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Resumos de Por: Tamires Paiva tamirespaiiva@hotmail.com MORFOLOGIA DAS CAVIDADES PULPARES COMPOSIÇÃO DA POLPA Tecido conjuntivo frouxo, constituído por: Nervos Células (odontoblastos) Vasos sanguíneos Matriz extracelular Os odontoblastos são as células mais características do complexo dentino pulpar, estão organizados em uma única camada de células (camada odontoblástica) no limite entre a dentina e a polpa. Os odontoblastos formam uma camada (seta) na periferia da polpa em contato com a dentina, essas células são características da polpa Fibroblastos, células-tronco mesenquimais indiferenciadas e diversas células de defesa (macrófagos, células dendríticas, linfócitos) também estão presentes na polpa. O fibroblasto é o tipo de célula mais abundante da polpa e é responsável pela produção e manutenção do colágeno. As células-tronco mesenquimais indiferenciadas se encontram distribuídas por todo o tecido pulpar, sendo mais numerosas na região da polpa propriamente dita, elas tem a capacidade de se diferenciar em células semelhantes a odontoblastos em resposta a injúrias e estimulação. Fibroblastos da polpa ZONAS MORFOLÓGICAS DA POLPA A Camada de odontoblastos é a zona mais periférica, se encontra adjacente a pré dentina, revestindo-a internamente. Uma alta densidade de células, incluindo fibroblastos, células-tronco mesenquimais indiferenciadas e células da defesa imune, formam a Zona rica em célula, que é mais proeminente na polpa coronária do que na polpa radicular, esta zona é separada da camada odontoblástica pela Zona livre (pobre) de células (ou Zona de Weil) que contém capilares sanguíneos e uma rica rede de fibras nervosas (formando o plexo nervoso de Rashkow) e processos odontoblásticos. A Polpa propriamente dita, é a zona central e contém vasos sanguíneos e nervos mais calibrosos, além de fibroblastos e outras células. FUNÇÕES DA POLPA Formativa: os odontoblastos do tecido pulpar são responsáveis pela dentinogênese. Sensitiva: a inervação sensorial pulpar atua como um sistema de alarme eficaz, indicando alterações na normalidade. Ex: um dente despolpado, a sensação dolorosa não será percebida até que eventuais estímulos nocivos afetem os tecidos ao redor da raiz. Nutritiva: a vascularização pulpar fornece oxigênio e nutrientes, essenciais para a formação de dentina e para a própria sobrevivência pulpar. Defensiva: o tecido pulpar pode se defender contra infecções por meio da produção de dentina esclerosada e/ou terciária, reparadora e da ativação da resposta imune. Frio osmótico evaporativo Calor Teoria hidrodinâmica da sensibilidade da dentina. Estímulos externos causam movimento do fluido dentinário em direção externa ou interna, com consequente distorção mecânica e ativação das fibras nervosas sensoriais. PRINCIPAL FUNÇÃO DA POLPA: FORMAÇÃO DE DENTINA VASCULARIZAÇÃO E INERVAÇÃO Vascularização O suprimento sanguíneo principal provém de vasos que penetram pelo forame apical e se entendem no sentido coronário, ramificando- se extensivamente. É originada a partir de ramos da artéria infraorbital, da artéria alveolar posterior superior e da artéria alveolar inferior, que, por sua vez, tem origem na artéria maxilar, um ramo da carótida externa. Inervação Aproximadamente 1.000 a 2.000 nervos penetram em um único dente (80% são amielinizados e 20% mielinizados), geralmente os nervos pulpares seguem o mesmo trajeto dos vasos sanguíneos que se estendem e ramificam no sentido coronário. A polpa apresenta inervação sensorial e autônoma. A inervação sensorial e dos tecidos perirradiculares é originada das divisões maxilar e mandibular do Nervo Trigêmeo. Nervo Maxilar Artéria e Nervo Infraorbitais Gânglio Trigeminal Nervo Mandibular Artéria Maxilar Artéria e Nervo Alveolares sup posteriores Artéria Carótida Externa Artéria e Nervo Alveolares inferiores Artéria e Nervo Alveolares anteriores Artéria e Nervo Alveolares sup médios DIVISÃO DA CAVIDADE PULPAR Câmara Pulpar Canal Radicular Cavidade Pulpar ESTRUTURAS DA CÂMARA PULPAR Corno pulpar Teto Assoalho (somente em dentes multirradiculares) Orifícios (Entrada dos canais radiculares) DIVISÃO DIDÁTICA DO CANAL RADICULAR Didaticamente o canal radicular é dividido em terços: Terço Cervical Terço Médio Terço Apical DIVISÃO BIOLÓGICA DO CANAL RADICULAR Biologicamente é dividido de acordo com o tecido que reveste internamente o canal: Dentina ou Cemento A. CANAL DENTINÁRIO Tecido conjuntivo mucoso; Rico em odontoblastos; Revestido por dentina; “Campo de ação do endodontista” B. CANAL CEMENTÁRIO Tecido conjuntivo maduro; Sem odontoblastos; Revestido por cemento; (Completamente formado de 3 a 5 anos após erupção) A B SISTEMA ENDODÔNTICO Canal principal Canal colateral/bifurcado Canal lateral/adventicio Canal secundário Canal acessório Intercanal/Interconduto Canal recorrente Canais reticulares Deltas apicais Canal cavo Interradicular Canal principal Canal acessório Canal recorrente Canal secundárioIntercanal/ Interconduto Deltas apicais Canais reticulares Canal Cavo Interradicular Canal lateral Canal colateral J E A B G D I F C H A B H I F C D E G J TETO ASSOALHO CÂMARA PULPAR CORNO PULPAR FORAME PRINCIPAL Canais reticularesH C Canal lateral Canal secundário D SISTEMA ENDODÔNTICO Principal: é o mais importante, apresenta-se como a raiz de configuração cônica, inicia no assoalho da câmara pulpar e termina sem interrupção ao nível do forame apical; Colateral/Bifurcado: é um canal que segue um percurso paralelo ao principal, podendo alcançar a região periapical de maneira independente, é menos calibroso que o canal principal; Lateral/Adventicio: é uma ramificação que liga o canal principal a superfície externa do dente; Secundário: é o canal que se deriva do principal, ao nível do terço apical, e alcança diretamente a região periapical; Acessório: é o canal que se deriva do secundário, e vai até a superfície externa do dente; Intercanal/Interconduto: é um canalículo, ligando um canal a outro, está localizado em dentina, não atinge a região de cemento; Recorrente: sai do canal principal, percorre um trajeto dentinário mais ou menos longo, e volta ao canal principal, geralmente ao nível do terço médio; Reticulares: é um emaranhado de canalículos, interligando um canal a outro; Deltas apicais: são as múltiplas terminações do canal principal; Cavo Interradicular: é a ramificação observada em molares ao nível do assoalho da câmara pulpar que põe em contato a câmara pulpar, com o ligamento periodontal nas regiões de bi ou trifurcação; DESCRIÇÃO DOS CANAIS O limite do preparo endodôntico deverá ser próximo ao Limite CDC: Cemento- Dentina-Canal (limite da máxima constrição apical) LIMITE DE INSTRUMENTAÇÃO A – Canal dentinário B – Limite CDC C – Cemento D - Dentina A B D c Em 68% dos dentes em jovens e 80% em adultos, o canal cementário não segue a direção do canal dentinário e nem acaba no vértice apical. Demarca o local onde termina o tecido pulpar e começa o tecido periodontal. LIMITE CDC CDC FORAMINAS FORAME PRINCIPAL DELTA APICAL C CEMENTO DENTINA LIMITE CDC D D LIMITE DO CANAL DENTINÁRIO C C CANAL CEMENTÁRIO (0,3 a 0,7 mm) F FORAME APICAL F Posição do forame em relação ao ápice CONSIDERAÇÕES ANATOMO-PATOLÓGICAS A anatomia apical sofre modificações ao longo da vida do indivíduo, o conhecimento destas variáveis é fundamental para que o profissional possa entender, planejar e estabelecer seus limites de trabalho; O canal radicular é formado pelo canal dentinário e pelo canal cementário, sendo que ambos têm o formato de cone e são unidos pelos vértices truncados. É extremamente rico em renovação celular e proliferação, se mantido livre de contaminações ou quaisquer outras agressões, haverá indução da diferenciação celular com deposição de matriz cementária e posterior formação de uma calcificação biológica nesta região, fenômeno denominado Selamentobiológico. A formação desde tecido mineralizado na região do ápice é a condição que determina de forma definida o sucesso clínico da terapia endodôntica e o respeito a estas estruturas é imprescindível para o favorecimento da reparação tecidual. COTO PULPAR ESPECIFICAÇÕES DE CADA GRUPO DENTAL - Número de raízes; - Posição das raízes; - Número de canais; - Posição e localização dos canais; - Estruturas anatômicas da câmara coronária e suas localizações; INCISIVO CENTRAL SUPERIOR Tempo médio de erupção: 7 a 8 anos Rizogênese completa: 10 anos Comprimento médio: 22,5 mm Nº raízes: 1 (100%) Nº canais: 1 (100%) Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,30-0,45 mm Forame apical: 0-1 mm (80%) Ponto eleição: Abaixo do cíngulo em direção incisal Direção de trepanação: Perpendicular ao longo eixo do dente, em direção a face palatina Forma de conveniência: Triangular com base voltada para incisal INCISIVO LATERAL SUPERIOR Tempo médio de erupção: 8 a 9 anos Rizogênese completa: 11 anos Comprimento médio: 22,5 mm Nº raízes: 1 (100%) Nº canais: 1 (100%) Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,30-0,60 mm Forame apical: 0-1 mm (80%) Forame do canal: Cônico piramidal Ponto eleição: Abaixo do cíngulo em direção incisal Direção de trepanação: Perpendicular a longo eixo do dente, em direção a face palatina Forma de conveniência: Triangular com base voltada para incisal CANINO SUPERIOR Tempo médio de erupção: 11 a 12 anos Rizogênese completa: 13 a 15 anos Comprimento médio: 26,5 mm Nº raízes: 1 (100%) Nº canais: 1 (100%) Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,20-0,45 mm Forame apical: 0-1 mm (70%) Forame do canal: Cônico piramidal Ponto eleição: Próximo ao cíngulo Direção de trepanação: Perpendicular a longo eixo do dente, em direção a face palatina Forma de conveniência: Losangular acompanhando o formato externo na coroa, forma de chama PRIMEIRO PRÉ-MOLAR SUPERIOR Tempo médio de erupção: 10 a 11 anos Rizogênese completa: 12 a 13 anos Comprimento médio: 21 mm Nº raízes: 1 (20%) 2 (80%) - V e P Nº canais: 1 (20%) 2 (80%) - V e P Diâmetro canal: 1 mm do ápice 1.C: 0,20-0,50 mm 2.C: 0,15 – 0,70 mm Forame apical: 0-1 mm (95%) Forame dos canais: V: Piramidal/cônico P: Cônico Ponto eleição: Fosseta central Direção de trepanação: Paralelo a longo eixo do dente, em direção a raiz palatina Forma de conveniência: Elíptica no sentido VP Tempo médio de erupção: 10 a 12 anos Rizogênese completa: 12 a 14 anos Comprimento médio: 21,5 mm Nº raízes: 1 (90%) 2 (10%) Nº canais: 1 (65%) 2 (35%) - V e P Diâmetro canal: 1 mm do ápice 1.C: 0,20-0,70 mm 2.C: 0,30 – 0,35 mm Forame apical: 0-1 mm (75%) Forame dos canais: Achatado sentido MD - elíptico Ponto eleição: Fosseta central Direção de trepanação: Paralelo a longo eixo do dente, em direção a raiz palatina Forma de conveniência: Elíptica no sentido VP SEGUNDO PRÉ-MOLAR SUPERIOR 1 ca n a l 2 c a n a is Tempo médio de erupção: 6 a 7 anos Rizogênese completa: 9 a 10 anos Comprimento médio: 20,8 mm Nº raízes: 3 (85%) - MV-DV e P Nº canais: 3 (26%) 4 (84%) - MV-DV-MP e P Diâmetro canal: 1 mm do ápice Forame apical: 0-1 mm MV (80%) DV (75%) Ponto eleição: Fosseta principal (mesial) Direção de trepanação: Paralelo ao longo eixo do dente tendendo para a raiz de maior volume (palatina) Forma de conveniência: Triangular com base voltada para vestibular PRIMEIRO MOLAR SUPERIOR SEGUNDO MOLAR SUPERIOR Tempo médio de erupção: 11 a 13 anos Rizogênese completa: 14 a 16 anos Comprimento médio: 20 mm Nº raízes: 3 (80%) - MV-DV e P (Pode ocorrer fusionamento entre as raízes 1V e 1P ou entre as 2Vs) Nº canais: 3 (50%) - MV-DV e P 4 (50%) Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,20 – 0,40 mm Forame apical: 0-1 mm MV (80%) e DV (75%) Ponto eleição: Fosseta central Direção de trepanação: Paralelo ao longo eixo do dente tendendo a raiz de maior volume (palatina) Forma de conveniência: Triangular com base voltada para vestibular INCISIVO CENTRAL INFERIOR Devido ao seu pequeno tamanho e anatomia interna, podem ser cavidades difíceis de acessar e preparar. Tempo médio de erupção: 6 a 7 anos Rizogênese completa: 9 anos Comprimento médio: 21 mm Nº raízes: 1 (100%) Nº canais: 1 (85%) 2 (15%) - V e L Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,15 – 0,70 mm Forame apical: 0-1 mm (90%) Forame dos canais: Oval no sentido MD Ponto eleição: Abaixo do cíngulo em direção a incisal Direção de trepanação: Perpendicular ao longo eixo do dente Forma de conveniência: Triangular com base voltada para incisal INCISIVO LATERAL INFERIOR Devido ao seu pequeno tamanho e anatomia interna, podem ser cavidades difíceis de acessar e preparar. Tempo médio de erupção: 7 a 8 anos Rizogênese completa: 10 anos Comprimento médio: 21 mm Nº raízes: 1 (100%) Nº canais: 1 (85%) 2 (15%) – V e L Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,15 – 0,70 mm Forame apical: 0-1 mm (90%) Forame dos canais: Oval no sentido VL e achatado no sentido MD Ponto eleição: Abaixo do cíngulo em direção a incisal Direção de trepanação: Perpendicular ao longo eixo do dente Forma de conveniência: Triangular com base voltada para incisal CANINO INFERIOR Tempo médio de erupção: 9 a 10 anos Rizogênese completa: 12 a 14 anos Comprimento médio: 25 mm Nº raízes: 1 (100%) Nº canais: 1 (90%) 2 (10%) - V e L Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,10-0,50 mm Forame apical: 0-1 mm (70%) Forame do canal: Achatado no sentido MD (oval) ápice geralmente arredondado Ponto eleição: Próximo ao cíngulo Direção de trepanação: Perpendicular a longo eixo do dente Forma de conveniência: Losangular acompanhando o formato externo na coroa; P o n to e le iç ã o F o rm a c o n to rn o F o rm a co n v e n iê n ci a PRIMEIRO PRÉ-MOLAR INFERIOR Tempo médio de erupção: 10 a 12 anos Rizogênese completa: 12 a 13 anos Comprimento médio: 21,5 mm Nº raízes: 1 (100%) Nº canais: 1 (86%) 2 (14%) - V e L Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,10-0,50 mm Forame apical: 0-1 mm (80%) Forame do canal: Achatado no sentido MD (oval) ápice arredondado Ponto eleição: Fosseta mesial, próximo ao centro do dente Direção de trepanação: Paralelo a longo eixo do dente Forma de conveniência: Circular nos prés com 1 canal e mais elíptica/ovalada com 2 ou mais canais Tempo médio de erupção: 10 a 12 anos Rizogênese completa: 12 a 14 anos Comprimento médio: 22,1 mm Nº raízes: 1 (92%) 2 (8%) – V e L Nº canais: 1 (89%) 2 (11%) - V e L Diâmetro canal: 1 mm do ápice 1.C: 0,20-0,70 mm 2.C: 0,30 – 0,35 mm Forame apical: 0-1 mm (75%) Forame dos canais: Achatado sentido MD - elíptico Ponto eleição: Fosseta mesial, próximo ao centro do dente Direção de trepanação: Paralelo a longo eixo do dente Forma de conveniência: Circular nos prés com 1 canal e mais elíptica/ovalada com 2 ou mais canais SEGUNDO PRÉ-MOLAR INFERIOR Tempo médio de erupção: 6 anos Rizogênese completa: 9 a 10 anos Comprimento médio: 21 mm Nº raízes: 2 (98%) - M e D Nº canais: 3 (56%) - MV-ML e D ou 4 (44%) MV-ML-DV e DL Diâmetro canal: 1 mm do ápice 0,25-0,60 mm Forame apical: 0-1 mm M (80%) D (65%) Ponto eleição: Fosseta central Direção de trepanação: Paralelo ao longo eixo do dente tendendo a raiz de maior volume (distal) Forma de conveniência: Trapezoidal com base voltada para mesial PRIMEIRO MOLAR INFERIOR SEGUNDO MOLAR INFERIOR Tempo médio de erupção: 11 a 13 anos Rizogênese completa: 14 a 15 anos Comprimento médio: 19,8 mm Nº raízes: 2 (84%) - M e D (Pode haver fusionamento das raízes) Nº canais: 3 (72%) - MV-ML e D 4 (28%) Diâmetro canal: 1 mm do ápice M 0,15 – 0,40 D 0,25 – 0,60 mm Forame apical: 0-1 mm M (80%) D (65%) Ponto eleição: Fosseta central Direção de trepanação: Paralelo ao longo eixo do dente tendendo a raiz de maior volume (distal) Forma de conveniência: Trapezoidal com base voltada para mesial Diagnóstico ENDODONTIA - ETAPAS Planejamento Seleção de casos Isolamento absoluto Acesso endodôntico OdontometriaPreparo químico cirúrgico Restauração do dente Proservação (controle) Obturação ESVAZIAMENTO Identificar as doenças endodônticas DIAGNÓSTICO Doenças de Polpa Viva (apresentam processos inflamatórios) Doenças de Polpa Morta (apresentam processos infecciosos) Doenças periapicais: Necrose de: - Liquefação (infecção bacteriana) - Coagulação (lesão traumática) - Gangrenosa (tecido que sofreu necrose de coagulação é invadido por bactérias) Doenças pulpares: - Pulpite reversível - Pulpite irreversível sintomática (aguda) - Pulpite irreversível assintomática (crônica) Patologia perirradicular (lesão periapical, periodontite apical ou periapical) Crônicos: Periodontite apical assintomática (ou crônica) Abscesso apical crônico Agudos: Periodontite apical aguda (ou sintomática) Abscesso apical agudo Sucesso: 97% Sucesso: 85-90% Sucesso: 78% Planejamento Seleção de casos Etapas Diagnóstico Isolamento absoluto Acesso endodôntico Base da tríade • Abertura • Sanificação e modelagem • Obturação Proporciona aos instrumentos livre acesso a cavidade pulpar CIRURGIA DE ACESSO Para execução desta etapa operatória, são estabelecidas formas geométricas que refletem o aspecto anatômico da câmara pulpar, essas configurações são referências mutáveis, podendo ao final sofrer adaptações de acordo com as particularidades anatômicas de cada dente a ser tratado (Machado, 2007) - Preparo da câmara pulpar para localização de todos os canais; - Eliminar as interferências para o acesso livre dos instrumentos no canal; - Acesso conservador, preservando as estruturas; ACESSO ENDODÔNTICO OBJETIVOS Remover todo o tecido cariado; Conservar estrutura dentária sadia; Expor a câmara pulpar por completo; Remover todo o tecido coronário (vivo ou necrótico); Localizar as entradas dos canais radiculares; Obter acesso franco e direto ao forame radicular; Definir as margens do preparo para o futuro procedimento restaurador; CIRURGIA DE ACESSO - Preservação do assoalho da câmara pulpar, evitando perfurá-lo e facilitando a localização da entrada dos canais, sua integridade tende a guiar o instrumento até as entradas dos condutos; - Conservação da estrutura dentária, prevenindo o enfraquecimento do esmalte e dentina remanescente e possíveis fraturas; - Prover formas de resistência para permanência total do selamento provisório da cavidade de acesso; Princípios: É um passo operatório que vai desde a trepanação do teto da câmara pulpar, até a completa remoção do teto, permitindo que os canais possam ser localizados, acessados diretamente e adequadamente instrumentados e obturados; CIRURGIA DE ACESSO Localização da câmara pulpar Posição da entrada dos canais Número de canais ASPECTOS IMPORTANTES PARA UMA ADEQUADA CIRURGIA DE ACESSO: A cirurgia de acesso adequadamente realizada, proporcionara um acesso franco e direto ao sistema de canais radiculares, sem que haja interferências para o acesso ao ápice radicular ou a primeira curvatura; INCISIVO CENTRAL SUPERIOR (TRIANGULAR, BASE VOLTADA PARA INCISAL) INCISIVO LATERAL SUPERIOR (TRIANGULAR, BASE VOLTADA PARA INCISAL) PRÉ MOLAR SUP (ELÍPTICA SENTIDO V-P) MOLAR SUPERIOR (TRIANGULAR, BASE VOLTADA PARA VESTIBULAR) MOLAR INFERIOR (TRAPEZOIDAL, COM BASE MAIOR VOLTADA PARA MESIAL) PRÉ MOLAR INF (ELÍPTICA/OVALADA) SENTIDO V-P O acesso coronário começa com a remoção de toda a lesão cariosa, estrutura dentária sem suporte e restaurações defeituosas, esta manobra evita contaminação dos canais; PREPARO INCIAL DO DENTE ETAPAS INTERDEPENDENTES PLANEJAMENTO DO ACESSO CORONÁRIO AO SISTEMA ENDODÔNTICO 1. Determinação do ponto eleição; 2. Confecção da pré cavidade; 3. Direção de trepanação; 4. Remoção do teto da câmara pulpar (forma contorno); 5. Forma de conveniência; 6. Preparo da entrada dos canais; ETAPAS OPERATÓRIAS DA ABERTURA CORONÁRIA Ponto de Eleição: É o ponto de partida para o início do desgaste da estrutura dentária, determinado por um ponto localizado na superfície lingual/palatina dos dentes anteriores ou oclusal nos posteriores. Direção de Trepanação (direção do acesso): É a angulagem que se deve dar à broca para que esta atinja a câmara pulpar, devendo respeitar a inclinação dos dentes na arcada, potencializando assim a sensibilidade tátil do operador no momento da cirurgia de acesso. Forma de Conveniência: Realizada com a remoção do teto da câmara pulpar, o formato da cavidade corresponde à forma da câmara pulpar de cada elemento dental. Utiliza-se uma broca (cônica) com ponta inativa para se evitar desgaste indesejado; Desgaste Compensatório: É o desgaste adicional que se realiza para que se consiga um acesso direto aos canais radiculares, sem interferência de projeções dentinárias. Confecção de pré cavidade: Desgaste feito a partir do ponto de eleição seguindo a forma de contorno do dente, mas com seus diâmetros reduzidos, a aproximação da câmara pulpar acontece de maneira lenta e gradual. Forma de Contorno: É a projeção do teto da câmara pulpar em forma e volume, determina o contorno final da abertura, está intimamente relacionada com a anatomia interna do dente. ETAPAS INTERDEPENDENTES 2. CONFECÇÃO DE PRÉ-CAVIDADE: É um desgaste feito a partir do ponto de eleição seguindo a forma de contorno do dente, mas com seus diâmetros reduzidos, a aproximação da câmara pulpar acontece de maneira lenta e gradual, potencializando assim a sensibilidade tátil do operador no momento da cirurgia de acesso. 1. PONTO DE ELEIÇÃO: É o ponto de partida para o início do desgaste da estrutura dentária, determinado por um ponto localizado na superfície lingual dos dentes anteriores ou oclusal nos posteriores (local mais próximo e seguro para atingir a câmara pulpar). ETAPAS INTERDEPENDENTES 3. DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO: É a inclinação dada à broca, a partir do ponto de eleição para alcançar a parte mais volumosa da câmara pulpar. - Começar perpendicular (90º), depois vai diminuindo a angulação para acessar a área de maior volume pulpar; 4. FORMA CONTORNO (REMOÇÃO DO TETO): É a projeção do teto da câmara pulpar em forma e volume, determina o contorno final da abertura, está intimamente relacionada com a anatomia interna do dente. Uma vez rompido o teto, desaparece a resistência da dentina e a broca penetra na câmara pulpar numa região segura; Explorador nº5 ETAPAS INTERDEPENDENTES Dar ao preparo forma capaz de propiciar boa iluminação à câmara pulpar; Visão e acesso direto aos canais; Paredes cavitárias devem ser planas, lisas e divergentes para face oclusal; 5. FORMA DE CONVENIÊNCIA: Removido o teto (forma de contorno) é feita a divergência para a face oclusal (forma de conveniência), cada dente reproduzirá formas geométricas anatômicas da coroa dentária. 6. PREPARO DA ENTRADA DOS CANAIS: Removido o teto (forma de contorno) é feita a divergência para a face oclusal (forma de conveniência), cada dente reproduzirá formas geométricas anatômicas da coroa dentária. Verificar a localização dos condutos com explorador angulado de ponta reta; CIRURGIA DE ACESSO EM DENTES ANTERIORES CIRURGIA DE ACESSO EM ANTERIORES 1. Realizar isolamento relativo com roletes de algodão e absoluto com arco, grampo e lençol de borracha, fazendo embrocamento do campo com Clorexidina a 2%. 2. Selecionam-se brocas esféricas diamantadas (preferência do tipo HL – pescoço longo) de tamanho menor que o volume da câmara pulpar. 3. Inicia-se o desgaste do esmalte abaixo do cíngulo em direção a incisal (ponto eleição), aprofundando ligeiramente a broca na dentina, inclinando-a na correta direção de trepanação (ângulo reto com o longo eixo do dente). 4. Estende-se a cavidade de acordo com a forma de contorno, aprofundando e buscando trepanar a câmara pulpar. Seleção do tamanho: 1013 – 1014 - 1015 Carbide de haste longa (HL) buscando trepanação 5. Trepanação da câmara pulpar (verificar localização dos condutos com explorador reto). 6. Os remanescentes finais doteto da câmara são eliminados com brocas tronco-cônicas diamantadas com ou sem ponta ativa ou Endo-Z (esses remanescentes devem ser verificados por meio da extremidade angulada do explorador nº 5). 7. Para terminar o preparo cavitário, remove-se o esmalte do ângulo cavosuperficial utilizando brocas diamantadas. 8. O depósito de dentina que se encontra na câmara pulpar na altura correspondente ao cíngulo (ombro lingual) deve ser eliminado com brocas Largo, com movimento de penetração com pressão lateral no sentido lingual, atuando somente na porção reta do canal. E n d o -Z CIRURGIA DE ACESSO EM ANTERIORES Esmalte: diamantada Dentina: carbide B ro ca s L a rg o MAXILA MANDÍBULA 11 32 31 12 13 14 15 16 17 33 34 35 36 37 RESUMO: SUPERIORES INFERIORES DIREÇÃO DOS CANAIS E FORMAS DE CONTORNO RESUMO: VISTA PROXIMAL VISTA VESTIBULAR DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO SETAS PRETAS: DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO LINHAS CINZAS: ÂNGULOS DE INCLINAÇÃO DO DENTE NO ARCO RESUMO: SUPERIORES INFERIORES PONTO DE ELEIÇÃO E FORMA DE CONTORNO VISTA OCLUSALVISTA PALATINA VISTA LINGUAL VISTA OCLUSAL PONTOS DE ELEIÇÃO E FORMAS DE CONTORNO RESUMO: SUPERIORES INFERIORES ESVAZIAMENTO PULPECTOMIA E PENETRAÇÃO DESINFETANTE O esvaziamento do canal radicular corresponde à etapa do tratamento endodôntico em que se promove a remoção do conteúdo do interior do canal radicular Remoção do tecido pulpar sadio ou estruturalmente comprometido; Remoção de restos necróticos nos casos de polpa morta; Remoção de material obturador nos casos de reintervenção endodôntica; ESTA ETAPA OPERATÓRIA SERÁ REALIZADA APÓS A FINALIZAÇÃO DA CIRURGIA DE ACESSO ESVAZIAMENTO Procedimento de remoção total do tecido pulpar vivo PULPECTOMIA PULPOTOMIA Procedimento de remoção apenas da polpa coronária do tecido pulpar vivo Pulpotomia ou amputação da polpa coronária, é um procedimento utilizado na tentativa de manter a vitalidade pulpar radicular. A pulpectomia é o tratamento radical da polpa dentária (biopulpectomia), consistindo da incisão e exérese do tecido pulpar vital, podendo este apresentar quadro de alteração inflamatória ou não (não apresenta lesão); Consiste de manobras cirúrgicas que visam amputar a polpa dentária, sem este tecido, o dente perde toda a sua capacidade em transmitir estímulos térmicos e mecânicos, preservando apenas sua capacidade proprioceptiva oriunda do periodonto. Consiste em uma técnica conservadora com consequente manutenção da integridade da polpa radicular, onde o tecido remanescente deve ser protegido com um material capeador que preserve sua vitalidade, estimulando o processo de reparo e a formação de tecido mineralizado, mantendo o tecido pulpar radicular com estrutura e funções normais. PENETRAÇÃO DESINFETANTE Esvaziamento do canal radicular que contém tecido necrótico e infectado O canal radicular poderá estar preenchido por restos necróticos de tecido pulpar, exsudato seroso, sanguinolento ou purulento; A penetração desinfetante (necropulpectomia) visa neutralizar e/ou remover o conteúdo necrótico, microorganismos, substratos e produtos bacterianos encontrados no interior do canal radicular (fatores bacteriológicos), sem levar estes componentes à porção apical ou, eventualmente, à região periapical (fator biológico). Deve ser realizado de cervical para apical, com o intuito de evitar levar microrganismos para o ápice do canal CAD – 3 mm = CRI CRI + X = CRD CRD – 1 mm = CRT (polpa viva: -1mm ou -1,5mm) (polpa morta: -1mm ou -0,5mm) ODONTOMETRIA Determinação do Limite de atuação do Endodontista Determinação do Comprimento de Trabalho A partir da radiografia de diagnóstico, mede-se com auxílio do negatoscópio, lupa e régua milimetrada transparente. O comprimento do dente, é calculado nos dois pontos referenciais: Incisal/oclusal e o vértice radiográfico de cada raiz, transferindo a medida para a ficha, com o nome de Comprimento Aparente do Dente (CAD); CAD – COMPRIMENTO APARENTE DO DENTE MEDIDA Borda incisal ou oclusal até o vértice radiográfico TÉCNICA RADIOGRÁFICA Paralelismo (1ª radiografia) VÉRTICE RADIOGRÁFICO 22,0 mm CAD = 22,0 mm CAD – 3,0 mm 22,0 mm – 3,0 mm CRI = 19,0 mm (Comprimento real do instrumento) CRI – COMPRIMENTO REAL DO INSTRUMENTO MEDIDA Obtida através da subtração de 3,0 mm ou 5,0 mm do CAD (dependendo da técnica preconizada, transferindo o resultado para o instrumento) TÉCNICA RADIOGRÁFICA Bissetriz Excêntrica (2ª radiografia) CAD 3,0 mm ou 5,0 mm = CRI MEDIDA INICIAL DE EXPLORAÇÃO Utilizar a lima que melhor se adaptar as paredes internas no comprimento desejado (diâmetro e comprimento) X- DISTÂNCIA DA PONTA DO INSTRUMENTO ATÉ O VÉRTICE RADIOGRÁFICO Com a radiografia e o instrumento posicionado no interior do canal radicular no comprimento CRI, medir a distância da ponta do instrumento até o vértice radiográfico. MARGEM DE SEGURANÇA A subtração de 3 mm ou 5 mm do CAD é devido possíveis distorções da imagem na radiografia de diagnóstico, esse espaço serve como margem de segurança para que os tecidos apicais e periapicais não sejam traumatizados quando da introdução do instrumento no canal radicular; O perfeito estabelecimento dos limites de trabalho, tem como proposta manter íntegras as estruturas apicais, uma vez que, o processo de reparo ocorrerá precisamente nesta região; POLPA VIVA POLPA MORTA CRD – COMPRIMENTO REAL DO DENTE MEDIDA Obtida somando-se ao CRI a diferença da ponta do instrumento ao vértice radiográfico da raiz (X) TÉCNICA RADIOGRÁFICA Radiografa-se o dente, procurando a menor distorção possível por meio da técnica da Bissetriz Excêntrica (3ª radiografia) CRI + X = CRD 19,0 mm + 3,0 mm CRD = 22,0 mm (Comprimento real do dente) CRT – COMPRIMENTO REAL DE TRABALHO MEDIDA Obtida através da subtração de 1 mm do CRD TÉCNICA RADIOGRÁFICA Bissetriz para confirmação do CRT/Limite de trabalho Neste momento, seleciona-se uma lima tipo K (que provavelmente é de menor calibre do que a usada anteriormente) e limita-se seu comprimento ao CRT, aplicando stops que fiquem apoiados no cabo do instrumento. CRD – 1,0 mm = CRT O limite apical da instrumentação deve se alojar na junção cementodentinária, no limite CDC O LIMITE DE ATUAÇÃO DO ENDODONTISTA É O CANAL DENTINÁRIO O planejamento e a escolha referente ao comprimento de trabalho devem ser consideradas para cada caso individualmente CAD – 3 mm = CRI CRI + X = CRD CRD – 1 mm = CRT (polpa viva: -1mm ou -1,5mm) (polpa morta: -1mm ou -0,5mm) Radiografias pré operatórias Radiografias operatórias Feixe de raio x incide perpendicularmente à bissetriz do ângulo formado entre o dente e o filme Devem ser nítidas e próximo à realidade Técnica radiográfica da Bissetriz Excêntrica com incidência do feixe de raios X no ápice do dente, conferindo menor distorção neste, porém, a coroa e terço cervical radicular sofrerão imagens radiográficas cortadas ou distorcidas / alongadas; Técnica radiográfica da Bissetriz Cêntrica com incidência do feixe de raios X no centro do dente, conferindo menor distorção neste, porém a incisal e principalmente o ápice sofrerão imagens radiográficas distorcidas ou alongadas; Dissociar estruturas sobrepostas Consiste em realizar 2 radiografias periapicais com diferentes angulações horizontais, sendo uma no sentido orto- radial (centro do dente) e outra com deslocamento horizontal do cabeçote de Raio-X no sentido mesio-radial ou disto-radial. Eliminar a superposição do processo zigomático da maxila e do osso zigomático sobre os ápices radiculares dos molares superiores Coloca-se um rolete de algodão na parte inferior da película, fixado por fita adesiva PREPARO QUÍMICO CIRÚRGICO Acesso cirúrgico Instrumentação mecânica Desinfecção química e Irrigação com agentes antimicrobianos e quelantes Prevenir contaminação nos casos de polpa viva e eliminação de maior número de microorganismoem casos de polpa morta Modelagem: Manual (preparo manual dos condutos) Mecanizada (instrumentos rotatórios) Sanificação: Limpeza Desinfecção Ação simultânea Canal anatômico Canal cirúrgico O canal cirúrgico deverá conter o canal anatômico, tal condição indica que todas as paredes sofreram a ação dos instrumentos; - Esta manobra deverá ser realizada de forma a manter a integridade do forame apical evitando seu eventual transporte ou sua deformidade. A ampliação e modelagem dos canais radiculares tem como meta: - A confecção de um canal de formato cônico apresentando seu menor diâmetro na porção apical e o maior em nível cervical; Tem como finalidade proporcionar um ambiente adequado para a execução de uma obturação compacta do canal radicular; Limpeza: Desinfecção Polpa viva: manter assepsia em todas as fases do processo; Polpa mortificada: redução da carga microbiana ao máximo possível considerando as limitações anatômicas e microbiológicas de forma a restabelecer condições favoráveis ao reparo dos tecidos; - Responsável pela remoção de matéria orgânica e inorgânica presentes no canal radicular, de forma a deixar suas paredes livres de qualquer sujidades; - Consiste em diminuir ao máximo a carga microbiana presente em canais radiculares com polpa morta e impedir a contaminação da cavidade pulpar nos casos de polpa viva; Substâncias químicas auxiliares; Soluções para irrigação; Ação lubrificante (facilita ação do instrumento) Remoção de matéria orgânica (restos pulpares) Remover matéria inorgânica (smear layer) Neutralização do conteúdo tóxico do canal 1 2 3 4 ENDO PTC ÁCIDO CÍTRICOCLOREXIDINA RC Prep EDTA Cream Ação antimicrobiana e biocompatibilidade Atividade da substância química auxiliar: • Ação sobre microorganismos; • Não provoca agressão aos tecidos periapicais, principalmente quando em acidentes de extrusão de seu volume; Hipoclorito de Sódio - NaCIO (1% ou 2,5%) É a solução irrigante mais utilizada atualmente em Endodontia no mundo, devido sua alta capacidade bactericida; Ação antimicrobiana; Dissolução de matéria orgânica; Propriedades durante a terapia pulpar: - Lise proteica; - Saponificação de gorduras; - Bacteriólise; Essas características possibilitam a ação de dissolução sobre o conteúdo orgânico do canal radicular; É um anel benzênico que, ao se aproximar de um íon metálico, quela-o. A ação quelante do EDTA é autolimitante e, de acordo com o pH, pode quelar mais alguns íons que outros (pH ideal para quelar cálcio é próximo de 5 e 6). Ação quelante; Dissolução de matéria inorgânica - Remoção da smear layer - Remoção do magma dentinário - Aumenta permeabilidade dentinária Essas características possibilitam a ação de dissolução sobre o conteúdo inorgânico do canal radicular; Principal função do EDTA: Ácido Cítrico (Ácido 2-Hidroxi-1,2,3 propanotricarboxílico) Pode ser um ácido orgânico fraco, pode ser utilizado como alternativa do EDTA nas concentrações de 10 e 15%, o que possibilita a remoção de componentes inorgânicos e aumento das aberturas tubulares da superfície dentária; Concentrações: 10% 15% ou 20% ENDO PTC É um gel com consistência cremoso e foi proposto baseado na formulação do RC Prep. que teve na sua fórmula original a substituição do EDTA pelo Tween 80, o polissorbato 80, um tensoativo neutro que tem por capacidade, reduzir sua tensão superficial; Peróxido de uréia (10%) – antimicrobiano Tween 80 (15%) – detergente tensoativo Carbowax (75%) – lubrificante e protetor tecidual (controle da reação do hipoclorito) Sua fórmula é composta por: ENDO PTC associado ao NaCIO Facilita a ação do instrumento – Lubrificante Ação antimicrobiana – Descontaminação Limpeza – Efervescência Nesta reação observa-se: Liberação de cloro e oxigênio (pelo peróxido) (ação clareadora e antimicrobiana) Presença de Carbowax – condiciona lentidão e durabilidade à reação, além de ser protetor tecidual Agentes Tensoativos Apesar de não serem usados isoladamente, os tensoativos tem importante função baixando a tensão superficial das substâncias químicas, o que pode também ser considerado como aumento da molhabilidade, efeito em que os tensoativos viabilizam atingir maior superfície de contato; Detergente: Tween 80 Fazem parte dos compostos do ENDO PTC Uso intercalado das substâncias O uso intercalado do Hipoclorito de sódio com quelantes, mostra que o efeito bactericida é potencializado, pois esse último, remove grade parte do magma dentinário (produzido durante o PQC), facilitando o acesso do hipoclorito de sódio; 5 ml por irrigação Sanificação Ao término da instrumentação 1 2 3 - Para que a irrigação dos canais radiculares seja efetiva, a solução irrigante deve alcançar o mais profundamente possível as porções apicais dos dentes; - Utilizar cânulas de irrigação de calibres diminutos para injeção do agente irrigante o mais próximo do CRT favorecendo a movimentação do líquido no interior do canal, aflorando as sujidades de debris para a superfície; Aspirar concomitantemente com cânulas de aspiração acopladas ao sugador Acopla-se a agulha ENDO EZE à seringa de 5mL de NaCIO 1% ou 2,5%; Acopla-se ao sistema de aspiração o intermediário LUER VACUM ADAPTER e a este uma ponta WHITE MAC; INSTRUMENTOS E N D O D Ô N T I C O S Natureza da liga metálica Os instrumentos endodônticos são atualmente fabricados em ligas de: Aço inoxidável Níquel-titânio (NiTi) Processos de fabricação por: Torção Usinagem Partes dos instrumentos São constituídos pelo cabo, haste de fixação e corpo, que por sua vez é formado pelo intermediário e pela parte de trabalho, constituída pela ponta e haste de corte; CORPO CORPO PARTE DE TRABALHO/ATIVA PARTE DE TRABALHO/ATIVA INTERMEDIÁRIO (tamanho varia) HASTE DE ACIONAMENTO CABO K-File: Instrumentação dos canais mais retos; Auxilia no retratamento; Remoção de objetos fraturados dentro dos canais; Flexofile: Instrumentação dos canais mais curvos; Hedstroem: Retratamento de canais Pulpectomia (remoção de material obturador); Remoção de objetos fraturados dentro dos canais; K-Flex: Flexibilidade maior que as convencionais (k-file) Cabo A porção pela qual se apreende o instrumento, é fabricado em plástico ou silicone, obedecendo uma correlação de sua cor com o diâmetro da ponta; Série Especial Cabo Haste intermediária Parte de trabalho/Ativa Número de série (determina diâmetro da ponta) Cursor/Stop Ponta do instrumental (ativa ou inativa) 1ª Série 2ª Série 3ª Série 06 08 10 15 4030 35 65504520 25 60 70 80 90 100 140130120110 (16mm) Intermediário Porção do instrumento localizada entre o cabo ou haste de fixação e a parte de trabalho. Nos instrumentos manuais seu tamanho varia. Partes de trabalho Porção do corpo do instrumento que exercerá corte e/ou raspagem. São constituintes: a ponta e a haste de corte, seu perfil é cônico. CORPO MEDE SEMPRE 16MM 16MM 16MM 16MM Cabo Intermediário Parte ativa D0D16 Os diâmetros são expressos em centésimo de mm e correspondem aos números encontrados nos cabos. O diâmetro nominal dos instrumentos aumenta de 0,05 mm a partir do 10 até o 60, quando o aumento é de 0,1 mm até 140. 0.30 Conicidade: É a relação entre o aumento do diâmetro por unidade de comprimento da parte de trabalho. 0.30 0.32 0,40 0,50 0,56 0,6216mm 13mm 10mm 5mm 1mm Os instrumentos convencionais apresentam índice de conicidade de 0,02 mm/mm sendo que a diferença de diâmetro da D16 em relação à D0 será sempre 0,32mm (16 x 0,02); A cada mm aumentamos 0,2 Conicidade 0,02 Os instrumentos mecanizados (NiTi), as conicidades variam de 0,04 - 0,06 - 0,08 - 0,10 e 0,12 mm/mm. Numeração varia entre 06 e 140 com base em D0 Quando em aço inoxidável, sua fabricação se dá por torção; Quando em NiTi, sua torção se dá por usinagem; Exploração inicial Esvaziamento Limagem de canais retos Apresentam secção reta transversal de formato quadrangular do instrumento no 6 até o 40, sendo triangular parar todos osdiâmetros maiores; 15 06 ao 40 diâmetros maiores A identificação deste tipo de instrumento é feita pela impressão de um quadro vazio, quadrado cheio ou circulo vazio na extremidade do cabo com o número do diâmetro da ponta (x10-2mm) em seu interior; 25 15 Tipo K 2525 Tipo Flex Tipo Hedstroem Fabricadas por torção, apresenta secção reta transversal triangular, apresentam menos massa metálica do que os instrumentos K convencionais, com maior flexibilidade, a identificação é feita pela impressão de um quadrado cheio na extremidade do cabo com o nº do diâmetro da ponta (x10-2mm) em seu interior; Instrumentação canais curtos Limagem de qualquer canal 15 São fabricadas em aço inoxidável ou em NiTi por meio de usinagem a partir da haste de secção reta transversal circular; Pulpectomia Desobturação 15 Instrumentos de NiTi para acionamento a motor foram projetados para uso com movimentos em baixa velocidade; 15 Cinemáticas Mecanizadas Rotação Contínua (Sequence MK Life) Movimentos Alternados Reciprocante Movimentos Alternados Oscilatório Sequence MK Life Rotação Contínua Diâmetro de ponta: 0,15mm Conicidade: 4% Diâmetro de ponta: 0,20mm Conicidade: 6% Diâmetro de ponta: 0,25mm Conicidade: 6% Diâmetro de ponta: 0,35mm Conicidade: 4% Diâmetro de ponta: 0,40mm Conicidade: 4% Diâmetro de ponta: 0,50mm Conicidade: 2% Utilizadas em motor: X - Smart - Dentsply Todos tem comprimento 25mm (350-400 rotações por minuto) 15.04 20.06 25.06 35.04 Reciproc Movimentos alternados Reciprocante Fabricados em liga NiTi M-Wire, são projetados para uso único em movimento Reciprocante (cones de papel e guta percha são encontrados nas mesmas dimensões); Motor: VDW R25 Diâmetro de ponta: 0,25mm Conicidade: 0,08mm/mm > variável R40 Diâmetro de ponta: 0,40mm Conicidade: 0,06mm/mm > variável R50 Diâmetro de ponta: 0,50mm Conicidade: 0,05mm/mm > variável Superflexibilidade PREPARO DOS CANAIS RADICULARES Penetração - Por meio deste movimento, confere-se ao instrumento pequenos avanços em sentido apical no interior do canal, juntamente com discretos movimentos de rotação em sentido horário e anti-horário de volta com retrocessos; Instrumento é introduzido até certo ponto, recua-se até aproximadamente sua retirada por completo, com nova introdução repetindo o ciclo até o comprimento desejado; ¼ de volta D e E Pressão apical Ligeiro recuo Ação propriamente dita Movimento de alargamento e limagem Amplitude de 2 a 3 mm no máximo Instrumento deve apoiar-se por inteiro nas paredes do canal; Todas as paredes devem ser instrumentadas; O instrumento desloca-se sem criar sulcos; Ação com o instrumento no CRT; Preparo apical Movimento de alargamento e limagem 180º Tração Retirada Movimento de tração único! Limas tipo K (1 nº maior que o último instrumento utilizado no PQC) Rotação no sentido horário e tração oclusal; Movimento de alargamento; 25 Pecking motion (Movimento de bicada) A cada 3 movimentos de bicada com avanço apical, remover o instrumento e limpar os debris antes de inseri-lo novamente no canal; 1 R EM O V ER 2 3 1. Penetrar e recuar com a lima em movimento; 2. Ao penetrar, não pare na mesma posição; 3. Encontrando obstáculo, recapitule; 4. Evite pressão excessiva; 5. Evitar travamento do instrumental no canal; 6. Manter a área de corte do instrumental sempre limpa; LI M PA R “Caminho de deslizamento suave, livre, embora possivelmente estreito: um túnel de passagem do orifício de entrada do canal até o forame” Glide Path (Instrumentação Manual, deve ser feito antes de iniciar a mecanizada) *São utilizados para esvaziamento do canal radicular em canais atrésicos É a manutenção da luz do canal radicular desde a entrada até o forame apical que deve ser reproduzível pelos instrumentos. Glide Path Reciprocante (uso único) SELECIONAR INSTRUMENTO MOVIMENTO 1,2,3 – Remove e limpa (até chegar no CRT) Glide Path Sequence MK Life OBTURAÇÃO • Manutenção da assepsia obtida no PQC; • Isolar o meio externo do meio interno; • Impedir o acúmulo de líquidos no interior do canal; • Impedir o crescimento de bactérias que resistiram ao tratamento endodôntico; Objetivos • Preenchimento • Controle de microorganismos • Compatibilidade biológica Selamento apical Selamento lateral Selamento coronário Objetivo: utilizar um material que oblitere toda região apical devido a comunicação entre os condutos radiculares com os tecidos periapicais através do forame apical; Três Condições Bases: Preparo químico cirúrgico (PQC) completo; Ausência de exsudato (fluidos, secreções); Ausência de sintomatologia (sinais e sintomas); Polpa viva: sessão única Polpa morta: mínimo 2 sessões Insolúvel em fluidos orgânicos; Boa adaptação as paredes do canal; Biocompatibilidade; Radiopacidade; Ação antimicrobiana; Estabilidade dimensional (não dilata nem contrai muito); Tempo útil de trabalho; Cones de Guta percha (sólidos) Cimentos endodônticos • Inerte; • Radiopaco • Boa adaptação • Não altera a cor • Tolerância tecidual • Estabilidade dimensional • Amolece com calor e solventes • Plastifica por meio físico ou químico Vantagens • Pouca adesividade; • Pouca resistência mecânica; • São deslocados por pressão; Desvantagens Cones principais Mesmos diâmetros e mesmas conicidades dos instrumentos endodônticos (deve ficar bem adaptado ao preparo, no limite de trabalho - CRT); Cones secundários (acessórios) Cones padronizados mais finos, podem ser curtos, longos ou intermediários, vão complementar e preencher os espaços que não foram preenchidos adequadamente pelos cones principais; Cone com mesmo diâmetro de ponta do último instrumento utilizado no preparo; Ex: último instrumento utilizado no preparo foi a lima 55, cone selecionado será o que possuir diâmetro 55; - Ao introduzir o cone principal, deve-se certificar de que o mesmo alcança o comprimento de trabalho (CRT ou CT); - Quando este critério não é atendido, a recapitulação do PQC deve ser empregada; - Uma vez introduzido no canal até o CRT, o cone deverá ser removido e inspecionado, não deve ser observada a presença de qualquer deformação. Calibrar o cone na medida do CRT Adaptar o cone na referência Uma vez que o cone atinge o CRT, deve ser observada uma certa resistência ao seu deslocamento coronário, esta resistência deve ser encontrada tanto no sentido cervical como no sentido apical, de maneira que o cone não deverá ultrapassar o limite do comprimento de trabalho. Resistência ao remover o cone Obs: No caso do cone não apresentar travamento nas paredes do canal, o mesmo deverá ter sua ponta seccionada (cerca de 1 mm) com a ajuda de uma lâmina de bisturi e novamente levado ao CRT. Uma vez aprovado nos testes visual e tátil, o cone deve ser colocado em posição nos condutos, o dente é então radiografado para que se obtenha a confirmação da exatidão da sua seleção (radiografia de prova do cone); Obs: No caso de molares inferiores e pré-molares superiores, é fundamental que a radiografia seja realizada com alterações no ângulo horizontal (Técnica de Clark), de maneira a permitir a dissociação da imagem radiográfica de todos os condutos (para que não apareçam sobrepostos). ProTaper Cone com mesmo diâmetro de ponta do último instrumento utilizado no preparo; Régua calibradora + Cone secundário Base de Resina epóxi-amina Base de Zinco Biológicas Biocompatibilidade; Ação antimicrobiana; Físico-Químicas Selamento; Solubilidade; Escoamento; Propriedades: Base de resina epóxi-amina Proporção: 1:1 Tempo de trabalho: 4 horas Tempo de endurecimento: 8 horas AH –Plus ou Sealer-Plus Bom selamento Ótimo escoamento Excelente compatibilidade biológica Ação antimicrobiana adequada Alto custo Base de Zinco Intrafill ou Endofill Radiopacidade Tempo de trabalho Fácil aplicação Baixa solubilidade Bom escoamento pH neutro Econômico Pó Oxido de zinco Colofônia hidrogenada Subcarbonato de bismutoSulfato de bário Borato de Na anidro Líquido Eugenol Óleo de amidas Ácido acético glacial Proporção: 1: 0,25 2 a 3 gotas de líquidos para 1 de pó Consistência homogênea, leve, cremosa, em ponto de fio. Escuta da queixa principal do paciente Após ouvir a queixa, direcione o paciente com perguntas: A dor é localizada ou difusa? Provocada ou espontânea? Com frio ou quente? Quando mastiga? Curta ou longa duração? Intermitente ou contínua? Qual a intensidade? (leve, moderada ou severa) Fez uso de algum medicamento? O registro do que o paciente refere como queixa principal é muito importante para definição do elemento dentário causador de desconforto de origem endodôntica Deve ser anotada com as próprias palavras do paciente “dói quando tomo café” História médica e odontológica O diagnóstico começa a ser estabelecido assim que o profissional visualiza o paciente, sua fisionomia, a aparência do rosto, sua expressão facial, é o que se denomina fácies. Deve-se obter a história da doença pregressa e atual, verificar início, duração, características, evolução, remissões, se há fatores que a modificaram e se houve tratamentos prévios. Pregressa: “começou a doer com doces” Atual: “hoje dói mais com quente” A história da doença atual se amplia para a história médica, realizando-se a revisão das condições gerais de saúde do paciente (pressão alta, diabetes, problemas cardiológicos, etc) se está em uso de algum tipo de medicamento. Tempo de evolução A dor da polpa viva pode evoluir ao longo de semanas ou meses, com episódios que vão desde a resposta fugaz, às bruscas mudanças de temperatura, à dor contínua, espontânea e intensa. A dor de um dente despolpado pode apresentar- se por longos períodos com baixa intensidade, quase sempre relatada pelo paciente como dor ao toque ou a mastigação. Pode haver relato de exacerbação com remissão espontânea da sensibilidade dolorosa em resposta ao equilíbrio da equação: Nº microorganismos X virulência Capacidade de resposta do hospedeira O desequilíbrio definitivo, em favor da microbiota, determinará alteração inflamatória aguda, a dor então será de curso rápido, passando de desconforto a dor espontânea em questão de horas. “há quanto tempo a dor está presente?” Frequência A dor intermitente é características de dentes vitais. A dor e a calmaria coincide com o comprometimento progressivo da polpa, até que a extensão do processo determine dor intensa e contínua. A dor da lesão perirradicular aguda, causada por traumatismo de manipulação endodôntica e/ou pela capacidade de agressão da flora bacteriana, manifesta-se de forma contínua. “Dor é Intermitente”? (começa e para) “Dor é contínua?” (não para) Duração Dentes vitais: a dor pode se estender desde apenas alguns segundos após a remoção do estímulo, até longos períodos que mereçam o uso de analgésicos. Lesões perirradiculares: a dor permanecerá por algumas horas, quando a origem for o traumatismo da manipulação endodôntica ou até que o processo se cronifique, quando a origem for infecciosa. A dor espontânea que se estende após a segunda dose de um analgésico comum, quase sempre é de origem infecciosa. “A dor é de curta duração?” “A dor é prolongada?” Intensidade O limiar de dor é muito semelhante para indivíduos da mesma espécie, o padrão de manifestação da dor é que varia em função de questões culturais. A dor relatada pelo paciente deve ser analisada com prudência, um indicador tangível de referência seria a necessidade e a frequência de ingestão de analgésicos, assim, dores leves não mereciam o uso de analgésicos, dores intensas não cederiam ao uso de analgésicos comuns. “Essa dor é leve, moderada ou Intensa?“ “Essa dor cessa com analgésico?” Localização Dentes vitais em estágios iniciais do processo inflamatório: ela é difusa. O processo inflamatório ao se estender ao periápice, acomete fibras proprioceptivas do LP, tornando a dor localizada. “Essa dor ocorre em um local/dente específico?” (Localizada) “Ou você não consegue identificar o local da dor, ela ocorre em vários locais?” (difusa) Aparecimento da dor “Dói quando mastiga?” “Dói com quente ou gelado?” (Provocada) “Essa dente dói sozinho?” (Espontânea) Fatores que exacerbam pode exacerbar (pulpite irreversível) presença de dentina exposta ou restaurações defeituosas (pulpite reversível) pode determinar o inicio ou exacerbação da sensibilidade dolorosa (pulpite irreversível) Apresentam desconforto pela mastigação, ao toque e compressão. Fatores que amenizam Agentes térmicos, principalmente o : pode amenizar/aliviar momentaneamente (pulpite irreversível) Ajuste oclusal ou retirada da função: ameniza/alivia. Inspeção Deve começar no momento em que o paciente entra no consultório, pois a simples observação do gestual e da expressão facial pode apresentar informações muito relevantes. Além disso, outros aspectos importantes para o seu esta de saúde geral, seu diagnóstico e até mesmo para o tratamento podem ser observados nessa fase. Em relação as entidades patológicas de origem endodônticas, assimetrias faciais que acometam os ângulos mandibulares e a região geniana costumam ser notadas, mesmo a distância. Edemas e alterações da textura da pele e de sua cor, como eritema, equimose ou hematoma são observadas. Inspeção bucal É importante observar alteração da cor da coroa, estado das restaurações, exposição pulpar, presença ou ausência de cáries, demais estruturas bucais, sua cor, morfologia, presença de tumefação (edema), existência de fístula e sua parúlide (furúnculo gengival) bem como demais aspectos dos tecidos moles. Paciente apresentando edemas faciais de uma reação alérgica com edema infraorbitário e da conjuntiva do olho, referente a antiinflamatório injetável Paciente apresentando edemas e equimose infraorbitários lado direito, associado a infecção de origem endodôntica (dente 12) Parúlide associada ao abcesso apical (perirradicular) crônico do dente 36 Teste pelo frio (Mais utilizado) - Realizar o isolamento do dente relativo; - Acionar o gás refrigerante (endo ice) em um cotonete ou em uma bolinha de algodão apreendida com pinça, aguardar alguns segundos, colocá-lo no terço cervical na face V no máximo 5 seg e monitorar (importante testar primeiro em um dente saudável, verificar a reação do paciente e só depois testar no dente da queixa); Pulpite reversível - Positivo (aguda e rápida, passa em alguns segundos) Pulpite irreversível sintomática - Positivo (alivio momentâneo) - Negativo (casos mais avançados) Necrose pulpar - Negativo (sem dor) Teste pelo calor (Determina grau de inflamação) O calor é transferido ao dente por substância ou instrumento previamente aquecido. - Realizar isolamento relativo; - Aplica-se vaselina na superfície do dente para que a guta percha não fique aderida ao dente; - Aquecer utilizando a lamparina até a plastificação da ponta da guta percha; - Fazer a aplicação sobre a face V do dente enquanto ainda estiver brilhosa; Pulpite reversível - Positivo (aguda e imediata, passa em alguns segundos) Pulpite irreversível sintomática - Positivo (Exacerba) Pode causar alívio em alguns casos* Necrose pulpar - Negativo (sem dor) Importante sempre avisar o paciente sobre o que vai acontecer! Palpação É uma manobra que pode ser intra e extraoral para se aferir o grau de sensibilidade dolorosa do paciente em uma determinada região. Utiliza-se a ponta do dedo indicador, os dedos indicador e médio, ou também o polegar para palpar a região da face que será examinada, buscando fazê-lo bilateralmente, estabelecendo, as semelhanças e diferenças entre os lados direito e esquerdo do paciente, investigando alterações. Pulpite reversível, Irreversível ou Necrose* - Negativo Necrose pulpar* - Positivo Palpação apical Consiste em tatear a região apical do dente a ser examinado, fazendo-o delicadamente com a ponta do dedo indicador, verificando se há resposta dolorosa, ou pelo tato, presenta de alterações patológicas de sua forma. Pulpite reversível, Irreversívelou Necrose* - Negativo Necrose pulpar* - Positivo Dentre as possíveis respostas, destacam-se: 1. Edema periapical, mole à palpação, pressupondo passagem de líquido para o interstício tecidual. 2. Aumento do volume apical endurecido, de sensibilidade leve, respondendo à palpação com a chamada crepitação óssea (resposta parecida com a de apertar uma bolinha de tênis de mesa), demonstrando a existência de um processo apical de origem endodôntica com crescimento lento e expansivo (que é o que se espera de uma lesão cística); 3. Perda da continuidade da integridade do osso, as vezes acompanhada de uma ligeira depressão, preenchida por tecido mole à palpação, denotando lise óssea na região perirradicular apical, características de lesões que rompem a cortical óssea, como cistos e granulomas. Palpação apical Palpação bilateral Percussão horizontal e vertical Deve ser iniciada com delicadeza, empregando-se o cabo do espelho, percutindo a coroa do dente, no sentido horizontal e vertical, sempre de forma delicada, evitando sofrimento desnecessário do paciente. Pulpite reversível e Irreversível ou Necrose** - Negativo Necrose pulpar** - Positiva Pulpite reversível, Irreversível ou Necrose** - Negativo Necrose pulpar** - Positiva: (diz respeito a alterações periodontais) Mobilidade dentária Emprega-se dois instrumentos metálicos apoiados com firmeza na superfície dentária ou utilizando um instrumento metálico e um dedo. Aplica-se força na tentativa de movimentar o elemento dentário em todas as direções (a mobilidade patológica ocorre com mais frequência no sentido vestibulolingual), até 0,2mm é normal. Normalmente por Necrose* Grau I: horizontal entre 0,2 e 1mm Grau II: horizontal > 1mm Grau III: mobilidade no sentido VL (hor) e AO (ver) Causas: perda de suporte ósseo, sobrecarga dentária, trauma, hipofunção do dente, extensão de um processo inflamatório no tecido gengival ou na região perirradicular, etc. Sondagem periodontal Na obtenção de um diagnóstico endodôntico é necessário avaliar as condições da estrutura dos tecidos periodontais, portanto, não pode se abrir mão da sondagem periodontal. Verifica-se o dente pelo menos em 3 regiões por Vestibular, 3 por Lingual e região de Furca. Resultados: 1. Dentes portadores de processo inflamatório irreversível ou necrose pulpar, apresentam alguma radiolucidez na região de furca ou perirradicular, simulando a presença de uma bolsa periodontal, que na verdade não existe, sendo confirmado pela sondagem, esse caso então seu tratamento deve ser endodôntico. 2. Nos demais casos em que haja comprometimento endodôntico e se confirme a presença de bolsa, o tratamento deve ser concomitantemente endodôntico e periodontal. Sondagem vestibular do elemento 14 com sonda periodontal convencional Teste de transluminação Consiste em exame com uso de um aparelho dotado de uma fibra óptica, aplicando-se um feixe luminoso intenso no elemento dentário, a fim de se poder diagnosticar, por translucidez do esmalte e da dentina, algumas alterações presentes: - Trincas - Fraturas - Perfurações - Cáries interproximais - Reabsorções coronárias - Escurecimento da câmara pulpar por necrose Teste elétrico Utiliza-se um aparelho conhecido como Pulp test. Ele tem demonstrado muita eficácia, particularmente quando coadjuvante do teste pelo frio. Necrose pulpar - Negativo Pulpite reversível e Pulpite Irreversível (em altas correntes elétricas) - Positivo Teste de cavidade É um teste invasivo no qual se estimula o dente suspeito de ser o portador de necrose pulpar sem anestesiá-lo previamente, utilizando-se para isso, uma broca de alta rotação. - Muitas vezes apenas o jato de água da seringa ou da caneta, são suficientes para que o paciente acuse a resposta dolorosa mesmo antes da abertura da cavidade. Necrose pulpar - Negativo: deve-se avançar com a cirurgia de acesso até que a trepanação seja obtida. - Sensação dolorosa em dente com necrose: pode ocorrer devido as células nervosas do tipo C (amielínicas) remanescentes. Teste da anestesia seletiva Emprega-se quando o paciente refere uma dor difusa ou reflexa (dor referida), sem definir o dente responsável. Dessa forma, quando for possível, anestesiar apenas o elemento suspeito de ser o causador da dor sem anestesiar o dente suspeito de ser aquele que está refletindo a dor. Se a dor cessar após anestesia, sua hipótese será confirmada. Dente algógeno: causador da dor Dente sinálgico: que está somente refletindo a dor Exames radiográficos Pode ser inserido em qualquer momento do processo de diagnóstico, toda exposição do paciente à radiação, deve ser justificada individualmente. As incidências de maior interesse para o diagnóstico em endodontia são as radiografias: Periapicais, Interproximais (bite-wing), Panorâmicas e Tomografias computadorizadas (cone beam) Periapical Interproximal To m o g ra fi a Doenças de Polpa Viva (apresentam processos inflamatórios) Doenças de Polpa Morta (apresentam processos infecciosos) Doenças periapicais: Necrose de: - Liquefação (infecção bacteriana) - Coagulação (lesão traumática) - Gangrenosa (tecido que sofreu necrose de coagulação é invadido por bactérias) Doenças pulpares: - Pulpite reversível - Pulpite irreversível sintomática (aguda) - Pulpite irreversível assintomática (crônica) Patologia perirradicular (lesão periapical, periodontite apical ou periapical) Crônicos: Periodontite apical assintomática (ou crônica) Abscesso apical crônico Agudos: Periodontite apical aguda (ou sintomática) Abscesso apical agudo Sucesso: 97% Sucesso: 85-90% Sucesso: 78% quando a polpa puder previsivelmente retornar às suas condições normais após remoção do estímulo irritante. quando as condições pulpares tiverem poucas chances de serem revertidas ao normal apenas pela remoção dos irritantes, exigindo intervenção para excisão parcial/total do tecido pulpar afetado. Pulpite reversível. Pulpite irreversível. Pulpite irreversível e Necrose parcial. Necrose e infecção de praticamente toda a polpa radicular. Estabelecida a infecção na porção apical. Processo inflamatório se estende para os tecidos perirradiculares e uma lesão osteolítica se estabelece. Dinâmica dos processos patológicos pulpar e perirradicular tendo como inicio um processo de cárie: Calor: positivo - suave Frio: positivo - suave, transitória, não dura mais que 2 seg. para alívio Percussão: negativo Palpação: negativo Está livre de sinais e sintomas, responderá positivamente aos testes térmicos e elétrico, reagindo aos estímulos com resposta dolorosa de intensidade compatível com a excitação provocada. - É preferível testá-lo primeiro, no intuito de familiarizar o paciente com uma resposta normal ao frio e ao calor, e aos testes perirradiculares, e só depois analisar o dente suspeito da causa, para que o paciente possa compará-los. Calor: positivo - dor aguda e imediata, cessa seg. após remoção do estímulo Frio: positivo - dor aguda rápida e localizada, cessa seg. após remoção do estímulo Percussão: negativo Palpação: negativo Patologia pulpar caracterizada por uma leve alteração inflamatória da polpa em fase inicial devido a estímulos lesivos do processo de cárie, tem capacidade de reparação. Conservador – remoção da cárie/restauração + proteção do complexo dentino pulpar (HC) + restauração direta. - Apresenta dor provocada, localizada e de curta duração, a inflamação regredirá após ter sido instituído a terapêutica apropriada (dor ao frio e com doce, é a queixa mais comum) Além da dor provocada, eventualmente pode ocorrer dor espontânea que é combatida com Analgésicos. - O encurtamento do intervalos de dor e ineficácia dos analgésicos indicam que a polpa está esgotando sua capacidade defensiva e que pode se estabelecer uma pulpite irreversível. Expectante (avaliação idade, histórico) – remoção da cárie/restauração + capeamento pulpar + curativo + reavaliação Resultado favorável: Restauração direta Resultado desfavorável: Pulpectomia Frio: positivo (estágios iniciais) - pode causaralívio negativo (estágios avançados) Calor: positivo – exacerba a dor Percussão: negativo (em alguns casos pode apresentar dor) Palpação: negativo Patologia de diagnóstico com base em achados subjetivos e objetivos em que a polpa inflamada é incapaz de se recuperar após remoção dos fatores irritantes, uso de analgésicos/antiinflamatórios costumam não surtir efeitos. Endodôntico - Pulpectomia - Paciente refere dor espontânea, intensa, contínua, pulsátil, difusa e em decúbito. Em algumas situações paciente pode relatar aumento da dor com frio no início e alívio com frio em estágio finais, e pode apresentar também exacerbação da dor com calor. Inflamação crônica hiperplásica, com câmara pulpar exposta ao meio bucal (polpa viva), normalmente associadas com ápice incompleto (rizogênese incompleta), por esse motivo, tem grande prevalência em pacientes jovens e crianças, cujo tecido pulpar apresenta alta resistência e bom suprimento de sangue, é possível encontrar também em adultos jovens. Rizogênese incompleta: Capeamento; Pulpotomia (indução de apicigênese) Rizogênese completa: Pulpectomia Queixa principal: “uma gengiva crescendo dentro do dente” - Paciente refere dor discreta somente a mastigação; - São encontrados nas oclusais de dentes posteriores com cáries crônicas; Diagnóstico diferencial pólipo pulpar e gengival: radiograficamente, não há lesão de furca, lateral ou radicular, simples sondagem elucidará origem do pólipo no interior da cavidade pulpar, já o pólipo gengival tem origem ao redor do dente; Calcificação na câmara pulpar. Calcificação difusa: calcificação parcial ou total da câmara pulpar e/ou canal radicular, detectável radiograficamente de origem idiopática. Não necessita de intervenção, somente se o paciente apresentar outras características que indiquem pulpectomia; - Essa alteração não apresenta sintomatologia clínica discernível, pois, embora representem modificações funcionais, estas não possuem significado clínico; - Paciente relata histórico de traumatismo dentário; - Ocorre que algumas vezes, há sensível alteração cromática do dente, com preocupações do paciente; - Alterações detectáveis radiograficamente: áreas radiográficas circunscritas na câmara pulpar; Interna: reabsorção das paredes do interior do canal. Externa: reabsorção da parede externa radicular. Geralmente é assintomática e detectada radiograficamente. A dor pode ser relatada quando o processo é associado à significativa inflamação pulpar. - Inicia-se a partir do periodonto lateral e pode ou não chegar à polpa. Na maioria das vezes, limita-se ao cemento, atingindo muito pouco da câmara dentinária. - A reabsorção interna da dentina seria provavelmente motivada por alterações vasculares, que pouco a pouco vão cedendo lugar a um tecido de granulação que passará a comprimir as paredes dentinárias, provocando reabsorções. A nível de coroa: mancha rósea, conferindo ao dente essa tonalidade. Clinicamente não possui sintomatologia, manifesta-se através de dor crônica, onde o desconforto não é bem descrito pelo paciente, eles com frequência, referem-se a uma dor difusa, leve, tendo a afirmação que o dente fica O tecido periodontal vizinho às áreas de reabsorção, é inflamado, o que vem justificar a provável causa desta alteração, podendo ser inflamatória ou substitutiva, polpa viva ou morta. sensível ao toque ou no ato mastigatório, dor mais presente em determinadas horas do dia, geralmente no fim do dia. Tratamento: Pulpectomia Tratamento: Pulpectomia (polpa viva) ou Penetração desinfetante (polpa morta) Frio: sempre negativo (teste mais confiável para diagnóstico) Calor: negativo (raras ocasiões paciente pode apresentar sensibilidade) Percussão: positivo ou negativo (depende do estado dos tecidos perirradiculares) Palpação: positivo ou negativo (depende do estado dos tecidos perirradiculares) É caracterizada pela morte da polpa, o sistema endodôntico já foi inteiramente comprometido por microorganismos, o organismo desencadeia processos infecciosos agudos ou crônicos de defesa na região perirradicular (em nível periapical), podendo resultar na formação de cistos, granulomas, e eventualmente, abcessos (coleções purulentas). Endodôntico - Penetração desinfetante ou Exodontia* - Geralmente é assintomática, porém dependendo da condição dos tecidos perirradiculares, pode apresentar dor. - Resposta negativa aos testes térmicos TODO DENTE QUE APRESENTA LESÃO PERIAPICAL TEM POLPA NECROSADA, MAS NEM TODO DENTE COM POLPA NECROSADA APRESENTA LESÃO PERIAPICAL Frio: negativo Calor: negativo Percussão: negativo Palpação: negativo Tecido conjuntivo neoformado com inflamação crônica proliferativa do ligamento, que se forma geralmente, em resposta a agentes irritantes de baixa intensidade e localizados no canal radicular, sendo uma típica reação defensiva, oposta à invasão do organismo, quase sempre por germes e toxinas. Penetração desinfetante e complementação cirúrgica (cirurgia parendodôntica) Clínico: tem início através de hiperemia e edema do periodonto apical. Radiográfico: apresenta pequena rarefação óssea periapical circunscrita, associada ao ápice do dente (diâmetro aproximado de 5mm) Frio: negativo Calor: negativo Percussão: negativo (pode apresentar ligeira sensibilidade) Palpação: negativo (pode sentir leve aumento de volume) Proliferação tecidual precedidos pelo granuloma e, geralmente constituem complicação tardia da necrose pulpar, podendo também se relacionar a tratamento endodôntico incorreto. O cisto radicular desenvolve-se nas vizinhanças do ápice, tem a forma de uma bolsa de parede epitélio- fibrosa contendo no seu interior, líquido ou massa semifluida, apresenta abaulamento da cortical óssea. Penetração desinfetante e complementação cirúrgica (cirurgia parendodôntica) Clínico: o deslocamento dos dentes vizinhos constitui a primeira manifestação clínica do cisto radicular, o qual apresenta crescimento lento e agressivo. Radiográfico: apresenta extensa rarefação óssea periapical circunscrita semelhante ao granuloma, associado ao ápice de um dente em geral com deslocamento dos dentes vizinhos (possuem diâmetro superior a 10mm) PULPITE REVERSÍVEL NATUREZA DA DOR - Aguda, provocada DURAÇÃO DA SENSAÇÃO DOLOROSA - Geralmente localizada, rápida, fugaz (não dura além de 1 min) - Cede imediatamente ou poucos seg após da remoção do estímulo FREQUÊNCIA - Provocada (queixa mais comum é a dor ao frio e doce) TESTE AO FRIO - Positivo (dor aguda e rápida, passa logo ou segundos após remoção) TESTE AO CALOR - Positivo (dor aguda e imediata, passa logo ou segundos após remoção) TESTES DE PERCUSSÃO - Negativo TESTE DE PALPAÇÃO - Negativo INSPEÇÃO VISUAL - Restauração mal adaptada ou lesão de cárie sem exposição pulpar* ASPECTO RADIOGRÁFICO - Lesões cariosas ou restaurações extensas próximo a câmara pulpar (lâmina dura intacta) CONDIÇÕES DA POLPA - Com vitalidade pulpar TRATAMENTO INDICADO CONSERVADOR (não necessita de intervenção endodôntica) - Remoção tecido cariado/restauração, proteção do complexo dentino pulpar e restauração direta; - Caso opte por não remover a dentina afetada para evitar expor a polpa: forramento com HC (pasta/pasta) + restauração provisória com CIV (agendar após 30 a 45 dias, remover restauração + remanescente de cárie: na ausência de exposição, fazer proteção da dentina e em seguida da restauração definitiva); - Proteção pulpar indireta: superficial e/ou profunda na iminência de exposição pulpar - Proteção pulpar direta: polpa exposta acidentalmente em até 48h PROGNÓSTICO - Favorável à polpa do dente (levar em consideração idade do paciente, histórico do dente, traumas e restaurações) prognóstico a médio e longo prazo PULPITE IRREVERSÍVEL NATUREZA DA DOR - Assintomática (crônica) – não apresenta dor - Sintomática: dor espontânea, em decúbito (quando se deita) DURAÇÃO DA SENSAÇÃO DOLOROSA - Localizada e de longa duração após remoção do estímulo (30s ou mais) - Não localizada: difusa e/ou reflexa - Intensa, pulsátil, lancinanteFREQUÊNCIA - Contínua TESTE AO FRIO - Positivo (estágios iniciais) - Negativo (estágios avançados em virtude da perda de atividade por hipoxia e degeneração de fibras) - Pode causar alívio (devido efeito vasoconstritor, tração dos odontoblastos) TESTE AO CALOR - Positivo: Exacerba (calor causa vasodilatação, potencializando a pressão tecidual) TESTES DE PERCUSSÃO - Negativo (pois a resposta inflamatória normalmente é localizada e restrito à polpa) - Em alguns casos pode apresentar dor TESTE DE PALPAÇÃO - Negativo INSPEÇÃO VISUAL - Cáries e/ou restaurações extensas, uma vez removidas resultam em exposição pulpar ASPECTO RADIOGRÁFICO - Lesões cariosas e/ou restauração extensa próximos a polpa - Espaço do ligamento periodontal usualmente apresenta-se normal - Em alguns casos pode haver espessamento do espaço do LP CONDIÇÕES DA POLPA - Com vitalidade pulpar ATENDIMENTO DE URGÊNCIA - Pulpectomia: MIC com NDP (usado quando tratamento não é realizado na mesma sessão) TRATAMENTO INDICADO - Pulpectomia PROGNÓSTICO - Favorável ao dente NECROSE PULPAR NATUREZA DA DOR - Assintomático - Paciente pode relatar episódios prévios de dor - Sintomático (casos de lesão perirradicular sintomática, abcesso agudo de origem endodôntica) ASPECTO DA COROA - Pode apresentar escurecimento TESTE AO FRIO - Resposta é sempre negativa (teste mais confiável para determinar necrose pulpar) TESTE AO CALOR - Negativo - Raras ocasiões paciente pode acusar sensibilidade (em virtude da presença de fibras do tipo C, que por serem mais resistentes à hipoxia tecidual, podem permanecer responsivas por determinado período após a necrose pulpar) TESTES DE PERCUSSÃO - Pode evocar resposta negativa ou positiva (dependendo do estado dos tecidos perirradiculares) TESTE DE PALPAÇÃO - Pode evocar resposta negativa ou positiva (dependendo do estado dos tecidos perirradiculares) EXTRUSÃO E MOBILIDADE - Ausentes ASPECTO RADIOGRÁFICO - Presença de cárie, coroa fraturada e/ou restaurações extensas (se a causa da necrose foi traumática, a coroa pode estar hígida, fraturada ou com pequenas restaurações); - O espaço do LP pode apresentar normal, espessado, ou uma lesão perirradicular caracterizada por reabsorção óssea, pode estar presente CONDIÇÕES DA POLPA - Sem vitalidade pulpar, sem sangramento TRATAMENTO INDICADO - Penetração desinfetante: Eliminação do agente agressor + instrumentação gradativa (preparo apical até #35 ou #40), irrigação (Hipoclorito 1 ou 2,5% + Endo PTC) + irrigação final (Hipoclorito + EDTA 17% + Hipoclorito) MIC (PRP ou CA(OH)2 PA) + curativo de demora com bolinha de algodão Cotosol + CIV. 2ª sessão: obturação dos condutos, programar consulta após 7 ou 10 dias PROGNÓSTICO - Favorável ao dente* - A lesão perirradicular, na maioria das vezes , pode ser considerada uma sequela da cárie, uma vez não tratada, pode resultar em inflamação pulpar. - A reversibilidade da inflamação em resposta à cárie depende, muitas vezes, da presença de exposição. - A medida que o processo se aproxima do forame apical, os tecidos perirradiculares são afetados. Em alguns casos, a lesão perirradicular pode se desenvolver mesmo antes dos processos de necrose e infecção atingirem o forame apical. - O desenvolvimento de lesão perirradicular está relacionado com as respostas imunes inata e adaptativa contra a infecção intrarradicular, na tentativa de conter a propagação da infecção ao osso e outros locais do corpo. As lesões perirradiculares de origem endodôntica pode ser classificadas como: - Periodontite apical sintomática (ou aguda) - Abcesso apical agudo - Periodontite apical assintomática (ou crônica) - Abcesso apical crônico Lesão perirradicular inflamatória aderida à porção apical da raiz PERIODONTITE APICAL SINTOMÁTICA (OU AGUDA) NATUREZA DA DOR - Moderada a Intensa, espontânea e localizada (sem edema) - Extrema sensibilidade ao toque e sensação de “dente crescido” (está relacionado com uma ligeira extrusão dentária, visando acomodar o edema inflamatório formado no ligamento periodontal apical) ASPECTO DA COROA - Pode apresentar escurecimento MASTIGAÇÃO - Dor exacerbada TESTES PULPARES (FRIO E CALOR) - Negativos (usualmente está associado a necrose pulpar) - Casos raros em que estiver associado a inflamação pulpar irreversível: os resultados dos testes são similares ao de pulpite irreversível PERCUSSÃO VERTICAL - Positiva: muito sensível PERCUSSÃO HORIZONTAL - Negativa TESTE DE PALPAÇÃO - Pode apresentar leve sensibilidade ou não: dependendo da extensão da resposta inflamatória EXTRUSÃO E MOBILIDADE - Presentes, porém discretas (paciente com sensação de “dente crescido”) ASPECTO RADIOGRÁFICO - Espessamento do espaço do LP apical (imagem radiolúcida) - Aumento do espaço periapical CONDIÇÕES DA POLPA - Sem vitalidade pulpar (associado a necrose pulpar) TRATAMENTO INDICADO - Penetração desinfetante: Eliminação do agente agressor por meio de instrumentação gradativa (preparo apical até #35 ou #40), irrigação (Hipoclorito 1 ou 2,5% + Endo PTC) + irrigação final (Hipoclorito + EDTA 17% + Hipoclorito) MIC (NDP ou CA(OH)2 PA) + curativo de demora com bolinha de algodão + Cotosol + CIV. 2ª sessão: obturação dos condutos, programar consulta após 7 ou 10 dias + Prescrição de analgésico/antiinflamatório para alívio da sintomatologia + alívio de oclusão (se necessário) PROGNÓSTICO - Favorável ao dente* ABCESSO PERIAPICAL AGUDO NATUREZA DA DOR - Intensa, espontânea, pulsátil, lancinante, difusa (com edema) - Pode ou não apresentar linfadenite regional, febre e mal-estar INSPEÇÃO VISUAL - Tumefação intra e/ou extraoral, flutuante ou não (depende do estágio de evolução) - Nos estágio iniciais, pode não haver tumefação (onde a inflamação aguda purulenta está confinada apenas no ligamento periodontal apical) ASPECTO DA COROA - Com coloração normal TESTES PULPARES (FRIO E CALOR) - Negativo (uma vez que a polpa encontra-se necrosada) - Raras ocasiões teste de calor e elétrico podem apresentar falso-positivo (em virtude da presença de líquido no interior do canal, aumento da pressão interna) - Teste frio e de cavidade são os mais confiáveis PERCUSSÃO HORIZONTAL E VERTICAL - Positivos (deve ser realizado com cautela, pois a sensibilidade pode ser exacerbada) PALPAÇÃO - Positivo (paciente relata desconforto ao palpar região apical do dente) EXTRUSÃO E MOBILIDADE - Presentes em alguns casos ASPECTO RADIOGRÁFICO - Pode apresentar aumento do espaço perirradicular e/ou rompimento da lâmina dura - Ou imagem apical de “esfumaçamento” CONDIÇÕES DA POLPA - Sem vitalidade pulpar TRATAMENTO INDICADO - Penetração desinfetante: Drenagem da coleção purulenta e eliminação do agente agressor (essa drenagem pode ser obtida via canal, por incisão da mucosa, ou ambos) instrumentação (preparo apical até #35 ou #40), irrigação (Hipoclorito 1 ou 2,5% + Endo PTC) + irrigação final (Hipoclorito + EDTA 17% + Hipoclorito) MIC (NDP ou CA(OH)2 PA) + curativo de demora com bolinha de algodão + Cotosol + CIV. 2ª sessão: obturação dos condutos, programar consulta após 7 ou 10 dias + Prescrição de analgésico/antiinflamatório para alívio da sintomatologia + alívio de oclusão (se necessário) PROGNÓSTICO - Favorável ao dente* PERIODONTITE APICAL ASSINTOMÁTICA (OU CRÔNICA) SINAIS E SINTOMAS - Assintomático (pode apresentar dor ao mastigar) INSPEÇÃO VISUAL - Dente normal ou escurecido - Presença de cárie profunda ou de restauração extensa associada ou não à cárie recidivante TESTES PULPARES (FRIO E CALOR) - Negativos MASTIGAÇÃO - Pode apresentar dor ao mastigar alimentos mais sólidos PERCUSSÃO HORIZONTAL E VERTICAL - Negativos TESTE DE PALPAÇÃO - Negativo ASPECTO RADIOGRÁFICO - Rarefação óssea periapical difusa ou circunscrita. CONDIÇÕES DA POLPA - Sem vitalidade pulpar TRATAMENTO INDICADO - Penetração desinfetante: drenagem da coleção purulenta e eliminação do agente agressor (essa drenagem pode ser obtida via canal, por incisão da mucosa, ou ambos) instrumentação gradativa (preparo apical até #35 ou #40), irrigação(Hipoclorito 1 ou 2,5% + Endo PTC) + irrigação final (Hipoclorito + EDTA 17% + Hipoclorito) MIC (NDP ou CA(OH)2 PA) + curativo de demora com bolinha de algodão + Cotosol + CIV. 2ª sessão: obturação dos condutos, programar consulta após 7 ou 10 dias. PROGNÓSTICO - Favorável ao dente* ABCESSO APICAL CRÔNICO SINAIS E SINTOMAS - Assintomático ou ligeiro desconforto a percussão - O abcesso crônico encontra-se associado a uma drenagem intermitente ou contínua por meio de fístula, que pode ser intra ou extraoral (característica clínica principal) INSPEÇÃO VISUAL - Presença de fístula ativa ou não usualmente localizada no nível da mucosa alveolar - Massa de tecido de granulação inflamado, pode ser observada na abertura intraoral da fístula, sendo conhecida como parúlide; - Pode-se fazer uso do traçado de fístula com cone de guta percha secundário e RX que mostrará a origem do processo e o dente envolvido (passar vaselina no local previamente) TESTES PULPARES (FRIO E CALOR) - Negativos (uma vez que a polpa encontra-se necrosada) TESTES DE PERCUSSÃO - Pode haver ligeiro desconforto TESTE DE PALPAÇÃO - Negativo (não devendo ser descartado a hipótese de haver uma ligeira sensibilidade) ASPECTO RADIOGRÁFICO - Pode apresentar área de destruição óssea periapical, sem limites bem definidos, fístula demarcada CONDIÇÕES DA POLPA - Sem vitalidade pulpar TRATAMENTO INDICADO - Penetração desinfetante: drenagem da coleção purulenta e eliminação do agente agressor (essa drenagem pode ser obtida via canal, por incisão da mucosa, ou ambos) instrumentação gradativa (preparo apical até #35 ou #40), irrigação (Hipoclorito 1 ou 2,5% + Endo PTC) + irrigação final (Hipoclorito + EDTA 17% + Hipoclorito) MIC (NDP ou CA(OH)2 PA) + curativo de demora com bolinha de algodão + Cotosol + CIV. 2ª sessão: obturação dos condutos, programar consulta após 7 ou 10 dias + Prescrição de analgésico/antiinflamatório para alívio da sintomatologia + alívio de oclusão (se necessário) - A lesão e a fístula regridem entre 7 a 30 dias PROGNÓSTICO - Favorável ao dente* LESÃO APICAL ASSINTOMÁTICA (OU CRÔNICA) SINAIS E SINTOMAS - Ausentes INSPEÇÃO VISUAL - A causa da necrose pode ser aparente, como indicada pela presença de cárie e/ou restauração extensa - Dente pode apresentar escurecimento, oriundo da necrose TESTES PULPARES (FRIO E CALOR) - Negativo (uma vez que a polpa encontra-se necrosada) TESTES DE PERCUSSÃO - Negativo TESTE DE PALPAÇÃO - Negativo ASPECTO RADIOGRÁFICO - Pequena rarefação óssea periapical circunscrita, associada ao ápice do dente (diâmetro aproximado de 5mm) - A radiolucidez perirradicular deve-se a reabsorção óssea, com consequente perda de densidade do osso e substituição por um tecido mole com inflamação crônica; - Cárie e restauração extensa podem ser observados; CONDIÇÕES DA POLPA - Sem vitalidade pulpar TRATAMENTO INDICADO - Penetração desinfetante e complementação cirúrgica (cirurgia parendodôntica) PROGNÓSTICO - Favorável ao dente* LESÃO PERIRRADICULAR ASSINTOMÁTICA (OU CRÔNICA) SINAIS E SINTOMAS - Ausentes (achados dos exames são similares aos do granuloma, uma vez que o cisto é oriundo deste) INSPEÇÃO VISUAL - Presença de cárie e/ou restauração extensa - Dente pode apresentar escurecimento, como resultado da necrose - Deslocamento dos dentes vizinhos TESTES PULPARES (FRIO E CALOR) - Negativo (uma vez que a polpa encontra-se necrosada) TESTES DE PERCUSSÃO - Negativo (em alguns caso paciente pode apresentar ligeira sensibilidade) TESTE DE PALPAÇÃO - Negativo - A ocorrência de fenestração óssea em nível apical pode fazer com que se sinta leve aumento de volume, em virtude da expansão da lesão ASPECTO RADIOGRÁFICO - Assemelham-se aos do Granuloma, o que faz com que essas duas entidades patológicas sem indistinguíveis radiograficamente (confirmação por exame hispatológico); - Essas duas condições poderão ser diferenciadas, clinicamente, por meio de outros testes, como a eletroforese do fluido da lesão, a tomografia computadorizada (técnica cone-beam) e a ultrassonografia em tempo real (ecografia); - A lesão cística pode assumir grande diâmetro (10mm), inclusive promovendo o deslocamento dos dentes envolvidos CONDIÇÕES DA POLPA - Sem vitalidade pulpar TRATAMENTO INDICADO - Penetração desinfetante e complementação cirúrgica (cirurgia parendodôntica) PROGNÓSTICO - Favorável ao dente* Testes Pulpite reversível Pulpite irreversível Necrose pulpar Sintomatologia Aguda Rápida Provocada Aguda, Pulsátil Duradoura, Localizada, Contínua Espontânea ou Provocada Episódios prévios de dor Frio Positivo (dor aguda e rápida passa em alguns seg) Positivo (alivia)* ou Negativo** Negativo (sempre) Calor Positivo (dor aguda e imediata passa em alguns seg) Positivo (exacerba) Negativo (raras ocasiões pode apresentar sensibilidade) Palpação Negativo Negativo Positivo ou Negativo Percussão Negativo Negativo (Em alguns casos pode apresentar dor) Positivo ou Negativo Gás refrigerante (Endo-Ice) + bolinha de algodão no terço médio da face V (comparar com dentes vizinhos); Cone de guta percha pré aquecido, no terço médio da face vestibular do elemento; Bate-se com espelho na face oclusal do elemento; Bate-se com cabo do espelho no terço médio da face vestibular do elemento; - Sensibilidade: sugere alteração no periodonto; Dedo indicador e polegar na face vestibular e lingual; - Mobilidade: normalmente necrose // Palpar tecidos moles para verificar presença de edemas; tatear a região apical do dente, fazendo-o delicadamente com a ponta do dedo indicador, verificando se há resposta dolorosa; * estágio inicial ** estágio avançado Nunca foi realizado tratamento endodôntico prévio. Perfil microbiano: Anaeróbia Gram – Anaeróbio facultativo Prevotella Porphiromonas Fusobacterium nucleatum Actinomyces Treponema Peptostreptococos Eubacterium Camphylobacter Já foi realizado tratamento endodôntico prévio. População microbiana específica: Sobrevivem em condições limitantes Resistem a variações brutas de pH Limitações (ausência) de nutrientes Aeróbios/Facultativos Gram + Enterococcus faecalis Streptococcus Lactobacilos Actinomyces Fungos NaOCI 1 ou 2,5% Clorexidina EDTA 17% (irrigação final) Ácido cítrico - Desinfecção - Eliminação de magma dentinário - Aumento da permeabilidade da dentina - Remoção da Smear Layer Ultracal (HC) Ca(OH)2 PA Clorexidina Paramonoclorofenol 1% Metronidazol - Ultrassom - PIPS - Ozônio - Laser - Persistência de contaminação intra e extra canal - Selamento ou obturação inadequada - Canais instrumentados inadequadamente (debridamento inadequado) - Sobre obturação - Selamento coronário inadequado - Canais não tratados - Procedimentos iatrogênicos de acesso e preparo - Controle da infecção microbiana 1. Cirurgia de acesso; 2. Esvaziamento inicial da câmara pulpar com irrigação abundante com NaCIO Odontometria para definir o CRT CAD – 3m Encontrar valor do X CRI + X = CRD CRD – 1mm = CRT Pulpectomia: até chegar no CRT Deslocamento paralelo a parede dentinária Movimento de penetração (1/4 de volta – retrocesso) Irrigação abundante com NaCIO (1% ou 2,5%) + aspiração 3. Lima Hedstroem Movimento de penetração (1/4 de volta e traciona para remover a polpa) Irrigação com NaCIO (1% ou 2,5%) + Endo PTC + aspiração 4. PQC - Preparo químico cirúrgico 1º instrumento: tem que ser o que ficar mais justo no canal Movimento de limagem (vai e vem) até instrumento ficar solto no canal Irrigação com NaCIO (1% ou 2,5%) + ENDO PTC + aspiração 2º instrumento: caso tenha começado com uma lima 25, seguir a sequência > Lima 30 Movimento de limagem (vai e vem) até instrumento ficar solto no canal 3º instrumento: movimento de limagem (vai e vem) até instrumento ficar solto no canal 5. Irrigação final NaCIO (1% ou 2,5%) + EDTA (irrigação + aspiração) + NaCIO (1% ou 2,5%) + aspiração Continuação -> Secagem dos canais com cones de papel absorvente Repassar o último instrumento Seleção do cone principal Prova do cone: Inclui 3 testes - visual, tátil e radiográficoEscolha e preparo do cimento obturador Manipulação e inserção do cimento na ponta do cone principal, levar ao conduto pincelando todas as paredes, até obter o preenchimento de todo o conduto Com o cone principal em posição envolto pelo cimento obturador, inserir cones secundários dentro do conduto Fazer a adaptação dos cones utilizando espaçadores (condensação lateral) para melhorar vedamento lateral, remover espaçador e colocar cone secundário (preencher até não caber mais) Radiografar (prova de obturação) Cortar cones com calcador de Paiva aquecido levando-o até a entrada do canal e cortar Realizar condensação vertical Comprimir guta percha apicalmente com calcador frio Limpeza da câmara pulpar com bolinha de algodão com álcool 70% Radiografia Final (confirmação) Restauração Cirurgia de acesso Esvaziamento inicial da câmara pulpar com irrigação abundante com NaCIO 1% Odontometria para definir o CRT CAD – 3mm Encontrar valor do X CRI + X = CRD CRD – (1 ou 0,5mm) = CRT Penetração desinfetante: lima inicial para acesso e odontometria (Lima tipo K - 15) Descer com instrumento até 10mm Irrigação abundante com NaCIO (1% ou 2,5%) + aspiração Descer com instrumento até 13mm Irrigação abundante com NaCIO (1% ou 2,5%) + aspiração Descer com instrumento até 17mm Irrigação abundante com NaCIO (1% ou 2,5%) + aspiração Fazer essa sequência até chegar no CRT PQC – Preparo químico cirúrgico 1º instrumento: tem que ser o que ficar mais justo no canal Movimento de limagem (vai e vem) até instrumento ficar solto no canal Irrigação com NaCIO (1% ou 2,5%) + ENDO PTC + aspiração 2º instrumento: caso tenha começado com uma lima 25, seguir a sequência > Lima 30 Movimento de limagem (vai e vem) até instrumento ficar solto no canal Irrigação com NaCIO (1% ou 2,5%) + ENDO PTC + aspiração 3º instrumento: movimento de limagem (vai e vem) até instrumento ficar solto no canal Irrigação e aspiração MIC – Medicação intra canal Hidróxido de Cálcio PA Realizar restauração temporária com CIV Continuação -> Retorno para consulta (7 a 10 dias) Avaliação satisfatória: Remover restauração temporária (curativo) Irrigar com NaCIO + EDTA + NaCIO + aspiração Secagem dos canais com cones de papel absorvente Repassar o último instrumento Seleção do cone principal Prova do cone: Inclui 3 testes - visual, tátil e radiográfico Escolha e preparo do cimento obturador Manipulação e inserção do cimento na ponta do cone principal, levar ao conduto pincelando todas as paredes, até obter o preenchimento de todo o conduto Com o cone principal em posição envolto pelo cimento obturador, inserir cones secundários dentro do conduto Fazer a adaptação dos cones utilizando espaçadores (condensação lateral) para melhorar vedamento lateral, remover espaçador e colocar cone secundário (preencher até não caber mais) Radiografar (prova de obturação) Cortar cones com calcador de Paiva aquecido levando-o até a entrada dos canais e cortar Realizar condensação vertical Comprimir guta percha apicalmente com calcador frio Limpeza da câmara pulpar com bolinha de algodão com álcool 70% Radiografia Final (confirmação) Restauração Referências 1. Aulas ministradas pela Prof. Selma Cristina Cury Camargo, 2021/2022 - UNICID 2. HARGREAVES, Kenneth M.; Cohen Caminhos da polpa. 10. ed. 3. Manual de fundamentos teóricos e práticos em endodontia, FOUSP. 1ª edição, 2018 4. LOPES, H.P.; SIQUEIRA JÚNIOR, J.F. Endodontia: biologia e técnica. 5. ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020 Dúvidas e sugestões: tamirespaiiva@hotmail.com WhatsApp: 941410728 mailto:tamirespaiiva@hotmail.com Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95 Slide 96 Slide 97 Slide 98 Slide 99 Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108 Slide 109 Slide 110 Slide 111 Slide 112 Slide 113 Slide 114 Slide 115 Slide 116 Slide 117 Slide 118 Slide 119 Slide 120 Slide 121 Slide 122 Slide 123 Slide 124 Slide 125 Slide 126 Slide 127 Slide 128 Slide 129 Slide 130 Slide 131 Slide 132 Slide 133 Slide 134 Slide 135 Slide 136 Slide 137 Slide 138 Slide 139 Slide 140 Slide 141 Slide 142 Slide 143 Slide 144 Slide 145 Slide 146 Slide 147 Slide 148 Slide 149 Slide 150 Slide 151 Slide 152 Slide 153 Slide 154 Slide 155 Slide 156 Slide 157 Slide 158 Slide 159 Slide 160 Slide 161 Slide 162 Slide 163 Slide 164 Slide 165 Slide 166 Slide 167 Slide 168 Slide 169 Slide 170 Slide 171 Slide 172 Slide 173: Referências