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Tipos de dor

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1- Classificar a dor, classificando-a quanto a: 
 
A) tipos de dor (nociceptiva e não nociceptiva-
neuropática) 
B) localização (localizada, referida, irradiada, etc) 
C) dor crônica e dor aguda 
Fontes: 1 Definição de dor revisada após quatro décadas- Josimari Melo et al, 2020 
2 FISIOLOGIA DA DOR, Inês Margarida, 2017 
3 Tratado da Dor 
 
Dor: Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) 
conceitua a dor como “uma experiência sensitiva e emocional 
desagradável associada, ou semelhante àquela associada, a 
uma lesão tecidual real ou potencial” 
 
A) TIPOS 
 Do ponto de vista fisiopatológico ser classificada em 
nociceptiva, neuropática, mista e psicogênica 
 Em 2016 surgiu outro descritor, a dor nociplástica para 
melhor classificar outras condições dolorosas, como a 
fibromialgia 
 Notas explicativas publicadas pela Diretoria da Sociedade 
Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) em 2020 1. A dor 
é sempre uma experiência pessoal que é influenciada, em 
graus variáveis, por fatores biológicos, psicológicos e 
sociais. 2. Dor e nocicepção são fenômenos diferentes. A 
dor não pode ser determinada exclusivamente pela 
atividade dos neurônios sensitivos. 3. Através das suas 
experiências de vida, as pessoas aprendem o conceito de 
dor. 4. O relato de uma pessoa sobre uma experiência de 
dor deve ser respeitado. 5. Embora a dor geralmente 
cumpra um papel adaptativo, ela pode ter efeitos adversos 
na função e no bem-estar social e psicológico. 6. A 
descrição verbal é apenas um dos vários comportamentos 
para expressar a dor; a incapacidade de comunicação não 
invalida a possibilidade de um ser humano ou um animal 
sentir dor 
DOR NOCICEPTIVA 
 ativação dos nociceptores e pela transmissão dos 
impulsos gerados, que percorrem as vias nociceptivas até as 
regiões do SNC, onde são interpretados 
 
 
 
 Surge devido a estímulos específicos a receptores da 
dor, os quais são sensíveis à vários estímulos 2 
 vias nociceptivas preservadas, sendo ativadas pelos 
nociceptores de tecidos cutâneos (Dor somática) ou 
profundos (Dor visceral) 
 Ex: dor 2ªria a agressões externas (picada de inseto, 
fratura de um osso, corte da pele), a dor visceral (cólica 
nefrética, apendicite), a neuralgia do trigêmeo, a dor da artrite 
e da invasão neoplásica dos ossos 
 DOR NÃO NOCICEPTIVA: é uma dor que não está 
associada a receptores específicos, sendo produzida por 
disfunções nas células nervosas. Surge a partir do SN 
periférico e pode ser classificada em neuropática ou 
simpática 
DOR NEUROPÁTICA 
 Dor por lesão neural, por desaferentac ̧ão (privac ̧ão de um 
neurônio de suas aferências), ou central (quando 
secundária às lesões do SNC) Esta lesão poderá ser 
parcial ou total e pode localizar-se a qualquer nível do SN, 
tanto a nível central como periférico dor gerada dentro 
do SN, independentemente de qualquer estímulo externo 
ou interno (componente constante) 
 normalmente associada a diferentes sintomas 
neurológicos que podem reduzir a sensação ou até 
mesmo levar à anestesia completa ou, pelo contrário, à 
hiperexcitabilidade 
 sensações de queimadura, formigueiro, dormência, 
picadas, choque elétrico 
 dor problemática : por ser crônica, de possuir uma 
etiologia diversa e não responder às terapêuticas 
analgésicas convencionais 
 Quando um neurônio é privado de suas aferências 
(desaferentação), aparecem diversas alterac ̧ões: 
degeneração dos terminais pré‐sinápticos, reinervação do 
sítio desaferentado por axo ̂nios vizinhos (brotamento ou 
sprouting), substituição de sinapses inibitórias por outras 
excitatórias, ativação de sinapses anteriormente inativas e 
aumento da eficácia de sinapses antes pouco eficazes 
 A ocorrência dessas alterações acaba por tornar as células 
desaferentadas hipersensíveis (células explosivas ou 
bursting cells) 
 
T1M13 
 
 Sua hiperatividade espontânea, visto que são integrantes 
das vias nociceptivas, seria o substrato fisiopatológico para 
a dor constante 
 Outra hipótese é que o componente constante da dor 
neuropática se deva à hiperatividade das vias 
reticulotalâmicas e do tálamo medial 
 Foi proposto que a hiperatividade do tálamo medial/via 
reticulotalâmica seria devida à hipoatividade do Circuito 
Modulatório Prosencéfalo‐Mesencefálico, secundária à 
lesão das vias neoespinotalâmica e espinotalâmica 
anterior, ativadores habituais desse circuito, ou à 
interrupção do mesmo 
 Apresenta mais dois componentes, podendo ser 
intermitente ou evocada (alodínia e hiperpatia) 
o Intermitente: decorre da ativação das vias 
nociceptivas pela cicatriz formada no foco lesional ou 
por efapse (impulsos motores descendentes cruzam 
para as vias nociceptivas no sítio de lesão do sistema 
nervoso). A secção cirúrgica completa da via 
neoespinotalâmica (ou neotrigeminotalâmica, na dor 
facial) elimina essa modalidade de dor 
o Evocada: se deve aos rearranjos sinápticos 
decorrentes da desaferentação. A reinervação de células 
nociceptivas desaferentadas por aferentes táteis, por 
exemplo, faria com que a estimulac ̧ão tátil, ao ativar 
neurônios nociceptivos, produzisse uma sensação 
dolorosa, desagradável (alodínia). A substituic ̧ão de 
sinapses inibitórias por excitatórias, o aumento da 
eficácia de sinapses outrora pouco efetivas e a ativac ̧ão 
das anteriormente inativas, por outro lado, poderiam 
tornar tais células hiperresponsivas aos estímulos 
dolorosos, manifestando‐se clinicamente sob a forma de 
hiperpatia 
 Ex: polineuropatias, neuralgia pós-herpética, membro 
fantasma, avulsão do plexo braquial, pós trauma 
raquimedular e pós AVC (dor talâmica) 
 Etiologia: variada, incluindo afecc ̧ões traumáticas, 
inflamatórias, vasculares, infecciosas, neoplásicas, 
degenerativas, desmielinizantes e iatrogênicas 
 Seu início pode coincidir com a atuac ̧ão do fator causal, 
porém, mais comumente, ocorre após dias, semanas, 
meses ou até anos 
 A forma constante da dor neuropática, ao contrário da dor 
nociceptiva, tende a ser agravada pela interrupc ̧ão 
cirúrgica das vias da dor, pois tais procedimentos 
acentuam a desaferentação 
 lesão seletiva do trato neoespinotalâmico (Dor central) ou 
resultante de lesões no sistema nervoso periférico (Dor 
periférica) 
DOR MISTA 
 É aquela que decorre dos dois mecanismos anteriores 
 Ex: em certos casos de dor por neoplasia maligna, 
quando ela se deve tanto ao excessivo estímulo dos 
nociceptores quanto à destruição das fibras nociceptivas. 
DOR PSICOGÊNICA 
 É uma condição para a qual não há qualquer substrato 
orgânico, sendo gerada por mecanismos puramente 
psíquicos 
 Tende a ser difusa, generalizada, imprecisa 
 Algumas vezes, pode ser localizada e, nesse caso, em 
geral, sua topografia corresponde à da imagem corporal 
que o paciente tem da estrutura que julga doente 
(imagina ter um infarto do miocárdio, , a área dolorida 
corresponderá à do mamilo esquerdo e não à região 
retroesternal ou à face medial do braço esquerdo) 
 Muda de localização sem qualquer razão aparente 
 Quando irradiada, não segue o trajeto de qualquer nervo 
 Intensidade variável, sendo agravada pelas condic ̧ões 
emocionais do paciente 
 Ao exame físico, em geral sem quaisquer achados 
relevantes, tendem a literalmente pular ao mero toque 
da região “dolorosa”, por vezes simulando déficit 
sensorial de distribuição “histérica” (não segue qualquer 
padrão dermatomérico) e fraqueza muscular 
 Os exames complementares são normais 
3 DOR NOCIPLÁSTICA 
 Casos em que há uma alteração da nocicepção percebida 
como dor, mesmo na ausência de estimulação dos 
nociceptores por lesão tecidual atual ou potencial, ou de 
doença que esteja afetando o sistema somatossensitivo 
 
B) LOCALIZAÇÃO 
DOR REFERIDA 
 Sensação dolorosa superficial,

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