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Franquia 
 
O contrato de franquia pode ser classificado como consensual, visto que ele se aperfeiçoa com a 
vontade das partes; bilateral, pois dele se desdobram obrigações para ambas as partes; oneroso, 
uma vez que a cada parte incumbe um ônus; de trato sucessivo, pois a sua execução ocorre dentro 
do prazo acertado; e atípico, porque a regência da relação entre as partes se realiza por cláusulas 
convencionais. 
Alberto é um empresário do ramo alimentício que já possui uma loja de médio porte no centro do 
Distrito Federal (DF). Como ele entende bem do assunto e estava interessado em ampliar seus 
negócios, procurou uma franquia da mesma área para se candidatar a franqueado. 
Recebeu deles a Circular de Oferta de Franquia (COF) com prazo de 10 dias de antecedência, 
conforme estipulado pela Lei n.° 8.955/94. Ele analisou as informações prestadas pelo franqueado 
e decidiu pela filiação. Ao ingressar na rede, Alberto pagou a taxa de franquia, que funciona como 
uma validação do contrato entre a rede e o franqueado. 
Contudo, quando estava prestes a implementar a franquia, ele sofreu o seguinte incidente, 
conforme pode ser observado na imagem a seguir: 
 
 
Frente à situação, você, como juiz da ação, com base em seu conhecimento em contratos de 
franquias, se decidiria contrário ou a favor de Alberto? Justifique. 
 
Padrão de resposta esperado 
 
Contrário a Alberto, pois como o franqueado não é destinatário final do produto e serviço oferecidos 
pela franqueadora, não se encaixa no conceito de consumidor, não sendo possível falar em Código 
de Defesa do Consumidor. Como a dissolução do contrato decorreu de desistência unilateral por 
parte do franqueado, não há como condenar a empresa franqueadora ao pagamento de multa 
contratual nem ao de indenização por lucros cessantes. Além disso, a rescisão do contrato antes 
da implementação da franquia autoriza a retenção parcial da taxa de franquia na proporção do 
prejuízo experimentado pela franqueadora, conforme Lei das Franquias (n.° 8.955/94) e Código 
Civil.

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