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PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
| Apostila 2018 – Prof. Arnaldo Filho 
 
 
CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
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OS: 0149/2/18-Gil 
CONCURSO: CARREIRAS POLICIAIS 
 
ÍNDICE: 
1 – Ler, Interpretar e Compreender Textos...........................................................................01 
2 – Erros Clássicos de Compreensão do Texto......................................................................04 
3 – Paráfrase, Perífrase e Síntese..........................................................................................07 
4 – Tipologia Textual..............................................................................................................08 
5 – Coesão..............................................................................................................................14 
6 – Estrutura da Palavra.........................................................................................................16 
7 – Formação de Palavras......................................................................................................17 
8 – Ortografia – Como Escrever Certo...................................................................................19 
9 – Verbos Terminados em -EAR...........................................................................................22 
10 – Grafia de Algumas Palavras...........................................................................................22 
11 – Acentuação Gráfica........................................................................................................24 
12 – Sílaba Tônica...................................................................................................................25 
13 – Separação Silábica..........................................................................................................26 
14 – Significação das Palavras...............................................................................................28 
15 – Sintaxe da Oração e do Período.....................................................................................35 
16 – Tipos de Sujeito..............................................................................................................36 
17 – Tipos de Predicado.........................................................................................................38 
18 – Período Composto..........................................................................................................39 
19 – Emprego das Classes de Palavras.................................................................................41 
20 – Concordância Verbal......................................................................................................58 
21 – Concordância Nominal...................................................................................................61 
22 – Regências Verbal e Nominal.........................................................................................63 
23 – Crase...............................................................................................................................70 
24 – Pontuação.......................................................................................................................70 
25 – Redação Oficial...............................................................................................................73 
 
1 – Ler, Interpretar e Compreender 
Textos. 
• Leitura sf. 
1. Ato, arte ou hábito de ler. 
2. Aquilo que se lê. 
3. Tec. Operação de percorrer, em um meio 
físico, sequências de marcas codificadas que 
representam informações registradas, e 
reconvertê-las à forma anterior (como 
imagens, sons, dados para processamento). 
• Interpretar v.t.d. 
1. Ajuizar a intenção, o sentido de, 
2. Explicar ou declarar o sentido de (texto, lei, 
etc. 
3. Tirar de (sonho, visão, etc.) indução ou 
presságio. 
4. Traduzir de língua estrangeira 
5. Representar no teatro, cinema, televisão, etc. 
• Compreender v.t.d. 
1. Conter em si; abranger 
2. Alcançar com a inteligência; perceber, 
entender 
3. Perceber as intenções ou sentido de 
4. Entender (alguém), aceitando-o como é 
5. Perceber, ouvir 
6. Estar incluído ou contido 
Buarque de Holanda Ferreira Aurélio. Mini Aurélio Séc. XXI 
5º. Ed. Rio de Janeiro Ed. Nova Fronteira 2004 p. 179; 427 e 453. 
 
PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
| Apostila 2018 – Prof. Arnaldo Filho 
 
 
CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
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OS: 0149/2/18-Gil 
Texto (do latim textus, a, um, tecido, particípio 
passado de texere, tecer, urdir, entrelaçar, compor) é 
uma ideia ou um conjunto de ideias expressas através 
de frases, orações, períodos e parágrafos; com um 
estilo e estrutura próprios escritas por um sujeito. 
O texto pode apresentar duas estruturas em sua 
natureza. A estrutura literária e a não-literária. 
• O texto literário expressa a opinião pessoal do 
autor que também é transmitida através de figuras de 
linguagem (texto figurado, conotativo), impregnado 
de subjetivismo. – conotação, figuras, ficção, 
subjetividade e pessoalidade. 
• O texto não-literário transmite a mensagem de 
forma clara e objetiva. – denotação, transparência, 
objetividade e informação. 
Compreender um texto é obter resultado da 
união da decodificação (domínio dos mecanismos de 
base; o Bê-A-BÁ) com a interpretação; é a última 
etapa do processo de leitura; é a consequência da 
leitura; é levar em conta os vários aspectos que ele 
possui, ou seja, perceber se ele possui aspecto moral, 
social, econômico, conforme a intenção do autor; 
para confirmar este aspecto, o autor se utiliza de um 
vocabulário próprio para a sua intenção. 
Para se compreender um texto, é preciso 
perceber a sua estrutura interna (ideias básicas e 
acessórias). As básicas são percebidas no tópico frasal 
que vem esplanadas em cadeia; as acessórias 
aparecem no desdobramento da ideia básica nos 
parágrafos subsequentes a fim de discutir e 
aprofundar o assunto. 
Ou seja; Ler não é só decifrar ou dar sentido ao 
texto; mas entender os motivos do autor, perceber 
sua ideologia diante daquilo que ele escreve, é 
encontrar um significado para aquilo que o autor 
escreve. É ai que ocorre a interação entre autor e 
leitor. O primeiro direcionando suas ideias através de 
sentidos e intenção comunicativa; o segundo, lendo, 
relendo fazendo inferências, comparando e buscando 
o objetivo do autor. 
 
 DICAS DE COMPREENSÃO 
 “A compreensão de um texto é um processo 
que se caracteriza pela utilização de conhecimento 
prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe, o 
conhecimento adquirido ao longo de sua vida. É 
mediante a interação de diversos níveis de 
conhecimento, como o conhecimento linguístico, o 
textual, o conhecimento de mundo, que o leitor 
consegue construir o sentido do texto”. 
Antes de tudo é importante entender que a 
compreensão de um texto, qualquer que seja ele, 
precisa ser considerada a partir de seus próprios 
elementos internos, o que significa dizer que não 
existe o que normalmente se costuma chamar de 
“uma verdadeira viagem”. 
A dificuldade está centrada, portanto, em um 
ponto básico: conseguir perceber, dentro de um senso 
comum o que o texto está sugerindo. 
Para isso, é importante que qualquer leitor, 
pessoa disposta a compreender o texto literário ou o 
não-literário tenha, sobretudo, boa vontade e 
paciência. 
1 – A leitura do texto deveser silenciosa. Várias 
vezes, duas, três, quatro... tantas, quantas vezes 
precisar. Geralmente bastam três. Evidentemente não 
dispomos de muito tempo. 
Diante do fator tempo; então leia com o máximo 
de atenção, procurando identificar a Temática 
Central. 
 
2 – Identificar o que o enunciado solicita. É 
muito comum o candidato errar a resposta de uma 
questão por não perceber com exatidão, o que o 
enunciado deseja saber. 
- Assim sendo, concentre-se em todas as 
palavras presentes no enunciado. 
- Um ponto muito importante: observe se o 
enunciado da questão está abordando o texto como 
um todo ou se faz referência a apenas uma parte do 
texto. 
 
3 – A escolha da melhor opção, em se tratando 
de uma prova de múltipla escolha. 
- Chegamos ao ponto mais problemático de 
todos: a opção correta. 
NOTA: É muito comum os candidatos se 
queixarem de que chegam a duas opções e quase 
sempre acabam marcando a opção errada. 
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Calma!!! Muita calma!!! Atenção!!! Imagine o 
seguinte: 
Se você conseguiu eliminar três das opções, 
chegou a duas e marcou a errada, mas uma delas 
estava certa, você estava no caminho certo. O que 
faltou foi um pouco mais de atenção, experiência, ou 
talvez quem sabe, um pouco mais de habilidade para 
conseguir perceber as minúcias das duas opções, 
verificar pelo enunciado se a questão era de cunho 
interpretativo ou compreensivo. 
 
4 – Certificação das respostas. 
Uma vez escolhida a opção tente verificar se 
nenhuma outra poderia ser aceita. 
Tente ser isento nesta análise. 
- Lembre-se de que, às vezes, uma vírgula é 
suficiente para modificar completamente a 
significação de uma frase. 
Sempre tenha em mente que o texto literário é, 
por excelência, plurissignificativo, o que significa dizer 
que, sua significação extrapola uma simples leitura 
técnica. Para entendê-lo, é preciso, como dito 
anteriormente, decodificar as figuras de linguagem. 
 
 COMO FAZER ISSO? 
 Procure perceber o vocábulo em seu sentido 
denotativo (isto é, real) a partir daí, veja se, naquele 
contexto, o vocábulo está assumindo uma outra 
significação, ou seja, se está sendo utilizado em seu 
sentido conotativo. Relacione este vocábulo aos 
demais que estão a sua volta, na frase, até que como 
na montagem de um quebra-cabeça, todas as peças 
possam se encaixar devidamente. Não é um processo 
fácil, mas com prática constante se consegue atingir 
ótimos resultados. 
Não só os alunos afirmam gratuitamente que a 
compreensão depende de cada um. Na realidade, isto 
é para fugir a um aparentemente válido, mas, na 
realidade, não problema que não é de difícil solução 
por meio de sofisma (argumento conclusivo, e – que 
supõe má fé por parte de quem o apresenta). 
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa 
compreensão de um texto. 
 TÓPICO FRASAL 
É a menor expressão de palavras que resume 
de forma abrangente possível a ideia do parágrafo. 
Para se chegar ao TÓPICO FRASAL, deve-se passar 
pelas seguintes fases: 
1. Eliminar do texto lido as partes redundantes ou 
sem importância para o essencial; 
2. Generalizar as ideias para se chegar ao TEMA DO 
ASSUNTO; 
3. Selecionar os subtópicos que comporão o texto 
final do TÓPICO FRASAL. 
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2 – Erros Clássicos de Compreensão do 
Texto 
1. Extrapolação: Ir além dos limites do texto. 
Acrescentar elementos desnecessários à 
compreensão do texto. 
2. Redução: Ater-se apenas a uma parte do texto, 
quebrar o conjunto, isolar o texto do contexto. 
3. Contradição: Chegar a uma conclusão contaria à 
do texto, invertendo o seu sentido. 
 
 PRESSUPOSTOS 
 São ideias que não foram expressas de 
maneira explícita, mas que podem ser percebidas 
através de expressões e palavras contidas no texto. 
 
 INTERTEXTUALIDADE 
 É a relação que se estabelece entre dois 
textos, isto é, quando um faz referência a palavras já 
existentes no outro. 
Uma boa leitura permite ao leitor seja capaz de 
identificar o tema e o assunto de um texto; distinguir 
informações explícitas de pressupostos e 
subentendidos; distinguir um fato da opinião do 
autor sobre este fato; relacionar as informações 
fornecidas pelo autor com outras informações de 
momentos distintos do texto; construir e interpretar 
o texto através de seus aspectos gráficos verbais e 
não verbais. 
 
 LEMBRETE 
01. Ler todo o texto, procurando adquirir uma visão 
generalizada do assunto. 
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não 
interrompa a leitura; vá até o fim. Na maioria 
das vezes o contexto lhe dá o significado da 
palavra. 
03. Ler o texto quantas vezes forem necessárias. 
04. Ler com atenção, sutileza, malícia nas 
entrelinhas. 
05. Não permitir que as suas opiniões prevaleçam 
sobre as do autor. 
06. Verificar com máxima atenção o enunciado da 
questão. 
07. Cuidados com os vocábulos: não correto, 
correto, incorreto, certo, errada, falso, 
verdadeiro, exceto e outras palavras novas, 
modernas que surgem nas perguntas e que criam 
dificuldades ao leitor sobre o que se quer. 
08. Quando duas alternativas lhe parecerem 
corretas, procure a mais exata ou a mais 
completa. 
09. Não procure, na resposta, a verdade exata 
dentro daquela resposta, mas a opção que 
melhor se enquadre no contexto do texto lido. 
10. Olhe para o texto como um objeto de ajuda, não 
construa uma imagem de algo chato, feio ou 
indecifrável. Nossa forma de ver o texto 
contribui para os resultados de nossa leitura. 
 
 TEXTOS COMPLEMENTARES 
TEXTO A 
Filosofando sobre a leitura. 
A sociedade é, em sua maioria, feita de 
homens sem liberdade, pessoas que tolhidas na 
educação, imaginação e, fundamentalmente, na ação; 
tornam-se, geralmente, repetidoras de ideias, 
soluções e emoções distorcidas; equívocos que 
tornam a própria evolução do pensar um gesto 
estático. O que pode um “inocente” contra o 
maquiavelismo social? Sim, pois a carência do saber 
torna o ser um alvo fixo, ingênuo, para onde se 
“disparam” pensamentos predeterminados, 
conclusões ultrapassadase ideias equivocadas. Essa 
afirmação pode parecer obscura para a maioria das 
pessoas, pois a concepção de liberdade está ligada à 
visão de cárcere ou de escravidão no sentido 
concreto, e não, à consciência individual do pensar. 
Muito se tem discutido sobre a importância da 
evolução do raciocínio humano, mas o único 
raciocínio plausível para o combate de tal realidade é 
a Leitura. No entanto, pouco, verdadeiramente, tem-
se feito para tornar a Leitura um habito em ação. O 
resultado da carência dessa atitude está na maioria 
das mazelas sociais que o homem discute e lamenta, 
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posicionando-se como prisioneiro delas. Não se trata 
de reproduzir um pensamento intelectual sem bases 
práticas, mas uma afirmação fundamentada nos 
resultados de eleições, nas práticas profissionais, no 
desempenho econômico nacional e principalmente 
nos resultados pessoais de cada cidadão. Ler é 
aprender a decidir, não só tomar uma decisão, mas 
aprender a conhecer literalmente as consequências 
dessa decisão; ler é ganhar experiência, ganhar 
liberdade de ter suas próprias ideias, de gerar, 
produzir e evoluir seu próprio ser. É antecipar-se ao 
tempo e gerir experiência, transformar futuros e 
saciar a vaidade. Ler é adquirir sabedoria antes da 
velhice. Sim, pois o conhecimento antecipado lapida o 
homem para um melhor viver, sentir e decidir. A 
leitura pode fazer do leitor o médico, o professor, o 
bom gestor público, o bom cidadão. A leitura 
transforma a estampa do mundo, pois transforma a 
maneira de olhá-lo, torna o ser um artesão, um 
mestre do construir, do criar, do transformar. É 
compreender parafrasticamente o desejo de Deus, 
já que ensina o homem a perceber melhor a paixão e 
a oportunidade que o milagre da vida representa. 
Arnaldo Filho 
TEXTO B 
“Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta 
para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos 
para compreender, ou para começar a compreender. 
Não podemos deixar de ler. Ler, como respirar, é 
nossa função essencial” 
Miguel Alberto. Uma história de leitura 
 
TEXTO C 
A Importância da Leitura 
A prática da leitura se faz presente em nossas 
vidas desde o momento em que começamos a 
"compreender" o mundo à nossa volta. No constante 
desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas 
que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas 
perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a 
que vivemos, no contato com um livro, enfim, em 
todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - 
embora, muitas vezes, não nos demos conta. 
A atividade de leitura não corresponde a uma 
simples decodificação de símbolos, mas significa, de 
fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo 
Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor 
apreenda o sentido do texto, não podendo 
transformar-se em mera decifração de signos 
linguísticos sem a compreensão semântica dos 
mesmos. 
Nesse processamento do texto, tornam-se 
imprescindíveis também alguns conhecimentos 
prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem 
ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os 
textuais, que englobam o conjunto de noções e 
conceitos sobre o texto; e os de mundo, que 
correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa 
leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do 
que se lê é alcançada, esses diversos tipos de 
conhecimento estão em interação. Logo, percebemos 
que a leitura é um processo interativo. 
Quando citamos a necessidade do 
conhecimento prévio de mundo para a compreensão 
da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que 
essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo 
Boff, cada um lê com os olhos que tem. E interpreta 
onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de 
um ponto. Para entender o que alguém lê, é 
necessário saber como são seus olhos e qual é a sua 
visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um 
releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada 
leitor é co-autor. 
A partir daí, podemos começar a refletir sobre 
o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, 
acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, 
além dos já referidos processamento cognitivo da 
leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é 
preciso que o leitor esteja comprometido com sua 
leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico 
sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a 
essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando 
para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas 
emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por 
isso que consegue ser tocado pela leitura. 
Assim, o leitor mergulha no texto e se 
confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o 
que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a 
uma aranha: 
[...] o texto se faz, se trabalha através de um 
entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - 
nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma 
aranha que se dissolve ela mesma nas secreções 
construtivas de sua teia. 
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| Apostila 2018 – Prof. Arnaldo Filho 
 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
Dessa forma, o único limite para a amplidão 
da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem 
constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso 
ela se revela como uma atividade extremamente 
frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de 
adquirirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos 
fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara 
melhor para atingir às necessidades de um mercado 
de trabalho exigente -, experimentamos novas 
experiências, ao conhecermos mais do mundo em que 
vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos 
leva à reflexão. 
E refletir, sabemos, é o que permite ao 
homem abrir as portas de sua percepção. Quando 
movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o 
homem se renova constantemente, tornando-se cada 
dia mais apto a estar no mundo, capaz de 
compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e 
vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem 
ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de 
expectativas. 
Desse modo, a leitura se configura como um 
poderoso e essencial instrumento libertário para a 
sobrevivência do homem. 
Há, entretanto, uma condição para que a 
leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do 
leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não 
suporta o imperativo". Quando transformada em 
obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para 
suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, 
Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de 
escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em 
qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler. 
Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, 
passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado, 
então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser 
um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de 
amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-
se. 
Maria Carolina Professora de Língua Portuguesa e Redação do 
Ensino Médio e Normal. 
 
 
 
 
 
TEXTO D 
 
 
Exercitando 
TEXTO I 
 
(Ano: 2015 - Banca: CESPE - Órgão: Telebrás) 
Prova: Conhecimentos Básicos para o Cargo 3 
 
 
 
 
José Claudio Linhares Pires. A reestruturação do setor de 
telecomunicações no Brasil. Internet: <www.bndespar.com.br> (com 
adaptações). 
 
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Conforme as ideias veiculadas no texto, A 
reestruturação do setor de telecomunicações no 
Brasil, 
 
01. O rompimento do monopólio do Sistema 
TELEBRAS ocorreu com vistas à adequação desse 
sistema às necessidades do mercado globalizado. 
(  ) Certo (  ) Errado 
 
02. Antes da privatização do Sistema TELEBRAS, a 
prestação de serviços básicos de 
telecomunicações era feita de forma global e 
universal, abrangendo todos os rincões do país. 
(  ) Certo (  ) Errado 
 
03. Com a reestruturação do setor de 
telecomunicações brasileiro, o Estado, por meio 
da ANATEL, passou a exercer controle total desse 
setor de serviços, definindo, entre outros 
aspectos, o modo como as empresas prestadoras 
de serviços de telecomunicação devem se 
comportar no mercado, quanto investirão e de 
que modo o farão. 
(  ) Certo (  ) Errado 
 
04. Relativamente à adequação do setor de 
telecomunicações ao novo contexto de evolução 
tecnológica setorial e de diversificação e 
modernização das redes e dos serviços, o 
pressuposto era o de que a administração 
privada, mas regulada, dos serviços de 
telecomunicação poderia proporcionar eficiência, 
qualidade, presteza e resultados positivos a esses 
serviços. 
(  ) Certo (  ) Errado 
 
05. A substituição de “autônoma” (L.19) por com 
autonomia prejudicaria a correção gramatical do 
texto. 
(  ) Certo (  ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 
E E E C E 
 
3 – Paráfrase, Perífrase e Síntese 
 
 PARÁFRASE 
Paráfrase é a reprodução explicativa de um 
texto ou de unidade de um texto, por meio de uma 
linguagem mais longa ou mais curta. Na paráfrase 
sempre se conservam basicamente as ideias do texto 
original. O que se inclui são comentários, ideias e 
impressões de quem faz a paráfrase. Na escola, 
quando o professor, ao comentar um texto, inclui 
outras ideias, alongando-se em função do propósito 
de ser mais didático, faz uma paráfrase. 
Parafrasear consiste em transcrever, com 
novas palavras, as ideias centrais de um texto. O leitor 
deverá fazer uma leitura cuidadosa e atenta e, a partir 
daí, reafirmar e/ou esclarecer o tema central do texto 
apresentado, acrescentando aspectos relevantes de 
uma opinião pessoal ou acercando-se de críticas bem 
fundamentadas. Portanto, a paráfrase repousa sobre 
o texto-base, condensando-o de maneira direta e 
imperativa. Consiste em um excelente exercício de 
redação, uma vez que desenvolve o poder de síntese, 
clareza e precisão vocabular. Acrescenta-se o fato de 
possibilitar um diálogo intertextual, recurso muito 
utilizado para efeito estético na literatura moderna. 
 Observe: 
O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente. 
 Utilizou-se a expressão "povo lusitano" para 
substituir "os portugueses". Esse rodeio de palavras 
que substituiu um nome comum ou próprio chama-se 
perífrase. 
 
 PERÍFRASE 
Perífrase é a substituição de um nome comum ou 
próprio por uma expressão que a caracterize. Nada 
mais é do que um circunlóquio, isto é, um rodeio de 
palavras. 
 
 SÍNTESE 
A síntese de texto é um tipo especial de composição 
que consiste em reproduzir, em poucas palavras, o 
que o autor expressou amplamente. Desse modo, só 
devem ser aproveitadas as ideias essenciais, 
dispensando-se tudo o que for secundário. 
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4 – Tipologia Textual 
 Toda forma escrita recebe o nome de 
redação. 
 MODALIDADES DE REDAÇÃO 
 As reflexões recentes sobre tipos ou tipologias 
de texto têm por base fundamentalmente as 
propostas de Jean-Michel Adam (1992)1, segundo as 
quais, a partir da heterogeneidade composicional dos 
discursos reais, são definidos padrões de textualização 
As modalidades exploradas são: dissertação, 
narração, descrição, predição e dialogal. 
1 – Narração 
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, 
que ocorreu num determinado tempo e lugar, 
envolvendo certas personagens. O tempo verbal 
predominante é o passado. Estamos cercados de 
narrações desde as que nos contam histórias infantis, 
como o Chapeuzinho Vermelho ou A Bela 
Adormecida, até as picantes piadas do cotidiano. O 
Texto é alterado de forma constante. É encontrado 
em reportagens, novelas, contos etc. 
Na conhecida parábola do filho pródigo, 
Jesus narra a história de um pai e seus dois filhos. O 
mais moço resolveu pedir ao pai a parte da herança 
que lhe cabia, partindo depois para uma terra 
distante, onde dissipou todos os seus bens a viver 
dissolutamente. Sobrevindo àquele país uma grande 
fome, ele começou a passar necessidade e foi 
trabalhar guardando porcos no campo. Ali, desejava 
fartar-se do que os porcos comiam; mas ninguém lhe 
dava nada. (Lc. 15) 
 
2 – Descrição 
É a modalidade em que se faz um retrato por 
escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um 
objeto. Tem no adjetivo a ferramenta mais 
importante, pela sua função caracterizadora. Pode-se 
descrever sensações ou sentimentos. É a construção, 
com palavras, da imagem do objeto ou personagem 
descrito. Dificilmente essa tipologia será 
predominante em um texto. É comum é trechos 
descritivos introduzidos em textos narrativos e 
dissertativos. 
 “Era uma casa muito engraçada, não tinha 
teto, não tinha nada, ninguém podia entrar nela não, 
porque na casa, não tinha chão, ninguém podia 
dormir na rede, porque na casa não tinha parede, 
ninguém podia fazer pipi, porque penico, não tinha 
ali”. 
 
3 – Dissertação 
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou 
explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o 
texto dissertativo pertence ao grupo dos textos 
expositivos, juntamente com o texto de apresentação 
científica, o relatório, o texto didático, o artigo 
enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não 
está preocupado com a persuasão e sim, com a 
transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um 
texto informativo. Quando o texto, além de explicar, 
também persuade o interlocutor e modifica seu 
comportamento, temos um texto dissertativo-
argumentativo. 
 “O Brasil é um país de crescimento 
desordenado porque a sua realidade econômica é 
desordenada. O acesso à riqueza está sempre 
restrito ao poder da elite. Não há uma distribuição 
de renda justa. Seu desenvolvimento econômico 
também não é bem distribuído porque encontramos 
em suas regiões uma grande população muito pobre 
comandada e oprimida por uma pequena população 
extremamente rica”. 
 
4 – Injunção 
É a modalidade que prescreve como realizar 
uma ação. Também é utilizado para predizer 
acontecimentos e comportamentos, com linguagem 
objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, 
empregados no modo imperativo, porém nota-se 
também o uso do infinitivo e o uso do futuro do 
presente do modo indicativo. Ex.: receitas culinárias, 
manuais, leis, convenções, regras, etc. 
- Cuidado com o cão! Afaste-se! 
- Se preferir, acrescente coco ralado à mistura. 
- Dobre a primeira à direita e depois siga em frente 
até o final da rua. 
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OS: 0149/2/18-Gil 
- Venha para aminha festa de aniversário. Estou 
aguardando. 
- Pode esfriar à noite. Leve mais este casaco. 
- Certifique-se de que a peça foi colocada 
 
5 – Predição 
É a modalidade que busca predizer algo ou 
levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual 
ainda está por ocorrer. É predominante nos gêneros: 
previsões astrológicas, previsões meteorológicas, 
previsões escatológicas/apocalípticas. 
Capricórnio 
02/09 QUA - Um dia com energia favorável e 
realizadora aos capricornianos. Momento de forte 
tom afetivo e criativo. É hora de desenvolver os seus 
projetos com mais confiança. 
Leia 
mais: http://horoscopovirtual.uol.com.br/horoscopo/capricornio#
ixzz3kYU58Qzj 
 
6 – Dialogal / Conversacional 
Caracteriza-se pelo diálogo entre os 
interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros: 
entrevista, conversa telefônica, chat, etc. 
 
www.facebook.com 
 
 
 
 
TEXTO V 
(CESPE – 2015 – TELEBRÁS – CONHEC. BÁSICOS) 
 
 
 
O ambiente socioeconômico do setor de 
telecomunicações. In: O desempenho do setor de 
telecomunicações no Brasil. Séries temporais 1S15. 
Elaborado pela Telebrasil em parceria com o Teleco. 
Rio de Janeiro, agosto de 2015, p. 7-9. Internet: 
<www.telebrasil.org.br > (com adaptações). 
 
Com relação às estruturas linguísticas do texto O 
ambiente socioeconômico do setor de 
telecomunicações, julgue o seguinte item. 
 
01. Desde que fossem feitas as necessárias 
adaptações redacionais, o conteúdo veiculado no 
texto em apreço poderia compor o corpo de um 
relatório referente ao crescimento 
socioeconômico do setor de telecomunicações 
no Brasil, desde a privatização do setor. 
(  ) Certo (  ) Errado 
 
 
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TEXTO VI 
(CESPE – 2015 – TELEBRÁS – CONHEC. BÁSICOS) 
 
 
Com relação às tirinhas I e II apresentadas, julgue o 
seguinte item. 
 
01. No título da tirinha II, a expressão “tivesse 
bombando” é característica da linguagem 
informal, típica do gênero textual tirinha. 
(  ) Certo (  ) Errado 
 
 
 
GABARITO DOS TEXTOS V E VI 
 
TEXTO V – C 
TEXTO VI - C 
 
 
 
 
TEXTO VII 
O engano 
 Um estudante, passando pela frente de uma 
loja, olhou a vitrine e resolveu comprar um par de 
luvas para a namorada. Pediu à balconista para 
embrulhá-la para presente e foi ao caixa para pagar. A 
moça, por distração, entregou as luvas a uma freguesa 
que havia comprado calcinhas e a compra dela, deu-a 
ao estudante. O rapaz pegou o pacote e enviou-o a 
namorada com uma carta onde escreveu: 
“Meu bem, lembrei-me de que hoje é seu 
aniversário e, na oportunidade, mando-lhe este 
presente, embora saiba que você não costuma usar. 
Achei-as bonitas, mas não sei se você vai gostar da 
cor. A moça da loja experimentou-as na minha frente 
e eu gostei muito. Ficaram um pouco largas na frente, 
mas ela disse que é para as mãos entrarem melhor e 
para facilitar o movimento dos dedos. Ela disse 
também que, quando as tirar, é melhor colocar um 
pouco de talco para evitar o mau cheiro. 
 Meu bem, quero que você as use, pois vão 
cobrir aquilo que pedirei um dia. Um grande beijo no 
lugar onde você vai usá-las. 
 
Compreensão do texto 
 
01. Pode-se inferir do texto que o estudante: 
 
A) Apesar de querer mandar uma luva para a 
namorada acabou intencionalmente 
mandando calcinhas. 
B) Mandou calcinhas por engano, mas com 
intenção da vendedora da loja. 
C) Por descuido da vendedora da loja mandou 
um par de luvas no lugar de calcinhas, o que 
acabou criando uma situação inusitada. 
D) Tratou a namorada com todo respeito, 
através da mensagem, embora não soubesse 
que o presente tivesse sido trocado por 
engano. 
E) Procurou ser o mais gentil possível, mesmo 
sabendo que a namorada jamais desse a ele 
o que ele mais queria: a mão em casamento. 
 
02. Em qual momento do texto a confusão começa? 
 
A) “... olhou a vitrine e resolveu comprar as 
luvas...”. 
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OS: 0149/2/18-Gil 
B) “... entregou as luvas a uma freguesa que 
havia comprado calcinhas...”. 
C) “... o rapaz pegou o pacote...”. 
D) “... hoje é seu aniversário...”. 
E) “... é melhor colocar talco...”. 
 
03. Qual das passagens referentes à carta cria uma 
situação de embaraço ao receptor da 
mensagem? 
 
A) “Lembrei-me que hoje é seu aniversário...”. 
B) “Achei-as bonitas, mas não sei se você vai 
gostar...”. 
C) “A moça da loja experimentou na minha 
frente...”. 
D) “ficaram um pouco largas na frente...”. 
E) “Um beijo no lugar aonde você vai 
usá-las...”. 
 
GABARITO 
 
01 02 03 
C B E 
 
 
TEXTO VII 
Drogas: cada vez mais perto 
 Há dez anos, quando foi realizado o primeiro 
levantamento do CEBRID (Centro Brasileiro de 
Informação sobre Drogas), apenas 0,4% dos jovens 
admitiam uso frequente (mais de seis vezes por mês) 
das drogas: agora são 1,7% - quatro vezes mais. Uma 
outra pesquisa realizada pelo IBOPE e a pedido da 
ONG Associação Parceira Contra as Drogas, 
entrevistou 700 jovens de 9 a 22 anos em cinco 
capitais, mostrando que as crianças e adolescentes 
estão cada vez mais expostos à oferta de drogas. A 
porcentagem de jovens classificados como “mais 
próximos” às drogas (já usam alguma droga ilícita 
além da maconha e/ou têm algum amigo que usa) 
subiu de 22% (na pesquisa semelhante de 1996) para 
35% em um ano. O grau de facilidade para obtenção 
de todas as drogas aumentou significativamente. No 
caso da maconha, por exemplo, 49% dos 
entrevistados acham fácil ou muito fácil conseguir a 
erva (42% em 93); no caso do CRACK esse índice 
aumenta de 19% para 26%. 
(Pais e Filhos, 1998). 
01. Acerca do texto VIII, e levando em conta o ano da 
reportagem, todas as afirmativas abaixo não 
estão corretas, exceto? 
 
A) Em dez anos de entrevistas realizadas pelo 
CEBRID houve um aumento no consumo de 
drogas entre jovens em 0,4%; 
B) Nos últimos dez anos de entrevistas 
realizadas pelo CEBRID, houve uma redução 
de consumo de drogas entre os jovens em 
1,7%; 
C) Na pesquisa realizada pelo IBOPE, a pedido 
da ONG Associação Parceria contra as 
Drogas constatou-se que, em cinco capitais 
brasileiras, há mais consumo de drogas 
entre os jovens do que nos demais estados 
brasileiros; 
D) Os jovens considerados “mais próximos”, ou 
seja, aqueles que, além da maconha, usam 
outro tipo de droga ilícita; em um ano, 
passaram a consumir mais CRACK do que 
maconha; 
E) Pode-se inferir da leitura que a facilidade na 
obtenção da erva maconha, segundo a 
entrevista cresceu em números percentuais 
7% entre os casos de 93 a 98; 
 
02. A ideia central tratada pelo texto concerne 
 
A) Facilidade na obtenção de drogas ilícitas; 
B) A luta das ONGS contra as drogas ilícitas; 
C) Ao maior consumo de drogas entre os 
jovens brasileiros; 
D) Ao percentual maior de jovens que usam 
drogas; 
E) Aos jovens de cinco estados que estão mais 
expostos ao caminho das drogas; 
 
03. Infere-se do primeiro período do texto todas as 
asserções abaixo, exceto: 
 
A) Houve um levantamento sobre os jovens 
que usavam drogas, há dez anos; 
B) Um centro de informações sobre drogas 
realizou a pesquisa; 
C) No entremeio de dez anos, houve um 
aumento da admissão de consumode 
drogas entre os jovens, de 1,3%; 
D) Dez anos após a primeira entrevista, 
constatou-se que o número de jovens que 
usam drogas como CRACK e maconha 
cresceu para 1,7%; 
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OS: 0149/2/18-Gil 
E) Há dez anos, apenas 0,4% dos jovens 
admitiam que usavam drogas; 
 
04. Atente para a seguinte passagem do texto: “... 
Agora são 1,7% , quatro vezes mais.”. 
Qual a informação contida na passagem 
destacada: 
 
A) aumento no percentual de drogas; 
B) aumento do percentual de jovens que 
admitem usar drogas. 
C) percentual de jovens drogados no período 
de dez anos; 
D) queda da taxa de jovens drogados; 
E) n.d.a. 
 
05. O texto “Drogas cada vez mais perto” apresenta 
apenas um parágrafo, em cinco períodos. 
Observe a sequência de argumentos a seguir: 
 
I – Jovens entrevistados em cinco capitais 
brasileiras; 
II – Aumento no uso de maconha e CRACK; 
III – Centro brasileiro constata que, no período 
de dez anos, houve aumento de jovens 
usuários de drogas; 
IV – Facilidade na consecução de drogas; 
V – Jovens “mais próximos” usam mais drogas 
no período de 12 meses; 
 
A sequência de períodos que completa o sentido 
do texto é: 
 
A) III, I, V, II, IV; 
B) III, I, V, IV, II; 
C) III, V, I, IV, II; 
D) II, I, V, IV, III; 
E) II, V, I, IV, III; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 
E A D B 
 
TEXTO IX 
O problema ecológico 
Se uma nave extraterrestre invadisse o espaço aéreo 
da Terra, com certeza seus tripulantes diriam que 
neste planeta não habita uma civilização inteligente, 
tamanho é o grau de destruição dos recursos naturais. 
Essas são palavras de um renomado cientista 
americano. Apesar dos avanços obtidos, a 
humanidade ainda não descobriu os valores 
fundamentais da existência. O que chamamos 
orgulhosamente de civilização nada mais é do que 
uma agressão às coisas naturais. A grosso modo, a tal 
civilização significa a devastação das florestas, a 
poluição dos rios, o envenenamento das terras e a 
deterioração da qualidade do ar. O que chamamos de 
progresso não passa de uma degradação deliberada e 
sistemática que o homem vem promovendo há muito 
tempo, uma autêntica guerra contra a natureza. 
Afrânio Primo. Jornal Madhva (adaptado). 
01. Segundo o Texto III, o cientista americano está 
preocupado com: 
 
A) a vida neste planeta. 
B) a qualidade do espaço aéreo. 
C) o que pensam os extraterrestres. 
D) o seu prestígio no mundo. 
E) os seres de outro planeta. 
 
02. Para o autor, a humanidade: 
 
A) demonstra ser muito inteligente. 
B) ouve as palavras do cientista. 
C) age contra sua própria existência. 
D) preserva os recursos naturais. 
E) valoriza a existência sadia. 
 
03. Da maneira como o assunto é tratado no Texto 
IX, é correto afirmar que o meio ambiente está 
degradado porque: 
 
A) a destruição é inevitável. 
B) a civilização o está destruindo. 
C) a humanidade preserva sua existência. 
D) as guerras são o principal agente da 
destruição. 
E) os recursos para mantê-lo não são 
suficientes. 
 
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04. A afirmação: “Essas são palavras de um 
renomado cientista americano. ”, quer dizer que 
o cientista é: 
 
A) inimigo. 
B) velho. 
C) estranho. 
D) famoso. 
E) desconhecido. 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 
A C B D 
 
TEXTO X 
(CESPE – TJ-Pe – 2001 
 
Luz no Campo Mudando o campo da noite para 
o dia 
 O governo federal, por intermédio do 
Ministério das Minas e Energia e da ELETROBRÁS; está 
lançando o Programa Luz no Campo. Um projeto que 
vai levar energia elétrica para mais de um milhão de 
domicílios e propriedades rurais no interior do país. 
Junto com o programa, vão chegar desenvolvimento, 
conforto e todos os benefícios que a energia traz. 
Com isso, o homem do campo vai poder continuar 
morando no campo. E o sonho de dona Alzira, e de 
todas as pessoas que estavam esperando a energia 
elétrica chegar, vai poder ser realizado. 
VEJA, 23.12.1999, P. 72 (COM ADAPTAÇÃO) 
 
01. De acordo com as ideias do texto X, assinale a 
opção correta. 
 
A) O título do texto sugere que, após chegar a 
eletricidade ao campo, a natureza estará tão 
clara, à noite, que parecerá um pasto 
verdinho durante o dia. 
B) Destinado exclusivamente às comunidades 
pobres do Nordeste, o Programa tem 
alcance eficaz, porém muito limitado, 
geograficamente. 
C) O Programa Luz no Campo é apresentado no 
texto como uma iniciativa positiva do 
governo, porque estimula a eletrificação 
rural do país. 
D) O desenvolvimento chegará apenas às 
propriedades urbanas, porque elas já 
possuem os benefícios e o conforto 
proporcionados pela energia elétrica. 
E) O Programa Luz no Campo vai realizar o 
sonho de muitas mulheres trabalhadoras, a 
exemplo de dona Alzira, cujo desejo é 
possuir uma geladeira. 
 
 
TEXTO XI 
Falar de boca cheia não é mais falta de educação 
 Todo mundo concorda que educação é básico. 
O que muita gente não sabe é que uma alimentação 
inadequada na primeira infância compromete 
qualquer projeto de educação no futuro. A Ação 
Criança atua em vários estados, garantindo 
alimentação para milhares de crianças, de zero a sete 
anos, a partir da gestação. É uma entidade sem fins 
lucrativos, apoiada pela Organização das Nações 
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura 
(UNESCO). Ajude a alimentar o futuro desde já. 
Colabore coma Ação Criança. 
Isto É, n. 1640, 07.03.2001. p. 65 (com adaptações) 
 
02. O texto XI deixa claro que 
 
A) Houve um tempo em que falar de boca cheia 
era considerado falta de educação. 
B) O básico, em educação, é que ela seja 
estendida a todos os cantos do país. 
C) A alimentação, a saúde dentária e a 
educação são fatores essenciais para as 
crianças do mundo inteiro. 
D) A única preocupação do Programa Ação 
Criança é o futuro, já que ao passado não se 
retorna. 
E) Todo o cidadão cuja mãe teve 
acompanhamento pré-natal tem o futuro 
garantido. 
 
 
 
 
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5 – Coesão 
É o processo pelo qual frases ou parte delas se 
relacionam para assegurar contexto, nexo entre as 
partes do texto. É a articulação que estabelece a 
ligação de uma ideia à outra, ou especifica o tipo de 
relação no discurso. É formada por elementos 
linguísticos: nomes, conjunções, pronomes relativos, 
preposições, advérbios, locuções adverbiais, formas 
verbais. É o elemento responsável pela textualidade, 
diz respeito a todos os processos de referenciarão ou 
segmentação que remetem elementos mencionados 
no texto. 
 
TEXTO XII 
 “A polícia abriu inquérito para investigar a morte de 
mais um bebê na Santa Casa de Misericórdia de 
Belém, no Pará. O óbito ocorreu no mesmo dia em 
que gêmeos nasceram dentro de uma viatura de 
bombeiros em frente ao hospital, após a mãe não 
receber atendimento. ” .com R7 
- publicado em 29/08/2011 às 14h21: 
 
01. Pode-se perceber que o texto acimatem um 
caráter: 
 
A) literário; 
B) político 
C) informativo; 
D) narrativo; 
E) dissertativo; 
 
 
GABARITO 
 
01 
C 
 
 
TEXTO XIII 
Na década de 70, prognósticos sombrios alertavam 
para o risco de extinção dos povos indígenas no 
Brasil. Após 30 anos, o censo de 2009 do IBGE afastou 
esse temor, ao constatar que em 1991 a 2000 a 
população indígena cresceu mais do que todos ou 
outros grupos étnicos. Eles eram 294 mil em 1991 e 
passaram a ser 734 mil em 2000, uma variação de 
149,6%, enquanto o restante da população cresceu 
8,2%. 
Uma análise mais aparada nos dados mostra, no 
entanto, que não houve um “boom populacional” 
causado por altíssimas taxas de fecundidade ou 
migração de povos de países vizinhos. O crescimento 
foi causado por gente que já vivia em áreas urbanas 
em 1991, mas que, no censo daquele ano, não se 
declarou como indígena passando a fazer isso apenas 
nove anos mais tarde. 
Em 1991, dos 294 mil índios, 71 mil (24,1%) viviam na 
área urbana. Nove anos depois, esse contingente 
urbano deu um salto de 440% e passou a representar 
52,2% do total, ou 383 mil pessoas. 
“Não se trata de aumento demográfico. O que 
sobressai na análise desse crescimento é o 
componente de auto declaração”, afirma Luiz 
Antônio Oliveira, coordenador de População e 
Indicadores Sociais do IBGE. 
Folha de São Paulo, quarta-feira, 14 de dezembro de 2005 
 
Responda as questões referentes ao texto acima: 
 
01. O propósito principal do texto é noticiar o: 
 
A) afastamento dos prognósticos sombrios da 
década de 70 sobre a extinção dos povos 
indígenas do Brasil a partir de dados do 
Censo 2000 do IBGE. 
B) crescimento no número de indígenas como 
resultado do fato de esses povos terem 
decidido se declararem como indígenas no 
Censo 2000. 
C) aumento, entre 1991 e 2000, da população 
indígena brasileira de forma superior ao que 
ocorreu com os outros grupos étnicos. 
D) “boom populacional” indígena causado por 
altíssimas taxas de fecundidade ou pela 
migração de povos de países vizinhos. 
 
02. No texto, a expressão “fazer isso” recupera a 
seguinte ideia: 
 
A) autodeclarar-se como indígena 
B) causar o crescimento populacional 
C) viver em áreas urbanas 
D) Não se declarar como indígena 
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03. Na matéria, há determinadas expressões que 
denotam variação de modalidade no uso da 
língua portuguesa, como “boom populacional” e 
“deu um salto”, que podem ser substituídas, sem 
prejuízo de sentido no texto, por, 
respectivamente: 
 
A) contingente urbano e teve altíssimas taxas 
B) prognostico sombrio e cresceu mais 
C) aumento demográfico e teve um salto 
crescimento 
D) risco de extinção dos povos e sofreu 
variação. 
 
GABARITO 
 
01 02 03 
 A C 
 
 
 
TEXTO XIV 
DOM CASMURRO 
Capítulo CXXIII – Olhos de ressaca 
Machado de Assis 
 Enfim, chegou a hora da encomendação e da 
partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o 
desespero daquele lance consternou a todos. Muitos 
homens choravam também, as mulheres todas. Só 
Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si 
mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A 
confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns 
instantes para o cadáver tão fixa, tão 
apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem 
algumas lágrimas poucas e caladas... 
 As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; 
Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a 
gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a 
amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a 
retinha também. Momento houve em que os olhos de 
Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o 
pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, 
como a vaga do mar lá fora como se quisesse tragar 
também o nadador da manhã. 
 
 
 
 
01. O trecho acima nos revela que a despedida de 
Sancha do marido foi 
 
A) contida, mas cheia de ternura. 
B) dramática e comovente. 
C) tranquila e rápida. 
D) inquietante e estranha. 
 
02. Qual dos trechos apresenta uma impressão do 
narrador ao relatar os fatos? 
 
A) “Sancha quis despedir-se do marido,” 
B) “Muitos homens choravam também, as 
mulheres todas.” 
C) “Redobrou de carícias para a amiga, e quis 
levá-la;” 
D) “Só Capitu, amparando a viúva, parecia 
vencer-se a si mesma.” 
 
 
GABARITO 
 
01 02 
B D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUAGEM VERBAL E NÃO-VERBAL 
Linguagem verbal é a que utiliza a palavra 
falada ou escrita. 
“Estacionamento para deficientes.” 
“Reciclagem” 
 
Linguagem não-verbal é a que utiliza outros 
sinais para transmitir uma mensagem. 
 
 
 
 
 
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6 – Estrutura da Palavra 
É o estudo dos elementos mórficos (morfemas ou 
monemas) que formam uma unidade lexical. 
 Raiz 
 Radical 
 Vogal temática 
 Tema 
 Desinência 
 Afixos 
 Letras de ligação 
 
Raiz ou radical primitivo é o elemento originário, que 
concentra a significação (semântica) da palavra. As 
raízes vêm de outras línguas (no português, 
geralmente do grego ou latim) e são, sobretudo, 
monossilábicas. Podem sofrer alteração. São 
irredutíveis. 
Ex.: criança, irredutível, Evangelho 
 
O Radical, Semantema, Lexema ou Elemento de 
Composição é o elemento básico das palavras. O 
radical é a parte invariável da palavra, presente em 
todas as palavras derivadas. É encontrado através do 
despojo dos elementos secundários (quando houver) 
da palavra. 
Ex.: pedra, pedreiro, pedraria 
 
Vogais temáticas são vogais que são acrescentadas ao 
radical, preparando-o para receber as desinências. As 
vogais temáticas podem ser anuladas. São elas: 
A → São usadas em verbos e em nomes. Falar, Olhar, 
Colocar, Boneca, Mala. 
E → São usadas em verbos e em nomes. Receber, 
Tremer, Escrever, Omelete. 
I → São usadas em verbos. Dormir, Mentir, Exibir, 
Incubir. 
O → São usadas em nomes. Repor, Entrepor, Amor. 
OBS. Quando átonas finais. Ex.: sofá não tem VT. 
Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal 
temática. 
Ex.: terr+a (radical + vogal temática); Am+or 
 
Desinências ou morfemas flexionais são elementos 
colocados após os radicais. Podem ser nominais 
(indicam gênero e número) ou verbais (indicam modo, 
tempo, númeroe pessoa). 
Ex.: gato, gata/ gatos, gatas –NOMINAL 
Ex.: amava- Desinência modo-temporal 
Ex.: amavas – Desinência número-pessoal 
 
Afixos são morfemas que podem ser ligados ao radical 
da palavra, formando assim uma nova palavra. 
Dependendo do local onde se encontram, os 
morfemas podem ser chamados de PREFIXOS, 
SUFIXOS ou INFIXOS. 
Na língua portuguesa os afixos podem ser 
classificados em prefixos e sufixos, conforme a 
posição que são colocados na palavra em relação ao 
radical. Na língua portuguesa não há infixos 
 
Prefixo 
É o afixo que se acrescenta antes do radical(ex.: bibliografia, internet), no acréscimo muda o 
sentido básico do radical. 
Sufixo 
É o afixo que se acrescenta depois do radical (ex.: 
plantação, globalização), no acréscimo muda o 
sentido básico e até a própria classe gramatical da 
palavra 
OBS. Um infixo (ou interfixo) é um afixo que se 
localiza dentro da raiz, dividindo-a em duas partes 
descontínuas. Exemplo: o morfema nasal do latim que 
era marca de presente do indicativo: rumpo 'rompo', 
vinco 'venço' etc. O infixo pode ser ainda 
um fonema que se intercala, para fins de eufonia, 
entre a raiz e o sufixo de uma palavra (como por 
exemplo o/z/ em cafezal); vogal ou consoante de 
ligação. 
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SUFIXO 
LATINO 
EXEMPLO 
SUFIXO 
GREGO 
EXEMPLO 
-ada Paulada -ia Geologia 
-eria Selvageria -ismo Catolicismo 
-ável Amável -ose Micose 
 
LETRAS DE LIGAÇÃO são morfemas que só servem 
para facilitar a pronúncia, ligando outros morfemas. 
São infixas. Essas letras são chamadas de termos 
eufônicos: 
Ex.: Anuro, Gasoduto 
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7 – Formação de Palavras 
Inicialmente, alguns conceitos sobre palavras 
primitivas e derivadas e palavras simples e compostas: 
 
PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são 
formadas a partir de outras. 
Exemplo: pedra, casa, paz, etc. 
 
PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a 
partir de outras já existentes. 
Exemplo: pedrada (derivada de pedra), ferreiro 
(derivada de ferro). 
 
PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem 
apenas um radical. 
Exemplo: cidade, casa, pedra. 
 
PALAVRAS COMPOSTAS – são palavras que 
apresentam dois ou mais radicais. 
Exemplo: pé-de-moleque, pernilongo, guarda-chuva. 
 
AFIXOS: São elementos que se juntam aos radicais 
para formação de novas palavras. 
Na língua portuguesa existem dois processos de 
formação de novas palavras: derivação e composição. 
 DERIVAÇÃO 
É o processo pelo qual palavras novas 
(derivadas) são formadas a partir de outras que já 
existem (primitivas). Podem ocorrer das seguintes 
maneiras: 
Prefixal; 
Sufixal; 
Parassintética; 
Regressiva; 
Imprópria. 
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PREFIXAL – quando um afixo é colocado antes do 
radical; 
 
SUFIXOS – quando afixo é colocado depois do radical 
Exemplo: 
Pedrada. 
Inviável. 
Infelizmente 
 
PARASSINTÉTICA 
Processo de derivação pelo qual é acrescido um 
prefixo e sufixo simultaneamente ao radical. 
Exemplo: anoitecer, pernoitar. 
 
OBSERVAÇÃO: Existem palavras que apresentam 
prefixo e sufixo, mas não são formadas por 
parassíntese. Para que ocorra a parassíntese é 
necessários que o prefixo e o sufixo juntem-se ao 
radical ao mesmo tempo. Para verificar tal derivação 
basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a 
palavra deixar de ter sentido, então ela foi formada 
por derivação parassintética. Caso a palavra continue 
a ter sentido, mesmo com a retirada do prefixo ou do 
sufixo, ela terá sido formada por derivação prefixal e 
sufixal. 
 
REGRESSIVA – processo de derivação em que são 
formados substantivos a partir de verbos. 
Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo 
atrasar) 
 O debate foi longo. (do verbo debater) 
 
IMPRÓPRIA – processo de derivação que consiste na 
mudança de classe gramatical da palavra sem que sua 
forma se altere. 
Exemplo: fumar (verbo) – o fumar (substantivo). 
 
 COMPOSIÇÃO 
É o processo pelo qual a palavra é formada pela 
junção de dois ou mais radicais. A composição pode 
ocorrer de duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e 
AGLUTINAÇÃO. 
 
JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas 
palavras e continua a serem faladas (escritas) da 
mesma forma como eram antes da composição. 
Exemplo: girassol (gira + sol), pé-de-moleque (pé + de 
+ moleque), passatempo (passa+tempo), vaivém, 
mestre-sala, guarda-roupa. 
 
AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos 
uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia. 
Exemplo: planalto (plano + alto), petróleo (petra + 
óleo), fidalgo (filho+de+algo), planalto (plano + alto). 
Além da derivação e da composição existem 
outros tipos de formação de palavras que são 
hibridismo, abreviação e onomatopéia. 
 
ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO 
É a forma reduzida apresentada por algumas 
palavras: 
Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto 
(motocicleta), Zé de José, pólio de poliomelite, cine de 
cinema, extra de extraordinário. 
 
 HIBRIDISMO 
É a formação de palavras a partir da junção de 
elementos de idiomas diferentes. 
Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), 
burocracia (buro – francês + cracia – grego), sociologia 
(sócio -latim + logia -grego). 
 
 ONOMATOPEIA 
Consiste na criação de palavras através da 
tentativa de imitar vozes ou sons da natureza. 
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Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 NEOLOGISMO 
Termo utilizado para classificar uma palavra 
nova que surge numa língua devido à necessidade de 
designar novas realidades - novos conhecimentos 
técnicos, objetos gerados pelo progresso científico 
(neologismos técnicos e científicos) e até por 
questões estilísticas e literárias, tornando a língua 
mais expressiva e rica (neologismos literários). 
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8 – Ortografia — Como Escrever Certo?Do grego orthographia (escrita correta), trata 
do uso correto das letras e dos sinais gráficos na 
língua escrita. Faz-se uso, na comunicação escrita, de 
letras, sinais diacríticos e sinais de pontuação. 
O sistema ortográfico vigente em nosso país 
foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de 
abril de 1995 e elaborado pela Academia Brasileira de 
Letras 
Foi assinado em Lisboa, Portugal, no dia 16 de 
dezembro de 1990, não só por representantes de 
Brasil e Portugal, mas também de Angola, Cabo Verde, 
Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. 
Nosso alfabeto, que é o conjunto de símbolos 
gráficos (grafemas) que utilizamos para transcrever a 
maioria dos sons da linguagem articulada, compõe-se, 
atualmente, de 26 letras. São elas: a, b, c, d, e, f, g, h, 
i, j, k, l, m, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y e z.. 
A letra h não tem valor fonético, pois não 
representa som nenhum, sendo, portanto, 
denominada letra muda. 
Cerca de 80% das palavras de nossa língua 
vieram do latim, aproximadamente 15%, do grego e o 
restante, de outros idiomas (alemão, inglês, italiano, 
espanhol, francês, árabe, japonês, chinês, sânscrito, 
hindi, línguas africanas, indígenas, etc.). 
Teoricamente, para que uma pessoa domine com 
absoluta segurança a ortografia de nossa língua, é 
preciso que ela conheça profundamente todos ou a 
maioria desses idiomas. 
 Calma! Não é preciso chegar a tanto. Há outros 
meios mais fáceis. A maneira mais simples, prática e 
objetiva de adquirir um bom conhecimento de 
ortografia é ler e escrever bastante, ver as palavras, 
familiarizar-se com elas. E sempre que tiver dúvida 
quanto à grafia desta ou daquela palavra, não seja 
orgulhoso nem preguiçoso: consulte um bom 
dicionário. Não “chute” na hora de escrever a palavra, 
nem “fuja” dela; tenha o bom senso e __ por que não 
dizer? __ a humildade de consultar um dicionário, um 
bom dicionário. 
Apenas a título de ilustração, há a seguir 
algumas regras de fácil memorização, que lhe serão 
muito úteis: 
 
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■ TREMA 
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a 
letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos 
grupos gue, gui, que, qui. 
Ex.: aguentar, arguir, bilíngue, cinquenta 
Obs. o trema permanece apenas nas palavras 
estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, 
mülleriano. 
 
■ ACENTUAÇÃO 
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi 
e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm 
acento tônico na penúltima sílaba). 
Ex.: alcaloide, alcateia, androide, assembleia 
Obs.: essa regra é válida somente para palavras 
paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas 
as palavras oxítonas e os monossílabos tônicos 
terminados em éis e ói(s). 
Ex.: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis 
etc. 
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o 
acento no i e no u tônicos quando vierem depois 
de um ditongo. 
 Ex.: bocaiuva 
Obs.: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem 
em posição final (ou seguidos de s), o acento 
permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí. 
Se o i ou o u forem precedidos de ditongo 
crescente, o acento permanece. Exemplos: 
guaíba, Guaíra. 
 
■ USO DO HÍFEN 
1. Sempre que um prefixo terminar com vogal e a 
palavra seguinte iniciar com R OU S, não se usa 
mais hífen. Essas duas letras duplicam. 
Ex.: autossuficiente, contrarregra, minissaia, 
antissocial, antirrugas, antessala, 
ultrassonografia, megassena. 
 
■ EMPREGO DE X E CH 
1) Grafa-se x depois de ditongos. 
Ex.: abaixo, ameixa, caixa, peixe, queixo, trouxa, 
etc. 
Exceções: caucho e seus derivados, como 
recauchutar e recauchutagem. 
2) Grafa-se x depois de en-. 
 Ex.: enxada, enxame, enxertar, enxerto, 
enxurrada, enxofre, enxoval, enxotar, etc. 
 Atenção: se, contudo, houver o prefixo en- + 
palavra iniciada por ch, claro está que se deve grafar 
com ch. 
Ex.: encharcar (de charco), enchente (de cheio), 
enchiqueirar (de chiqueiro), etc. 
A palavra enchova, posto que seja grafada com ch, 
foge a essa regra. 
 
 ■ EMPREGO DE -EZ(A) E -ÊS/-ESA 
1) Grafa-se -e, -esa quando for substantivo 
concreto, que indica origem, nacionalidade, 
posição social, títulos honoríficos, etc. 
Ex.: burguês (de burgo), camponês (de campo), 
japonês (de Japão), marquesa, princesa, etc.. 
Exceção: tez (pele) e xadrez. 
2) Grafam-se também com -ês ou -esa os adjetivos 
derivados de substantivos concretos. 
Ex.: burguês (de burgo), cortês (de corte), 
milanês ou milanesa (de Milão, na Itália), 
montanhês (de montanha), etc. 
3) Os substantivos abstratos, derivados de 
adjetivos, geralmente são grafados com -ez ou -
eza. 
Ex. 
acidez (de ácido), altivez (de altivo), 
avidez (de ávido). aridez (de árido). 
beleza (de belo). dureza (de duro), 
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braveza (de bravo), leveza (de leve), 
fineza (de fino). natureza (de natural), 
magreza (de magro), etc. 
 
 ■ EMPREGO DE -IZA OU -ISA 
Os substantivos femininos terminados em - isa são 
grafados sempre com s. 
Ex.: poeta/poetisa, papa/papisa, profeta/profetisa, 
sacerdote/sacerdotisa, etc. 
 
 ■ EMPREGO DE -IZAR OU -ISAR? 
Os verbos terminados em -izar e -isar seguem os 
seguintes critérios: 
a) Quando o substantivo correspondente ao verbo 
traz is + vogal, deve ser grafado com -isar. 
Ex.: aviso/avisar, paralisia/paralisar, friso/frisar, 
análise/analisar, pesquisa/pesquisar, etc. 
Exceções: iris/irisar e bis/bisar. 
b) Quando o verbo cujo substantivo correspondente 
não traz is + vogal, deve ser grafado com -izar. 
Ex.: economia/economizar, humano/humanizar, 
catequese/catequizar, fiscal/fiscalizar, etc. 
■ CASOS DIVERSOS 
1) O sufixo -oso ou -osa sempre se grafa com s. 
Ex.: 
horror/horroroso, 
fama/famoso(a), 
gosto/gostoso(a) etc. 
2) Os verbos usar, pôr e querer não possuem formas 
com z, portanto: uso, usei, usou; quis, quisesse, 
quiseram; pus, pusesse, pusemos, pusera etc. 
3) Os verbos terminados em -uir têm suas formas 
das 2.a e 3.a pessoas do presente do indicativo 
grafadas com i. Exemplos: 
Possuir tu possuis 
 ele possui 
construir tu constróis 
 ele constrói 
influir tu influis 
 ele influi 
 ele influi 
moer tu móis 
 ele mói 
 
4) Os verbos terminados em -ir têm suas formas da 
2.a e da 3.a pessoa do presente do indicativo 
terminadas em e. Exemplos: 
 abolir tu aboles 
 ele abole 
aderir tu aderes 
 ele adere 
aferir tu aferes 
 ele afere 
admitir tu admites 
 ele admite 
 
5) Os verbos terminados em -uar e -oar têm suas 
formas de 1.a, 2.a e 3.a pessoas do presente do 
subjuntivo grafadas em e. Exemplos: 
 abençoar que eu abençoe 
 que tu abençoes 
 que ele abençoe 
entoar que eu entoe 
 que tu entes 
 que ele entoe 
continuar que eu continue 
 que tu continues 
 que ele continue 
efetuar que eu efetue 
 que tu efetues 
 que ele efetue 
recuar que eu recue 
 que tu recues 
 que ele recue 
 
 
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9 – Verbos Terminados em -EAR 
1) Os verbos terminados em -ear recebem um i nas 
formas rizotônicas, ou seja, aquelas cujo acento 
prosódico se localiza no radical. Exemplos: 
Passear eu passeio Frear eu freio 
 tu passeias tu freias 
 ele passeia ele freia 
 eles passeiam eles freiam 
 que eu passeie que eu freie 
 que tu passeies que tu freies 
 que ele passeie que ele freie 
 que eles passeiem que eles freiem 
As formas arrizotônicas desses verbos, cujo 
acento prosódico está fora do radical, não trazem i, 
como podemos verificar nos exemplos abaixo: 
passear nós passeamos 
 vós passeais 
 que nós passeemos 
 que vós passeeis 
 ele passeava 
 tu passeavas 
 Também não recebem i o particípio passeado, o 
gerúndio passeando. 
O verbo frear segue o mesmo paradigma. 
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10 – Grafia de Algumas Palavras 
 MAS/MAIS: 
 
Mas: conjunção adversativa equivale a, porém, 
contudo, entretanto: 
Ex.: Tento não sofrer, mas a dor é muito forte. 
 
Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a 
menos: 
Ex.: É um dos garotos mais bonitos da escola. 
 
 
 ONDE/AONDE: 
 
Onde: lugar em que se está ou que se passa algum 
fato: 
Ex.: Onde você está? 
 
Aonde: indica movimento (refere-se a verbos de 
movimento): 
Ex.: Aonde você vai? 
 
 
 QUE/QUÊ 
 
Que: pronome, conjunção, advérbio ou partícula 
expletiva: 
Ex.: Convém que o assunto seja esquecido 
rapidamente. 
 
Quê: monossílabo tônico, substantivo, ou interjeição. 
Ex.: Você precisa de quê? 
 
 
 MAL/MAU 
 
Mal: advérbio (opõe-se a bem), como substantivo 
indica doença, algo prejudicial: 
Ex.: Ele se comportou muito mal. (Advérbio) 
 
Ex.: A prostituição infantil é um mal presente em 
todas as partes do Brasil. (substantivo) 
 
Mau: adjetivo (ruim, de má qualidade) 
Ex.: Ele não é um mau sujeito. 
 
 
 AO ENCONTRO DE/DE ENCONTRO A 
 
Ao encontro de: significa “ser favorável a”, 
“aproximar-se de”. 
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Ex.: Quando avistei minha mãe fui correndo ao 
encontro dela. 
 
De encontro a: indica oposição, colisão. 
Ex.: Suas ideias sempre vieram de encontro às minhas. 
Somos mesmo diferentes. 
 
 
 AFIM/A FIM 
 
Afim: adjetivo que indica igual, semelhante. 
Ex.: Temos objetivos afins. 
 
A fim: indica finalidade: 
Ex.: Trabalho hoje a fim de folgar amanhã. 
 
 
 A PAR/ AO PAR 
A par: sentido de “bem informado” 
Ex.: Eu estou a par de todas as fofocas. 
 
Ao par: indica igualdade entre valores financeiros. 
Ex.: O real está ao par do dólar. 
 
 
 DEMAIS/DE MAIS 
Demais: advérbio de intensidade, sentido de “muito”. 
Ex.: Você é chato demais. 
 
Demais também pode ser pronome indefinido, 
sentido de “os outros”. 
Ex.: Alguns professores saíram da sala enquanto os 
demais permaneceram atentos às orientações. 
 
De mais: opõe-se a de menos. 
Ex.: Não vejo nada demais em seu comportamento. 
 
 
 SENÃO/SE NÃO 
 
Senão: sentido de “caso contrário”, “a não ser”. 
Ex.: não fazia coisa alguma senão conversar. 
 
Se não: sentido de “caso não”. 
Ex.: Se não houver conscientização, haverá escassez 
de água. 
 
 
 NA MEDIDA EM QUE/ À MEDIDA QUE 
 
Na medida em que: equivale a porque, já que, uma 
vez que. 
Ex.: Na medida em que os projetos foram 
abandonados, os estagiários ficaram desmotivados. 
 
À medida que: indica proporção, equivale a à 
proporção que. 
Ex.: A emoção aumentava à medida que o momento 
da apresentação se aproximava. 
 
 
 EM NÍVEL / A NÍVEL DE 
 
a) A nível de: não existe. Foi um modismo criado nos 
últimos anos. Devemos evitá-lo: 
Ex.: "A nível de relatório, o trabalho está muito bom." 
 
O certo é: "Quanto ao relatório... ou Com referência 
ao relatório..." 
Ex.: "Levou um pontapé ao nível do joelho." 
 
O certo é: "Levou um pontapé na altura do joelho." 
 
b) Em nível de. Só pode ser usado em situações em 
que existam "níveis": 
Ex.: "Este problema só pode ser resolvido em nível de 
diretoria." 
 
Ex.: "Isso será analisado em nível federal." 
 
 
 EM VEZ DE /AO INVÉS DE 
 
a) Em vez de: é o mesmo que “no lugar de”. 
Ex.: Em vez de reclamar, você deveria ajudar. 
 
b) Ao invés de: é o mesmo que “ao contrário de”. 
Ex.: Ao invés de dormir, ficou acordado. 
 
 
 ACERCA DE/ A CERCA DE/ HÁ CERCA DE 
 
a) Acerca de: a respeito de ou sobre. 
Ex.: Estamos falando acerca de ortografia. 
 
b) A cerca de: perto de, aproximadamente, próximo 
de. 
Ex.: A vítima foi encontrada a cerca de 100m do 
banco. 
 
c) Há cerca de: indica tempo decorrido (tempo ido). 
Ex.: Vim para Fortaleza há cerca de 2 anos. 
 
 
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 A POUCO / HÁ POUCO 
 
a) A pouco: indica ação que ainda vai ocorrer. 
Ex.: A aula começará daqui a pouco. 
 
b) Há pouco: indica ação que já ocorreu. 
Ex.: Ela saiu há pouco daqui. 
 
 
 BIMENSAL /BIMESTRAL 
 
a) Bimensal: o que se realiza quinzenalmente, duas 
vezes no mês. 
Ex.: Ocorrem aqui reuniões bimensais. 
 
b) Bimestral: o que se realiza de dois em dois meses. 
Ex.: As provas bimestrais começarão amanhã. 
 
 
 CONTUDO / COM TUDO 
 
a) Contudo: conjunção adversativa, equivale a 
“porém”. 
Ex.: O candidato estava cansado, contudo foi estudar. 
 
b) Com tudo: preposição “com” mais pronome 
“tudo”. 
Ex.: Ela chegou com tudo. 
 
 
 DEMAIS /DE MAIS 
a) Demais: é advérbio, refere-se geralmente a um 
verbo ou a um adjetivo. 
Ex.: Você demorou demais. 
 
b) De mais: é locução adjetiva, refere-se a um 
substantivo ou a um equivalente. 
Ex.: Há dúvidas de mais sobre matemática. 
 
 
 ENTORNO / EM TORNO 
 
a) Entorno: espaço circundante, ao redor. É 
substantivo. 
Ex.: Os candidatos ocupavam o entorno da escola 
 
b) Em torno: algo que fica a volta. É locução adverbial 
Ex.: O policial abriu a porta e olhou em torno. 
 
Ex: Ao invés de dormir, ficou acordado. 
 
 
11 – Acentuação Gráfica 
■ TIPOS DE ACENTO 
Na língua portuguesa distinguem-se três tipos 
de acentos gráficos. 
• ACENTO AGUDO – indica a tonicidade das vogais 
abertas a, e, o e das vogais fechadas i e u: vatapá, 
café, máscara, núpcias, cipó; 
• ACENTO CIRCUNFLEXO – indica o timbre 
semifechado das vogais tônicas a, e e o: mês, 
cônjuge; 
• ACENTO GRAVE – indica a ocorrência de crase, ou 
seja, a contração da preposição a com o artigo 
feminino a(s) e com os pronomes demonstrativos 
a(s), aquele(s), aquela(s), aquilo; A Lei se refere à 
violência doméstica.__________________________________________
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12 – Sílaba Tônica 
As palavras (quase todas) apresentam uma sílaba 
tônica – a que é pronunciada com maior intensidade. 
Essa sílaba tônica, entretanto, nem sempre deve ser 
marcada, na escrita, por um acento gráfico. Observe 
em cadeira, por exemplo, que a sílaba tônica dei não 
leva acento gráfico. 
■ CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS QUANTO AO 
NÚMERO DE SÍLABAS 
 Oxítonas - São palavras cuja sílaba tônica é a 
última. 
Ex.: ca - fé / Pa - ra - ti 
 Paroxítonas - São palavras cuja sílaba tônica é a 
penúltima. 
Ex.: Ca - dá - ver / pos - sí – vel 
 Proparoxítonas - São palavras cuja sílaba tônica é a 
antepenúltima. 
Ex.: ri- dí - cu - lo / ár - vo – re 
 Ditongo - Ocorre quando, ao separarmos uma 
palavra em sílabas, duas vogais permanecem na 
mesma sílaba. 
Ex.: cha - péu / he- rói – co 
 Hiato - Ocorre quando, ao separarmos uma 
palavra em sílabas, uma das vogais vai para a outra 
sílaba. 
Ex.: ca - í - do / ca - ra - í - ba / ca - su - ís – mo 
 
■ REGRAS DE ACENTUAÇÃO DAS PALAVRAS 
OXÍTONAS 
 Oxítonas 
Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas 
em: a (s), e (s), o (s), em, ens 
Ex.: Pará - Rapé - vovô - vintém - parabéns. 
 
 Paroxítonas 
Acentuam-se as palavras paroxítonas 
terminadas em r, x, n, l, i(s), u(s), um, ã, ão. 
Exemplos: açúcar, tórax, hífen, fácil, lápis, bônus. 
Todos os oxítonos com a mesma terminação não 
levarão acento. 
Acentuam-se, também, os paroxítonos 
terminados em ditongo crescente(proparoxítonas 
aparentes). 
Exs.: série - crânio - história - instantâneo. 
 
 Proparoxítonas 
Todas as palavras proparoxítonas da L.P. são 
acentuadas. 
Ex.: fétido - másculo – pálpebra 
 
 Hiatos 
Acentuam-se o "i" e o "u" tônicos que não 
formam sílaba com a vogal anterior. 
Exemplos: sa - í - da / vi - ú - va / sa - ú – de 
Os hiatos "i - i" e "u - u" não levam acento! 
Exemplo: va - di - ice, su - cu – ubá 
Desaparecem quando o hiato é antecedido de 
ditongo. Ex.: feiura, bocaiuva 
Continua nas palavras oxítonas terminadas 
em “i” ou “u” seguidas ou não de “s”. Ex,: Piauí, Itaú 
Não se acentuam mais as primeiras vogais 
tônicas dos hiatos de vogais iguais. Exemplos: voo, 
perdoo, deem 
 
 Ditongos 
Acentuam-se os ditongos abertos 
decrescentes - éu, éi, ói - seguidos ou não de (s) 
quando na sílaba oxítona. Perdem o acento os 
ditongos abertos éi e ói nas sílabas paroxítonas 
Exemplos: chapéu, bacharéis, herói, céu, assembleia, 
heroico 
 
 Acentos diferenciais 
São acentos que servem para diferenciar os 
verbos, as preposições e substantivos: 
1 - pôr (verbo) por (preposição); 
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2 - pôde ( pretérito perfeito do indicativo) pode 
(presente do indicativo); 
3 – têm (plural) tem (singular) 
4 – É facultativo para diferenciar FORMA de 
FÔRMA(de bolo) 
 
 
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13 – Separação Silábica 
A divisão silábica deve ser feita a partir da 
soletração, ou seja, dando o som total das letras que 
formam cada sílaba, cada uma de uma vez. 
■ USA-SE O HÍFEN PARA MARCAR A SEPARAÇÃO 
SILÁBICA. 
Normas para a divisão silábica: 
Não se separam os ditongos e tritongos: Como 
ditongo é o encontro de uma vogal com uma 
semivogal na mesma sílaba, e tritongo, o encontro de 
uma vogal com duas semivogais também na mesma 
sílaba, é evidente que eles não se separam 
silabicamente. 
Ex. 
Au-las / au = ditongo decrescente oral., 
Guar-da / ua = ditongo crescente oral., 
A-güei / uei = tritongo oral. 
 
Separam-se as vogais dos hiatos: Como hiato é o 
encontro de duas vogais em sílabas diferentes, 
obviamente as vogais se separam silabicamente. 
Cuidado, porém, com a sinérese ee e uu. 
Ex. 
Pi-a-da / ia = hiato, 
Ca-ir / ai = hiato, 
Ci-ú-me / iú = hiato, 
Com-pre-en-der ou com-preen-der (sinérese) 
 
Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu: 
Ex. 
Cho-ca-lho / ch, lh = dígrafos inseparáveis., 
Qui-nhão / qu, nh = dígrafos inseparáveis., 
Gui-sa-do / gu = dígrafo inseparável. 
 
 
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Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs: 
Ex. 
Ex-ces-so / xc, ss = dígrafos separáveis., 
Flo-res-cer / sc = dígrafo separável., 
Car-ro-ça / rr = dígrafo separável., 
Des-ço / sç = dígrafo separável. 
 
Separam-se os encontros consonantais impuros: 
Encontros consonantais impuros, ou disjuntos, são 
consoantes em sílabas diferentes. 
Ex. Es-co-la, E-ner-gi-a, Res-to 
 
Separam-se as vogais idênticas e os grupos 
consonantais cc e cç: Lembre-se de que há autores 
que classificam ee e uu como sinérese, ou seja, 
aceitam como hiato ou como ditongo essas vogais 
idênticas. 
Ex. Ca-a-tin-ga, Re-es-tru-tu-rar, Ni-i-lis-mo, Vô-o, Du-
un-vi-ra-to 
 
Prefixos terminados em consoante: 
Ligados a palavras iniciadas por consoante: Cada 
consoante fica em uma sílaba, pois haverá a formação 
de encontro consonantal impuro. 
Ex. Des-te-mi-do, Trans-pa-ren-te, Hi-per-mer-ca-do, 
Sub-ter-râ-neo 
 
Ligados a palavras iniciadas por vogal: A consoante do 
prefixo ligar-se-á à vogal da palavra. 
Ex. Su-ben-ten-di-do Tran-sal-pi-no, Hi-pe-ra-mi-go, 
Su-bal-ter-no 
 
■ TRANSLINEAÇÃO 
Translineação é a mudança, na escrita, de uma linha 
para outra, ficando parte da palavra no final da linha 
superior e parte no início da linha inferior. 
Regras para a translineação: 
a) Não se deve deixar apenas uma letra pertencente 
a uma palavra no início ou no final de linha. 
Por exemplo: em translineações são inadequadas 
as separações: "pesso-a", "a-í", samambai-a", 
"a-meixa", "e-tíope", "ortografi-a". 
b) Não se deve, em final ou início de linha, quando a 
separação for efetuada, deixar formar-se palavra 
estranha ao contexto. Por exemplo: em 
translineações são inadequadas as separações: 
"presi-dente", "samam-baia", "quero-sene", "fa-
lavam", "para-guaia". 
c) Na translineação de palavras com hífen, se a 
partição coincide com o fim de um dos 
elementos, não se deve repetir o hífen na linha 
seguinte. Por exemplo: pombo-correio e não 
pombo--correio. 
 
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14 – Significação das Palavras 
A semântica (do grego σημαντικός, derivado 
de sema, sinal) refere-se ao estudo do significado, em 
todos os sentidos do termo. 
Semântica é a parte da gramática que estuda 
o significado e a aplicação das palavras isoladas ou em 
um contexto. 
Assim sendo, a palavra manga pode ter alguns 
significados dependendo o contexto, por exemplo, 
nas orações “Me lambuzo todo chupando manga” e 
“Não posso sair com essa manga rasgada”. 
Será que há o mesmo significado para a palavra 
manga nas duas orações? Com certeza, não! 
Na primeira oração, a palavra significa o fruto 
da mangueira; já no segundo, ela é uma parte do 
vestuário. 
A esta característica das palavras apresentarem 
a mesma escrita, mas significados diferentes, quando 
aplicadas em um contexto, chama-se POLISSEMIA. 
Entre os sons das palavras e também entre as 
letras que os representam podem ocorrer, muitas 
vezes, coincidências que normalmente acarretam 
dificuldades tanto na pronúncia como na grafia de 
diversos vocábulos. Nesse sentido, é bom saber da 
existência dos seguintes tipos de palavras: 
1. Palavras homônimas - apresentam a mesma 
grafia e a mesma pronúncia. Exemplos: luta 
(substantivo) e luta (forma do verbo lutar); vela 
(substantivo) e vela (forma do verbo velar). 
2. Palavras homógrafas - possuem a mesma grafia, 
mas pronúncia diferente. Exemplo: almoço (com 
o "ô", da sílaba mo, fechado=substantivo, nome 
de uma refeição) e almoço (com o "ó" 
aberto=forma de o verbo almoçar). 
3. Palavras homófonas - possuem a mesma 
pronúncia, mas grafia diferente. Exemplo: cesta 
(substantivo) e sexta (numeral ordinal) 
4. Palavras parônimas - parecidas quanto à forma 
ou à pronúncia, mas diferentes quanto à 
significação. 
 Vejam a seguir uma relação dos principais 
homófonos e parônimos da Língua Portuguesa: 
 ACENDER: iluminar, por fogo em; 
ASCENDER: subir, elevar (daí: ASCENSÃO, 
ASCENSORISTA, ASCENDENTE). 
 ACENTO: inflexão da voz, sinal gráfico; 
ASSENTO: lugar onde se assenta. 
 ACIDENTE: ocorrência casual grave; 
INCIDENTE: episódio casual sem gravidade, sem 
importância. 
 ACESSÓRIO: aquilo que não é essencial; 
ASSESSÓRIO: relativo ao assessor. 
 AFERIR: conferir, comparar ("Os fiscais vão aferir 
os preços de cinco supermercados."); 
AUFERIR: colher, obter ("O rapaz não auferiu bons 
resultados no concurso para médico"). 
 AMORAL: ausência de moral, que ignora um 
conjunto de princípios; 
IMORAL: Que é contrário, que desobedece a um 
conjunto de princípios. 
 ANTE: preposição que significa ESTAR DIANTE, 
ESTAR NA PRESENÇA DE; 
ANTI: prefixo que significa AÇÃO CONTRÁRIA. 
 ANTICÉ(P)TICO: oposto aos céticos; 
ANTISSÉ(p)TICO: desinfetante. 
 APREÇAR: ajustar o preço de, atribuir valor a, ter 
apreço a; 
APRESSAR: tornar mais rápido, acelerar. 
 ÁREA: dimensão, espaço; 
ÁRIA: peça musical para uma só voz. 
 ARREAR: colocar arreios em; 
ARRIAR: abaixar. 
 ASAR: guarnecer de asas; 
AZAR: má sorte. 
 ASCETA: pessoa que vive em prática de devoção e 
penitência; 
ASSETA: do verbo ASSETAR, ferir com seta. 
 ACÉTICO: relativo ao vinagre; 
ASCÉTICO: relativo ao Ascetismo; 
ASSÉPTICO: relativo à assepsia. 
 ATUADO: particípio do verbo atuar; exercer 
atividade, agir ("A seleção de futebol não tem 
atuado como o técnico quer."); 
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AUTUADO: particípio do verbo AUTUAR = lavrar 
um auto contra alguém; reunir em forma de 
processo; 
Processar. Ser autuado significa fazer parte dos 
autos - conjunto das peças de um processo ("O 
líder do movimento dos sem-terra foi preso e 
autuado em flagrante por desacato à 
autoridade."). 
 BOCAL: abertura de vaso, candeeiro, frasco, 
castiçal, etc.; 
BUCAL: relativo à boca. 
 BROCHA: prego curto, de cabeça larga e chata; 
BROXA: tipo de pincel. 
 BUCHO: estômago de animais; 
BUXO: arbusto ornamental. 
 CAÇAR: perseguir, capturar a caça; 
CASSAR: anular. 
 CAICHÃO: borbotão, fervura; 
CAIXÃO: caixa grande. 
 CAICHOLA: cabeça; 
CAIXOLA: caixa pequena. 
 CALDA: doce, xarope; 
CAUDA: rabo de animais. 
 CARTUCHO:canudo de papel, de plástico, ou de 
metal; 
CARTUXO: pertencente à Cartuxa, ordem religiosa 
fundada por São Bruno. 
 CAVALEIRO: aquele que anda a cavalo; 
CAVALHEIRO: homem de boas maneiras. 
 CEGAR: tirar a visão de; 
SEGAR: seifar, cortar. 
 CELA: aposento de religiosos ou de prisioneiros; 
SELA: arreio de cavalo, 3ª p. s., pres. ind., v. SELAR. 
 CELEIRO: depósito de provisões; 
SELEIRO: fabricante de selas. 
 CENÁRIO: decoração de teatro; 
SENÁRIO: que consta de seis unidades. 
 CENSO: recenseamento; 
SENSO: juízo claro. 
 
 CENSUAL: relativo ao censo; 
SENSUAL: relativo aos sentidos. 
 CÉ(P)TICO: que ou quem duvida; 
SÉ(P)TICO: que causa infecção. 
 CERRAÇÃO: nevoeiro espesso; 
SERRAÇÃO: ato de serrar. 
 CERRAR: fechar; 
SERRAR: cortar. 
 CERVO: veado; 
SERVO: servente, escravo. 
 CESSAÇÃO: ato de cessar (interromper); 
SESSAÇÃO: ato de sessar (peneirar). 
 CESTA: utensílio geralmente de palha para se 
guardar coisas; 
SESTA: hora de descanso, normalmente após o 
almoço; 
SEXTA: ordinal feminino de seis. 
 CHÁ: tipo de bebida feito com ervas; 
XÁ: título de soberano na língua persa. 
 CHÁCARA: quinta, sítio; 
XÁCARA: narrativa popular em versos. 
 CHALÉ: casa campestre de estilo suíço; 
XALE: cobertura para os ombros. 
 CHEQUE: ordem de pagamento; 
XEQUE: tipo de lance no jogo de xadrez. 
XEIQUE: governador soberano, entre os árabes. 
 COCHA: gamela; 
COLCHA: cobertura em tecido para cama; 
COXA: parte da perna. 
 CICLO: período; 
SICLO: moeda judaica. 
 CILÍCIO: cinto ou cordão de pêlo ou Lã áspera para 
penitências; 
SILÍCIO: elemento químico. 
 CINTO: correia em couro para prender as calças à 
cintura; 
SINTO: 1ª pessoa do singular do presente do 
indicativo do verbo SENTIR. 
 CÍRIO: vela grande de cera; 
SÍRIO: relativo à Síria. 
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 COCHO: vasilha feita com tronco de madeira 
escavada; 
COXO: pessoa que manca. 
 COMPRIDO: longo; 
CUMPRIDO: particípio passado do verbo CUMPRIR. 
 COMPRIMENTO: uma das medidas de extensão (+ 
largura e altura); 
CUMPRIMENTO: ato de cumprimentar alguém, 
saudação, ou de cumprir algo. 
 CONCELHO: jurisdição administrativa, município; 
CONSELHO: opinião, parecer, corpo coletivo 
superior, tribunal. 
 CONCERTO: apresentação ou obra musical, entrar 
em acordo (do verbo CONCERTAR (1); 
CONSERTO: ato ou efeito de CONSERTAR, reparar 
algo que está danificado. 
 CORINGA: tipo de vela que se coloca em algumas 
embarcações; 
CURINGA: carta que muda de valor segundo a 
combinação que o parceiro tem em mão. 
 CORÇO: cabrito selvagem; 
CORSO: natural da Córsega, desfile de carros ou 
carruagens. 
 COSER: costurar; 
COZER: cozinhar. 
 DECENTE: decoroso, limpo; 
DESCENTE: que desce, vazante; 
 DISCENTE: relativo a alunos; 
DOCENTE: relativo a professores. 
 DECERTAR: lutar, pelejar; 
DESERTAR: abandonar, fugir, renunciar; 
DISSERTAR: discorrer. 
 DEFERIMENTO: concessão, atendimento; 
DIFERIMENTO: adiamento. (Assim também: 
DEFERIR = CONCEDER; DIFERIR = ADIAR, 
DIVERGIR.) 
 DEGRADADO: que está aviltado, diminuído 
(degradação); 
DEGREDADO: aquele que está no degredo, exilado. 
 DELATAR: denunciar (delação); 
DILATAR: retardar, adiar (dilação). 
 DESCRIÇÃO: ato de descrever, tipo de redação, 
exposição; 
DISCRIÇÃO: reserva ao falar, qualidade daquele 
que é discreto, prudência. 
 DESCRIMINAR: inocentar, absolver 
(DESCRIMINAÇÃO); 
DISCRIMINAR: distinguir, diferenciar, separar 
(DISCRIMINAÇÃO). 
 DESMITIFICAR: fazer cessar a mitificação (A 
CONVERSÃO EM mito) existente a respeito de 
pessoa ou coisa; 
DESMISTIFICAR: livrar ou tirar da mistificação 
(engano, burla, abuso da credulidade). 
 DESPENSA: compartimento para se guardar 
alimentos; 
DISPENSA: demissão. 
 DESTORCER: endireitar, desfazer a torcedura; 
DISTORCER: desvirtuar, mudar o sentido. 
 DESTRATAR: insultar; 
DISTRATAR: romper um trato, desfazer um 
contrato. (Obs. Quando um contrato é rompido, o 
documento que se assina chama-se DISTRATO.) 
 EMERGIR: vir à tona, subir; 
IMERGIR: mergulhar, descer. 
 EMIGRANTE: pessoa que sai do próprio país 
(EMIGRAR, EMIGRAÇÃO); 
IMIGRANTE: pessoa que entra num país 
estrangeiro (IMIGRAR, IMIGRAÇÃO). 
 EMINENTE: que se destaca, excelente, notável; 
IMINENTE: que está prestes a ocorrer, pendente. 
Obs. Assim também: EMINÊNCIA = altura, 
excelência; 
 IMINÊNCIA = proximidade de ocorrência.) 
EMITIR: expedir, emanar, enunciar, lançar fora de 
si; 
IMITIR: fazer entrar, investir. 
 EMPEÇO: empecilho, impedimento, obstáculo, 
estorvo; 
IMPEÇO: primeira pessoa do singular do verbo 
IMPEDIR. 
 EMPOÇAR: formar poça; 
EMPOSSAR: dar posse a alguém. 
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 ENFESTAR: dobrar ao meio na sua largura, 
exagerar (entediado _ no sul); 
INFESTAR: assolar, invadir, existir em grande 
quantidade em. 
 ENFORMAR: colocar em forma, incorporar; 
INFORMAR: prestar informações. 
 ENTENDER: compreender; 
INTENDER: exercer vigilância, administrar. 
 ESOTÉRICO: diz-se do ensinamento que, em 
escolas filosóficas da antiguidade grega, era 
reservado aos discípulos completamente 
instruídos; todo ensinamento ministrado a círculo 
restrito e fechado de ouvintes; compreensível 
apenas por poucos, obscuro, hermético." 
EXOTÉRICO: diz-se de ensinamento que, em 
escolas da antiguidade grega, era transmitido ao 
público sem restrição, dado o interesse 
generalizado que suscitava e a forma acessível em 
que podia ser exposto por se tratar de 
ensinamento dialético, provável, verossímil. 
 ESBAFORIDO: ofegante, com a respiração 
entrecortada pelo cansaço ou pela pressa; 
ESPAVORIDO: cheio de pavor, apavorado; 
 ESPECTADOR: aquele que vê, que assiste a alguma 
coisa; 
EXPECTADOR: o que está na expectativa de, à 
espera de algo. 
 ESPERTO: ardiloso, malicioso, sagaz; 
EXPERTO: experiente, especialista, perito. 
 ESPIAR: espreitar, olhar; 
EXPIAR: redimir-se, pagar uma culpa. 
 ESPIRAR: soprar, respirar, estar vivo; 
EXPIRAR: expelir o ar, morrer. 
 ESPRIMIDO: particípio do verbo ESPREMER; 
EXPRIMIDO: particípio do verbo EXPRIMIR 
(também EXPRESSO). 
 ESTADA: ato de estar, permanência, demora 
transitória de pessoas em algum lugar; 
ESTADIA: prazo concedido de carga ou descarga de 
um navio em um porto. Também é o prazo que se 
dá a veículos em um estacionamento ou garagem. 
 ESTÂNCIA: lugar onde se está ou permanece, 
morada, paragem, estabelecimento rural, estação 
de águas minerais; 
INSTÂNCIA: qualidade do que é instante, pedido 
urgente e repetido, jurisdição, série de atos de um 
processo, ordem ou grau da hierarquia judiciária. 
 ESTÁTICO: estar parado (como uma estátua); 
EXTÁTICO: estar em estado de êxtase. 
 ESTERNO: osso do peito; 
EXTERNO: exterior; 
HESTERNO: relativo ao dia de ontem. 
 ESTRATO: tipo de nuvem, camada (estrato social; 
sociedade estratificada = dividida em camadas; 
estratosfera, etc.) 
EXTRATO: o que foi extraído de algo (v. EXTRAIR), 
fragmento, resumo, sumo (extrato bancário, 
extrato de tomate), essência (= perfume). 
 FLAGRANTE: evidente, fato que se observa no 
momentoem que ocorre; 
FRAGRANTE: que exala cheiro agradável, 
aromático (fragrância). 
 FLUIR: correr (líquido), passar (tempo); 
FRUIR: desfrutar, gozar. 
 FUZIL: arma de fogo; 
FUSÍVEL: condutor elétrico. 
 GRAÇA: favor dispensado ou recebido, benefício, 
dádiva, benevolência, elegância de estilo, dito ou 
ato espirituoso ou engraçado, nome de batismo, 
favor ou mercê concedida por Deus a uma pessoa, 
etc.; 
GRASSA: do verbo grassar - desenvolver-se, 
alastrar-se, propagar-se progressivamente, 
difundir-se. 
 INCERTO: relativo à incerteza, duvidoso; 
INSERTO: inserido, incluído. 
 INCIPIENTE: iniciante, inexperiente; 
INSIPIENTE: ignorante. 
 INDEFESO: sem defesa; 
INDEFESSO: incansável; 
INFENSO: adverso, contrário. 
 INFLAÇÃO: ato de inflar, aumento de preços; 
INFRAÇÃO: desobediência, violação, transgressão. 
 INFLIGIR: aplicar ou determinar uma punição, um 
castigo; 
INFRINGIR: desobedecer, violar, transgredir. 
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 INQUERIR: apertar com cordas a carga de animais; 
INQUIRIR: interrogar, investigar. 
 INTEMERATO: aquele que é casto, puro, 
incorruptível; 
INTIMORATO: que é valente, destemido. 
 INTENÇÃO (TENÇÃO): propósito, finalidade; 
INTENSÃO (TENSÃO): intensidade, esforço. 
 INTERCESSÃO: ato de interceder, interferência, 
intervenção, súplica; 
INTERSE(C)ÇÃO: ponto em que duas linhas se 
cruzam, parte comum a dois conjuntos. 
 LACTANTE: quem produz o leite, mulher que 
amamenta (a mãe); 
LACTENTE: quem recebe o leite, ser que mama (a 
criança). 
 LAÇO: laçada; 
LASSO: frouxo, cansado, "dissoluto". 
 LENIMENTO: suavizante; 
LINIMENTO: medicamento para fricções. 
 LUCHAR: sujar; 
LUXAR: deslocar, desconjuntar. 
 LUSTRE: brilho e, figuradamente, candelabro; 
LUSTRO: espaço de 5 anos. 
 MAL: como um advérbio, isto é, modificando uma 
ação verbal, este termo deve ser grafado com L.. 
Exemplo: Aquele cantor canta mal. (contrário de 
BEM). Também grafamos com L Quando esta 
palavra se apresenta como substantivo ou como 
conjunção subordinativa temporal. Exemplos: "O 
mal da humanidade é o seu grande egoísmo." 
(sinônimo de doença, problema) "Mal ele entrou 
em casa, a luz apagou." (igual a "assim que, no 
momento em que") 
MAU: sendo grafado com U, este termo é um 
adjetivo. Exemplo: Aquele menino era muito mau. 
(contrário de bom; feminino: má) 
 MANDADO: ordem emanada de autoridade 
judicial ou administrativa; 
MANDATO: período de missão política. 
 MAS (conjunção): sinônimo de porém, todavia, 
contudo; Exemplo: Ele é inteligente, mas 
desajeitado. 
 
MAIS: pronome indefinido ou advérbio de 
intensidade (contrário de menos). Exemplos: Ana 
precisa ter mais confiança em si mesma. (sinônimo 
imperfeito de "muita confiança"; pronome 
modificando o substantivo) Pedro é mais 
inteligente que Paulo. (contrário de menos; 
advérbio modificando o adjetivo) 
 MAÇA: clava; 
MASSA: pasta, composição, substância, multidão. 
 MAÇUDO: indigesto, monótono; 
MASSUDO: volumoso. 
 MEAR: dividir ao meio; 
MIAR: dar mios (voz dos gatos). 
 MECHA: pavio, estopim, tufo de cabelo, dreno; 
MEXA: forma verbal de MEXER. 
 MOÇA: mulher jovem, virgem, fem. de moço; 
MOSSA: vestígio de uma pancada ou pressão forte, 
entalho, abalo ou impressão moral. 
 NORMALIZAR: tornar normal, regularizar, 
padronizar, fazer voltar à normalidade, submeter à 
norma; 
NORMATIZAR: estabelecer normas para, submeter 
a normas (neologismo já devidamente registrado). 
Observações: Muitas empresas utilizam o verbo 
"normalizar" no sentido de "tornar normal" e de 
"estabelecer normas". A maioria, entretanto, 
prefere estabelecer a diferença acima. Lembre-se 
de que existe o adjetivo "normativo", palavra de 
origem francesa, cujo significado é "que tem a 
qualidade ou força de norma". 
 PAÇO: palácio; 
PASSO: passada. 
 PEÃO: trabalhador rural, peça do jogo de xadrez, 
amansador de cavalos, tocador de boiada (a 
palavra vem do latim e significa "pedestre", ou 
seja, aquele que anda a pé. Em Portugal, a palavra 
aparece em placas que advertem os motoristas, 
para que tomem cuidado com peões, ou seja, com 
os pedestres.;) 
PIÃO: espécie de brinquedo. 
 POÇA (com a pronúncia fechada "pôça", 
substantivo): cova pouco profunda contendo água 
ou outro líquido qualquer; 
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OS: 0149/2/18-Gil 
POSSA (com a pronúncia aberta "póssa"): primeira 
e segunda pessoas do singular do Presente do 
Subjuntivo do verbo PODER. 
 POCEIRO: homem que cava poços; 
POSSEIRO: aquele que se encontra na posse 
clandestina ou ilegítima de certa área de terras 
particulares ou devolutas, com a intenção de dono. 
 POÇO (com a pronúncia fechada "pôço", 
substantivo): cavidade no solo que contém água, 
cisterna; 
POSSO (com a pronúncia aberta "pósso"): primeira 
pessoa do singular do presente do indicativo do 
verbo PODER. 
 PONCHE: bebida que leva frutas picadas; 
PONCHO: tipo de capa quadrangular, com uma 
abertura no meio, por onde se enfia a cabeça. 
 PLEITO: disputa; 
PREITO: homenagem. 
 PREEMINENTE: nobre, distinto, que ocupa lugar 
mais elevado; 
PROEMINENTE: alto, saliente, que se alteia acima 
do que o circunda. 
 PRENUNCIAR: anunciar com antecedência; 
PRONUNCIAR: exprimir verbalmente, articular as 
palavras. 
 PREFERIR: querer ou gostar mais, ter preferência 
por; (Particípio Passado = PREFERIDO) 
PRETERIR: não dar importância a, omitir. 
(Particípio Passado = PRETERIDO) 
PROFERIR: dizer, enunciar, pronunciar, decretar. 
 PREPOR: colocar antes, antepor; 
PROPOR: submeter à apreciação. 
 PRESCREVER: receitar ou perder a validade ("O 
médico prescreveu este remédio"; "O prazo já 
prescreveu"); 
PROSCREVER: banir, expulsar ("Ele foi proscrito da 
cidade."). 
 PRESAR: prender, apreender; 
PREZAR: ter em consideração. 
 QUERELA: discussão, pendência; 
QUIRELA (ou QUIRERA): milho quebrado que se dá 
às aves, também em relação ao arroz ou outros 
cereais. 
 RATIFICAR: confirmar, corroborar; 
RETIFICAR: alterar, corrigir. 
 REBOLIÇO: que tem forma de rebolo, que rebola; 
REBULIÇO: bagunça, grande barulho, agitação, 
desordem, confusão. 
 RECREAR: divertir, brincar (RECREAÇÃO); 
RECRIAR: criar de novo (RECRIAÇÃO). 
 REVEZAR: substituir alternadamente; 
REVISAR: rever. 
 RINGUE: tablado onde se realizam lutas de boxe e 
outras; 
RINQUE: pista de patinação. 
 RUÇO: grisalho, desbotado (gíria: "difícil"); 
RUSSO: relativo à Rússia. 
 SEÇÃO (ou SECÇÃO): parte, divisão, departamento, 
ato de seccionar; 
SESSÃO: espaço de tempo, programa; 
CESSÃO: doação, ato de ceder. 
 SOLTO: livre, desatado, desprendido, Largo, 
folgado; 
SOUTO: bosque espesso (Var.: soito) 
 SOAR: emitir determinado som; 
SUAR: transpirar. 
 SORTIR: abastecer, prover; 
SURTIR: ter como consequência, produzir, alcançar 
efeito. 
 SUBENTENDER: perceber, entender o que não 
estava exposto ou bem explicado; 
SUBTENDER: estender por baixo. 
 TACHA: pequeno prego; ou mancha, defeito moral; 
ou tacho grande; 
TAXA: imposto, tributo financeiro. 
(OBs. Taxativo = que taxa, que limita, restritivo, 
definitivo. No entanto, não há registro em nossos 
dicionários da palavra "tachativo".) Exemplo:O 
presidente foi taxativo ao afirmar que não 
aprovaria aquele projeto de lei. 
 TACHAR(2): censurar, acusar, botar defeito em ; 
TAXAR: estabelecer um preço, um imposto, 
tributar. 
 
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 TENÇÃO: propósito, rixa, má vontade; 
TENSÃO: voltagem, rigidez do tecido muscular. 
TESÃO (s. m. e f.): desejo sexual. 
 TRÁFEGO: movimento, trânsito de veículos ou de 
pedestres; 
TRÁFICO: comércio ilegal, negócio indecoroso. 
 TRÁS: parte posterior; 
TRAZ: forma do verbo TRAZER. 
 VADEAR: passar a vau, isto é, passar por lugar 
pouco fundo de um rio ou do mar, a pé ou a 
cavalo; 
VADIAR: levar vida ociosa, andar à toa. 
 VENOSO: relativo a veias; 
VINOSO: que produz vinho. 
 VÊS: segunda pessoa do singular do presente do 
indicativo do verbo VER; 
VEZ: ocasião. 
 VESTIÁRIO: local para trocar de roupa em clubes, 
colégios, etc.; 
VESTUÁRIO: é o traje, a indumentária, as roupas 
que usamos. 
 VIAGEM (= substantivo): "Fiz uma viagem 
inesquecível", "Boa Viagem!"; 
VIAJEM (forma verbal): terceira pessoa do plural 
do presente do subjuntivo do verbo VIAJAR. 
 Exemplo: "Por favor, viajem amanhã, hoje já está 
muito tarde." 
 VULTOSO: de grande vulto, nobre, volumoso; 
VULTUOSO: atacado de vultuosidade (estado 
mórbido em que a face e os lábios se incham e 
avermelham muito). 
 USUÁRIO: o que desfruta o direito de usar alguma 
coisa; 
USURÁRIO: o que pratica a usura ou agiotagem. 
 
 NOTAS: 
(1) Em relação ao verbete "consertar", com "s", no 
dicionário Aurélio, entre vários sentidos, 
encontramos os seguintes: "Pôr em boa ordem; 
dar melhor disposição a; arrumar, arranjar"; com 
o exemplo: "Antes de entrar na sala, consertou a 
gravata e penteou o cabelo". 
Já "concertar", com "c", significa 
"harmonizar, conciliar". Entretanto, no mesmo 
dicionário Aurélio, este verbete, entre vários 
sentidos, igualmente apresenta os seguintes: 
"Pôr em boa ordem; dar melhor disposição a; 
compor, ajustar, endireitar." Em seguida, um 
exemplo, retirado de "Histórias românticas", de 
Machado de Assis: "Examinou as luvas, concertou 
a gravata." 
 No Dicionário Contemporâneo da Língua 
Portuguesa, de Caldas Aulete, no Dicionário 
Universal da Língua Portuguesa, da Texto Editora, 
de Portugal, e no Michaelis Moderno Dicionário 
da Língua Portuguesa, da Melhoramentos, entre 
outros, não se registra essa parcial equivalência 
entre "consertar" e "concertar". O fato é que, 
apesar dessa parcial igualdade que se vê entre 
consertar e concertar, quando se arruma algo 
que está quebrado, conserta-se, com "s". E, 
quando uma orquestra atua, ocorre um concerto, 
com "c". 
(2) Outra confusão pode ocorrer com "tachar", com 
"ch", e "taxar", com "x". Quando se diz que 
alguém foi considerado covarde, diz-se que esse 
alguém foi "tachado" de covarde, pois "Tachar", 
com "ch", é "pôr mancha, defeito, nódoa". O 
problema é que, se você procurar as duas 
palavras (tachar e taxar) nos dicionários - e, neste 
caso, não só no Aurélio, mas nos outros também 
- vai descobrir que ambas podem significar 
"qualificar", ou seja, "classificar, julgar". 
Desta vez, Aurélio se encarrega de 
desfazer uma possível confusão. Como "tachar" 
significa "pôr mancha, defeito", só se pode 
empregá-lo para idéias pejorativas: "Tacharam de 
ridícula a proposta dele." Já o verbo "taxar", que 
significa "estipular o preço, o valor de algo", 
acaba, por analogia, significando também 
"avaliar, julgar". Pode, por isso, ser usado tanto 
para os atributos bons como para os ruins: 
"Taxaram de exemplar seu 
comportamento"; "Taxaram de vulgar seu 
procedimento". Não faria sentido, portanto, dizer 
que "tacharam de exemplar seu procedimento". 
5. Palavras Sinônimas – É a qualidade de palavras 
que apresentam sentidos iguais ou significados 
semelhantes. 
NOTA: Não existem sinônimos perfeitos. 
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As palavras só apresentarão mesma relação de 
sentido dentro de certo contexto. 
Ex.: o garoto teve uma bela atitude/ atitude 
correta 
6. Palavras Antônimas – É a qualidade de palavras 
que apresentam significados contrários, opostos. 
Ex.: O nascer e o morrer são dádivas. 
7. Hiponímia – É a relação de uma palavra com o 
seu conjunto, apresenta significação específica, 
representa cada item de um todo. 
Ex.: garfo, colher, faca. 
8. hiperonímia - É a relação de uma palavra com o 
seu todo, apresenta significação geral, representa 
o conjunto que comporta ramificações. 
Ex.: talher 
__________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
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____________________________________________
____________________________________________ 
15 – Sintaxe da Oração e do Período 
■ CONCEITOS BÁSICOS 
O texto é um todo coerente constituído de partes 
menores ligadas coesamente (coesivos de referência e 
coesivos de sequenciação). São elas: 
Parágrafo é a unidade de sentido completo, 
podendo ser constituído por uma ou mais frases . 
Frase é todo enunciado que transmite uma ideia de 
sentido completo. Pode ser constituído de uma 
palavra ou expressão. Ela pode ser estruturada ou não 
em torno de verbo. Deve ter significado, sentido e 
pontuação. 
Ex: Socorro!; Silêncio, por favor!; Prestem-me 
socorro!; Bom dia! 
Oração é a frase ou parte de uma frase que se 
estrutura em torno de um verbo ou de uma locução 
verbal. 
Verbo é a palavra que exprime ação, estado ou 
fenômeno. 
 Locução verbal é toda expressão formada por mais 
de um verbo, na qual a informação está centralizada 
no verbo principal (verbo que aparece em uma das 
formas nominais do verbo: gerúndio, particípio e 
infinitivo.), que tem seu sentido complementado por 
um verbo auxiliar (antecedente do verbo principal e 
indica o tempo e o modo, o número e a pessoa 
referente ao fato que a locução exprime.) 
 Verbo 
  
Ex: Neto saiu tarde. 
 Meu pai está viajando. 
  
 locução verbal 
Período é a frase que se estruturaem torno de uma 
ou mais orações. Ele pode ser simples ou composto. 
1. Simples: constituído de uma só oração. A oração 
que constitui o período simples é chamada de 
oração absoluta. 
 Ex: Eu amo a Danielle! 
2. Composto: constituído de mais de uma oração. 
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Ex: Queremos que o Thiago venha amanhã e 
traga o DVD do casamento que prometeu. 
Analisar sintaticamente os períodos simples - 
constituídos de apenas uma oração - significa, antes 
de tudo, identificar os termos responsáveis pela 
estruturação interna das orações. Os termos das 
orações costumam ser classificados em essenciais, 
integrantes e acessórios. 
 
 ■ TERMOS ESSENCIAIS 
Os termos essenciais são o sujeito e o predicado, 
considerados elementos básicos para a formação de 
uma oração. A maioria das orações apresenta um 
sujeito e um predicado. Excepcionalmente, podem 
ocorrer orações sem sujeito. Não pode haver, 
entretanto, orações sem predicado. Veja: 
Ex.: Muitos desvios / explicam crise da Petrobrás. 
   
 sujeito predicado 
Sujeito (3 definições) 
1. É aquele que pratica a ação. 
Ex.: O Prime aprovou todos os seus candidatos. 
2. É aquele que sofre a ação, quando não há 
praticante da ação na oração, ou quando o 
praticante da ação existe, mas não pode exercer 
a função de sujeito. 
Ex.: Os aprovados foram preparados pelo Curso 
Prime. 
3. É o elemento do qual se declara algo. É O termo 
sobre o qual se dá uma informação e com o qual 
o verbo concorda, em número e pessoa. 
Ex: “O sol ficou muito claro. O rio cantou com 
mais música. O ar estava mais verde e cheiroso.”. 
 (Érico Veríssimo) 
 
 
 
 
 
16 – Tipos de Sujeito 
Podemos classificar o sujeito de uma oração 
de acordo com sua determinação ou indeterminação 
dentro da oração. Existem ainda as orações sem 
sujeito, também chamadas de orações com sujeito 
inexistente. 
O núcleo do sujeito é o elemento mais 
importante do sujeito. É o termo imprescindível à 
significação deste termo essencial da oração. 
 
 Classificação do sujeito 
Sujeito determinado é aquele que pode ser 
identificado na frase, pode ser literalmente apontado 
na frase ou fora dela. 
O sujeito determinado pode ser simples, 
composto ou implícito (elíptico, subentendido, 
desinencial ou elisão). 
O sujeito indeterminado só ocorre em três casos: 
1º Em orações formadas por qualquer verbo na 3ª 
pessoa do plural sem que o sujeito esteja escrito na 
oração. 
Ex.: Mataram o cão da vizinha. 
 
2º com verbo no infinitivo impessoal. 
Ex.: Duzentos reais são suficiente para comprar os 
livros 
 
3º Em orações formadas por verbos intransitivos, 
verbos de ligação ou verbos transitivos indiretos, na 
3ª pessoa do singular acompanhados da partícula se 
(índice, partícula ou pronome de indeterminação do 
sujeito). 
Ex.: Divirta-se!; Gosta-se de frutas vermelhas; 
continua-se feliz. 
Obs. Devemos tomar cuidado com verbos ligados a 
partícula se para não confundirmos dois casos 
semelhantes: sujeito indeterminado e voz passiva 
sintética. 
Voz Passiva Sintética ocorre com verbos transitivos 
diretos ou com verbos transitivos diretos e indiretos 
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(verbos bitransitivos) ligados à partícula se (Partícula, 
índice ou pronome apassivador do sujeito). Neste 
caso, o que não podemos esquecer é que haverá 
sujeito na frase, mas ele estará fantasiado de objeto 
direto. 
Ex.: Aprovam-se candidatos. ; Aluga-se uma casa. 
 
Oração Sem Sujeito (existem apenas em quatro 
casos) 
1º) Em orações formadas por verbos ou expressões 
que indiquem fenômenos da natureza (chover, 
ventar, trovejar, relampejar, fazer frio, fazer calor, é 
cedo, é tarde, amanhecer, entardecer, anoitecer, 
nevar, gear, etc.). 
Ex.: Faz muito calor em Belém. 
Ex.: Ventou muito no último sábado! 
 
2º) Em orações formadas pelo verbo haver usado no 
sentido de existir. 
Ex.: Haverá muitos concursos neste ano. 
 
3º) Em orações formadas pelos verbos haver e fazer 
indicando tempo decorrido. 
Ex.: Faz dias que não danço. 
Ex.: Há meses não chove no Sertão nordestino. 
 
4º) Em orações formadas pelo verbo ser indicando 
data, hora ou distância. 
Ex.: São 05 de agosto; 
Ex.: são 20h15min. 
Ex: Até a minha casa são 4km. 
Verbos representam a alma de uma oração; sem 
verbos não haveria oração. 
Verbo de ligação – (verbo não-significativo Não indica 
ação e só serve para ligar o Sujeito ao Predicativo. 
Verbo Transitivo – (verbo significativo) Indica ação, 
não pode encerrar uma oração, deixa sempre dúvida, 
pede sempre complemento que só poderá ser objeto 
(direto e/ ou indireto). 
Verbo Intransitivo – (verbo significativo) Indica ação 
ou fenômeno, pode deixar dúvida. Se deixar dúvida, a 
resposta será um advérbio. 
 
■ PREDICADO 
É tudo que resta na oração após 
identificarmos o sujeito da frase. 
Ex: “Jardineiros diplomados regam flores esquisitas (...)” 
 sujeito predicado 
(Érico Veríssimo) 
__________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
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17 – Tipos de Predicado 
Predicado Nominal – é aquele que apresenta 
predicativo. 
Ex.: A vida é bela. 
 
Predicado Verbal – é aquele que apresenta verbo que 
indique ação ou fenômeno. 
Ex.: Estudem.; Choveu muito ontem. 
 
Predicado verbo-nominal – é aquele que possui verbo 
que indica ação e predicativo. 
Ex.: Venham felizes para o curso! 
 
Adjunto Adnominal é o termo que acompanha os 
núcleos do sujeito e/ou do objeto direto e refere-se a 
ele(s). Pode ser representado por ARTIGO, NUMERAL, 
PRONOME, ADJETIVO OU LOCUÇÃO ADJETIVA. 
Ex.: Minha querida mãe viajará amanhã. 
Ex.: O jogador ganhou muitas homenagens. 
 
Complemento Nominal - -E o termo preposicionado 
que completa o sentido deum nome, que pode ser 
adjetivo, advérbio ou substantivo. 
Observação: Sempre que o termo preposicionado 
completar o sentido de um adjetivo ou de um 
advérbio, teremos complemento nominal, caso o 
termo preposicionado complete o sentido de um 
substantivo, deveremos tomar cuidado para não 
confundir Adjunto Adnominal com Complemento 
Nominal. 
Ex: Sou desfavorável a casamento. 
Ex: O professor sentou-se perto da porta. 
 
Agente da Passiva – É o termo preposicionado 
responsável pela ação que o sujeito sofre na voz 
passiva analítica; ocorre sempre acompanhado de 
locução verbal. 
Ex.: Nosso país está sendo destruído por um partido. 
Ex.: A sala de aula está tomada de bons candidatos. 
 
Aposto – É o termo que explica, especifica, identifica 
ou resume o seu antecedente; pode ocorrer 
acompanhado de vírgula (s). 
Ex.: O professor Arnaldo Filho chega sempre no 
horário. 
Ex.: Ronaldo, o Fenômeno, foi um excelente jogador. 
 
Vocativo – É o termo que identifica a pessoa ou a 
coisa com quem se fala na oração. Por não fazer parte 
da oração, ocorrerá sempre destacado dela por 
vírgula (s). 
Ex.: Queridos, tenham fé! 
Ex.: Amanhã, senhores, faremos exercícios sobre 
função sintática. 
 
 FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES PESSOAIS 
OBLÍQUOS ÁTONOS 
(ME, TE, SE, NOS, VOS, O(S), A(S), LHE(S) 
1. O, A, OS, AS (somados a verbos terminados em s, r 
ou z, assumirão as formas -LO, -LA, -LOS, -LAS; 
somados a verbos terminados em ão, ões ou m, 
assumirão as formas -NO, -NA, -NOS, -NAS) – serão 
sempre objetos diretos quando equivalerem a ELE, 
ELA, ELES, ELAS. 
Ex.: Eu a vi na sala de aula.; Encontraram-no hoje.; 
Encontra-la-ei amanhã. 
 
2. LHE e LHES – podem exercer até 3 funções. 
2.1. Complemento Nominal – quando ocorrerem ao 
lado de um verbo de ligação, ou equivalerem a a 
alguém. 
Ex.: Esta aula lhes será útil. 
2.2. Adjunto Adnominal – quando indicarem posse na 
oração. 
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Ex.: Roubaram-lhe os documentos. 
2.3. Objeto Indireto – quando equivalerem a a ele(s), 
a ela(s). 
Ex.: Obedeça-lhe sempre. 
 
3. ME, TE, SE, NOS, VOS – podem exercer até 4 
funções sintáticas. 
3.1 – Complemento Nominal – quando 
acompanharem verbo de ligação ou equivalerem a a 
alguém. 
Ex.: Tenha-me respeito. Eu vos pareço preocupado? 
 
3.2 – Adjunto Adnominal – quando indicarem posse 
na oração. 
Ex.: Giovana lavou-me as roupas. 
Ex.: A proximidade das provas tira-nos o sono. 
 
3.3 – Objeto Indireto – quando equivalerem a a mim, 
a ti, a si, a nós, a vós. 
Ex.: O professor me entregou a sua prova. 
Ex.: Os alunos sempre nos pedem outro exemplo. 
 
3.4 – Objeto Direto – quando equivalerem ao 
pronome pessoal do caso reto equivalente. 
Ex.: Lorena me ama. 
 Eu 
Ex.: Tua mãe te viu na praia. 
 Tu 
 
 
 
 
 
18 – Período Composto 
Constituído por mais de uma oração. 
O período composto pode ser: 
■ PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO 
 No período composto por coordenação, as 
orações se ligam pelo sentido, mas não existe 
dependência sintática entre elas. 
As orações coordenadas de subdividem em: 
• Assindéticas- Não são introduzidas por conjunção. 
 Ex.: Trabalhou, sempre irá trabalhar. 
• Sindéticas - São introduzidas por conjunção. Esse 
tipo de oração se subdivide em: 
1- Aditiva: ideia de adição, acréscimo, soma. 
Principais conjunções usadas: e, nem, e nem, e 
não, mas ... também, como, não só...como. 
Ex.: O professor não somente elaborou exercícios 
como também uma extensa prova. 
 
2- Adversativa: ideia de contraste, oposição, 
contradição. Principais conjunções usadas: mas, 
contudo, entretanto, porém, todavia, no entanto, 
senão. 
Ex.: O professor elaborou um exercício simples, 
mas a prova foi bastante complexa. 
 
3- Alternativa: ideia de alternativa, exclusão. 
Principais conjunções usadas: quer...quer, 
ora...ora, ou...ou, seja...seja, já...já, ou 
Ex.: Ou o professor elabora o exercício ou desiste 
de aplicar a prova. 
 
4- Conclusiva: ideia de dedução, conclusão. 
Principais conjunções usadas: portanto, pois, logo, 
por isso. 
Ex.: O professor não elaborou a prova, logo não 
poderá aplicá-la na data planejada. 
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5- Explicativa: ideia de explicação, motivo. 
Principais conjunções usadas: pois, porque, 
porquanto, pois. 
Ex.:O professor não elaborou a prova, porque 
ficou doente. 
A conjunção “pois” pode introduzir orações 
conclusivas ou explicativas. Quando tiver dúvidas, 
procure substituí-la por outras conjunções. 
 
■ PERÍODO COMPOSTO SUBORDINADO 
 No período subordinado, existem pelo menos 
uma oração principal e uma subordinada. 
A oração principal é sempre incompleta, ou 
seja, alguma função sintática está faltando. 
As orações subordinadas desempenham a 
função sintática que falta na principal: objeto direto, 
indireto, sujeito, predicativo, complemento nominal... 
Ex.: 
O rapaz gostava / de que todos olhassem para ele. 
Oração principal: O rapaz gostava 
Oração subordinada: de que todos olhassem para ele. 
As orações subordinadas se subdividem em: 
Substantivas, Adjetivas, Adverbiais 
 
As orações desenvolvidas são aquelas nas 
quais o verbo está conjugado em algum tempo: 
presente, pretérito e futuro. 
Ex.: Esperamos que passe de ano. 
 
As orações reduzidas são aquelas nas quais o 
verbo está em uma das formas nominais: infinitivo, 
gerúndio ou particípio. 
Ex.: Só sei cantar em italiano. 
 
■ ORAÇÕES SUBORDINADAS 
Podem ser: Adverbiais, Adjetivas ou 
Substantivas. 
 Subordinadas Adverbiais 
1. causal: porque, já que, visto que, como, na 
medida em que, uma vez que. 
2. condicional: se, caso, somente se, desde que. 
3. concessiva: embora, ainda que, se bem que, 
mesmo que, apesar de que, não obstante, 
malgrado 
4. consecutiva: tão...que, tanto...que, 
tamanho...que 
5. conformativa: conforme, como, consoante, 
segundo 
6. comparação: como, mais que, menos que, tal 
qual, tal que, tal como 
7. tempo: quando, logo que, assim que, mal 
8. proporção: à proporção que, à medida que 
9. finalidade: a fim d que, para, para que 
 
Subordinadas Adjetivas 
São as orações iniciadas por pronome relativo 
( que , quem , quanto(a)(s), como, onde, cujo(a)(s), o 
qual, a qual, os quais, as quais.) 
Podem ser: 
 restritivas (sem vírgula antes do Pronome 
Relativo), 
 explicativas(com vírgula antes do pronome 
relativo). 
 
Subordinadas Substantivas 
São orações iniciadas por conjunção 
integrante (que, se) 
Podem ser: 
 Subjetivas – valor de sujeito 
 Objetiva direta – valor de objeto direto. 
 Objetiva indireta – valor de objeto indireto. 
 Predicativa – valor de predicativo 
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 Completiva Nominal – valor de complemento 
nominal 
 Apositiva – valor de aposto (é a única que admite 
pontuação separando a oração principal daoração 
subordinada substantiva). 
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19 – Emprego das Classes de Palavras 
 São dez as classes de palavras na Língua 
Portuguesa divididas em dois grupos: variáveis 
(substantivo, adjetivo, pronome, verbo, artigo, 
Numeral) e invariáveis (advérbio, conjunção, 
preposição e interjeição). 
1. SUBSTANTIVO 
1. próprio 6. abstrato 
2. comum 7. primitivo 
3. simples 8. derivado 
4. composto 9. coletivo 
5. concreto 
 
2. ARTIGO 
1. definido 2. indefinido 
 
3. NUMERAL 
1. cardinal 3. multiplicativo 
2. ordinal 4. Fracionário 
 
4. PRONOME 
1. pessoal 4. indefinido 
2. possessivo 5. interrogativo 
3. demonstrativo 6. relativo 
 
5. ADJETIVO 
1. explicativo 2. Restritivo 
 
6. VERBO 
1. regular A. na voz ativa 
2. irregular B. na voz passiva 
3. defectivo C. na voz reflexiva 
 
7. ADVÉRBIO 
1. de lugar 5. de afirmação 
2. de tempo 6. de negação 
3. de modo 7. de dúvida 
4. de intensidade 
 
 
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8. PREPOSIÇÃO 
1. essencial 2. Acidental 
 
9. CONJUNÇÃO 
 A. COORDENATIVA B. SUBORDINATIVA 
1. aditiva 1. integrante 
2. adversativa 2. adverbial 
3. alternativa a. final 
4. conclusiva b. conformativa 
5. explicativa c. comparativa 
 d. proporcional 
 e. temporal 
 f. condicional 
 g. concessiva 
 h. causal 
 i. consecutiva 
 
10 INTERJEIÇÃO 
 
1 – SUBSTANTIVO 
É a palavra variável em gênero, número e grau, 
que dá nome aos seres em geral. 
1. COMUM: refere-se a todos os seres da mesma 
espécie: rio, cidade, país, menino, pedra etc. 
2. PRÓPRIO: refere-se a um só indivíduo da espécie 
e é sempre grafado com inicial maiúscula: 
Tocantins, Porto Alegre, Brasil, João, Nair. 
3. SIMPLES: quando é formado por um só radical: 
água, pé, couve, ódio, tempo, sol. 
4. COMPOSTO: quando é formado por mais de 
um radical: água-de-colônia, pé-de-moleque, 
couve-flor, amor-perfeito, girassol, fidalgo etc. 
5. PRIMITIVO: quando não provém de outra 
palavra existente na língua portuguesa: flor, 
pedra, ferro, casa. 
6. DERIVADO: quando provém de outra palavra da 
língua portuguesa: florista, pedreiro, ferreiro, 
casebre, jornaleiro. 
7. CONCRETO: quando designa os seres – de 
existência real ou não – que não dependam de 
Outros para poderem existir: casa, cadeira, 
caneta, fada, bruxa, saci etc. 
8. ABSTRATO: quando designa as coisas que não 
existem por si só, isto é, o substantivo mantém 
dependência com outros seres para poder 
existir: trabalho, corrida, estudo, altura, amor, 
ódio, paz, guerra etc. 
Há uma maneira melhor para traçarmos uma 
definição entre o que é concreto e abstrato. 
9. COLETIVO: é o substantivo que, mesmo sendo 
singular, designa um grupo de seres da mesma 
espécie. Veja alguns coletivos que merecem 
destaque: 
 alavão - de ovelhas leiteiras 
 alcatéia - de lobos 
 álbum - de fotografias, de selos 
 antologia - de trechos literários escolhidos 
 armada - de navios de guerra 
 armento - de gado grande (búfalo, elefantes, 
etc.) 
 arquipélago - de ilhas 
 atilho - de espigas de milho 
 assembleia - de parlamentares, de membros 
 atilho - de espigas de milho de associações 
 atlas - de cartas geográficas, de mapas 
 banca - de examinadores 
 bandeira - de garimpeiros, de exploradores 
de minérios 
 bando - de aves, de crianças, etc. 
 cabido - de cônegos 
 cacho - de uvas, de bananas 
 cáfila - de camelos 
 cambada - de ladrões, de caranguejos, 
vadios, 
 malvados 
 caravana - de viajantes 
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OS: 0149/2/18-Gil 
 cardume - de peixes 
 clero - de sacerdotes 
 colméia - de abelhas 
 concílio - de bispos 
 conclave - de cardeais em reunião para 
eleger o papa 
 congregação - de professores, de religiosos 
 congresso - de parlamentares, de cientistas 
 conselho - de ministros 
 consistório - de cardeais sob a presidência 
do papa 
 constelação - de estrelas 
 corja - de vadios 
 elenco - de artistas 
 enxame - de abelhas 
 enxoval - de roupas 
 esquadra - de navios de guerra 
 esquadrilha - de aviões 
 falange - de soldados, de anjos 
 farândola - de maltrapilhos 
 fato - de cabras 
 fauna - de animais de uma região 
 feixe - de lenha, de raios luminosos 
 flora - de vegetais de uma região 
 frota - de navios mercantes, de táxis, de 
ônibus 
 girândola - de fogos de artifício 
 horda - de invasores, de selvagens, de 
bárbaros 
 junta - de bois, médicos, de examinadores 
 júri - de jurados 
 legião - de anjos, de soldados, de demônios 
 malta - de desordeiros 
 manada - de bois, de elefantes 
 matilha - de cães de caça 
 ninhada - de pintos 
 nuvem - de gafanhotos, de fumaça 
 panapaná - de borboletas 
 pelotão - de soldados 
 penca - de bananas, de chaves 
 pinacoteca - de pinturas 
 plantel - de animais de raça, de atletas quadrilha - de ladrões, de bandidos 
 ramalhete - de flores 
 réstia - de alhos, de cebolas 
 récua - de animais de carga 
 romanceiro - de poesias populares 
 resma - de papel 
 revoada - de pássaros 
 súcia - de pessoas desonestas 
 vara - de porcos 
 vocabulário - de palavras 
 
2 – ADJETIVO 
 É a palavra que modifica o substantivo, 
indicando qualidades, defeitos, características dos 
seres. O adjetivo pode ser: 
 Uniforme – possui uma só forma: homem 
inteligente; mulher inteligente. 
 Biforme – possui duas formas: homem bonito; 
mulher bonita. 
 Simples – constituído por um único adjetivo: 
situação econômica. 
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 Composto – constituído por dois ou mais adjetivos: 
situação sócio-político-econômica. 
 Pátrio – qualifica o ser segundo a sua origem: 
Belém (PA) – belenense, Rio de Janeiro (Estado) – 
fluminense, Rio de Janeiro (cidade) - carioca 
 Locução adjetiva – são expressões de duas ou mais 
palavras com valor de adjetivo, sendo a primeira 
sempre uma preposição (geralmente DE): de 
abelha = apícola, de intestino = celíaco ou entérico. 
 
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS 
A flexão pode ser: 
a) de número: singular (um só ser) ou plural (mais 
de um ser). 
b) de gênero: masculino ou feminino. 
c) de grau: aumentativo (maior que o normal) ou 
diminutivo (menor que o normal). 
 
■ FLEXÃO DE NÚMERO 
Substantivos Simples 
1. Se as palavras terminarem em vogal, acrescenta-
se S. 
Ex.: a - as; elegante - elegantes; siri - siris; 
trabalho - trabalhos; tatu - tatus etc. 
2. Se as palavras terminarem em R ou Z, acrescenta-
se ES. 
Ex.: jantar - jantares; faquir - faquires; vez - vezes; 
luz - luzes etc. 
3. Se as palavras terminarem em AL, EL, OL, UL, 
troca-se o L por IS. 
Ex.: casal - casais; anel -anéis; lençol - lençóis; 
azul - azuis etc. 
4. Se as palavras terminarem em IL, troca-se: 
a) o L por S nas oxítonas. Ex.: barril - barris; 
funil - funis etc. 
b) o IL por EIS nas paroxítonas. Ex.: fácil - fáceis; 
fértil - férteis etc. 
5. Se as palavras terminarem em ÃO, há três 
maneiras de formar o plural: 
a) Acrescenta-se S. 
Ex.: mão - mãos; irmão - irmãos etc. 
b) Troca-se o ÃO por ÃES. 
Ex.: pão - pães; capitão - capitães etc. 
c) Troca-se o ÃO por ÕES. 
Ex.: patrão - patrões; leitão - leitões etc. 
OBS.: algumas palavras terminadas em ÃO têm 
mais de um plural. 
Ex.: alazão – alazões; alazães; aldeão – 
aldeãos,aldeões. 
6. Se as palavras terminarem em S, forma-se o 
plural de duas maneiras: 
a) Acrescenta-se ES nas oxítonas e 
monossílabas. 
Ex.: ananás - ananases; mês - meses etc. 
b) Não se modificam as paroxítonas. 
Ex.: o pires - os pires; o lápis - os lápis etc. 
7. Se as palavras terminarem em M, troca-se o M 
por NS. 
Ex.: homem - homens; bom - bons etc. 
8. Se as palavras terminarem em N, acrescenta-se S. 
Ex.: hífen - hifens; pólen - polens etc. 
9. Se as palavras terminarem em X, não se 
modificam. 
Ex.: o tórax - os tórax; o xérox - os xérox. 
 
Substantivos Compostos (com dois elementos) 
1. Ligados sem hífen - formam o plural como os 
substantivos simples: girassóis, aguardentes, 
fidalgos. 
2. Ligados com hífen, há duas combinações 
possíveis de palavras: VARIÁVEIS INVARIÁVEIS 
a) substantivo + substantivo 
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b) substantivo + adjetivo 
c) adjetivo + substantivo 
d) numeral + substantivo 
e) substantivo + pronome 
f) verbo + verbo 
g) verbo + advérbio 
h) verbo + substantivo 
i) advérbio + adjetivo 
j) interjeição + substantivo 
3. Formados por dois substantivos, sendo que o 
segundo limita ou determina o primeiro, 
indicando tipo ou finalidade, somente o primeiro 
elemento varia: bananas-maçã, tubarões-
martelo, etc. 
a) Amor-perfeito => amores-perfeitos; 
cachorro-quente => cachorros-quentes. 
b) Boa-vida => boas-vidas; má-língua => más-
línguas. 
c) Primeira-dama => primeiras-damas; sexta-
feira => sextas-feiras. 
d) Padre-nosso => padres-nossos. Se você 
considerar o nome da reza como pai-nosso: 
há duas possibilidades: pais-nossos 
(seguindo a regra) ou pai-nossos, 
considerando que o Pai é apenas um, mas é 
de todos nós. 
e) Compostos formados por verbos 
repetidos, ambos os elementos variam: 
correscorres, pegas-pegas. 
f) Compostos formados por verbos opostos, 
nenhum elemento varia: os vai-volta, os 
ganha-perde. 
g) Bota-fora => os bota-fora. 
h) Vira-lata => vira-latas; beija-flor => beija-
flores; guarda-sol => guarda-sóis. 
i) Bem-amado => bem-amados; abaixo-
assinado => abaixo-assinados. 
j) Ave-maria => ave-marias; salve-rainha => 
salve-rainhas. 
Outros casos: 
k) Unidos por preposição: só o primeiro 
elemento varia: pés-de-moleque; mulas-
semcabeça. 
l) Formados de verbo seguido de 
substantivo no plural: ambos os elementos 
ficam invariáveis: o saca-rolhas => os saca-
rolhas; o troca-letras => os troca-letras. 
m) Formados por grão, grã, bel, vice, co, mor, 
afro, luso seguidos de substantivos: varia o 
segundo elemento apenas: co-diretores; 
vice-prefeitos. 
n) Frases substantivadas ficam invariáveis: a 
Maria-vai-com-as-outras => as Maria-
vaicom-as-outras. 
o) Arco-íris é invariável. 
p) Em palavras onomatopéicas, o plural é feito 
no último elemento: teco-tecos, 
pinguepongues, bem-te-vis, etc. 
 
3 – ADJETIVOS 
a) Os adjetivos simples formam o plural da mesma 
maneira que os substantivos simples. 
OBS.: os substantivos empregados como adjetivos 
ficam INVARIÁVEIS: bolsas café, homens monstro. 
b) Os adjetivos compostos variam somente o último 
elemento, tanto em gênero quanto em número: 
hospitais médico-cirúrgicos, crises político-
econômicas. 
OBS.: Se o último elemento for substantivo, o 
adjetivo composto fica invariável: bolsas marrom- 
café, camisetas amarelo-mostarda. 
 * Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-
celeste ficam invariáveis. 
 * No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os 
elementos variam: crianças surdas-mudas. 
 
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■ FLEXÃO DE GÊNERO 
 Substantivos 
Para passar as palavras que aparecem no 
masculino para o feminino, é preciso observar o 
seguinte: 
1. Nas palavras terminadas em O, troca-se o O por 
A. 
2. Nas palavras terminadas em R ou S, acrescenta-
se A. 
3. Nas palavras terminadas em ÃO, forma-se o 
feminino pela troca de: 
a) ÃO por Ã: irmão - irmã; órfão - órfã etc. 
b) ÃO por OA: patrão - patroa; leitão - leitoa 
etc. 
c) ÃO por ONA: bonitão - bonitona; sabichão - 
sabichona etc. 
Há palavras que não se enquadram nesses 
casos. Algumas têm feminino bem diferente: 
 abade: a abadessa 
 alcaide: a alcaidessa, a alcaidina 
 aldeão: a aldeã 
 alfaiate: a alfaiata 
 anfitrião: a anfitrioa, a anfitriã 
 apóstolo: a apóstola 
aprendiz: a aprendiza 
 arcebispo: a arquiepiscopisa 
 asno: a asna 
 ateu: a atéia 
 avejão: a ave 
 bacharel: a bacharela 
 barão: a baronesa 
 bispo: a episcopisa 
 búfalo: a búfala 
 bugre: a bugra 
 burro: a besta 
 cáiser: a caiserina 
 capiau: a capioa 
 capitão: a capitã 
 cavaleiro: a cavaleira, a amazona 
 cavalheiro: a dama 
 charlatão: a charlatã, a charlatona 
 cidadão: a cidadã 
 comandante: a comandanta 
 comediante: a comedianta 
 conde: a condessa 
 cônego: a canonisa 
 confrade: a confreira 
 cônsul: a consulesa (esposa), 
 a cônsul (funcionária) 
 coronel: a coronela 
 cupim: a arará 
 czar: a czarina 
 deputado: a deputada 
 deus: a deusa, a diva, a déia 
 diabo: a diaba, a diáboa, a diabra 
 diácono: a diaconisa 
 doge: a dogesa, a dogaresa 
 dragão: a dragoa ( sentido figurado) 
 duque: a duquesa 
 elefante: a elefanta 
 embaixador: a embaixadora (funcionária), a 
embaixatriz (esposa) 
 ermitão: a ermitoa, a ermitã 
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 etíope: a etiopisa 
 faisão: a faisoa, a faisã 
 faquir: a faquiresa 
 fariseu: a fariséia 
 felá: a felaína 
 filhote: a filhota 
 filisteu: a filistéia 
 frade: a freira 
 frei: a sóror, a soror 
 garçom: a garçonete 
 general: a generala 
 
■ CASOS IMPORTANTES: 
· SUBSTANTIVOS EPICENOS: são os que se referem 
apenas a animais e não sofrem alteração. A 
distinção se faz pelo acréscimo de macho ou de 
fêmea. Ex.: jacaré macho - jacaré fêmea; cobra 
macho - cobra fêmea. 
· SUBSTANTIVOS COMUNS DE DOIS GÊNEROS: 
são os que têm uma só forma para o masculino 
e para o feminino. A distinção se faz pelas 
palavras que acompanham o substantivo (artigo, 
adjetivo). Ex.: o pianista - a pianista; cliente antigo 
- cliente antiga etc. 
· SUBSTANTIVOS SOBRECOMUNS: são os que não 
se flexionam, não flexionando também as palavras 
que os acompanham. Ex.: A criança bonita chama-
se Ana. // A criança bonita chama-se Júnior. 
 
4 – ADJETIVOS 
Podem ser: 
a) uniforme quando apresenta uma única forma 
para os dois gêneros: homem inteligente / 
mulher inteligente. 
b) biforme quando apresenta duas formas, uma 
para o masculino e outra para o feminino: 
homem bonito / mulher bonita. 
■ FLEXÃO DE GRAU 
Substantivos 
A indicação do grau do substantivo pode ser 
feita de duas maneiras: 
a) Analiticamente: determinando-se o substantivo 
por um adjetivo que indica aumento ou 
diminuição: homem grande. 
b) Sinteticamente: anexando-se ao substantivo 
sufixos indicadores de grau: homenzarrão. 
Neste último caso, para que uma palavra 
flexione para o grau diminutivo, geralmente 
acrescentamos-lhe -INHO; para o grau aumentativo, 
acrescentamos-lhe geralmente -ÃO. Às vezes, porém, 
aparece Z antes de -inho e -ão. 
Você não terá dúvidas em usar esse Z se ler 
isto com atenção: 
Usa-se Z antes de -INHO (diminutivo) ou de -
ÃO (aumentativo) quando a palavra for: 
a) terminada em ão, ã, m, n. 
Ex.: aviãoZINHO - aviãoZÃO; irmãoZINHO - 
irmãoZÃO; bombonZINHO - bombonZÃO; 
hifenZINHO - hifenZÃO etc. 
 b) monossílaba, oxítona ou proparoxítona. 
Ex.: peZINHO - peZÃO; paletoZINHO - 
paletoZÃO; cerebroZINHO - cerebroZÃO etc. 
É, claro, que em outros casos não se usa Z: 
carrinho - carrão; sapatinho - sapatão etc. 
Algumas palavras formam o aumentativo e o 
diminutivo de modos diferentes: amigo – amigalhão, 
animal – animalaço, bala – balaço ou balázio, barca – 
barcaça 
diminutivos: aldeia – aldeola, animal – 
animalejo, astro – asteróide, badeira – badeirola. 
 
2 – ARTIGO 
 É uma palavra que antepomos aos 
substantivos para determiná-los. Indica-lhes, ao 
mesmo tempo, o gênero e o número. 
 
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Dividem-se em: 
· definidos: o, a, os, as 
· indefinidos: um, uma, uns, umas 
Os definidos determinam os substantivos de modo 
preciso, particular: Viajei com o médico. (Um médico 
referido, conhecido, determinado). 
Os indefinidos determinam os substantivos de modo 
vago, impreciso, geral: Viajei com um médico. (Um 
médico não referido, desconhecido, indeterminado). 
Isoladamente, os artigos são palavras de todo vazias 
de sentido. 
 
3 – NUMERAL 
 É a palavra que indica quantidade, ordem, 
múltiplo ou fração. 
O numeral classifica-se em: 
- cardinal - quando indica quantidade 
- ordinal - quando indica ordem 
- multiplicativo - quando indica multiplicação 
- fracionário - quando indica fracionamento 
Exemplos: 
Sílvia comprou dois livros. 
Antônio marcou o primeiro gol. 
Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço 
O galinheiro ocupava um quarto do quintal 
 
Emprego do Numeral 
Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, 
capítulos, etc. empregam-se, de 1 a 10, os ordinais. 
João Paulo II (segundo) ano III (ano terceiro) 
Luís X (décimo) ano I (primeiro) 
Pio IX (nono) século IV (quarto) 
De 11 em diante, empregam-se os cardinais: 
Leão XIII (treze) ano XI (onze) 
Pio XLI (doze) século XVI (dezesseis) 
Luís XV (quinze) capitulo XX (vinte) 
Se o numeral aparece antes, é lido com ordinal: 
XX Salão do Automóvel (vigésimo) 
VI Festival da Canção (sexto) 
IV Bienal do Livro (quarta) 
XVI capitulo da telenovela (décimo sexto) 
Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar 
preferência ao emprego do ordinal. 
Hoje é primeiro de setembro. 
Não é aconselhável iniciar período com algarismos: 
16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia. 
 
4 – PRONOME 
 É a palavra que substitui ou acompanha um 
substantivo, indicando a pessoa do discurso. 
Quando o pronome representa o substantivo, 
dizemos tratar-se de pronome substantivo. 
O professor chegou. Ele chegou. 
Convidei o professor para a festa. Convidei-o 
para a festa. 
Quando o pronome vem determinando o 
substantivo, restringindo a extensão de seu 
significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. 
Esta casa é antiga.(esta). 
Meu livro é antigo. ..(meu) 
Classificação dos Pronomes 
Há seis tipos de pronomes: pessoais, 
possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e 
interrogativos. 
 Pronomes Pessoais 
São aqueles que representam as pessoas do discurso: 
1ª pessoa: quem fala, o emissor: Eu saí. 
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2ª pessoa: com quem se fala, o receptor: Tu saíste. 
3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente: 
Ele saiu. 
Os pronomes pessoais são os seguintes: 
NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO 
singular 
1ª Eu me, mim, comigo 
2ª Tu te, ti, contigo 
3ª Ele, Ela se, si, consigo, o, a, lhe 
plural 
1ª Nós, nos, conosco 
2ª Vós, vos, convosco 
3ª Eles, Elas se, si, consigo, os, as, lhes 
1. Os pronomes pessoais do caso reto (eu,tu, 
ele/ela, nós, vós, eles/elas) devem ser 
empregados na função sintática de sujeito. 
Considera-se errado seu emprego como 
complemento. 
2. Na função de complemento, usam-se os 
pronomes oblíquos e não os pronomes retos. 
3. Os pronomes retos (exceto eu e tu), quando 
antecipados de preposição, passam a funcionar 
como oblíquos. Neste caso, considera-se correto 
seu emprego como complemento. 
4. As formas eu e tu só podem funcionar como 
sujeito. Considera-se errado seu emprego como 
complemento. 
Nunca houve desentendimento entre eu e tu. 
(errado) 
Nunca houve desentendimento entre mim e ti. 
(certo) 
Como regra prática, podemos propor o seguinte: 
quando precedidas de preposição e sem verbo à 
frente, não se usam as formas retas eu e tu, mas 
as formas oblíquas mim e ti. 
Há, no entanto, um caso em que se empregam 
as formas retas eu e tu mesmo precedidas 
por preposição: quando essas formas funcionam 
como sujeito de um verbo no infinitivo. 
Deram o livro para EU ler (ler: sujeito) 
Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) 
Verifique que, neste caso, o emprego das formas 
retas eu e tu é obrigatório, na medida em que 
tais pronomes exercem a função sintática de 
sujeito. 
5. Os pronomes oblíquos se, si, consigo devem 
ser empregados somente como reflexivos. 
Considera-se errada qualquer construção em que 
os referidos pronomes não sejam reflexivos. 
6. Os pronomes oblíquos conosco e convosco são 
utilizados normalmente em sua forma sintética. 
7. Os pronomes oblíquos podem aparecer 
combinados entre si. As combinações 
possíveis são as seguintes: 
me + o = mo me + os = mos 
te + o = to te + os = tos 
lhe + o = lho lhe + os = lhos 
nos + o = no-lo nos + os = no-los 
vos + o = vo-lo vos + os = volos 
lhes + o = lho lhes + os = lhos 
A combinação também é possível com os 
pronomes oblíquos femininos a, as: 
me + a = ma me + as = mas 
te + a = ta te + as = tas 
8. As formas oblíquas O, AS, OS, AS são sempre 
empregadas como complemento de verbos 
transitivos diretos, ao passo que as formas LHE, 
LHES são empregadas como complemento de 
verbos transitivos indiretos. 
O menino convidou-a (V.T.D.) O filho obedece-lhe 
(V.T.I.) 
Cuidado com novelas em que haja personagens 
regionalistas e usos populares, pois se 
consideram erradas construções em que o 
pronome O (e flexões) aparece como 
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complemento de verbos transitivos indiretos, 
assim como as construções em que o 
pronome LHE (LHES) aparece como 
complemento de verbos transitivos diretos. 
Eu lhe vi ontem. (errado) 
Nunca o obedeci. (errado) 
Eu o vi ontem. (certo) 
Nunca lhe obedeci. (certo) 
9. Há pouquíssimos casos em que o pronome 
oblíquo pode funcionar como sujeito. Isso ocorre 
com os verbos deixar, fazer, ouvir, mandar, 
sentir, ver seguidos de infinitivo; o pronome 
oblíquo será sujeito desse infinitivo. 
Deixei-o sair. 
Vi-o chegar. 
Sofia deixou-se estar à janela. 
Deixei-o sair = deixei que ele saísse. 
10. Não se considera errada a repetição de 
pronomes oblíquos. 
A mim, ninguém me engana. 
A ti tocou-te a máquina mercante. 
Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo 
não constitui pleonasmo vicioso, e sim ênfase. 
11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem 
a pronomes possessivos, exercendo função 
sintática de adjunto adnominal. 
Roubaram-me o livro = roubaram meu livro. 
Não escutei-lhe os conselhos = não escutei os 
seus conselhos. 
 
 Pronomes de Tratamento 
Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-
se os pronomes de tratamento. Referem-se à pessoa a 
quem se fala, embora a concordância deva ser feita 
com a terceira pessoa. Convém notar que, 
exceção feita a você, esses pronomes são empregados 
no tratamento cerimonioso. 
PRONOME ABREVIATURA EMPREGO 
Vossa Alteza V.A. 
príncipes, 
duques 
Vossa 
Eminência 
V.Emª 
cardeais 
 
Vossa 
Excelência 
V.Exª 
altas 
autoridades em 
geral 
Vossa 
Magnificência 
V.Magª 
reitores de 
universidades 
Vossa 
Reverendíssima 
V.Revmª 
sacerdotes em 
geral 
Vossa 
Santidade 
V.S. Papas 
Vossa Senhoria V.Sª 
funcionários 
graduados 
Vossa 
Majestade 
V.M. 
reis, 
imperadores 
 
São também pronomes de tratamento: o senhor, a 
senhora, senhorita, você(s). 
 Pronomes Possessivos 
Os pronomes possessivos referem-se às 
pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de 
alguma coisa. 
Quando digo, por exemplo, meu livro, a 
palavra meu informa que o livro pertence à 1ª pessoa 
(eu). 
Eis as formas dos pronomes possessivos: 
1ª pessoa singular: meu, minha, meus, minhas 
1ª pessoa plural: nosso, nossa, nossos, nossas 
2ª pessoa singular: teu, tua, teus, tuas 
2ª pessoa plural: vosso, vossa, vossos, vossas 
3ª pessoa singular: seu, sua, seus, suas 
3ª pessoa plural: seu, sua, seus, suas 
 
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 Pronomes Demonstrativos 
 São aqueles que determinam, no tempo ou no 
espaço, a posição da coisa designada em relação à 
pessoa gramatical. 
Quando digo este livro, estou afirmando que o 
livro se encontra perto de mim, a pessoa que fala. 
Por outro lado, esse livro indica que o livro 
está longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; 
aquele livro indica que o livro está longe de ambas as 
pessoas. 
Os pronomes demonstrativos são estes: 
este (e variações), isto = 1ª pessoa 
esse (e variações), isso = 2ª pessoa 
aquele (e variações), próprio (e variações) 
mesmo (e variações), próprio (e variações) 
semelhante (e variação), tal (e variação) 
 
 Emprego dos Demonstrativos 
1. ESTE (e variações) e ISTO são usados para indicar o 
que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela 
que fala): Este documento que tenho nas mãos 
não é meu. 
2. ESSE (e variações) e ISSO são usados para indicar 
o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela 
com quem se fala): Esse documento que tens na 
mão é teu? 
3. AQUELE (e variações) e AQUILO são usados para 
indicar o que está longe das duas primeiras 
pessoas e refere-se à 3ª: Aquele documento que 
lá está é teu? 
4. Tal é pronome demonstrativo quando tomado 
na acepção de este, isto, esse, isso, aquele, 
aquilo: Tal era a situação do País. 
 
 Pronomes Relativos 
 São palavras que representam nomes já 
referidos, com os quais estão relacionados. Daí 
denominarem-se relativos. 
A palavra que o pronome relativo representa 
chama-se antecedente. 
Aquele é o aluno que se aprovou em primeiro 
lugar. 
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS 
Masculino Feminino 
o qual; os quais; a qual ; as quais; quem; cujo; 
cujos; cuja; cujas; que; quanto; quantos; quanta; 
quantas; onde 
 
Observações: 
1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, 
tem antecedente, vem sempre antecedido de 
preposição e equivale a O QUAL. 
O médico de quem falo é meu conterrâneo. 
2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da 
qual, e precedem sempre um substantivo sem 
artigo: 
Qual será o animal cujo nome a autora não quis 
revelar? 
3. QUANTO(s)e QUANTA(s) são pronomes 
relativos quando precedidos de um dos 
pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), 
todos, todas: 
Tenho tudo quanto quero. 
Leve tantos quantos precisar. 
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se 
quebrou. 
4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre 
antecedente e equivale a em que: 
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. 
 Pronomes Indefinidos 
Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do 
discurso, designando-a de modo vago, impreciso, 
indeterminado. 
1. São pronomes indefinidos substantivos: algo, 
alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, 
outrem, quem, tudo: Algo aconteceu aqui. 
2. São pronomes indefinidos adjetivos: cada, certo, 
certos, certa, certas. 
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Cada povo tem seus costumes. 
 Pronomes Interrogativos 
Aparecem em frases interrogativas. Como os 
indefinidos, referem-se de modo impreciso à 3ª 
pessoa do discurso. Exemplos: 
Que há? 
Que dia é hoje? 
Reagir contra quê? 
Por que motivo não veio? 
Quem foi? 
Qual será? 
Quantos vêm? 
Quantas irmãs tens? 
 
■ COLOCAÇÃO PRONOMINAL. 
Quando usamos os pronomes pessoais do 
caso oblíquo, eles ganha um lugar especial junto ao 
verbo. 
Lembre-se de que: 
1. o pronome que usaremos, os oblíquos átonos 
me, te, o(s), a(s), se, lhe(s), nos e vos sempre 
estão recebendo a ação do verbo e não fazendo. 
2. a apresentação das orações a seguir estarão 
corretas por mais que soem esquisitas, feias. Não 
estranhe, pois você está trabalhando com o lado 
culto da Língua Portuguesa, justamente o que 
não se usa no seu cotidiano, mas o que é 
solicitado em uma prova! 
Existe uma ordem de prioridade na colocação 
pronominal: 1º tente fazer próclise, depois mesóclise 
e em último caso ênclise. 
 PRÓCLISE: É a colocação pronominal antes (pró) do 
verbo. 
 MESÓCLISE: É a colocação pronominal no meio 
(meso) do verbo. 
 ÊNCLISE: É a colocação pronominal depois (end = 
fim) do verbo. 
PRÓCLISE OBRIGATÓRIA 
 Quando antes do verbo houver um advérbio 
qualquer. 
 Quando antes do verbo houver um pronome 
qualquer. 
 Quando antes do verbo houver uma conjunção 
adverbial qualquer. 
 Em frases optativas ou exclamativas. 
 Quando o verbo estiver no gerúndio antecedido 
da preposição EM. 
 
MESÓCLISE OBRIGATÓRIA 
 Quando não for obrigatória a próclise e o verbo 
da frase estiver no futuro. 
 
ÊNCLISE OBRIGATÓRIA 
 No início de frase; não se inicia oração com 
pronome pessoal oblíquo átono. 
 Quando antes do verbo houver uma conjunção 
coordenada. 
 Não se usa a ênclise após verbo no particípio. 
 
■ OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 
Emprego de o, a, os, as 
1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral 
os pronomes o, a, os, as não se alteram. Ex.: 
Chame-o agora. Deixei-a mais tranquila. 
2) Em verbos terminados em R, S ou Z, estas 
consoantes alteram-se para L e acrescentam-se 
os pronomes o, a, os, as. Ex.: (Encontrar) 
Encontrá-lo é o meu maior sonho. (Fiz) Fi-lo para 
você. 
3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, 
em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as 
alteram-se para no, na, nos, nas. Ex.: Chamem-no 
agora. Põe-na sobre a mesa. 
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4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos 
mo, to, lho, no-lo, vo-lo, formas em desuso, 
podem ocorrer em próclise, ênclise ou mesóclise. 
Ex.: Ele mo deu. (Ele me deu o livro) 
5) Os verbos terminados em –mos perderão o s 
final quando seguidos pelos pronomes nos ou 
vos: Encontramo-nos sempre perdidos neste 
assunto. 
 
5 – ADJETIVOS 
A mudança de grau do adjetivo pode ser obtida por 
dois processos: 
a) Sintético: através de sufixos. 
b) Analítico: através do acréscimo de alguma palavra 
que modifique o adjetivo. 
 
Grau Comparativo 
a) de igualdade (tão + adjetivo + quanto) 
b) de superioridade (mais + adjetivo + [do] que) 
c) inferioridade (menos + adjetivo + [do] que) 
 
6 – VERBO 
 É a palavra variável que exprime ação, estado, 
mudança de estado e fenômeno, situando-os no 
tempo. 
O verbo é a classe de palavras que mais há 
variações na Língua Portuguesa. Essas variações são 
chamadas de conjugações. 
 
VOZES VERBAIS 
O sujeito do verbo pode ser: 
a) agente do fato expresso: O verbo está na voz 
ativa. 
b) paciente do fato expresso: O verbo está na voz 
passiva. 
c) agente e paciente do fato expresso: O verbo está 
na voz reflexiva. 
FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS 
Dá-se o nome de rizotônica à forma verbal 
cuja sílaba tônica está no radical. 
Fal o – Estud o – Am o 
Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal 
cujo acento tônico está fora do radical. 
Fal amos – Estud arei. - Am ássemos 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS 
Os verbos classificam-se em: 
a) Regulares - são aqueles que não provocam 
alterações no radical. 
Dica: todos os verbos terminados em IAR são 
garantidamente regulares: arriar, abreviar, 
acariciar, adiar, 
Apenas CINCO verbos terminados por IAR são 
conjugados como os finalizados por EAR 
(florEAR = florEIO), isto é, ganham um I eufônico 
nas formas rizotônicas. Lembram a palavra 
Mário: mediar (medeio), ansiar, remediar, 
incendiar, odiar. São, portanto, verbos 
irregulares. 
b) Irregulares - são aqueles cuja flexão provoca 
alterações no radical ou nas desinências. 
faço - fiz - farei – fizesse. Para saber se um 
verbo é regular ou irregular, basta conjugá-lo 
no presente do indicativo, no pretérito perfeito 
e no futuro, observando se ocorrem ou não 
variações no radical. Não é irregularidade a 
alteração do radical de certos verbos para a 
conservação da regularidade fônica: embarcar – 
embarque. 
c) Anômalos - são aqueles que incluem mais de um 
radical em sua conjugação. 
verbo ser: sou – fui – era; ir: vou – ia – fui 
d) Defectivos - são aqueles que não apresentam 
conjugação completa. São eles: 
- Os verbos que indicam fenômenos naturais, 
como chover, trovejar, ventar, amanhecer, 
etc. 
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- Os verbos haver (no sentido de existir e 
tempo) e fazer (no sentido de tempo). 
- Os verbos que exprimem ação ou estado de 
determinado animal: relinchar, latir, miar, etc. 
- Os verbos que não apresentam a 1ª pessoa 
do presente do indicativo: abolir, aturdir, 
banir, bramir, brandir, brunir, carpir, colorir, 
demolir, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, 
imergir, jungir, retorquir, ungir. 
- Os verbos que, no presente do indicativo, só 
apresentam formas arrizotônicas, não 
possuindo, portanto, nenhuma das pessoas 
do presente do subjuntivo e imperativo 
negativo; no imperativo negativo apresentam 
a 2ª. pessoa do plural: aguerrir, combalir, 
comedir, delinquir, descomedir-se, embair, 
empedernir, falir, foragir-se, fornir, puir, 
remir, renhir, ressarcir. 
- Outros defectivos: Adequar – só se conjuga 
nas formas arrizotônicas,mas sempre é usado 
no infinitivo e no particípio; 
Computar – não possui as três primeiras 
pessoas do presente do indicativo e os 
tempos derivados dele. 
Reaver (haver novamente, ter de novo) – só 
é conjugado quando o verbo HAVER 
conservar a letra V em suas formas. 
Precaver – conjuga-se nas forma arrizotônicas. 
As formas inexistentes deste verbo são 
substituídas por sinônimos: precatar, 
acautelar, prevenir. Prazer – só se usa nas 3as. 
Pessoas (singular e plural). 
e) Abundantes - são aqueles que possuem mais de 
uma forma com o mesmo valor no particípio. 
Usa-se a forma regular (sempre terminada com -
ADO ou –IDO) com os verbos auxiliares TER e 
HAVER. 
Usa-se a forma irregular (não há um exemplo fixo 
a seguir) com os verbos auxiliares SER e ESTAR. 
 
Obs.: Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, 
pôr, ver e vir só possuem o particípio irregular: 
aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto e 
vindo. 
■ EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS 
Modo Indicativo – exprime ação real, categórica, 
positiva. 
a) Presente 
Emprega-se o presente do indicativo para assinalar: 
- um fato que ocorre no momento em que se fala: 
Eles estudam silenciosamente. 
- uma ação habitual: Corro todas as manhãs. 
- uma verdade universal (ou tida como tal): O 
homem é mortal. 
- fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do 
pretérito para dar maior realce à narrativa: Em 
1748, Montesquieu publica a obra “O espírito das 
leis”... É o chamado presente histórico ou 
narrativo. 
- fatos futuros imediatos: Amanhã vou à escola. 
 
b) Pretérito imperfeito 
Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para 
designar: 
- um fato passado contínuo, habitual, permanente: 
Ele andava à toa. Nós vendíamos sempre fiado. 
- um fato passado, mas de incerta localização no 
tempo. É o que ocorre, por exemplo, no início das 
fábulas, lendas, histórias infantis: Era uma vez ... 
- um fato presente em relação a outro fato passado: 
Eu lia quando ele chegou. 
 
c) Pretérito perfeito 
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para 
referir um fato já ocorrido, concluído: Estudei a noite 
inteira. 
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que 
se prolonga até o momento presente: Tenho 
estudado todas as noites. 
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d) Pretérito mais-que-perfeito 
Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação 
passada em relação a outro fato passado (ou seja, é o 
passado do passado): A bola já ultrapassara a linha 
quando o jogador a alcançou. 
 
e) Futuro do presente 
Emprega-se o futuro do presente do indicativo para 
apontar um fato futuro em relação ao momento em 
que se fala: Irei à escola. 
 
f) Futuro do pretérito 
Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para 
assinalar: 
- um fato futuro, em relação a outro fato passado: 
Eu jogaria se não tivesse chovido. 
- um fato futuro, mas duvidoso, incerto: Seria 
realmente agradável ter de sair? 
 
Modo Subjuntivo – exprime ação irreal, hipotética, 
duvidosa. 
a) Presente 
Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar: 
- um fato presente, mas duvidoso, incerto: Talvez 
eles estudem... não sei. 
 
b) Pretérito imperfeito 
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para 
indicar uma hipótese, uma condição: Se eu estudasse, 
a história seria outra. 
 
c) Futuro 
Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um 
fato futuro já concluído em relação a outro fato 
futuro: Quando eu voltar, arrumarei o quarto. 
Modo Imperativo - usa-se para expressar ordem, 
convite, conselho, súplica ou pedido, dependendo da 
entonação que o falante atribui à frase. 
Formas Nominais – ganham características das classes 
nominais. 
a) Infinitivo - pode funcionar como substantivo e 
caracteriza-se pela desinência –R. 
b) Particípio – pode funcionar como adjetivo ou 
advérbio e caracteriza-se pela desinência –DO. 
c) Gerúndio – pode funcionar como adjetivo ou 
advérbio e caracteriza-se pela desinência –NDO. 
Exceção: vir e seus derivados fazem vindo no 
gerúndio e particípio. 
 
7 – ADVÉRBIO 
 É a palavra que modifica o verbo, o adjetivo 
ou o próprio advérbio, exprimindo uma circunstância. 
Os advérbios dividem-se em: 
1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, ai, aquém, além, 
algures, alhures, nenhures, atrás, fora, dentro, 
perto, longe, adiante, diante, onde, avante, 
através, defronte, aonde, etc. 
2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, 
anteontem, sempre, nunca, já, cedo, logo, tarde, 
ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve, 
brevemente, entrementes, raramente, 
imediatamente, etc. 
3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, 
como, debalde, pior, melhor, suavemente, 
tenazmente, comumente etc. 
4) INTENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, 
tão, bastante, demasiado, meio, completamente, 
profundamente, quanto, quão, tanto, bem, mal, 
quase, apenas, etc. 
5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, 
realmente, efetivamente, etc. 
6) NEGAÇÃO: não. 
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, 
possivelmente, quiçá, decerto, provavelmente, 
etc. 
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Há Muitas Locuções Adverbiais 
1) DE LUGAR: à esquerda, ã direita, à tona, à 
distância, à frente, à entrada, à saída, ao lado, ao 
fundo, ao longo, de fora, de lado, etc. 
2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, 
de tarde, à tarde, à noite, às ave-marias, ao 
entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, 
de repente, de vez em quando, de longe em 
longe, etc. 
3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a 
contento, a esmo, de bom grado, de cor, de 
mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, 
em geral, a cada passo, às avessas, ao invés, 
às claras, a pique, a olhos vistos, de propósito, 
de súbito, por um triz, etc. 
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a 
martelo, a máquina, a tinta, a paulada, a mão, a 
facadas, a picareta, etc. 
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc. 
6) NEGAÇÃO: de modo algum, de modo nenhum, 
em hipótese alguma, etc. 
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. 
 
Advérbios Interrogativos: Onde? Aonde? Donde? 
Quando? Por que? Como? 
Palavras Denotativas 
Certas palavras, apesar de se assemelharem a 
advérbios, não se enquadram entre eles ou qualquer 
outra classe gramatical, terão classificação à parte. 
Estão envolvidas nas estratégias argumentativas, nas 
situações efetivas de interlocução. São palavras que 
denotam exclusão, inclusão, situação, designação, 
retificação, realce, adição, afastamento, afetividade, 
aproximação, explicação, limitação etc. 
1) DE EXCLUSÃO: só, salvo, apenas, senão, 
unicamente, exceto, exclusive, sequer, somente, 
apesar, menos, fora, tirante etc. 
2) DE INCLUSÃO: também, até, mesmo, até mesmo, 
inclusive, ainda, além disso, de mais a mais etc. 
3) DE SITUAÇÃO: mas, então, agora, afinal, se etc. 
4) DE DESIGNAÇÃO: eis 
5) DE RETIFICAÇÃO: aliás, isto é, ou melhor, ou 
antes, ou seja, melhor dizendo etc. 
6) DE REALCE: cá, lá, só, é que, ainda, mas, é 
porque, não, sobretudo, mesmo, embora etc. 
7) DE ADIÇÃO: ainda, além disso, ademais, etc. 
8) DE AFASTAMENTO: embora. 
9) DE AFETIVIDADE: ainda bem,felizmente, 
infelizmente, ainda bem etc. 
10) DE APROXIMAÇÃO: aproximadamente, quase, 
bem, lá por, quase, uns, cerca de, por volta de, 
perto de etc. 
11) DE EXPLICAÇÃO (explanação): isto é, a saber, por 
exemplo etc. 
12) DE LIMITAÇÃO: só, somente, apenas, unicamente 
etc. 
 
8 – CONJUNÇÃO 
 É a palavra que une duas ou mais orações. 
Conjunções Coordenativas 
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. 
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, 
entretanto, senão, no entanto, etc. 
3) ALTERNATIVAS: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, 
quer... quer, etc. 
4) CONCLUSIVAS: logo, pois, portanto, por 
conseguinte, por consequência. 
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, 
porque, pois, etc. 
Conjunções Subordinativas 
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, 
uma vez que, etc. 
2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, 
porquanto, etc. 
3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal 
como, mais... que, etc. 
4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, 
consoante, como, etc. 
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5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, 
posto que, se bem que, etc. 
6) INTEGRANTES: que, se, etc. 
7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc. 
8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... 
que, de sorte que, de forma que, de modo que, 
etc. 
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida 
que, quanto... tanto mais etc. 
10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois 
que, etc. 
 
9 – PREPOSIÇÃO 
 É a palavra invariável que liga dois 
termos entre si, estabelecendo uma relação de 
dependência. 
Exemplos: Chegaram a Porto Alegre. 
 Descordo de você. 
 Fui até a esquina. 
 Casa de Paulo. 
 
Preposições Essenciais e Acidentais 
As preposições essenciais são: a, ante, após, até, 
com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, 
sem, sob, sobre e atrás. 
Certas palavras ora aparecem como preposições, ora 
pertencem a outras classes, sendo chamadas, 
por isso, de preposições acidentais: afora, 
conforme, consoante, durante, exceto, fora, 
mediante, não obstante, salvo, segundo, senão, 
tirante, visto, etc. 
 
10 – INTERJEIÇÃO 
 É a palavra que transmite emoção, um 
sentimento súbito. 
 
As interjeições podem ser: 
- alegria: ah! oh! oba! eh! 
- animação: coragem! avante! eia! 
- admiração: puxa! ih! oh! nossa! 
- aplauso: bravo! viva! bis! 
- desejo: tomara! oxalá! 
- dor: ai! ui! 
- silêncio: psiu! silêncio! 
- suspensão: alto! basta! 
 
LOCUÇÃO INTERJETIVA é o conjunto de palavras que 
têm o mesmo valor de uma interjeição: 
Minha Nossa Senhora! 
Puxa vida! 
Deus me livre! 
Raios te partam! 
Meu Deus! 
Que maravilha! 
Ora bolas! 
Ai de mim! 
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20 – Concordância Verbal 
É o estudo da relação do verbo com o sujeito. 
Tal relação se dá em número (singular/plural) e 
pessoa ( eu, tu, ele(a), nós, vós, ele(a)s). 
 
■ CASOS ESPECIAIS 
01. VERBO ANTEPOSTO AO SUJEITO COMPOSTO: - 
Haverá duas possibilidades de concordância: 
1.1. O verbo concordará com o núcleo mais 
próximo (CONCORDÂNCIA ATRATIVA): 
Ex: Chegará ao Estado o Ministro e o 
Presidente. 
1.2. O verbo irá para o plural concordando com a 
pessoa predominante do sujeito 
(CONCORDÂNCIA GRAMATICAL): 
Ex: Chegarão ao Estado o Ministro e o 
Presidente. 
02. VERBO POSPOSTO AO SUJEITO COMPOSTO: - 
Haverá três possibilidades de concordância: 
2.1. O verbo irá para o plural concordando com a 
pessoa predominante. 
Ex. Malu, Lidiane e Giovanna passaram a 
estudar juntos. 
2.2. O verbo ficará, também, no singular quando: 
a) O sujeito estiver formado por 
sinonímia: 
Ex. A Ira e o Ódio tomou/tomaram 
conta da minha razão. 
b) O sujeito estiver formado por seqüência 
gradativa crescente ou decrescente: 
 Ex. Um chuvisco, uma chuva, uma 
tempestade passou/passaram por aqui. 
2.3. Ficará apenas no singular se o sujeito 
composto puder ser resumido pelas palavras 
(tudo, nada, ninguém, alguém). 
Ex. O pai, a mãe, os irmãos, os tios, o 
namorado, ninguém fez o candidato mudar 
de ideia. 
0.3. SUJEITO COMPOSTO LIGADO POR “OU”. - Haverá 
três possibilidades de concordância: 
3.1. singular - quando o ou criar a ideia de 
exclusão: Ex. Giovanna ou Lidiane será 
nomeada a melhor professora pela turma. 
3.2. plural – quando o ou puder ser trocado por 
“e” ou um dos núcleos do sujeito estiver no 
plural: 
Ex. O Professor Arnaldo ou o Professor Eli 
farão o simulado de língua portuguesa. 
3.3. Concordará com o último núcleo quando o 
ou der ideia de correção. 
Ex. Os policiais ou o policial chegou 
atirando. 
04. SUJEITO CONSTITUÍDO POR EXPRESSÕES 
PARTITIVAS (A MAIORIA DOS...; GRANDE PARTE 
DE...; METADE DE...; UM QUARTO DOS...; BOA 
PARTE DE...; A MAIOR PARTE DE...; UMA 
PORÇÃO DE; ETC.) UNIDAS A SUBSTANTIVOS NO 
PLURAL: - A concordância será facultativa. 
Ex. Grande parte dos alunos da turma do Curso 
Prime entenderam/entendeu o que é 
responsabilidade. 
05. SUJEITO COMPOSTO CONSTITUÍDO POR PESSOAS 
GRAMATICAIS DEFERENTES. – Verbos em 1 
pessoa do plural se o pronome “eu” estiver 
incluído; verbos em 2 ou 3 pessoas do plural, se 
o pronome “eu” estiver excluído do sujeito. 
Ex. Eu, Danielle e Neto iremos ao teatro amanhã. 
Os alunos da INSS, Os alunos da CTBEL e teus 
amigos irão/ireis ao cinema. 
06. CONCORDÂNCIA COM PRONOMES DE 
TRATAMENTO. - O Verbo irá para a terceira 
pessoal do “SINGULAR” ou “PLURAL”. 
Ex. Vossa senhoria fez um bom trabalho aqui. 
Ex. Vossas excelências não respeitaram seus 
eleitorados. 
07. CONCORDÂNCIA COM PALAVRAS QUE SÓ SE 
ESCREVEM NO PLURAL. - O verbo concordará 
com o artigo que acompanha a palavra. 
 Ex. Estados Unidos pretende invadir a Palestina. 
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 Ex. Os Estados unidos pretendem invadir a 
Palestina. 
08. CONCORDÂNCIA COM OS PRONOMES RELATIVOS 
QUE E QUEM. – Há as seguintes possibilidades: 
8.1. Com o relativo que: O verbo concordará 
com o antecedente do pronome. 
Ex: Sou eu que aplicarei a revisão do 
Exemplo. 
8.2. Com o relativo quem: Haverá duas 
possibilidades. – Concorda com o seu 
antecedente ou ficará na 3º pessoa do 
singular. 
Ex. Sou eu quem aplicará/aplicarei a prova 
para a PRF 
09. SUJEITO REPRESENTADO POR UM COLETIVO – 
Haverá duas possibilidades:9.1 Se o coletivo não vier seguido de palavra 
no plural, o verbo ficará no singular. 
Ex. A turma mudou totalmente o 
comportamento. 
9.2 Se o coletivo vier seguido da palavra no 
plural, a concordância será facultativa. 
Ex. A equipe das meninas 
venceu/venceram os meninos na última 
disputa. 
10. NÚCLEOS DO SUJEITO LIGADOS POR COM. – A 
concordância será facultativa. 
Ex. O professor com os alunos 
participou/participaram da passeata. 
11. SUJEITO FORMADO POR EXPRESSÕES. 
11.1. “um ou outro” – o verbo fica no singular. 
Ex. Um dia, um ou outro aluno se lembrará 
dessa aula. 
11.2. “um e outro, nem um nem outro, nem... 
nem” – o verbo vai, de preferência, para o 
plural. 
Ex. Uma e outra colavam em todas as 
provas; 
Ex. Depois das provas, uma e outra riam 
da fiscalização da prova. 
Ex. Nem os policiais nem os fiscais 
perceberam a cola na sala de aula. 
11.3. “Um dos que, uma das que” – O verbo vai, 
de preferência, para o plural. 
Ex. Fernanda era uma das que mais 
brincavam na sala de aula. 
Ex. Marcos foi um dos que mudaram seu 
comportamento após a palestra. 
11.4. “Mais de, menos de” – o verbo concorda 
com o numeral que segue a expressão. 
Ex. Mais de um aluno pediu-me trabalho 
como avaliação. , Ex. Menos de dez por 
cento da turma conseguiram recuperar-se 
no meio do ano. 
OBS.: Se a expressão “MAIS DE UM” 
ocorrer junto a verbos que indiquem 
reciprocidade, o verbo obrigatoriamente 
irá para o plural. 
11.5. “Quais de vós, quantos de nós, alguns de 
nós”. – O verbo poderá ficar na 3º pessoa 
do plural concordando com o pronome 
interrogativo ou indefinido; ou ainda 
concordar com o pronome pessoal. 
Ex. Quais de vós são/sois verdadeiramente 
humildes? 
Ex. Alguns de nós seremos/serão amigos 
para sempre. 
11.6. “Cerca de/ Perto de”. Seguido de numeral 
e substantivo – indicando quantidade 
aproximada, o verbo concordará com o 
numeral. 
Ex: Cerca de dois alunos faltaram à aula do 
final de semana; Perto de sessenta e cinco 
pessoas compareceram à aula. 
12. SUJEITO FORMADO POR NÚMERO PERCENTUAL 
– Haverá duas possibilidades: 
12.1. concorda com o numeral ou com o termo a 
que se refere. 
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Ex. Um por cento da turma parece estar 
estudando certo. 
Ex. 99% da turma parece estar esperando 
um milagre. 
13. CONCORDÂNCIA COM O VERBO SER. – O verbo 
ser ora concorda com o sujeito ora concorda 
com o predicativo. 
13.1. Se o sujeito e o predicativo forem 
representados por nomes de coisas e um 
deles estiver no plural, o verbo concordará 
com o que estiver no plural. 
Ex. Essas aulas têm sido a minha vida. 
Ex. Muitas vitórias eram o meu sonho. 
13.2. Se um dos elementos (sujeito ou 
predicativo) referir-se a pessoa, o verbo 
concordará com ela. 
Ex. Minha vida são os meus filhos. 
Ex. Minhas alegrias é a Isabela. 
13.3. Se um dos elementos (sujeito ou 
predicativo) for pronome pessoal, o verbo 
concordará com ele. 
Ex. Os alunos e candidatos não somos nós. 
Ex. Na minha área, eu sou o melhor. 
13.4. Se o sujeito for representado por 
pronomes neutros – sem flexão de gênero 
ou de número (tudo, aquilo, isto, o, isso) - 
e o predicativo estiver no plural, o verbo 
concordará, de preferência, com o 
predicativo. 
Ex. Para o 1º ano, tudo eram brincadeiras. 
Ex. Na vida nem tudo são alegrias. 
13.5. Quando indicar data, hora ou distância, o 
verbo concordará sempre com o numeral. 
Ex. É uma hora. 
Ex. Eram 23 de dezembro quando 
Adrianne nasceu. 
13.6. Se o sujeito indicar peso, medida, 
quantidade e for seguido de palavras ou 
expressões como pouco, muito, menos de, 
mais de, etc. o verbo ser fica no singular. 
Ex. Cinco quilos de arroz é pouco. 
Ex. Oito litros de leite é mais do que eu 
pedi. 
13.7. Se o sujeito for representado por palavra 
ou expressão de sentido coletivo ou 
partitivo e o predicativo estiver no plural, o 
verbo ser concordará com o predicativo. 
Ex. O restante eram verduras murchas. Ex. 
No Brasil, a maioria dos eleitores são 
mulheres. 
13.8. Se o predicativo for pronome 
demonstrativo o, mesmo, o sujeito 
estando no plural, o verbo ser ficará no 
plural. 
Ex. Dores é o que não sinto. 
Ex. O vento e a brisa é o que os alimentam. 
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21 – Concordância Nominal 
É o estudo da relação existente entre os nomes 
variáveis da Língua Portuguesa (substantivo, artigo, 
numeral, pronome, adjetivo). Para que haja 
concordância nominal em uma frase, é necessário que 
os nomes variáveis presentes nela e que estejam se 
relacionando apresentem, quando possível, o mesmo 
gênero (masculino ou feminino) e o mesmo número 
(singular ou plural). 
 
1. Um Adjetivo se relaciona com dois ou mais 
Substantivos 
Quando o adjetivo posposto se refere a dois 
ou mais substantivos, concorda com o último ou vai: 
 para o plural, no masculino, se pelo menos 
um deles for masculino; 
 para o plural, no feminino, se todos eles 
estiverem no feminino. 
Exemplos: 
Paixão e amizade humana. 
Amizade e calor humano. 
Amizade e calor humanos 
 
2. Um Adjetivo se relaciona com dois ou mais 
Substantivos 
 Quando o adjetivo anteposto se refere a dois 
ou mais substantivos, concorda com o mais próximo, 
(CONCORDÂNCIA ATRATIVA) 
Exemplos: 
Mau lugar e hora. 
Má hora e lugar. 
 
3. Quando dois ou mais Adjetivos se referem a um 
Substantivo 
Este vai para o singular ou plural. 
Exemplos: 
Falo as línguas inglesa e portuguesa. 
Falo a língua inglesa e (a) portuguesa. 
4. Ordinal + Ordinal + ... + Substantivo 
 Quando dois ou mais ordinais vêm antes de 
um substantivo, determinando-o, este concorda com 
o mais próximo ou vai para o plural. 
Exemplos: 
A primeira e segunda lição. 
A primeira e segunda lições. 
 
5. Substantivo + Ordinal + Ordinal + ...Quando dois ou mais ordinais vêm depois de 
um substantivo, determinando-o, este vai para o 
plural. 
Exemplo: 
As cláusulas terceira, quarta e quinta. 
 
6. Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo 
 Quando as expressões "um e outro", "nem um 
nem outro" são seguidas de um substantivo, este 
permanece no singular. 
Exemplos: 
Um e outro aspecto. 
Nem um nem outro argumento. 
 
7. Um e outro + Substantivo + Adjetivo 
 Quando um substantivo e um adjetivo vêm 
depois da expressão "um e outro", o substantivo vai 
para o singular e o adjetivo para o plural. 
Exemplos: 
Um e outro aspecto obscuros. 
Uma e outra causa juntas. 
 
8. "O (a) mais ... possível" - "Os (as) mais ... 
possíveis" - "O (a) pior ... possível" - "Os (as) 
piores ..." - "O (a) melhor ... possível" - "Os (as) 
melhores ... possíveis" 
 O adjetivo "possível", nas expressões "o 
mais...", "o pior...", "o melhor..." permanece no 
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singular. 
 Com as expressões "os mais ...", "os piores ...", 
"os melhores ...", vai para o plural. 
Exemplos: 
Os dois autores defendem a melhor doutrina possível. 
Estas frutas são as mais saborosas possíveis. 
Eles foram os mais insolentes possíveis. 
 
9. Particípio + Substantivo 
 O particípio concorda com o substantivo a que 
se refere. 
Exemplos: 
Feitas as contas ... 
Vistas as condições... 
Observação: 
"Salvo", "posto" e "visto" assumem também papel de 
conectivos, sendo, por isso, invariáveis: 
Salvo honrosas exceções. 
Posto ser tarde, irei. 
 
10. Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / 
próprio + Substantivo Essas palavras concordam 
com o substantivo a que se referem. 
Exemplos: 
Vão anexas as cópias. 
Recebi bastantes flores. 
Vão inclusos os documentos. 
Cometeu um crime de lesa-pátria. 
Cometeu um crime de leso-patriotismo. 
Ele mesmo falou aquilo. 
Ela mesma falou aquilo. 
Elas próprias falaram aquilo. 
 
11. Meio (= metade) + Substantivo 
 O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a 
que se refere. 
Exemplos: 
Meias medidas. 
Meio litro. 
12. Meio (= um tanto) + Adjetivo 
 O advérbio "meio", que se refere a um 
adjetivo, permanece invariável. 
Exemplos: 
Ela parecia meio encabulada. 
Janela meio aberta. 
 
13. Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + 
objeto + objeto ... 
 Verbo transobjetivo + objeto + objeto ... + 
predicativo do objeto. 
 Verbo transobjetivo é o verbo que pede, além 
de um complemento-objeto, uma qualificação para 
esse complemento (= predicativo do objeto). 
Nesse caso, o predicativo concorda com o(s) objetos. 
Verbo transobjetivo 
+ predicativo do 
objeto 
+ objeto + objeto ... 
Julgou 
Considerei 
Achei 
inocentes 
oportunas 
simpáticos 
o pai e o filho 
a decisão e a sugestão 
a irmã e o irmão 
 
Verbo transobjetivo + objeto + objeto ... + predicativo 
Julgou 
Considerei 
Achei 
o pai e o filho 
a decisão e a sugestão 
a irmã e o irmão 
inocentes 
oportunas 
simpáticos 
14. Casa, página (+ número) + numeral 
 Na enumeração de casas e páginas, o numeral 
concorda com a palavra oculta "número". 
Exemplos: 
Casa dois. 
Página dois. 
 
 
 
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15. Substantivo + é bom / é preciso / é proibido 
Em construções desse tipo, quando o 
substantivo não está determinado, as expressões "é 
bom", "é preciso", "é proibido" permanecem no 
singular. 
Exemplos: 
Maçã é bom para a saúde. 
É preciso cautela. 
É proibido entrada. 
 
Observação: 
 Quando há determinação do sujeito, a 
concordância efetua-se normalmente: 
É proibida a entrada de meninas. 
 
16. Pronome de tratamento (referindo-se a uma 
pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação + 
adjetivo masculino 
 Quando um adjetivo modifica um pronome de 
tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino, 
vai para o masculino. 
Exemplos: 
Sua Santidade está esperançoso. 
Referindo-se ao Governador, disse que Sua Excelência 
era generoso. 
 
17. Nós / Vós + verbo + adjetivo 
 Quando um adjetivo modifica os pronomes 
"nós / vós", empregados no lugar de "eu / tu", vai 
para singular. 
Exemplos: 
Vós (= tu) estais enganado. 
Nós (= eu) fomos acolhidos muito bem. 
Sejamos (nós = eu) breve 
 
 
 
22 – Regência 
É a relação entre duas palavras ligadas entre si, de tal 
modo que uma depende gramaticalmente da outra. 
É a parte da sintaxe que trata da dependência que 
mantém entre si os elementos de uma sentença 
Quanto à gerência as palavras dividem-se em: 
a) Regentes 
b) Regidas. 
PALAVRAS REGENTES - são as que exigem outras que 
as determinem ou lhes integrem o sentido 
PALAVRAS REGIDAS - são as que determinam ou 
completam o sentido das palavras regentes 
Generalizado, regência estuda as relações de 
determinação, existentes entre as partes ou 
elementos da oração, ou melhor, é a propriedade de 
ter uma palavra, sob sua dependência, outra ou 
outras que lhe completem o sentido. 
 
 REGÊNCIA VERBAL 
Dá-se quando o termo regente é um verbo e este se 
liga a seu complemento por uma preposição ou não. 
Aqui é fundamental o conhecimento da transitividade 
verbal. 
A preposição, quando exigida, nem sempre aparece 
depois do verbo. Às vezes, ela pode ser empregada 
antes do verbo, bastando para isso inverter a ordem 
dos elementos da frase (Na rua dos Bobos, residia um 
grande poeta). Outras vezes, ela deve ser empregada 
antes do verbo, o que acontece nas orações iniciadas 
pelos pronomes relativos (O ideal a que aspira é 
nobre). 
 Alguns verbos e seu comportamento: 
ACONSELHAR (TD e I) 
Ex.: Aconselho-o a tomar o ônibus 
cedo / Aconselho-lhe tomar o ônibus 
cedo 
AGRADAR 
No sentido de acariciar ou contentar 
(pede objeto direto - não tem 
preposição). 
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Ex.: Agrado minhas filhas o dia inteiro 
/ Para agradar o pai, ficou em casa 
naquele dia. 
No sentido de ser agradável, 
satisfazer (pede objeto indireto - tem 
preposição "a"). 
Ex.: As medidas econômicas do 
Presidente nunca agradam ao povo. 
AGRADECER 
TD e I, com a prep. A. O objeto direto 
sempre será a coisa, e o objeto 
indireto, a pessoa. 
Ex.: Agradecer-lhe-ei os presentes / 
Agradeceu o presente ao seu 
namorado 
AGUARDAR (TD ou TI) 
Ex.: Eles aguardavam o espetáculo / 
Eles aguardavam pelo espetáculo. 
ASPIRAR 
No sentido sorver, absorver (pede 
objeto direto - não tem preposição) 
Ex.: Aspiro o ar fresco de Rio de 
Contas. 
No sentido de almejar, objetivar 
(pede objeto indireto - tem 
preposição "a") 
Ex.: Ele aspira à carreira de jogador de 
futebol 
 Observação 
Não admite a utilização do 
complemento lhe. No lugar, 
coloca-se a ele, a ela, a eles, a 
elas. Também observa-se a 
obrigatoriedade do uso de crase, 
quando for TI seguido de 
substantivo feminino (que exija o 
artigo) 
ASSISTIR 
No sentido dever ou ter direito (TI - 
prep. A). 
Ex.: Assistimos a um bom filme / 
Assiste ao trabalhador o descanso 
semanal remunerado. 
No sentido de prestar auxílio, ajudar 
(TD ou TI - com a prep. A) 
Ex.: Minha família sempre assistiu o 
Lar dos Velhinhos. / Minha família 
sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos. 
No sentido de morar é intransitivo, 
mas exige preposição EM. 
Ex.: Aspirando a um cargo público, ele 
vai assistir em Brasília.. 
 Observação 
Não admite a utilização do 
complemento lhe, quando 
significa ver. No lugar, coloca-se a 
ele, a ela, a eles, a elas. Também 
se observa a obrigatoriedade do 
uso de crase, quando for TI 
seguido de substantivo feminino 
(que exija o artigo) 
ATENDER 
Atender pode ser TD ou TI, com a 
prep. a. 
Ex.: Atenderam o meu pedido 
prontamente. / Atenderam ao meu 
pedido prontamente. 
No sentido de deferir ou receber (em 
algum lugar) pede objeto direto 
No sentido de tomar em 
consideração, prestar atenção pede 
objeto indireto com a preposição A. 
 Observação 
Se o complemento for um 
pronomes pessoal referente a 
pessoa, só se emprega a forma 
objetiva direta (O diretor atendeu 
os interessados ou aos 
interessados / O diretor atendeu-
os) 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
CERTIFICAR (TD e I) 
Admite duas construções: Quem 
certifica, certifica algo a alguém ou 
Quem certifica, certifica alguém de 
algo. 
 Observação 
É obrigatório o uso de crase, 
quando o OI for um substantivo 
feminino (que exija o artigo) 
Certifico-o de sua posse / Certifico-lhe 
que seria empossado / Certificamo-
nos de seu êxito no concurso / 
Certificou o escrivão do 
desaparecimento dos autos 
CHAMAR 
TD, quando significar convocar. 
Ex.: Chamei todos os sócios, para 
participarem da reunião. 
TI, com a prep. POR, quando significar 
invocar. 
Ex.: Chamei por você insistentemente, 
mas não me ouviu. 
TD e I, com a prep. A, quando 
significar repreender. 
Ex.: Chamei o menino à atenção, pois 
estava conversando durante a aula / 
Chamei-o à atenção. 
 Observação 
A expressão "chamar a atenção 
de alguém" não significa 
repreender, e sim fazer se notado 
(O cartaz chamava a atenção de 
todos que por ali passavam) 
Pode ser TD ou TI, com a prep. A, 
quando significar dar qualidade. A 
qualidade (predicativo do objeto) 
pode vir precedida da prep. DE, ou 
não. 
Ex.: Chamaram-no irresponsável / 
Chamaram-no de irresponsável / 
Chamaram-lhe irresponsável / 
Chamaram-lhe de irresponsável. 
CHEGAR, IR (Intrans.) 
Quem vai, vai a algum lugar e quem 
chega, chega de. Porém a indicação 
de lugar é circunstância (adjunto 
adverbial de lugar), e não 
complemento verbal. 
Esses verbos exigem a prep. A, na 
indicação de destino, e DE, na 
indicação de procedência. 
 Observação 
Quando houver a necessidade da 
prep. A seguida de um 
substantivo feminino (que exija o 
artigo a), ocorrerá crase (Vou à 
Bahia) 
no emprego mais frequente, usam a 
preposição A e não EM 
Ex.: Cheguei tarde à escola. / Foi ao 
escritório de mau humor. 
se houver idéia de permanência, o 
verbo ir segue-se da preposição PARA. 
Ex.: Se for eleito, ele irá para Brasília. 
quando indicam meio de transporte 
no qual se chega ou se vai, então 
exigem EM. 
Ex.: Cheguei no ônibus da empresa. / 
A delegação irá no vôo 300. 
COGITAR 
Pode ser TD ou TI, com a prep. EM, ou 
com a prep. DE. 
Ex.: Começou a cogitar uma viagem 
pelo litoral / Hei de cogitar no caso / 
O diretor cogitou de demitir-se. 
COMPARECER (Intrans.) 
Ex.: Compareceram na sessão de 
cinema. / Compareceram à sessão de 
cinema. 
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OS: 0149/2/18-Gil 
COMUNICAR (TD e I) 
Admite duas construções alternando 
algo e alguém entre OD e OI. 
Ex.: Comunico-lhe meu sucesso / 
Comunico meu sucesso a todos. 
CUSTAR 
No sentido de ser difícil será TI, com a 
prep. A. Nesse caso, terá como sujeito 
aquilo que é difícil, nunca a pessoa, 
que será objeto indireto. 
Ex.: Custou-me acreditar em 
Hipocárpio. / Custa a algumas pessoas 
permanecer em silêncio. 
No sentido de causar transtorno, dar 
trabalho será TD e I, com a prep. A. 
Ex.: Sua irresponsabilidade custou 
sofrimento a toda a família 
No sentido de ter preço será 
intransitivo 
Ex.: Estes sapatos custaram R$50,00. 
DESFRUTAR E USUFRUIR (TD) 
Ex.: Desfrutei os bens de meu pai / 
Pagam o preço do progresso aqueles 
que menos o desfrutam 
ENSINAR - TD e I 
Ex.: Ensinei-o a falar português / 
Ensinei-lhe o idioma inglês 
ESQUECER, LEMBRAR 
quando acompanhados de pronomes, 
são TI e constroem-se com DE. 
Ex.: Ela se lembrou do namorado 
distante. Você se esqueceu da caneta 
no bolso do paletó 
constroem-se sem preposição (TD), se 
desacompanhados de pronome 
Ex.: Você esqueceu o assunto. Ela 
lembrou a data do meu aniversário. 
 
IMPLICAR 
TD e I com a prep. EM, quando 
significar envolver alguém. 
Ex.: Implicaram o candidato em ajuda 
ilícita. 
TD, quando significar resultar, 
produzir como consequência, 
acarretar. 
Ex.: Os precedentes daquele juiz 
implicam grande honestidade / Suas 
palavras implicam denúncia contra o 
deputado. 
TI com a prep. COM, quando significar 
antipatizar. 
Ex.: Não sei por que o professor 
implica comigo. 
 Observação 
Emprega-se preferentemente 
sem a preposição EM (Magistério 
implica sacrifícios) 
INFORMAR (TD e I) 
Admite duas construções: Quem 
informa, informa algo a alguém ou 
Quem informa, informa alguém de 
algo. 
Ex.: Informei-o de que suas férias 
terminou / Informei-lhe que suas 
férias terminou 
MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE (Intrans.) 
Seguidos da preposição EM e não com 
a preposição A, como muitas vezes 
acontece. 
Ex.: Moro em Londrina / Resido no 
Jardim Petrópolis / Minha casa situa-
se na rua Cassiano. 
NAMORAR (TD) 
Ex.: Ela namorava o filho da 
empregada / O cachorro namorava o 
frango que estava sobre a mesa. 
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OS: 0149/2/18-Gil 
OBEDECER, DESOBEDECER (TI) 
Ex.: Devemos obedecer aos pais. / Por 
que não obedeces aos teus valores 
religiosos? 
 Observação 
Verbos TI que admitem formação 
de voz passiva. 
PAGAR, PERDOAR 
São TD e I, com a prep. A. O objeto 
direto sempre será a coisa, e o objeto 
indireto, a pessoa. 
Ex.: Paguei o pão ao padeiro / Perdoo 
os erros aminha namorada. 
 Observação 
As construções de voz passiva 
com esses verbos são comuns na 
fala, mas agramaticais. 
PEDIR (TD e I) 
Quem pede, pede algo a alguém. 
Portanto é errado dizer Pedir para 
que alguém faça algo. 
Ex.: Pediram-lhe perdão / Pediu 
perdão a Deus. 
PRECISAR 
No sentido de tornar preciso (pede 
objeto direto). 
Ex.: O mecânico precisou o motor do 
carro. 
No sentido de ter necessidade (pede a 
preposição de). 
Ex.: Preciso de bom digitador. 
PREFERIR (TD e I) 
Não se deve usar mais, muito mais, 
antes, mil vezes, nem que ou do que. 
Ex.: Preferia um bom vinho a uma 
cerveja. 
PROCEDER 
TI,com a prep. A, quando significar 
dar início ou realizar. 
Ex.: Os fiscais procederam à prova 
com atraso. / Procedemos à feitura 
das provas. 
TI, com a prep. DE, quando significar 
derivar-se, originar-se ou provir. 
Ex.: O mau-humor de Pedro procede 
da educação que recebeu. / Esta 
madeira procede do Paraná. 
Intransitivo, quando significar 
conduzir-se ou ter fundamento. 
Ex.: Suas palavras não procedem! / 
Aquele funcionário procedeu 
honestamente. 
o QUERER 
No sentido de desejar, ter a intenção 
ou vontade de, tencionar (TD) 
Ex.: Quero meu livro de volta / 
Sempre quis seu bem 
No sentido de querer bem, estimar (TI 
- prep. A). 
Ex.: Maria quer demais a seu 
namorado. / Queria-lhe mais do que à 
própria vida. 
o RENUNCIAR 
Pode ser TD ou TI, com a prep. A. 
Ex.: Ele renunciou o encargo / Ele 
renunciou ao encargo 
RESPONDER 
TI, com a prep. A, quando possuir 
apenas um complemento. 
Ex.: Respondi ao bilhete 
imediatamente / Respondeu ao 
professor com desdém. 
 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
 Observação 
nesse caso, não aceita construção 
de voz passiva. 
TD com OD para expressar a resposta 
(respondeu o quê?) 
Ex.: Ele apenas respondeu isso e saiu. 
REVIDAR (TI) 
Ex.: Ele revidou ao ataque 
instintivamente. 
SIMPATIZAR E ANTIPATIZAR (TI) 
Com a prep. COM. Não são 
pronominais, portanto não existe 
simpatizar-se, nem antipatizar-se. 
Ex.: Sempre simpatizei com Eleodora, 
mas antipatizo com o irmão dela. 
VISAR 
No sentido de ter em vista, objetivar 
(TI - prep. A) 
Ex.: Não visamos a qualquer lucro. / A 
educação visa ao progresso do povo. 
No sentido de apontar arma ou dar 
visto (TD) 
Ex.: Ele visava a cabeça da cobra com 
cuidado / Ele visava os contratos um a 
um. 
 Observação 
se TI não admite a utilização do 
complemento lhe. No lugar, 
coloca-se a ele (a/s) 
 Sinopse: 
o São estes os principais verbos que, 
quando TI, não aceitam LHE/LHES 
como complemento, estando em seu 
lugar a ele (a/s) - aspirar, visar, assistir 
(ver), aludir, referir-se, anuir. 
o Avisar, advertir, certificar, cientificar, 
comunicar, informar, lembrar, 
noticiar, notificar, prevenir são TD e I, 
admitindo duas construções: Quem 
informa, informa algo a alguém ou 
Quem informa, informa alguém de 
algo. 
o Os verbos transitivos indiretos na 3ª 
pessoa do singular, acompanhados do 
pronome se, não admitem plural. É 
que, neste caso, o se indica sujeito 
indeterminado, obrigando o verbo a 
ficar na terceira pessoa do singular. 
(Precisa-se de novas esperanças / 
Aqui, obedece-se às leis de ecologia) 
o Verbos que podem ser usados como 
TD ou TI, sem alteração de sentido: 
abdicar (de), acreditar (em), almejar 
(por), ansiar (por), anteceder (a), 
atender (a), atentar (em, para), 
cogitar (de, em), consentir (em), 
deparar (com), desdenhar (de), gozar 
(de), necessitar (de), preceder (a), 
precisar (de), presidir (a), renunciar 
(a), satisfazer (a), versar (sobre) - lista 
de Pasquale e Ulisses. 
 
 REGÊNCIA NOMINAL 
É o estudo da relação sintática (sempre 
intermediada por uma preposição) existente entre os 
nomes (substantivo, adjetivo ou advérbio) e seus 
respectivos os termos regidos. 
Acessível a 
Acostumado a ou com 
Alheio a 
Alusão a 
Ansioso por, de ou para 
Atenção a ou para 
Atento a ou em 
Admiração a ou por 
Aversão a, para, por 
Atentado a ou contra 
Acessível a 
Acostumado a ou com 
Agradável a 
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OS: 0149/2/18-Gil 
Alheio a ou de 
Análogo a 
Apto a ou para 
Ávido de 
Bacharel em 
Benéfico a 
Capaz de ou para 
Capacidade de ou para 
Compatível com 
Cuidadoso com 
Desacostumado a ou com 
Desatento a 
Desfavorável a 
Desrespeito a 
Estranho a 
Favorável a 
Fiel a 
Grato a 
Generoso com 
Hábil em 
Habituado a 
Inacessível a 
Indeciso em 
Invasão de 
Junto a ou de 
Leal a 
Maior de 
Morador em 
Natural de 
Necessário a 
Necessidade de 
Nocivo a 
Ódio a ou contra 
Odioso a ou para 
Posterior a 
Preferência a ou por 
Preferível a 
Prejudicial a 
Próprio de ou para 
Próximo a ou de 
Querido de ou por 
Residente em 
Respeito a ou por 
Sensível a 
Simpatia por 
Simpático a 
Útil a ou para 
Versado em 
 
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23 – Crase 
Do grego krásis= mistura fusão, designa, em 
gramática normativa uma contração (casamento). 
Pré-requisitos para que haja crase: 
1º haver preposição “a” na frase. 
2º haver artigo “a” ou pronome demonstrativo “a” 
ou “aquele(s), aquela(s) ou aquilo” 
3º haver palavra feminina explícita ou implícita. 
 
■ CASOS PARTICULARES 
1º A crase é obrigatória nas locuções adverbiais, 
conjuntivas ou prepositivas. 
OBS.: NÃO SE USA CRASE NAS LOCUÇÕES 
ADVERBIAIS DE MEIO OU INSTRUMENTO. 
2º A crase é obrigatória sempre que as palavras 
moda ou maneira estiverem escritas ou 
subentendidas. 
3º Só se usa crase antes da palavra casa, se esta 
estiver determinada. 
4º Só se usa crase antes da palavra terra, se esta 
estiver determinada. 
OBS.: SE A PALAVRA TERRA SE REFERIR AO 
PLANETA TERRA, NÃO SERÁ NECESSÁRIO O 
DETERMINANTE PARA O USO DA CRASE. 
5º Só se usa crase antes da palavra distância, se 
esta estiver acompanhada de expressão 
numérica. 
6º A crase é facultativa antes de nome de mulher. 
7º A crase é facultativa antes de pronome 
possessivo feminino. 
8º A crase é facultativa após a palavraaté. 
9º A crase é facultativa NAS GENERALIDADES. 
 
 
 
 
24 – Pontuação 
■ EMPREGO DA VÍRGULA 
1. Para separar os termos da mesma função, 
assindéticos: 
"Vim, vi, venci." 
2. Para isolar o vocativo: 
"João, onde está o arroz?" 
"E agora, José? 
3. Para isolar o aposto explicativo: 
"Ronaldo, ex-jogador do Timão, manteve o 
hábito de viajar muito." 
4. Para assinalar o deslocamento dos adjuntos 
adverbiais: 
"Por impulso instantâneo, toda a equipe 
comemorou" 
Diante de todos os convidados, o casal disse 
sim." 
Sendo o adjunto adverbial expresso por apenas 
um simples advérbio, pode-se dispensar a 
vírgula, ainda que venha deslocado: 
"Hoje, completamos mais um ano de vida". 
"Hoje completamos mais um ano de vida". 
5. Para marcar a (omissão) do verbo: 
"João e Maria comeram feijão, arroz, farinha e 
beberam suco, refrigerante, caldo de feijão." 
6. Nas datas: 
"Recife, 23 de novembro de 2000." 
7. Nas construções onde o complemento verbal, 
por vir anteposto, é repetido por um pronome 
enfático (objeto direto / indireto =>pleonástico): 
"A mim, ninguém me engana." 
"Ao pobre, não lhe devo. Ao rico, não lhe peço." 
8. Para isolar certas palavras ou expressões 
explicativas, corretivas, continuativas, 
conclusivas, tais como “por exemplo, além disso, 
isto é, aliás, então, etc”. 
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9. Para separar as orações coordenadas ligadas 
pela conjunção "e", quando os sujeitos forem 
diferentes: 
"Veio a noite da feijoada, e João não havia se 
preparado." 
10. Para separar as orações coordenadas ligadas 
pelas conjunções mas, senão, nem, que, pois, 
porque, ou pelas alternativas: ou...ou; ora...ora; 
quer...quer, etc. 
"O adolescente é muito rico, mas não vive feliz." 
"Ou o conhece, ou não". 
11. Para isolar as conjunções adversativas porém, 
todavia, contudo, no entanto; e as conjunções 
conclusivas logo, pois, portanto. 
"Ao sair do lugar, contudo, teve alguns 
problemas. 
12. Para separar as orações adverbiais (iniciadas 
pelas conjunções subordinativas - não 
integrantes), principalmente quando antepostas 
à principal: 
"Como estudou direito para o vestibular, passou 
para o curso de Direito." 
Quando você vier, eu sairei de casa. 
13. Para separar os adjetivos e as orações adjetivas 
de sentido explicativo: 
"O jardim, que está florido, será protegido 
durante a chuva." 
"As mulheres, loucas, procuraram a maquiagem." 
 
■ EMPREGO DO PONTO E VÍRGULA 
1. Para separar orações independentes que têm 
certa extensão, sobretudo se tais orações 
possuem partes já divididas por vírgula: 
"Uns trabalhavam, esforçavam-se, exauriam-se; 
outros folgavam, descuidavam-se, não pensavam 
no futuro." 
2. Para separar as partes principais de uma frase 
cujas partes subalternas têm de ser separadas 
por vírgulas: 
"Recife e Olinda são cidades de Pernambuco; 
Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, do Rio de 
Janeiro. 
3. Para separar os diversos itens de uma lei, de um 
decreto, etc. 
"Art.12. Os cargos públicos são providos por: 
I - Nomeação; II - Reversão; 
 
■ EMPREGO DO PONTO SIMPLES 
1. No período simples: 
A família representa tudo na vida de uma pessoa. 
2. No período composto : 
João comeu feijão, e Maria bebeu suco. 
3. Nas abreviaturas: 
d.C - depois de Cristo 
 
■ EMPREGO DOS DOIS PONTOS 
1. Para anunciar a fala do personagem: 
O militar ordenou: 
- Todos para a flexão! 
2. Para anunciar uma enumeração: 
Alguns homens preferem as seguintes opções de 
vida: lazer, dinheiro, uma boa mulher, futebol, 
feijão e muita saúde para viver intensamente. 
3. Para anunciar uma citação: 
"Aristóteles dizia a seus discípulos: Meus amigos, 
não há amigos" 
 
■ PONTO DE INTERROGAÇÃO 
É o sinal que se coloca no fim de uma oração 
para indicar uma pergunta direta: 
Quem quer feijão? 
 
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■ PONTO DE EXCLAMAÇÃO 
Emprega-se depois das interjeições ou depois 
de orações que designam espanto, admiração: 
"Quantos gols! Esse time é muito bom! 
 
■ RETICÊNCIAS 
Indicam interrupção ou suspensão do 
pensamento ou, ainda, hesitação ou falta de 
necessidade de exprimi-lo: 
"Quem conta um conto..." 
"Se todas as mulheres fossem iguais.... Ficariam 
os homens menos satisfeitos..." 
 
■ PARÊNTESES 
Servem os parênteses para separar palavras ou 
frases explanatórias, intercaladas no período: 
"Estava Mário em sua casa (nenhum prazer 
sentia fora dela), quando ouviu baterem..." 
 
■ TRAVESSÃO 
É um traço de certa extensão, maior do que o 
hífen, que indica a mudança de interlocutor: 
- Quem é? 
- Sou eu. 
- Eu quem? 
 
■ ASPAS 
Usam-se as aspas: 
A) No princípio e no fim das citações, para distingui-
las da parte restante do discurso: 
Um sábio disse: 
"Agir na paixão é embarcar durante a 
tempestade." 
B) Para distinguir palavras e expressões estranhas 
ao nosso vocabulário: 
João vive num verdadeiro "trash". 
C) Para dar ênfase a palavras ou expressões: 
A palavra "sexo" está presente 24h na mente 
masculina. 
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25 – Redação Oficial 
1. DEFINIÇÃO 
REDAÇÃO OFICIAL é a maneira pela qual o 
Poder Público redige atos normativos e 
comunicações. Trata-se de comunicação entre 
unidades administrativas dos Três Poderes e também 
destes com empresas e com indivíduos. Não confundir 
com a redação comercial e a bancária, pois estas se 
dão entre empresas privadas e destas com o Poder 
Público e com indivíduos. A redaçãooficial segue 
certas normas legais, enquanto a redação comercial e 
a bancária seguem outras. 
 
2. NORMAS 
 Manual de Redação da Presidência da República 
(www.planalto.gov.br), de 2002; 
 Manual de elaboração de textos do Senado 
Federal; 
 Instrução Normativa nº4, de 1992; 
 Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 
1998. 
 
3. QUESITOS: 
1. IMPESSOALIDADE: ausência demarcas de 
pessoalidade. 
2. OBJETIVIDADE: centrada no assunto (objeto). 
3. FORMALIDADE: uso de tratamento adequado. 
4. UNIFORMIDADE: mesma forma de tratamento do 
início ao fim 
5. CLAREZA: texto compreensível 
6. CONCISÃO: sem redundância. 
7. NORMA CULTA: respeitando as regras 
gramaticais. 
 
Observações Gerais 
 Nos altos escalões devem ser evitadas as 
abreviaturas dos pronomes de tratamento. 
 As formas Ilustríssimo e Digníssimo ficam abolidas 
das comunicações oficiais. 
 Doutor é título acadêmico e não forma de 
tratamento, sendo empregado apenas em 
comunicações dirigidas a pessoas que tenham 
concluído cursos de doutorado. 
 Com o objetivo de simplificar o fecho das 
correspondências oficiais deve-se utilizar somente 
dois tipos para todas as modalidades de 
comunicação oficial: 
 Respeitosamente – para alto escalão. 
 Atenciosamente - para as demais autoridades. 
 O tratamento, no texto da correspondência e no 
destinatário, deve ser coerente, vindo por extenso 
ou abreviado. 
 Na identificação do destinatário, sempre na 
primeira página do documento, usa-se 
Excelentíssimo (a) Senhor (a) quando se utilizar o 
tratamento Vossa Excelência e Senhor (a), para o 
tratamento Vossa Senhoria. 
 
4. PRONOMES DE TRATAMENTO 
 Pronomes de Tratamento: são pronomes 
empregados no trato com as pessoas, familiarmente 
ou respeitosamente. Embora o pronome de 
tratamento se dirija à segunda pessoa, toda a 
concordância deve ser feita com a terceira pessoa. 
Usa-se Vossa, quando conversamos com a pessoa, e 
Sua, quando falamos da pessoa. 
Ex. Vossa Senhoria deveria preocupar-se com suas 
responsabilidades e não com as de Sua Excelência, o 
Prefeito, que se encontra ausente. 
 
5. AUTORIDADES DE ESTADO 
 Vossa Excelência (V. Ex.ª): 
Para o presidente da República, senadores da 
República, ministros de Estado, governadores, 
deputados federais e estaduais, prefeitos, 
embaixadores, cônsules, chefes das Casas Civis e 
Militares. Somente o presidente da república usa o 
pronome de tratamento por extenso, nunca 
abreviado. 
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OS: 0149/2/18-Gil 
 Vossa Magnificência (V. Mag.ª): 
Para reitores de Universidade, pró-reitores e vice-
reitores. 
 
 Vossa Senhoria (V. S.ª): 
Vereadores; Para diretores de 
 
6. AUTARQUIAS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS 
 
 Judiciárias 
 Vossa Excelência (V. Ex.ª): 
Para Magistrados (Juízes de Direito, do Trabalho, 
Federais, Militar e Eleitoral), Membros de Tribunais 
(de Justiça, Regionais Federais, Regionais do 
Trabalho, Regionais Eleitorais), Ministros de 
Tribunais Superiores (do Trabalho, Eleitoral, 
Militar, Superior Tribunal de Justiça e Supremo 
Tribunal Federal). 
 
 Meritíssimo Juízo (M. Juízo): 
para referência ao Juízo. 
 
 
 Executivo e Legislativo 
 
 Vossa Excelência (V. Ex.ª): 
Para chefes do Executivo (Presidente da República, 
Governadores e Prefeitos), Ministros de Estado e 
Secretários Estaduais, para Integrantes do Poder 
Legislativo (Senadores, Deputados Federais, 
Deputados Estaduais, Presidente de Câmara de 
Vereadores e vereadores), Ministros do Tribunal 
de Contas da União e para Conselheiros dos 
Tribunais de Contas Estaduais. 
 
 
 Militares 
 Vossa Excelência (V. Ex.ª): 
Para oficias generais - (Almirantes-de-Esquadra, 
Generais-de-Exército e Tenentes-Brigadeiros; Vice-
Almirantes, Generais-de-Divisão e Majores-
Brigadeiros; Contra-Almirantes, Generais-de-
Brigada e Brigadeiros e Coronéis Comandantes das 
Forças Auxiliares dos Estados e DF (Polícias 
Militares e Bombeiros Militares). 
 
 Vossa Senhoria (V. S.a): 
para demais patentes e graduações militares. 
 
 Autoridades eclesiásticas 
 Vossa Santidade (V. S.): 
Para o papa. 
 Vossa Eminência (V. Em.ª Revma): 
Para cardeais. 
 
 Vossa Beatitude: 
Para os patriarcas das igrejas sui juris orientais. 
 
 Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.a Revma): 
Para bispos em geral. 
 
 Vossa Paternidade: 
Para superiores de ordens religiosas. 
 
 Vossa Reverendíssima (V. Revma): 
Para sacerdotes em geral. 
 
 Dom (Dom): 
Para bispos em geral (De forma peculiar, será 
também concedido aos Monges Beneditinos). 
 
 Padre (Pe.): 
Para padres (Em endereçamento pode ser usado 
Rvmo. Pe.). 
 
 Diácono(Diác.): 
Para diáconos. 
 
 Acólito(Ac.): 
Para acólitos (instituídos). 
 
7. AUTORIDADES MONÁRQUICAS OU IMPERIAIS 
 
 Vossa Majestade Real & Imperial (V. M. R. & I.): 
Para monarcas que detenham títulos de imperador 
e rei ao mesmo tempo. 
 
 Vossa Majestade Imperial (V. M. I.): 
Para imperadores e imperatrizes. 
 
 Vossa Majestade (V. M.) ou Vossa Majestade Real 
(V. M. R.) : 
Para reis e rainhas. 
 
 Vossa Alteza Real & Imperial (V. A. R. & I.): 
Para príncipes de casas reais e imperiais. 
 
 Vossa Alteza Imperial (V. A. I.): 
Para príncipes de casas imperiais. 
 
 Vossa Alteza Real (V. A. R.): 
Para príncipes e infantes de casas reais. 
 
 
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 Vossa Alteza Sereníssima (V. A. S.): 
Para príncipes monarcas e Arquiduques. 
 
 Vossa Alteza (V. A.): 
Para duques. 
 
 Vossa Excelência (V. Ex.ª): 
Para Duques com Grandeza, na Espanha. 
 
 Vossa Graça (V. G.): 
Para Duques e Condes. 
 
 Vossa Alteza Ilustríssima (V. A. Ilmª.): 
Para nobres mediatizados, como Condes, na 
Alemanha. 
 
 O Mui Honorável (M. Hon.): 
Para marqueses, na Grã-Bretanha. 
 
 O Honorável (Hon.): 
Para condes (The Right Hon.), viscondes, barões e 
filhos de duques, marqueses e condes na Grã-
Bretanha. 
 
 Dom (Dom): 
Para membros de alguma nobreza portuguesa e 
brasileira. 
 
 
8. OUTROS TÍTULOS 
 
 Senhor (Sr.): 
Para homens em geral, quando não existe 
intimidade. 
 
 Senhora (Sr.ª): 
Para mulheres casadas ou mais velhas (no Brasil) 
ou mulheres em geral (em Portugal). 
 
 Senhorita (Srt.a): 
Para moças solteiras, quando não existe 
intimidade (no Brasil). 
 
 Vossa Senhoria (V. S.a): 
Para autoridades em geral, como secretários da 
prefeitura ou diretores de empresas. 
 
 Doutor (Dr.): 
Não é forma de tratamento e é empregado a quem 
possui doutorado conferido por uma universidade 
ou outro estabelecimento de ensino superior 
autorizado, após a conclusão de um curso de 
Doutorado ou Doutoramento. Porém, é costume 
empregar aos bacharéis em Direito, Medicina e 
Fisioterapia.[1] 
 
 Arquitecto (Arq.o(a)): 
Para arquitetos (em Portugal). 
 
 Bibliotecário (Bib.o(a)): 
Para bibliotecários. 
 
 Engenheiro (Eng.o(a)): 
Para engenheiros (em Portugal). 
 
 Comendador (Com.(a)): 
Para comendadores. 
 
 Professor (Prof.(a)): 
Para professores. 
 
 Desembargador (Des.dor): 
Para desembargadores. 
 
 Pastor (Pr.): 
Para pastores de igrejas protestantes. 
 
 Vossa Magnificência(V. Mag.a):Para reitores de universidades e outras instituições 
de ensino superior. 
 
 
Referências 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual
.htm 
 
Memorando 
 Definição 
Memorando é a correspondência utilizada 
pelas chefias no âmbito de um mesmo órgão ou 
entidade para expor assuntos referentes a situações 
administrativas em geral. 
 
 Estrutura 
1. designação do órgão, dentro de sua respectiva 
ordem hierárquica; 
2. denominação do ato - MEMORANDO; 
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OS: 0149/2/18-Gil 
3. numeração / ano, sigla do órgão emissor, local e 
data, na mesma direção do número; 
4. destinatário - PARA, seguido de dois pontos; 
5. texto - exposição do assunto; 
6. fecho - Atenciosamente, seguido de vírgula; 
7. assinatura; 
8. nome; 
9. cargo. 
 
 Observação 
O memorando pode ser usado no mesmo nível 
hierárquico ou em nível hierárquico diferente. 
 
Carta 
 Definição 
Carta é a forma de correspondência por meio 
da qual os dirigentes da Administração do Distrito 
Federal se dirigem a personalidades e entidades 
públicas e particulares para tratar de assunto oficial. 
 
Circular 
 Definição 
Circular é a correspondência oficial de igual 
teor, expedida por dirigentes de órgãos e entidades e 
chefes de unidades da Administração a vários 
destinatários. 
 
  Observações 
1. Se a circular tiver mais de uma folha, numerar as 
subsequentes com algarismos arábicos, no canto 
superior direito, a partir do número dois. 
2. O destinatário deve figurar sempre no canto 
inferior esquerdo da primeira página. 
 
 
Ofício 
 Definição 
Ofício é o meio de comunicação utilizado 
entre dirigentes de órgãos e entidades e titulares de 
unidades da Administração pública (direta ou indireta) 
ou ainda destes para com Empresas Privadas. 
 
 Estrutura 
1. designação do órgão, dentro de sua respectiva 
ordem hierárquica; 
2. denominação do ato - OFÍCIO; 
3. numeração/ano, sigla do órgão emissor, local e 
data na mesma direção do número; 
4. destinatário – tratamento formal e endereço; 
5. Assunto – resumo do que se trata no ofício; 
6. vocativo - Senhor e o cargo do destinatário, 
seguido de vírgula; 
7. texto - exposição do assunto; 
8. fecho - Atenciosamente, seguido de vírgula; 
9. assinatura; 
10. nome; 
11. cargo; 
12. destinatário - tratamento, nome, cargo, 
instituição e cidade/ estado. 
 
Observações 
1. Se o ofício tiver mais de uma folha, numerar as 
subsequentes com algarismos arábicos, no canto 
superior direito, a partir da número dois. 
2. O destinatário deve figurar sempre no canto 
inferior esquerdo da primeira página. 
 
 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL 
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO 
Endereço postal – telefone e e-mail 
 
OFÍCIO N...../.... –GAB/SE 
Brasília, ...de........ de... . 
A Sua Senhoria a Senhora 
Fulana de Tal – cargo 
Assunto: 
 
Senhora Superintendente, 
 
1.Esta Secretaria tem acompanhado e avaliado sistematicamente as necessidades de capacitação dos Recursos 
Humanos dos Quadros de Pessoal da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Distrito Federal, 
constatando que é imprescindível neste momento a implementação de um programa que contribua 
significativamente para a valorização do servidor, visando reestimulá-lo para o exercício de suas funções. 
 (...) 
2. Desta forma, gostaríamos de contar com o apoio de Vossa Senhoria, no sentido de desenvolver, implantar e 
implementar os programas e projetos para a Administração Pública do Distrito Federal, conforme Programa de 
Valorização do Servidor, estabelecido no Plano de Governo do Distrito Federal. 
 
Atenciosamente, 
 
Assinatura 
Nome por extenso 
Cargo 
 
 
 
Aviso 
 Definição 
Modalidades de comunicação oficial praticamente idêntica ao OFÍCIO. A única diferença entre eles é que 
o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo 
que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos 
oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares. 
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 Forma e Estrutura 
 Quanto a sua forma, aviso segue o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o 
destinatário, seguido de vírgula. 
 Exemplos: 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República 
Senhora Ministra 
 
 
 
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Exposição de Motivos 
 Definição 
É o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para: 
a) informá-lo de determinado assunto; 
b) propor alguma medida; ou 
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo. 
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. 
 Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser 
assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial. 
 
 Forma e Estrutura 
 Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo 
que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, 
segue o modelo descrito adiante. 
 A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para 
aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta 
projeto de ato normativo. 
 No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do 
Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo 
 
 
Mensagem 
 Definição 
 É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens 
enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; 
Expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; 
Submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; 
Apresentar veto; 
Enfim,fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação. 
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OS: 0149/2/18-Gil 
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias 
caberá a redação final. 
 
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades: 
 a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira. 
 b) encaminhamento de medida provisória. 
 c) indicação de autoridades. 
 d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do País por mais 
de 15 dias. 
 e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV. 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
Telegrama 
 Definição 
 Toda comunicação oficial expedida por meio 
de telegrafia, telex, etc. 
Por tratar-se de forma de comunicação 
dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente 
superada, deve restringir-se o uso do telegrama 
apenas àquelas situações que não seja possível o uso 
de correio eletrônico ou fax e que a urgência 
justifique sua utilização e, também em razão de seu 
custo elevado, esta forma de comunicação deve 
pautar-se pela concisão. 
 Forma e Estrutura 
 Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma 
e a estrutura dos formulários disponíveis nas agências 
dos Correios e em seu sítio na Internet. 
Ata 
 Definição 
É o documento que registra, com o máximo 
de fidelidade, o que se passou em uma reunião, 
sessão pública ou privada, congresso, encontro, 
convenção e outros eventos, para comprovação, 
inclusive legal, das discussões e resoluções havidas. 
 
 Observações 
1. A redação obedece sempre às mesmas normas, 
quer se trate de instituições oficiais ou entidades 
particulares. Escreve-se seguidamente, sem 
rasuras e sem entrelinhas, evitando-se os 
parágrafos ou espaços em branco. 
2. A linguagem utilizada na redação é bastante 
sumária e quase sem oportunidade de inovações, 
exatamente por sua característica de simples 
resumo de fatos. Também, em decorrência disso, 
os verbos são empregados sempre no tempo 
passado e, tanto quanto possível, devem ser 
evitados os adjetivos. 
3. A redação deve ser fiel aos fatos ocorridos, sem 
que o relator emita opinião sobre eles. 
4. Sintetiza clara e precisamente as ocorrências 
verificadas. 
5. Registra-se, quando for o caso, na ata do dia, as 
retificações feitas à anterior. 
6. O texto é manuscrito, digitado, ou se preenche o 
formulário existente, como é usual em 
estabelecimentos de ensino, por exemplo. 
7. Para os erros constatados no momento da 
redação, consoante o tipo de ata, emprega-se a 
partícula retificativa "digo". 
8. Se forem notados erros após a redação, há o 
recurso da expressão "em tempo". 
9. Os números fundamentais, datas e valores, de 
preferência, são escritos por extenso. 
10. É lavrada por um secretário, indicado em geral 
pelo plenário. 
 
Atestado 
 Definição 
Atestado é o documento em que se comprova 
um fato e se afirma a existência ou inexistência de 
uma situação de direito da qual se tenha 
conhecimento em favor de alguém. 
 
Declaração 
 Definição 
Declaração é o documento de manifestação 
administrativa, declaratório da existência ou não de 
um direito ou de um fato. 
 
Requerimento 
 Definição 
Requerimento é o instrumento dirigido à 
autoridade competente para solicitar o 
reconhecimento de um direito ou a concessão de um 
benefício sob amparo legal. 
 
 Estrutura 
1. denominação do ato - REQUERIMENTO; 
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CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
83 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
2. destinatário - Senhor ou Excelentíssimo Senhor, 
seguido da indicação do cargo da pessoa a quem 
é dirigido o requerimento; 
3. preâmbulo: 
3.1. qualificação do requerente: nome, nacionalidade, 
estado civil, profissão, residência, dentre outros; 
4. texto - objeto do requerimento com indicação 
dos respectivos fundamentos legais ou 
justificativas da solicitação; 
5. solicitação final; 
6. local e data; 
7. assinatura; 
8. nome. 
 
 Observação 
Na solicitação final, tradicionalmente, usa-se: 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Fax 
 Definição 
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-
simile) é uma forma de comunicação que está sendo 
menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. 
É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes 
e para o envio antecipado de documentos, de cujo 
conhecimento há premência, quando não há 
condições de envio do documento por meio 
eletrônico. Quando necessário o original, ele segue 
posteriormente pela via e na forma de praxe. 
 Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo 
com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo 
papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente. 
 
 Forma e Estrutura 
 Os documentos enviados por fax mantêm a forma 
e a estrutura que lhes são inerentes. 
 É conveniente o envio, juntamente com o 
documento principal, de folha de rosto, pequeno 
formulário com os dados de identificação da 
mensagem a ser enviada. 
 
Correio Eletrônico 
 Definição 
 O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo 
custo e celeridade, transformou-se na principal forma 
de comunicação para transmissão de documentos. 
 
 Forma e Estrutura 
 Um dos atrativos de comunicação por correio 
eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa 
definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, 
deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com 
uma comunicação oficial. 
 O campo assunto do formulário de correio 
eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo a 
facilitar a organização documental tanto do 
destinatário quanto do remetente. 
 Para os arquivos anexados à mensagem deve ser 
utilizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A 
mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer 
informações mínimas sobre seu conteúdo.. 
 Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso 
de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, 
deve constar da mensagem pedido de confirmação de 
recebimento. 
 
 Valor documental 
 Nos termos da legislação em vigor, para que a 
mensagem de correio eletrônico tenha valor 
documental, é, para que possa ser aceito como 
documento original, é necessário existir certificação 
digital que ateste a identidade do remetente, na 
forma estabelecida em lei. 
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84 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
PROVAS DE CONCURSOS 
 
Prova 1 – TRF1 – Analista Judiciário – Área 
Administrativa– Cespe/2017 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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85 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prova 2 – Funpresp – Exe – Analista 
Administrativo – Cespe 2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prova 3 – Câmara dos Deputados – Analista 
Legislativo – Cespe/2014 
 
 
 
 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
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89 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
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90 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
Prova 4 – PM/MA – 1º Tenenete PM – Cirurgião 
Dentista – Cespe/2017 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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91 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
Prova 5 – DPU/ADM – Médio – Cespe 2016 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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92 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
Prova 6 – DPU/ADM – Nível Superior – 
Cespe/Cebraspe/2016 
 
 
 
 
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93 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
 
 
 
 
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94 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
Prova 7 – TJDFTSER – Analista Judiciário/Oficial 
de Justiça Avaliador – Cespe 2015 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
95 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
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96 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
Prova 8 – TCE/RN – Cespe/Cebraspe/2015 
 
 
Prova 9 – TELEBRAS – Cespe/Cebraspe/2015 
 
 
 
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97 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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98 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
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Prova 10 – TJDFTSER – Cespe/Cebraspe/2015 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
99 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
100 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
Prova 11 – PMJP/CGM – Cespe/Cebraspe/2018PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
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CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
101 
 
OS: 0149/2/18-Gil 
 
 
GABARITOS 
 
PROVA 1 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
C E E C E C E C E C 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
E C C E C E E C E C 
 
PROVA 2 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C C E C C E C C E 
11 12 13 14 15 16 
C C E E E E 
 
 
PROVA 3 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C E E C X C E E E 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
C X E C C C C E E C 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
C C E E C C E E E E 
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 
C X C C E E C E E C 
 
 
PROVA 4 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C E E C E C C E C 
11 12 
C C 
 
PROVA 5 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E E C C E C E C C C 
11 12 13 14 
E C C E 
 
PROVA 6 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
C E C E C C E E E E 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
C E C C E E C C E E 
21 22 
E C 
 
PROVA 7 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C C E E E C E C E 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
C C E E C E E C C C 
21 
E 
 
PROVA 8 
 
01 02 03 04 05 06 07 
E C C C E C E 
 
PROVA 9 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C E C E E C E E C 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
E C C E C C C E E C 
 
PROVA 10 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E E C C E E E C C E 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
E C C C E C C C E E 
21 
C 
 
PROVA 11 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
C E C E E E C C C E 
11 12 13 14 15 16 
E E C E C C

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