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Unidade de Aprendizagem 10: Termoquímica. RECOMENDAÇÕES DE ESTUDO Ao final desta unidade de aprendizagem espera-se que você consiga (CNQU2MOA014) identificar processos endotérmicos e exotérmicos, reconhecendo-os nas transformações químicas. (EM13CNT307) Analisar as propriedades dos materiais para avaliar a adequação de seu uso em diferentes aplicações (industriais, cotidianas, arquitetônicas ou tecnológicas) e/ou propor soluções seguras e sustentáveis considerando seu contexto local e cotidiano. 1 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 ● Compreender que há calor envolvido nas transformações de estado físico e transformações químicas. ● Identificar transformações endotérmicas e exotérmicas. ● Saber que para cada transformação química existe um valor de energia associado. 1. Introdução Termoquímica é o estudo do calor e da energia associados a uma reação química ou transformação física. A Variação de Entalpia Definimos a mudança de entalpia (ΔH) como o calor de um processo quando a pressão é mantida constante: ΔH ≅ Q a pressão constante. Uma equação química que inclui uma mudança de entalpia é chamada de equação termoquímica. Ex: 2 H2(g) + O2(g) → 2 H2O(ℓ) ΔH = −570 kJ. 2 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 2. Reações Endotérmicas E Exotérmicas. Reações endotérmicas: São aquelas reações que ocorrem absorvendo calor externo. Se considerarmos a decomposição da amônia (NH3), teremos: 2 NH3(g) + 92,2 kJ → N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) → N2(g) + 3 H2(g) ΔH = +92,2 kJ Reações exotérmicas: São aquelas reações que ocorrem liberando calor para o meio ambiente. Se considerarmos a síntese da amônia (NH3), teremos: N2(g) + 3 H2(g) → 2 NH3(g) + 92,2 kJ N2(g) + 3 H2(g) → 2 NH3(g) ΔH = - 92,2 kJ 3 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 ΔH NAS MUDANÇAS DE ESTADO FÍSICO As transformações físicas também são acompanhadas de calor, como ocorre nas mudanças de estados físicos da matéria. Essa energia é a ENTALPIA (H) e vem de dentro da molécula. Cálculo do ΔH A variação de entalpia é calculada pela diferença entre a entalpia dos produtos e a entalpia dos reagentes. O cálculo da variação da entalpia (ΔH) determina a quantidade de energia que foi absorvida ou liberada por um processo químico qualquer. Considere a equação: A + B → C + D 4 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Para realizar o cálculo da variação da entalpia dessa reação, é necessário conhecer as entalpias de cada um dos participantes (reagentes e produtos): HA = Entalpia da substância A; HB = Entalpia da substância B; HC = Entalpia da substância C; HD = Entalpia da substância D. Tendo conhecimento sobre a entalpia de cada um dos participantes da reação, basta utilizar os valores na expressão matemática de subtração que representa a variação da entalpia, que é: ΔH = Hp – Hr Para essa reação, temos que: Hp = Soma da entalpia dos produtos. No caso da reação representada no Hp, temos a soma das entalpias dos produtos C e D, sempre respeitando as quantidades estequiométricas, logo: Hp = c.HC + d.HD Hr = Soma da entalpia dos reagentes. No caso da reação representada no Hr, temos a soma das entalpias dos reagentes A e B, sempre respeitando as quantidades estequiométricas, logo: Hr = a.HA + b.HB. OBS: Entalpia de substâncias simples no estado alotrópico mais estável vale zero. 5 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 EXERCÍCIOS Veja a entalpia-padrão de formação, em KJ.mol-1 e a 25°C, de algumas substâncias: ● CH4(g) -74,8 ● CHCl3(l) - 134,5 ● HCl(g) - 92,3 Se realizarmos a reação de cloração do metano, qual será o valor da variação da entalpia do processo? CH4(g) + 3Cl2(g) → CHCl3(l) + 3HCl(g) A. -115,9 KJ.mol-1. B. 186,3 KJ.mol-1. C. -376,2 KJ.mol-1. D. -336,6 KJ.mol-1. E. 148,5 KJ.mol-1. O alumínio é utilizado como redutor de óxidos, no processo denominado de aluminotermia, conforme mostra a equação química: 8 Al(s) + 3 Mn3O4(s) → 4 Al2O3(s) + 9Mn(s) Observe a tabela: 6 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Segundo a equação acima, para a obtenção do Mn(s), a variação de entalpia, na temperatura de 298 K, em KJ, é de: A. -282,5 B. -2515,3 C. -3053,1 D. -10827,1 E. + 2373,0 Segundo a equação acima, para a obtenção do Mn(s), a variação de entalpia, na temperatura de 298 K, em KJ, é de: A. -282,5 B. -2515,3 C. -3053,1 D. -10827,1 E. + 2373,0 O carbeto de tungstênio, WC, é uma substância muito dura e, por essa razão, é utilizada na fabricação de vários tipos de ferramentas. A variação de entalpia da reação de formação do carbeto de tungstênio a partir dos elementos C(grafite) e W(s) é difícil de ser medida diretamente, pois a reação ocorre a 1.400oC. No entanto, podem-se medir com facilidade os calores de combustão dos elementos C(grafite), W(s) e do carbeto de tungstênio, WC(s): 7 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Pode-se, então, calcular o valor da entalpia da reação abaixo e concluir se ela é endotérmica ou exotérmica: W(s) + C(grafite) → WC(s) ΔH = ? A qual alternativa corresponde o valor de ΔH e o tipo de reação? Considere o seguinte gráfico: De acordo com o gráfico, indique a opção que completa, respectivamente, as lacunas da frase a seguir: “A variação da entalpia, ΔH, é ....; a reação é .... porque se processa .... calor.” 8 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 A. positiva, exotérmica, liberando. B. positiva, endotérmica, absorvendo. C. negativa, endotérmica, absorvendo. D. negativa, exotérmica, liberando. E. negativa, exotérmica, absorvendo. A oxidação de açúcares no corpo humano produz ao redor de 4,0 kcal/g de açúcar oxidado. A oxidação de um décimo de mol de glicose (C6H12O6) vai produzir aproximadamente: Dados: H = 1g/mol; C = 12g/mol; O = 16g/mol A. 40 kcal. B. 50 kcal. C. 60 kcal. D. 70 kcal. E. 80 kcal Considere os processos a seguir: I. — queima do carvão; II. — fusão do gelo à temperatura de 25ºC; III. — combustão da madeira. A. Apenas o primeiro é exotérmico. B. Apenas o segundo é exotérmico. 9 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 C. Apenas o terceiro é exotérmico. D. Apenas o primeiro é endotérmico. E. Apenas o segundo é endotérmico. 10 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Unidade de Aprendizagem 11: Eletroquímica. RECOMENDAÇÕES DE ESTUDO Ao final desta unidade de aprendizagem espera-se que você consiga (CNQU3MOA008) compreender os processos de oxidação e de redução e relacioná-los à produção de energia em pilhas e baterias e à obtenção de metais. (EM13CNT307) Analisar as propriedades dos materiais para avaliar a adequação de seu uso em diferentes aplicações (industriais, cotidianas, 1 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 arquitetônicas ou tecnológicas) e/ ou propor soluções seguras e sustentáveis considerando seu contexto local e cotidiano. Habilidades: ● Classificar os processos químicos como oxidação ou redução de acordo com a variação de carga elétrica das espécies. ● Conceituar eletroquímica, explicando o funcionamento de uma pilha. ● Determinar o valor da ddp de uma pilha. Esta unidade será ministrada em uma aula remota em dia e horário agendados previamente. 2 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 1. Eletroquímica. Reações de oxirredução Uma reação de oxidação-redução (redox) é um tipo de reação química que envolve uma transferência de elétrons entre duas espécies. Assim, dizemos que: ● Oxidação é a perda de elétrons. ● Redução é o ganho de elétrons. ● Reação de oxirredução é quando há transferência de elétrons. Agentes Oxidante e Redutor 2 Fe3+ + Sn2+ ⇌ 2 Fe2+ + Sn4+ agente oxidante agente redutor agente redutor agente oxidante O íon ferro (III), Fe3+, é reduzido pelo agente redutor íon estanho (II), Sn2+, e o íon estanho (II), Sn2+ é oxidado pelo agente oxidante íon ferro (III), Fe3+. Semirreações Eletroquímicas A reação relacionada a seguir, pode ser compreendida como a soma de duas semi-reações, desde que devidamente balanceadas: 3 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 - Fe3+ + e- ⇌ Fe2+ semirreação de redução - Sn2+ ⇌ Sn4+ + 2 e- semirreação de oxidação - 2 Fe3+ + Sn2+ ⇌ 2 Fe2+ + Sn4+ Reação global EXERCÍCIOS Descobertas recentes da medicina indicam a eficiência do óxido nítrico, NO, no tratamento de determinado tipo de pneumonia. Sendo facilmente oxidado a NO2, quando preparado em laboratório, o ácido nítrico deve ser recolhido em meio que não contenha oxigênio. Os Nox do nitrogênio no NO e NO2 são, respectivamente: A. + 3 e + 6. B. + 2 e + 4. C. + 2 e + 2. D. zero e + 4. E. zero e + 2. Tratando-se o fósforo branco (P4) com solução aquosa de ácido nítrico (HNO3) obtêm-se ácido fosfórico e monóxido de nitrogênio, segundo a equação química equilibrada. 3 P4 + 20 HNO3 + 8 H2O → 12 H3PO4 + 20 NO Os agentes oxidante e redutor dessa reação são, respectivamente: 4 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 A. a) P4 e HNO3. B. b) P4 e H2O. C. c) HNO3 e P4. D. d) H2O e HNO3. E. e) H2O e P4. O ferro galvanizado apresenta-se revestido por uma camada de zinco. Se um objeto desse material for riscado, o ferro ficará exposto às condições do meio ambiente e poderá formar o hidróxido ferroso. Nesse caso, o zinco, por ser mais reativo, regenera o ferro, conforme a reação representada abaixo: Fe(OH)2 + Zn → Zn(OH)2 + Fe Sobre essa reação pode-se afirmar: A. O ferro sofre oxidação, pois perderá elétrons. B. O zinco sofre oxidação, pois perderá elétrons. C. O ferro sofre redução, pois perderá elétrons. D. O zinco sofre redução, pois ganhará elétrons. E. O ferro sofre oxidação, pois ganhará elétrons. 5 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 2. PILHAS e BATERIAS São dispositivos nos quais uma reação espontânea de óxido-redução produz corrente elétrica. A primeira bateria verdadeira foi inventada pelo físico italiano Alessandro Volta em 1800. Volta empilhou discos de cobre (Cu) e zinco (Zn) separados por um pano embebido em água salgada. Cada célula (um conjunto de um disco de Cu e de Zn e a salmoura) produz 0,76 Volts (V). A Pilha de Daniell A célula ou pilha de Daniell é formada por uma solução de sulfato de cobre (II) contendo um eletrodo de cobre e uma solução de sulfato de zinco contendo um eletrodo de zinco. A pilha de Daniell baseia-se na seguinte reação: Zn + CuSO4 → Cu + ZnSO4 ou 6 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 A montagem esquemática da pilha de Daniell é a seguinte: Eletrodo de zinco ● corrosão da lâmina de Zn. Esse fato pode ser explicado pela semi-reação de oxidação: Zn(s) → Zn(aq)2+ + 2 e– lâmina solução O eletrodo em que ocorre a oxidação é o ânodo. 7 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Eletrodo de cobre ● espessamento da lâmina de Cu. ● diminuição da cor azul. Esses dois fatos podem ser explicados pela semi-reação de redução: Cu(aq)2++ 2 e– → Cu(s) solução lâmina O eletrodo em que ocorre a redução é o cátodo. A equação global dos processos ocorridos nessa pilha pode ser obtida pela soma das duas semi-reações: Convencionou-se representar a pilha de Daniell (e todas as demais pilhas), esquematicamente, da seguinte maneira: 8 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Usando essa notação, a pilha estudada pode ser representada por: 3. DIFERENÇA DE POTENCIAL (d.d.p.) Potenciais de redução padrão Cálculo da voltagem (ΔE) das pilhas Seu cálculo pode ser feito pela equação a seguir: FEM, ddp ou ΔE0 = (E0red maior) – (E0red menor) ou FEM, ddp ou ΔE0 = (E0oxi, oxida) + (E0red, reduz) Tabela de Potenciais de Padrão Redução 9 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 10 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 4. ELETRÓLISE Eletrólise é o processo pelo qual a corrente elétrica passa por uma substância e produz reações químicas. As reações químicas são aquelas em que a substância perde ou ganha elétrons (oxidação ou redução). ELETRÓLISE ÍGNEA Na eletrólise ígnea, a substância pura está no estado líquido (fundida), e não existe água no sistema. A solução concentrada de cloreto de sódio é eletrolisada em uma célula de diafragma. 11 Este material é de uso exclusivo de RODRIGODE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Os três produtos da eletrólise de solução concentrada de cloreto de sódio têm importantes utilizações na indústria química: ● hidrogênio é usado como combustível e para fazer amônia; ● o cloro é usado para esterilizar o abastecimento de água e para fazer água sanitária e ácido clorídrico; ● o hidróxido de sódio é usado para fazer sabão, papel e água sanitária. Vejamos, como exemplo desse tipo de eletrólise, a que ocorre com o cloreto de sódio (NaCl), utilizando eletrodos de platina. NaCl ⇒ Na+ + Cl- As semi-reações que ocorrem nos eletrodos são: Somando as duas semi-reações, teremos a equação global da eletrólise (para o balanceamento correto, é indispensável cancelar os elétrons): Pela análise da reação global, podemos concluir que a eletrólise ígnea do cloreto de sódio produz sódio metálico (Na) e gás cloro (Cl2). Nomes e os sinais dos eletrodos: 12 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 5. ELETRÓLISE EM MEIO AQUOSO Em eletrólises em soluções aquosas de compostos iónicos, as moléculas de água podem fornecer íons hidrogênio (H+) e íons hidróxido (OH-), além dos íons dos compostos iônicos. Na eletrólise aquosa teremos a presença de dois cátions e dois ânions. Neste caso teremos que observar a ordem de descarga dos íons. PÓLO POSITIVO: A hidroxila (OH-) descarrega antes que os ânions oxigenados e fluoreto. PÓLO NEGATIVO: O íon H + descarrega antes dos cátions alcalinos, alcalinos terrosos e alumínio. Todas essas observações podem ser resumidas no seguinte esquema: 13 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Exemplo: Eletrólise de HCl em solução aquosa diluída. Nesse caso, temos duas ionizações: Dos íons formados (H+, Cl-, OH-), quais serão descarregados durante a eletrólise? Portanto, nesse caso, apenas o HCl sofrerá eletrólise: 14 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 EXERCÍCIOS As pilhas alcalinas entraram em moda recentemente e são usadas em quase tudo que exige um trabalho contínuo e duradouro, desde relógios de pulso até calculadoras eletrônicas. Uma destas pilhas mais usadas é a de níquel/cádmio, que chega a ter uma duração maior do que a da bateria de automóvel e ainda pode ser recarregada várias vezes. Ela é constituída pelo metal cádmio hidróxido de níquel III e uma pasta de hidróxido de potássio. Considere que os potenciais-padrão de redução são: ● Cd2+(s) + 2 e- → Cdo(s) E0 = - 0,4 V ● Ni3+(s) + 1 e- → Ni2+(s) E0 = + 1,0 V. Entre as opções a seguir, indique a que apresenta o sentido do fluxo de elétrons e a força eletromotriz da pilha níquel-cádmio. a) Do eletrodo de cádmio para o eletrodo de hidróxido de níquel III --- + 1,4 V. b) Do eletrodo de cádmio para o eletrodo de hidróxido de níquel III --- + 1,6 V. c) Do eletrodo de cádmio para o eletrodo de hidróxido de níquel III --- + 2,4V. d) Do eletrodo de hidróxido de níquel III para o eletrodo de cádmio --- + 1,4 V. e) Do eletrodo de hidróxido de níquel III para o eletrodo de cádmio --- + 2,4 V. 15 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 A pilha alcalina apresenta vantagens sobre uma pilha de Leclanché (zinco-carvão). Considerando que uma pilha alcalina seja constituída por uma barra de manganês puro, outra de zinco poroso e uma pasta contendo KOH, a ddp inicial da pilha e a equação global da reação que nela ocorrem, são: Dados: ● Mn2+(s) + 2 e- → Mno(s) E0 = - 118 V ● Zn2+(s) + 2 e- → Zno(s) E0 = - 0,76 V A. 0,42 V; Mno + Zn2+ ⇌ Mn2+ + Zno. B. 1,60 V; Mn2+ + Zno ⇌ Mno + Zn2+. C. 0,76 V; Mn2+ + Zno ⇌ Mno + Zn2+. D. 1,18 V; Mno + Zn2+ ⇌ Mn2+ + Zno. E. 1,94 V; Mn2+ + Zno ⇌ Mno + Zno. Na montagem a seguir, dependendo do metal (junto com seus íons) têm-se as seguintes pilhas, cujo cátodo (onde ocorre redução) é o cobre: pilha: cobre-alumínio ΔE* (volt): 2,00 pilha: cobre-chumbo ΔE* (volt): 0,47 pilha: cobre-magnésio ΔE* (volt): 2,71 16 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 pilha: cobre-níquel ΔE* (volt): 0,59 * diferença de potencial elétrico nas condições padrão Nas condições padrão e montagem análoga, a associação que representa uma pilha em que os eletrodos estão indicados corretamente é: A. níquel (catodo) - chumbo (anodo). B. magnésio (catodo) - chumbo (anodo). C. magnésio (catodo) - alumínio (anodo). D. alumínio (catodo) - níquel (anodo). E. chumbo (catodo) - alumínio (anodo). Nas semi-reações: ● Au0 → Au+3 + 3e- ● Cu0 → Cu2+ + 2e- Dados: ● E0 (red Au) = + 1,50 V ● E0 (red Cu) = + 0,34 V O ânodo, o cátodo e o ΔE da pilha são, respectivamente: A. cobre, ouro e + 1,16 V. B. ouro, cobre e + 1,16 V. C. ouro, cobre e + 2,32 V. 17 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 D. cobre, ouro e - 2,32 V. E. ouro, cobre e - 1,16 V. A tendência de um elemento sofrer oxidação ou redução pode ser avaliada pelo seu potencial-padrão de redução, E0. Esse parâmetro pode explicar como os elementos aparecem na natureza. Por exemplo, a grande maioria dos elementos metálicos é encontrada na forma oxidada (como Mn+2) em minérios de óxidos, sulfetos, carbonatos, sulfatos, silicatos, etc., enquanto alguns poucos elementos metálicos se encontram também na forma nativa (como metal não oxidado). Considere os seguintes valores de E0: Quais são os metais que apresentam maior tendência de ser encontrados na natureza somente na forma oxidada? A. Ag, Cu e Pb. B. Ag e Cu. C. Cu e Pb. D. Pb, Cd e Cr. E. Cr, Ag e Cu 18 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 A eletrólise do cloreto de sódio fundido produz sódio metálico e gás cloro. Nesse processo, cada íon: A. O sódio recebe dois elétrons. B. cloreto recebe dois elétrons. C. sódio recebe um elétron. D. cloreto perde dois elétrons. E. O sódio perde um elétron. Quando uma solução aquosa de Li2SO4 é eletrolisada, os produtos formados no ânodo e no cátodo são, respectivamente: A. S e Li. B. O2 e Li. C. SO2 e H2. D. O2 e H2. E. SO2 e Li. 19 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Unidade de Aprendizagem 12: Características do Átomo De Carbono E Funções Orgânicas. RECOMENDAÇÕES DE ESTUDO Ao final desta unidade de aprendizagem espera-se que você consiga reconhecer a evolução da Química Orgânica em relação às propriedades do carbono, bem como classificar as cadeias carbônicas. (CNQU3MOA013) Analisaros compostos orgânicos e identificar as funções orgânicas presentes. Compreender a importância da indústria do petróleo em suas vertentes: na obtenção de combustíveis e na produção de matéria prima de produtos sintéticos. (EM13CNT307) Analisar as propriedades dos materiais para avaliar a 1 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 adequação de seu uso em diferentes aplicações (industriais, cotidianas, arquitetônicas ou tecnológicas) e/ou propor soluções seguras e sustentáveis considerando seu contexto local e cotidiano. Habilidades: ● Identificar as propriedades do carbono, bem como classificar as cadeias carbônicas. ● Identificar o grupo funcional das substâncias orgânicas mais comuns (hidrocarbonetos, álcoois, fenóis, cetonas, aldeídos, éter, ésteres, ácidos carboxílicos, amidas e aminas). ● Discutir como o petróleo é formado, para entender sua composição, sua finalidade na sociedade e sua relação com a Química orgânica. Esta unidade será ministrada em uma aula presencial em dia e horário previamente agendados. 2 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 1. Introdução. O petróleo (ou petróleo bruto) é uma mistura líquida complexa de ocorrência natural que contém principalmente hidrocarbonetos, mas também contém alguns compostos de oxigênio, nitrogênio e enxofre. Petróleo bruto e gás natural: da fonte aos produtos finais O petróleo bruto e o gás natural são misturas de hidrocarbonetos - moléculas químicas que contêm apenas hidrogênio e carbono. Química dos Hidrocarbonetos A menor unidade de um composto de hidrocarboneto é uma molécula que consiste em átomos de carbono e hidrogênio. A molécula de hidrocarboneto mais simples é o metano. É o ingrediente essencial do gás natural e a fonte da "chama azul" que vemos quando acendemos um fogão ou fornalha a gás. Sua fórmula química é CH4. 3 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Os Hidrocarbonetos e suas subdivisões Os hidrocarbonetos seguem a fórmula geral CxHy e em sua nomenclatura utiliza-se o sufixo “o”, por exemplo: ● CH4 - METANO (presente no gás natural); ● H3C – CH2 – CH2 – CH3 - BUTANO (presente no gás de cozinha). Em função de ser um grupo bastante grande, ele é subdividido em grupos menores. Abaixo, estes grupos são apresentados: ● Alcanos (ou hidrocarbonetos parafínicos): Hidrocarbonetos de cadeia saturada. Fórmula Geral: CnH2n+2. Na nomenclatura, possuem o intermediário “an". ● Alcenos (Alquenos ou Olefinas): Hidrocarbonetos de cadeia insaturada (ligação dupla), Fórmula Geral: CnH2n. Na nomenclatura, possuem o intermediário “en". ● Alcinos (ou Alquinos): Hidrocarbonetos acíclicos (ligação tripla). Fórmula Geral: CnH2n-2. Na nomenclatura, possuem o intermediário “in". 4 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 ● Alcadienos (ou Dienos): Hidrocarbonetos de cadeias abertas com duas ligações duplas. Em sua nomenclatura possuem o intermediário – dien-. Fórmula geral: CnH2n-2. ● Ciclanos (Cicloalcanos ou cicloparafinas): Hidrocarbonetos com apenas uma ligação dupla, de cadeia fechada, cíclicos. Sua nomenclatura difere da dos alcanos apenas por ser precedida pela palavra ciclo. Fórmula geral: CnH2n. ● Ciclenos (Cicloalcenos ou cicloalquenos): Hidrocarbonetos saturados (somente com ligações simples) de cadeia fechada, cíclicos. Sua nomenclatura difere da dos alcenos apenas por ser precedida pela palavra ciclo. ● Ciclinos (Cicloalcinos ou cicloalquinos): Hidrocarbonetos com uma ligação tripla, de cadeia fechada. Sua nomenclatura difere da dos alcinos apenas por ser precedida pela palavra ciclo. 5 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Classificação do átomo de carbono Conforme a posição em que se encontram na cadeia, os átomos de carbono classificam-se em: TIPOS DE CADEIA ORG NICA A existência de uma grande variedade de cadeias orgânicas nos obriga a classificá-las segundo vários critérios: Quanto ao fechamento da cadeia 6 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Quanto à disposição dos átomos Quanto aos tipos de ligação 7 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Quanto à natureza dos átomos Observações: 8 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 9 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 EXERCÍCIOS O gás de cozinha (GLP) é uma mistura de propano e butano. Indique a opção que representa as fórmulas moleculares dos dois compostos orgânicos, respectivamente. O ácido adípico, matéria-prima para a produção de náilon, apresenta cadeia carbônica: 10 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 A. saturada, homogênea e ramificada. B. saturada, heterogênea e normal. C. insaturada, homogênea e ramificada. D. saturada, homogênea e normal. E. insaturada, homogênea e normal. No eugenol, composto de odor agradável de fórmula: utilizado como antiséptico bucal, o número de átomos de carbono secundário é: A. 2. B. 3. C. 7. D. 8. E. 10. O mirceno, responsável pelo “gosto azedo da cerveja”, é representado pela estrutura: 11 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Considerando o composto indicado, identifique a alternativa correta quanto à classificação da cadeia. A. acíclica, homogênea, saturada; B. acíclica, heterogênea, insaturada; C. cíclica, heterogênea, insaturada; D. aberta, homogênea, saturada; E. aberta, homogênea, insaturada. O gás de cozinha (GLP) é produzido por refino do petróleo. É falso afirmar que: A. é gasoso na temperatura ambiente; B. sob pressão, está liquefeito dentro do bujão; C. é formado por compostos de 5 a 6 átomos de carbono; D. é menos denso que a gasolina; E. tem ponto de ebulição mais baixo que o querosene. Há um certo tempo, ocorreu um grande vazamento de petróleo na refinaria da Petrobras em Araucária (PR). Considere as seguintes afirmações sobre o petróleo e seus derivados: I. É fóssil e constituído por compostos orgânicos. II. Um dos sérios problemas nestes acidentes é atribuídoà grande miscibilidade (solubilidade) do petróleo em água. III. Os hidrocarbonetos de baixo peso molecular presentes no petróleo não são inflamáveis. 12 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 IV. O petróleo é uma mistura complexa de compostos orgânicos com estreita escala de pontos de fusão e ebulição. Está correto o que se afirma em: A. I, apenas. B. I e II, apenas. C. I e IV, apenas. D. I, II e III, apenas. E. I, II, III e IV. Dois hidrocarbonetos I e II reagem com bromo, conforme mostrado abaixo. É correto afirmar que I e II são, respectivamente: A. aromático e alcano. B. aromático e alceno. C. alcino e alcano. D. alcino e alceno. E. alceno e alcino. 13 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 2. Função Orgânica Função orgânica é um conjunto de substâncias orgânicas, com propriedades químicas semelhantes, denominadas, então, propriedades funcionais. PRINCIPAIS FUNÇÕES ORGÂNICAS 14 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Uma substância que pode ser utilizada no tratamento de pneumonia é a cefalexina, cuja estrutura é mostrada a seguir: Qual das funções abaixo faz parte da estrutura da cefalexina? A. Éter. B. Nitrocomposto. 15 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 C. Tioéter. D. Cetona. E. Aldeído. O aspartame, estrutura representada a seguir, é uma substância que tem sabor doce ao paladar. Pequenas quantidades dessa substância são suficientes para causar a doçura aos alimentos preparados, já que é cerca de duzentas vezes mais doce do que a sacarose. As funções orgânicas presentes na molécula desse adoçante são, apenas, A. éter, amida, amina e cetona. B. éter, amida, amina e ácido carboxílico. C. aldeído, amida, amina e ácido carboxílico. D. éster, amida, amina e cetona. E. éster, amida, amina e ácido carboxílico. A capsaicina, cuja fórmula estrutural simplificada está mostrada abaixo, é uma das responsáveis pela sensação picante provocada pelos frutos e sementes da pimenta-malagueta (Capsicum sp.). 16 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25 Na estrutura da capsaicina, encontram-se as seguintes funções orgânicas: A. amina, cetona e éter. B. amida, fenol e éter. C. amida, álcool e éster. D. amida, amina e ácido carboxílico. E. amina, fenol e éster. Qual das afirmativas a seguir sobre funções orgânicas está incorreta? A. Todo hidrocarboneto possui apenas carbono e hidrogênio. B. Os haletos orgânicos são derivados da substituição de um ou mais hidrogênios por átomos de halogênios. C. Os aldeídos possuem o grupo carbonila entre dois átomos de carbono. D. Tanto as cetonas quanto os aldeídos possuem o grupo carbonila. E. As aminas são derivadas da amônia pela substituição de um, dois ou três hidrogênios por cadeias carbônicas. 17 Este material é de uso exclusivo de RODRIGO DE ARAUJO CHINAIDE DA SILVA , CPF 122.406.227-25 Es te ma ter ial é de us o e xcl us ivo de RO DR IG O D E A RA UJ O C HI NA ID E D A S ILV A , CP F 1 22 .40 6.2 27 -25