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· Unidade animal (UA) representa um peso fixo de 450 Kg por animal · Taxa de lotação refere-se a quantidade de animal por área em um determinado período (UA/ha) · ha: hectare CÁLCULO DA UNIDADE ANIMAL: Numa propriedade há 4 lotes, cada um com 5 hectares (ha), nessa área será feito uma rotação de 20 animais, cada um com 500 Kg. Qual o valor da unidade animal? Cálculo da unidade animal: 4 lotes X 5 (ha) = 20 hectares (ha 20 animais X 500 Kg= 10.000 Kg 1 UA – 450 kg X – 10.000 kg 450 X = 10.000 X= 10.000 / 450 = 22,2 UA TX= UA/ha TX= 22,2/20 ha TX: 1,11 UA/ha Gramíneas MORFOLOGIA: Morfologia e fisiologia de plantas forrageiras Consiste no estudo das estruturas (forma) das plantas. Uma das principais bases da botânica. Parte aérea: folha, colmo, influorescência/fruto Dossil forrageiro Massa forrageira: Kg/MS/há IAF: índice de Área folheada quanto maior é a folha maior é a capitação de radiação, que é necessária para a fotossíntese FBN: Filtração Biológica de Nitrogênio Morfogênese: Dinâmica de geração e expansão de tecidos da planta no espaço/tempo Poaceae (gramíneas) Brasil: 180 gêneros e 1500 espécies Em condição tropical: são mais exploradas por terem alto potencial produtivo Fabaceae (leguminosas) Brasil: 220 gêneros e 2736 espécies Atualmente, crescente interesse: por terem alto valor nutritivo e por fazerem filtração biológica de nitrogênio RAÍZES: · Compõem a parte inferior da planta. · Sistema fasciculado (são várias raízes) tipo cabeleira · Camada arável: quando a raiz atinge a profundidade de 0 a 20 cm Raízes seminais (temporárias): · Origem no embrião, também chamada radícula, possui curta longevidade. · São primárias Raízes adventícias ou caulinares (permanentes): · Originam-se dos primeiros nós basais, de estolões ou, também de outros nós que estejam em contato com o solo. São numerosas, possuem muitas ramificações. Funções: · Sustentação · Absorção de nutrientes e água · Armazenamento de reservas orgânicas (principalmente carboidratos) Condições de estresse: · Condições climáticas · Pragas · Deficiência de nutrientes · Pastejo Intensidade de pastejo: · Alta intensidade de pastejo: o animal consome muito as plantas e pouco é o resíduo · Baixa intensidade de pastejo: o animal consome pouco as plantas e deixa muito resíduo Graus de pastejo: · Severo: planta reduz o processo radicular, entra em um processo de desidratação e morre. Pouco resíduo. · Moderado: condição ótima de pastejo, não há significativa reduz do processo radicular da planta. · Leniente: resíduo alto com folhas filhas que entram em processo de senescência (morte). Muito resíduo. CAULE (COLMO): · Transporte de água, sais minerais, açucares e hormônios; · Armazenamento de reservas; · Propagação vegetativa da parte aérea; · Fornecem suporte mecânico para os órgãos aéreos da planta. Gramínea temperada: compostas por frutosanas e sacarose Gramínea tropical: compostas por amido e sacarose Nutrientes supridos: carboidratos presentes na base do colmo Perfilho: cada perfilho possui um meristema apical, se o meristema apical for ingerido pelo animal o perfilho NÃO se regenera Colmo verdadeiro: parte lignificante (geralmente plantas mais velhas) Pseudo-colmo: sobreposição de bainha e lâmina foliácea (geralmente é composto por plantas mais novas). · Uma mesma planta pode ter o colmo verdadeiro e uma parte de pseudo-colmo Composição do colmo: · Nós e entre-nós Para manejo das pastagens: · Garante parte dos nutrientes para rebrotação; · Proteção do meristema apical e fornece gemas; · Em plantas rizomatosas e estoloníferas, garante a habilidade de ocupar espaços verticais e horizontais. Meristema apical: tecido de diferenciação, surgimento de novas folhas Caule (colmo) pseudo-colmo: O pseudo-colmo é composto por várias camadas de bainha Caule (rizoma) Caule subterrâneo, cuja função é o armazenamento de reservas orgânicas da planta e garantir o crescimento de novas plantas a partir das gemas. Favorece tolerância ao déficit hídrico Hábito de crescimento das plantas Cespitosas (ereto): cresce perpendicular ao solo e formam touceiras baixa cobertura do solo Decumbente: os colmos crescem encostados ao solo, mas não desenvolvem raízes nos nós Parte lateral se prostra no solo, os nós em contato com o solo não tendem a emitir raiz Estolonífero: caules rasteiros que se desenvolvem junto á superfície do solo, produzindo raízes e parte aérea a partir dos nós. FOLHA · As folhas das gramíneas são constituídas de lâmina foliar (limbo) e bainha. · Lanceoladas, sésseis, alternas e paralelinérvea. Tipos de folhas: LANCELADA: Comprida com extremidade deitada PARALELINÉRVEA: Nervura central bem desenvolvida e paralela a elas há nervuras secundárias SÉSSEIS (PECÍOLO): Está diretamente ligado ao colmo ALTERNAS: A primeira folha se desenvolve de um lado e a próxima para o outro lado Componentes da planta: Lígula: Está presente na base do limbo, junto a conexão bainha-limbo sempre na face superior (adaxial) da folha, comum em algumas monocotiledôneas, principalmente nas gramíneas. É uma junção da lâmina foliar com a bainha função de proteção da gema, quando ela aparece a folha não cresce mais. FITÔMERO: É a unidade básica do perfilho. Nas gramíneas é composto por: Nó, gema axilar, entre nó, bainha, lígula, lâmina PERFILHO: Consiste na unidade básica das gramíneas, que utilizam o perfilhamento como forma de crescimento (perenidade) · Onde o perfilho for arrancado a planta não cresce mais · É ele quem forma o dossel forrageiro · Cada perfilho tem seu meristema apical · Perfilho basilar: se desenvolve na base da planta (gema), tem raiz própria · Perfilho axilar: se desenvolve nos nós superiores do colmo, não possuem raiz própria TIPO DE INFLORESCÊNCIA ESPIGA: Espiguetas inseridas no eixo principal sem pedicelo (sésseis). RÁCEMO: Espiguetas inseridas na ráquis não ramificada. · Ráquis primária: está ligada ao perfilho · Ráquis secundária: está ligada no espigueto PANÍCULA: Espiguetas pediceladas inseridas em ramificações terciárias da ráquis. FRUTO: Cariopse é a designação dada em botânica a um tipo de fruto que apresenta a semente soldada ao pericarpo em toda a sua extensão. É o tipo de fruto típico das gramíneas, entre as quais o milho, o trigo e o arroz. Leguminosas RAÍZES · Raiz principal bastante desenvolvida; · Raízes secundárias são menores e pouco numerosas, sendo originadas das raízes embrionárias; · Nódulos (Rhizobium e Bradyrhizobium). PIVOTANTE: Apresenta uma raiz primária (principal) RAIZ NODULADA: Não é possível distinguir uma raiz principal e ainda apresentas nodos nas raízes. CAULE Apresentam em diferentes formas. Algumas espécies herbáceas apresentam rizoma. Caules eretos: HERBÁCEO: São mais baixos LENHOSOS: São mais altos Hábito de crescimento Quanto ao porte da planta Subarbustivo (até 1,5 m) Arbustivo (até 3m) Arbóreo (acima de 3m) Hábito de crescimento: CAULES RASTEIROS: Ex: amendoim forrageiro É estolonífero, ou seja, a partir de um nó são emitidas novas raízes CAULES TREPADORES OU VOLÚVEIS Precisam de sustentação, possuem menor persistência no consórcio por conta disso. São estruturas finas e longas que crescem enroladas nos mais variados tipos de suporte FOLHAS · Possuem haste caulíca · A morte da folha é da base para a ponta São constituídas das seguintes partes estípula, pecíolo, ráquis e lâmina (limbo de várias formas). Apresentam grande variações. NERVURAS PENINÉRVEAS As folhas peninérveas, encontradas na maioria das plantas, possuem suas nervuras ramificadas e podem ser encontradas nas plantas dicotiledôneas (que possuem dois cotilédones) FITÔMERO Nas leguminosas é composto por nó, entre-nó, pecíolo, estípula, folha (folíolos) e gema axilar. TIPOS DE FOLHAS TIPO DE INFLORESCÊNCIA Mais comuns são: espiga, racemo, capítulo e umbela. · Espiga · Racemo FRUTO Legume (vagem): · Leucena · Soja · Alfafa CICLO DE DESENVOLVIMENTODAS FORRAGEIRAS Fase vegetativa: inicia-se na germinação da semente e emergência, A seguir a planta passa pelas fases de desenvolvimento da área foliar e perfilhamento · Não emite inflorescência Fase de transição: alongamento de colmo, onde produz folhas e perfilhos para o período reprodutivo. Fase reprodutiva: não ocorre mais emissão de novas folhas. Os assimilados da planta são destinados ao enchimento e maturação de grãos na inflorescência · Emite inflorescência, todo nutriente vai para a semente Ciclo de desenvolvimento X valor nutritivo · Vermelho: reduz · Verde: aumenta · NIDA (nitrogênio ligado á fibra de detergente ácido): o organismo do ruminante não consegue utilizar · NIDIN (nitrogênio ligado a fibra de detergente neutro): vira proteína microbiana pelos microorganismos do rúmen · O animal deve se alimentar do capim antes que o capim sementeie FISIOLOGIA DA PLANTA A planta lança folhas novas pelo perfilho e meristema apical. · Oxidação: quebra de água e liberação de O2 · Redução: ganho de carboidrato e perda de CO2 · Processo da fotossíntese: Os organismos fotossintéticos captam e utilizam a energia solar para OXIDAR H2O, liberando O2, e para REDUZIR CO2, produzindo compostos orgânicos, primariamente açúcares. · Produtos da fotossíntese: carboidratos · Folha é a parte mais fotossintética da planta (parte mesófila) · Clorofila é um pigmento que absorve radiação (produção de ATP e NADPH) · No final o CO2 será utilizado pela planta como açúcar. METABOLISMO DE FIXAÇÃO DE CO2 C3 · Todos os eucariontes fotossintéticos reduzem CO2 para carboidratos via Ciclo de Calvin. · Ocorre no mesófilo foliar (estroma do cloroplasto) Carboxilação: Entrou CO2 pelo estômato da folha a enzima rubisco (ribulose 1,5 bifosfato carboxilase/oxigenasse), vai pegar esse CO2 e incorporar ao composto de 6 carbonos que é convertido em 2 moléculas de 3-fosfoglicerato. Redução: Depois esse 3-fosfoglicerato vai ser adicionado ao ATP e ao NADPH formando triose-fosfato que é usado para a produção de sacarose e amido na planta. Regeneração: As trioses-fosfato (gliceraldeído 3-fosfato) regeneram o aceptor inicial de CO2 (ribulose-1,5-bifosfato) com gasto de ATP Ciclo de Calvin-Benson: Esse ciclo é formado por um conjunto de reações que produzem carboidratos, mais especificamente glicídios, a partir de moléculas de CO2, de hidrogênios provenientes da água e de energia fornecida por moléculas de ATP produzidas em etapas anteriores da fotossíntese. Para a maioria das plantas, a fixação do carbono é feita na fotossíntese através da conversão do CO2 em uma molécula orgânica chamada 3-fosfoglicerato. Essa molécula possui três carbonos e, por isso, essas plantas são chamadas de C3. A enzima responsável por este processo de fixação do carbono é a rubisco, que possui baixa afinidade pelo CO2. Além disso, a concentração de CO2 atmosférico é extremamente baixa, cerca de 0,03%. Devido a esses fatores, as plantas C3 precisam reunir grande quantidade da enzima rubisco para atingir altas taxas de fixação do carbono. Outro mecanismo adotado é a manutenção dos estômatos abertos por mais tempo para absorver mais CO2, o que por outro lado, causa um problema de perda de água. Síntese do amido e sacarose: · Organofosfato no citosol: aumenta a síntese de sacarose · Organofosfato no cloroblasto: aumento da síntese de amido Mecanismo de fotorrespiração: Reações associadas á absorção do oxigênio molecular pelas folhas · A enzima rubisco capta oxigênio produzindo radicais libres (H2O2 é tóxica) · A planta usa toda a sua energia para retirar o produto tóxico no oxigênio perde de O2 de 30 -50% · Por isso ela produz menos matéria seca, pois toda a energia era pra ser voltada para o seu crescimento vai ser voltada para a remoção de O2 tóxico. METABOLISMO DE FIXAÇÃO DE CO2 C4 PEP-carboxilase: carboxilase do fosfoenol piruvato · Rubisco estão presentes na bainha dofeixe vascular · Não tem fotorrespiração porque a enzima não tem afinidade por oxigênio (tem afinidade por malato ou aspartato), a rubisco que teria afinidade por O2 fica na bainha do feixe vascular, não podendo agir no O2 · Ocorre perda de H20 porque não precisa ficar abrindo o estômato para pegar água Muitas plantas de climas quentes modificaram a fotossíntese C3 de forma a aumentar a fixação do carbono sem perder muita água. Nelas, a fixação do CO2 ocorre de forma similar, mas produz um composto de quatro carbonos chamado de oxaloacetato, sendo essas plantas conhecidas como C4. A reação ainda é catalisada por uma enzima diferente, a PEP carboxilase, a qual possui alta afinidade pelo CO2. A fotossíntese C4 é usada por cerca de 3% das plantas vasculares, incluindo a cana-de-açúcar e o milho. Vantagens: · A PEP-carboxilase utiliza como substrato o HCO3- que não compete com O2 (fotorrespiração é suprimida no mesofilo); · A PEP carboxilase tem elevada afinidade pelo substrato (HCO3-, 5μM); · Perda de H2O reduzida, menor abertura estomática (alta afinidade da enzima pelo substrato). Desvantagem: · Mecanismo de regeneração do PEP consome dois ATP. Assim, as C4 gastam 5 ATP para cada CO2 fixado; as plantas C3 gastam apenas 3 ATP por CO2 fixado; METABOLISMO DE FIXAÇÃO DE CO2 CAM Metabolismo do ácido crassuláceo ou CAM. As plantas CAM dividem o ciclo de Calvin entre o dia e a noite. Seus estômatos abrem de noite, capturando o CO2 e evitando a perda de água por evaporação. O CO2 também é convertido em oxaloacetato pela PEP carboxilase, mas esse composto é armazenado para completar a fotossíntese à luz do dia. · Possui diferença temporal · A abertura dos estômatos é normal durante o dia (para absorver nutrientes) e a metabolização ocorre a noite. · Nas classuláceas a abertura dos estômatos ocorre ne noite (absorção de nutriente) e o processo de metabolização desses nutrientes ocorre de dia. SENESCÊNCIA: · Processo natural (hormônios); · Estímulos (sombreamento); · Ciclagem/translocação (N). · Processo de morte da planta CARACTERÍSTICAS MORFOFISIOLÓGICAS CONSIDERAÇÕES FINAIS: · Identificar e classificar as forrageiras · Estabelecer ações de manejo · Permitir entender as modificações das forrageiras nas diferentes condições ambientais