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RESUMO ENDODONTIA
Anatomia Interna
· A cavidade pulpar: formada pela câmara pulpar e canal radicular. 
· Morfologia da cavidade acompanha a estrutura externa do dente
· Pode modificar-se em função de agressões mecânicas, térmicas, químicas ou microbianas.
Estruturas Dentárias
· Coroa, raiz, esmalte, dentina, câmara pulpar, cemento, canal radicular e ápice.
 
Cavidade Pulpar
· Canal radicular
· Tem início no término da câmara pulpar em dentes com apenas um canal, na altura do colo anatômico do dente. 
· Dentes com mais de um canal, os canais radiculares se iniciam no assoalho da câmara pulpar. 
· Composição da câmara pulpar: assoalho, teto e paredes axiais (mesial, vestibular, distal e palatina ou lingual). 
· Dependendo do número de canais que o dente contém, o número de faces que compõem a câmara pulpar pode se alterar. 
· Na câmara pulpar de dentes com apenas um canal, encontramos 5 paredes: mesial, distal, vestibular, lingual ou palatina e incisal ou oclusal, correspondendo ao teto da câmara pulpar.
· Em dentes com mais de um canal, encontramos 6 paredes: mesial, distal, vestibular, lingual ou palatina e incisal ou oclusal e o assoalho da câmara pulpar.
 Sistema de Canais Radiculares (SCR)
O sistema de canais radiculares é formado por um emaranhado de canais: Canal principal, cavo inter-radicular, recorrente, lateral ou adventício, reticular, colateral ou bifurcado, interconduto, secundário, acessório e delta apical.
· Delta Apical
· O canal radicular não é único, divide-se em:canal dentinário e canal cementário que se nem pelos vértices, configurando a junção cemento-dentina-canal (CDC).
· Formato de cones truncados, com o canal dentinário representando quase todo o conduto radicular e o canal cementário constituindo aproximadamente cerca de 1 milímetro de distância do forame apical.
· Forame apical situa-se quase sempre num dos lados da raiz e muito raramente em seu vértice, mesmo em raízes retilíneas, apresentando o forame localizado perapicalmente. 
Fatores que alteram as cavidades pulpares:
· O volume da cavidade pulpar: Varia em função da deposição fisiológica ou reparadora dentinária (do dente jovem até o idoso), alterando volume da cavidade pulpar com o evoluir da idade pela deposição de dentina fisiológica. 
· Cárie, abrasão e envolvimento patológico periodontal também alteram o volume da câmara pulpar.
	Dente
	N de Raízes
	N de Canais
	Nome dos Canais
	Incisivos
	Única
	1
	Único
	Caninos
	Única
	1
	Único
	Primeiro Pré-molar Superior
	Duas: V/P
	2
	(V) Canal vestibular, (P) Canal palatino
	Segundo Pré-molar Superior
	Única
	1
	Único
	Primeiro molar Superior
	Três: MV/DV/P
	4
	(MV) Canal mésio-vestibular e (MP) canal mésio-palatino ou (MV2) mésio-vestibular 2, (DV) Canal disto-vestibular e (P) Canal palatino
	Segundo molar Superior
	Três: MV/DV/P
	3
	(MV) Canal mésio-vestibular, (DV) Canal disto-vestibular e (P) Canal palatino
	Primeiro pré-molar inferior
	Única
	1
	Único
	Segundo pré-molar inferior
	Única
	1
	Único
	Primeiro molar inferior
	Duas: M/D
	4
	MV) Canal mésio-vestibular, (ML) Canal mésio-lingual, (DV) Canal disto-vestibular e (DL) Canal disto-lingual
	Segundo molar inferior
	Duas: M/D
	3
	(MV) Canal mésio-vestibular, (ML) Canal mésio-lingual e (DV) Canal distal
CIRURGIA DE ACESSO
· Princípios Básicos
· A cavidade pulpar: Composta por câmara pulpar e canal radicular.
Necessário primeiramente atingir a câmara pulpar. A esta manobra damos o nome de Cirurgia de Acesso.
Devido às características de cada grupo dental, a manobra de cirurgia de acesso tem particularidades específicas para cada um destes grupos e serão discutidas a seguir.
Objetivos da Cirurgia de Acesso: 
· Acessar os canais de forma livre e direta: Sem interferência de paredes.
· Remover todo teto da câmara pulpar: Permitir visualização adequada e impedir que restos pulpares (necróticos ou material obturador do canal radicular) se alojem entre as paredes axiais e o teto da câmara pulpar (pode causar escurecimento da coroa dental)
· Visualizar os canais sem danificar a entrada destes: Bem como o assoalho da câmara pulpar. Quando preservado o assoalho e a entrada dos canais, a entrada de instrumentos será facilitada, deslizando em direção ao canal.
· Dar expulsividade à parede mesial de posteriores: Facilitar acesso de instrumentos nos canais mesiais, além de favorecer a iluminação e visualização destes.
Antes da abertura coronária deve-se realizar exame radiográfico. 
Conhecimento da anatomia interna + radiografia: Permitirá considerações a respeito do volume da cavidade pulpar, alterações em sua forma que possam estar presentes e, na maioria das vezes, identificar o número de canais e forma.
 ACESSO À CÂMARA PULPAR
Também conhecido por trepanação da câmara pulpar. Constitui-se:
1- Ponto de Eleição: Local escolhido para iniciar cirurgia de acesso. 
· Nos incisivos e caninos: face lingual ou palatina.
· Pré-molares e molares: face oclusal.
2- Pré-Cavidade: Confecção da cavidade inicial. Terá forma específica para cada dente. Será o início da forma de contorno, que será determinada ao término do acesso à câmara pulpar.
3- Direção de Trepanação: Uma vez no ponto de eleição, a broca segue a forma da pré cavidade e se aprofunda em uma direção determinada, visando atingir a parte mais volumosa da câmara pulpar. Esta será a direção de trepanação.
· Brocas específicas em alta rotação, de acordo com a fase do acesso e tamanho da coroa dental.
· Brocas esféricas diamantadas de haste longa: Diâmetro varia pela amplitude da câmara pulpar (dentes com câmara pulpar ampla = brocas com diâmetro maior)
· O diâmetro das brocas também varia em função da dimensão da coroa dental (EX: incisivos centrais inferiores usa brocas de diâmetro menor que nos incisivos centrais superiores)
4- Forma de Contorno: Dada pela remoção do teto da câmara pulpar, varia de acordo com a anatomia interna de cada dente. Representada por uma forma geométrica pré-determinada para cada grupo dental.
5- Forma de Conveniência: Adaptação da forma de contorno às características particulares de cada dente. 
· Alisamento das paredes axiais, remoção de projeções de dentina na entrada dos canais radiculares, desgaste de determinadas paredes. Será a forma final da cavidade de acesso.
RADIOGRAFIAS 
Apresentar o máximo de detalhes, com o mínimo de distorção e um grau médio de contraste e densidade para interpretação da imagem radiográfica. 
A técnica radiográfica intrabucal utilizada na endodontia é a periapical: Utilizando técnica da bissetriz ou a técnica do paralelismo.
Bissetriz
Conceito: Feixe central de radiação deve incidir perpendicular à bissetriz formada entre o plano dental e o plano do filme. 
· Feixe direcionado para o centro do dente: bissetriz cêntrica.
· Feixe direcionado para o terço apical do dente: bissetriz excêntrica. 
Esta técnica pode apresentar maiores distorções de imagem. 
Execução: Paciente posicionado na cadeira
· Para os dentes da arcada superior à linha do plano de Camper, deve estar paralela ao chão.
· Para os dentes da arcada inferior à linha trago-comissura labial deverá ficar paralela ao chão.
Com filme em posição, paciente segura com o polegar, para dentes da arcada superior, enquanto que para dentes da arcada inferior, o paciente deverá segurar com o dedo indicador.
Paralelismo:
Feixe central de radiação incide perpendicularmente ao filme e ao dente, que devido ao uso do posicionador radiográfico ficam paralelos entre si.
- Menor distorção e maior possibilidade de mensuração de medidas.
Execução: Usar os posicionadores radiográficos, (convencionais ou para endodontia) específicos para a região que será realizada a radiografia. Filme fixado na base com a parte sensível voltada para o dente. Posicionador levado a região de interesse e o paciente irá ocluir no dispositivo de mordida.
Método de Clark
Quando temos há raízes ou dois canais que se sobrepõem no sentido vestíbulo-palatino, ou lingual, utilizamos esta técnica para dissociá-los. 
Baseia-se no princípio da paralaxe, que preconizavariação na angulação horizontal de 20º, para mesial ou distal, denominadas mesiorradial e distorradial, respectivamente.
· Paralaxe: deslocamento de um objeto quando modificado o ponto de observação. O objeto mais distante acompanha movimento executado.
Padronização da variação na angulação horizontal na endodontia: Mesiorradial para os pré molares superiores, incisivos inferiores e molares inferiores. 
Os molares superiores, quando apresentam o quarto canal na raiz mésio-vestibular, são exceção a essa regra, pois neste caso devemos usar a radiografia distorradial.
Sequência radiográfica no tratamento endodôntico 
1- Radiografia inicial ou de diagnóstico: Técnica do Paralelismo
2- Radiografias transoperatórias (com isolamento absoluto): Técnica da Bissetriz ou do Paralelismo (Posicionador para Endodontia)
3- Radiografia Final: Técnica do Paralelismo 
QUESTÕES
· A cirurgia de acesso compreende, entre outros fatores:
R- O acesso e a visualização do canal radicular por meio da remoção do teto e produzir uma expulsividade nas paredes da câmara pulpar.
· O processamento radiográfico é de suma importância para a manutenção da imagem obtida. Quanto a esta etapa, assinale a alternativa correta:
R- O tempo no revelador pode variar de acordo com a temperatura do líquido
INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS MANUAIS
Estandardização (ISO 3630-1 specification): 
1- Instrumentos endodônticos manuais do tipo Kerr ou K são fabricados a partir de um fio aço inoxidável, desgastado no seu longo eixo, o que resulta em uma secção quadrangular ou triangular dessa haste. 
2- Fio torcido no sentido anti-horário, resultando em espiras, responsáveis pela capacidade de corte do instrumento, e uma ponta aguda em formato piramidal (guia de penetração). 
Dependendo do número de voltas que se imprime ao fio e do formato de sua seção transversal, obtém-se instrumentos com características diferentes.
Os instrumentos endodônticos são constituídos por: 
· guia de penetração (ou ponta do instrumento)
· parte ativa, 
· haste (ou intermediário) 
· cabo. 
LIMAS
Tipo K
· Função: Quase tudo
· Secção transversal: Quadrangular 
· Confeccionadas a partir de uma haste torcida de aço inoxidável. 
· TORÇÃO: dando origem a 18 espiras aproximadamente, por meio de quatro arestas ou ângulos de 90° de corte, sendo o ângulo formado pela aresta de corte com o longo eixo do instrumento aproximadamente 45°.
Séries:
· Série Especial:
· 06: Rosa
· 08: Cinza
· 10: Roxa
· 1 SÉRIE - 015 a 040 ( de 5 em 5 )
· 15: Branca
· 20: Amarela
· 25: Vermelha
· 30: Azul
· 35: Verde
· 40: Preta
· 2 SÉRIE:
· 45: Branca
· 50: Amarela
· 55: Vermelha
· 60: Azul
· 70: Verde
· 80: Preta
· 3 SÉRIE - 090 a 140 ( de 10 em 10 )
· 90: Branca
· 100: Amarela
· 110: Vermelha
· 120: Azul
· 130: Verde
· 140: Preta
Tipo K flexível
· Função: Canais curvos
· Secção transversal: Triangular
· Confeccionadas a partir de uma haste torcida de aço inoxidável, 
· TORÇÃO: Dando origem a 20 espiras aproximadamente, sendo o ângulo formado pela aresta de corte com o longo eixo do instrumento aproximadamente 45°
Tipo Hedstroen (H)
· Função: Corte (alisamento de paredes e remoção de resíduos)
· Secção transversal: Circular ou vírgula
· Confeccionadas a partir de usinagem de aço inoxidável, 
· Haste de secção transversal circular torneadas em forma de vírgula, dando características espiral à parte ativa, sob forma de pequenos cones superpostos e ligeiramente inclinados, de maneira que as partes cortantes destes tipos de lima fiquem nas bases dos cones. Bases são voltadas para o cabo e formam um ângulo de 60 graus com o longo eixo do instrumento.
· Diâmetros e Comprimentos
Haste intermediária: tamanho das limas em si, ex: 21mm, 25mm, 31mm etc.
Parte ativa: comprimento fixo sempre de 16mm.
- A ponta da parte ativa chama-se D0;
- E o último diâmetro da parte ativa chama-se D16.
O diâmetro da lima está escrito no cabo colorido, e o desenho da secção também encontra-se no cabo.
Obs: na lima k-flex o desenho da secção encontra-se num ◾pintado, enquanto a tipo K, num 🔲 "vazado".
· Parte Ativa: 
D0= valor do diametro ÷ 100
Ou seja: Numa lima com diametro 20, o resultado do D0 será 0,20.
· Conicidade: O quanto o instrumento vai aumentar em diâmetro, na medida em que aproxima-se do cabo/ haste intermediária.
· Conicidade fixa de 0,2 mm ( cortantes manuais convencionais).
ODONTOMETRIA E ESVAZIAMENTO
· PULPECTOMIA
1- Mensurar o CAD
2- Lima K de fino calibre, descolar a polpa até o CI= CAD - 5
3- Radiografia para mensurar o X, com Lima K (justa) no CI
4- Lima K de fino calibre, descolar a polpa até o CT calculado
5- Radiografia com Lima K (justa) para confirmar o CT
6- Confirmado o CT, fazer o corte com uma lima H
· PENETRAÇÃO DESINFETANTE
1- Mensurar o CAD
2- Lima K de fino calibre, agitando a SQA, de 2 em 2 mm, até o CI= CAD - 5
3- Radiografia para mensurar o X, com Lima K (justa) no CI
4- Lima K de fino calibre, agitando a SQA, de 2 em 2 mm, até o CT calculado.
5- Radiografia com Lima K (justa) para confirmar o CT
ESTUDO DIRIGIDO
1- Explique a importância da junção CDC Odontometria
A junção CDC vai servir como ponto de delimitação pra atuação do endodontista qual deve ser restrita ao canal dentinário. Auxiliando na determinação do comprimento de trabalho. 
 2- Descreva a técnica Odontométrica preconizada pela disciplina de Endodontia da Universidade Nove de Julho? (Obs: Definir todas as siglas
Técnica de Ingle modificada: iremos utilizar radiografias e alguns cálculos que serão empregados visando minimizar a chance de erros causados por possíveis distorções nas radiografias.
· Inicia-se realizando radiografia de diagnóstico
· através da qual determinarmos o comprimento aparente do dente (CAD) que é a primeira medida odontométrica.
· Deve-se subtrair 5mm do CAD para se obter o comprimento inicial (CI)
· Feito isto. Mede-se da ponta do instrumento até o vértice radiográfico, determinando o X.
· Soma-se portanto o valor de X ao CI, obtendo o comprimento do dente CD.
· Do valor encontrado em CD, subtrai-se 1mm, obtendo o comprimento de trabalho CT.
3- Qual a importância da etapa técnica de Esvaziamento durante o tratamento endodôntico? Em quais situações clínicas iremos nos deparar com esta manobra? 
 
· Se faz necessário agora esvaziar esse conteúdo para darmos continuidade à terapia endodôntica.
O ato de esvaziar envolve remover/retirar algo, deixando este local vazio. Transpondo isso para a Endodontia, podemos estar diante de três situações de tratamento, com suas respectivas manobras de esvaziamento:
	TRATAMENTO ENDODÔNTICO
	ESVAZIAMENTO
	Situações na qual existe a necessidade de remoção de um tecido pulpar vivo.
	Pulpectomia
	Situações na qual essa polpa se apresenta mortificada.
	Penetração desinfetante
	Situações de insucessos endodônticos - retratamentos.
	Desobturação
4- Defina pulpotomia/pulpectomia. Cite três situações clínicas que poderão necessitar desta manobra. 
 A pulpectomia é uma manobra cirúrgica e radical que envolve a extirpação do tecido pulpar vital hígido ou inflamado, com o objetivo de permitir a manutenção do dente na cavidade bucal e a preservação do coto pulpo-periodontal que contribuirá para o processo de reparação biológica.
As indicações clínicas da pulpectomia podem envolver situações como:
a) exposição pulpar: durante a remoção de tecido cariado, execução de preparos cavitários ou exposições por traumas;
b) situações onde o tecido pulpar está inflamado de forma irreversível, por exemplo, dentes com cáries profundas ou dentes portadores de patologia pulpar que não permitem que o tecido pulpar retorne à sua função normal;
c) dentes com comprometimento periodontal com envolvimento posterior do endodonto;
d) dentes hígidos com indicação protética de retentor intra-radicular, necessitam de tratamento endodôntico. 
5- Em casos de urgências como devemos proceder? 
· Os casos considerados de urgência, são casos nos quais os pacientes sentem fortes dores. 
A conduta adequada adequada nesses casos envolve. 
Pupotomia: Corte da polpacoronária
Pupectomia alta: esvaziamento até o CI
Pupectomia total: esvaziamento até o CT
6- Descreva o esvaziamento em canais retos. 
· Manobra de pulpectomia realizando o corte da polpa radicular, com movimentos de pressão e tração oclusal/incisal, agora até o CT, desde que o canal a ser esvaziado seja amplo e reto.
7- Descreva o esvaziamento em canais curvos, atresiados e achatados. 
Em canais curvos ou atrésicos, será utilizada lima do tipo K Flex e a polpa será removida por esmagamento contra as paredes dentinárias.
 8- Materiais utilizados para este tipo de esvaziamento. 
· Materiais de Isolamento relativo e absoluto (o mais adequado pro caso)
· Embrocamento do campo operatório
· Lima K flex
9- Quais substâncias químicas são utilizadas neste procedimento. 
Anestésico e sal adequado e hipoclorito de sódio 1%
10- Descreva os procedimentos minuciosamente desde o diagnóstico até o esvaziamento de um dente 24 polpa viva. 
· Realiza-se o diagnóstico clínico para definição do plano de tratamento. 
· Constatando-se a necessidade de pupectomia:
· Anestesiar o paciente com a técnica e o sal anestésico mais adequados para o caso.
· Realizar isolamento relativo e absoluto.
· Realizar embrocamento do campo operatório.
· Realizar cirurgia de acesso 
· Iniciaremos o esvaziamento da polpa viva (pulpectomia), sempre irrigando/aspirando com hipoclorito de sódio 1%. 
· Após a CA, a remoção da polpa coronária (pulpotomia) deve ser realizada com curetas afiadas, facilitando assim o acesso e a visualização da polpa radicular. 
· Realizar preparo cervical com brocas de largo e, para adentrar o canal. 
· Neste momento, a medida a ser utilizada, para inserirmos qualquer instrumento, é o CI (CAD-5mm), portanto, iremos esvaziar o conteúdo pulpar até essa medida da seguinte forma: com uma lima do tipo K de fino calibre, calibrada no CI,descola-se o tecido pulpar de todas as paredes dentinárias, sendo que essa lima deve transladar ao longo de todas as paredes do canal; após o descolamento, uma lima do tipo Hedströem (H), calibrada no CI, é inserida e a mesma será responsável pelo corte da polpa radicular (pulpectomia até CI) e para tal emprega-se movimentos de pressão e tração oclusal/incisal, na tentativa de trazer esse tecido pulpar. 
· Após o esvaziamento até o CI, uma lima compatível com a anatomia do dente, que fique bem adaptada (justa) no CI, deve ser posicionada no canal
· Realizar nova radiografia pela técnica da Bissetriz Excêntrica, incidindo o feixe de Rx na região apical. 
· Obtida a imagem radiográfica com o instrumento no CI, devemos mensurar uma nova medida, o X, que corresponde à medida da ponta do instrumento até o vértice radiográfico, ou seja, o quanto faltou para que o instrumento alcançasse a referência mais apical. 
· O valor do X deverá ser somado ao CI, medida que denominamos como Comprimento do Dente (CD). 
· O tratamento endodôntico deve respeitar o limite do canal dentinário, portanto iremos subtrair 1 mm do CD e assim obtemos o Comprimento de Trabalho (CT). 
· Com auxílio de uma lima do tipo K de fino calibre, calibrada no CT (calculado), descola-se o tecido pulpar de todas as paredes dentinárias, sendo que essa lima deve transladar ao longo de todas as paredes do canal; 
· Após o descolamento, posicionar lima do tipo K que fique bem adaptada (justa) no CT 
· Realizar nova radiografia pela técnica da Bissetriz Excêntrica, confirmando se esse instrumento está 1 mm aquém do vértice radiográfico. 
· Com o CT confirmado, utilizamos uma lima H, calibrada no CT, realizamos o corte da polpa radicular, com movimentos de pressão e tração oclusal/incisal, agora até o CT, desde que o canal a ser esvaziado seja amplo e reto. 
Em canais curvos ou atrésicos, essa lima deverá ser substituída por uma do tipo K Flex e a polpa será removida por esmagamento contra as paredes dentinárias.
Atividade 2
 1- Resumidamente retome a técnica odontométrica de Ingle modificada da aula anterior.
R: Realizado uma radiografia inicial onde é obtido o CAD subtraindo 5mm para chegar no CI. Realiza o esvaziamento até o CI, faz uma radiografia com uma lima justa do CI ponta do instrumento ao ápice chega ao valor X, soma-se CI mais o X e subtrai 1mm para obter o valor de CT.
 2- Explique em quais situações iremos nos valer da técnica radiográfica de Clark durante a Odontometria.
R: Transoperatorias. Utilizamos a técnica de Clark quando há sobreposição dias raízes e canais , sempre se realiza uma radiografia orthoradial se ouver sobreposição iremos utilizar a angulação orthomesial para pré molares superiores incisivos inferiores e molares inferiores e disto radial para 1 molares superiores. 
3- Descreva tecnicamente a sequência da penetração desinfetante em dentes portadores de necrose pulpar.
Após diagnóstico e plano de tratamento:
· Anestesiar o paciente com técnica e sal anestésico adequados para o caso
· Isolamento absoluto e relativo
· Embrocamento do campo operatório
· Cirurgia de acesso
· Início do esvaziamento da polpa morta, irrigando e aspirando com hipoclorito de sódio 1%. Após CA, irrigar fartamente e aspirando conteúdo necrótico microbiano.
· Preparo cervical com brocas Largo, ainda na presença de hipoclorito de sódio 1%.
· Finalizando o preparo cervical, inunda-se o canal com hipoclorito de sódio 1% e, com Lima K de baixo calibre (#10) fazer a agitação da substância, aumentando área de contato com os restos microbianos e teciduais.
· Penetração desinfetante deve ser realizada de 2 em 2 mm, renovando o hipoclorito de sódio 1% a cada 2mm avançados, até atingir CI.
· Selecionar lima compatível com a anatomia do dente, (bem adaptada (justa) no CI), posicionar no canal e refazer radiografia usando a técnica da Bissetriz Excêntrica, incidindo o feixe de Rx na região apical. 
· Paralelismo também poderá ser usada nas radiografias transoperatórias (com o isolamento absoluto em posição) se houver a disponibilidade de um posicionador radiográfico endodôntico. 
· Obtida a imagem radiográfica com o instrumento no CI, deve-se mensurar uma nova medida (X) que corresponde à medida da ponta do instrumento até o vértice radiográfico (o quanto faltou para que o instrumento alcançasse a referência mais apical)
· Soma-se X ao CI, medida que denominamos como Comprimento do Dente (CD). 
· O tratamento endodôntico deve respeitar o limite do canal dentinário, portanto subtrai-se 1 mm do CD e assim obtemos o Comprimento de Trabalho (CT). 
· Inunda-se o canal com hipoclorito de sódio 1% e com lima tipo K de fino calibre (#10), calibrada agora no CT, fazer a agitação dessa substância química aumentando sua área de contato com os restos microbianos e teciduais. 
· Penetração desinfetante deve ser realizada de 2 em 2 mm, renovando o hipoclorito de sódio 1% a cada 2mm avançados, até atingir CT.
· Selecionar lima compatível com a anatomia do dente, bem adaptada (justa) no CT, posicionamos no canal.
· Uma nova radiografia deve ser realizada, confirmando se esse instrumento está 1 mm aquém do vértice radiográfico, confirmando então o CT.
4- Por que dizemos que a manobra de penetração desinfetante deve ocorrer passivamente?
Essa manobra deve ocorrer passivamente, evitando -se levar o conteúdo tóxicos necrótico e microbiano para as imediações do periápice, o que pode gerar um pós operatório desfavorável.
5- Qual a importância da radiografia inicial? Técnica utilizada.
R: A radiografia inicial é de suma importância, pois é a etapa onde é realizada a análise para obter um ‘’conhecimento geral’’ do dente a ser tratado do paciente e posteriormente traçar um diagnóstico mais correto, e nesta radiografia inicial obtem-se o Comprimento Aparente do Dente (CAD).
6- qual a técnica utilizada nas radiografias transoperatória e quais possíveis modificações? Justifique.
R: Bissetriz excêntrica incidindo o feixe de raio-x na região apical e técnica paralelismo (com isolamento absoluto) se houver posicionador endodôntico. Quando incidimos o feixe na região apical é para obter menor distorção da raiz. Modificações: utilizaçãodo método de clark, mesializando quando houver sobreposição.
7- quais materiais serão utilizados para a penetração dos desinfetante? Explique cada um.
Hipoclorito a 1% que é utilizado para a limpeza bactericida.
É utilizada a seringa para injetar o hipoclorito de sódio a 1% .
Lima de fino calibre para para aumentar a área de contato com resto microbianos e teciduais
Sugador endodôntico para a remoção do hipoclorito a 1%
8- Qual a importância das soluções irrigadoras na a PD? 
A solução é hipoclorito de sódio 1%, tem a ação microbiana. 
Faz clareamento e desodoriza tbm 
9- descreva a PD em um dente 24. (Faça em tópicos para utilizar no laboratório).
· Anestesiar o paciente com a técnica e o sal anestésico mais adequados para o caso;
· Realizaremos o isolamento relativo e absoluto; 
· Embrocamento do campo operatório;
· Cirurgia de acesso; 
· Iniciaremos o esvaziamento da polpa morta (penetração desinfetante), sempre irrigando/aspirando com hipoclorito de sódio 1%; 
· Após a CA, irriga-se fartamente a câmara pulpar com hipoclorito de sódio 1%, aspirando todo o conteúdo necrótico e microbiano, seguido do preparo cervical com brocas de largo também na presença de hipoclorito de sódio 1%;
· Finalizado o preparo cervical, inunda-se novamente o canal com hipoclorito de sódio 1% e com auxílio de uma lima tipo K de fino calibre (#10) faremos a agitação dessa substância química aumentando sua área de contato com os restos microbianos e teciduais; 
· A penetração desinfetante deve ser realizada gradativamente, de 2 mm em 2 mm, sempre renovando o hipoclorito de sódio 1%, a cada 2 mm avançados, até atingir o CI.
· Nesta etapa, selecionamos uma lima compatível com a anatomia do dente, que fique bem adaptada (justa) no CI, posicionamos no canal; 
· E uma nova radiografia deve ser realizada, agora pela técnica da Bissetriz Excêntrica, incidindo o feixe de Rx na região apical. A técnica do paralelismo também poderá ser usada nas radiografias transoperatórias (com o isolamento absoluto em posição) se houver a disponibilidade de um posicionador radiográfico endodôntico; 
· Obtida a imagem radiográfica com o instrumento no CI, devemos mensurar uma nova medida, o X, que corresponde à medida da ponta do instrumento até o vértice radiográfico, ou seja, o quanto faltou para que o instrumento alcançasse a referência mais apical; 
· O valor do X deverá ser somado ao CI, medida que denominamos como Comprimento do Dente (CD); 
· O tratamento endodôntico deve respeitar o limite do canal dentinário, portanto iremos subtrair 1 mm do CD e assim obtemos o Comprimento de Trabalho (CT);
· Inunda-se novamente o canal com hipoclorito de sódio 1% e com auxílio de uma lima tipo K de fino calibre (#10), calibrada agora no CT, faremos a agitação dessa substância química aumentando sua área de contato com os restos microbianos e teciduais; 
· A penetração desinfetante deve ser realizada gradativamente, de 2 mm em 2 mm, sempre renovando o hipoclorito de sódio 1%, a cada 2 mm avançados, até atingir o CT;
· Selecionamos uma lima compatível com a anatomia do dente, que fique bem adaptada (justa) no CT, posicionamos no canal e uma nova radiografia deve ser realizada, confirmando se esse instrumento está 1 mm aquém do vértice radiográfico, confirmando então o CT;
· Essa manobra deve ocorrer passivamente, evitando-se levar o conteúdo tóxico necrótico e microbiano para as imediações do periápice, o que pode gerar um pós-operatório desfavorável; 
· Para finalizar o esvaziamento até o CT, devemos lembrar que em casos que envolvem patologias de polpa viva, devemos primeiramente confirmar a medida do CT para depois realizar o corte da polpa, enquanto que em casos que envolvem patologias de polpa mortificada, devemos primeiro confirmar a medida do CT para em seguida finalizar o esvaziamento. 
10- Qual a diferença entre pulpectomia e penetração desinfetante? Inclusive nas urgências
A pulpectomia é uma manobra cirúrgica e radical que envolve a extirpação do tecido pulpar vital hígido ou inflamado, com o objetivo de permitir a manutenção do dente na cavidade bucal e a preservação do coto pulpo-periodontal que contribuirá para o processo de reparação biológica.
A penetração desinfetante é a manobra de esvaziamento de dentes com polpa mortificada. Esta manobra deverá ser executada com cautela para não levar os microrganismos presentes no interior da cavidade pulpar e seus subprodutos para a região periapical, e para tanto, devemos neutralizar o conteúdo séptico do canal gradativamente, com uso de hipoclorito de sódio 1% e de uma lima de fino calibre.
As indicações clínicas da pulpectomia podem envolver situações como:
a) exposição pulpar: durante a remoção de tecido cariado, execução de preparos cavitários ou exposições por traumas;
b) situações onde o tecido pulpar está inflamado de forma irreversível, por exemplo, dentes com cáries profundas ou dentes portadores de patologia pulpar que não permitem que o tecido pulpar retorne à sua função normal;
c) dentes com comprometimento periodontal com envolvimento posterior do endodonto;
d) dentes hígidos com indicação protética de retentor intra-radicular, necessitam de tratamento endodôntico. 
Tratamentos endodônticos em dentes com rizogênese incompleta merecem uma atenção especial, que será dada em capítulo específico, pois uma vez removido o tecido pulpar, os fenômenos de formação radicular cessarão.