Prévia do material em texto
“BUSCAI AO SENHOR ENQUANTO SE PODE ACHAR, INVOCAI-O ENQUANTO ESTÁ PERTO.” (ISAÍAS 55:6) PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTADORA * Década de 60. * Paulo Freire é o principal autor dessa tendência. * Esta pedagogia propõe uma educação crítica a serviço da transformação social. * Nessa corrente, o papel da escola está baseado na formação da consciência política do discente para agir e modificar a realidade. PRESSUPOSTOS DA APRENDIZAGEM A Pedagogia Paulo Freire acredita na construção do conhecimento tomando como base os conhecimentos adquiridos pelo indivíduo durante sua vida e em torno do seu cotidiano. Assim, a apreensão da realidade é colocada pela práxis pedagógica do educador, que passa a ser motivador de debates, discussões, entrevistas e seminários. PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTADORA Os Conteúdos são extraídos por meio de Temas Geradores retirados da problematização do cotidiano dos educandos, pois os pré- selecionados são vistos como uma invasão cultural. Para Libâneo (1996), os conteúdos de ensino não são estáticos, cristalizados, mas significativos, porque são articulados às condições socioculturais e individuais dos alunos. Inclui elementos da vivência prática de cada um deles. PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTADORA A Metodologia é caracterizada pela problematizarão da experiência social em Grupos de Discussão. A Metodologia Progressista percebe o indivíduo como ser que constrói a sua própria história. É possível realizar atividades de ensino de forma que o centro do processo não seja o professor, mas o aluno, o qual se torna Sujeito de seu aprendizado. Os Métodos de Ensino utilizados pelo professor devem contextualizar as problemáticas sociais concretas, de modo a desmontar pré-noções e preconceitos que sempre dificultam o desenvolvimento da autonomia intelectual e de ações políticas direcionadas para uma transformação social. Sendo assim, os temas e as problemáticas do cotidiano do aluno devem constituir os conteúdos do conhecimento escolar (BARRETO, 1998). PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTADORA O Professor e Aluno são Sujeitos do Ato do Conhecimento, pois ambos fazem parte do Ato de Educar. A relação assim é de igual para igual, horizontalmente. Mas o professor, segundo Tavares (1990), é responsável pela fiscalização, pela orientação e pela realização dos conteúdos, assim ensinados por ele. A Aprendizagem ocorre por meio da troca de experiência em torno da prática social e da resolução de problemas. PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA A libertária, que reúne os defensores da autogestão pedagógica. Transformação da personalidade num sentido libertário e autogestionário. As matérias são colocadas, mas não exigidas. Vivência grupal na forma de auto-gestão. PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA Papel da Escola Desenvolver mecanismos de mudanças institucionais e no aluno, com base na participação grupal, onde ocorre a prática de toda a aprendizagem. Resistência contra a burocracia como instrumento de ação dominadora e controladora do estado. Não prevê nenhum tipo de avaliação dos conteúdos. Ela ocorre nas situações vividas, experimentadas, portanto incorporadas para serem utilizadas em novas situações. PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA Relação Professor – aluno É não diretiva, o professor é orientador e os alunos livres. Professor e aluno são livres, um em relação ao outro e desenvolvem uma relação baseada na autogestão e no antiautoritarismo. O professor é um orientador. Técnicas de Ensino Vivência grupal, Assembleias, Reuniões. PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA Métodos de Ensino Faz o movimento do composto ao simples, do geral ao particular, do número à unidade, da harmonia ao som, da regra ao fato, do princípio à aplicação. Método racional, experimental, científico: estimula a curiosidade, favorece a atividade cerebral, afasta-se da credulidade, coloca a razão e a memória no seu devido lugar. PEDAGOGIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA Métodos de Ensino O exercício da liberdade pelo aluno tem que ser efetivo e real desde o início, com caráter progressivo, manifestando- se plenamente nos últimos anos escolares. Escolhida uma matéria, o aluno é estimulado à pesquisa. A participação grupal deve ser obtida através de assembleias, conselhos, eleições, reuniões, associações, de tal forma que o aluno leve para a escola e para a vida cotidiana tudo que aprendeu. “POR UMA EDUCAÇÃO QUE NOS AJUDE A PENSAR E NÃO QUE NOS ENSINE A OBEDECER.” PEDAGOGIA PROGRESSISTA CRÍTICO- SOCIAL DOS CONTEÚDOS OU HISTÓRICO-CRÍTICA * A crítico-social dos conteúdos ou "histórico- crítica“ acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais. * A escola tem como função essencial a transmissão de conteúdos culturais e universais, os quais são incorporados pela humanidade frente à realidade social. PEDAGOGIA PROGRESSISTA CRÍTICO- SOCIAL DOS CONTEÚDOS OU HISTÓRICO-CRÍTICA * Os métodos estão relacionados à prática vivida pelos alunos com os conteúdos propostos pelo professor. * O método parte de uma relação direta da experiência do aluno confrontada com o saber sistematizado. * O educador é um mediador entre o saber e o aluno, sendo os dois sujeitos ativos. * Papel do aluno como participador e do professor como mediador entre o saber e o aluno. * A aprendizagem ocorre pelo esforço do aluno, baseada nas estruturas cognitivas já estruturadas nos alunos. PEDAGOGIA PROGRESSISTA As versões libertadora e libertária têm em comum o antiautoritarismo, a valorização da experiência vivida como base da relação educativa e a ideia de autogestão pedagógica. Em função disso, dão mais valor ao processo de aprendizagem grupal (participação em discussões, assembleias, votações) do que aos conteúdos de ensino. Como decorrência, a prática educativa somente faz sentido numa prática social junto ao povo, razão pela qual preferem as modalidades de educação popular "não-formal". PEDAGOGIA PROGRESSISTA A tendência da pedagogia crítico-social dos conteúdos propõe uma síntese superadora das pedagogias tradicional e renovada, valorizando a ação pedagógica enquanto inserida na prática social concreta. Entende a escola como mediação entre o individual e o social, exercendo aí a articulação entre a transmissão dos conteúdos e a assimilação ativa por parte de um aluno concreto (inserido num contexto de relações sociais). Dessa articulação resulta o saber criticamente reelaborado.