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Medicina Universidade Nove de Julho
TXXXI - Bárbara Vasti
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Distúrbios Circulatórios
PFP 1
Hemorragia
É um extravasamento de sangue do interior dos vasos
sanguíneos ou câmaras cardíacas para o meio externo
ou cavidades pré-formadas.
Mecanismos da Hemorragia
Aumento da permeabilidade do sistema haverá
extravasamento de forma não abundante
Hemorragia por rexe
Ruptura mecânica/traumática do vaso sanguíneo.
ex. trauma, ruptura, estresse da parede vascular,
necrose, cirurgias.
Hemorragia por diabrose(subtipo de ruptura
traumática)
Digestão química da parede do vaso. Também pode
ser considerado um subtipo de ruptura traumática.
ex.úlceras pépticas, pancreatite, cavernas na
tuberculose.
Hemorragia por diapedese
Aumento da permeabilidade vascular, sem
ruptura de parede.
ex. processos inflamatórios e congestão prolongada.
A covid-19 tem afinidade por vasos sanguíneos
(pulmões) e assim o vaso sofre processo
inflamatório, podendo ocorrer a hemorragia. Não
há morte devido a esse sangramento, porém
encontra - se pontos vermelhos decorrentes dele.
A dengue tem afinidade pelos hepatócitos, assim
ao ocorrer a destruição não terá fator de
coagulação suficiente para manter a homeostasia
e consequentemente causa hemorragia.
Meio de extravasamento
Hemorragia Externa
Extravasamento do sangue para o meio externo.
ex:sangramento em pele
Hemorragia interna com fluxo externo
Extravasamento de sangue para a luz das vísceras
ocas e pode ser visualizado direta ou indiretamente.
ex: Sangramento digestivo ou genitourinário
Ocorre dentro do órgão, mas é exteriorizado do
corpo.
Indiretamente: apenas exames mais profundos
permitem a visualização do sangramento
Direta: visualização do sangue
Hemorragia interna/oculta
Extravasamento de sangue para o interstício
ou parênquima de vísceras e para o interior de
cavidades anatômicas.
Não ocorre exteriorização do sangue
ex: Sangramento em cavidade peritoneal, pericárdica e
interstício de vísceras
Terminologias médicas para sangramento
cavitários
Hemotórax: acúmulo de sangue na cavidade
pleural
Hemoperitônio: acúmulo de sangue no peritônio
Hemopericárdio: acúmulo de sangue no
pericárdio
Hematoquezia: sangue que não está
incorporado em algumas vezes.
Hermatrose: sangramento em articulação
frequente em hemofilia grave
Melena: sangue digerido e incorporado as
fezes.
Fluxo de Sangramento
Arterial pulsátil , sendo o sangramento de
origem arterial mais preocupante e com perdas de
maiores volumes de sangue.
Capilar lençol
Informação Extra
Informação Extra
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Venosa
Morfologia da Hemorragia
Petéquia
Pontos hemorrágicos medindo 1-3 mm de diâmetro.
Podem acometer pele, mucosa ou serosa.
Hemorragia interna sangue no interstício
Prova do Laço: diagnóstico de dengue
Vírus da dengue tem afinidade pelo tecido
hepático e elementos da coagulação são
produzidos no fígado.
Púrpura
Pontos hemorrágicos medindo 3-5 mm (até 1 cm).
Podem ser planas ou discretamente
elevadas, coalescentes(maior fusão dos pontos
hemorrágicos).
Púrpura de Henoch Schoinlein
Maior extravasamento de sangue que pode
elevar a pele mais que petéquias.
O processo de envelhecimento está
relacionado com menor produção de colágeno
causando problemas estruturais nos vasos.
Além de medicamentos que favorecem
hemorragias.
Causa principal: vasculite com necrose
fibrinóide.
Equimose
Hemorragias planas ou discretamente
elevadas com mais de 1 cm de extensão, que podem
apresentar aspecto de sufusão(sangramento suave em
mucosas), sendo frequentemente na superfície/pele.
Essa hemorragia ocorrendo para o interstício.
Hematoma
É o acúmulo de sangue intersticial ou em cavidades
pré-formadas levando a um aumento de
volume ("tumor").
Aumento de volume pode causar efeito de massa e
comprimir estruturas virais levando a perda de
consciência do paciente. Apresentando uma clínica
parecida com AVC.
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Hemorragia Antiga x Hemorragia
Recente
Hemorragia com macrófago com hemossiderina Hemorragia
antiga
O macrófago é a principal célula participante na
resolução da hemorragia, sendo que quando
fagocita a hemoglobina, levando ao surgimento do
pigmento envolvido é a hemossiderina.
Recente reconhece hemácias
Antiga reconhece presença de macrófagos
fagocitam hemossiderina
Aplicacao Clinica
Carlos, 56 anos, possui antecedentes de hipertensão
arterial sistêmica, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2.
Deu entrada no pronto-socorro com queixa de dor
precordial de forte intensidade e de início súbito, com
irradiação para o membro superior esquerdo e
mandíbula, associada à sudorese fria, náuseas e
tontura.
Ao exame físico apresentava-se em regular estado
geral, ansioso, sudorese fria, boa perfusão periférica,
PA: 140/90mmHg, FC: 46bpm, FR: 20 irpm. À
ausculta pulmonar apresentava estertores finos em
ambas as bases. Ausculta cardíaca sem alterações.
Após o diagnóstico do eletrocardiograma
(supradesnivelamento de segmento ST em derivação
correspondente à parede anterior [ artéria coronária
descendente anterior) – infarto transmural ], foram
coletados
marcadores cardíacos (dosagens obtidas: mioglobina:
2,5 μg/mL (ref. até 0,15μg/mL) e CK-MB: 15 ng/L (ref.
até 5,0 ng/L)). Foi encaminhado para a sala de
hemodinâmica para ser clinicamente estabilizado e
aguarda cateterismo.
Descreva os processos patológicos básico e
específico, que se associam com a condição
apresentada pelo paciente.
Lesão celular irreversível; necrose coagulativa.
Discuta a fisiologia da elevação sérica de marcadores
cardíacos.
A placa de aterosclerose vai interromper o fluxo
sanguíneo, levando à isquemia. A interrupção do fluxo
impede a distribuição de nutrientes e oxigênio, levando
à depleção dos depósitos de ATP e ao desequilíbrio da
membrana e, com a ruptura da membrana há o
extravasamento do conteúdo celular para o sangue,
sendo identificados como marcadores. O padrão de
necrose é a coagulativa. O marcador pode ser
inespecífico, como a mioglobina e, específico, como a
troponina.
Necrose de padrão coagulativa.
Neuropatia diabética ausência de dor/perda de
sensibilidade a dor paciente diabético
Sudorese fria é característica/sinal e sintoma de
IAM
Infarto
Área de necrose isquêmica decorrente da obstrução do
suprimento arterial ou venoso de um tecido.
Fatores que Influenciam
Tipo de suprimento vascular do órgão afetado
▪ Dupla circulação: Pulmões, intestino, fígado
▪ Circulação terminal: Rins, coração e baço
Taxa de oclusão do vaso
▪ Formação local de um trombo ou mobilização
de um trombo a distância
▪ Aterosclerose: Não costuma ser oclusiva porém
os cardiomiócitos morrem por necrose mesmo
assim porque não tem seu suprimento metabólico
atendido
Vulnerabilidade do tecido à isquemia
▪ Tecidos que possuem alta taxa metabólica
sofrem necrose mesmo com obstrução parcial.
Hipoxemia
▪ Pacientes com DPOC ou anemias tendem a
estar em quadros hipoxêmicos
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Etilogia:
Trombose arterial
Embolia(líquida, spolida-
tromboêmbolo,neoplasia, sépticos ou gasosas)
Vasoespasmo
Compressão vascular extrínseca
Torção de pedículo vascular
Ruptura vascular
Encarceramento de hérnias
Trombose venosa (menos comum - congestão).
Fatores que Influenciam
Tipo de Suprimento para os Órgãos
Terminal: uma única via arterial de chegada e
uma única via venosa de saída.
o Exemplos: rim; cérebro; baço; coração;
Dupla circulaçãoou rica rede de anastomoses:
o Exemplo: pulmão; intestino; fígado
Taxa de oclusão de um vaso
Quanto maior o grau de obstrução, maior a
chance de infarto.
Vulnerabilidade do tecido à isquemia
Quanto o tecido em questão é metabolicamente
ativo ou dependente.
Entre músculo cardíaco e músculo esquelético, o
músculo cardíaco tem maior chance de morrer
por necrose devido sua alta taxa de metabólica,
dependendo de oxigênio e ATP o tempo todo.
Hipoxemia e anemia
São as mais frequentes.
Podem determinar a ocorrência a extensão
Morfologia do Infarto
Infarto Branco ou Anêmico
Coloração pálida, branco-amarelada. Ocorre em
órgãos sólidos com circulação terminal.
▪ Necrose coagulativa (Exceção do cérebro)
▪ Infarto com formato piramidal devido a sua
irrigação
▪ Área avermelhada em volta do infarto representa
inflamação
Infarto Vermelho ou Hemorrágico
Coloração avermelhada. Ocorre em órgãos com dupla
circulação ou com rica rede de anastomoses
vasculares. Também podem ocorrer em áreas de
obstrução vascular associada à congestão (torções) ou
em tecidos reperfundidos.
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Infarto Branco ou Anêmico
Encontra-se necrose liquefativa na isquemia do SNC
que decorre do padrão de resposta tecidual.
Macrófagos infiltram a área e produzem liquefação por
fagocitose do tecido necrótico.
Ao ocorrer um infarto no coração os medicamentos
servem para ocorrer a reperfusão. Assim, quando
ocorrer a reperfusão o infarto branco pode sempre
levar a transformação em infarto vermelho.
Esse processo nem sempre ocorre, pois as vezes
o tempo de infarto não levou a necrose do vaso
como um todo e não apenas os cardiomiócitos.
Pode ocorrer infarto piramidal no rim, configurado
como uma necrose coagulativa com um halo
avermelhado (eritematosa) em decorrência da
inflamação.
Infarto Vermelho ou Hemorrágico
Ocorre necrose hemorrágica.
Presença de halo avermelhado em decorrência da
inflamação, entretanto, não é visível devido a
hemorragia.
Exemplos: volvo intestinal (torção)
Coloração avermelhada
Ocorrem em órgãos com dupla circulação ou com
rica rede de anastomoses vasculares.
Podem ocorrer em áreas de obstrução vascular
associada à congestão (torções) ou em tecidos
reperfundidos,
Rápida reperfusão tecidual na área necrótica.
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Transformacao hemorragica do
infarto branco
Infarto anêmico → Infarto hemorrágico
Reperfundir a área infartada, por mecanismos
químicos (trombolíticos)
Consequencias do Infarto
Depende do órgão afetado e da extensão.
o Infartos graves e potencialmente fatais:
o coração, cérebro, intestino, pulmões.
o Infartos indolentes: baço.
Se não for fatal, a área infartada sofre reparo
tecidual por fibrose.
Consequências funcionais pós-infarto.
O infarto do miocárdio e cerebral a reprodução
clínica é potencialmente grave, independente do
tamanho do infarto.
O tecido necrótico é progressivamente substituído
por um tecido conjuntivo cicatricial, com a
deposição de fibrose. A área cicatrizada perde
suas funções.
Aplicacao Clinica
Carlos, 56 anos, possui antecedentes de hipertensão
arterial sistêmica, dislipidemia e diabetes mellitus tipo
2. Deu entrada no pronto-socorro com queixa de dor
precordial(dor sentida no pericórdio área localizada
sobre o coração) de forte intensidade e de início súbito,
com irradiação para o membro superior esquerdo e
mandíbula, associada à sudorese fria(sintoma e sinal
típico para diagnóstico de IAM), náuseas e tontura.
Ao exame físico apresentava-se em regular estado
geral, ansioso, sudorese fria, boa perfusão periférica,
PA: 140/90mmHg, FC: 46bpm, FR: 20 irpm. À ausculta
pulmonar apresentava estertores finos em ambas as
bases. Ausculta cardíaca sem alterações.
Após o diagnóstico do eletrocardiograma
[(supradesnivelamento de segmento ST em derivação
correspondente à parede anterior – artéria coronária
interventricular anterior (DA) ou descendente anteriror)]
,foram coletados marcadores cardíacos (dosagens
obtidas: mioglobina – primeira a ser notada
inespecífica: 2,5 μg/mL (ref. até 0,15 μg/mL) e CK-MB:
15 ng/L (ref. até 5,0 ng/L)).
Foi encaminhado para a sala de hemodinâmica para
ser clinicamente estabilizado e aguarda cateterismo.
1. Descreva os processos patológicos básico e
específico que se associam com a condição
apresentada pelo paciente.
Distúrbios circulatórios do tipo infarto
2. Discuta a fisiopatologia da elevação sérica de
marcadores cardíacos.
Com a obstrução só suprimento sanguíneo (isquemia)
→ necrose coagulativa → morte celular →
degradação das membranas celulas e de organelas →
extravasamento de enzimas e marcadores químicos
para o sangue → aumento dos níveis séricos
Presença de Infecção
Infarto Asséptico ausência de infecção
secundária.
Infarto Séptico presença de infecção
secundária(infarto embólico associados à
endocardite infecciosa).
Informação Extra
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Torção de vasos
Ao ocorrer a torção a circulação cessa e ocorre um
comprometimento, assim inicia- se um quadro de
necrose. Não ocorre uma obstrução verdadeira.
Ocorre principalmente nos testículos e deve - se
fazer cirurgia.
Não necessariamente ocorre hemorragia junto ao
infarto.
Protocolo para Infarto