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1 
 
SEQUÊNCIA DIDÁTICA DE GEOGRAFIA 
 
DIVERSIDADE ÉTNICO-CULTURAL AFRO- BRASILEIRA 
 
 
Professores: Wagner Alceu Dias 
Evania Martins Lima 
 
Público Alvo: 8° ano 
Número de aulas: 10 aulas 
 
Habilidades 
(EF08GE18) Elaborar mapas ou outras formas de representação cartográfica para analisar 
as redes e as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, 
modo de vida e usos e ocupação de solos da África e América. 
 
(EF08GE20-A) Compreender as diversas identidades do continente americano e africano 
e as interculturalidades originadas pelo processo histórico de ocupação. 
 
(EF07GE02-A) Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação 
socioeconômica e territorial do Brasil. 
 
(EF07GE04-A) Analisar a distribuição espacial da população brasileira, considerando os 
indicadores socioeconômicos, a diversidade étnico-cultural e racial, de sexo/gênero e de 
idade nas regiões brasileiras. 
 
 
1ª atividade - Reconhecendo os conhecimentos prévios dos estudantes 
1) Proponha a estratégia Tempestade de Ideias considerando como palavras-chave: 
cultura, diversidade, manifestações culturais, com o objetivo de conhecer o que os 
estudantes já sabem sobre essas temáticas, além de perceber se eles conseguem 
estabelecer uma relação entre o local e global. Neste momento deve-se fazer o registro 
das respostas dos estudantes. 
 
2) Questionar os estudantes sobre o que compreendem sobre cultura. Para isso, pode-se 
propor uma discussão a partir dos seguintes questionamentos: 
a) Para você o que é cultura? 
b) Quais as possibilidades de manifestações culturais que você conhece? 
c) Onde ocorrem essas manifestações? 
d) O que herdamos de outros povos? 
e) Quais povos formam a cultura brasileira? 
2 
 
3) Nessa atividade propõe-se a continuidade da sondagem dos conhecimentos prévios, 
verificando os conhecimentos que os estudantes possuem a respeito do processo de 
formação do povo brasileiro e sobre a distribuição espacial da diversidade étnico-cultural 
no território brasileiro. 
 
a) Forme duplas e distribua para cada grupo um mapa (Mapa 1, disponível no link: 
https://atlasescolar.ibge.gov.br/images/atlas/mapas_brasil/brasil_populacao_cor_e_raca.
pdf) que representa a “Distribuição da população por cor e raça” – 2017, elaborado pelo 
IBGE. Auxilie os estudantes a observarem os elementos do mapa: o título, a divisão 
espacial, o tema, a forma de representação dos dados com os gráficos de pizzas 
sobrepostos aos estados, a legenda e como interpretá-la. Em seguida, responder as 
questões propostas. 
Professor(a), pergunte oralmente aos estudantes: 
É possível afirmar que há uma diversidade étnica no território brasileiro a partir dos dados representados? 
Questione se esses elementos étnicos estão representados em suas famílias, no bairro em que residem ou 
em seu município. 
 
b) Peça aos estudantes que respondam as questões a seguir. 
1- De acordo com o mapa, como está representado espacialmente, a composição étnica 
da população brasileira? 
2- Quais elementos étnicos são possíveis de serem identificados em seu Estado? 
Compare-o com os demais Estados que compõem a Região Centro-Oeste e exemplifique. 
3- Comente a frase a seguir e registre suas conclusões a partir de exemplos que você 
conhece. 
“A diversidade étnica brasileira contribuiu para as diferentes manifestações culturais no 
território brasileiro.” 
 
2ª Atividade – As diversidades culturais da população brasileira 
 
1)Para ampliar a discussão ouça a música “Brasis” do Seu Jorge e depois responda as 
questões a seguir. 
Professor(a), ao trabalhar com esta canção procure contextualizar sobre a diversidade étnico cultural do 
Brasil e como essas relações ao longo do tempo definiram as desigualdades sociais existentes no território 
brasileiro. 
 
 
https://atlasescolar.ibge.gov.br/images/atlas/mapas_brasil/brasil_populacao_cor_e_raca.pdf
https://atlasescolar.ibge.gov.br/images/atlas/mapas_brasil/brasil_populacao_cor_e_raca.pdf
3 
 
Brasis 
Intérprete: Seu Jorge. 
Composição: Seu Jorge / Jovi Joviniano / 
Gabriel Moura. 
 
Tem um Brasil que é próspero 
Outro não muda 
Um Brasil que investe 
Outro que suga... 
 
Um de sunga 
Outro de gravata 
Tem um que faz amor 
E tem o outro que mata 
Brasil do ouro 
Brasil da prata 
Brasil do balacochê 
Da mulata... 
 
Tem um Brasil que é lindo 
Outro que fede 
O Brasil que dá 
É igualzinho ao que pede... 
 
Pede paz, saúde 
Trabalho e dinheiro 
Pede pelas crianças 
Do país inteiro 
Lararará!... 
 
Tem um Brasil que soca 
Outro que apanha 
Um Brasil que saca 
Outro que chuta 
Perde, ganha 
Sobe, desce 
Vai à luta bate bola 
Porém não vai à escola... 
 
Brasil de cobre 
Brasil de lata 
É negro, é branco, é nissei 
É verde, é índio peladão 
É mameluco, é cafuso 
É confusão 
É negro, é branco, é nissei 
É verde, é índio peladão 
É mameluco, é cafuso 
É confusão... 
 
Oh pindorama eu quero 
Seu porto seguro 
Suas palmeiras 
Suas feiras, seu café 
Suas riquezas 
Praias, cachoeiras 
Quero ver o seu povo 
De cabeça em pé...(2x) 
4 
 
 
 Fonte: https://www.letras.mus.br/seu-jorge/456889/ 
Acesso em 23 set. 2021 
 
a) Explique por que os autores da canção escolheram o título “Brasis”? 
b) Retire da canção palavras que retratam as riquezas naturais e culturais do Brasil. 
c) A partir do contexto apresentado na canção “Brasis”, como os autores abordaram 
a questão da diversidade étnica cultural brasileira? 
 
2) Apresente em slides1, imagens das manifestações culturais afro-brasileira, do 
município, estado, país e questione os estudantes se eles têm consciência de sua origem e 
da legitimidade dessas manifestações. 
Professor(a), enfatize a leitura do texto 1, a seguir, pois ele traz um embasamento teórico sobre a definição 
de cultura afro-brasileira. Em seguida, peça aos estudantes que tragam fotos, panfletos, vídeos ou curta-
metragem para socializarem com a turma. Peça, ainda, que tragam livros, e outros registros dessas 
manifestações culturais afro-brasileira do município. É importante que você também elabore a sua própria 
pesquisa. 
 
 
Texto 1 
CULTURA AFRO-BRASILEIRA 
Denomina-se cultura afro-brasileira o conjunto de manifestações culturais do Brasil que 
sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia 
até a atualidade. A cultura da África chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pelos 
escravos negros na época do tráfico transatlântico de escravos. 
Disponível em: https://www.faecpr.edu.br/site/portal_afro_brasileira/3_III.php. Acesso em: 04 out. 
2021. 
 
3) Em seguida, forme grupos e solicite uma pesquisa sobre os termos linguísticos e outras 
influências culturais dos negros na: dança, música, pratos típicos e festas que utilizamos, 
porém desconhecemos suas origens. 
Professor(a), explique que o objetivo desse trabalho é obter mais informações sobre os costumes, tradições, 
e outras manifestações culturais africanas que influenciaram a cultura brasileira. A sugestão é que haja uma 
reflexão sobre a discriminação, o preconceito e sobre as proibições em relação às manifestações culturais 
afro-brasileiras, desde o período colonial até o início do século XIX. Somente a partir de meados do século 
XX, que as expressões culturais afro-brasileiras começaram a ser gradativamente aceitas e apreciadas pelas 
elites brasileiras e, nem todas essas expressões foram aceitas ao mesmo tempo. 
 
 
Por fim, oriente os estudantes para criarem painéis, murais ou varais com fotos, 
ilustrações e informações selecionadas durante as pesquisas. As imagens e a busca pelo 
 
1 Se sua escola não possui um projetor de imagens, imprima algumas imagens utilizadas nesta etapa do 
plano e fixe-as no quadro para que todos estudantes possam visualizar. 
 
https://www.letras.mus.br/seu-jorge/456889/https://www.faecpr.edu.br/site/portal_afro_brasileira/3_III.php
5 
 
conhecimento são importantes formas de levar os estudantes a perceberem o imaginário 
coletivo e fomentar o protagonismo juvenil. 
 
3ª Atividade – As origens dos povos negros no Brasil e os contextos atuais desses 
territórios em relação aos aspectos culturais e socioeconômicos 
 
1) Professor(a), leia com seus estudantes os textos 2 e 3, observe e interprete o mapa 2. 
Aprofunde a discussão e as reflexões a respeito dos processos históricos que envolveram 
a vinda dos povos africanos oriundos de várias regiões da África para o Brasil na condição 
de trabalhadores escravos. 
 
Texto 2 
 
A formação do mundo atlântico e o comércio de africanos escravizados 
 
 Foram mais de 11 milhões de africanos trazidos para as Américas como escravos, no 
mais longo processo de migração forçada da história da humanidade. Destes, 
aproximadamente 4 milhões ou mais foram trazidos para o Brasil. Ou seja, quase a 
metade dos africanos escravizados foram trazidos para trabalhar no país: plantar 
gêneros alimentícios e produtos agrícolas de exportação (como cana-de-açúcar, tabaco, 
algodão, cacau e café), extrair ouro e diamantes das minas, carregar tudo o que fosse 
necessário, construir casas, igrejas e ferrovias, abrir e pavimentar ruas. Tudo isso, e 
ainda para ensinar várias técnicas produtivas e remédios para a população brasileira. 
Enfim, além da sua força de trabalho, os africanos trouxeram sua civilização, seus 
conhecimentos e saberes. [...] Essas relações, que atravessavam os oceanos, levavam e 
traziam pessoas e mercadorias. Junto a estas, novos produtos agrícolas, novos 
alimentos, novas maneiras de cultivar, e instrumentos de trabalho até então 
desconhecidos. E mais, muito mais: outras formas de falar e de se expressar, ideias, 
religiões etc. Porém, não se deve esquecer: o comércio de africanos escravizados trazia 
principalmente pessoas. Eram seres humanos retirados de sua terra natal, de suas 
aldeias, de suas casas e de suas famílias. Por meio de guerras, mais do que tudo, mas 
essas pessoas também eram aprisionadas em expedições de captura especialmente 
planejadas para esse fim. Inicialmente, os envolvidos nesse processo, que depois ficou 
conhecido como “o infame comércio”, eram africanos e europeus; contudo, 
principalmente a partir do século XVIII, esse comércio passou a contar com a 
participação de brasileiros ou residentes no Brasil. Existe o seguinte questionamento: 
como puderam os africanos vender seus próprios irmãos? Para começar, eles não se 
sentiam como irmãos naquela época. Deve-se lembrar que a África é um continente, e 
um continente dividido em países e com diversos povos. Naquela época não havia os 
países, mas sim povos, organizados em unidades menores. Eram mais do que tudo 
pequenos grupos, conjuntos de aldeias, algumas cidades e, poucas vezes, reinos. 
Anteriormente, falou-se que a identidade das pessoas nas sociedades africanas se 
vinculava às suas comunidades. Tais comunidades eram os povos de cada um. Com 
isso, não havia nada que os irmanasse acima de suas fronteiras étnicas: um diúla não 
se via como irmão de um mandinga, no Senegal; um habitante de Oió – no que veio a 
ser chamado “país ioruba”, na Nigéria – não se identificava com um hauçá – que 
habitava o que depois veio a se tornar o mesmo país, a Nigéria, mas que na época do 
6 
 
tráfico eram identificados apenas como os “grupos do norte”, muitas vezes inimigos de 
guerra; um bacongo e um mbundo, na atual Angola, tinham histórias distintas, apesar 
de estarem próximos no espaço. Assim, a guerra havia pautado essas relações – não 
sempre, mas em muitas ocasiões. A ideia de africano como unidade surgiu somente no 
século XIX, vinculada fortemente ao contexto da luta contra o tráfico e a escravidão. 
É, a um só tempo, uma resposta aos europeus e um novo significado atribuído ao 
tratamento dado aos nativos da África pelos mesmos europeus. [...] Enfim, o tráfico 
criou e fortaleceu redes de proteção e de clientelismo, que submetiam pessoas e povos 
a um determinado chefe que lhes garantia a não escravização. 
 
Fonte: SOUSA, Mônica Lima. A formação do mundo atlântico e o comércio de africanos escravizados. 
In: Educação das relações étnico-raciais no Brasil: trabalhando com histórias e culturas africanas 
e afro-brasileiras nas salas de aula. / Organizado por Amilcar Araujo Pereira – Brasília : Fundação 
Vale, 2014. p. 26-27. Disponível em: 
https://www.faecpr.edu.br/site/documentos/relacoes_afro_sala_de_aula.pdf. Acesso em: 05 out. 2021. 
 
Texto 3 
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
realizado por João José Reis, professor de História da Universidade Federal da Bahia 
(UFBA), as regiões Centro-Oeste, Oeste e Sudeste da África contribuíram em graus 
variados de intensidade, dependendo do período considerado e das conexões 
comerciais mantidas pelos traficantes portugueses, brasileiros e africanos dos dois 
lados do Atlântico. Assim, os portos do Brasil podiam, por vezes, e em certos períodos, 
se especializar em determinadas direções do fluxo do comércio de pessoas. 
Durante os séculos 16, 17 e a primeira metade do século 18, os chefes políticos e 
mercadores da África Centro-ocidental, em particular o território presentemente 
ocupado por Angola, forneceram a maior parte dos escravos utilizados em todas as 
regiões da América portuguesa. Na época, Portugal dominava a Feitoria de Luanda - 
hoje capital - e Benguela, ao sul - hoje uma província angolana. Essa região aos poucos 
se consolidou sob o nome de Angola. Em 1975, o país conquistou sua independência. 
As etnias dominantes eram os ovimbundos e ambundos. Enquanto durou o tráfico 
transatlântico, importantes áreas importadoras, como o Rio de Janeiro, Recife e São 
Paulo continuaram se abastecendo sobretudo de escravos vindos dali e, mais tarde, no 
fim do século 18 e começo do século 19, da costa leste africana, particularmente a área 
hoje ocupada por Moçambique. [...] 
 
Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/1319/as-origens-dos-negros-do-brasil. (adaptado). 
Acesso em: 05 out. 2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.faecpr.edu.br/site/documentos/relacoes_afro_sala_de_aula.pdf
https://novaescola.org.br/conteudo/1319/as-origens-dos-negros-do-brasil
7 
 
Mapa 2 
 
Disponível em: https://cursoenemgratuito.com.br/trafico-negreiro/. Acesso em: 04 out. 2021. 
 
2)Responda: 
a) A autora do texto 2 evidencia que além da força do trabalho, os povos africanos 
trouxeram para o continente americano e, em especial ao Brasil outros costumes e 
conhecimentos. Identifique no texto, quais atividades, costumes e outros conhecimentos 
foram transmitidos por esses povos? 
b) No texto 2, a autora faz o seguinte questionamento: “como puderam os africanos 
vender seus próprios irmãos”? Retire do texto um trecho que a autora explica as causas 
desse episódio. 
b) Observe o mapa 2 e registre em seu caderno de quais regiões vieram os povos africanos 
que trabalharam na condição de escravo nos países americanos e, especificamente no 
Brasil. Segundo o texto 3 quais centros urbanos brasileiros foram mais abastecidos de 
povos africanos, na condição de escravos? 
c) De acordo com os autores dos textos 1 e 2, de que maneira a colonização portuguesa 
na África favoreceu os pactos entres as colônias e a manutenção do tráfico negreiro? 
 
3)Para ampliar a discussão sobre o tema, a sugestão é que os estudantes formem grupos. 
Na primeira etapa é fundamental distribuir para cada grupo um mapa mudo da África para 
https://cursoenemgratuito.com.br/trafico-negreiro/
8 
 
criar um mapa temático. Para isso, é necessário ter em mãos um atlas geográfico. O 
primeiro passo, tendo como referência as informações contidas no mapa 2, os estudantes 
deverão localizar no mapa do continente africano, os países que enviaram africanos parao Brasil, registrando também suas respectivas capitais e os nomes dos Oceanos. Depois 
deverão usar cores diferentes para identificar cada país africano e a cor azul para 
representar os Oceanos. 
Professor(a), terminada a atividade, faça a correção coletiva dessa produção com os estudantes, inserindo 
as explicações quando forem necessárias. Visto que, o objetivo dessa atividade é trabalhar a habilidade de 
localização dos países africanos que enviaram para o Brasil de maneira forçada, aproximadamente 4 
milhões de pessoas. O aprofundamento desse tema, tendo o mapa como recurso ocorrerá na próxima etapa. 
Finalizado a correção, recolha a atividade e devolva na próxima etapa (item 4). 
 
4)Continuando a discussão sobre o tema, a sugestão é que os estudantes continuem nos 
mesmos grupos para pesquisarem sobre os contextos atuais (culturais e socioeconômicos) 
dos países africanos (Nigéria, Congo, Angola, Moçambique e Costa do Marfim2), que 
mais exportaram mão de obra escrava para América e, em particular para o Brasil entre 
os séculos XVI até a segunda metade do século XIX. E, se esses países ainda mantêm 
relações comerciais ou outros tipos de ligações com o Brasil? 
Professor(a), explique que o objetivo dessa pesquisa é obter mais informações sobre esses cinco países, nos 
aspectos culturais, tais como: costumes, tradições, pratos típicos, festas e nos aspectos socioeconômicos, 
com destaque a atividade econômica predominante e a principal atração turística e, por último pesquisar se 
atualmente existe nesses países um estreitamento cultural, comercial com o Brasil. Sugira que cada grupo 
escolha um desses países para aprofundar a pesquisa mergulhando nos temas sugeridos, procurando 
informações em livros, internet, vídeos e outras fontes. 
 
5) Devolva os mapas com as respostas dos estudantes (recolhidas no item 2, da 3ª 
atividade). A partir da pesquisa realizada e mantendo a turma dividida nos mesmos 
grupos, peça aos estudantes que escolham um dos cinco países africanos que lhes tenha 
despertado a curiosidade e interesse durante a pesquisa, para desenvolver as atividades de 
elaborações de símbolos, legenda e o título do mapa. Depois da escolha do país feita pelos 
estudantes, eles devem utilizar variáveis visuais diversas que representam os principais 
aspectos econômicos e culturais do país selecionado para configurar os seguintes 
aspectos: atividade econômica predominante, principal atração turística, manifestações 
culturais expressivas (festa ou dança tradicional e uma comida típica). par diversificar as 
atividades que auxiliam o 
 
2
 De acordo com os dados do IBGE, disponível no link: https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-
brasileiro-e-povoamento/negros/regioes-de-origem-dos-escravos-negros.html.Acesso em: 04 out. 2021. 
about:blank
about:blank
9 
 
Uma observação importante: deixe claro aos seus estudantes que o mapa obrigatoriamente deverá conter 
título, símbolos e legenda. Não se preocupe com escala cartográfica nesta atividade. Fique atento para 
orientar e sanar as dúvidas que poderão surgir neste momento. 
 
6) Para sistematizar essa etapa, após concluir as construções dos mapas temáticos, solicite 
que cada grupo apresente os mapas elaborados e as informações pesquisadas. E em 
seguida, escreva em uma folha separada, um pequeno texto sobre a importância do legado 
cultural africano no Brasil e problematize com os estudantes as implicações geradas 
durante séculos pela colonização europeia aos diversos povos da África, destacando a 
comercialização de escravos. Por fim, é importante refletir e discutir com os estudantes 
sobre o resgate da cultura africana em nosso país, uma vez que essa influência só é 
possível de ser entendida se voltarmos às origens, isto é, à história africana, desde os seus 
primórdios, a partir de leitura de textos, imagens e mapas que contam a verdadeira história 
desses povos, que por longo tempo foi escamoteada por uma historiografia etnocêntrica. 
 
 
4ª atividade - Sistematização 
1)A sistematização pode ocorrer por meio de uma roda de conversa envolvendo todos os 
estudantes. Nesse momento, o professor(a)/mediador(a), permitirá que cada representante 
faça uma devolutiva das contribuições e pesquisas efetuadas pelo seu grupo. Dessa forma, 
os estudantes podem fazer apontamentos sobre a importância do legado cultural dos 
povos africanos em nosso país e, sobretudo aprendendo a valorizar e preservar outras 
características marcantes que nos une aos demais países do continente africano. 
 
2)Para verificar conteúdos conceituais, avalie a participação da classe durante as 
atividades, na Tempestade de ideias, nas conversas, produções individuais e na 
construção do painel coletivo, procurando perceber se os estudantes levantam hipóteses, 
participam da contribuição dos outros e se registram suas descobertas. 
Professor(a), como forma de registro, proponha a criação de um painel coletivo para expor as informações 
pesquisadas e os mapas confeccionados, garantindo que possam ser consultadas por todos sempre que 
necessário. Após proponha uma apresentação de dança, teatro, filme, música, jograis, que tenham origens 
africanas. 
 
 
Referências. 
 
AMARAL, Aurélio. As origens dos negros do Brasil. Disponível em: 
https://novaescola.org.br/conteudo/1319/as-origens-dos-negros-do-brasil. Acesso em: 05 
out. 2021. 
https://novaescola.org.br/conteudo/1319/as-origens-dos-negros-do-brasil
10 
 
 
Disponível em: https://www.faecpr.edu.br/site/portal_afro_brasileira/1.php. Acesso em: 
05 out. 2021 
 
Disponível em: 
https://www.faecpr.edu.br/site/documentos/relacoes_afro_sala_de_aula.pdf. Acesso em: 
05 out. 2021. 
 
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-brasileira.htm. Acesso 
em: 06 out. 2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.faecpr.edu.br/site/portal_afro_brasileira/1.php
https://www.faecpr.edu.br/site/documentos/relacoes_afro_sala_de_aula.pdf.
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-brasileira.htm

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