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DEMÊNCIAS

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DEMÊNCIAS
DOENÇA DE ALZHEIMER
· Uma das principais causas de morte no mundo 
· 4ª em países de alta renda 
· 5º em todo o mundo em 2016
· A cada 5 anos, após os 65 anos, dobra a prevalência de Alzheimer até os 96 anos, quando tem a atenuação da curva 
· 25% dos indivíduos não terão DA independente do tempo que viveram
· ApoE4 = aumenta o risco de ter DA 
· Grande Impacto financeiro
Reserva cognitiva
· Alto limiar = sintomas tardios
· Baixo limiar = sintomas precoces 
Fatores de risco
· Idade > 65 anos 
· Baixa escolaridade 
· ApoE4 e outros genes 
· Mutações genéticas (15% são formas familiares de início precoce) 
· Obesidade, HAS, Perda audição, DM, depressão
· Tabagismo 
· Inatividade física 
· Isolamento social 
· Álcool 
· TC 
· Poluição do ar 
Fatores protetores
· Jovens 
· Homem
· Nível educacional mais alto (maior capacidade de compensação)
· Casado ou união estável 
· Diagnóstico prévio de depressão menor presente 
· Engajamento em atividades sociais e de lazer
· Suporte e rede sociais disponíveis
· Atividade física regular 
· Dieta mediterrânea e rica em antioxidantes e vitaminas (E, C, B6, B12 e folato) 
· Controle do colesterol 
Depressão e demência: pródromo ou fator de risco?
A depressão poderia ser uma reação emocional do idoso ao perceber um quadro de demência inicial. Assim, a depressão seria apenas uma situação pré-demência (um pródromo). 
Uma segunda hipótese explicativa sugere a existência de uma causa comum subjacente no sistema nervoso central que poderia levar tanto à depressão como também ao declínio cognitivo em idosos. 
A depressão está associada com a elevação dos níveis de cortisol, podendo ser outra hipótese explicativa que leva em conta a possibilidade desta hipercortisolemia levar à morte neurônios no hipocampo e a desregulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, com consequente atrofia hipocampal e consequente declínio cognitivo. 
Ainda que exista frequente associação entre presença de depressão e de disfunção cognitiva, existe a possibilidade de que não existe uma relação causal entre ambas, ou seja, que são apenas duas doenças de apresentação comórbidas.
Estratégias recomendadas pra reduzir o risco de demência
Foco coletivo
· Priorizar educação universal na infância 
· Implementar políticas públicas de saúde para reduzir o risco de HAS
· Desenvolver políticas encorajadoras de atividade física, cognitiva e social durante o ciclo de vida 
· Escrutinar os riscos de perda auditiva ao longo do ciclo de vida para redução do risco de exposição a esse fator de risco 
· Reduzir risco de TCE grave 
· Políticas para redução da exposição da população a poluição do ar 
· Reforço às políticas para redução da exposição ao tabagismo, em crianças e adultos e para encorajamento para cessação 
Foco em indivíduos
· Tratar HAS com HAS < 130 na meia idade 
· Utilizar prótese auditiva para perda auditiva 
· Evitar ou desencorajar uso de 21 ou + unidades de álcool por semana
· Prevenir trauma craniano nos indivíduos com risco aumentado 
· Suspender tabagismo independente da idade 
· Reduzir obesidade e condições associadas (DM) por meio do estímulo a alimentação saudável e aumento da movimentação 
· Manter atividade física na meia-idade e, se possível, na idade avançada 
Padrão cognitivo do envelhecimento
· 86% dos sujeitos > 60 anos apresentam queixas de memória 
· Pontos de corte desconhecidos em faixas etárias avançadas 
Velocidade de processamento é reduzida no envelhecimento fisiológico, mas as respostas são certas. 
· Dificuldade de registro devido a déficits sensoriais 
· Dificuldade de evocação 
· Lentidão do processamento de informação 
· Dificuldade de processamento simultâneo 
· Até a 8ª década, os principais domínios cognitivos estão preservados ou apresentam leve declínio: atenção, linguagem, habilidades visuais-espaciais, flexibilidade mental, capacidade de abstração 
Envelhecimento cerebral 
· 10-12/100 pessoas com CCL terão algum tipo de demência dentro de 1 ano. 
· Declínio cognitivo que acompanha a idade tem início e progressão extremamente variáveis, dependendo de fatores educacionais, de saúde e de personalidade, bem como do nível intelectual global e de capacidades mentais específicas do indivíduo. 
COMPROMETIMENTO COGNITIVO LEVE
O conceito de transtorno cognitivo leve foi proposto para se referir a indivíduos idosos não demenciados, portadores de um leve déficit cognitivo que se expressa em alterações de memória ou de outras funções cognitivas.
Sujeitos com TNL e que apresentam o alelo ε4 da ApoE têm risco mais elevado de progredir para DA.
Estudos eletroencefalográficos mostram que há semelhanças entre a DA e o TNL, diferenciando-se dos idosos normais em relação aos potenciais relativos das ondas a e u. Esses achados sugerem que as regiões afetadas em ambas as condições (DA e TNL) são as mesmas, diferenciando-se, entretanto, quanto ao grau de comprometimento.
Critérios diagnósticos:
· Queixa de memória, relatada pelo paciente ou familiar 
· Escore levemente rebaixado em instrumentos de estadiamento global (GDS, CDR)
· Déficit de memória episódica indicado por testes (desempenho de aproximadamente 1,5 desvio-padrão abaixo da média de controles normais da mesma idade) 
· Escore de pelo menos 24 pontos no MEEM ou de 123 pontos na Dementia Rating Scale (DRS).
· Ausência de demência 
· Atividades funcionais intactas ou sem impacto nas atividades de vida diária 
Obviamente, quando o informante também é idoso, preconiza-se verificar o grau de confiabilidade de seus relatos, uma vez que ele não está isento de apresentar alterações na sua percepção do desempenho do paciente.
Divide em amnésico e não-amnésico 
DSM V 
Critérios Diagnósticos par TCL 
A. Evidências de declínio cognitivo pequeno a partir de nível anterior de desempenho em um ou mais domínios cognitivos (atenção complexa, função executiva, aprendizagem e memória, linguagem, perceptomotor ou cognição social) com base em:
a. Preocupação do indivíduo, de um informante com conhecimento ou do clínico de que ocorreu declínio na função cognitiva; e
b. Prejuízo pequeno no desempenho cognitivo, de preferência documentado por teste neuropsicológico padronizado ou, em sua falta, outra avaliação quantificada.
B. Os déficits cognitivos não interferem na capacidade de ser independente nas atividades cotidianas (i.e., estão preservadas atividades instrumentais complexas da vida diária, como pagar contas ou controlar medicamentos, mas pode haver necessidade de mais esforço, estratégias compensatórias ou acomodação).
C. Os déficits cognitivos não ocorrem exclusivamente no contexto de delirium.
D. Os déficits cognitivos não são mais bem explicados por outro transtorno mental (p. ex., transtorno depressivo maior, esquizofrenia).
Determinar o subtipo devido a:
Doença de Alzheimer 
Degeneração lobar frontotemporal 
Doença com corpos de Lewy 
Doença vascular 
Lesão cerebral traumática
Uso de substância/medicamento 
Infecção por HIV 
Doença do príon 
Doença de Parkinson 
Doença de Huntington 
Outra condição médica 
Múltiplas etiologias
Não especificado
Critérios para TCL causado pela DA
Provável doença de Alzheimer é diagnosticada se há evidência de alguma mutação genética causadora de doença de Alzheimer, constatada em teste genético ou história familiar.
Possível doença de Alzheimer é diagnosticada se não há evidência de mutação genética causadora de doença de Alzheimer, de acordo com teste genético ou história familiar, com presença de todos os três a seguir:
1. Evidências claras de declínio na memória e na aprendizagem.
2. Declínio constantemente progressivo e gradual na cognição, sem platôs prolongados. 
3. Ausência de evidências de etiologia mista (i.e., ausência de outra doença neurodegenerativa ou cerebrovascular ou de outra doença ou condição neurológica ou sistêmica provavelmente contribuindo para o declínio cognitivo).
Tratamento e acompanhamento
Indivíduos com suspeita de TNL deveriam ser encorajados a retornar ao clínico, visto que observações feitas 6 a 12 meses depois de uma primeira

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