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PORTUGUÊS PARA CONCURSOS
| Apostila 2018 – Prof. Arnaldo Filho
CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220
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OS: 0149/2/18-Gil
CONCURSO: CARREIRAS POLICIAIS
ÍNDICE:
1 – Ler, Interpretar e Compreender Textos...........................................................................01
2 – Erros Clássicos de Compreensão do Texto......................................................................04
3 – Paráfrase, Perífrase e Síntese..........................................................................................07
4 – Tipologia Textual..............................................................................................................08
5 – Coesão..............................................................................................................................14
6 – Estrutura da Palavra.........................................................................................................16
7 – Formação de Palavras......................................................................................................17
8 – Ortografia – Como Escrever Certo...................................................................................19
9 – Verbos Terminados em -EAR...........................................................................................22
10 – Grafia de Algumas Palavras...........................................................................................22
11 – Acentuação Gráfica........................................................................................................24
12 – Sílaba Tônica...................................................................................................................25
13 – Separação Silábica..........................................................................................................26
14 – Significação das Palavras...............................................................................................28
15 – Sintaxe da Oração e do Período.....................................................................................35
16 – Tipos de Sujeito..............................................................................................................36
17 – Tipos de Predicado.........................................................................................................38
18 – Período Composto..........................................................................................................39
19 – Emprego das Classes de Palavras.................................................................................41
20 – Concordância Verbal......................................................................................................58
21 – Concordância Nominal...................................................................................................61
22 – Regências Verbal e Nominal.........................................................................................63
23 – Crase...............................................................................................................................70
24 – Pontuação.......................................................................................................................70
25 – Redação Oficial...............................................................................................................73
1 – Ler, Interpretar e Compreender
Textos.
• Leitura sf.
1. Ato, arte ou hábito de ler.
2. Aquilo que se lê.
3. Tec. Operação de percorrer, em um meio
físico, sequências de marcas codificadas que
representam informações registradas, e
reconvertê-las à forma anterior (como
imagens, sons, dados para processamento).
• Interpretar v.t.d.
1. Ajuizar a intenção, o sentido de,
2. Explicar ou declarar o sentido de (texto, lei,
etc.
3. Tirar de (sonho, visão, etc.) indução ou
presságio.
4. Traduzir de língua estrangeira
5. Representar no teatro, cinema, televisão, etc.
• Compreender v.t.d.
1. Conter em si; abranger
2. Alcançar com a inteligência; perceber,
entender
3. Perceber as intenções ou sentido de
4. Entender (alguém), aceitando-o como é
5. Perceber, ouvir
6. Estar incluído ou contido
Buarque de Holanda Ferreira Aurélio. Mini Aurélio Séc. XXI
5º. Ed. Rio de Janeiro Ed. Nova Fronteira 2004 p. 179; 427 e 453.
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OS: 0149/2/18-Gil
Texto (do latim textus, a, um, tecido, particípio
passado de texere, tecer, urdir, entrelaçar, compor) é
uma ideia ou um conjunto de ideias expressas através
de frases, orações, períodos e parágrafos; com um
estilo e estrutura próprios escritas por um sujeito.
O texto pode apresentar duas estruturas em sua
natureza. A estrutura literária e a não-literária.
• O texto literário expressa a opinião pessoal do
autor que também é transmitida através de figuras de
linguagem (texto figurado, conotativo), impregnado
de subjetivismo. – conotação, figuras, ficção,
subjetividade e pessoalidade.
• O texto não-literário transmite a mensagem de
forma clara e objetiva. – denotação, transparência,
objetividade e informação.
Compreender um texto é obter resultado da
união da decodificação (domínio dos mecanismos de
base; o Bê-A-BÁ) com a interpretação; é a última
etapa do processo de leitura; é a consequência da
leitura; é levar em conta os vários aspectos que ele
possui, ou seja, perceber se ele possui aspecto moral,
social, econômico, conforme a intenção do autor;
para confirmar este aspecto, o autor se utiliza de um
vocabulário próprio para a sua intenção.
Para se compreender um texto, é preciso
perceber a sua estrutura interna (ideias básicas e
acessórias). As básicas são percebidas no tópico frasal
que vem esplanadas em cadeia; as acessórias
aparecem no desdobramento da ideia básica nos
parágrafos subsequentes a fim de discutir e
aprofundar o assunto.
Ou seja; Ler não é só decifrar ou dar sentido ao
texto; mas entender os motivos do autor, perceber
sua ideologia diante daquilo que ele escreve, é
encontrar um significado para aquilo que o autor
escreve. É ai que ocorre a interação entre autor e
leitor. O primeiro direcionando suas ideias através de
sentidos e intenção comunicativa; o segundo, lendo,
relendo fazendo inferências, comparando e buscando
o objetivo do autor.
DICAS DE COMPREENSÃO
“A compreensão de um texto é um processo
que se caracteriza pela utilização de conhecimento
prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe, o
conhecimento adquirido ao longo de sua vida. É
mediante a interação de diversos níveis de
conhecimento, como o conhecimento linguístico, o
textual, o conhecimento de mundo, que o leitor
consegue construir o sentido do texto”.
Antes de tudo é importante entender que a
compreensão de um texto, qualquer que seja ele,
precisa ser considerada a partir de seus próprios
elementos internos, o que significa dizer que não
existe o que normalmente se costuma chamar de
“uma verdadeira viagem”.
A dificuldade está centrada, portanto, em um
ponto básico: conseguir perceber, dentro de um senso
comum o que o texto está sugerindo.
Para isso, é importante que qualquer leitor,
pessoa disposta a compreender o texto literário ou o
não-literário tenha, sobretudo, boa vontade e
paciência.
1 – A leitura do texto deveser silenciosa. Várias
vezes, duas, três, quatro... tantas, quantas vezes
precisar. Geralmente bastam três. Evidentemente não
dispomos de muito tempo.
Diante do fator tempo; então leia com o máximo
de atenção, procurando identificar a Temática
Central.
2 – Identificar o que o enunciado solicita. É
muito comum o candidato errar a resposta de uma
questão por não perceber com exatidão, o que o
enunciado deseja saber.
- Assim sendo, concentre-se em todas as
palavras presentes no enunciado.
- Um ponto muito importante: observe se o
enunciado da questão está abordando o texto como
um todo ou se faz referência a apenas uma parte do
texto.
3 – A escolha da melhor opção, em se tratando
de uma prova de múltipla escolha.
- Chegamos ao ponto mais problemático de
todos: a opção correta.
NOTA: É muito comum os candidatos se
queixarem de que chegam a duas opções e quase
sempre acabam marcando a opção errada.
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Calma!!! Muita calma!!! Atenção!!! Imagine o
seguinte:
Se você conseguiu eliminar três das opções,
chegou a duas e marcou a errada, mas uma delas
estava certa, você estava no caminho certo. O que
faltou foi um pouco mais de atenção, experiência, ou
talvez quem sabe, um pouco mais de habilidade para
conseguir perceber as minúcias das duas opções,
verificar pelo enunciado se a questão era de cunho
interpretativo ou compreensivo.
4 – Certificação das respostas.
Uma vez escolhida a opção tente verificar se
nenhuma outra poderia ser aceita.
Tente ser isento nesta análise.
- Lembre-se de que, às vezes, uma vírgula é
suficiente para modificar completamente a
significação de uma frase.
Sempre tenha em mente que o texto literário é,
por excelência, plurissignificativo, o que significa dizer
que, sua significação extrapola uma simples leitura
técnica. Para entendê-lo, é preciso, como dito
anteriormente, decodificar as figuras de linguagem.
COMO FAZER ISSO?
Procure perceber o vocábulo em seu sentido
denotativo (isto é, real) a partir daí, veja se, naquele
contexto, o vocábulo está assumindo uma outra
significação, ou seja, se está sendo utilizado em seu
sentido conotativo. Relacione este vocábulo aos
demais que estão a sua volta, na frase, até que como
na montagem de um quebra-cabeça, todas as peças
possam se encaixar devidamente. Não é um processo
fácil, mas com prática constante se consegue atingir
ótimos resultados.
Não só os alunos afirmam gratuitamente que a
compreensão depende de cada um. Na realidade, isto
é para fugir a um aparentemente válido, mas, na
realidade, não problema que não é de difícil solução
por meio de sofisma (argumento conclusivo, e – que
supõe má fé por parte de quem o apresenta).
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa
compreensão de um texto.
TÓPICO FRASAL
É a menor expressão de palavras que resume
de forma abrangente possível a ideia do parágrafo.
Para se chegar ao TÓPICO FRASAL, deve-se passar
pelas seguintes fases:
1. Eliminar do texto lido as partes redundantes ou
sem importância para o essencial;
2. Generalizar as ideias para se chegar ao TEMA DO
ASSUNTO;
3. Selecionar os subtópicos que comporão o texto
final do TÓPICO FRASAL.
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2 – Erros Clássicos de Compreensão do
Texto
1. Extrapolação: Ir além dos limites do texto.
Acrescentar elementos desnecessários à
compreensão do texto.
2. Redução: Ater-se apenas a uma parte do texto,
quebrar o conjunto, isolar o texto do contexto.
3. Contradição: Chegar a uma conclusão contaria à
do texto, invertendo o seu sentido.
PRESSUPOSTOS
São ideias que não foram expressas de
maneira explícita, mas que podem ser percebidas
através de expressões e palavras contidas no texto.
INTERTEXTUALIDADE
É a relação que se estabelece entre dois
textos, isto é, quando um faz referência a palavras já
existentes no outro.
Uma boa leitura permite ao leitor seja capaz de
identificar o tema e o assunto de um texto; distinguir
informações explícitas de pressupostos e
subentendidos; distinguir um fato da opinião do
autor sobre este fato; relacionar as informações
fornecidas pelo autor com outras informações de
momentos distintos do texto; construir e interpretar
o texto através de seus aspectos gráficos verbais e
não verbais.
LEMBRETE
01. Ler todo o texto, procurando adquirir uma visão
generalizada do assunto.
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não
interrompa a leitura; vá até o fim. Na maioria
das vezes o contexto lhe dá o significado da
palavra.
03. Ler o texto quantas vezes forem necessárias.
04. Ler com atenção, sutileza, malícia nas
entrelinhas.
05. Não permitir que as suas opiniões prevaleçam
sobre as do autor.
06. Verificar com máxima atenção o enunciado da
questão.
07. Cuidados com os vocábulos: não correto,
correto, incorreto, certo, errada, falso,
verdadeiro, exceto e outras palavras novas,
modernas que surgem nas perguntas e que criam
dificuldades ao leitor sobre o que se quer.
08. Quando duas alternativas lhe parecerem
corretas, procure a mais exata ou a mais
completa.
09. Não procure, na resposta, a verdade exata
dentro daquela resposta, mas a opção que
melhor se enquadre no contexto do texto lido.
10. Olhe para o texto como um objeto de ajuda, não
construa uma imagem de algo chato, feio ou
indecifrável. Nossa forma de ver o texto
contribui para os resultados de nossa leitura.
TEXTOS COMPLEMENTARES
TEXTO A
Filosofando sobre a leitura.
A sociedade é, em sua maioria, feita de
homens sem liberdade, pessoas que tolhidas na
educação, imaginação e, fundamentalmente, na ação;
tornam-se, geralmente, repetidoras de ideias,
soluções e emoções distorcidas; equívocos que
tornam a própria evolução do pensar um gesto
estático. O que pode um “inocente” contra o
maquiavelismo social? Sim, pois a carência do saber
torna o ser um alvo fixo, ingênuo, para onde se
“disparam” pensamentos predeterminados,
conclusões ultrapassadase ideias equivocadas. Essa
afirmação pode parecer obscura para a maioria das
pessoas, pois a concepção de liberdade está ligada à
visão de cárcere ou de escravidão no sentido
concreto, e não, à consciência individual do pensar.
Muito se tem discutido sobre a importância da
evolução do raciocínio humano, mas o único
raciocínio plausível para o combate de tal realidade é
a Leitura. No entanto, pouco, verdadeiramente, tem-
se feito para tornar a Leitura um habito em ação. O
resultado da carência dessa atitude está na maioria
das mazelas sociais que o homem discute e lamenta,
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posicionando-se como prisioneiro delas. Não se trata
de reproduzir um pensamento intelectual sem bases
práticas, mas uma afirmação fundamentada nos
resultados de eleições, nas práticas profissionais, no
desempenho econômico nacional e principalmente
nos resultados pessoais de cada cidadão. Ler é
aprender a decidir, não só tomar uma decisão, mas
aprender a conhecer literalmente as consequências
dessa decisão; ler é ganhar experiência, ganhar
liberdade de ter suas próprias ideias, de gerar,
produzir e evoluir seu próprio ser. É antecipar-se ao
tempo e gerir experiência, transformar futuros e
saciar a vaidade. Ler é adquirir sabedoria antes da
velhice. Sim, pois o conhecimento antecipado lapida o
homem para um melhor viver, sentir e decidir. A
leitura pode fazer do leitor o médico, o professor, o
bom gestor público, o bom cidadão. A leitura
transforma a estampa do mundo, pois transforma a
maneira de olhá-lo, torna o ser um artesão, um
mestre do construir, do criar, do transformar. É
compreender parafrasticamente o desejo de Deus,
já que ensina o homem a perceber melhor a paixão e
a oportunidade que o milagre da vida representa.
Arnaldo Filho
TEXTO B
“Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta
para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos
para compreender, ou para começar a compreender.
Não podemos deixar de ler. Ler, como respirar, é
nossa função essencial”
Miguel Alberto. Uma história de leitura
TEXTO C
A Importância da Leitura
A prática da leitura se faz presente em nossas
vidas desde o momento em que começamos a
"compreender" o mundo à nossa volta. No constante
desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas
que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas
perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a
que vivemos, no contato com um livro, enfim, em
todos estes casos estamos, de certa forma, lendo -
embora, muitas vezes, não nos demos conta.
A atividade de leitura não corresponde a uma
simples decodificação de símbolos, mas significa, de
fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo
Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor
apreenda o sentido do texto, não podendo
transformar-se em mera decifração de signos
linguísticos sem a compreensão semântica dos
mesmos.
Nesse processamento do texto, tornam-se
imprescindíveis também alguns conhecimentos
prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem
ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os
textuais, que englobam o conjunto de noções e
conceitos sobre o texto; e os de mundo, que
correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa
leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do
que se lê é alcançada, esses diversos tipos de
conhecimento estão em interação. Logo, percebemos
que a leitura é um processo interativo.
Quando citamos a necessidade do
conhecimento prévio de mundo para a compreensão
da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que
essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo
Boff, cada um lê com os olhos que tem. E interpreta
onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de
um ponto. Para entender o que alguém lê, é
necessário saber como são seus olhos e qual é a sua
visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um
releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada
leitor é co-autor.
A partir daí, podemos começar a refletir sobre
o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é,
acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça,
além dos já referidos processamento cognitivo da
leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é
preciso que o leitor esteja comprometido com sua
leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico
sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a
essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando
para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas
emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por
isso que consegue ser tocado pela leitura.
Assim, o leitor mergulha no texto e se
confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o
que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a
uma aranha:
[...] o texto se faz, se trabalha através de um
entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido -
nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma
aranha que se dissolve ela mesma nas secreções
construtivas de sua teia.
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Dessa forma, o único limite para a amplidão
da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem
constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso
ela se revela como uma atividade extremamente
frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de
adquirirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos
fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara
melhor para atingir às necessidades de um mercado
de trabalho exigente -, experimentamos novas
experiências, ao conhecermos mais do mundo em que
vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos
leva à reflexão.
E refletir, sabemos, é o que permite ao
homem abrir as portas de sua percepção. Quando
movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o
homem se renova constantemente, tornando-se cada
dia mais apto a estar no mundo, capaz de
compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e
vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem
ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de
expectativas.
Desse modo, a leitura se configura como um
poderoso e essencial instrumento libertário para a
sobrevivência do homem.
Há, entretanto, uma condição para que a
leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do
leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não
suporta o imperativo". Quando transformada em
obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para
suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura,
Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de
escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em
qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler.
Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma,
passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado,
então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser
um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de
amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-
se.
Maria Carolina Professora de Língua Portuguesa e Redação do
Ensino Médio e Normal.
TEXTO D
Exercitando
TEXTO I
(Ano: 2015 - Banca: CESPE - Órgão: Telebrás)
Prova: Conhecimentos Básicos para o Cargo 3
José Claudio Linhares Pires. A reestruturação do setor de
telecomunicações no Brasil. Internet: <www.bndespar.com.br> (com
adaptações).
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Conforme as ideias veiculadas no texto, A
reestruturação do setor de telecomunicações no
Brasil,
01. O rompimento do monopólio do Sistema
TELEBRAS ocorreu com vistas à adequação desse
sistema às necessidades do mercado globalizado.
( ) Certo ( ) Errado
02. Antes da privatização do Sistema TELEBRAS, a
prestação de serviços básicos de
telecomunicações era feita de forma global e
universal, abrangendo todos os rincões do país.
( ) Certo ( ) Errado
03. Com a reestruturação do setor de
telecomunicações brasileiro, o Estado, por meio
da ANATEL, passou a exercer controle total desse
setor de serviços, definindo, entre outros
aspectos, o modo como as empresas prestadoras
de serviços de telecomunicação devem se
comportar no mercado, quanto investirão e de
que modo o farão.
( ) Certo ( ) Errado
04. Relativamente à adequação do setor de
telecomunicações ao novo contexto de evolução
tecnológica setorial e de diversificação e
modernização das redes e dos serviços, o
pressuposto era o de que a administração
privada, mas regulada, dos serviços de
telecomunicação poderia proporcionar eficiência,
qualidade, presteza e resultados positivos a esses
serviços.
( ) Certo ( ) Errado
05. A substituição de “autônoma” (L.19) por com
autonomia prejudicaria a correção gramatical do
texto.
( ) Certo ( ) Errado
GABARITO
01 02 03 04 05
E E E C E
3 – Paráfrase, Perífrase e Síntese
PARÁFRASE
Paráfrase é a reprodução explicativa de um
texto ou de unidade de um texto, por meio de uma
linguagem mais longa ou mais curta. Na paráfrase
sempre se conservam basicamente as ideias do texto
original. O que se inclui são comentários, ideias e
impressões de quem faz a paráfrase. Na escola,
quando o professor, ao comentar um texto, inclui
outras ideias, alongando-se em função do propósito
de ser mais didático, faz uma paráfrase.
Parafrasear consiste em transcrever, com
novas palavras, as ideias centrais de um texto. O leitor
deverá fazer uma leitura cuidadosa e atenta e, a partir
daí, reafirmar e/ou esclarecer o tema central do texto
apresentado, acrescentando aspectos relevantes de
uma opinião pessoal ou acercando-se de críticas bem
fundamentadas. Portanto, a paráfrase repousa sobre
o texto-base, condensando-o de maneira direta e
imperativa. Consiste em um excelente exercício de
redação, uma vez que desenvolve o poder de síntese,
clareza e precisão vocabular. Acrescenta-se o fato de
possibilitar um diálogo intertextual, recurso muito
utilizado para efeito estético na literatura moderna.
Observe:
O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente.
Utilizou-se a expressão "povo lusitano" para
substituir "os portugueses". Esse rodeio de palavras
que substituiu um nome comum ou próprio chama-se
perífrase.
PERÍFRASE
Perífrase é a substituição de um nome comum ou
próprio por uma expressão que a caracterize. Nada
mais é do que um circunlóquio, isto é, um rodeio de
palavras.
SÍNTESE
A síntese de texto é um tipo especial de composição
que consiste em reproduzir, em poucas palavras, o
que o autor expressou amplamente. Desse modo, só
devem ser aproveitadas as ideias essenciais,
dispensando-se tudo o que for secundário.
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4 – Tipologia Textual
Toda forma escrita recebe o nome de
redação.
MODALIDADES DE REDAÇÃO
As reflexões recentes sobre tipos ou tipologias
de texto têm por base fundamentalmente as
propostas de Jean-Michel Adam (1992)1, segundo as
quais, a partir da heterogeneidade composicional dos
discursos reais, são definidos padrões de textualização
As modalidades exploradas são: dissertação,
narração, descrição, predição e dialogal.
1 – Narração
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não,
que ocorreu num determinado tempo e lugar,
envolvendo certas personagens. O tempo verbal
predominante é o passado. Estamos cercados de
narrações desde as que nos contam histórias infantis,
como o Chapeuzinho Vermelho ou A Bela
Adormecida, até as picantes piadas do cotidiano. O
Texto é alterado de forma constante. É encontrado
em reportagens, novelas, contos etc.
Na conhecida parábola do filho pródigo,
Jesus narra a história de um pai e seus dois filhos. O
mais moço resolveu pedir ao pai a parte da herança
que lhe cabia, partindo depois para uma terra
distante, onde dissipou todos os seus bens a viver
dissolutamente. Sobrevindo àquele país uma grande
fome, ele começou a passar necessidade e foi
trabalhar guardando porcos no campo. Ali, desejava
fartar-se do que os porcos comiam; mas ninguém lhe
dava nada. (Lc. 15)
2 – Descrição
É a modalidade em que se faz um retrato por
escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um
objeto. Tem no adjetivo a ferramenta mais
importante, pela sua função caracterizadora. Pode-se
descrever sensações ou sentimentos. É a construção,
com palavras, da imagem do objeto ou personagem
descrito. Dificilmente essa tipologia será
predominante em um texto. É comum é trechos
descritivos introduzidos em textos narrativos e
dissertativos.
“Era uma casa muito engraçada, não tinha
teto, não tinha nada, ninguém podia entrar nela não,
porque na casa, não tinha chão, ninguém podia
dormir na rede, porque na casa não tinha parede,
ninguém podia fazer pipi, porque penico, não tinha
ali”.
3 – Dissertação
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou
explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o
texto dissertativo pertence ao grupo dos textos
expositivos, juntamente com o texto de apresentação
científica, o relatório, o texto didático, o artigo
enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não
está preocupado com a persuasão e sim, com a
transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um
texto informativo. Quando o texto, além de explicar,
também persuade o interlocutor e modifica seu
comportamento, temos um texto dissertativo-
argumentativo.
“O Brasil é um país de crescimento
desordenado porque a sua realidade econômica é
desordenada. O acesso à riqueza está sempre
restrito ao poder da elite. Não há uma distribuição
de renda justa. Seu desenvolvimento econômico
também não é bem distribuído porque encontramos
em suas regiões uma grande população muito pobre
comandada e oprimida por uma pequena população
extremamente rica”.
4 – Injunção
É a modalidade que prescreve como realizar
uma ação. Também é utilizado para predizer
acontecimentos e comportamentos, com linguagem
objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria,
empregados no modo imperativo, porém nota-se
também o uso do infinitivo e o uso do futuro do
presente do modo indicativo. Ex.: receitas culinárias,
manuais, leis, convenções, regras, etc.
- Cuidado com o cão! Afaste-se!
- Se preferir, acrescente coco ralado à mistura.
- Dobre a primeira à direita e depois siga em frente
até o final da rua.
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OS: 0149/2/18-Gil
- Venha para aminha festa de aniversário. Estou
aguardando.
- Pode esfriar à noite. Leve mais este casaco.
- Certifique-se de que a peça foi colocada
5 – Predição
É a modalidade que busca predizer algo ou
levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual
ainda está por ocorrer. É predominante nos gêneros:
previsões astrológicas, previsões meteorológicas,
previsões escatológicas/apocalípticas.
Capricórnio
02/09 QUA - Um dia com energia favorável e
realizadora aos capricornianos. Momento de forte
tom afetivo e criativo. É hora de desenvolver os seus
projetos com mais confiança.
Leia
mais: http://horoscopovirtual.uol.com.br/horoscopo/capricornio#
ixzz3kYU58Qzj
6 – Dialogal / Conversacional
Caracteriza-se pelo diálogo entre os
interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros:
entrevista, conversa telefônica, chat, etc.
www.facebook.com
TEXTO V
(CESPE – 2015 – TELEBRÁS – CONHEC. BÁSICOS)
O ambiente socioeconômico do setor de
telecomunicações. In: O desempenho do setor de
telecomunicações no Brasil. Séries temporais 1S15.
Elaborado pela Telebrasil em parceria com o Teleco.
Rio de Janeiro, agosto de 2015, p. 7-9. Internet:
<www.telebrasil.org.br > (com adaptações).
Com relação às estruturas linguísticas do texto O
ambiente socioeconômico do setor de
telecomunicações, julgue o seguinte item.
01. Desde que fossem feitas as necessárias
adaptações redacionais, o conteúdo veiculado no
texto em apreço poderia compor o corpo de um
relatório referente ao crescimento
socioeconômico do setor de telecomunicações
no Brasil, desde a privatização do setor.
( ) Certo ( ) Errado
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TEXTO VI
(CESPE – 2015 – TELEBRÁS – CONHEC. BÁSICOS)
Com relação às tirinhas I e II apresentadas, julgue o
seguinte item.
01. No título da tirinha II, a expressão “tivesse
bombando” é característica da linguagem
informal, típica do gênero textual tirinha.
( ) Certo ( ) Errado
GABARITO DOS TEXTOS V E VI
TEXTO V – C
TEXTO VI - C
TEXTO VII
O engano
Um estudante, passando pela frente de uma
loja, olhou a vitrine e resolveu comprar um par de
luvas para a namorada. Pediu à balconista para
embrulhá-la para presente e foi ao caixa para pagar. A
moça, por distração, entregou as luvas a uma freguesa
que havia comprado calcinhas e a compra dela, deu-a
ao estudante. O rapaz pegou o pacote e enviou-o a
namorada com uma carta onde escreveu:
“Meu bem, lembrei-me de que hoje é seu
aniversário e, na oportunidade, mando-lhe este
presente, embora saiba que você não costuma usar.
Achei-as bonitas, mas não sei se você vai gostar da
cor. A moça da loja experimentou-as na minha frente
e eu gostei muito. Ficaram um pouco largas na frente,
mas ela disse que é para as mãos entrarem melhor e
para facilitar o movimento dos dedos. Ela disse
também que, quando as tirar, é melhor colocar um
pouco de talco para evitar o mau cheiro.
Meu bem, quero que você as use, pois vão
cobrir aquilo que pedirei um dia. Um grande beijo no
lugar onde você vai usá-las.
Compreensão do texto
01. Pode-se inferir do texto que o estudante:
A) Apesar de querer mandar uma luva para a
namorada acabou intencionalmente
mandando calcinhas.
B) Mandou calcinhas por engano, mas com
intenção da vendedora da loja.
C) Por descuido da vendedora da loja mandou
um par de luvas no lugar de calcinhas, o que
acabou criando uma situação inusitada.
D) Tratou a namorada com todo respeito,
através da mensagem, embora não soubesse
que o presente tivesse sido trocado por
engano.
E) Procurou ser o mais gentil possível, mesmo
sabendo que a namorada jamais desse a ele
o que ele mais queria: a mão em casamento.
02. Em qual momento do texto a confusão começa?
A) “... olhou a vitrine e resolveu comprar as
luvas...”.
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B) “... entregou as luvas a uma freguesa que
havia comprado calcinhas...”.
C) “... o rapaz pegou o pacote...”.
D) “... hoje é seu aniversário...”.
E) “... é melhor colocar talco...”.
03. Qual das passagens referentes à carta cria uma
situação de embaraço ao receptor da
mensagem?
A) “Lembrei-me que hoje é seu aniversário...”.
B) “Achei-as bonitas, mas não sei se você vai
gostar...”.
C) “A moça da loja experimentou na minha
frente...”.
D) “ficaram um pouco largas na frente...”.
E) “Um beijo no lugar aonde você vai
usá-las...”.
GABARITO
01 02 03
C B E
TEXTO VII
Drogas: cada vez mais perto
Há dez anos, quando foi realizado o primeiro
levantamento do CEBRID (Centro Brasileiro de
Informação sobre Drogas), apenas 0,4% dos jovens
admitiam uso frequente (mais de seis vezes por mês)
das drogas: agora são 1,7% - quatro vezes mais. Uma
outra pesquisa realizada pelo IBOPE e a pedido da
ONG Associação Parceira Contra as Drogas,
entrevistou 700 jovens de 9 a 22 anos em cinco
capitais, mostrando que as crianças e adolescentes
estão cada vez mais expostos à oferta de drogas. A
porcentagem de jovens classificados como “mais
próximos” às drogas (já usam alguma droga ilícita
além da maconha e/ou têm algum amigo que usa)
subiu de 22% (na pesquisa semelhante de 1996) para
35% em um ano. O grau de facilidade para obtenção
de todas as drogas aumentou significativamente. No
caso da maconha, por exemplo, 49% dos
entrevistados acham fácil ou muito fácil conseguir a
erva (42% em 93); no caso do CRACK esse índice
aumenta de 19% para 26%.
(Pais e Filhos, 1998).
01. Acerca do texto VIII, e levando em conta o ano da
reportagem, todas as afirmativas abaixo não
estão corretas, exceto?
A) Em dez anos de entrevistas realizadas pelo
CEBRID houve um aumento no consumo de
drogas entre jovens em 0,4%;
B) Nos últimos dez anos de entrevistas
realizadas pelo CEBRID, houve uma redução
de consumo de drogas entre os jovens em
1,7%;
C) Na pesquisa realizada pelo IBOPE, a pedido
da ONG Associação Parceria contra as
Drogas constatou-se que, em cinco capitais
brasileiras, há mais consumo de drogas
entre os jovens do que nos demais estados
brasileiros;
D) Os jovens considerados “mais próximos”, ou
seja, aqueles que, além da maconha, usam
outro tipo de droga ilícita; em um ano,
passaram a consumir mais CRACK do que
maconha;
E) Pode-se inferir da leitura que a facilidade na
obtenção da erva maconha, segundo a
entrevista cresceu em números percentuais
7% entre os casos de 93 a 98;
02. A ideia central tratada pelo texto concerne
A) Facilidade na obtenção de drogas ilícitas;
B) A luta das ONGS contra as drogas ilícitas;
C) Ao maior consumo de drogas entre os
jovens brasileiros;
D) Ao percentual maior de jovens que usam
drogas;
E) Aos jovens de cinco estados que estão mais
expostos ao caminho das drogas;
03. Infere-se do primeiro período do texto todas as
asserções abaixo, exceto:
A) Houve um levantamento sobre os jovens
que usavam drogas, há dez anos;
B) Um centro de informações sobre drogas
realizou a pesquisa;
C) No entremeio de dez anos, houve um
aumento da admissão de consumode
drogas entre os jovens, de 1,3%;
D) Dez anos após a primeira entrevista,
constatou-se que o número de jovens que
usam drogas como CRACK e maconha
cresceu para 1,7%;
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E) Há dez anos, apenas 0,4% dos jovens
admitiam que usavam drogas;
04. Atente para a seguinte passagem do texto: “...
Agora são 1,7% , quatro vezes mais.”.
Qual a informação contida na passagem
destacada:
A) aumento no percentual de drogas;
B) aumento do percentual de jovens que
admitem usar drogas.
C) percentual de jovens drogados no período
de dez anos;
D) queda da taxa de jovens drogados;
E) n.d.a.
05. O texto “Drogas cada vez mais perto” apresenta
apenas um parágrafo, em cinco períodos.
Observe a sequência de argumentos a seguir:
I – Jovens entrevistados em cinco capitais
brasileiras;
II – Aumento no uso de maconha e CRACK;
III – Centro brasileiro constata que, no período
de dez anos, houve aumento de jovens
usuários de drogas;
IV – Facilidade na consecução de drogas;
V – Jovens “mais próximos” usam mais drogas
no período de 12 meses;
A sequência de períodos que completa o sentido
do texto é:
A) III, I, V, II, IV;
B) III, I, V, IV, II;
C) III, V, I, IV, II;
D) II, I, V, IV, III;
E) II, V, I, IV, III;
GABARITO
01 02 03 04
E A D B
TEXTO IX
O problema ecológico
Se uma nave extraterrestre invadisse o espaço aéreo
da Terra, com certeza seus tripulantes diriam que
neste planeta não habita uma civilização inteligente,
tamanho é o grau de destruição dos recursos naturais.
Essas são palavras de um renomado cientista
americano. Apesar dos avanços obtidos, a
humanidade ainda não descobriu os valores
fundamentais da existência. O que chamamos
orgulhosamente de civilização nada mais é do que
uma agressão às coisas naturais. A grosso modo, a tal
civilização significa a devastação das florestas, a
poluição dos rios, o envenenamento das terras e a
deterioração da qualidade do ar. O que chamamos de
progresso não passa de uma degradação deliberada e
sistemática que o homem vem promovendo há muito
tempo, uma autêntica guerra contra a natureza.
Afrânio Primo. Jornal Madhva (adaptado).
01. Segundo o Texto III, o cientista americano está
preocupado com:
A) a vida neste planeta.
B) a qualidade do espaço aéreo.
C) o que pensam os extraterrestres.
D) o seu prestígio no mundo.
E) os seres de outro planeta.
02. Para o autor, a humanidade:
A) demonstra ser muito inteligente.
B) ouve as palavras do cientista.
C) age contra sua própria existência.
D) preserva os recursos naturais.
E) valoriza a existência sadia.
03. Da maneira como o assunto é tratado no Texto
IX, é correto afirmar que o meio ambiente está
degradado porque:
A) a destruição é inevitável.
B) a civilização o está destruindo.
C) a humanidade preserva sua existência.
D) as guerras são o principal agente da
destruição.
E) os recursos para mantê-lo não são
suficientes.
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04. A afirmação: “Essas são palavras de um
renomado cientista americano. ”, quer dizer que
o cientista é:
A) inimigo.
B) velho.
C) estranho.
D) famoso.
E) desconhecido.
GABARITO
01 02 03 04
A C B D
TEXTO X
(CESPE – TJ-Pe – 2001
Luz no Campo Mudando o campo da noite para
o dia
O governo federal, por intermédio do
Ministério das Minas e Energia e da ELETROBRÁS; está
lançando o Programa Luz no Campo. Um projeto que
vai levar energia elétrica para mais de um milhão de
domicílios e propriedades rurais no interior do país.
Junto com o programa, vão chegar desenvolvimento,
conforto e todos os benefícios que a energia traz.
Com isso, o homem do campo vai poder continuar
morando no campo. E o sonho de dona Alzira, e de
todas as pessoas que estavam esperando a energia
elétrica chegar, vai poder ser realizado.
VEJA, 23.12.1999, P. 72 (COM ADAPTAÇÃO)
01. De acordo com as ideias do texto X, assinale a
opção correta.
A) O título do texto sugere que, após chegar a
eletricidade ao campo, a natureza estará tão
clara, à noite, que parecerá um pasto
verdinho durante o dia.
B) Destinado exclusivamente às comunidades
pobres do Nordeste, o Programa tem
alcance eficaz, porém muito limitado,
geograficamente.
C) O Programa Luz no Campo é apresentado no
texto como uma iniciativa positiva do
governo, porque estimula a eletrificação
rural do país.
D) O desenvolvimento chegará apenas às
propriedades urbanas, porque elas já
possuem os benefícios e o conforto
proporcionados pela energia elétrica.
E) O Programa Luz no Campo vai realizar o
sonho de muitas mulheres trabalhadoras, a
exemplo de dona Alzira, cujo desejo é
possuir uma geladeira.
TEXTO XI
Falar de boca cheia não é mais falta de educação
Todo mundo concorda que educação é básico.
O que muita gente não sabe é que uma alimentação
inadequada na primeira infância compromete
qualquer projeto de educação no futuro. A Ação
Criança atua em vários estados, garantindo
alimentação para milhares de crianças, de zero a sete
anos, a partir da gestação. É uma entidade sem fins
lucrativos, apoiada pela Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(UNESCO). Ajude a alimentar o futuro desde já.
Colabore coma Ação Criança.
Isto É, n. 1640, 07.03.2001. p. 65 (com adaptações)
02. O texto XI deixa claro que
A) Houve um tempo em que falar de boca cheia
era considerado falta de educação.
B) O básico, em educação, é que ela seja
estendida a todos os cantos do país.
C) A alimentação, a saúde dentária e a
educação são fatores essenciais para as
crianças do mundo inteiro.
D) A única preocupação do Programa Ação
Criança é o futuro, já que ao passado não se
retorna.
E) Todo o cidadão cuja mãe teve
acompanhamento pré-natal tem o futuro
garantido.
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5 – Coesão
É o processo pelo qual frases ou parte delas se
relacionam para assegurar contexto, nexo entre as
partes do texto. É a articulação que estabelece a
ligação de uma ideia à outra, ou especifica o tipo de
relação no discurso. É formada por elementos
linguísticos: nomes, conjunções, pronomes relativos,
preposições, advérbios, locuções adverbiais, formas
verbais. É o elemento responsável pela textualidade,
diz respeito a todos os processos de referenciarão ou
segmentação que remetem elementos mencionados
no texto.
TEXTO XII
“A polícia abriu inquérito para investigar a morte de
mais um bebê na Santa Casa de Misericórdia de
Belém, no Pará. O óbito ocorreu no mesmo dia em
que gêmeos nasceram dentro de uma viatura de
bombeiros em frente ao hospital, após a mãe não
receber atendimento. ” .com R7
- publicado em 29/08/2011 às 14h21:
01. Pode-se perceber que o texto acimatem um
caráter:
A) literário;
B) político
C) informativo;
D) narrativo;
E) dissertativo;
GABARITO
01
C
TEXTO XIII
Na década de 70, prognósticos sombrios alertavam
para o risco de extinção dos povos indígenas no
Brasil. Após 30 anos, o censo de 2009 do IBGE afastou
esse temor, ao constatar que em 1991 a 2000 a
população indígena cresceu mais do que todos ou
outros grupos étnicos. Eles eram 294 mil em 1991 e
passaram a ser 734 mil em 2000, uma variação de
149,6%, enquanto o restante da população cresceu
8,2%.
Uma análise mais aparada nos dados mostra, no
entanto, que não houve um “boom populacional”
causado por altíssimas taxas de fecundidade ou
migração de povos de países vizinhos. O crescimento
foi causado por gente que já vivia em áreas urbanas
em 1991, mas que, no censo daquele ano, não se
declarou como indígena passando a fazer isso apenas
nove anos mais tarde.
Em 1991, dos 294 mil índios, 71 mil (24,1%) viviam na
área urbana. Nove anos depois, esse contingente
urbano deu um salto de 440% e passou a representar
52,2% do total, ou 383 mil pessoas.
“Não se trata de aumento demográfico. O que
sobressai na análise desse crescimento é o
componente de auto declaração”, afirma Luiz
Antônio Oliveira, coordenador de População e
Indicadores Sociais do IBGE.
Folha de São Paulo, quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Responda as questões referentes ao texto acima:
01. O propósito principal do texto é noticiar o:
A) afastamento dos prognósticos sombrios da
década de 70 sobre a extinção dos povos
indígenas do Brasil a partir de dados do
Censo 2000 do IBGE.
B) crescimento no número de indígenas como
resultado do fato de esses povos terem
decidido se declararem como indígenas no
Censo 2000.
C) aumento, entre 1991 e 2000, da população
indígena brasileira de forma superior ao que
ocorreu com os outros grupos étnicos.
D) “boom populacional” indígena causado por
altíssimas taxas de fecundidade ou pela
migração de povos de países vizinhos.
02. No texto, a expressão “fazer isso” recupera a
seguinte ideia:
A) autodeclarar-se como indígena
B) causar o crescimento populacional
C) viver em áreas urbanas
D) Não se declarar como indígena
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03. Na matéria, há determinadas expressões que
denotam variação de modalidade no uso da
língua portuguesa, como “boom populacional” e
“deu um salto”, que podem ser substituídas, sem
prejuízo de sentido no texto, por,
respectivamente:
A) contingente urbano e teve altíssimas taxas
B) prognostico sombrio e cresceu mais
C) aumento demográfico e teve um salto
crescimento
D) risco de extinção dos povos e sofreu
variação.
GABARITO
01 02 03
A C
TEXTO XIV
DOM CASMURRO
Capítulo CXXIII – Olhos de ressaca
Machado de Assis
Enfim, chegou a hora da encomendação e da
partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o
desespero daquele lance consternou a todos. Muitos
homens choravam também, as mulheres todas. Só
Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si
mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A
confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns
instantes para o cadáver tão fixa, tão
apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem
algumas lágrimas poucas e caladas...
As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela;
Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a
gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a
amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a
retinha também. Momento houve em que os olhos de
Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o
pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos,
como a vaga do mar lá fora como se quisesse tragar
também o nadador da manhã.
01. O trecho acima nos revela que a despedida de
Sancha do marido foi
A) contida, mas cheia de ternura.
B) dramática e comovente.
C) tranquila e rápida.
D) inquietante e estranha.
02. Qual dos trechos apresenta uma impressão do
narrador ao relatar os fatos?
A) “Sancha quis despedir-se do marido,”
B) “Muitos homens choravam também, as
mulheres todas.”
C) “Redobrou de carícias para a amiga, e quis
levá-la;”
D) “Só Capitu, amparando a viúva, parecia
vencer-se a si mesma.”
GABARITO
01 02
B D
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____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
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____________________________________________
LÍNGUAGEM VERBAL E NÃO-VERBAL
Linguagem verbal é a que utiliza a palavra
falada ou escrita.
“Estacionamento para deficientes.”
“Reciclagem”
Linguagem não-verbal é a que utiliza outros
sinais para transmitir uma mensagem.
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6 – Estrutura da Palavra
É o estudo dos elementos mórficos (morfemas ou
monemas) que formam uma unidade lexical.
Raiz
Radical
Vogal temática
Tema
Desinência
Afixos
Letras de ligação
Raiz ou radical primitivo é o elemento originário, que
concentra a significação (semântica) da palavra. As
raízes vêm de outras línguas (no português,
geralmente do grego ou latim) e são, sobretudo,
monossilábicas. Podem sofrer alteração. São
irredutíveis.
Ex.: criança, irredutível, Evangelho
O Radical, Semantema, Lexema ou Elemento de
Composição é o elemento básico das palavras. O
radical é a parte invariável da palavra, presente em
todas as palavras derivadas. É encontrado através do
despojo dos elementos secundários (quando houver)
da palavra.
Ex.: pedra, pedreiro, pedraria
Vogais temáticas são vogais que são acrescentadas ao
radical, preparando-o para receber as desinências. As
vogais temáticas podem ser anuladas. São elas:
A → São usadas em verbos e em nomes. Falar, Olhar,
Colocar, Boneca, Mala.
E → São usadas em verbos e em nomes. Receber,
Tremer, Escrever, Omelete.
I → São usadas em verbos. Dormir, Mentir, Exibir,
Incubir.
O → São usadas em nomes. Repor, Entrepor, Amor.
OBS. Quando átonas finais. Ex.: sofá não tem VT.
Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal
temática.
Ex.: terr+a (radical + vogal temática); Am+or
Desinências ou morfemas flexionais são elementos
colocados após os radicais. Podem ser nominais
(indicam gênero e número) ou verbais (indicam modo,
tempo, númeroe pessoa).
Ex.: gato, gata/ gatos, gatas –NOMINAL
Ex.: amava- Desinência modo-temporal
Ex.: amavas – Desinência número-pessoal
Afixos são morfemas que podem ser ligados ao radical
da palavra, formando assim uma nova palavra.
Dependendo do local onde se encontram, os
morfemas podem ser chamados de PREFIXOS,
SUFIXOS ou INFIXOS.
Na língua portuguesa os afixos podem ser
classificados em prefixos e sufixos, conforme a
posição que são colocados na palavra em relação ao
radical. Na língua portuguesa não há infixos
Prefixo
É o afixo que se acrescenta antes do radical(ex.: bibliografia, internet), no acréscimo muda o
sentido básico do radical.
Sufixo
É o afixo que se acrescenta depois do radical (ex.:
plantação, globalização), no acréscimo muda o
sentido básico e até a própria classe gramatical da
palavra
OBS. Um infixo (ou interfixo) é um afixo que se
localiza dentro da raiz, dividindo-a em duas partes
descontínuas. Exemplo: o morfema nasal do latim que
era marca de presente do indicativo: rumpo 'rompo',
vinco 'venço' etc. O infixo pode ser ainda
um fonema que se intercala, para fins de eufonia,
entre a raiz e o sufixo de uma palavra (como por
exemplo o/z/ em cafezal); vogal ou consoante de
ligação.
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SUFIXO
LATINO
EXEMPLO
SUFIXO
GREGO
EXEMPLO
-ada Paulada -ia Geologia
-eria Selvageria -ismo Catolicismo
-ável Amável -ose Micose
LETRAS DE LIGAÇÃO são morfemas que só servem
para facilitar a pronúncia, ligando outros morfemas.
São infixas. Essas letras são chamadas de termos
eufônicos:
Ex.: Anuro, Gasoduto
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7 – Formação de Palavras
Inicialmente, alguns conceitos sobre palavras
primitivas e derivadas e palavras simples e compostas:
PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são
formadas a partir de outras.
Exemplo: pedra, casa, paz, etc.
PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a
partir de outras já existentes.
Exemplo: pedrada (derivada de pedra), ferreiro
(derivada de ferro).
PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem
apenas um radical.
Exemplo: cidade, casa, pedra.
PALAVRAS COMPOSTAS – são palavras que
apresentam dois ou mais radicais.
Exemplo: pé-de-moleque, pernilongo, guarda-chuva.
AFIXOS: São elementos que se juntam aos radicais
para formação de novas palavras.
Na língua portuguesa existem dois processos de
formação de novas palavras: derivação e composição.
DERIVAÇÃO
É o processo pelo qual palavras novas
(derivadas) são formadas a partir de outras que já
existem (primitivas). Podem ocorrer das seguintes
maneiras:
Prefixal;
Sufixal;
Parassintética;
Regressiva;
Imprópria.
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PREFIXAL – quando um afixo é colocado antes do
radical;
SUFIXOS – quando afixo é colocado depois do radical
Exemplo:
Pedrada.
Inviável.
Infelizmente
PARASSINTÉTICA
Processo de derivação pelo qual é acrescido um
prefixo e sufixo simultaneamente ao radical.
Exemplo: anoitecer, pernoitar.
OBSERVAÇÃO: Existem palavras que apresentam
prefixo e sufixo, mas não são formadas por
parassíntese. Para que ocorra a parassíntese é
necessários que o prefixo e o sufixo juntem-se ao
radical ao mesmo tempo. Para verificar tal derivação
basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a
palavra deixar de ter sentido, então ela foi formada
por derivação parassintética. Caso a palavra continue
a ter sentido, mesmo com a retirada do prefixo ou do
sufixo, ela terá sido formada por derivação prefixal e
sufixal.
REGRESSIVA – processo de derivação em que são
formados substantivos a partir de verbos.
Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo
atrasar)
O debate foi longo. (do verbo debater)
IMPRÓPRIA – processo de derivação que consiste na
mudança de classe gramatical da palavra sem que sua
forma se altere.
Exemplo: fumar (verbo) – o fumar (substantivo).
COMPOSIÇÃO
É o processo pelo qual a palavra é formada pela
junção de dois ou mais radicais. A composição pode
ocorrer de duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e
AGLUTINAÇÃO.
JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas
palavras e continua a serem faladas (escritas) da
mesma forma como eram antes da composição.
Exemplo: girassol (gira + sol), pé-de-moleque (pé + de
+ moleque), passatempo (passa+tempo), vaivém,
mestre-sala, guarda-roupa.
AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos
uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia.
Exemplo: planalto (plano + alto), petróleo (petra +
óleo), fidalgo (filho+de+algo), planalto (plano + alto).
Além da derivação e da composição existem
outros tipos de formação de palavras que são
hibridismo, abreviação e onomatopéia.
ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO
É a forma reduzida apresentada por algumas
palavras:
Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto
(motocicleta), Zé de José, pólio de poliomelite, cine de
cinema, extra de extraordinário.
HIBRIDISMO
É a formação de palavras a partir da junção de
elementos de idiomas diferentes.
Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim),
burocracia (buro – francês + cracia – grego), sociologia
(sócio -latim + logia -grego).
ONOMATOPEIA
Consiste na criação de palavras através da
tentativa de imitar vozes ou sons da natureza.
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Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!.
NEOLOGISMO
Termo utilizado para classificar uma palavra
nova que surge numa língua devido à necessidade de
designar novas realidades - novos conhecimentos
técnicos, objetos gerados pelo progresso científico
(neologismos técnicos e científicos) e até por
questões estilísticas e literárias, tornando a língua
mais expressiva e rica (neologismos literários).
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8 – Ortografia — Como Escrever Certo?Do grego orthographia (escrita correta), trata
do uso correto das letras e dos sinais gráficos na
língua escrita. Faz-se uso, na comunicação escrita, de
letras, sinais diacríticos e sinais de pontuação.
O sistema ortográfico vigente em nosso país
foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de
abril de 1995 e elaborado pela Academia Brasileira de
Letras
Foi assinado em Lisboa, Portugal, no dia 16 de
dezembro de 1990, não só por representantes de
Brasil e Portugal, mas também de Angola, Cabo Verde,
Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Nosso alfabeto, que é o conjunto de símbolos
gráficos (grafemas) que utilizamos para transcrever a
maioria dos sons da linguagem articulada, compõe-se,
atualmente, de 26 letras. São elas: a, b, c, d, e, f, g, h,
i, j, k, l, m, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y e z..
A letra h não tem valor fonético, pois não
representa som nenhum, sendo, portanto,
denominada letra muda.
Cerca de 80% das palavras de nossa língua
vieram do latim, aproximadamente 15%, do grego e o
restante, de outros idiomas (alemão, inglês, italiano,
espanhol, francês, árabe, japonês, chinês, sânscrito,
hindi, línguas africanas, indígenas, etc.).
Teoricamente, para que uma pessoa domine com
absoluta segurança a ortografia de nossa língua, é
preciso que ela conheça profundamente todos ou a
maioria desses idiomas.
Calma! Não é preciso chegar a tanto. Há outros
meios mais fáceis. A maneira mais simples, prática e
objetiva de adquirir um bom conhecimento de
ortografia é ler e escrever bastante, ver as palavras,
familiarizar-se com elas. E sempre que tiver dúvida
quanto à grafia desta ou daquela palavra, não seja
orgulhoso nem preguiçoso: consulte um bom
dicionário. Não “chute” na hora de escrever a palavra,
nem “fuja” dela; tenha o bom senso e __ por que não
dizer? __ a humildade de consultar um dicionário, um
bom dicionário.
Apenas a título de ilustração, há a seguir
algumas regras de fácil memorização, que lhe serão
muito úteis:
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■ TREMA
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a
letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos
grupos gue, gui, que, qui.
Ex.: aguentar, arguir, bilíngue, cinquenta
Obs. o trema permanece apenas nas palavras
estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller,
mülleriano.
■ ACENTUAÇÃO
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi
e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm
acento tônico na penúltima sílaba).
Ex.: alcaloide, alcateia, androide, assembleia
Obs.: essa regra é válida somente para palavras
paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas
as palavras oxítonas e os monossílabos tônicos
terminados em éis e ói(s).
Ex.: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis
etc.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o
acento no i e no u tônicos quando vierem depois
de um ditongo.
Ex.: bocaiuva
Obs.: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem
em posição final (ou seguidos de s), o acento
permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
Se o i ou o u forem precedidos de ditongo
crescente, o acento permanece. Exemplos:
guaíba, Guaíra.
■ USO DO HÍFEN
1. Sempre que um prefixo terminar com vogal e a
palavra seguinte iniciar com R OU S, não se usa
mais hífen. Essas duas letras duplicam.
Ex.: autossuficiente, contrarregra, minissaia,
antissocial, antirrugas, antessala,
ultrassonografia, megassena.
■ EMPREGO DE X E CH
1) Grafa-se x depois de ditongos.
Ex.: abaixo, ameixa, caixa, peixe, queixo, trouxa,
etc.
Exceções: caucho e seus derivados, como
recauchutar e recauchutagem.
2) Grafa-se x depois de en-.
Ex.: enxada, enxame, enxertar, enxerto,
enxurrada, enxofre, enxoval, enxotar, etc.
Atenção: se, contudo, houver o prefixo en- +
palavra iniciada por ch, claro está que se deve grafar
com ch.
Ex.: encharcar (de charco), enchente (de cheio),
enchiqueirar (de chiqueiro), etc.
A palavra enchova, posto que seja grafada com ch,
foge a essa regra.
■ EMPREGO DE -EZ(A) E -ÊS/-ESA
1) Grafa-se -e, -esa quando for substantivo
concreto, que indica origem, nacionalidade,
posição social, títulos honoríficos, etc.
Ex.: burguês (de burgo), camponês (de campo),
japonês (de Japão), marquesa, princesa, etc..
Exceção: tez (pele) e xadrez.
2) Grafam-se também com -ês ou -esa os adjetivos
derivados de substantivos concretos.
Ex.: burguês (de burgo), cortês (de corte),
milanês ou milanesa (de Milão, na Itália),
montanhês (de montanha), etc.
3) Os substantivos abstratos, derivados de
adjetivos, geralmente são grafados com -ez ou -
eza.
Ex.
acidez (de ácido), altivez (de altivo),
avidez (de ávido). aridez (de árido).
beleza (de belo). dureza (de duro),
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braveza (de bravo), leveza (de leve),
fineza (de fino). natureza (de natural),
magreza (de magro), etc.
■ EMPREGO DE -IZA OU -ISA
Os substantivos femininos terminados em - isa são
grafados sempre com s.
Ex.: poeta/poetisa, papa/papisa, profeta/profetisa,
sacerdote/sacerdotisa, etc.
■ EMPREGO DE -IZAR OU -ISAR?
Os verbos terminados em -izar e -isar seguem os
seguintes critérios:
a) Quando o substantivo correspondente ao verbo
traz is + vogal, deve ser grafado com -isar.
Ex.: aviso/avisar, paralisia/paralisar, friso/frisar,
análise/analisar, pesquisa/pesquisar, etc.
Exceções: iris/irisar e bis/bisar.
b) Quando o verbo cujo substantivo correspondente
não traz is + vogal, deve ser grafado com -izar.
Ex.: economia/economizar, humano/humanizar,
catequese/catequizar, fiscal/fiscalizar, etc.
■ CASOS DIVERSOS
1) O sufixo -oso ou -osa sempre se grafa com s.
Ex.:
horror/horroroso,
fama/famoso(a),
gosto/gostoso(a) etc.
2) Os verbos usar, pôr e querer não possuem formas
com z, portanto: uso, usei, usou; quis, quisesse,
quiseram; pus, pusesse, pusemos, pusera etc.
3) Os verbos terminados em -uir têm suas formas
das 2.a e 3.a pessoas do presente do indicativo
grafadas com i. Exemplos:
Possuir tu possuis
ele possui
construir tu constróis
ele constrói
influir tu influis
ele influi
ele influi
moer tu móis
ele mói
4) Os verbos terminados em -ir têm suas formas da
2.a e da 3.a pessoa do presente do indicativo
terminadas em e. Exemplos:
abolir tu aboles
ele abole
aderir tu aderes
ele adere
aferir tu aferes
ele afere
admitir tu admites
ele admite
5) Os verbos terminados em -uar e -oar têm suas
formas de 1.a, 2.a e 3.a pessoas do presente do
subjuntivo grafadas em e. Exemplos:
abençoar que eu abençoe
que tu abençoes
que ele abençoe
entoar que eu entoe
que tu entes
que ele entoe
continuar que eu continue
que tu continues
que ele continue
efetuar que eu efetue
que tu efetues
que ele efetue
recuar que eu recue
que tu recues
que ele recue
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9 – Verbos Terminados em -EAR
1) Os verbos terminados em -ear recebem um i nas
formas rizotônicas, ou seja, aquelas cujo acento
prosódico se localiza no radical. Exemplos:
Passear eu passeio Frear eu freio
tu passeias tu freias
ele passeia ele freia
eles passeiam eles freiam
que eu passeie que eu freie
que tu passeies que tu freies
que ele passeie que ele freie
que eles passeiem que eles freiem
As formas arrizotônicas desses verbos, cujo
acento prosódico está fora do radical, não trazem i,
como podemos verificar nos exemplos abaixo:
passear nós passeamos
vós passeais
que nós passeemos
que vós passeeis
ele passeava
tu passeavas
Também não recebem i o particípio passeado, o
gerúndio passeando.
O verbo frear segue o mesmo paradigma.
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10 – Grafia de Algumas Palavras
MAS/MAIS:
Mas: conjunção adversativa equivale a, porém,
contudo, entretanto:
Ex.: Tento não sofrer, mas a dor é muito forte.
Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a
menos:
Ex.: É um dos garotos mais bonitos da escola.
ONDE/AONDE:
Onde: lugar em que se está ou que se passa algum
fato:
Ex.: Onde você está?
Aonde: indica movimento (refere-se a verbos de
movimento):
Ex.: Aonde você vai?
QUE/QUÊ
Que: pronome, conjunção, advérbio ou partícula
expletiva:
Ex.: Convém que o assunto seja esquecido
rapidamente.
Quê: monossílabo tônico, substantivo, ou interjeição.
Ex.: Você precisa de quê?
MAL/MAU
Mal: advérbio (opõe-se a bem), como substantivo
indica doença, algo prejudicial:
Ex.: Ele se comportou muito mal. (Advérbio)
Ex.: A prostituição infantil é um mal presente em
todas as partes do Brasil. (substantivo)
Mau: adjetivo (ruim, de má qualidade)
Ex.: Ele não é um mau sujeito.
AO ENCONTRO DE/DE ENCONTRO A
Ao encontro de: significa “ser favorável a”,
“aproximar-se de”.
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Ex.: Quando avistei minha mãe fui correndo ao
encontro dela.
De encontro a: indica oposição, colisão.
Ex.: Suas ideias sempre vieram de encontro às minhas.
Somos mesmo diferentes.
AFIM/A FIM
Afim: adjetivo que indica igual, semelhante.
Ex.: Temos objetivos afins.
A fim: indica finalidade:
Ex.: Trabalho hoje a fim de folgar amanhã.
A PAR/ AO PAR
A par: sentido de “bem informado”
Ex.: Eu estou a par de todas as fofocas.
Ao par: indica igualdade entre valores financeiros.
Ex.: O real está ao par do dólar.
DEMAIS/DE MAIS
Demais: advérbio de intensidade, sentido de “muito”.
Ex.: Você é chato demais.
Demais também pode ser pronome indefinido,
sentido de “os outros”.
Ex.: Alguns professores saíram da sala enquanto os
demais permaneceram atentos às orientações.
De mais: opõe-se a de menos.
Ex.: Não vejo nada demais em seu comportamento.
SENÃO/SE NÃO
Senão: sentido de “caso contrário”, “a não ser”.
Ex.: não fazia coisa alguma senão conversar.
Se não: sentido de “caso não”.
Ex.: Se não houver conscientização, haverá escassez
de água.
NA MEDIDA EM QUE/ À MEDIDA QUE
Na medida em que: equivale a porque, já que, uma
vez que.
Ex.: Na medida em que os projetos foram
abandonados, os estagiários ficaram desmotivados.
À medida que: indica proporção, equivale a à
proporção que.
Ex.: A emoção aumentava à medida que o momento
da apresentação se aproximava.
EM NÍVEL / A NÍVEL DE
a) A nível de: não existe. Foi um modismo criado nos
últimos anos. Devemos evitá-lo:
Ex.: "A nível de relatório, o trabalho está muito bom."
O certo é: "Quanto ao relatório... ou Com referência
ao relatório..."
Ex.: "Levou um pontapé ao nível do joelho."
O certo é: "Levou um pontapé na altura do joelho."
b) Em nível de. Só pode ser usado em situações em
que existam "níveis":
Ex.: "Este problema só pode ser resolvido em nível de
diretoria."
Ex.: "Isso será analisado em nível federal."
EM VEZ DE /AO INVÉS DE
a) Em vez de: é o mesmo que “no lugar de”.
Ex.: Em vez de reclamar, você deveria ajudar.
b) Ao invés de: é o mesmo que “ao contrário de”.
Ex.: Ao invés de dormir, ficou acordado.
ACERCA DE/ A CERCA DE/ HÁ CERCA DE
a) Acerca de: a respeito de ou sobre.
Ex.: Estamos falando acerca de ortografia.
b) A cerca de: perto de, aproximadamente, próximo
de.
Ex.: A vítima foi encontrada a cerca de 100m do
banco.
c) Há cerca de: indica tempo decorrido (tempo ido).
Ex.: Vim para Fortaleza há cerca de 2 anos.
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A POUCO / HÁ POUCO
a) A pouco: indica ação que ainda vai ocorrer.
Ex.: A aula começará daqui a pouco.
b) Há pouco: indica ação que já ocorreu.
Ex.: Ela saiu há pouco daqui.
BIMENSAL /BIMESTRAL
a) Bimensal: o que se realiza quinzenalmente, duas
vezes no mês.
Ex.: Ocorrem aqui reuniões bimensais.
b) Bimestral: o que se realiza de dois em dois meses.
Ex.: As provas bimestrais começarão amanhã.
CONTUDO / COM TUDO
a) Contudo: conjunção adversativa, equivale a
“porém”.
Ex.: O candidato estava cansado, contudo foi estudar.
b) Com tudo: preposição “com” mais pronome
“tudo”.
Ex.: Ela chegou com tudo.
DEMAIS /DE MAIS
a) Demais: é advérbio, refere-se geralmente a um
verbo ou a um adjetivo.
Ex.: Você demorou demais.
b) De mais: é locução adjetiva, refere-se a um
substantivo ou a um equivalente.
Ex.: Há dúvidas de mais sobre matemática.
ENTORNO / EM TORNO
a) Entorno: espaço circundante, ao redor. É
substantivo.
Ex.: Os candidatos ocupavam o entorno da escola
b) Em torno: algo que fica a volta. É locução adverbial
Ex.: O policial abriu a porta e olhou em torno.
Ex: Ao invés de dormir, ficou acordado.
11 – Acentuação Gráfica
■ TIPOS DE ACENTO
Na língua portuguesa distinguem-se três tipos
de acentos gráficos.
• ACENTO AGUDO – indica a tonicidade das vogais
abertas a, e, o e das vogais fechadas i e u: vatapá,
café, máscara, núpcias, cipó;
• ACENTO CIRCUNFLEXO – indica o timbre
semifechado das vogais tônicas a, e e o: mês,
cônjuge;
• ACENTO GRAVE – indica a ocorrência de crase, ou
seja, a contração da preposição a com o artigo
feminino a(s) e com os pronomes demonstrativos
a(s), aquele(s), aquela(s), aquilo; A Lei se refere à
violência doméstica.__________________________________________
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12 – Sílaba Tônica
As palavras (quase todas) apresentam uma sílaba
tônica – a que é pronunciada com maior intensidade.
Essa sílaba tônica, entretanto, nem sempre deve ser
marcada, na escrita, por um acento gráfico. Observe
em cadeira, por exemplo, que a sílaba tônica dei não
leva acento gráfico.
■ CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS QUANTO AO
NÚMERO DE SÍLABAS
Oxítonas - São palavras cuja sílaba tônica é a
última.
Ex.: ca - fé / Pa - ra - ti
Paroxítonas - São palavras cuja sílaba tônica é a
penúltima.
Ex.: Ca - dá - ver / pos - sí – vel
Proparoxítonas - São palavras cuja sílaba tônica é a
antepenúltima.
Ex.: ri- dí - cu - lo / ár - vo – re
Ditongo - Ocorre quando, ao separarmos uma
palavra em sílabas, duas vogais permanecem na
mesma sílaba.
Ex.: cha - péu / he- rói – co
Hiato - Ocorre quando, ao separarmos uma
palavra em sílabas, uma das vogais vai para a outra
sílaba.
Ex.: ca - í - do / ca - ra - í - ba / ca - su - ís – mo
■ REGRAS DE ACENTUAÇÃO DAS PALAVRAS
OXÍTONAS
Oxítonas
Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas
em: a (s), e (s), o (s), em, ens
Ex.: Pará - Rapé - vovô - vintém - parabéns.
Paroxítonas
Acentuam-se as palavras paroxítonas
terminadas em r, x, n, l, i(s), u(s), um, ã, ão.
Exemplos: açúcar, tórax, hífen, fácil, lápis, bônus.
Todos os oxítonos com a mesma terminação não
levarão acento.
Acentuam-se, também, os paroxítonos
terminados em ditongo crescente(proparoxítonas
aparentes).
Exs.: série - crânio - história - instantâneo.
Proparoxítonas
Todas as palavras proparoxítonas da L.P. são
acentuadas.
Ex.: fétido - másculo – pálpebra
Hiatos
Acentuam-se o "i" e o "u" tônicos que não
formam sílaba com a vogal anterior.
Exemplos: sa - í - da / vi - ú - va / sa - ú – de
Os hiatos "i - i" e "u - u" não levam acento!
Exemplo: va - di - ice, su - cu – ubá
Desaparecem quando o hiato é antecedido de
ditongo. Ex.: feiura, bocaiuva
Continua nas palavras oxítonas terminadas
em “i” ou “u” seguidas ou não de “s”. Ex,: Piauí, Itaú
Não se acentuam mais as primeiras vogais
tônicas dos hiatos de vogais iguais. Exemplos: voo,
perdoo, deem
Ditongos
Acentuam-se os ditongos abertos
decrescentes - éu, éi, ói - seguidos ou não de (s)
quando na sílaba oxítona. Perdem o acento os
ditongos abertos éi e ói nas sílabas paroxítonas
Exemplos: chapéu, bacharéis, herói, céu, assembleia,
heroico
Acentos diferenciais
São acentos que servem para diferenciar os
verbos, as preposições e substantivos:
1 - pôr (verbo) por (preposição);
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2 - pôde ( pretérito perfeito do indicativo) pode
(presente do indicativo);
3 – têm (plural) tem (singular)
4 – É facultativo para diferenciar FORMA de
FÔRMA(de bolo)
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13 – Separação Silábica
A divisão silábica deve ser feita a partir da
soletração, ou seja, dando o som total das letras que
formam cada sílaba, cada uma de uma vez.
■ USA-SE O HÍFEN PARA MARCAR A SEPARAÇÃO
SILÁBICA.
Normas para a divisão silábica:
Não se separam os ditongos e tritongos: Como
ditongo é o encontro de uma vogal com uma
semivogal na mesma sílaba, e tritongo, o encontro de
uma vogal com duas semivogais também na mesma
sílaba, é evidente que eles não se separam
silabicamente.
Ex.
Au-las / au = ditongo decrescente oral.,
Guar-da / ua = ditongo crescente oral.,
A-güei / uei = tritongo oral.
Separam-se as vogais dos hiatos: Como hiato é o
encontro de duas vogais em sílabas diferentes,
obviamente as vogais se separam silabicamente.
Cuidado, porém, com a sinérese ee e uu.
Ex.
Pi-a-da / ia = hiato,
Ca-ir / ai = hiato,
Ci-ú-me / iú = hiato,
Com-pre-en-der ou com-preen-der (sinérese)
Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu:
Ex.
Cho-ca-lho / ch, lh = dígrafos inseparáveis.,
Qui-nhão / qu, nh = dígrafos inseparáveis.,
Gui-sa-do / gu = dígrafo inseparável.
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Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs:
Ex.
Ex-ces-so / xc, ss = dígrafos separáveis.,
Flo-res-cer / sc = dígrafo separável.,
Car-ro-ça / rr = dígrafo separável.,
Des-ço / sç = dígrafo separável.
Separam-se os encontros consonantais impuros:
Encontros consonantais impuros, ou disjuntos, são
consoantes em sílabas diferentes.
Ex. Es-co-la, E-ner-gi-a, Res-to
Separam-se as vogais idênticas e os grupos
consonantais cc e cç: Lembre-se de que há autores
que classificam ee e uu como sinérese, ou seja,
aceitam como hiato ou como ditongo essas vogais
idênticas.
Ex. Ca-a-tin-ga, Re-es-tru-tu-rar, Ni-i-lis-mo, Vô-o, Du-
un-vi-ra-to
Prefixos terminados em consoante:
Ligados a palavras iniciadas por consoante: Cada
consoante fica em uma sílaba, pois haverá a formação
de encontro consonantal impuro.
Ex. Des-te-mi-do, Trans-pa-ren-te, Hi-per-mer-ca-do,
Sub-ter-râ-neo
Ligados a palavras iniciadas por vogal: A consoante do
prefixo ligar-se-á à vogal da palavra.
Ex. Su-ben-ten-di-do Tran-sal-pi-no, Hi-pe-ra-mi-go,
Su-bal-ter-no
■ TRANSLINEAÇÃO
Translineação é a mudança, na escrita, de uma linha
para outra, ficando parte da palavra no final da linha
superior e parte no início da linha inferior.
Regras para a translineação:
a) Não se deve deixar apenas uma letra pertencente
a uma palavra no início ou no final de linha.
Por exemplo: em translineações são inadequadas
as separações: "pesso-a", "a-í", samambai-a",
"a-meixa", "e-tíope", "ortografi-a".
b) Não se deve, em final ou início de linha, quando a
separação for efetuada, deixar formar-se palavra
estranha ao contexto. Por exemplo: em
translineações são inadequadas as separações:
"presi-dente", "samam-baia", "quero-sene", "fa-
lavam", "para-guaia".
c) Na translineação de palavras com hífen, se a
partição coincide com o fim de um dos
elementos, não se deve repetir o hífen na linha
seguinte. Por exemplo: pombo-correio e não
pombo--correio.
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14 – Significação das Palavras
A semântica (do grego σημαντικός, derivado
de sema, sinal) refere-se ao estudo do significado, em
todos os sentidos do termo.
Semântica é a parte da gramática que estuda
o significado e a aplicação das palavras isoladas ou em
um contexto.
Assim sendo, a palavra manga pode ter alguns
significados dependendo o contexto, por exemplo,
nas orações “Me lambuzo todo chupando manga” e
“Não posso sair com essa manga rasgada”.
Será que há o mesmo significado para a palavra
manga nas duas orações? Com certeza, não!
Na primeira oração, a palavra significa o fruto
da mangueira; já no segundo, ela é uma parte do
vestuário.
A esta característica das palavras apresentarem
a mesma escrita, mas significados diferentes, quando
aplicadas em um contexto, chama-se POLISSEMIA.
Entre os sons das palavras e também entre as
letras que os representam podem ocorrer, muitas
vezes, coincidências que normalmente acarretam
dificuldades tanto na pronúncia como na grafia de
diversos vocábulos. Nesse sentido, é bom saber da
existência dos seguintes tipos de palavras:
1. Palavras homônimas - apresentam a mesma
grafia e a mesma pronúncia. Exemplos: luta
(substantivo) e luta (forma do verbo lutar); vela
(substantivo) e vela (forma do verbo velar).
2. Palavras homógrafas - possuem a mesma grafia,
mas pronúncia diferente. Exemplo: almoço (com
o "ô", da sílaba mo, fechado=substantivo, nome
de uma refeição) e almoço (com o "ó"
aberto=forma de o verbo almoçar).
3. Palavras homófonas - possuem a mesma
pronúncia, mas grafia diferente. Exemplo: cesta
(substantivo) e sexta (numeral ordinal)
4. Palavras parônimas - parecidas quanto à forma
ou à pronúncia, mas diferentes quanto à
significação.
Vejam a seguir uma relação dos principais
homófonos e parônimos da Língua Portuguesa:
ACENDER: iluminar, por fogo em;
ASCENDER: subir, elevar (daí: ASCENSÃO,
ASCENSORISTA, ASCENDENTE).
ACENTO: inflexão da voz, sinal gráfico;
ASSENTO: lugar onde se assenta.
ACIDENTE: ocorrência casual grave;
INCIDENTE: episódio casual sem gravidade, sem
importância.
ACESSÓRIO: aquilo que não é essencial;
ASSESSÓRIO: relativo ao assessor.
AFERIR: conferir, comparar ("Os fiscais vão aferir
os preços de cinco supermercados.");
AUFERIR: colher, obter ("O rapaz não auferiu bons
resultados no concurso para médico").
AMORAL: ausência de moral, que ignora um
conjunto de princípios;
IMORAL: Que é contrário, que desobedece a um
conjunto de princípios.
ANTE: preposição que significa ESTAR DIANTE,
ESTAR NA PRESENÇA DE;
ANTI: prefixo que significa AÇÃO CONTRÁRIA.
ANTICÉ(P)TICO: oposto aos céticos;
ANTISSÉ(p)TICO: desinfetante.
APREÇAR: ajustar o preço de, atribuir valor a, ter
apreço a;
APRESSAR: tornar mais rápido, acelerar.
ÁREA: dimensão, espaço;
ÁRIA: peça musical para uma só voz.
ARREAR: colocar arreios em;
ARRIAR: abaixar.
ASAR: guarnecer de asas;
AZAR: má sorte.
ASCETA: pessoa que vive em prática de devoção e
penitência;
ASSETA: do verbo ASSETAR, ferir com seta.
ACÉTICO: relativo ao vinagre;
ASCÉTICO: relativo ao Ascetismo;
ASSÉPTICO: relativo à assepsia.
ATUADO: particípio do verbo atuar; exercer
atividade, agir ("A seleção de futebol não tem
atuado como o técnico quer.");
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AUTUADO: particípio do verbo AUTUAR = lavrar
um auto contra alguém; reunir em forma de
processo;
Processar. Ser autuado significa fazer parte dos
autos - conjunto das peças de um processo ("O
líder do movimento dos sem-terra foi preso e
autuado em flagrante por desacato à
autoridade.").
BOCAL: abertura de vaso, candeeiro, frasco,
castiçal, etc.;
BUCAL: relativo à boca.
BROCHA: prego curto, de cabeça larga e chata;
BROXA: tipo de pincel.
BUCHO: estômago de animais;
BUXO: arbusto ornamental.
CAÇAR: perseguir, capturar a caça;
CASSAR: anular.
CAICHÃO: borbotão, fervura;
CAIXÃO: caixa grande.
CAICHOLA: cabeça;
CAIXOLA: caixa pequena.
CALDA: doce, xarope;
CAUDA: rabo de animais.
CARTUCHO:canudo de papel, de plástico, ou de
metal;
CARTUXO: pertencente à Cartuxa, ordem religiosa
fundada por São Bruno.
CAVALEIRO: aquele que anda a cavalo;
CAVALHEIRO: homem de boas maneiras.
CEGAR: tirar a visão de;
SEGAR: seifar, cortar.
CELA: aposento de religiosos ou de prisioneiros;
SELA: arreio de cavalo, 3ª p. s., pres. ind., v. SELAR.
CELEIRO: depósito de provisões;
SELEIRO: fabricante de selas.
CENÁRIO: decoração de teatro;
SENÁRIO: que consta de seis unidades.
CENSO: recenseamento;
SENSO: juízo claro.
CENSUAL: relativo ao censo;
SENSUAL: relativo aos sentidos.
CÉ(P)TICO: que ou quem duvida;
SÉ(P)TICO: que causa infecção.
CERRAÇÃO: nevoeiro espesso;
SERRAÇÃO: ato de serrar.
CERRAR: fechar;
SERRAR: cortar.
CERVO: veado;
SERVO: servente, escravo.
CESSAÇÃO: ato de cessar (interromper);
SESSAÇÃO: ato de sessar (peneirar).
CESTA: utensílio geralmente de palha para se
guardar coisas;
SESTA: hora de descanso, normalmente após o
almoço;
SEXTA: ordinal feminino de seis.
CHÁ: tipo de bebida feito com ervas;
XÁ: título de soberano na língua persa.
CHÁCARA: quinta, sítio;
XÁCARA: narrativa popular em versos.
CHALÉ: casa campestre de estilo suíço;
XALE: cobertura para os ombros.
CHEQUE: ordem de pagamento;
XEQUE: tipo de lance no jogo de xadrez.
XEIQUE: governador soberano, entre os árabes.
COCHA: gamela;
COLCHA: cobertura em tecido para cama;
COXA: parte da perna.
CICLO: período;
SICLO: moeda judaica.
CILÍCIO: cinto ou cordão de pêlo ou Lã áspera para
penitências;
SILÍCIO: elemento químico.
CINTO: correia em couro para prender as calças à
cintura;
SINTO: 1ª pessoa do singular do presente do
indicativo do verbo SENTIR.
CÍRIO: vela grande de cera;
SÍRIO: relativo à Síria.
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COCHO: vasilha feita com tronco de madeira
escavada;
COXO: pessoa que manca.
COMPRIDO: longo;
CUMPRIDO: particípio passado do verbo CUMPRIR.
COMPRIMENTO: uma das medidas de extensão (+
largura e altura);
CUMPRIMENTO: ato de cumprimentar alguém,
saudação, ou de cumprir algo.
CONCELHO: jurisdição administrativa, município;
CONSELHO: opinião, parecer, corpo coletivo
superior, tribunal.
CONCERTO: apresentação ou obra musical, entrar
em acordo (do verbo CONCERTAR (1);
CONSERTO: ato ou efeito de CONSERTAR, reparar
algo que está danificado.
CORINGA: tipo de vela que se coloca em algumas
embarcações;
CURINGA: carta que muda de valor segundo a
combinação que o parceiro tem em mão.
CORÇO: cabrito selvagem;
CORSO: natural da Córsega, desfile de carros ou
carruagens.
COSER: costurar;
COZER: cozinhar.
DECENTE: decoroso, limpo;
DESCENTE: que desce, vazante;
DISCENTE: relativo a alunos;
DOCENTE: relativo a professores.
DECERTAR: lutar, pelejar;
DESERTAR: abandonar, fugir, renunciar;
DISSERTAR: discorrer.
DEFERIMENTO: concessão, atendimento;
DIFERIMENTO: adiamento. (Assim também:
DEFERIR = CONCEDER; DIFERIR = ADIAR,
DIVERGIR.)
DEGRADADO: que está aviltado, diminuído
(degradação);
DEGREDADO: aquele que está no degredo, exilado.
DELATAR: denunciar (delação);
DILATAR: retardar, adiar (dilação).
DESCRIÇÃO: ato de descrever, tipo de redação,
exposição;
DISCRIÇÃO: reserva ao falar, qualidade daquele
que é discreto, prudência.
DESCRIMINAR: inocentar, absolver
(DESCRIMINAÇÃO);
DISCRIMINAR: distinguir, diferenciar, separar
(DISCRIMINAÇÃO).
DESMITIFICAR: fazer cessar a mitificação (A
CONVERSÃO EM mito) existente a respeito de
pessoa ou coisa;
DESMISTIFICAR: livrar ou tirar da mistificação
(engano, burla, abuso da credulidade).
DESPENSA: compartimento para se guardar
alimentos;
DISPENSA: demissão.
DESTORCER: endireitar, desfazer a torcedura;
DISTORCER: desvirtuar, mudar o sentido.
DESTRATAR: insultar;
DISTRATAR: romper um trato, desfazer um
contrato. (Obs. Quando um contrato é rompido, o
documento que se assina chama-se DISTRATO.)
EMERGIR: vir à tona, subir;
IMERGIR: mergulhar, descer.
EMIGRANTE: pessoa que sai do próprio país
(EMIGRAR, EMIGRAÇÃO);
IMIGRANTE: pessoa que entra num país
estrangeiro (IMIGRAR, IMIGRAÇÃO).
EMINENTE: que se destaca, excelente, notável;
IMINENTE: que está prestes a ocorrer, pendente.
Obs. Assim também: EMINÊNCIA = altura,
excelência;
IMINÊNCIA = proximidade de ocorrência.)
EMITIR: expedir, emanar, enunciar, lançar fora de
si;
IMITIR: fazer entrar, investir.
EMPEÇO: empecilho, impedimento, obstáculo,
estorvo;
IMPEÇO: primeira pessoa do singular do verbo
IMPEDIR.
EMPOÇAR: formar poça;
EMPOSSAR: dar posse a alguém.
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ENFESTAR: dobrar ao meio na sua largura,
exagerar (entediado _ no sul);
INFESTAR: assolar, invadir, existir em grande
quantidade em.
ENFORMAR: colocar em forma, incorporar;
INFORMAR: prestar informações.
ENTENDER: compreender;
INTENDER: exercer vigilância, administrar.
ESOTÉRICO: diz-se do ensinamento que, em
escolas filosóficas da antiguidade grega, era
reservado aos discípulos completamente
instruídos; todo ensinamento ministrado a círculo
restrito e fechado de ouvintes; compreensível
apenas por poucos, obscuro, hermético."
EXOTÉRICO: diz-se de ensinamento que, em
escolas da antiguidade grega, era transmitido ao
público sem restrição, dado o interesse
generalizado que suscitava e a forma acessível em
que podia ser exposto por se tratar de
ensinamento dialético, provável, verossímil.
ESBAFORIDO: ofegante, com a respiração
entrecortada pelo cansaço ou pela pressa;
ESPAVORIDO: cheio de pavor, apavorado;
ESPECTADOR: aquele que vê, que assiste a alguma
coisa;
EXPECTADOR: o que está na expectativa de, à
espera de algo.
ESPERTO: ardiloso, malicioso, sagaz;
EXPERTO: experiente, especialista, perito.
ESPIAR: espreitar, olhar;
EXPIAR: redimir-se, pagar uma culpa.
ESPIRAR: soprar, respirar, estar vivo;
EXPIRAR: expelir o ar, morrer.
ESPRIMIDO: particípio do verbo ESPREMER;
EXPRIMIDO: particípio do verbo EXPRIMIR
(também EXPRESSO).
ESTADA: ato de estar, permanência, demora
transitória de pessoas em algum lugar;
ESTADIA: prazo concedido de carga ou descarga de
um navio em um porto. Também é o prazo que se
dá a veículos em um estacionamento ou garagem.
ESTÂNCIA: lugar onde se está ou permanece,
morada, paragem, estabelecimento rural, estação
de águas minerais;
INSTÂNCIA: qualidade do que é instante, pedido
urgente e repetido, jurisdição, série de atos de um
processo, ordem ou grau da hierarquia judiciária.
ESTÁTICO: estar parado (como uma estátua);
EXTÁTICO: estar em estado de êxtase.
ESTERNO: osso do peito;
EXTERNO: exterior;
HESTERNO: relativo ao dia de ontem.
ESTRATO: tipo de nuvem, camada (estrato social;
sociedade estratificada = dividida em camadas;
estratosfera, etc.)
EXTRATO: o que foi extraído de algo (v. EXTRAIR),
fragmento, resumo, sumo (extrato bancário,
extrato de tomate), essência (= perfume).
FLAGRANTE: evidente, fato que se observa no
momentoem que ocorre;
FRAGRANTE: que exala cheiro agradável,
aromático (fragrância).
FLUIR: correr (líquido), passar (tempo);
FRUIR: desfrutar, gozar.
FUZIL: arma de fogo;
FUSÍVEL: condutor elétrico.
GRAÇA: favor dispensado ou recebido, benefício,
dádiva, benevolência, elegância de estilo, dito ou
ato espirituoso ou engraçado, nome de batismo,
favor ou mercê concedida por Deus a uma pessoa,
etc.;
GRASSA: do verbo grassar - desenvolver-se,
alastrar-se, propagar-se progressivamente,
difundir-se.
INCERTO: relativo à incerteza, duvidoso;
INSERTO: inserido, incluído.
INCIPIENTE: iniciante, inexperiente;
INSIPIENTE: ignorante.
INDEFESO: sem defesa;
INDEFESSO: incansável;
INFENSO: adverso, contrário.
INFLAÇÃO: ato de inflar, aumento de preços;
INFRAÇÃO: desobediência, violação, transgressão.
INFLIGIR: aplicar ou determinar uma punição, um
castigo;
INFRINGIR: desobedecer, violar, transgredir.
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INQUERIR: apertar com cordas a carga de animais;
INQUIRIR: interrogar, investigar.
INTEMERATO: aquele que é casto, puro,
incorruptível;
INTIMORATO: que é valente, destemido.
INTENÇÃO (TENÇÃO): propósito, finalidade;
INTENSÃO (TENSÃO): intensidade, esforço.
INTERCESSÃO: ato de interceder, interferência,
intervenção, súplica;
INTERSE(C)ÇÃO: ponto em que duas linhas se
cruzam, parte comum a dois conjuntos.
LACTANTE: quem produz o leite, mulher que
amamenta (a mãe);
LACTENTE: quem recebe o leite, ser que mama (a
criança).
LAÇO: laçada;
LASSO: frouxo, cansado, "dissoluto".
LENIMENTO: suavizante;
LINIMENTO: medicamento para fricções.
LUCHAR: sujar;
LUXAR: deslocar, desconjuntar.
LUSTRE: brilho e, figuradamente, candelabro;
LUSTRO: espaço de 5 anos.
MAL: como um advérbio, isto é, modificando uma
ação verbal, este termo deve ser grafado com L..
Exemplo: Aquele cantor canta mal. (contrário de
BEM). Também grafamos com L Quando esta
palavra se apresenta como substantivo ou como
conjunção subordinativa temporal. Exemplos: "O
mal da humanidade é o seu grande egoísmo."
(sinônimo de doença, problema) "Mal ele entrou
em casa, a luz apagou." (igual a "assim que, no
momento em que")
MAU: sendo grafado com U, este termo é um
adjetivo. Exemplo: Aquele menino era muito mau.
(contrário de bom; feminino: má)
MANDADO: ordem emanada de autoridade
judicial ou administrativa;
MANDATO: período de missão política.
MAS (conjunção): sinônimo de porém, todavia,
contudo; Exemplo: Ele é inteligente, mas
desajeitado.
MAIS: pronome indefinido ou advérbio de
intensidade (contrário de menos). Exemplos: Ana
precisa ter mais confiança em si mesma. (sinônimo
imperfeito de "muita confiança"; pronome
modificando o substantivo) Pedro é mais
inteligente que Paulo. (contrário de menos;
advérbio modificando o adjetivo)
MAÇA: clava;
MASSA: pasta, composição, substância, multidão.
MAÇUDO: indigesto, monótono;
MASSUDO: volumoso.
MEAR: dividir ao meio;
MIAR: dar mios (voz dos gatos).
MECHA: pavio, estopim, tufo de cabelo, dreno;
MEXA: forma verbal de MEXER.
MOÇA: mulher jovem, virgem, fem. de moço;
MOSSA: vestígio de uma pancada ou pressão forte,
entalho, abalo ou impressão moral.
NORMALIZAR: tornar normal, regularizar,
padronizar, fazer voltar à normalidade, submeter à
norma;
NORMATIZAR: estabelecer normas para, submeter
a normas (neologismo já devidamente registrado).
Observações: Muitas empresas utilizam o verbo
"normalizar" no sentido de "tornar normal" e de
"estabelecer normas". A maioria, entretanto,
prefere estabelecer a diferença acima. Lembre-se
de que existe o adjetivo "normativo", palavra de
origem francesa, cujo significado é "que tem a
qualidade ou força de norma".
PAÇO: palácio;
PASSO: passada.
PEÃO: trabalhador rural, peça do jogo de xadrez,
amansador de cavalos, tocador de boiada (a
palavra vem do latim e significa "pedestre", ou
seja, aquele que anda a pé. Em Portugal, a palavra
aparece em placas que advertem os motoristas,
para que tomem cuidado com peões, ou seja, com
os pedestres.;)
PIÃO: espécie de brinquedo.
POÇA (com a pronúncia fechada "pôça",
substantivo): cova pouco profunda contendo água
ou outro líquido qualquer;
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POSSA (com a pronúncia aberta "póssa"): primeira
e segunda pessoas do singular do Presente do
Subjuntivo do verbo PODER.
POCEIRO: homem que cava poços;
POSSEIRO: aquele que se encontra na posse
clandestina ou ilegítima de certa área de terras
particulares ou devolutas, com a intenção de dono.
POÇO (com a pronúncia fechada "pôço",
substantivo): cavidade no solo que contém água,
cisterna;
POSSO (com a pronúncia aberta "pósso"): primeira
pessoa do singular do presente do indicativo do
verbo PODER.
PONCHE: bebida que leva frutas picadas;
PONCHO: tipo de capa quadrangular, com uma
abertura no meio, por onde se enfia a cabeça.
PLEITO: disputa;
PREITO: homenagem.
PREEMINENTE: nobre, distinto, que ocupa lugar
mais elevado;
PROEMINENTE: alto, saliente, que se alteia acima
do que o circunda.
PRENUNCIAR: anunciar com antecedência;
PRONUNCIAR: exprimir verbalmente, articular as
palavras.
PREFERIR: querer ou gostar mais, ter preferência
por; (Particípio Passado = PREFERIDO)
PRETERIR: não dar importância a, omitir.
(Particípio Passado = PRETERIDO)
PROFERIR: dizer, enunciar, pronunciar, decretar.
PREPOR: colocar antes, antepor;
PROPOR: submeter à apreciação.
PRESCREVER: receitar ou perder a validade ("O
médico prescreveu este remédio"; "O prazo já
prescreveu");
PROSCREVER: banir, expulsar ("Ele foi proscrito da
cidade.").
PRESAR: prender, apreender;
PREZAR: ter em consideração.
QUERELA: discussão, pendência;
QUIRELA (ou QUIRERA): milho quebrado que se dá
às aves, também em relação ao arroz ou outros
cereais.
RATIFICAR: confirmar, corroborar;
RETIFICAR: alterar, corrigir.
REBOLIÇO: que tem forma de rebolo, que rebola;
REBULIÇO: bagunça, grande barulho, agitação,
desordem, confusão.
RECREAR: divertir, brincar (RECREAÇÃO);
RECRIAR: criar de novo (RECRIAÇÃO).
REVEZAR: substituir alternadamente;
REVISAR: rever.
RINGUE: tablado onde se realizam lutas de boxe e
outras;
RINQUE: pista de patinação.
RUÇO: grisalho, desbotado (gíria: "difícil");
RUSSO: relativo à Rússia.
SEÇÃO (ou SECÇÃO): parte, divisão, departamento,
ato de seccionar;
SESSÃO: espaço de tempo, programa;
CESSÃO: doação, ato de ceder.
SOLTO: livre, desatado, desprendido, Largo,
folgado;
SOUTO: bosque espesso (Var.: soito)
SOAR: emitir determinado som;
SUAR: transpirar.
SORTIR: abastecer, prover;
SURTIR: ter como consequência, produzir, alcançar
efeito.
SUBENTENDER: perceber, entender o que não
estava exposto ou bem explicado;
SUBTENDER: estender por baixo.
TACHA: pequeno prego; ou mancha, defeito moral;
ou tacho grande;
TAXA: imposto, tributo financeiro.
(OBs. Taxativo = que taxa, que limita, restritivo,
definitivo. No entanto, não há registro em nossos
dicionários da palavra "tachativo".) Exemplo:O
presidente foi taxativo ao afirmar que não
aprovaria aquele projeto de lei.
TACHAR(2): censurar, acusar, botar defeito em ;
TAXAR: estabelecer um preço, um imposto,
tributar.
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OS: 0149/2/18-Gil
TENÇÃO: propósito, rixa, má vontade;
TENSÃO: voltagem, rigidez do tecido muscular.
TESÃO (s. m. e f.): desejo sexual.
TRÁFEGO: movimento, trânsito de veículos ou de
pedestres;
TRÁFICO: comércio ilegal, negócio indecoroso.
TRÁS: parte posterior;
TRAZ: forma do verbo TRAZER.
VADEAR: passar a vau, isto é, passar por lugar
pouco fundo de um rio ou do mar, a pé ou a
cavalo;
VADIAR: levar vida ociosa, andar à toa.
VENOSO: relativo a veias;
VINOSO: que produz vinho.
VÊS: segunda pessoa do singular do presente do
indicativo do verbo VER;
VEZ: ocasião.
VESTIÁRIO: local para trocar de roupa em clubes,
colégios, etc.;
VESTUÁRIO: é o traje, a indumentária, as roupas
que usamos.
VIAGEM (= substantivo): "Fiz uma viagem
inesquecível", "Boa Viagem!";
VIAJEM (forma verbal): terceira pessoa do plural
do presente do subjuntivo do verbo VIAJAR.
Exemplo: "Por favor, viajem amanhã, hoje já está
muito tarde."
VULTOSO: de grande vulto, nobre, volumoso;
VULTUOSO: atacado de vultuosidade (estado
mórbido em que a face e os lábios se incham e
avermelham muito).
USUÁRIO: o que desfruta o direito de usar alguma
coisa;
USURÁRIO: o que pratica a usura ou agiotagem.
NOTAS:
(1) Em relação ao verbete "consertar", com "s", no
dicionário Aurélio, entre vários sentidos,
encontramos os seguintes: "Pôr em boa ordem;
dar melhor disposição a; arrumar, arranjar"; com
o exemplo: "Antes de entrar na sala, consertou a
gravata e penteou o cabelo".
Já "concertar", com "c", significa
"harmonizar, conciliar". Entretanto, no mesmo
dicionário Aurélio, este verbete, entre vários
sentidos, igualmente apresenta os seguintes:
"Pôr em boa ordem; dar melhor disposição a;
compor, ajustar, endireitar." Em seguida, um
exemplo, retirado de "Histórias românticas", de
Machado de Assis: "Examinou as luvas, concertou
a gravata."
No Dicionário Contemporâneo da Língua
Portuguesa, de Caldas Aulete, no Dicionário
Universal da Língua Portuguesa, da Texto Editora,
de Portugal, e no Michaelis Moderno Dicionário
da Língua Portuguesa, da Melhoramentos, entre
outros, não se registra essa parcial equivalência
entre "consertar" e "concertar". O fato é que,
apesar dessa parcial igualdade que se vê entre
consertar e concertar, quando se arruma algo
que está quebrado, conserta-se, com "s". E,
quando uma orquestra atua, ocorre um concerto,
com "c".
(2) Outra confusão pode ocorrer com "tachar", com
"ch", e "taxar", com "x". Quando se diz que
alguém foi considerado covarde, diz-se que esse
alguém foi "tachado" de covarde, pois "Tachar",
com "ch", é "pôr mancha, defeito, nódoa". O
problema é que, se você procurar as duas
palavras (tachar e taxar) nos dicionários - e, neste
caso, não só no Aurélio, mas nos outros também
- vai descobrir que ambas podem significar
"qualificar", ou seja, "classificar, julgar".
Desta vez, Aurélio se encarrega de
desfazer uma possível confusão. Como "tachar"
significa "pôr mancha, defeito", só se pode
empregá-lo para idéias pejorativas: "Tacharam de
ridícula a proposta dele." Já o verbo "taxar", que
significa "estipular o preço, o valor de algo",
acaba, por analogia, significando também
"avaliar, julgar". Pode, por isso, ser usado tanto
para os atributos bons como para os ruins:
"Taxaram de exemplar seu
comportamento"; "Taxaram de vulgar seu
procedimento". Não faria sentido, portanto, dizer
que "tacharam de exemplar seu procedimento".
5. Palavras Sinônimas – É a qualidade de palavras
que apresentam sentidos iguais ou significados
semelhantes.
NOTA: Não existem sinônimos perfeitos.
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As palavras só apresentarão mesma relação de
sentido dentro de certo contexto.
Ex.: o garoto teve uma bela atitude/ atitude
correta
6. Palavras Antônimas – É a qualidade de palavras
que apresentam significados contrários, opostos.
Ex.: O nascer e o morrer são dádivas.
7. Hiponímia – É a relação de uma palavra com o
seu conjunto, apresenta significação específica,
representa cada item de um todo.
Ex.: garfo, colher, faca.
8. hiperonímia - É a relação de uma palavra com o
seu todo, apresenta significação geral, representa
o conjunto que comporta ramificações.
Ex.: talher
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15 – Sintaxe da Oração e do Período
■ CONCEITOS BÁSICOS
O texto é um todo coerente constituído de partes
menores ligadas coesamente (coesivos de referência e
coesivos de sequenciação). São elas:
Parágrafo é a unidade de sentido completo,
podendo ser constituído por uma ou mais frases .
Frase é todo enunciado que transmite uma ideia de
sentido completo. Pode ser constituído de uma
palavra ou expressão. Ela pode ser estruturada ou não
em torno de verbo. Deve ter significado, sentido e
pontuação.
Ex: Socorro!; Silêncio, por favor!; Prestem-me
socorro!; Bom dia!
Oração é a frase ou parte de uma frase que se
estrutura em torno de um verbo ou de uma locução
verbal.
Verbo é a palavra que exprime ação, estado ou
fenômeno.
Locução verbal é toda expressão formada por mais
de um verbo, na qual a informação está centralizada
no verbo principal (verbo que aparece em uma das
formas nominais do verbo: gerúndio, particípio e
infinitivo.), que tem seu sentido complementado por
um verbo auxiliar (antecedente do verbo principal e
indica o tempo e o modo, o número e a pessoa
referente ao fato que a locução exprime.)
Verbo
Ex: Neto saiu tarde.
Meu pai está viajando.
locução verbal
Período é a frase que se estruturaem torno de uma
ou mais orações. Ele pode ser simples ou composto.
1. Simples: constituído de uma só oração. A oração
que constitui o período simples é chamada de
oração absoluta.
Ex: Eu amo a Danielle!
2. Composto: constituído de mais de uma oração.
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Ex: Queremos que o Thiago venha amanhã e
traga o DVD do casamento que prometeu.
Analisar sintaticamente os períodos simples -
constituídos de apenas uma oração - significa, antes
de tudo, identificar os termos responsáveis pela
estruturação interna das orações. Os termos das
orações costumam ser classificados em essenciais,
integrantes e acessórios.
■ TERMOS ESSENCIAIS
Os termos essenciais são o sujeito e o predicado,
considerados elementos básicos para a formação de
uma oração. A maioria das orações apresenta um
sujeito e um predicado. Excepcionalmente, podem
ocorrer orações sem sujeito. Não pode haver,
entretanto, orações sem predicado. Veja:
Ex.: Muitos desvios / explicam crise da Petrobrás.
sujeito predicado
Sujeito (3 definições)
1. É aquele que pratica a ação.
Ex.: O Prime aprovou todos os seus candidatos.
2. É aquele que sofre a ação, quando não há
praticante da ação na oração, ou quando o
praticante da ação existe, mas não pode exercer
a função de sujeito.
Ex.: Os aprovados foram preparados pelo Curso
Prime.
3. É o elemento do qual se declara algo. É O termo
sobre o qual se dá uma informação e com o qual
o verbo concorda, em número e pessoa.
Ex: “O sol ficou muito claro. O rio cantou com
mais música. O ar estava mais verde e cheiroso.”.
(Érico Veríssimo)
16 – Tipos de Sujeito
Podemos classificar o sujeito de uma oração
de acordo com sua determinação ou indeterminação
dentro da oração. Existem ainda as orações sem
sujeito, também chamadas de orações com sujeito
inexistente.
O núcleo do sujeito é o elemento mais
importante do sujeito. É o termo imprescindível à
significação deste termo essencial da oração.
Classificação do sujeito
Sujeito determinado é aquele que pode ser
identificado na frase, pode ser literalmente apontado
na frase ou fora dela.
O sujeito determinado pode ser simples,
composto ou implícito (elíptico, subentendido,
desinencial ou elisão).
O sujeito indeterminado só ocorre em três casos:
1º Em orações formadas por qualquer verbo na 3ª
pessoa do plural sem que o sujeito esteja escrito na
oração.
Ex.: Mataram o cão da vizinha.
2º com verbo no infinitivo impessoal.
Ex.: Duzentos reais são suficiente para comprar os
livros
3º Em orações formadas por verbos intransitivos,
verbos de ligação ou verbos transitivos indiretos, na
3ª pessoa do singular acompanhados da partícula se
(índice, partícula ou pronome de indeterminação do
sujeito).
Ex.: Divirta-se!; Gosta-se de frutas vermelhas;
continua-se feliz.
Obs. Devemos tomar cuidado com verbos ligados a
partícula se para não confundirmos dois casos
semelhantes: sujeito indeterminado e voz passiva
sintética.
Voz Passiva Sintética ocorre com verbos transitivos
diretos ou com verbos transitivos diretos e indiretos
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(verbos bitransitivos) ligados à partícula se (Partícula,
índice ou pronome apassivador do sujeito). Neste
caso, o que não podemos esquecer é que haverá
sujeito na frase, mas ele estará fantasiado de objeto
direto.
Ex.: Aprovam-se candidatos. ; Aluga-se uma casa.
Oração Sem Sujeito (existem apenas em quatro
casos)
1º) Em orações formadas por verbos ou expressões
que indiquem fenômenos da natureza (chover,
ventar, trovejar, relampejar, fazer frio, fazer calor, é
cedo, é tarde, amanhecer, entardecer, anoitecer,
nevar, gear, etc.).
Ex.: Faz muito calor em Belém.
Ex.: Ventou muito no último sábado!
2º) Em orações formadas pelo verbo haver usado no
sentido de existir.
Ex.: Haverá muitos concursos neste ano.
3º) Em orações formadas pelos verbos haver e fazer
indicando tempo decorrido.
Ex.: Faz dias que não danço.
Ex.: Há meses não chove no Sertão nordestino.
4º) Em orações formadas pelo verbo ser indicando
data, hora ou distância.
Ex.: São 05 de agosto;
Ex.: são 20h15min.
Ex: Até a minha casa são 4km.
Verbos representam a alma de uma oração; sem
verbos não haveria oração.
Verbo de ligação – (verbo não-significativo Não indica
ação e só serve para ligar o Sujeito ao Predicativo.
Verbo Transitivo – (verbo significativo) Indica ação,
não pode encerrar uma oração, deixa sempre dúvida,
pede sempre complemento que só poderá ser objeto
(direto e/ ou indireto).
Verbo Intransitivo – (verbo significativo) Indica ação
ou fenômeno, pode deixar dúvida. Se deixar dúvida, a
resposta será um advérbio.
■ PREDICADO
É tudo que resta na oração após
identificarmos o sujeito da frase.
Ex: “Jardineiros diplomados regam flores esquisitas (...)”
sujeito predicado
(Érico Veríssimo)
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17 – Tipos de Predicado
Predicado Nominal – é aquele que apresenta
predicativo.
Ex.: A vida é bela.
Predicado Verbal – é aquele que apresenta verbo que
indique ação ou fenômeno.
Ex.: Estudem.; Choveu muito ontem.
Predicado verbo-nominal – é aquele que possui verbo
que indica ação e predicativo.
Ex.: Venham felizes para o curso!
Adjunto Adnominal é o termo que acompanha os
núcleos do sujeito e/ou do objeto direto e refere-se a
ele(s). Pode ser representado por ARTIGO, NUMERAL,
PRONOME, ADJETIVO OU LOCUÇÃO ADJETIVA.
Ex.: Minha querida mãe viajará amanhã.
Ex.: O jogador ganhou muitas homenagens.
Complemento Nominal - -E o termo preposicionado
que completa o sentido deum nome, que pode ser
adjetivo, advérbio ou substantivo.
Observação: Sempre que o termo preposicionado
completar o sentido de um adjetivo ou de um
advérbio, teremos complemento nominal, caso o
termo preposicionado complete o sentido de um
substantivo, deveremos tomar cuidado para não
confundir Adjunto Adnominal com Complemento
Nominal.
Ex: Sou desfavorável a casamento.
Ex: O professor sentou-se perto da porta.
Agente da Passiva – É o termo preposicionado
responsável pela ação que o sujeito sofre na voz
passiva analítica; ocorre sempre acompanhado de
locução verbal.
Ex.: Nosso país está sendo destruído por um partido.
Ex.: A sala de aula está tomada de bons candidatos.
Aposto – É o termo que explica, especifica, identifica
ou resume o seu antecedente; pode ocorrer
acompanhado de vírgula (s).
Ex.: O professor Arnaldo Filho chega sempre no
horário.
Ex.: Ronaldo, o Fenômeno, foi um excelente jogador.
Vocativo – É o termo que identifica a pessoa ou a
coisa com quem se fala na oração. Por não fazer parte
da oração, ocorrerá sempre destacado dela por
vírgula (s).
Ex.: Queridos, tenham fé!
Ex.: Amanhã, senhores, faremos exercícios sobre
função sintática.
FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES PESSOAIS
OBLÍQUOS ÁTONOS
(ME, TE, SE, NOS, VOS, O(S), A(S), LHE(S)
1. O, A, OS, AS (somados a verbos terminados em s, r
ou z, assumirão as formas -LO, -LA, -LOS, -LAS;
somados a verbos terminados em ão, ões ou m,
assumirão as formas -NO, -NA, -NOS, -NAS) – serão
sempre objetos diretos quando equivalerem a ELE,
ELA, ELES, ELAS.
Ex.: Eu a vi na sala de aula.; Encontraram-no hoje.;
Encontra-la-ei amanhã.
2. LHE e LHES – podem exercer até 3 funções.
2.1. Complemento Nominal – quando ocorrerem ao
lado de um verbo de ligação, ou equivalerem a a
alguém.
Ex.: Esta aula lhes será útil.
2.2. Adjunto Adnominal – quando indicarem posse na
oração.
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Ex.: Roubaram-lhe os documentos.
2.3. Objeto Indireto – quando equivalerem a a ele(s),
a ela(s).
Ex.: Obedeça-lhe sempre.
3. ME, TE, SE, NOS, VOS – podem exercer até 4
funções sintáticas.
3.1 – Complemento Nominal – quando
acompanharem verbo de ligação ou equivalerem a a
alguém.
Ex.: Tenha-me respeito. Eu vos pareço preocupado?
3.2 – Adjunto Adnominal – quando indicarem posse
na oração.
Ex.: Giovana lavou-me as roupas.
Ex.: A proximidade das provas tira-nos o sono.
3.3 – Objeto Indireto – quando equivalerem a a mim,
a ti, a si, a nós, a vós.
Ex.: O professor me entregou a sua prova.
Ex.: Os alunos sempre nos pedem outro exemplo.
3.4 – Objeto Direto – quando equivalerem ao
pronome pessoal do caso reto equivalente.
Ex.: Lorena me ama.
Eu
Ex.: Tua mãe te viu na praia.
Tu
18 – Período Composto
Constituído por mais de uma oração.
O período composto pode ser:
■ PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
No período composto por coordenação, as
orações se ligam pelo sentido, mas não existe
dependência sintática entre elas.
As orações coordenadas de subdividem em:
• Assindéticas- Não são introduzidas por conjunção.
Ex.: Trabalhou, sempre irá trabalhar.
• Sindéticas - São introduzidas por conjunção. Esse
tipo de oração se subdivide em:
1- Aditiva: ideia de adição, acréscimo, soma.
Principais conjunções usadas: e, nem, e nem, e
não, mas ... também, como, não só...como.
Ex.: O professor não somente elaborou exercícios
como também uma extensa prova.
2- Adversativa: ideia de contraste, oposição,
contradição. Principais conjunções usadas: mas,
contudo, entretanto, porém, todavia, no entanto,
senão.
Ex.: O professor elaborou um exercício simples,
mas a prova foi bastante complexa.
3- Alternativa: ideia de alternativa, exclusão.
Principais conjunções usadas: quer...quer,
ora...ora, ou...ou, seja...seja, já...já, ou
Ex.: Ou o professor elabora o exercício ou desiste
de aplicar a prova.
4- Conclusiva: ideia de dedução, conclusão.
Principais conjunções usadas: portanto, pois, logo,
por isso.
Ex.: O professor não elaborou a prova, logo não
poderá aplicá-la na data planejada.
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5- Explicativa: ideia de explicação, motivo.
Principais conjunções usadas: pois, porque,
porquanto, pois.
Ex.:O professor não elaborou a prova, porque
ficou doente.
A conjunção “pois” pode introduzir orações
conclusivas ou explicativas. Quando tiver dúvidas,
procure substituí-la por outras conjunções.
■ PERÍODO COMPOSTO SUBORDINADO
No período subordinado, existem pelo menos
uma oração principal e uma subordinada.
A oração principal é sempre incompleta, ou
seja, alguma função sintática está faltando.
As orações subordinadas desempenham a
função sintática que falta na principal: objeto direto,
indireto, sujeito, predicativo, complemento nominal...
Ex.:
O rapaz gostava / de que todos olhassem para ele.
Oração principal: O rapaz gostava
Oração subordinada: de que todos olhassem para ele.
As orações subordinadas se subdividem em:
Substantivas, Adjetivas, Adverbiais
As orações desenvolvidas são aquelas nas
quais o verbo está conjugado em algum tempo:
presente, pretérito e futuro.
Ex.: Esperamos que passe de ano.
As orações reduzidas são aquelas nas quais o
verbo está em uma das formas nominais: infinitivo,
gerúndio ou particípio.
Ex.: Só sei cantar em italiano.
■ ORAÇÕES SUBORDINADAS
Podem ser: Adverbiais, Adjetivas ou
Substantivas.
Subordinadas Adverbiais
1. causal: porque, já que, visto que, como, na
medida em que, uma vez que.
2. condicional: se, caso, somente se, desde que.
3. concessiva: embora, ainda que, se bem que,
mesmo que, apesar de que, não obstante,
malgrado
4. consecutiva: tão...que, tanto...que,
tamanho...que
5. conformativa: conforme, como, consoante,
segundo
6. comparação: como, mais que, menos que, tal
qual, tal que, tal como
7. tempo: quando, logo que, assim que, mal
8. proporção: à proporção que, à medida que
9. finalidade: a fim d que, para, para que
Subordinadas Adjetivas
São as orações iniciadas por pronome relativo
( que , quem , quanto(a)(s), como, onde, cujo(a)(s), o
qual, a qual, os quais, as quais.)
Podem ser:
restritivas (sem vírgula antes do Pronome
Relativo),
explicativas(com vírgula antes do pronome
relativo).
Subordinadas Substantivas
São orações iniciadas por conjunção
integrante (que, se)
Podem ser:
Subjetivas – valor de sujeito
Objetiva direta – valor de objeto direto.
Objetiva indireta – valor de objeto indireto.
Predicativa – valor de predicativo
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Completiva Nominal – valor de complemento
nominal
Apositiva – valor de aposto (é a única que admite
pontuação separando a oração principal daoração
subordinada substantiva).
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19 – Emprego das Classes de Palavras
São dez as classes de palavras na Língua
Portuguesa divididas em dois grupos: variáveis
(substantivo, adjetivo, pronome, verbo, artigo,
Numeral) e invariáveis (advérbio, conjunção,
preposição e interjeição).
1. SUBSTANTIVO
1. próprio 6. abstrato
2. comum 7. primitivo
3. simples 8. derivado
4. composto 9. coletivo
5. concreto
2. ARTIGO
1. definido 2. indefinido
3. NUMERAL
1. cardinal 3. multiplicativo
2. ordinal 4. Fracionário
4. PRONOME
1. pessoal 4. indefinido
2. possessivo 5. interrogativo
3. demonstrativo 6. relativo
5. ADJETIVO
1. explicativo 2. Restritivo
6. VERBO
1. regular A. na voz ativa
2. irregular B. na voz passiva
3. defectivo C. na voz reflexiva
7. ADVÉRBIO
1. de lugar 5. de afirmação
2. de tempo 6. de negação
3. de modo 7. de dúvida
4. de intensidade
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8. PREPOSIÇÃO
1. essencial 2. Acidental
9. CONJUNÇÃO
A. COORDENATIVA B. SUBORDINATIVA
1. aditiva 1. integrante
2. adversativa 2. adverbial
3. alternativa a. final
4. conclusiva b. conformativa
5. explicativa c. comparativa
d. proporcional
e. temporal
f. condicional
g. concessiva
h. causal
i. consecutiva
10 INTERJEIÇÃO
1 – SUBSTANTIVO
É a palavra variável em gênero, número e grau,
que dá nome aos seres em geral.
1. COMUM: refere-se a todos os seres da mesma
espécie: rio, cidade, país, menino, pedra etc.
2. PRÓPRIO: refere-se a um só indivíduo da espécie
e é sempre grafado com inicial maiúscula:
Tocantins, Porto Alegre, Brasil, João, Nair.
3. SIMPLES: quando é formado por um só radical:
água, pé, couve, ódio, tempo, sol.
4. COMPOSTO: quando é formado por mais de
um radical: água-de-colônia, pé-de-moleque,
couve-flor, amor-perfeito, girassol, fidalgo etc.
5. PRIMITIVO: quando não provém de outra
palavra existente na língua portuguesa: flor,
pedra, ferro, casa.
6. DERIVADO: quando provém de outra palavra da
língua portuguesa: florista, pedreiro, ferreiro,
casebre, jornaleiro.
7. CONCRETO: quando designa os seres – de
existência real ou não – que não dependam de
Outros para poderem existir: casa, cadeira,
caneta, fada, bruxa, saci etc.
8. ABSTRATO: quando designa as coisas que não
existem por si só, isto é, o substantivo mantém
dependência com outros seres para poder
existir: trabalho, corrida, estudo, altura, amor,
ódio, paz, guerra etc.
Há uma maneira melhor para traçarmos uma
definição entre o que é concreto e abstrato.
9. COLETIVO: é o substantivo que, mesmo sendo
singular, designa um grupo de seres da mesma
espécie. Veja alguns coletivos que merecem
destaque:
alavão - de ovelhas leiteiras
alcatéia - de lobos
álbum - de fotografias, de selos
antologia - de trechos literários escolhidos
armada - de navios de guerra
armento - de gado grande (búfalo, elefantes,
etc.)
arquipélago - de ilhas
atilho - de espigas de milho
assembleia - de parlamentares, de membros
atilho - de espigas de milho de associações
atlas - de cartas geográficas, de mapas
banca - de examinadores
bandeira - de garimpeiros, de exploradores
de minérios
bando - de aves, de crianças, etc.
cabido - de cônegos
cacho - de uvas, de bananas
cáfila - de camelos
cambada - de ladrões, de caranguejos,
vadios,
malvados
caravana - de viajantes
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cardume - de peixes
clero - de sacerdotes
colméia - de abelhas
concílio - de bispos
conclave - de cardeais em reunião para
eleger o papa
congregação - de professores, de religiosos
congresso - de parlamentares, de cientistas
conselho - de ministros
consistório - de cardeais sob a presidência
do papa
constelação - de estrelas
corja - de vadios
elenco - de artistas
enxame - de abelhas
enxoval - de roupas
esquadra - de navios de guerra
esquadrilha - de aviões
falange - de soldados, de anjos
farândola - de maltrapilhos
fato - de cabras
fauna - de animais de uma região
feixe - de lenha, de raios luminosos
flora - de vegetais de uma região
frota - de navios mercantes, de táxis, de
ônibus
girândola - de fogos de artifício
horda - de invasores, de selvagens, de
bárbaros
junta - de bois, médicos, de examinadores
júri - de jurados
legião - de anjos, de soldados, de demônios
malta - de desordeiros
manada - de bois, de elefantes
matilha - de cães de caça
ninhada - de pintos
nuvem - de gafanhotos, de fumaça
panapaná - de borboletas
pelotão - de soldados
penca - de bananas, de chaves
pinacoteca - de pinturas
plantel - de animais de raça, de atletas quadrilha - de ladrões, de bandidos
ramalhete - de flores
réstia - de alhos, de cebolas
récua - de animais de carga
romanceiro - de poesias populares
resma - de papel
revoada - de pássaros
súcia - de pessoas desonestas
vara - de porcos
vocabulário - de palavras
2 – ADJETIVO
É a palavra que modifica o substantivo,
indicando qualidades, defeitos, características dos
seres. O adjetivo pode ser:
Uniforme – possui uma só forma: homem
inteligente; mulher inteligente.
Biforme – possui duas formas: homem bonito;
mulher bonita.
Simples – constituído por um único adjetivo:
situação econômica.
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Composto – constituído por dois ou mais adjetivos:
situação sócio-político-econômica.
Pátrio – qualifica o ser segundo a sua origem:
Belém (PA) – belenense, Rio de Janeiro (Estado) –
fluminense, Rio de Janeiro (cidade) - carioca
Locução adjetiva – são expressões de duas ou mais
palavras com valor de adjetivo, sendo a primeira
sempre uma preposição (geralmente DE): de
abelha = apícola, de intestino = celíaco ou entérico.
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS
A flexão pode ser:
a) de número: singular (um só ser) ou plural (mais
de um ser).
b) de gênero: masculino ou feminino.
c) de grau: aumentativo (maior que o normal) ou
diminutivo (menor que o normal).
■ FLEXÃO DE NÚMERO
Substantivos Simples
1. Se as palavras terminarem em vogal, acrescenta-
se S.
Ex.: a - as; elegante - elegantes; siri - siris;
trabalho - trabalhos; tatu - tatus etc.
2. Se as palavras terminarem em R ou Z, acrescenta-
se ES.
Ex.: jantar - jantares; faquir - faquires; vez - vezes;
luz - luzes etc.
3. Se as palavras terminarem em AL, EL, OL, UL,
troca-se o L por IS.
Ex.: casal - casais; anel -anéis; lençol - lençóis;
azul - azuis etc.
4. Se as palavras terminarem em IL, troca-se:
a) o L por S nas oxítonas. Ex.: barril - barris;
funil - funis etc.
b) o IL por EIS nas paroxítonas. Ex.: fácil - fáceis;
fértil - férteis etc.
5. Se as palavras terminarem em ÃO, há três
maneiras de formar o plural:
a) Acrescenta-se S.
Ex.: mão - mãos; irmão - irmãos etc.
b) Troca-se o ÃO por ÃES.
Ex.: pão - pães; capitão - capitães etc.
c) Troca-se o ÃO por ÕES.
Ex.: patrão - patrões; leitão - leitões etc.
OBS.: algumas palavras terminadas em ÃO têm
mais de um plural.
Ex.: alazão – alazões; alazães; aldeão –
aldeãos,aldeões.
6. Se as palavras terminarem em S, forma-se o
plural de duas maneiras:
a) Acrescenta-se ES nas oxítonas e
monossílabas.
Ex.: ananás - ananases; mês - meses etc.
b) Não se modificam as paroxítonas.
Ex.: o pires - os pires; o lápis - os lápis etc.
7. Se as palavras terminarem em M, troca-se o M
por NS.
Ex.: homem - homens; bom - bons etc.
8. Se as palavras terminarem em N, acrescenta-se S.
Ex.: hífen - hifens; pólen - polens etc.
9. Se as palavras terminarem em X, não se
modificam.
Ex.: o tórax - os tórax; o xérox - os xérox.
Substantivos Compostos (com dois elementos)
1. Ligados sem hífen - formam o plural como os
substantivos simples: girassóis, aguardentes,
fidalgos.
2. Ligados com hífen, há duas combinações
possíveis de palavras: VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
a) substantivo + substantivo
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b) substantivo + adjetivo
c) adjetivo + substantivo
d) numeral + substantivo
e) substantivo + pronome
f) verbo + verbo
g) verbo + advérbio
h) verbo + substantivo
i) advérbio + adjetivo
j) interjeição + substantivo
3. Formados por dois substantivos, sendo que o
segundo limita ou determina o primeiro,
indicando tipo ou finalidade, somente o primeiro
elemento varia: bananas-maçã, tubarões-
martelo, etc.
a) Amor-perfeito => amores-perfeitos;
cachorro-quente => cachorros-quentes.
b) Boa-vida => boas-vidas; má-língua => más-
línguas.
c) Primeira-dama => primeiras-damas; sexta-
feira => sextas-feiras.
d) Padre-nosso => padres-nossos. Se você
considerar o nome da reza como pai-nosso:
há duas possibilidades: pais-nossos
(seguindo a regra) ou pai-nossos,
considerando que o Pai é apenas um, mas é
de todos nós.
e) Compostos formados por verbos
repetidos, ambos os elementos variam:
correscorres, pegas-pegas.
f) Compostos formados por verbos opostos,
nenhum elemento varia: os vai-volta, os
ganha-perde.
g) Bota-fora => os bota-fora.
h) Vira-lata => vira-latas; beija-flor => beija-
flores; guarda-sol => guarda-sóis.
i) Bem-amado => bem-amados; abaixo-
assinado => abaixo-assinados.
j) Ave-maria => ave-marias; salve-rainha =>
salve-rainhas.
Outros casos:
k) Unidos por preposição: só o primeiro
elemento varia: pés-de-moleque; mulas-
semcabeça.
l) Formados de verbo seguido de
substantivo no plural: ambos os elementos
ficam invariáveis: o saca-rolhas => os saca-
rolhas; o troca-letras => os troca-letras.
m) Formados por grão, grã, bel, vice, co, mor,
afro, luso seguidos de substantivos: varia o
segundo elemento apenas: co-diretores;
vice-prefeitos.
n) Frases substantivadas ficam invariáveis: a
Maria-vai-com-as-outras => as Maria-
vaicom-as-outras.
o) Arco-íris é invariável.
p) Em palavras onomatopéicas, o plural é feito
no último elemento: teco-tecos,
pinguepongues, bem-te-vis, etc.
3 – ADJETIVOS
a) Os adjetivos simples formam o plural da mesma
maneira que os substantivos simples.
OBS.: os substantivos empregados como adjetivos
ficam INVARIÁVEIS: bolsas café, homens monstro.
b) Os adjetivos compostos variam somente o último
elemento, tanto em gênero quanto em número:
hospitais médico-cirúrgicos, crises político-
econômicas.
OBS.: Se o último elemento for substantivo, o
adjetivo composto fica invariável: bolsas marrom-
café, camisetas amarelo-mostarda.
* Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-
celeste ficam invariáveis.
* No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os
elementos variam: crianças surdas-mudas.
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■ FLEXÃO DE GÊNERO
Substantivos
Para passar as palavras que aparecem no
masculino para o feminino, é preciso observar o
seguinte:
1. Nas palavras terminadas em O, troca-se o O por
A.
2. Nas palavras terminadas em R ou S, acrescenta-
se A.
3. Nas palavras terminadas em ÃO, forma-se o
feminino pela troca de:
a) ÃO por Ã: irmão - irmã; órfão - órfã etc.
b) ÃO por OA: patrão - patroa; leitão - leitoa
etc.
c) ÃO por ONA: bonitão - bonitona; sabichão -
sabichona etc.
Há palavras que não se enquadram nesses
casos. Algumas têm feminino bem diferente:
abade: a abadessa
alcaide: a alcaidessa, a alcaidina
aldeão: a aldeã
alfaiate: a alfaiata
anfitrião: a anfitrioa, a anfitriã
apóstolo: a apóstola
aprendiz: a aprendiza
arcebispo: a arquiepiscopisa
asno: a asna
ateu: a atéia
avejão: a ave
bacharel: a bacharela
barão: a baronesa
bispo: a episcopisa
búfalo: a búfala
bugre: a bugra
burro: a besta
cáiser: a caiserina
capiau: a capioa
capitão: a capitã
cavaleiro: a cavaleira, a amazona
cavalheiro: a dama
charlatão: a charlatã, a charlatona
cidadão: a cidadã
comandante: a comandanta
comediante: a comedianta
conde: a condessa
cônego: a canonisa
confrade: a confreira
cônsul: a consulesa (esposa),
a cônsul (funcionária)
coronel: a coronela
cupim: a arará
czar: a czarina
deputado: a deputada
deus: a deusa, a diva, a déia
diabo: a diaba, a diáboa, a diabra
diácono: a diaconisa
doge: a dogesa, a dogaresa
dragão: a dragoa ( sentido figurado)
duque: a duquesa
elefante: a elefanta
embaixador: a embaixadora (funcionária), a
embaixatriz (esposa)
ermitão: a ermitoa, a ermitã
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etíope: a etiopisa
faisão: a faisoa, a faisã
faquir: a faquiresa
fariseu: a fariséia
felá: a felaína
filhote: a filhota
filisteu: a filistéia
frade: a freira
frei: a sóror, a soror
garçom: a garçonete
general: a generala
■ CASOS IMPORTANTES:
· SUBSTANTIVOS EPICENOS: são os que se referem
apenas a animais e não sofrem alteração. A
distinção se faz pelo acréscimo de macho ou de
fêmea. Ex.: jacaré macho - jacaré fêmea; cobra
macho - cobra fêmea.
· SUBSTANTIVOS COMUNS DE DOIS GÊNEROS:
são os que têm uma só forma para o masculino
e para o feminino. A distinção se faz pelas
palavras que acompanham o substantivo (artigo,
adjetivo). Ex.: o pianista - a pianista; cliente antigo
- cliente antiga etc.
· SUBSTANTIVOS SOBRECOMUNS: são os que não
se flexionam, não flexionando também as palavras
que os acompanham. Ex.: A criança bonita chama-
se Ana. // A criança bonita chama-se Júnior.
4 – ADJETIVOS
Podem ser:
a) uniforme quando apresenta uma única forma
para os dois gêneros: homem inteligente /
mulher inteligente.
b) biforme quando apresenta duas formas, uma
para o masculino e outra para o feminino:
homem bonito / mulher bonita.
■ FLEXÃO DE GRAU
Substantivos
A indicação do grau do substantivo pode ser
feita de duas maneiras:
a) Analiticamente: determinando-se o substantivo
por um adjetivo que indica aumento ou
diminuição: homem grande.
b) Sinteticamente: anexando-se ao substantivo
sufixos indicadores de grau: homenzarrão.
Neste último caso, para que uma palavra
flexione para o grau diminutivo, geralmente
acrescentamos-lhe -INHO; para o grau aumentativo,
acrescentamos-lhe geralmente -ÃO. Às vezes, porém,
aparece Z antes de -inho e -ão.
Você não terá dúvidas em usar esse Z se ler
isto com atenção:
Usa-se Z antes de -INHO (diminutivo) ou de -
ÃO (aumentativo) quando a palavra for:
a) terminada em ão, ã, m, n.
Ex.: aviãoZINHO - aviãoZÃO; irmãoZINHO -
irmãoZÃO; bombonZINHO - bombonZÃO;
hifenZINHO - hifenZÃO etc.
b) monossílaba, oxítona ou proparoxítona.
Ex.: peZINHO - peZÃO; paletoZINHO -
paletoZÃO; cerebroZINHO - cerebroZÃO etc.
É, claro, que em outros casos não se usa Z:
carrinho - carrão; sapatinho - sapatão etc.
Algumas palavras formam o aumentativo e o
diminutivo de modos diferentes: amigo – amigalhão,
animal – animalaço, bala – balaço ou balázio, barca –
barcaça
diminutivos: aldeia – aldeola, animal –
animalejo, astro – asteróide, badeira – badeirola.
2 – ARTIGO
É uma palavra que antepomos aos
substantivos para determiná-los. Indica-lhes, ao
mesmo tempo, o gênero e o número.
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Dividem-se em:
· definidos: o, a, os, as
· indefinidos: um, uma, uns, umas
Os definidos determinam os substantivos de modo
preciso, particular: Viajei com o médico. (Um médico
referido, conhecido, determinado).
Os indefinidos determinam os substantivos de modo
vago, impreciso, geral: Viajei com um médico. (Um
médico não referido, desconhecido, indeterminado).
Isoladamente, os artigos são palavras de todo vazias
de sentido.
3 – NUMERAL
É a palavra que indica quantidade, ordem,
múltiplo ou fração.
O numeral classifica-se em:
- cardinal - quando indica quantidade
- ordinal - quando indica ordem
- multiplicativo - quando indica multiplicação
- fracionário - quando indica fracionamento
Exemplos:
Sílvia comprou dois livros.
Antônio marcou o primeiro gol.
Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço
O galinheiro ocupava um quarto do quintal
Emprego do Numeral
Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos,
capítulos, etc. empregam-se, de 1 a 10, os ordinais.
João Paulo II (segundo) ano III (ano terceiro)
Luís X (décimo) ano I (primeiro)
Pio IX (nono) século IV (quarto)
De 11 em diante, empregam-se os cardinais:
Leão XIII (treze) ano XI (onze)
Pio XLI (doze) século XVI (dezesseis)
Luís XV (quinze) capitulo XX (vinte)
Se o numeral aparece antes, é lido com ordinal:
XX Salão do Automóvel (vigésimo)
VI Festival da Canção (sexto)
IV Bienal do Livro (quarta)
XVI capitulo da telenovela (décimo sexto)
Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar
preferência ao emprego do ordinal.
Hoje é primeiro de setembro.
Não é aconselhável iniciar período com algarismos:
16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia.
4 – PRONOME
É a palavra que substitui ou acompanha um
substantivo, indicando a pessoa do discurso.
Quando o pronome representa o substantivo,
dizemos tratar-se de pronome substantivo.
O professor chegou. Ele chegou.
Convidei o professor para a festa. Convidei-o
para a festa.
Quando o pronome vem determinando o
substantivo, restringindo a extensão de seu
significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo.
Esta casa é antiga.(esta).
Meu livro é antigo. ..(meu)
Classificação dos Pronomes
Há seis tipos de pronomes: pessoais,
possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e
interrogativos.
Pronomes Pessoais
São aqueles que representam as pessoas do discurso:
1ª pessoa: quem fala, o emissor: Eu saí.
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2ª pessoa: com quem se fala, o receptor: Tu saíste.
3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente:
Ele saiu.
Os pronomes pessoais são os seguintes:
NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO
singular
1ª Eu me, mim, comigo
2ª Tu te, ti, contigo
3ª Ele, Ela se, si, consigo, o, a, lhe
plural
1ª Nós, nos, conosco
2ª Vós, vos, convosco
3ª Eles, Elas se, si, consigo, os, as, lhes
1. Os pronomes pessoais do caso reto (eu,tu,
ele/ela, nós, vós, eles/elas) devem ser
empregados na função sintática de sujeito.
Considera-se errado seu emprego como
complemento.
2. Na função de complemento, usam-se os
pronomes oblíquos e não os pronomes retos.
3. Os pronomes retos (exceto eu e tu), quando
antecipados de preposição, passam a funcionar
como oblíquos. Neste caso, considera-se correto
seu emprego como complemento.
4. As formas eu e tu só podem funcionar como
sujeito. Considera-se errado seu emprego como
complemento.
Nunca houve desentendimento entre eu e tu.
(errado)
Nunca houve desentendimento entre mim e ti.
(certo)
Como regra prática, podemos propor o seguinte:
quando precedidas de preposição e sem verbo à
frente, não se usam as formas retas eu e tu, mas
as formas oblíquas mim e ti.
Há, no entanto, um caso em que se empregam
as formas retas eu e tu mesmo precedidas
por preposição: quando essas formas funcionam
como sujeito de um verbo no infinitivo.
Deram o livro para EU ler (ler: sujeito)
Deram o livro para TU leres (leres: sujeito)
Verifique que, neste caso, o emprego das formas
retas eu e tu é obrigatório, na medida em que
tais pronomes exercem a função sintática de
sujeito.
5. Os pronomes oblíquos se, si, consigo devem
ser empregados somente como reflexivos.
Considera-se errada qualquer construção em que
os referidos pronomes não sejam reflexivos.
6. Os pronomes oblíquos conosco e convosco são
utilizados normalmente em sua forma sintética.
7. Os pronomes oblíquos podem aparecer
combinados entre si. As combinações
possíveis são as seguintes:
me + o = mo me + os = mos
te + o = to te + os = tos
lhe + o = lho lhe + os = lhos
nos + o = no-lo nos + os = no-los
vos + o = vo-lo vos + os = volos
lhes + o = lho lhes + os = lhos
A combinação também é possível com os
pronomes oblíquos femininos a, as:
me + a = ma me + as = mas
te + a = ta te + as = tas
8. As formas oblíquas O, AS, OS, AS são sempre
empregadas como complemento de verbos
transitivos diretos, ao passo que as formas LHE,
LHES são empregadas como complemento de
verbos transitivos indiretos.
O menino convidou-a (V.T.D.) O filho obedece-lhe
(V.T.I.)
Cuidado com novelas em que haja personagens
regionalistas e usos populares, pois se
consideram erradas construções em que o
pronome O (e flexões) aparece como
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complemento de verbos transitivos indiretos,
assim como as construções em que o
pronome LHE (LHES) aparece como
complemento de verbos transitivos diretos.
Eu lhe vi ontem. (errado)
Nunca o obedeci. (errado)
Eu o vi ontem. (certo)
Nunca lhe obedeci. (certo)
9. Há pouquíssimos casos em que o pronome
oblíquo pode funcionar como sujeito. Isso ocorre
com os verbos deixar, fazer, ouvir, mandar,
sentir, ver seguidos de infinitivo; o pronome
oblíquo será sujeito desse infinitivo.
Deixei-o sair.
Vi-o chegar.
Sofia deixou-se estar à janela.
Deixei-o sair = deixei que ele saísse.
10. Não se considera errada a repetição de
pronomes oblíquos.
A mim, ninguém me engana.
A ti tocou-te a máquina mercante.
Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo
não constitui pleonasmo vicioso, e sim ênfase.
11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem
a pronomes possessivos, exercendo função
sintática de adjunto adnominal.
Roubaram-me o livro = roubaram meu livro.
Não escutei-lhe os conselhos = não escutei os
seus conselhos.
Pronomes de Tratamento
Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-
se os pronomes de tratamento. Referem-se à pessoa a
quem se fala, embora a concordância deva ser feita
com a terceira pessoa. Convém notar que,
exceção feita a você, esses pronomes são empregados
no tratamento cerimonioso.
PRONOME ABREVIATURA EMPREGO
Vossa Alteza V.A.
príncipes,
duques
Vossa
Eminência
V.Emª
cardeais
Vossa
Excelência
V.Exª
altas
autoridades em
geral
Vossa
Magnificência
V.Magª
reitores de
universidades
Vossa
Reverendíssima
V.Revmª
sacerdotes em
geral
Vossa
Santidade
V.S. Papas
Vossa Senhoria V.Sª
funcionários
graduados
Vossa
Majestade
V.M.
reis,
imperadores
São também pronomes de tratamento: o senhor, a
senhora, senhorita, você(s).
Pronomes Possessivos
Os pronomes possessivos referem-se às
pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de
alguma coisa.
Quando digo, por exemplo, meu livro, a
palavra meu informa que o livro pertence à 1ª pessoa
(eu).
Eis as formas dos pronomes possessivos:
1ª pessoa singular: meu, minha, meus, minhas
1ª pessoa plural: nosso, nossa, nossos, nossas
2ª pessoa singular: teu, tua, teus, tuas
2ª pessoa plural: vosso, vossa, vossos, vossas
3ª pessoa singular: seu, sua, seus, suas
3ª pessoa plural: seu, sua, seus, suas
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Pronomes Demonstrativos
São aqueles que determinam, no tempo ou no
espaço, a posição da coisa designada em relação à
pessoa gramatical.
Quando digo este livro, estou afirmando que o
livro se encontra perto de mim, a pessoa que fala.
Por outro lado, esse livro indica que o livro
está longe da pessoa que fala e próximo da que ouve;
aquele livro indica que o livro está longe de ambas as
pessoas.
Os pronomes demonstrativos são estes:
este (e variações), isto = 1ª pessoa
esse (e variações), isso = 2ª pessoa
aquele (e variações), próprio (e variações)
mesmo (e variações), próprio (e variações)
semelhante (e variação), tal (e variação)
Emprego dos Demonstrativos
1. ESTE (e variações) e ISTO são usados para indicar o
que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela
que fala): Este documento que tenho nas mãos
não é meu.
2. ESSE (e variações) e ISSO são usados para indicar
o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela
com quem se fala): Esse documento que tens na
mão é teu?
3. AQUELE (e variações) e AQUILO são usados para
indicar o que está longe das duas primeiras
pessoas e refere-se à 3ª: Aquele documento que
lá está é teu?
4. Tal é pronome demonstrativo quando tomado
na acepção de este, isto, esse, isso, aquele,
aquilo: Tal era a situação do País.
Pronomes Relativos
São palavras que representam nomes já
referidos, com os quais estão relacionados. Daí
denominarem-se relativos.
A palavra que o pronome relativo representa
chama-se antecedente.
Aquele é o aluno que se aprovou em primeiro
lugar.
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
Masculino Feminino
o qual; os quais; a qual ; as quais; quem; cujo;
cujos; cuja; cujas; que; quanto; quantos; quanta;
quantas; onde
Observações:
1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas,
tem antecedente, vem sempre antecedido de
preposição e equivale a O QUAL.
O médico de quem falo é meu conterrâneo.
2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da
qual, e precedem sempre um substantivo sem
artigo:
Qual será o animal cujo nome a autora não quis
revelar?
3. QUANTO(s)e QUANTA(s) são pronomes
relativos quando precedidos de um dos
pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s),
todos, todas:
Tenho tudo quanto quero.
Leve tantos quantos precisar.
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se
quebrou.
4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre
antecedente e equivale a em que:
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô.
Pronomes Indefinidos
Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do
discurso, designando-a de modo vago, impreciso,
indeterminado.
1. São pronomes indefinidos substantivos: algo,
alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
outrem, quem, tudo: Algo aconteceu aqui.
2. São pronomes indefinidos adjetivos: cada, certo,
certos, certa, certas.
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Cada povo tem seus costumes.
Pronomes Interrogativos
Aparecem em frases interrogativas. Como os
indefinidos, referem-se de modo impreciso à 3ª
pessoa do discurso. Exemplos:
Que há?
Que dia é hoje?
Reagir contra quê?
Por que motivo não veio?
Quem foi?
Qual será?
Quantos vêm?
Quantas irmãs tens?
■ COLOCAÇÃO PRONOMINAL.
Quando usamos os pronomes pessoais do
caso oblíquo, eles ganha um lugar especial junto ao
verbo.
Lembre-se de que:
1. o pronome que usaremos, os oblíquos átonos
me, te, o(s), a(s), se, lhe(s), nos e vos sempre
estão recebendo a ação do verbo e não fazendo.
2. a apresentação das orações a seguir estarão
corretas por mais que soem esquisitas, feias. Não
estranhe, pois você está trabalhando com o lado
culto da Língua Portuguesa, justamente o que
não se usa no seu cotidiano, mas o que é
solicitado em uma prova!
Existe uma ordem de prioridade na colocação
pronominal: 1º tente fazer próclise, depois mesóclise
e em último caso ênclise.
PRÓCLISE: É a colocação pronominal antes (pró) do
verbo.
MESÓCLISE: É a colocação pronominal no meio
(meso) do verbo.
ÊNCLISE: É a colocação pronominal depois (end =
fim) do verbo.
PRÓCLISE OBRIGATÓRIA
Quando antes do verbo houver um advérbio
qualquer.
Quando antes do verbo houver um pronome
qualquer.
Quando antes do verbo houver uma conjunção
adverbial qualquer.
Em frases optativas ou exclamativas.
Quando o verbo estiver no gerúndio antecedido
da preposição EM.
MESÓCLISE OBRIGATÓRIA
Quando não for obrigatória a próclise e o verbo
da frase estiver no futuro.
ÊNCLISE OBRIGATÓRIA
No início de frase; não se inicia oração com
pronome pessoal oblíquo átono.
Quando antes do verbo houver uma conjunção
coordenada.
Não se usa a ênclise após verbo no particípio.
■ OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Emprego de o, a, os, as
1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral
os pronomes o, a, os, as não se alteram. Ex.:
Chame-o agora. Deixei-a mais tranquila.
2) Em verbos terminados em R, S ou Z, estas
consoantes alteram-se para L e acrescentam-se
os pronomes o, a, os, as. Ex.: (Encontrar)
Encontrá-lo é o meu maior sonho. (Fiz) Fi-lo para
você.
3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am,
em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as
alteram-se para no, na, nos, nas. Ex.: Chamem-no
agora. Põe-na sobre a mesa.
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4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos
mo, to, lho, no-lo, vo-lo, formas em desuso,
podem ocorrer em próclise, ênclise ou mesóclise.
Ex.: Ele mo deu. (Ele me deu o livro)
5) Os verbos terminados em –mos perderão o s
final quando seguidos pelos pronomes nos ou
vos: Encontramo-nos sempre perdidos neste
assunto.
5 – ADJETIVOS
A mudança de grau do adjetivo pode ser obtida por
dois processos:
a) Sintético: através de sufixos.
b) Analítico: através do acréscimo de alguma palavra
que modifique o adjetivo.
Grau Comparativo
a) de igualdade (tão + adjetivo + quanto)
b) de superioridade (mais + adjetivo + [do] que)
c) inferioridade (menos + adjetivo + [do] que)
6 – VERBO
É a palavra variável que exprime ação, estado,
mudança de estado e fenômeno, situando-os no
tempo.
O verbo é a classe de palavras que mais há
variações na Língua Portuguesa. Essas variações são
chamadas de conjugações.
VOZES VERBAIS
O sujeito do verbo pode ser:
a) agente do fato expresso: O verbo está na voz
ativa.
b) paciente do fato expresso: O verbo está na voz
passiva.
c) agente e paciente do fato expresso: O verbo está
na voz reflexiva.
FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS
Dá-se o nome de rizotônica à forma verbal
cuja sílaba tônica está no radical.
Fal o – Estud o – Am o
Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal
cujo acento tônico está fora do radical.
Fal amos – Estud arei. - Am ássemos
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS
Os verbos classificam-se em:
a) Regulares - são aqueles que não provocam
alterações no radical.
Dica: todos os verbos terminados em IAR são
garantidamente regulares: arriar, abreviar,
acariciar, adiar,
Apenas CINCO verbos terminados por IAR são
conjugados como os finalizados por EAR
(florEAR = florEIO), isto é, ganham um I eufônico
nas formas rizotônicas. Lembram a palavra
Mário: mediar (medeio), ansiar, remediar,
incendiar, odiar. São, portanto, verbos
irregulares.
b) Irregulares - são aqueles cuja flexão provoca
alterações no radical ou nas desinências.
faço - fiz - farei – fizesse. Para saber se um
verbo é regular ou irregular, basta conjugá-lo
no presente do indicativo, no pretérito perfeito
e no futuro, observando se ocorrem ou não
variações no radical. Não é irregularidade a
alteração do radical de certos verbos para a
conservação da regularidade fônica: embarcar –
embarque.
c) Anômalos - são aqueles que incluem mais de um
radical em sua conjugação.
verbo ser: sou – fui – era; ir: vou – ia – fui
d) Defectivos - são aqueles que não apresentam
conjugação completa. São eles:
- Os verbos que indicam fenômenos naturais,
como chover, trovejar, ventar, amanhecer,
etc.
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- Os verbos haver (no sentido de existir e
tempo) e fazer (no sentido de tempo).
- Os verbos que exprimem ação ou estado de
determinado animal: relinchar, latir, miar, etc.
- Os verbos que não apresentam a 1ª pessoa
do presente do indicativo: abolir, aturdir,
banir, bramir, brandir, brunir, carpir, colorir,
demolir, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir,
imergir, jungir, retorquir, ungir.
- Os verbos que, no presente do indicativo, só
apresentam formas arrizotônicas, não
possuindo, portanto, nenhuma das pessoas
do presente do subjuntivo e imperativo
negativo; no imperativo negativo apresentam
a 2ª. pessoa do plural: aguerrir, combalir,
comedir, delinquir, descomedir-se, embair,
empedernir, falir, foragir-se, fornir, puir,
remir, renhir, ressarcir.
- Outros defectivos: Adequar – só se conjuga
nas formas arrizotônicas,mas sempre é usado
no infinitivo e no particípio;
Computar – não possui as três primeiras
pessoas do presente do indicativo e os
tempos derivados dele.
Reaver (haver novamente, ter de novo) – só
é conjugado quando o verbo HAVER
conservar a letra V em suas formas.
Precaver – conjuga-se nas forma arrizotônicas.
As formas inexistentes deste verbo são
substituídas por sinônimos: precatar,
acautelar, prevenir. Prazer – só se usa nas 3as.
Pessoas (singular e plural).
e) Abundantes - são aqueles que possuem mais de
uma forma com o mesmo valor no particípio.
Usa-se a forma regular (sempre terminada com -
ADO ou –IDO) com os verbos auxiliares TER e
HAVER.
Usa-se a forma irregular (não há um exemplo fixo
a seguir) com os verbos auxiliares SER e ESTAR.
Obs.: Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer,
pôr, ver e vir só possuem o particípio irregular:
aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto e
vindo.
■ EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS
Modo Indicativo – exprime ação real, categórica,
positiva.
a) Presente
Emprega-se o presente do indicativo para assinalar:
- um fato que ocorre no momento em que se fala:
Eles estudam silenciosamente.
- uma ação habitual: Corro todas as manhãs.
- uma verdade universal (ou tida como tal): O
homem é mortal.
- fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do
pretérito para dar maior realce à narrativa: Em
1748, Montesquieu publica a obra “O espírito das
leis”... É o chamado presente histórico ou
narrativo.
- fatos futuros imediatos: Amanhã vou à escola.
b) Pretérito imperfeito
Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para
designar:
- um fato passado contínuo, habitual, permanente:
Ele andava à toa. Nós vendíamos sempre fiado.
- um fato passado, mas de incerta localização no
tempo. É o que ocorre, por exemplo, no início das
fábulas, lendas, histórias infantis: Era uma vez ...
- um fato presente em relação a outro fato passado:
Eu lia quando ele chegou.
c) Pretérito perfeito
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para
referir um fato já ocorrido, concluído: Estudei a noite
inteira.
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que
se prolonga até o momento presente: Tenho
estudado todas as noites.
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d) Pretérito mais-que-perfeito
Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação
passada em relação a outro fato passado (ou seja, é o
passado do passado): A bola já ultrapassara a linha
quando o jogador a alcançou.
e) Futuro do presente
Emprega-se o futuro do presente do indicativo para
apontar um fato futuro em relação ao momento em
que se fala: Irei à escola.
f) Futuro do pretérito
Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para
assinalar:
- um fato futuro, em relação a outro fato passado:
Eu jogaria se não tivesse chovido.
- um fato futuro, mas duvidoso, incerto: Seria
realmente agradável ter de sair?
Modo Subjuntivo – exprime ação irreal, hipotética,
duvidosa.
a) Presente
Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar:
- um fato presente, mas duvidoso, incerto: Talvez
eles estudem... não sei.
b) Pretérito imperfeito
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para
indicar uma hipótese, uma condição: Se eu estudasse,
a história seria outra.
c) Futuro
Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um
fato futuro já concluído em relação a outro fato
futuro: Quando eu voltar, arrumarei o quarto.
Modo Imperativo - usa-se para expressar ordem,
convite, conselho, súplica ou pedido, dependendo da
entonação que o falante atribui à frase.
Formas Nominais – ganham características das classes
nominais.
a) Infinitivo - pode funcionar como substantivo e
caracteriza-se pela desinência –R.
b) Particípio – pode funcionar como adjetivo ou
advérbio e caracteriza-se pela desinência –DO.
c) Gerúndio – pode funcionar como adjetivo ou
advérbio e caracteriza-se pela desinência –NDO.
Exceção: vir e seus derivados fazem vindo no
gerúndio e particípio.
7 – ADVÉRBIO
É a palavra que modifica o verbo, o adjetivo
ou o próprio advérbio, exprimindo uma circunstância.
Os advérbios dividem-se em:
1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, ai, aquém, além,
algures, alhures, nenhures, atrás, fora, dentro,
perto, longe, adiante, diante, onde, avante,
através, defronte, aonde, etc.
2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora,
anteontem, sempre, nunca, já, cedo, logo, tarde,
ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve,
brevemente, entrementes, raramente,
imediatamente, etc.
3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar,
como, debalde, pior, melhor, suavemente,
tenazmente, comumente etc.
4) INTENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos,
tão, bastante, demasiado, meio, completamente,
profundamente, quanto, quão, tanto, bem, mal,
quase, apenas, etc.
5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente,
realmente, efetivamente, etc.
6) NEGAÇÃO: não.
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura,
possivelmente, quiçá, decerto, provavelmente,
etc.
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Há Muitas Locuções Adverbiais
1) DE LUGAR: à esquerda, ã direita, à tona, à
distância, à frente, à entrada, à saída, ao lado, ao
fundo, ao longo, de fora, de lado, etc.
2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia,
de tarde, à tarde, à noite, às ave-marias, ao
entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim,
de repente, de vez em quando, de longe em
longe, etc.
3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a
contento, a esmo, de bom grado, de cor, de
mansinho, de chofre, a rigor, de preferência,
em geral, a cada passo, às avessas, ao invés,
às claras, a pique, a olhos vistos, de propósito,
de súbito, por um triz, etc.
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a
martelo, a máquina, a tinta, a paulada, a mão, a
facadas, a picareta, etc.
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc.
6) NEGAÇÃO: de modo algum, de modo nenhum,
em hipótese alguma, etc.
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc.
Advérbios Interrogativos: Onde? Aonde? Donde?
Quando? Por que? Como?
Palavras Denotativas
Certas palavras, apesar de se assemelharem a
advérbios, não se enquadram entre eles ou qualquer
outra classe gramatical, terão classificação à parte.
Estão envolvidas nas estratégias argumentativas, nas
situações efetivas de interlocução. São palavras que
denotam exclusão, inclusão, situação, designação,
retificação, realce, adição, afastamento, afetividade,
aproximação, explicação, limitação etc.
1) DE EXCLUSÃO: só, salvo, apenas, senão,
unicamente, exceto, exclusive, sequer, somente,
apesar, menos, fora, tirante etc.
2) DE INCLUSÃO: também, até, mesmo, até mesmo,
inclusive, ainda, além disso, de mais a mais etc.
3) DE SITUAÇÃO: mas, então, agora, afinal, se etc.
4) DE DESIGNAÇÃO: eis
5) DE RETIFICAÇÃO: aliás, isto é, ou melhor, ou
antes, ou seja, melhor dizendo etc.
6) DE REALCE: cá, lá, só, é que, ainda, mas, é
porque, não, sobretudo, mesmo, embora etc.
7) DE ADIÇÃO: ainda, além disso, ademais, etc.
8) DE AFASTAMENTO: embora.
9) DE AFETIVIDADE: ainda bem,felizmente,
infelizmente, ainda bem etc.
10) DE APROXIMAÇÃO: aproximadamente, quase,
bem, lá por, quase, uns, cerca de, por volta de,
perto de etc.
11) DE EXPLICAÇÃO (explanação): isto é, a saber, por
exemplo etc.
12) DE LIMITAÇÃO: só, somente, apenas, unicamente
etc.
8 – CONJUNÇÃO
É a palavra que une duas ou mais orações.
Conjunções Coordenativas
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc.
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia,
entretanto, senão, no entanto, etc.
3) ALTERNATIVAS: ou, ou... ou, ora... ora, já... já,
quer... quer, etc.
4) CONCLUSIVAS: logo, pois, portanto, por
conseguinte, por consequência.
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que,
porque, pois, etc.
Conjunções Subordinativas
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que,
uma vez que, etc.
2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois,
porquanto, etc.
3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal
como, mais... que, etc.
4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme,
consoante, como, etc.
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5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que,
posto que, se bem que, etc.
6) INTEGRANTES: que, se, etc.
7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc.
8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho...
que, de sorte que, de forma que, de modo que,
etc.
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida
que, quanto... tanto mais etc.
10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois
que, etc.
9 – PREPOSIÇÃO
É a palavra invariável que liga dois
termos entre si, estabelecendo uma relação de
dependência.
Exemplos: Chegaram a Porto Alegre.
Descordo de você.
Fui até a esquina.
Casa de Paulo.
Preposições Essenciais e Acidentais
As preposições essenciais são: a, ante, após, até,
com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por,
sem, sob, sobre e atrás.
Certas palavras ora aparecem como preposições, ora
pertencem a outras classes, sendo chamadas,
por isso, de preposições acidentais: afora,
conforme, consoante, durante, exceto, fora,
mediante, não obstante, salvo, segundo, senão,
tirante, visto, etc.
10 – INTERJEIÇÃO
É a palavra que transmite emoção, um
sentimento súbito.
As interjeições podem ser:
- alegria: ah! oh! oba! eh!
- animação: coragem! avante! eia!
- admiração: puxa! ih! oh! nossa!
- aplauso: bravo! viva! bis!
- desejo: tomara! oxalá!
- dor: ai! ui!
- silêncio: psiu! silêncio!
- suspensão: alto! basta!
LOCUÇÃO INTERJETIVA é o conjunto de palavras que
têm o mesmo valor de uma interjeição:
Minha Nossa Senhora!
Puxa vida!
Deus me livre!
Raios te partam!
Meu Deus!
Que maravilha!
Ora bolas!
Ai de mim!
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20 – Concordância Verbal
É o estudo da relação do verbo com o sujeito.
Tal relação se dá em número (singular/plural) e
pessoa ( eu, tu, ele(a), nós, vós, ele(a)s).
■ CASOS ESPECIAIS
01. VERBO ANTEPOSTO AO SUJEITO COMPOSTO: -
Haverá duas possibilidades de concordância:
1.1. O verbo concordará com o núcleo mais
próximo (CONCORDÂNCIA ATRATIVA):
Ex: Chegará ao Estado o Ministro e o
Presidente.
1.2. O verbo irá para o plural concordando com a
pessoa predominante do sujeito
(CONCORDÂNCIA GRAMATICAL):
Ex: Chegarão ao Estado o Ministro e o
Presidente.
02. VERBO POSPOSTO AO SUJEITO COMPOSTO: -
Haverá três possibilidades de concordância:
2.1. O verbo irá para o plural concordando com a
pessoa predominante.
Ex. Malu, Lidiane e Giovanna passaram a
estudar juntos.
2.2. O verbo ficará, também, no singular quando:
a) O sujeito estiver formado por
sinonímia:
Ex. A Ira e o Ódio tomou/tomaram
conta da minha razão.
b) O sujeito estiver formado por seqüência
gradativa crescente ou decrescente:
Ex. Um chuvisco, uma chuva, uma
tempestade passou/passaram por aqui.
2.3. Ficará apenas no singular se o sujeito
composto puder ser resumido pelas palavras
(tudo, nada, ninguém, alguém).
Ex. O pai, a mãe, os irmãos, os tios, o
namorado, ninguém fez o candidato mudar
de ideia.
0.3. SUJEITO COMPOSTO LIGADO POR “OU”. - Haverá
três possibilidades de concordância:
3.1. singular - quando o ou criar a ideia de
exclusão: Ex. Giovanna ou Lidiane será
nomeada a melhor professora pela turma.
3.2. plural – quando o ou puder ser trocado por
“e” ou um dos núcleos do sujeito estiver no
plural:
Ex. O Professor Arnaldo ou o Professor Eli
farão o simulado de língua portuguesa.
3.3. Concordará com o último núcleo quando o
ou der ideia de correção.
Ex. Os policiais ou o policial chegou
atirando.
04. SUJEITO CONSTITUÍDO POR EXPRESSÕES
PARTITIVAS (A MAIORIA DOS...; GRANDE PARTE
DE...; METADE DE...; UM QUARTO DOS...; BOA
PARTE DE...; A MAIOR PARTE DE...; UMA
PORÇÃO DE; ETC.) UNIDAS A SUBSTANTIVOS NO
PLURAL: - A concordância será facultativa.
Ex. Grande parte dos alunos da turma do Curso
Prime entenderam/entendeu o que é
responsabilidade.
05. SUJEITO COMPOSTO CONSTITUÍDO POR PESSOAS
GRAMATICAIS DEFERENTES. – Verbos em 1
pessoa do plural se o pronome “eu” estiver
incluído; verbos em 2 ou 3 pessoas do plural, se
o pronome “eu” estiver excluído do sujeito.
Ex. Eu, Danielle e Neto iremos ao teatro amanhã.
Os alunos da INSS, Os alunos da CTBEL e teus
amigos irão/ireis ao cinema.
06. CONCORDÂNCIA COM PRONOMES DE
TRATAMENTO. - O Verbo irá para a terceira
pessoal do “SINGULAR” ou “PLURAL”.
Ex. Vossa senhoria fez um bom trabalho aqui.
Ex. Vossas excelências não respeitaram seus
eleitorados.
07. CONCORDÂNCIA COM PALAVRAS QUE SÓ SE
ESCREVEM NO PLURAL. - O verbo concordará
com o artigo que acompanha a palavra.
Ex. Estados Unidos pretende invadir a Palestina.
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Ex. Os Estados unidos pretendem invadir a
Palestina.
08. CONCORDÂNCIA COM OS PRONOMES RELATIVOS
QUE E QUEM. – Há as seguintes possibilidades:
8.1. Com o relativo que: O verbo concordará
com o antecedente do pronome.
Ex: Sou eu que aplicarei a revisão do
Exemplo.
8.2. Com o relativo quem: Haverá duas
possibilidades. – Concorda com o seu
antecedente ou ficará na 3º pessoa do
singular.
Ex. Sou eu quem aplicará/aplicarei a prova
para a PRF
09. SUJEITO REPRESENTADO POR UM COLETIVO –
Haverá duas possibilidades:9.1 Se o coletivo não vier seguido de palavra
no plural, o verbo ficará no singular.
Ex. A turma mudou totalmente o
comportamento.
9.2 Se o coletivo vier seguido da palavra no
plural, a concordância será facultativa.
Ex. A equipe das meninas
venceu/venceram os meninos na última
disputa.
10. NÚCLEOS DO SUJEITO LIGADOS POR COM. – A
concordância será facultativa.
Ex. O professor com os alunos
participou/participaram da passeata.
11. SUJEITO FORMADO POR EXPRESSÕES.
11.1. “um ou outro” – o verbo fica no singular.
Ex. Um dia, um ou outro aluno se lembrará
dessa aula.
11.2. “um e outro, nem um nem outro, nem...
nem” – o verbo vai, de preferência, para o
plural.
Ex. Uma e outra colavam em todas as
provas;
Ex. Depois das provas, uma e outra riam
da fiscalização da prova.
Ex. Nem os policiais nem os fiscais
perceberam a cola na sala de aula.
11.3. “Um dos que, uma das que” – O verbo vai,
de preferência, para o plural.
Ex. Fernanda era uma das que mais
brincavam na sala de aula.
Ex. Marcos foi um dos que mudaram seu
comportamento após a palestra.
11.4. “Mais de, menos de” – o verbo concorda
com o numeral que segue a expressão.
Ex. Mais de um aluno pediu-me trabalho
como avaliação. , Ex. Menos de dez por
cento da turma conseguiram recuperar-se
no meio do ano.
OBS.: Se a expressão “MAIS DE UM”
ocorrer junto a verbos que indiquem
reciprocidade, o verbo obrigatoriamente
irá para o plural.
11.5. “Quais de vós, quantos de nós, alguns de
nós”. – O verbo poderá ficar na 3º pessoa
do plural concordando com o pronome
interrogativo ou indefinido; ou ainda
concordar com o pronome pessoal.
Ex. Quais de vós são/sois verdadeiramente
humildes?
Ex. Alguns de nós seremos/serão amigos
para sempre.
11.6. “Cerca de/ Perto de”. Seguido de numeral
e substantivo – indicando quantidade
aproximada, o verbo concordará com o
numeral.
Ex: Cerca de dois alunos faltaram à aula do
final de semana; Perto de sessenta e cinco
pessoas compareceram à aula.
12. SUJEITO FORMADO POR NÚMERO PERCENTUAL
– Haverá duas possibilidades:
12.1. concorda com o numeral ou com o termo a
que se refere.
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Ex. Um por cento da turma parece estar
estudando certo.
Ex. 99% da turma parece estar esperando
um milagre.
13. CONCORDÂNCIA COM O VERBO SER. – O verbo
ser ora concorda com o sujeito ora concorda
com o predicativo.
13.1. Se o sujeito e o predicativo forem
representados por nomes de coisas e um
deles estiver no plural, o verbo concordará
com o que estiver no plural.
Ex. Essas aulas têm sido a minha vida.
Ex. Muitas vitórias eram o meu sonho.
13.2. Se um dos elementos (sujeito ou
predicativo) referir-se a pessoa, o verbo
concordará com ela.
Ex. Minha vida são os meus filhos.
Ex. Minhas alegrias é a Isabela.
13.3. Se um dos elementos (sujeito ou
predicativo) for pronome pessoal, o verbo
concordará com ele.
Ex. Os alunos e candidatos não somos nós.
Ex. Na minha área, eu sou o melhor.
13.4. Se o sujeito for representado por
pronomes neutros – sem flexão de gênero
ou de número (tudo, aquilo, isto, o, isso) -
e o predicativo estiver no plural, o verbo
concordará, de preferência, com o
predicativo.
Ex. Para o 1º ano, tudo eram brincadeiras.
Ex. Na vida nem tudo são alegrias.
13.5. Quando indicar data, hora ou distância, o
verbo concordará sempre com o numeral.
Ex. É uma hora.
Ex. Eram 23 de dezembro quando
Adrianne nasceu.
13.6. Se o sujeito indicar peso, medida,
quantidade e for seguido de palavras ou
expressões como pouco, muito, menos de,
mais de, etc. o verbo ser fica no singular.
Ex. Cinco quilos de arroz é pouco.
Ex. Oito litros de leite é mais do que eu
pedi.
13.7. Se o sujeito for representado por palavra
ou expressão de sentido coletivo ou
partitivo e o predicativo estiver no plural, o
verbo ser concordará com o predicativo.
Ex. O restante eram verduras murchas. Ex.
No Brasil, a maioria dos eleitores são
mulheres.
13.8. Se o predicativo for pronome
demonstrativo o, mesmo, o sujeito
estando no plural, o verbo ser ficará no
plural.
Ex. Dores é o que não sinto.
Ex. O vento e a brisa é o que os alimentam.
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21 – Concordância Nominal
É o estudo da relação existente entre os nomes
variáveis da Língua Portuguesa (substantivo, artigo,
numeral, pronome, adjetivo). Para que haja
concordância nominal em uma frase, é necessário que
os nomes variáveis presentes nela e que estejam se
relacionando apresentem, quando possível, o mesmo
gênero (masculino ou feminino) e o mesmo número
(singular ou plural).
1. Um Adjetivo se relaciona com dois ou mais
Substantivos
Quando o adjetivo posposto se refere a dois
ou mais substantivos, concorda com o último ou vai:
para o plural, no masculino, se pelo menos
um deles for masculino;
para o plural, no feminino, se todos eles
estiverem no feminino.
Exemplos:
Paixão e amizade humana.
Amizade e calor humano.
Amizade e calor humanos
2. Um Adjetivo se relaciona com dois ou mais
Substantivos
Quando o adjetivo anteposto se refere a dois
ou mais substantivos, concorda com o mais próximo,
(CONCORDÂNCIA ATRATIVA)
Exemplos:
Mau lugar e hora.
Má hora e lugar.
3. Quando dois ou mais Adjetivos se referem a um
Substantivo
Este vai para o singular ou plural.
Exemplos:
Falo as línguas inglesa e portuguesa.
Falo a língua inglesa e (a) portuguesa.
4. Ordinal + Ordinal + ... + Substantivo
Quando dois ou mais ordinais vêm antes de
um substantivo, determinando-o, este concorda com
o mais próximo ou vai para o plural.
Exemplos:
A primeira e segunda lição.
A primeira e segunda lições.
5. Substantivo + Ordinal + Ordinal + ...Quando dois ou mais ordinais vêm depois de
um substantivo, determinando-o, este vai para o
plural.
Exemplo:
As cláusulas terceira, quarta e quinta.
6. Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo
Quando as expressões "um e outro", "nem um
nem outro" são seguidas de um substantivo, este
permanece no singular.
Exemplos:
Um e outro aspecto.
Nem um nem outro argumento.
7. Um e outro + Substantivo + Adjetivo
Quando um substantivo e um adjetivo vêm
depois da expressão "um e outro", o substantivo vai
para o singular e o adjetivo para o plural.
Exemplos:
Um e outro aspecto obscuros.
Uma e outra causa juntas.
8. "O (a) mais ... possível" - "Os (as) mais ...
possíveis" - "O (a) pior ... possível" - "Os (as)
piores ..." - "O (a) melhor ... possível" - "Os (as)
melhores ... possíveis"
O adjetivo "possível", nas expressões "o
mais...", "o pior...", "o melhor..." permanece no
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singular.
Com as expressões "os mais ...", "os piores ...",
"os melhores ...", vai para o plural.
Exemplos:
Os dois autores defendem a melhor doutrina possível.
Estas frutas são as mais saborosas possíveis.
Eles foram os mais insolentes possíveis.
9. Particípio + Substantivo
O particípio concorda com o substantivo a que
se refere.
Exemplos:
Feitas as contas ...
Vistas as condições...
Observação:
"Salvo", "posto" e "visto" assumem também papel de
conectivos, sendo, por isso, invariáveis:
Salvo honrosas exceções.
Posto ser tarde, irei.
10. Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo /
próprio + Substantivo Essas palavras concordam
com o substantivo a que se referem.
Exemplos:
Vão anexas as cópias.
Recebi bastantes flores.
Vão inclusos os documentos.
Cometeu um crime de lesa-pátria.
Cometeu um crime de leso-patriotismo.
Ele mesmo falou aquilo.
Ela mesma falou aquilo.
Elas próprias falaram aquilo.
11. Meio (= metade) + Substantivo
O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a
que se refere.
Exemplos:
Meias medidas.
Meio litro.
12. Meio (= um tanto) + Adjetivo
O advérbio "meio", que se refere a um
adjetivo, permanece invariável.
Exemplos:
Ela parecia meio encabulada.
Janela meio aberta.
13. Verbo transobjetivo + predicativo do objeto +
objeto + objeto ...
Verbo transobjetivo + objeto + objeto ... +
predicativo do objeto.
Verbo transobjetivo é o verbo que pede, além
de um complemento-objeto, uma qualificação para
esse complemento (= predicativo do objeto).
Nesse caso, o predicativo concorda com o(s) objetos.
Verbo transobjetivo
+ predicativo do
objeto
+ objeto + objeto ...
Julgou
Considerei
Achei
inocentes
oportunas
simpáticos
o pai e o filho
a decisão e a sugestão
a irmã e o irmão
Verbo transobjetivo + objeto + objeto ... + predicativo
Julgou
Considerei
Achei
o pai e o filho
a decisão e a sugestão
a irmã e o irmão
inocentes
oportunas
simpáticos
14. Casa, página (+ número) + numeral
Na enumeração de casas e páginas, o numeral
concorda com a palavra oculta "número".
Exemplos:
Casa dois.
Página dois.
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15. Substantivo + é bom / é preciso / é proibido
Em construções desse tipo, quando o
substantivo não está determinado, as expressões "é
bom", "é preciso", "é proibido" permanecem no
singular.
Exemplos:
Maçã é bom para a saúde.
É preciso cautela.
É proibido entrada.
Observação:
Quando há determinação do sujeito, a
concordância efetua-se normalmente:
É proibida a entrada de meninas.
16. Pronome de tratamento (referindo-se a uma
pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação +
adjetivo masculino
Quando um adjetivo modifica um pronome de
tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino,
vai para o masculino.
Exemplos:
Sua Santidade está esperançoso.
Referindo-se ao Governador, disse que Sua Excelência
era generoso.
17. Nós / Vós + verbo + adjetivo
Quando um adjetivo modifica os pronomes
"nós / vós", empregados no lugar de "eu / tu", vai
para singular.
Exemplos:
Vós (= tu) estais enganado.
Nós (= eu) fomos acolhidos muito bem.
Sejamos (nós = eu) breve
22 – Regência
É a relação entre duas palavras ligadas entre si, de tal
modo que uma depende gramaticalmente da outra.
É a parte da sintaxe que trata da dependência que
mantém entre si os elementos de uma sentença
Quanto à gerência as palavras dividem-se em:
a) Regentes
b) Regidas.
PALAVRAS REGENTES - são as que exigem outras que
as determinem ou lhes integrem o sentido
PALAVRAS REGIDAS - são as que determinam ou
completam o sentido das palavras regentes
Generalizado, regência estuda as relações de
determinação, existentes entre as partes ou
elementos da oração, ou melhor, é a propriedade de
ter uma palavra, sob sua dependência, outra ou
outras que lhe completem o sentido.
REGÊNCIA VERBAL
Dá-se quando o termo regente é um verbo e este se
liga a seu complemento por uma preposição ou não.
Aqui é fundamental o conhecimento da transitividade
verbal.
A preposição, quando exigida, nem sempre aparece
depois do verbo. Às vezes, ela pode ser empregada
antes do verbo, bastando para isso inverter a ordem
dos elementos da frase (Na rua dos Bobos, residia um
grande poeta). Outras vezes, ela deve ser empregada
antes do verbo, o que acontece nas orações iniciadas
pelos pronomes relativos (O ideal a que aspira é
nobre).
Alguns verbos e seu comportamento:
ACONSELHAR (TD e I)
Ex.: Aconselho-o a tomar o ônibus
cedo / Aconselho-lhe tomar o ônibus
cedo
AGRADAR
No sentido de acariciar ou contentar
(pede objeto direto - não tem
preposição).
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Ex.: Agrado minhas filhas o dia inteiro
/ Para agradar o pai, ficou em casa
naquele dia.
No sentido de ser agradável,
satisfazer (pede objeto indireto - tem
preposição "a").
Ex.: As medidas econômicas do
Presidente nunca agradam ao povo.
AGRADECER
TD e I, com a prep. A. O objeto direto
sempre será a coisa, e o objeto
indireto, a pessoa.
Ex.: Agradecer-lhe-ei os presentes /
Agradeceu o presente ao seu
namorado
AGUARDAR (TD ou TI)
Ex.: Eles aguardavam o espetáculo /
Eles aguardavam pelo espetáculo.
ASPIRAR
No sentido sorver, absorver (pede
objeto direto - não tem preposição)
Ex.: Aspiro o ar fresco de Rio de
Contas.
No sentido de almejar, objetivar
(pede objeto indireto - tem
preposição "a")
Ex.: Ele aspira à carreira de jogador de
futebol
Observação
Não admite a utilização do
complemento lhe. No lugar,
coloca-se a ele, a ela, a eles, a
elas. Também observa-se a
obrigatoriedade do uso de crase,
quando for TI seguido de
substantivo feminino (que exija o
artigo)
ASSISTIR
No sentido dever ou ter direito (TI -
prep. A).
Ex.: Assistimos a um bom filme /
Assiste ao trabalhador o descanso
semanal remunerado.
No sentido de prestar auxílio, ajudar
(TD ou TI - com a prep. A)
Ex.: Minha família sempre assistiu o
Lar dos Velhinhos. / Minha família
sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos.
No sentido de morar é intransitivo,
mas exige preposição EM.
Ex.: Aspirando a um cargo público, ele
vai assistir em Brasília..
Observação
Não admite a utilização do
complemento lhe, quando
significa ver. No lugar, coloca-se a
ele, a ela, a eles, a elas. Também
se observa a obrigatoriedade do
uso de crase, quando for TI
seguido de substantivo feminino
(que exija o artigo)
ATENDER
Atender pode ser TD ou TI, com a
prep. a.
Ex.: Atenderam o meu pedido
prontamente. / Atenderam ao meu
pedido prontamente.
No sentido de deferir ou receber (em
algum lugar) pede objeto direto
No sentido de tomar em
consideração, prestar atenção pede
objeto indireto com a preposição A.
Observação
Se o complemento for um
pronomes pessoal referente a
pessoa, só se emprega a forma
objetiva direta (O diretor atendeu
os interessados ou aos
interessados / O diretor atendeu-
os)
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CERTIFICAR (TD e I)
Admite duas construções: Quem
certifica, certifica algo a alguém ou
Quem certifica, certifica alguém de
algo.
Observação
É obrigatório o uso de crase,
quando o OI for um substantivo
feminino (que exija o artigo)
Certifico-o de sua posse / Certifico-lhe
que seria empossado / Certificamo-
nos de seu êxito no concurso /
Certificou o escrivão do
desaparecimento dos autos
CHAMAR
TD, quando significar convocar.
Ex.: Chamei todos os sócios, para
participarem da reunião.
TI, com a prep. POR, quando significar
invocar.
Ex.: Chamei por você insistentemente,
mas não me ouviu.
TD e I, com a prep. A, quando
significar repreender.
Ex.: Chamei o menino à atenção, pois
estava conversando durante a aula /
Chamei-o à atenção.
Observação
A expressão "chamar a atenção
de alguém" não significa
repreender, e sim fazer se notado
(O cartaz chamava a atenção de
todos que por ali passavam)
Pode ser TD ou TI, com a prep. A,
quando significar dar qualidade. A
qualidade (predicativo do objeto)
pode vir precedida da prep. DE, ou
não.
Ex.: Chamaram-no irresponsável /
Chamaram-no de irresponsável /
Chamaram-lhe irresponsável /
Chamaram-lhe de irresponsável.
CHEGAR, IR (Intrans.)
Quem vai, vai a algum lugar e quem
chega, chega de. Porém a indicação
de lugar é circunstância (adjunto
adverbial de lugar), e não
complemento verbal.
Esses verbos exigem a prep. A, na
indicação de destino, e DE, na
indicação de procedência.
Observação
Quando houver a necessidade da
prep. A seguida de um
substantivo feminino (que exija o
artigo a), ocorrerá crase (Vou à
Bahia)
no emprego mais frequente, usam a
preposição A e não EM
Ex.: Cheguei tarde à escola. / Foi ao
escritório de mau humor.
se houver idéia de permanência, o
verbo ir segue-se da preposição PARA.
Ex.: Se for eleito, ele irá para Brasília.
quando indicam meio de transporte
no qual se chega ou se vai, então
exigem EM.
Ex.: Cheguei no ônibus da empresa. /
A delegação irá no vôo 300.
COGITAR
Pode ser TD ou TI, com a prep. EM, ou
com a prep. DE.
Ex.: Começou a cogitar uma viagem
pelo litoral / Hei de cogitar no caso /
O diretor cogitou de demitir-se.
COMPARECER (Intrans.)
Ex.: Compareceram na sessão de
cinema. / Compareceram à sessão de
cinema.
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COMUNICAR (TD e I)
Admite duas construções alternando
algo e alguém entre OD e OI.
Ex.: Comunico-lhe meu sucesso /
Comunico meu sucesso a todos.
CUSTAR
No sentido de ser difícil será TI, com a
prep. A. Nesse caso, terá como sujeito
aquilo que é difícil, nunca a pessoa,
que será objeto indireto.
Ex.: Custou-me acreditar em
Hipocárpio. / Custa a algumas pessoas
permanecer em silêncio.
No sentido de causar transtorno, dar
trabalho será TD e I, com a prep. A.
Ex.: Sua irresponsabilidade custou
sofrimento a toda a família
No sentido de ter preço será
intransitivo
Ex.: Estes sapatos custaram R$50,00.
DESFRUTAR E USUFRUIR (TD)
Ex.: Desfrutei os bens de meu pai /
Pagam o preço do progresso aqueles
que menos o desfrutam
ENSINAR - TD e I
Ex.: Ensinei-o a falar português /
Ensinei-lhe o idioma inglês
ESQUECER, LEMBRAR
quando acompanhados de pronomes,
são TI e constroem-se com DE.
Ex.: Ela se lembrou do namorado
distante. Você se esqueceu da caneta
no bolso do paletó
constroem-se sem preposição (TD), se
desacompanhados de pronome
Ex.: Você esqueceu o assunto. Ela
lembrou a data do meu aniversário.
IMPLICAR
TD e I com a prep. EM, quando
significar envolver alguém.
Ex.: Implicaram o candidato em ajuda
ilícita.
TD, quando significar resultar,
produzir como consequência,
acarretar.
Ex.: Os precedentes daquele juiz
implicam grande honestidade / Suas
palavras implicam denúncia contra o
deputado.
TI com a prep. COM, quando significar
antipatizar.
Ex.: Não sei por que o professor
implica comigo.
Observação
Emprega-se preferentemente
sem a preposição EM (Magistério
implica sacrifícios)
INFORMAR (TD e I)
Admite duas construções: Quem
informa, informa algo a alguém ou
Quem informa, informa alguém de
algo.
Ex.: Informei-o de que suas férias
terminou / Informei-lhe que suas
férias terminou
MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE (Intrans.)
Seguidos da preposição EM e não com
a preposição A, como muitas vezes
acontece.
Ex.: Moro em Londrina / Resido no
Jardim Petrópolis / Minha casa situa-
se na rua Cassiano.
NAMORAR (TD)
Ex.: Ela namorava o filho da
empregada / O cachorro namorava o
frango que estava sobre a mesa.
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OBEDECER, DESOBEDECER (TI)
Ex.: Devemos obedecer aos pais. / Por
que não obedeces aos teus valores
religiosos?
Observação
Verbos TI que admitem formação
de voz passiva.
PAGAR, PERDOAR
São TD e I, com a prep. A. O objeto
direto sempre será a coisa, e o objeto
indireto, a pessoa.
Ex.: Paguei o pão ao padeiro / Perdoo
os erros aminha namorada.
Observação
As construções de voz passiva
com esses verbos são comuns na
fala, mas agramaticais.
PEDIR (TD e I)
Quem pede, pede algo a alguém.
Portanto é errado dizer Pedir para
que alguém faça algo.
Ex.: Pediram-lhe perdão / Pediu
perdão a Deus.
PRECISAR
No sentido de tornar preciso (pede
objeto direto).
Ex.: O mecânico precisou o motor do
carro.
No sentido de ter necessidade (pede a
preposição de).
Ex.: Preciso de bom digitador.
PREFERIR (TD e I)
Não se deve usar mais, muito mais,
antes, mil vezes, nem que ou do que.
Ex.: Preferia um bom vinho a uma
cerveja.
PROCEDER
TI,com a prep. A, quando significar
dar início ou realizar.
Ex.: Os fiscais procederam à prova
com atraso. / Procedemos à feitura
das provas.
TI, com a prep. DE, quando significar
derivar-se, originar-se ou provir.
Ex.: O mau-humor de Pedro procede
da educação que recebeu. / Esta
madeira procede do Paraná.
Intransitivo, quando significar
conduzir-se ou ter fundamento.
Ex.: Suas palavras não procedem! /
Aquele funcionário procedeu
honestamente.
o QUERER
No sentido de desejar, ter a intenção
ou vontade de, tencionar (TD)
Ex.: Quero meu livro de volta /
Sempre quis seu bem
No sentido de querer bem, estimar (TI
- prep. A).
Ex.: Maria quer demais a seu
namorado. / Queria-lhe mais do que à
própria vida.
o RENUNCIAR
Pode ser TD ou TI, com a prep. A.
Ex.: Ele renunciou o encargo / Ele
renunciou ao encargo
RESPONDER
TI, com a prep. A, quando possuir
apenas um complemento.
Ex.: Respondi ao bilhete
imediatamente / Respondeu ao
professor com desdém.
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Observação
nesse caso, não aceita construção
de voz passiva.
TD com OD para expressar a resposta
(respondeu o quê?)
Ex.: Ele apenas respondeu isso e saiu.
REVIDAR (TI)
Ex.: Ele revidou ao ataque
instintivamente.
SIMPATIZAR E ANTIPATIZAR (TI)
Com a prep. COM. Não são
pronominais, portanto não existe
simpatizar-se, nem antipatizar-se.
Ex.: Sempre simpatizei com Eleodora,
mas antipatizo com o irmão dela.
VISAR
No sentido de ter em vista, objetivar
(TI - prep. A)
Ex.: Não visamos a qualquer lucro. / A
educação visa ao progresso do povo.
No sentido de apontar arma ou dar
visto (TD)
Ex.: Ele visava a cabeça da cobra com
cuidado / Ele visava os contratos um a
um.
Observação
se TI não admite a utilização do
complemento lhe. No lugar,
coloca-se a ele (a/s)
Sinopse:
o São estes os principais verbos que,
quando TI, não aceitam LHE/LHES
como complemento, estando em seu
lugar a ele (a/s) - aspirar, visar, assistir
(ver), aludir, referir-se, anuir.
o Avisar, advertir, certificar, cientificar,
comunicar, informar, lembrar,
noticiar, notificar, prevenir são TD e I,
admitindo duas construções: Quem
informa, informa algo a alguém ou
Quem informa, informa alguém de
algo.
o Os verbos transitivos indiretos na 3ª
pessoa do singular, acompanhados do
pronome se, não admitem plural. É
que, neste caso, o se indica sujeito
indeterminado, obrigando o verbo a
ficar na terceira pessoa do singular.
(Precisa-se de novas esperanças /
Aqui, obedece-se às leis de ecologia)
o Verbos que podem ser usados como
TD ou TI, sem alteração de sentido:
abdicar (de), acreditar (em), almejar
(por), ansiar (por), anteceder (a),
atender (a), atentar (em, para),
cogitar (de, em), consentir (em),
deparar (com), desdenhar (de), gozar
(de), necessitar (de), preceder (a),
precisar (de), presidir (a), renunciar
(a), satisfazer (a), versar (sobre) - lista
de Pasquale e Ulisses.
REGÊNCIA NOMINAL
É o estudo da relação sintática (sempre
intermediada por uma preposição) existente entre os
nomes (substantivo, adjetivo ou advérbio) e seus
respectivos os termos regidos.
Acessível a
Acostumado a ou com
Alheio a
Alusão a
Ansioso por, de ou para
Atenção a ou para
Atento a ou em
Admiração a ou por
Aversão a, para, por
Atentado a ou contra
Acessível a
Acostumado a ou com
Agradável a
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Alheio a ou de
Análogo a
Apto a ou para
Ávido de
Bacharel em
Benéfico a
Capaz de ou para
Capacidade de ou para
Compatível com
Cuidadoso com
Desacostumado a ou com
Desatento a
Desfavorável a
Desrespeito a
Estranho a
Favorável a
Fiel a
Grato a
Generoso com
Hábil em
Habituado a
Inacessível a
Indeciso em
Invasão de
Junto a ou de
Leal a
Maior de
Morador em
Natural de
Necessário a
Necessidade de
Nocivo a
Ódio a ou contra
Odioso a ou para
Posterior a
Preferência a ou por
Preferível a
Prejudicial a
Próprio de ou para
Próximo a ou de
Querido de ou por
Residente em
Respeito a ou por
Sensível a
Simpatia por
Simpático a
Útil a ou para
Versado em
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23 – Crase
Do grego krásis= mistura fusão, designa, em
gramática normativa uma contração (casamento).
Pré-requisitos para que haja crase:
1º haver preposição “a” na frase.
2º haver artigo “a” ou pronome demonstrativo “a”
ou “aquele(s), aquela(s) ou aquilo”
3º haver palavra feminina explícita ou implícita.
■ CASOS PARTICULARES
1º A crase é obrigatória nas locuções adverbiais,
conjuntivas ou prepositivas.
OBS.: NÃO SE USA CRASE NAS LOCUÇÕES
ADVERBIAIS DE MEIO OU INSTRUMENTO.
2º A crase é obrigatória sempre que as palavras
moda ou maneira estiverem escritas ou
subentendidas.
3º Só se usa crase antes da palavra casa, se esta
estiver determinada.
4º Só se usa crase antes da palavra terra, se esta
estiver determinada.
OBS.: SE A PALAVRA TERRA SE REFERIR AO
PLANETA TERRA, NÃO SERÁ NECESSÁRIO O
DETERMINANTE PARA O USO DA CRASE.
5º Só se usa crase antes da palavra distância, se
esta estiver acompanhada de expressão
numérica.
6º A crase é facultativa antes de nome de mulher.
7º A crase é facultativa antes de pronome
possessivo feminino.
8º A crase é facultativa após a palavraaté.
9º A crase é facultativa NAS GENERALIDADES.
24 – Pontuação
■ EMPREGO DA VÍRGULA
1. Para separar os termos da mesma função,
assindéticos:
"Vim, vi, venci."
2. Para isolar o vocativo:
"João, onde está o arroz?"
"E agora, José?
3. Para isolar o aposto explicativo:
"Ronaldo, ex-jogador do Timão, manteve o
hábito de viajar muito."
4. Para assinalar o deslocamento dos adjuntos
adverbiais:
"Por impulso instantâneo, toda a equipe
comemorou"
Diante de todos os convidados, o casal disse
sim."
Sendo o adjunto adverbial expresso por apenas
um simples advérbio, pode-se dispensar a
vírgula, ainda que venha deslocado:
"Hoje, completamos mais um ano de vida".
"Hoje completamos mais um ano de vida".
5. Para marcar a (omissão) do verbo:
"João e Maria comeram feijão, arroz, farinha e
beberam suco, refrigerante, caldo de feijão."
6. Nas datas:
"Recife, 23 de novembro de 2000."
7. Nas construções onde o complemento verbal,
por vir anteposto, é repetido por um pronome
enfático (objeto direto / indireto =>pleonástico):
"A mim, ninguém me engana."
"Ao pobre, não lhe devo. Ao rico, não lhe peço."
8. Para isolar certas palavras ou expressões
explicativas, corretivas, continuativas,
conclusivas, tais como “por exemplo, além disso,
isto é, aliás, então, etc”.
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9. Para separar as orações coordenadas ligadas
pela conjunção "e", quando os sujeitos forem
diferentes:
"Veio a noite da feijoada, e João não havia se
preparado."
10. Para separar as orações coordenadas ligadas
pelas conjunções mas, senão, nem, que, pois,
porque, ou pelas alternativas: ou...ou; ora...ora;
quer...quer, etc.
"O adolescente é muito rico, mas não vive feliz."
"Ou o conhece, ou não".
11. Para isolar as conjunções adversativas porém,
todavia, contudo, no entanto; e as conjunções
conclusivas logo, pois, portanto.
"Ao sair do lugar, contudo, teve alguns
problemas.
12. Para separar as orações adverbiais (iniciadas
pelas conjunções subordinativas - não
integrantes), principalmente quando antepostas
à principal:
"Como estudou direito para o vestibular, passou
para o curso de Direito."
Quando você vier, eu sairei de casa.
13. Para separar os adjetivos e as orações adjetivas
de sentido explicativo:
"O jardim, que está florido, será protegido
durante a chuva."
"As mulheres, loucas, procuraram a maquiagem."
■ EMPREGO DO PONTO E VÍRGULA
1. Para separar orações independentes que têm
certa extensão, sobretudo se tais orações
possuem partes já divididas por vírgula:
"Uns trabalhavam, esforçavam-se, exauriam-se;
outros folgavam, descuidavam-se, não pensavam
no futuro."
2. Para separar as partes principais de uma frase
cujas partes subalternas têm de ser separadas
por vírgulas:
"Recife e Olinda são cidades de Pernambuco;
Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, do Rio de
Janeiro.
3. Para separar os diversos itens de uma lei, de um
decreto, etc.
"Art.12. Os cargos públicos são providos por:
I - Nomeação; II - Reversão;
■ EMPREGO DO PONTO SIMPLES
1. No período simples:
A família representa tudo na vida de uma pessoa.
2. No período composto :
João comeu feijão, e Maria bebeu suco.
3. Nas abreviaturas:
d.C - depois de Cristo
■ EMPREGO DOS DOIS PONTOS
1. Para anunciar a fala do personagem:
O militar ordenou:
- Todos para a flexão!
2. Para anunciar uma enumeração:
Alguns homens preferem as seguintes opções de
vida: lazer, dinheiro, uma boa mulher, futebol,
feijão e muita saúde para viver intensamente.
3. Para anunciar uma citação:
"Aristóteles dizia a seus discípulos: Meus amigos,
não há amigos"
■ PONTO DE INTERROGAÇÃO
É o sinal que se coloca no fim de uma oração
para indicar uma pergunta direta:
Quem quer feijão?
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■ PONTO DE EXCLAMAÇÃO
Emprega-se depois das interjeições ou depois
de orações que designam espanto, admiração:
"Quantos gols! Esse time é muito bom!
■ RETICÊNCIAS
Indicam interrupção ou suspensão do
pensamento ou, ainda, hesitação ou falta de
necessidade de exprimi-lo:
"Quem conta um conto..."
"Se todas as mulheres fossem iguais.... Ficariam
os homens menos satisfeitos..."
■ PARÊNTESES
Servem os parênteses para separar palavras ou
frases explanatórias, intercaladas no período:
"Estava Mário em sua casa (nenhum prazer
sentia fora dela), quando ouviu baterem..."
■ TRAVESSÃO
É um traço de certa extensão, maior do que o
hífen, que indica a mudança de interlocutor:
- Quem é?
- Sou eu.
- Eu quem?
■ ASPAS
Usam-se as aspas:
A) No princípio e no fim das citações, para distingui-
las da parte restante do discurso:
Um sábio disse:
"Agir na paixão é embarcar durante a
tempestade."
B) Para distinguir palavras e expressões estranhas
ao nosso vocabulário:
João vive num verdadeiro "trash".
C) Para dar ênfase a palavras ou expressões:
A palavra "sexo" está presente 24h na mente
masculina.
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25 – Redação Oficial
1. DEFINIÇÃO
REDAÇÃO OFICIAL é a maneira pela qual o
Poder Público redige atos normativos e
comunicações. Trata-se de comunicação entre
unidades administrativas dos Três Poderes e também
destes com empresas e com indivíduos. Não confundir
com a redação comercial e a bancária, pois estas se
dão entre empresas privadas e destas com o Poder
Público e com indivíduos. A redaçãooficial segue
certas normas legais, enquanto a redação comercial e
a bancária seguem outras.
2. NORMAS
Manual de Redação da Presidência da República
(www.planalto.gov.br), de 2002;
Manual de elaboração de textos do Senado
Federal;
Instrução Normativa nº4, de 1992;
Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de
1998.
3. QUESITOS:
1. IMPESSOALIDADE: ausência demarcas de
pessoalidade.
2. OBJETIVIDADE: centrada no assunto (objeto).
3. FORMALIDADE: uso de tratamento adequado.
4. UNIFORMIDADE: mesma forma de tratamento do
início ao fim
5. CLAREZA: texto compreensível
6. CONCISÃO: sem redundância.
7. NORMA CULTA: respeitando as regras
gramaticais.
Observações Gerais
Nos altos escalões devem ser evitadas as
abreviaturas dos pronomes de tratamento.
As formas Ilustríssimo e Digníssimo ficam abolidas
das comunicações oficiais.
Doutor é título acadêmico e não forma de
tratamento, sendo empregado apenas em
comunicações dirigidas a pessoas que tenham
concluído cursos de doutorado.
Com o objetivo de simplificar o fecho das
correspondências oficiais deve-se utilizar somente
dois tipos para todas as modalidades de
comunicação oficial:
Respeitosamente – para alto escalão.
Atenciosamente - para as demais autoridades.
O tratamento, no texto da correspondência e no
destinatário, deve ser coerente, vindo por extenso
ou abreviado.
Na identificação do destinatário, sempre na
primeira página do documento, usa-se
Excelentíssimo (a) Senhor (a) quando se utilizar o
tratamento Vossa Excelência e Senhor (a), para o
tratamento Vossa Senhoria.
4. PRONOMES DE TRATAMENTO
Pronomes de Tratamento: são pronomes
empregados no trato com as pessoas, familiarmente
ou respeitosamente. Embora o pronome de
tratamento se dirija à segunda pessoa, toda a
concordância deve ser feita com a terceira pessoa.
Usa-se Vossa, quando conversamos com a pessoa, e
Sua, quando falamos da pessoa.
Ex. Vossa Senhoria deveria preocupar-se com suas
responsabilidades e não com as de Sua Excelência, o
Prefeito, que se encontra ausente.
5. AUTORIDADES DE ESTADO
Vossa Excelência (V. Ex.ª):
Para o presidente da República, senadores da
República, ministros de Estado, governadores,
deputados federais e estaduais, prefeitos,
embaixadores, cônsules, chefes das Casas Civis e
Militares. Somente o presidente da república usa o
pronome de tratamento por extenso, nunca
abreviado.
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Vossa Magnificência (V. Mag.ª):
Para reitores de Universidade, pró-reitores e vice-
reitores.
Vossa Senhoria (V. S.ª):
Vereadores; Para diretores de
6. AUTARQUIAS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS
Judiciárias
Vossa Excelência (V. Ex.ª):
Para Magistrados (Juízes de Direito, do Trabalho,
Federais, Militar e Eleitoral), Membros de Tribunais
(de Justiça, Regionais Federais, Regionais do
Trabalho, Regionais Eleitorais), Ministros de
Tribunais Superiores (do Trabalho, Eleitoral,
Militar, Superior Tribunal de Justiça e Supremo
Tribunal Federal).
Meritíssimo Juízo (M. Juízo):
para referência ao Juízo.
Executivo e Legislativo
Vossa Excelência (V. Ex.ª):
Para chefes do Executivo (Presidente da República,
Governadores e Prefeitos), Ministros de Estado e
Secretários Estaduais, para Integrantes do Poder
Legislativo (Senadores, Deputados Federais,
Deputados Estaduais, Presidente de Câmara de
Vereadores e vereadores), Ministros do Tribunal
de Contas da União e para Conselheiros dos
Tribunais de Contas Estaduais.
Militares
Vossa Excelência (V. Ex.ª):
Para oficias generais - (Almirantes-de-Esquadra,
Generais-de-Exército e Tenentes-Brigadeiros; Vice-
Almirantes, Generais-de-Divisão e Majores-
Brigadeiros; Contra-Almirantes, Generais-de-
Brigada e Brigadeiros e Coronéis Comandantes das
Forças Auxiliares dos Estados e DF (Polícias
Militares e Bombeiros Militares).
Vossa Senhoria (V. S.a):
para demais patentes e graduações militares.
Autoridades eclesiásticas
Vossa Santidade (V. S.):
Para o papa.
Vossa Eminência (V. Em.ª Revma):
Para cardeais.
Vossa Beatitude:
Para os patriarcas das igrejas sui juris orientais.
Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.a Revma):
Para bispos em geral.
Vossa Paternidade:
Para superiores de ordens religiosas.
Vossa Reverendíssima (V. Revma):
Para sacerdotes em geral.
Dom (Dom):
Para bispos em geral (De forma peculiar, será
também concedido aos Monges Beneditinos).
Padre (Pe.):
Para padres (Em endereçamento pode ser usado
Rvmo. Pe.).
Diácono(Diác.):
Para diáconos.
Acólito(Ac.):
Para acólitos (instituídos).
7. AUTORIDADES MONÁRQUICAS OU IMPERIAIS
Vossa Majestade Real & Imperial (V. M. R. & I.):
Para monarcas que detenham títulos de imperador
e rei ao mesmo tempo.
Vossa Majestade Imperial (V. M. I.):
Para imperadores e imperatrizes.
Vossa Majestade (V. M.) ou Vossa Majestade Real
(V. M. R.) :
Para reis e rainhas.
Vossa Alteza Real & Imperial (V. A. R. & I.):
Para príncipes de casas reais e imperiais.
Vossa Alteza Imperial (V. A. I.):
Para príncipes de casas imperiais.
Vossa Alteza Real (V. A. R.):
Para príncipes e infantes de casas reais.
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Vossa Alteza Sereníssima (V. A. S.):
Para príncipes monarcas e Arquiduques.
Vossa Alteza (V. A.):
Para duques.
Vossa Excelência (V. Ex.ª):
Para Duques com Grandeza, na Espanha.
Vossa Graça (V. G.):
Para Duques e Condes.
Vossa Alteza Ilustríssima (V. A. Ilmª.):
Para nobres mediatizados, como Condes, na
Alemanha.
O Mui Honorável (M. Hon.):
Para marqueses, na Grã-Bretanha.
O Honorável (Hon.):
Para condes (The Right Hon.), viscondes, barões e
filhos de duques, marqueses e condes na Grã-
Bretanha.
Dom (Dom):
Para membros de alguma nobreza portuguesa e
brasileira.
8. OUTROS TÍTULOS
Senhor (Sr.):
Para homens em geral, quando não existe
intimidade.
Senhora (Sr.ª):
Para mulheres casadas ou mais velhas (no Brasil)
ou mulheres em geral (em Portugal).
Senhorita (Srt.a):
Para moças solteiras, quando não existe
intimidade (no Brasil).
Vossa Senhoria (V. S.a):
Para autoridades em geral, como secretários da
prefeitura ou diretores de empresas.
Doutor (Dr.):
Não é forma de tratamento e é empregado a quem
possui doutorado conferido por uma universidade
ou outro estabelecimento de ensino superior
autorizado, após a conclusão de um curso de
Doutorado ou Doutoramento. Porém, é costume
empregar aos bacharéis em Direito, Medicina e
Fisioterapia.[1]
Arquitecto (Arq.o(a)):
Para arquitetos (em Portugal).
Bibliotecário (Bib.o(a)):
Para bibliotecários.
Engenheiro (Eng.o(a)):
Para engenheiros (em Portugal).
Comendador (Com.(a)):
Para comendadores.
Professor (Prof.(a)):
Para professores.
Desembargador (Des.dor):
Para desembargadores.
Pastor (Pr.):
Para pastores de igrejas protestantes.
Vossa Magnificência(V. Mag.a):Para reitores de universidades e outras instituições
de ensino superior.
Referências
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual
.htm
Memorando
Definição
Memorando é a correspondência utilizada
pelas chefias no âmbito de um mesmo órgão ou
entidade para expor assuntos referentes a situações
administrativas em geral.
Estrutura
1. designação do órgão, dentro de sua respectiva
ordem hierárquica;
2. denominação do ato - MEMORANDO;
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3. numeração / ano, sigla do órgão emissor, local e
data, na mesma direção do número;
4. destinatário - PARA, seguido de dois pontos;
5. texto - exposição do assunto;
6. fecho - Atenciosamente, seguido de vírgula;
7. assinatura;
8. nome;
9. cargo.
Observação
O memorando pode ser usado no mesmo nível
hierárquico ou em nível hierárquico diferente.
Carta
Definição
Carta é a forma de correspondência por meio
da qual os dirigentes da Administração do Distrito
Federal se dirigem a personalidades e entidades
públicas e particulares para tratar de assunto oficial.
Circular
Definição
Circular é a correspondência oficial de igual
teor, expedida por dirigentes de órgãos e entidades e
chefes de unidades da Administração a vários
destinatários.
Observações
1. Se a circular tiver mais de uma folha, numerar as
subsequentes com algarismos arábicos, no canto
superior direito, a partir do número dois.
2. O destinatário deve figurar sempre no canto
inferior esquerdo da primeira página.
Ofício
Definição
Ofício é o meio de comunicação utilizado
entre dirigentes de órgãos e entidades e titulares de
unidades da Administração pública (direta ou indireta)
ou ainda destes para com Empresas Privadas.
Estrutura
1. designação do órgão, dentro de sua respectiva
ordem hierárquica;
2. denominação do ato - OFÍCIO;
3. numeração/ano, sigla do órgão emissor, local e
data na mesma direção do número;
4. destinatário – tratamento formal e endereço;
5. Assunto – resumo do que se trata no ofício;
6. vocativo - Senhor e o cargo do destinatário,
seguido de vírgula;
7. texto - exposição do assunto;
8. fecho - Atenciosamente, seguido de vírgula;
9. assinatura;
10. nome;
11. cargo;
12. destinatário - tratamento, nome, cargo,
instituição e cidade/ estado.
Observações
1. Se o ofício tiver mais de uma folha, numerar as
subsequentes com algarismos arábicos, no canto
superior direito, a partir da número dois.
2. O destinatário deve figurar sempre no canto
inferior esquerdo da primeira página.
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GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO
Endereço postal – telefone e e-mail
OFÍCIO N...../.... –GAB/SE
Brasília, ...de........ de... .
A Sua Senhoria a Senhora
Fulana de Tal – cargo
Assunto:
Senhora Superintendente,
1.Esta Secretaria tem acompanhado e avaliado sistematicamente as necessidades de capacitação dos Recursos
Humanos dos Quadros de Pessoal da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Distrito Federal,
constatando que é imprescindível neste momento a implementação de um programa que contribua
significativamente para a valorização do servidor, visando reestimulá-lo para o exercício de suas funções.
(...)
2. Desta forma, gostaríamos de contar com o apoio de Vossa Senhoria, no sentido de desenvolver, implantar e
implementar os programas e projetos para a Administração Pública do Distrito Federal, conforme Programa de
Valorização do Servidor, estabelecido no Plano de Governo do Distrito Federal.
Atenciosamente,
Assinatura
Nome por extenso
Cargo
Aviso
Definição
Modalidades de comunicação oficial praticamente idêntica ao OFÍCIO. A única diferença entre eles é que
o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo
que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos
oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
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Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, aviso segue o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o
destinatário, seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
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Exposição de Motivos
Definição
É o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser
assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo
que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo,
segue o modelo descrito adiante.
A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para
aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta
projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do
Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício.
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Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo
Mensagem
Definição
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens
enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública;
Expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa;
Submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas;
Apresentar veto;
Enfim,fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.
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Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias
caberá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira.
b) encaminhamento de medida provisória.
c) indicação de autoridades.
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do País por mais
de 15 dias.
e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV.
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Telegrama
Definição
Toda comunicação oficial expedida por meio
de telegrafia, telex, etc.
Por tratar-se de forma de comunicação
dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente
superada, deve restringir-se o uso do telegrama
apenas àquelas situações que não seja possível o uso
de correio eletrônico ou fax e que a urgência
justifique sua utilização e, também em razão de seu
custo elevado, esta forma de comunicação deve
pautar-se pela concisão.
Forma e Estrutura
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma
e a estrutura dos formulários disponíveis nas agências
dos Correios e em seu sítio na Internet.
Ata
Definição
É o documento que registra, com o máximo
de fidelidade, o que se passou em uma reunião,
sessão pública ou privada, congresso, encontro,
convenção e outros eventos, para comprovação,
inclusive legal, das discussões e resoluções havidas.
Observações
1. A redação obedece sempre às mesmas normas,
quer se trate de instituições oficiais ou entidades
particulares. Escreve-se seguidamente, sem
rasuras e sem entrelinhas, evitando-se os
parágrafos ou espaços em branco.
2. A linguagem utilizada na redação é bastante
sumária e quase sem oportunidade de inovações,
exatamente por sua característica de simples
resumo de fatos. Também, em decorrência disso,
os verbos são empregados sempre no tempo
passado e, tanto quanto possível, devem ser
evitados os adjetivos.
3. A redação deve ser fiel aos fatos ocorridos, sem
que o relator emita opinião sobre eles.
4. Sintetiza clara e precisamente as ocorrências
verificadas.
5. Registra-se, quando for o caso, na ata do dia, as
retificações feitas à anterior.
6. O texto é manuscrito, digitado, ou se preenche o
formulário existente, como é usual em
estabelecimentos de ensino, por exemplo.
7. Para os erros constatados no momento da
redação, consoante o tipo de ata, emprega-se a
partícula retificativa "digo".
8. Se forem notados erros após a redação, há o
recurso da expressão "em tempo".
9. Os números fundamentais, datas e valores, de
preferência, são escritos por extenso.
10. É lavrada por um secretário, indicado em geral
pelo plenário.
Atestado
Definição
Atestado é o documento em que se comprova
um fato e se afirma a existência ou inexistência de
uma situação de direito da qual se tenha
conhecimento em favor de alguém.
Declaração
Definição
Declaração é o documento de manifestação
administrativa, declaratório da existência ou não de
um direito ou de um fato.
Requerimento
Definição
Requerimento é o instrumento dirigido à
autoridade competente para solicitar o
reconhecimento de um direito ou a concessão de um
benefício sob amparo legal.
Estrutura
1. denominação do ato - REQUERIMENTO;
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2. destinatário - Senhor ou Excelentíssimo Senhor,
seguido da indicação do cargo da pessoa a quem
é dirigido o requerimento;
3. preâmbulo:
3.1. qualificação do requerente: nome, nacionalidade,
estado civil, profissão, residência, dentre outros;
4. texto - objeto do requerimento com indicação
dos respectivos fundamentos legais ou
justificativas da solicitação;
5. solicitação final;
6. local e data;
7. assinatura;
8. nome.
Observação
Na solicitação final, tradicionalmente, usa-se:
Nestes termos,
Pede deferimento.
Fax
Definição
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-
simile) é uma forma de comunicação que está sendo
menos usada devido ao desenvolvimento da Internet.
É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes
e para o envio antecipado de documentos, de cujo
conhecimento há premência, quando não há
condições de envio do documento por meio
eletrônico. Quando necessário o original, ele segue
posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo
com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo
papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.
Forma e Estrutura
Os documentos enviados por fax mantêm a forma
e a estrutura que lhes são inerentes.
É conveniente o envio, juntamente com o
documento principal, de folha de rosto, pequeno
formulário com os dados de identificação da
mensagem a ser enviada.
Correio Eletrônico
Definição
O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo
custo e celeridade, transformou-se na principal forma
de comunicação para transmissão de documentos.
Forma e Estrutura
Um dos atrativos de comunicação por correio
eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa
definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto,
deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com
uma comunicação oficial.
O campo assunto do formulário de correio
eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo a
facilitar a organização documental tanto do
destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser
utilizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A
mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer
informações mínimas sobre seu conteúdo..
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso
de confirmação de leitura. Caso não seja disponível,
deve constar da mensagem pedido de confirmação de
recebimento.
Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a
mensagem de correio eletrônico tenha valor
documental, é, para que possa ser aceito como
documento original, é necessário existir certificação
digital que ateste a identidade do remetente, na
forma estabelecida em lei.
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PROVAS DE CONCURSOS
Prova 1 – TRF1 – Analista Judiciário – Área
Administrativa– Cespe/2017
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Prova 2 – Funpresp – Exe – Analista
Administrativo – Cespe 2016
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Prova 3 – Câmara dos Deputados – Analista
Legislativo – Cespe/2014
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Prova 4 – PM/MA – 1º Tenenete PM – Cirurgião
Dentista – Cespe/2017
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Prova 5 – DPU/ADM – Médio – Cespe 2016
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Prova 6 – DPU/ADM – Nível Superior –
Cespe/Cebraspe/2016
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Prova 7 – TJDFTSER – Analista Judiciário/Oficial
de Justiça Avaliador – Cespe 2015
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Prova 8 – TCE/RN – Cespe/Cebraspe/2015
Prova 9 – TELEBRAS – Cespe/Cebraspe/2015
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Prova 10 – TJDFTSER – Cespe/Cebraspe/2015
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Prova 11 – PMJP/CGM – Cespe/Cebraspe/2018PORTUGUÊS PARA CONCURSOS
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GABARITOS
PROVA 1
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
C E E C E C E C E C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E C C E C E E C E C
PROVA 2
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E C C E C C E C C E
11 12 13 14 15 16
C C E E E E
PROVA 3
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E C E E C X C E E E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C X E C C C C E E C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
C C E E C C E E E E
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
C X C C E E C E E C
PROVA 4
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E C E E C E C C E C
11 12
C C
PROVA 5
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E E C C E C E C C C
11 12 13 14
E C C E
PROVA 6
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
C E C E C C E E E E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C E C C E E C C E E
21 22
E C
PROVA 7
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E C C E E E C E C E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C C E E C E E C C C
21
E
PROVA 8
01 02 03 04 05 06 07
E C C C E C E
PROVA 9
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E C E C E E C E E C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E C C E C C C E E C
PROVA 10
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
E E C C E E E C C E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E C C C E C C C E E
21
C
PROVA 11
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
C E C E E E C C C E
11 12 13 14 15 16
E E C E C C