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17/04/2022 12:39 Ilumno ilumno.sgp.starlinetecnologia.com.br/ilumno/schedule/resultcandidatedetailprint/6950003/ceef0bea-6d52-11e9-ad3e-0242ac11001e/ 1/6 Local: Sala 3 - TJ - Prova On-line / Andar / Polo Tijuca / POLO UVA TIJUCA Acadêmico: EAD-IL80013-20221A Aluno: BEATRIZ DE ASSIS DE CARVALHO Avaliação: A2- Matrícula: 20191302401 Data: 7 de Abril de 2022 - 08:00 Finalizado Correto Incorreto Anulada Discursiva Objetiva Total: 10,00/10,00 1 Código: 23856 - Enunciado: Brincadeira/Plágio sobre um quadro de René Magritte, La Trahison des Images. José Calvinho. Fonte: <https://goo.gl/24TJJd>. Acesso em: 22 ago. 2017. A imagem exposta pode ser lida como uma representação de um cachimbo. Sobre o conceito de mímesis, é correto afirmar que Platão considera o processo de imitação do mundo das essências como: a) Positivo, pois a imitação amplia o real, propondo uma nova interpretação do objeto copiado. b) Subversivo, pois o decalque e a reprodução perfeita só são possíveis a um Deus, nunca ao homem. c) Crucial, pois o artista entra em contato com o mundo sensível, ou seja, o mundo divino. d) Desigual, pois os homens são melhores do que as mulheres na República. e) Anormal, porque o processo de imitação leva o homem ao desequilíbrio psicológico. Alternativa marcada: b) Subversivo, pois o decalque e a reprodução perfeita só são possíveis a um Deus, nunca ao homem. Justificativa: Resposta correta: Subversivo, pois o decalque e a reprodução perfeita só são possíveis a um Deus, nunca ao homem. Para Platão, toda criação era vista como uma imitação. Até mesmo a criação do mundo era como uma imitação da natureza verdadeira (o mundo das ideias). Sendo assim, a representação artística do mundo físico seria uma imitação de segunda mão, ou seja, subversiva e inadequada por afastar o homem comum do mundo das essências. Por isso, a reprodução perfeita seria possível apenas pela mão de um Deus. O homem pertence ao mundo sensível, das cópias que não se constituem como representações verdadeiras. Distratores: Positivo, pois a imitação amplia o real, propondo uma nova interpretação do objeto copiado. Errada. Crucial, pois o artista entra em contato com o mundo sensível, ou seja, o mundo divino. Errada. Desigual, pois os homens são melhores do que as mulheres na República. Errada. Anormal, porque o processo de imitação leva o homem ao desequilíbrio psicológico. Errada. 0,50/ 0,50 2 Código: 37773 - Enunciado: Há mais de 2.500 anos, os gregos nomearam de mimese a possibilidade de trazer de novo, imitar a natureza, que seria tarefa dos poetas, isto é, daqueles que criavam alguma coisa que, necessariamente, não existia no mundo material. Sobre o termo “mimese”, pode-se afirmar que:I - Aristóteles atribui dois significados ao termo: o da imitação e o da emulação.II - Implica imitação e representação da realidade com modelos artísticos.III - É definida, tradicionalmente, como aquilo que impõe a representação artística às formas de reflexão teórica. Está correto o que se afirma em: a) I e II, apenas. b) I e III, apenas. c) III, apenas. d) I, II e III. e) II, apenas. Alternativa marcada: a) I e II, apenas. 0,50/ 0,50 17/04/2022 12:39 Ilumno ilumno.sgp.starlinetecnologia.com.br/ilumno/schedule/resultcandidatedetailprint/6950003/ceef0bea-6d52-11e9-ad3e-0242ac11001e/ 2/6 Justificativa: Resposta correta: I e II, apenas.A afirmativa I está correta, pois, para os contemporâneos dos pensadores Platão e Aristóteles, o poeta era um criador de formas, um imitador da natureza, responsável por trazê-la de volta a fim de suscitar no leitor ou espectador sensações como espanto, comoção e terror, por isso a atribuição do termo “mimese”.A afirmativa II está correta, pois, considerando que o poeta era um criador de formas, um imitador da natureza, responsável por trazê-la de volta a fim de suscitar no leitor ou espectador sensações como espanto, comoção e terror, a mimese implica imitação e representação. Distrator:A afirmativa III está incorreta, pois é definida, tradicionalmente, como aquilo que opõe a representação artística às formas de reflexão teórica. O termo “impõe” está empregado incorretamente. 3 Código: 37772 - Enunciado: Narrativa Andei buscando esse diapelos humildes caminhosonde se escondem as coisasque trazem felicidade:os amuletos dos grilose os trevos de quatro folhas...Só achei flor de saudade.O arroio levava o tempo.Ia meu sonho atrás de água.No chão dormiam abertasminhas duas mãos sem nada.Se me chamavam de longe,se me chamavam de perto,era perdida a chamada... [...](Fonte: MEIRELES, C. Poesia Completa. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.) Uma obra literária pode apresentar diferentes gêneros, mesmo que não possamos distinguir qual deles é o dominante. O poema de Cecília Meireles, além de predominantemente lírico, apresenta também características do gênero literário: a) Elegíaco. b) Dramático. c) Lírico. d) Narrativo. e) Poético. Alternativa marcada: d) Narrativo. Justificativa: Resposta correta: Narrativo. Os gêneros narrativos apresentam alguns elementos que podem ser facilmente encontrados no poema de Cecília Meireles, como: narrador, enredo, personagens, espaço e tempo. Distratores:Dramático. Errada, pois os textos dramáticos, geralmente, são elaborados para a representação e, de acordo com a definição de Aristóteles, em sua Arte Poética, são obras literárias em verso ou prosa passíveis de encenação teatral. Poético. Errada, pois, assim como o gênero lírico, o gênero poético tem como principal característica a subjetividade. Em suas poesias, o autor apresenta suas impressões ligadas ao mais profundo “eu”.Elegíaco. Errada, pois pode-se dizer que a elegia é um gênero poético que se caracteriza muito mais pela temática do que pela estrutura formal. Em seus textos, apresentam assuntos como a tristeza dos amores interrompidos pela morte ou pela infidelidade. Lírico. Errada, pois os textos desse gênero apresentam características que expressam sentimentos e emoções. Neles, há predominância de pronomes e verbos na primeira pessoa, e esse gênero é permeado pela função poética da linguagem. 2,00/ 2,00 4 Código: 23888 - Enunciado: A imagem exposta faz alusão a um importante conceito utilizado na literatura, que é a intertextualidade. Sobre esse conceito, pode-se afirmar que: a) É uma releitura de caráter contestador de alguma composição literária, que frequentemente utiliza ironia e deboche. b) É um recurso que permite a relação de elementos pertencentes a outras línguas, o que torna o texto mais potencializado. c) Refere-se à simultaneidade de sons diferentes que formam uma harmonia. Desse modo, a polifonia é importante. 0,50/ 0,50 17/04/2022 12:39 Ilumno ilumno.sgp.starlinetecnologia.com.br/ilumno/schedule/resultcandidatedetailprint/6950003/ceef0bea-6d52-11e9-ad3e-0242ac11001e/ 3/6 d) É a influência de um texto sobre outro, que o toma como modelo ou ponto de partida, e que gera a atualização do texto citado. e) É uma técnica literária ou artística em que se imita o estilo de outros autores, prestando geralmente uma homenagem. Alternativa marcada: d) É a influência de um texto sobre outro, que o toma como modelo ou ponto de partida, e que gera a atualização do texto citado. Justificativa: Resposta correta: É a influência de um texto sobre outro, que o toma como modelo ou ponto de partida, e que gera a atualização do texto citado. O termo intertextualidade foi cunhado por Julia Kristeva, nos anos 1960, quando analisava os estudos da linguagem desenvolvidos pelo formalista russo Mikhail Bakhtin. Para ela, um texto é um conjunto de enunciados, tomados de outros textos, que se cruzam ou “todo texto se constrói como um mosaico de citações, ou seja, todo texto é absorção e transformação de um outro texto. Distratores: Refere-se à simultaneidade de sons diferentes que formam uma harmonia. Desse modo, a polifonia é importante. Errada. É uma releitura de caráter contestador de alguma composição literária, que frequentemente utiliza ironiae deboche. Errada. É uma técnica literária ou artística em que se imita o estilo de outros autores, prestando geralmente uma homenagem. Errada. É um recurso que permite a relação de elementos pertencentes a outras línguas, o que torna o texto mais potencializado. Errada. 5 Código: 23889 - Enunciado: Confidência do Itabirano (Carlos Drummond de Andrade) Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil, este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval; este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas; este orgulho, esta cabeça baixa... Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói! Com base na análise do poema, entende-se que predominam os traços: a) Ideológicos do poeta. b) De cunho biográfico. c) De fragmentos teóricos. d) De teor individualista. e) De caráter fictício. Alternativa marcada: b) De cunho biográfico. Justificativa: Resposta correta: De cunho biográfico. O poema apresenta fragmentos biográficos que ligam o “eu” poético às reminiscências de sua cidade. Distratores: De caráter fictício. Errada. De teor individualista. Errada. Ideológicos do poeta. Errada. De fragmentos teóricos. Errada. 0,50/ 0,50 17/04/2022 12:39 Ilumno ilumno.sgp.starlinetecnologia.com.br/ilumno/schedule/resultcandidatedetailprint/6950003/ceef0bea-6d52-11e9-ad3e-0242ac11001e/ 4/6 6 Código: 23884 - Enunciado: A HORA DA ESTRELA A culpa é minha ou A hora da estrela ou Ela que se arrange ou O direito ao grito Quanto ao futuro. ou Lamento de um blue ou Ela não sabe gritar ou Uma sensação de perda ou Assovio no vento escuro ou Eu não posso fazer nada ou Registro dos fatos antecedentes ou História lacrimogênica de cordel ou Saída discreta pela porta dos fundos (LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 1.) A proposta de 12 títulos para o romance A hora da estrela estabelece, logo na introdução do romance, um diálogo com o leitor. São diferentes portas que fazem referência às características da narrativa e dos personagens. Com base na verticalização dos 12 títulos, é possível também inferir que: a) Os títulos podem ser removidos sem apresentar prejuízos ao romance. b) É um recurso utilizado para problematizar o foco narrativo. c) Não apresenta relação com o teor crítico da obra. d) Não segue um modelo de classificação tradicional. e) São repetidos pelo narrador durante suas reflexões. Alternativa marcada: d) Não segue um modelo de classificação tradicional. Justificativa: Resposta correta: Não segue um modelo de classificação tradicional. Clarice Lispector é considerada uma escritora contemporânea por instaurar alguns processos de ruptura com as formas clássicas do narrar. Os títulos sugeridos pela autora, logo na introdução do romance A hora da estrela, surgem como desdobramentos antecipados dos acontecimentos que serão encontrados posteriormente na narrativa. Todos podem ser atrelados a fragmentos do romance, o que comprova uma inovação na forma clássica de atribuir a um livro um único título que sintetize toda a obra. Os 12 títulos quebram a lógica da síntese, propondo ao leitor um conjunto de títulos que abrem diversas possibilidades de análise, ou seja, vários desdobramentos, ou várias portas de entrada. Distratores: São repetidos pelo narrador durante as suas reflexões. Errada, pois o narrador não retoma os títulos de forma topicalizada no romance. É um recurso utilizado para problematizar o foco narrativo. Errada, pois os 12 títulos não modificam o modo de contar do narrador Rodrigo S.M. Não apresenta relação com o teor crítico da obra. Errada, pois alguns títulos já trazem um pouco da criticidade que o leitor encontrará no romance. Os títulos podem ser removidos sem apresentar prejuízos ao romance. Errada, pois os títulos fazem parte da obra, não servem apenas como ornamentação. 2,00/ 2,00 17/04/2022 12:39 Ilumno ilumno.sgp.starlinetecnologia.com.br/ilumno/schedule/resultcandidatedetailprint/6950003/ceef0bea-6d52-11e9-ad3e-0242ac11001e/ 5/6 7 Código: 23887 - Enunciado: "Desde pequena sempre gostei muito de ler. Os meus poetas. Meus romancistas. O meu espaço aberto de liberdade e fantasia. O meu prazer de franquia e dispensa. Quando leio, corto as correias da sujeição e escapo acima de muitos limites. Outros mundos que cristalizo os fantasmas que conquisto. Crio margens para o meu resgate." CUNHA, Helena Parente. Mulher no Espelho. 9.ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003. p. 74. Após a leitura do fragmento, defina obra aberta, de acordo com Umberto Eco. Resposta: Para Umberto Eco, todas as obras são abertas por estarem sujeitas a várias interpretações. Além da interpretação do autor, cada leitor contribui com uma nova perspectiva já que os pensamentos e vivências das pessoas são diversos. Justificativa: Expectativa de resposta: Para o escritor Umberto Eco: Toda obra de arte é aberta porque não comporta apenas uma interpretação. Uma obra não comporta somente o que o autor quis dizer, pois existem inúmeras possibilidades de interpretação, porque os leitores são diversos e são constituídos por diferentes repertórios. No fragmento exposto, quando o narrador afirma que 'o espaço é aberto à liberdade e à fantasia, temos uma importante definição, pois uma obra sempre se entende ao ato da leitura, sendo assim, o leitor ultrapassa os limites da obra a partir de suas próprias interpretações e ressignificações. Toda obra é construída por entradas múltiplas que são acionadas quando o leitor entra em contato com o texto. 1,50/ 1,50 8 Código: 37780 - Enunciado: Autores de ficção quase sempre se deparam com a pergunta dos leitores: "Essa história é sobre você?". Em determinados casos, de fato, o traço autobiográfico se combina à narrativa ficcional, apesar de muitos escritores não admitirem ou se valerem de métodos sutis para suavizar nuances das próprias histórias. O narrador que usa pessoa primeira instaura um jogo em que o leitor não sabe onde captura por inteiro o autor, a voz narrativa e ele mesmo, o leitor. Embaralham-se as cartas onde um jogo de múltiplas máscaras começa. Isso é o que chamaremos de linguagem ficcional, fictícia, irreal, um modo alto de mentir.A partir do exposto, diferencie autoficção e autobiografia. Resposta: A autoficção é diferente da autobiografia uma vez que esta relata situações que podem ser verdadeiras ou falsas, pois é apenas um retrato da realidade através do olhar do autor que ali inseriu elementos para passar sua visão ao leitor. Contudo, a autobiografia relata as experiências de um indivíduo na sua totalidade com o intuito de documentar sua trajetória. Comentários: O pronome "esta" promove confusão no leitor na seguinte passagem: "A autoficção é diferente da autobiografia uma vez que esta relata situações que podem ser verdadeiras ou falsas". Entendi perfeitamente que s definição se refere à "autoficção", no entanto, o pronome "esta" faz conexão com "autobiografia", conceito do qual está mais próximo. O correto seria utilizar o pronome "essa" ou "aquela", que indica distância do que se vai expressar. Justificativa: Expectativa de resposta: O conceito de "autoficção" difere-se do de “autobiografia”, uma vez que esta está compromissada e quer relatar a apreensão da totalidade das experiências e experimentações do sujeito. Convencionalmente, entende-se a vida como suporte para a criação artística, entretanto sabemos, por meio de escritos (auto)biográficos, que a obra pode criar, a sua maneira, modos de vida,o que muda o vetor muito presente na literatura realista de vida/obra para o vetor do contemporâneo obra/vida. 2,50/ 2,50 17/04/2022 12:39 Ilumno ilumno.sgp.starlinetecnologia.com.br/ilumno/schedule/resultcandidatedetailprint/6950003/ceef0bea-6d52-11e9-ad3e-0242ac11001e/ 6/6