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AVALIAÇÃO 1 TRIMESTRE 3 LOG Pergunta 1 Uma iniciativa que é obrigação do poder público é a Coleta Seletiva. qual associação entre cor e resíduo é correta. PERGUNTA 2 Identifique quais os INCOTERMS definidos como somente validos para o modal aquaviário. FAS, FOB, CFR, CIF. CFR, CIP, CIF, FCA. FOB, FAS, FCA, EXW. CPT, CIF, DAP, DDP. DDP, DPU, DAP, CIF. PERGUNTA 3 Uma questão de estratégia (Artigo escrito por Ana Luiza Herzog e publicado na revista Exame, em 30/10/2008) Pioneira entre as empresas que adotaram o conceito de responsabilidade social no Brasil, a Natura enfrenta agora o desafio de atender à pressão do mercado de capitais sem perder sua essência Embora não existam ainda muitas verdades absolutas quando o assunto é sustentabilidade, estudiosos do tema são unânimes quanto a um raciocínio: uma empresa só é capaz de ajudar a melhorar, de forma efetiva, o caos ambiental e social do planeta se levar os preceitos do desenvolvimento sustentável para o cerne de seu negócio. A teoria pode parecer simples, mas colocar essa associação em prática é algo extremamente difícil - e ainda raro. Prova disso é que o americano Michael Porter, um dos mais respeitados gurus de negócios do mundo, constantemente critica as grandes companhias por terem duas estratégias - uma econômica e uma de responsabilidade social - quando, na verdade, deveriam ter uma só. Neste ano, pela primeira vez desde seu lançamento, em 2000, o Guia EXAME de Sustentabilidade decidiu eleger, entre as 20 empresas-modelo, uma vencedora: a Empresa Sustentável do Ano. A escolhida foi a Natura, uma companhia que segue a premissa de Porter como poucas. Única empresa presente entre os destaques das nove edições do anuário, a Natura tem a preocupação com a sustentabilidade impregnada em sua estratégia desde a fundação, em 1969, quando lançou seus primeiros cosméticos feitos com ativos naturais. "Acreditamos que os desafios sociais e ambientais não são entraves ao nosso crescimento, mas alavancas para a inovação", afirma o executivo Alessandro Carlucci, que assumiu a presidência da Natura em 2005, depois que seus fundadores - Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos - deixaram o dia a dia da gestão para fazer parte do conselho de administração. A adoção de refis, ainda na década de 80, legitima a declaração de Carlucci. Hoje, cerca de 30% da linha de mais de 800 produtos da Natura tem refil. Essas embalagens consomem, em média, 30% menos matéria-prima que as regulares e responderam por 21,3% do total de itens vendidos pela empresa no ano passado. Em 2006, esse índice foi de 19,8%. O aumento de um ano para o outro não se deve apenas a um despertar de consciência por parte dos consumidores, mas também aos esforços da empresa, que fez muitas promoções em 2007 para estimulá-los a optar pela embalagem. "Com promoções e descontos no preço, conseguimos aumentar as vendas do refil", diz José Vicente Marino, vice-presidente de marketing e vendas da operação brasileira da Natura. O esforço dos executivos para aumentar as vendas desse tipo de produto é estimulado também pelo sistema de remuneração variável da Natura. Desde 2003, quando implantou um sistema de gestão da responsabilidade corporativa em todas as suas áreas, a companhia determinou o cumprimento de metas sociais e ambientais. Uma das metas de 2008, por exemplo, é que o percentual de refis vendidos seja equivalente a 18,5% do volume total da empresa (até o final de setembro, esse objetivo vinha sendo cumprido com folga). As metas "verdes" abrangem outras iniciativas relacionadas diretamente ao negócio. Uma delas, iniciada em 2005, foi batizada internamente de "vegetalização dos produtos". Na época, a Natura substituiu a base dos sabonetes, de gordura animal, por uma de origem vegetal. A medida não só conferiu mais cremosidade aos produtos como cortou seu vínculo com o sacrifício de animais. O processo teve continuidade no ano passado, quando o óleo mineral, de origem fóssil, foi substituído pelo vegetal em todos os óleos de corpo da marca. O principal desafio das trocas foi adequar as fórmulas dos produtos para que o novo ingrediente não os tornasse menos eficientes, seguros ou atraentes para o consumidor. A vegetalização do óleo Séve, por exemplo, um dos mais tradicionais e antigos da marca, consumiu um ano e meio de pesquisas. Para este ano, a meta é substituir o álcool normal por orgânico em todos os produtos. O álcool orgânico é mais caro que o convencional, mas a certificação dá à Natura a certeza de que ele foi produzido de acordo com boas práticas ambientais. Segundo a empresa, as mudanças nas fórmulas não aumentaram o preço dos produtos. Todas essas iniciativas ganharam relevância ainda maior em meados de 2007, quando a companhia anunciou um plano para se tornar "carbono neutro" até o final deste ano. Diferentemente do que o termo passou a significar para a maioria das empresas, a decisão da Natura não implica simplesmente sair plantando milhares de árvores - embora ela esteja financiando um projeto de reflorestamento para neutralizar parte de suas emissões. O que chamou a atenção dos especialistas foi o compromisso de reduzir 33%, até 2010, as emissões diretas não só de sua operação mas de toda a sua cadeia produtiva - da extração da matériaprima ao descarte do produto. Uma das principais iniciativas da empresa nesse sentido foi colocar em funcionamento um projeto piloto de logística reversa nas cidades de Recife e São Paulo, em março de 2007. Na prática, a Natura está convencendo suas consultoras a ajudá-la numa tarefa complicada: coletar as milhares de embalagens da marca descartadas diariamente e encaminhá-las para cooperativas de reciclagem. Em 2007, o programa coletou cerca de 90 toneladas de resíduos - um volume ainda considerado desprezível pela empresa. Aos poucos, o projeto deverá ser expandido para todo o país, alcançando as 632.000 consultoras da Natura. Com isso, no futuro, a ideia é que seja possível descontar, no cálculo das reduções de emissões da empresa, as toneladas de embalagens recicladas. A dificuldade de levar a cabo o programa de logística reversa só é superada por outro desafio: tirar do papel os sonhos que a empresa tem para sua saboaria em Benevides, no Pará, única unidade industrial da Natura fora de São Paulo. Benevides, como é chamada internamente, começou a ser idealizada em 2003 com dois propósitos. O primeiro era marcar a presença da Natura na Amazônia, região de onde ela extrai grande parte dos ativos naturais usados em sua linha de produtos mais conhecida, a Ekos. Além disso, a presença no local daria à empresa a oportunidade única não só de ganhar dinheiro mas também de gerar renda para mais de 2.000 famílias carentes espalhadas em 27 municípios próximos à sua fábrica. Inicialmente, o plano previa que a Natura fizesse o noodle, a massa vegetal que responde por 90% da composição do sabonete da companhia, usando 100% de óleo de palma fornecido pela Agropalma, empresa sediada no Pará. A previsão era que, aos poucos, a matéria-prima da Agropalma fosse substituída pelos óleos de uma dezena de outros frutos, tais como o murumuru e a copaíba, que seriam fornecidos por famílias da região. "Benevides era o grande projeto de base da pirâmide da Natura", afirma um ex-executivo da empresa. O que explica o uso do verbo no passado é o fato de que as coisas não caminharam exatamente como planejadas. A entidade que seria o principal elo da companhia com as comunidades extrativistas, a Cooperativa Nova Amafrutas, faliu em novembro de 2006, seis meses antes de a Natura inaugurar a saboaria. Sem a parceira, a empresa passou a se relacionar diretamente com as comunidades extrativistas para estruturar sua cadeia de fornecimento. Além disso, a sede abandonada da Nova Amafrutas, localizada num terreno ao lado do da Natura, passou a ser alvo de uma série de invasões. Para Guilherme Leal, co-presidente do conselho de administração da Natura e um de seus fundadores, o sonho de Benevides foi atropelado, mas não acabou. "Éum projeto muito ambicioso, e não tenho dúvidas de que será bem-sucedido no longo prazo", afirma. A expectativa da companhia é que os primeiros resultados da iniciativa comecem a aparecer em 2009. "A partir do ano que vem, vamos colocar no mercado sabonetes especiais com óleos produzidos pelas famílias extrativistas de Benevides", afirma Paulo Lalli, vice-presidente de operações e logística da Natura. Ainda que a atuação da Natura esteja permeada de ideais (ou, para usar o linguajar de seus próprios executivos e funcionários, de "crenças e valores nobres"), a empresa não está protegida contra críticas relacionadas à sua estratégia de sustentabilidade. Muito menos ao seu desempenho financeiro. Pelo menos por enquanto, o mercado de capitais está pouco interessado em saber sobre o andamento da unidade de Benevides ou sobre o percentual de material reciclado usado nas embalagens. "Não acompanho o desempenho socioambiental", afirma a analista Daniela Bretthauer, do banco Goldman Sachs, que cobre a Natura. Para analistas como Daniela, o que interessa é saber se a Natura, que faturou 4,3 bilhões de reais em 2007, conseguirá cumprir a meta de aumentar em 23% sua margem Ebitda em 2008. O indicador é um dos mais usados pelo mercado para medir a rentabilidade de uma empresa - e o da Natura registrou queda nos últimos dois anos. Interessa também saber se a companhia será capaz de recuperar o vigor de seus papéis - nos últimos 24 meses, as ações da Natura caíram 32,7%. "Quem quer ser sustentável deve estabelecer limites para seu crescimento. E, uma vez no mercado de capitais, ela não vai conseguir fazer isso", diz Giovanni Barontini, coordenador da filial brasileira do Carbon Disclosure Project, iniciativa internacional criada por investidores institucionais para incentivar as empresas a divulgar informações sobre suas políticas relacionadas às mudanças climáticas. A medida sugerida pelo consultor foi adotada, por exemplo, pela americana Patagonia, fabricante de roupas e acessórios para a prática de esportes radicais, como alpinismo e surfe, com faturamento anual de quase 300 milhões de dólares. O fundador da empresa e hoje presidente do conselho de administração, Yvon Chouinard, é categórico ao afirmar que não pretende abrir o capital da Patagonia. Apesar das críticas, Leal acredita que a abertura de capital foi uma decisão acertada e não atrapalhará os propósitos da Natura de espalhar as ideias que, até hoje, nortearam sua gestão. "Poderia tentar mudar o jogo estando fora do campeonato [fora do mercado de capitais], mas meu poder de influência seria menor." Você foi contratado para analisar o contexto do conflito estratégico da Natura sob o ponto de vista da sua expansão de negócio e sua política de sustentabilidade social, econômica e ambiental. Elabore um relatório dessa análise para os investidores da Natura. Pergunta 4 Assinale a afirmativa que está correta sobre a definição de logística internacional. Respostas: a. É o processo de planejar, implementar e controlar a produção de produtos a serem destinados ao mercado internacional. b. É a atividade que se ocupa da comercialização internacional e da produção do produto. c. É o processo de estabelecimento dos acordos de transporte internacional entre os países. d. É o processo de gestão exclusivamente da armazenagem e transporte internacionais. e. É o processo de planejar, implementar e controlar fluxos e armazenagem de mercadorias, serviços e informação a elas relacionadas, do ponto de origem ao ponto de consumo localizado em outro país. Pergunta 5 Em relação aos Incoterms (Termos Internacionais de Comércio). Analise as sentenças e assinale a afirmativa correta: I. Um bom domínio dos Incoterms é indispensável para que o negociador possa incluir todos os seus gastos em Comércio Exterior. II. As regras definidas pelos Incoterms valem apenas entre os exportadores e importadores, não produzindo efeitos em relação às demais partes envolvidas, tais como despachantes, seguradoras e transportadores. III. A última atualização dos Incoterms ocorreu em 2020, que no Brasil foi publicada no DOU em março de 2020. Respostas: a. Apenas afirmativas I e III são verdadeiras. b. bpenas afirmativas I e II são verdadeiras. c. Apenas afirmativas II e III são verdadeiras. d. Apenas a afirmativa III é verdadeira. e. Todas as afirmativas são verdadeiras. Pergunta 6 0 em 0 pontos Sobre o conceito de gestão Triple Bottom Line, discutido na videoaula e no texto de apoio 2, analise as sentenças e assinale a afirmativa correta: I. O Triple Bottom Line é um conceito de gestão que preza pela sustentabilidade de forma ampla nas empresas. As empresas buscam uma relação saudável com recursos naturais e sociais, mas sem deixar de pensar no lucro. II. Os três pilares básicos do Tripé da Sustentabilidade são: Pessoas, Planeta e Lucros. III. O foco do pilar Ambiental é manter práticas de produção mais adequadas, como a emissão de poluentes e o descarte apropriado dos resíduos da produção industrial. Respostas: a. As afirmativas I e II são verdadeiras. b. As afirmativas I e III são verdadeiras. c. Apenas a afirmativa I é verdadeira. d. Todas as afirmativas são verdadeiras. e. As afirmativas II e III são verdadeiras. Pergunta 7 Segundo a Norma de Classificação ABNT NBR 10.004: 2004 sobre resíduos sólidos, as três classes apresentadas: Respostas: a. Classe I – Inertes, Classe II – Perigoso, Classe III – Não Inertes. b. Classe I – Inertes, Classe II – Não Inertes, Classe III – Perigoso. c. Classe I – Não Inertes, Classe II – Inertes, Classe III Perigoso. d. Classe I – Não Inertes, Classe II – Perigoso, Classe III – Inertes. e. Classe I – Perigoso, Classe II – Não Inertes, Classe II – Inertes. Pergunta 8 Qual atividade não faz parte dos fluxos reversos na cadeia pós venda e pós consumo de bens? Respostas: a. Fracionamento. b. Reciclagem. c. Remanufatura. d. Destinação final. e. Reuso. Pergunta 9 Considere a rede de transporte a seguir, no qual os círculos numerados são os pontos de coleta/entrega e as setas as distancias percorridas em entre cada círculo, com as alternativas identificadas. Calcule o caminho mais curto do Círculo 1 ao 6 e assinale a alternativa correta. Respostas: O caminho escolhido para análise no primeiro passo deverá ser do nó 1 para o nó 3. No passo 2, partindo do nó 2, é possível escolher dois caminhos, nó 2 para nó 3 ou nó 2 para nó 4. Ao chegar ao nó 2 no segundo passo, os caminhos analisados terão custo total de 9 e 13, respectivamente. Devido ao nó 2 apresentar dois caminhos com mesmo custo total, o método apresentará mais de uma resposta verdadeira. No passo 3, caso, a partir do nó 2 seja selecionado o caminho 2 para o nó 3, ele não precisará ser comparado com o custo total do caminho do nó 1 para o nó 3. Pergunta 10 Pela legislação brasileira, com referência à Lei 12.305, de 2 de agosto de 2021, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, determina que são proibidas, nas áreas de disposição final de resíduos ou rejeitos, as seguintes atividades: Utilização de rejeitos dispostos como alimentação. Criação de animais domésticos. Estruturação de sistemas de coletas seletivas e de logística reversa. Fixação de habitações temporárias ou permanente. Outras atividades vedadas pelo setor público. Desenvolvimento de pesquisas voltadas para tecnologia. Queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade. Lançamento in natura a céu aberto, excetuados os resíduos de mineração. Com relação à política de resíduos sólidos, quais das afirmações acima estão totalmente corretas? Respostas: IV, V, VI, VII e VIII. I, II, III, VI e VIII. II,III, V, VI e VII. I, II, IV, V e VII. III, IV, V, VI e VIII. Pergunta 11 Sobre a rede de distribuição reversa de produtos pós-consumo, identifique as principais atividades: Respostas: Entradas de produtos, consolidações, processamento industrial e redistribuição. Consolidações geográficas da origem e do destino do produto descartado. Cuidados específicos das características físicas dos produtos descartados. O transporte rodoviário, porque oferece como vantagens a possibilidade de serviço porta a porta, com carga completa ou fracionada e sem a necessidade de carga ou descarga entre origem e destino. Processamento industrial com informações relativas ao produto devolvido. Pergunta 12 Cada Incoterm especifica as obrigações de cada parte (por exemplo, quem é responsável por serviços como transporte; liberação de importação e exportação etc.), o ponto da viagem em que o risco é transferido do vendedor para o comprador e qual parte é responsável pelo pagamento dos custos. Qual Incoterm define as seguintes orientações? O vendedor é responsável por organizar e pagar os custos de transporte para o local de destino nomeado ou para o ponto acordado, se houver, no local de destino nomeado. E se um ponto específico não foi acordado ou não foi determinado pela negociação, o vendedor pode selecionar o ponto no local de destino que melhor se adapte ao seu objetivo. A entrega das mercadorias ocorre e as transferências de risco do vendedor ao comprador, no momento em que as mercadorias foram descarregadas do transporte de chegada e colocado à disposição do comprador no local designado de destino. O vendedor assume os riscos envolvidos em transporte e descarga. O vendedor não tem obrigação de segurar, mas pode se ele deseja providenciar seguro até o ponto em que as mercadorias serão descarregadas do transporte que chega no local de destino nomeado. As mercadorias correm por risco do comprador a partir daí e, portanto, ele deve considerar a compra de seguro do apontar que as mercadorias foram descarregadas do transporte de chegada ao local de destino nomeado. Ao vendedor é obrigatório desembaraçar as mercadorias para exportação, se aplicável. O comprador é responsável pelo desembaraço de importação e qualquer aplicável impostos locais ou direitos de importação. Respostas: CIF (Cost, Insurance and Freight). DAP (Delivery at Place). FCA (Free Carrier). DPU (Delivered at Place Unloaded). CIP (Carriage and Insurance Paid to). Pergunta 13 A coerência entre a estratégia das operações e os objetivos de revalorização pretendidos pela rede reversa, conforme examinado, deverá orientar a implementação da logística reversa. Pode-se afirmar que essas orientações devem definidas para os seguintes objetivos: Revalorização econômica, ecológica e legal. Respostas: Definição do mercado final para os produtos resultados do reaproveitamento. Processamento industrial com informações relativas ao produto devolvido. Integração entre domicílios, comércio, indústria e assistência técnica geral. Organizar centros de distribuição reversa e valorizar o produto legalmente.