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A osteoartrite (artrose) é uma doença que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos, vulgarmente, como “bicos de papagaio”. A pode ser dividida em sem causa conhecida (dita primária) ou com causa conhecida (dita secundária). A prevalência de osteoartrite na população adulta brasileira é de 4,14% de acordo com o único estudo existente FATORES DE RISCO - OA é causada pela combinação de fatores sistêmicos e fatores do ambiente articular local. - Muitos fatores sistêmicos podem causar doença, influenciando a vulnerabilidade da articulação dentro do ambiente local (p. ex., fraqueza muscular, tempos de resposta neurológica). Uma vez que eles operam em todas as articulações que podem ser vulneráveis a OA, concebem-se os fatores sistêmicos em termos de seus efeitos sistêmicos, mas os mecanismos subjacentes a seus efeitos sobre articulações específicas são na realidade locais. Fatores de riscos sistêmicos - As mudanças no ambiente articular com o envelhecimento têm um efeito combinado sobre a articulação, tornando-a vulnerável ao desenvolvimento de OA. As cartilagens tornam-se mais finas com a idade. Isso pode aumentar a frouxidão da articulação, tornando-a mais vulnerável a lesões e aumentando a suscetibilidade da cartilagem a estresse de laceração nos níveis mais profundos onde a cartilagem se fixa ao osso. - O ambiente articular local também muda com a idade de modo a tornar a articulação suscetível a lesões. Com a idade, os músculos ficam mais fracos e menos bem condicionados -Ocorre mais nas mulheres, principalmente a pós menopausa. Algumas das mudanças no ambiente articular local, (p. ex., perda de força e condicionamento) - Outro grupo de fatores sistêmicos que pode influenciar o risco da doença são deficiências nutricionais. A deficiência de vitamina D é uma delas. Mesmo que não tenha efeitos diretos sobre a estrutura articular, a deficiência de vitamina D pode ter efeitos indiretos sobre a saúde da articulação, reduzindo o limiar de dor articular. Fatores do ambiente articular local - Em todas as articulações, a cartilagem e outras estruturas na articulação são projetadas para suportar determinada quantidade de estresse durante o uso da articulação. Quando a direção da carga transarticular muda ou quando a articulação se torna deformada, alterando os padrões de carga dentro da articulação, as cargas focais dentro da articulação ultrapassam sua capacidade fisiológica e pode ocorrer lesão da cartilagem. ETIOPATOLOGIA - Como sinóvia, osso subcondral e cartilagem estão intimamente relacionados estrutural e funcionalmente, alterações em qualquer um desses tecidos podem influenciar os demais. - Quando a OA se inicia na cartilagem, a alteração básica pode estar na matriz colágena e de proteoglicanos ou nos condrócitos - Os condrócitos são a maior fonte de enzimas degradadoras na OA, sintetizando e ativando metaloproteinases, substâncias muito atuantes no catabolismo da cartilagem. A homeostase da cartilagem se estabelece por meio do equilíbrio entre agentes que atuam no seu anabolismo e catabolismo. Um desequilíbrio entre eles, com predominância dos agentes catabólicos, determina a degradação cartilaginosa - Principalmente a interleucina 1 (IL-1), mas também a interleucina 6 (IL-6) e o fator de necrose tumoral (TNF), desempenham papel muito importante na síntese de proteases. - Fatores de crescimento contrabalançam o efeito das citocinas, por meio do estímulo da síntese dos componentes da matriz ou de inibidores das enzimas degradadoras - Os condrócitos ativados passam a produzir o óxido nítrico (NO), que exerce vários efeitos catabólicos: ✓ inibe a síntese de colágeno e proteoglicanos, OSTEOARTRITE ✓ ativa metaloproteases, ✓ inativa o TIMP (O inibidor tecidual de metaloproteases), ✓ diminui a expressão do antagonista do receptor de IL-1 (IL-1ra), ✓ inibe a proliferação de condrócitos, interfere na sinalização de integrinas e induz a apoptose de condrócitos in vitro. - Fragmentos de colágeno, proteoglicanos e outras moléculas, por sua vez, também podem acelerar a liberação de citocinas que agem sobre a sinóvia promovendo sua inflamação e a amplificação da resposta inicial. Estabelece-se, assim, um círculo vicioso que acelera cada vez mais a degradação da cartilagem MANIFESTAÇÕES CLINICAS O quadro clínico da OA caracteriza-se por dor insidiosa que pode ser acompanhada de rigidez na região acometida. A princípio, essa dor piora no início dos movimentos (protocinética) e aos esforços, sendo que, em estágios mais avançados, pode ocorrer também em repouso. - Junto com a dor, o prejuízo funcional é progressivo, podendo haver incapacidade até para os cuidados pessoais. - As articulações mais freqüentemente acometidas são a metatarsofalângica do hálux, as articulações das mãos (interfalângicas proximais e distais e primeira carpometacar- pal), dos joelhos e dos quadris, além da coluna vertebral. ✓ Rigidez: ocorre, tipicamente, durante um período menor que 30 min. (Rigidez pode ser definida como a sensação de inchaço e lentificação da articulação envolvida que geralmente ocorre após inatividade, como pela manhã ou ao se levantar após se sentar por um período prolongado) ✓ Alterações na marcha: A OA das articulações de sustentação de peso causa padrões de marcha alterados, principalmente em decorrência de uma tentativa consciente ou inconsciente de proteger a articulação. A artrite do quadril, joelho, tornozelo e pé dá origem a padrões de marcha distintos ✓ Inchação articular: aumento da articulação por sinovite, derrame pleural, ou aumento ósseo. O aumento do volume articular por um derrame ocasiona redução de sua amplitude de extensão ✓ Crepitação: Pode ser ouvido rangido, crepitação ou estalido na articulação com OA. A crepitação é causada pelo movimento de superfícies irregulares umas sobre as outras e é mais bem demonstrada com movimento ativo da articulação EXAME FISICO - O exame físico pode revelar deformidades, aumento de volume articular, calor local, crepitações e limitações ao movimento passivo da articulação - Sensação de “click” ou “claudicação”, possivelmente associada à lesão meniscal, pode ocorrer na OA de joelho. - Varismo e valgismo dos joelhos - valgismo do hálux - Desvio dos dedos das mãos com aumento de volume nas interfalangeanas distais (nódulos de Heberden) e proximais (nódulos de Bouchard). - Osteófitos marginais, corpos livres intrasinoviais ou corpos móveis (osteocondromas), podem ser palpáveis - Pode ser difícil determinar as lacerações meniscais no exame físico dos pacientes com OA do joelho. O teste de McMurray positivo é o único preditor verdadeiro da laceração meniscal instável. - A deficiência do ligamento cruzado pode ser detectada pelo sinal da gaveta anterior ou posterior CLASSIFICAÇÃO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E ARTROGRAFIA TOMOGRÁFICA RADIOGRAFIA O sinal radiológico clássico da OA são os osteófitos decorrentes da proliferação óssea nas margens da articulação e a redução assimétrica do espaço articular e a esclerose do osso subcondral. - O diagnóstico e o planejamento terapêutico da OA devem ser baseados quase exclusivamente no quadro clínico do paciente. - Pela escala de graduação radiográfica de Kellgren-Lawrence (KL): ✓ Esse sistema geral de escore de articulação gradua a OA em cinco níveis com gravidade crescente, de 0 a 4, segundo a presença de osteófito definitivo; pelo grau de estreitamento do espaço articular, esclerose óssea, cistos e deformidades ✓ Osteófitos: Embora osteófitos marginais possam ser mais bem visualizados com RC do que com RM, osteófitos centrais são mais facilmente detectados com RM. ✓ Erosão ✓ Sinovite e derrame articular: RM contrastada continua sendo o padrão-ouro para avaliação de hipertrofia sinovial; Marcadoresdiagnóstica, se atleta ou falha nas respostas → pode ser ruptura - Contusão extensa ou paciente tem relato de distúrbio da coagulação → hemograma + coagulograma - RABDMIOLISE → CPK, mioglobulina e SU RABDOMIOLISE: Rabdomiólise é uma doença caracterizada pela destruição das fibras musculares. Conforme os tecidos musculares são acometidos, diferentes substâncias são liberadas na corrente sanguínea, afetando rins e sistema urinário, causando mais sintomas para o indivíduo. A rabdomiólise é uma síndrome e diversas causas podem desencadear a destruição das fibras musculares, do excesso de consumo de álcool ao excesso de exercícios físicos. Causas: ✓ excesso de exercício físico; • grandes traumas musculares, como os que acontecem em um acidente de carro ou quando membros são esmagados; • abuso de álcool e drogas, especialmente cocaína e heroína; • uso de medicamentos, como estatinas, por longos períodos de tempo; • infecções como as que são causadas por vírus; • doenças já existentes que afetam os músculos. Sintomas: • dor nos músculos; • rigidez nos músculos; • dificuldade para fazer movimentos, mesmo que simples; • dor nas articulações; • fraqueza; • urina amarronzada ou com tons de vermelho; • cansaço generalizado; • náuseas e vômitos; • dor nos rins; • dor abdominal. ESTIRAMENTO MUSCULAR TRATAMENTO DA CONTUSÃO ➔ se houver contusão que envolve grandes músculos (ex: quadríceps), interromper o exercício imediatamente ➔ Contusão da coxa: MULETA → a pisada pode extender o dano ➔ Cirurgia: raramente necessária - O estiramento muscular é uma lesão indireta que se caracteriza pelo alongamento excessivo das fibras musculares, ou alongamento além dos limites normais, também chamados de fisiológico - Os músculos mais freqüentemente atingidos são os isquiotibiais, o quadríceps femoral e o tríceps sural. Os músculos isquiotibiais são particularmente os mais freqüentemente acometidos nos membros inferiores dos atletas e são representados pelos músculos bíceps femoral, semimembranoso e semitendinoso CLASSIFICAÇÃO O’Donoghue classificou os estiramentos musculares em três graus de acordo com a gravidade da lesão e as dimensões do tecido comprometido: Grau I. Lesão de extensão inferior a 5% do músculo. Sem perda da função ou força e há pequena resposta inflamatória. A dor é localizada durante a contração muscular contra resistência e pode ser ausente no repouso. Não há formação de hematoma e a limitação funcional é leve. Apresenta bom prognóstico e a restauração das fibras é relativamente rápida. Grau II. Lesão com dimensões entre 5% e 50% do músculo, acompanhada de edema, dor localizada, hemorragia leve ou moderada. A limitação funcional é moderada na fase aguda, Grau III. Lesão superior a 50% do músculo, acompanhada de perda de função, defeito palpável (retração muscular) e presença de hematoma. A recuperação é lenta e o prognóstico é indeterminado, de um modo geral evoluindo com seqüelas, como deformidades. MANIFESTAÇÕES E EXAME FISICO A história clínica é marcada por dor súbita localizada, de intensidade variável, algumas vezes acompanhada de um estalido audível. Ocorre geralmente durante um movimento de corrida, salto ou arremesso e culmina com a interrupção do mesmo O exame físico revela edema localizado, tensão aumentada do tecido ao redor e possibilidade de um defeito (área de depressão local) visível ou palpável. A presença de equimose ou hematoma tem o significado de uma lesão de maior extensão e gravidade. A contração contra resistência revela dor local e impotência funcional, caracterizada pela incapacidade de se mover a articulação TRATAMENTO Em geral, o tratamento dos estiramentos musculares abrange: → Medicamentos analgésicos, antiinflamatórios e miorrelaxantes para controle da dor. ➔ Crioterapia na fase aguda: compressão do local da lesão com bolsas de gelo durante 20 a 30 minutos, com freqüência de 3/3 horas, durante os dois primeiros dias21 ➔ Repouso do membro afetado com a utilização de órteses (tipóias, muletas, estabilizadores articulares). ➔ Elevação do membro acometido para uma drenagem mais eficiente do edema ou hematoma. ➔ Fisioterapia sob prescrição: analgesia (controle da dor), cinesioterapia (exercíc21io) ➔ Tratamento cirúrgico é raramente indicado e prioriza as lesões por avulsão RUPTURA MUSCULAR É a distensão ou ruptura de um músculo ou tendão causada pela distensão do tecido muscular, seja por alongamento ou contração excessiva. Este tipo de lesão geralmente ocorre quando se pratica exercícios ou alguma atividade esportiva. CAUSAS ▪ Trauma; ▪ Aquecimento muscular ruim; ▪ Fadiga no final de uma competição; ▪ Desnutrição e desidratação (a capacidade contrátil das fibras musculares é enfraquecida e elas se tornam mais suscetíveis a danos). SINTOMAS ▪ Inchaço, vermelhidão ou hematomas; ▪ Fraqueza do músculo; ▪ Se, no momento da lesão, houver um som ou sensação de "estalo", isso significa que você tem uma lesão muscular mais grave. CLASSIFICAÇÃO 1º grau: Envolve ligeiros danos às fibras musculares e a recuperação total pode demorar de 8 a 10 dias. 2º grau: Essa ruptura parcial nas fibras musculares requer atenção mais profunda e pode levar de duas a três semanas para cicatrizar. 3º grau: Consiste na ruptura total das fibras e normalmente leva de três a quatro meses para se recuperar, além de muitas vezes ter que ser operado para reinserir as fibras rompidas. TRATAMENTO Após a lesão muscular, a primeira etapa do atendimento consiste em repouso, aplicação de gelo, compressão da bandagem e elevação do membro afetado. - Dependendo do tipo e da gravidade da ruptura muscular, algumas rotinas e técnicas podem ser aplicadas. Sendo elas, treinamento isométrico, estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), cinesioterapia e LEDterapia. - Uma ruptura muscular grave provavelmente exigirá cirurgia para reparar o músculo ou ligamento rompido. METODO PRICE PRICE – Os princípios do tratamento das lesões musculares na fase aguda seguem o método PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro acometido). • PROTEÇÃO: evitar novos traumas ou lesões na região já machucada. Eventualmente o uso de imobilizadores, tipoias e muletas pode ajudar. • REPOUSO: diminuir o nível de atividade física temporariamente para permitir que seu corpo se recupere. • GELO: compressas geladas por 15 a 20 minutos a cada 2 ou 3 horas pode ajudar a melhorar a dor e a inflamação • COMPRESSÃO: curativos compressivos diminuem o edema local • ELEVAÇÃO: manter o segmento lesado acima da linha do coração também auxilia na diminuição do edema SINDROME COMPARTIMENTAL SINDROME COMPARTIMENTAL A síndrome compartimental consiste na pressão aumentada do tecido dentro de um compartimento fascial apertado, o que resulta em isquemia do tecido. O primeiro sintoma consiste em dor exagerada, proporcional ao grau da lesão. - A síndrome compartimental é uma cascata de eventos que se autoperpetua. Começa com o edema do tecido que normalmente ocorre após a lesão (p. ex., por edema ou hematoma de tecidos moles). Se o edema ocorre dentro do compartimento fascial, normalmente, no compartimento anterior ou posterior do membro inferior, há pouco espaço para expansão do tecido; dessa maneira, a pressão intersticial (compartimental) aumenta. À medida que a pressão compartimental excede a pressão capilar normal de cerca de 8 mmHg, a perfusão celular desacelera e com o tempo pode parar. - A isquemia tecidual resultante posteriormente piora o edema, e isso gera um círculo vicioso. - Conforme a isquemia progride, os músculos tornam-se necrosados, o que leva, às vezes, à rabdomiólise, infecções e hiperpotassemia, ameaçando a perda do membro e podendo levar ao óbito, caso não seja tratada. - + comum na fx diáfisetibial (36%) Causas comuns da síndrome compartimental são: - Aguda: + grave → após lesão traumática - Crônica: de esforço • Fraturas • Contusões graves ou lesões por esmagamento • Lesão de reperfusão após lesão vascular e reparo • Compressão extrínseca (gesso ou curativos) • Medicamentos (anticoagulantes ou esteroide anabolizante) curativos apertados e outros fechamentos rígidos que limitem o edema e, assim, aumentem a pressão compartimental. QUADRO CLINICO: TRATAMENTO • Fasciotomia • Monitorar os níveis de potássio e tratar a hiperpotassemia conforme necessário • Tratar a rabdomiólise conforme necessário ➔ O tratamento inicial: ✓ é a remoção de qualquer estrutura constritiva (p. ex., gesso ou tala) em volta do membro ✓ correção da hipotensão ✓ analgesia ✓ administração de suplementação de oxigênio, como necessário. Normalmente, a menos que a pressão compartimental caia rapidamente e os sintomas diminuam, é necessário fazer uma fasciotomia de urgência. A fasciotomia deve ser feita através de grandes incisões na pele para abrir todos os compartimentos da fácia no membro e, assim, aliviar a pressão. Deve-se inspecionar cuidosamente todos os músculos em termos de viabilidade, e qualquer tecido não viável deve ser desbridado. - A amputação é indicada se a necrose for extensa. As artrites infecciosas ou sépticas são divididas, didaticamente, em agudas (não gonocócicas e gonocócicas) e crônicas (micobactérias e fungos). ETIOLOGIA - Entre as bacterianas agudas não gonocócicas, a imensa maioria dos agentes etiológicos pertence ao grupo das bactérias Gram- positivas (75 a 80%). O S. aureus é encontrado em 60% das artrites infecciosas em adultos. -Entre os outros agentes microbianos Gram-positivos, o estreptococo beta-hemolítico é responsável por até 30% dos casos de artrite séptica não gonocócica, quase sempre resultando de infecção cutânea ou de partes moles periarticulares. -E. coli, Klebsiella pneumoniae, Salmonella spp. e Pseudomonas spp. são os bacilos Gram-negativos com ocorrência por volta de 10% e são mais frequentes nas artrites sépticas em neonatos, pacientes com doenças crônicas, idosos e usuários de drogas injetáveis. CLINICA -ARTRITE SEPTICA NÃO GONOCÓCICA - Pacientes com artrite infecciosa bacteriana não gonocócica mostram-se com quadro febril de instalação súbita, calafrios quando há bacteremia e queda do estado geral. - 50% no joelho - O acometimento costuma ser monoarticular (80 a 90%), súbito, doloroso, com derrame articular, calor e limitação acentuada dos movimentos ativos e passivos da articulação - Febre baixa ou ausente em mais de 50% dos pacientes; somente 20% dos pacientes relatam tremores com calafrio. - Geralmente ocorre em articulações periféricas: joelho, quadril, ombro, punho, tornozelo ou cotovelo. Exame físico - O exame físico deve incluir avaliação completa de todas as articulações quanto a eritema, inchaço, calor e sensibilidade. As articulações infectadas são caracteristicamente dolorosas e geralmente demonstram um derrame, ambos associados a uma amplitude de movimento ativa e passiva limitada. Achados externos, como inchaço, eritema e calor, podem ser menos proeminentes no cenário de ARTRITE SEPTICA MONOARTRITES Amostras de locais de mucosa – Pacientes com as características clínicas de DGI devem ter amostras urogenitais, retais e faríngeas submetidas a testes microbiológicos para N. gonorrhoeae. Muitas vezes, os pacientes com DGI têm evidência de infecção nos locais urogenital, retal ou faríngeo, apesar da ausência de sintomas nesses locais - A contagem média de leucócitos no líquido sinovial na artrite séptica é tipicamente em torno de 50.000 células/microL [100,101 ] ; em alguns casos de artrite gonocócica, no entanto, contagens mais baixas podem ser observadas (aproximadamente 20.000 células/microL) Amostras de lesões cutâneas – O teste laboratorial de amostras de lesões cutâneas normalmente não faz parte da investigação para DGI. Muitas lesões cutâneas associadas não são passíveis de drenagem e amostragem. artrite séptica envolvendo as articulações do quadril, ombro ou coluna. Artrite gonocócica • Febre (5 a 7 dias) • Várias lesões cutâneas (petéquias, pápulas, pústulas, vesículas ou bolhas hemorrágicas e/ou lesões necrosadas) nas superfícies mucosas e na pele do tronco, mãos ou membros inferiores • Artralgia migratória, poliartralgia, artrite e tenossinovite (geralmente comprometendo vários tendões), na maioria das vezes nas pequenas articulações das mãos, no punho, nos cotovelos, nos joelhos e nos tornozelos e, raramente, nas articulações do esqueleto axial Artrite não gonocócica - O diagnóstico de artrite séptica é feito com base na análise e cultura do líquido sinovial ✓ Outros ensaios do líquido sinovial (como lactato no líquido sinovial, glicose, proteína C reativa, reação em cadeia da polimerase ou imunoensaios) não são úteis para o diagnóstico de artrite séptica - Além disso, hemoculturas (dois conjuntos) e, quando indicado, radiografias, ultrassonografia ou estudos de imagem da articulação envolvida devem ser obtidos. - ARTROCENTESE → para alívio e diagnóstico -CULTURA+ ARTROCENTESES + EXAMES LABORATORIAIS → NÃO ESPERAR O RESULTADO PARA INICIAR O TRATAMENTO! Artrite gonocócica Hemoculturas – Pelo menos dois conjuntos de hemoculturas devem ser obtidos. As culturas são diagnósticas quando positivas e também são úteis para separar DGI de outras condições, como artrite séptica devido a Neisseria meningitidis ou S. aureus, ambas as quais podem mimetizar as características clínicas de DGI. A frequência relatada de positividade da hemocultura em várias séries varia de 4 a 70 por cento dos casos - O diagnóstico definitivo de infecção gonocócica disseminada é feito pela identificação de N. gonorrhoeae (por meio de teste molecular ou cultura) em uma amostra de sangue, líquido ou tecido sinovial, lesão cutânea ou outro local não mucoso. - As culturas são ainda menos prováveis de serem positivas para aqueles que apresentam tenossinovite, dermatite e poliartralgia, mesmo que o líquido sinovial possa ser obtido. DIAGNÓSTICO TRATAMENTO DA ARTRITE NÃO GONOCÓCICA - O manejo da artrite bacteriana aguda consiste em drenagem articular e antibioticoterapia TERAPIA ANTIBIOTICA: - Escolha inicial da terapia antimicrobiana empírica deve abranger os patógenos mais prováveis - Se a coloração de Gram inicial do líquido sinovial demonstrar cocos gram-positivos, o tratamento empírico com vancomicina. - Se a coloração de Gram inicial do líquido sinovial demonstrar bacilos gram-negativos, o tratamento deve ser guiado pelo risco de infecção por Pseudomonas - Para pacientes com artrite bacteriana traumática, sugerimos tratamento com vancomicina mais uma cefalosporina de terceira geração ( ceftriaxona ou cefotaxima ). Drenagem articular: Em geral, pacientes com artrite séptica necessitam de drenagem articular, pois esta condição representa um abscesso fechado. Pacientes com infecção grave podem exigir aspirações repetidas ou irrigações artroscópicas e, em alguns casos, sinovectomia. Análises seriadas do líquido sinovial devem ser realizadas; à medida que a infecção é tratada, esses achados devem demonstrar esterilização do fluido e diminuição da contagem total de leucócitos. A adequação da drenagem também pode ser avaliada clinicamente (com base na melhora da curva de febre, contagem de glóbulos brancos, edema articular e dor). TRATAMENTO PARA ARTRITE GONOCÓCICA Terapia antimicrobiana inicial — A terapia parenteral com ceftriaxona 1 g por via intravenosa a cada 24 horas é nosso esquema inicial preferido para DGI. A ceftriaxona também pode ser administrada por via intramuscular, se necessário, mas parapacientes com artrite purulenta, a maioria dos especialistas geralmente administra a ceftriaxona por via intravenosa. Tenossinovite, dermatite, poliartralgia: Pacientes com a tríade de tenossinovite, dermatite e artralgia ou sinovite, que apresentam derrames articulares pequenos ou ausentes, geralmente respondem de forma dramática e rápida ao tratamento. Continuar com a antibioticoterapia por pelo menos sete dias, desde que os sinais clínicos de infecção tenham desaparecido ou quase desaparecido. Uma vez observada melhora clínica inicial com ceftriaxona 1 g por dia (ou uma das terapias iniciais alternativas discutidas acima) por 24 a 48 horas, o ciclo de tratamento pode ser concluído com ceftriaxona intramuscular CLINICA Erupção de gota típica: A crise de gota típica, que é intensamente inflamatória, inclui as seguintes características clínicas: ● Dor intensa, vermelhidão, calor, inchaço e incapacidade – a gravidade máxima da crise geralmente é alcançada dentro de 12 a 24 horas Erupções poliarticulares de gota: Um padrão poliarticular é a manifestação inicial em menos de 20% dos pacientes com gota, mas ocorre com frequência crescente em crises posteriores. Os sintomas poliarticulares são particularmente comuns no final do curso da gota não tratada, quando múltiplas recorrências, intervalos curtos ou ausentes sem sintomas e depósitos tofáceos palpáveis são comuns Gota tofácea: A gota tofácea é caracterizada por coleções de urato sólido acompanhadas de alterações inflamatórias crônicas e muitas vezes destrutivas no tecido conjuntivo circundante. Os tofos são frequentemente visíveis e/ou palpáveis e podem estar presentes nas orelhas ou nos tecidos moles, incluindo estruturas articulares, tendões ou bursas DIAGNOSTICO LABORATORIO ➔ Análise no liquido sinovial: A crise de gota é caracterizada pela presença de cristais de urato monossódico (MSU) no líquido sinovial obtido de articulações ou bursas visualizadas por exame direto de uma amostra de líquido usando microscopia de luz polarizada compensada ✓ O líquido sinovial é inflamatório, com contagens de leucócitos no líquido articular que geralmente variam IMAGEM Radiografia simples e ressonância magnética – Cistos ósseos subcorticais aparentes na radiografia simples ou no exame de ressonância magnética (RM) podem ser sugestivos de tofos gotosos ou erosões. Alterações desses tipos observadas em procedimentos de imagem geralmente não são detectáveis no momento da primeira crise de gota. Lesões gotosas mais específicas, como delicadas "bordas salientes" do osso associadas a erosões ósseas devido a tofos, ocorrem com doença mais crônica. ✓ A RX é incapaz de avaliar as primeiras alterações dos tecidos moles, tais como derrame, erosões iniciais, hipertrofia sinovial, hipervascularização ou tofos pequenos. entre 10.000 a 100.000 com predominância de neutrófilos ➔ Exame de sangue: os exames de sangue podem mostrar alterações inespecíficas consistentes com inflamação; o nível de urato pode ser alto, normal ou baixo: ✓ Leucocitose neutrofílica e/ou elevação da velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína C reativa (PCR) são comuns nas crises de gota, mas sua presença em outras artrites agudas geralmente torna esses achados de pouco valor diagnóstico. ✓ Na gota tofácea crônica os sinais radiográficos incluem a visualização de tofos como massas de tecidos moles ou intraósseas, que podem ou não apresentar calcificações e a presença de uma artropatia não desmineralizante, com erosões que apresentam margens que podem ser escleróticas ou salientes. Ultrassonografia – Os achados no exame de ultrassom podem apoiar de forma forte e independente o diagnóstico de gota e podem ser úteis na detecção precoce e monitoramento da terapia. Características diagnósticas importantes incluem uma densidade linear hiperecoica (sinal de contorno duplo [DCS]) sobrejacente à superfície da cartilagem articular ou depósitos de aparência tofácea em articulações ou tendões GOTA TRATAMENTO CRISE AGUDA - Baixa ou moderada dor, com afeção de 1ou 3 articulações ou 1 ou 2 articulações grandes → MONOTERAPIA → AINES/ colchicina ou corticoide. → O tratamento em monoterapia está recomendado na dor leve a moderada (dor ≤6 em 10 na escala visual analógica), oligoarticular ou envolvimento de 1 ou 2 grandes articulações (definidas como tornozelo, joelho, punho, cotovelo, quadril e ombro). ➔ A terapia combinada está recomendada quando a dor é intensa (dor >6 em 10 na escala visual analógica), especialmente quando o envolvimento é poliarticular (≥4 pequenas articulações) ou com envolvimento de mais uma ou duas grandes articulações ✓ Sobre a colchicina: O tratamento com colchicinha deve ser iniciado até 12-36 horas após os primeiros sintomas2,3 e se o paciente fez colchicina nos últimos 14 dias deve ser considerado um tratamento alternativo. A depuração de colchicina é reduzida na Doença Renal pelo que dose de colchicina deve ser reduzida para metade se a Taxa de Filtração Glomerular → não usar em falha renal ✓ Contraindicações dos corticoides: não usar em uma diabete descompensada, infecções sistêmicas, hipertensão, depressão, úlceras pépticas, tuberculose em atividade, osteoporose, glaucoma e gravidez MANUTENÇÃO O tratamento hipouricemiante de primeira linha é o alopurinol, um inibidor da xantina oxidase. ✓ Na insuficiência renal é necessário o ajuste da dose do alopurinol ✓ A dose inicial é de 100mg/dia com aumentos progressivos de 100mg a cada 2-5 semanas (ajustes) ✓ A dose deve ser ajustada ao mínimo necessário para manter o objetivo terapêutico, sem suspender o fármaco por completo de modo a evitar recidivas. ✓ Se o paciente já toma alopurinol durante a regulação da crise, tem que manter- lo e dar um anti-inflamatório ➔ é recomendado que o nível sérico de urato (NSU) permaneça abaixo de 6 mg/dL. Nos pacientes com tofos, para que o processo de reabsorção ocorra de forma mais célere, o alvo terapêutico é abaixo de 5 mg/d ➔ O uso de medicações uricorredutoras (MUR) está fortemente indicado para pacientes que apresentem: ✓ 1 ou mais tofos, ✓ dano articular radiográfico (visto por qualquer método de imagem) atribuível à gota (forma crônica da doença), ✓ ou 2 ou mais CAG por ano. ✓ MUR pode ser considerado, também, para pacientes com mais de 1 CAG no passado, porém, atualmente, com menos de 2 CAG por ano, ou na presença de doença renal moderada a grave (estágio ≥ 3), NSU muito elevados (> 9 mg/dL) ou passado de urolitíase ou falha renal CHIKUNGUNYA - O período de incubação intrínseco, que ocorre no ser humano, é em média de três a sete dias (podendo variar de 1 a 12 dias). A doença pode evoluir em três fases: aguda, subaguda e crônica. Após o período de incubação inicia-se a fase aguda ou febril, que dura até o 14º dia. - Alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares após a fase aguda, caracterizando o início da fase subaguda, com duração de até três meses. - Quando a duração dos sintomas persiste além dos três meses atinge a fase crônica. Nestas fases, algumas manifestações clínicas podem variar de acordo com o sexo e a idade. Exantema, vômitos, sangramento e úlceras orais parecem estar mais associados ao sexo feminino. Dor articular, edema e maior duração da febre são mais prevalentes quanto maior a idade do paciente. - É possível que, em pacientes com predisposição genética, esse agente viral possa desencadear AR, espondiloartropatias, artrite reativa, etc. uns artigos falam que a fase aguda é até os 14 dias, outros falam que é 5-10 dias. A fase subaguda de 15-3 meses, outros falam de 6-21 dias. Porém, segundo a OMS é: • aguda: até 9 dias • subaguda: de 10 dias a menos de 3 meses, e • crônica: 3 meses ou mais. MANIFESTAÇÕES CLINICAS FASE AGUDA (fase virêmica) 5- 10 dias/ até 14 dias - A fase virêmica é caracterizadapor início súbito de febre alta (frequentemente >39 ° C)→ a febre é alta e contínua, com vários episódios durante o dia, onde é mais intenso nos primeiros 3 dias, mas pode persistir até 7 dias. -Poliartralgia/poliartrite grave → A artralgia (principalmente a poliartrite) tem sido descrita em mais de 90% dos pacientes adultos na fase aguda, com padrão poliarticular e simétrico, acometendo principalmente as articulações das mãos, punhos, ombros, joelhos, tornozelos e pés. A dor pode ser incapacitante e dificultar a realização de atividades diárias como caminhar, escovar os dentes e pegar objetos. Edema (periarticular e/ou articular), assim como tenossinovite e rigidez articular (matinal- que dura quase toda a manhã) - Mialgias, conjuntivite e exantema. - O exantema pode se apresentar como erupção cutânea difusa ou focal. → Atinge principalmente o tronco e as extremidades (incluindo palmas e plantas), podendo atingir a face - Muitos pacientes também desenvolvem prurido, vesículas, púrpura e hiperestesia cutânea. - Outras manifestações cutâneas também têm sido relatadas nesta fase: dermatite esfoliativa, lesões vesículobolhosas, hiperpigmentação, fotossensibilidade, lesões simulando eritema nodoso e úlceras orais. - Outros sinais e sintomas descritos na fase aguda de chikungunya são: dor retro-ocular, calafrios, conjuntivite sem secreção - Além disso, a gravidade da doença na fase aguda também está relacionada à risco de desenvolver artralgia crônica na fase crônica. Alguns parâmetros analisados, que se correlacionam com a cronicidade dos sintomas, são a gravidade da dor articular e a presença de inchaço nas articulações FASE SUBAGUDA - A febre desaparece, mas os sintomas articulares e a fadiga persistem. - Também podem ocorrer tenossinovites e bursites, que geralmente são muito dolorosas → A exacerbação da dor pode atingir articulações previamente acometidas e pode ser acompanhada de múltiplas tenossinovites pós-aguda, com acometimento predominante nos punhos e tornozelos associados à rigidez matinal. -Dor neuropática e síndrome do túnel do carpo (consequência da tenossinovite hipertrófica), são frequentemente relatadas - Pacientes com comorbidades concomitantes, como osteoartrite, insuficiência cardíaca, doença respiratória, doença renal e diabetes, provavelmente terão manifestações mais graves de infecção aguda. - A infecção aguda por CHIKV também pode exacerbar doenças reumáticas subjacentes, com estudos mostrando que a infecção por CHIKV causa recidivas de artrite autoimune em pacientes que estavam em remissão antes da infecção FASE CRONICA - Após a fase subaguda, alguns pacientes poderão ter persistência dos sintomas, principalmente dor articular e musculoesquelética e neuropática → Cerca de 20% dos pacientes com infecção crônica por CHIKV podem apresentar dor crônica com características neuropáticas, incluindo parestesia, formigamento, dormência e coceira - O sintoma mais comum nesta fase crônica é o acometimento articular persistente ou recidivante nas mesmas articulações atingidas durante a fase aguda, caracterizado por dor com ou sem edema, limitação de movimento, deformidade e ausência de eritema. Normalmente, o acometimento é poliarticular e simétrico, mas pode ser assimétrico e monoarticular. Também há relatos de dores nas regiões sacroilíaca, lombossacra e cervical - As condições de alguns pacientes, principalmente aqueles que tem uma predisposição genética, esse agente viral pode evoluir para artrite erosiva progressiva com um padrão de artrite reumatóide ou psoriática - A prevalência da fase crônica é muito variável entre os estudos, podendo atingir mais da metade dos pacientes. (A OMS aponta que é de 50%) → % de cronificação - Os principais fatores de risco para a cronificação são: idade acima de 45 anos, significativamente maior no sexo feminino, desordem articular preexistente, maior intensidade das lesões articulares na fase aguda, dor intensa, IGM + por muito tempo, alta carga viral, diabético, níveis elevados de PCR, persistência de citocinas inflamatórias DIAGNOSTICO O diagnóstico definitivo deve considerar critérios epidemiológicos, clínicos e laboratoriais Critérios clínicos: febre >38,5 de início recente + artrite/astralgia intensa de início agudo de qualquer uma das seguintes articulações: mãos, punhos, ombros, joelhos, tornozelos ou pés; Critérios epidemiológicos: indivíduo reside ou visitou área endêmica no prazo de 15 dias antes do inicio de sintomas ou tem vinculado com um caso confirmado Critérios laboratoriais: isolamento do chik por cultura; presença de RNA por RT-PCR; presença de anticorpos IgM; aumento de 4 vezes nos valos do IgG específico; detecção de anticorpos neutralizantes contra chikv por PRNT em soro. Exames laboratoriais Alterações laboratoriais na fase aguda são inespecíficos: - Leucopenia com linfopenia menor que 1.000 cels/mm3 é a observação mais frequente. - Trombocitopenia leve (mais rara) - A velocidade de hemossedimentação e a Proteína C-Reativa encontram-se geralmente elevadas - Outras alterações podem ser detectadas como elevação discreta das enzimas hepáticas, da creatinina e da creatinofosfoquinase (CPK). - Porém, na prática se pede esses exames quando é crônico e grave, mas pode pedir um hemograma, TGO e TGP, (por ser mais barato) e é melhor nos primeiros dias. - A sorologia é mais barata que o PCR (pedir depois de 7 dias) - Considerando a necessidade de prescrição de corticoides e anti-inflamatórios não esteroides (Aine) na fase subaguda, os seguintes exames devem ser solicitados: ureia, creatinina, aspartato aminotransferase (AST)1, alanina aminotransferase (ALT)22, glicemia de jejum e hemograma Diagnóstico laboratorial específico - Para a pesquisa do RNA viral, as principais técnicas moleculares utilizadas são as RT- PCR → de 0-5 dias de infecção, após esses dias não é mais confiável (o maior dia de virulência é o quinto dia). Esta é uma ferramenta importante no diagnóstico precoce da infecção sem utilidade a partir do oitavo dia de sintomas. - Como regra geral, os marcadores sorológicos (IgM e IgG) não devem ser verificados na primeira semana de infecção (depois do sétimo dia) - Na artrite crônica é aconselhável verificar a sorologia para artrite autoimune, como fator reumatóide (FR), anticorpo antipeptídeo citrulinado (anti-CCP) e antígeno leucocitário humano (HLA) B27 para verificar as possibilidades de artrite reumatóide e espondiloartrite coexistentes TRATAMENTO MANEJO DA FASE AGUDA - O paracetamol continua sendo a escolha inicial preferida para febre e sintomas de dor musculoesquelética. - A OMS recomenda tta domiciliar para casos agudos não complicados. Isso constitui repouso, hidratação, paracetamol e evitar aspirina. - Todas as diretrizes aconselham evitar AINES até que a dengue seja descartada, pois a dengue pode ser complicada por hemorragia → ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno ou aceclofenaco são os AINEs que podem ser tomados junto com paracetamol para sintomas intratáveis uma vez que a infecção por dengue tenha sido descartada. - Não se deve usar corticoides na fase aguda DOR LEVE (EVA 1-3) - A dipirona é recomendada de 1g a intervalos fixos de 6h. - o paracetamol com doses de 500mg- 750 mg VO com intervalo de 6h. - A medicação deve ser usada em doses fixas e nunca “se necessário”. - Caso não se obtenha uma resposta adequada, devem ser utilizados antiinflamatórios não esteroides (AINEs). Não é conveniente usá-los na fase de diagnóstico presuntivo se a dengue não tiver sido descartada. Nos casos que não respondem ao exposto, podem ser usados glicocorticóides em baixas doses, geralmente não mais que 15 mg/d de prednisona ou seu equivalente (adultos) → se for descartada a dengue DOR MODERADA (EVA 4-6) - As duas drogas devem ser prescritas conjuntamenteem horários fixos intercalados a cada 3 horas em horários alternados. - Alguns pacientes com dor moderada a intensa (EVA ≥4), persistente, poliarticular ou incapacitante, podem necessitar de medicações por via intravenosa (IV) em unidade de pronto atendimento ou serviço de urgência DOR INTENSA: - Além dos dois analgésicos já descritos deve ser associado um opioide. - Os principais efeitos colaterais dos opioides são as náuseas e a constipação intestinal, principalmente em idosos, que podem ser controlados com a orientação de tomá-los fora do horário das refeições e prescrevendo-se antieméticos e laxantes de rotina. cronificação da dor. Deve ser usado na dose de 50 a 100 mg a cada 6/6 horas. - A codeína é opiode e deve ser prescrita na dose de 30 mg a cada 6 horas e pode ser associada a analgésicos. - A oxicodona é um opioide sintético cuja principal vantagem é ter uma apresentação que permite sua prescrição em intervalos de 12 horas. Não é mt utilizado - O tramadol é uma boa escolha quando se suspeita de componente neuropático nas dores intensas, pois além da ação em receptores opioides agem como antagonista de receptores NMDA (N-metyl-D-aspartato) envolvidos na Não usar corticosteroides em pacientes portadores de diabetes, hipertensão de difícil controle, passado de fratura por osteoporose documentada, transtorno de humor bipolar, insuficiência renal crônica em diálise, Cushing, obesidade grau III, arritmias e coronariopatias. MANEJO DA FASE POS AGUDA -Definir o padrão clínico predominante: a) dor musculoesquelética não inflamatória localizada ou difusa; b) artrite/tenossinovite (doença articular ou periarticular associada a edema); c) dor neuropática - No caso de dor musculoesquelética não inflamatória localizada ou difusa, os pacientes devem receber AINEs (ibuprofeno, naproxeno, celecoxib, meloxicam) e reavaliados após 10 dias. Se a resposta for boa, este tratamento pode ser mantido por até 4 semanas, com subsequente redução gradual até a retirada. Para pacientes com contraindicações ou riscos para o uso de AINEs, analgésicos isolados ou associados a opioides devem ser prescritos por 4 semanas, considerando-se ciclobenzaprina (relaxante muscular). - Nos casos de doença com componente inflamatório (artrite/tenossinovite), o uso de corticosteróide após 14 dias é eficaz. Prednisona 0,5 miligramas por quilograma por dia (dose máxima de 40 miligramas) isoladamente ou em combinação com um analgésico comum ou opióide fraco deve ser prescrito. Após 4 semanas, em pacientes que apresentarem boa resposta, a dose deve ser retirada lentamente (desmame), reduzindo um quarto da dose a cada 7 dias (tempo total de uso de 8 semanas). - Suspensão abrupta ou retirada rápida pode levar a um rebote das manifestações. - Presença de um componente neuropático: Nesses casos, antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina) ou anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina, carbamazepina) devem ser usados. O início de ação é mais lento, ocorrendo após 2 semanas de uso. - Em pacientes idosos, a amitriptilina pode levar à sedação, portanto, a gabapentina é frequentemente preferida a partir de doses baixas. - Pacientes com história de arritmia também devem receber gabapentina em vez de amitriptilina. - a hidroxicloroquina é de primeira escolha, por seus conhecidos efeitos anti-inflamatórios no controle da artrite e da dor musculoesquelética. - Pode ser iniciado a hidroxicloroquina na dose de 6 mg/kg/dia (dose máxima 600 mg/dia) via oral (VO) - As drogas de escolha nesta fase são os antimaláricos, preferencialmente a hidroxicloroquina (HCQ). Nesta diretriz, o metotrexato (MTX) é uma opção para doença articular inflamatória (doença moderada ou grave) e HCQ para formas menos graves MANEJO DA FASE CRONICA - Os pacientes devem ser reavaliados após 8- 12 semanas e, em casos de resposta clínica favorável, devem manter a droga por mais 6 meses. - Em caso de falha de resposta ao HCQ, o MTX deve ser prescrito. Nos casos de falha do MTX, o médico deve encaminhar o paciente a um reumatologista - Ou caso a dor persista com a EVA maior que 4, deve-se associar a sulfassalazina (500 mg), dois comprimidos em intervalos de 12/12h, (2 g/dia), à hidroxicloroquina por mais seis semanas -Efeitos colaterais: ➢ Hidroxicloroquina: mal estar, epigastralgia, palpitação ➢ MTX: Mucosite, anemia e aumento das transaminases ➢ SSZ: diarréia AINES MECANISMO DE AÇÃO Vai ocorrer um estímulo que vai ativar a membrana celular, ocorrendo uma alteração da membrana permitindo a passagem de cálcio no interior da célula, e assim a Fosfolipase A2 estimula os fosfolipídios da membrana liberam o ácido araquidônico. E esse ácido vai liberar por duas vias: cicloxigenase (1 e 2), e a lipoxigenase. E as enzimas lipoxigenases (LPOs) e as ciclo-oxigenases (COXs) atuam sobre o ácido araquidônico formando leucotrienos e prostaglandinas, respectivamente, de acordo com o esquema demonstrado na imagem acima. A resposta inflamatória aguda é iniciada pela produção de mediadores solúveis como citocinas, radicais livres, aminas vasoativas e eicosanoides como prostaglandinas. As prostaglandinas promovem vasodilatação, sensibilização dos nociceptores, além de estimularem os centros hipotalâmicos relacionados com termorregulação. Uma exceção entre as prostaglandinas é o tromboxano A2 que promove agregação plaquetária em vez de vasodilatação. ➔ Assim que a COX1 age no ácido araquidônico o Tromboxano Sintase vai agir na PGH2 formando o TX A2. COX -1 - Fisiológica ou constitutiva (existe no corpo independente se tem um processo inflamatório ou não) - Se encontram na mucosa duodenal e nas plaquetas - Produção de tromboxanos A2, PG e prostaciclinas - Inibe a produção ácida -Estimula a secreção de bicarbonato e muco -Produz Vasodilatação → fluxo sanguíneo na mucosa (migração, proliferação e reparação celular) Função das prostaglandinas ➢ Na mucosa gástrica, o COX 1 produz a PGE2 e PGI1- também chamada de prostaciclina) → essas prostaglandinas são citoprotectoras da mucosa gástrica porque vão atuar diminuindo a secreção acida gástrica, diminuindo muco. ➢ A COX 1 produz a PGI2 (prostaciclina) ✓ É um inibidor da coagulação (antiagregação plaquetária ✓ Produz vasodilatação ✓ Relaxamento das células musculares lisas ➢ A PGE2 e a PGD2: ✓ Causa vasodilatação ✓ Aumenta a permeabilidade vascular ✓ Sensibilizam os receptores de dor (nocioreceptores) e o centro da termorregulação (PGE2) - Ação das PG na inflamação: ➢ Dor: na inflamação muitas prostaglandinas vão está sendo produzidas principalmente a PGE2 e a PGI2 que vão está irritando as fibras nervosas locais. ➢ Vasodilatação, sensibilização de nociceptores e sensibilização do centro da termorregulação → produz edema, calor, rubor e dor Função do TXA2 - Produz vasodilatação pulmonar, principalmente -Agregação plaquetária (a aspirina mantem um efeito antitrombótico maior que os demais) → as plaquetas expressam COX1 - Vasoconstricção sistêmica - Proliferação de células musculares lisas Função dos leucotrienos - Aumentam a permeabilidade do vaso -Atraem leucócitos para o sítio de lesão COX-2 - Ação Inflamatória -E fisiologicamente se encontram no Rim, SNC e endotélio ❖ NO RIM: ✓ Produz PGE2 e PGI2 ✓ Nas células glomerulares, tubulares e intersticiais ✓ Ocorre a vasodilatação das arteríolas aferentes ✓ Diminui a resistência vascular renal ✓ A PGI2 tem a função na filtração glomerular ❖ NO CORAÇÃO (ENDOTELIO): ✓ Formação da PGE2 ✓ Formação da prostaciclina (PGI2) → antiagregante plaquetário - Se inibe a COX-2 → inibe a PGI1 e PGE2 → produzindo a vasoconstricção da arteriola AÇÕES DOS AINES - Efeitos antiinflamatórios, analgésicos e antipiréticos.- Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) têm sua ação principal nas COX1 e COX2, consequentemente impedem a síntese de prostaglandinas e assim reduzem o processo inflamatório. - Os efeitos adversos do uso regular são bastante semelhantes para todos os AINEs: 1. Sistema nervoso central: dores de cabeça, zumbido, tontura. 2. Cardiovascular: retenção de líquidos, hipertensão, edema, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). DICLOFENACO AINES TIPICOS (NÂO SELETIVOS) 3. Gastrointestinal: dor abdominal, dispepsia, náusea, vômito e, raramente, úlceras ou sangramento. 4. Hematológico: trombocitopenia rara, neutropenia e inclusão anemia aplástica. 5. Hepático: resultados anormais de risco de função hepática e raramente insuficiência hepática. 6. Pulmonar: asma. 7. Pele: erupções cutâneas, todos os tipos, coceira. → formação de angiedema 8. Renal: insuficiência renal, insuficiência renal, hipercalcemia e proteinúria. AINES ATIPICOS - São os que possuem um efeito quase nulo anti-inflamatório, chamados assim de aines atípicos ou analgésicos comun AAS (ASPIRINA): ❖ Mecanismo de ação: Inibidor irreversível de ambas as COX → assim vai ter um efeito anti- agregante plaquetário (em doses pequenas tem esse efeito) → 81mg- 325mg ❖ Usos clínicos: aspirina diminui a incidência de ataques isquêmicos transitórios, angina instável, trombose da artéria coronária com infarto do miocárdio e trombose após cirurgia de revascularização do miocárdio. ❖ Efeitos adversos: além dos efeitos colaterais comuns listados acima, os eventos adversos incluem doses antitrombóticas, desconforto gástrico (intolerância) e Úlceras gástricas e duodenais. Também hepatotoxicidade, asma, erupções cutâneas, sangramento gastrointestinal e toxicidade no rim raramente, ou nunca, nestes dois. A ação antiplaquetária da aspirina contraindica seu uso em pacientes com hemofilia, não anteriormente recomendado durante a gravidez, este medicamento pode ser valioso no tratamento da pré-eclâmpsia-eclâmpsia. PARACETAMOL: -Muito usado para febre em crianças -Hepatotóxico - Aine não seletivo → um risco menor de produzir ulceras - Penetra na cápsula articular (ajuda na dor de doenças autoimunes e também a dor momentânea) IBUPROFENO - Usado mais em doses esporádicas que doenças autoimunes – inflamatória -Chance pequena de causar ulceras pépticas - Posologia: 200-800mg (porém, são utilizados em doses altas) CETOPROFENO - Mais utilizado na AR, e a osteoartrite (doses menores) - Pouco menos seguro ao processo GI NAPROXENO -Altamente utilizado nas indicações reumáticas - Segurança para a ulcera péptica elevada (menos que o ibuprofeno), porém ele é abandonado pelos efeitos adversos que causa: → Efeitos adversos: ✓ Tontura, sonolência, cefaleia, fadiga, depressão, ototoxidade PIROXICAM -Inibe a atividade de neutrófilos e leucócitos -Muito utilizado na osteoartrite e a AR - Quando este medicamento é utilizado em doses superiores a 20 mg/d, há maior incidência de úlcera péptica e hemorragia MELOXICAM - Efeito parecido do piroxicam - Maior seletividade para o COX-2 NIMESULINA - Maior seletividade para o COX-2 -Hepatotóxico INDOMETACINA -Muito utilizada na AR e na osteoartrite -Utilizada na Espondilite Anquilosante -Usado para a Gota -Pode inibir a fosfolipase A e C, reduzir a migração de neutrófilos e diminuir a proliferação de células T e B KETOPROFENO - É um derivado do ácido propiônico que inibe tanto a COX (não seletivamente) quanto a lipoxigenase - Seus efeitos adversos se encontram no trato GI e no SNC - Possui efeitos mais graves que os não seletivos -Os seletivos e os não seletivos, quase todos aumentam o risco cardiovascular com pouco tempo de uso (14-30 dias) ➔ Os inibidores seletivos de COX-2, ou coxibs, foram desenvolvidos em uma tentativa de inibir a síntese de prostaglandinas pela isoenzima COX-2 induzida em locais de inflamação sem afetar a ação de a "reorganização" constitutivamente ativa da COX-1 encontrada no trato GI, rins e plaquetas. ➔ Inibem a síntese de Prostaciclina mediada por COX-2 no endotélio vascular. ➔ Como resultado, os inibidores de COX-2 não oferecem os efeitos cardioprotetores dos AINEs tradicionais não seletivos. ➔ As doses recomendadas de inibidores da COX-2 causam toxicidade renal semelhante àquelas associadas aos AINEs tradicionais. ➔ Os dados clínicos sugeriram um aumento da incidência de eventos trombóticos cardiovasculares associados aos inibidores da COX-2. AINES SELETIVOS PARA A COX-2 (COXIBES) As plaquetas são muitas ricas em COX-1 que vai estar produzindo prostaglandinas que posteriormente vai formar o TXA2. Ele é um potente indutor da coagulação Já o endotélio vascular é muito rico em COX2 que vai produzir a PGI2 → prostaciclina (inibe a coagulação). Como ele inibe só a COX-2, assim não antagonizar o processo da formação do TXA2. Então a probabilidade de eventos trombóticos é grande → IAM, AVE, TEPquantitativos de sinovite na RM incluem espessura da membrana sinovial, volume de líquido sinovial e o grau de realce sinovial após injeção intravenosa de agentes de contraste ✓ Anormalidades em ligamentos e fibrocartilagem: ✓ Anormalidades em cartilagens: RM pode mostrar alterações na morfologia da cartilagem articular anteriormente impossíveis de se demonstrar de forma não invasiva - Também é interessante notar que RM irá revelar anormalidades na articulação femorotibial, principalmente osteófitos e defeitos de cartilagem, na maioria das pessoas idosas ou de meia-idade, mesmo na presença de achados radiográficos normais, independentemente dos sintomas RESSONANCIA MAGNETICA RM é capaz de detectar alterações patológicas em uma fase muito mais precoce da doença do que a RC, geralmente quando achados radiográficos são normais. - RM tem pouca utilidade no controle clínico de rotina de OA. - Como resultado desse exercício, foi sugerido que OA do joelho pode ser definida pela RM como a presença de perda da cartilagem em toda a sua espessura ou formação definitiva de osteófitos. Alternativamente à perda completa de espessura da cartilagem ou formação definitiva de osteófitos, podem definir OA do joelho por RM a presença de duas ou mais das características a seguir: ▪ perda parcial de espessura de cartilagem, ▪ dano ou extrusão de meniscos, ▪ LMO ou atrito ósseo -Achados patológicos na RM: ✓ Alterações da medula óssea subcondral: A anormalidade óssea subcondral mais comum detectada por RM manifesta-se como uma área de hipersinal observada em sequências ponderadas em T2 com supressão de gordura (imagem 1) ✓ Atrito ósseo: Acredita-se que atrito ósseo represente remodelação do osso subcondral, sendo representado por um achatamento ou depressão do córtex ósseo articular. ULTRASSONOGRAFIA - A US pode demonstrar um amplo espectro de estruturas incluindo o córtex ósseo, tendões, ligamentos, bursas e a região periférica dos meniscos - Embora permita identificar cartilagem articular, a US é deficiente por sua incapacidade de “enxergar” através de estruturas ósseas. - A área de cartilagem mais difícil de examinar é a das regiões centrais de suporte de carga de uma articulação, onde a cartilagem é especialmente acometida no processo de OA. - A US pode detectar alterações ósseas iniciais em OA como um sinal hiperecoico na área de ligação da cápsula articular com a margem óssea cartilaginosa. Isso corresponde ao aparecimento eventual de osteófitos observados na radiografia convencional. Entretanto, alterações patológicas profundas, como as alterações ósseas subcondrais (LMOs), não podem ser visualizadas. - A US tem sido utilizada para avaliar OA da mão, com estudos principalmente em indivíduos com OA erosiva; derrames e sinovite - A artrografia por TC utilizando um meio de contraste é capaz de obter com clareza a imagem da superfície articular de uma articulação, sendo esta técnica comparável à RM para avaliação qualitativa de cartilagem do joelho. DIAGNÓSTICO POR IMAGEM - A técnica não fornece informações sobre a - estrutura intrínseca da cartilagem e pode apenas demonstrar defeitos que se estendem até a superfície da cartilagem EXAMES LABORATORIAIS Artrocentese: É um procedimento médico, comumente usado na Reumatologia, no qual o líquido sinovial é retirado de uma articulação por punção por agulha. Tem finalidade diagnóstica por possibilitar a análise laboratorial desse líquido. Também pode ser terapêutica, por aliviar a pressão intrarticular ou funcionar como drenagem em articulações infectadas. - A análise do liquido sinovial é necessária quando há dúvida sobre artrite infecciosa - Se a osteoartrose causar derrame articular, a análise do líquido sinovial pode, algumas vezes, diferenciar da artrite inflamatória; na osteoartrose, encontra: ✓ o líquido sinovial é geralmente claro, viscoso ✓ tem ≤ 2.000 leucócitos/mcL (predomínio linfocitário) ✓ Nas crises inflamatórias, pode ser encontrado aumento maior da celularidade, com possível presença de cristais de pirofosfato de cálcio - O envolvimento da osteoartrose fora das articulações usuais sugere osteoartrose secundária; - Exames laboratoriais específicos não são necessários para o diagnóstico da OA - Entretanto, na avaliação do paciente como um todo, são fundamentais pelo menos hemograma e bioquímica completos, com dosagem de uricemia, medida da velocidade de hemossedimentação, proteína C-reativa e exame de urina TRATAMENTO O tratamento mais adequado da osteoartrite exige uma combinação de modalidades não farmacológicas e farmacológicas. Tratamento farmacológico Recomendações do tratamento da Osteoarthritis Research Society International. ❖ Acetaminofeno (paracetamol) (até 4g/dia) pode ser um analgésico oral inicial efetivo para o tratamento da dor de leve a moderada nos pacientes com OA do joelho ou do quadril. ❖ Nos pacientes com OA sintomática do quadril ou do joelho, fármacos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) devem ser usados na menor dose efetiva ❖ Nos pacientes com aumento do risco gastrointestinal, deve ser considerado ou um agente seletivo para a ciclo-oxigenase 2 (COX-2) ou um AINE não seletivo com a prescrição simultânea de um inibidor da bomba de prótons ou de misoprostol para proteção gástrica. ❖ AINEs e capsaicina tópicos podem ser efetivos como agentes auxiliares e como alternativa para os fármacos analgésicos/anti-inflamatórios orais na OA do joelho. ❖ As injeções intra-articulares de corticosteroides podem ser usadas para o tratamento da OA do quadril ou do joelho e devem ser consideradas particularmente quando os pacientes apresentam dor de moderada a grave que não responde satisfatoriamente aos agentes analgésicos/anti-inflamatórios orais → Há evidências limitadas de que a presença de um derrame leve a uma melhor resposta aos corticosteroides intra-articulares de depósito. A presença de derrame no joelho reflete uma sinovite inflamatória, justificando assim o uso dos corticosteroides intra-articulares de depósito. ❖ As injeções intra-articulares de hialuronato: ✓ podem ser usadas nos pacientes com OA do joelho ou do quadril. ✓ Elas apresentam início de ação mais tardio, porém com duração prolongada dos benefícios sintomáticos quando comparadas com as injeções intra-articulares de corticosteroides. ✓ O ácido hialurônico não deve ser injetado em joelhos com sinovite. A sinovite dever ser tratada primeiramente. ✓ O líquido sinovial na osteoartrose (OA) apresenta redução na sua viscoelasticidade. A viscossuplementação é uma terapêutica relativamente nova, que age diretamente numa das causas da dor e rigidez na OA, substituindo o meio sinovial de baixa viscoelasticidade por uma solução de ácido hialurônico de alta viscoelasticidade. ✓ Desse modo, existem evidências do bom e prolongado efeito analgésico do ácido hialurônico, e de que, quanto maior seu peso molecular, maior seu poder analgésico ✓ ❖ O tratamento com glicosamina ou sulfato de condroitina (ou com ambos) pode oferecer benefício sintomático para os pacientes com OA do joelho. ✓ A associação das drogas, por agirem em vias diferentes tendo efeitos complementares, seria melhor do que o uso isolado ❖ O uso de analgésicos opioides fracos e narcóticos pode ser considerado para o tratamento da dor refratária nos pacientes com OA do quadril ou do joelho, quando outros agentes farmacológicos tenham sido ineficazes ou estejam contraindicados. Opioides mais fortes devem ser usados apenas para o tratamento da dor grave, em circunstâncias excepcionais ❖ Insaponificáveis de abacate/soja: ✓ podem ser considerados ou como um suplemento ou como um fármaco ✓ seu uso reduz a dor, reduz a ingesta de analgésicos e melhora a função de pacientes com OA de joelhos ❖ Cloroquina: Sua eficácia clínica no tratamento da artrose não é estabelecida, porém, parece ser útilprincipalmente nas formas inflamatórias e erosivas da artrose. Tratamento não farmacológico CLASSIFICAÇÃO ❖ Pacientes com OA do quadril ou do joelho que não estejam obtendo alívio adequado da dor e melhora funcional com uma combinação de tratamentos não farmacológico e farmacológico devem ser considerados para uma artroplastia. A artroplastia substitutiva é uma intervenção efetiva e custo-efetiva para os pacientes com sintomas significativos ou limitações funcionais associadas a uma redução da qualidade da vida relacionada com a saúde, a despeito do tratamento conservador. ■ Educação do paciente ■ Autocuidado ■ Exercícios aeróbicos ■ Exercícios para aumento da força ■ Exercícios na água ■ Perda de peso ■ Palmilhas ■ Imobilizadores ■ Bandagem elástica patelar ■ Bengala/bastão ■ Contato telefônico ■ Massagem ■ Calor/gelo local ■ Acupuntura MANEJO DE OSTEOARTRITE DE JOELHO LEVE ❖ AINEs tópicos – São mais adequados antiinflamatórios não esteroides tópicos (AINEs) em vez de AINEs orais para pacientes com OA leve localizada no joelho - O risco de toxicidade gastrointestinal, renal e cardiovascular é muito menor com AINEs tópicos em comparação com sua formulação oral devido à absorção sistêmica reduzida ❖ Capsaicina tópica - Para pacientes com OA leve localizada no joelho ou em algumas outras articulações nas quais outros tratamentos são ineficazes ou contraindicados, sugerimos capsaicina tópica . MANEJO DE OSTEOARTRITE DE JOELHO MODERADA A GRAVE AINEs orais: AINEs orais, de preferência conforme a necessidade, em pacientes com dor moderada que tenham alívio insuficiente com AINEs tópicos ou tenham OA sintomática em várias articulações, como quadril e coluna. Pacientes com dor persistente e incapacitante podem precisar de uso contínuo de AINEs, em oposição ao uso de AINEs conforme necessário, - Em pacientes com fatores de risco para toxicidade gastrointestinal (por exemplo, idade avançada, hipertensão, uso concomitante de aspirina ), usamos um AINE não seletivo com um inibidor da bomba de prótons (PPI) - Usamos um AINE seletivo para ciclooxigenase (COX)-2 (coxib) em combinação com um IBP em pacientes com maior risco de complicações gastrointestinais, como história pregressa de úlcera gástrica, embora seja recomendável evitar o uso de AINES nesses casos. Duloxetina: Para pacientes com OA em múltiplas articulações e comorbidades concomitantes que possam contraindicar AINEs orais e/ou aqueles que não responderam satisfatoriamente aos AINEs, sugerimos duloxetina Papel limitado das injeções intra-articulares de glicocorticóides: Não recomendamos o uso rotineiro de injeções intra-articulares de glicocorticóides para pacientes com OA de joelho. Limitamos o uso de injeções intra-articulares a pacientes com dor moderada a intensa e contra-indicações ou falha de outras opções de tratamento que buscam alívio da dor a curto prazo. Este procedimento, seja como injeção única ou múltiplas injeções repetitivas, não é recomendado rotineiramente na prática clínica. OSTEOPOROSE doença sistêmica do esqueleto caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e maior risco de fraturas. A osteoporose pode ser primária (idiopática) ou secundária. A forma primária é classificada em tipo I e tipo II. ➔ No tipo I, também conhecida por tipo pós-menopausa, existe rápida perda óssea e ocorre na mulher recentemente menopausada. Predominantemente atinge o osso trabecular e é associada a fraturas das vértebras e do rádio distal. ➔ Idade, sexo feminino, etnia branca ou asiática, história prévia individual e familiar de fraturas, baixa DMO do colo do fêmur, baixo índice de massa corporal e uso de dose de prednisona ≥5,0 mg/dia por mais de 3 meses, além de fatores ambientais, incluindo tabagismo, ingestão abusiva de álcool (≥3 unidades por dia), inatividade física e baixa ingestão de cálcio na dieta ➔ A tipo II, ou senil, é relacionada ao envelhecimento e aparece por deficiência crônica de cálcio, aumento da atividade do paratormônio e diminuição da formação óssea. A osteoporose secundária é decorrente de processos inflamatórios, como a artrite reumatóide; alterações endócrinas, como hipertireoidismo e desordens adrenais; mieloma múltiplo; por desuso; por uso de drogas como heparina, álcool, vitamina A e corticóides. FISIOPATOLOGIA A fisiopatologia da osteoporose é um desequilíbrio entre a reabsorção e formação óssea. A reabsorção óssea ocorre em maior medida do que a formação, portanto, um saldo negativo ocorre com uma perda líquida de osso e um risco que acompanha o aumento de fraturas, resultando em deformidade e dor crônica. O desequilíbrio entre a formação óssea e reabsorção óssea pode ocorrer como resultado de um ou da combinação de um dos seguintes fatores: • aumento da reabsorção óssea dentro de uma unidade de remodelação; • diminuição da formação óssea dentro de uma unidade de remodelação (acoplamento incompleto). - Outro aspecto importante na osteoporose é a viabilidade diminuída de osteócitos. Essas células são antigos osteoblastos enterrados dentro osso mineralizado que sente e responde a mudanças nas forças mecânicas. Com a depleção dessas células, o osso vai perdendo sua capacidade de ganhar resistência FATORES DE RISCO - Fatores de riscos não hereditários: idade, a raça e a deficiência de esteroides sexuais, sexo. - Ingesta inadequada de cálcio e vitamina D, inatividade física, tabagismo e consumo excessivo de álcool são importantes fatores de risco negativos para a osteoporose ➔ Deficiência dos hormônios sexuais: Os esteroides sexuais desempenham um papel protetor do metabolismo ósseo. O estrógeno inibe a formação e a atividade osteoclástica, aumentando a produção da osteoprotegerina (OPG), que bloqueia a ligação entre o receptor ativador do fator nuclear kappa-β (RANK) e seu ligante (RANKL). No climatério, a insuficiência ovariana, sobretudo nos primeiros 5 a 10 anos após a menopausa, leva a um estado fisiológico deficiente de estrógeno, o que ocasiona o aumento do RANKL, o que estimula a diferenciação de precursores de osteoclastos, a ativação e o aumento da sobrevida de osteoclastos maduros, o que leva a um aumento de reabsorção óssea. ➔ Hiperparatireoidismo secundário Com o envelhecimento geralmente ocorrem também imobilismo, redução da exposição ao sol, alimentação deficiente, as deficiências hormonais próprias da idade, até aceleradas por comorbidades, insuficiência renal relativa, uso de medicamentos etc. que levam à deficiência da absorção intestinal do cálcio e a queda na concentração sérica de vitamina D. Esses dois vetores levam a uma hiperfunção das glândulas paratireoides, com consequente aumento sérico das concentrações de hormônio da paratireoide (PTH), que estimula a atividade osteoclástica e consequentemente aumenta o turnover ósseo, o que favorece a reabsorção óssea. Esse desequilíbrio ocorre em ambos os sexos, acelerado por deficiências hormonais protetivas que também se perdem, como as do estrógeno e dos hormônios sexuais gonadais do homem QUADRO CLINICO ➔ Terapia com glicocorticoides Destacamos a ação de doses suprafisiológicas de glicocorticoides sobre a microestrutura e massa ósseas, que contribui para sua deterioração por vários mecanismos: reduzindo a absorção intestinal e a reabsorção renal do cálcio, alterando o funcionamento de todas as células ósseas, inibindo a via osteoformadora (sinalização Wnt/β-catenina), aumentando os níveis de RANKL, aumentando a reabsorção óssea, impedindo a osteoblastogênese, reduzindo a função dos osteoblastos, inibindo a síntese de fatores de crescimento e induzindo a resistência à insulina. A corticoterapia é responsável por mais ou menos 25% de todos os casos de fraturas por fragilidade, com predominante risco de fraturas vertebraisA osteoporose é uma doença de evolução silenciosa e as manifestações clínicas surgem na ocasião de uma fratura, que geralmente ocorre no rádio distal, nas vértebras, no fêmur e no úmero - Em idosos: devem ser considerados sinais que possam indicar risco aumentado de quedas, como dificuldade de equilíbrio ou marcha, hipotensão ortostática, fraqueza nos membros inferiores, baixa acuidade visual, déficit de audição e comprometimento cognitivo - A fratura vertebral é a manifestação clínica mais comum da osteoporose. A maior parte das fraturas vertebrais é assintomática e pode ser um achado incidental em radiografias de tórax ou abdome. As fraturas vertebrais sintomáticas cursam com dor, cifose e redução de altura. - Além disso, pacientes com múltiplas fraturas vertebrais podem cursar com redução das cavidades torácica e abdominal, com comprometimento das funções cardíaca, pulmonar e vesical, dificultando a respiração e causando hérnia de hiato e incontinência urinária DIAGNÓSTICO O diagnóstico da osteoporose pode ser realizado nas seguintes condições: • A densitometria óssea (DXA) revela uma densidade óssea inferior ou igual a -2,5 desvios-padrão em relação à massa óssea do jovem adulto (T-score). • Na presença de uma fratura considerada de baixo impacto periférica ou vertebral. A fratura vertebral pode ser clínica ➔ Avaliação de fraturas ósseas A maior parte das fraturas vertebrais é assintomática e pode ser pesquisada por meio de duas metodologias: ou, mais comumente, diagnosticada por radiografia simples ou pela densitometria ✓ Radiografia simples da coluna torácica e lombar em perfil. ✓ VFA (vertebral fracture assesment) realizada pela densitometria. As indicações para realizar radiografia ou VFA, segundo a International Society of Clinical Densitometry (ISCD) são: ✓ Mulher ≥ 70 anos ou homem ≥ 80 anos ✓ História de perda de altura > 4 cm ✓ História de fratura prévia não documentada ✓ Terapia com glicocorticoide ≥ 5 mg de prednisona por dia, com duração ≥ 3 meses. O tratamento não farmacológico da osteoporose tem como objetivo instituir medidas que reduzam os fatores de risco modificáveis por meio de dieta e mudanças de estilo de vida, como cessar tabagismo, limitar o consumo de álcool, iniciar programa de exercícios físicos e prevenção de quedas. Além disso, os pacientes devem ser informados/educados sobre a doença e o risco de fraturas. - A deficiência de vitamina D e a hipocalcemia podem levar ainda ao hiperparatireoidismo secundário com aumento da reabsorção óssea. A ingesta adequada de cálcio e vitamina D compõe uma estratégia fundamental na prevenção e no tratamento da osteoporose. O suplemento de escolha é o carbonato de cálcio, por sua maior acessibilidade e baixo custo. O carbonato de cálcio deve ser ingerido, preferencialmente, nas refeições, pois sua solubilidade e posterior absorção dependem da acidez gástrica. Diferentemente do cálcio, as fontes alimentares de vitamina D são escassas, sendo necessária a suplementação, preferencialmente na forma de vitamina D3 (colecalciferol). ➔ VITAMINA D: Em mulheres com osteoporose pós- menopausa, a determinação das concentrações plasmáticas de 25(OH)D é recomendada antes do início do tratamento. Em pacientes com deficiência de vitamina D, a reposição deve ser iniciada com 50.000 UI por semana durante 8 semanas e depois reavaliada. Como dose de manutenção, são recomendadas doses diárias de 1.000-2.000 UI e níveis séricos superiores a 30 ng/mL para prevenção do hiperparatireoidismo secundário, melhora da massa óssea e redução do risco de quedas → não administrar em doses elevadas ➔ Intoxicação pela vitamina D: O excesso de vitamina D aumenta a captação intestinal de cálcio, reabsorção tubular renal e reabsorção óssea, levando a hipercalcemia-nível elevado de cálcio no sangue- sintomas relacionados, como náusea, vômitos, fraqueza, anorexia, desidratação e quadro agudo insuficiência renal. As manifestações clínicas de toxicidade por vitamina D podem variar de sintomas leves a graves, envolvendo risco de vida. TRATAMENTO FARMACOLOGICO As medicações utilizadas para prevenção e/ou tratamento da osteoporose podem ser classificadas como antirreabsortivas (alendronato, risedronato, ibandronato, ácido zoledrônico, denosumabe, raloxifeno, estrógeno) ou anabólicas (teriparatida) BIFOSFONATOS São medicamentos antirreabsortivos com alta afinidade pela hidroxiapatita óssea, onde se depositam por longos períodos. Os bisfosfonatos podem ser classificados em dois grupos, baseados no seu modo de ação. ✓ Os bisfosfonatos que se assemelham ao pirofosfato (ex. clodronato e etidronato) com ação citotóxica na adenosina trifosfato (ATP) ✓ Os bisfosfonatos mais potentes contendo nitrogênio (alendronato, risedronato, pamidronato e ácido zoledrônico) induzem a apoptose dos osteoclastos por seus efeitos no metabolismo do mevalonato, interferindo na prenilação de proteína. - Os bisfosfonatos orais devem ser tomados em jejum, 30-60 min antes do café da manhã e com um copo cheio de água para garantir a máxima absorção; a posição de decúbito deve ser evitada após a ingestão do medicamento. → Efeitos adversos: distúrbios gastrointestinais (náuseas e esofagite), sintomas semelhantes aos da gripe, artralgia e mialgia leve. Esses eventos podem estar associados à baixa adesão ao tratamento em muitos pacientes e afetar a capacidade desses medicamentos em reduzir o risco de fraturas ➔ Contraindicações: Pacientes com doenças esofágicas e gastrointestinais graves, como hérnia hiatal, estenose, distúrbios da motilidade esofágica (por exemplo, esclerose sistêmica), varizes esofágicas e doença de Crohn, devem evitar esses medicamentos. Pacientes com insuficiência renal com clearance de creatinina inferior a 35 mL/m, principalmente idosos e indivíduos em uso de diuréticos, também devem evitar esses medicamentos. ➔ Seu uso prolongado: - Devido ao acúmulo de bisfosfonatos no osso e seu uso prolongado, eventos adversos graves foram relatados desde 2003, incluindo osteonecrose da mandíbula e fraturas subtrocantéricas atípicas. A osteonecrose da mandíbula foi relatada principalmente em pacientes com câncer avançado que usam altas doses de bifosfonatos. - Outro evento adverso é a fratura atípica do fêmur TRATAMENTO NÃO FARMACOLOGICO Algoritmo de recomendações para o seu uso prolongado DENOSUMABE O denosumabe é um anticorpo monoclonal totalmente humanizado contra o ligante do receptor ativador do fator nuclear do kappa B (RANKL). Assim, este anticorpo reduz a diferenciação, a atividade e a sobrevida dos osteoclastos por inibir a ligação RANK-RANKL -Reduz riscos de fratura não vertebral e do fêmur e quadril O denosumabe na dose de 60 mg administrado de forma subcutânea a cada 6 meses foi aprovado para: a) tratamento de mulheres na pós-menopausa com osteoporose; b) tratamento de perda óssea por terapia de supressão hormonal em pacientes com câncer de próstata ou mama; c) osteoporose em homen É importante ressaltar que pacientes que usam denosumabe, não podem fazer “holiday” desta medicação, devido ao risco elevado de fratura vertebral com a suspensão da mesma. Se o denosumabe for suspenso, um bisfosfonato (preferencialmente alendronato) deve ser prescrito ➔ Recomendações: O denosumabe pode ser usado em caso de falência, intolerância ou contraindicação dos bifosfonatos orais e em situações especiais como primeira linha de tratamento, como em pacientes com disfunção renal. RALOXIFENO Esta medicação liga-se ao receptor estrogênico com alta afinidade e exerce tanto efeito agonista (metabolismos lipídico e ósseo) quanto antagonista (mama) em relação aos estrógenos, de maneira tecido-específica. Na mulher pós- menopausada com osteoporose, observou-se redução do risco de fraturas vertebraise de novos casos de câncer de mama após 4 anos de terapêutica O risco aumentado de tromboembolismo venoso (1,5 a 3 vezes maior) foi o evento adverso mais grave da terapia com raloxifeno, e a história prévia de tromboembolismo foi uma contraindicação ao uso dessa medicação. A exacerbação dos sintomas climatéricos e uma leve redução do risco de câncer de mama também foram observadas em pacientes tratadas com raloxifeno. A diminuição do risco de câncer de mama foi confirmada em outro grande ensaio clínico envolvendo mulheres com alto risco de câncer de mama. - O raloxifeno foi aprovado para a prevenção e tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa e reduz o risco de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa com osteoporose TERIPARATINA (PTH- recombinante) Estimula a atividade dos osteoblastos, aumentando a formação óssea. A secreção contínua de paratormônio (PTH) leva a uma resposta catabólica no esqueleto, o que é demonstrado pelo modelo de hiperparatireoidismo primário grave. No entanto, se o paratormônio é administrado em dose baixa e de modo intermitente, observa-se uma propriedade anabólica, principalmente em osso trabecular. - A principal limitação ao seu uso é o custo, devendo ser restrito a casos de moderada a alta gravidade, com fraturas já presentes ou alto risco de fraturas e naqueles com resposta ineficaz aos bisfosfonatos. → Contraindicação: Está contraindicado na presença de hipercalcemia e em situações com alta remodelação óssea, como na fase de crescimento, na presença de metástases ósseas ou na doença de Paget. - Após o término do tratamento, é fundamental a prescrição de um agente antirreabsortivo para evitar a perda de massa SINDROME DO OMBRO DOLOROSO ETIOLOGIA óssea→ mas, não pode administrar uma bisfosfonato oral concomitante a Teriparatina ➔ Doença do manguito rotador: uma das principais causas de dor no ombro: atinge pico de incidência (sintomas) aos 40-60 anos. Engloba: ✓ Tendinopatia do manguito ✓ Roturas tendíneas ✓ Bursite subacromial Ocorre em todos os tendões do manguito (mais frequentemente supraespinhoso), mas pode englobar, inclusive, a cabeça longa do bíceps. As roturas tendíneas (parciais e completas) aumentam com a idade, normalmente assintomáticas, chegando a 30% nos maiores de 70 anos ➔ Tendinite calcária (calcífica, calcárea ou doença do depósito de apatita de cálcio): depósito de cristais de apatita de cálcio, sob a forma de carbonato ou hidroxiapatita. Acomete preferencialmente: ✓ Supraespinhal ✓ Infraespinhal ✓ Bursa subacromial ➔ Capsulite adesiva (ombro congelado): leva à restrição característica e prolongada dos movimentos e tem incidência de 3-5%, mais em mulheres, de 40-60 anos TENDINOPATIA DO MANGUITO ROTADOR ETIOLOGIA uma série de fatores extrínsecos e intrínsecos está envolvida na etiologia da tendinopatia do manguito rotador. - O impacto pode ocorrer quando o tendão do supraespinhal é comprimido entre a cabeça do úmero e o acrômio anterior sobreposto, o ligamento coracoacromial, e até a borda inferior da articulação acromioclavicular. - O impacto pode ser estrutural e secundário à presença de um esporão do acrômio ou de articulação acromioclavicular degenerativa, mas também pode ser funcional e ser causado por migração superior da cabeça do úmero durante a abdução e a elevação HISTORICO Em um adulto jovem, a tendinopatia resultante de sobrecarga excêntrica ou instabilidade glenoumeral geralmente se desenvolve de forma aguda após uma atividade como o arremesso. Em um indivíduo de meia-idade, o início pode ser mais gradual e refletir as Causas intrínsecas glenoumerais ➔ Trauma: sintomas agudos (menos de 2 semanas) e história de trauma. Mais em jovens e atletas. Ex.: ✓ Separação acromioclavicular ✓ Luxação glenoumeral ✓ Fratura ou ruptura do manguito rotador MANIFESTAÇÂO CLINICA E EXAME FISICO LESÃO DO MANGUITO ROTADOR alterações crônicas subjacentes observadas no tendão envolvido. O paciente pode ter dor e desconforto no ombro, dor ao movimento e um histórico de atividade repetitiva ou vigorosa do membro superior. Um paciente idoso pode não ter nenhum histórico de trauma ou atividade repetitiva, e geralmente há um início gradual e crescente de desconforto no ombro, dor noturna, dor ao movimento e fraqueza se uma ruptura degenerativa estiver presente. Exceto nos pacientes jovens com um histórico de atividade explosiva no braço ou trauma, o início tende a ser gradual e agravado por movimentos como abdução e elevação ou atividades sustentadas acima da cabeça, que são ações comumente vinculadas a esportes ou relacionadas com a profissão. Geralmente, a dor durante a noite ocorre quando se deitam sobre o lado afetado, e é normalmente sentida na região deltóidea em vez de em um ponto do ombro. Os movimentos ativos podem ser limitados pela dor e, nos casos mais crônicos, pode se desenvolver uma capsulite secundária restringindo, desta forma, ainda mais o movimento no ombro. EXAME FISICO E MANIFESTAÇÕES CLINICAS - No exame, os achados incluem um arco doloroso de abdução ocorrendo geralmente entre 70 e 120 graus. Ao baixar a partir da abdução total, com frequência há uma “fisgada” dolorosa geralmente na metade da amplitude quando ocorre o impacto e particularmente naqueles com discinesia escapular associada. - Os sinais de irritação do manguito rotador podem ser demonstrados por diversas manobras: as de Neer e Hawkins para o impacto ântero-superior - O movimento passivo tende a ser completo e sem dor se um relaxamento muscular adequado puder ser alcançado. DIAGNOSTICO - O diagnóstico é confirmado pelo surgimento de dor durante o movimento de resistência do braço realizado pelo tendão afetado e pelo teste de impacto. - Em um paciente mais velho, a artrite da articulação acromioclavicular está frequentemente presente e pode haver rigidez articular precoce. - A radiografia simples pode mostrar evidências de degeneração do manguito rotador, tais como: ✓ alterações císticas e escleróticas na inserção na tuberosidade maior ✓ calcificação nos tendões do manguito rotador pode ser vista nos casos crônicos. - O ultrassom (US) e a RM podem ser utilizadas para identificar tendinose do manguito rotador e rupturas parciais; mas, no caso do US, a interpretação é depende bastante do observador. O US dinâmico também pode demonstrar aumento da bursa subacromial e impacto. - A ressonância magnética é considerada como método mais acurado para a detecção das lesões e para a avaliação da sua extensão, da qualidade do tecido remanescente e da quantificação da degeneração gordurosa dos ventres musculares do manguito rotador. O grau de degeneração gordurosa é um fator prognóstico importante, devido à correlação positiva existente entre a sua quantidade e o tamanho da ruptura do supraespinhal (em relação ao infra-espinhal, pode haver degeneração na ausência de uma ruptura do mesmo). MANEJO ✓ Cursos curtos de anti-inflamatórios não hormonais ou corticoide, por 7-14 dias, podem aliviar a dor ✓ As infiltrações de corticoide causam alívio sintomático e podem ser usadas se não houver melhora ✓ A fisioterapia com ênfase em mobilização e ganho de amplitude, fortalecimento do manguito, melhora da discinesia escapular e correção postural é parte fundamental da reabilitação ✓ Nos casos refratários, após 3-6 meses, a avaliação ortopédica deve ser considerada FATORES DE RISCO - As lesões do manguito rotador são principalmente uma doença de pacientes de meia idade e idosos - Esportes e ocupações que exigem atividade acima da cabeça produzem uma alta frequência de rupturas do manguito rotador - A genética e a predisposição familiar podem desempenhar um papel na patologia do manguito rotador. - Dor e fraqueza podem ser as queixas de apresentação do paciente com ruptura do manguito rotador. Classicamente, as lesõesdo manguito rotador estão associadas à dor. Diz-se que a dor se desenvolve sobre o deltóide lateral e é exacerbada por atividades acima da cabeça e à noite (possivelmente quando o paciente se deita no ombro). ESTUDOS DE IMAGEM - Algumas manobras permitem avaliar componentes específicos do manguito rotador: ✓ teste de Jobe para o supraespinhoso, ✓ os testes de Gerber e o aumento da rotação externa em abdução para o subescapular ✓ teste de Patte para o infra-espinhoso e o redondo menor. Radiografias simples: Esses estudos podem ajudar a confirmar o diagnóstico, mostrando se a cabeça do úmero está migrando em relação à glenoide e ao acrômio. O clínico pode esperar lesões maiores do manguito rotador (> 1,75 cm) e provável envolvimento do supraespinal e do infraespinal em indivíduos com ombro sintomático e migração do úmero em radiografias simples Ultrassonografia musculoesquelética: A ultrassonografia musculoesquelética (MSK US) é uma ferramenta precisa para a avaliação de lesões tendíneas e musculares superficiais, bem como bursite, do ombro. Ressonância magnética (RM): A ressonância magnética geralmente fornece informações sobre o grau de ruptura, retração do tendão e atrofia muscular, todos os quais são críticos no planejamento pré-operatório para o reparo do manguito rotador. Por outro lado, a ressonância magnética pode revelar lesões que não são passíveis de tratamento cirúrgico, como lesões crônicas de tendão retraído. As lesões do manguito rotador são diagnosticadas na ressonância magnética com base na descontinuidade do tendão nas imagens ponderadas em T-1 e um sinal de fluido nas imagens ponderadas em T-2. Achados auxiliares incluem líquido no espaço subacromial nas imagens T-2, perda do plano de gordura subacromial nas imagens T-1 e formação de esporões proliferativos do acrômio ou da articulação acromioclavicular. Grandes lacerações crônicas podem estar associadas à migração cefálica da cabeça do úmero e atrofia gordurosa dos ventres dos músculos supraespinal e infraespinal Artrografia com RM ou TC: A artrografia por ressonância magnética (RM-A) é mais sensível e específica para diagnosticar lesões de espessura parcial do manguito rotador do que a RM padrão, mas também tem precisão limitada, especialmente para certos tipos de lesões TRATAMENTO CONSERVADOR ➔ Infiltração de corticosteróides - Atua diminuindo o processo inflamatório e, conseqüentemente, a dor, facilitando assim a reabilitação. Os efeitos nocivos dessas substâncias são bem conhecidos (atrofia e piora da qualidade tissular, que poderiam dificultar um eventual reparo cirúrgico futuro) e, por isso, devem ser usadas com cautela, sendo recomendadas no máximo três infiltrações, com um intervalo mínimo de três meses entre elas. ➔ Antiinflamatórios não-esteróides e ultra-som - Embora não existam estudos controlados avaliando a eficácia dessas modalidades especificamente no tratamento das lesões do manguito rotador, elas são amplamente utilizadas em todo o mundo. Atuam aumentando o fluxo sanguíneo e diminuindo o processo inflamatório ➔ Fonoforese - Nesta modalidade o ultra-som é utilizado para a administração de medicamentos esteróides ou não-esterói-des por via transdérmica para evitar os seus efeitos colaterais sistêmicos. É também amplamente utilizada, embora a sua eficácia não tenha sido ainda definitivamente provada. ➔ Cinesioterapia - É a parte mais importante do tratamento não-cirúrgico e é dividida em duas fases: ✓ na 1a são instituídos os exercícios de alongamento com o objetivo de obter a recuperação completa das amplitudes do movimento; ✓ a 2a fase constitui-se de exercícios de reforço para o manguito rotador e os estabilizadores da escápula e, posteriormente, para o deltóide. Embora alguns pacientes possam reabilitar-se com sucesso apenas com exercícios domiciliares, a orientação e o acompanhamento de um fisioterapeuta parecem que os beneficiam em sua grande maioria TRATAMENTO CIRURGICO ➔ Lesões parciais (não-transfixantes): - O tratamento cirúrgico dessas lesões está indicado em casos de insucesso após um tratamento não-cirúrgico bem conduzido e por um período de tempo suficiente (geralmente de três a seis meses). ➔ As lesões bursais são quase sempre associadas ao impacto subacromial e requerem uma acromioplastia; - Se tiverem menos de 50% da espessura do tendão (avaliação peroperatória), podem ser desbridadas. - Lesões maiores devem ser tratadas com ressecção e sutura tendão-tendão ou tendão-osso. → As lesões intratendinosas e as articulares: - Não requerem acromioplastia, a menos que existam óbvias alterações ósseas (acrômio ganchoso, osteófitos acromiais anteriores ou acromioclaviculares ou de tecidos moles (bursite e/ou fibrilações do ligamento coracoacromial indicativas de impacto crônico). → Lesões completas (transfixantes) - O tratamento cirúrgico como primeira indicação é para indivíduos com idade de até 60 anos portador de uma lesão completa sintomática pequena ou média do supra-espinhal e ou do subescapular, ou ainda aquele com uma ruptura crônica, mas com disfunção recente do ombro. As possibilidades cirúrgicas incluem, entre outras: • Acromioplastia • Retirada de osteófitos acromioclaviculares • Sutura do manguito • Desbridamento da lesão e bursectomia • Tratamento de lesões do biceps - A cirurgia pode ser aberta ou artroscópica. CAPSULITE ADESIVA (OMBRO CONGELADO) - A condição é mais comum na quinta e sexta década de vida, com o pico de idade em meados dos anos 50. -O início antes dos 40 anos é raro. - As mulheres são mais frequentemente afetadas do que os homens. - O ombro não dominante é envolvido com um pouco mais de frequência. - O ombro congelado ocorre predominantemente de forma unilateral e geralmente é autolimitado ETIOLOGIA - O ombro congelado pode ser primário (ou idiopático), mas é frequentemente associado a outras doenças e condições. Pacientes com diabetes mellitus apresentam maior risco de desenvolver ombro congelado, com prevalência de 10 a 20 por cento - A condição também tem sido associada com doença da tireóide, dislipidemia, imobilização prolongada, acidente vascular cerebral, doença autoimune e, em casos raros, com doença de Parkinson, e terapia antirretroviral (particularmente inibidores de protease) para infecção pelo HIV. Distúrbios da tireoide, particularmente hipotireoidismo e nódulos tireoidianos benignos, podem aumentar o risco de ombro congelado em até 2,7 vezes - O ombro congelado também ocorre como um problema secundário após lesões no ombro, como rupturas do manguito rotador, fraturas proximais do úmero ou cirurgia do ombro APRESENTAÇÃO CLINICA O ombro congelado é comumente descrito como progredindo através de três fases: ● Primeiro (FASE DOLOROSA): uma fase inicial dolorosa com desenvolvimento de dor no ombro difusa, grave e incapacitante que piora à noite e rigidez crescente que dura de dois a nove meses. ● Em segundo lugar (FASE ADESIVA): uma fase intermediária com rigidez e perda severa de movimento do ombro, mas com dor se tornando gradualmente menos pronunciada, que dura de 4 a 12 meses. ● Finalmente, uma (fase de recuperação) com retorno gradual da amplitude de movimento que leva de 5 a 24 meses para ser concluída - Típico para pacientes com ombro congelado são queixas de dor intensa e incômoda à noite e rigidez global progressiva do ombro, com incapacidade significativa restringindo as atividades da vida diária, trabalho e lazer. - Mais tarde no curso, à medida que a rigidez e a perda severa do movimento do ombro predominam, a dor persiste, particularmente nos limites externos do movimento do ombro. - Os vários graus de função prejudicada associados ao ombro congelado podem incluir alcance limitado (por exemplo, acima da cabeça, para o lado, através do peito) e rotação limitada (por exemplo, incapazde coçar as costas, vestir um casaco). EXAME E TESTES DIAGNOSTICOS Exame físico: Uma articulação glenoumeral rígida e dolorosa dificulta a realização de um exame completo do ombro. No entanto, os pacientes com ombro congelado geralmente apresentam reduções significativas na amplitude de movimento ativa e passiva em dois ou mais planos em comparação com o ombro não afetado. Na maioria dos casos, a rotação externa e a abdução são os movimentos mais afetados. Pacientes com ombro congelado muitas vezes demonstram dificuldades em colocar a mão nas costas ou na nádega. Imagem - Radiografia simples: As radiografias simples são de uso diagnóstico limitado em pacientes com ombro congelado; na maioria das vezes o filme simples é normal, exceto para osteopenia em alguns casos. No entanto, é razoável obter radiografias de ombro de rotina (incluindo incidências posteroanterior, rotação externa, saída em Y e axilar) em pacientes com suspeita de ombro congelado para excluir outros distúrbios, como osteoartrite glenoumeral, que podem apresentar sintomas e achados clínicos semelhantes - Ressonância magnética: Os exames de ressonância magnética (RM) geralmente não são necessários para fazer o diagnóstico de ombro congelado em pacientes com história e exame físico típicos e sem evidência de outra patologia. No entanto, em casos diagnósticos desafiadores (por exemplo, pacientes com osteoartrite glenoumeral concomitante, tendinopatia ativa persistente do manguito rotador ou déficits neurológicos que afetam a cintura escapular), a RM ou artrografia por RM pode ser útil. No ombro congelado, a RM geralmente mostra um espessamento da cápsula articular e do ligamento coracoumeral. Alterações adicionais que podem estar presentes incluem aumento do fluido articular, edema no intervalo do manguito rotador e espessamento do ligamento glenoumeral inferior - Ultrassonografia musculoesquelética: Embora não haja achados ultrassonográficos específicos para ombro congelado, uma avaliação ultrassonográfica pode ser útil. Os achados associados ao ombro congelado podem incluir: ● Espessamento do ligamento coracoumeral e das estruturas de tecidos moles no intervalo do manguito rotador (na fase inicial) ● Aumento de líquido na bainha do tendão da cabeça longa do bíceps ● Aumento da vascularização ao redor da porção intra- articular do tendão do bíceps e do ligamento coracoumeral (requer imagem com Doppler colorido) MANEJO Fisioterapia • Próximos dois a três meses: Descanso do ombro combinado com exercícios suaves de amplitude de movimento para a articulação glenoumeral, realizados apenas se não causarem desconforto indevido. • Se pouca ou nenhuma melhora nas visitas de acompanhamento (aproximadamente a cada três a quatro semanas): Administre injeção intra-articular de glicocorticoide. • Se houver melhora significativa nas visitas de acompanhamento: sugira um regime de exercícios mais agressivo para aumentar a amplitude de movimento glenoumeral, conforme a dor (ou outros sintomas) permitir. ● Meses 10 a 12: Encaminhar para cirurgia ortopédica se não persistirem melhoras ou restrições severas no movimento glenoumeral. Se houver algum sinal de melhora, continue com exercícios e/ou fisioterapia e reavalie. Corticosteróides orais: Uma revisão sistemática de vários pequenos estudos de qualidade variável descobriu que um curso curto de glicocorticóides orais pode reduzir a dor e melhorar a mobilidade em pacientes com ombro congelado, mas o alívio geralmente não se estende além de algumas semanas. Injeção de glicocorticoide Eficácia: As injeções intra-articulares de glicocorticóides parecem ser benéficas no tratamento do ombro congelado, levando a uma melhor amplitude de movimento e redução da dor. No entanto, o efeito é de duração limitada. - Paciente que recebem injeções no início de seu curso são mais propensos a obter benefícios - Medicamentos adequados para injeção incluem triancinolona 20 a 40 mg e metilprednisolona 20 a 40 mg. - Preferimos diluir o glicocorticóide com um anestésico local como a lidocaína . Injeções de glicocorticóides combinadas com fisioterapia - Injeção intraarticular de glicocorticóides seguida de fisioterapia pode ser mais eficaz do que qualquer terapia isolada para ombro congelado. Dilatação intra-articular (distensão) - Outro tratamento para o ombro congelado é combinar a injeção intra-articular de um anestésico com uma infusão de solução salina para dilatar a cápsula glenoumeral (a técnica é chamada de hidrodilatação ou distensão artrográfica). - Sugerimos que os glicocorticóides orais não ser administrado como um tratamento de rotina para o ombro congelado devido aos seus potenciais efeitos adversos TENDINITE CALCARIA - A tendinite calcária comumente envolve o tendão do supraespinhal e foi relatada como sendo mais frequente em mulheres e indivíduos sedentários - Frequentemente bilateral, muitas vezes se desenvolve entre os 40 e 60 anos de idade, mas pode ocorrer como uma condição aguda em um paciente mais jovem. - Os pacientes podem ter sintomas crônicos de dor em fisgada com o movimento como resultado do impacto. - Tendinite calcária aguda tem uma manifestação bastante diferente, com dor aguda grave limitando o movimento passivo ou ativo do ombro quase completamente, pontos de extrema sensibilidade e, ocasionalmente, eritema ao longo do tendão envolvido. O início dos sintomas pode ser rápido sem histórico de lesão ou de uso excessivo, e isso ocorre durante a fase de reabsorção da calcificação. - Os pacientes podem, portanto, ser divididos em dois grupos: ✓ aqueles com um início agudo de dor intensa e limitação de movimento, muitas vezes na ausência de quaisquer sintomas prévios no ombro; ✓ e aqueles que têm dor crônica em fisgada associada ao movimento e às manifestações de impacto subacromial. FISIOPATOLOGIA Foi argumentado por vários autores que a calcificação ocorre como parte de um processo degenerativo que envolve os tendões do manguito rotador, - Os estudos histológicos confirmaram que a calcificação ocorre após fibrose do tendão e subsequente necrose. - A doença possui três estágios: pré-calcificada, calcificada e pós- calcificada. - Na fase pré-calcificada, acredita-se que a transformação da fibrocartilagem ocorre na zona avascular, ou “crítica”, do tendão do supraespinhal. - Na fase calcificada, cristais de cálcio são depositados em vesículas da matriz e formam grandes depósitos (conhecida como a fase de formação). Após um período variável de inatividade (período de repouso), o cálcio é reabsorvido espontaneamente por meio da vascularização periférica e da fagocitose do depósito (fase de reabsorção). - Após a remoção do cálcio, o espaço é preenchido com tecido de granulação (fase pós-calcificada). - Ocasionalmente, um depósito pode romper e atingir a bursa subacromial sobreposta. Sintomas relacionados com as fases: A fase inicial de formação dos depósitos de cálcio cursa com poucos sintomas ou são assintomáticas, sem qualquer alteração na mobilidade ou forca dos músculos do manguito rotador. Esta fase pode durar de meses a anos. - Na fase de reabsorção, normalmente a dor é intensa com incapacidade funcional, estes sintomas podem durar ate duas semanas, com maior incidência entre dois e sete dias. - Sintomas sistêmicos como febre e mal estar, podem estar presentes INVESTIGAÇÃO - Uma radiografia simples irá identificar e localizar o depósito calcificado em um determinado tendão, em geral o supraespinhal. - Na fase de formação da calcificação, o depósito é bem-definido e homogeneamente denso. - Na fase de reabsorção, geralmente manifestada como uma condição aguda, o depósito é menos bem-definido e irregular, e tem uma aparência algodoada, menos densa. No entanto, o tipo e o tamanho do depósito não se correlacionam com a gravidadedos sintomas. - A erosão cortical desenvolve-se nos pacientes nos quais o depósito está em contato com o osso, e alguns autores acreditam que há um subgrupo de pacientes com lesões osteolíticas nas tuberosidades em quem a doença segue um curso mais prolongado. - A doença degenerativa do manguito rotador e a artropatia podem ter uma calcificação radiologicamente detectável, mas esta geralmente está associada a outras características dessas condições, e as áreas de calcificação são geralmente pequenas, pontilhadas e próximas à inserção do tendão na tuberosidade maior. - A ultrassom é mais indicado no período pré-operatório para auxiliar a localização das calcificações e facilitar sua ressecção artroscopica. - O uso da tomografia computadoriza não possui indicação para o diagnóstico. - A avaliação por exame de ressonância nuclear magnética também não é indicada rotineiramente. - A investigação laboratorial não costuma revelar nenhuma anormalidade no metabolismo do cálcio ou do fosfato. Não há leucocitose associada, velocidade de hemossedimentação aumentada ou mudança na atividade da fosfatase alcalina sérica. Manejo - Naqueles com sintomas crônicos: ✓ tratamento conservador consiste em exercícios de mobilidade e fortalecimento da articulação glenoumeral, correção de qualquer discinesia escapular, métodos físicos e AINEs para alívio dos sintomas, se necessário. ✓ Uma injeção subacromial de corticosteroide pode ser dada àqueles com características evidentes de impacto e inflamação, - Nos estágios agudos: ✓ o tratamento deve incluir repouso do braço em uma tipoia, analgésicos, medicação anti-inflamatória e aplicação local de gelo. ✓ A punção e a tentativa de aspiração do depósito guiadas por US podem resultar em redução da dor, e a punção pode ser seguida por lavagem. ✓ A injeção subacromial de lidocaína deve ser feita para o alívio temporário da dor. ✓ A injeção de corticosteroide pode inibir a reabsorção de cálcio pela redução da proliferação vascular e da atividade dos macrófagos, apesar de ser frequentemente administrada após punção. - Geralmente, o tratamento conservador é eficaz nos casos agudos, mas a intervenção cirúrgica é indicada quando o tratamento não cirúrgico da condição crônica falhou e há características de impacto persistentes. - O depósito pode ser removido por via artroscópica, e pode ser seguido de ressecção do ligamento coracoacromial e acromioplastia anterior, embora algumas evidências sugiram que estes procedimentos adicionais são desnecessários e podem estar associados a um prognóstico pior. OSTEOARTRITE A morfologia da articulação acromioclavicular parece estar associada ao desenvolvimento de osteoartrite, embora os estudos de cadáveres tenham mostrado que, depois de 40 anos de idade, ocorrem alterações degenerativas nesta articulação com o envelhecimento normal. - A osteoartrite acromioclavicular é comum e, frequentemente, assintomática. Características clínicas A dor e a sensibilidade estão localizadas na articulação, o que muitas vezes é importante por causa da formação de osteófitos. A dor é sentida na abdução completa ou adução horizontal, e pode ser também reproduzida na adução com o braço estendido. -Frequentemente, a crepitação localiza-se na articulação. -É importante notar que a osteoartrite da articulação muitas vezes é encontrada em associação à degeneração do manguito rotador e que os osteófitos inferiores da articulação acromioclavicular podem contribuir para o desenvolvimento de uma ruptura do manguito rotador. Investigação A osteoartrite pode ser diagnosticada com a radiografia simples. - As imagens com tração ou com carga podem ser realizadas para demonstrar instabilidade articular. Manejo - O tratamento inicial consiste em procedimentos locais e o uso de medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios. - Uma vez que os sintomas tenham cessado, deve ser prescrito um programa de exercícios para restaurar o ritmo escapuloumeral, a amplitude do movimento glenoumeral e a força do deltoide e do manguito rotador. -A injeção intra-articular de corticosteroide geralmente proporciona alívio dos sintomas, mas muitas vezes precisa ser repetida. - Os casos resistentes ao tratamento conservador podem necessitar de cirurgia, que consiste na artroplastia com excisão da articulação ao mesmo tempo em que se garante que a instabilidade seja minimizada. -A avaliação cuidadosa da função do manguito rotador é importante e, na presença de uma laceração significativa, pode ser indicada a reparação do manguito rotador ou a acromioplastia. - A artroplastia de ressecção também pode ser indicada em um paciente mais jovem com sintomas crônicos, caso estes tenham sido causados por alterações degenerativas, osteólise ou instabilidade Tendinite bicipital Características clínicas Embora diagnosticada com frequência, a tendinite bicipital não costuma desenvolver-se isoladamente, e geralmente ocorre em associação à tendinopatia do manguito rotador, ao impacto ou à instabilidade glenoumeral. - O envolvimento primário do tendão é visto na lesão de sobrecarga em esportes como levantamento de peso, em que o estresse repetitivo é localizado sobre o tendão, ou após carregar algo de forma prolongada e repetitiva (p. ex., crianças pequenas). - Com o impacto crônico ou a degeneração do manguito rotador, o tendão do bíceps pode tornar-se fibrótico e enfraquecido e, eventualmente, romper. - Também são observadas rupturas agudas em jovens levantadores de peso. - Geralmente, a dor é sentida sobre a borda anterior do ombro e, frequentemente, irradia para o músculo bíceps - A dor é sentida nas atividades de arremesso e, muitas vezes, na extensão de ombro e flexão do cotovelo. - A dor pode ser reproduzida com flexão resistida do cotovelo, supinação e flexão do ombro, e vários testes de provocação foram descritos, embora nenhum pareça ser consistentemente positivo. - A extensão passiva do ombro distende o bíceps e pode ser dolorosa. - A ruptura aguda do ligamento transverso do úmero pode resultar em subluxação ou luxação do tendão. Isso pode causar sintomas semelhantes à tendinite bicipital e, geralmente, o paciente se queixa de fisgada e uma sensação de clique no ombro. - O exame clínico pode demonstrar a subluxação do tendão, que é sentida conforme o braço é movimentado passivamente com rotação interna e externa na posição abduzida a 90 graus. Manejo Os princípios do manejo são repouso, modalidades físicas e AINEs conforme necessário. - A injeção de corticosteroide é útil nos casos crônicos. Pode ser dada injeção intra-articular ou injeção na bainha do tendão, mas ambas são mais eficazes se realizadas sob orientação do US. – - Como a maioria dos casos de tendinite bicipital é secundária, estes costumam se resolver quando a condição primária é tratada. - Os casos primários causados pelo levantamento ou por outras atividades podem responder a repouso e a medidas anti- inflamatórias. - A cirurgia pode ser considerada nos casos crônicos resistentes, e pode envolver a descompressão subacromial nos casos de impacto ou tenodese quando há espessamento crônico do tendão no sulco. - Em geral, a ruptura do tendão é tratada de forma conservadora, exceto em alguns pacientes jovens nos quais a força da parte superior do braço é fundamental para o seu esporte ou profissão. Normalmente, a fraqueza após esta lesão não é significativa. - Qualquer programa conservador deve incluir exercícios de amplitude de movimento, alongamentos e, uma vez que os sintomas tenham se instalado, um programa de fortalecimento excêntrico e concêntrico graduado do bíceps e do manguito rotador, assegurando-se que qualquer instabilidade ou discinesia escapular seja abordada. FISIOPATOLOGIA LESÕES MUSCULARESDiretas e Indiretas CLASSIFICAÇÃO ❖ Estiramentos e contusões moderadas (grau II): provocam um dano maior ao músculo com evidente perda → Lesões diretas: decorrentes das situações de impacto, geradas durante as quedas ou traumatismos de contato. → Lesões indiretas: ocorrem na ausência de contato e são observadas em modalidades esportivas que exigem grande potência na realização dos movimentos. Traumáticas e Atraumáticas → Lesões traumáticas: contusões, lacerações e pelo estiramento muscular. - Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento. Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte. → Lesões atraumáticas: cãibras e dor muscular tardia. Parciais ou Totais → Lesões parciais: acometem parte do músculo. → Lesões totais: abrangem a totalidade do músculo e acarretam deformidade aparente, causa assimetria e perda da movimentação ativa. - A atual classificação das lesões musculares separa as lesões entre leve, moderada e grave a partir dos aspectos clínicos revelados. de função (habilidade para contrair). É possível palpar- se um pequeno defeito muscular, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias. A evolução para a cicatrização costuma durar de duas a três semanas e, ao redor de um mês, o paciente pode retornar à atividade física de forma lenta e cuidadosa. ❖ Estiramento ou contusão grave (grau III): Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa. A equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura. O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. Fase 1: Destruição: caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias. ❖ Estiramentos e contusões leves (grau I): representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos. Não é possível palpar-se qualquer defeito muscular durante a contração muscular. Apesar de a dor não causar incapacidade funcional significativa, a manutenção do atleta em atividade não é recomendada devido ao grande risco de aumentar a extensão da lesão Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural. Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular. Principais lesões musculares relacionadas ao exercício DOR MUSCULAR TARDIA A dor muscular tardia é caracterizada pela sensação de desconforto na musculatura esquelética que ocorre algumas horas após a prática da atividade física. A dor não se manifesta até aproximadamente 8 horas após o exercício, aumentando a intensidade nas primeiras 24 horas e alcançando seu máximo de intensidade entre 24 72 horas. Após esse período há um declínio progressivo da dor, de modo que de 5 a 7 dias após a carga de exercício ele desaparece completamente - é caracterizada como sendo uma sensação de desconforto e ou dor na musculatura esquelética, sendo estabelecido que o músculo esquelético é formado pelas células ou fibras musculares, e que cada fibra possui subunidades denominadas miofibrilas FISIOPATOLOGIA - A dor muscular de início tardio é causado principalmente pela ação excêntrica e está relacionado a uma lesão muscular real através de exercícios excêntricos de treinamento com pesos, definem que: as contrações do tipo excêntricas são freqüentemente utilizadas, pois provocam inúmeras microrupturas nas fibras musculares, induzindo a dor, após o treinamento. São essas microlesões as grandes vilãs do treinamento de sobrecarga, uma vez que, além da dor, elas provocam inchaço e aumento da síntese de proteína e, conseqüentemente, a sensação de aumento do tamanho do músculo → ou seja, microrrupturas nas fibras musculares vão levar a um processo inflamatório com migração de células e liberação de substancias que vão iniciar o processo de reparação - As primeiras teorias propuseram dano físico causado pelo aumento da tensão no aparelho contrátil (estresse mecânico), acúmulo de produtos metabólicos tóxicos (estresse metabólico), dano estrutural aos tecidos causado pelo aumento da temperatura muscular e controle neuromuscular alterado produzindo espasmos (que por sua vez causaria a dor) como os possíveis fatores da DMIT APRESENTAÇÃO CLINICA - Dor, sensibilidade ao toque, incapacidade de gerar força máxima; diminuição da amplitude de movimento (ADM) e rigidez muscular. Tal sintomatologia repercute negativamente no desempenho durante exercício físico, fato que interfere na continuidade das atividades físicas e esportivas. MODALIDADES TERAPÉUTICAS CRIOTERAPIA O uso da crioterapia em traumas agudos reduz os espasmos dolorosos por reduzir a taxa metabólica para favorecer a célula durante a hipóxia e por deprimir a excitabilidade das terminações nervosas. USO DO CALOR O calor promove regulação térmica fisiológica devido à dilatação nos vasos, permitindo um grande fluxo do sangue venoso por meio dos plexos e, promovendo perda de calor da superfície. O uso do calor superficial parece não ter efeito na DMIT, favorecendo apenas na dor imediata devido a regulação térmica momentânea, proporcionando aumento do metabolismo e consequentemente reduzindo as áreas de isquemia e edema local. FOTOTERAPIA A literatura confirma os achados nos estudos que usaram o recurso laserterapia, afirmando que em baixas dosagens estimula os processos metabólicos, controla a produção de mediadores inflamatórios, reduzindo a quebra da homeostase do corpo e consequentemente regula a dor e edema local, otimizando a permeabilidade da membrana celular, reduzindo o acumulo de líquido intracelular. De acordo com os achados, o uso do laser parece ser eficaz no processo de cicatrização ELETROTERAPIA A literatura mostra que os efeitos das cargas elétricas nos tecidos corporais causam alterações químicas no conjunto de eletrodo e tecido, levando a uma estimulação nervosa, inibindo a dor por meio da teoria da dor “comporta de dor”, alguns mecanoceptores de baixo limiar fazem a sinapse até a medula espinal, inibindo a estimulação da dor MASSAGENS A massagem clássica tem efeitos que favorece o relaxamento, alivio de dor crônico, aumento da amplitude de movimentos em gerais, tem como finalidade produzir efeito direto ou indireto nos sistemas nervosos autônomo, locomotor ou central, favorecendo a circulação sanguínea, CONTUSÃO MUSCULAR - Lesões esportivas mais comuns- esportes de contato -Músculo quadríceps e gastrocnêmicos são os mais frequentemente envolvidos. - Trauma direto, brusco, compressivo sobre o musculo - Evolui com hemorragia e edema intersticial QUADRO CLINICO LEVE Dor localizada, amplitude de movimento articular maior do que 90 graus, marcha normal MODERADA Dor e edema moderados, amplitude de movimento articular