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@blogdeodontoo 1 MANUAL PRÁTICO Clinica integrada @blogdeodontoo @blogdeodontoo 2 Sumário: Anestesiologia ........................................................................................................................ 3 Cálculo anestésico: ......................................................................................... 3 Técnicas Anestésicas Maxilares ..................................................................... 3 Técnicas Anestésicas Mandibulares ............................................................... 7 CIRURGIA ORAL MENOR ...................................................................................................... 11 Classificação das técnicas ............................................................................ 11 Tempos cirúrgicos ......................................................................................... 13 Planejamento cirurgico .................................................................................. 14 Dentistica .............................................................................................................................. 17 Passo a passo restauração: .......................................................................... 17 Capeamento indireto: .................................................................................... 18 Capeamento direto: ....................................................................................... 18 Periodontia .......................................................................................................................... 20 Curetas para raspagem: ................................................................................ 20 Sextantes ...................................................................................................... 21 Periograma .................................................................................................... 21 Radiologia ........................................................................................................................... 22 Técnica da Bissetriz ...................................................................................... 22 Tomadas radiográficas .................................................................................. 23 Endodontia .......................................................................................................................... 24 Ponto de eleição:........................................................................................... 24 Odontometria: ............................................................................................... 24 Tipos de movimentos da lima: ....................................................................... 25 Medicação intra-canal: .................................................................................. 26 Diagnostico: .................................................................................................. 26 Protocolo clinico: ........................................................................................... 27 @blogdeodontoo 3 Anestesiologia Cálculo anestésico: EX: Técnicas Anestésicas Maxilares Anestesia terminal infiltrativa supraperiostal Indicação: Para anestesia de qualquer dente maxilar; Ponto de Punção: Fundo de saco adjacente ao elemento; Região Anestesiada: Mucosa vestibular e elemento em questão; Como realizar: Penetrar a agulha até que sua ponta esteja próxima ao ápice do elemento, próximo ao periósteo, porém sem tocá-lo; Inserção da agulha próxima o longo eixo do dente, bisel voltado para o osso, depositar a solução anestésica próximo ao ápice do elemento; Quantidade de anestésico: ½ a ¾ do tubete; @blogdeodontoo 4 Anestesia terminal infiltrativa subperiosta Indicação: Para anestesia de qualquer dente maxilar; muito utilizada para anestesiar raiz palatina de molares maxilares; Ponto de punção: Fundo desaco adjacente ao elemento; Região anestesiada: Mucosa vestibular e elemento em questão; Como realizar: Penetrar a agulha até que sua ponta esteja próxima ao ápice do elemento, sob o periósteo. Inserção da agulha próxima o longo eixo do dente, inclinar a seringa carpule em 45° para a vestibular, bisel voltado para o osso, depositar a solução junto ao ápice do elemento. Quantidade de anestésico: ¼ a ½ tubete; Bloqueio regional do nervo alveolar superior posterior Ponto de punção: Fundo de saco entre 1° e 2° molar; Nervo anestesiado: Alveolar posterior superior; Dentes anestesiados: 1°, 2° e 3° molares superiores; Frequentemente a raiz mesio-vestibular não é anestesiada; Como realizar: Inserção da agulha longa em 45° ao longo do eixo do dente para, para trás e para dentro, bisel voltado para o osso. Inserir cerca de ¾ da agulha; Quantidade de anestésico: cerca de 1 tubete. @blogdeodontoo 5 Bloqueio regional do nervo alveolar superior anterior Ponto de punção: Fundo de saco entre o 1° e o 2° pré molar maxilar; Nervos anestesiados: Alveolar superior anterior e médio; Dentes anestesiados: Incisivos, caninos, e pré-molares do lado abordado; Como realizar: Inserção da agulha ao longo eixo dos dentes, cerca de 16mm, bisel voltado para o forame infraorbitário – uso de agulha longa; Hemostasia deficiente; risco de anestesia dos nervos motores do olho; Quantidade de anestésico: ¾ a 1 tubete. @blogdeodontoo 6 Bloqueio regional do nervo nasopalatino Indicação: Em abordagens da região palatina anterior maxilar; Ponto de punção: Papila incisiva; Nervo anestesiado: Nervos nasopalatinos; Região anestesiada: Mucosa palatina da região anterior; Como realizar: Inserção da agulha paralela ao longo eixo dos incisivos centrais, penetração cerca de 4mm, bisel voltado para o forame; Depositar a solução anestésica na entrada do forame; Quantidade de anestésico: ¼ do tubete; Bloqueio regional do nervo palatino maior Indicação: Região posterior de maxila; Ponto de punção: 1cm acima do último molar erupcionado, mesialmente ao forame palatino maior; Nervos anestesiados: Palatino maior e menor; Como realizar: Inserção da agulha em 90° ao longo eixo do dente, cerca de 1mm, bisel voltado para o forame. @blogdeodontoo 7 Quantidade de anestésico: ¼ do tubete. Técnicas Anestésicas Mandibulares Bloqueio regional dos nervos alveolar inferior, bucal e lingual Técnica direta: Ponto de punção: Depressão entre alinha oblíqua externa e ligamento pterigomandibular 1cm acima do plano oclusal; Nervos anestesiados: Alveolar inferior; Região anestesiada: Dentes da hemiarcada abordada, muscosa vestibular e lingual; Como fazer: Inserir agulha longa, com gentileza, até tocar o osso. Recuar 1mm e depositar a solução anestésica, MODIFICAÇÃO DA TECNICA: Retroceder a agulha até 1mm ainda dentro dos tecidos, injetar cerca de ¼ do tubete, isso visa a anestesia do nervo lingual; Quantidade anestésica: de ½ a ¾ do tubete;@blogdeodontoo 8 Técnica indireta: Possui 3 tempos sendo o 3° igual a técnica direta; Ponto de punção: Depressão entre alinha oblíqua externa e ligamento pterigomandibular 1cm acima do plano oclusal; Nervos anestesiados: Alveolar inferior, bucal e lingual; Região anestesiada: Dentes da hemiarcada abordada, muscosa vestibular e lingual, língua, assoalho de boca, comissura labial, podendo se estender até o lábio inferior e mucosa jugal; Quantidade anestésica: ¼ de tubete do 1° tempo, ¼ no 2° tempo e ½ no 3°; PASSO A PASSO: 1) A agulha penetra inicialmente 5mm atingindo o nervo bucal onde depositamos o anestésico. 2) Após introduzimos mais 5 mm (10mm no total) injetamos anestésico, bloqueando o nervo lingual. @blogdeodontoo 9 3) Retiramos a agulha de modo a deixar apenas a ponta nointerior dos tecidos; giramos o conjunto até a área de pré molares; reintroduzimos até tocar o osso e recuamos 1 mm e depositamos o anestésico. Bloqueio do nervo mentoniano; Indicação: Intervenções de 1° prémolar e incisivos centrais. Ponto de punção: Fundo de saco entre pré-molares; Nervos anestesiados: Mentoniano e incisivo; Região anestesiada: Dentes entre 1° pré-molar e incisivo, muscosa vestibular e lingual; Como fazer: Inserção da agulhar paralela ao longo eixo do dente, entre pré-molares, bisel voltado para o osso; Quantidade anestésica: 1/4 do tubete; @blogdeodontoo 10 Infiltrativa intra pulpar Indicação: Para endodontia (biopulpotomias e biopulpectomias). Técnica: Introduz a ponta da agulha dentro da polpa dentária exposta, se possível penetrar dentro do canal radicular. @blogdeodontoo 11 CIRURGIA ORAL MENOR Classificação das técnicas Técnica primeira: Fórceps. @blogdeodontoo 12 Técnica segunda: Alavancas. Objetivos do uso do fórceps: Expansão do alvéolo ósseo com o uso das pontas ativas em forma de cunha e dos movimentos do próprio dente com o fórceps; @blogdeodontoo 13 Técnica terceira: Osteotomia e/ou odontosecção Osteotomia: desgaste ósseo. Ostectomia: remoção de fragmento ósseo. Tempos cirúrgicos Diérese: Incisão: Corte do tecido. Requisitos básicos de uma incisão: Traço único em 45° (Distal para mesial – Apical para cervical). Apoio em tecido ósseo sadio. Amplitude, possibilitando visibilidade ao campo operatório e menor trauma tecidual no afastamento. Divulsão: Separação sem corte. Afastamento: ·Os afastadores devem sempre estar apoiados em osso. ·O retalho não deve estar tencionado e/ou isquêmico. ·Quanto menor o trauma aos tecidos gengivais melhor é a reparação tecidual. @blogdeodontoo 14 Exérese: Acessar o dente. ·Remoção do dente, através de fórceps ou alavancas. Hemostasia: ·A hemostasia é o mecanismo defensivo cuja finalidade consiste em obstruir voluntariamente as lesões vasculares para evitar a perda de sangue. Síntese: ·Sutura da cavidade. Planejamento cirurgico Como deve ser feito? EXEMPLO: PLANEJAMENTO CIRÚRGICO EXODONTIA DO ELEMENTO 45. Nome: Prontuário: Gênero: Idade: Cirurgia agendada para o dia 05/05/2021. @blogdeodontoo 15 Anestesia: -Técnica Infiltrativa da mucosa superficial; - Técnica de bloqueio do nervo mentual. - Técnica Infiltrativa submucosa da região cribiforme; -Técnica de bloqueio do nervo lingual 45, 43. -Isquêmica: Sal anestésico: Mepivacaína 2% com Epinefrina 1:100.000 Nervos anestesiados: Nervo Mentoniano, Nervo Lingual, Nervo Bucal, Nervo Incisivo, Nervo bucal, Ramificações dos nervos da cadeia supra-hioidea. Conduta cirúrgica: - Assepsia do box, proteção do equipo e da cadeira odontológica com campo cirúrgico, montagem da mesa cirúrgica. - Receituários de medicamentos e orientações pós-operatórios devidamente prescritos para posterior entrega ao paciente, acompanhado de esclarecimento verbal. - Aferição dos sinais vitais. - Antissepsia extra e intra oral (clorexidina gel e solução). - Preparo do paciente. - Anestesia da região dos elementos. - Descolamento do periósteo do tecido ósseo com Descolador de Molt ou sindesmótomo. - Afastar bochecha e periósteo com afastador Minnesota. Hemostasia: compressão com gazes o Luxação: - Realizar a ténica escolhida: 1, 2 ou3. - Preparo da cavidade: Irrigação com soro fisiológico e alisar o tecido ósseo remanescente com alveolótomo. - Deixa coagulo sanguíneo. - Sutura com fio nylon 5-0 já com agulha. @blogdeodontoo 16 - Nó cirúrgico 2:1 com sutura simples Medicamentos de escolha: Pré-operatórios: Benzodiazepínico: Diazepam 5mg – 1 hora antes da consulta Anti-inflamatório Esteroidal: Decadron (dexametasona) 8mg, 1 hora antes da consulta. Antibiótico: Amoxicilina 1 grama- 1 hora antes procedimento. Pós-operatórios: Analgésico: Dipirona 500mg. Paciente deve tomar 1 comprimido até 3x ao dia em caso de dor. Anti-inflamatório: Ibuprofeno 600mg. Paciente deve tomar 1 comprimido, 2x ao dia, por um período de 3 dias. Antibiótico: Amoxicilina 500mg. Paciente deve tomar 1 comprimido 12/12 horas por 5 dias. RECOMENDAÇÕES PÓS-CIRÚRGICAS 1. Repouso. Manter a cabeça mais elevada ao deitar-se, utilizando um travesseiro alto. Não pratique atividade física por 15 dias. 2. Aplique SOMENTE NAS PRIMEIRAS 24 h APÓS A CIRURGIA bolsa de gelo na face. Recomenda-se proteger a pele com vaselina ou cremes hidratantes, antes da aplicação da bolsa de gelo, para evitar queimaduras. O objetivo é manter a área RESFRIADA. Intercale o seu uso. 3. Aconselha-se não cuspir ou fazer bochechos vigorosos; isso estimula o sangramento nas primeiras horas após a cirurgia. @blogdeodontoo 17 Dentistica Passo a passo restauração: 1- Anestesia 2- Seleção de cor 3- Isolamento absoluto 4- Remoção do tecido cariado 5- Lavagem e secagem da cavidade 6- Ataque ácido durante 15seg dentina/ 30seg esmalte 7- Lavagem 8- Secagem com papel absorvente @blogdeodontoo 18 9- 1º camada de adesivo 10- Fotopolimerização por 20seg 11- 2º camada de adesivo 12- Fotopolimerizacao por 20seg13- Inserção de resina composta pela técnica de incremento 14- Fotopolimerizacao por 10seg a cada incremento 15- Fotopolimerizacao final com gel hidrossolúvel durante 40seg 16- Checagem oclusal com papel carbono 17- Acabamento e polimento Capeamento indireto: 1-Remocao de todo tecido cariado 2-Aplicacao de clorexidina 3-Ionomero de vidro 4-Sistema adesivo 5-Restauracao com resina composta Capeamento direto: 1-Remocao de todo tecido cariado 2-Irrigacao com soro fisiológico até total hemostasia 3-Irrigacao com clorexidina 2% 4-Papel absorvente 5-Hidroxido de cálcio Pa na área com porta amalgama infantil 6-Hidroxido de cálcio pasta fotopolimerizavel sobre a area recoberta com Pa 7-Ionomero de vidro 9-Restauracao com resina @blogdeodontoo 19 Anatomia dentaria: Grampos: @blogdeodontoo 20 Periodontia Curetas para raspagem: Curetas Gracey • 1-2: Todas as superfícies dos dentes anteriores • 7-8: Faces vestibular e palatina dos dentes pré-molares e molares • 11-12: Superfícies mesiais dos molares (e aplicação universal) • 13-14: Superfícies distais dos molares • 13-14: Todas as faces dos dentes anteriores • 17-18:Todas as faces dos dentes posteriores • 0-0: Interproximais • Curetas McCall (Universais) @blogdeodontoo 21 Sextantes 1 2 3 6 5 4 Periograma Índice de placa Cálculo: Nº faces acometidas por placa X 100 Nº total de faces EX: Nº total de faces: Paciente com 25 elementos. 25x 5 (5 corresponde as 5 faces que um elemento possui). 20x5 = 125 Nº total de faces:125. Nº faces acometidas por placa: Visualizar e conferir quantas faces coradas após a aplicação do evidenciador de placa. Digamos que 40 faces estão acometidas, então. Nº faces acometidas por placa: 40. Cálculo: 40 x 100= 4.000 4.000 ÷ 125= 32 Índice de placa 32% @blogdeodontoo 22 Radiologia Técnica da Bissetriz Maxila: Incisivos: + 45º a 55º Canino: + 40º a 50º Pré-molares: + 30º a 40º Molares: + 20º a 30º Mandíbula: Incisivos: - 15º a 25º Canino: - 10º a 20º Pré-molares: - 5º a 10º Molares: 0º a – 5º Revelação 1- Revelador durante cerca de 30 segundos 2- Lavagem com água 3- Fixador durante o dobro do tempo do revelador 4- Lavagem com água 5- Secagem @blogdeodontoo 23 Tomadas radiográficas @blogdeodontoo 24 Endodontia Ponto de eleição: Incisivos superiores: Abaixo do cíngulo Incisivos inferiores: Acima do cíngulo Caninos superiores: Abaixo do cíngulo Caninos inferiores: Acima do cíngulo Pré-molares: Fosseta central Molares: Fosseta central Odontometria: CAD: comprimento aparente do dente (Medida da radiografia) CRI: comprimento real do instrumento =CAD – 3mm CRD: comprimento real do dente = CRI + X CRT: comprimento real de trabalho: CRD - 1 X: comprimento da ponta do instrumento ao vértice radiográfico. TÉCNICA DE INGLE (mais usada) 1.Obter a radiografia de diagnóstico (também chamada de radiografia inicial); 2. Medir o dente na radiografia de diagnóstico (CAD), desde a borda incisal (ou ponta da cúspide) até o ápice; 3. Diminuir 3 mm desta medida e transferir este comprimento para uma lima (ex: #15),marcando com um cursor de silicone stop). Este é o CRI; 4. Colocar o instrumento no interior do canal radicular, de modo que o cursor toque a borda incisal ou a cúspide do dente. Não utilize limas Kerr; 5. Realizar uma nova tomada radiográfica; @blogdeodontoo 25 6. Na radiografia, medir a diferença entre a ponta do instrumento e o ápice radicular (x); 7. Somar o CRI com a medida da ponta do instrumento ao ápice da raiz. Desta forma, será obtido o CRD; 8. Diminua 1 milímetro do CRD e transfira a nova medida para o instrumento; 9. Este é o CRT; 10. Realizar nova tomada radiográfica. Caso o instrumento na segunda radiografia de odontometria não estiver no CRT, volte ao item 6; Ao determinar corretamente o CRT, anote a medida de cada canal na ficha do paciente, pois estes dados serão usados posteriormente. OBSERVAÇÃO: Na odontometria o limite apical pode variar de acordo com a condição do Periápice: Sem lesão: 1 mm Com lesão:0,5 mm Com lesão e reabsorção:0,0 mm Tipos de movimentos da lima: Limagem: Introduzir e remover a lima, sem rotação, esfregando na parede do canal radicular. Alargamento: Promover voltas completas no sentido horário da lima. Corte ou remoção: 1⁄4 de volta no sentido horário e remoção da lima do canal. Cateterismo e oscilação:1⁄4 volta no sentido horário e 1⁄4 de volta no sentido anti-horário com introdução da lima no sentido apical. Escalonamento regressivo: Após a escolha da lima inicial, instrumentar ate 3 limas mais calibrosas, e a partir dessa ultima lima com recuo programado de 1mm do CRT a cada lima. Exemplo: 1) 30-----------21mm (lima inicial). 2) 35----------21mm 3) 40----------21mm 4) 45----------21mm (lima memória) 5) 50----------20mm @blogdeodontoo 26 6) 55----------19mm 7) 60-----------18mm (lima final) Medicação intra-canal: Polpa viva: otosporin ou ndp Polpa morta: formocresol, paramonoclorofenol canfôrado, prp, clorexidina gel 2%, hipoclorito de cálcio, CAOH + veículo(ex: soro fisiológico). Diagnostico: Exame Clínico Inspeção: Exploração: Exame do tato ou pressão leve. Percussão: Avaliar dor a mastigação (morde o plástico do sugador). Percussão vertical: relacionada a inflamação periapical.. Percussão horizontal: pode estar relacionado a alterações periodontais. Mobilidade: Mobilidade grau 1: O primeiro sinal perceptível de movimento acima do normal Mobilidade grau 2: Movimento do dente em sentido horizontal menor que 1mm Mobilidade grau 3: Movimento horizontal do dente maior que 1mm Teste de vitalidade pulpar: Com gazes refrigerantes Orientar o paciente para apoiar a mão esquerda no descanso do braço da cadeira, após o estimulo térmico (frio ou calor) levantando-a assim que surgir a crise álgica e abaixando gradativamente na medida em que a dor declina e desaparece. Intensidade da dor: + suave, ++ moderada e +++ severa Variações no declínio: Tempo para abaixar a mão: Declínio rápido (aproximadamente 5") orientado pela a mão do paciente, conotando normalidade pulpar. Declínio lento (superior à 5") orientado pela a mão do paciente, conotando comprometimento pulpar - inflamação pulpar com diferentes níveis de comprometimento. Sem resposta: polpa morta @blogdeodontoo 27 Protocolo clinico: PASSO A PASSO DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO. Como realizar o acesso? Exposiçãoda câmara pulpar: Este passo é também denominado de trepanação (exposição da câmara pulpar) ou abordagem da câmara pulpar. A penetração da broca através da dentina deve ser realizada com movimentos circulares pequenos. A abordagem à câmara pulpar é percebida facilmente porque, quando tal acontece, sentimos que a broca“cair num vazio”. Forma de contorno: Remoção de todo o teto da câmara pulpar COM Brocas esféricas. Forma de conveniência: Utilizando Broca Endo Z ou brocas cônicas, Gates Glidden. Fase da Ampliação Cervical- ampliação dos 2/3 do canal radicular. Verificar (calcular) a medida dos 2/3 do canal: Verificar e medir o CAD pela radiografia de diagnóstico. Medir com uma régua o comprimento do dente na radiografia da coroa até o vértice radiográfico = CAD. Obtem-se uma medida provisória para que seja realizado um desgaste (instrumentação) das paredes do canal a nível cervical e médio (parte reta do canal) que se faz da seguinte forma: Cálculo dos 2/3 = (CAD X 2): 3, aproximado. Você terá uma medida em que irá iniciar a ampliação do terço cervical e médio. Exploração Inicial do canal - Iniciar fazendo o Cateterismo Para dentes necrosados (polpa Morta): Iniciar a Penetração Desinfectante- lima #10 ou # 15- penetrando de 2mm em 2mm sempre irrigando até a medida dos 2 /3. @blogdeodontoo 28 Para dentes com Polpa viva: Pode se tentar extirpar a polpa - movimento de divulsão com as limas H (lima hedstroen- #10 o u #15 com movimento de remoção) ou colocar a lima direto na medida dos 2/3. Feito isto você poderá Realizar a Ampliação Cervical e Média com as brocas de Largo e Gates Glidden. Realizar o preparo: (degaste ou a instrumentação) com as Brocas de Largo 2 ou 3 (na em bocadura do canal). LEMBRE -SE cuidado com canais atrésicos: usar a largo somente em dentes amplos. Em seguida usar a Gates Glidden- GG3 e depois a GG2, caso o canal seja atrésico realizar o alargamento inicial (mov. de limagem) primeiramente com limas e depois com as brocas de GG. Importante: Lembre-se sempre de irrigando. Cuidado: não trabalhar em lateralidade. Fase da Odontometria-Técnica de Ingle (modificada). @blogdeodontoo 29 1. Medir o comprimento do dente: radiografia de diagnóstico (CAD). 2. Diminuir 2 a 3 mm da medida obtida devido a distorção da Radiografia CRI ou CPT = comprimento provisório de trabalho. 3. Pegar uma lima que se ajusta no canal, NO TERÇO APICAL SEM PRESSÃO E SEM FORÇAR. Se você quiser pode colocar a # 15 para realizar a ODM, mesmo ela estando folgada. 4. Sugestão: Canais Atrésicos: #10 a #15, Canais Médios: #15 a #25 e Canais Largos: # 30 a #40. Atenção: IMPORTANTÍSSIMO: Para dentes necrosados (polpa Morta): Re alizar Novamente a Penetração Desinfectante - lima #10 ou # 15 - penetrando de 2mm em 2m m sempre irrigando até a medida do CPT – para não empurrar as bactérias e restos necróticos para o ápice. Para dentes com Polpa viva: pode colocar a medida do CPT. 5. Ajustar a medida com a régua ajustando o Cursor: delimitando a medida do CPT (Que é provisório). 6. Introduzir instrumento no interior do canal sem pressão. 7. Ajustar o cursor (stop) no ponto d e referência e verificar se o cursor está no ponto de referência. 8. Realizar a radiografia de Odontometria para você saber qual será a medida que você irá realizar toda a instrumentação apical. 9. Medir novamente a lima inicial com a régua para se certificar da medida antes de retirá-la do canal. 10. Verificar o comprimento obtido = 1,0 mm aquém ápice radiográfico 11. Se o CDT não estiver 1,0 mm aquém-ápice radiográfico, ajustar a medida até que fique 1mm aquém, RX novamente. CONFIRMAR (CDT) 12. Agora você obteve o COMPRIMENTO DE TRABALHO – CDT - essa medida será a das limas que instrumentarão o terço apical. 13. Anotar essa medida para que ela seja o COMPRIMENTO DE TRABALHO (CDT)ou seja, o comprimento para a realização da instrumentação do canal. @blogdeodontoo 30 Exemplo: CAD= 23mm 23mm -3mm= 20 mm, colocar uma lima inicial com 20 mm e realizar o RX =Confirmar a medida =CDT. Ajustar se necessário. Fase da Instrumentação Apical Pulpectomia (Biopulpectomia): polpa viva. Penetração Desinfetante (Necropulpectomia): polpa morta. Antes de Iniciar instrumentação Apical deve-se Identificar a lima inicial. Com a definição do comprimento de trabalho ( CDT= 1 mm aquém do ápice) e a definição da LIMA INICIAL (LI), prossiga a instrumentação apical com mais 3 a 4 limas acima da lima inicial até que o canal esteja preparado no CDT. Desta forma será estabelecendo o BATENTE APICAL OU PARADA APICAL. Todas as limas na medida confirmada na ODM-(CDT). Após a definição do batente, o seja, a determinação da LIMA MEMORIA, o próximo passo é a realização do Recuo Progressivo (Step Back) para dar mais conicidade ao preparo do canal. Instrumentar mais 3 a 4 limas acima da lima Memória reduzindo em 1mm a cada lima. Exemplo: Lima Inicial K 25 com CDT= 22 mm IMPORTANTE IDENTIFICAR: Lima de Patência (trabalhada no comprimento real do dente, ou seja, até o forame apical) = K10 OU K15= 23M M. Como você vai realizar a Instrumentação Apical? Instrumentação Apical- A) Realização do Batente Apical 1. Lima Inicial K 25 = 22mm Patência= K10= 23mm + IRRIGAÇÃO 2ml a cada troca de lima 2. K 30 = 22mm Patência= K10= 23mm + IRRIGAÇÃO 3. K35 = 22mm Patência= K10= 23mm + IRRIGAÇÃO 4. K 40 = 22mm = LIMA MEMORIA Patência= K10= 23mm + IRRIGAÇÃO B) Realização do Recuo Progressivo ou Step Back @blogdeodontoo 31 Lima Mestra K 40 = 22mm 1.K 45 = 21mm + IRRIGAÇÃO Recapitul. K 40 = 22mm 2.K 50 = 20mm + IRRIGAÇÃO Recapitul. K 40 = 22mm 3.K 55 = 19mm + IRRIGAÇÃO Recapitul. K 40 = 22mm Patência= K10= 23mm + IRRIGAÇÃO Obturação do canal Após a instrumentação total do canal, realizar a CONOMETRIA (provar o cone principal) e a OBTURAÇÃO. 1. Prova do cone principal: Selecionar um cone principal de diâmetro igual a lima mestra. Medi-lo com a Régua milimetrada com a medida do CDT. Desinfetar o cone. Teste Visual Radiográfico: Prosseguir com a escolha do cone principal conferindo o comprimento real de trabalho - CDT, utilizando a pinça clínica e régua endodôntica milimetrada. Em seguida levar o cone em posição e através do teste visual verificamos se o cone chega ao CT visualizando-o na referência oclusal ou incisal, o qual não deve ultrapassá-la mesmo quando forçado em direção apical. Caso o cone principal esteja ultrapassando o CDT, restabelecer novamente a odontometria, novo batente apical aumentando lima mestra e reinstrumentação, depois nova prova do cone. Caso o cone principal não esteja no CT, verificar se houve impactação de dentina checar o batente apical com lima mestra, repetindo o recuo progressivo e provar novamente o cone principal. Realizar a tomada radiográfica do cone. @blogdeodontoo 32 2. Secagem do canal: Temos preferência pelos cones de papel absorvente. 3. Obturação: Para a manipulação do cimento endodôntico EndoFill ou Sealer 26 utilizar placa de vidro estéril e espátula 24. No momento da obturação,os cones principais e secundários devem estar secos com gaze, antes de ser aplicado o cimento obturador. 4. Inserção do cimento: O cone principal ou a lima mestra deve ser utilizada para levar o cimento para o interior do conduto. Um pouco de cimento, é levado na ponta do cone, ao interior do canal radicular, pincelando as paredes do conduto de apical para cervical. Posicionar o cone principal na medida do CDT. 5. Condensação lateral: Iniciar a condensação lateral após a inserção do cone principal. Após inserção do primeiro cone secundário envolto por cimento, nova condensação. Introduzir o cone secundário envolto com cimento rapidamente após remoção do espaçador. Repetir a condensação e introdução de mais cones secundários. @blogdeodontoo 33 6. Cortes dos cones e Condensação Vertical: Selecionar o condensador de Paiva de tamanho compatível à entrada do canal. Aquecer ao rubro o condensador de Paiva, utilizando a lamparina, e em seguida cortando os cones, aproximadamente 2 mm abaixo do colo clínico, ou seja no limite amelo-cementário nos dentes anteriores e pré-molares e ao nível do assoalho da câmara pulpar no s molares. Calcadores frios e de menor calibre do que a entrada do canal, realizar a manobra de condensação vertical. 7. Limpeza da Cavidade: Limpar o excesso de cimento da câmara pulpar com bolinhas de algodão embebidas em álcool. 8. Radiografia final: Organizar as Radiografias. Passo a Passo simplificado 1-Radiografia inicial 2-Bochecho com clorexidina 0,12%. 3-Anestesia. 4-Isolamento absoluto. 5-Antissepsia do campo operatório. 6-Cirurgia de acesso (com broca esférica). 7-Irrigação da câmara pulpar com solução- hipoclorito (irrigação abundante). 8-Remoção da polpa coronária com cureta de diâmetro proporcional ao da câmara... 9-Irrigação e aspiração. 10-Exploração do canal ou cateterismo. 11-Irrigação e aspiração. 12-Preparo do cervical e médio com brocas Gates e largo. @blogdeodontoo 34 13-Irrigação e aspiração. 15-Odontometria 16-Completa-se pulpectomia no CT estabelecido. 17-Irrigação e aspiração. 18-Preparo químico cirúrgico do canal (PQC). 19- Irrigação e aspiração. 20-Preenchimento de EDTA 17%-3 minutos. 21-Irrigação final com solução de hipoclorito. 22-Secagem do canal-cone de papel estéril ate o CT. 23-Seleção do cone principal. 24-Teste radiográfico prova do cone. 25-Obturação do canal radicular. 26-Radiografia da qualidade da obturação 27-Corte dos cones a 1mm abaixo da entrada do canal. 28-Limpeza da cavidade com bolinha de algodão e álcool. 29-Selamento provisório resina ou ionômero de vidro. 30-Remoção do isolamento. 31-Radiografia final. NECROPULPECTOMIA I: Sem vitalidade pulpar, sem lesão periapical visível radiograficamente e PENETRAÇÃO desinfetante com NaOCI 1%. NECROPULPECTOMIA II: Sem. Vitalidade pulpar, presença de lesão visível radiograficamente e PENETRAÇÃO Desinfetante com NaOCI 2,5%.