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Gestão de Riscos_ Auditoria Interna

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GESTÃO DE RISCOS 
AUDITORIA INTERNA 
 
Este trabalho foi realizado no âmbito do Módulo Gestão de Riscos e pretende-
se com ele dar uma aplicação prática aos conhecimentos adquiridos na acção 
de formação concluída no presente Módulo. O documento elaborado pretende 
auxiliar no planeamento, preparação e realização de vistorias. Foram analisadas 
as condições de higiene e segurança no trabalho (HST) e segurança contra 
incêndio (SCIE). Este documento contém as orientações consideradas 
fundamentais na avaliação das condições regulamentares (SCIE e HST) exigíveis 
mas não pretende ser completamente exaustivo no que se refere às exigências 
técnicas com elas relacionadas, atendendo à grande amplitude e diversidade 
destas questões. 
2009 / 2010 
 
FERNANDO 
GONÇALO 
HÉLIO 
SANDRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Onde estão os Riscos? 
no Futuro ... que pode ser duvidoso e nos forçar a 
mudanças... 
nas Mudanças ... que podem ser inúmeras e nos 
forçam a decisões... 
nas Decisões ... que podem não ser as mais 
correctas...” 
Walter de Abreu Cybis (2003) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Embora este trabalho seja pela sua finalidade académica, um trabalho de grupo, há 
contributos de natureza diversa que não podem nem devem deixar de ser realçados. A 
conquista tem que ser dividida com todos os que contribuíram, de forma directa ou 
indirecta para a concretização e conclusão deste projecto. A todos gostaríamos de 
expressar os nossos sinceros agradecimentos: 
 
Ao Professor Ricardo Mendes, pela amizade e por tudo o que fez e ainda vai fazendo por 
nós. Por acreditar nas nossas capacidades, pelo incentivo e desafio na conquista de 
novos saberes. Acompanhou nesta especialização e sempre se mostrou disponível para 
nos apoiar; 
Ao Professor João Lopes, Professor António Conceição, Professora Cátia Menau, 
Professor Carlos Sá, Professor Hernâni Gonçalves, Professor Mateus Lima e outros que 
nos despertaram a atenção para a importância deste tema, obrigando a reflectir e a 
debruçar-me sobre o assunto. 
Ao Doutor Pedro Moreira e Doutor Rui Dias que deram sempre o seu melhor para dar 
resposta à gestão administrava e académica do curso; 
A todo o corpo discente que nos apoiaram e nos deram suporte logístico, de forma 
simpática e acolhedora. 
Aos nossos colegas, companheiros e amigos do curso, obrigada pela vossa força e 
sugestões. 
 
 
 
 
 
PREÂMBULO 
 
O presente trabalho foi desenvolvido como uma tentativa de simular uma auditoria interna, 
aplicando os conhecimentos adquiridos no presente curso de Técnico Superior de Higiene e 
Segurança no Trabalho e dar assim um contributo para a melhoria das condições de funcionamento 
da Ancorensis – Cooperativa de Ensino. 
Apresentam-se os principais problemas e desafios colocados ao novo paradigma de análise de 
desempenho de uma estrutura escolar no que concerne às condições de segurança, higiene e saúde 
no trabalho. Apenas se faz uma pequena demonstração do que pode vir a ser uma auditoria interna 
mais completa, muito importante quando se visa certificar uma escola ou simplesmente a 
implementação de um sistema de melhoria contínua. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A ciência e a engenharia partilham, entre outros, um atributo comum: a propensão para a previsão, 
no que respeita o comportamento da natureza (ciência) ou de obras ou produtos tecnológicos 
(engenharia). Não obstante as realizações da tecnologia e da engenharia nos surpreenderem pela 
precisão e arrojo e pelos efeitos na qualidade da vida humana, a Sociedade está ciente (e receosa) da 
importância das incertezas e dos riscos associados a tais realizações, nomeadamente dos respectivos 
insucessos e acidentes. 
Diversos factores justificam a crescente importância que o conceito “risco” tem na sociedade actual, 
o qual parece justificar a designação sociológica de “Sociedade de Risco” (U. Beck). Neste contexto, a 
engenharia civil, pela sua intervenção na alteração de condições naturais para finalidades ou 
utilizações humanas, sujeita-se a uma intensa exposição e escrutínio. Os riscos associados à 
engenharia civil podem resultar tanto de eventos considerados naturais (cheias, sismos, ventos...) 
como de causas estritamente tecnológicas e humanas decorrentes de erros de previsão ou de 
execução e, fundamentalmente, de incertezas e limitações epistemológicas ou aleatórias 
(comportamentos não previstos ou desejados, acidentes, avarias ou patologias, disrupções ou 
disfunções, impactes ambientais...). 
Atendendo à dimensão social da maioria das intervenções da engenharia civil, os aspectos da 
segurança são critérios muito relevantes e têm exigido uma redobrada atenção. Contudo, a 
multiplicidade de exigências e de responsabilidades exigidas pela Sociedade, a finitude do 
conhecimento e dos recursos e a constatação de que o risco residual não é, em geral, nulo levam a 
encarar o processo da respectiva gestão como um novo paradigma complementar ao paradigma 
normal da engenharia de projecto e construção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBJECTIVOS GERAIS 
 
Sensibilizar para a necessidade de conhecer e implementar procedimentos/competências que a 
Ancorensis – Cooperativa de Ensino promove com a realização de acções de formação na área de 
SHST. 
Demonstrar o não cumprimento da legislação, regulamentação, normas e regras técnicas em vigor 
relativas à segurança, higiene e saúde no trabalho por parte da Ancorensis – Cooperativa de Ensino. 
Propor a incrementação de condições de segurança, higiene e saúde no trabalho como factor 
decisivo na valorização pessoal e profissional dos recursos humanos da Ancorensis – Cooperativa de 
Ensino. 
Simular o desenvolvimento de um sistema de segurança, higiene e saúde para a Ancorensis – 
Cooperativa de Ensino, através da concretização de boas práticas e asim constitua uma referência na 
área da segurança e saúde no trabalho. 
Contribuir para o desenvolvimento da área de segurança e saúde no trabalho pelos agentes 
económicos e sociais do concelho. 
 
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS 
 
Conhecimento real e pormenorizado das condições de segurança do estabelecimento escolar; 
Proposta de correcção de algumas situações disfuncionais detectadas; 
Maximização das possibilidades de resposta de 1ª intervenção; 
Redimensionamento do plano de evacuação das instalações escolares; 
Proposta de um plano de actuação; 
Elaboração de uma avaliação de riscos de um local de trabalho; 
Estudo ergonómico de um posto de trabalho. 
 
 
 
 
 
ÂMBITO 
 
A estrutura metodológica interdisciplinar designada por gestão do risco foi sendo consolidada em 
diversas áreas da actividade humana ao longo da segunda metade do séc. XX. A Segurança, Higiene e 
Saúde no Trabalho (SHST) apresenta múltiplas áreas onde a gestão do risco é aplicável, 
nomeadamente no planeamento, projecto, construção e exploração de sistemas, como base de 
sustentação de decisões. 
Existem contudo, algumas dificuldades que ainda dificultam a aceitação e o desenvolvimento da 
gestão do risco na SHST, nomeadamente em Portugal, conforme é referido a seguir. Contudo, existe 
um largo potencial de aplicabilidade e prevê-se, que num futuro próximo, a situação seja diferente 
da actual. Poder-se-á mesmo dizer que a força da realidade contextual vai, progressivamente, 
alterando procedimentos ou metodologias e, de uma forma informal, a gestão do risco vai sendo 
introduzida nas práticas da SHST. 
Sabendo que as organizações estão cada vez mais preocupadas em alcançar e evidenciar um sólido 
desempenho em matéria de SHST através do controlo dos respectivos riscos, consistente com uma 
política e objectivos da SHST. As organizações fazem-no num contexto de exigências legais cada vez 
mais restritivas, de desenvolvimento de políticas económicas e de outras medidas indutoras
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