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INTERPRETAÇÃO PRÉ-VESTIBULAR 119PROENEM.COM.BR PALAVRAS DENOTATIVAS06 A gramática usualmente apresenta dez classes gramaticais nas quais insere as palavras por conta de sua flexão, uso e relação com outras palavras. Entretanto, alguns vocábulos não se enquadram em nenhuma das dez categorias, ainda que sejam utilizadas normalmente em nosso dia a dia. São termos semelhantes a advérbios, mas que, por não exprimirem exatamente uma circunstância, classificam-se à parte, sem uma categoria particular. O termo “denotativo” refere-se a uma significação plena, literal; denotar significa caracterizar ou demonstrar. Assim, uma palavra denotativa indica um significado preciso, sem que esteja funcionando como uma das dez classes gramaticais. Esses significados são úteis e auxiliares na construção da textualidade, já que funcionam como modalizadores do discurso ou mesmo como mecanismos de coesão. Na verdade, chega a ser mais correto nomear esses termos como palavras e expressões denotativas, já que muitas vezes se constituem de vários vocábulos combinados, em lugar de apenas um vocábulo. Entre as diversas significações que assumem dentro dos mais variados contextos, podem denotar, entre outras: Inclusão até, inclusive, mesmo, também, até mesmo, além disso. Exclusão apenas, salvo, senão, nem sequer, só, somente. Afastamento embora. Designação eis. Realce cá, lá, é que, só. Retificação aliás, ou antes, isto é, ou melhor. Situação afinal, então, aí. PROTREINO EXERCÍCIOS 01. Explique o que significa uma palavra em seu uso denotativo 02. Identifique a diferença entre o uso de palavras em sentido denotativo e conotativo. 03. Apresente dois exemplos de frases em seu sentido denotativo. 04. Justifique por que a palavra usada na frase ao lado está sem sentido denotativo: “O homem chorou rios e rios de lágrima.” 05. Explique por que os significados das palavras denotativas são uteis para a construção do texto. PROPOSTOS EXERCÍCIOS 01. Observe o emprego da palavra então em: “Ela o trouxe pela mão até a cozinha. Ele não se queria deixar ir. Então, o que queres fazer aqui? Ele respondeu: quero a mulher.“ Nelida Piñon O mesmo sentido da palavra então ocorre na alternativa: a) “Ele ainda herói bateu algumas vezes mais. Até que gritou seu nome, sou eu, então não vê, então não sente (...)” (Nelida Piñon) b) “Mas eis que Portugal se faz aos mares! E raras são então as armadas e os combates do Oriente em que se não esforce um Ramires (...)” (Eça de Queirós) c) “No fim da tarde do dia 12 de fevereiro de 1970, eu, então com 13 anos, estava caminhando pela praia de Torres, no Rio Grande do Sul.” (Luis Fernando Veríssimo) d) “A luz da sala parecia então mais amarela e mais rica, as pessoas envelhecidas.” (Clarice Lispector) e) “Na hora da pílula lilás ela foi buscar o copo d’água e então ele me olhou lá do seu mundo de estruturas.” (Lygia Fagundes Telles) 02. Assinale a alternativa em que a palavra “só” classifica-se como palavra denotativa: a) Ele sentia-se muito só em casa. b) Dentre todas as pessoas presentes, só ele levantou a mão. c) Ele apresentou-se só diante da plateia. d) Só, não conseguia ajuda para consertar o telhado. e) Mesmo em meio àquela multidão, só, era como se sentia. 03. Assinale a alternativa em que a palavra “embora” classifica-se como palavra denotativa: a) Embora chovesse, todos foram à praia. b) Não havia muita gente, embora o evento tivesse sido divulgado. c) Ir embora é a melhor opção quando não se quer esperar. d) Fazíamos tudo na casa, embora não reclamássemos. 04. A partícula “é que” indica realce em: a) A verdade é que vamos vencer! b) Isso é que é filme! c) A profecia da vidente é que seremos felizes. d) Toda a nossa expectativa é que a chuva caia sobre o sertão. 05. Assinale a alternativa em que o termo sublinhado seja uma palavra ou expressão denotativa: a) Eis que surge um policial para evitar o crime. b) Ainda que haja resistência, é necessário seguir em frente. c) O ideal é que todos assumam suas responsabilidades. d) Não houve qualquer problema, embora todos esperassem o pior. e) Depois de um dia duro de trabalho, enfim estava só e poderia descansar. R ep ro du çã o pr oi bi da A rt . 1 84 d o CP . PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR120 INTERPRETAÇÃO 06 PALAVRAS DENOTATIVAS 06. Assinale a opção em as palavras / locuções denotativas NÃO foram bem classificadas: a) A palavra se, por exemplo, pode ter muitas funções. (de explicação) b) Todos saíram, exceto o vigia. (de exclusão) c) Mesmo eu não sabia de nada! (de inclusão) d) Ele também participou da homenagem. (de inclusão) e) O pároco, isto é, o vigário da nossa paróquia esteve aqui. (de adição) 07. Bode no pasto Quase ninguém duvidou do saber do homem, do seu poder mágico, pois andava com uns livros de história, de magia, com versões sobre fatos reais, mistérios, ciências ocultas. Até mesmo os céticos, críticos, admitiam sua condição de mestre, de domínio da arte, da mágica, reflexo de vivências no país e no mundo. Então visto como sábio, senhor de poderes ocultos, o homem prometeu uma façanha, ou seja, domar bodes, mudar o hábito da espécie. Aí pegou umas folhas, esfregou na venta dum cabrito, e garantiu que a praga estava eliminada, nunca mais faria estragos naquela terra. (…) (Nagib Jorge Neto. Diário de Pernambuco. 20 / 11/ 98) As palavras destacadas no texto estabelecem, respectivamente, as seguintes relações lógicas: a) soma, soma, conclusão b) inclusão, explicação, situação c) exclusão, retificação, lugar d) soma, ratificação, tempo e) inclusão, retificação, conclusão 08. “Aliás – descubro eu agora – também eu não faço a menor falta, e até o que escrevo um outro escreveria. Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas.” (Clarice Lispector, A hora da estrela.) As palavras sublinhadas no texto estabelecem, respectivamente, as seguintes relações lógicas: a) designação, inclusão, exclusão b) situação, realce, inclusão c) retificação, situação, situação d) situação, situação, realce e) retificação, inclusão, inclusão 09. Assinale a alternativa em que o termo sublinhado classifique- se como “palavra denotativa”: a) Eu lá que vou saber! b) Venha cá, menino! c) Tenho medo de ir lá longe. d) O livro está aí na prateleira. 10. O termo sublinhado representa uma palavra denotativa em: a) O menino foi salvo pelos bombeiros. b) Ele tinha muito medo das histórias do além. c) Ele até fugiu da sala com medo! d) Mesmo triste, voltou ao palco. 11. Atleta de Bengala O tigre-de-bengala não tem esse nome porque precisa de ajuda para andar. Ele é chamado assim só porque mora na região de Bengala, na Ásia. Aliás, ele salta e corre muito bem e é um grande caçador. Essa espécie chega a medir quase 4 metros da cabeça até o fim da cauda e pode pesar até 250 quilos. As palavras denotativas servem para apresentar um sentido real, literal de uma palavra ou de uma expressão que não se encaixa, no contexto da oração, a uma classe de palavra. Observe o trecho abaixo, extraído do texto: "Essa espécie chega a medir quase 4 metros da cabeça até o fim da cauda e pode pesar até 250 quilos." Considerando o termo destacado acima, pode-se observar um valor de: a) explicação b) inclusão c) adição d) realce e) aproximação 12. Em “Podemos até dançar.”, o elemento em destaque apresenta sentido de a) inclusão. b) conclusão. c) tempo. d) delimitação. e) modo. 13. Bode no Pasto Quase ninguém duvidou do saber do homem, do seu poder mágico, pois andava com uns livros de história, de magia, com versões sobre fatos reais, mistérios, ciências ocultas. Até mesmo os céticos, críticos, admitiam sua condição de mestre, de domínio da arte, da mágica, reflexo de vivências no país e no mundo. Então visto como sábio, senhor de poderes ocultos, o homem prometeu uma façanha, ou seja, domar bodes, mudar o hábito da espécie. Aí pegou umas folhas, esfregou na venta dum cabrito, e garantiu que a praga estava eliminada, nunca maisfaria estragos naquela terra. (…) (Nagib Jorge Neto. Diário de Pernambuco. 20 / 11/ 98) As palavras destacadas no texto estabelecem, respectivamente, as seguintes relações lógicas: a) explicação, soma, comparação, soma, conclusão b) causa, inclusão, comparação, explicação, situação c) causa, exclusão, conformidade, retificação, tempo d) conclusão, soma, conformidade, ratificação, tempo e) explicação, inclusão, causa, retificação, conclusão 14. Assinale a opção em que o termo destacado não identifica rigorosamente o que está indicado após o enunciado: a) O pedreiro precisa fazer esse trabalho. Aliás eu já lhe paguei por isso. — retificação. b) Todos me acusaram e se opuseram às minhas ideias. Até você ficou contra mim. — inclusão. c) No quintal é que vocês podem fazer a festa. — restrição. d) Deixe brincar no balanço somente as crianças. — seleção. e) Era para pegar peixe que íamos até o açude. — restrição. 15. Leia as estrofes a seguir: Qual não é sua surpresa Ao ver à sua oração A rosa branca ir ficando Rubra de indignação É que a rosa, além de branca (Diga-se isso a bem da rosa) Era da espécie mais franca E da seiva mais raivosa. R ep ro du çã o pr oi bi da A rt . 1 84 d o CP . PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR 06 PALAVRAS DENOTATIVAS 121 INTERPRETAÇÃO Nos versos acima, a locução É que denota: a) designação. b) explicação. c) inclusão. d) realce. e) retificação. 16. Somente uma crise muito séria faria o presidente desistir de enfrentar o protocolo que ele tanto aprecia. Para falar a verdade, nem chega a haver uma crise específica na vida nacional.(...) Tampouco o problema de violência é novo, é endêmico, nada tem de epidêmico. Pessoalmente, acho que Lula se sai muito bem quando viaja: destaca o Brasil como um país diferente dos outros, no bem e no mal, – e a eleição de Lula, em tese, foi um bem, do qual podemos nos orgulhar.” (Carlos H. Cony - F.S.P.- 04/08/03) Na crônica acima, “No outro lado da rua”, Carlos H. Cony comenta o adiamento da viagem de Lula à África e aventa uma hipótese explicativa: Destacamos dois elementos que caracterizam a presença do enunciador no enunciado: “Para falar a verdade” e “Pessoalmente”. Assinale o valor que esses marcadores indicam, respectivamente: a) explicação e explicação. b) restrição e ênfase. c) ênfase e restrição. d) oposição e explicação. e) explicação e oposição. 02. (ITA – ADAPTADA) Com um pouco de exagero, costumo dizer que todo jogo é de azar. Falo assim referindo-me ao futebol que, ao contrário da roleta ou da loteria, implica tática e estratégia, sem falar no principal, que é o talento e a habilidade dos jogadores. Apesar disso, não consegue eliminar o azar, isto é, o acaso. E já que falamos em acaso, vale lembrar que, em francês, “acaso” escreve-se “hasard”, como no célebre verso de Mallarmé, que diz: “um lance de dados jamais eliminará o acaso”. Ele está, no fundo, referindo- se ao fazer do poema que, em que pese a mestria e lucidez do poeta, está ainda assim sujeito ao azar, ou seja, ao acaso. Se no poema é assim, imagina numa partida de futebol, que envolve 22 jogadores se movendo num campo de amplas dimensões. Se é verdade que eles jogam conforme esquemas de marcação e ataque, seguindo a orientação do técnico, deve-se no entanto levar em conta que cada jogador tem sua percepção da jogada e decide deslocar-se nesta ou naquela direção, ou manter-se parado, certo de que a bola chegará a seus pés. Nada disso se pode prever, daí resultando um alto índice de probabilidades, ou seja, de ocorrências imprevisíveis e que, portanto, escapam ao controle. Tomemos, como exemplo, um lance que quase sempre implica perigo de gol: o tiro de canto. Não é à toa que, quando se cria essa situação, os jogadores da defesa se afligem em anular as possibilidades que têm os adversários de fazerem o gol. Sentem- se ao sabor do acaso, da imprevisibilidade. O time adversário desloca para a área do que sofre o tiro de canto seus jogadores mais altos e, por isso mesmo, treinados para cabecear para dentro do gol. Isto reduz o grau de imprevisibilidade por aumentar as possibilidades do time atacante de aproveitar em seu favor o tiro de canto e fazer o gol. Nessa mesma medida, crescem, para a defesa, as dificuldades de evitar o pior. Mas nada disso consegue eliminar o acaso, uma vez que o batedor do escanteio, por mais exímio que seja, não pode com precisão absoluta lançar a bola na cabeça de determinado jogador. Além do mais, a inquietação ali na área é grande, todos os jogadores se movimentam, uns tentando escapar à marcação, outros procurando marcá-los. Essa movimentação, multiplicada pelo número de jogadores que se movem, aumenta fantasticamente o grau de imprevisibilidade do que ocorrerá quando a bola for lançada. A que altura chegará ali? Qual jogador estará, naquele instante, em posição propícia para cabeceá-la, seja para dentro do gol, seja para longe dele? Não existe treinamento tático, posição privilegiada, nada que torne previsível o desfecho do tiro de canto. A bola pode cair ao alcance deste ou daquele jogador e, dependendo da sorte, será gol ou não. Não quero dizer com isso que o resultado das partidas de futebol seja apenas fruto do acaso, mas a verdade é que, sem um pouco de sorte, neste campo, como em outros, não se vai muito longe; jogadores, técnicos e torcedores sabem disso, tanto que todos querem se livrar do chamado “pé frio”. Como não pretendo passar por supersticioso, evito aderir abertamente a essa tese, mas quando vejo, durante uma partida, meu time perder “gols feitos”, nasce-me o desagradável temor de que aquele não é um bom dia para nós e de que a derrota é certa. Que eu, mero torcedor, pense assim, é compreensível, mas que dizer de técnicos de futebol que vivem de terço na mão e medalhas de santos sob a camisa e que, em face de cada lance decisivo, as puxam para fora, as beijam e murmuram orações? Isso para não falar nos que consultam pais-de-santo e pagam promessas a Iemanjá. É como se dissessem: treino os jogadores, traço o esquema de jogo, armo jogadas, mas, independentemente disso, existem forças imponderáveis que só obedecem aos santos e pais- de-santo; são as forças do acaso. Mas não se pode descartar o fator psicológico que, como se sabe, atua sobre os jogadores de qualquer esporte; tanto isso é certo que, hoje, entre os preparadores das equipes há sempre um psicólogo. De fato, se o jogador não estiver psicologicamente preparado para vencer, não dará o melhor de si. Exemplifico essa crença na psicologia com a história de um técnico inglês que, num jogo decisivo da Copa da Europa, teve um de seus jogadores machucado. Não era um craque, mas sua perda desfalcaria o time. O médico da equipe, depois de atender o jogador, disse ao técnico: “Ele já voltou a si do desmaio, mas não sabe quem é”. E o técnico: “Ótimo! Diga que ele é o Pelé e que volte para o campo imediatamente”. Na frase, “Apesar disso, não consegue eliminar o azar, isto é, o acaso.”, a utilização da expressão denotativa “isto é” permite entender que “o azar” é: a) consequência do acaso. b) sinônimo de acaso. c) causa do acaso. d) justificação para o acaso. e) o contrário de acaso. 18. Se 01 Você disse que não sabe se não Mas também não tem certeza que sim Quer saber? Quando é assim 05 Deixa vir do coração Você sabe que eu só penso em você Você diz que vive pensando em mim Pode ser se é assim 10 tem que largar a mão do não Soltar essa louca, arder de paixão Não há como doer pra decidir Só dizer sim ou não Mas você adora um se... 15 Eu levo a sério, mas você disfarça Você me diz à beça e eu nessa de horror E me remete ao frio que vem lá do sul Insiste em zero a zero e eu quero um a um Sei lá o que te dá que não quer meu calor R ep ro du çã o pr oi bi da A rt . 1 84 d o CP . PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR122 INTERPRETAÇÃO 06 PALAVRAS DENOTATIVAS 20 São Jorge por favor me empresta o dragão Mais fácil aprender japonês em braile Do que você decidirse dá ou não Assinale a opção em que se faz uma análise inaceitável em relação à estratégia de estruturação do texto acima: a) O uso da palavra “também” (verso 02) pressupõe uma informação que está contida no verso anterior. b) No verso 06, a palavra “só” introduz uma ideia de seleção de um fato entre outros potencialmente possíveis. c) A palavra “só”, no verso 13, introduz uma noção de restrição em relação a outras situações pressupostas. d) A palavra “lá” (verso 17) indica noção de explicação. e) A palavra lá (verso 19) traduz apenas uma noção enfática, que a classifica como meramente expletiva. 19. dor de dente Em frente de Sousa Costa, a pretinha Marina, imóvel, se agarra com as duas mãos no banco, estarrecida, boca aberta, olhos esbugalhados, gozando. Como tinham ido ao Rio pelo noturno, esta era realmente a primeira vez que enfim Marina viajava de trem, a sua maior aspiração. Automóvel, jamais a interessara, era canja, não tinha apito. Mesmo pra ir da casinha dela, na chegada de Jundiaí, para a vila Laura, foram buscá-la na Fiat, não tinha apito. E nos seus quatorze anos, Marina guardava aquele deseja eterno com que, todos os dias de sua já longa vida, espiava os trens, trepada no barranco, os trens sublimes passando. A casa do pai dela, carapina em Jundiaí, era justo numa curva de apitar, e o apito nascera dentro dela como a suprema expressão da dignidade dos veículos. Só uma coisa Marina ainda achava superior ao trem: ter dor de dente. Chegara a rezar a Deus pedindo que mandasse uma dor de dente, nem que fosse uma dorzinha só, bem pequenina, porque achava muito lindo a gente andar com um lenço vermelho amarrado na cara. Achava lidíssimo. No tempo em que morava com a família, chegava a chorar de escondido, porque o Dito andava sempre de lenço amarrado na cara, maravilhoso, já todo banguela de tanto dente arrancado com dor. E ela com aquela dentadura branca, alvinha sem uma dor... Chorava. (Mário de Andrade) Identifique a opção em que não ocorre uma palavra denotativa: a) “Mesmo pra ir da casinha dela, na chegada de Jundiaí, para a vila Laura, foram busca-la na Fiat, não tinha apito.” b) “Só uma coisa Marina ainda achava superior ao trem: ter dor de dente.” c) “Chegara a rezar a Deus pedindo que mandasse uma dor de dente, nem que fosse uma dorzinha só, bem pequenina, porque achava muito lindo a gente andar com um lenço vermelho amarrado na cara.” d) “Como tinham ido ao Rio pelo noturno, esta era realmente a primeira vez que enfim Marina viajava de trem, a sua maior aspiração. Automóvel, jamais a interessara, era canja, não tinha apito.” 20. Leia o fragmento abaixo, extraído de uma canção de Gilberto Gil: Sabe, gente Eu sei que no fundo o problema é só da gente É só do coração dizer não quando a mente Tenta nos levar pra casa do sofrer E quando escutar um samba-canção Assim como “Eu preciso aprender a ser só” Reagir e ouvir o coração responder: “Eu preciso aprender a só ser” Identifique o verso em que a palavra “só” foi empregada com sentido e valor diferente das demais: a) Eu sei que no fundo o problema é só da gente b) É só do coração dizer não quando a mente c) Assim como “Eu preciso aprender a ser só” d) “Eu preciso aprender a só ser”05. APROFUNDAMENTO EXERCÍCIOS DE 01. (UFJF 2012) As imagens abaixo ilustram alguns procedimentos utilizados por um novo modo de conhecer e explicar a realidade que se estruturou entre os séculos XVI e XVIII. Com base nas informações acima e em seus conhecimentos, responda ao que se pede: Explique o impacto desse novo modo de conceber o conhecimento sobre os dogmas religiosos vigentes na época. 02. “O casal Arnolfini”, Jan Van Eyck (1389-1441). http://upload.wikimedia.org Sempre que se evoca o tema do Renascimento, a imagem que nos vem à mente é a dos grandes artistas e de suas obras mais famosas. Isso nos coloca a questão: por que razão o Renascimento implica esse destaque tão grande dado às artes visuais? De fato, as artes plásticas acabaram se convertendo num centro de convergência de todas as principais tendências da cultura renascentista. E mais do que isso, acabaram espelhando os impulsos mais marcantes do processo de evolução das relações sociais e mercantis. NICOLAU SEVCENKO Adaptado de O Renascimento. São Paulo: Atual; Campinas: Ed. Unicamp, 1968. R ep ro du çã o pr oi bi da A rt . 1 84 d o CP . PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR 06 PALAVRAS DENOTATIVAS 123 INTERPRETAÇÃO As diversas manifestações da cultura renascentista na Europa ocidental, entre os séculos XIV e XVI, estiveram relacionadas à criação de novos valores e práticas sociais que se confrontaram com aqueles da sociedade medieval. Cite dois aspectos da cultura renascentista que justifiquem a sua importância para o início dos Tempos Modernos. 03. (UFF 2012) O Renascimento é caracterizado pela valorização do homem, da razão e da ciência, contrapondo-se ao pensamento teocêntrico predominante no período medieval. Esse movimento artístico-cultural contribuiu para o estreitamento das relações entre ciência e arte, como citado no texto: “os cientistas também iriam [...] conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento”. Um dos aspectos mais importantes da nova ordem decorrente do Renascimento foi a formação das repúblicas italianas. Dentre elas, se destacaram Florença e Veneza. Essas repúblicas inovaram no sentido das suas formas de governo, assim como na redefinição do lugar do homem no mundo, inspirando a partir daí novas formas de representá-lo. Analise o papel de Veneza no desenvolvimento do comércio europeu, e suas relações com o Oriente. 04. (FUVEST 2011) Observe a imagem e leia o texto a seguir: Michelangelo começou cedo na arte de dissecar cadáveres. Tinha apenas 13 anos quando participou das primeiras sessões. A ligação do artista com a medicina foi reflexo da efervescência cultural e científica do Renascimento. A prática da dissecação, que se encontrava dormente havia 1.400 anos, foi retomada e exerceu influência decisiva sobre a arte que então se produzia. Explique a relação, mencionada no texto, entre artes plásticas e dissecação de cadáveres, no contexto do Renascimento. 05. Identifique, na imagem acima, duas características da arte renascentista. GABARITO EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. A 02. B 03. C 04. B 05. A 06. E 07. B 08. E 09. A 10. C 11. E 12. A 13. B 14. A 15. D 16. B 17. B 18. E 19. D 20. C EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO 01. O estudante poderá destacar, dentre outros: o choque entre as concepções teocêntricas e da Igreja Católica e as baseadas no empirismo e no racionalismo. Também será considerada a identificação das reações que este processo produziu na Igreja, a exemplo do acirramento das perseguições aos adeptos desta nova forma de pensar e da condenação de diversas obras de intelectuais da época. Além de obras condenadas, diversos intelectuais foram condenados e executados na fogueira, destacando-se como principais exemplos Giordano Bruno e Galileu Galilei (que para fugir à condenação negou suas teorias). 02. Entre os séculos XIV e XVI, um conjunto de transformações econômicas, sociopolíticas e culturais contribuiu para a desestruturação dos valores da sociedade medieval no Ocidente europeu. O Renascimento, como movimento filosófico e artístico, e as ideias humanistas. 03. Os candidatos devem explicar o papel vanguardista de Veneza no desenvolvimento do comércio com o Oriente e associar a isso a variedade de produtos colocados na Europa que aumentaram o comércio e expandiram o luxo. Em decorrência disso, foram criadas novas necessidades que ajudaram a alterar as formas econômicas feudais e que levaram às trocas científicas e culturais com o Ocidente. Tais modificações alimentaram mudanças no cenário da ciência, da religião e da arte. 04. Influenciado pelas concepções gregas de humanismo e naturalismo, os renascentistas procuravam reproduzir e valorizar o homem. A dissecação de cadáveres - como mencionadano texto - permitiu maior conhecimento do corpo humano, favorecendo a riqueza de detalhes e fortalecendo o realismo. 05. A valorização do ser humano (antropocentrismo) e a adoção da perspectiva na pintura, associada a novidades como a noção de profundidade e a projeção de luz e sombra ANOTAÇÕES R ep ro du çã o pr oi bi da A rt . 1 84 d o CP . PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR124 INTERPRETAÇÃO 06 PALAVRAS DENOTATIVAS ANOTAÇÕES R ep ro du çã o pr oi bi da A rt . 1 84 d o CP .