antivaro” FARMACOLOGICO→ São apenas sintomáticos p/ a dor: 1ª Opção – Analgésicos: Paracetamol; Tylenol 2ª Opção - Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): Ibuprofeno Opioides: Codeína; Tramadol 3ª Opção – Corticoide articular: Triancinolona; Inibidor de IL1: Diacereína Diversos: infiltração intra-articular de ácido hialurônico, sulfato de condroitina, colchicina, anti- maláricos (hidroxicloroquina e disfofatos de cloroquina) e diacreína. Artrite Reumatoide →Adultos 3 0-50 anos. Mais predominante em mulheres (3:1). →Predisposição genética ➞ 60% HLA- DRB1 – maior risco de AR e doença mais grave. FR→Tabagismo e outros irritativos ➞ um dos + bem estabelecidos para AR. Componente hormona l ➞ > risco em mulheres. QC→ Poliartrite Simétrica e Aditiva das Articulações Periféricas (principalmente mãos e punhos) Rigidez matinal prolongada (>1 hora). →Após períodos de inatividade →Qualquer articulação sinovial pode se r afetada! ➞ MTF, joelhos, cotovelos, tornozelos, quadris e ombros (aproximadamente nessa ordem). • Geralmente + de 4 articulações são acometidas. PCR e VHS ➞ acompanham a atividade da doença TRATAMENTO MEV TTO PRIMEIRA LINHA – MMCD DARMDs Metrotexate Fisioterapia Glicocorticoides AINEs Osteoporose →Acontece + em mulheres pós-menopausa, mas ocorre em homens também. >50 anos →As fraturas comuns são: quadril, punho, vértebras. Osteoclastos degradam osso. Osteoblastos formam ossos FR Feminino (estrogênio) Envelhecimento (>60 anos) Raça caucasiana HF de osteoporose/fratura Tabagismo Etilismo Baixa ingesta de cálcio Sedentarismo Baixo peso/IMC DX→ É feito através da densitometria óssea, preciso da referencia do pico de massa óssea para saber quanto diminui u em um determinado período. →Exames radiológicos: mostram achatamentos vertebrais, fratura em ossos longos (úmero e fêmur). Outros: hemograma, VSG, prteinograma sérico, fosfatase alcalina, calcemia, calciúria de 24h, glicemia, creatinina, PTH, TSH QC→ Aumento da cifose dorsal Diminuição da estatura Aumento do diâmetro AP da caixa torácica Diminuição das condições ventilatórias Hipotrofia muscular Diminuição da prensa abdominal e protrusão do abdome Constipação crônica Alterações de marcha e do equilíbrio erro TTO→ Quando tratar? - Pcte com osteoporose - Pcte com DMO baixa, com fatores de risco, com medidas não farmacológicas efetivas. →Não farmacológico: - dieta (cálcio e vitamina D) - sol - atividade física - orientar causas extrínsecas →Farmacológico: - bisfosfonados: alendronato, risedronato, ibandronato - denosumabe - ácido zolendrônico - estrogênio - teripartida – reabsorve e forma mais , bom para casos refratários/ mult. Fraturas) Gota →Caracteriza-se por dor intermitente que acomete uma articulação isolada. →Geralmente manifesta-se como uma artrite (inflamação da articulação) iniciada de modo súbito (durante a madrugada, por exemplo), caracterizada por uma inflamação articular acompanhada de calor, rubor, edema (inchaço) e extrema dor. →Frequentemente, acomete uma única articulação, de preferência, a primeira metatarsofalangeana (a articulação do dedão), dorso do pé e tornozelo, mas com a evolução da doença qualquer articulação pode ser acometida. →A dor piora com a ingestão de bebidas alcóolica, carne vermelha e frutos do mar. →A chamada "crise" de gota geralmente tem duração de 5 a 7 dias com resolução espontânea, entrando num período intercrítico (assintomático), até a próxima crise (período 3 meses a 2 anos). Nos pacientes sem tratamento esse período intercrítico é menor e as crises mais duradouras; nesses casos pode haver acometimento de mais de uma articulação. TRATAMENTO → manejo da crise aguda e terapia de longo prazo. CRISE AGUDA AINEs Colchicina Corticoide Intra articulares ACTH IM Corticoide sistêmico Profilaxia da Crise→ Colchicina diária, emagrecimento, MEV + TTO hiperuricemia TERAPIA DE LONGO PRAZO o alopurinol o febuxostate • VHS e PCR (proteína liberada pelo fígado na fase aguda)→ provas de atividade inflamatória Outros exames avaliam inflamação→Ferritina (importante na anemia ferropriva), Haptoglobina (importante na anemia hemolítica), Fibrinogenio • Artralgia: só dor DIFERENTE Artrite: EDEMA!!! • Fator reumatoide→ um anticorpo IgM que ataca IgG (self)→ principal fator que se associa à Sindrome de Sjogren (90%) é o FR→ segunda maior associação com Artrite Reumatoide (70-80%) • Anti CCP (anticorpo antipeptídeos citrulinados)→ Tem uma sensibilidade de 70% e especificidade de 95% na AR. • HLA→ Antígeno de histocompatibilidade humano ou human leucocyte antigen →cromossomo 6 Artrite Reumatoide em 60% - HLA DRB 1→ Espondilite anquilosante – HLA B27 Artrites Idiopáticas = Doenças reumatológicas + comuns em MULHERES!