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INTERPRETAÇÃO
PRÉ-VESTIBULAR 139PROENEM.COM.BR
SEQUENCIADORES I
PRONOMES RELATIVOS14
Os textos são unidades que apresentam um conjunto 
de características e propriedades que lhes garantem sua 
funcionalidade. Esses fatores de textualidade compreendem 
diversos aspectos, como a construção de uma unidade de sentido, 
a coerência com a qual se constrói, a adequação ao contexto, a 
aceitabilidade e os objetivos com os quais se relaciona e a quem se 
destina, entre inúmeros outros fatores.
Alguns desses aspectos dizem respeito à estruturação do 
próprio texto e à articulação entre suas partes. Daí, uma importante 
área de estudo corresponde aos elementos de articulação 
textual. Articuladores textuais são as expressões, normalmente 
pertencentes às classes dos advérbios, das conjunções, das 
preposições e dos pronomes, que desempenham papel de 
encadear significados na construção de um texto. 
Essas expressões podem-se apresentar como elementos 
que relacionam diferentes estruturas do texto, como sintagmas, 
orações, períodos, parágrafos ou até mesmo segmentos maiores 
de um texto. Além disso, colaboram na tarefa da compreensão 
do discurso – seja na esfera cognitiva, ao orientar sobre quais 
caminhos interpretativos devem ser percorridos pelo leitor; 
na esfera enunciativa, ao estabelecerem marcos temporais, 
referências pessoais ou espaciais e, até mesmo, ao próprio ato 
enunciativo; e, por fim, na esfera argumentativa, por apresentarem 
as bases da construção ideológica do discurso, incluindo seus 
sentidos argumentativos.
PRONOMES SEQUENCIADORES 
Os pronomes têm uma importante função na construção de 
textos. São eles os responsáveis por fazer referências internas 
(endofóricas) a elementos do texto, tanto para recuperar 
informações (função anafórica) quanto para antecipar informações 
(função catafórica).
Assim, as funções dos pronomes na estrutura do texto 
ultrapassam as simples classificações morfológicas, já que seu 
emprego pode revelar estratégias argumentativas diversas e 
fornecer ou ocultar significados ao leitor.
PRONOMES RELATIVOS
Sabemos que os pronomes são palavras que substituem ou 
acompanham um substantivo, limitando sua significação. No 
entanto, torna-se importante sabermos empregá-los corretamente 
nos nossos textos. Para isso, é necessário conhecer suas funções 
dentro da frase. Em primeiro lugar, veremos os pronomes relativos.
Os pronomes relativos são importantes elementos de coesão, 
uma vez que introduzem uma oração subordina- da adjetiva - além 
de retomar o sentido do termo ante- cedente. Atuam, portanto, 
como pronomes e conectivos a um só tempo.
Procuramos pela criança que [desapareceu ontem]
QUE
O pronome que pode ser substituído por o qual, a qual, os 
quais, as quais nas orações adjetivas explicativas, usado com um 
antecedente substantivo.
(antecedente) (oração subordinada adjetiva)
As atrizes estavam imitando célebres cantores, os quais 
faziam esses trejeitos no palco.
• Preferencialmente, emprega-se QUE depois das 
preposições monossilábicas a, com, de, em, por.
A dor é um buraco fundo a que ninguém quer descer.
(Cora Coralina)
Aquelas horas em que me desesperava...
(Clarice Lispector)
• Quando o que vier depois do pronome demonstrativo O, 
será sempre pronome relativo.
Ele não sabe o que faz. Sei o que estou fazendo.
QUEM
Usamos o pronome relativo quem preferencialmente com 
referência a pessoas.
O homem a quem mais admiro é o Papa João Paulo II. 
Premiado pelo destino é quem tiver filhos de quem ele seja o pai.
(J. J. Veiga)
I. Não sendo verbo transitivo direto, o pronome aparecerá 
antecedido de preposição exigida pelo verbo ou pelo nome.
A pessoa por quem mais tive ciúme foi Denise.
Marcos era o rapaz a quem ela esperava.
II. Quando usamos o pronome relativo quem sem ante- 
cedente, ele recebe o nome de relativo indefinido. 
Quem tudo quer nada tem.
Não imaginamos a quem entregar todo 
aquele material.
QUANTO
Quanto, precedido de TUDO, é pronome relativo.
Dei tudo quanto possuía.
Cesse tudo quanto cante antiga musa.
(Luís Vaz de Camões)
(antecedente)
(oração subordinada adjetiva 
explicativa)
PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR140
INTERPRETAÇÃO 14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS
CUJO
O pronome adjetivo cujo exprime geralmente posse, sendo o 
antecedente o possuidor e o consequente, a coisa possuída (com a 
qual concorda em gênero e número).
Comprei um livro cujo enredo muito me agradou. Esse é o 
computador cujos comandos falham inexplicavelmente.
III. Constitui inadequação o emprego de cujo ou cuja seguidos 
de artigos definidos.
A pessoa cuja a casa é bonita. → inadequado
A pessoa cuja casa é bonita. → certo
IV. Note que a regência de certos verbos exigirá cujo 
antecedido de preposição.
O pai de cuja casa foi tirada a moça encontra-se em estado de 
desespero.
Aquele proprietário, em cujas terras construíram casas sem 
permissão, vai entrar com ações de despejo e reintegração de 
posse.
A viúva a cuja filha você se refere...
ONDE
Onde é pronome relativo quando possui sentido de em que; 
deve ser empregado na indicação de lugar.
Viajamos para a cidade onde mora meu pai.
Quero mostrar-lhe a casa onde passei parte da 
minha infância.
PROTREINO
EXERCÍCIOS
01. Explique a função dos pronomes nas construções frasais.
02. Explique a relevância do pronome relativo.
03. Identifique o referente do pronome relativo ‘quem’.
04. Explique o valor expresso pelo pronome adjetivo ‘cujo’.
05. Apresente um exemplo aplicado do pronome relativo.
PROPOSTOS
EXERCÍCIOS
01. (UNISINOS)
O som da época
Luís Fernando Veríssimo
Desconfio de que ainda nos lembraremos destes anos1 como a 
época2 em que vivemos com o acompanhamento dos alarmes de 
carro. Os alarmes de carro são a trilha sonora do nosso tempo: o 
som da paranoia justificada. 
O alarme é o grito da nossa propriedade de que alguém está 
querendo tirá-la de nós. É o som mais desesperado que um ser 
humano pode produzir – a palavra “socorro!” –, mecanizado, 
padronizado e a todo volume. É “socorro!” acrescentado ao 
vocabulário das coisas, como a buzina, a campainha, a música 
de elevador, o “ping” que avisa que o assado está pronto e todos 
os “pings” do computador. Também é um som típico porque tenta 
compensar a carência mais típica da época3, a de segurança. Os 
carros4 pedem socorro porque a sua defesa natural – polícia por 
perto, boas fechaduras ou respeito de todo o mundo pelo que é dos 
outros – não funciona mais. Só lhes5 resta gritar.
Também é o som da época porque é o som da intimidação. Sua 
função principal é espantar e substituir todas as outras formas de 
dissuasão pelo simples terror do barulho. O som da época em que 
os decibéis substituíram a razão. 
Como os ouvidos são, de todos os canais dos sentidos, os 
mais difíceis de proteger, foram os escolhidos pela insensibilidade 
moderna para atacar nosso cérebro e apressar nossa imbecilização. 
Pois são tempos literalmente do barulho.
O alarme contra roubo de carro também é próprio da época 
porque, frequentemente, não funciona. Ou funciona quando não 
deve. Ouvem-se tantos alarmes a qualquer hora do dia ou da 
noite porque, talvez influenciados pela paranoia generalizada, eles 
disparam sozinhos. Basta alguém se aproximar do carro com uma 
cara suspeita e eles começam a berrar.
Decididamente, o som do nosso6 tempo.
VERISSIMO, Luís Fernando. O som da época. Jornal Zero Hora, 
Porto Alegre, 29 set. 2011. 
Leia as seguintes afirmações sobre o emprego de pronomes e 
expressões referenciais no texto.
I. A expressão “(d)estes anos” (ref. 1), que se refere ao tempo 
presente, é retomada, no texto, por “(d)a época” (ref. 3) e “(d)o 
nosso tempo” (ref. 6).
II. Na primeira linha, a expressão “em que” (preposição + pronome 
relativo) retoma “a época” (ref. 2) e poderia ser substituída pelo 
pronome relativo “onde” ou pela expressão “na qual” (“em” + 
“a qual”).
III. O pronome oblíquo “lhes” (ref. 5) retoma, no texto, a expressão 
“os carros” (ref. 4).
Sobre as proposições acima, pode-se afirmarque:
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas III está correta.
d) apenas I e III estão corretas.
e) apenas II e III estão corretas.
02. (FUVEST) Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por 
meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com 
seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar 
as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para 
conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo 
para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para 
lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz 
ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou 
pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, 
quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.
(Amyr Klink, Mar sem fim.)
Na frase “que nos faz professores e doutores do que não vimos”, o 
pronome sublinhado retoma a expressão antecedente:
a) “para lugares”. 
b) “o mundo”.
PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR
14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS
141
INTERPRETAÇÃO
c) “um homem”.
d) “essa arrogância”.
e) “como o imaginamos”
03. (IBMEC) [...] publicou-se há dias o recenseamento do Império, 
do qual se colige que 70% da nossa população não sabem ler.
Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem 
de metáforas. Eles dizem as coisas pelo nome, às vezes um nome 
feio, mas não havendo outro, não o escolhem.
São sinceros, francos, ingênuos. As letras fizeram se para 
frases; o algarismo não tem frases, nem retórica.
Assim, por exemplo, um homem, o leitor ou eu, querendo falar 
do nosso país, dirá:
— Quando uma Constituição livre pôs nas mãos de um povo o 
seu destino, força é que este povo caminhe para o futuro com as 
bandeiras do progresso desfraldadas. A soberania nacional reside 
nas Câmaras; as Câmaras são a representação nacional. A opinião 
pública deste país é o magistrado último, o supremo tribunal dos 
homens e das coisas. Peço à nação que decida entre mim e o Sr. 
Fidélis Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o direito a 
todos superior a todos os direitos.
A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade:
— A nação não sabe ler. Há só 30% dos indivíduos residentes 
neste país que podem ler; desses uns 9% não leem letra de mão. 
70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o Sr. 
Meireles Queles; é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o 
que ele quer; nem se realmente pode querer ou pensar. 70% dos 
cidadãos votam como vão à festa da Penha, por divertimento. A 
Constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. 
Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado. 
Replico eu:
— Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições...
— As instituições existem, mas por e para 30% dos cidadãos. 
Proponho uma reforma no estilo político. Não se deve dizer: “consultar 
a nação, representantes da nação, os poderes da nação”; mas – 
“consultar os 30%, representantes dos 30%, poderes dos 30%”.
A opinião pública é uma metáfora sem base; há só a opinião 
dos 30%. Um deputado que disser na Câmara: “Sr. Presidente, 
falo deste modo porque os 30% nos ouvem...” dirá uma coisa 
extremamente sensata.
E eu não sei que se possa dizer ao algarismo, se ele falar 
desse modo, porque os 30% nós não temos base para os nossos 
discursos, e ele tem o recenseamento.
(ASSIS, Machado, in Obra Completa. vol. III, p344,345, RJ, Ed Nova Aquilar)
Os pronomes prestam-se à coesão textual por sua função anafórica 
- retomar orações e frases expressas no texto.
Observe os fragmentos:
Publicou-se há dias o recenseamento do Império, do qual se 
colige que 70% da nossa população não sabem ler.
Eles dizem as coisas pelo nome, às vezes um nome feio, mas 
não havendo outro, não o escolhem.
A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade:
É correto afirmar que:
a) o pronome relativo do qual retoma a palavra recenseamento; o 
pronome oblíquo o, a palavra nome, e o pronome demonstrativo 
isto, a frase anterior.
b) o pronome relativo do qual retoma a palavra império; o pronome 
oblíquo o, a palavra outro e o pronome demonstrativo isto, a 
palavra direitos.
c) o pronome relativo do qual retoma a palavra recenseamento; o 
pronome oblíquo o, a palavra outro e o pronome demonstrativo 
isto, a palavra direitos.
d) o pronome relativo do qual retoma a palavra império; o 
pronome oblíquo o, nome feio e o pronome demonstrativo isto, 
a frase anterior.
e) o pronome relativo do qual retoma a palavra recenseamento; o 
pronome oblíquo o, nome feio e o pronome demonstrativo isto, 
a palavra direitos.
04. (PUC-CAMP) A questão da descriminalização das drogas se 
presta a frequentes simplificações de caráter maniqueísta, “que” 
acabam por estreitar um problema extremamente complexo, 
permanecendo a discussão quase sempre em torno da droga “que” 
está mais em evidência.
Os elementos referidos pelo pronome “que” e “que”, entre aspas no 
texto, são, respectivamente:
a) caráter maniqueísta – droga.
b) as drogas – a discussão.
c) a questão da descriminalização das drogas – problema 
extremamente complexo.
d) frequentes simplificações de caráter maniqueísta – a droga.
e) a descriminalização – caráter maniqueísta.
05. (CODEMIG)
Caxambu, a cidade com a maior estância hidromineral do mundo
A pequena cidade de Caxambu, localizada no sul de Minas 
Gerais, é a cidade com a maior estância hidromineral do Brasil. 
Segundo a prefeitura, é o maior complexo hidromineral do mundo! 
A cidade conta com 12 fontes de águas minerais em seu bucólico 
Parque das Águas, onde as pessoas podem experimentar as águas 
e fazer massagens e banhos com água mineral.
Podemos dizer que Caxambu é uma pacata cidade do interior. 
Com seus 20 mil habitantes, o município é tranquilo e possui uma 
população hospitaleira. Muitos turistas chegam à cidade com 
o intuito de descansar, afinal stress não é uma palavra comum 
no vocabulário dos moradores da cidade. Por isso, há quem 
desembarque em Caxambu fugindo da agitação dos grandes 
centros urbanos, mas ainda são os aposentados o principal público 
que visita a cidade.
O turismo na região é antigo. Já no século XIX, a família 
real saía do Rio de Janeiro para visitar Caxambu em busca das 
propriedades medicinais das águas da cidade. Devido a visitantes 
tão importantes, algumas fontes foram batizadas com nomes de 
membros da família real, com destaque para a fonte Dom Pedro, 
em que há uma coroa.
Uma história interessante: a visita da Princesa Isabel a Caxambu, 
em 1868. Ela visitou a cidade acompanhada de seu marido, Conde 
d’Eu, com a intenção de beber das águas terapêuticas e curar sua 
infertilidade. A Princesa bebeu águas ricas em ferro e reverteu 
seu quadro de anemia. Não se sabe se foi devido a isso, mas ela 
conseguiu engravidar e, por gratidão, presenteou a cidade com a 
Igreja de Santa Isabel.
ZIG, Felipe. Disponível em: < https://goo.gl/ptZorn>. Acesso em: 26 set. 2017 [Fragmento].
Releia o trecho a seguir.
“A cidade conta com 12 fontes de águas minerais em seu 
bucólico Parque das Águas, onde as pessoas podem experimentar 
as águas e fazer massagens e banhos com água mineral.”
Em relação ao uso da palavra destacada, assinale a alternativa 
CORRETA.
a) A conjunção destacada foi utilizada incorretamente, pois não 
deve se referir a lugar físico.
b) O pronome foi utilizado corretamente, fazendo referência ao 
substantivo já mencionado.
PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR142
INTERPRETAÇÃO 14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS
c) O autor utilizou corretamente a preposição para designar um 
lugar específico.
d) O autor utilizou incorretamente o advérbio, uma vez que deveria 
ter utilizado “aonde”.
06. (FIUBE-MG) Assinale o item em que não aparece pronome 
relativo:
a) O que queres não está aqui.
b) Temos que estudar mais.
c) A estrada por que passei é estreita.
d) A prova que faço não é difícil.
e) A festa a que assisti foi ótima.
07. (ESPM) Assinale o item em que a frase transgrida as normas 
gramaticais, envolvendo o emprego do pronome relativo:
a)Deputado aceitou sair, pois temia sofrer retaliações em 
outras comissões cujas as vagas são definidas pelos líderes 
partidários.
b) O comando da Lava Jato, sobre cujas formas decisórias ainda 
pairam dúvidas, resolveu acelerar o passo.
c) O caso, em cujos levantamentos se baseiam, traz de volta à 
tona discussões sobre a falta de controle na mineração.
d) ...como resultados positivos em amostras no líquido amniótico 
de gestantes cujos bebês apresentaram microcefalia, no 
sangue e tecidos de crianças.
e) Ele gosta de desafios, mas há um cuja solução não depende 
dele: a falta de vaga no transporte escolar gratuito da Prefeitura.
08. (CESESP-PE) (...) trepado numa rede afavelada cujas varandas 
serviam-lhe de divisórias do casebre.
Em qual das alternativas o uso de cujo não está conforme a norma 
culta?
a) Tenho um amigo cujos filhos vivem na Europa.
b) Rico é o livro cujas páginas há lições de vida.
c) Naquela sociedade, havia um mito cuja memória não se apaga.
d) Eis o poeta cujo valor exaltamos.
e) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar.
09. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos, 
regidos ou não de preposição, que completam corretamente as 
frases abaixo:
Os navios negreiros, _______ donos eram traficantes, foram 
revistados.
Ninguém conhecia o traficante _______ o fazendeiro negociava.
a) nos quais / que
b) cujos / com quem
c) que / cujo
d) de cujos / com quem
e) cujos / de quem
10. (CIAAR) Complete, corretamente, as lacunas da assertiva 
quanto ao emprego dos pronomes relativos e identifique a seguir a 
alternativa com a sequência correta.
Pedro lia um livro muito interessante __________ autor o havia 
autografado para seu avô _________ era muito amigo do escritor, 
pois cresceram juntos e lá ___________viviam tudo era magia e 
encantamento.
a) onde / que / cujo
b) que / onde / cujo
c) cujo / que / onde
d) cujo / onde / que
11. (EPCAR (AFA)) Trecho da peça teatral A raposa e as uvas, 
escrita por Guilherme de Figueiredo. A cena ocorre na cidade de 
Samos (Grécia antiga), na casa de Xantós, um filósofo grego, que 
recebe o convidado Agnostos, um capitão ateniense. O jantar é 
servido por Esopo e Melita, escravos de Xantós.
(Entra Esopo, com um prato que coloca sobre a mesa. Está coberto 
com um pano. Xantós e Agnostos se dirigem para a mesa, o 
primeiro faz ao segundo um sinal para sentarem-se.)
XANTÓS (Descobrindo o prato) – Ah, língua! (Começa a comer 
com as mãos, e faz um sinal para que Melita sirva Agnostos. 
1Este também começa a comer vorazmente, dando grunhidos de 
satisfação.) Fizeste bem em trazer língua, Esopo. 2É realmente uma 
das melhores coisas do mundo. (Sinal para que sirvam o vinho. 
Esopo serve, Xantós bebe.) Vês, estrangeiro, de qualquer modo é 
bom possuir riquezas. Não gostas de saborear 3esta língua e 4este 
vinho?
AGNOSTOS (A boca entupida, comendo) – Hum.
XANTÓS – Outro prato, Esopo. (Esopo sai à esquerda e volta 
imediatamente com outro prato coberto. 5Serve, Xantós de boca 
cheia.) Que é isto? Ah, língua de fumeiro! É bom língua de fumeiro, 
hein, amigo?
AGNOSTOS – Hum. (Xantós serve-se de vinho) /.../ XANTÓS (A 
Esopo) Serve outro prato. (Serve) Que trazes aí?
ESOPO – Língua.
XANTÓS – 6Mais língua? Não te disse que trouxesse o 7que há 
de melhor para meu hóspede? Por que só trazes língua? Queres 
expor-me ao ridículo?
ESOPO – Que há de melhor do que a língua? A língua é o que 
nos une todos, quando falamos. Sem a língua nada poderíamos 
dizer. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da 
razão. Graças à língua dizemos o nosso amor. Com a língua 8se 
ensina, 9se persuade, 10se instrui, 11se reza, 12se explica, 13se canta, 
14se descreve, 15se elogia, 16se mostra, 17se afirma. É com a língua 
que dizemos sim. É a língua que ordena os exércitos à vitória, é a 
língua que desdobra os versos de Homero. A língua cria o mundo 
de Ésquilo, a palavra de Demóstenes. Toda a Grécia, Xantós, das 
colunas do Partenon às estátuas de Pidias, dos deuses do Olimpo 
à glória sobre Tróia, da ode do poeta ao ensinamento do filósofo, 
toda a Grécia foi feita com a língua, a língua de belos gregos claros 
falando para a eternidade.
XANTÓS (Levantando-se, entusiasmado, já meio ébrio) – 
Bravo, Esopo. Realmente, tu nos trouxeste o que há de melhor. 
(Toma outro saco da cintura e atira-o ao escravo) Vai agora ao 
mercado, e traze-nos o que houver de pior, pois quero ver a sua 
sabedoria! (Esopo retira-se à frente com o saco, Xantós fala a 
Agnostos.) Então, não é útil e bom possuir um escravo assim?
AGNOSTOS (A boca cheia) – Hum. /.../ (Entra Esopo com prato 
coberto)
XANTÓS – 18Agora que já sabemos o que há de melhor na 
terra, vejamos o que há de 19pior na opinião deste horrendo escravo! 
Língua, 20ainda? Mais língua? 21Não disseste que língua era o que 
havia de melhor? Queres ser espancado?
ESOPO – A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a 
fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe 
de todas as discussões. É a língua que usam os maus poetas que 
nos fatigam na praça, é a língua que usam os filósofos que não 
sabem pensar. É a língua que mente, que esconde, que tergiversa, 
que blasfema, que insulta, que se acovarda, que se mendiga, que 
impreca, que 22bajula, que 23destrói, que 24calunia, que vende, que 
seduz, é com a língua que dizemos morre e canalha e corja. É com a 
língua que dizemos não. Com a língua Aquiles mostrou sua cólera, 
com a língua a Grécia vai tumultuar os pobres cérebros humanos 
para toda a eternidade! Aí está, Xantós, porque a língua é a pior de 
todas as coisas!
PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR
14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS
143
INTERPRETAÇÃO
(FIGUEIREDO, Guilherme. A raposa e as uvas – peça em 3 atos. Cópia digitalizada pelo 
GETEB – Grupo de Estudos e Pesquisa em Teatro Brasileiro/UFSJ. Disponível para 
fins didáticos em www.teatroparatodosufsj.com.br/ download/guilherme-figueiredo-
araposa-e-as-uvas-2/ Acesso em 13/03/2019.) 
Ao longo do texto, a palavra “QUE” é empregada diversas vezes. 
Assinale a alternativa que apresenta classificação correta do termo 
destacado. 
a) “(...) Esopo, com um prato que coloca sobre a mesa” > pronome 
demonstrativo.
b) “(...) faz um sinal para que Melita sirva Agnostos” > preposição. 
c) “É a língua que ordena os exércitos à vitória (...)” > pronome 
relativo.
d) “Que há de melhor do que a língua?” > partícula de realce.
12. (ITA) A questão abaixo refere-se ao texto a seguir.
Um muro para pichar
Em frente da minha casa existe um muro enorme, todo 
branco. No Facebook, uma postagem me chama atenção: é um 
muro virtual e a brincadeira é pichá-lo com qualquer frase que 
vier à cabeça. Não quero pichar o mundo virtual, quero um muro 
de verdade, igual a este de frente para a minha casa. Pelas ruas e 
avenidas, vou trombando nos muros espalhados pelos quarteirões, 
repletos de frases tolas, xingamentos e erros de português. Eu bem 
poderia modificar isso.
“O caminho se faz caminhando”, essa frase genial, tão forte e 
certeira do poeta espanhol Antonio Machado, merece aparecer em 
diversos muros. Basta pensar um pouco e imaginar; de fato, não há 
caminho, o caminho se faz ao caminhar.
De repente, vejo um prédio inteiro marcado por riscos 
sem sentido e me calo. Fui tentar entender e não me faltaram 
explicações: é grafite, é tribal, coisas de difícil compreensão. As 
explicações prosseguem: grafite é arte, pichar é vandalismo. 
O pequeno vândalo escondido dentro de mim busca frases na 
memória e, então, sinto até o cheiro da lama de Woodstock em 
letras garrafais: “Não importam os motivos da guerra, a paz é muito 
mais importante”.
Feito uma folha deslizando pelas águas correntes do rio me 
surge a imagem de John Lennon; junto dela, outra frase: “O sonho 
não acabou”, um tanto modificada pela minha mão, tornando-se: o 
sonho nunca acaba. E minha cabeça já se transforma num muro 
todo branco.
Desde os primórdios dos tempos, usamos a escrita como 
forma de expressão, os homens das cavernas deixarampichados 
nas rochas diversos sinais. Num ato impulsivo, comprei uma tinta 
spray, atravessei a rua chacoalhando a lata e assim prossegui até 
chegar à minha sala, abraçado pela ansiedade aumentada a cada 
passo. Coloquei o dedo no gatilho do spray e fiquei respirando 
fundo, juntando coragem e na mente desenhando a primeira frase 
para pichar, um tipo de lema, aquela do Lô Borges: “Os sonhos não 
envelhecem” – percebo, num sorrir de canto de boca, o quanto os 
sonhos marcam a minha existência.
Depois arriscaria uma frase que criei e gosto: “A lagarta 
nunca pensou em voar, mas daí, no espanto da metamorfose, 
lhe nasceram asas...”. Ou outra, completamente tola, me ocorreu 
depois de assistir a um documentário, convencido de que o panda 
é um bicho cativante, mas vive distante daqui e sua agonia não é 
menor das dos nossos bichos. Assim pensando, as letras duma 
nova pichação se formaram num estalo: “Esqueçam os pandas, 
salvem as jaguatiricas!”.
No muro do cemitério, escreveria outra frase que gosto: “Em 
longo prazo estaremos todos mortos”, do John Keynes, que 
trago comigo desde os tempos da faculdade. Frases de túmulos 
ganhariam os muros; no de Salvador Allende está consagrado, de 
autoria desconhecida: “Alguns anos de sombras não nos tornarão 
cegos.” Sempre apegado aos sonhos, picharia também uma do 
Charles Chaplin: “Nunca abandone os seus sonhos, porque se um 
dia eles se forem, você continuará vivendo, mas terá deixado de 
existir”.
Claro, eu poderia escrever essas frases num livro, num caderno 
ou no papel amassado que embrulha o pão da manhã, mas o 
muro me cativa, porque está ao alcance das vistas de todos e 
quero gritar para o mundo as frases que gosto; são tantas, até 
temo que me faltem os muros. Poderia passar o dia todo pichando 
frases, as linhas vão se acabando e ainda tenho tanto a pichar... 
“É preciso muito tempo para se tornar jovem”, de Picasso, “Há um 
certo prazer na loucura que só um louco conhece”, de Neruda, “Se 
me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarzinho”, 
cravada por Mário Quintana...
Encerro com Nietzsche: “Isto é um sonho, bem sei, mas quero 
continuar a sonhar”, que serve para exemplificar o que sinto neste 
momento, aqui na minha sala, escrevendo no computador o que 
gostaria de jogar nos muros lá fora, a custo me mantendo calmo, 
um olho na tela, outro voltado para o lado oposto da rua. Lá tem 
aquele muro enorme, branco e virgem, clamando por frases. Não 
sei quanto tempo resistirei até puxar o gatilho do spray.
Adaptado de: ALVEZ, A. L. Um muro para pichar. Correio do Estado, fev 2018. Disponível 
em <https://www.correiodoestado.com.br/opiniao/leia-acronica-de-andre-luiz-alvez-
um-muro-para-pichar/321052/> Acesso em: ago. 2018. 
Assinale a alternativa em que o item sublinhado NÃO é pronome 
relativo.
a) a brincadeira é pichá-lo com qualquer frase que vier à cabeça
b) ou no papel amassado que embrulha o pão da manhã
c) são tantas, até temo que me faltem os muros
d) há um certo prazer na loucura que só um louco conhece 
e) que serve para exemplificar o que sinto neste momento
13. (FATEC) Leia o texto para responder à questão a seguir:
Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos 
cravados na madeira lhe saltaram aos olhos. “Tem que limar a 
cabeça desses parafusos, se não o gado pode se machucar”, 
aconselhou à dona da fazenda,
Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou: “Sempre 
passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho 
olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto.”. 
Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar 
dos bichos. Professora de ciência animal, ela é autista e dona de 
uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas angústias 
do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava 
na hora da vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que 
tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu esse entendimento em 
projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações 
criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos 
Estados Unidos. O Brasil, com seus quase 172 milhões de cabeças 
de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos poucos 
fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana.
Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil 
pela sexta vez. Na fazenda Orvalho das Flores, localizada em 
Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de Perez 
conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no 
país. Os vaqueiros massageiam os bezerros, não gritam com os 
bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes ou chapéus no 
caminho dos animais.
A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de 
pós-doutorado de Grandin na Universidade do Estado do Colorado, 
em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos para aprender 
como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que 
pudessem ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por 
exemplo, tranquiliza o animal conduzido à vacinação: o gado em 
geral se via obrigado a passar espremido por espaços afunilados. 
Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês 
PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR144
INTERPRETAÇÃO 14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS
a ilusão de que voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada 
acesa na entrada do tronco de contenção – o equipamento que 
permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em 
até 90% o uso de choque elétrico durante o processo.
[...]
No auditório da universidade, outros pesquisadores se 
revezavam no palco discutindo aspectos econômicos e sociais 
relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela 
metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os 
manuais de Grandin. De ovos transportados com cuidado nascem 
pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de quem 
lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos 
acidentes no trabalho e desenvolvem uma relação mais harmoniosa 
nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal melhora o bem-
estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, 
da Universidade Estadual Paulista.
Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado. 
Observe os elementos destacados na passagem: “Sempre passo 
no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho 
biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto”, presente 
no primeiro parágrafo.
As palavras destacadas exercem
a) funções diferentes, pois o primeiro “que” é conjunção integrante 
e introduz uma oração coordenada, enquanto o segundo “que” 
é pronome relativo e introduz uma oração explicativa.
b) funções diferentes, pois o primeiro “que” é uma conjunção 
subordinativa, enquanto o segundo é um pronome relativo, 
tendo como antecedente o termo “coisa”.
c) mesma função, pois ambos são conjunções subordinativas, 
sendo que o primeiro introduz uma oração substantiva, 
enquanto o segundo, uma oração adverbial restritiva.
d) mesma função, pois ambos os pronomes “que” retomam 
vocábulos anteriores, sendo o verbo “dizem” e o substantivo 
“coisa” seus antecedentes respectivamente.
e) mesma função, pois ambos são conjunções, porém o primeiro 
“que” é uma conjunção subordinativa, enquanto o segundo, 
uma conjunção coordenativa.
14. (IFPE) Leia o texto para responder à questão a seguir.
Movimentos Sociais: Breve Definição
Em linhas gerais, o conceito de movimento social se refere 
à ação coletiva de um grupo organizado que objetiva alcançar 
mudanças sociais por meio do embate político, conforme seus 
valores e ideologias, dentro de uma determinada sociedade e de 
um contexto específicos, 1permeados por tensões sociais. Os 
movimentos sociais podem objetivar a mudança, a transição ou 
mesmo a revolução de uma realidade hostil a certo grupo ou classe 
social. Constroem uma identidade para a defesa de seus interesses, 
sejam eles a luta por um algum ideal ou o questionamento de uma 
realidade que se caracterize como impeditivo à realização de seus 
anseios. Tornam-seporta-vozes de um grupo de pessoas que se 
encontra numa mesma situação, seja social, econômica, política, 
religiosa, entre outras. Gianfranco Pasquino, em sua contribuição 
ao Dicionário de Política (2004), organizado por ele, Norberto 
Bobbio e Nicolau Mateucci, 2afirma que os movimentos sociais 
constituem tentativas – pautadas em valores comuns àqueles 
que compõem o grupo – de definir formas de ação social para se 
alcançar determinados resultados. 
Por outro lado, conforme aponta Alain Touraine, na obra Em 
defesa da Sociologia (1976), para se compreender os movimentos 
sociais, mais do que pensar em valores e crenças comuns para 
a ação social coletiva, seria necessário considerar as estruturas 
sociais nas quais os movimentos se manifestam. Cada sociedade 
ou estrutura social 3teriam como cenário um contexto histórico 
(ou historicidades) 4no qual, assim como também apontava Karl 
Marx, estaria posto um conflito entre classes, terreno das relações 
sociais, a depender dos modelos culturais, políticos e sociais. 
Assim, os movimentos sociais fariam explodir os conflitos já 
postos pela estrutura social (geradora por si só da contradição 
entre as classes), sendo uma ferramenta fundamental para a ação 
com fins de intervenção e mudança dessa estrutura.
Dessa forma, para além das instituições democráticas 
como os partidos, as eleições e o parlamento, a existência dos 
movimentos sociais 5é de fundamental importância para a 
sociedade civil enquanto meio de manifestação e reivindicação. 
Podemos citar como alguns exemplos de movimentos: o da causa 
operária, o movimento negro (contra racismo e segregação racial), 
o movimento estudantil, o movimento de trabalhadores do campo, 
o movimento feminista, os movimentos ambientalistas, os da luta 
contra a homofobia, os separatistas, os movimentos marxista, 
socialista, comunista, entre outros. Alguns desses movimentos 
possuem atuação centralizada em algumas regiões (como no 
caso de movimentos separatistas na Europa). Outros, porém, 
com a expansão do processo de globalização (tanto do ponto 
de vista econômico como cultural) e a disseminação de meios 
de comunicação e veiculação da informação, rompem fronteiras 
geográficas em razão da natureza de suas causas, ganhando 
adeptos por todo o mundo, a exemplo do Greenpeace, movimento 
ambientalista de forte atuação internacional.
A existência de um movimento social requer uma organização 
muito bem desenvolvida, o que demanda a mobilização de 
recursos e pessoas muito 6engajadas. Os movimentos sociais 
não se limitam a manifestações públicas esporádicas, mas trata-
se de organizações que sistematicamente atuam para alcançar 
seus objetivos políticos, o que significa haver uma luta constante 
e de longo prazo, dependendo da natureza da causa. Em outras 
palavras, os movimentos sociais possuem uma ação organizada 
de caráter permanente por uma determinada 7bandeira. 
RIBEIRO, Paulo Silvino. Movimentos sociais: breve definição. Brasil Escola. Disponível 
em: <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/movimentos-sociais-breve-definicao.
htm>. Acesso em: 22 set. 2018 (adaptado). 
O pronome relativo (n)o qual (ref. 4 – 2º parágrafo) cumpre uma 
função coesiva no texto, pois retoma
a) contexto histórico.
b) Karl Marx.
c) conflito.
d) terreno.
e) cenário.
15. (PUC-SP)
Recado dado ao STF
Editorial Folha de S.Paulo, 13 set. 2016
Poucas vezes a posse de um presidente do Supremo Tribunal 
Federal se revestiu de tanto simbolismo quanto a de Cármen Lúcia, 
cuja chegada ao comando do órgão de cúpula do Judiciário se 
consumou nesta segunda-feira (12).
Em uma cerimônia simples, a ministra quebrou o protocolo 
já no início de seu discurso. Em vez de cumprimentar primeiro o 
presidente da República, Michel Temer (PMDB), Cármen Lúcia 
considerou que a maior autoridade presente era “Sua Excelência, 
o povo” – e, por isso, saudou antes de todos o “cidadão brasileiro”.
Partisse de outrem, o gesto talvez pudesse ser considerado 
mero populismo; vindo da nova presidente do STF, guarda coerência 
com outras iniciativas de valor simbólico semelhante, como abrir 
mão de carro oficial com motorista ou dispensar a festa em sua 
própria posse.
Como se pudesse haver dúvidas a respeito disso, Cármen 
Lúcia deixa clara a intenção de, no próximo biênio, conduzir o 
STF com a mesma austeridade que pauta sua conduta pessoal. 
“Privilégios são incompatíveis com a República”, disse a esta Folha 
no ano passado.
PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR
14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS
145
INTERPRETAÇÃO
É de imaginar, assim, que a nova presidente de fato reveja 
uma das principais bandeiras da agenda corporativista de seu 
antecessor, Ricardo Lewandowski: o indefensável aumento salarial 
para os ministros do Supremo.
Não há de ser esse o único contraste entre as gestões. Espera-
se que Cármen Lúcia moralize os gastos com diárias de viagens 
oficiais no STF, amplie a transparência e a previsibilidade das 
decisões do Judiciário e, acima de tudo, resgate o papel disciplinar 
do Conselho Nacional de Justiça, esvaziado sob a batuta de 
Lewandowski.
Desfrutando de sólida reputação no meio jurídico, a ministra 
suscita altas expectativas ainda por outro motivo: ela relatou o 
processo do ex-deputado federal Natan Donadon, condenado 
por desvio de dinheiro público e primeiro político a ter sua prisão 
determinada pelo STF desde a promulgação da Constituição de 
1988.
Daí por que o ministro Celso de Mello se sentiu à vontade para, 
antes do discurso de Cármen Lúcia, proferir palavras duríssimas 
contra “os marginais da República, cuja atuação criminosa tem o 
efeito deletério de subverter a dignidade da função política e da 
própria atividade governamental”.
No plenário do Supremo, diversos figurões da política 
investigados ou processados por crimes contra o patrimônio 
público apenas ouviam, constrangidos. Que o recado da gestão 
Cármen Lúcia possa ir além do plano simbólico.
No primeiro parágrafo do editorial, o pronome relativo evidenciado
a) qualifica Cármen Lúcia e faz alusão a cúpula.
b) retoma posse e relaciona-se a segunda-feira.
c) institui relação de substituição e resgata cúpula.
d) estabelece relação de posse e refere-se a Cármen Lúcia.
16. (MPE-GO) Nos documentos oficiais, prioriza-se o emprego da 
norma culta da Língua Portuguesa. De acordo com essa norma, 
assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos 
enunciados abaixo, na ordem em que aparecem.
I. O Secretário de Diligências registrou em ata que foi autuado 
o estabelecimento _____ dependências se constatou toda sorte 
de irregularidades.
II. Foi transferido ontem o Secretário de Diligências ____ trabalho 
fiz alusão.
III. Serão conhecidos no próximo ano os nomes dos novos 
Secretários de Diligências _________ serviços o Ministério 
Público passará a contar.
a) nas quais - de quem - cujos os
b) a cujas - ao qual - de cujos
c) em cujas - a cujo - com cujos
d) cujas as - por cujo - a cujos
e) de cujas - de cujo - por cujos
17. (CN) Em que opção utilizou-se corretamente o pronome 
relativo?
a) Admiro as pessoas as quais os filhos são gentis e educados a 
qualquer tempo.
b) A adolescência é a idade onde as pessoas apresentam conflitos 
existenciais.
c) César é o profissional a quem confiei a educação e o futuro dos 
meus filhos.
d) A prova em cujos os textos nos baseamos foi aplicada há dois 
anos por esta instituição.
e) Não é possível domesticar animais a quem não se ame 
verdadeiramente.
18. (FUNRIO) Moynier pensava no crescente número de baixas entre 
combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos 
deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial.
 Sobre o emprego do pronome relativo cujos, nesse período, é 
CORRETO afirmar que ele indica que os sofrimentos pertencem a
a) Moynier. 
b) partes. 
c) combatentes. 
d) conflitos. 
e) Cruz Vermelha
19. (EFT-SP) Em “O casal de índios levou-os à sua aldeia, que 
estava deserta, onde ofereceu frutas aos convidados”, temos:
a) dois pronomes possessivos e doispronomes pessoais
b) um pronome pessoal, um pronome possessivo e dois pronomes 
relativos
c) dois pronomes pessoais e dois pronomes relativos
d) um pronome pessoal, um pronome possessivo, um pronome 
relativo e um pronome interrogativo
e) dois pronomes possessivos e dois pronomes relativos
20. (CONSCAM) Assinale a alternativa em que o vocábulo “que” 
possui valor morfológico de pronome relativo:
a) Estudou tanto que passou no vestibular.
b) Espero ansiosamente que venhas.
c) Alegra-te, que as férias estão chegando.
d) Estes anos felizes que não voltam mais.
e) Fala-se que não existe paz no mundo.
APROFUNDAMENTO
EXERCÍCIOS DE
01. (FUVEST)
A praga dos selfies
De uma coisa tenho certeza. A foto pelo celular vale apenas 
pelo momento. Não será feito um álbum de fotografias, como no 
passado, onde víamos as imagens, lembrávamos da família, de 
férias, de alegrias. As imagens ficarão esquecidas em um imenso 
arquivo. Talvez uma ou outra, mais especial, seja revivida. Todas as 
outras, que ideia. Só valem pelo prazer de fazer o selfie. Mostrar a 
alguns amigos. Mas o significado original da foto de família ou com 
amigos, que seria preservar o momento, está perdido. Vale pelo 
instante, como até grandes amores são hoje em dia. É o sorriso, o 
clique, e obrigado. A conquista: uma foto com alguém conhecido.
W. Carrasco, “A praga dos selfies”. Época, 26.09.2016.
a) Para que o emprego da palavra “onde”, sublinhada no texto, 
seja considerado correto, a que termo antecedente ela deve se 
referir? Justifique sua resposta.
b) Reescreva a frase “Todas as outras, que ideia.”, substituindo 
os dois sinais de pontuação nela empregados por outros, de 
tal maneira que fique mais evidente a entonação que ela tem 
no contexto. 
02. (CP2)
Soneto do Corifeu¹
Vinícius de Moraes
São demais os perigos desta vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma Lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida.
PRÉ-VESTIBULARPROENEM.COM.BR146
INTERPRETAÇÃO 14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher.
Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida não quer, de tão perfeita.
Uma mulher que é como a própria Lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua.
(http://www.viniciusdemoraes.com.br/site/article.php3?id_article=1249. 
Acesso em: 10/10/2013.)
¹Corifeu: pessoa de maior destaque ou influência em um grupo; líder do coro.
Na construção sintática da última estrofe do texto, o pronome “que” 
foi empregado com dupla função: ligar orações e substituir um 
termo antecedente. Transcreva o termo que ele substitui. 
03. (IFSP) Leia as charges.
a) Explique como se dá o efeito de humor pela linguagem verbal 
nas duas charges.
b) Reescreva as frases de cada charge, substituindo, na primeira, 
o termo “guerra” por “guerras” e, na segunda, substituindo 
“Quem” por “Que pessoas” e fazendo a correção ortográfica. 
04. (PUCRJ) A tarefa de desenvolver as capacidades intelectuais e 
morais do sujeito universal, como condição de aprimoramento da 
personalidade do indivíduo, juntamente com a inserção social e a 
reprodução dos conteúdos culturais da tradição, formam o esteio 
da intencionalidade educativa moderna. A escola deve assumir o 
compromisso com o desenvolvimento das estruturas mentais do 
sujeito para que ele seja capaz de operar em níveis de abstração 
elevada. 1Essa é uma condição necessária para que os processos 
de tomada de consciência superem a racionalidade instrumental 
e habilitem o sujeito frente às possibilidades da competência 
comunicativa.
Cabe à escola favorecer uma aprendizagem crítica do 
conhecimento científico, promover a discursividade dos alunos 
e a discussão pública das formas de racionalidade subjacentes 
aos processos escolares. [...] A construção de uma razão que se 
descentra é condição necessária para que o sujeito reconheça 
outras razões e seja capaz de agir com competência no discurso 
argumentativo, fundamental para a racionalidade comunicativa 
que opera nas bases de um pensamento refletido, tornando 
conscientes os seus esquemas de ação. 
Texto adaptado de LIMA, João Francisco Lopes de. A reconstrução da tarefa educativa: uma 
alternativa para a crise e a desesperança. Porto Alegre: Editora Mediação, 2003, p. 103.
a) Reescreva o trecho a seguir sem a palavra que. Faça as 
modificações necessárias. 
“Essa é uma condição necessária para que os processos de 
tomada de consciência superem a racionalidade instrumental 
e habilitem o sujeito frente às possibilidades da competência 
comunicativa” (referência 1) 
b) Com relação à frase abaixo, faça o que é pedido a seguir. 
“A escola deve assumir o compromisso com o desenvolvimento 
das estruturas mentais do sujeito para que ele seja capaz de operar 
em níveis de abstração elevada.” 
I. Determine o valor semântico do verbo auxiliar dever na locução 
“deve assumir”. 
II. Indique um outro verbo auxiliar que mantenha o mesmo 
sentido da expressão sublinhada e que forme uma locução 
verbal com o verbo operar: 
05. (UEMA) O poema a seguir foi extraído da obra “Alguma Poesia”, 
de Carlos Drummond de Andrade, em que o autor põe em evidência 
a desconstrução da imagem de um ícone natalino. Leia-o para 
responder à questão proposta.
Papai Noel Às Avessas 
A Afonso Arinos (sobrinho) 
Papai Noel entrou pela porta dos fundos. 
(no Brasil as chaminés não são praticáveis), 
entrou cauteloso que nem marido depois da farra. 
Tateando na escuridão torceu o comutador 
e a eletricidade bateu nas coisas resignadas, 
coisas que continuavam coisas no mistério do Natal. 
Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos, 
achou um queijo e comeu. 
Depois tirou do bolso um cigarro que não quis acender. 
Teve medo, talvez de pegar fogo nas barbas postiças 
(no Brasil os Papais-noéis são todos de cara raspada) 
e avançou pelo corredor branco de luar. 
Aquele quarto é o das crianças. 
Papai entrou compenetrado. 
Os meninos dormiam sonhando outros natais muito mais lindos 
mas os sapatos deles estavam cheinhos de brinquedos 
soldados mulheres elefantes navios 
e um presidente de república de celuloide. 
Papai Noel agachou-se e recolheu tudo 
no interminável lenço vermelho de alcobaça. 
Fez a trouxa e deu o nó, mas apertou tanto 
que lá dentro mulheres elefantes soldados presidente brigavam por 
causa do aperto. 
Os pequenos continuavam dormindo. 
Longe um galo comunicou o nascimento de Cristo. 
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14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS
147
INTERPRETAÇÃO
Papai Noel voltou de manso para a cozinha, 
apagou a luz, saiu pela porta dos fundos. 
Na horta, o luar de Natal abençoava os legumes. 
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 
Leia os versos a seguir, extraídos do poema 
“Papai Noel às Avessas”, de Carlos Drummond de Andrade. 
“Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos, 
achou um queijo e comeu. 
Depois tirou do bolso um cigarro que não quis acender. 
Teve medo, talvez de pegar fogo nas barbas postiças” 
A coesão sintático-semântico no texto, garante a compreensão das 
ideias nele apresentadas. Considerando as relações de sentido no 
poema, identifique o termo retomado pelo pronome que. Explique 
sua resposta, com base na leitura e na compreensão dos versos. 
GABARITO
 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
01. D
02. D
03. A
04. D
05. B
06. B
07. A
08. B
09. B
10. C
11. C
12. C
13. B
14. A
15. E
16. C
17. C
18. C
19. B
20. D
 EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO
01. a) O emprego da palavra “onde”, no texto, refere-se a “passado”. Trata-se de um 
uso incorreto, já que, de acordo com a norma culta, o pronome relativo “onde” deve ser 
empregado para referência a lugares. Assim, para que seu uso no texto fosse considerado 
correto, deveria referir-se ao antecedente “álbum de fotografias”.
b) “Todas as outras? Que ideia!”.
02. No verso “Uma mulher que é como a própriaLua” pode-se substituir o pronome “que” 
por “uma mulher”. Tem-se então: “Uma mulher é como a própria Lua”, comprovando que 
o pronome “que” de fato retoma o termo “mulher”.
03. a) A charge ilustra as disputas judiciais que envolvem os grupos que dominam 
as tecnologias de comunicação e os detentores de propriedade intelectual que 
potencialmente prejudicam os interesses desses grupos. Como consequência, essas 
contendas afetam diretamente a educação por dificultarem a inclusão digital e contribuem 
para o baixo grau de escolarização de grande parte da população.
b) “Iniciadas as guerras das patentes foram”; “Que pessoas vêm lá? Qual a senha?”; 
“Analfabeto!”.
04. a) Essa é uma condição necessária para os processos de tomada de consciência 
superarem a racionalidade instrumental e habilitarem o sujeito frente às possibilidades 
da competência comunicativa.
b) I. O verbo auxiliar na locução “deve assumir” apresenta valor semântico de obrigação.
II. O sentido da expressão verbal “seja capaz” seria mantido se o auxiliar fosse substituído 
por possa (possa operar).
05. O termo a que se refere o pronome que é cigarro. Trata-se de uma oração subordinada 
explicativa restritiva essencial, neste caso, para entender o que vem a ser um Papai Noel 
às avessas a que se refere o título. Nada mais humano que o desejo de fumar, porém o 
medo de acender os cigarros faz com que se revelem as barbas postiças e o velho Papai 
Noel é mais um homem comum vestido apenas para enganar a criançada.
ANOTAÇÕES
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INTERPRETAÇÃO 14 SEQUENCIADORES I - PRONOMES RELATIVOS

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