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Unidade II ENFERMAGEM DA FAMÍLIA Profa. Márcia Frandsen Instrumentos de avaliação familiar Genograma. Ecomapa. Instrumentos de avaliação familiar Genograma: é um instrumento gráfico, de coleta, armazenamento e processamento de informações de estrutura e funcionamento de uma família; permite um grande número de dados sobre a família, incluindo seu passado hereditário e o risco que oferece aos membros atuais. Genograma Elaborar na UBS ou na visita domiciliar com agendamento. Profissional de nível superior. Revisão periódica. Arquivado no prontuário familiar. Abranger 3 gerações. Símbolos de identificação padronizados. Genograma – Padronização de símbolos Genograma – Padronização de símbolos Genograma – Padronização de símbolos Genograma – Padronização de símbolos Genograma – Padronização de símbolos Título do slide Instrumentos de avaliação familiar Ecomapa: complemento do genograma; diagrama das relações entre a família e a comunidade; instrumento que avalia os apoios e os suportes disponíveis e sua utilização pela família = rede social. Ecomapa A família em avaliação deve ser isolada com um círculo. Legendas indicam os vínculos positivos e negativos. Avaliação Familiar Interatividade Verifique a alternativa correta sobre os instrumentos de avaliação familiar: a) O ecomapa detalha a estrutura e o histórico familiar. b) O genograma é o diagrama das relações entre a família e a comunidade. c) Não se avaliam famílias com instrumentos. d) O genograma auxilia os membros da família a identificar aspectos comuns e únicos de cada um deles. e) O genograma e o ecomapa não são instrumentos possíveis de serem usados na Atenção Básica. Resposta d) O genograma auxilia os membros da família a identificar aspectos comuns e únicos de cada um deles. Estratégia da saúde da família Atenção básica/Atenção primária em saúde Portaria GM nº 2.488 GM/MS – 21/10/2011 Conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde. Práticas de cuidado e gestão participativas, sob forma de trabalho em equipe dirigidas a populações de territórios delimitados, pelas quais assume a responsabilidade sanitária. Utiliza tecnologias de cuidado complexas e variadas. Fundamentos e diretrizes da atenção primária Acesso universal e contínuo: porta de entrada preferencial da rede de atenção. Acolhimento e vínculo. Integração de ações programáticas e demanda espontânea. Longitudinalidade do cuidado. Processo de trabalho centrado em procedimentos profissionais deslocando-se para um processo centrado no usuário. Estimular a participação dos usuários como forma de ampliar sua autonomia e sua capacidade na construção do cuidado à sua saúde. Estratégia Saúde da Família – ESF Definida pelo MS como a estratégia preferencial para a organização e fortalecimento da APS no país. 1.991 – PACS; 1994 – PSF; 2006 – ESF. A ESF considera as pessoas como um todo, levando em conta suas condições de trabalho, de moradia, suas relações com a família e a comunidade. Equipe da ESF Equipe da ESF Deve ser multidisciplinar e interdisciplinar. Devem reunir-se semanal ou quinzenalmente = planejamento conjunto. ESF: médico clínico geral, enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem e ACS. Ideal: 3.000. Máximo: 4.000 pessoas/equipe. Cada ACS: máximo de 750 pessoas. Equipe de saúde bucal: cirurgião- dentista, auxiliar de saúde bucal e/ou técnico em saúde bucal. Outros profissionais da ESF A partir de 2008: NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Portaria 2488 – prof. permitidos: arte educador, assistente social, profissional/professor de educação física, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional, sanitarista e médicos: acupunturista, ginecologista e/ou obstetra, homeopata, pediatra, psiquiatra, geriatra, internista (clínica médica), do trabalho e veterinário. Atribuições específicas do enfermeiro da ESF I. Assistência integral aos indivíduos e às famílias em todas as fases do desenvolvimento humano. II. Realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares e prescrever medicações – protocolos. III. Planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS. IV.Realizar atividades de educação permanente dos ACS, da equipe de enfermagem; ACD e THD. V. Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. Interatividade A ESF não é: a) Uma alternativa do MS para atingir os princípios da atenção básica de saúde. b) um modo de fazer saúde que exige mudanças no processo de trabalho dos profissionais. c) Uma estratégia que deve ser feita de forma multidisciplinar apenas. d) Uma estratégia que pretende atuar junto às famílias em seu espaço social. e) Uma estratégia de trabalho que pretende promover um cuidado integral à saúde das pessoas. Resposta c) Uma estratégia que deve ser feita de forma multidisciplinar apenas. Visita domiciliar Visita domiciliar “Conjunto de ações de saúde voltadas para o atendimento, tanto educativo quanto assistencial. Uma atividade com o intuito de subsidiar a intervenção no processo saúde-doença de indivíduos ou no planejamento de ações visando à promoção de saúde da coletividade.” (Ministério da Saúde, 2003) Pressupostos A visita deve ser encarada de forma profissional e não social. É necessário estabelecer confiança entre os membros da equipe de saúde e os da família. Devemos desenvolver habilidades de: observação; entrevista; postura ética para a escuta da história ou relato oral. Facilidades Facilidades Ação sigilosa e menos formal. Maior liberdade para expor os mais variados problemas. Propicia a corresponsabilidade do indivíduo ou da família com os cuidados em saúde. Dificuldades Dificuldades Método dispendioso = custo de pessoal, de locomoção e de preparo profissional. Gasto de tempo maior do profissional na realização da visita. Afazeres domésticos, horários incompatíveis, moradores/animais hostis podem impedir ou dificultar a realização da visita domiciliar. Etapas 1. Planejamento. 2. Execução. 3. Registro de dados. 4. Avaliação do processo. Planejamento da VD Elaborar impresso específico: 1. Motivo da VD. 2. Objetivos da VD: realizar leitura prévia do prontuário; preencher os dados de identificação da família. Horário: deve ser discutido com a família. Execução da VD Ordem: da menor para a maior duração. Uniforme e crachá. Expressar-se com clareza. Evitar excessos: formalidade/intimidade. Realizar a observação sistematizada da dinâmica da família. Explicar o motivo das anotações e garantir sigilo. Registro de dados/avaliação Relatório: 1. informações colhidas; 2. observações feitas; 3. intervenções realizadas. Prontuário: 1. compartilhar as informações; 2. dar continuidade da assistência à família. Avaliar: 1. Objetivos foram atingidos? 2. A família solucionou problemas? Considerações finais A visita domiciliar é atividade meio de todos os profissionais da ESF. A construção de vínculo com as famílias é gradual. Fundamental: desprender-se dos estereótipos e analisar criticamente concepções, valores e atitudes. Interatividade A visita domiciliar: a) É considerada um conjunto de ações de caráter exclusivamente educativo junto às famílias. b) É de fácil execuçãoe de baixo investimento. c) Necessita apenas ser bem planejada e executada. d) Para ser bem conduzida depende apenas do talento do profissional. e) Necessita ser planejada, executada com método e avaliada. Resposta e) Necessita ser planejada, executada com método e avaliada. Política nacional de humanização Objetivos Inovar práticas gerenciais e produção de cuidados. Atenção e cuidado integral, resolutivo e humanizado. Espaços de trabalho em local de realização profissional. Alguns dispositivos da PNH Acolhimento. Acolhimento com classificação de risco. Clínica ampliada. Equipe de referência e apoio matricial. Projeto terapêutico singular. Ambiência. Visita aberta e direito a acompanhante. Acolhimento – Relações humanas e postura ética Deve ser praticado pelo conjunto dos profissionais e dos setores da instituição de saúde. Escuta qualificada e atenção ao grau de sofrimento físico e psíquico do usuário. Responsabilização pelo cuidado ao usuário. Acolhimento com classificação de risco Prioridade pela gravidade e não pela ordem de chegada. Melhor controle de fluxo de clientes. Redução do tempo de espera pelo atendimento. Melhor satisfação do usuário e de profissionais. Protocolo de Manchester O sistema de Manchester é utilizado nos hospitais de vários países da Europa (anos 90) e no Brasil há menos de dez anos. Idealizado para aplicação em serviços de urgência e emergência. Central de acolhimento: atende o usuário imediatamente, orienta sobre o serviço e esclarece dúvidas em geral. Consultório de enfermagem: realiza a classificação de risco = avaliação da queixa principal. Protocolo de Manchester – Classificação Número Nome Cor Tempo alvo 1 Emergente Vermelh o 0 2 Muito urgente Laranja 10 3 Urgente Amarelo 60 4 Pouco urgente Verde 120 5 Não urgente Azul 240 (Protocolo de Manchester, 1994) Protocolo de Manchester Queixa: dispneia na criança Comprometimento de VA ? Respiração ineficaz? Criança não reativa? Estridor? Choque? Sim VERMELHO Não Início agudo pós-traumático? Trabalho respiratório aumentado? Incapacidade de articular frases? Só responde à voz ou à dor? Saturação de O2 muito baixa? Exaustão? Sim LARANJA (Protocolo de Manchester, 1994) Protocolo de Manchester Queixa: dispneia na criança História significativa de asma? História inapropriada? Saturação O2 baixa? Sim AMARELO Não Sim VERDE Dor? Broncoespasmo? Provável infecção respiratória? Traumatismo torácico? Não Problema recente? Sim Não AZUL (Protocolo de Manchester, 1994) Interatividade No acolhimento com classificação de risco, é incorreto afirmar: a) Propicia melhor controle de fluxo de clientes. b) Os setores de atendimento são divididos em diferentes eixos, em que o cliente é encaminhado após uma avaliação. c) O atendimento é feito baseado na ordem de chegada do cliente. d) A ordenação do atendimento é feita de acordo com o nível de necessidade. e) É um dispositivo da PNH que busca atenção e cuidado integral, resolutivo e humanizado. Resposta c) O atendimento é feito baseado na ordem de chegada do cliente. ATÉ A PRÓXIMA! Slide Number 1 Instrumentos de avaliação familiar Instrumentos de avaliação familiar Genograma Genograma –�Padronização de símbolos Genograma –�Padronização de símbolos Genograma –�Padronização de símbolos Genograma –�Padronização de símbolos Genograma –�Padronização de símbolos Título do slide Instrumentos de avaliação familiar �Ecomapa� Avaliação Familiar Interatividade Resposta Estratégia da saúde da família Atenção básica/Atenção primária em saúde Fundamentos e diretrizes da atenção primária Estratégia Saúde da Família – ESF Equipe da ESF Equipe da ESF Outros profissionais da ESF Atribuições específicas do enfermeiro da ESF Interatividade Resposta Visita domiciliar Visita domiciliar Pressupostos Facilidades Facilidades Dificuldades Dificuldades Etapas Planejamento da VD Execução da VD Registro de dados/avaliação Considerações finais Interatividade Resposta Política nacional de humanização Objetivos Alguns dispositivos da PNH Acolhimento – Relações humanas e postura ética Slide Number 44 Acolhimento com classificação de risco Protocolo de Manchester Protocolo de Manchester –�Classificação Protocolo de Manchester Protocolo de Manchester Interatividade Resposta Slide Number 52