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CEDERJ - CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA 
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
 
MATERIAL DIDÁTICO IMPRESSO 
 
 
CURSO: Administração DISCIPLINA: Orçamento, Estrutura e Custo de Capital 
 
 
CONTEÚDISTA: Kátia de Almeida e Marcelo Alvaro da Silva Macedo 
 
 
 
AULA 8 – Módulo 2 
 
Analisando o Orçamento de Capital a partir do Custo Marginal do Capital 
 
 
META DA AULA 
Definir o conceito de Custo Marginal Ponderado de Capital (CMaPC) e abordar como este 
pode ser usado na análise das oportunidades de investimento. 
 
 
OBJETIVOS 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
• Determinar os pontos de ruptura relativos a cada fonte de financiamento e o Custo 
Marginal Ponderado de Capital (CMaPC). 
• Explicar como o CMaPC pode ser usado com o perfil de oportunidades de 
investimentos (POI) para tomar decisões de investimento e financiamento da 
empresa. 
PRÉ-REQUISITOS 
Para que você encontre maior facilidade na compreensão dessa aula, é importante que 
tenha em mente todos os conceitos desenvolvidos nas aulas 4 a 7. 
1. INTRODUÇÃO 
Nesta aula nós vamos mostrar a relação entre o custo de capital e o orçamento de capital. 
O custo de capital tem uma importância estratégica bem grande, pois projetos são aceitos 
ou rejeitados pela regra do VPL ou da TIR, utilizando-o como parâmetro de decisão. Isso 
porque, se a empresa pretende investir em novos projetos, esta deve exigir que estes 
sejam capazes de cobrir o custo de capital dos recursos necessários para seu 
financiamento. Logo, saber o custo marginal ponderado de capital (CMaPC) para 
comparar com a TIR ou para usar como TMA no cálculo do VPL dos projetos é relevante. 
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O custo marginal ponderado de capital é a função que relaciona o custo médio ponderado 
de capital da empresa a cada nível de novo financiamento total. Ele aumenta juntamente 
com o nível do novo financiamento total, porque os custos dos componentes do 
financiamento – empréstimos, ações preferenciais e ações ordinárias – sobem à medida 
que maiores volumes são levantados. O aumento nos custos componentes do 
financiamento resulta do fato de que num determinado instante, quanto maior o volume 
de financiamento novo, maior o risco para o fornecedor de capital. O risco aumenta em 
resposta à incerteza crescente quanto aos investimentos financiados com esses fundos. 
Em outras palavras, os fornecedores de capital exigem maiores retornos na forma de 
juros e dividendos, como compensação pelo maior risco assumido, conforme maiores 
montantes de novos financiamentos forem incorridos. 
Outro fator que causa o aumento do custo médio ponderado de capital relaciona-se ao 
uso de ações ordinárias como alternativa de financiamento. A parte do novo 
financiamento proporcionado pela ação ordinária será retirada dos lucros retidos 
disponíveis, até exauri-los, e depois será obtida através de emissões de ações ordinárias. 
Uma vez que lucros retidos são uma forma menos dispendiosa de financiamento de 
capital próprio do que a venda de novas ações ordinárias, quando os lucros retidos 
tiverem sido exauridos, o custo médio ponderado de capital aumentará, com a adição de 
ações ordinárias mais caras. 
O CMaPC é um insumo-chave no processo de tomada de decisão de investimento, já que 
a empresa deve fazer somente investimentos cujo retorno esperado seja maior que o 
CMaPC. Evidentemente, a qualquer momento, os custos do financiamento e os retornos 
dos investimentos da empresa serão afetados pelo volume de financiamento e pelo 
investimento efetuado. Por conta disso, se torna importante o uso do CMaPC associado 
as decisões de investimento 
2. CUSTO MARGINAL PONDERADO DE CAPITAL (CMaPC) 
O custo marginal de qualquer item é o custo de uma unidade adicional desse item; por 
exemplo, o custo marginal da mão-de-obra é o custo de se acrescentar um trabalhador 
adicional. O custo marginal da mão-de-obra pode ser de $35 por pessoa se forem 
acrescentados dez trabalhadores, mas de $50 por pessoa se a empresa tentar contratar 
cem novos trabalhadores, porque será mais difícil encontrar cem pessoas com disposição 
e capacidade de fazer o trabalho. O mesmo conceito é aplicável ao capital. Á medida que 
a empresa tenta atrair mais capital (reais) novos, o custo de cada real irá subir em algum 
ponto. Assim, o custo marginal do capital (CMaPC) é definido como o custo do último real 
de novo capital levantado pela empresa, sendo que o custo marginal aumenta, à medida 
que mais e mais capital é levantado, durante um dado período. 
O custo médio ponderado de capital pode variar a qualquer momento, dependendo do 
volume de financiamento que a empresa planeja levantar. Conforme o volume de 
financiamento aumenta, os custos dos vários tipos de financiamento aumentarão, 
elevando o custo médio ponderado de capital da empresa. O custo marginal ponderado 
de capital (CMaPC) é o custo médio ponderado de capital da empresa (CMePC) 
associado à próxima unidade monetária do novo financiamento total. O administrador 
financeiro está interessado neste custo marginal porque é relevante nas decisões atuais. 
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2.1 Ponto de ruptura 
Como questão prática, conforme uma empresa capta somas cada vez maiores, em um 
dado período de tempo, os custos de suas fontes se elevam, e à medida que isso ocorre, 
o CMePC de cada unidade monetária se eleva. Isto nos leva ao conceito de ponto de 
ruptura, que é o valor do capital novo que pode ser captado antes que ocorra um aumento 
no CMePC da empresa. Estes pontos podem ser encontrados pela divisão da quantia 
total do capital de custo mais baixo de um certo tipo pela fração deste tipo de capital na 
estrutura de capital da empresa. 
Para se utilizar o conceito de CMaPC nas decisões de investimento é necessário se 
calcular primeiramente os denominados pontos de ruptura. Estes poderiam ser definidos 
como sendo aqueles que refletem o nível do novo financiamento total, no qual aumenta o 
custo de um dos componentes de financiamento. Este é encontrado pelo quociente entre 
o total de fundos disponíveis de uma determinada fonte de financiamento a um dado 
custo e o peso da estrutura de capital (histórica ou meta) para esta mesma fonte de 
financiamento. 
A equação abaixo é usada para encontrar os pontos de ruptura. 
i
i
i w
TFPR =
 
onde 
PRi = ponto de ruptura para a fonte de financiamento i 
TFi = total de fundos disponíveis da fonte de financiamento i a um dado custo 
wi = peso da estrutura de capital - histórica ou meta - para a fonte de financiamento i. 
Exemplo 
Quando a Empresa Magnus exaurir seus lucros retidos disponíveis de $500.000 (kr = 
13%), terá que usar um novo financiamento de ações ordinárias, mais dispendioso (kn = 
14,01%), para suprir as necessidades do seu capital próprio. Além disso, a empresa 
espera emprestar somente $600.000 a um custo de 8,85%; um empréstimo adicional terá 
um custo após o imposto de renda (ki) de 10,00%. Assim sendo, existem dois pontos de 
ruptura – (1) quando os lucros retidos, $500.000, que custam 13,00% forem exauridos e 
(2) quando o empréstimo a longo prazo, $600.000, que custa 8,85% for exaurido. Os 
pontos de ruptura podem ser encontrados substituindo-se esses valores e os pesos da 
estrutura de capital correspondentes na equação anterior. Obtém-se: 
,00$1.000.000 
0,50
$500.000 próprio capital ==PR 
$1.500.000 
0,40
$600.000 prazo longo a empréstimo ==PR 
Este resultado indica que níveis de novo financiamento total de até $1.000.000, o custo de 
capital próprio é igual a 13% a.a., superior a $1.000.000, o custo de capital próprio é igual 
a 14,01% a.a. 
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Para o empréstimo de longo prazo, até um total de $1.500.000, o custo do empréstimo a 
longo prazo é 8,85%, superior a $1.500.000, o custo do empréstimo a longo prazo é 9,5%. 
Portanto, o nível de $1.000.000
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