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Unidade1.3 - Gestão de enfermagem da Central de Material e Esterilização Central de Material e Esterilização (CME) Profa: Aline Patrícia Gestão de enfermagem da Central de Material e Esterilização A CME é um setor hospitalar que possui atividades e processos bastante complexos e específicos, é de extrema importância que seja definida a padronização de todos esses processos, com a finalidade de garantir a qualidade e segurança das ações desenvolvidas. (SAMPAIO, 2018) Gestão de enfermagem da Central de Material e Esterilização A produção da CME deve ser mensurada: • As questões estruturais; • Os produtos, materiais, e operações técnicas; • A avaliação de resultados e indicadores de qualidade do reprocessamento dos artigos hospitalares. https://www.google.com/imgres?imgurl=https%3A%2F%2Fwww.soniaranha.com.br%2Fwp-content%2Fuploads%2Fmetric-1187964- 1342x671.jpg&imgrefurl=https%3A%2F%2Fwww.soniaranha.com.br%2Favaliar-nao-e-apenas- medir%2F&tbnid=hkYKAgP1bMHicM&vet=12ahUKEwj0mfKz4LPvAhXUDbkGHRx8AgMQMygBegUIARDYAQ..i&docid=1VHxLfkDgiZeWM&w=1342&h=671&q=MEDIR%20&ved=2ahUKEwj0mfK z4LPvAhXUDbkGHRx8AgMQMygBegUIARDYAQ (SAMPAIO, 2018) Gestão de enfermagem da Central de Material e Esterilização O estabelecimento de rotinas e padrões para os processos realizados na CME, deve ser realizado de acordo com: • O perfil e a complexidade do hospital em relação ao número de leitos, número de salas cirúrgicas e atendimentos prestados; • A demanda e complexidade dos artigos a serem reprocessados está relacionada ao volume e complexidade dos serviços. A padronização dos processos em CME permite o acompanhamento de todas as fases do reprocessamento dos artigos hospitalares e a rastreabilidade dos recursos materiais e humanos envolvidos. Gestão de enfermagem da Central de Material e Esterilização O enfermeiro deve: Estabelecer e definir a adequação das escalas de atividades diárias com a execução das tarefas e processos realizados; Organizar cada fase, definindo critérios de registros, de acompanhamento e avaliação. Tal ação possibilita a implantação de indicadores de qualidade, que são importantes medidores da eficiência do trabalho e produção https://www.google.com/imgres?imgurl=https%3A%2F%2Fthumbs .jusbr.com%2Fimgs.jusbr.com%2Fpublications%2Fimage. Gestão de enfermagem da Central de Material e Esterilização A CME é corresponsável ao atendimento e cuidados prestados aos pacientes de forma segura, a PADRONIZAÇÃO e RASTREABILIDADE dos processos são facilitadores para garantir a qualidade dos artigos distribuídos que serão utilizados nos procedimentos realizados diretamente ao paciente. Avaliação de resultados em Central de Material e Esterilização Os indicadores constituem importante influência para modificar os processos de trabalho - coleta das informações e os resultados tratados de forma adequada. Não adianta um grande volume de registros e informações se não forem utilizados para buscar melhorias ou correções nos processos sinalizados. Avaliação de resultados em Central de Material e Esterilização Para que os indicadores sejam utilizados com a finalidade de avaliação dos resultados e adequação de processos, eles devem ser analisados de forma crítica, e com relação de causa e efeito entre os indicadores aplicados. Após isso as tomadas de decisões devem estar baseadas nas análises realizadas, para que seja estabelecido um planejamento estratégico na busca de adequações para as informações encontradas. Avaliação de resultados em Central de Material e Esterilização A rastreabilidade de todas as fases do reprocessamento dos artigos hospitalares permite o acompanhamento e avaliação dos resultados. Através destes, o enfermeiro responsável pelo CME pode determinar os indicadores que possibilitam não somente a avaliação dos resultados, mas também, a utilização destes para correção e adequação de fases do processo em que foram identificadas falhas, e estabelecer rotina de verificação periódica e constante das atividades realizadas. Avaliação de resultados em Central de Material e Esterilização Os indicadores para avaliação da produção e resultados da CME podem estar divididos de acordo com as diferentes fases do reprocessamento dos materiais, como exemplos abaixo: • Limpeza e desinfecção: Rastreabilidade e controle dos produtos químicos; Controle de manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos; Conferência dos materiais contaminados recebidos. Avaliação de resultados em Central de Material e Esterilização • Preparo e acondicionamento: Rastreabilidade e controle do consumo dos invólucros; Controle de inspeção de instrumentais a serem esterilizados; Acompanhamento do desgaste do material. • Esterilização: Controle de manutenção e desempenho das autoclaves. • Armazenamento e distribuição: Rastreabilidade e controle de estoque, materiais mais distribuídos e utilizados. Gestão de instrumentais cirúrgico O principal e maior consumidor dos artigos processados é o Centro Cirúrgico - importante o gerenciamento de materiais e instrumentais com o objetivo de disponibilizar os recursos necessários para a produção de qualidade e em quantidade suficiente, em tempo e custo adequados, visando o equilíbrio entre estoque, produção e gestão para o atendimento das necessidades da Unidades consumidoras. Gestão de instrumentais cirúrgico O gerenciamento de materiais tem como principal objetivo oferecer recursos adequados à produção com qualidade, em quantidade suficiente, em tempo satisfatório e ao menor custo possível. A gestão destes materiais deve atender às Unidades consumidoras de forma adequada às necessidades. Gestão de instrumentais cirúrgico Deve haver um equilíbrio entre a produção e o estoque, que pode ser instituído através de logística - a falta de controle e organização da produção e distribuição dos materiais pode contribuir para um estoque inadequado e ineficiente, onde materiais de pouca utilização possam permanecer estocados, acarretando em perda de prazo de validade - reprocessamento e custo desnecessários, causando dificuldade no atendimento às solicitações das unidades. Gestão de instrumentais cirúrgico A gestão e controle de materiais no CME apontam dois aspectos: • A qualidade do processamento e armazenamento, objetivando estabilidade, conservação, segurança; • A quantidade, que está relacionada à previsão – necessidades e provisão margem de segurança para atendimento de situações não previstas. Gestão de instrumentais cirúrgico o papel do enfermeiro frente ao controle e gestão dos materiais processados e distribuídos pela Unidade de CME depende do estabelecimento de uma comunicação efetiva com as demais áreas da instituição de saúde, pois necessita de informações precisas e objetivas sobre a necessidade de material, o que permite o planejamento adequado e garantia de provisão. O processo é dinâmico, a reposição da quantidade de material é alterada em conformidade com o número de procedimentos realizados. Legislação em CME A resolução COFEN 424/2012 define normas e atribuições da enfermagem em Central de Material e Esterilização, sendo o enfermeiro o profissional responsável em: • Planejar e coordenar todas as fases do fluxo de reprocessamento de materiais; • Participar da elaboração de protocolos operacionais, bem como registro e monitoramento; • Avaliar a qualidade dos artigos processados; • Utilizar indicadores de qualidade para esse fim. Legislação em CME • Acompanhar e garantir a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por todos os membros da equipe; • Participar do dimensionamento de pessoal; • Promover a capacitação da equipe. • Em relação às Unidades consumidoras dos artigos processados pela CME, o enfermeiro tem o papel de orientar e supervisionar quanto ao transporte adequado e armazenamento dos materiais com a finalidade de garantir a segurança e qualidade. Legislação em CME • Resolução nº 2.605,de 11 de agosto de 2006 - estabelece a lista de produtos médicos enquadrados como de uso único proibidos de ser reprocessados, e revoga a Resolução RE/Anvisa nº 515, de 15 de fevereiro de 2006; • Resolução n° 2.606, de 11 de agosto de 2006 - determina conceitos e definições referentes aos processos realizados na Unidade de CME e dispõe sobre as diretrizes para elaboração, validação e implantação de protocolos de reprocessamento de produtos médicos. Legislação em CME A resolução nº 156, de 11 de agosto 2006, que dispõe sobre o registro, rotulagem e reprocessamento de produtos médicos, e também estabelece os requisitos em relação aos produtos médicos com reprocessamento proibido e os passíveis de reprocessamento. Legislação em CME A RDC nº 15, de 15 de março de 2012, trata da regulamentação dos processos em CME e empresas processadoras de materiais esterilizados. Aprova o Regulamento Técnico que estabelece os requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde, com o objetivo de: • Garantir o bom funcionamento dos serviços que realizam esses processos, visando à segurança do paciente e dos profissionais envolvidos. Legislação em CME É fundamental que o enfermeiro tenha conhecimento de todas as resoluções, normatizações e regulamentações referentes ao reprocessamento de materiais, para que possa realizar a gestão de forma adequada e em conformidade com as exigências legais. https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.hospitaldarcyvargas.com.br%2F2018%2F01%2Firas-infeccoes-relacionadas- assistencia.html&psig=AOvVaw3I_l7TOQyz72c0br_V8t3&ust=1616026066055000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCKDIi7mEtu8CF QAAAAAdAAAAABAD Práticas seguras em Central de Material e Esterilização “Segurança do paciente” - relação entre qualidade no cuidado e segurança do paciente. O controle de infecção relacionada a assistência têm se tornado um ponto de destaque e atenção. Realizar a associação de práticas relacionadas à Segurança do Paciente em uma CME, mediante a compreensão de que o cuidado indireto também deve ser considerado como assistência prestada ao paciente.