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1) ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISONADAS 2021/2: Os trabalhos de APS- Atividades Práticas Supervisionadas serão desenvolvidos em grupo conforme as orientações que serão enviadas para cada turma. Os trabalhos da Atividade Prática Supervisionada deverão ser postados no site http://trabalhosacademicos.unip.br/entrega pelos líderes dos Grupos que deverão cadastrar anteriormente os RA’s dos demais componentes. As APS serão validadas e registradas individualmente em ficha própria (Ficha de Acompanhamento da APS), e que deverão ser postadas (de todos os integrantes do Grupo) pelo Líder, juntamente com o Trabalho no site acadêmico. a) Prazo para o cadastramento do grupo: de 24/09/2021 a 19/11/2021. (trabalhosacademicos.unip.br/entrega); b) Prazo para a postagem do trabalho no sistema: de (trabalhosacademicos.unip.br/entrega): 11/10/2021 a 19/11/2021 ATENÇÃO: A postagem do trabalho exige um link gerado pelo sistema a partir do cadastramento do grupo. Portanto, ainda que, excepcionalmente, o trabalho seja desenvolvido individualmente é necessário cadastrar grupo individual no prazo mencionado. ARTIGO 311 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – TUTELA DE EVIDÊNCIA A tutela de evidência consta no Código de Processo Civil (CPC) e tem como finalidade principal dar maior celeridade aos processos judiciais e seus efeitos. Essa espécie de tutela visa a antecipação provisória dos efeitos da decisão final, baseando-se em provas documentais inquestionáveis que comprovem os direitos que tem o seu pedido. No CPC, a tutela de evidência encontra-se no Artigo 311: Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: I – Ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte; II – As alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; III – Se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa; IV – A petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente. Visto sobre a tutela de evidência, do que se trata e quando pode ser concedida, seguem três julgados em que o artigo 311 do CPC foi aplicado. 1- PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SEXTA CÂMARA CÍVEL Agravante: BANCO DO BRASIL Agravado: CLEUZA PINTO DA SILVA Relator: Desembargadora. TERESA DE ANDRADE RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento interposto em face de decisão do juízo da 7ª Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu que deferiu tutela de evidência para determinar que a ré, em 48 (quarenta e oito) horas, suspenda os descontos do benefício previdenciário da autora no valor de R$98,24, sob a rubrica consignação empréstimo bancário, pena de multa única no valor de R$2.000,00 (dois mil reais). Ressaltou o magistrado que a autora alega que recebeu valores a título de empréstimo consignado diverso do pactuado com o banco e condicionou o deferimento da tutela ao depósito integral do valor creditado a título de empréstimo, o que foi atendido às fls. 35/36. Sustenta o Agravante que não há abusividade nos contratos firmados livremente pelas partes, pugnando pela revogação da tutela. Rechaça a multa fixada, que é excessiva. Termina requerendo a reforma da decisão para afastar o pedido da agravada de execução de multa diária, porque o Agravante não descumpriu a liminar. Alternativamente, pugna pela redução da multa. Em contrarrazões a agravada afirma que nunca houve a contratação do empréstimo, sendo certo que efetuou a devolução dos valores. Ressalta que o recurso é confuso ao afirmar que foi feita abertura de conta pelo aplicativo de telefone celular e depois informar que foi verificada fraude na abertura sem contratação de qualquer tipo de empréstimo. DA OPINIÃO DO GRUPO O acordão refere-se a uma ação em que a autora Cleuza Pinto da Silva ingressou em face do Banco do Brasil, uma vez que houve uma fraude onde foi feita a abertura de uma conta em nome da autora e solicitado um empréstimo ao banco. Cleuza ao verificar que estavam sendo descontados valores de sua conta, os quais não reconhecia a dívida, acionou o Banco do Brasil para resolução deste. O Banco ao ser procurado, verificou e constatou que de fato, se tratava de uma fraude. Reconhecendo a atitude errônea em descontar os valores da conta da autora, o banco se pronunciou declarando tal fato e fraude, porém os valores descontados da conta da autora não cessaram, o que a fez ajuizar ação e fazer o pedido de tutela de evidência, uma vez que haviam documentos comprobatórios emitidos pelo próprio banco, os quais são inquestionáveis e não deixavam dúvidas do direito da autora. A juíza concedeu a tutela de evidência a requerente, solicitando que o banco cessasse em 48 horas os descontos de valores de sua conta, mediante pena de multa. O Banco do Brasil interpôs um agravo de instrumento em face de decisão do juízo da 7ª Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu que deferiu tutela de evidência, sob a rubrica consignação empréstimo bancário, pena de multa única no valor de R$2.000,00 (dois mil reais). Neste acordão a decisão foi mantida, e houve o desprovimento do recurso. Na opinião do grupo, a decisão foi acertada, uma vez que a autora Cleuza Pinto da Silva se valia de prova documental apresentada, capaz de demonstrar a existência de seu direito, assim, dando celeridade ao processo em andamento em relação a obrigação de fazer do banco do Brasil. (Artigo 311, inciso II, CPC). 2- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 2ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO Agravante: M. da R. G. Agravado: M. A. F. G. Relator: HERTHA HELENA DE OLIVEIRA RELATÓRIO Trata-se de recurso de agravo de instrumento, na Comarca de Atibaia em sessão permanente e virtual da 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. Decisão que negou a concessão de tutela de evidência e de urgência, não estando presentes os requisitos legais para decretação liminar do divórcio – Inconformismo - Pretensão recursal fundada no art. 311, inciso II do CPC Impossibilidade-Dispositivo legal que impõe dois requisitos cumulativos (alegações de fato comprovadas documentalmente e tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou súmula vinculante) - Agravante que não preencheu nenhum dos dois - Provimento jurisdicional irreversível Decisão mantida - Agravo desprovido. DA OPINIÃO DO GRUPO No caso, não se encontram presentes os requisitos para concessão da tutela de evidência pretendida, tampouco para a tutela de urgência, por inexistir perigo de dano ou o risco de resultado útil do processo, assim sendo, concordamos com a decisão judicial em razão das alegações de fato não terem sido comprovadas documentalmente, assim como não restou demonstrado julgados de casos repetitivos ou súmula vinculante, portanto, em total inobservância com o art. 311 CPC. 3- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 7ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE SOROCABA Agravante: JORGE GUIDO VILLAREJOS MENDONZA e LEONICE GRAZINA VILLAREJOS Agravados: JOSÉ LUIZ VILLAREJOS MENDONZA e NANCI PILAR MIRANDA DE VILLAREJOS Relator: ANGELA LOPES RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento com pedido liminar. Inicialmente, insta salientar que os Agravantes detêm a propriedade de um imóvel, que passou a ser objeto de litígio, no entanto, no presente momento, encontram-se impossibilitados de exercer a posse desse, hajavista que seus familiares estão residindo no imóvel de forma injustificada. Diante disso, pleitearam ação de reinvindicação de posse do bem, concomitantemente com a devida indenização, requerendo, desde já, a análise liminar do pedido de forma antecipada com base na tutela de evidência para que houvesse a imissão na posse do imóvel. No entanto, tal preliminar veio a ser negada, sob a justificativa de ser possível aguardar o prévio contraditório. Em razão disso, questionaram a decisão ora agravada, arguindo não haver restrição em face do uso da propriedade, uma vez que, já fora mérito debatido em autos, tendo a sentença transitada em julgado. Logo, não havendo o que se falar quanto à legitimidade da posse dos Agravantes. Ademais, elencaram ser de conhecimento os documentos que demonstram o título de domínio e a posse injusta dos Agravados. Sendo assim, postularam a concessão de liminar para que houvesse a desocupação do bem imóvel sob pena de multa diária ou o pagamento de aluguel. DA OPINIÃO DO GRUPO Ao fazer a análise, o juízo a quem julgou improcedente o devido recurso, elencando que o caso não se enquadraria nas hipóteses de tutela de evidência previstas no artigo 311, inciso IV do código de processo civil, sendo um direito evidente apenas no entendimento da Agravante. Sendo assim, a tutela de evidência somente pode ser deferida liminarmente e sem a oitiva da parte contrária nos casos previstos nos incisos II e III do art. 311 do CPC, motivo pelo qual negaram provimento ao recurso. Ante os fatos elencados, passa-se a analisar os fundamentos que embasam o presente acórdão. Logo, o artigo 311 do código de processo civil, pontua que a tutela de evidencia será concedida independente da amostra de perigo de dano ou resultado útil ao processo nas situações previstas. Não obstantes nenhum dos pontos elencados no artigo supramencionado, se encaixam na situação de fato, uma vez que não possui abuso de poder da defesa, alterações comprovadas documentalmente nem tese firmada, e prova documental instituída na Exordial. Sendo assim, há aplicação coerente frente ao texto e seu modo de aplicabilidade, levando em consideração, além disso, de não se tratar de tutela antecipada de urgência, não havendo o que se falar em probabilidade de dano, risco de dano ou ao resultado útil do processo. Logo, concordasse totalmente com a fundamentação elencada no acórdão e sua decisão proferida. Acerca da concessão da tutela de evidência, destaca-se que não se quer dizer que a jurisdição, na tutela dos direitos fundamentais, apenas apareça no campo da omissão do legislador, mas sim, o que realmente passa a importar é a compreensão dos motivos plausíveis a tutela jurisdicional dos direitos, uma vez que exige esforços e concentração no plano significativo das normas. Como pode ser observado, o Estado possui dever de tutelar ou proteger os direitos fundamentais por meio de normas, sendo essas a tutela normativa, administrativa ou tutela jurisdicional dos direitos, sendo um desses a garantia da análise preliminar nos casos cabíveis. Insta relembrar que a tutela de evidência é garantida são garantidas pelo direito material, mas é possível tendo em vista um desenvolvimento linear-lógico, que as formas de tutela estejam em um local mais avançado: é necessário partir pelos seus direitos, pelas necessidades e posteriormente pelas formas capazes de atendê-las. Ao fazer uma breve análise, pode-se averiguar que é um direito do Agravado solicitar que sejam pleiteados seu direito, sendo uma forma perfeita de ser averiguado, no entanto, a necessidade de uma tutela, seja de evidencia ou cautelar, é inequívoca. Ademais, para tais ponderações, foi utilizado o site do Conjur ea os apontamentos elencados por Luiz Guilherme Marinoni, autor da obra intitulada “Tutela de urgência e tutela de evidência”, estando em sua 3ª edição.