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Correlacao Anatomia – Raio X - Ultrassom Sistema Digestório Figado 1, Lobo lateral esquerdo; 2, lobo medial esquerdo; 3, lobo quadrado; 4, vesícula biliar; 5, veia cava caudal, parte intratorácica; 6, lobo medial direito; 7, lobo lateral direito; 8, processo caudado do lobo caudado; 9, impressão renal no processo caudado; 10, ducto biliar; 11, processo papilar do lobo caudado; 12, veia porta (no espécime fixado); 13, impressão esofágica; • A face cranial se conforma à curvatura do diafragma com a qual mantém extenso contato, e o estômago, rim direito e porção cranial do duodeno, que definem sua extensão caudal • A face visceral, embora côncava, é irregular devido às diversas impressões viscerais. A maior das impressões é formada pelo corpo do estômago à esquerda do plano mediano; a parte pilórica e o duodeno produzem uma impressão mais estreita à direita. Outra impressão proeminente, que envolve o lobo lateral direito e o processo caudado, é feita pelo rim direito. Outros órgãos que podem tocar o fígado, principalmente quando o estômago está vazio, não deixam marcas, exceto o pâncreas, que se fixa próximo à porta. Localizado no aspecto cranial do abdômen É quase inteiramente intratorácico, ocupando uma posição central e somente um pouco desviado para o lado direito Figado Lateral Radiografias Ultrassonografias FÍGADO VESÍCULA BILIAR DIAFRAGMA FÍGADO RIM DIREITO Figado Ventral VESÍCULA BILIAR DIAFRAGMA FÍGADO Radiografia Ultrassonografia Vesicula Biliar Ventral Lateral Se afunda profundamente entre os lobos do fígado, imediatamente à direita do plano mediano na porção cranioventral do fígado. De modo geral, faz contato com o diafragma e sempre surge na face visceral, embora seja muito curta para atingir a margem ventral Pancreas O corpo do pâncreas localiza-se entre o piloro e o duodeno descendente proximal. O ramo direito do pâncreas estende-se caudalmente a partir do corpo e está situado na face dorsal e medial do duodeno descendente, lateral ao cólon ascendente, medial ao rim direito e lateral à veia porta. É dorsalmente relacionado à face visceral do fígado e, atrás dele, à face ventral do rim. O ramo esquerdo do pâncreas localiza-se entre a curvatura maior do estômago e cólon transverso e se estende desde o corpo pancreático em direção ao rim esquerdo no aspecto medial do baço. ESTÔMAGO LOBO ESQUERDO DO PÂNCREAS DUODENO DESCENDENTE CÓLON TRANSVERSO RIM DIREITO Pancreas RAMO ESQUERDO RAMO DIREITO Estomago • Está localizado caudal ao fígado e, quando vazio, está normalmente localizado cranial ao último par de costelas ou discretamente caudal ao arco costal à esquerda da linha média; No estado preenchido a posição do aspecto caudal é muito variável • Cárdia: área na junção esofagogástrica imediatamente caudal ao diafragma • Fundo: saculação em formato de domo do aspecto dorsal esquerdo do estômago, pode estar em contato direto com o diafragma O fundo se projeta dorsalmente à esquerda do cárdia, contra o fígado. • Corpo: aspecto médio do estômago, estende-se do fundo até o piloro • Piloro: antro pilórico constitui os dois terços proximais e possui parede fina e o canal pilórico é o terço mais distal, mais muscular e contém esfíncter duplo • A curvatura menor do estômago é presa à porta do fígado pelo omento menor. A curvatura maior está voltada principalmente para a esquerda, em direção ao baço e ventral, onde geralmente repousa na margem ventral do fígado e no ligamento falciforme Estomago Ventral A, Projeção ventrodorsal de um cão. O eixo gástrico deste cão está aproximadamente perpendicular à coluna. B, Projeção ventrodorsal de um gato. O estômago está em ângulo agudo com o piloro localizado mais próximo à linha média do que no cão; esta é uma diferença consistente entre as espécies. O eixo gástrico está discretamente angulado cranialmente e quase perpendicular à coluna. Estomago Lateral Ultrassonografia longitudinal do estômago em um cão (A) e de um gato (B).. B, O estômago está vazio e contraído, com uma aparência de roda de carruagem. A aparência estratificada normal do estômago pode ser observada. A seta preta identifica a superfície serosa brilhante. Caudal está à direita e ventral está em cima. Variação normal na distribuição de líquido e gás no estômago em função de decúbito lateral esquerdo ou direito. A, Projeção lateral esquerda. O gás sobe até a porção pilórica (setas pretas). Neste cão, há também certa quantidade de gás aprisionada no fundo. O líquido acomoda-se de forma dependente no corpo, que é de difícil visualização. B, Projeção lateral direita. O gás sobe até preencher o fundo e o corpo (setas pretas). O líquido acomoda-se de forma dependente na porção pilórica, que aparece como uma massa de tecidos moles (setas brancas). A, O estômago está distendido parcialmente por gás e líquido. Gás no lúmen aparece como um eco brilhante contra a superfície mucosa, produzindo artefato de reverberação que impede a visualização de uma porção distal da parede (região da seta branca). O líquido dentro da metade caudal do estômago fornece uma janela para identificação da parede mais distante. As cinco camadas normais da parede gástrica podem ser identificadas, assim como várias pregas. A seta preta identifica a camada serosa brilhante. Intestino Delgado • A curta parte cranial do duodeno passa dorsalmente e à direita, contra a face visceral do fígado, em sentido quase oposto ao nono espaço intercostal. Continua caudalmente além da porta como duodeno descendente, que segue pela parede abdominal direita. Em sua passagem, está relacionado dorsalmente ao lobo direito do pâncreas, ventralmente à massa jejunal e medialmente ao cólon ascendente e ao ceco • O duodeno ascendente que começa na flexura caudal, é mais aderido do que o segmento anterior e se dirige para frente, próximo à linha média, entre o cólon descendente à esquerda e a raiz do mesentério. O duodeno se vira em direção ventral no limite cranial da raiz e é continuado pelo jejuno. Outras relações desta parte são a margem medial do rim esquerdo, dorsalmente, e a massa jejunal, ventralmente Duodeno DUODENO DESCENDENTE DUODENO ASCENDENTE DUODENO DESCENDENTE Intestino Delgado Jejuno e Íleo • O jejuno e o curto íleo formam uma massa que ocupa a parte ventral do abdome entre o estômago e a bexiga. As alças do jejuno são muito móveis. O jejuno deve estar distribuído uniformemente por toda cavidade peritoneal, tomando espaço não ocupado por órgãos distensíveis (estômago ou bexiga), órgãos sólidos (fígado, baço ou rins) ou gordura. O íleo cruza da esquerda para direita da região mesogástrica abdominal até terminar na junção ileocólica. • As alças, principalmente sagitais da parte proximal, repousam bastante craniais às alças mais transversas da parte distal • O mesentério suspenso é relativamente longo e impõe pouca resistência, permitindo que o intestino deslize com liberdade sobre o assoalho em resposta a movimentos respiratórios e de outros tipos. • Pequenas áreas de nódulos linfáticos agregados, de tamanhos variáveis, são encontradas por todo o intestino delgado; as maiores estão no íleo Intestino Delgado Imagens ultrassonográficas de um jejuno canino normal. O eixo longitudinal está demonstrado à esquerda e o transversal à direita. Um padrão de ecogenicidade tecidual alternante com quatro camadas pode ser identificado. A camada mucosa está indicada por setas. A linha hiperecogênica central representa o lúmen vazio. Três pequenas alças intestinais com diferentes conteúdos. A secção oval está vazia e colapsada, a secção longitudinal contém uma pequena quantidade de líquido mucoso e a secção mais distante à direita da imagem contém gás. O artefato de gás semelhante a um anel interfere com a avaliação da parede distal deste segmento Margens serosas do intestino delgado são facilmente visualizadas neste cão com muita gordura intraperitoneal.As extremidades dos segmentos intestinais aparecem como anéis se o lúmen contiver ar ou como nódulos arredondados se o lúmen estiver colapsado ou contiver líquido. Secções longitudinais são retas ou curvas com estreitamento intermitente causado pelo peristaltismo. Imagem ultrassonográfica das alças intestinais de um cão em planos longitudinal e transversal. Nota-se a estratificação mural do TGI representada por camadas hipoecogênicas: mucosa (seta branca) e muscular (seta vermelha) e hiperecogênicas: submucosa (seta azul) e serosa (seta amarela). Imagem ultrassonográfica de abdômen de um cão. Nota-se alça intestinal intensamente dila- tada por conteúdo alimentar ecogênico (setas brancas), secundária a um processo obstrutivo causado por corpo estranho (rolha) formador de forte sombra acústica posterior (asterisco). No canto superior direito. é possível observar uma alça intestinal normal com lúmen vazio (seta amarela). Intestino Delgado Intestino Grosso Ceco • O ceco é curto, embora tenha comprimento variável e seja retorcido. É unido ao íleo por uma prega curta (ileocecal) e é orientado em sentido craniocaudal, embora seu fundo cego arredondado possa apontar para qualquer direção. O ceco se comunica com o cólon ascendente pelo orifício cecocólico adjacente ao orifício ileal. O ceco está relacionado ao rim direito dorsalmente, ao duodeno descendente, ao pâncreas lateralmente e ao jejuno ventralmente. Repousa abaixo da segunda articulação lombar e, assim, é bem alinhado à parte mais caudal do arco costal. • O ceco canino junta-se ao cólon pela junção cecocólica, a qual é separada da junção ileocólica. O ceco felino é um divertículo curto do cólon ascendente, semelhante a um cone, sem junção cecocólica distinta e sem compartimentalização. CECO CECO Intestino Grosso Cólon • O cólon é um pouco mais largo do que o intestino delgado e possui uma parede mais delgada. É facilmente reconhecido por seu trajeto cranial até a raiz do mesentério e sua descida quase reta à esquerda, em direção à pelve, que entra dorsal à bexiga (e ao útero) • A curta parte ascendente repousa à direita, entre o duodeno descendente e a raiz do mesentério, e geralmente entra em contato com a parte pilórica do estômago. O cólon ascendente está situado adjacente ao duodeno descendente, lobo direito do pâncreas, rim direito, mesentério e intestino delgado. • O cólon transverso segue da direita para a esquerda, cranial à raiz do mesentério e ventral ao lobo esquerdo do pâncreas O cólon transverso está situado adjacente à curvatura maior do estômago, lobo esquerdo do pâncreas, fígado, intestino delgado e raiz do mesentério. • O cólon descendente é, de longe, o segmento mais longo. Passa caudalmente, à esquerda da raiz mesentérica, até chegar à cavidade pélvica, onde continua como o reto. É dorsalmente relacionado ao rim esquerdo e aos músculos sublombares e ventralmente à massa jejunal e pode repousar contra a parede abdominal esquerda TRANSVERSO ASCENDENTE DESCENDENTE ASCENDENTE TRANSVERSO DESCENDENTE CECO Intestino Grosso Radiografias simples lateral (A) e ventrodorsal (B) de um abdome canino normal. O intestino grosso é dividido em ceco (1), cólon ascendente (2), cólon transverso (3), cólon descendente (4), flexura cólica direita (5), flexura cólica esquerda (6), reto (7) e canal anal. Note a mistura de gás e fezes no ceco, cólon e reto. Imagem ultrassonográfica transversal do cólon descendente normal de um cão. Mesmo que a parede seja mais fina (2 mm) do que no intestino delgado, cinco camadas de parede com ecogenicidades alternantes podem ainda ser distinguidas. O conteúdo colônico aparece como uma superfície curva hiperecogênica e heterogênea com sombreamento distal que impede a avaliação da parede do cólon no campo mais distante. Ultrassonografia de uma junção ileocólica normal em um gato com o íleo (I) e linfonodo cólico direito (L) em um plano longitudinal e o cólon ascendente (C) em um plano transversal. Note a camada muscular ileal hipoecogênica visível (asterisco) comumente observada em gatos. • THRALL, Donald. Diagnóstico de Radiologia Veterinária. 7 ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019. • SINGH, Baljit. Tratado de Anatomia Veterinária. 5 ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019. • DONE, Stanley. Atlas Colorido de Anatomia Veterinária do Cão e Gato. 2 ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2010. • Conselho Regional de Medicina do Estado de Miinas Gerais (CRMV-MG). Cadernos Técinos de Veterinária e Zootecnia: Ultrassonografia Básica em Cães e Gatos. N. 100 – Belo Horizonte: FEP MVZ Editora, ago. 2021. Referencias